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GNOS E

Arcanjo da Estação: Gabriel Ano Rosa-Cruz - 640

Julho

Rio de Janeiro - RJ - Brasil 2018


ORGÃO OFICIAL DA FRATERNITAS ROSICRUCIAN A ANTIQUA

S U M M U M S U PR E M U M SA N C TU A R I U M
Publicação Mensal
Copyright "©" I.N.P.I REG. Nº 007156405
Fundador: Joaquim Soares de Oliveira em 1936

Diretor Responsável: Dr. Alair Pereira de Carvalho


Redação e Diagramação: B a si l i de s

A Revista Gnose não é responsável pelos conceitos emitidos em


artigos devidamente assinados.

SUMARIO

Fundação da FRA ........................... Mestre Coaracyporã 02

Eucarístia ........................... Mestre Huiracocha R+ 03

O Caminho Perfeito ........................... Mestre Huiracocha R+ 05


Os Quatro Verbos Negativos do Ma-
........................... S. C. Tonapa 07
go

FUNDAÇÃO DA F R A d i a 2 7 d e f e ve r e i r o d e 1 9 3 3 , e m
p l e n o Ca r n a v a l . En t r e o s Me m-
NO BRASIL b r o s e s t a va o jo ve m t e ó s o f o Jo a -
(1933 - 85 anos) q u i m S o a r e s d e O l i ve i r a , f u n ci o -
n á r i o d o B a n c o d o Br a si l , d i p l o -
Descrita pelo saudoso Sob. ma d o e m Ci ê n ci a s Co n t á b e i s, o
Com. da FRA Coaracyporã, na FA- q u a l s e cr e t a r i o u a A t a d a f u n d a -
MA-FRA Nr. 5, Ano I, de ç ã o . A L o ja R +C Sã o P a u l o , f o i
27.07.1997 f u n d a d a so b o s a u s p í ci o s d a A U-

E
G U ST A F R AT ER NI D AD E B R A N-
m 1 9 3 3 a p a r e ce u e m C A R +C ANT I G A , cu jo So b e r a n o
S ã o Pa u l o u m jo ve m G r a n d e Co me n d a d o r e r a u m ci -
e st u d a n t e Ro sa - C r u z, e n t i s t a e mé d i c o a l e mã o , Dr . A r -
c r e d e n c i a d o p e l o Me s t r e H UI R A- n o l d Kr u m m - H e l l e r .
C O CH A , p a r a f u n d a r u m R a mo d a E n t r e o s p r i me i r o s f i l i a d o s se
s e c u l a r E s c o l a d e O c u l t i s mo n o a ch a va a e scr i t o r a Ra ch e l Pr a d o ,
B r a s i l . Ch a ma v a- s e Jo sé Ca g l i - a q u a l , vi n d o a o Ri o , se e n co n -
o st r o Ca mb a r e r i . En t r o u e m co n - t r o u co m se u a mi g o , Dr . Do mi n -
t a t o c o m e s t u d a n t e s ma ç o n s e g o s Ma g a r i n o s, c o m o q u a l co m-
t e o s o f i s t a s , e i n s t a l o u a 1 ª . L o ja b i n o u t r a ze r o S r . Ca mb a r e r i a o
R O S A- C R UZ , e m Sã o Pa u l o , n o Ri o , p a r a f u n d a r u ma L o ja R +C ,

2
n a e n t ã o C a p i t a l d o Pa í s . O Me s - g u á . Ne s sa o p o r t u n i d a d e a n a l i -
t r e Ca mb a r e r i s e a f e i ç o a r a a o s a mo s t o d o s o s a s p e c t o s d a a t u -
jo v e m S o a r e s e o t r o u x e c o n s i g o , a l si t u a çã o . Er a u m d o mi n g o . N a
i n c u mb i n d o- o d e se c r e t a r i a r a t e r ç a - f e i r a se g u i n t e , n a s e d e d a
A t a d a n o v a L o ja R +C , q u e f o i F R A, C a mb a r e r i d e u p o r e n ce r r a -
f u n d a d a n a r e si d ê n ci a d o T n t e . d a s u a a ti vi d a d e a tu a l n a F r a te r -
A ma r o d e Az e v e d o , e n t ã o e s t u - nidade, alegando que fora in-
d a n t e d e me d i c i n a , n a r u a G a r i - c u mb i d o d e o u t r a Mi s sã o , c o m
b a l d i , n o Al t o d a T i ju c a . a l g u n s I r mã o s , a l é m d a p r ó p r i a
e sp o sa , q u e t r o u xe r a d a I t á l i a .
S e g u i r a m- s e a u l a s d i á r i a s p a -
ra preparação dos novos estu- E m s e g u i d a , se g u i r a m p a r a
d a n t e s . C a mb a r e r i s e r e ve l o u u m S ã o Pa u l o e co n st r u ír a m u m
v e r d a d e i r o Me s t r e e s e d e d i c o u , T e mp l o p a r a a " F r a t e r n i d a d e d o
d e c o r p o e a l ma , a o n o v o Ca p í t u - A r ch a n jo Mi g u e l " , n o " B a n a n a l "
l o R + C, a t a l p o n d o q u e a d i o u P a u l i st a n o . ∆
s e u r e t o r n o à Eu r o p a , a f i m d e
p r o c u r a r u ma S e d e d i g n a d e i n s - M e s t r e C o a r a c y p o r ã R+
t a l a r a L o ja . En co n t r a r a m- n a n a
r u a De s e mb a r g a d o r I s i d r o , n º .
1 6 6 , T i ju c a . U ma v e z i n s t a l a d o , EUCARISTIA
o M e s t r e v i a jo u p a r a a Eu r o p a .

O
Manteve por longos anos contato
com Soares, o qual havia trazido problema mais profun-
p a r a o Ri o e a q u e m c o u b e a d i - do da Religião é a Eu-
r e çã o d a F r a t e r n i d a d e , a t é su a caristia que, de fato,
passagem aos planos eternos da nunca deixou de preo-
L u z . Su a a mi z a d e s e e s t e n d e u cupar os sacerdotes.
aos outros que se fi zeram seus Basta consultar a Teologia de Sa-
a mi g o s e a d mi r a d o r e s , c o mo o crest para perceber-se o esforço dos
D r . Ma g a r i n o s , G u i ma r ã e s , Câ n - Católicos na demonstração de que o
c i o d o A ma r a l , Ed g a r R u ma n n pão, ou melhor, a Hóstia está con-
Soares e outros. vertida em Deus “DE VERUM”, como
D e p o i s d a 2 ª . G r a n d e G u e r r a , diz o dogma e sustentava próprio
c o n s e g u i r a m t r a z e r Ca mb a r e r i , Santo Thomas.
n o v a me n t e , a o Ri o , c o m a ju d a É este o grande ato de Magia que
e s p e c i a l d e Ed g a r R. S . , Dr . G u i - o sacerdote, quando pronuncia os
ma r ã e s e Dr a g o . mantrans: “HOC EST ENIM COR-
C a mb a r e r i , a o c h e g a r n o Ri o , PUS MEUM e HIC EST CALIX SAN-
e s e g u n d o n o s d e c l a r o u , ju l g a v a GUINIS MEl”, como pronunciara o
t a mb é m q u e o Me s t r e H u i r a c o c h a Nazareno por ocasião da CEIA e
t e r i a s u c u mb i d o d u r a n t e a g u e r - que significam este é o meu corpo e
ra. “ESTE É MEU SANGUE”.
D e p o i s d e l i g e i r o e n co n t r o c o - No fundo o Catolicismo afirma
l e t i v o , n a F R A , c o mb i n a mo s u m que a Hóstia é realmente Deus e,
e n c o n t r o i n d i v i d u a l , n o s í t i o d o por isto coloca em exposição nos
I r mã o J O S É F L O R E S, e m T i n - seus altares, no momento das ceri-

3
mônias religiosas. um ato ritualístico de sublime signifi-
cação.
Os fiéis prostram-se de joelhos
na consumação deste santo sacrifí- Os Mistérios antigos, na India,
cio. como no Egito ou na Grécia, objeti-
varam sempre idênticas solenidades
Não pensam do mesmo modo os e a UNÇÃO foi, do mesmo modo,
Protestantes que, acentuando com considerada uma cerimônia de assi-
Lutero as seguintes palavras do Se- nalada preponderância.
nhor: FAZE ISTO EM MINHA MEMO-
RIA, deduzem que a Eucaristia nada Daí, certamente, o interesse que o
tem de comum com o corpo e o san- Sacramento desperta.
gue do Cristo e que tudo se limita a
uma cerimônia sem a mínima trans- Para a solução do problema, lan-
cendência, mera recordação da Ceia çamos mão da nossa CHAVE: o Mé-
xico nos antigos Mistérios do Sol
do Nazareno.
que, ainda hoje, são celebrados, na
Ficou, portanto, a comunhão, para sua original pureza, pelos Chuch-
os Protestantes, reduzida à expres- kahau. Magos ou sacerdotes existen-
são de um símbolo e nada mais. tes no Departamento de Chiche, em
Guatemala e em outras localidades
Disto deriva, efetivamente, a dife- do Yucatan.
rença que distingue o Catolicismo do
Protestantismo, que, se pudessem Acentuamos que se trata do Cristo
entrar em acordo, com relação a ou- e, para isto, basta refletir quem foi
tros pontos de doutrina, jamais se Quetzalcouatl.
harmonizariam os seus CONGRES-
SOS EUCARÍSTICOS. Fixemos nossa mente no Sol, não
no sentido puramente material e as-
É também notável a devoção que tronômico de centro de sistema pla-
tributa à Hóstia, exposta por ocasião netário: não como o Sol que é ape-
da MISSA. nas um expoente parcial, mas, como
essência da sua luz que é, em si
Os GNÓSTICOS, que procuram mesma, o REINO DO CÉU, a SUBS-
esclarecer estes assuntos, encaram TÂNCIA CRISTONICA, esparsa por
o problema através de um prisma todo o Cosmos.
muito mais transparente e cristalino.
Deste modo os Mistérios compre-
A Hóstia e o Vinho são ou não o enderam Quetzalcouatl e assim, jus-
corpo e o sangue do Cristo? tamente, devemos compreender o
Se a razão está com os católicos, Cristo, na sua qualidade de substân-
é insignificante o cerimonial que exe- cia intima, solar.
cutam para a celebração de tão sa- Os antigos tinham o costume de
grados elementos; está-se, porém
pôr nos túmulos diversos alimentos –
com os Protestantes, carece de im- pão e pulque, Isto é, pão e vinho –
portância, pois, o Nazareno aludiu a acreditavam que os mortos, depois
coisa muito mais elevada que a Igre- de
ja não celebra, pelo menos, com tan-
ta redundância. abandonarem corpo material,
exerciam as suas necessidades físi-
A crucificação, por exemplo, seria cas e precisavam, portanto, alimen-

4
tar-se ainda mantêm esses velhos Assim, nem os Católicos nem os
hábitos que, por mais extravagantes Protestantes têm razão - A explica-
que pareçam, não deixam de ter ex- ção do Mistério está no que acaba-
plicação. mos de expor.
Quando morremos e a alma deixa O México, no seu culto solar, nos
o corpo, Continuamos a sentir, por dá a CHAVE DO GRANDE MISTÉ-
muito tempo, o ambiente em que vi- RIO e se as FILOSOFIAS e as Reli-
vemos e nos parecerá estranho co- giões que nos chegam do Oriente
mo conseguimos atravessar as pare- exaltam a Índia, o Egito e a Grécia,
des de habitações familiares, sem por este motivo, e como maior razão,
despertar a atenção dos que nos cer- temos o dever de exaltar o México. ∆
cam.
Dr. Krumm-Heller
O conhecimento destes fenôme-
(GNOSE, ano 1, maio de 1936-
nos deu origem ao Espiritismo que
não deixa de ter suas razões. RJ)

Pois bem quando vivemos, toma-


mos alimentos, entre eles, pão e vi-
nho que ao penetrarem em nosso O Caminho Perfeito

O
organismo são transformados, Mor-
tos, não dispomos dos órgãos neces- caminho Perfeito das
sários à alimentação, mas, a Alma Vidas, obviamente, de-
Errante, do ser desencarnado só as- ve ter um amplo hori-
sim percebe que tudo, agora, se ope- zonte ético e filosófico, sem situa-
ra de um modo absolutamente con- ções sub-reptícias, e largas avenidas
trário. Ao invés do alimento, por para a satisfação dos mais caros
exemplo, penetrar no organismo, o anelos que dimanam do recôndito do
organismo penetra no alimento e nis- ser. Deve ser, simultaneamente, fon-
to está a CHAVE ou a explicação do te certa de ventura, propiciamente
Mistério. perene de satisfações, no que seja
Todos nós recebemos, em partí- acessível, e meio de libertação dos
culas, essa energia solar, essa luz desfiladeiros, das dificuldades e dos
íntima do Cosmos, Jesus foi o único tormentos da vida. Tal é, com efei-
que se saturou e se converteu nessa to, a nosso ver, o supremo ideal da
luz; o Mistério do Gólgota reside em perfeição.
que a alma do Nazareno, depois do O Caminho Perfeito não é o que
sacrifício da Cruz, difundiu-se por proporciona facilidades ao oportunis-
todo o Cosmos, sem perder, contu- mo, ou que serve para todas as
do, a sua personalidade e a sua mis- emergências. É melhor do que isso,
são de GUIA deste Planeta. o que nos ilumina em nossos erros,
Um sacerdote consciente pode, guiando-nos nas dificuldades e alen-
portanto, evocar o Cristo e conseguir tando-nos nos momentos de desâ-
que a substância Cristônica penetre nimo.
realmente no pão e no vinho que, O Caminho Perfeito é o que nos
uma vez em nosso organismo SE demonstra que somos, a nós pró-
UNE AO CRISTO DO NOSSO EU prios, o “determinador máximo” em
SUPERIOR.

5
todas as circunstâncias, o “elemento toda a sua significação e proceder em
primordial” em todas as aspirações, o conformidade com os objetivos da
“fator decisivo” em todas as possibili- Natureza em seu sentido superlativo.
dades e, finalmente, que reunimos em Eleva-se, aperfeiçoa-se, sublima-se,
nós mesmos todos os poderes indis- sem vacilações, nem tibieza, porque
pensáveis para alcançar aquilo que se alicerça na cultura de todas as
buscamos. Assim, se bem compreen- forças e possibilidades do ser, alheio
demos nossas atitudes e nos decidi- por completo, as suposições doutri-
mos a fazer um esforço conveniente, nárias e as fantasias dogmáticas das
é certo que conseguiremos converter - ortodoxias metafísicas e tradições
nos em “artífices do nosso próprio teocráticas. Nele havemos de encon-
destino, em senhores de nossa pró- trar a Ventura e a Paz, pois só por ele
pria pessoa” , sobre tudo, em chegamos as realizações cósmicas,
“reitores de nossa própria existência”. ou seja a Realeza da Consciência em
Não se trata, aqui de uma filosofia seu sentido mais transcendente e in-
acomodatícia, nem de uma fé cega tegral, vencendo as fases inferiores e
em forças sobrenaturais desconheci- complexas do viver humano. Desen-
das, mas de uma ampla compreensão ganem-se os iludidos, pois a felicida-
do funcionamento de nossos poderes de, o poder, as aspirações superiores
inatos, desde que os cultivemos e não se alcançam por encantamentos,
determinemos sua aplicação na vida por obras de magia maravilhosa, e
diária. sim meio de esforços determinados e
indispensáveis. Nada, no mecanismo
O Caminho Perfeito é o que pro- magistral da Natureza, se altera ou se
porciona essa sensação rara, mas modifica sem uma certa adaptação as
decisiva,de “plenitude”, “serenidade”,
suas próprias necessidades. Daí,
“segurança” e “firmeza” no curso da deve ser a sua conquista invariavel-
existência. É ao mesmo tempo, ori- mente da resultante de merecimentos
entação, iluminação e alento. Nele ou de certos, encadeamentos nem
não existe o “acaso” ou a eterna víti- sempre compreendidos ou conheci-
ma das circunstâncias, por isso que dos.
somos devidamente assistidos por
princípios que nos permitem transitar, Quem quiser, porém tirar a prova
com deliberação, em plena consciên- do que afirmamos nada tem a fazer
cia e em completa comunhão mística senão experimentar, e há de verificar
com as forças superiores reguladoras que nossas proposições são mais do
da Natureza Universal. É saber sentir que asserções, são a expressão de
em êxtase inefável, o fluir sutil da vi- Verdades irretorquíveis. Toda a co-
da e estar sempre em Harmonia com munhão mística Rosa-Cruz repousa
o Infinito, espécie de certeza elegíaca sobre postulados dessa firmeza; toda
que, além de infundir um supremo Cultura preconizada pela Rosa-Cruz
respeito pela vida, nos proporciona se enraíza nos princípios vitais, de tal
dignificante altivez, ufania transcen- ordem que, além de inegáveis, podem
dente, sublimidade e ânsia inefável ser praticamente demonstrados por
de íntima refulgência com desígnios quem quer que se empenhe em não
alentadores da eternidade.O Caminho sofrer resignadamente a sorte dos
Perfeito não pressupõe uma fuga das iluminados, valetudinários, pobres de
dificuldades da vida; ao contrário, im- espírito, e que padecem da pior da
porta em enfrentar a realidade em todas as enfermidades, a ignorância

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do que é a vida, e como ou para que, dos grosseiros do mundo exterior. As
é a verdade fundamental da natureza. conquistas duradouras são consegui-
A contínua superação com a conse- das interiormente e paulatinamente.
quente elevação de nossos objetivos, O Mago deve saber NÃO CORRER.
e o controle cada vez mais perfeito do
ser, que conduz ao domínio das cir- 2 – NÃO PARAR: Na Nat ur eza
tudo é movimento, tudo é vibração,
cunstâncias, sentindo a euforia do
ritmo transcendente da vida, em tran- tudo tem seu ritmo. O estático não
está evoluindo, está estagnado.
ce da Perfeição e a impressão de ufa-
nia sublime de estarmos absorvidos Ao se dizer não correr não quere-
pela verdade absoluta, tal é o legítimo
mos em hipótese alguma induzir ao
Caminho de Perfeição!.∆ oposto, o parar. No meio do caminho
Dr. Krumm-Heller (In “Revista entre a pressa e a estagnação encon-
Rosa-Cruz”) – Gnose setembro tra o Mago o seu ponto de apoio, seu
1938 ponto de equilíbrio. Não parar, prati-
car sempre, estudar sempre, ousar
OS QUATRO VERBOS quando chegar o momento. O Mago
NEGATIVOS DO MAGO dever Querer não Parar.

M
3- RETROCEDER: Não b ast a ao
uito sem tido acerca das trabalhador da Grande Obra conquis-
ações que o Mago deve tar aquilo de que necessita: Serenida-
desenvolver – SABER, de, Altruísmo, Pureza, Autodomínio,
QUERER, OUSAR E CALAR – englo- etc; é melhor manter o terreno con-
bados nos quatro verbos lendários da quistado.
esfinge, Acerca deles nada mais te-
mos a acrescentar além do que já foi Em outras palavras, não pode re-
dito em todas as épocas. Desejamos, troceder em seu autodesenvolvimen-
porém, apresentar os quatro verbos to, não pode trilhar antigos caminhos
tão ao gosto do homem regenerado.
negativos do Mago, ou seja, aqueles
que implicam em certas abstenções Ao ser provado no dia a dia, o Ma-
da ordem geral que o Mago ou Aspi- go deve Ousar não retroceder.
rante à Grande Obra deve obedecer.
4 – NÃO LAMENTAR: To d o s er
1 – NÃO CORRER: O Mago deve humano vem ao mundo já trazendo
saber cultivar a paciência juntamente dentro e fora de si efeitos de vidas
com sua irmã, a perseverança. pregressas, alguns agradáveis, outros
A Natureza da dá saltos, diz a sa- desagradáveis.
bedoria popular, e muito menos o Cumpre ao Mago dar o melhor de
auto desenvolvimento da Natureza si ao seu autodesenvolvimento, po-
Humana, dizemos nós. Alguns Aspi- rém, tem de saber que nem sempre
rantes, após pequeno tempo de culti- os efeitos conseguidos serão perfei-
vo da Arte, poucos anos de trabalho, tos, uma vez que as causas que de-
nem sempre constantes, sentem-se sencadeou são dependentes de seu
decepcionados por não terem atingido carma individual e coletivo e, portanto
à Maestria. Nada mais errôneo, nada nem sempre são perfeitas. ∆
mais mal interpretado, mesmo porque
o progresso Íntimo nem sempre é S.C. Tonapa R+ Gnose Nº 4 Dez
possível de observação pelos méto- 1978

7
A Fraternidade Rosicruciana Antiga é uma instituição que tem por obje-
tivo a felicidade dos seres humanos, sem distinção, investigando todos os pro-
blemas que se relacionam com a sua origem, evolução e destino.

Para atingir essa finalidade, utiliza-se dos métodos preconizados pelo


Rosicrucianismo antigo e medieval a atualiza os seus conhecimentos de
caráter filosófico, científico e espiritual, utilizando-se das experiências
adquiridas através das Escolas Iniciáticas ou Herméticas.

As suas portas estão sempre abertas para todos os investigadores since-


ros e bem-intencionados que queiram assumir seriamente, para tal fim, os
imprescindíveis compromissos de honra e que estejam dispostos a trabalhar
pelo próprio desenvolvimento e aperfeiçoamento material e espiritual.

Gnose fevereiro de 1944 (J. Soares de Oliveira)

ATIVIDADES PÚBLICAS
Segunda-feira:
- Aula Fundamental às 20:00hs (palestras, meditação, harmonização e
cura - Reiki e Rituais) (exceto nos dias 27 de cada mês), consulte a
nossa programação em nosso site no link “Aula Fundamental”.
Domingo:
- Missa Gnóstica às 09:00hs

Fraternitas Rosicruciana Antiqua


Rua Saboia Lima, 77 Tijuca Tel.: 21- 2254-7350 - RJ - CEP:20521-250
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