Você está na página 1de 71

FARMÁCIA HOSPITALAR

Manipulação de
medicamentos estéreis e não
estéreis em FH

Profa. Dra. Gabriela Modenesi Sirtoli

gabrielamodenesi@yahoo.com.br
FARMACOTÉCNICA HOSPITALAR

É o setor da farmácia responsável pela


manipulação das preparações
farmacêuticas necessárias ao hospital, na
forma de dosificação eficaz, com
apresentação adequada.
BREVE EVOLUÇÃO DA FARMACOTÉCNICA
HOSPITALAR NO BRASIL
Até os anos 60: produção de medicamentos em
hospitais;
•Industrialização da produção de medicamentos: mais
viável adquirir do que produzir;
•Farmacotécnica Hospitalar hoje: parte fundamental
do sistema de dose unitária – expertise farmacêutico!
•Papel importante na individualização da terapia
medicamentosa – ponte importante com Farmácia
Clínica.
OBJETIVOS

Proporcionar, a qualquer momento,


independentemente da disponibilidade comercial,
medicamentos com a qualidade aceitável,
adaptados às necessidades específicas da
população que atende;
VANTAGENS DA MANIPULAÇÃO

Medicamento personalizado: a dose certa, o


médico prescreve doses que não estariam
disponíveis no medicamento industrializado,
atendendo a cada paciente. Além disso, o rótulo
é personalizado, evitando confusões e trocas.
VANTAGENS DA MANIPULAÇÃO

Associações benéficas: o médico pode usar vários


medicamentos que complementam o tratamento,
numa única fórmula, para evitar que o paciente
tome vários medicamentos. O farmacêutico avalia
sempre a incompatibilidade entre as substâncias.
EX: anlodipina + atenolol + clortalidona
VANTAGENS DA MANIPULAÇÃO

Vínculo médico – paciente – farmacêutico


fortalecido.

Custo reduzido do medicamento por envolver


processos mais artesanais e evitar o desperdício.
FARMACOTÉCNICA NO HOSPITAL
Impactos na qualidade da assistência:
–Menor tempo gasto pela enfermagem;
–Melhor apuro técnico;
–Individualização de doses com precisão;
–Administração adequada;
–Controle de Infecção hospitalar;
–Adesão terapêutica;
–Redução de desperdícios.
FARMACOTÉCNICA NO HOSPITAL

Possíveis limitações à implementação:


–Alto investimento inicial
–Alto investimento em treinamento
–Resistência pela enfermagem

•COFEN - Código de ética – Proibições - Art. 47º:


“Administrar medicamento sem certificar-se da natureza
da droga que compõe e da existência de risco para o
cliente.”
FARMACOTÉCNICA NO HOSPITAL
FARMACOTÉCNICA NO HOSPITAL
FARMACOTÉCNICA NO HOSPITAL
ESTRUTURA GERAL
ESTRUTURA FÍSICA
PARAMENTAÇÃO
FORMAS FARMACÊUTICAS

Não estéreis de importância na manipulação


hospitalar:
Cápsulas gelatinosas duras
Papéis
 Uma forma de fracionamento de pós em doses
individuais consiste no envase do pó em papel
devidamente dobrado, chegando a ser considerada
forma farmacêutica, pois carrega em seu conteúdo uma
dose exata de fármaco pronto para ser administrado.
 O papel pode conter o pó de uma única substância ou
uma combinação de várias.
FORMAS FARMACÊUTICAS

Estudos de estabilidade, toxicidade,


fotossensibilidade.

Feita em gral de porcelana.

Manipulação de pós com baixa concentração


(<50mg): diluição em gral onde se tritura o fármaco
e os diluentes tradicionais (lactose, amido).
FORMAS FARMACÊUTICAS

A administração dos conteúdos dos papéis requer


sua dispersão em um líquido, podendo ser água
potável, suco ou sopa, para posterior deglutição.
(preparações extemporâneas).
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS

Fracionamento de comprimidos e cápsulas

Quando o comprimido a ser fracionado é um


comprimido simples, de ação e desintegração
imediatas, e sem revestimentos, aplica-se a
técnica de manipulação de cápsulas a partir do
comprimido triturado em gral.
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS

Fracionamento de comprimidos e cápsulas

O mesmo se aplica às cápsulas cujo conteúdo seja


o pó do fármaco ou sua mistura com um
adjuvante. Nesse caso, abre-se a cápsula,
esvazia-se seu conteúdo e procede-se do mesmo
modo.
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS

Tratando-se de comprimidos revestidos, deve-se


fazer uma investigação do motivo pelo qual o
comprimido foi revestido. (Ex.: comp. liberação
prolongada: Nifedipina Retard)

Não se faz trituração de pellets. A cápsula deve


ser aberta, seu conteúdo diluído com pellets
inertes, e a nova dose deve ser manipulada.
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS

Líquidos Orais
As formas farmacêuticas líquidas para
administração oral são de grande importância
para pacientes com dificuldade de deglutição.

Possuem grande versatilidade para


personalização de doses, mas são suscetíveis de
apresentarem problemas de estabilidade e
contaminação microbiana.
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS

Soluções
São preparados líquidos que contêm uma ou mais
substâncias químicas dissolvidas em um solvente,
onde as moléculas do soluto são envolvidas.

Podem ser manipuladas a partir de matéria-


prima pura ou de medicamentos industrializados,
com propósito de personalizar a dose.
(Preparação extemporânea)
FRACIONAMENTO DE MEDICAMENTOS
TRANSFORMAÇÃO DE FORMAS
FARMACÊUTICAS
TRANSFORMAÇÃO DE FORMAS
FARMACÊUTICAS
TRANSFORMAÇÃO DE FORMAS
FARMACÊUTICAS
TRANSFORMAÇÃO DE FORMAS
FARMACÊUTICAS
TRANSFORMAÇÃO DE FORMAS
FARMACÊUTICAS
TRANSFORMAÇÃO DE FORMAS
FARMACÊUTICAS
ESTABILIDADE

Quando um produto mantém, dentro de limites


especificados e durante o período de
armazenamento e uso, as mesmas propriedades e
características que possuía no momento de sua
preparação.
TIPOS DE ESTABILIDADE

Química – quando o ativo mantém sua


integridade química

Física – quando as propriedades físicas como


aparência, palatabilidade, dissolução e
suspensibilidade são mantidas

Microbiológica – esterilidade e resistência ao


crescimento microbiano
TIPOS DE ESTABILIDADE

Terapêutica – quando o efeito terapêutico


permanece inalterado

Toxicológico – quando não ocorre aumento


significativo na toxicidade
FATORES QUE AFETAM A ESTABILIDADE

Concentração :
degradação do ativo – hidrólise, fotólise

pH
correção com uma solução tampão.
FATORES QUE AFETAM A ESTABILIDADE
Tipos de recipientes
Recipientes que promovem a evaporação de água

Exposição a luz
Fotólise – anfotericina , usa-se papel alumínio ou vidro
âmbar

Efeito da temperatura
Aumenta a degradação
PRAZO DE VALIDADE

É o espaço de tempo em que o produto conserva


suas características físicas, químicas,
microbiológicas, terapêuticas e toxicológicas
dentro de limites determinados por certas
especificações que garantem a sua qualidade
DETERMINAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE

➢Estudos analíticos publicados:


➢Fluconazol é instável nas preparações extemporâneas

➢Consultar o laboratório produtor

➢Estabilidade química
DETERMINAÇÃO DA DATA DE VALIDADE

Determinação empírica:

FF sólida:
➢ Obtido de uma especialidade: 25% do tempo
de validade remanescente ou 6 meses

➢ Obtidos de matérias-primas : 6 meses


DETERMINAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE

FF líquida aquosa:

➢ Com componentes sólidos: 14 dias (5°C)


➢ Sem componentes sólidos: 30 dias ou tempo
de tratamento
DETERMINAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE

FF líquida não aquosa:


➢ Obtidas de uma especialidade: 25% do
tempo de validade remanescente ou 6 meses

➢ Obtidas de matéria prima : 6 meses

➢ Demais FF: 30 dias ou tempo de tratamento


MANIPULAÇÃO DE MEDICAMENTOS
ESTÉREIS
ESTRUTURA FÍSICA
FLUXOS LAMINARES
FLUXOS LAMINARES
FLUXOS LAMINARES
PARAMENTAÇÃO - ESTÉREIS
ADMINISTRAÇÃO ENDOVENOSA
ACESSO VENOSO PERIFÉRICO
ACESSO VENOSO PROFUNDO

Catéter Triplo Lúmen


BOMBAS INFUSORAS
MANIPULAÇÃO
MANIPULAÇÃO
MANIPULAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL DE
MEDICAMENTOS
ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL DE
MEDICAMENTOS
ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA DE
MEDICAMENTOS
ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA DE
MEDICAMENTOS
ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA DE
MEDICAMENTOS
RECONSTITUIÇÃO
AMPOLAS
FRASCOS-AMPOLA
DILUIÇÃO
ROTULAGEM
ADMINISTRAÇÃO
GARANTIA DE QUALIDADE