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EXM. SR. DR.

JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DO JUIZADO ESPECIAL


FEDERAL.
Autor (a), brasileiro (a), estado civil, profissão, portador da Cédula de Identidade RG nº 0
0000001ª via – e CPF nº, residente e domiciliado na – Bairro: – CEP:, na Cidade de, com
endereço eletrônico em:, mediante seu bastante procurador com instrumento procuratório em
anexo (doc. 01), que ao final subscreve, vem, mui respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência, com fulcro na Legislação pátria vigente, propor à presente
AÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE REVISIONAL DE APOSENTADORIA POR TEMPO
DE CONTRIBUIÇÃO COM RECONHECIMENTO DE TEMPO ESPECIAL.
Em face de INSTITUTO NACIONAL DE SEGURIDADE SOCIAL (INSS)
PRELIMINARMENTE
De acordo com o provimento COGE n. 34, bem com o art. 1.042 do NCPC, com a nova redação
dada pela Lei n. 10.352/01, o advogado que esta subscreve autentica os documentos que
acompanham esta petição inicial, não necessitando, assim, a autenticação Cartorária.
O Autor requer seja concedido o benefício da Justiça gratuita, por não poder arcar com o
ônus financeiro decorrente do presente processo, sem que com isso sacrifique o seu sustento e
o da sua família, conforme o art. 98 do NCPC e a Lei 1060/50.
DOS FATOS
O Autor requereu administrativamente o benefício previdenciário de Aposentadoria por Tempo
de Contribuição junto a Requerida tendo seu benefício concedido com DIB Nº 000.000.000-0,
em 00/00/0000.

O Autor nasceu em 00/00/0000 e sempre trabalhou com jornalista, conforme o Extrato


previdenciário e PPP- Perfil Profissiográfico Previdenciário e CTPS em anexo.

No total foi contabilizado o tempo total de contribuição de 00 anos, 0 meses e 00 dia, razão
pela qual ele se aposentou proporcionalmente.

O Autor requer justamente que os períodos em que trabalhou como jornalista no qual era
amparado pela Lei nº 3.259/59, que considerava a profissão de Jornalista como atividade
especial amparando assim o seu pedido de revisão e reconhecimento de tempo especial,
requerendo a conversão dos períodos de acrescenta-se os períodos trabalhados para a
conversão a 00/00/0000, de 00/00/0000 a sejam considerados como tempo especial, uma
vez que o Autor trabalhou como jornalista por mais de 30 anos.
Neste interim, o Autor requer que seja feita a revisão em sua aposentadoria por tempo de
contribuição proporcional, uma vez que por força de Lei, que o período 00/00/0000 à
00/00/0000 seja reconhecido e contabilizado como tempo especial no qual lhe permite
possuir o direito de uma nova contabilização em sua aposentadoria, uma vez que sempre
exerceu a função de Jornalista a qual era designada através da Lei 3.529/59 tendo sido
substituída pela Lei 9.528/97. Entendo assim que no
período 00/00/0000à 00/00/0000 encontrava-se em exercício de função especial.
Diante do fato o Autor entende possuir direito a concessão de sua ação de Revisional de
Aposentadoria por Tempo de Contribuição e Reconhecimento de Tempo Especial, no qual vem
buscar amparo para sua pretensão perante a este honrado juízo.

DO DIREITO
A Lei 3.529/59 instituiu a aposentadoria especial de jornalista, assegurando então aos
jornalistas profissionais que trabalhavam em empresas jornalísticas a aposentadoria aos trinta
anos de serviço. No entanto, a aposentadoria especial de jornalista deixou de existir tendo em
vista sua expressa revogação pela Medida Provisória 1.523/97 que foi convertida na Lei 9.528,
de 10 de dezembro de 1997.
A aposentadoria assegurava à categoria profissional dos jornalistas que completassem 30 anos
em tal atividade quando ainda se encontrava em vigor a Lei 3.529/59 e o tempo de serviço
prestado em condições ou atividades assim consideradas especiais por força da insalubridade,
periculosidade ou penosidade a elas inerentes, as quais vinham previstas no art. 57 e seguintes
da Lei 8.213 /91.
Enquanto a primeira, instituída por legislação específica e que se denominou chamar como
aposentadoria especial de jornalista nada mais é do que uma aposentadoria concedida com
cinco anos a menos de serviço, desde
que os 30 anos sejam todos prestados na condição de jornalista.

Essa era a previsão do art. 57 da Lei 8.213 /91 que impunha a prestação de trabalho, ainda de
que modo presumido nos casos de enquadramento por atividade, submetido à condições
especiais de prejuízo ou risco à saúde.
Havendo legislação específica, e sendo claros seus termos, não há como fazer uso de legislação
genérica para conceder direitos mais amplos.

Mesmo tendo sido a legislação especial revogada em 1997, o tempo de serviço na condição de
jornalista anterior não pode ser considerado como especial para fins de conversão.

Para fazer jus à sua conversão para a aposentadoria especial, acerca do tempo labutado como
jornalista juntamente, no qual é mister apresentar um INÍCIO de prova material, como fazem
provas os documentos acostados nessa inicial, supracitados.

O art. 201, § 1º, da CF orienta sobre os regimes da previdência social estabelecida em lei, que in
casu é a Lei 8.213/91, que regulamentou a Previdência Social.
Art. 201 - A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter
contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei. (Alterado pela EC-000.020-1998).
§ 1º - É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos beneficiários do regime geral de
previdência social, ressalvados os casos de atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física
e quando se tratar de segurados portadores de deficiência, nos termos definidos em lei complementar.
O artigo 57, § 1º da Lei 8.213/91 regula o direito a aposentadoria especial e demonstra quais os
requisitos necessários para a sua concessão:
Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida à carência exigida nesta Lei,
ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser
a lei.
§ 1º- “A aposentadoria especial, observado o disposto no art. 33 desta Lei, consistirá numa renda mensal equivalente a 100% (cem por
cento) do salário-de-benefício”.
Nesta hipótese como pode ser demonstrado nos autos através das documentações que o Autor
tem exercido mais de 30 anos de atividades como jornalista profissional. Assim há como
reconhecer o direito à conversão da aposentadoria proporcional por tempo de contribuição em
aposentadoria especial com RMI à base de 100% sobre o salário-de-benefício, prevista na Lei
3.259/59.

Diante dos fatos alegados, o autor requer à concessão ação de Revisional de Aposentadoria por
Tempo de Contribuição e Reconhecimento de Tempo Especial, no qual se torna uma medida de
inteira justiça.

DA JURISPRUDÊNCIA
Ressalte-se, que a jurisprudência pátria entende que a atividade do jornalista enquadrou-se
como especial sendo importante ressaltar que, quando a jurisprudência se manifesta acerca da
possibilidade de comprovação de tempo especial, apresentando provas, impõe a existência de
prova material significando dizer que deve imprescindivelmente ser avaliada. Nesse sentido, a
jurisprudência posiciona no sentido de que:

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. CONVERSÃO EM


APOSENTADORIA ESPECIAL DE JORNALISTA PROFISSIONAL. LEI 3.529/59. REGISTRO
TARDIO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS. 1.
Completando o jornalista profissional 30 (trinta) anos de serviço no ramo, devidamente
enquadrada a atividade no art. 2º da Lei nº 3.529/59, o registro posterior no Ministério do
Trabalho, a que se reporta o art. 3º, da lei em questão, não pode impedir a concessão do
provento integral pela aposentadoria especial. 2. Os honorários advocatícios restam fixados em
10% e devem incidir tão-somente sobre as parcelas vencidas até a data da prolação da sentença,
excluídas as parcelas vincendas, na forma da Súmula nº 111 do STJ, conforme entendimento
pacificado na Seção Previdenciária deste Tribunal (Súmula 76) e no Superior Tribunal de
Justiça
(TRF-4 - AC: 69376 PR 2002.70.00.069376-4, Relator: LUÍS ALBERTO D'AZEVEDO
AURVALLE, Data de Julgamento: 14/11/2007, TURMA SUPLEMENTAR, Data de Publicação:
D. E. 07/12/2007)

PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PRESCRIÇÃO. REVISÃO DA RMI. SÚMULA 2 DO


TRF/4ª REGIÃO. ART. 58 DO ADCT. APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO.
CONVERSÃO EM APOSENTADORIA ESPECIAL DE JORNALISTA PROFISSIONAL.
DECRETO Nº 83.080/79. REGISTRO TARDIO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO.
POSSIBILIDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. Cuidando-se de prestações de natureza
continuada apenas as cotas devidas no qüinqüênio anterior à propositura da ação é que são
alcançadas pela prescrição. 2. No regime anterior à Lei 8.213/91 é devida a correção dos
salários-de-contribuição anteriores aos 12 últimos meses na forma da Súmula nº 2 desta Corte.
3. Alterada a renda inicial, impõe-se a revisão na forma do art. 58 do ADCT. 4. Cabível a
conversão da aposentadoria por tempo de serviço concedida na vigência do Decreto 83.080/79
em aposentadoria especial de jornalista profissional, nos termos do art. 160, quando
preenchidos os requisitos. 5. O registro de jornalista no Ministério do Trabalho efetuado
posteriormente ao início das atividades não impede a concessão da aposentadoria especial. 6. A
atualização monetária deve ser realizada desde o vencimento de cada parcela.
(TRF-4 - AC: 8961 RS 2003.04.01.008961-6, Relator: JOÃO BATISTA PINTO SILVEIRA, Data
de Julgamento: 13/06/2007, SEXTA TURMA, Data de Publicação: D. E. 06/07/2007)

DO PEDIDO
Diante de todo exposto, requer:

A concessão da Gratuidade de Justiça posto que o Autor não possuí condições de arcar com o
ônus da presente lide sem prejuízo do próprio sustento e dos seus.

A citação do INSS, em nome de seu representante legal, para, em querendo, contestar a


presente lide sob as penas da Lei.

Ao final seja a presente julgada TOTALMENTE PROCEDENTE, para que se declare por
sentença:
- A concessão da ação de Revisional de Aposentadoria por Tempo de Contribuição e
Reconhecimento de Tempo Especial, sendo realizado novo cálculo no benefício do Autor.

- A condenação do INSS ao pagamento do ônus de sucumbência fixando-se os honorários


advocatícios à critério de Vossa Excelência.

Requer, ainda, a produção de todos os meios de prova em Direito admitidos, especialmente


juntada de documentos acostados e demais que se fizerem necessários no curso da presente
lide.

Dá à causa o valor de R$ 000,00 para fins meramente fiscais.


Nestes termos

Pede deferimento.

Cidade (Estado), dia de mês de ano.

advogado
OAB/000000