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TECNÓLOGO EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

A plataforma Mahara e sua integração com o Moodle

GRAZIELLA DE SOUZA FARIA

CAMPOS DOS GOYTACAZES – RJ


2012
2

GRAZIELLA DE SOUZA FARIA

A plataforma Mahara e sua integração com o Moodle

Monografia apresentada à Banca Examinadora do


Instituto Federal Fluminense Campus Campos
Centro como requisito parcial para a conclusão do
curso de Tecnólogo em Análise e Desenvol-
vimento de Sistemas.

Orientador: Breno Fabrício Terra Azevedo

CAMPOS DOS GOYTACAZES – RJ


2012
3

GRAZIELLA DE SOUZA FARIA

A plataforma Mahara e sua integração com o Moodle

Monografia apresentada à Banca Examinadora do


Instituto Federal Fluminense Campus Campos
Centro como requisito parcial para a conclusão do
curso de Tecnólogo em Análise e Desenvol-
vimento de Sistemas.

Aprovada em 23 de novembro de 2012.

Banca Avaliadora:

________________________________________________________________
Profº Breno Fabrício Terra Azevedo (orientador)
Doutor em Informática na Educação - UFRGS
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Campos - Centro

____________________________________________________________________
Profª Gilmara Teixeira Barcelos Peixoto
Doutora em Informática na Educação - UFRGS
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Campos - Centro

____________________________________________________________________
Profª Silvia Cristina Freitas Batista
Doutora em Informática na Educação - UFRGS
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Campos – Centro
4

Dedico esse trabalho aos meus pais,


que sempre me apoiaram e incentivaram
ao longo dessa longa e gratificante jornada.
5

AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço à Deus, por tudo que me proporciona na vida.


Aos meus pais, que sempre me apoiaram e ajudaram não só nos estudos, mas também
na minha formação.
Aos professores, que com paciência e dedicação me ensinaram.
Ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Campos-
Centro, pelos recursos técnicos e humanos que me proporcionou ao longo da minha
caminhada.
6

RESUMO

Considera-se que os ambientes online de apoio a práticas educacionais podem


colaborar na busca por novas estratégias pedagógicas. Este trabalho apresenta plataformas
online, construídas com software livre. O enfoque deste projeto é realizar um levantamento
dos pontos positivos e dificuldades relacionados com a instalação do plugin que permite a
integração entre as plataformas Mahara e Moodle. O Moodle é um software livre, de apoio à
aprendizagem, executado pela web. Muitas instituições de ensino (básico e superior) e centros
de formação estão adaptando a plataforma aos próprios conteúdos, com sucesso, não apenas
para cursos na modalidade à distância, mas também como apoio aos cursos presenciais. A
plataforma Moodle também vem sendo utilizada para outros tipos de atividades que envolvem
formação de grupos de estudo, treinamento de professores e até desenvolvimento de projetos.
A plataforma Mahara é uma rede social e um ePortfólio. Um ePortfolio é um sistema no qual
os alunos podem gravar redações, desenhos e outras produções pessoais.O diferencial deste
trabalho para outros similares é a integração das plataformas Moodle e Mahara, que não
possuem comunicação entre si. O aluno conectado ao Moodle poderá ir para o Mahara sem a
necessidade de informar novamente seu “nome de usuário” e “senha”.
7

ABSTRACT

It is considered that online environments to support educational practices can


collaborate in the search for new teaching strategies. This paper presents online platforms,
built with free software. The focus of this project is to conduct a survey of the strengths and
difficulties related to the installation of the plugin that allows integration between Moodle and
Mahara platforms. Moodle is a free software, learning support, run by the web. Many
educational institutions (primary and higher) and training centers are adapting the platform to
content themselves with success, not only for courses in distance mode, but also as support
for classroom courses. A Moodle platform has also been used for other types of activities that
involve the formation of study groups, teacher training and to develop projects. The platform
Mahara is a social network and an ePortfólio. An ePortfolio is a system in which students can
write essays, drawings and other pessoal productions. The differential of this work to others is
the integration of Moodle and Mahara, who lack communication between them. The student
connected to Moodle can go to Mahara without type “login” and “password” again.
8

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Moodle teste instalado no servidor do IFF Campus Campos-Centro ....................... 15


Figura 2: Elgg teste instalado no servidor do IFF Campus Campos-Centro ............................ 19
Figura 3: Edição do arquivo config.php. .................................................................................. 26
Figura 4: Botão “Install Mahara” ............................................................................................. 27
Figura 5: Botão “Continue”...................................................................................................... 27
Figura 6: Configuração dos dados do administrador. .............................................................. 28
Figura 7: Mahara instalado ....................................................................................................... 28
Figura 8: Configuração do Moodle. ......................................................................................... 29
Figura 9: Criação da chave pública. ......................................................................................... 30
Figura 10: Opção de administração do Mahara. ...................................................................... 30
Figura 11: Seleção da opção “Rede”. ....................................................................................... 31
Figura 12: Criação da chave pública e habilitação da rede. ..................................................... 31
Figura 13: Seleção da opção “Instituições” e do botão “Adicionar Instituição”. .................... 32
Figura 14: Dados da Instituição. .............................................................................................. 32
Figura 15: Instalando o plugin de autenticação (XMLRPC). ................................................... 33
Figura 16: Dados do Moodle. ................................................................................................... 34
Figura 17: Seleção da opção “ Rede ” -> “ Pares ”nas configurações do Moodle. .................. 35
Figura 18: Dados dos hospedeiros para cada site Moodle. ...................................................... 35
Figura 19: Confirmação dos dados do hospedeiro. .................................................................. 36
Figura 20: Funcionamento dos Provedores. ............................................................................. 37
Figura 21: Configuração dos provedores de identidade e do serviço no Mahara. ................... 38
Figura 22: Plugin de volta(ver marcações em azul) ................................................................. 39
Figura 23: Seleção da opção “Gerenciar autenticação” no Moodle. ........................................ 39
Figura 24: Seleção das configurações da autenticação da rede Moodle. ................................. 40
Figura 25: Verificação do endereço do Mahara. ...................................................................... 40
Figura 26: Seleção da opção “Definir funções”. ...................................................................... 41
Figura 27: Seleção da edição das configurações da opção “Usuário Autenticado”. ................ 41
Figura 28: Habilitação da permissão “Roam para Moodle remoto”. ....................................... 42
Figura 29: Seleção do botão “Ativar edição”. .......................................................................... 42
Figura 30: Seleção da opção “Servidores da Rede”. ................................................................ 43
Figura 31: Plugin de integração instalado. ............................................................................... 44
Figura 32: Seleção do plugin “Entrada-Mahara”. .................................................................... 44
Figura 33 : Erro sobre a inexistência da extensão Curl. ........................................................... 45
Figura 34 : XMLRPC ............................................................................................................... 46
9

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 10

2. REVISÃO DA LITERATURA ............................................................................................ 12

3. METODOLOGIA ................................................................................................................ 21

4. MAHARA ............................................................................................................................ 23

4.1 INSTALAÇÃO DO MAHARA ................................................................................. 25

4.2 PLUGIN DE INTEGRAÇÃO .................................................................................... 29

4.3 DIFICULDADES E PONTOS POSITIVOS ............................................................ 45

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................... 49

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 51


10

1. INTRODUÇÃO

Com a evolução das tecnologias digitais, a emissão e recepção de informações têm se


tornado cada vez mais freqüentes. No entanto, o processo educacional formal permanece, em
geral, enraizado em práticas tradicionais. De acordo com Belloni (2002), as transformações
tecnológicas e culturais do século XXI despertam novas formas de percepção e compreensão
do mundo. As novas gerações estão desenvolvendo formas de aprender mais autônomas e
assistemáticas. Para a autora deste trabalho, a educação também está se transformando em
relação às finalidades sociais, às estratégias e modalidades.

A Internet, em termos educacionais, favorece a construção cooperativa, o trabalho


conjunto entre professores e alunos, próximos física ou virtualmente (MORAN, 2002). A
mesma pode ajudar a desenvolver a intuição, a flexibilidade mental e a adaptação a ritmos
diferentes. Segundo Moran (2002), a Internet permite o desenvolvimento de novas formas de
comunicação, principalmente escrita (escreve-se de forma mais aberta, hipertextual,
conectada, multilinguística, aproximando texto, imagens e sons).

Os avanços dos recursos tecnológicos da informática e das telecomunicações também


causaram mudanças na educação a distância (EaD), permitindo que a mesma pudesse ser mais
difundida. A EaD é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente
presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem, assim como, permite também que
realize seu estudo de acordo com sua disponibilidade de tempo. Diz respeito também à
separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz1.

A aparição da Web e sua posterior evolução, com a apresentação de recursos


multimídias, ferramentas de comunicação, entre outros, proporcionou um valioso caminho
para a EaD.

As plataformas virtuais de aprendizagem foram elaboradas para ajudar os professores


no gerenciamento de conteúdos para seus alunos e na administração do curso. Além disso,
permite ao docente acompanhar constantemente o progresso dos estudantes.2

Embora as plataformas virtuais de aprendizagem sejam muito úteis na modalidade de


ensino à distancia, essas plataformas auxiliam também as aulas presenciais.

1
Disponível em <http://eduadistancia.wordpress.com/o-que-e-a-educacao-a-distancia-2/>.

2
Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ambiente_virtual_de_aprendizagem>
11

Considera-se que os ambientes online de apoio a práticas educacionais podem


colaborar na busca por novas estratégias pedagógicas. Neste contexto, se insere o presente
TCC, desenvolvido no IF Fluminense Campus Campos-Centro, cujos objetivos são descritos
a seguir.

Este trabalho tem por objetivo geral investigar o processo de instalação da plataforma
Mahara e suas funcionalidades, assim como identificar dificuldades e pontos positivos na
instalação do plugin de integração entre o Moodle e Mahara.

Para alcançar este objetivo geral foram delineados os seguintes objetivos específicos:

 Instalar a plataforma Moodle e as ferramentas disponíveis para os usuários;

 Instalar a plataforma Elgg, as ferramentas disponíveis para os usuários e plugins


que a complementam;

 Instalar a plataforma Mahara, assim como as ferramentas disponíveis para os


usuários e seus plugins;

 Fazer a integração da plataforma Mahara com o Moodle por meio do plugin de


integração Mahoodle;

 Avaliar o plugin de integração entre as plataformas Moodle e Mahara.

No próximo capítulo é apresentada a revisão da literatura que norteou este trabalho. O


capítulo três apresenta a metodologia utilizada neste projeto, o capítulo quatro apresenta as
características e o funcionamento da plataforma Mahara, que foi instalada no servidor do
Instituto Federal Fluminese. Esse capítulo também aborda a instalação e configuração do
Mahara e como é feita a integração com a plataforma Moodle, através do plugin Mahoodle.O
capítulo cinco relata as considerações finais desse trabalho.
12

2. REVISÃO DA LITERATURA

As plataformas virtuais de aprendizagem têm buscado dar sustentação às necessidades


da EaD. Estas plataformas são sistemas computacionais acessados na Internet, destinados ao
apoio de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação (ALMEIDA,
2003). As mesmas permitem integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar
informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e objetos de
conhecimento, entre diversas outras ações (ALMEIDA, 2003).

Tais plataformas facilitam a interação entre pessoas geograficamente dispersas. São


exemplos de plataformas virtuais de apoio à aprendizagem: Moodle, TelEduc, AulaNet,
ROODA, Elgg, entre diversas outras. Estas plataformas permitem desenvolver uma série de
atividades pedagógicas, possibilitando contatos síncronos e assíncronos. Segundo Gonzales
(2005), as funcionalidades dos ambientes virtuais de aprendizagem podem ser agrupadas em
quatro categorias de ferramentas: relacionadas à coordenação, à comunicação, à produção dos
alunos ou cooperação e à administração. As categorias são descritas abaixo:

 Ferramentas de coordenação: servem de suporte para a organização do curso e são


utilizadas pelo professor para disponibilizar informações aos alunos. Estas
informações podem ser sobre a metodologia a ser adotada (procedimento,
duração, objetivos, expectativa, avaliação), sobre a estrutura do ambiente
(descrição dos recursos, dinâmica do curso, agenda, etc) ou pedagógicas: material
de apoio (guias, tutoriais), material de leitura e recursos como “perguntas
freqüentes” (reúne as perguntas mais comuns dos alunos e as respostas
correspondentes do professor);

 Ferramentas de Comunicação: englobam fóruns de discussão, bate-papo, correio


eletrônico, entre outros, com o objetivo de facilitar o processo de ensino-
aprendizagem e estimular a colaboração e interação entre os participantes e o
aprendizado contínuo;

 Ferramentas de Produção dos Alunos ou de Cooperação: possibilitam a


publicação e organização do trabalho dos alunos ou grupos, por meio do portfólio,
diário, mural e perfil (de alunos e/ou grupos);

 Ferramentas de Administração: oferecem recursos de gerenciamento do curso


(cronograma, ferramentas disponibilizadas, inscrições, etc), de alunos (relatórios
13

de acesso, freqüência no ambiente, utilização de ferramentas, etc) e de apoio a


tutoria (inserir material didático, atualizar agenda, habilitar ferramentas do
ambiente, etc). Por meio delas é possível fornecer ao professor informações sobre
a participação e progresso dos alunos no decorrer do curso, apoiando-os.

No contexto das plataformas virtuais de apoio à aprendizagem, podem-se inserir as que


permitem a criação de redes sociais, tais como a Elgg e Mahara, desde que as mesmas tenham
como fim auxiliar a aprendizagem. Uma rede social é definida como um conjunto de dois
elementos: atores, ou seja, nós (pessoas, instituições ou grupos) e suas conexões (interações
ou laços entre os nós) (WASSERMAN e FAUST, 1994; WELLMAN e BERKOWITZ, 1988;
RECUERO, 2009). Capra (2008) complementa afirmando que redes sociais são redes de
comunicação que envolvem linguagem simbólica, restrições culturais, relação de poder, etc.
As redes sociais, por meio das interações, vêm modificando diversas áreas da atividade
humana, a saber: comércio, indústria, economia, artes, cultura e educação.

As redes sociais podem ser utilizadas para fins pedagógicos, ou seja, envolvendo o
contexto educacional, indo muito além das situações em que funcionam apenas como
repositórios de materiais diversos. Por meio de redes sociais pode-se apoiar e orientar os
professores em momentos presenciais e não presenciais, de forma a garantir maior
participação. A abordagem de redes fornece ferramentas para o estudo dos aspectos sociais,
como por exemplo, estudar a criação das estruturas sociais, suas dinâmicas, as funções das
estruturas, as diferenças entre os diversos grupos e seu impacto nos indivíduos (RECUERO,
2009).

A importância das plataformas virtuais e o fato de que a instalação do plugin de


integração, em geral, não é um procedimento trivial, ressaltam a importância deste projeto. O
aluno conectado ao Moodle (que representa um ambiente mais formal, onde os professores
postam arquivos, no qual o aluno não tem muito espaço de se manifestar), poderá ir para o
Mahara (uma rede social onde o aluno pode se expressar e interagir com outros colegas) sem
ter que abrir uma nova janela ou aba do seu browser e digitar o endereço do Mahara
(economizando tempo). A vantagem deste plugin de integração está relacionada com a
economia de tempo e facilidade de uso.

Os cursos à distância podem ser realizados por meio da Internet, utilizando


plataformas virtuais de aprendizagem. Estas plataformas são também conhecidas como
ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e podem ser definidas como “[...] cenários que
14

habitam o ciberespaço e envolvem interfaces que favorecem a interação de aprendizes"


(NORONHA; VIEIRA, 2005, p. 170).

Estas plataformas contêm ferramentas para atuação autônoma, com recursos para
aprendizagem coletiva e individual. Uma utilização mais significativa das mesmas deve
incluir conceitos e atitudes do tipo: interação, troca, comunicação multilateral, negociação,
colaboração e cooperação. Estes ambientes, além de serem utilizados em cursos a distância,
também podem ser usados em cursos presenciais, estendendo as interações para além da sala
de aula.

Para a escolha e utilização de uma plataforma virtual de aprendizagem, deve-se


analisar a concepção epistemológica que permeia a mesma, isto é a crença de como se dá a
aquisição de conhecimento, de como o sujeito aprende (SCHLEMMER, 2005). Além disso,
devem-se analisar as funcionalidades oferecidas, uma vez que, mesmo plataformas virtuais
baseadas em concepções epistemológicas equivalentes, podem oferecer recursos diferentes
e/ou com grau de facilidade de uso diferentes.

Neste projeto são analisadas três plataformas livres: Moodle, Elgg (as primeiras
pesquisas sobre uma rede social com fins pedagógicos foi sobre a rede Elgg e seu plugin de
integração com o Moodle, o Mnet) e Mahara (neste capítulo somente as duas primeiras
plataformas são relatadas).

O Moodle3 é uma plataforma virtual desenvolvida continuamente por uma


comunidade de programadores em todo o mundo, que também dá suporte aos usuários e
colabora com novas funcionalidades, sob a filosofia GNU4 (SABBATINI, 2007). Trata-se de
um sistema de administração de atividades destinado à aprendizagem colaborativa. Uma
fundação (www.moodle.org) e uma empresa (www.moodle.com) apóiam, respectivamente, o
desenvolvimento da plataforma (inclusive sua tradução para dezenas de idiomas) e apoio
profissional à sua instalação (SABBATINI, 2007). O Moodle está disponível em mais de
setenta idiomas e, além disso, possui uma variedade de módulos com diferentes níveis de
estabilidade.

3
O Moodle foi criado em 2001, desenvolvido por Martin Dougiamas. Disponível para download em:
<http://download.moodle.org >.
4
GNU em computação é um projeto iniciado por Richard Stallman em 1984, com o objetivo de criar um sistema
operacional totalmente livre, qualquer pessoa teria direito de usar,estudar,modificar e redistribuir o programa e
seu código fonte,desde que garantindo para todos os mesmos direitos.
15

Para a instalação do Moodle foi consultado o site http://www.moodle.org, o qual


explica suas características, e permite o download para a instalação da plataforma. A figura 1
apresenta a interface do Moodle instalado no servidor de testes do IFF Campus Campos-
Centro (http://plataforma.nie.iff.edu.br/elgg2/graziella/moodleteste/).

Figura 1: Moodle teste instalado no servidor do IFF Campus Campos-Centro

A plataforma Moodle possui o MLE-Moodle, um plugin que permite estender suas


funcionalidades para celulares. Como o próprio ambiente, o MLE-Moodle tem código-fonte
livre, é gratuito e personalizável. Destaca-se que o MLE-Moodle possui um editor (MLE-
editor) para criar Mobile Learning Object (MLO), um objeto de aprendizagem, específico
para o MLE-Moodle. Os MLOs podem ser armazenados no celular e, posteriormente,
utilizados sem requerer conexão Internet. Tais objetos podem fazer uso de todas as facilidades
do MLE-Moodle, tais como: questões interativas com correção automática e possibilidade de
envio de resultados ao servidor. Os MLOs podem ser visualizados também na Web, portanto
é possível utilizar estes objetos em ambos os casos (MLE-MOODLE - END USERS, 2009).

Os principais tipos de utilizadores (papéis) no Moodle e suas funções são:

1. Administrador:

1.1 Gerir utilizadores.

1.2 Definir modelos de autenticação.

1.3 Programar cópias de segurança automáticas.


16

1.4 Gerir disciplinas e as suas categorias.

1.5 Gerir idiomas.

1.6 Gerir módulos (atividades e blocos).

1.7 Gerir página inicial.

1.8 Gerir aparência do site.

1.9 Criar relatórios.

1.10 Instalar novos blocos de atividades.

1.11 Editar aparência dos temas.

1.12 Atualizar a versão do Moodle.

2. Professor:

2.1 Configuração da disciplina.

2.2 Gestão de alunos.

2.3 Gestão de grupos.

2.4 Gestão de cópias de segurança.

2.5 Análise de relatórios.

2.6 Gestão de escala de notas.

2.7 Análise de notas dos alunos.

2.8 Gestão de sistema de arquivos/ficheiros.

2.9 Acesso a fórum de professores.

2.10 Acesso a tarefas efetuadas pelos alunos

3. Aluno:

3.1 Utilizar recursos.

3.2 Participar de atividades.

3.3 Utilizar bloco administração.


17

Os cursos no Moodle podem ser configurados em três formatos, de acordo com a


atividade a ser desenvolvida:

i. Formato Social – em que o tema é articulado em torno de um fórum publicado


na página principal;

ii. Formato Semanal - no qual o curso é organizado em semanas, com datas de


início e fim;

iii. Formato em Tópicos - onde cada assunto a ser discutido representa um tópico,
sem limite de tempo pré-definido.5

A plataforma Moodle apresenta os pontos fortes descritos abaixo, quando utilizado


para o ensino:

 Aumento da motivação dos alunos;

 Maior facilidade na produção e distribuição de conteúdos;

 Partilha de conteúdos entre instituições;

 Gestão total do ambiente virtual de aprendizagem;

 Realização de avaliações de alunos;

 Suporte tecnológico para a disponibilização de conteúdos de acordo com um


modelo pedagógico e design institucional;

 Controlo de acessos;

 Atribuição de notas.

Os recursos disponíveis para o desenvolvimento das atividades são:

 Materiais estáticos (páginas de texto, páginas de texto Web, apontadores para


ficheiros ou páginas Web, conteúdos de pastas).

 Materiais dinâmicos (atividades):

 Avaliação do Curso.

 Diálogo.

 Diário.

 Fórum - local de debate, partilha de ideias e esclarecimento de dúvidas.

5
Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Moodle >
18

 Glossário - utilizado para descrever termos e respectivas definições, ligados


à disciplina.

 Lição.

 Pesquisa de Opinião (referendo), etc.

Apesar do Moodle ser um ambiente com muitos recursos e ferramentas, ele é voltado
para o professor e não para o aluno. Por isso a necessidade da integração, para que o discente
possa se deslocar de um ambiente virtual para outro (Mahara), no qual ele possuirá mais
liberdade, poderá interagir com outros colegas e expor sua opinião.

A plataforma Mahara é uma aplicação web de código aberto para gerir portfólios e
redes sociais. Ela oferece aos utilizadores ferramentas para criar e manter um portfólio digital
sobre a sua formação. Além disso, inclui funcionalidades sociais que permitem interagir com
outros utilizadores. Ela inclui blogues, uma ferramenta de apresentação, um gestor de
arquivos e um criador de visitas, que permite criar versões dos conteúdos de uma conta para
um determinado contexto. Outros recursos oferecidos pela plataforma Mahara serão
abordados com mais detalhes no capítulo quatro.

Para a instalação da plataforma Elgg foi consultado o site http://elgg.org, o qual


explica suas características, e permite o download para a instalação da mesma. A figura 2
apresenta a interface do Elgg instalado no servidor de testes do IFF Campus Campos-Centro
(http://plataforma.nie.iff.edu.br/elgg2/teste/).
19

Figura 2: Elgg teste instalado no servidor do IFF Campus Campos-Centro

A plataforma Elgg6 tem por objetivo criar redes sociais na Internet. Ela oferece
excelentes ferramentas de gestão do conhecimento da Web 2.0, como blog, micro-blog, social
bookmarking, compartilhamento de arquivos, ferramentas de colaboração e ferramentas de
comunicação. O conteúdo é exibido em caixas personalizadas, que podem ser ordenadas
conforme a necessidade do usuário. Alguns recursos são instalados por meio de plugins, como
por exemplo:

i) ElggMobile - gera uma versão para dispositivos móveis;

ii) TwitterService - integra o Elgg ao Twitter, sincronizando a conta do usuário Elgg


com o usuário do Twitter do mesmo;

iii) ElggChat - uma ferramenta de mensagem instantânea;

iv) Pages - permite escrita de texto coletiva (wiki);

v) Tidypics - permite criar álbuns e inserir imagens;

vi) Event_Calendar - calendário de eventos;

vii) Microthemes - permite a escolha de temas para o perfil do usuário;

viii) Invitefriends - plugin para convidar amigos.

6
O Elgg foi criado em 2004, desenvolvido por Dave Tosh, Brett Profitt, Nick Whitt, Pete Harris e Cash Costello.
Disponível para download em: <http://www.elgg.org/download.php>.
20

Os plugins para o Elgg estão disponíveis no endereço


http://community.elgg.org/pg/plugins/all

Para habilitar os plugins, o usuário deve entrar no Elgg, selecionar o menu


“Administração -> Administração das ferramentas” e clicar no botão “Habilitar”. Todos os
plugins devem ser colocados na pasta “mod”, no servidor onde foi instalado o Elgg.
21

3. METODOLOGIA

Tendo em vista os objetivos propostos, este trabalho demandou revisão bibliográfica


sobre as concepções da Educação a Distância e sobre plataformas virtuais que oferecem apoio
a cursos nas modalidades a distância e presenciais.

Na fase inicial deste trabalho, foram realizadas as configurações necessárias no


servidor Web, assim como foram identificados os procedimentos necessários para a instalação
da plataforma Moodle (incluindo o plugin MLE Moodle) e da plataforma Elgg (com o plugin
Elgg Mobile). Também foi instalada no servidor do IFF, uma instância da plataforma Elgg
que oferece apoio para aulas de licenciatura e pós-graduação.

As primeiras pesquisas realizadas neste trabalho sobre redes sociais com fins
pedagógicos foram sobre a rede Elgg e seu plugin de integração com o Moodle (Mnet). A
pesquisa realizada com o Elgg apontou o caminho para se chegar à rede Mahara.

Após esta etapa, as plataformas Moodle e Elgg foram instaladas no servidor. Foram
instaladas as versões 1.9 do Moodle e as versões 1.7.5 e 2.0 do Elgg. Todos os pontos
favoráveis e dificuldades encontradas foram registrados para posterior análise. Algumas
destas dificuldades foram relacionadas à infraestrutura tecnológica do Campus e outras às
próprias plataformas.

Posteriormente à instalação das plataformas, foi feita uma pesquisa sobre o plugin
Mnet (plugin de integração das redes Moodle e Elgg). Foram feitas pesquisas no site oficial
do Elgg e em fóruns de discussão7. A partir dos relatos descritos nestes fóruns, observou-se a
dificuldade de muitos administradores na instalação e configuração do mesmo. Foi realizada
uma pesquisa no site oficial do Elgg, onde verificou-se que a última versão encontrada para o
plugin Mnet foi para a versão 1.6 do Elgg8. Desta forma, o referido plugin está ultrapassado
para as versões do Elgg instaladas no IFF, que são a 1.7.5 e a 2.0.

Ainda pesquisando sobre o Mnet, foram encontrados em um fórum, diversos


comentários positivos sobre a plataforma Mahara e seu plugin de integração conhecido como
Mahoodle. Desta forma, as pesquisas foram redirecionadas para a plataforma Mahara, sua
instalação e a configuração do plugin de integração.

7
Disponível em <https://moodle.org/mod/forum/discuss.php?d=153488>.
8
Disponível em <http://community.elgg.org/plugins/391628/0.2/moodle-network-mnet-support>
22

Ou seja, inicialmente pensava-se em trabalhar com a plataforma Elgg, mas por


dificuldades técnicas optou-se trabalhar com a plataforma Mahara.

Todos os pontos favoráveis e dificuldades relacionadas à plataforma Mahara e seu


plugin de integração foram registrados para posterior análise e são abordados na seção 4.3.

Por dificuldades relacionadas ao tempo e ao prazo de entrega deste trabalho não foi
possível realizar experimentos com os alunos, para a utilização da plataforma Mahara e seu
plugin de integração. Também não foi possível instalar/configurar um plugin para que o aluno
conectado no Mahara retornasse para o Moodle. Futuramente, espera-se realizar estes
experimentos e instalar/configurar o plugin mencionado.
23

4. MAHARA

O Mahara é uma solução completa de portfólio eletrônico, criada em 2006 na nova


Zelândia e significa “pensar” ou “pensamento”, no idioma da Nova Zelândia Te Reo Mãori. A
ferramenta é fornecida gratuitamente como software open source e possibilita a criação de
portifólios eletrônicos online, de código aberto. O Mahara possui um framework que
flexibiliza as visualizações e facilita o gerenciamento e também possui ferramenta para blog e
rede social, possibilitando conectar pessoas e criar comunidades de ensino online.

Assim, o Mahara representa dois recursos: um ePortfolio e uma rede social. Um


ePortfolio é um sistema no qual os alunos podem gravar redações, desenhos ou outras
produções pessoais. Essas redações, desenhos, entre outros, são conhecidas como artefatos
em Mahara. A ferramenta também possui um plugin de integração com Moodle. O Mahara é
um sistema autônomo que pode ser integrado em um quadro mais amplo de aprendizagem
virtual. 9

A seguir, são explicados alguns recursos do Mahara:

1. Perfil – a página do perfil de cada pessoa fica visível para outros usuários
Mahara por padrão. O perfil armazena informações pessoais.

2. Fotos do Perfil – é possível enviar mais de uma foto para o perfil e decidir qual
delas será a imagem padrão.

3. Arquivos – é possível fazer upload de vários arquivos e criar pastas para


armazená-los.

4. Currículo – o plugin currículo permite a construção de um currículo online.

4.1 Introdução – na introdução pode-se escrever uma carta de apresentação e


também fornecer informações pessoais.

4.2 Educação e emprego - permite o registro das qualificações acadêmicas,


profissionais e experiência profissional.

4.3 Conquistas – Em Conquistas você pode coletar informações sobre:


certificados, premiações, livros e publicações.

4.4 Metas – a área “metas” possui três seções: objetivos pessoais, objetivos
acadêmicos e objetivos profissionais.

9
Disponível em: <http://www.maharabrasil.com.br/index.php/introducao.html >
24

4.5 Habilidades – A área habilidades é dividida em três seções: habilidades


pessoais, habilidades acadêmicas, habilidades profissionais.

4.6 Interesses – Essa área permite ao usuário do Mahara descrever seus


interesses, como por exemplo: hobbies, atividades esportivas, entre outros.

5. Planos - os planos representam listas de tarefas.

6. Portfólio - no portfólio é possível criar páginas, criar uma coleção para agrupar
as páginas, compartilhar páginas e coleções.

6.1 Páginas - a página contém uma seleção de artefatos, podendo incluir:


arquivos, currículo, textos, mensagens, vídeos, arquivos de áudio, etc.

6.2 Coleções - a coleção é um conjunto de páginas que estão ligadas entre si e


possuem as mesmas permissões de acesso. È possível criar várias coleções,
mas uma página não pode aparecer em mais de uma coleção.

7. Grupos - os grupos podem ser usados para colaboração entre usuários. Os


grupos podem ser criados por cada usuário ou administradores. Eles oferecem
diversos recursos, como:

 Discussão de temas em fóruns.

 Criação e edição de páginas.

 Compartilhamento de arquivos.

 Compartilhamento de páginas.

 Envio de páginas para a avaliação / feedback.

A seção a seguir descreve o processo de instalação da plataforma Mahara.


25

4.1 INSTALAÇÃO DO MAHARA

O Mahara permite a utilização de dois tipos de base de dados: PostgreSQL ou MySQL.


Na instalação do Mahara no servidor do IFF foi utilizado o banco de dados MySQL. Os
passos para instalação do Mahara são:

 Primeiramente, deve-se obter a última versão do Mahara:


http://www.mahara.org.

 Descompactar o arquivo obtido.

 Renomear o arquivo htdocs e nomeá-lo mahara-13. (você pode renomear o


arquivo htdocs e nomeá-lo como preferir. O nome mahara-13 tem por finalidade
apenas facilitar a instalação).

 Mover o diretório “mahara-13” dentro do diretório /var/www/*

*os valores variam de uma instalação para outra. Na instalação do IFF foi
utilizada /var/www/elgg2/grazi.

 Criar o diretório de dados de Mahara em /var/lib/grazi/maharadata.

 Dar permissão a esse diretório usando o comando chmod 777


/var/lib/grazi/maharadata.

 Criar um usuário no banco de dados para o Mahara.

 Criar um banco de dados para o Mahara-13.

 Renomear /var/www/elgg2/grazi/mahara-13/mahara/config-dist.php para


/var/www/elgg2/grazi/mahara-13/mahara/config.php.

 Editar o arquivo config.php conforme a figura 3.


26

Figura 3: Edição do arquivo config.php.

 É muito importante que o valor de wwwroot termine com o caracter ‘/’

 $cfg->wwwroot = 'http://plataforma.nie.iff.edu.br/elgg2/grazi/mahara-
13/mahara';

 Abrir um navegador web e digitar o texto indicado em wwwroot:


http://plataforma.nie.iff.edu.br/elgg2/grazi/mahara-13/mahara (isso no caso
deste TCC).

 Clicar em “Install Mahara” (figura 4).


27

Figura 4: Botão “Install Mahara”.

 Após esta etapa, deve-se clicar no botão “Continue” (figura 5).

Figura 5: Botão “Continue”.


28

 Preencher os dados do usuário administrador (figura 6).

Figura 6: Configuração dos dados do administrador.

 Em seguida, aparecerá a imagem da figura 7, informando que o Mahara foi


instalado.

Figura 7: Mahara instalado

Por padrão a linguagem default do Mahara é a língua inglesa, porém no site


http://langpacks.mahara.org/ estão disponíveis mais de 30 plugins de tradução, incluindo
português de Portugal, português do Brasil, espanhol, francês, etc.
29

Após a instalação da plataforma Mahara, foi realizada a instalação do plugin pt-13.

4.2 PLUGIN DE INTEGRAÇÃO

Um exemplo da utilização do plugin de integração Mahoodle10 ocorre quando o usuário


digita seu login e senha no Moodle para acessar seu(s) curso(s). Dentro do Moodle, este
usuário poderá acessar seu e-portifolio e sua rede social (criada no Mahara). Para isto, basta
clicar no ícone do plugin de integração (Mahoodle). Esta seção apresenta como é realizada
esta integração.

No exemplo desta seção, foi utilizada a rede Mahara versão 1.3 e o Moodle versão 1.9.
A integração das plataformas permite o início de uma sessão única para o usuário. Os passos
para efetuar a integração são descritos a seguir:

1. Configuração do Moodle (figura 8).

Figura 8: Configuração do Moodle.

10
Disponível em :< http://www.slideshare.net/iarenaza/ integracin-de-mahara-con-moodle>
30

2. Criação da chave pública e interligação com o Moodle (figura 9).

Figura 9: Criação da chave pública.

3. No menu da rede Mahara seleciona-se a opção de administração (figura 10).

Figura 10: Opção de administração do Mahara.


31

4. Seleciona-se a opção “Rede” (figura 11).

Figura 11: Seleção da opção “Rede”.

5. Cria-se a chave pública e habilita-se a rede (figura 12).

Figura 12: Criação da chave pública e habilitação da rede.


32

6. Seleciona-se a opção “Instituições” no menu e em seguida o botão “Adicionar


Instituição” (figura 13).

Figura 13: Seleção da opção “Instituições” e do botão “Adicionar Instituição”.

7. Informam-se os dados da Instituição e desabilita-se o registro (figura 14).

Figura 14: Dados da Instituição.


33

8. Instala-se um novo plugin de autenticação XMLRPC (figura 15).

Figura 15: Instalando o plugin de autenticação (XMLRPC).

O XML-RPC é um protocolo de chamada de procedimento remoto (CPR) que


utiliza XML para codificar suas chamadas e HTTP como um mecanismo de
transporte. Ele é um protocolo simples, definido com poucas linhas de código.

O XML-RPC trabalha enviando uma requisição HTTP para um servidor que


implementa o protocolo.

A identificação de clientes para propósitos de autorização pode ser alcançada


utilizando os métodos tradicionais de segurança do HTTP. A autenticação básica de
acesso é utilizada para identificação. O HTTPS é usado quando a identificação
(através de certificados) e mensagens criptografadas são necessárias. Ambos os
métodos podem ser combinados.11

11
Disponível em < pt.wikipedia.org/wiki/XML-RPC >
34

9. Informam-se detalhes do Moodle e a configuração desejada (figura 16).

Figura 16: Dados do Moodle.

10. Nas configurações do Moodle, seleciona-se a opção “Rede” -> “Pares” (figura
17).
35

Figura 17: Seleção da opção “ Rede ” -> “ Pares ”nas configurações do Moodle.

11. Nas configurações do Mahara, informam-se os dados dos hospedeiros para


cada site Moodle (figura 18).

Figura 18: Dados dos hospedeiros para cada site Moodle.


36

12. Confirmam-se os dados do hospedeiro (figura 19).

Figura 19: Confirmação dos dados do hospedeiro.

13. A próxima etapa é configurar o provedor de identidade e o provedor do serviço


(opção “Serviços” no menu do Moodle).

 Publica-se o SSO (Single Sign On) provedor de identidade.

 Sobrescreve-se o SSO (Single Sign On) provedor de serviço.

A figura 20 apresenta o funcionamento dos provedores de serviço e de identidade:

 Usuário: entidade que acessa algum serviço, fornecido pelo Provedor de


Serviços;

 Provedor de serviço ou Parte Confiável: oferece recursos apenas a um usuário


autorizado, isto é, aquele que teve sua identidade autenticada. Serviços de
correio eletrônico e sites de comércio eletrônico são exemplos de Provedores
de Serviços;
37

 Provedor de identidade (IdP): emite a identidade de um usuário, confirmando a


mesma perante os Provedores de Serviços12.

Figura 20: Funcionamento dos Provedores. Fonte:


http://www.gta.ufrj.br/grad/12_1/gerenc_identidades/index.php?file=sgi

A figura 21 apresenta a configuração dos provedores de identidade e do serviço no


Mahara.

12
Disponível em <http://www.gta.ufrj.br/grad/12_1/gerenc_identidades/index.php?file=sgi>
38

Figura 21: Configuração dos provedores de identidade e do serviço no Mahara.

As opções selecionadas permitem que os usuários do Moodle visitem o


Mahara, sem ter que digitar o “nome de usuário” e “senha” novamente. Também existe
outra opção, que é o oposto, usuários autenticados no Mahara entrarem no Moodle.
Porém, esta opção não será abordada neste trabalho, pois não houve tempo necessário para
instalar o plugin necessário.

A instalação do plugin de integração Mahara-Moodle segue todos os passos do


o plugin de integração Mahoodle. Ao invés de marcar as opções abaixo:

 Publica-se o SSO (Single Sign On) provedor de identidade.

 Sobrescreve-se o SSO (Single Sign On) provedor de serviço.

Devem-se selecionar as opções (figura 22):

 Sobrescreve-se o SSO (Single Sign On) provedor de identidade.

 Publica-se o SSO (Single Sign On) provedor de serviço.


39

Figura 22: Instalação do plugin de integração Mahara-Moodle (marcações em azul).

14. Nas configurações do Moodle, seleciona-se a opção “Gerenciar autenticação”


(figura 23).

Figura 23: Seleção da opção “Gerenciar autenticação” no Moodle.

15. Selecionam-se as configurações da autenticação da rede Moodle (figura 24).


40

Figura 24: Seleção das configurações da autenticação da rede Moodle.

16. Verifica-se se o endereço do Mahara aparece corretamente (figura 25).

Figura 25: Verificação do endereço do Mahara.


41

17. Nas configurações do Moodle, seleciona-se a opção “Definir funções” (figura


26).

Figura 26: Seleção da opção “Definir funções”.

17. Seleciona-se a edição das configurações da opção “Usuário Autenticado”


(figura 27).

Figura 27: Seleção da edição das configurações da opção “Usuário Autenticado”.


42

18. Habilita-se a permissão “Roam para Moodle remoto” (figura 28).

Figura 28: Habilitação da permissão “Roam para Moodle remoto”.

19. Coloca-se um ícone para que os usuários possam ir do Moodle para o Mahara.
Para isto, seleciona-se o botão “Ativar edição” dentro do Moodle (figura 29).

Figura 29: Seleção do botão “Ativar edição”.


43

20. Seleciona-se a opção “Servidores da Rede” (figura 30).

Figura 30: Seleção da opção “Servidores da Rede”.

21. A figura 31 apresenta o plugin de integração instalado.


44

Figura 31: Plugin de integração instalado.

22. Após digitar o “nome de usuário” e “senha” no Moodle, pode-se selecionar o


plugin chamado “Entrada-Mahara” (figura 31). Ao selecioná-lo, o usuário será
redirecionado para o Mahara.

Figura 32: Seleção do plugin “Entrada-Mahara”.


45

4.3 DIFICULDADES E PONTOS POSITIVOS

Durante o processo de instalação da plataforma Mahara e seu plugin de integração


foram identificados dificuldades e pontos positivos, relatados a seguir.

As dificuldades verificadas durante o processo de instalação do Mahara foram:

 A configuração do servidor não incluía a extensão “Curl”. O Mahara requer


esta extensão para a integração com o Moodle (figura 33).

Figura 33 : Erro sobre a inexistência da extensão Curl.

Para solucionar este problema foram realizadas diversas pesquisas na internet. Foi
identificado que a linguagem PHP suporta a biblioteca libcurl, criada por Daniel Stenberg,
que permite a comunicação com diversos tipos de servidores com diferentes protocolos. A
biblioteca libcurl atualmente suporta os protocolos HTTP, HTTPS, FTP, Gopher, telnet, dict,
LDAP. A libcurl também suporta certificados HTTPS, HTTP POST, HTTP PUT, upload com
FTP, HTTP upload baseado em formulário, proxies, cookies e usuário com autenticação de
senha.

A solução encontrada foi instalar a biblioteca libcurl do PHP:

apt-get install php5-curl

/etc/init.d/apache2/restart
46

 Após a instalação da plataforma Mahara foi instalado o plugin português –


pt_BR para realizar a tradução dos textos da plataforma. Porém, ele não
atendeu ao propósito, pois realizava pouca tradução dos textos.

A solução encontrada foi instalar o plugin português-portugal que deve estar,


aproximadamente, com 70% de tradução.

Os pontos positivos verificados durante o processo de instalação do Mahara foram:

 Para um administrador que já instalou o Moodle, não haverá muita dificuldade


para instalar o Mahara, pois o processo de instalação é semelhante.

 A linguagem padrão do Mahara é a língua inglesa, porém após a instalação do


Mahara o administrador pode alterar a linguagem padrão. No site do Mahara
estão disponíveis mais de 30 plugins de linguagens.

As dificuldades verificadas durante o processo de instalação do plugin de integração


foram:

 Nos passos para efetuar a integração, ao selecionar a opção “rede” (passo 4) era
exibida a tela da figura 34.

Figura 34 : XMLRPC
47

A solução encontrada foi instalar a biblioteca xmlrpc:

apt-get install php5-xmlrpc

/etc/init.d/apache2/restart

Os pontos positivos do plugin de integração são:

 Permite uma única sessão (se o usuário está conectado no Moodle e precisa ir
para o Mahara, não é preciso digitar o “nome de usuário” e “senha”
novamente).

 O Moodle 2.0 permite exportar diversos tipos de objetos do Moodle para o


Mahara (através da API de portfólio). Por exemplo, exportar o currículo
informado pelo usuário dentro do Mahara para o Moodle.

Após a instalação das plataformas Moodle, Elgg, Mahara, foi feita uma comparação
entre as mesmas. A tabela 1 apresenta a comparação feita entre as plataformas Mahara e Elgg.

Tabela 1: Comparação entre as plataformas Mahara e Elgg.

FUNCIONALIDADES ELGG MAHARA


Permite criação de perfil  
Comunicação entre os utilizadores  
Partilha de dados ou informações  
Permite a gravação de perfis com dados, fotografias e vídeos  
Permite discussões em grupo  
Permite a gestão de utilizadores, arquivos e espaços  
Permite a partilha e envio de mensagens  
Possibilita a restrição de acessibilidade ao seu espaço  
Permite visualizar os contatos dos usuários da mesma rede  
Permite aos usuários a criação de Curriculum Vitae. X 
Permite a colocação de comentários por parte dos utilizadores  
Notificações  
Criação de Blog  
Microblogging  X
Repositório de Arquivos  
Gestão de espaço/quota X 
Criação de Temas  X
Administração-controle das contas e sessão  
Ferramentas de idiomas-português  
Utilização de Wikis  
Integração com a plataforma Moodle  
Personalização  
48

13
Observando a tabela 1 percebe-se que as redes sociais Elgg e Mahara possuem
funcionalidades semelhantes. Porém falta na rede Elgg um e-portifólio, para que os usuários
possam criar seus currículos e uma melhor gestão de espaço (quota), onde o administrador
decida o quanto de espaço cada usuário poderá ter para armazenar seus arquivos. Falta na rede
Mahara o microblogging, que é um plugin que permite aos usuários compartilharem frases
curtas na rede. Falta também um plugin para criação de temas.

13
Disponível em <http://ai0910-
g2.wikispaces.com/Trabalho+n.%C2%BA+1++Compara%C3%A7%C3%A3o+entre+plataformas+de+gest%C3
%A3o+de+conte%C3%BAdos>
49

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As plataformas Elgg e Mahara possuem código fonte aberto e ambas oferecem


funcionalidades relacionadas com redes sociais e e-portfólios. Na opinião da autora deste
trabalho, a Elgg está mais orientada para a criação e gestão de redes sociais e a Mahara mais
orientada para a criação e gestão de e-portfólios. Ambas as plataformas são interoperáveis
com o Moodle.

No que diz respeito à integração com o Moodle, a plataforma Mahara talvez por ter
sido desenvolvida com o objetivo de incentivar a inovação e colaboração nos sistemas de
educação, seja a melhor opção para fins educacionais, segunda a autora deste trabalho. Com o
plugin de integração descrito neste trabalho, os usuários conseguem utilizar o mesmo login e
senha para acessar a plataforma Mahara e o Moodle.

Outros plugins de integração foram estudados, como por exemplo, o Mnet. Porém o
plugin utilizado no Mahara foi considerado como a melhor opção para integração com o
Moodle.

Destaca-se que o objetivo geral proposto neste trabalho foi atingido, que é investigar o
processo de instalação da plataforma Mahara e suas funcionalidades, assim como identificar
dificuldades e pontos positivos na instalação do plugin de integração entre o Moodle e
Mahara, conforme relatado ao longo dos capítulos anteriores.

As plataformas e seus plugins de integração foram instalados (no caso do Mahoodle) e


avaliados (no caso do Mnet). A integração foi feita e suas vantagens foram discutidas no
capítulo quatro.

As dificuldades encontradas foram: encontrar material sobre a integração, dificuldade


relacionada ao tempo necessário para instalar o plugin do Mahara para o Moodle e também
dificuldade de tempo para realizar um experimento com os alunos utilizando esse plugin.

O desenvolvimento deste trabalho trouxe conhecimentos técnicos sobre redes de


computadores, banco de dados, servidores, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais.
Também favoreceu os conhecimentos da autora em termos de aprendizagem de pesquisa e
escrita.

Como exemplo de estudos futuros pode-se citar: o uso da plataforma Mahara em


alguma disciplina do IFF com o plugin de integração Moodle-Mahara, instalar o plugin do
50

Mahara para o Moodle (o aluno informaria seu login e senha no Mahara e o plugin de
integração o conduziria para o Moodle).

Espera-se, com o desenvolvimento deste trabalho, contribuir para a utilização de


plataformas virtuais de aprendizagem, seja na educação a distância ou presencial.
51

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ambientes digitais de aprendizagem. In: Educação e Pesquisa. v. 29 n. 2. São Paulo,
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BELLONI, M. L. Ensaio sobre a educação a distância no Brasil. Educação e Sociedade,


Campinas, n. 78, 2002.

CAPRA, F. Vivendo Redes. In: DUARTE, F.; QUANDT, C.; SOUZA, Q. (org.) O tempo
das redes. São Paulo: Perspectiva, 2008. p. 17-29.

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<http://www.gta.ufrj.br/grad/12_1/gerenc_identidades/index.php?file=sgi>.Acesso em: 10
nov. 2012.

GONZALES, M. Fundamentos da Tutoria em Educação a Distância. São Paulo: Editora


Avercamp, 2005.

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<https://moodle.org/mod/forum/discuss.php?d=153488>. Acesso em 10 ago. 2012

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<http://community.elgg.org/plugins/391628/0.2/moodle-network-mnet-support>. Acesso em
10 ago 2012.

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<http://www.maharabrasil.com.br/index.php/introducao.html >. Acesso em: 25 ago. 2012.

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Telemáticas. In: MORAN, J.M.; MASETTO, M.T.; BEHRENS, M.A. Novas Tecnologias e
Mediação Pedagógica. 5. ed. São Paulo: Papirus, 2002.

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52

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WASSERMAN, S.; FAUST, K. Social network analysis: methods and applications.


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<pt.wikipedia.org/wiki/XML-RPC.>.Acesso em:10 nov.2012

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