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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
ESCOLA DO I E II CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO 27 DE
JUNHO/1057 DO UÍGE

TEMA: OS PROBLEMAS DA ÁFRICA AUSTRAL DE HOJE

GRUPO Nº 02

SALA: 05

TURMA: 05

CLASSE: 12ª

CURSO: CIÊNCIAS HUMANAS

O DOCENTE
______________________
JORGE MALUNGO

UÍGE,2018
Integrantes do grupo nº

N/O NOME COMPLETO PRESENÇA NOTA


01
02
03
04
05
Índice
Introdução ......................................................................................................................... 1
Os problemas da África Austral de hoje ........................................................................... 2
O conflito interno angolano: as suas implicações internacionais ..................................... 2
A ingerência zairense e sul-africana, e a presença cubana em Angola. ........................... 2
O Contexto da Guerra Fria ............................................................................................... 3
O que foi e definição ........................................................................................................ 3
Paz Armada....................................................................................................................... 3
Corrida Espacial ............................................................................................................... 4
Caça as Bruxas ................................................................................................................. 4
A divisão da Alemanha..................................................................................................... 4
"Cortina de Ferro" ............................................................................................................ 5
Plano Marshall e COMECON .......................................................................................... 5
Envolvimentos Indirectos ................................................................................................. 5
Fim da Guerra Fria e consequências................................................................................. 5
Qual o contexto histórico da guerra fria? ......................................................................... 6
A Crise no Pós-Guerra...................................................................................................... 6
Crises da Guerra Fria (1956 - 1962) ................................................................................. 7
Crise dos Mísseis (1962) .................................................................................................. 8
Conclusão ....................................................................................................................... 10
Referências bibliográficas .............................................................................................. 11
1

Introdução
O presente trabalho abordará sobre um tema bastante pertinente no que tange
os problemas da África austral de hoje, o contexto da Guerra Fria e o conflito interno
angolano: as suas implicações internacionais.

Os países de África Austral pertencentes aos grupos dos países da linha da


frente, o Lesoto, o Malawe, a Suazilândia e Zimbabwé, no dia 11 de Abril de 1980
proclamaram na cidade Zambiana de Lusaka a conferência para coordenação de
desenvolvimento da África Austral (SADCC) em substituição dos países da linha de
frente.

Este pendor político e económico, foi criado com o objectivo de diminuir a


independência económica de alguns países da região da economia do regime da
república da África do Sul. As transformações políticas económicas e sociais restadas
ao nível internacional contribuíram para a mudança dos objectivos da organização
regional.

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Os problemas da África Austral de hoje


Assim após doze (12) anos de actividade a conferência para coordenação do
desenvolvimento da África Austral (SADCC). Numa conferência de fretes de estudos
dos países membros realizados na cidade de Windowk a 17 de Agosto de 1992
assinaram um tratado para a integração económica política e cultural da região.

O tratado de Windowk substituía a conferência para (SADC) pela comunidade


de desenvolvimento da África Austral (SADC), com sede na cidade de Gabarone
Capital da República do Botswana.

O conflito interno angolano: as suas implicações internacionais


Podemos caracterizar o conflito interno angolano no contexto da Guerra Fria.
O grande antagonismo que existiu entre as duas Superpotência de então (os EUA e a
URSS), levou à implantação de zonas de influência em várias partes do mundo: em
África por exemplo apoiavam Estados e também à movimentos separatistas. Foi neste
âmbito que o MPLA que liderava e governava o novo Estado de Angola tinha o apoio
da URSS e por conseguinte do outro lado o movimento separatista UNITA contava com
o apoio dos EUA.

A ingerência zairense e sul-africana, e a presença cubana em


Angola.
A república do Zaíre (RDC) e a África do Sul, como aliados dos EUA, davam
apoio as forças separatistas de Angola, chegando mesmo a invadir militarmente o
território angolano: a norte o Zaíre invadia áreas do território angolano e a sua a África
do Sul lançava-se numa política de ocupação militar do território angolano.

Em resposta a ingerência Zairense e Sul-africana, Angola como país soberano,


pede ajuda de Cuba a fim de fazer face a invasão externa. O território angolano era
assim palco de conflitos armados entre as forças armadas angolanas e cubanas apoiadas
pela URSS de um lado, e do outro lado as forças da UNITA e sul-africanas apoiadas
pelos EUA.

A Guerra Civil que teve lugar em Angola, no período de 1975 - 1991,


caracterizou-se no contexto da Guerra Fria. A disputa por zonas de influência, levou
com que Americanos apoiassem militarmente e economicamente o movimento rebelde
UNITA, e a URSS apoiassem o Estado e o Governo da República Popular de Angola.
É discutível a abordagem sobre a ingerência Zairense (RDC) e Sul-africana, assim como
a presença militar Cubana em Angola. Os Zairenses (congoleses) e os Sul-africanos,
envolveram-se activamente no conflito interno angolano com suas forças regulares,
apoiando as forças rebeldes da UNITA, e tinham também como objectivo impedir que a
região fosse tutelada pela URSS, ou seja, travar a ameaça Soviética na região. Pois a
União Soviética no seu projecto, pretendia estender influência por toda região da África
Austral, tendo Angola como ponto de partida.

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Os Cubanos que apoiavam as forças do Governo da República Popular de


Angola, estavam ao serviço da União Soviética - os Cubanos eram no período da Guerra
Fria "ponta de lança" da URSS e em troca Cuba recebia da União Soviética, enormes
remessas financeiras para o financiamento da sua economia.

As mudanças encetadas por Mikhaiel Gorbachev a partir de 1985, levaram à


grandes transformações na vida política da URSS (abertura democrática, economia de
mercado...), assim como o seu desmembramento e concomitantemente o fim do
comunismo, pondo também fim a influência e a ajuda que a URSS prestava em várias
partes do mundo, como foi o caso de Cuba. As transformações políticas que tiveram
lugar no final da década de 80 do século XX, rapidamente se disseminou por toda
Europa de Leste e pelo mundo fora.

O derrube do muro de Berlim em Junho de 1989, marcava o fim do Império


Soviético, assim como o fim da Guerra Fria.

O Contexto da Guerra Fria

O que foi e definição


A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados
Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, económica e militar no
mundo.

A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia


planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia.
Já os Estados unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema
capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade
privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram
implantar em outros países os seus sistemas políticos e económicos.

A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas


no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e directo entre
Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com
centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado directo significaria o fim dos dois
países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando
conflitos em outros países como, por exemplo, na Coreia e no Vietname.

Paz Armada
Na verdade, uma expressão explica muito bem este período: a existência da
Paz Armada. As duas potências envolveram-se numa corrida armamentista, espalhando
exércitos e armamentos em seus territórios e nos países aliados. Enquanto houvesse um
equilíbrio bélico entre as duas potências, a paz estaria garantida, pois haveria o medo do
ataque inimigo.

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Nesta época, formaram-se dois blocos militares, cujo objectivo era defender os
interesses militares dos países membros. A OTAN - Organização do Tratado do
Atlântico Norte (surgiu em Abril de 1949) era liderada pelos Estados Unidos e tinha
suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental. O Pacto de
Varsóvia era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países
socialistas.

Alguns países membros da OTAN: Estados Unidos, Canadá, Itália, Portugal,


Inglaterra, Alemanha Ocidental, França, Suécia, Espanha (entrou em 1982), Bélgica,
Holanda, Dinamarca, Áustria e Grécia. Alguns países membros do Pacto de Varsóvia:
URSS, Cuba, China, Coreia do Norte, Roménia, Alemanha Oriental, Albânia,
Checoslováquia e Polónia.

Corrida Espacial

EUA e URSS travaram uma disputa muito grande no que se refere aos avanços
espaciais. Ambos corriam para tentar atingir objectivos significativos nesta área. Isso
ocorria, pois havia uma grande disputa entre as potências, com o objectivo de mostrar
para o mundo qual era o sistema mais avançado. No ano de 1957, a URSS lança o
foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a ir para o espaço. Doze anos
depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela televisão a chegada do homem a
lua, com a missão espacial norte-americana.

Caça as Bruxas
O E.U.A liderou uma forte política de combate ao comunismo em seu território
e no mundo. Usando o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as
histórias em quadrinhos, divulgou uma campanha valorizando o "american way of life".
Vários cidadãos americanos foram presos ou marginalizados por defenderem ideias
próximas ao socialismo. O Macarthismo, comandado pelo senador republicano Joseph
McCarthy, perseguiu muitas pessoas nos EUA. Essa ideologia também chegava aos
países aliados dos EUA, como uma forma de identificar o socialismo com tudo que
havia de ruim no planeta.

Na URSS não foi diferente, já que o Partido Comunista e seus integrantes


perseguiam, prendiam e até matavam todos aqueles que não seguiam as regras
estabelecidas pelo governo. Sair destes países, por exemplo, era praticamente
impossível. Um sistema de investigação e espionagem foi muito usado de ambos os
lados. Enquanto a espionagem norte-americana cabia aos integrantes da CIA, os
funcionários da KGB faziam os serviços secretos soviéticos.

A divisão da Alemanha
Após a Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em duas áreas de ocupação
entre os países vencedores. A República Democrática da Alemanha, com capital em

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Berlim, ficou sendo zona de influência soviética e, portanto, socialista. A República


Federal da Alemanha, com capital em Bonn (parte capitalista), ficou sob a influência
dos países capitalistas. A cidade de Berlim foi dividida entre as quatro forças que
venceram a guerra: URSS, EUA, França e Inglaterra. Em 1961 foi levantado o Muro de
Berlim, para dividir a cidade em duas partes: uma capitalista e outra socialista.

"Cortina de Ferro"
Em 1946, Winston Churchill (primeiro ministro britânico) fez um famoso
discurso nos Estados Unidos, usando a expressão "Cortina de Ferro" para se referir à
influência da União Soviética sobre os países socialistas do leste europeu. Churchill
defendia a ideia de que, após a Segunda Guerra Mundial, a URSS tinha se tornado a
grande inimiga dos valores ocidentais (democracia e liberdade, principalmente).

Plano Marshall e COMECON


As duas potências desenvolveram planos para desenvolver economicamente os
países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano
Marshall, oferecendo ajuda económica, principalmente através de empréstimos, para
reconstruir os países capitalistas afectados pela Segunda Guerra Mundial. Já o
COMECON foi criado pela URSS em 1949 com os objectivos de garantir auxílio mútuo
entre os países socialistas.

Envolvimentos Indirectos
Guerra da Coreia: Entre os anos de 1951 e 1953 a Coreia foi palco de um
conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Maoísta ocorrida na China, a
Coreia sofre pressões para adoptar o sistema socialista em todo seu território. A região
sul da Coreia resiste e, com o apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses.
A guerra dura dois anos e termina, em 1953, com a divisão da Coreia no paralelo 38. A
Coreia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a
Coreia do Sul manteve o sistema capitalista.

Guerra do Vietname: Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a
intervenção directa dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo
aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongues
(apoiados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país. Milhares de pessoas, entre
civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que
abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietname passou a
ser socialista.

Fim da Guerra Fria e consequências


A falta de democracia, o atraso económico e a crise nas repúblicas soviéticas
acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o

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Muro de Berlim e as duas Alemanha são reunificadas. No começo da década de 1990, o


então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo
naquele país e nos aliados. Com reformas económicas, acordos com os EUA e
mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de
embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria
sendo implantado nos países socialistas.

Qual o contexto histórico da guerra fria?


Havia começado no ano de 1947 e terminou em Dezembro de 1991. Foi em
síntese uma disputa realizadas a partir do factor ideológico, onde a URSS defendia o
socialismo enquanto os EUA defendia o capitalismo. Disputavam seus poderes
militares, como instrumentos bélicos, criação de mísseis nucleares e bombas atómicas
tecnológicos, como foguetes para levar satélites e o homem ao espaço/Lua. Nenhuma
arma de destruição em massa foi lançada em território inimigo, apenas testadas em
campos e guardadas pela certificação da ONU. O principal símbolo desta Guerra era o
Muro de Berlim, criado para separar ambos territórios que tinham as ideologias
diferentes, a Berlim Ocidental e a Oriental. O primeiro marco do fim da Guerra foi a
derrubada deste Muro, em 1989, dando o fim da disputa Capitalista x Socialista. Três
anos depois, vem a extinção da URSS, dando um fim na Guerra.
Abraços.

A Crise no Pós-Guerra
Com o final da Segunda Guerra Mundial, a Europa estava arrasada e ocupada
pelos exércitos das duas grandes potências vencedoras, os Estados Unidos e a URSS. O
desnível entre o poder destas duas superpotências e o restante dos países do mundo era
tão gritante, que rapidamente se constitui um sistema global bipolar, ou seja, centrada
em dois grandes polos.

Os Estados Unidos defendiam a economia capitalista, argumentando ser ela a


representação da democracia e da liberdade. Em contrapartida a URSS enfatizava o
socialismo, argumentando em defesa do proletariado e solução dos problemas sociais.

Os Aliados divergiam sobre a forma de como manter a segurança do pós-


guerra. Os aliados ocidentais queriam criar uma rede de segurança que, com governos
quanto mais possível democráticos, resolvessem suas diferenças de forma pacífica
através de organizações internacionais. A Rússia devido à experiência, através da
história de invasões frequentes, bem como a perda humana estimada em 27 milhões e a
destruição sofrida durante a Segunda Guerra Mundial, queria garantir sua segurança
pelo controle dos assuntos internos de países vizinhos.

Sob a influência das duas doutrinas, o mundo foi dividido em dois blocos
liderados cada um por uma das superpotências: a Europa Ocidental e a América Central
e do Sul sob influência cultural, ideológica e económica estado-unidense, e parte do

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Leste Asiático, Ásia central e Leste europeu, sob influência soviética. Assim, o mundo
dividido sob a influência das duas maiores potências económicas e militares da época,
estava também polarizado em duas ideologias opostas: o Capitalismo e o Socialismo.
Churchill, Roosevelt e Stalin na Conferência de Ialta, 1945.

Entretanto era notória desde o início da Guerra Fria a superioridade económica


norte americana. Em 1945 os Estados Unidos tinham metade do PIB mundial, 2/3 das
reservas mundiais de ouro, 60% da capacidade industrial activa do mundo, 67% da
capacidade produtora de petróleo, além da maior Marinha e da maior Força Aérea que
existia. Seus exércitos ocupavam parte da Europa ocidental e o Japão, algumas das
zonas foram as mais ricas e industrializadas do mundo antes da Guerra. Também
ocupavam parte do sudeste asiático, especificamente metade da península da Coreia e
grande parte das ilhas do Pacífico. O território continental americano nunca havia sido
realmente ameaçado durante a Segunda Guerra Mundial, sendo que a batalha travada
geograficamente mais próxima do continente foi a de Pearl Harbor, no Havai.

Por sua vez a União Soviética ocupava a metade oriental da Europa e a metade
norte da Ásia, uma parte da Manchúria e da Coreia, regiões tradicionalmente agrícolas e
pobres. O próprio território soviético havia sido palco de batalhas durante a II Guerra
Mundial, contra divisões alemãs. O resultado é que em 1945 os Estados Unidos
contabilizavam cerca de 500 mil mortos na guerra, contra cerca de 20 milhões de
soviéticos mortos (civis e militares). Centenas de cidades soviéticas estavam destruídas
em 1945. A maior parte das indústrias, da capacidade produtiva agrícola e da infra-
estrutura de transportes, energia e comunicações estava destruída ou seriamente
comprometida.

A Operação Impensável foi o nome de um plano inicial de guerra feito pelo


governo britânico em 1945. Tal operação consistia na invasão da então União Soviética
por forças militares britânicas, poloneses exilados, estado-unidenses e mesmo alemães
recém rendidos.

Bloqueio de Berlim (Junho/1948 - Maio/1949)


Após a derrota alemã na Segunda Guerra, os países vencedores lhe impuseram
pesadas sanções. Dentre as quais a divisão da Alemanha em 4 áreas administrativas,
cada uma chefiada por um dos vencedores: Estados Unidos, França, Reino Unido e
União Soviética e duas zonas de influência: Capitalista e Socialista. Berlim, a capital da
Alemanha, também foi dividida, ainda que sob território de influência soviética. A
comunicação entre o lado ocidental da cidade fragmentada e as outras zonas era feita
por pontes aéreas e terrestres.

Crises da Guerra Fria (1956 - 1962)


Na Hungria, a ocupação da Hungria pelo Exército Vermelho, após a Segunda
Guerra Mundial, garantiu a influência da União Soviética sobre a região. O país no
período pós-guerra tornou-se uma democracia pluripartidária, até 1949, quando a

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República Popular da Hungria foi declarada e tornou-se um estado comunista liderado


por Mátyás Rákosi. Com o novo governo, começou uma série de prisões em campos de
concentração, torturas, julgamentos e deportações para o leste. A economia não estava a
ir muito bem, sofria com a desvalorização da moeda húngara, o pengő, considerada uma
das mais altas hiperinflações conhecidas.

Esgotados com os índices económicos cada vez piores e com os governos de


Enrö Gero e Mátyás Rákosi, a população tomou as ruas de Budapeste na noite de 23 de
Outubro de 1956. O objectivo desse levante era o fim da ocupação da União Soviética e
a implantação do "socialismo verdadeiro". Houve um confronto entre autoridades
policiais e manifestantes e durante esse confronto, houve a derrubada da estátua de Josef
Stálin.

Mesmo após a troca de governo, os conflitos foram intensificando-se. Com


isso, os soviéticos organizaram uma trégua com os populares. Logo após, o exército
soviético executou uma violenta acção contra os populares, colocando no poder Janos
Kadar. No dia 4 de Novembro de 1956, um novo exército soviético provocou destruição
nas ruas da capital húngara.

Crise dos Mísseis (1962)


Submarino Soviético B-59 (construído à 28 de Outubro de 1962) próximo a
Cuba, sendo observado por um helicóptero da Marinha dos Estados Unidos.

Cuba, a maior das ilhas caribenhas, sofreu uma revolução em 1959, que retirou
o ditador pró-estadunidense Fulgêncio Batista do poder, e instaurou a ditadura de Fidel
Castro. A instauração de um regime socialista preocupou a Casa Branca que ainda em
1959 tentou depor o novo governo, apoiando membros ligados ao antigo regime e
iniciando um embargo económico à ilha. Com o bloqueio do comércio de petróleo e
grãos, Cuba passa a adquirir esses produtos da URSS. O governo de Fidel Castro,
inicialmente composto por uma frente de grupos nacionalistas, populistas e de esquerda,
que variava de social-democratas aos de inspiração marxista-leninista, rapidamente
polarizaria em torno dos líderes mais pró-URSS. Em 1961, a CIA chegou a organizar o
desembarque de grupos de oposição armados que deporiam Fidel Castro na operação da
invasão da Baía dos Porcos, que foi um fracasso completo. Diante desta situação o novo
regime cubano se aproxima rapidamente da URSS, que oferece protecção militar.

Em 1962, a União Soviética foi flagrada construindo 40 silos nucleares em


Cuba. Segundo Kruschev, a medida era puramente defensiva, para evitar que os Estados
Unidos tentassem nova investida contra os cubanos. Por outro lado, no plano estratégico
global, isto representava uma resposta à instalação de mísseis Júpiter II pelos estado-
unidenses na cidade de Esmirna, Turquia, que poderiam ser usadas para bombardear
todas as grandes cidades da União Soviética.

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Rapidamente, o presidente Kennedy tomou medidas contrárias, como a


ordenação de quarentena à ilha de Cuba, posicionando navios militares no mar do
Caribe e fechando os contactos marítimos entre a União Soviética e Cuba. Vários
pontos foram levantados a respeito deste bloqueio naval: os soviéticos disseram que não
entendiam porque Kennedy havia tomado essa medida, já que vários mísseis estado-
unidenses estavam instalados em territórios dos países da OTAN contra os soviéticos,
em distâncias equivalentes àquela entre Cuba e os Estados Unidos; Fidel Castro revelou
que não havia nada de ilegal em instalar mísseis soviéticos em seu território; e o
primeiro-ministro britânico Harold Macmillan disse não ter entendido por que não foi
sequer ventilada a hipótese de acordo diplomático.

Em 23 e 24 de Outubro, Kruschev teria enviado uma carta a Kennedy,


informando suas intenções pacíficas. Em 26 de Outubro disse que retiraria seus mísseis
de Cuba se Washington se comprometesse a não invadir Cuba. No dia seguinte, pediu
também a retirada dos balísticos Júpiter da Turquia. Mesmo assim, dois aviões espiões
estado-unidenses U-2 foram abatidos em Cuba e na Sibéria em 27 de Outubro, o ápice
da crise. Neste mesmo dia, os navios mercantes soviéticos haviam chegado ao Caribe e
tentariam passar pelo bloqueio. Em 28 de Outubro, Kennedy foi obrigado a ceder aos
pedidos, e concordou em retirar os mísseis da Turquia e não atacar Cuba. Assim, Nikita
Kruschev retirou os mísseis nucleares soviéticos da ilha. Apesar de o acordo ter sido
negativo para os dois lados, o grande derrotado foi o líder soviético, que foi visto como
um fraco que não soube manter sua posição frente aos estado-unidenses.

Dois anos depois, Kruschev não aguentou a pressão e saiu do governo.


Kennedy também foi mal visto pelos comandantes militares dos Estados Unidos. O
general Curtis Le May disse a Kennedy que este episódio foi "a maior derrota da
história estado-unidense", e pediu para que os Estados Unidos invadissem
imediatamente Cuba.

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Conclusão
Em suma podemos caracterizar o conflito interno angolano no contexto da
Guerra Fria. O grande antagonismo que existiu entre as duas Superpotência de então (os
EUA e a URSS).

No contexto da guerra fria vimos que após o fim da Segunda Guerra Mundial,
o governo dos Estados Unidos ajudavam aqueles países que sofreram economicamente
no território Europeu, criando vários planos, e ao mesmo tempo, dando preocupação ao
país que também fazia parte da Europa. E assim começou a Guerra, quando junto ás
ideias defendidas pelas superpotências (URSS e EUA) elas tomaram os países para
seguir em frente, sendo parte de qualquer continente. Durante esta Guerra, se passaram
parte de três eventos: Guerra da Coreia, Guerra do Vietname, Guerra do Afeganistão, e
os conflitos ocorridos aqui na América Latina, entre Reino Unido contra a Argentina.

Neste mesmo subtemas encontras alguns tópicos importantes que não podemos
deixar de parte.

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Referências bibliográficas

1) https://www.suapesquisa.com/guerrafria/
2) https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/2805/1/NeD29_VictorAugustoNune
sSaMachado.pdf
3) https://www.google.com
4) https://www.wikipédia.com
5) Pesquisa de campo Elias Luís Joaquim formado em História (email:
eliasluis714@gmail.com/ eliasluis714@sapo.ao)

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