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CONTEÚDO Págs.

1. INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 2
1.1. OBJECTIVOS ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 2
2. ELEMENTOS DE TEORIA DO CAMPO ------------------------------------------------------------------ 3
2.1. NOÇÃO DO CAMPO ESCALAR -------------------------------------------------------------------------- 3
2.2. NOÇÃO DE CAMPO VECTORIAL ---------------------------------------------------------------------- 3
2.3. NOÇÃO DE GRADIENTE DE UMA FUNÇÃO ------------------------------------------------------ 4
2.4. DIVERGÊNCIA DE UM CAMPO VECTORIAL ---------------------------------------------------- 5
2.5. A ROTACIONAL DE UM CAMPO DE VECTORES----------------------------------------------- 5
2.6. TEOREMA DE DIVERGÊNCIA OU DE OSTROGRADSKI-GAUSS ------------------------ 7
2.7. CAMPO CONSERVATIVO: -------------------------------------------------------------------------------- 9
2.8. CAMPO HARMÓNICO (OPERADOR DE LAPLACE-BELTRAMI) ----------------------- 10
3. CONCLUSAO ------------------------------------------------------------------------------------------------------- 11
4. BIBLIOGRAFIA --------------------------------------------------------------------------------------------------- 12
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1. INTRODUÇÃO

No presente trabalho que tem tema como elementos de teoria de campo abordar-se-á sobre
conceitos básicos dos campos escalares e vectorias, tendo como exemplo de campos escalares
(por exemplo, campo de temperatura,potencial, densidade num meio não- homogéneo, etc.) no
qual já estamos familiarizados.

Um campo pode ser definido por meio de uma função escalar do argumento vectorial, e a
grandeza que toma um determinado valor em cada ponto do espaço, chama-se função vectorial
(ou função vector) do ponto ou campo vectorial (por exemplo o campo de velocidade das
partículas de um liquido em movimento, um campo de forças, um campo de intensidade
eléctrica ou magnética, etc.).

1.1.OBJECTIVOS

 O objectivo geral desse trabalho é de abordar sobre noções básicas de elementos de


teoria de campos (campos escalar e vectorias) e poder mostra-las na base de exemplos,
bem como apresentar aspectos particularizados da teoria de campo, (como alguns
teoremas ligados ao tema).

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2. ELEMENTOS DE TEORIA DO CAMPO

O Campo é a denominação dada a toda distribuição de uma grandeza no espaço, esta


distribuição pode ser escalar ou vectorial que varia ou não com o tempo, assim, o potencial
electrostático (𝑽) é um exemplo de um campo escalar, enquanto o campo eléctrico (𝑬) ⃗⃗⃗⃗⃗⃗ é
exemplo de um campo vectorial. (VASCONSELOS, J. A- Analise Vectorial).

2.1.NOÇÃO DO CAMPO ESCALAR


Uma grandeza escalar 𝐔 que toma determinados valores em cada ponto 𝐌 do espaco, chama-
se função escalar do ponto ou campo escalar U = U(M). Um campo pode ser definido por meio
de uma função escalar do argumento vectorial r.

𝐔 = 𝐔(𝐫)
Um campo diz-se escalar se a grandeza física que o define puder ser representada em cada
ponto do espaço através de um valor escalar. Os campos escalares são normalmente
representados através de uma série de linhas ou superfícies que unem pontos com o mesmo
valor de campo.
São exemplos de campos escalares a distribuição de temperatura numa sala e a distribuição do
potencial eléctrico em torno de uma carga pontual.

2.2.NOÇÃO DE CAMPO VECTORIAL

 Definição (campo de vector)


Um campo de vetores em 𝐴 ⊂ ℝ𝑛 é uma função 𝐹: 𝐴 ⊂ ℝ𝑛 → ℝ𝑛 .
Seja 𝐴 ⊂ ℝ𝑛 um conjunto aberto. O campo de vetores 𝐹: 𝐴 ⊂ ℝ𝑛 → ℝ𝑛 É dito contínuo, de
classe 𝐶 𝑘 Em 𝑢 ∈ 𝐴 se todas as suas
funções coordenadas: 𝐹𝑖 : 𝐴 ⊂ ℝ𝑛 → ℝ
São contínuas, diferenciáveis ou de
classe 𝐶 𝑘 Em 𝑢 ∈ 𝐴, respectivamente.
Quando um campo de vetores
apresenta alguma simetria circular, é
conveniente representá-lo
Exemplo (Fg.1): Campo de
velocidades de um líquido em
escoamento.
Em coordenadas polares.
−𝒚 𝒙
Seja: 𝑭: 𝑨 → ℝ𝟐 − {(𝟎, 𝟎)} → ℝ𝟐 Definido por: 𝑭(𝒙, 𝒚) = (𝒙𝟐 +𝒚𝟐 , 𝒙𝟐 +𝒚𝟐 )

𝟏
Usando coordenadas polares temos: 𝑭(𝒓, 𝜽) = 𝒓 (− 𝐬𝐢𝐧 𝜽 , 𝐜𝐨𝐬 𝜽) Onde 𝒓 > 𝟎.

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2.3.NOÇÃO DE GRADIENTE DE UMA FUNÇÃO

Seja 𝐴 ⊂ ℝ𝑛 um conjunto aberto e 𝑓: 𝐴 ⊂ ℝ𝑛 → ℝ, uma função tal que as derivadas parciais


existam.
Definição: O campo gradiente de 𝑓 é denotado por 𝒈𝒓𝒂𝒅(𝒇) é definido por:
𝒏
𝝏𝒚 𝝏𝒚 𝝏𝒚 𝝏𝒚
𝒈𝒓𝒂𝒅(𝒇(𝒙)) = ( (𝒙), (𝒙), ⋯ ⋯ ⋯ , (𝒙)) = ∑ ⃗⃗⃗𝒊
(𝒙)𝒆
𝝏𝒙𝟏 𝝏𝒙𝟐 𝝏𝒙𝒏 𝝏𝒙𝒊
𝒊=𝟏

No caso 𝒏 = 𝟑, o gradiente 𝒇 é:

𝝏𝒇 𝝏𝒇 𝝏𝒇
𝒈𝒓𝒂𝒅(𝒇(𝒙, 𝒚, 𝒛)) = ( (𝒙, 𝒚, 𝒛), (𝒙, 𝒚, 𝒛), (𝒙, 𝒚, 𝒛))
𝝏𝒙 𝝏𝒚 𝝏𝒛

Equivalentemente:
𝝏𝒇 𝝏𝒇 𝝏𝒇
𝒈𝒓𝒂𝒅(𝒇(𝒙, 𝒚, 𝒛)) = (𝒙, 𝒚, 𝒛)𝒊 + (𝒙, 𝒚, 𝒛)𝒋 + ⃗
(𝒙, 𝒚, 𝒛)𝒌
𝝏𝒙 𝝏𝒚 𝝏𝒛
Analogamente para 𝒏 = 𝟐:

𝝏𝒇 𝝏𝒇
𝒈𝒓𝒂𝒅(𝒇(𝒙, 𝒚)) = ( (𝒙, 𝒚), (𝒙, 𝒚))
𝝏𝒙 𝝏𝒚

Equivalentemente:
𝝏𝒇 𝝏𝒇
𝒈𝒓𝒂𝒅(𝒇(𝒙, 𝒚)) = (𝒙, 𝒚)𝒊 + (𝒙, 𝒚)𝒋
𝝏𝒙 𝝏𝒚
Introduzamos formalmente o símbolo:
𝝏 𝝏 𝝏
𝛁= 𝒊+ 𝒋+ ⃗
𝒌
𝝏𝒙 𝝏𝒙 𝝏𝒙
⃗ ) é a base canônica de ℝ3 ; 𝛁 é dito um operador, isto é, actua sobre funções com
Onde (𝒊, 𝒋, 𝒌
valores em ℝ Assim:
𝒈𝒓𝒂𝒅(𝒇) = 𝛁𝒇
Exemplo: se 𝒇(𝒙, 𝒚) = 𝒙𝟐 + 𝒚𝟐 então: 𝛁𝒇(𝒙, 𝒚) = (𝟐𝒙, −𝟐𝒚)
(𝒙, 𝒚) 𝜵𝒇(𝒙, 𝒚) ‖𝜵𝒇(𝒙, 𝒚)‖
(𝟎, 𝟎) (𝟎, 𝟎) 0
(𝟏, 𝟎) (𝟐, 𝟎) 2
(𝒙, 𝟎) (𝟐𝒙, 𝟎) 𝟐𝒙
(𝟎, 𝒚) (𝟎, −𝟐𝒚) 𝟐𝒚
(𝟏, 𝟏) (𝟐, −𝟐) 𝟐√𝟐
(𝒙, 𝒚) (𝟐𝒙, −𝟐𝒚) 𝟐‖(𝒙, 𝒚)‖

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À medida que o ponto se afasta da


origem o comprimento do gradiente
cresce ficando igual a duas vezes a
distância do ponto à origem.
Fg.2. Exemplo], esboço de 𝛁𝒇 e das
curvas de nível de 𝒇 .

2.4.DIVERGÊNCIA DE UM CAMPO VECTORIAL

 Divergência de um campo
Se imaginamos um campo de vetores como um campo de velocidades de um gás ou de um
fluido, então a divergência do campo está relacionada com a expansão ou a contração do
volume do gás pelo fluxo do campo.
 Definição (Divergência de um Campo vectorial)
O produto escalar formal entre 𝛁 e 𝑭 é chamado a divergência do campo 𝑭 e é denotado
e definido por:
𝝏𝑭𝟏 𝝏𝑭𝟐 𝝏𝑭𝟑
𝒅𝒊𝒗(𝑭)(𝒙, 𝒚, 𝒛) = 𝛁. 𝐅(𝒙, 𝒚, 𝒛) = (𝒙, 𝒚, 𝒛) + (𝒙, 𝒚, 𝒛) + (𝒙, 𝒚, 𝒛)
𝝏𝒙 𝝏𝒚 𝝏𝒛
Onde é o produto escalar em ℝ3 . Analogamente para 𝒏 = 𝟐:
𝝏𝑭𝟏 𝝏𝑭𝟐
𝒅𝒊𝒗(𝑭)(𝒙, 𝒚) = 𝛁. 𝐅(𝒙, 𝒚) = (𝒙, 𝒚) + (𝒙, 𝒚)
𝝏𝒙 𝝏𝒚
Exemplo: se 𝑭(𝒙, 𝒚, 𝒛) = (𝒙 𝐬𝐢𝐧(𝒛) , 𝐲𝐜𝐨𝐬(𝒛) , 𝒛)
Então: 𝒅𝒊𝒗(𝑭)(𝒙, 𝒚, 𝒛) = 𝐬𝐢𝐧(𝒛) + 𝐜𝐨𝐬(𝒛) + 𝟏
Definição Se 𝑑𝑖𝑣 𝐹 = 0 dizemos que 𝐹 é incompressível.
𝑑𝑖𝑣 (𝑟𝑜𝑡𝐹) = 0
A divergência de qualquer rotacional é zero. A prova segue da definição é do teorema de
Schwartz.

2.5.A ROTACIONAL DE UM CAMPO DE VECTORES


A rotacional de um campo de vetores que representa a velocidade de um fluido, está
relacionado ao fenômeno de rotação do fluido.
𝝏 𝝏 𝝏
Se consideramos 𝜵 como um vetor de componentes , , Podemos formalmente
𝝏𝒙 𝝏𝒙 𝝏𝒙
considerar o produto vetorial de 𝜵 pelo campo de vetores 𝑭 = (𝑭𝟏 , 𝑭𝟐 , 𝑭𝟑 ).

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𝜵 é chamado operador vetorial, isto é, actua sobre funções com valores em ℝ, transformando-
𝟏
as em campos de vetores de ℝ 𝟐.

 Definição (O campo rotacional).


O campo de vetores, chamado rotacional do campo de vetores 𝑭 é denotado por 𝒓𝒐𝒕(𝒇)
e definido por:
𝝏𝑭𝟑 𝝏𝑭𝟐 𝝏𝑭𝟏 𝝏𝑭𝟑 𝝏𝑭𝟐 𝝏𝑭𝟏
𝒓𝒐𝒕 𝑭 = 𝜵 × 𝑭 = [ − ]𝒊 + [ − ]𝒋 + [ − ] ⃗𝒌
𝝏𝒚 𝝏𝒛 𝝏𝒛 𝝏𝒙 𝝏𝒙 𝝏𝒚
Exemplos:
 Se 𝐹(𝑥. 𝑦, 𝑧) = (𝑥𝑦, 𝑦𝑧, 𝑧𝑥) Então 𝑟𝑜𝑡(𝑥, 𝑦, 𝑧) =
(−𝑦, −𝑧, −𝑥) -Fg. 3.

 Se 𝐹(𝑥. 𝑦, 𝑧) = (−𝑦, 𝑥, 𝑥𝑦𝑧) Então:


𝑟𝑜𝑡(𝑥, 𝑦, 𝑧) = (𝑥𝑧, −𝑦𝑧, 2) − Fg. 4.

 Proposição:
Se 𝐴 ⊂ ℝ3 é um conjunto aberto e 𝑓 ∶ 𝐴 ⊂ ℝ3 → ℝ é uma função de classe 𝐶 2 Então:

𝒓𝒐𝒕(𝛁𝒇) = 𝛁 × (𝛁𝒇) = ⃗𝟎
A rotacional de qualquer gradiente é o vetor nulo. A prova sai diretamente do teorema de
Schwartz.
 Definição: se 𝑟𝑜𝑡 𝐹 = 0 dizemos que o campo 𝐹 é irrotacional.
1.1.Teorema de Stokes
Seja 𝑆 uma superfície regular orientada de classe 𝐶 1 tal que 𝜕𝑠 = 𝐶 é uma curva fechada
simples de classe 𝐶 1 por partes orientada positivamente. Se 𝐹 um campo de vetores de classe
𝐶 1 , Definido num aberto 𝑈 tal que 𝑆 ⊂ 𝑈, então temos:

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∬ 𝒓𝒐𝒕(𝑭)𝒅𝑺 = ∮ 𝑭

Exemplo:
Seja 𝑆 a superfície definida por: 𝑆 = {(𝑥, 𝑦, 𝑧) ∈ ℝ3 : 𝑥 = −1 + 𝑦 2 + 𝑧 2 , 𝑥 ≤ 0}
E consideremos o campo vectorial dado por:
𝑭(𝒙, 𝒚, 𝒛) = (𝒙𝒛, 𝒛𝒆𝒙 , −𝒚)

A superfície 𝑆 é o gráfico da função 𝑓: 𝐷 → ℝ


de classe 𝐶 1 Definida por:
𝑓(𝑥, 𝑦) = −1 + 𝑦 2 + 𝑧 2 em que 𝐷=
{(𝑥, 𝑦) ∈ ℝ2 : 𝑥 = 𝑦 2 + 𝑧 2 < 1}.
Portanto 𝑆 é uma superfície orientável e a
respectiva fronteira é a linha
𝜕𝑆 = {(𝑥, 𝑦, 𝑧): 𝑥 = 0; 𝑦 2 + 𝑧 2 = 1}
Fg. 5.
Usando o teorema de stokes para calcular o fluxo de 𝑟𝑜𝑡𝐹 através de 𝑆 no sentido normal de 𝑣
cuja componente 𝑥 negativa. Para que a orientação definida por esta normal seja compatível
com a de 𝜕𝑆, esta linha deve ser percorrida no sentido negativo tal como se mostra na figura
acima, ou seja, deve ser parametrizada por ℸ: [𝟎, 𝟐𝝅] → ℝ3 dada por:
ℸ(𝒕) = (𝟎, 𝐜𝐨𝐬 𝒕 , − 𝐬𝐢𝐧 𝒕) Então temos:
𝟐𝝅
∬ 𝒓𝒐𝒕𝑭. 𝒗 = ∫ 𝑭𝒅ℸ = ∫ (𝟎, − 𝐬𝐢𝐧 𝒕 , −𝐜𝐨𝐬 𝒕). (𝟎, , − 𝐬𝐢𝐧 𝒕 , −𝐜𝐨𝐬 𝒕)𝒅𝒕 = 𝟐𝝅
𝟎

Exemplo: Seja S o paraboloide parametrizado por 𝜑(𝑥,𝑦) = (𝑥, 𝑦, 𝑥 2 + 𝑦 2 ), (𝑥, 𝑦) ∈ 𝐷 onde


𝐷 é o disco unitario;𝜕𝐷 = {(𝑥, 𝑦)/ 𝑥 2 + 𝑦 2 = 1}, logo:
𝝏𝑺 = 𝝏𝑫(𝒙, 𝒚) = {(𝒙, 𝒚)/ 𝒙𝟐 + 𝒚𝟐 = 𝟏}
O campo normal é 𝑇𝑍 × 𝑇𝑋 = (−2𝑥, −2𝑦, 1), o qual induz a orientaçõo de 𝑆; parametrizamos
𝜕𝐷 por:

𝛾(𝑡) = (cos 𝑡 , sin 𝑡), 𝑡 ∈ [0,2𝜋] e 𝜑(𝛾(𝑡)) = (cos 𝑡 , sin 𝑡 , 1)

Logo, 𝜕𝑆 é percorrido no sentido positivo em relação à normal de 𝑠

2.6.TEOREMA DE DIVERGÊNCIA OU DE OSTROGRADSKI-GAUSS

Seja 𝑤 ⊂ ℝ3 um sólido tal que 𝜕𝑤 = 𝑠 seja uma superfície fechada e limitada. Por exemplo,
Se 𝑤 = {(𝑥, 𝑦, 𝑧) ∈ ℝ3 ∕ 𝑥 2 + 𝑦 2 + 𝑧 2 ≤ 1}, então 𝜕𝑤 = 𝑠 2 é a esfera unitária.

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Definição: 𝜕𝑤 é dito orientado positivamente se o vector normal a 𝜕𝑤 aponta para fora de 𝑤.

Fg. 6.
 Teorema de gauss.
Seja 𝑤 ⊂ ℝ3 um sólido tal que 𝝏𝒘 = 𝒔 é uma superfície fechada e limitada, orientada
positivamente. Se 𝐹 um campo de vectores de classe 𝐶 1 definido no conjunto aberto 𝑈 tal que
𝑤 ⊂ 𝑈, então temos:
Exemplo:
Seja a porção de cilindro definida por 𝑠 =
{(𝑥, 𝑦, 𝑧)/𝑥 2 + 𝑦 2 = 1, 0 < 𝑧 < 1}. A fronteira
𝜕𝑠 é formada por duas curvas disjuntas:
𝑟1 = {(𝑥, 𝑦, 𝑧) /𝑥 2 + 𝑦 2 = 1, 𝑧 = 1} e 𝑟2 =
2 2
{(𝑥, 𝑦, 𝑧) / 𝑥 + 𝑦 = 1, 𝑧 = 1 },se escolhermos
como vetor normal qualquer vetor proporcional a
(cos 𝜃 , sin 𝜃 , 0),𝑟1 é percorrida no sentido positivo
e 𝑟2 em sentido negativo.

Calcule ∬𝑠 𝐹𝑑𝑠, onde 𝐹(𝑥, 𝑦, 𝑧) = (𝑦𝑥 2 , 𝑥𝑧 2 , 𝑥 2 + 𝑦 2 ) e 𝑠 é a superfície definida por 𝑧 =


𝑥 2 + 𝑦 2 tal que 0 ≤ 𝑧 ≤ 1
Aplicando directamente o teorema de gauss tampará o parabolóide com um disco de raio 1.
Seja 𝑤 o sólido com normal (0,0,1) tal que 𝝏𝒘 = 𝒔 ∪ 𝒔𝟏 , onde 𝒔𝟏 é a superfície parametrizada
Por Φ(x, y) = (𝑥, 𝑦, 1) tal que 𝑥 2 + 𝑦 2 ≤ 1 pelo teorema de gauss temos:

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∭ 𝑑𝑖𝑣(𝐹)𝑑𝑥𝑑𝑦𝑑𝑧 = ∬ 𝐹𝑑𝑠 + ∬ 𝐹𝑑𝑠1


𝑊 𝑠 𝑠1

Note que 𝑑𝑖𝑣(𝐹) = 𝑜, logo temos ∬𝑠 𝐹𝑑𝑠 = − ∬𝑠 𝐹𝑑𝑠1


1

2𝜋 1
𝜋
∬ 𝐹𝑑𝑠1 = − ∬ (𝑥 2 +𝑦 2 )𝑑𝑥𝑑𝑦
= −∫ ∫ 𝑟 3 𝑑𝑟𝑑𝜃 = −
𝑠1 𝑥 2 +𝑦 2 ≤1 0 0 2
𝜋
Então ∬𝑠 𝐹𝑑𝑠 = 2

 Campos de Vectores Solenoidais


Lembremos que um campo de vectores de classe 𝑪𝟏 é solenoidal se sua divergência é nula; isto
é:
𝛁. 𝑭 = 𝟎

Os campos de vectores solenoidais e/ou irrotacionais desempenham um papel fundamental em


algumas áreas aplicadas. Por exemplo, dado F um campo de vectores de classe 𝑪𝟏 Podemos
ter:
 Solenoidal é irrotacional se: 𝒅𝒊𝒗𝑭 = 𝟎 e 𝒓𝒐𝒕𝑭 = 𝟎.
 Solenoidal é rotacional se: 𝒅𝒊𝒗𝑭 = 𝟎 e 𝒓𝒐𝒕𝑭 ≠ 𝟎
 Não solenoidal é irrotacional se: 𝒅𝒊𝒗𝑭 ≠ 𝟎 e 𝒓𝒐𝒕𝑭 = 𝟎
 Não solenoidal é rotacional se: 𝒅𝒊𝒗𝑭 ≠ 𝟎 e 𝒓𝒐𝒕𝑭 ≠ 𝟎.
Exemplo:
 O campo magnético B é solenoidal;
 O campo velocidade 𝒗 ⃗ 𝒅 do fluxo de um fluido incompressível é solenoidal;
 O campo elétrico ⃗⃗⃗
𝑬 em regiões onde a densidade de carga é nula 𝝆𝒆 = 𝟎;
 A densidade de corrente, 𝑗.

2.7.CAMPO CONSERVATIVO:

 Definição (Campo conservativo).


𝑭 é um campo conservativo se existe 𝒇: 𝑨 → ℝ tal que as derivadas parciais existem é: 𝑭 =
𝛁𝒇. De outro modo, 𝑭 é conservativo se é um campo gradiente. A função 𝒇 é chamada função
Potencial ou potencial do campo 𝑭.
Preposição:
 Para 𝒏 = 𝟑. Se 𝒓𝒐𝒕𝑭 ≠ 𝟎, então 𝑭 não é um campo gradiente.
 Para 𝒏 = 𝟑. Se

𝝏𝑭𝟐 𝝏𝑭𝟏
(𝒙, 𝒚) ≠ (𝒙, 𝒚),
𝝏𝒙 𝝏𝒚
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Então 𝑭 não é conservativo.


Prova: Se 𝐹 é um campo gradiente, então existe 𝑓 tal que ∇𝑓 = 𝐹, logo:

𝑟𝑜𝑡(𝐹) = 𝑟𝑜𝑡∇(𝑓) = ⃗0
O que é uma contradição. A prova de 2. é análoga a de 1.
Exemplo:
O campo de vectores 𝐹(𝑥, 𝑦) = (2𝑥𝑦, 𝑥 2 + 3𝑦 2 ) é conservativo pois:
𝜕𝐹2 𝜕𝐹1
(𝑥, 𝑦) = 2𝑥 = (𝑥, 𝑦)
𝜕𝑥 𝜕𝑥
Então 𝐹 não é conservativo.
Seu potencial é: 𝐹(𝑥, 𝑦) = 𝑥 2 𝑦 + 𝑦 3 + 𝑐 Onde 𝑐 ∈ ℝ

2.8.CAMPO HARMÓNICO (OPERADOR DE LAPLACE-BELTRAMI)

Laplaciano ou Operador de Laplace (ou ainda operador de Laplace-Beltrami), denotado


por ∆ ou 𝛁 𝟐 , sendo 𝛁 o operador nabla, é um operador diferencial de segunda ordem.
O Laplaciano, aparece naturalmente em diversas equações de derivadas parciais que modelam
problemas físicos.
a) Definição de Laplaciano escalar
O operador Laplaciano no espaço euclidiano n-dimensional é definido como
o divergente do gradiente:
∆∅ = 𝛁 𝟐 ∅ = 𝛁 ∙ (𝛁∅) = 𝒅𝒊𝒗(𝒈𝒓𝒂𝒅∅)
b) Definição do Laplaciano vectorial
Seja 𝐴: ℝ𝑚 → ℝ𝑛 , o Laplaciano é denotado por ∆ e é definido como a aplicação do laplaciano
escalar em cada uma das componentes de 𝑢 = (𝐴1,⋯, 𝐴𝑚 ):

∆𝑨 = (∆𝑨𝟏 , ⋯ , ∆𝑨𝒎 ) = ∆𝑨 = (∆𝑨𝒙 )𝐢 + (∆𝑨𝒚 )𝐣 + (∆𝑨𝒛 )𝐤

Propriedades do campo Laplaciano


 O laplaciano é um operador linear: ∆[𝜶𝒇(𝒙) + 𝜷𝒈(𝒙)] = 𝜶∆𝒇(𝒙) + 𝜷∆𝒈(𝒙)
 Regra do produto: ∆(𝒇𝒈) = (∆𝒇)𝒈 + 𝟐(𝛁𝒇) ∙ (𝛁𝒈) + 𝒇(∆𝒈)
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Laplaciano).

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3. CONCLUSAO

É de concluir que elementos de teoria de campos (basicamente: campos escalares e campos


vectorias), têm um grande papel não se limitando apenas à matemática, é fundamental na área
de física aplicada e suas ramificações, bem como em outras áreas de conhecimento como em
Álgebra vectorial, assim como em ciências aplicadas como Topografia e Geodesia.
Em física por exemplo, aplicam-se quase em seu todo os conceitos de elementos de teoria de
campos (fundamentalmente no eletromagnetismo) principalmente a noção de campos vectorias
visto que: diz-se escalar se a grandeza física que o define puder ser representada em cada ponto
do espaço através de um valor escalar,enquanto,vectorial é a grandeza que toma um
determinado valor em cada ponto do espaço.

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4. BIBLIOGRAFIA

 GRACA, C. Calculo Vectorial: Notas de aulas de cálculo vectorial. UFSM, 2012, Pp.
17-18.
 VILCHES M. A., CORRÊIA M. L. Calculo: Volume III, cap. 4. Rio de Janeiro, Pp.
107-125.
 IGLESIAS, M. A. Pascual. Teoria de Campos Escalares y Vectorial, Madrid 2009,
Pp. 3-5. (Espanhol).

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