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Documentação Fiscal Eletrônica

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eBook

Documentos
Fiscais
Eletrônicos
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PREFÁCIO
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O
Brasil conta com mais um homem técnico, que estreia
com excelente ebook (livro eletrônico) cobrindo todos os
aspectos relevantes do mundo tecnológico no envoltório
contábil, com o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED).

Ainda não atinei com os motivos que levaram Fellipe Matos Guerra
— ou simplesmente O Guerra! — a escolher-me para prefaciar seu
ebook. Admito a hipótese de que a deferência vise homenagear
a mim, o sócio para todas as horas e amigo, quase irmão. Ou
seria ainda pelo respeito demonstrado para com seu entusiasmo,
felicidade e feitos de homem determinado perante os maiores
desafios? Ou, finalmente, a escolha de meu nome teria sido
motivada pelas palavras de incentivo para levar a cabo a presente
empreitada?

Misto de comediante-palestrante e empreendedor, Guerra consegue


transmitir às páginas de seu ebook o entusiasmo e o gênio que se
fazem necessários nas áreas em que atua. Literariamente, tal qual
seu conterrâneo José de Alencar, descreve a região que o viu nascer
com pinceladas de cores fortes e expressivas como um paisagista; na
obra, Documentos Fiscais Eletrônicos, Guerra, é analítico em suas
linhas, e desenha o que muitos não conseguem entender de forma
imediata. A outra faceta de seu caráter — seu empreendedorismo
técnico — ocupa parte do livro, dedicada a destacar a sua auto-
determinação e busca de realização profissional em meio a termos
peculiares a arte que desenvolvemos juntos, contabilidade.

O livro oferece ao leitor um relato das vicissitudes do projeto SPED,


delimitando perfeitamente um dos seus módulos. Retratando-
lhe a alma, põe em devido relevo o ser cearense, não somente
por ter nascido, morado ou vivido nesse rincão nordestino, mas
principalmente por possuir as qualidades da inteligência arguta,
hospitalidade franciscana e valentia obstinada. “Ceará pra
valentão”, diria seu conterrâneo, o folclorista Leonardo Mota.

Por mim, recebi com alegria o honroso convite do inesquecível


sócio, amigo e irmão para dar uma olhada aos textos originais.
Assim pude, antes do público leitor, maravilhar-me com o que aqui
vai escrito.

Marcos Antônio Monte de Lima Filho


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SUMÁRIO
Capítulo 1 Capítulo 2
6 Introdução 10 EVOLUÇÃO DO
SISTEMA CONTÁBIL

Capítulo 3 Capítulo 4
17 SISTEMA PÚBLICO 30 DOCUMENTOS FISCAIS
DE ESCRITURAÇÃO ELETRÔNICOS
DIGITAL
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Capítulo 1

INTRODUÇÃO

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Documentação Fiscal Eletrônica

F
lexibilidade e celeridade são características fundamentais
e almejadas cada vez mais pelas organizações públicas e
privadas. Com base nessa premissa, é notório observar que,
atualmente, diversas instituições buscam acompanhar as mudanças
tecnológicas no sentido de expandir o sistema de gestão. O objetivo
é alcançar melhores resultados. Nas companhias, o impacto
dessas mudanças tem sido materializado por meio de processos
de racionalização organizacional e técnicas que incorporam ao
ambiente empresarial novas tecnologias e novos modelos de
gerenciamento, assegurando significáveis níveis de desempenho.

Nessa perspectiva,
o mundo vive co-
nectado mediante
a internet, rede de
comunicação com
informações disponí-
veis e acessíveis em
qualquer momento
à população mun-
dial. O conjunto de
redes mundiais, ou
simplesmente a web
(rede), passa a fazer parte da rotina de pessoas e segmentos. Todas
as informações são geradas e armazenadas em um banco de da-
dos, podendo ser analisadas, inclusive adaptadas no futuro. Dessa
forma, gestores institucionais se sentem motivados em investir na
área de Tecnologia da Informação (TI), que facilitará o controle de
informações imprescindíveis na administração e execução de ne-
gócios.

Na concepção de Fer- Estrategicamente, a adequação e o


reira e Ralha (2014), no desenvolvimento da escrituração contábil
mundo globalizado, a dependem de fatores imprescindíveis tais
informação e a tecno- como: treinamento de pessoal; adaptação
logia, que represen- de sistemas informatizados, além da correta
tam os mais valiosos gestão de conhecimento. Na concepção
recursos organizacio- de Ferreira e Ralha (2014), no mundo
nais, asseguram um globalizado, a informação e a tecnologia,
ambiente de negócios que representam os mais valiosos recursos
altamente competiti- organizacionais, asseguram um ambiente
vo e com excelente ha- de negócios altamente competitivo e com
bilidade gerencial. excelente habilidade gerencial. Dentre

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os stakeholders da Contabilidade, o
governo assume amplo destaque pela
capacidade de exigir das organizações,
por meio de normativos aplicados pelos
órgãos regulamentadores, informações
específicas cujo objetivo consiste em
atender a seus interesses.

Em face disso, se destaca no Brasil a ferramenta intitulada Sistema


Público de Escrituração Digital (SPED), componente do Programa de
Aceleração de Crescimento (PAC) constituído pelo Decreto 6.022,
de 22 de janeiro de 2007. Trata-se de um dos maiores avanços
tecnológicos de sistemas já praticados, de forma a integrar os dados
de contribuintes acoplados aos fiscos municipal, estadual e federal,
provocando o compartilhamento das informações de cunho contábil
e fiscal (DUARTE, 2011). O SPED representa a principal ferramenta
do governo no combate à sonegação, com a finalidade de tornar
a identificação de ilícitos tributários mais céleres, mediante acesso
completo e detalhado às operações fiscais e comerciais praticadas
pelos contribuintes.

Pode-se afirmar que, nos dias atuais, o SPED é um recurso


considerado revolucionário e inovador para o segmento contábil.
Antigamente muitos procedimentos contábeis e fiscais de envio
de informações ao fisco eram realizados manualmente, por
meio do uso de máquinas de escrever ou à mão. No entanto, a
prática passou a ser substituída pelo envio e armazenamento de
informações em meio eletrônico. A nova modalidade foi inserida
no cotidiano das organizações gradualmente, com a introdução
das principais obrigações acessórias em meio digital pela União,
estados e municípios.

O sucesso da relação fisco-contribuinte está diretamente


associado ao correto cumprimento do fornecimento
de informações por parte da contabilidade. Um
dos principais requisitos para a eficaz adaptação e
implantação do projeto SPED nas organizações é
que o profissional do segmento tenha o domínio dos
aspectos conceituais e operacionais relacionados
com esse plano. Para o atingimento dessa adequação
e do desenvolvimento tecnológico da escrituração
contábil são necessários diversos processos para o
treinamento de pessoal, a adaptação de sistemas
informatizados e a gestão de conhecimento.

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Com precisão, a tecnologia tem Analogamente as


auxiliado as organizações a tornarem empresas que inse-
seus serviços e processos cada vez mais rem a tecnologia da
ágeis e dinâmicos. Analogamente as informação em seus
empresas que inserem a tecnologia processos adminis-
da informação em seus processos trativos e produtivos,
administrativos e produtivos, o o governo tende a se
governo tende a se adequar às adequar às inova-
inovações tecnológicas a fim de ções tecnológicas a
conseguir modernizar documentos, fim de conseguir mo-
procedimentos e fiscalizações. dernizar documen-
tos, procedimentos e
Neste sentido, a implantação do SPED fiscalizações.
se estabelece de forma conceitual,
desmistificando e readaptando
modelos de gestão. O recurso exige das organizações prestadoras
de serviços contábeis diversas adaptações em suas rotinas, incluindo
ajustes em seus processos internos, com uso de novas tecnologias,
capacitação dos envolvidos, além de estratégias de conscientização
da alta gestão das companhias.

No âmbito desse conceito, esta obra


visa desmistificar aos leitores questões
acerca dos Documentos Fiscais
Eletrônicos, partes integrantes do
SPED, apresentando-os de maneira
macro, como importantes ferramentas
da modernização das áreas contábeis
e tributárias. O eBook contribuirá para
o conhecimento dos diversos tipos de
documentos e dos principais pontos
de atenção para os profissionais e as
organizações.

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Capítulo 2

EVOLUÇÃO
DO
SISTEMA
CONTÁBIL

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Documentação Fiscal Eletrônica

A ERA DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Em um mundo direcionado
para o virtual, bem como a
modernização de processos
e máquinas, as organizações
se voltam para programar
e gerenciar sistemas
informatizados através
das novas tecnologias.
Com essa vertente, o setor
contábil passou a ganhar
força para administrar a
rotina operacional das
organizações. O uso
crescente das Tecnologias da Informação, na Contabilidade no início
das últimas décadas do século XX, provocaram fortes mudanças no
modo de produção e organização (gerir, produzir, e comunicar),
configurando a chamada “Era da Informação” ou “Sociedade do
Conhecimento”. (MACHADO; ALMEIDA, 2014).

Na Era do Conhecimento, o Sistema Público de Escrituração Digital


(SPED) veio para desenvolver uma nova visão da escrituração
contábil e a relação entre o fisco e o contribuinte: “[...] é um conjunto
de ações das autoridades fiscais brasileiras no sentido de obter
informações sobre todas as operações das empresas em formato
eletrônico, ou seja, a vigilância em tempo real por parte do fisco”.
(DUARTE, 2011). A informação é tratada como fonte de riqueza a
partir de sua criação, manipulação e distribuição, sendo um bem
ativo nas organizações e fator decisivo no contexto econômico e
empresarial.

Na realidade, a possibilidade de acesso


generalizado às tecnologias eletrônicas
de informação e comunicação trouxe
novas formas de trabalhar, de viver
e de se organizar em sociedade.
A informação é, atualmente, a
principal matéria-prima da cena.
Além disso, é também infraestrutura
a partir do momento em que é
produzida, armazenada e difundida
digitalmente.

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É sabido que a internet gerou


Atualmente, uma significante mudança de
a tecnologia comportamento na sociedade atual.
Como ferramenta de trabalho,
influi em todo o levou facilidade,
flexibilidade,
agilidade,
características
processamento definitivas que agregam, inclusive,
da atividade de conhecimento.

uma empresa Dessa forma, é coerente afirmar


tornando-a que as novas tecnologias também
provocam mudanças potenciais
apta quanto a no comportamento e na estrutura
das empresas ocasionando um
sua eficiência e crescimento diferenciado em todo
eficácia. processo empresarial. Atualmente,
a tecnologia influi em todo o
processamento da atividade de
uma empresa tornando-a apta
quanto a sua eficiência e eficácia.

Diante dessa concepção,


Magalhães (2009) relata que
as organizações bem-sucedidas
reconhecem os benefícios da
TI e a utiliza para direcionar os
valores das partes interessadas
no negócio. Essas organizações
também entendem e gerenciam
os riscos associados, tais como as
crescentes demandas regulatórias
e a dependência crítica de muitos
processos de negócios relacionados
ao segmento.

Nesse contexto, a área da TI


mostra-se fundamental para
a sobrevivência das empresas
modernas, uma vez que
organizações bem posicionadas

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visam ao devido alinhamento de seus negócios mediante os


benefícios da tecnologia.

No contexto das empresas prestadoras de serviços contábeis,


são muitos os softwares que permitem o compartilhamento de
informações, aplicativos e periféricos entre vários equipamentos.
As redes têm o potencial de criar mudanças, diminuir barreiras
de tempo e distância, podendo mudar não apenas o modo como
operam, mas também alterar a natureza da própria atividade
empresarial (STAIR, 1998).

HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL

Diante da perspectiva que contempla


empresas de serviços contábeis, faz-se
necessário ressaltar que a contabilidade
desempenha o papel de controlar os fatos,
mediantes registros contábeis, ocorridos em
patrimônios das instituições. É sabido que
a função tem como finalidade executar e
administrar as informações patrimoniais.

Segundo Coelho e Lins (2010), a Contabilidade é uma


ciência social que abrange os conhecimentos necessários para o
estudo, controle e avaliação do patrimônio de pessoas físicas e
jurídicas, nos aspectos quantitativos e qualitativos.

Em face disso, de acordo com os autores Oliveira, Silva e Feital


(2014, p. 2), a Contabilidade se originou com a necessidade de
registros do comércio. Indícios apontam que as primeiras cidades
comerciais eram dos fenícios. A prática do comércio não era exclusiva
deles, já sendo praticadas nas principais cidades da antiguidade.
A dialética sobre o assunto também pode ser compreendida no
trecho a seguir:

Na República Romana (200 A.C.),


nos registros governamentais,
já eram utilizadas as receitas de
caixa, que eram classificadas como
rendas e lucros, e as despesas
compreendidas nos itens salários,
perdas e diversões. No mundo

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antigo, a Contabilidade surge com as primeiras civilizações e


vai até 1202 da Era Cristã. A Contabilidade empírica, praticada
pelo homem antigo, já tinha como objeto o patrimônio,
representado pelos rebanhos e outros bens nos seus aspectos
quantitativos. A Contabilidade do mundo medieval, período
que vai de 1202 da Era Cristã até 1494, foi um período
importante tanto na história do mundo,
quanto na história da Contabilidade. Foi
quando a indústria artesanal proliferou
com o surgimento de novas técnicas
no sistema de mineração e metalurgia.
A Contabilidade do mundo moderno,
período que vai de 1494 até 1840, é
considerada a fase da pré-ciência. Para
se estabelecer um controle das inúmeras riquezas, que o
novo mundo representava, a Contabilidade tornou-se uma
necessidade. (COTRIN et al., 2014, p.47).

Ainda sobre a história da Contabilidade, Sá (1997) descreve que


a ela nasceu junto com a civilização e que seus progressos quase
sempre coincidiram com as características da própria evolução
humana. A Contabilidade jamais deixará de existir em decorrência
das civilizações, uma vez que existe grande ligação entre a ela e a
história dos seres humanos. Os primeiros registros surgiram com a
necessidade de um simples controle de identificação e quantidade
dos objetos.

No entanto, com a evolução


tecnológica e as necessidades
sociais, houve um grande aumento
dos usuários da Contabilidade,
criando assim a necessidade de
demonstrar as realizações para
a sociedade, ao contrário do
que era feito antigamente, em
que somente o proprietário tinha
acesso a essas informações.

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CONTABILIDADE CONTABILIDADE
DO MUNDO DO MUNDO
ANTIGO MEDIEVAL
período que se inicia com
período que vai de 1202
a civilização do homem e
da Era Cristã até 1494,
vai até 1202 da Era Cristã;
quando apareceu o
Tratactus de Computis et
CONTABILIDADE Scripturis (Contabilidade
DO MUNDO por Partidas Dobradas) de
Frei Luca Paciolo, publicado
MODERNO em 1494, enfatizando que
período que vai de a teoria contábil do débito
1494 até 1840, com o e do crédito corresponde
aparecimento da Obra “La à Teoria dos Números
Contabilità Applicatta alle Positivos e Negativos, obra
Amministrazioni Private e que contribuiu para inserir
Pubbliche”, da autoria de a Contabilidade entre os
Franscesco Villa, premiada ramos do conhecimento
pelo governo da Áustria; humano;

CONTABILIDADE DO MUNDO
CIENTÍFICO
período que se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje.
Com todo o avanço da ciência verificado nos últimos anos, a
área contábil igualmente vem seguindo o ritmo da evolução da
informática e está trilhando os caminhos do desenvolvimento,
visando a atingir os padrões de agilidade e qualidade exigidos
pela sociedade.

Hendriksen e Breda (1999, p. 38) assinalam que, a Contabilidade


desenvolveu-se em resposta a mudanças no ambiente, novas
descobertas e progressos tecnológicos. Não há motivo para crer que
a Contabilidade não continue a evoluir em resposta às mudanças
que estamos observando em nossos tempos.

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Segundo Souza e Ilarino (2010, p. 3), a Contabilidade não trabalha


isolada das outras áreas e muito menos visando atender somente o
fisco, ela tem grande relevância dentro de uma organização fornecendo
informações que traçam a continuidade e o desenvolvimento da
empresa frente às exigências do mercado atual.

Sasso e Rosa (2011) ressaltam que, nas últimas décadas, ocorreram


mudanças significativas nos procedimentos contábeis, passando da
escrituração manual para a mecânica e atualmente para a eletrônica.
Houve uma evolução da escrita manual para a utilização de
máquina de escrever (datilografia), e hoje são utilizados os
computadores, que começaram a ser difundidos por volta de
1980, juntamente com sistemas informatizados que
unem as diversas áreas de uma empresa. A internet
influenciou, de tal maneira, as pessoas e as empresas
que criou um novo mercado de atuação para
os profissionais das mais diversas áreas,
incluindo a contábil. Os softwares
oferecidos facilitam os trabalhos
contábeis proporcionando
rapidez e segurança aos
processos, evitando falhas e
gerando maior eficácia
das informações.

Entretanto, para atingir esse grau de automação da contabilidade,


foi preciso romper as barreiras de implementação provenientes
da mudança de tecnologia e, até mesmo, do comportamento do
contador.

Marion (1995, p. 24) ressalta que, com o passar do tempo, o governo


começa a utilizar-se da contabilidade para arrecadar impostos e
a torna obrigatória para a maioria das empresas. Baseado nesse
conceito, as novas tecnologias, cada vez mais avançadas, permitem
os profissionais da contabilidade fazer um melhor uso dessas
ferramentas, tornando-as verdadeiras estratégias de mercado, no
que diz respeito à agilidade com que são geradas, assim como
à credibilidade delas, pois se baseiam em dados do passado e
presente permitindo traçar estratégias para o futuro.

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Capítulo 3

SISTEMA
PÚBLICO
DE
ESCRITURAÇÃO
DIGITAL

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Documentação Fiscal Eletrônica

A
prática de uma função é diferente da teoria que ela
apresenta, e essa constatação não pode ser diferente.
Imagine digitar manualmente milhares de informações de
bobinas de cupons fiscais, para ao final desse procedimento gerar
a escrituração fiscal de uma empresa. Num passado recente, em
meados de 2009, empresas do segmento contábil perdiam muito
tempo realizando esse tipo de procedimento, utilizando impressoras
matriciais, praticamente extintas nos tempos atuais. Hoje em dia
os profissionais que atuam na área fiscal fazem a escrituração
fiscal, em sua maioria, por meio do registro de documentos fiscais
eletrônicos, importando arquivos e validando suas informações.

Costumo dizer
em treinamentos e
palestras que o SPED
pode ser entendido
de maneira simples,
como um sistema que
foi criado para receber
os mais diversos tipos
de informações das
empresas. Ou seja,
os documentos fiscais
eletrônicos têm papel
fundamental no contexto do sistema: as informações que nascem
dos documentos fiscais eletrônicos transitam pelas escriturações
fiscais e desaguam na contabilidade. O SPED trata-se de um
sistema que une atividades de armazenamento de dados de notas
fiscais eletrônicas de recepção, validando livros e documentos
que integram escrituração comercial e fiscal das organizações. O
fisco, por sua vez, definiu previamente o formato que gostaria de
receber cada tipo de informação, sejam informações das operações
comerciais acobertadas por notas fiscais eletrônicas ou até mesmo
dados complexos de natureza fiscal e contábil.

É muito comum que nas organizações, a pessoa responsável pela


emissão do documento fiscal ou pela entrada da escrituração
desse documento no sistema gerencial da empresa, seja alguém
com pouco conhecimento técnico, tanto do projeto SPED, como
da legislação da Nota Fiscal Eletrônica, e, principalmente, dos

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tributos. Esse sem dúvidas é


um dos principais motivos das O SPED faz
dificuldades encontrados na
prestação de informações digitais parte do
ao fisco. Criado pelo Decreto
nº 6.022, de 22 de janeiro de
Programa de
2007, conforme mencionado Aceleração do
na introdução, o SPED faz parte
do Programa de Aceleração do
Crescimento do
Crescimento do Governo Federal Governo Federal
(PAC 2007-2010) com objetivo
de melhorar a relação entre (PAC 2007-2010)
o fisco e os contribuintes por
meio da informatização. Por ser
com objetivo
uma ferramenta do Governo, de melhorar a
o Sistema é monitorado pela
Receita Federal. O processo relação entre
de modernização do sistema é o fisco e os
compreendido em cumprimento
das obrigações acessórias, contribuintes
transmitidas pelos contribuintes
às administrações tributárias
por meio da
e aos órgãos fiscalizadores e, informatização.
por isso, adota a certificação
digital para fins de assinatura
dos documentos eletrônicos e, dessa forma, assegura a validade
jurídica destes. O SPED representa uma iniciativa integrada das
administrações tributárias nos âmbitos federal, estadual e municipal
e, portanto, mantém uma parceria bem-sucedida com vinte
instituições, entre órgãos públicos, conselho de classe, associações
e entidades civis na sua estruturação tendo iniciado com os seguintes
projetos: Escrituração Contábil Digital, Escrituração Fiscal Digital e
a NF-e - Ambiente Nacional.

Nesse sentido, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-


e) trata-se de uma obrigação acessória que
carrega uma série de informações a respeito
da obrigação principal. Como exemplo, na
NF-e se preenche, em cada item, qual é o CST
e a tributação do PIS, Cofins, ICMS e IPI. Além
disso, a NF-e carrega uma séria de informações
de natureza gerencial da empresa tais como:
descrição do produto, código interno utilizado pela

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empresa, NCM, unidade de medida,


e todos vão compor a escrituração
fiscal. Vale ressaltar que a nota fiscal
surgiu em 2005 trazendo uma grande
revolução como modelo operacional
das organizações, ou seja, evoluímos
de um contexto de papel, em que notas
eram produzidas de maneira manual,
como já dito no início deste capítulo,
para um contexto que atualmente
se utilizava sistemas de impressão e
formulários contínuos, aderindo um
modelo digital que traz impactos nas
rotinas operacionais das empresas.

No portal do SPED é possível verificar a definição que diz que o


sistema consiste na modernização da sistemática das obrigações
acessórias, transmitidas por contribuintes às administrações
tributárias e aos órgãos fiscalizadores. Mas que tal simplificarmos
melhor essa definição com um olhar mais operacional e prático, com
intuito de aprimorar a prestação de serviço contábil? Se pensarmos
o SPED numa maneira mais simples, podemos dizer que ele é um
grande sistema que foi desenvolvido com o objetivo de receber
as informações das empresas. Contudo, é sabido que existem
vários segmentos que são explorados nas atividades econômicas
do país, que empresas recebem muitos tipos de informações, e
consequentemente, que diversos softwares controlam a gestão
dessas empresas. Ou seja, as informações são diferentes. Para
que o fisco possa usar essas informações de forma assertiva nas
fiscalizações e no gerenciamento de políticas públicas, o mesmo
desenvolveu um grande sistema que é divido em projetos menores,
que podemos entender como subprojetos, mais precisamente,
“braços” de apoio do projeto SPED, e que dividem esses conjuntos
de informações por tipos.

Em suma, foi criado um layout detalhado intitulado SPED fiscal


ou EFD ICMS IPI, para que contribuintes possam enviar, em meio
digital, informações a respeito desses tributos. A ferramenta faz a
explicação de todas as informações de interesse do fisco. Nesse
mesmo raciocínio, podemos observar a EFD Contribuições como
um layout que foi desenvolvido para que os contribuintes possam
enviar informações relacionadas ao PIS, Cofins, e a contribuição

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previdenciária sobre a receita bruta. Desta forma, também consta


o SPED Contábil, aonde os contribuintes enviam informações
à contabilidade. Já o SPED ECF tem a finalidade de receber as
informações da apuração do imposto de renda e da contribuição
social sobre o lucro líquido. Esses subprojetos são considerados
de natureza acessória e servem de subsídio para os interesses
tributários que anseiam por informações geradas pelos mesmos.

O SPED representa um
conjunto de obrigações
acessórias, mas que como
premissa básica, não tem SPED
como objetivo alterar a ECF
forma como a obrigação
principal é apurada e paga.
Como já se sabe, pelo
código tributário nacional os
contribuintes possuem dois
tipos de obrigação tributária:
principal, referente ao
pagamento do tributo ou
de qualquer penalidade
pecuniária; e acessórias:
emissão de documento fiscal,
escrituração (de documentos Já o SPED
ou de livro) contábil e
fiscal, além da entrega de ECF tem a
declarações. finalidade de
receber as
A modernização da
administração tributária informações
tem como objetivo dar da apuração
mais agilidade, conforto e do imposto
eficiência na prestação de
informações, no cumprimento
de renda e da
das obrigações pelos contribuição
contribuintes, facilitando a vida social sobre o
do contribuinte, melhorando
a relação fisco-contribuinte,
lucro líquido.
e por conseguinte, da
contabilidade.

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Mesmo num cenário que aponta perspectivas não favoráveis para


o uso do SPED, é preciso desmitificar paradigmas e objeções por
parte de profissionais que atuam com o mesmo. Em relação a
essa realidade, é viável ter uma mentalidade aberta e ressaltar
que o projeto se trata de um novo modelo de apresentação das
informações, com nível de detalhamento, e que proporciona um
conhecimento muito maior que o modelo antigo a respeito das
operações praticadas pelos contribuintes.

LEGISLAÇÃO

O Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro


de 2007 institui o Sistema Público de
Escrituração Digital – SPED. O que é
interessante observar é que, apesar do
decreto que institui no ambiente jurídico
brasileiro o projeto SPED ser do ano de
2007 o primeiro subprojeto desse grande
sistema nasceu em 2005, a Nota Fiscal
Eletrônica, por meio do Ajuste SINIEF 07
daquele ano, fato que estudaremos em capítulos
à diante.

A legislação tributária em nosso país


é vista como complexa e ao mesmo
tempo esparsa. Em algumas situações,
ela torna-se, por vezes, um grande
obstáculo para empresários. Para
exemplificar sobre esse assunto,
costumo sempre falar de um exemplo
citado pelo professor Fábio Rodrigues,
que argumenta em torno da Lei nº
10.925 de 2004, que determina, em
seu 1º Art., que ficam reduzidas a zero
as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição
para o financiamento da Seguridade Social – Cofins. Ou seja, a
regulamentação reduz a zero as alíquotas do PIS e Cofins leite fluido
pasteurizado, industrializado ou ultra de forma ultrapasteurizado.
Mas e se questionássemos a Receita Federal se esse benefício
consegue alcançar o leite da cabra? Para uma pergunta bem óbvia,
já que se trata do mesmo leite. No entanto, faz-se necessário
compreender o posicionamento da Receita Federal.

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Numa solução de consulta


do ano de 2013, nº 114/13
/ 8ª Região Fiscal, a Receita
Federal fez referência ao
Decreto nº 30.691/52, que
cita em seu Art. 475, que se
entende por leite o produto
oriundo da ordenha completa,
ininterrupta, em condições de
higiene, de vacas sadias, bem
alimentadas e descansadas.
Trazendo para uma linguagem mais simplificada: para o decreto,
na visão do fisco, leite é apenas uma das vacas sadias e bem
alimentadas. Em suma, como mensurar isso para a prática? Se a
vaca foi bem alimentada ou se estava bem descansada, no intuito
de definir se o produto daquela ordenha da vaca, o leite, será
tributado ou terá o benefício da alíquota zero?

O entendimento da Receita
Federal ficou expresso na
Na prática, a resposta da solução de
tributação é Consulta nº 114, mencionada
baseada na anteriormente. O mesmo diz
que “a redução a zero das
classificação da alíquotas da Contribuição para
Nomenclatura o PIS/Pasep (...) na redação
Comum do que lhe foi dada pela Lei nº
11.488/07, no que tange ao
Mercosul leite é aplicável às receitas de
(NCM) venda apenas do leite derivado
de vaca, conforme se depreende
do Art. 475 de Decreto nº 30.691/52”. Com isso, fica subentendida
uma discussão pertinente, que mostra que o cumprimento da
obrigação tributária principal, que é pagar o PIS ou a Cofins, passa
pelo entendimento correto de com eu devo proceder o momento
desse calculo. Na prática, a tributação é baseada na classificação
da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Ou seja, teríamos
que classificar o NCM do leite da vaca de uma forma, e do leite da
cabra de outra, ou se por acaso usássemos a mesma classificação
de NCM, eles vão ter momentos distintos, em um deles o qual será
tributado para fins de PIS/Cofins, e no outro, será de alíquota zero.

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De acordo com a legislação que


trata dos documentos fiscais,
No entanto, é ressalta-se o Convênio S/N de
fundamental 1970, que determina que os
observar contribuintes do ICMS emitirão,
conforme as operações que
também sobre realizarem, documentos: Nota
a legislação Fiscal, modelo 1 ou 1-A; Nota
estadual Fiscal de Venda a Consumidor,
(particularidades modelo 2; Cupom Fiscal emitido
por Equipamento Emissor de
como Cupom Fiscal (ECF); Nota Fiscal
cronogramas, de Produtor, modelo 4. Nessa
prazos, regras) no perspectiva, é imprescindível
entender sobre a obrigação
que diz respeito principal do cálculo do tributo
à implantação do ICMS, que incide sobre a
desses projetos. circulação das mercadorias.

O ICMS como um instrumento


normativo muito forte em nosso
país, é um dos principais meios de arrecadação dos estados, possui
sua matriz constitucional definida conforme o Art. 155 da Constituição
Federal de 1988. Além disso, podemos ressaltar também diversos
convênios e protocolos que disciplinam em torno do ICMS,
além das leis complementares, dentre eles, se destaca
a Lei Complementar nº 87 de 1996, conhecida
como Lei Candi. Os regulamentos estaduais
também se inserem nesse contexto. Ao
consultá-los, é de extrema importância
verificar a instituição dos documentos
fiscais eletrônicos, que na prática,
são constituídos por meio de ajustes
SINIEF ou por meio de protocolos
ou até mesmo convênios.
No entanto, é fundamental
observar também sobre a
legislação estadual (particularidades como cronogramas,
prazos, regras) no que diz respeito à implantação desses
projetos.

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BENEFÍCIOS

O SPED possibilita diversos benefícios,


dentre os quais a redução não só do tempo
despendido com a presença de auditores
fiscais nas instalações do contribuinte bem
como do envolvimento involuntário em práticas
fraudulentas. O sistema facilita também o
aprimoramento do combate à sonegação fiscal.
As informações são acessadas de forma mais
rápida, e são uniformizadas as que o contribuinte presta a qualquer
uma das unidades da federação gerando um controle mais eficiente e
robusto. Há uma simplificação dos procedimentos controlados pela
administração tributária e a redução de custos com a racionalização
das obrigações acessórias e de custos administrativos. Além
disso, o projeto gera aumento da produtividade do auditor com a
melhoria da qualidade de informação visto que há possibilidade de
cruzamento entre os dados contábeis e os fiscais. Entre os próprios
contribuintes há possibilidade de troca de informações a partir de
um leiaute padrão. Em tempos de conscientização ecológica, a
atuação com o SPED promove redução de custos com a dispensa
de emissão e armazenamento de documentos em papel.

O SPED também proporciona


benefícios na gestão tributaria
das empresas, uma vez que
para seu atendimento as
organização necessitam investir
na modernização dos processos
que geram informações para as
áreas fiscais. Neste sentido, as
empresas passam a contar com
dados estratégicos de custos,
rotatividade de itens, margem
de contribuição dos produtos de
maneira analítica e completa.

São muitos os ganhos na adequação ao projeto SPED podendo


destacar também a profissionalização de atividades que no passado
eram apenas operacionais, como o da escrituração de documentos

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e que hoje ganham um ar moderno e de suma importância para


eficaz gestão tributária das organizações.

Os empresários, na sua
grande maioria, são os
principais geradores de
informações para os SPEDs.
Isso é algo visto também
como um paradigma. É
perceptível uma abrangência
(não generalizada) deles que
acreditam veementemente
que conseguem trabalhar
num formato e modelo que
trabalharam no passado.
Na ocasião, quando eles
praticavam atos de qualquer interferência tributária, o contador
contratado identificava tendo que corrigir equívocos no momento de
fazer a escrituração fiscal. Hoje, essa perspectiva é completamente
diferente. Isso porque as informações são transmitidas e prestadas
ao fisco de maneira automática, online, eletrônica, o que implica
dizer, numa linguagem metafórica, que os contribuintes desse
patamar estão inseridos numa corda bamba. De um lado, eles
precisam se preocupar com a atividade empresarial e o sucesso dos
negócios. Por outro lado, não podem perder de vista a necessidade
de se fazer um gerenciamento eficaz dos aspectos tributários. Este
último pressupõe um conhecimento casado da legislação das
obrigações principais e do cumprimento das obrigações
acessórias.

HISTÓRICO

A Emenda Constitucional nº 42, aprovada em


19 de dezembro de 2003, introduziu o inciso
XXII ao artigo 37 da Constituição Federal
que determina às Administrações Tributárias
da União, dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios atuarem de forma integrada,
compartilhando cadastros e informações fiscais.
Com o intuito de tratar acerca da referida emenda,
promoveu-se em julho de 2004, em Salvador, o I
Encontro Nacional de Administradores Tributários (ENAT) que

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contou com a presença do


secretário da Receita Federal,
O ENAT teve os secretários de Fazenda dos
como objetivo estados e do Distrito Federal e
buscar soluções o representante das secretarias
de finanças dos municípios das
conjuntas com capitais.
as três esferas
governamentais O ENAT teve como objetivo
a fim de buscar soluções conjuntas com
as três esferas governamentais a
obter a maior fim de obter a maior integração
integração administrativa com intercâmbio
administrativa entre estas; diminuição de
custos e da carga de trabalho
(...) operacional no atendimento;
melhoria da fiscalização com
ações coordenadas e integradas,
entre outros. Em face disso, dois protocolos de Cooperação Técnica
foram aprovados, cuja finalidade era a construção de um cadastro
sincronizado para atender aos interesses das Administrações
Tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios e, outro, de caráter geral, voltado ao desenvolvimento
de métodos e instrumentos para as referidas entidades públicas.
No ano seguinte, em São Paulo, ocorreu o II ENAT, com a presença
dos mesmos representantes do encontro anterior a fim de efetivar o
intercâmbio quando foram assinados os Protocolos de Cooperação
nos 2 e 3 para implantar o Sistema Público de Escrituração Digital
e a Nota Fiscal Eletrônica.

No âmbito da Receita Federal, o SPED faz parte do Projeto de


Modernização da Administração Tributária e Aduaneira (Pmata)
que reside na implantação de novos processos apoiados por
sistemas de informação integrados, tecnologia da informação e
infraestrutura logística adequadas. Dentre as medidas anunciadas
pelo Governo Federal, em 22 de janeiro de 2007, para o Programa
de Aceleração do Crescimento 2007-2010 (PAC) que tem por
objetivo promover a aceleração do crescimento econômico no
país, o aumento de emprego e a melhoria das condições de vida
da população brasileira consta a implantação do Sped e Nota
Fiscal Eletrônica (NF-e), no prazo de dois anos, no item referente
ao Aperfeiçoamento do Sistema Tributário.

27
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Documentação Fiscal Eletrônica

J E T I V O
OB

É importante destacar que não é objetivo do SPED acabar


com a sonegação fiscal, pois se este fosse seu objetivo o
projeto já poderia ter sido dado como um grandioso fracasso.
O SPED objetiva verdadeiramente dar rastreabilidade
as operações, permitindo que ilícitos tributários sejam
rapidamente identificados em um processo de fiscalização.
Portanto, o SPED pretende agilizar a identificação de
ilícitos tributários tendo em vista a melhoria do controle
dos processos, a fiscalização mais efetiva das operações
com o cruzamento de dados e auditoria eletrônica e acesso
às informações. Conforme adiantado, estabelecer o intercâmbio
entre os fiscos com a padronização e compartilhamento das
informações contábeis e fiscais, respeitadas as restrições legais.
Outro foco do Sistema é racionalizar e uniformizar as obrigações
acessórias para os contribuintes, com o estabelecimento de
transmissão única de distintas obrigações acessórias de diferentes
órgãos fiscalizadores.

PREMISSAS

Dentre suas premissas destacam-se a


eliminação da concorrência desleal no
aumento da competitividade entre as
empresas; proporcionar melhor ambiente
de negócios para as empresas no país e a
manutenção da responsabilidade legal pela
guarda dos arquivos eletrônicos da Escrituração
Digital pelo contribuinte e por extensão reduzir
os custos para este e disponibilizar aplicativos para emissão e
transmissão da Escrituração Digital e da NF-e para uso opcional
pelo contribuinte. Acrescente-se ainda que o documento oficial é
o documento eletrônico com validade jurídica para todos os fins.
Pretende utilizar a Certificação Digital padrão ICP Brasil, criar na

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legislação comercial e fiscal a figura jurídica da Escrituração Digital


e da Nota Fiscal Eletrônica.

UNIVERSO DE ATUAÇÃO

A maioria dos contribuintes já se


utiliza dos recursos de informática
para efetuar tanto a escrituração
fiscal como a contábil. As imagens
em papel simplesmente reproduzem
as informações oriundas do meio
eletrônico. A facilidade de acesso à
escrituração, ainda que não disponível
em tempo real, amplia as possibilidades
de seleção de contribuintes e, quando
da realização de auditorias, gera expressiva
redução no tempo de sua execução.

Na prática, diante de cruzamentos de dados do SPED, é possível


elencar um dos principais erros mais encontrados no sistema. São
eles:

Utilização Aproveitamento Falhas em


de indevido de parâmetros de
alíquotas benefícios software que
incorretas fiscais e/ou geram divergências
de tributos pagamento entre obrigações
maior acessórias

Operações
com Ausências e
contribuintes omissões de
inativos ou informações
inidôneos

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Documentação Fiscal Eletrônica

Capítulo 4

DOCUMENTOS
FISCAIS
ELETRÔNICOS

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S
em dúvidas os documentos fiscais eletrônicos representaram o
maior impacto do projeto SPED para a sociedade, visto que a
substituição de notas fiscais em papel pelos seus equivalentes
eletrônicos atingiram um enorme número de empresas em todo
país. Lembro de diversas estórias cômicas que falavam sobre o
envio de XML por fax, ou até mesmo utilizando os correios, no
início dos anos 2000 era uma visão extremamente futurística, mas
hoje os documentos fiscais eletrônicos são uma realidade em quase
todas as organizações.

No que tange aos módulos de documentos fiscais eletrônicos do


SPED, todos os anos são quebrados recordes de utilização destes
modelos e em 2015 mais recordes foram alcançados, tanto
na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) quanto no Conhecimento de
Transporte Eletrônico (CT-e). A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) – um
dos grandes projetos do Sped – conta atualmente com mais de
13 bilhões de documentos autorizados. O projeto é desenvolvido,
de forma integrada, pelas secretarias de Fazenda dos estados e
Receita Federal do Brasil, a partir da assinatura do Protocolo ENAT
03/2005, de 27/08/2005, que atribui ao Encontro Nacional de
Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (ENCAT)
a coordenação e a responsabilidade pelo desenvolvimento e
implantação do Projeto NF-e.

Ademais, a Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica (NFC-e),


documento digital para o varejo, tornou-se realidade em quase todos
os estados da Federação com imenso potencial de simplificação
das relações de consumo.

O Conhecimento de Transporte
Eletrônico (CT-e) também é projeto
desenvolvido, de forma integrada,
pelas secretarias de Fazenda dos
estados e Receita Federal do Brasil. O
número de documentos autorizados
alcançou 1,3 bilhão em 2015.

NOTA FISCAL ELETRÔNICA


Primeiramente, a Nota Fiscal
Eletrônica pode ser entendida como
um documento de existência de

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Documentação Fiscal Eletrônica

viés apenas digital, em formato


XML. Esse mesmo documento,
que tem como principal objetivo
documentar uma operação
de circulação de mercadorias
(geralmente entre pessoas
jurídicas), é emitido e armazenado
eletronicamente. Sua validade
jurídica será garantida pela
assinatura digital do remetente,
utilizando certificado digital. A
recepção pelo fisco em relação
O projeto ao arquivo eletrônico, antes
justificou-se pela da ocorrência do fato gerador,
necessidade de garantirá a autorização do
investimento almejado documento fiscal. Já o
público voltado DANFE, que será abordado mais
para integração adiante, neste mesmo capítulo,
do processo de parece nota fiscal, porque carrega
controle fiscal informações semelhantes, mas
não é, e nem a substitui.
por permitir não
somente o melhor As secretarias de Fazenda
intercâmbio e dos Estados e Receita Federal
compartilhamento do Brasil desenvolveram em
de informações conjunto o projeto Nota Fiscal
entre os fiscos, Eletrônica (NF-e)1 a partir da
redução de assinatura do Protocolo ENAT
custos e entraves 03/2005, de 27 de agosto de
2005, que atribuiu ao Encontro
burocráticos Nacional de Coordenadores
(...) e Administradores Tributários
Estaduais (ENCAT) a coordenação
e a responsabilidade pelo
desenvolvimento e implantação do Projeto NF-e. O projeto
justificou-se pela necessidade de investimento público voltado para
integração do processo de controle fiscal por permitir não somente
o melhor intercâmbio e compartilhamento de informações entre
os fiscos, redução de custos e entraves burocráticos, facilitando

1
Para obter mais informações sobre o NF-e, acesse o seguinte endereço:
www.nfe.fazenda.gov.br

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o cumprimento das obrigações tributárias e o pagamento de


impostos e contribuições, como também o aumento de controle e
fiscalização.

Como já ressaltado, a nota fiscal eletrônica trouxe uma revolução no


modelo operacional das organizações, evoluímos de um contexto
de papel, no qual as notas eram emitidas de maneira manual,
ou utilizando sistemas de impressão e formulários contínuos, para
um modelo completamente digital. Todavia, vale enfatizar que é
fundamental que a nota fiscal eletrônica que foi assinada, ela de
fato está autorizada, porque pode ocorrer desse documento não
ter sido autorizado, e caso não tenha, o mesmo não existe para
fins fiscais.

Convém enfatizar que o projeto possibilitou os seguintes benefícios


e vantagens às partes envolvidas, tais como:

• Diminuição da sonegação e aumento da arrecadação;


• Redução de custos no processo de controle das notas fiscais
capturadas pela fiscalização de mercadorias em trânsito;
• Aumento na confiabilidade da Nota Fiscal;
• Melhoria no processo de controle fiscal, possibilitando um melhor
intercâmbio e compartilhamento de informações entre os
fiscos;
• Possibilidade do cruzamento eletrônico de informações;
• Suporte aos projetos de escrituração eletrônica
contábil e fiscal da Receita Federal e demais
Secretarias de Fazendas Estaduais;
• Fortalecimento da integração entre os
fiscos, facilitando a fiscalização realizada
pelas Administrações Tributárias devido ao
compartilhamento das informações
das NF-e;
• Aumento da produtividade da
auditoria através da eliminação dos
passos para coleta dos arquivos;
• Rapidez no acesso às informações;
• Eliminação do papel.

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5
TOP

PERGUNTAS
FREQUENTES
DA NF-e

1 Como deve ser a numeração / séries da


NF-e em relação à Nota Fiscal em papel?
A numeração utilizada pela NF-e será
distinta e independente da numeração
utilizada pela nota fiscal em papel. Ressalte-
se que a NF-e é uma nova espécie de
documento fiscal: o modelo da NF-e é “55”
e os modelos das Notas Fiscais em papel
correspondentes são “1, 1A ou 4”.

Independentemente do tipo de operação,


a numeração da NF-e será sequencial de
1 a 999.999.999, por estabelecimento e
por série, devendo ser reiniciada quando
atingido este limite.

O contribuinte poderá adotar séries distintas


para a emissão da NF-e, mediante lavratura
de termo no livro Registro de Utilização de
Documentos Fiscais e Termos de Ocorrência
- RUDFTO (modelo 6).

1. 2.3.4.5.6.7.8.9

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2 Qual o limite de produtos (itens) em


uma única NF-e?
Uma NF-e aceita até 990 itens de produto.
Há também um limite de tamanho do
arquivo que deve ser transmitido à SEFAZ
para se obter a autorização de uso: os
arquivos XML não poderão exceder a 500
Kbytes.

Com relação ao DANFE, este poderá ser


emitido em mais de uma folha, ou seja, um
DANFE poderá ter tantas folhas quantas
forem necessárias para discriminação das
mercadorias. O contribuinte poderá utilizar
também até 50% da área disponível no
verso do DANFE, conforme especificado no
capítulo específico do Manual de Integração
- Contribuinte.

3 A NF-e pode ser preenchida com mais


de um CFOP?
Sim, pois para cada item de mercadoria da
NF-e há um CFOP próprio, o que permite
a emissão de uma NF-e com mais de um
CFOP. Para maiores esclarecimentos, ver o
Manual de Integração - Contribuinte.

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4 É possível alterar uma Nota Fiscal


Eletrônica emitida?
Após ter o seu uso autorizado pela SEFAZ,
uma NF-e não poderá sofrer qualquer
alteração, pois qualquer modificação no seu
conteúdo invalida a sua assinatura digital.
O emitente poderá:

Cancelar a NF-e, por meio da geração de


um arquivo XML específico para isso. Da
mesma forma que a emissão de uma NF-e
de circulação de mercadorias, o pedido de
cancelamento de NF-e também deverá ser
autorizado pela SEFAZ. O leiaute do arquivo
de solicitação de cancelamento poderá ser
consultado no Manual de Integração do
Contribuinte. Antes deve-se observar se o
cancelamento atende a legislação tributária
vigente.

Emitir nota fiscal eletrônica complementar,


ou uma nota fiscal eletrônica de ajuste,
conforme o caso. Antes deve observar se
está de acordo com a legislação tributária
vigente.

Sanar erros em campos


específicos da NF-e, por meio
de Carta de Correção Eletrônica
- CC-e transmitida à Secretaria
da Fazenda. Este serviço foi
implantado em algumas
Secretarias de Fazenda e nas
duas SEFAZ Virtuais da NF-e
(SVAN e SVRS), o contribuinte
deve se informar em seu estado
sobre esta disponibilização. Nos
estados em que a CC-e ainda não foi
implantada a empresa emitente de NF-e
poderá emitir Carta de Correção, em papel,
conforme definido através do Ajuste Sinief
01/07.

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5 A NF-e será aceita em outros Estados e


pela Receita Federal?
Sim. A Receita Federal e os estados da
Federação aprovaram o modelo de nota
fiscal eletrônica pelo Ajuste SINIEF 07/05
e suas alterações, sendo a NF-e um
documento fiscal reconhecido em qualquer
parte do território nacional.

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CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO

O Projeto Conhecimento
de Transporte Eletrônico
(CT-e) é desenvolvido
pelas secretarias de
Fazenda dos estados
e Receita Federal do
Brasil, a partir da
assinatura do Protocolo ENAT 03/2006, de 10 de novembro de
2006, e cuja coordenação e responsabilidade são atribuídas ao
Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários
Estaduais (ENCAT).

Conhecido pelo modelo 57, o Conhecimento de Transporte Eletrônico


trata-se de um novo modelo de documento fiscal eletrônico que foi
instituído pelo Ajuste Sinief 09/07, de 25 de outubro de 2007, que
poderá ser utilizado para substituir um dos seguintes documentos
fiscais:

• Conhecimento de Transporte
Rodoviário de Cargas, modelo 8; Conhecido pelo
• Conhecimento de Transporte modelo 57, o
Aquaviário de Cargas, modelo 9; Conhecimento
• Conhecimento Aéreo, modelo 10;
• Conhecimento de Transporte
de Transporte
Ferroviário de Cargas, modelo 11; Eletrônico
• Nota Fiscal de Serviço de trata-se de um
Transporte Ferroviário de Cargas, novo modelo
modelo 27; de documento
• Nota Fiscal de Serviço de fiscal eletrônico
Transporte, modelo 7, quando que foi instituído
utilizada em transporte de cargas. pelo Ajuste Sinief
• E como documento fiscal
eletrônico no transporte dutoviário
09/07
e, atualmente, nos transportes (...)
Multimodais, modelo 26

O CT-e pode ser conceituado como um documento de existência


exclusivamente digital, em formato XML, emitido e armazenado
eletronicamente, cujo objetivo é documentar a prestação de
serviços de transportes, a validade jurídica é garantida pela

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assinatura digital do emitente e a Autorização de Uso fornecida


pela administração tributária do domicílio do contribuinte. Como
subproduto do Sped, o CT-e é o que melhor cumpre a premissa do
sistema, em termos de substituir modelos em papel e eliminar a
redundância de obrigações acessórias.

Para explanar melhor sobre o CT-e, é possível elencar suas principais


vantagens em relação a três vertentes, dentre elas:

1) Economia:

• Custo de impressão dos documentos fiscais


• Aquisição de papel
• Simplificação de obrigações acessórias
• Armazenamento de documentos – GED

2) Agilidade:

• Redução do tempo de parada de caminhões em postos fiscais


• Incentivo ao B2B, diante da utilização de padrões abertos de
comunicação

3) Fisco:

• Aumento da confiabilidade e controle fiscal


• Diminuição de sonegação e aumento da arrecadação

Mas vale destacar que existem


procedimentos para emissão do CT-e: Como
subproduto
• Solicitar credenciamento na Sefaz do Sped, o
• Possuir certificação digital (modelo A1 CT-e é o que
ou A3) melhor cumpre
• Ter acesso à internet a premissa
• Adaptar seus sistemas de faturamento do sistema,
ou usar o “Emissor de CT-e” gratuito em termos
(modais: rodoviário e aquaviário) de substituir
• Testar seus sistemas em ambiente de modelos em
homologação papel e eliminar
a redundância
O Dacte é um documento auxiliar do CT-e de obrigações
que possui como funções: conter a chave acessórias.

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Documentação Fiscal Eletrônica

numérica de 44 posições (a mesma que poderá ser encontrada nos


demais documentos fiscais eletrônicos), acompanhar a mercadoria
em trânsito, além de auxiliar no processo de escrituração. O
sistema apresenta as seguintes características: a possibilidade de
ser impresso em qualquer tipo de papel (exceto papel de jornal),
deve ser sempre impresso antes da circulação da mercadoria. É
importante que esse documento permita a legibilidade do conteúdo,
no prazo mínimo de meses.

Existem três formas de contingências do Conhecimento de Transporte


Eletrônico, que também se aplicam à NF-e modelo 55. São elas:
FS-DA – Formulário de segurança documento auxiliar, EPEC –
Evento prévio de emissão em contingência, SVC – Sefaz virtual de
contingência (método mais convencional). Por vezes, o técnico da
área contábil que opera com o Sped se questiona por que tais
contingências não foram trabalhadas na nota. A resposta se deve
ao fato de que como se aplica ao mesmo modelo de documento,
fica mais pertinente se trabalhar no Conhecimento de Transporte,
onde as demais possibilidades de contingências são mais comuns.
Para fechar o tópico, vale destacar que prazo para o cancelamento
do Conhecimento de Transporte Eletrônico é de sete dias.

5
TOP

PERGUNTAS
FREQUENTES
DA CT-e

1 O que é o Conhecimento de Transporte


Eletrônico - CT-e?
Podemos conceituar o Conhecimento de Transporte
Eletrônico como sendo um documento de existência apenas
digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito
de documentar, para fins fiscais, uma prestação de serviço
de transporte de cargas realizada por qualquer modal
(Rodoviário, Aéreo, Ferroviário, Aquaviário e Dutoviário).
Sua validade jurídica é garantida pela assinatura digital
do emitente (garantia de autoria e de integridade) e pela
recepção e autorização de uso, pelo Fisco.

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Documentação Fiscal Eletrônica

2 Quais os tipos de documentos fiscais em papel que o


CT-e substitui?
Atualmente a legislação nacional permite que o CT-e
substitua os seguintes documentos utilizados pelos
modais para cobertura de suas respectivas prestações
de serviços

I. Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas,


modelo 8;
II. Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas,
modelo 9;
III. Conhecimento Aéreo, modelo 10;
IV. Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas,
modelo 11;
V. Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de
Cargas, modelo 27;
VI. Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7,
quando utilizada em transporte de cargas.

Os documentos que não foram substituídos pelo CT-e


devem continuar a ser emitidos de acordo com a
legislação em vigor.

3 O CT-e será aceito em outros Estados e pela Receita


Federal?
Sim. A Receita Federal e os Estados da Federação
aprovaram o Modelo de Conhecimento de Transporte
Eletrônico pelo Ajuste SINIEF 09/07 e suas alterações.
Independentemente de determinada Unidade da
Federação estar ou não preparada para que seus
contribuintes sejam emissores de Conhecimento de
Transporte Eletrônico, o modelo é reconhecido como
hábil para acobertar o trânsito e o recebimento de
mercadorias em qualquer parte do território nacional.

Importante destacar que mesmo as Unidades Federadas


que ainda não estão aptas a autorizar contribuintes a
serem emissores de CT-e estarão aptas ao recebimento
dos Conhecimentos Eletrônicos, que contenham
Destinatários da Carga em seus Estados.

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Documentação Fiscal Eletrônica

4 Quais empresas e a partir de quando as empresas de


transporte de cargas serão obrigadas à emissão de CT-e?
As médias e pequenas empresas que prestam serviço de
transporte de cargas também podem emitir CT-e?
A estratégia de implantação nacional iniciou pelo
credenciamento voluntário de empresas que se interessaram
em aderir ao projeto de conhecimento de transporte eletrônico
em substituição aos correspondentes modelos de documentos
fiscais em papel equivalentes. Para a fase piloto, o projeto
contou com a adesão de contribuintes de todos os portes nos
diversos modais de transporte de cargas existentes.

Na data de 22.12.2011 foi publicado o Ajuste SINIEF 18/11,


alterado pelo Ajuste SINIEF 08/12, instituindo relação de
datas para início da obrigatoriedade para emissão do CT-e em
substituição aos documentos em papel equivalentes. Segundo
este documento, os contribuintes do ICMS em substituição
aos documentos citados na cláusula primeira do citado Ajuste
ficam obrigados ao uso do CT-e, nos termos do § 3º, a partir
das seguintes datas:

I - 1º de dezembro de 2012, para os contribuintes do modal:


a) rodoviário relacionados no Anexo Único;
b) dutoviário;
c) aéreo;
d) ferroviário;

II - 1º de março de 2013, para os contribuintes do modal


aquaviário;

III - 1º de agosto de 2013, para os contribuintes do modal


rodoviário, cadastrados com regime de apuração normal;

IV - 1º de dezembro de 2013, para os contribuintes:


a) do modal rodoviário, optantes pelo regime do Simples
Nacional;
b) cadastrados como operadores no sistema Multimodal de
Cargas.

Parágrafo único. Ficam mantidas as obrigatoriedades


estabelecidas pelas unidades federadas em datas anteriores a
31 de dezembro de 2011”.

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5 O DACTE pode ser impresso em papel comum?


Neste caso como fica a questão da segurança do
DACTE?
Deverá ser impresso em papel comum, exceto papel
jornal, e deverá ter formato mínimo A5 (210 x 148 mm)
e máximo A4 (210 x 297 mm, podendo ser utilizadas
folhas soltas, papel de segurança ou formulário
contínuo, bem como ser pré-impresso, e possuir títulos
e informações dos campos grafados de modo que seus
dizeres e indicações estejam bem legíveis.

A segurança do sistema não é do DACTE em si, mas sim


do CT-e a que ele se refere. A chave contida no DACTE é
que permitirá, através de consulta no ambiente SEFAZ,
verificar se aquela prestação está ou não regularmente
documentada por documento fiscal hábil (CT-e) e a que
prestação este documento eletrônico se refere.

MANIFESTO DE DOCUMENTOS FISCAIS


ELETRÔNICOS

Manifesto Eletrônico de Documentos
Fiscais (MDF-e) é o documento
digital, logo, emitido e armazenado
eletronicamente e serve para
vincular os documentos fiscais
transportados na unidade de carga
utilizada, cuja validade jurídica é
garantida pela assinatura digital do
emitente e autorização de uso pelo
Ambiente Autorizador. A legislação
aprovada que institui o MDF-e é o Ajuste
Sinief 21/2010. Todavia também é possível
consultar o Convêncio ICMS 92/2012, o Ato Cotepe
38/2012 (layout), além dos ajustes Sinief 24/2010 e
14/2014.

O projeto do Manifesto Eletrônico de Documentos


Fiscais (MDF-e) tem como objetivo a utilização de um
modelo nacional de documento eletrônico que substitua

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Documentação Fiscal Eletrônica

o convencional e em papel manifesto


de carga. O novo documento foi
desenvolvido de maneira integrada
O MDF-e veio
pela Receita Federal do Brasil para substituir
(RFB), Superintendência da Zona o antigo
Franca de Manaus (SUFRAMA) e modelo 25 de
representantes das transportadoras cargas, mais
e Agências Reguladoras do
segmento de transporte, a partir da conhecimento
assinatura do protocolo ENAT, que como
atribuiu ao Encontro Nacional de protocolo
Coordenadores e Administradores fiscal.
Tributários Estaduais (ENCAT) a
coordenação e a responsabilidade
pelo desenvolvimento e implantação do projeto. O MDF-e veio para
substituir o antigo modelo 25 de cargas, mais conhecimento como
protocolo fiscal. Nesse manifesto de carga eram especificadas as
notas fiscasi que estavam sendo transportadas em uma unidade de
cargas. Em seu equivalente eletrônico, observa-se a substituição
do papel pelo modelo digital.

O sistema deverá ser emitido pelos contribuintes emitentes de


CT-e, no transporte de cargas fracionadas, assim entendida a
que corresponda a mais de um conhecimento de transporte ou
pelos contribuintes emitentes de NF-e no transporte de bens ou
mercadorias acobertadas por mais de uma NF-e, realizado em
veículos próprios ou arrendados, ou mediante contratação de
transportador autônomo de cargas.

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Documentação Fiscal Eletrônica

Dentre as finalidades do MDF-e destacam-se:

1. Permitir o rastreamento da circulação física da carga;


2. Identificar o responsável pelo transporte a cada trecho do
percurso;
3. Consolidar as informações da carga acobertadas por vários CT-e
ou NF-e;
4. Agilizar o registro em lote de documentos fiscais em trânsito;
5. Registrar as alterações/substituições das unidades de transporte
ou de carga e seus condutores;
6. Registrar o momento do início e do fim da operação.

O modelo do documento fiscal eletrônico, MDF-e, é reconhecido


como hábil para declarar a carga transportada em qualquer dos
modais de transporte, por todo o território nacional, tendo sua
validade jurídica garantida pela assinatura digital do emitente
e autorização de uso concedida pela administração tributária.
Ademais, todos os estados da Federação aprovaram o documento
pelo Ajuste SINIEF 21/2010.

Quem deve emitir o MDF-e:

1. Contribuinte emitente de CT-e, no transporte de carga fracionada


(mais de um CT-E)

2. Contribuinte emitente de NF-e, no transporte de bens em veículos


próprios acobertados por mais de uma NF-e

Obs: Sugere-se pesquisa à legislação do estado onde será feito o


MDF-e

Ressalte-se que, a obrigação será do destinatário quando ele for


responsável pelo transporte. Como exemplo disso, imagine que
você vendeu a mercadoria e levará a mesma até o destinatário,
logo, a responsabilidade pela emissão do manifesto é sua. De
outra forma, se você está fazendo a mercadoria mas o próprio
destinatário é responsável pelo transporte, a responsabilidade pela
emissão do manifesto passa a ser dele.

O cancelamento do manifesto, para autorizados e sem ocorrência


do fato gerador, poderá ser feito no prazo de 24h, utilizando o
uso de Web Service de eventos. Contudo, é importante destacar

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que existe uma diferença entre cancelamento e encerramento


de manifesto. O encerramento deve ser informado ao fisco o fim
da vigência (término do trajeto ou alteração nas informações),
devendo ser registrado sempre no fim do percurso. Com isso, não
será autorizado outro manifesto para o mesmo veículo caso não
haja o encerramento anterior. Se houver pendência, fica inviável
emitir novo manifesto para a unidade transportadora de cargas.

Como um protocolo fiscal, o MDF-e não irá constar na escrituração


fiscal visto que o mesmo possui campos e registros para ser
preenchido.

De acordo com a legislação Ajuste Sinief 21/2010, emitentes de CT-e


ou de NF-e estão automaticamente credenciados a não emissão do
manifesto, que poderá ocasionar a aplicação de multas. No Ceará
esse tipo de multa é de 200 UFIR, por documento não emitido, ou
seja, R$ 667,80. O mesmo dever ser emitido por unidade federada
de descarregamento. Na prática, em um envio a uma unidade de
transportes de cargas que precisa descarregar mercadorias em três
estados, logo deverão ser feito três manifestos de carga.

O portal do MDF-e, mdfe-portal.


sefaz.rs.gov.br, possui algumas
informações adicionais a respeito
do projeto, onde é possível
conhecer mais sobre a ferramenta
e de sua implantação nacional,
além de objetivos, legislação,
e possibilidades de serviços.
Como parâmetro, em 4 de
maio de 2017, o portal
apresenta o total
de 72 milhões de
MDF-e autorizados, e
3milhões de emissores.

Na prática, em um envio a uma unidade de


transportes de cargas que precisa descarregar
mercadorias em três estados, logo deverão ser
feito três manifestos de carga.

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5
TOP

PERGUNTAS
FREQUENTES
DA MDF-e

1 O que é o Manifesto Eletrônico de Documentos


Fiscais - MDF-e?
Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) é o
documento emitido e armazenado eletronicamente, de
existência apenas digital, para vincular os documentos
fiscais transportados na unidade de carga utilizada, cuja
validade jurídica é garantida pela assinatura digital do
emitente e autorização de uso pelo Ambiente Autorizador.

2 Quais os tipos de documentos fiscais em papel que


o MDF-e substitui?
Atualmente a legislação nacional permite que o MDF-e
substitua o Manifesto de Carga modelo 25.

3 Como deve ser a numeração / séries do MDF-e em


relação ao manifesto em papel?
A numeração utilizada pelo MDF-e será distinta e
independente da numeração utilizada pelo Manifesto de
Carga em papel. Ressalte-se que o MDF-e é uma nova
espécie de documento fiscal, modelo “58”.

Independentemente do tipo de prestação, a numeração


do MDF-e será seqüencial de 1 a 999.999.999, por
estabelecimento e por série.

O contribuinte poderá adotar séries distintas para a emissão


do MDF-e, designadas por algarismos arábicos, em ordem
crescente, vedada a utilização de subsérie, observado o
disposto em Manual de Orientações do Contribuinte.

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Documentação Fiscal Eletrônica

4 É possível alterar um MDF-e emitido?


Após ter o seu uso autorizado pela SEFAZ, um MDF-e não
poderá sofrer qualquer alteração, pois qualquer modificação
no seu conteúdo invalida a sua assinatura digital.

O emitente poderá antes de iniciada a prestação de serviço


de transporte, efetuar o cancelamento do MDF-e, por meio
da geração de um arquivo XML específico para isso. Da
mesma forma que foi realizada a emissão de um MDF-e, o
pedido de cancelamento de um MDF-e também deverá ser
autorizado pelo Ambiente Autorizador através do sistema
de registro de eventos. O Layout do evento de solicitação
de cancelamento poderá ser consultado no Manual de
Orientações do Contribuinte.

5 Qual o conceito de encerramento de um MDF-e?


Entende-se como encerramento do MDF-e o ato de informar
ao fisco, através de Web Service de registro de eventos o
fim de sua vigência, que poderá ocorrer pelo término do
trajeto acobertado ou pela alteração das informações do
MDF-e através da emissão de um novo. O Layout do evento
de solicitação de encerramento poderá ser consultado no
Manual de Orientações do Contribuinte.

NOTA FISCAL DE CONSUMIDOR ELETRÔNICA

A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica NFC-e, se apresenta


como uma alternativa totalmente eletrônica para os atuais
documentos fiscais em papel utilizados no varejo (cupom
fiscal emitido por ECF e nota fiscal de venda a consumidor,
modelo 2), reduzindo custos de obrigações acessórias
aos contribuintes, ao mesmo tempo em que possibilita o
aprimoramento do controle fiscal pelas administrações
tributárias. Com a NFC-e, também o consumidor é
beneficiado, ao possibilitar a conferência da validade e
autenticidade do documento fiscal recebido via internet.

Neste sentido, a NFC-e propõe o estabelecimento de um


padrão nacional de documento fiscal eletrônico, baseado

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Documentação Fiscal Eletrônica

nos padrões técnicos de sucesso da


Nota Fiscal Eletrônica modelo 55, Para que o
todavia adequado às particularidades
do varejo e das operações com o
fisco consiga
consumidor final. Ou seja, sabemos fazer uma
que os modelos que existem hoje eficaz
são manuais, em papel, que é o validação das
cupom fiscal eletrônico e a nota informações
fiscal de venda/consumidor. Ambos
os modelos representam para o fisco fornecidas
um grande gargalo no momento nesses cupons,
das fiscalizações. A exemplo disso, ele precisaria
imagine um comércio varejista que fazer uma
emite um volume muito grande
de cupons fiscais por dia. Para que análise
o fisco consiga fazer uma eficaz aprofundada
validação das informações fornecidas sobre esses
nesses cupons, ele precisaria fazer documentos.
uma análise aprofundada sobre
esses documentos. Nesse âmbito,
entendem-se as diversas dificuldades que ocorrem diante de uma
fiscalização, dentre elas, quando o cupom fiscal se apaga, contém
informações incorretas, além das informações imprecisas muitas
vezes ocorridas, inclusive de origem de escrita ilegível, nas notas
fiscal de venda/consumidor série D (pequeno bloco de papel).

A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) consiste em um


documento de existência digital, pois, emitido e armazenado
eletronicamente, de operações comerciais de venda presencial ou
venda para entrega em domicílio a consumidor final (pessoa física
ou jurídica) em operação interna e sem geração de crédito de ICMS
ao adquirente.

Dentre as principais vantagens do uso da NFC-e destacam-se:

• Dispensa de homologação do software pelo Fisco;


• Uso de Impressora não fiscal, térmica ou a laser;
• Simplificação de obrigações acessórias (dispensa de impressão
de Redução Z e Leitura X, Mapa Resumo, Lacres, Revalidação,
Comunicação de ocorrências, Cessação, etc.);
• Dispensa da figura do interventor técnico;

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Documentação Fiscal Eletrônica

• Uso de papel não certificado, com menor requisito de tempo de


guarda;
• Transmissão em tempo real ou on-line da NFC-e;
• Redução significativa dos gastos com papel;
• Não há necessidade de autorização prévia do equipamento a ser
utilizado;
• Uso de novas tecnologias de mobilidade;
• Flexibilidade de expansão de PDV;
• Apelo ecológico;
• Integração de plataformas de vendas físicas e virtuais.

A NFC-e deve ser utilizada


nas operações comerciais
de venda presencial ou
venda para entrega em
domicílio, dentro do
território sergipano, a
não contribuintes. Para
as demais operações, o
contribuinte deverá utilizar a
nota fiscal eletrônica modelo
55 (NF-e). Com a NFC-ce,
pode-se, também, elencar
benefícios de inovação.
São eles: a possibilidade de
uso de novas tecnologias
de mobilidade, como o uso de tablets e smartphones, além da
possibilidade da integração de plataformas de vendas físicas e
virtuais, é muito comum observar, em plataformas não integradas,
usuários consultando produtos virtuais que não estejam em loja.
A partir do momento que se passa a tuilizar documentos fiscais
eletrônicos, permite-se o controle gerencial dos estoques por meio
de uma plataforma única, desta forma, também é possível controlar
as operações comerciais por meio de uma integrada.

Em um breve resumo, para o consumidor final existem dois modelos


de documento fiscal eletrônico possível: Cupom Fiscal Eletrônico e
a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônico, este último trata-se de
um modelo mais geral e mais usado no Brasil. Já o Cupom Fiscal
Eletrônico tem implantação no país, porém em escala menor. Dentre
as diferenças mais operacionais entre os dois modelos, o Cupom
Fiscal Eletrônico possui equipamento de hadware, enquanto a

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Documentação Fiscal Eletrônica

NFC-e, obtém um modelo operacional semelhante com o da Nota


Fiscal Eletrônica.

Contudo, é viável destacar os desafios do fisco em relação à NFC-e


como um balizador no seu surgimento e implantação, dentre eles
se destacam:

DE - Mínima interferência no ambiente de negócios do


SA contribuinte
FI - Redução de custo Brasil
OS - Participação da iniciativa privada

Por meio dessa premissa e com a legislação aprovada, passou a


existir o:

• Ajuste SINIEF nº 01 de 2013 – alterou o ajuste abaixo


• Ajuste SINIEF nº 07 de 2005 – que instituiu a NFe
• Nota Técnica 05 de 2013 – alterou o Ajuste nº 07 e incluiu a
NFC-e (Modelo 65) de documento fiscal. A mesma Nota Técnica
previa que o Ambiente de Homologação da NFC-e seria até o dia
2/12/2013, e o Ambiente de Produção, até o dia 6/1/2014. Como
já sabido, os prazos não se concretizaram na maioria dos estados,
em virtude de que a própria nota técnica já trazia a possibilidade
de que esses prazos fossem postergados na maioria dos estados.

Para fechar esse tópico, nada mais sensato que relatar sobre duas
ações operacionais e rotineiras: a venda presencial ou em domicílio.
Como se sabe, a primeira é mais comum. Como um exemplo
disso, é possível imaginar a ida até uma farmácia, com o intuito de
pedir um produto direto do balcão, e
consequentemente efetuar a compra. Ressalte-se
Porém, a NF-e é utlizada bastante por
pequenos varejos que trabalham com que, essa
entrega a domicílio. Ressalte-se que, entrega a
essa entrega a domicílio deverá ser domicílio
operação interna, não em operação deverá ser
interestadual. Sendo este último, a
NFC-e deixa de ser documento hábil operação
e passa a ser a NF-e, Modelo 55. interna, não
Mas para as operações internas, com em operação
consumidor final, seja ele pessoa ou interestadual.
jurídica, o Modelo a ser utilizado é o
65, da NFC-e.

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5
TOP

PERGUNTAS
FREQUENTES
DA NFC-e

1 O que é a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica -


NFC-e?
A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e – é
um documento de existência apenas digital, emitido e
armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar
as operações comerciais de venda presencial ou venda para
entrega em domicílio a consumidor final (pessoa física ou
jurídica) em operação interna e sem geração de crédito de
ICMS ao adquirente.

2 Em quais tipos de operações a NFC-e pode ser


utilizada?
Somente nas operações comerciais de venda presencial
ou venda para entrega em domicílio, dentro do território
sergipano, a não contribuintes. Para as demais operações,
o contribuinte deverá utilizar a nota fiscal eletrônica modelo
55 (NF-e).

3 Posso utilizar o emissor gratuito da NF-e para


emitir NFC-e?
Não. Considerando as peculiaridades do varejo, o emissor
gratuito da NF-e não está preparado para emitir a NFC-e.

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Documentação Fiscal Eletrônica

4 O que é QR-Code?

O QR-Code é um código de barras


bidimensional, que foi criado em
1994 pela empresa japonesa Denso-
Wave, que significa “código de
resposta rápida” devido à capacidade
de ser interpretado rapidamente.

5 Qual a finalidade do QR-Code impresso no DANFE


NFC-e?
A impressão do QR-Code no DANFE_NFC-e tem a
finalidade de facilitar a consulta dos dados do documento
fiscal eletrônico pelos consumidores, mediante leitura
com o uso de aplicativo leitor de QR-Code instalado em
smartphones ou tablets. Atualmente existem no mercado
inúmeros aplicativos gratuitos para smartphones que
possibilitam a leitura de QR-Code.

NOTA FISCAL DE SERVIÇO ELETRÔNICA

A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e)


é um sonho antigo do fisco e de quase
todos os prestadores de serviços. É
muito comum nos dias atuais encontrar
problemas na emissão de uma Nota
Fiscal de Serviço, uma vez que a
ausência de um modelo padrão faz
com que existem centenas de tipos
de documentos diferentes, com regras
e contingências especificas. A NFS-e
é um documento de existência digital,
gerado e armazenado eletronicamente
em Ambiente Nacional pela RFB, pela
prefeitura ou por outra entidade conveniada
para documentar as operações de prestação de serviços.

O projeto Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) tem


sido desenvolvido pela Receita Federal do Brasil (RFB)

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Documentação Fiscal Eletrônica

e Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais


(Abrasf), atendendo o Protocolo de Cooperação ENAT nº 2, de
7 de dezembro de 2007, ao qual se atribuiu a coordenação e a
responsabilidade pelo desenvolvimento e implantação do Projeto da
NFS-e. Esse projeto visa o benefício das administrações tributárias
com a padronização e a melhora das informações, redução de
custos, bem como o aumento da competitividade das empresas
brasileiras pela racionalização das obrigações acessórias (redução
do custo-Brasil), com a consequente dispensa da emissão e guarda
de documentos em papel.

Recibo Provisório de Serviços (RPS)

O Recibo Provisório de Serviços


(RPS) foi criado para atender a O contribuinte
uma solução de contingência
recebe um número
para o contribuinte, trata-se
de um documento de posse e de protocolo de
responsabilidade do contribuinte, recebimento como
gerado manualmente ou por alguma comprovante de
aplicação local, com numeração envio de lote de
sequencial crescente e deve ser
convertido em NFS-e dentro do RPS, o qual, por
prazo estipulado pela legislação sua vez, é recebido
tributária municipal. Além disso, o pela secretaria
RPS serve para os contribuintes que e colocado em
não dispõem de infraestrutura de
conectividade com a secretaria em uma fila de
tempo integral, podendo gerar os processamento
documentos e enviá-los, em lote2, para ser executado
para processamento e geração das em momento
respectivas NFS-e. O serviço de
Recepção de Lote de RPS é definido
oportuno.
como Assíncrono3. O contribuinte
2
O envio de RPS à secretaria para geração da NFS-e é feito em lotes, ou
seja, vários RPS agrupados para gerar uma NFS-e para cada um deles.
Para que os RPS façam parte de um lote a ser enviado para a geração das
NFS-e correspondentes, para isso, o contribuinte deve ter uma aplicação
instalada em seu computador.
3
Assíncrono é quando ocorre uma chamada a este com envio de
determinadas informações, no caso em questão, o lote de RPS, e o retorno
ocorrem em outro momento.

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Documentação Fiscal Eletrônica

recebe um número de protocolo de recebimento como comprovante


de envio de lote de RPS, o qual, por sua vez, é recebido pela secretaria
e colocado em uma fila de processamento para ser executado em
momento oportuno. Depois de processado, gera um resultado
que estará disponível ao contribuinte que tanto pode ser as NFS-e
correspondentes como uma lista de erros encontrados no lote. Cabe
salientar que a numeração dos lotes de RPS4 é de responsabilidade
do contribuinte, devendo ser única e distinta para cada lote.

Geração de NFS-e

Na NFS-e deve aparecer a


identificação dos serviços em
conformidade com os itens
da Lista de Serviços, anexa
à Lei Complementar n°116,
de 2003, com os que foram
vetados e de um item “9999”
para “outros serviços”. Em uma
NFS-e podem ser descritos
diferentes serviços desde que
relacionados a um único item
da Lista, de mesma alíquota
e para o mesmo tomador de
serviço. No caso da atividade de construção civil, as NFS-e deverão
ser emitidas por obra, se a legislação do município assim dispor.
A identificação do prestador de serviços será feita pelo CNPJ, que
pode ser conjugado com a Inscrição Municipal, embora não seja
de uso obrigatório.

A competência de uma NFS-e é o mês da ocorrência do fato gerador.


O sistema assumirá automaticamente o mês/ano da emissão do
RPS ou da NFS-e, o que for inferior, podendo ainda o contribuinte
informar uma competência anterior. A base de cálculo da NFS-e é
o Valor Total de Serviços, subtraído do Valor de Deduções previstas
em lei. É obrigatória para pessoa jurídica a informação do CNPJ
do tomador do serviço, exceto quando se tratar de tomador do
exterior.

4
Um RPS pode ser enviado com o status de cancelado gerando uma NFS-e
cancelada. Um RPS já convertido em NFS-e não pode ser reenviado. Caso
haja necessidade de cancelamento do documento, deve ser cancelada a
respectiva NFS-e.

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Documentação Fiscal Eletrônica

De acordo com a Natureza da Operação, a Opção pelo Simples


Nacional, o Regime Especial de Tributação e o ISS retido define-se o
valor do ISS e será sempre calculado, salvo quando: a natureza da
operação for tributação no município; a exigibilidade for suspensa
por decisão judicial ou por procedimento administrativo e o Regime
Especial de Tributação for Microempresa Municipal; Estimativa ou
Sociedade de profissionais.

• A natureza da operação for tributação fora do município, nesse


caso os campos Alíquota de Serviço e Valor do ISS ficarão abertos
para o prestador indicar os valores.

• A natureza da operação for imune ou isenta, nesses casos o ISS


será calculado com alíquota zero.

• O contribuinte for optante pelo Simples Nacional e não tiver o


ISS retido na fonte.

• A alíquota do ISS é definida pela legislação municipal. Quando


a NFS-e é tributada fora do município de emissão, a alíquota será
informada pelo contribuinte.

A NFS-e contém informações enviadas pelo contribuinte e outros


de responsabilidade do Fisco. Além disso, não pode ser alterada
uma vez gerada, admitindo-se, unicamente por iniciativa do
contribuinte, ser cancelada ou substituída, hipótese esta em que
deverá ser mantido o vínculo entre a nota substituída e a nova.

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Documentação Fiscal Eletrônica

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PERGUNTAS
FREQUENTES
DA NFS-e

1 O que é Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e)?

Documento emitido e armazenado eletronicamente, em


ambiente próprio disponibilizado pela prefeitura, a NFS-e
tem o objetivo de registrar as operações relativas a prestação
de serviços.

2 O que é RPS e como se relaciona com a NFS-e?

O Recibo Provisório de Serviços (RPS) é um documento


de posse e responsabilidade do contribuinte, que deverá
ser gerado manualmente ou por alguma aplicação local,
possuindo uma numeração seqüencial crescente e devendo
ser convertido em NFS-e no prazo estipulado pela legislação
tributária municipal.

3 Após a emissão da NFS-e, pode-se alterá-la?

Não. A NFS-e somente pode ser cancelada ou substituída.

4 Como deve ser emitida a NFS-e?

A NFS-e pode ser integrada por meio de ERP que possua


este recurso, caso a prefeitura disponibilize webservice
de comunicação. Caso a transmissão seja offline, serão
emitidos RPS para cada prestação de serviço, substituindo
por NFS-e, transmitindo em lote os RPS emitidos.

5 É necessário imprimir a NFS-e?

Caso o tomador de serviços não solicite ou autorize o envio


por e-mail da NFS-e, deverá ser impressa uma única via do
documento.

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Documentação Fiscal Eletrônica

CUPOM FISCAL ELETRÔNICO

O projeto SAT-CF-e
(Sistema Autenticador e
Transmissor de Cupons
Fiscais Eletrônicos)
documenta, de forma
eletrônica, as operações
comerciais do varejo, em substituição aos equipamentos ECF
(Emissor de Cupom Fiscal). Para isso criou: Um novo modelo de
documento fiscal eletrônico, o Cupom Fiscal Eletrônico – SAT (CF-
e-SAT), aderente ao modelo da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e); Um
novo padrão de equipamento de baixo custo, o SAT, para gerar,
autenticar com validade jurídica e transmitir, via Internet, os CF-
e-SAT emitidos pelos estabelecimentos comerciais. O projeto
simplifica as obrigações acessórias dos estabelecimentos varejistas.
O CF-e-SAT, modelo 59, é um documento fiscal eletrônico, emitido,
armazenado e transmitido automaticamente pelo equipamento SAT,
de existência apenas digital, documenta operações de circulação
de mercadorias no varejo. Sua validade jurídica é garantida pela
assinatura digital feita pelo equipamento SAT por meio do seu
Certificado Digital, como o CF-e-SAT só existe na forma eletrônica,
o consumidor receberá como
comprovante de sua aquisição o
Dentre os chamado Extrato do CF-e-SAT.
principais Com o Cupom, procura-se
benefícios para estabelecer um novo padrão para
o contribuinte o varejo: documento fiscal válido
é o Documento Fiscal Eletrônico
ao usar o existente na base de dados do
equipamento Fisco. Este padrão é similar ao
atualmente utilizado pela NF-e.
SAT são a Dentre os principais benefícios
redução de para o contribuinte ao usar o
equipamento SAT são a redução
custos e a de custos e a simplificação de
simplificação obrigações acessórias. Além
de obrigações disso, o contribuinte conta com um
documento dotado de validade
acessórias. jurídica pela Medida Provisória
2.200-2/01, tendo garantia

58
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Documentação Fiscal Eletrônica

de autenticidade e integridade nos documentos


eletrônicos emitidos pelo equipamento SAT.

@
O equipamento SAT gera e autentica, por meio
de Certificado Digital próprio, o Cupom Fiscal
Eletrônico – SAT (CF-e-SAT) e transmite periódica e
automaticamente à Secretaria da Fazenda (SEFAZ), via

$
Internet. O SAT não possui impressora a ele integrado.
O sistema é exclusivo para emissão do CF-e-SAT.
Como o CF-e-SAT é um documento fiscal eletrônico,
o SAT não possui mecanismo impressor. Entretanto,
para emissão do Extrato do CF-e-SAT, deve-se utilizar
uma impressora comum (não fiscal), acionada pelo
programa Aplicativo Comercial (AC).

O extrato do CF-e-SAT é uma cópia simplificada do

@
documento eletrônico, servindo basicamente para
controle das aquisições pelo consumidor. Nele existe
a chave de acesso que possibilita a consulta do
respectivo documento eletrônico no site da Secretaria
da Fazenda, bem como um código do tipo QRCODE

$
que possibilitará a checagem da autenticidade do
extrato por meio de telefones celulares compatíveis
com a tecnologia. Logo, o contribuinte deverá,
imediatamente após a emissão do CF-e-SAT,
providenciar a impressão do seu extrato conforme
leiaute estabelecido em Ato Cotepe.

O Ajuste Sinief nº 11 de 24 de setembro de 2010


autoriza os Estados de Alagoas, Ceará, Minas Gerais,

@
Paraná e São Paulo a instituírem o Cupom Fiscal
Eletrônico (CF-e-SAT) em substituição ao Cupom Fiscal
emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal
(ECF). A adoção do CF-e-SAT e do equipamento SAT
em cada um destes Estados depende da legislação
estadual específica. Com isso, vale ressaltar a
importância de sempre consultar a Administração
Tributária do seu Estado.

59
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Documentação Fiscal Eletrônica

5 @F
TOP

PERGUNTAS
FREQUENTES
S
DA CF-e

1 O que é o CF-e-SAT - Cupom Fiscal Eletrônico do


SAT?
O CF-e-SAT, modelo 59, é um documento fiscal eletrônico,
emitido, armazenado e transmitido automaticamente pelo
equipamento SAT, de existência apenas digital, documenta
operações de circulação de mercadorias no varejo. Sua
validade jurídica é garantida pela assinatura digital feita
pelo equipamento SAT por meio do seu Certificado Digital.
Como o CF-e-SAT só existe na forma eletrônica, o consumidor
receberá como comprovante de sua aquisição o chamado
Extrato do CF-e-SAT.

Com o CF-e-SAT, procura-se estabelecer um novo padrão


para o varejo: documento fiscal válido é o Documento Fiscal
Eletrônico existente na base de dados do Fisco. Este padrão
é similar ao atualmente utilizado pela NF-e.

2 O que é o projeto SAT-CF-e?

O projeto SAT-CF-e (Sistema Autenticador e Transmissor de


Cupons Fiscais Eletrônicos) documenta, de forma eletrônica,
as operações comerciais do varejo dos contribuintes do
Estado de São Paulo, em substituição aos equipamentos
ECF (Emissor de Cupom Fiscal).
Para isso criou:

• Um novo modelo de documento fiscal eletrônico, o Cupom


Fiscal Eletrônico – SAT (CF-e-SAT), aderente ao modelo da
Nota Fiscal Eletrônica (NF-e);
• Um novo padrão de equipamento de baixo custo, o SAT,
para gerar, autenticar com validade jurídica e transmitir,
via Internet, os CF-e-SAT emitidos pelos estabelecimentos
comerciais

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3 O que ganho com a utilização do equipamento


SAT?
Os principais benefícios para o contribuinte ao usar o
equipamento SAT são a redução de custos e a simplificação
de obrigações acessórias.

Além disso, o contribuinte conta com um documento


dotado de validade jurídica pela Medida Provisória 2.200-
2/01, tendo garantia de autenticidade e integridade nos
documentos eletrônicos emitidos pelo equipamento SAT.

4 Como o equipamento SAT funciona?

O equipamento SAT:

• Deve ser interligado com qualquer equipamento de


processamento de dados padrão de mercado que possua
um AC (Aplicativo Comercial) instalado, adequado para se
comunicar com o SAT;
• Recebe do AC os dados de venda e fará a validação
das informações, gerando o CF-e-SAT, assinando-o
digitalmente;
• Tem uma interface de conexão com a Internet, através da
rede local de dados do estabelecimento comercial, que será
usada nas comunicações com o fisco para a transmissão
dos CF-e-SAT gerados;

A cada CF-e-SAT gerado, o equipamento SAT retorna ao


AC uma cópia digital do mesmo, chamada de cópia de
segurança, a partir da qual o AC imprime o Extrato do CF-e-
SAT na impressora comum. A cópia de segurança deve ser
mantida pelo contribuinte pelo prazo previsto na legislação
e também para a eventual necessidade de transmissão em
contingência.

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5 O SAT é um programa?

Não. O Sat é um equipamento. O equipamento SAT gera e


autentica, por meio de Certificado Digital próprio, o Cupom
Fiscal Eletrônico – SAT (CF-e-SAT) e transmite periódica e
automaticamente à Secretaria da Fazenda (SEFAZ), via
Internet. O SAT não possui impressora a ele integrado.

CRUZAMENTO DE INFORMAÇÕES FISCAIS

Nos demais capítulos estudados nesta obra foi possível


desmitificar a apresentação do Sped, os documentos fiscais
eletrônicos, notas fiscais eletrônicas, nota de consumidor
eletrônica, cupom fiscal eletrônico, conhecimento de
transporte eletrônico e manifesto de documentos fiscais
eletrônicos.

A eficiência do uso de todas essas


ferramentas trará ascensão na utilização
do Sped, bem como de seus referidos
subprojetos, impactando de forma positiva os
resultados de planejamentos no âmbito das
organizações. Com essa premissa, é necessário
estudar também sobre o cruzamento dessas
informações tendo em vista que a adoção do Sped
sugere um elevado grau de exposição ao fisco de
informações financeiras, fiscais e contábeis das empresas.
Nesse contexto é fundamental ressaltar, novamente, quais
são os objetivos do Sped:

Promover à integração dos fiscos, mediante a


padronização e compartilhamento das informações
contábeis e fiscais, respeitadas as restrições legais.
Racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias
para os contribuintes, com o estabelecimento de
transmissão única de distintas obrigações acessórias
de diferentes órgãos fiscalizadores. Tornar mais célere
a identificação de ilícitos tributários, com a melhoria
do controle dos processos, a rapidez no acesso às
informações e a fiscalização mais efetiva das operações
com o cruzamento de dados e auditoria eletrônica.
(Sped, 2012b. Disponível em http://sped.rfb.gov.br/
pagina/show/967. Acesso em: 29 de maio de 2017).
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Conforme Duarte (2011) esse


As características sistema desenvolve o perfil de
cada um dos contribuintes ao
fundamentais longo dos anos, de maneira
diferem a acompanhar qualquer
significativamente variação substancial nas suas
transações, como também
de todos os produtos permite o cruzamento das
previamente informações obtidas. As
desenvolvidos características fundamentais
pelo fisco nacional, diferem significativamente de
todos os produtos previamente
caracterizando um desenvolvidos pelo fisco
produto tecnológico nacional, caracterizando um
novo. produto tecnológico novo. De
acordo com o autor, os fiscos
aperfeiçoam os diversos
sistemas de fiscalização. Ou seja, para ele, o aumento do combate
à evasão fiscal poderá estar associado a partir da eficiência na
administração de bancos de dados fiscais, bem como através do
cruzamento de informações. E esses pontos são cruciais para a
existência de uma organização.

Os fiscos, de uma maneira geral, têm aperfeiçoado os seus sistemas


de fiscalização. A partir dos seus próprios bancos de dados e
também pelo cruzamento de informações permutadas com outras
esferas de poder, há um aumento substancial dos resultados no
combate à evasão fiscal (DUARTE, 2011).

Contudo, antes de aprofundar sobre cruzamento de dados, torna-


se importante entender que a Receita Federal utiliza um sistema
chamado “Contágil”, que trabalha com fluxos contábeis. A
ferramenta atua desde o momento da “seleção de um contribuinte”,
o qual é iniciado toda uma “pesquisa e investigação” deste, além de
tudo o que se é comprado ou de quem, porque vende ou pra quem
vende e por quanto. Consequentemente é feito uma “auditoria
das importações e exportações - Drawback”, sendo “automatizada
toda uma preparação de um dossiê” em relação às operações
desse contribuinte com o intuito de se fazer a “auditoria digital” e
garantir o crédito tributário. Ou seja, o valor do tributo devido à
Receita Federal.

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Também é relevante destacar que


Na ocasião, até aqui houve uma significante
explanou-se evolução a respeito do que foi
estudado no módulo introdutório
sobre um modelo deste material. Na ocasião,
que analisava o explanou-se sobre um modelo
cruzamento de que analisava o cruzamento de
informações que informações que cruzavam a
partir de uma informação inicial,
cruzavam a partir como por exemplo, o caso das
de uma informação pessoas físicas; a declaração
inicial, como por do imposto de renda da pessoa
física como a declaração base,
exemplo, o caso que será cruzada com a Dmed,
das pessoas físicas; local onde serão confrontados
a declaração do os valores de serviços médicos; o
imposto de renda da valor da Dirf que será confrontado
às retenções na Fonte de
pessoa física como a Distribuição de Lucros, com o
declaração base que foi informado no imposto
(...) de renda da pessoa física; a
Decred, onde serão informados
pelas administradoras de cartão
de crédito todas as movimentações dos cartões que também
serão confrontadas com sua evolução ou involução, além de
sua manutenção de patrimônio; a Dmorf, já substituída pela
eFinanceira, e que irá confrontar as movimentações financeiras
com as informações patrimoniais; e por fim a Dmob, local onde
deverão ser apresentadas as atividades imobiliárias tais como
alugueis, compras e vendas de imóveis com os valores apresentados
na declaração de imposto de renda da pessoa física.

Ressalte-se que, na pessoa jurídica, durante um tempo, ocorria


algo semelhante, com a DIPJ como uma declaração central, além
das presenças da Dacon, DCTF, que também ocorriam cruzamentos
de informações.

O atual modelo de cruzamento de informações dentro dos Sped´s


é algo que foi bem pontuado nessa obra, desde a introdução e
primeiros capítulos, os quais já se destacava a premissa básica que
diz: as informações que nascem dos documentos fiscais eletrônicos
transitam pelas escriturações fiscais e desaguam na contabilidade.

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Ou seja, didaticamente falando, com esse princípio, não tem mais


como uma informação de uma nota fiscal que foi emitida chegar
à escrituração de maneira diferente ou chegar à contabilidade de
maneira diferente.

Com isso, dentro de um


ambiente digital de prestação
de informações, para que se
tenha aderência segura e
sustentável de informações
e formato digital, é
extremamente recomendável
a realização de auditorias
preventivas em conteúdos
dos arquivos digitais exigidos
pelo Sped. Essas auditorias
são divididas em dentre elas
destacam-se: a “Validação”
- dos arquivos individuais.
Como exemplo, imagina-se que um contribuinte inicie essa
etapa validando suas notas fiscais eletrônicas, verificando se elas
estão sendo feitas em conformidade tributária. Ou, este também
pode validar suas escriturações fiscais com o intuito de ver se as
informações contidas nos arquivos estão dentro do que foi exigido
diante dos leiautes e guardam conformidade no que é exigido na
legislação dentro da obrigação principal.

Outro exemplo, o contribuinte pode verificar, de maneira individual,


fazendo uma validação em seus arquivos da contabilidade,
verificando se receitas ou retenções batem no que tá no fiscal,
com o que está nas notas. Após fazer essas validações individuais
de arquivos, o responsável poderá fazer o cruzamento dessas
informações.

O próximo item irá detalhar quais os principais cruzamentos de


informações, além de alguns indicadores.

Já o “Seneamento de Dados” é o local onde será feito o tratamento


dos dados que ocasionou inconformidade na sua origem.

Além disso, é importante que se crie “Relatórios e Indicadores” a


partir dos principais cruzamentos a serem apresentados, no intuito

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de que mensalmente o responsável


Considera-se possa fazer a verificação dessas
também que informações. Vale ressaltar que tudo
isso implica em prevenir e antecipar
antes a auditoria possíveis erros.
era feita por
amostragem É importante destacar que, num
devido a grande passado recente, as auditorias fiscais
eram 100% manuais, ocasião em que
totalidade fiscais solicitavam e administravam
de papeis, de arquivos em papel para realizar
informações as fiscalizações. Considera-se
também que antes a auditoria
que deveriam era feita por amostragem devido
ser analisadas a grande totalidade de papeis,
manualmente de informações que deveriam ser
e por parte do analisadas manualmente e por
parte do trabalho ser feito in loco.
trabalho ser feito Com isso não se permitia verificar
in loco. na íntegra todos os documentos.
Essa auditoria era voltada para
informações do passado. Ou seja,
era comum que no último ano que se apresentava mais próximo de
prescrever, pudesse ser fiscalizado. Como esse tipo de fiscalização
ocorria seguindo tais trâmites, a mesma se tornava punitiva. Como
exemplo, era comum que um fiscal ao identificar que uma empresa
emitiu uma nota fiscal errada há cinco anos pedisse a mesma
para retificá-la. Isso não competiria ao agente hoje. Essa correção
não teria mais relevância, porque tal atribuição seria considerada
obsoleta.

Com isso, o fiscal puniria a referida empresa. Ademais, por vezes,


essas fiscalizações aconteciam de forma isolada; o fiscal estadual
tinha ênfase somente nas escriturações fiscais e o fiscal da Receita
Federal só exigia a contabilidade em algumas hipóteses.

Atualmente, o modelo de fiscalização avançou objetivando a


celeridade dos processos. A versão atual é eletrônica e pautada
sempre no presente. Nesse contexto, é comum observar a existência

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de empresas que atuam em monitoramento ou acompanhamentos


diferenciados em que todas as movimentações e tudo relacionado à
apuração de tributação são acompanhadas de maneira tempestiva
por auditores.

Quase sempre as fiscalizações acontecem de maneira preventiva,


o que significa dizer que, parte dos estados já disponibiliza em seus
portais ferramentas que apontam inconsistências pra promover
uma autorregularização por parte do contribuinte, antecipando
possíveis erros. Ou seja, de maneira preventiva, o contribuinte
pode garantir que está em conformidade tributária. Ressalte-
se que essas fiscalizações acontecem cada vez mais de maneira
integrada, de forma em que os órgãos fiscalizadores compartilham
informações no limite das suas competências.

Em suma, no novo modelo de auditoria, as análises são feita na


totalidade das informações, de maneira eletrônica e a distancia.
Essas características facilitarão ao contribuinte submeter um
extenso arquivo a um programa de validação, que proporcionará
um relatório de apontamentos, que deverá verificar todas as
inconsistências constantes.

PRINCIPAIS CRUZAMENTOS DE INFORMAÇÕES

Como um exemplo do que será estudado


neste capítulo, que traz a temática de tipos de
cruzamentos de informações, é interessante
imaginar informações relacionadas à
Receita Bruta dos contribuintes, a partir
de uma explicação relativa à imagem
ilustrativa abaixo. Dentro do raciocínio,
essas informações nasceram na Nota Fiscal
(NF-e) e nas informações de vendas do
contribuinte. Desta forma, as informações
das suas NF-e deverão estar apresentadas
nas suas escriturações fiscais, tanto no
Sped Fiscal, como na EFD Contribuições (EFDs). Essa informação
da receita que está no Sped Fiscal e Contribuições deve ser a
mesma receita que está no J150, na demonstração do resultado do
exercício da contabilidade e no P150, no caso o Lucro Presumido
da ECF. Além de constar no L300, no caso do Lucro Real, dentro da
ECF.

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Com base nessa orientação, é


possível dizer que hoje empresas Ressalte-se que
ainda mandem para os bancos o contribuinte
informações diferentes das
informações que mandam para
pode até fazer o
a Receita Federal? Ressalte- envio da prestação
se que o contribuinte pode dessas informações
até fazer o envio da prestação de maneiras
dessas informações de maneiras
diversas, porém, a probabilidade diversas, porém,
de que essa contingência seja a probabilidade
identificada e que possíveis ilícitos de que essa
tributários sejam vistos, aumenta
consideravelmente.
contingência seja
identificada e que
Em relação a isso, certa vez, ao possíveis ilícitos
analisar o Sped Contábil de uma tributários sejam
empresa pude verificar que de
um ano para o outro a mesma vistos, aumenta
trazia um saldo que permanecia consideravelmente.
inalterado, referente a ICMS e
substituição tributária a pagar no
valor de R$ 500.000. Consequentemente recorri ao proprietário
para entender o porquê do débito junto à secretaria da Receita,
pontuando que o mesmo não deveria estar devendo nada ao
órgão. Na ocasião, o proprietário comunicou que se tratava de
alguns valores de despesas de tributos que não foram baixados na
contabilidade. Em seguida o adverti sobre a seriedade da situação
e que ele poderia sofrer possíveis problemas, principalmente por
estar enviando o Sped Contábil à Receita Federal com informações
que explanavam sobre o referido débito ao Estado. Sobre casos
como esse, faz-se necessário ressaltar que essas informações são
compartilhadas pelos entes.

Ainda sobre o que diz respeito a tributos a recolher, a figura abaixo


exemplifica bem um auto de infração em que um contribuinte
foi encontrado pela fiscalização de trânsito com uma nota fiscal
inidônea por conter uma declaração inexata. Na ocasião, antes da
Emenda Constitucional (EC) de 87/2015, a empresa estava fazendo
uma venda em operação interestadual, e ao invés de observar
que deveria destacar a alíquota interna, destacou a alíquota

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interestadual. Ou seja, nesse caso foi percebido que apenas um


erro fez com que o documento fiscal fosse considerado inidôneo e
que a operação tivesse uma multa de 80% do valor da operação.
A referida EC determina aplicação de alíquota interestadual para o
ICMS em operações com mercadorias e serviços a consumidor final,
contribuinte ou não do imposto, localizado em outro estado.

A validação e os cruzamentos dos arquivos do SPED permitem


auditar e apurar inconsistências, permitindo corrigir possíveis erros
de forma preventiva.

Dentre os cruzamentos mais comuns estão:

• EFD Fiscal x EFD • ECD Contábil x DIRF


Contribuições • ECD Contábil x DCTF
• EFD Fiscal x NF-e (Mod. 55) • DCTF x DACON
• EFD Fiscal x Sintegra • DCTF x e-CAC
• EFD Fiscal x GIA (SP) • DCTF x DIPJ
• EFD Contribuições x ECD • DCTF x DIRF
Contábil • SINTEGRA x GIA (SP)
• EFD Contribuições x DACON • E-DOC x SEF II (PE)
• EFD Contribuições x NF-e • EFD Fiscal x E-DOC
(Mod. 55) • ECF x ECD Contábil
• EFD Contribuições x DCTF • ECF x DCTF
• ECD Contábil x DIPJ • EFD Fiscal x DIEF.
• ECD Contábil x FCONT

Dentre os cruzamentos apresentados, as principais análises se dão


nas seguintes informações:

a) Distribuição de Lucros:
DIRF x DIRPF x ECD x ECF

b) Estoques:
NF-e x SPED Fiscal x ECD x ECF

c) Tributos a Recolher:
NF-e x EFD ICMS-IPI x EFD Contribuições x DCTF x ECF x ECD

d) Folha de Pagamento:
SEFIP x CAGED x RAIS x ECD x ECF x eSocial

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e) Retenções de Tributos:
DIRF x DCTF x ECD x ECF

f) Custos:
NF-e x ECD x ECF x EFD ICMS-IPI x EFD Contribuições x SEFIP

g) Fornecedores e Clientes:
SPED Fiscal x NF-e x CT-e x EFD ICMS-IPI x EFD Contribuições x
eFinanceira

h) Imobilizado:
NF-e x EFD ICMS-IPI x ECD x ECF

i) Capital Social:
DIRPF x ECD x ECF

As autoridades fiscais realizam outros diversos cruzamentos através


dos fluxos contábeis das empresas. A rastreabilidade dos dados em
meio digital permite com maior facilmente e rapidez a identificação
de informações incorretas, inexatas ou imprecisas.

Resultados de Fiscalizações da RFB

A Subsecretaria de Fiscalização da Receita


Federal do Brasil – Sufis, conforme discriminado
na Cadeia de Valor da Receita Federal do Brasil,
é responsável pelos processos de trabalho: (i)
monitoraros grandes contribuintes; (ii) promover a
conformidade tributária; (iii) realizar pesquisa e seleção
dos sujeitos passivos que serão fiscalizados; e (iv) realizar
a fiscalização, seja de natureza interna (revisão de declarações) ou
externa (auditorias).

Para atingir esses objetivos, todas as ações estão condicionadas ao


tripé: (i) disponibilizar as melhores ferramentas tecnológicas; (ii)
capacitar continuamente cada profissional que atua nos respectivos
processos de trabalho; e (iii) disseminar o conhecimento produzido
na organização.

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RESULTADOS
EM 2015
1 Crédito Tributário Constituído pela Receita Federal em
2015 foi de R$ 125,6 bilhões:

Embora a estimativa para o total de lançamento de ofício em


2015 fosse de R$ 157,9 bilhões, como constava no Plano Anual
da Fiscalização da Receita Federal, e o efetivamente lançado em
2014 tenha sido R$ 150,9 bilhões, neste ano o montante de crédito
tributário alcançou o valor de R$ 125,6 bilhões, isto é, 16,6% menor
que o lançado no ano passado.

Esse valor representa o terceiro maior resultado da Fiscalização da


RFB, superado apenas pelos anos de 2013 e 2014.

Nas pessoas jurídicas, as autuações concentraram-se no segmento


industrial, com lançamento de R$ 39,3 bilhões. Apenas os segmentos
de comércio e serviços financeiros apresentaram variações positivas
em relação ao montante de crédito tributário lançado.

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No segmento das pessoas físicas fiscalizadas, as autuações se


concentraram nos contribuintes cuja principal ocupação declarada
foi o de proprietário ou dirigentes de sociedades empresárias (R$
1,4 bilhão), cuja principal infração cometida foi a ausência de
tributação no ganho de capital oriundo de venda e permuta de
ações.

A área de seleção de contribuintes da Sufis busca o aumento da


percepção de risco e da presença fiscal para elevar o cumprimento
espontâneo das obrigações tributárias. Para tanto, orienta seu
trabalho na busca de indícios consistentes que permitam um
número maior de procedimentos fiscais encerrados com resultado.

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Fundado no princípio constitucional


da impessoalidade, o processo de
trabalho de selecionar contribuintes A partir dos
observa rigorosos critérios técnicos extraordinários
para identificar o contribuinte que resultados obtidos
será fiscalizado. Essa atividade
é realizada por segmento de
desde 2010 em
contribuinte, visando ganho de relação aos grandes
eficiência com especialização dos contribuintes,
auditores-fiscais envolvidos. em 2015, iniciou-
Em 2010, foram criadas as Equipes se o processo de
Regionais de Programação de regionalização da
Maiores Contribuintes (Epmac), seleção para os
responsáveis pela seleção dos demais segmentos
maiores contribuintes em âmbito
regional de cada uma das dez de contribuintes.
Superintendências Regionais da
Receita Federal do Brasil, nas
Delegacias Especiais de Maiores Contribuintes (Demac) e na
Delegacia Especial de Instituições Financeiras (Deinf).

Essas equipes, formadas por Auditores-Fiscais altamente


especializados em critérios específicos para identificar indícios de
infração tributária, permitiram à RFB identificar com mais precisão
operações com indícios de planejamento tributário abusivo, cujos
procedimentos de fiscalização são executados pelas Equipes
Fiscalização da Maiores Contribuintes (Efmac), localizadas nas
Superintendências Regionais ou pelas Demac ou Deinf, conforme
o perfil do sujeito passivo com indício.

A partir dos extraordinários resultados obtidos desde 2010 em


relação aos grandes contribuintes, em 2015, iniciou-se o processo
de regionalização da seleção para os demais segmentos de
contribuintes. O objetivo é potencializar resultados decorrentes da
especialização dos Auditores-Fiscais que detêm a prerrogativa de
decidirem quem serão os sujeitos passivos que serão fiscalizados,
quais os indícios de infração devem ser objeto de verificação no
procedimento de fiscalização e o valor esperado de lançamento.

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Documentação Fiscal Eletrônica

Conforme já mencionado, a alteração na estratégia da atividade de


seleção de sujeitos passivos implementada em 2010 tem produzido
ótimos resultados:

A elevação do grau de acerto da fiscalização em 7,1 pontos


percentuais entre 2015 e 2009, quando os procedimentos de
seleção de sujeitos passivos eram executados de forma local
exclusivamente, permitiu que em 2015 aproximadamente mais
710 auditorias externas fossem encerradas com resultado, ou
seja, não tivesse ocorrido a melhora na qualidade da seleção,
710 procedimentos de fiscalização teriam sido encerrados sem
resultado.
Promover a conformidade tributária (ou elevar o grau de compliance)
é um dos processos de trabalho da cadeia de valor da RFB que tem
como objetivo incentivar e facilitar o cumprimento da obrigação
tributária, seja ela principal ou acessória.

A Fiscalização, como destinatária das informações prestadas pelos


contribuintes e por terceiros, tem cada vez mais, dentro de uma
gestão de risco que priorize as ações de fiscalização para aqueles
contribuintes que atuam de forma intencional para sonegar,
buscado “alertar” os contribuintes que apresentem indícios de
erros no cumprimento da obrigação tributária. Duas ações são
complementares para aumentar o grau de compliance: ações de
autorregularização e simplificação das obrigações acessórias.

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Documentação Fiscal Eletrônica

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75
Documentação Fiscal Eletrônica

eBook

Documentos
Fiscais
Eletrônicos

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