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CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA

DOS ELEMENTOS

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CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA
DOS ELEMENTOS
AULA 1 – TABELA PERIÓDICA

AULA 2 – METAIS, AMETAIS E SEMIMETAIS

Metais

Grande parte da tabela periódica (dois terços) são


elementos metálicos.

 Os metais formam cátions (grande capacidade


em perder elétrons da camada de valência),
geralmente são sólidos - exceto o mercúrio
que é líquido - com alto ponto de fusão,
especialmente os metais de transição, situados
A tabela periódica classifica os elementos químicos em
ordem crescente de seus números atômicos (número no meio da tabela periódica.
atômico é o número de prótons no núcleo de um átomo,  São maleáveis - principalmente quando
representado pela letra Z), além de estar dividida em
aquecidos a certa temperatura.
linhas horizontais e colunas verticais.
 São dúcteis: podem ser transformados em fios e
As linhas – que totalizam 7 – são chamadas de períodos folhas. É por isso que os metais costumam ser
e estão relacionadas com a quantidade de camadas na usados para moldar chamas e fabricar panelas e
distribuição eletrônica de cada átomo. Elementos químicos
outros utensílios domésticos, fios elétricos, etc.
que se encontrar num mesmo período (ou mesma linha)
possuem em comum o mesmo número de camadas em  Outra propriedade dos metais é que eles,
suas distribuições. geralmente, conduzem bem a eletricidade, ao
contrário da maioria dos não-metais (carbono,
As colunas – 18 ao todo – representam as famílias ou
grupos dos elementos químicos. Estão separadas de na forma de grafite, é um não-metal que conduz
acordo com as características químicas dos elementos e bem a eletricidade). Também conduzem bem o
da configuração da camada de valência (camada mais calor.
externa da distribuição).
 Alguns metais podem reagir com ácidos
Também podemos observar que a tabela periódica está formando sais.
dividida em quatro grandes blocos identificados pelas  Os metais, geralmente se encontram
letras dos subníveis (s, p, d, f). É interessante notar que
combinados a outros elementos (principalmente
esta divisão está relacionada com os subníveis das
camadas de valência dos elementos em cada bloco. oxigênio e enxofre), precisando passar por uma
transformação química para serem isolados.

Ametais (não-metais)

Cerca da metade dos não-metais são gases.

 Com exceção do bromo, que é líquido, todos


os demais são sólidos.
 O oxigênio, o nitrogênio, o cloro e o flúor são
não metais gasosos; o carbono, o iodo, o
fósforo, o enxofre, o selênio e o astato são
Os elementos contidos nos blocos s e p são chamados de não metais sólidos.
representativos; os elementos dos blocos d e f são
 Entre os não metais, há o grupo dos
chamados de elementos de transição (metais de
transição). Estes últimos subdividem-se em: halogênios: flúor, cloro, bromo, iodo e astato.
 Eles reagem com metais e formam sais.
 Elementos do bloco d – metais de transição  O sal comum, por exemplo, é formado pela
externa;
 Elementos do bloco f – metais de transição combinação de cloro com sódio.
interna.

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CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA
DOS ELEMENTOS
 Os não metais não são bons condutores de precisão os elementos químicos na tabela periódica
através da configuração eletrônica. Vejamos alguns
eletricidade ou calor como os metais; os sólidos
exemplos de como se pode localizar o elemento químico a
geralmente quebram com facilidade. Possuem partir da distribuição eletrônica:
ponto de fusão inferior aos dos metais (com
11Na  1s2 2s22p6 3s1
exceção do carbono, na forma de grafite ou
diamante). camadas: K = 2; L = 8; M = 1

Características da Localização e
Semimetais distribuição eletrônica classificação
3 camadas [K, L, M] 3º período
Têm propriedades intermediárias entre os metais e os não-
elétron de maior energia bloco s elemento
metais.
situado no subnível s [3s1] [representativo]
Gases Nobres, Gases Raros ou Inertes 1 elétron na camada de família IA [metais
valência [3s1] alcalinos] = 1
Têm comportamento químico específico.

1 18 17Cℓ  1s2 2s22p6 3s23p5


H 2 13 14 15 16 17

8B
semimetais B 3 camadas eletrônicas [K, L e M]; 3º período

3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Si

B Ge As
Características da Localização e
distribuição eletrônica classificação
Sb Te
d Po
3 camadas [K, L, M] 3º período
elétron de maior energia bloco p elemento
situado no subnível p [3p5] [representativo]
Série dos lantanídeos 7 elétrons na camada de família VIIA [halogênios]
[metais]
valência [3s23p5] = 17
Série dos actinídeos
[metais]

26Fe  1s2 2s22p6 3s23p6 4s2 3d6


metai ametais gases
s nobres
4 camadas eletrônicas [K, L, M e N]; 4º período

Características da distribuição Localização e


eletrônica classificação
4 camadas [K, L, M e N] 4º período
elétron de maior energia situado bloco d elemento
no subnível d [3d6] [transição]
AULA 3 – CONFIGURAÇÃO ELETRÔNICA E TABELA 2 elétrons na camada de valência família VIIIB = 8
PERIÓDICA
[4s2] + 6 elétrons no subnível de
maior energia [3d6]
A tabela periódica está diretamente relacionada com a
configuração (ou distribuição eletrônica) dos elementos
químicos. Os períodos (linhas horizontais) se relacionam
com o número de camadas da distribuição.

Exemplo
AULA 4 – DESCRIÇÃO DAS FAMÍLIAS OU GRUPOS
4Be  2 camadas eletrônicas (K e L): 2º período.
2
1s 2s2
A tabela periódica é constituída por 18 famílias ou
K L
grupos. Existem duas maneiras de identificar as famílias
ou grupos:
17Cℓ  3 camadas eletrônicas (K, L e M): 3º período.
1. A mais comum é indicar cada família por um
1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
algarismo romano, seguido das letras A e B, por
K L M
exemplo, IA, IIA, VB. Essas letras A e B indicam
a posição do elétron mais energético nos
Nas famílias, devemos levar em consideração que, para
subníveis.
os elementos representativos (bloco s e p), o número da
2. Na outra maneira, proposta no final da década de
família é condizente com o número de elétrons da camada
1980 pela IUPAC (União Internacional de
de valência. Sabendo disso podemos localizar com
Química Pura e Aplicada – www.iupac.org), as

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CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA
DOS ELEMENTOS
famílias são indicadas por algarismos 1 a 18, A outra parte deles está deslocada do corpo central,
eliminando-se as letras A e B. constituindo as séries dos lantanídeos e dos actinídeos.
Essas séries apresentam 14 colunas. O elétron mais
Famílias A e zero energético está contido em subníveis f [de f1 a f14].

Os elementos que constituem essas famílias são 1 18

1s1 2 1s2
denominados elementos representativos, e seus 13 14 15 16 17

elétrons mais energéticos estão situados nos subníveis s 2s1 2s2 VIII B 2p1 2p2 2p3 A
2p4 2p5 2p
6

ou p. 3s1 3s2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 3p1 3p2 3p3 3p4 3p5 3p6

4s1 4s2 3d1 3d2 3d


B
3
3d4 3d5 3d6 3d7 3d8 3d9 3d10 4p1 4p2 4p3 4p4 4p5 4p6
2
5s1 5s 4d1 4d2 4d3 4d4 4d5 4d6 4d7 4d8 4d9 4d10 5p1 5p2 5p3 5p4 5p5 5p6
3 4 5 6 7 1 2 d
6s1 6s2 4f 5d2 5d 5d 5d 5d 5d 5d8 5d9 5d10 2p 6p 6p3 6p4 6p5 6p
6

Nº de
Grupo Configura- 7s2 5f 6d2 6d3 6d4 6d5 6d6 6d7 6d8 6d9 6d10
e no 7s1
ou Nome ção do Componentes
último 4f1 4f2 4f3 4f4 4f5 4f6 4f7 4f8 4f9 4f10 4f11 4f12 4f13 4f14 5d1
Família último nível
nível
metais Li, Na, K , Rb, 5f1 5f2 5f3 5f4 5f5 5f6 5f7 5f8 5f9 5f10 5f11 5f12 5f13 5f14 6d1
ns1 1
1 – IA alcalinos Cs, Fr

metais
Be, Mg, Ca, Sr,
2 – IIA alcalinos ns2 2
Ba, Ra
terrosos

família do
13 – IIIA ns2np1 3 B, Aℓ, Ga, In, Tℓ
boro

família do C, Si, Ge, Sn,


14 – IVA ns2np2 4
carbono Pb

família do
15 – VA ns2np3 5 N, P, As, Sb, Bi
nitrogênio

16 – VIA calcogênios ns2np4 6 O, S, Se, Te, Po

17 –
halogênios ns2np5 7 F, Cℓ, Br, I, At
VIIA

18 –
gases He, Ne, Ar, Kr,
VIIIA - ns2np6 8
nobres Xe, Rn
zero

Atenção: o hélio (He) nega a configuração eletrônica de


sua família.

Famílias B

Os elementos dessas famílias são denominados de


elementos de transição.

Uma parte deles ocupa o bloco central da tabela periódica,


de III B até II B (10 colunas), e apresenta seu elétron
mais energético em subníveis d [de d1 a d10]

3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

IIIB IVB VB VIB VIIB VIIIB IB IIB

d1 d2 d3 d4 d5 d6 d7 d8 d9 d10

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ESTUDO DE MOLÉCULAS

AULA 1 – GEOMETRIA MOLECULAR

A geometria molecular estuda a forma tridimensional das moléculas no espaço. A determinação de tal geometria é baseada na
teoria VSEPR, ou seja, Teoria da Repulsão dos Elétrons da Camada de Valência.

Teoria VSEPR

 Pares eletrônicos da camada de valência de um átomo central, estejam ou não fazendo ligação química, comportam-
se como nuvens eletrônicas que se repelem mutuamente, ficando com a maior distância angular possível uns dos
outros.
 Uma nuvem eletrônica pode ser constituída por uma ligação simples, dupla, tripla ou mesmo por um par de elétrons
não-ligantes, ou seja, aqueles que não estão comprometidos numa ligação química.
 Para determinar a geometria de uma molécula devemos contar a quantidade de nuvens eletrônicas ao redor do
átomo central e também a quantidade de ligantes neste mesmo átomo.
 Vale lembrar que qualquer molécula biatômica (ex.: H2, Cl2, N2, ...) são todas lineares.

Número de
nuvens ao Orientação das nuvens (pares Disposição dos Geometria
Fórmula eletrônica
redor do átomo eletrônicos) ligantes Molecular
central

  Linear
O  C  O O=C=O
2 Linear
  A 
H   C  N
   H–CN


  
     S
O S  O   Angular
A O O
2 ligantes
3 O
 
 O
O   S   O Trigonal plana Trigonal plana
(Triangular)
S
3 ligantes O O

  

H O  H O 
  H Angular
2 ligantes  H

 
H   N  H 

  N
4
H Piramidal
H H
3 ligantes A H
 

H
 
H
H C  H 
  C
Tetraédrica Tetraédrica
H H H
4 ligantes H

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ESTUDO DE MOLÉCULAS

AULA 2 – HIBRIDIZAÇÃO

 Por definição a Hibridização é a mistura dos orbitais atômicos e sua consequente mudança/alteração para formação
de ligações covalentes. Vale lembrar que um orbital atômico é uma região onde se tem a máxima probabilidade de se
encontrar um elétron.
 O processo de hibridização ocorre sempre por uma promoção inicial de um elétron para um nível mais alto de energia
seguido de uma mistura (hibridização).
 Quanto misturamos um certo número de orbitais atômicos, conseguimos o mesmo número de orbitais híbridos. Cada
orbital híbrido é equivalente entre si, mas apontam em direções opostas no espaço.

Tipos de Hibridização

 Há três tipos básicos de hibridização (existem outros): Hibridização sp3, sp2 e sp


 Existe uma regra prática para reconhecermos o tipo de hibridização de um átomo. Para isso devemos contar o
número de nuvens eletrônicas ao redor do átomo de interesse.
o Hibridização sp3 – 4 nuvens ao redor do átomo
o Hibridização sp2 – 3 nuvens ao redor do átomo
o Hibridização sp – 2 nuvens ao redor do átomo

AULA 3 – COMO OCORRE A HIBRIDIZAÇÃO

Como vimos anteriormente, a hibridização é a mistura de orbitais atômicos para a formação de orbitais moleculares. Essa
teoria chamada de hibridização consegue explicar como alguns átomos fazem ligações covalentes para formação de moléculas
com mais de dois átomos em suas estruturas.

Para o processo de hibridização de um átomo é necessário que ocorra um rearranjo dos elétrons nos orbitais. Isto acontece
pela promoção de elétrons de um orbital para outro com consequente mistura destes orbitais ao final do processo.

Vamos observar através de exemplos (carbono, boro e berílio) para facilitar o entendimento.

Hibridização sp3

6C - 1s2 2s2 2p2

Colocando a distribuição em orbitais, temos:

Abaixo temos a hibridização (mistura) de um orbital 2s com 3 orbitais 2p, ou seja, forma-se um orbital híbrido sp3

Orbitais sp3

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ESTUDO DE MOLÉCULAS

Estes quatro orbitais sp3 formados pela mistura de um orbital do tipo s com três orbitais do tipo p, possuem a mesma energia e
deste modo são chamados de degenerados.

Hibridização sp2

5B – 1s2 2s2 2p1

Colocando a distribuição em orbitais, temos:

Visualizamos abaixo a mistura dos orbitais 2s com 2p

Orbitais sp2

Da mesma maneira, os três orbitais formados do tipo sp 2 possuem a mesma energia a permitem ao boro a realização de três
compartilhamentos eletrônicos, ou seja, três ligações covalentes.

Hibridização sp

4Be – 1s2 2s2

A visualização da configuração eletrônica do berílio pode ser observada abaixo pela distribuição nos orbitais.

Os orbitais 2s irão se misturar (hibridizar) com os orbitais 2p. Observe:

Orbitais sp

AULA 5 – POLARIDADE DE LIGAÇÕES

 As ligações químicas podem ser descritas como Polares ou Apolares.

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ESTUDO DE MOLÉCULAS

 Toda ligação iônica é polar. De fato, a ligação iônica apresenta a máxima polaridade dentre as ligações, uma vez que
é formada pela interação entre íons (cátions e ânions).
 Para as ligações covalentes – compartilhamento de pares eletrônicos entre átomos – devemos verificar se existe ou
não diferença de eletronegatividade entre os átomos da molécula.
 Vale lembrar que a eletronegatividade é uma propriedade periódica que indica uma capacidade em atrair um par
eletrônico de uma ligação covalente para si.
 Ordem crescente de eletronegatividade: F > O > N > Cl > Br > I > S > C > P > H > metais
 Ligações Covalentes Apolares: átomos ligados de igual eletronegatividade. Exemplos:

 Ligações Covalentes Polares: átomos ligados de eletronegatividade diferente. Exemplos:

AULA 6 – POLARIDADE DE MOLÉCULAS

 As moléculas são divididas em Polares e Apolares.


 É interessante notar que todo hidrocarboneto é APOLAR.
 A determinação correta da polaridade das moléculas envolve o cálculo do momento resultante de dipolo. O momento
de dipolo é um vetor que aponta sempre na direção do átomo mais eletronegativo da ligação covalente.
 Ordem crescente de eletronegatividade: F > O > N > Cl > Br > I > S > C > P > H > metais
 Fazendo a soma vetorial dos momentos de dipolos, temos dois resultados possíveis com as seguintes interpretações
química da polaridade da molécula:

 r
 0  Molécula APOLAR

 r
 0  Molécula POLAR

Fórmula Geometria μR Polaridade

+ -

HC μR  0 Polar

- + + -

CO2 μR  0 Apolar
 
 

- -
 
 
H2O μR  0 Polar

+ +

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ESTUDO DE MOLÉCULAS

Regra prática para determinação da polaridade de moléculas

 Pela regra prática podemos determinar rapidamente a polaridade de moléculas. Basta para isso contar o número de
nuvens eletrônicas ao redor do átomo central e o número de ligantes IGUAIS conectados a estes átomos.

Moléculas Apolares
n de nuvens = n de ligantes IGUAIS

Moléculas Polares
n de nuvens  n de ligantes IGUAIS

AULA 8 – FORÇAS INTERMOLECULARES

 As forças intermoleculares, também chamadas de interações ou ligações intermoleculares, são forças que mantém
moléculas unidas no estado sólido e no estado líquido. No estado gasoso, devido à distância entre as partículas e
também a sua velocidade, não falamos destas forças.
 Para determinarmos corretamente o tipo de interação entre moléculas, devemos conhecer antes a suas polaridades.
 Três tipos de forças intermoleculares você deve reconhecer:
o Ocorre entre moléculas apolares:
1. Dipolo Induzido – Dipolo Induzido
o Ocorrem entre moléculas polares:
2. Dipolo Permanente – Dipolo Permanente
3. Pontes de Hidrogênio

Dipolo Induzido – Dipolo Induzido

Também chamada de Dipolo Instantâneo ou Forças de London, ocorre entre moléculas apolares.

Disponível em: http://www.10emtudo.com.br/_img/upload/aula/_1888_36.gif

Exemplos: O gelo-seco (CO2), o iodo (I2), as pedras de naftalina e as de cânfora. Outros exemplos: H2 , N2 , O2 , F2 , C2 , Br2 ,
P4 , S8 , CH4 e todos os hidrocarbonetos.

Dipolo Permanente – Dipolo Permanente

Ocorre entre moléculas: o polo positivo de uma molécula atrai o polo negativo de outra molécula e assim sucessivamente, por
toda a extensão do líquido ou do sólido.

Exemplo: Moléculas de cloreto de hidrogênio no estado líquido.

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ESTUDO DE MOLÉCULAS

 Força de atração

Ligação ou Pontes de Hidrogênio

É um caso particular das forças de dipolo permanente (dipolo-dipolo), no qual a intensidade é tão grande que recebe um nome
particular. Ocorre em moléculas que apresentam átomos de hidrogênio (elemento com baixa eletronegatividade) com
elementos muito eletronegativos, no caso, flúor, oxigênio ou nitrogênio.

Exemplos:

HF

H2O

água no estado líquido água no estado sólido

NH3

Disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-X3lsm5zXkoE/UGZ11eheALI/AAAAAAAAAJk/qwzTk4eGC-s/s1600/blog.bmp

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LIGAÇÕES QUÍMICAS

De um modo geral podemos entender que as ligações Basicamente a ligação covalente ocorre entre os não-
químicas são uma maneira dos átomos atingirem a metais.
estabilidade química assim como os gases nobres –
elementos pertencente à família VIIIA ou grupo 0. Traços são utilizados para representar a ligação do tipo
covalente. Cada traço representa um par de elétrons que é
Essa estabilidade é adquirida através da perda, do ganho compartilhado entre os átomos que formam a ligação.
ou do compartilhamento de elétrons segundo a regra Podemos ter ligações simples, duplas ou triplas.
do octeto que podemos assim enunciar:
Os compostos que fazem ligações covalentes podem ser
“Um átomo adquire a estabilidade química representados por três tipos de fórmulas:
quando possui 8 elétrons na camada eletrônica
mais externa ou 2 elétrons quando possui
apenas a camada K.”

AULA 1 – LIGAÇÃO IÔNICA


AULA 3 – TIPOS DE LIGAÇÕES COVALENTES
A ligação iônica ocorre entre átomos de metais com
átomos de não-metais. As ligações covalentes podem ser divididas em ligações
do tipo sigma (σ) e pi (π).
Isto ocorre devido aos metais terem forte tendência em
perder elétrons, enquanto os não-metais possuem
acentuada tendência em receber elétrons. Com isso temos
a formação de íons (cátions e ânions) que se unem para
formar o composto chamado de iônico.
Toda ligação covalente possui uma ligação do tipo σ
Atenção: a ligação iônica pode ser também chamada de sendo que nas ligações duplas e triplas as outras são
eletrovalente ou heteropolar. ligações do tipo π.

Características gerais dos compostos iônicos Do ponto de vista energético a ligação sigma é mais forte
em relação às ligações pi.
 Sólidos nas condições ambientes;
 Duros e quebradiços;
 Quando solúveis, o melhor solvente é a água;
 Conduzem corrente elétrica em solução aquosa
e quando fundidos (estado líquido).
AULA 4 – LIGAÇÃO METÁLICA
Exemplos de compostos iônicos
A ligação metálica ocorre entre átomos de metais –
NaCl – cloreto de sódio: sal comum ou sal de cozinha; aqueles que possuem 1, 2 ou 3 elétrons em suas camadas
de valência.

Devido a principal característica dos metais, ou seja, a fácil


condução de corrente elétrica, a ligação metálica é
explicada pela teoria do mar de elétrons.

Nesta teoria, o metal seria um aglomerado de cátions


mergulhados numa nuvem (ou “mar”) de elétrons livres ou
deslocalizados.

Propriedades dos Metais

 Brilho metálico
 Condutividade térmica e elétrica elevada
 Densidades elevadas
 Pontos de fusão e ebulição elevados (exceto
AULA 2 – LIGAÇÃO COVALENTE mercúrio)
 Resistência à tração
A ligação covalente ocorre entre átomos que tenham  Maleabilidade
tendência a compartilhamento de pares eletrônicos.  Ductibilidade

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PROPRIEDADES PERIÓDICAS

AULA 1 – RAIO ATÔMICO

Ocorrem à medida que o número atômico de um elemento


químico aumenta, ou seja, assume valores que crescem e
decrescem em cada período da Tabela Periódica.

Raio atômico

O raio atômico é calculado definindo distâncias entre os


núcleos. Portanto, considera-se o raio atômico como Numa série de íons isoeletrônicos (apresentam igual
sendo a metade da distância entre os núcleos de dois número de elétrons), terá maior raio o íon que tiver
átomos vizinhos. menor número atômico.

r
d AULA 2 – AFINIDADE ELETRÔNICA OU
ELETROAFINIDADE

Onde: Eletroafinidade é a quantidade de energia liberada por um


átomo no estado gasoso, ao ganhar elétron. Os átomos
𝑑
𝑟= com afinidade eletrônica elevada têm a tendência de
2 ganhar um ou mais elétrons, adquirindo estabilidade, ou
seja, a configuração eletrônica dos gases nobres.

Raios iônicos X (g) + e-  X- (g) + energia

 Raio de cátion: quando um átomo perde elétron, a


repulsão da nuvem eletrônica diminui, diminuindo o
seu tamanho. Inclusive pode ocorrer perda do último
nível de energia e quanto menor a quantidade de
níveis, menor o raio.

Portanto: raio do átomo > raio do cátion

 Raio do ânion: Quando um átomo ganha elétron,


aumenta a repulsão da nuvem eletrônica,
aumentado o seu tamanho.

Portanto: raio do átomo < raio do ânion


AULA 3 – ENERGIA DE IONIZAÇÃO

A energia de ionização é a energia necessária para


Nas famílias os raios atômicos aumentam de cima remover um elétron de um átomo (ou íon) na fase gasosa.
para baixo, pois, nesse sentido, aumenta o número de
camadas dos átomos. Assim, um átomo do 2º período 13A + 577,4 kJ/mol  13A1+ + e-
(lítio, por exemplo) tem apenas dois níveis de energia,
portanto terá menor raio atômico que um átomo do 3º
período (da mesma família), sódio, por exemplo, que tem 13A
1+
+ 1816,6 kJ/mol  13A2+ + e-
três níveis de energia.
13A
2+
+ 2744,6 kJ/mol  13A3+ + e-
Nos períodos conforme caminhamos para a direita,
aumenta o número atômico (número de prótons) para 3+
+ 11575,0 kJ/mol  13A4+ + e-
13A
átomos de mesmo número de níveis de energia, portanto
aumenta a atração do núcleo pela eletrosfera, diminuindo
o tamanho do átomo e consequentemente o raio. Conforme o íon vai se tornando cada vez mais
positivamente carregado, é necessária uma energia cada
Assim, o raio atômico cresce da direita para a esquerda vez maior para retirar um elétron da camada mais externa.
nos períodos.
Nas famílias e nos períodos, a energia de ionização
aumenta conforme diminui o raio atômico, pois, quanto

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PROPRIEDADES PERIÓDICAS

menor o tamanho do átomo, maior a atração do núcleo


pela eletrosfera e, portanto, mais difícil retirar o elétron.

AULA 4 – ELETRONEGATIVIDADE E
ELETROPOSITIVIDADE

Eletronegatividade é a tendência que um átomo possui de


atrair elétrons para perto de si, quando se encontra ligado
covalentemente a outro átomo de elemento químico
diferente, numa substância composta. Aumenta nestes
sentidos:

Eletropositividade é a capacidade que um átomo tem de


doar elétrons, em comparação a outro átomo, na formação
de uma substância composta. É o oposto da
eletronegatividade. Aumenta nestes sentidos:

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RADIOATIVIDADE

AULA 1 – RADIOATIVIDADE Emissão de Partículas Beta

A radioatividade é – por definição – a desintegração


espontânea de certos núcleos atômicos, acompanhada da
A
Z X 
 0
1  + A
Z +1 Y
emissão de partículas alfas (α – núcleos de hélio),
partículas betas (β – elétrons ou pósitrons) ou então
radiação gama (γ – onda eletromagnética alta frequência).
234
91 Pa 
 0
1  + 234
92 U
Esse fenômeno ocorre devido a instabilidade do núcleo A emissão de partículas beta não altera a massa, mas
atômico decorrente de uma razão desfavorável entre o aumenta o número atômico em 1 unidade. As espécies
número de prótons e nêutrons. assim formadas são isóbaras entre si.

Existem outras partículas que são interessantes ao estudo


Faixa de Estabilidade da radioatividade:
nêutrons
1   1,5 1 1 0
prótons 0 n 1 p 1 e
nêutron próton pósitron

É importante reconhecer as características das partículas


alfa, beta e da radiação gama:

Partícula Alfa
4
2   2 prótons e 2 nêutrons
AULA 3 – PERÍODO DE MEIA-VIDA
Partícula Beta
Meia-Vida ou Período de Semidesintegração
0
1   elétron
A meia-vida é o tempo necessário para que a metade de
uma amostra radioativa se desintegre.
Radiação Gama
0
0   Radição Eletromagnética

Atenção: parece estranho falar em partícula beta como


elétron uma vez que este é ejetado do núcleo. O que
ocorre é a desintegração de um nêutron do núcleo com
formação de elétron que então é expulso do núcleo.
O tempo de meia-vida é muito utilizado para a datação de
1
0 n 
 1
1p + 0
1  + 0
0  fósseis arqueológicos. Isto é feito com auxílio do isótopo
nêutron próton partícula beta neutrino radioativo do Carbono de massa 14 (C-14 ou 14C) cujo
tempo de meia-vida é de 5730 anos.

AULA 2 – LEIS DA RADIOATIVIDADE


AULA 4 – TRANSMUTAÇÃO NUCLEAR
Emissão de Partículas Alfa
A transmutação nuclear é a transformação de um nuclídeo
A
Z X 
 4
2  + A -4
Z -2 Y em outro, provocada pelo bombardeamento com uma
partícula.

226
88 Ra 
 4
2  + 222
86 Rn Nuclídeo: termo utilizado para caracterizar um tipo de
átomo por seu número atômico e número de massa.

Note pelo exemplo dado acima através das equações que A partir do processo de transmutação nuclear, Rutherford
a cada emissão de partícula alfa a massa decai em 4 e Chadwick conseguem detectar a próton e nêutron e as
unidade e o número atômico decai em duas unidades. suas relações de carga e massa.

1914 – Rutherford

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1
RADIOATIVIDADE

4
2  + 7N 
14
 17
8 O + 1
1 p O processo de fusão nuclear provê a energia do sol e de
outras estrelas.
próton
Devido à grande quantidade de energia liberada nesses
1932 – Chadwick processos, cientistas têm sonhado em um dia poder
utilizá-la para a geração de energia.
4
2 + 9
4 Be 
 12
6 C + 1
0 n Três pontos críticos devem ser atingidos para que a fusão
nêutron nuclear seja uma fonte de energia:

Atualmente a transmutação é realizada para obtenção de 1. A temperatura deve ser alta o suficiente para
nuclídeos artificiais, ou seja, aqueles que não existem na romper a repulsão nuclear (repulsão entre
natureza. núcleos). Por exemplo: a fusão entre núcleos de
deutério e trítio requerem temperaturas da ordem
Os elementos ditos transurânicos (aqueles que possuem de 108 K.
número atômico maior que 92) não existem na natureza e
são obtidos principalmente por meio da transmutação em 2. A altíssimas temperaturas a matéria deixa de
aceleradores de partículas. existir como átomos e moléculas; a matéria se
encontra na forma de plasma, ou seja, o núcleos
e a eletrosfera estão desconectados. Há um
problema de confinamento do plasma para
liberação de energia com o tempo e também do
material para esse confinamento.

3. A energia deve ser resgatada de alguma forma


AULA 5 – FISSÃO NUCLEAR útil, ou seja, utilizável.

A fissão nuclear ocorre pela quebra de núcleos grandes


através do bombardeamento destes com partículas (p.ex.:
nêutrons), resultando na formação de núcleos menores e
liberação de grande quantidade de energia.

Só para termos uma ideia, a fissão de 1,0g de urânio


equivale à explosão de 30 toneladas de TNT!

Apenas três isótopos são fissionáveis:

 Urânio – 235
 Urânio – 233
 Plutônio – 239

Este, por exemplo, são utilizados como fonte de energia


em usinas nucleares.

Massa Crítica

A massa crítica é a mínima quantidade necessária de um


material fissionável para garantir um processo de reação
em cadeia.

AULA 6 – FUSÃO NUCLEAR

A fusão nuclear, também chamada de reação


termonuclear, consiste em uma reação de fusão (junção)
de núcleos pequenos para a formação de núcleos
maiores, com liberação de grande quantidade de energia.

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2
TEORIA ATÔMICA

AULA 1 - ATOMÍSTICA / MODELOS ATÔMICOS


 Z = 11
 A = 23
Evolução histórica dos modelos atômicos
23 
11 Na 
Cunhagem Toda matéria sódio n = 12
Demócrito e
450 a.C.
Leucipo
do termo era formada e  = 11
ÁTOMO por átomos
Átomos:
Modelo esferas
Séc. XIX J. Dalton “Bola de maciças,
Elemento Químico
Bilhar” indivisíveis e
imutáveis
Dizemos elemento químico quando pensamos na reunião
Átomos
Modelo de átomos de mesmo número atômico (Z).
divisíveis:
Séc. XIX J.J. Thomson “Pudim de
descoberta do
Passas”
elétron
Átomo dividido
em núcleo
Átomo é
(prótons e
Séc. XX E. Rutherford um grande
nêutrons) e
vazio
eletrosfera AULA 3 – DESCRIÇÃO DO ELEMENTO - ÍONS
(elétrons)
Os íons são espécies não eletricamente neutras, ou seja,
são espécies carregadas positiva ou negativamente. Isto
ocorre pela perda de elétrons.

Dividimos os íons em cátions (positivos) e ânions


(negativos).

AULA 2 - DESCRIÇÃO DO ELEMENTO - NÚMERO 

ATÔMICO E NÚMERO DE MASSA Átomo 


perde elétrons
 Cátions 23
11 Na 
perde 1e
 23
11 Na
íons positivos

Número Atômico (Z)



Átomo 
ganha elétrons
Ânions F 
19
9
ganha 1e
F
19
9
O número atômico é dado pela letra Z. Representa a íons negativos
quantidade de prótons no núcleo. É este número que
caracteriza um elemento químico.

Número de Massa (A)


AULA 4 – DESCRIÇÃO DO ELEMENTO – RELAÇÕES
O número de massa é o somatório do número de prótons ATÔMICAS
(p) com o número de nêutrons (n) existentes no núcleo
atômico. Assim, temos: Isótopos

A =p+n São espécies que apresentam o mesmo número atômico


(Z), ou seja, pertencem ao mesmo elemento químico, mas
Através desta fórmula, podemos calcular o número de se diferem no número de massa (A).
nêutrons de um determinado átomo:
1 2 3
1H 1 H 1 H
n=A-p Pr ótio Deutério Trítio

É importante lembrar que quando falamos de átomos,


estamos pensando numa espécie eletricamente neutra, ou
seja, a quantidade de elétrons é igual em relação à Isóbaros
quantidade de prótons:
Átomos que possuem igual número de massa (A), mas
diferentes números atômicos (Z).
Átomo  Elétricamente Neutro
n elétrons = n prótons 40
20 Ca 40
18 Ar
Cálcio Argônio
Exemplo

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1
TEORIA ATÔMICA

À medida que nos afastamos do núcleo, ou seja, nos


caminhamos para camadas mais externas, a quantidade
Isótonos de energia aumenta. Sendo assim, a camada Q (nível 7)
possui mais energia em relação a camada K (nível 1) da
Átomos com igual número de nêutrons (n), mas diferentes eletrosfera.
massa (A) e número atômico (Z).
Além dos níveis de energia, a eletrosfera também possui
26 28 subdivisões, chamadas neste caso de subníveis de
12 Mg 14 Si
energia:
Magnésio Silício

  Subníveis energéticos
n = 14 n = 14
s p d f
   
Isoeletrônicos
2 6 10 14
Átomos e também íons que possuem igual número de número máx de elétrons por subnível
elétrons:
Considerando estas observações, o bioquímico Linus
2 2 Pauling propôs a criação de um diagrama onde se observa
12 Mg 8O 10Ne
uma sequência crescente de energia na distribuição dos
10 elétrons elétrons da eletrosfera de um átomo.

AULA 5 – ESTUDO DA ELETROSFERA E MODELO DE AULA 6 – DIAGRAMA DE LINUS PAULING


RUTHERFORD-BOHR

Modelo Atômico de Rutherford-Bohr

Segundo Rutherford o átomo era apenas divido em núcleo


e eletrosfera.
1s2
O núcleo consiste numa região extremamente pequena e
densa do átomo sendo sua carga positiva devido à
presença dos prótons. A eletrosfera é a região externa ao 2s2 2p6
núcleo, onde encontramos os elétrons orbitando, segundo
Rutherford, em qualquer posição possível.

Bohr, considerando a natureza quântica da matéria, 3s2 3p6 3d10


consegue observar que a eletrosfera estava dividida em
camadas ou níveis de energia.
4s2 4p6 4d10 4f14
Ao total temos sete camadas ou sete níveis de energia,
sendo que cada uma possui um número máximo de
elétrons permitidos:
5s2 5p6 5d10 5f14

Níveis  1 2 3 4 5 6 7 6s2 6p6 6d10

Camadas  K L M N O P Q 7s2

Máx de e  2 8 18 32 32 18 8

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2
TEORIA ATÔMICA

Camada de Valência
Utilizando as diagonais, podemos obter a sequência
abaixo: 16 S: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p 4
Subnível
mais energético
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f14 5d10
6p6 7s2 5f14 6d10

Exemplos
AULA 8 – NÚMEROS QUÂNTICOS

1H: 1s1 Em 1926, Werner Heisenberg (físico alemão, 1901 –


K 1976), considerando os conceitos estabelecidos pela
mecânica quântica, demonstrou ser impossível determinar
com precisão absoluta a velocidade e a posição de um
elétron num átomo. Essas considerações ficaram
12 Mg : 1s2 2s2 2p6 3s2 conhecidas como princípio da incerteza de Heisenberg.
K L M

Sendo assim, podemos considerar de forma mais


adequada que os elétrons se encontram ao redor do
M núcleo numa região chamada de orbital.
2 2 6
21 Sc : 1s 2s 2p 3s 3p 4s2 3d1
2 6
Orbital: região de máxima probabilidade de se encontrar
K N
L um elétron.

Observe que na distribuição do escândio (Sc) o quarto Cada orbital possui energia e forma características.
nível aparece no meio do terceiro quando seguimos o
diagrama de Linus Pauling. Podemos fazer a distribuição Após entendido o conceito de orbital, podemos entrar em
considerando a sequência dos níveis e assim chamamos contato com os números quânticos, que caracterizam os
de distribuição em ordem geométrica ou ordem de elétrons em relação às suas energias.
distância:
Quatro números quânticos definem os elétrons:
2 2 6 2 6 1 2
21 Sc: 1s 2s 2p 3s 3p 3d 4s  Principal
K N
L M  Secundário ou Azimutal
 Magnético
 Spin

Atenção: em um mesmo átomo, é nula a possibilidade de


se encontrarem dois elétrons com os mesmos números
quânticos.

AULA 7 – DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA

Camada de Valência Número quântico principal (N)

A camada de valência é indicada sempre pelo maior valor Define o nível de energia do elétron num orbital.
do nível de uma distribuição eletrônica. Observe abaixo a
distribuição eletrônica do ferro: Quanto maior o valor de número quântico principal, maior
a energia do elétron. Também podemos considerar que
26 Fe: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 ele indica um distanciamento do elétron em relação ao
núcleo.
Subnível mais energético
2 2 6 2 6
26Fe: 1s 2s 2p 3s 3p 4s2 3d6
Camada de Valência
(Maior nível)

Chamamos de subnível mais energético sempre o último


subnível escrito na distribuição. No caso do ferro, temos o
subnível d como o mais energético. Note que a camada de
valência e o subnível mais energético são conceitos
diferentes. Em alguns casos a camada de valência
comporta também o subnível mais energético.
Valores possíveis para n: n = 1, 2, 3, 4, ...

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3
TEORIA ATÔMICA

É importante notar que para os elementos conhecidos


atualmente contém elétrons apenas até o sétimo nível
energético. Sendo assim, os valores de n vão de 1 até 7
no máximo.

Número quântico secundário ou azimutal (ℓ)

Indica os subníveis de energia associados a cada nível


Cada orbital possui no máximo, segundo o princípio da
principal.
exclusão de Pauli, dois elétrons com spins opostos.
São designados pelas letras minúsculas s, p, d, f, g, h,
etc.

Os valores dos números quânticos secundário são simples


de calcular, uma vez que vão de 0 até ℓ – 1.
Observação: levando-se em consideração o primeiro
Para os elementos conhecidos, temos: elétron a preencher um orbital, devemos considerar:

n ℓ Letra  Não existe uma convenção para o sentido da


1 0 s sharp seta que representa o primeiro elétrons a
2 1 p principal preencher um orbital:
3 2 d diffuse
4 3 f fundamental

Cada valor do número quântico secundário indica a forma


do orbital.
 Também não existe uma convenção sobre o
valor do spin:

Número quântico magnético (M)

O número quântico magnético indica a orientação do


orbital no espaço.
Atenção: a grande maioria dos autores do ensino médio e
Os valores assumidos pelo número quântico magnético também os exercícios de vestibulares têm como
são calculados da seguinte maneira: convenção particular a seta para cima possuindo valor de
spin -1/2.
M ou m = - ...0...

ℓ mℓ
s 0 0
p 1 1, 0, +1 AULA 10 – VALOR DO SPIN
d 2 2, 1, 0, +1, +2
O valor do spin pode assumir valores de +1/2 ou -1/2.
f 3 3, 2, 1, 0, +1, +2, +3
Em geral para representar o Spin Up, os livros de ensino
superior usam Ms = +1/2, e os livros de ensino médio
usam o Ms = -1/2.
Número quântico de spin (Ms ou S)
São apenas convenções diferentes.
O número quântico de spin indica a rotação dos elétrons
num orbital.

Podem assumir valores de +1/2 ou -1/2.

É interessante notar que os químicos representam um


orbital através de um quadrado ou um círculo.

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SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

AULA 1 – ESTADOS FÍSICOS DA MATÉRIA O diagrama de fases é um “mapa” que indica as condições
de temperatura e pressão uma determinada substância é
Estados físicos da matéria, também chamado de estados estável em relação aos estados físicos sólido, líquido e
de agregação são facilmente identificáveis em nosso gasoso. Observe abaixo o diagrama de fases para a
cotidiano. Percebemos a água em forma de gelo quando água:
colocamos para resfriar uma bebida refrigerante, líquida
quando tomamos um banho relaxante e também no estado
gasoso quando fervemos um pouco de água para fazer
café.

Os três estados físicos que devemos conhecer são o


sólido, líquido e também o gasoso e para diferenciá-los
podemos considerar como as partículas se encontram.

No estado sólido, as partículas se encontram muito


próximas sem grandes deslocamentos, ou seja, apenas
vibrando umas em relação às outras. Possuem volume e
forma fixos.

Já no estado líquido, as partículas se encontram mais


afastadas e com maiores graus de liberdade. A forma de
um líquido é variável e depende em grande verdade da
forma do recipiente que o contém; o volume é fixo.

Finalmente, no estado gasoso, as partículas se encontram


muito afastadas e com grande velocidade de
movimentação. Tanto o volume quanto a forma de um gás
são variáveis.
AULA 3 - DENSIDADE
As transformações que levam um estado físico a outro são
chamadas de mudanças de estado físico. Observe as A densidade é o quociente entre a massa pelo volume da
principais mudanças de estados físicos abaixo com seus substância ou então da mistura que estamos trabalhando
respectivos nomes: (a uma dada temperatura específica).

m  massa em gramas da substância ou mistura


Vaporização
(Evaporação)
(Ebulição) m 
V  volume em mL (cm ) da substâncias ou mistura
3
d=

Sólido 
Fusão
 Líquido 
  Gasoso
(Calefação)
 V 
d  densidade em g/mL ou g/cm
3
Solidificação Liquefação
(Condensação)

Também podemos fazer a passagem direta do estado Utilizamos a densidade quando há a necessidade de
sólido para o gasoso. Essa transformação é chamada de transformar massa em volume ou então volume em
sublimação. O inverso, ou seja, do estado gasoso para o massa. É uma ferramenta importantíssima no estudo não
estado sólido também pode ser chamada de sublimação só da química, mas como também na física.
ou de ressublimação.
Atenção: a densidade varia com a temperatura. Isso
Exemplos de substâncias que sofrem sublimação: ocorre devido a variação do volume em relação a
temperatura derivada da contração ou então expansão do
 Gelo-seco - dióxido de carbono em estado sólido líquido.
 Iodo
 Cânfora

AULA 4 – SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

As substâncias puras, também chamadas de espécies


AULA 2 – DIAGRAMA DE FASES
químicas ou simplesmente substâncias, é um material
único que apresenta propriedades físicas muito bem
definidas.

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1
SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

As propriedades físicas que definem muito bem uma


substância química são o ponto de fusão (PF), o ponto de
ebulição (PE) e também a densidade (d). Mistura
heterogênea
Observe o exemplo da água: trifásica (3 fases –
gelo, água e areia)
Água e dois
componentes
Fórmula Química : H2O (água e areia)
Líquido Incolor, Inodoro e Insípido
Ponto de Fusão  0C
Ponto de Ebulição  100C 1 atm – nível do mar 
Densidade  massa específica   1, 0 g / cm3 1 atm – nível do mar 
Calor Específico  1 cal / g  C

AULA 5 – SEPARAÇÃO DE MISTURAS


É interessante notar que as substâncias puras sempre
possuem fórmulas definidas ao contrário daquilo que A separação de misturas, também chamada de análise
ocorre com as misturas. Não conseguimos definir uma imediata ou desdobramento, é um importante passo do
fórmula química, por exemplo, para a água mineral ou trabalho químico em laboratórios e também nas indústrias.
para o ar atmosférico. É importante para que se possa separar e obter as
substâncias puras umas em relação às outras.
A água mineral é uma mistura de água e sais minerais
dissolvidos. É evidente que em nosso cotidiano utilizamos vários dos
processos de separação de misturas.
O ar atmosférico é uma mistura de gases: N2, O2, Ar e
outros. Vamos considerar os principais processos. Acompanhe
abaixo:
Mistura é a reunião de duas ou mais substâncias
químicas diferentes que não definem fórmula química
e que não possuem propriedades físicas constantes. SEPARAÇÃO DE MISTURAS HETEROGÊNEAS
ESTADO FÍSICO
MÉTODO DE
DOS EXEMPLOS
SEPARAÇÃO
As misturas podem se classificadas como homogêneas ou COMPONENTES
heterogêneas dependendo de seus aspectos visuais. Sólido +
Água + Areia
Filtração Líquido (ou
ar + poeira
Misturas Homogêneas Misturas Heterogêneas Gasoso)
(Soluções) Dissolução
Sal + Areia
Fracionada
Mistura de duas ou mais Mistura de duas ou mais
Separação Ferro em pó +
substâncias químicas substâncias químicas
Magnética Areia
diferentes que diferentes que não
Flotação Areia + Serragem
apresentam o mesmo apresentam o mesmo
aspecto visual em toda aspecto visual em toda Fusão Fracionada Sólido + Sólido Enxofre + Areia
extensão extensão
Levigação Ouro + areia
Toda mistura homogênea Toda mistura heterogênea é
é um sistema monofásico um sistema polifásico Ventilação Arroz + Palha
Peneiração ou Areia grossa +
Tamização Areia fina
Atenção Líquido +
Decantação Vinagre + Óleo
Líquido
 Conceituamos FASE como sendo cada porção
homogênea existente numa mistura;
Por questões práticas, vamos detalhar a flotação e a
 Toda mistura gasosa é monofásica, ou seja,
levigação que geram muitas confusões entre os alunos.
misturas entre gases forma solução;
 Na mistura entre sólidos consideramos a regra n Flotação
sólidos = n fases;
 É chamado componente cada substância Método utilizado para separar os componentes de uma
presente numa mistura. mistura heterogênea sólido + sólido. Adiciona-se um
líquido com densidade intermediária que não dissolve e
Exemplo nem reagem com os componentes da mistura. No exemplo

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2
SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

de areia e serragem (raspas de madeira), adiciona-se


Água – Estrutura e Características Químicas
água à mistura. A serragem fica por cima da água e areia
se deposita no fundo do recipiente.
A água – do ponto de vista molecular - apresenta uma
geometria angular devido a sobra de dois pares de elétrons
Levigação
em cima do átomo de oxigênio. Devido a esta sobra de pares
Método também utilizado para separar os componentes de eletrônicos, a água apresenta um dipolo elétrica e assim
uma mistura heterogênea sólido + sólido de diferentes sendo é classificada como sendo polar. Comparada a
substâncias de massa molar semelhante e mesmo tipo de
densidades.
ligação química (ligação covalente), a água apresenta
Neste caso, um líquido corrente é passado por cima da temperaturas de fusão e ebulição elevadas (Tfusão = 0C,
mistura heterogênea onde o sólido de menor densidade é Tebulição = 100C – isto a 1,0 atm) e uma alta capacidade
arrastado, separando-se do outro. calorífica (1,0 cal/ g . C). Estas propriedades são derivadas
de suas interações intermoleculares chamadas de pontes ou
Quando temos uma mistura de ouro e cascalho, água ligações de hidrogênio. Devido a estas características, a
corrente arrasta o cascalho (menor densidade), água possui grande capacidade de dissolver compostos
separando-se do ouro. iônicos (p.ex.: sais) e também substâncias polares como ela.

SEPARAÇÃO DE MISTURAS HOMOGÊNEAS A água é uma das poucas substâncias onde a fase sólida
(gelo) é menos densa em relação à fase líquida. Isto ocorre
MÉTODO DE ESTADO FÍSICO DOS
EXEMPLOS devido ao princípio anômalo da água onde temos uma
SEPARAÇÃO COMPONENTES
expansão do volume no processo solidificação num intervalo
Destilação de 0 a 4C.
Simples ou Sólido + Líquido Água do Mar
Evaporação Do total da água que recobre a Terra, 92,7% encontram-se
nos oceanos, ou seja, é uma água com grandes
quantidades de sais dissolvidos e assim sendo é imprópria
Destilação Fase líquida ao consumo humano. Do restante da água da Terra, 2,1%
Líquido + Líquido estão nas geleiras e indisponíveis aos seres humanos.
Fracionada do petróleo
Apenas 0,7% do total da água é fresca, sendo esta
distribuídas entre lagos, rios e aquíferos.

A destilação fracionada é um importante processo de Como você pode ter notado, grande parte da água da
separação de misturas homogêneas entre líquidos superfície da Terra é salobra, ou seja, contém uma grande
(soluções líquidas) onde é levado em consideração os quantidade de sais dissolvidos e consequentemente é
diferentes pontos de ebulição de cada um dos imprópria para o consumo humano, de animais e também
componentes da mistura. para irrigação de áreas agricultáveis.

Destila-se primeiro o líquido com menor temperatura de Uma das possibilidades de tratamento da água salobra
ebulição (líquido mais volátil). para torna-la potável é através da dessalinização por
Osmose Reversa, muito utilizada em Israel e na Arábia
É importante ressaltar que a técnica de destilação Saudita.
fracionada não é eficiente na separação de misturas
azeotrópicas, ou seja, misturas que apresentam pontos De maneira simplificada podemos dizer que a
de ebulição constantes. Um exemplo clássico de mistura dessalinização por osmose reversa consiste em empurrar
azeotrópica é o álcool hidratado (96% etanol e 4% de a água salobra (aplicar pressão) contra uma membrana
água, em volume) que entre em ebulição a uma semipermeável que possui poros de tamanhos definidos
temperatura constante de 78,1°C. que permitem a passagem de água e não permitem a
passagem dos íons que compõem os sais. É válido
considerar que os íons possuem tamanhos maiores em
relação as moléculas d’água.

AULA 6 - ÁGUA

A água é uma das substâncias mais importantes para o


planeta e para os seres vivos que nele habitam.
Aproximadamente 72% da superfície terrestre é recoberta
por água. Considerando o organismo humano, temos 65% Equipamento de Osmose Reversa
de nossa massa formada apenas por esta substância.

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SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

Podemos notar que para uma mesma massa (mconstante),


densidade e volume são grandezas inversamente
proporcionais, ou seja, quando se aumenta o volume pelo
processo de expansão da água, a densidade diminui para
AULA 7 – COMPORTAMENTO ANÔMALO DA ÁGUA que a massa seja constante.

A água é uma das substâncias químicas mais A 0C a água líquida apresenta uma densidade igual a 1,0
extraordinárias da face da Terra. De fórmula molecular g/mL, enquanto a água no estado sólido (na mesma
simples – H2O – possui apenas dois átomos de hidrogênio temperatura) apresenta densidade de 0,9 g/mL. Note que
e um de oxigênio, sendo então classificada como uma densidade do gelo é 90% da densidade da água líquida.
substância composta.

É o líquido mais importante de nossas existências e tem


papel importantíssimo na física, química, biologia e
também na geociência. O que torna a água uma
substância única não é apenas a sua importância para os
seres humanos, mas o seu comportamento anômalo e
suas propriedades macroscópicas.

Podemos observar que a grande maioria das substâncias


sofrem um processo de dilatação (diminuição de volume)
com o aumento da temperatura e uma contração
(diminuição do volume ), com a diminuição da
temperatura. Desta forma, a densidade da fase sólida é A anomalia da água explica o motivo pelo qual o gelo flutua
maior quando comparada com a densidade da fase num copo contendo água.
líquida.
Você provavelmente já viu em filmes ou então já viajou
para países onde a temperatura chega a 0C (ou abaixo
Para grande parte das substâncias, temos: disso), sabe que é possível patinar na superfície do gelo e
também pescar fazendo um buraco na placa de gelo. Isso
d (sólido) > d (líquido) é possível devido ao gelo ter essa menor densidade e
formar então uma “capa” logo acima da água líquida.
A água não é diferente, ou seja, também sofre dilatação Graças a esta menor densidade do gelo, a vida marinha é
com o aumento da temperatura e contração com a mantida sem alterações e fica protegida de temperaturas
diminuição. Porém, num intervalo pequeno de muito baixas.
temperatura, de 4 a 0C, a água sofre uma dilatação.
Podemos observar também que quando o gelo derrete
Assim sendo, a densidade da fase sólida é menor quando
num copo com água até a boca, não há transbordamento.
comparada à densidade da fase líquida.
Isso pode ser explicado devido ao processo de contração
da água quando esta aumenta de temperatura. É por este
Anomalia da água motivo que podemos ficar despreocupados em relação ao
derretimento de icebergs em relação ao nível do mar, ou
0C < Temperatura < 4C seja, este não será alterado. O grande problema mesmo é
o derretimento do gelo que está contido fora da água (gelo
continental), este sim pode alterar o nível das marés.
d (sólido) < d (líquido)
Explicação química para o princípio anômalo da água
ou ainda
Quimicamente a água é uma substância polar que realiza
d (gelo) < d (água líquida) interações entre suas moléculas chamadas de ligações ou
pontes de hidrogênio.

Observando a equação da densidade, conseguimos Devido as ligações de hidrogênio, a água assume um


verificar claramente essa variação da densidade em arranjo tridimensional organizado e quando se inicia o
relação a estas duas fases de agregação: processo de solidificação cada molécula precisa assumir
um espaço em relação a outra e o que acarreta na
𝑚 formação de cavidades abertas entre as moléculas,
𝑑=
𝑣 aumentando o volume (dilatação) da fase sólida.
Isolando a massa na equação da densidade, temos:

𝑚𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 = 𝑑 ∙ 𝑣

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SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

AULA 9 – TRATAMENTO DE ÁGUA

O processo de tratamento de água doce de reservatórios


ou então retirada diretamente da natureza e consiste na
retirada de resíduos orgânicos, metais pesados (chumbo,
cádmio, entre outros), sais dissolvidos, partículas em
suspensão e principalmente microrganismos que possam
causar doenças que afetam diretamente o homem, como
por exemplo os causadores de diarreia, hepatite, cólera e
também febre tifoide.

Separamos o tratamento de água em duas etapas:

 Primeira Etapa: Separação Física


 Segunda Etapa: Química/ Biológica

Na primeira etapa de separação, a água entra na estação


de tratamento e sofre peneiração com auxílio de tanques
AULA 8 – QUALIDADE DA ÁGUA de areia e brita para retirada de partículas de tamanho
considerável. Em seguida, a decantação é realizada em
Um dos padrões importante de qualidade da água é a tanques de sedimentação para a deposição da sujeira que
quantificação de oxigênio dissolvido. não conseguiu ser retirada na primeira parte do processo.

A 1,0 atm de pressão e a 20C, a saturação máxima de Finalizando esta primeira etapa, temos a aeração que
oxigênio na água é equivalente a 9 ppm, ou seja, uma consiste na adição de ar comprimido a água para retirada
quantidade equivalente a 9 mg de oxigênio dissolvido em 1 de compostos químicos que podem conferir cheiro e
L de água. sabor.

Quando uma certa quantidade de matéria orgânica é Na segunda etapa do tratamento, a água na ausência de
adicionada a um corpo d’água (esgoto, por exemplo) os partículas em suspensão, passa por um processo de pré-
micro-organismos a degradam com consumo do oxigênio cloração, onde cloro é adicionado para a retirada de
dissolvido. Chamamos este processo de degradação metais e de matéria orgânica; em seguida temos a pre-
aeróbica (ou aeróbia) que transforma a matéria orgânica alcalinização onde a água recebe cal (CaO) ou soda
em produtos oxidados como o dióxido de carbono (CO 2), a (Na2CO3) para ajustar o valor do pH da água em
água, íons bicarbonato (HCO3-), nitratos (NO3-), fosfatos tratamento.
(PO43-) e também sulfatos (SO42-). Quanto maior a carga
de matéria orgânica, maior é o consumo do oxigênio Passamos agora para o processo de coagulação que
dissolvido e mais poluído é o corpo d’água. consiste na adição de agentes coagulantes como o sulfato
de alumínio ou cloreto de ferro III. Estes compostos
O parâmetro que mede este consumo de oxigênio é quando em contato com a água geram substâncias que
conhecido por DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio – possuem uma característica gelatinosa (coloides). A
e é expresso em miligramas de oxigênio (O 2) por litro de agitação mecânica vigorosa nesse processo tem por
água. Quanto maior o valor de DBO, mais poluída é a finalidade a desestabilização elétrica, ou seja, formação de
água. cargas elétricas de sinais opostos nas partículas de sujeira
e no coloide, facilitando o processo de agregação entre as
Os micro-organismos conseguem sobreviver com menos mesmas.
de 1 mg de O2/ L de água; por outro lado, peixes requerem
de 3 a 4 mg de O2/ L (no geral). Em seguida, a floculação é processo de agitação lenta da
água para que as partículas possam se agregar para a
Quando a quantidade de oxigênio dissolvido é muito baixa, formação de flocos que retém partículas de sujeira que
a degradação da matéria orgânica é feita por micro- são decantadas num processo posterior.
organismos anaeróbicos, sendo os produtos de
degradação principalmente a amônia (NH3), o metano Para garantir que todas as partículas sejam retiradas uma
(CH4), o sulfeto de hidrogênio (H2S) e também fosfinas filtração é realizada após a decantação.
(PH3). Neste evento, a água passa exalar um forte cheiro
de ovo podre devido a formação de H2S além de tornar-se Corrige-se novamente o pH pelo processo de pós-
turva. alcalinização para evitar corrosão ou formação de
incrustações nas tubulações.

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SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

Uma nova adição de cloro ou hipoclorito de sódio é Por lei, a água de abastecimento público deve conter
realizada para a desinfecção da água, ou seja, retirada de “flúor”, sendo assim, na etapa de fluoretação adiciona-se
bactérias ou vírus causadores de doenças. sais que contenham íons fluoreto (F-).

Esquema de tratamento de água fornecido pelo site da SABESP:

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SUBSTÂNCIAS PURAS E MISTURAS

AULA 10 – TRATAMENTO DE ESGOTO

O tratamento de esgoto consiste na remoção de agentes


poluentes presentes na água e realizado por processo
chamado de lodo ativado – processo estritamente
biológico e aeróbio.

Separa-se em duas fases: fase líquida e fase sólida.

Na fase líquida, a água coletada pela rede de esgoto


passa através de grades para a remoção de sólidos de
tamanho considerável (galhos de árvores, garrafas PET,
entre outros) que em seguida seguem para a caixa de
areia para remoção de areia/ terra que chega juntamente
com a água de esgoto na estação de tratamento.

A sujeira não retirada pela caixa de areia fica retida no


decantador primário. A água então segue para o tanque de
aeração onde recebe ar comprimido; este por sua vez
causa a multiplicação de microrganismos que ao
multiplicarem-se consomem a matéria orgânica formando
aquilo que os técnicos denominam de lodo (lodo tóxico
com a presença de óxidos) reduzindo-se assim a carga de
matéria orgânica da água.

Finalizando essa etapa do processo, a água segue para os


decantadores primários onde temos a remoção de cerca
de 90% das impurezas contidas inicialmente no esgoto.
Esta água evidentemente não é própria para o consumo
humano, mas pode ser utilizada para lavagem de calçadas
e ruas ou para regar plantas.

A fase sólida consiste no tratamento dos lodos primários e


secundários gerados na primeira parte do tratamento.

Após serem adensados, ou seja, concentrados pelo


processo de flotação (injeção de ar comprimido e
separação da água de fase sólida), o lodo segue para o
processo de digestão, onde microrganismos anaeróbios
degradam a matéria orgânica com geração de gás metano
e água.

Após a digestão, o lodo resultante é prensado nos filtros


prensa para retirada de água. O lodo desidratado é então
enviado para aterros sanitários.

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

Entende-se por função inorgânica o conjunto de substâncias com propriedades químicas semelhantes, denominadas como
propriedades funcionais.

Dentre os compostos inorgânicos, as funções estudadas são:

 os ácidos,
 as bases,
 os sais
 e, por fim, os óxidos.

AULA 1 – ÁCIDOS DE ARRHENIUS (HIDRÁCIDOS E OXIÁCIDOS)

Definição de Arrhenius

Segundo a definição de Arrhenius:


“Ácidos segundo Arrhenius são compostos moleculares (fazem ligação covalente) que em solução aquosa geram exclusivamente
como cátion o H+ (H3O+ íon hidrônio ou hidroxônio)”

Observe os ácidos abaixo e o processo de geração do íon H+ em solução aquosa (ionização):

HC 
H2O
 H + C 

HNO3 
H2O
 H + NO3
H2SO4 
H2O
 2 H + SO24
H3PO4 
H2O
 3 H + PO34

Hidrácidos

São ácidos que não possuem oxigênio em suas estruturas.

 Fórmula Geral de um Hidrácido: HxE


 Nomenclatura: Ácido nome do Elemento (E) + ídrico

Principais Hidrácidos Características Força

HF Ácido Fluorídrico Corrói/ Ataca Vidros Ácido Moderado (Semiforte)

HCl Ácido Clorídrico Ácido do Suco Gástrico


Ácidos Fortes
HBr Ácido Bromídrico Uso em laboratórios
Sendo: HI > HBr > HCl
HI Ácido Iodídrico Uso em laboratórios

H2S Ácido Sulfídrico Cheiro de Ovos Podres Ácidos Fracos

HCN Ácido Cianídrico Cheiro de Amêndoas Amargas Tóxicos

Oxiácidos

São ácidos que possuem oxigênio em suas estruturas.

 Fórmula Geral: HxEOy


 Nomenclatura: Ácido nome do elementos (E) + ico

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1
FUNÇÕES INORGÂNICAS I

mais 1 oxigênio:
HClO4
----- ----- ----- -----
Ácido Perclórico
Per ____ ico

H2SO4
HNO3 < H2CO3 > H3PO4
Principais Ácido
HClO3 Ácido Nítrico Ácido Carbônico Ácido Fosfórico
Sulfúrico
Ácido Clórico (Produção de pólvora (Presente no (Acidulante INS
____ico (ácido de
e fertilizantes) refrigerante) 338)
bateria)

menos 1 oxigênio: < H2SO3 >


HClO2 HNO2 H3PO3
----- Ácido Sulfuroso
Ácido Cloroso Ácido Nitroso Ácido Fosforoso
___oso (Instável)

menos 2 oxigênios: HClO H3PO2


Ácido ----- ----- ----- Ácido
Hipo ___oso Hipocloroso Hipofosforoso

Eventuais Trocas:

 Cloro (Cl) por Bromo (Br) ou Iodo (I);


 Nitrogênio (N) por Arsênio (As) ou Antimônio (Sb).

O ácido acético é um ácido orgânico de grande importância. Também chamado (oficialmente) de ácido etanoico, é encontrado como
componente do vinagre (solução aquosa de ácido acético 4 a 6% em massa) utilizado na alimentação.

Fórmula Molecular do Ácido Acético:

C2H4O2 ou CH3COOH ou CH3CO2H

Fórmula Estrutural do Ácido Acético:

AULA 2 – IONIZAÇÃO DOS ÁCIDOS

Segundo a definição de Arrhenius, os ácidos sofrem, em solução aquosa, o processo de ionização. Ionizar um ácido significa dizer que
sua ligação covalente será quebrada de modo desigual, ou seja, o hidrogênio deixará seu único elétron para o átomo (ou grupo de
átomos) que se encontra ligado diretamente a ele.

As ionizações dos ácidos podem ser divididas em total e parcial como vemos nos exemplos abaixo.

Equações de Ionização dos Hidrácidos

HF(aq) → H+(aq) + F -(aq)

HCl(aq) → H+(aq) + Cl -(aq)

HBr(aq) → H+(aq) + Br -(aq)

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

HI(aq) → H+(aq) + I -(aq)

H2S(aq) → 2H+(aq) + S 2-(aq)

HCN(aq) → H+(aq) + CN -(aq)

Equações de Ionização Total dos Oxiácidos

Nas equações de ionização total temos a saída de todos os hidrogênios ácidos:

HC O4 aq  H (aq)  ClO4  aq


HC O3 aq  H (aq)  ClO3  aq
HNO3(aq)  H(aq)  NO3 (aq)
H2CO3 (aq)  2H(aq)  CO3 2 aq
H2SO4 (aq)  2H(aq)  SO4 2(aq)
H3PO4 (aq)  3H(aq)  PO4 3  aq

Equações de Ionização Parcial do Oxiácidos

A ionização parcial ocorre pela saída gradativa dos íons H+:

H2CO3 (aq)  H(aq)  HCO3  aq


   2
HCO3 (aq)  H (aq)  CO3 aq

H2SO4 (aq)  H(aq)  HSO4 (aq)


   2
HSO4 (aq)  H (aq)  SO4 aq

H3PO4 (aq)  H(aq)  H2PO4  aq


 

   2
H2PO4 (aq)  H (aq)  HPO4 aq
 2  3
HPO4 (aq)  H (aq)  PO4 aq

*Note que cada hidrogênio que sai no processo de ionização, deixa uma carga negativa para quem fica.

Os ácidos de um modo geral podem ser classificados de acordo com o número de hidrogênios ionizáveis que possuem:

 Monoácidos: liberam 1 H+ em solução


 Diácidos: liberam 2 H+
 Triácidos: liberam 3 H+
 Tetrácidos: liberam 4 H+

*Observação:

No caso dos oxiácidos, os hidrogênios ionizáveis são aqueles que se encontram diretamente ligados ao oxigênio. Sendo assim é
importante notar duas exceções:

H3PO3 – ácido fosforoso: diácido (2 Hidrogênios ionizáveis)

H3PO2 – ácido hipofosforoso: monoácido (1 Hidrogênio ionizável)

Também podemos classificá-los de acordo com a sua volatilidade:

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

 Voláteis: a grande maioria dos ácidos. Exemplos: CH3COOH (ácido acético), HF (ácido fluorídrico) e Hidrácidos (todos voláteis).
O vinagre (ácido acético) é um exemplo de ácido altamente volátil. Quando abrimos um recipiente que o contém, logo sentimos
seu odor característico.
 Ácidos Fixos: apresentam pequena tendência à evaporação. Exemplos: H2SO4 (ácido sulfúrico) e H3PO4 (ácido fosfórico). Os
Oxiácidos em geral não são voláteis.

AULA 3 – NOMENCLATURA DOS ÂNIONS

A partir do processo de ionização dos ácidos notamos a formação de ânions, espécies química com carga negativa. Os ânions
individualmente possuem nome e este nome é derivado do ácido que lhe deu origem.

Observe a tabela abaixo

ídrico eto
 
Ácido oso  Ânion ito
ico ato
 

 Os hidrácidos, cuja terminação é idrico, quando geram ânions mudam sua terminação para eto.

HCl (aq) → H+(aq) + Cl -(aq)

O ânion Cl- é chamado de cloreto pois é derivado do ácido clorídrico.

Para os oxiácidos temos duas possibilidades:

 Oxiácidos terminados em oso, quando geram ânions mudam sua terminação para ito.

H2SO3 (aq) → 2 H+(aq) + SO32 -(aq)

O ânion SO32 – é chamado de sulfito pois deriva do ácido sulfuroso.

 Oxiácidos terminados em ico, quando geram ânions mudam sua terminação para ato.

H2SO4 (aq) → 2 H+(aq) + SO42 -(aq)

O ânion SO42 – é chamado sulfato pois deriva do ácido sulfúrico.

Ao lado segue a lista dos ânions mais utilizados.

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

AULA 4 - FORÇA DOS ÁCIDOS (MÉTODO PRÁTICO E GRAU DE IONIZAÇÃO)

A força dos ácidos é definida pela capacidade em sofrer ionização quando em contato com a água. É importante notar que muitas
vezes a força é confundida com a quantidade de Hidrogênios presentes na fórmula do composto, o que é um conceito errado. Sempre
devemos pensar que quanto maior a facilidade em sofrer a ionização, mais forte será um ácido.

Como regra prática, temos:

Hidrácidos

HC

Hidrácidos Fortes HBr
HI

Hidrácido Moderado HF

HCN
Hidrácidos Fracos 
H2S

Oxiácidos

Para os oxiácidos temos uma regra prática que considera o número de oxigênios e hidrogênios ionizáveis (hidrogênios ligados
diretamente a oxigênios):

y-x≥2 Fortes

HxEOy y-x= 1 Moderados

y-x=0 Fracos

Atenção:

 Em ordem cresceste dos hidrácidos fortes, temos: HCl < HBr < HI
 Ácido Carbônico é ácido fraco! Isto ocorre devido ao ácido carbônico ser instável e decompor-se em água e dióxido de
carbono ao invés de sofrer o processo de ionização gerando íons H+
 H3PO3 – ácido fosforoso: diácido (2 Hidrogênios ionizáveis)
 H3PO2 – ácido hipofosforoso: monoácido (1 Hidrogênio ionizável)

Grau de Ionização (α)

Uma maneira mais fiel de definir a força de um ácido (hidrácido ou oxiácido) é a medida do grau de ionização (α) que é calculada da
seguinte maneira:

𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑜𝑙é𝑐𝑢𝑙𝑎𝑠 𝑖𝑜𝑛𝑖𝑧𝑎𝑑𝑎𝑠


𝛼=
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑚𝑜𝑙é𝑐𝑢𝑙𝑎𝑠 𝑑𝑖𝑠𝑠𝑜𝑙𝑣𝑖𝑑𝑎𝑠

É importante notar que devemos saber interpretar o resultado do cálculo do grau de ionização. Sendo assim, temos:

𝛼 > 50% á𝑐𝑖𝑑𝑜 𝑓𝑜𝑟𝑡𝑒


5 < 𝛼 < 50 % á𝑐𝑖𝑑𝑜 𝑚𝑜𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜
𝛼<5% á𝑐𝑖𝑑𝑜 𝑓𝑟𝑎𝑐𝑜

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

GRAUS DE IONIZAÇÃO

Ácidos fortes
Alto grau de ionização
(acima de 50%)

HI 95%
HBr 93,5%
HCl 92%
HNO3 92%
H2SO4 61%

Ácidos Moderados ou Semifortes


Grau de ionização Intermediário
(entre 5 e 50%)

H2C2O4 50%
H2SO3 30 %
H3PO4 27%
HF 8,5%

Ácidos fracos
Baixo grau de ionização
(Inferior a 5%)

H4C2O2 1,34 %
H2CO3 0,18 %
H2S 0,076%
HCN 0,008 %

AULA 5 – ÁCIDOS ORTO/ META/ PIRO

Os prefixos orto, meta e piro na nomenclatura dos oxiácidos, indicam o grau de hidratação destes compostos.

O exemplo mais clássico de utilização desta nomenclatura é o caso do ácido fosfórico ou também conhecido por ortofosfórico H3PO4. A
partir de sua desidratação direta, ou seja, uma desidratação intramolecular (dentro da própria molécula) chegamos ao ácido
metafosfórico de fórmula HPO3 (H3PO4 – 1 H2O = HPO3). Se fizermos uma desidratação intermolecular (entre duas moléculas)
chegamos ao ácido pirofosfórico H4P2O7 (2 H3PO4 – 1 H2O = H4P2O7).

Outro exemplo clássico da utilização desta nomenclatura é a do ácido silícico (ou ortossilícico).

Ácido ortossilícico: H4SiO4

Ácido metassilícico: H2SiO3

Ácido pirossilícico: H6Si2O7

AULA 6 – BASES OU HIDRÓXIDOS

Bases

As bases, também chamadas de hidróxidos, possuem sabor adstringente, ou seja, “amarra” a boca como no dito popular. Reagem com
ácidos para gerar sais, interagem muito bem com óleos e gorduras, além de também modificarem a cor de indicadores visuais.

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

Segundo Arrhenius, as bases são compostos que, em solução aquosa, se dissociam gerando exclusivamente o ânion OH– (Hidroxila ou
oxidrila).

Do ponto de vista das ligações químicas, as bases são compostos iônicos, ou seja, compostos formados por íons, como o próprio nome
indica. Sendo assim, podemos dizer que são compostos sólidos nas condições ambientes, o melhor solvente é a água (caso sejam
solúveis neste solvente), conduzem corrente elétrica no estado líquido (fundido) ou então em solução aquosa, além de possuírem altos
pontos de fusão e ebulição.

Genericamente, temos:

Nomenclatura das Bases

Considerando que a fórmula geral de uma base pode ser dada por M(OH)x, onde M é o cátion, as bases são nomeadas de forma simples,
seguindo a regra:

Hidróxido de nome do Cátion

Veja alguns exemplos:

BASES DA FAMÍLIA IA BASES DA FAMÍLIA IIA

LiOH Hidóxido de Lítio Be(OH)2 Hidróxido de Berílio

Mg(OH)2
NaOH
Hidróxido de Magnésio

Hidróxido de Sódio
(Vendido como Leite de Magnésia para o combate
da azia; também utilizado como laxante)
(Também conhecido como Soda Caustica*)

Ca(OH)2

Hidróxido de Potássio Hidróxido de Cálcio


KOH
(Também conhecido como potassa caustica) (Também conhecido como cal hidratada, cal extinta
ou cal apagada; utilizada no preparo de
argamassa)

*O termo caustico é um termo genérico utilizado na química e indica que a substância pode causar corrosão de materiais e de tecidos.

Podemos também dar a fórmula da base a partir de seu nome, considerando a carga do cátion. Por exemplo:

Hidróxido de Alumínio: Al3+ OH- = Al(OH)3


Antiácido Estomacal

Hidróxido de Ferro II: Fe2+ OH- = Fe(OH)2


Hidróxido Ferroso

Hidróxido de Ferro III: Fe3+ OH- = Fe(OH)3


Hidróxido Férrico

Hidróxido de Cobre I Cu+ OH- = CuOH


Hidróxido Cuproso

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

Hidróxido de Cobre II Cu2+ OH- = Cu(OH)2


Hidróxido Cuproso

Hidróxido de Chumbo II Pb2+ OH- = Pb(OH)2


Hidróxido Plumboso

Hidróxido de Chumbo IV Pb4+ OH- = Pb(OH)4


Hidróxido Plúmbico

Hidróxido de Amônio: NH4+ OH- = NH4OH


Amoníaco

Para facilitar o estudo das bases é importante caso ainda não haja tanta familiaridade com as cargas dos cátions, recorrer a tabelas que
contenham estas informações. Observe a tabela de cátions ao lado. Note que alguns metais como o cobre, ouro, ferro, níquel entre
outros, possuem cargas variáveis.

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

AULA 7 – DISSOCIAÇÃO DAS BASES OU HIDRÓXIDOS

As bases quando adicionadas a água, ou seja, em solução aquosa, separam-se os íons já existentes gerando as hidroxilas.

É interessante considerar que cada hidroxila (OH-) que sofre dissociação deixa uma carga positiva para quem fica. Desta maneira
sabemos de modo fácil e rápido qual será a carga do cátion.

Observe os exemplos abaixo:

NaOH → Na+ + OH-

Ca(OH)2 → Ca2+ + 2 OH-

Al(OH)3 → Al3+ + 3 OH-

Mn(OH)4 → Mn4+ + 4 OH-

Considerando a quantidade de hidroxilas liberadas podemos classificar as bases como:

1 OH- = monobase
2 OH- = dibase
3 OH- = tribase
4 OH- = tretrabase

AULA 8 - FORÇA E SOLUBILIDADE DAS BASES

Solubilidade

 Solúveis: bases da Família IA (metal alcalino), IIA (metal alcalino terroso) e amônio (NH4OH);
Exceção: as bases de Berílio e Magnésio são consideradas praticamente insolúveis;
 Insolúveis: bases dos demais metais.

Força

 Bases Fortes: bases das Famílias IA e IIA.


Com exceção para Be(OH)2 e Mg(OH)2;
 Bases Fracas: NH4OH e as demais bases.

AULA 9 – HIDRÓXIDO DE AMÔNIO

O hidróxido de amônio é uma base que não apresenta cátion metálico e só existe em solução aquosa. É obtido pelo borbulhamento do
gás amônia (NH3) em água como demonstrado na equação abaixo:

NH3(g)  H2O(l)  NH4OH(aq)  NH4 (aq)  OH(aq)

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

Ao contrário das demais bases, a formação do hidróxido de amônio ocorre pela ionização da água e não pela dissociação como vimos
nos casos anteriores.

AULA 10 – ESCALA DE pH (POTENCIAL HIDROGENIÔNICO)

A escala de pH é utilizada para indicar as condições de acidez e basicidade (ou alcalinidade) de uma determinada solução aquosa não
muito concentrada. Esta escala parte do valor zero (soluções extremamente ácidas) até quatorze (soluções muito básicas), passando
pelo valor intermediário sete indicando uma solução neutra, ou seja, nem ácida nem básica.

Entre 0 e 7 na escala de pH temos um meio ácido. Isto equivale dizer que a concentração de íons H+ (expressas geralmente em mol/L)
é maior que a concentração de hidroxilas (OH-).

Quando o pH é exatamente 7, ou seja, o meio é neutro, a concentração de íons H + é igual a OH-.

Entre 7 e 14 o meio é básico ou muitas vezes chamado de alcalino. Nestas condições temos maior quantidade de OH - em relação aos
íons H+.

Observação

Para o cálculo efetivo do pH utiliza-se a seguinte equação: pH = − log[H+ ]

Analogamente podemos também calcular o pOH: pOH = − log[OH− ]

A 25C o valor de pH somado ao pOH é sempre igual a 14 (pH + pOH = 14).

AULA 11 – INDICADORES

Os indicadores ácido-base são substâncias que indicam visualmente se uma determinada solução se encontra ácida, básica ou neutra
dependendo da coloração. Geralmente são ácidos orgânicos fracos e estão envolvidos num processo de equilíbrio químico.

Fenolftaleína

A fenolftaleína é um dos indicadores mais utilizados em laboratórios químicos.

Em meio ácido ou neutro a fenolftaleína é incolor.

No meio básico apresenta coloração vermelha ou rósea.

A figura (a) demonstra a estrutura da fenolftaleína quando está em meio ácido e meio básico. O intervalo de viragem, ou seja, os valores
de pH onde a fenolftaleína muda sua coloração está entre 8,00 a 10,0.

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FUNÇÕES INORGÂNICAS I

Papel de tornassol

O papel de tornassol por vezes também é muito utilizado devido a sua praticidade.

Em meio ácido o papel de tornassol fica vermelho e azul quando em contato com bases.

Existem muitos indicadores disponíveis em laboratórios químicos. Sendo assim, não temos como memorizar todos os indicadores e suas
colorações. Nessas condições é necessário recorrer a tabelas de indicadores.

Indicador Intervalo de Viragem Coloração em meio ácido Coloração em meio básico

Violeta de Metila 0 a 1,6 Amarelo Violeta

Alaranjado de Metila 3,1 a 4,4 Vermelho Amarelo

Verde de Bromocresol 3,8 a 5,4 Amarelo Azul

Vermelho de Metila 4,8 a 6,2 Vermelho Amarelo

Azul de Bromotimol 6,0 a 8,0 Amarelo Azul

Fenolftaleina 8,2 a 10 Incolor Rosa

AULA 12 – REAÇÃO DE NEUTRALIZAÇÃO TOTAL

A reação entre um ácido e uma base é chamada de reação de neutralização. Uma vez que o produto deste tipo de reação são sais,
podemos também denominá-la como reação de salificação.

A neutralização total entre ácidos e bases ocorre quando todos os íons H + provenientes do ácido são consumidos pelas hidroxilas (íons
OH-) derivadas das bases para a formação de água como produto. Os cátions deixados pelas bases formam, juntamente com os ânions
provenientes dos ácidos, os sais.

Reação de neutralização: Ácido + Base → Sal + Água

1 HCl +1 NaOH → 1 NaCl + 1 H2O

1 H2SO4 + 1 Ca(OH)2 → 1 CaSO4 + 2 H2O

2 H3PO4 + 3 Mg(OH)2 → 1 Mg3(PO4)2 + 6 H2O

4 NH4OH + H4SiO4 → 1 (NH4)4SiO4 + 4 H2O

Nas reações de neutralização total é sempre importante garantir, através do balanceamento da reação, que todos os íons H+ sejam
neutralizados pelos íons OH-.

Nos exercícios que envolvem reação de neutralização, muitas vezes só é solicitado que se faça a neutralização. Fica subentendido deste
modo que é a reação de neutralização total.

AULA 13 – REAÇÃO DE NEUTRALIZAÇÃO PARCIAL

Nas reações de neutralização parcial temos o consumo de uma parte do ácido (ou da base), sobrando íons H + ou OH- sem serem
neutralizados. Os íons que não foram neutralizados restam na fórmula do sal.

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12
FUNÇÕES INORGÂNICAS I

Temos dois tipos de reação de neutralização parcial:

Neutralização parcial do ácido

O ácido está em maior quantidade em relação a base, ou seja, as hidroxilas não são suficientes para consumirem todos os íons H+.

1 H2CO3 + 1 NaOH → NaHCO3 + 1 H2O

Note pelo exemplo acima que o ácido carbônico e o hidróxido de sódio estão na proporção estequiométrica de 1:1. Como o H 2CO3 é
um diácido (possui dois hidrogênios ionizáveis) e o NaOH é uma monobase (possui apenas uma hidroxila) haverá a neutralização
parcial do ácido, ou seja, um H+ será neutralizado por um OH-, sobrando hidrogênio na fórmula do sal. O sal formado é classificado
como hidrogenossal.

Neutralização parcial da base

Neste caso a base está em maior quantidade em relação ao ácido. Os íons H+ não serão suficientes para neutralizarem todas as
hidroxilas.

1 HCl + 1 Ca(OH)2 → Ca(OH)Cl + H2O

O hidróxido de cálcio é uma dibase enquanto que o HCl é um monoácido. Desta forma observamos que apenas uma água será formada
pela neutralização de um íon H+ por um OH-. O sal formado possui ainda hidroxilas e assim sendo são classificadas como hidróxissal.

Geralmente as questões de neutralização parcial o próprio texto da questão indica quais proporções entre ácido e base devemos utilizar.

AULA 14 – SAIS (NOMENCLATURA)

Sais são definidos como compostos iônicos formados juntamente com a água numa reação de neutralização ácido-base (total ou parcial).
Também podemos dizer que os sais são compostos que possuem pelo menos um cátion diferente de H+ e um ânion diferente de OH-.

Nomenclatura dos Sais

O nome dos sais é derivado dos compostos que lhes deram origem, ou seja, dos ácidos e das bases. Os ácidos geram os ânions e as
bases geram os cátions.

Sendo assim, devemos considerar a nomenclatura dos ânions de acordo com a terminação dos ácidos. Observe abaixo:

ídrico eto
 
Ácido oso  Ânion ito
ico ato
 

Exemplos

NaCl – Cloreto (Cl- derivado do ácido clorídrico HCl) de sódio

CaCO3 – Carbonato (CO32- derivado do ácido carbônico H2CO3) de cálcio

NaNO3 – Nitrato (NO3- derivado do ácido nítrico HNO3) de sódio

NaHCO3 – Bicarbonato (HCO3- derivado do ácido carbônico H2CO3) de sódio

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13
FUNÇÕES INORGÂNICAS I

AULA 15 – TIPOS E CLASSIFICAÇÃO DE DE SAIS

Sais ácidos ou hidrogenossais: são derivados da neutralização parcial de um ácido por uma base, restando ainda hidrogênios
ionizáveis em suas estruturas.

Exemplo

carbonato (mono)ácido de sódio



NaHCO 3 (mono)hidrogêno  carbonato de sódio
bicarbonato de sódio

Sais básicos ou hidóxissais: São sais derivados da neutralização parcial de uma base por um ácido, restando ainda hidroxilas (ou
oxidrilas) em suas estruturas.

A (OH)3 + 1 HC 
 A (OH)2C + H2O
Sal Básico

cloreto dibásico de alumínio


A (OH)2C 
dihidróxid  cloreto de alumínio

Sais duplos ou mistos

Formados por dois ácidos (ou duas bases) diferentes.

Exemplo

KNaSO4 – Sulfato duplo de sódio e potássio

KOH + NaOH + H2SO4 → KNaSO4 + 2 H2O

Sais hidratados ou hidratos

Sais que ao cristalizarem mantém uma ou mais moléculas de água. Essas moléculas de água são chamadas de água de cristalização
ou água de hidratação.

Exemplo

CuSO4 ∙ 5 H2O – Sulfato de cobre penta-hidratado (Utilizado no tratamento de água de piscina no combate ao crescimento de algas)

CoCl2 ∙ 6 H2O – Cloreto de cobalto hexa-hidratado (Utilizado no “galinho do tempo”)

Galinho do tempo era um objeto decorativo que indicava, através da cor, se iria chover ou não. Na verdade, havia uma camada de cloreto
de cobalto que revestia sua superfície: quando aumentava a umidade relativa do ar o sal se tornava hidratado e assumia coloração rosa
(como indicado na figura); quando o tempo estava seco assumia coloração azul.

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14
FUNÇÕES INORGÂNICAS I

AULA 16 – SOLUBILIDADE DE SAIS

A questão da solubilidade de sais em água é extremamente importante no estudo da química. Várias reações e processos químicos
são reconhecido a partir da característica de solubilidade destes compostos.

Podemos considerar como regra da seguinte maneira:

Formam Sais Solúveis (sempre):

Ânions: nitrato (NO3-) e acetato (CH3COO-)

Cátions: metais alcalinos e amônio (NH4+)

Os sulfatos (SO42-) são solúveis, com exceção dos sulfatos (principalmente) de cálcio, bário, estrôncio e rádio;

Os carbonatos (CO32-) são insolúveis, com exceção dos carbonatos de metais alcalinos e amônio;

Cloretos (Cl-), Brometos (Br-) e Iodetos (I-) são solúveis, com exceção quando estão ligados a prata (Ag+), chumbo (Pb2+) e mercúrio
(Hg22+);

Atenção: é interessante notar que os sais que são solúveis em água sofrem processo de dissociação iônica em grande extensão, ou
seja, preferem ficar separados em solução aquosa. Para sais insolúveis, a grande parte daquilo que foi adicionada a água vai para o
fundo do recipiente formando corpo de chão ou corpo de fundo e apenas uma pequena parte sofre dissociação para geração de íons
em solução aquosa.

AULA 17 – CARÁTER DOS SAIS EM SOLUÇÃO AQUOSA (HIDRÓLISE SALINA)

Sabemos que os sais são derivados da reação de um ácido com uma base (reação de neutralização). Dependendo da força do ácido e
da base que dão origem ao sal podemos considerar o caráter destes compostos quando dissolvidos em água, ou seja, podem gerar
soluções ácidas, básicas ou neutras. Essa condição é derivada do processo de hidrólise salina quando um sal reage com água para
forma ácido e base. Neste momento não entraremos em detalhes quando ao processo de hidrólise, mas é de extrema importância saber
classificar a característica da solução resultante da dissolução de um sal em água.

Em geral, temos:

Ácido Base Caráter da Solução Exemplo


Forte Forte Neutra NaNO3 (NaOH + HNO3)
Forte Fraca Ácida NH4Cl (NH4OH + HCl)
Fraco Forte Básica NaCN (NaOH + HCN)

Note que o caráter da solução é dado sempre pelo forte (ácido ou base) que deu origem ao sal.

Para sais derivados de ácidos e bases fracas, a determinação do caráter é feita pela análise da constante de equilíbrio, assunto que
trataremos bem mais adiante no nosso curso.

AULA 18 – ELETRÓLITOS

Por definição os eletrólitos são substâncias que permitem que uma solução seja condutora de corrente elétrica.

Desta maneira, quando ácidos, bases e sais são dissolvidos em água, a solução resultante permite a passagem de corrente elétrica
devido a geração de íons livres resultante do processo de ionização ou dissociação.

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15
FUNÇÕES INORGÂNICAS I

A figura acima ilustra uma montagem simples que pode ser útil para analisar se uma solução é ou não condutora (teste de
condutividade) e consequentemente a presença de eletrólitos.

É interessante notar que os eletrólitos podem ser classificados como fortes ou fracos dependendo de suas capacidades em gerar íons
(grau de ionização/ dissociação). Em geral, podemos considerar da seguinte maneira:

Tudo que é solúvel e forte prefere ficar separado

Por exemplo:

Cloreto de sódio (NaCl) quando em solução aquosa fica na forma de íons Na+ e Cl- pois sofre o processo de dissociação iônica.

O ácido clorídrido (HCl) é outro caso interessante. Quando dissolvido em água sofre ionização (quebra da ligação covalente) gerando
íons H+ e Cl-.

A sacarose, C12H22O11, conhecida como açúcar comum ou de mesa, não é um eletrólito pois não é capaz de romper as ligações para
gerar íons em solução aquosa.

Curiosidade

Você já deve ter ouvido ou lido o termo eletrólitos em rótulos de alguns tipos de bebidas voltadas para atletas, ou seja, as famosas
bebidas isotônicas. Estas bebidas têm por função básica a reposição dos sais perdidos ao longo de uma atividade física intensa onde
grande partes destes compostos (eletrólitos) são perdidos pela transpiração.

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16
FUNÇÕES INORGÂNICAS II

AULA 1 – ÓXIDOS: CLASSIFICAÇÃO E Exemplos


NOMENCLATURA
Fe  FeO Cu  Cu2O óxido cuproso
2
óxido ferroso
Os óxidos são compostos binários, ou seja, formados por Ferro Fe3  Fe O óxido férrico Cobre  2
 2 3 Cu  CuO óxido cúprico
dois elementos químicos, onde o oxigênio é o mais
eletronegativo da ligação.
Óxidos Moleculares
Obs: não existem óxidos com flúor e oxigênio. O flúor é
mais eletronegativo em relação ao oxigênio. Os óxidos moleculares são formados por ametais e
oxigênio a partir de ligações covalentes.
Fila de eletronegatividade: F > O > N > Cl > Br > I > S > C
> P > H > Metais Nomenclatura dos óxidos moleculares

No estudo destes compostos é comum separar em duas Na nomenclatura dos óxidos moleculares devemos indicar
classes: óxido iônicos e óxidos moleculares. a quantidade dos átomos que temos na fórmula. Isto
ocorre devido a possibilidade de formação de vários
Óxidos Iônicos
compostos formados pelo mesmo elemento químico.
Óxidos iônicos são formados por oxigênio (ânion óxido O 2-)
juntamente com um metal. ............... óxido de ...............
*mono *mono
di di
Fórmula geral tri tri
tetra tetra
Xn+O2- = X2On

Nomenclatura dos óxidos iônicos *O prefixo mono é facultativo

Óxido de .............................. Exemplos


nome do elemento
CO – monóxido de carbono (gás tóxico e extremamente
Exemplos: venenoso)

Na2O – Óxido de sódio (fabricação de vidros e cerâmicas) CO2 – dióxido de carbono (gás carbônico), gás de efeito
estufa; quando sólido é conhecido como gelo
K2O – Óxido de potássio (presente em cinzas) seco. Gelo seco: dióxido de carbono no
estado sólido
CaO – Óxido de Cálcio (usualmente conhecido como cal Cl2O7 – heptóxido de dicloro
virgem e cal viva)
NO2 – dióxido de nitrogênio (gás castanho e poluente)
Atenção: para os casos onde um mesmo elemento
apresentar cátions de cargas (nox – número de oxidação) SO3 – trióxido de enxofre (gás produzido pela queima de
diferentes a nomenclatura passa a ter características combustíveis como carvão mineral e diesel)
particulares, ou seja, as cargas dos íons metálicos são
diferenciadas na nomenclatura com a utilização de
números romanos como foi visto também na nomenclatura
das bases.

Óxido de ........................... ..............


nome do elemento n romano

Exemplos Óxidos Duplos

Fe2  FeO óxido de ferro II


  
Cu  Cu2O óxido de cobre I Óxidos duplos também chamados de salinos ou mistos
Ferro  3 Cobre  2
Fe  Fe2O3 óxido de ferro III
 Cu  CuO óxido de cobre II

comportam-se como sendo formados pela junção de dois
outros óxidos de um mesmo elemento químico

Para estes casos ainda, podemos dar a nomenclatura dos Exemplos


óxidos considerando a carga relacionando com as
terminações – ico e – oso conforme indicado abaixo: Fe3O4 = FeO + Fe2O3 Pb3O 4 = 2 PbO + PbO 2
magnetita zarcão

oso  menor carga


Óxido ....................... 
ico  maior carga

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FUNÇÕES INORGÂNICAS II

MgO + H2O  Mg(OH)2

Na2O + H2O  2 NaOH

Óxido básico + ácido  sal + água

MgO+2 HCl  MgCl2 + H2O

Na2O + H2SO4  Na2SO4 + H2O

Óxidos Ácidos: Os óxidos moleculares são formados por


Magnetita polida e bruta – imã natural
ametais e oxigênio. Ao reagirem com água produzem um
ácido oxigenado ou reagem com uma base, produzindo sal
e água.

Óxido ácido + água  ácido

SO2 + H2O  < H2SO3 >

SO3 + H2O  H2SO4


Zarcao – Utilizado como pintura anti-corrosão
CO2 + H2O  H2CO3

Óxido ácido + base  sal + água

SO2 + 2 NaOH  Na2SO3 + H2O

SO3 + 2 NaOH  Na2SO4 + H2O


AULA 2 – CARÁTER DOS ÓXIDOS

Os óxidos podem ser também separados de acordo com


seu caráter, ou seja, as características de reatividade com
água, ácidos e bases.

Observando a tabela periódica temos uma boa indicação


do caráter destes compostos. AULA 3 – ANIDRIDOS
Óxidos Básicos: formados por metais alcalinos e Anidridos são óxidos derivados da desidratação de
alcalinos terrosos oxiácidos.
Óxidos Ácidos: formados pelos elementos das famílias 4, Oxiácidos (HxEOy) – H2O  óxido ácido (anidrido)
5, 6 e 7A, além de crômio (Cr) e manganês (Mn)
H2CO3 – H2O  CO2
Óxido Anfóteros: principalmente alumínio e zinco
CO2 pode ser chamado de anidrido carbônico pois é
Óxidos Neutros: não reagem com água, ácidos ou bases derivado da desidratação do ácido carbônico
Obs.: geralmente os óxidos anfóteros são formados por H2SO4 – H2O  SO3
metais de número de oxidação intermediário.
SO3 pode ser chamado de anidrido sulfúrico pois é
Vamos observar como os óxidos ácidos e básicos derivado da desidratação do ácido sulfúrico
demonstram seu caráter frente a reação com água, ácidos
e bases. 2 HNO3 – H2O  N2O5
Óxidos Básicos : Geralmente os óxidos iônicos possuem
N2O5 é conhecido como anidrido nítrico por ser derivado
caráter básico (principalmente de metais alcalinos e
alcalinos terrosos) devido à reação destes com água e da desidratação do ácido nítrico
consequente produção de bases, ou pela reação com
ácidos, gerando sal e água. Atenção: não confunda anidrido nítrico (N2O5) com óxido
nítrico (NO)
Exemplo

Óxido básico + água  base do respectivo metal

CaO + H2O  Ca(OH)2

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2
FUNÇÕES INORGÂNICAS II

AULA 4 – ÓXIDOS NEUTROS OU INDIFERENTES Nos intermediário = caráter anfótero

Os óxidos neutros ou indiferentes são compostos que não CrO Cr2+ básico
tem a capacidade de reagirem com água, com ácidos ou
com bases. Cr2O3 Cr3+ anfótero

São conhecidos apenas três óxidos neutros: NO, N 2O e CrO3 Cr6+ ácido
CO.
Os óxidos anfóteros não reagem com água, mas são
capazes de reagir com ácidos e bases.
NO – monóxido de nitrogênio, também conhecido como
Vamos observar dois exemplos clássicos de reação com
óxido nítrico, é sintetizado no organismo humano e está
óxidos anfóteros:
relacionada à manutenção inicial da vida através do
controle da circulação placentária, indução das contrações
ZnO + 2 HCl  ZnCl2 + H2O (caráter básico)
uterinas no trabalho de parto ou efeitos letais ao
organismo, como por exemplo o choque séptico. O óxido
ZnO + 2NaOH  Na2ZnO2 + H2O (caráter básico)
nítrico é um importante neurotransmissor que atua na
memória e no aprendizado.
Al2O3 + 3 H2SO4  Al2(SO4)3 + 3 H2O (caráter básico)
N2O – monóxido de dinitrogênio, chamado usualmente de
óxido nitroso, gás do riso ou gás hilariante. Gás utilizado Al2O3 + 2 NaOH  2 NaAlO2 + H2O (caráter ácido)
como anestésico inalável por dentistas.
A tabela abaixo traz um resumo do caráter dos óxidos em
CO – monóxido de carbono. Derivado principalmente de relação aos elementos dos blocos s e p,
processos de combustões incompletas. É um gás incolor,
inodoro, inflamável e extremamente tóxico e venenoso a
seres humanos e animais. A sua ação letal é dada pela Propriedades dos elementos dos blocos s e
forte ligação que ocorre desta molécula com o ferro p
presente na hemoglobina o que impede o transporte de
oxigênio pelo organismo. Li Be B C N O F

Na Mg Al Si P S Cl

K Ca Ga Ge As Se Br

Rb Sr In Sn Sb Te I
Utilização de óxido nitroso para anestesia
Cs Ba Tl Pb Bi Po At

Óxidos Óxidos
Óxidos Básicos Anfóteros Ácidos

AULA 5 – ÓXIDOS ANFÓTEROS: CLASSIFICAÇÃO E


REAÇÃO

Em química, um composto anfótero é aquele que pode


reagir tanto com bases como com ácidos. Alguns metais
como o alumínio, zinco, cobre, chumbo, estanho, crômio, AULA 6 – PERÓXIDOS E SUPERÓXIDOS
formam óxidos de caráter anfótero.
Por definição os óxidos são compostos binários onde o
 Formador por metais: ZnO; Al2O3; SnO2; PbO e elemento oxigênio é o mais eletronegativo da ligação e
PbO2; possuem número de oxidação (Nox) igual a -2 conforme
 Formado por semimetais: As2O3 e As2O5.
os exemplos abaixo:
Este caráter depende do nox (número de oxidação) do
CO2 - Dióxido de Carbono
metal que está ligado com o oxigênio. Para determinar se
um óxido de um determinado metal com estado de Na2 O - Óxido de Sódio
oxidação variável irá apresentar caráter anfótero temos a CaO - Óxido de Cálcio
seguinte regra: Fe2 O3 - Óxido de Ferro III

Nox baixo = caráter básico


Por outro lado, os peróxidos são compostos onde o
Nox alto = caráter ácido oxigênio (mais eletronegativo) assumi número de oxidação

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3
FUNÇÕES INORGÂNICAS II

-1. Por exemplo, o peróxido de hidrogênio (H2O2) que


forma, em solução aquosa, aquilo que conhecemos como
água oxigenada, possui oxigênio com Nox = -1.

peróxido formado por hidrogênio  H2O2 (em solução aquosa é chamado de água oxigenada)
peróxidos de metais alcalinos  Na2O2 , K 2O2 ,...
peróxidos de metais alcalinos terrosos  BaO2 ,....

No caso dos superóxidos, o oxigênio assume assumo Nox


= -½, sendo que na maioria dos casos são encontrados na
natureza como compostos iônicos com metais da família
1A e 2A.

Superóxido de sódio = NaO2

Superóxido de cálcio = CaO4

Água oxigenada – solução aquosa de peróxido de


hidrogênio utilizada como antisséptico

AULA 7 – HIDRETOS E CARBETOS

Hidretos e carbetos formam duas classes de compostos


inorgânicos que não são muito trabalhadas no ensino
médio.

Os hidretos são substâncias binárias formadas por


hidrogênio, sendo que este elemento apresenta número de
oxidação igual a – 1.

Por outro lado, os carbetos ou carburetos são compostos


que possuem carbono em suas estruturas, sendo que este
apresenta maior eletropositividade.

Um dos carbetos mais conhecidos é o CaC2 (carbeto ou


carbureto de cálcio) utilizado em maçaricos
oxiacetilênicos. A reação do CaC2 com água gera como
produto o gás etino também conhecido como acetileno.

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4
QUÍMICA DESCRITIVA

AULA 1 – ÁCIDOS IMPORTANTES É naturalmente encontrado no suco gástrico, onde auxilia


no processo de digestão de proteínas, tornando ativa a
Os ácidos são substâncias extremamente importantes e enzima conhecida como pepsina.
extremamente presentes em nosso cotidiano. Saber
identificar quais substâncias são considerados ácidos, Pode ser encontrado com concentração máxima de 38%
bem como suas principais características e aplicações e (m/m) e quando vendido com baixa concentração e
um ponto crucial no estudo da química e na formação de impurezas é conhecido como ácido muriático.
repertório pessoal.
Quando misturado ao ácido nítrico (HNO3) é conhecido
Segundo Arrhenius, uma substância é considerada ácida como Agua Régia, sendo esta mistura utilizada para
quando, em contato com água, sofre um processo dissolver ouro (Au).
chamado ionização, gerando íons H+ (ou H3O+). Por outro
lado, Brönsted e Lowry definem uma substância ácida H2S – Ácido Sulfídrico
como sendo aquela que tem a capacidade de doar prótons
(H+), enquanto Lewis define estas substâncias como Também chamado de gás sulfídrico, este ácido é
sendo aceptoras de pares de elétrons. classificado como fraco e apresenta odor desagradável de
ovos podres e é considerado extremamente tóxico.
Vamos descrever as principais aplicações dos ácidos
inorgânicos que são muito recorrentes em questões de É naturalmente encontrado nos gases de emissões
vestibulares. vulcânicas, no petróleo cru, bem como no gás natural.
Uma outra fonte deste ácido é decomposição de matéria
HF – Ácido Fluorídrico orgânica em condições de baixa concentração de oxigênio
(condições anaeróbicas ou anóxicas) pelo auxílio de
O ácido fluorídrico é classificado como um hidrácido bactérias.
moderado (semiforte), bastante corrosivo e volátil quando
concentrado, sendo que se apresenta como um líquido Atividades industriais também produzem H2S,
incolor, capaz de dissolver uma grande gama de materiais. principalmente em refinarias de petróleo, curtumes
(indústria do couro), fabricação de papel e processamento
Além de ser um precursor para compostos que que de alimentos.
possuem flúor (medicamentos, polímeros e flúor
elementar), o ácido fluorídrico é utilizado para marcação HCN – Ácido Cianídrico
do número do chassis de carros devido a sua habilidade
em reagir com vidro. Observe a reação abaixo que Inicialmente chamado de ácido prússico, o ácido cianídrico
caracteriza a reação de HF com vidros (SiO2): é também conhecido como gás da morte. É um hidrácido
volátil, classificado como fraco, mas extremamente tóxico.
SiO2 (s) + 4 HF (aq) → SiF4 (g) + 2 H2O (ℓ)
Possui odor característico, apresentado pela literatura
como sendo de amêndoas amargas.

Foi utilizado como arma de guerra pelos nazistas na


Segunda Guerra Mundial através do uso do Zyklon B, um
pesticida que continha altas concentrações de HCN.

Sua toxicidade vem através do ânion CN - (cianeto) que


“bloqueia” uma enzima mitocondrial (citocromo oxidase),
interferindo na cadeia respiratória.

Infelizmente este também foi o composto responsável pelo


Figura 1 - Marcação do número do chassis de um
automóvel com utilização de ácido fluorídrico. grande número de mortes no fatídico incêndio da boate
Kiss. A queima da espuma de poliuretano que foi utilizado
HCℓ - Ácido Clorídrico como isolante acústico gerou HCN e causou intoxicação e
morte de muitas pessoas.
Este ácido é classificado como um ácido forte,
extremamente corrosivo e volátil. É utilizado em vários H2SO4 – Ácido Sulfúrico
processos industriais, principalmente na produção de
substâncias cloradas (por exemplo o PVC para fabricação O ácido sulfúrico é um dos ácidos mais importantes para a
de canos), bem como agente decapante na metalurgia nossa sociedade e para indústria de um modo geral.
para remoção de impurezas e oxidações que possam Praticamente todos os processos industriais fazem uso
existir na superfície de um metal. deste ácido para obtenção de produtos e bens de
consumo.

É considerado como parâmetro econômico:

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1
QUÍMICA DESCRITIVA

Quanto maior a utilização de ácido sulfúrico por um país, Antigamente conhecido como ácido ortofosfórico, o ácido
mais desenvolvido ele é. fosfórico é um oxiácido classificado como fraco e não
tóxico, encontrado na forma sólida nas condições
É um oxiácido forte, não volátil e quando concentrado se ambientes.
comporta como um líquido oleoso.
Possui vários usos importantes, como por exemplo o de
Extremamente ávido por água, ou seja, é um agente acidulante alimentício, encontrado em bebidas
desidratante e por isso utilizado em várias reações refrigerantes, no tratamento odontológico de cáries e
orgânicas de desidratação. também como fertilizantes.

No caso dos refrigerantes é o ácido fosfórico o


responsável pelo sabor azedo destas bebidas.

AULA 2 – BASES IMPORTANTES

As bases são compostos, que em solução aquosa sofrem


dissociação gerando íons OH- (hidroxilas) segundo a
definição de Arrhenius.
Figura 2 - Ácido sulfúrico é um forte agente desidratante.
Na figura podemos ver a reação entre ácido sulfúrico e X(OH)n → X n+ + x OH-
açúcar
Possuem sabor adstringente (“amarram” a boca) e ao
HNO3 – Ácido Nítrico toque geram uma sensação escorregadia como a de
sabão.
É encontrado na forma de líquido incolor, utilizado na
manufatura de nitratos e nitro compostos inorgânicos e NaOH – Hidróxido de Sódio
orgânicos para fertilizantes, intermediários de pigmentos,
explosivos, além de outras substâncias químicas. A Classificada como base forte, o hidróxido de sódio quando
exposição contínua aos vapores de ácido nítrico, podem impuro é vendido como o nome de soda caustica. Nas
causar bronquites crônicas e pneumonia química. condições ambientes o NaOH encontra-se na forma de
sólido, mas absorve água rapidamente do ambiente, ou
H2CO3 – Ácido Carbônico seja, é extremamente higroscópico.

O ácido carbônico é um oxiácido fraco e instável e pode É produzido principalmente pela eletrólise aquosa de
formar dois tipos de sais quando em reações de soluções de cloreto de sódio sendo utilizado
neutralização: sais de carbonato e bicarbonato. principalmente na indústria de papel e celulose e
fabricação de sabão em barra (sabão em pedra).
É formado principalmente pela dissolução de dióxido de
carbono (CO2 – gás carbônico) em água de acordo com a
seguinte reação:

CO2 + H2O ⇌ H2CO3

Pode ser encontrado principalmente em bebidas


refrigerantes e também em águas com gás, onde é
formado pela reação observada acima sob baixas
temperaturas. Figura 3 - Pellets de Hidróxido de Sódio

Além de ser um intermediário no de transporte de CO 2 do Mg(OH)2 – Hidróxido de Magnésio


sangue no processo de trocas gasosas da respiração, o
ácido carbônico também vem contribuindo com a ase fraca e pouco solúvel em água, o hidróxido de
acidificação das águas de mares e oceanos, acarretando magnésio é também conhecido como leite de magnésia
num grave problema ambiental. devido a sua suspensão em água ser semelhante em
aparência com a água.
H3PO4 – Ácido Fosfórico
Seu principal uso em nosso cotidiano é na neutralização
da acidez estomacal:

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2
QUÍMICA DESCRITIVA

2 HCℓ (aq, estômago) + Mg(OH)2 → MgCℓ2 (aq) + 2 H2O (ℓ) O hidróxido de amônio é produzido pela dissolução de
amônia gasosa em água:
Em excesso o Mg(OH)2 pode também ser utilizado com
laxante para pessoas com dificuldade de evacuação. NH3 (g) + H2O (ℓ) → NH4OH (aq)

Industrialmente é utilizado como agente de neutralização


de soluções ácidas.

AULA 3 – COTIDIANO DOS SAIS

Os sais são compostos derivados da neutralização


ácido/base. Podem ser classificados como substâncias
que possuem pelo menos um cátion diferente de H+ e um
ânion diferente de OH-.

NaCl – Cloreto de Sódio


Figura 4 - Leite de Magnésia Comercial
Cloreto de sódio, também conhecido como sal comum ou
Ca(OH)2 – Hidróxido de Cálcio
sal de cozinha, é obtido através da água do mar por
processos de evaporação nas salinas ou então é obtido na
Também conhecido como cal hidratada ou cal extinta, o
forma sólida através de mineração em depósitos
hidróxido de cálcio é uma base forte e solúvel em água. É
subterrâneos.
produzido principalmente pela dissolução do óxido de
cálcio (CaO – Cal Virgem ou Cal Viva) em água numa
No Brasil a produção de NaCl ocorre através da água do
reação bastante exotérmica (grande liberação de energia
mar na região nordeste, especificamente em Macau no Rio
na forma de calor):
Grande do Norte.
CaO (s) + H2O (ℓ) → Ca(OH)2 (aq) Também pode ser obtido em laboratório pela reação de
ácido clorídrico e hidróxido de sódio:
É bastante utilizado no processo de caiação, ou seja, a
pintura de paredes com cal hidratada como pode ser
NaOH + HCl → NaCl + H2O
observada na figura ao lado (Figura 4). Neste processo de
pintura, o hidróxido de cálcio reage com o dióxido de É utilizado em muitos processos da indústria química, mas
carbono (óxido ácido) presente na atmosfera, produzindo a sua principal utilização é na preservação de alimentos
carbonato de cálcio – um sólido branco e insolúvel que dá pela retirada de água por processo de osmose. Um
a cor branca da parede: exemplo clássico a desidratação da carne para produção
de carne seca.
Ca(OH)2 (aq) + CO2 (g) → CaCO3 (s) + H2O (ℓ)
Também é adicionado aos alimentos para dar sabor.
Também pode ser utilizado na correção da acidez de
solos, processo conhecido como calagem de solos. Soluções aquosas concentradas de NaCl são conhecidas
como sal moura e podem ser utilizadas para produção
industrial de NaOH e cloro gasoso por eletrólise.

Figura 5 - Casa Caiada com Cal Hidratada

NH4OH – Hidróxido de Amônio

É uma base fraca e volátil com odor bastante


característico. Em solução aquosa esta base é conhecida
como amoníaco e pode ser encontrado em produtos de Figura 6 - Montes de NaCl em Macau no Rio Grande do
limpeza doméstica, como por exemplo, limpa fornos e Norte, Brasil.
limpa vidros.

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3
QUÍMICA DESCRITIVA

NaNO3 – Nitrato de Sódio

Também conhecido como salitre do Chile, o nitrato de


sódio é um sal utilizado na preservação de alimentos
(principalmente embutidos como salsicha, salames,
presuntos entre outros), na produção industrial de
fertilizantes e da pólvora negra.

Pode ser produzido pela reação entre hidróxido de sódio e


ácido nítrico de acordo com a reação abaixo:

HNO3 + NaOH → NaNO3 + H2O


Figura 8 - Em inglês, comercialmente o bicarbonato de sódio
Um dos problemas encontrados na utilização deste sal na é conhecido como "Baking Soda". Na caixa podemos ler:
preservação de alimentos é aumento da probabilidade de "Uma caixa, incontáveis usos" como referência para as várias
câncer de estômago devido a presença do ânion nitrato possibilidades de uso deste composto.
(NO3-). Há estudos que também mostram indícios de que
nitrato de sódio pode levar ao aumento da probabilidade Culinária
de doenças como Alzheimer, diabetes mellitus e
 Utilizado como fermento químico para aumentar o
Parkinson.
tamanho de massas de pães e bolos,
consequência da liberação de CO2 dentro da
Na2CO3 – Carbonato de Sódio
massa.
 Também pode ser utilizado no cozimento de
O carbonato de sódio é também encontrado pelo nome
legumes para mantê-los com cores vivas e
comercial de soda (não confundir com soda caustica –
também para fazê-los mais macios.
NaOH) ou então barrilha, é bastante utilizado na
fabricação de vidros (vidro soda cal) e também para Desinfecção
ajustar o pH de meios ácidos. Em contato com a água, o
carbonato de sódio sofre reação conhecida como hidrólise  Possui características de desinfecção, podendo
salina gerando uma base forte e um ácido fraco. atuar como um fungicida. Absorve e neutraliza
maus odores.
Também é bastante utilizado em nosso cotidiano para
auxiliar na lavagem de roupa para remoção de graxa, óleo Medicinal
e gordura. No tingimento de tecidos atua como fixador de
pigmentos.  Atua como antiácido estomacal em casos de azia de
acordo com a reação abaixo:

NaHCO3 + HCl → NaCl + CO2 + H2O

Higiene Pessoal

 Entra na composição de cremes dentais onde


apresenta propriedades abrasivas e de combate
a caries.
 Pode ser utilizado sozinho ou com outros
Figura 7 - Fabricação de vidro: cerca de 14% da composição componentes na substituição de desodorantes
do vidro é de Carbonato de Sódio. comerciais.

Ca3(PO4)2 – Fosfato de Cálcio


NaHCO3 – Bicarbonato de Sódio
O fosfato de cálcio é mineral utilizado na fabricação de
Conhecido também como carbonato monoácido de sódio
ácido fosfórico (H3PO4) e também na produção de
ou monohidrogeno carbonato de sódio, o bicarbonato de
fertilizantes. É encontrado naturalmente no leite na forma
sódio é um sal classificado como ácido, sendo que sua
de micelas e associado a uma das proteínas do leite – a
solução aquosa, após reação de hidrólise salina,
caseína.
apresenta pH acima de 7,00, ou seja, é uma solução com
caráter básico.
É a unidade básica formadora de ossos e dentes.
Os usos do bicarbonato de sódio são dos mais variados

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4
QUÍMICA DESCRITIVA

Figura 9 - O fosfato de cálcio pode ser encontrado em


Figura 10 - O hipoclorito de sódio pode ser retirado
medicamentos para quem sofre de osteoporose ou
deficiencia de cálcio no organismo gratuitamente nos postos de saúde

CaCO3 – Carbonato de Cálcio

É encontrando em abundância na natureza na forma de


minerais, principalmente a calcita, aragonita e dolomita,
formando as chamadas rochas calcárias e também o
mármore.
AULA 4 – COTIDIANO DOS ÓXIDOS
É utilizado principalmente para a produção do óxido de
Os óxidos são compostos muito presentes em nosso
cálcio (CaO) por decomposição térmica:
cotidiano. Por definição química, os óxidos são compostos
binários onde o oxigênio é o elemento mais eletronegativo.
CaCO3 → CaO + CO2
CaO – Óxido de Cálcio
Sendo o CaO utilizado para fabricação de cimento para
construção civil.
O óxido de cálcio é produzido pela decomposição térmica
do carbonato de cálcio obtido de rochas calcárias.
NaCℓO – Hipoclorito de Sódio
CaCO3(s) → CaO(s) + CO2(g)
Muitas vezes melhor descrito pela fórmula molecular
NaOCl, é um composto sólido que forma com água uma
A principal aplicação do óxido de cálcio é no processo de
solução aquosa conhecida comercialmente como
fabricação de cimento do tipo Portland utilizado na
“cândida” ou “água sanitária”. É utilizada como agente
construção civil.
branqueador de roupas e também como bactericida no
tratamento de água de abastecimento público e também Devido as suas propriedades básicas também é utilizado
de piscinas recreativas. Também pode ser utilizado na para ajustar o pH de meios ácidos, como por exemplo,
higienização de frutas e legumes. solos (calagem) e no tratamento de água após a adição de
cloro gasoso (processo de alcalinização da água pós
A solução de NaClO é muito utilizada na maioria dos lares
desinfecção com cloro).
dos brasileiros, mas infelizmente na dosagem errada (em
excesso) ou então misturado a outros produtos de Também pode ser utilizado em filtros de chaminés
limpeza. O ânion hipoclorito (ClO-) pode ser bastante industriais para reter compostos ácidos impedindo que
reativo com outras e consequentemente produzir estes sejam lançados na atmosfera.
compostos extremamente tóxicos que podem levar a
morte. CO2 – Dióxido de Carbono

Dica de químico: Conhecido também como gás carbônico é um óxido de


caráter ácido produzido principalmente por meio de
 Jamais misture água sanitária com: reações de combustão de combustíveis que possuem
 Vinagre carbono em suas fórmulas.
 Amoníaco
 Álcool Isopropílico (encontra em produtos multiusos) Nas condições ambientes o CO2 se encontra no estado
gasoso, mas também podemos encontra-lo como um
Pode ser produzido pela reação de auto oxirredução
sólido conhecido como gelo-seco que sublima facilmente.
(desproporcionamento) entre cloro gasoso e hidróxido de
sódio pela equação apresentada abaixo:

Cl2 + 2 NaOH → NaCl + NaClO + H2O

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5
QUÍMICA DESCRITIVA

Em altas concentrações o H2O2 foi utilizado como


propelente para foguetes espaciais.

SOx = SO2 e SO3

O dióxido de enxofre (SO2) e o trióxido de enxofre (SO3)


são óxidos de enxofre que coletivamente são conhecidos
como SOx.
Figura 11 - Gelo seco pode ser utilizado para dar efeitos Esses óxidos possuem caráter ácido e são derivados
de fumaça em drinks
principalmente da combustão de combustíveis derivados
É responsável pelo efeito estufa – efeito natural que de petróleo, principalmente o diesel. Outras fontes de
mantém a temperatura da Terra compatível com a vida. O emissão de SO2 e SO3 são a queima de carvão mineral de
excesso de gás carbônico na atmosfera agrava o efeito baixa qualidade e também emissões vulcânicas.
estufa elevando as temperaturas médias ao redor do
Contribuem para a formação de chuvas ácidas em
Globo.
ambientes poluídos como o caso das grandes cidades.
Outro problema ambiental relacionado a presença do
dióxido de carbono na atmosfera é a chuva ácida. A chuva NOx = NO e NO2
é naturalmente ácida, apresenta pH abaixo de 7,00.
Produzidos principalmente nos motores de combustão
Devido ao excesso de CO2 derivado da queima de
interna (motores de carros) estão envolvidos em
combustíveis fósseis, queima de florestas e
problemas ambientais como a chuva ácida e a formação
desmatamento, a chuva tem se tornado cada vez mais
do ozônio troposférico.
ácida afetando não só os seres vivos, mas também as
fachadas de prédios, monumentos históricos e superfícies
Al2O3 – Óxido de Alumínio
metálicas.
O óxido de alumínio, também conhecido como alumina, é
Também podemos citar a acidificação de mares e oceanos
um óxido anfótero, ou seja, reage tanto como ácido como
devido a maior solubilização de CO2 na água e formação
também como base. E obtido principalmente do mineral
de ácido carbônico, levando a um problema conhecido
conhecido como bauxita, onde é componente majoritário.
como branqueamento dos recifes de corais.
Através da eletrólise ígnea do óxido de alumínio obtêm-se
H2O2 – Peróxido de Hidrogênio
o alumínio metálico para as mais diversas aplicações em
nosso cotidiano: utensílios domésticos, blocos de motores
O peróxido de hidrogênio é encontrado comercialmente na
de automóveis, bicicletas, latas para bebidas, fuselagem
forma de solução aquosa conhecida como “agua
de aviões entre outros.
oxigenada”.
Por ser um bom condutor de eletricidade o alumínio
É um bom agente oxidante e sendo assim é utilizado como
metálico tem sido utilizado como substituto para cabos em
branqueador e desinfetante principalmente de feridas ou
linhas de transmissão.
cortes profundos na pele para a prevenção do tétano.
Fe2O3 – Óxido de Ferro III

Conhecido como hematita em sua forma mineral é o


principal composto de ferro tratado nas questões de
química dos vestibulares.

Geralmente é relacionado com obtenção de ferro metálico


em alto forno ou então com a formação de ferrugem
(oxidação do ferro).
Figura 12 - Frasco de água oxigenada encontrado em
farmácias. Note que o frasco é opaco para evitar a
decomposição do peróxido de hidrogênio pelo efeito da luz

É uma substância instável e se decompõe rapidamente em


água e oxigênio molecular segunda a reação abaixo:

H2O2 (aq) → H2O (l) + ½ O2 (g)

Quando aplicado em ferimentos, a decomposição do


peróxido de hidrogênio é catalisada (acelerada) pela
catalase – uma enzima presente no sangue. Figura 13 - Hematita

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6
REAÇÕES INORGÂNICAS

AULA 1 – REAÇÃO DE SÍNTESES E DECOMPOSIÇÃO

Reação de Síntese Fila de Reatividade Metal/H

A reação de síntese ocorre quanto dois ou mais reagentes, Em ordem decrescente de reatividade, temos:
sob determinadas condições, geram um único produto ao
final da reação. Metais Alcalinos > Metais Alcalinos Terrosos > Metais
Comuns > H > Metais Nobres
Genericamente, temos: A + B + ∙∙∙ → C

Exemplos de reação de síntese:


Fila de Reatividade Ametal/ Ametal
 Síntese da Água: H2 (g) + ½ O2 (g) → H2O (g)
 Síntese da Amônia: N2 (g) + 3 H2 (g) → 2 NH3 F > O > Cℓ > Br > I > S > C > P > H
(g)

Exemplos de Reações de Deslocamento


Reação de Decomposição
Zinco metálico e Ácido Clorídrico
Na reação de decomposição (também chamada de
análise), ao contrário da reação de síntese, temos um Zn (s) + 2 HCℓ (aq) → ZnCℓ2 (aq) + H2 (g)
único reagente gerando dois ou mais produtos sob
determinadas condições. Esta reação ocorre devido a maior reatividade do zinco
em comparação ao hidrogênio que está ligado ao cloro
Genericamente, temos: X → Y + Z + ∙∙∙ na molécula de ácido clorídrico

Exemplos de reação de decomposição/ análise: Ouro metálico e Ácido Clorídrico

 Decomposição do Peróxido de Hidrogênio: Au (s) + HCℓ (aq) → não ocorre


H2O2 (aq) → H2O (ℓ) + ½ O2 (g)
 Decomposição Térmica do Carbonato de Esta reação não ocorre pois o ouro não é capaz de
Cálcio: CaCO3 (s) → CaO (s) + CO2 (g) deslocar o hidrogênio do ácido clorídrico devido a sua
menor reatividade

AULA 2 – REAÇÃO DE SIMPLES TROCA (METAIS/H)

A reação de simples troca, também chamada de AULA 3 – REAÇÃO DE SIMPLES TROCA (AMETAIS)
deslocamento, ocorre entre um átomo que se encontra
A reação de simples troca ou deslocamento também pode
“sozinho” com uma substância que se encontra ligada.
ocorrer entre ametais. A ideia de como ocorre a reação é
Podemos representar a reação de simples troca da
exatamente a mesma para o caso dos metais, ou seja, o
seguinte maneira:
elemento que forma a substância simples precisa ser mais
A + BC → AC + B reativo em relação ao elemento da substância composto
que deseja-se deslocar.
Note pelo exemplo acima que a substância “A” descola o
elemento “B” assumindo assim sua posição e formado um Para os amentais temos a seguinte fila de reatividade:
novo composto de fórmula “AC”. Para que isto acorra, ou
seja, para que a reação de simples troca ocorra, a
substância que se encontra “sozinha” tem de ser mais F > O > C > Br > I > S
reativa em relação ao elemento que ela quer descolar. 
Re atividade (Eletronegatividade) Crescente

Geralmente o deslocamento ocorre entre metal/ metal ou
metal/ H e ametal/ ametal.

No estudo das reações de deslocamento, devemos ter em Vale lembrar que os ametais (não-metais) tem tendência
mente as filas de reatividades para saber se uma para recebimento de elétrons e assim podemos dizer que
determinada reação poderá ou não ocorrer. são reduzidos na reação, atuando como agentes
oxidantes.

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1
REAÇÕES INORGÂNICAS

 Uma base, ao liberar o íon OH-, deixar para trás


um cátion. A carga do cátion equivale a
quantidade de íons OH- liberados.

AULA 4 – REAÇÃO DE DUPLA TROCA


Exemplo : NaOH 
H2O
 Na + OH
Saída de 1 OH
A reação de dupla troca ocorre entre duas substâncias deixa uma carga positiva
para o sódio
compostas e para ocorrência devemos observar as
seguintes situações em relação aos produtos:
Lembrando que na formulação do sal o cátion sempre vem
antes do ânion, na reação de neutralização de HCl por
Os produtos devem ser:
NaOH, forma-se o cloreto de sódio - NaCl.
 Mais fracos em relação aos reagentes – quando
tratamos de ácidos e bases, por exemplo
 Mais voláteis em relação aos reagentes
 Menos solúveis em relação aos reagentes –
principalmente na formação de sais

Observe a reação abaixo: AULA 6 – REAÇÃO COM ÓXIDOS

Os óxidos podem reagir com água gerando com produto


um ácido ou uma base. Sendo assim, os óxidos possuem
Esta reação ocorre devido a formação de um produto também a capacidade de reagir diretamente com ácidos
insolúvel quando (AgCl). ou bases.

Isto depende da característica do óxido em estudo.

Óxido iônicos são geralmente óxidos básicos, pois reagem


com água gerando bases. Como consequência, os óxidos
básicos reagem com ácidos, neutralizando-os.

AULA 5 – REAÇÃO DE ÁCIDO-BASE Exemplo:

As reações de ácido-base são as mais importantes no CaO + H2O 


 Ca(OH)2
estudo da química.

Devemos lembrar que os ácidos, segundo a teoria de CaO + H2SO4 


 CaSO4 + H2O
Arrhenius, são aqueles que liberam íons H+ em solução
aquosa, enquanto as bases (pela mesma teoria) são Atenção: Para facilitar o equacionamento da reação entre
aqueles que liberam íons OH-. Estes dois íons reagem o óxido e o ácido, como visto no exemplo acima, faça a
entre si para formar água, numa reação denominada de reação do ácido com a base que o óxido forma.
neutralização ácido-base.
Por outro lado, os óxidos covalentes são em muitos casos
H + OH 
neutralização
 H2O óxidos ácidos, devido à formação de um ácido quando
Liberado pelo ácido Liberado pela base aqueles reagem com água. Portanto, os óxidos ácidos
reagem diretamente com bases, neutralizando-as.
É evidente que numa reação de neutralização ácido-base
também é gerado um sal. É extremamente importante Exemplo:
saber formular o sal resultante. Para isso, temos a
seguinte dica: SO3 + H2O 
 H2SO4
 Um ácido, ao liberar o íon H+, deixa para trás um
ânion. A carga do ânion equivale a quantidade de SO3  Ca(OH)2 
 CaSO4 + H2O
íons H+ liberados.
Atenção: Para facilitar o equacionamento da reação entre
Exemplo : HC 
H2O
 H +C 
um óxido ácido e uma base, faça a reação da base com o
Saída de 1 H
deixa 1 carga negativa ácido que óxido forma. Desta maneira é uma mais simples
para o cloro
de visualizar a reação e seus produtos.

Podemos pensar da mesma maneira para as bases:

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2
REAÇÕES INORGÂNICAS

AULA 7 – REAÇÃO DE COMBUSTÃO

As reações de combustão são aquelas que nos reagentes


encontramos um combustível e o gás oxigênio, chamado
de comburente, e que ao se processar libera energia na
forma de calor, ou seja, é uma reação exotérmica.

Exemplos:

 Combustão do gás hidrogênio (H2)


H2 (g)  1 O2 (g) 
 H2O(g)
2
 Combustão de carvão (C)
C(s) + 1 O2 (g) 
 CO (g)
2

C (s) + O2 (g) 
 CO2 (g)

Note que na reação de combustão do carbono,


dependendo da quantidade de oxigênio, podemos ter dois
produtos diferentes.

Quando a quantidade de oxigênio é limitante no processo


de combustão, temos uma combustão incompleta, com
liberação de menor quantidade de energia.

Observe o exemplo da combustão do gás metano (CH4):

CH4 (g) + O2 (g) 


 C (s) + 2 H2O (v) 

 Combustões Incompletas

CH4 (g) + 3 O2 (g) 
 CO(g) + 2 H2O(v) 
2 

CH4 (g) + 2 O2 (g) 


 CO2 (g) + 2 H2O(v)  Combustão Completa

Em grande verdade, num processo de combustão, as três


reações podem ocorrer.

Forma-se como produtos o carbono fuligem, o monóxido


de carbono e também o dióxido de carbono.

Para facilitar o estudo das reações de combustão e seus


equacionamentos, devemos sempre ter em mente que
numa reação de combustão completa:

 Se o reagente contém carbono, forma-se CO2


como produto;
 Se o reagente contém hidrogênio, forma-se H2O
como produto.

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3
TEORIA ATÔMICO-MOLECULAR

AULA 1 – MASSA ATÔMICA E MASSA MOLECULAR AULA 2 - MOL

Primeiramente vamos considerar o conceito de unidade de Pela definição da IUPAC o mol é a unidade do SI que
massa atômica (U). indica o total de uma determinada substância num sistema
que contém quantas entidades (átomos, moléculas ou
Unidade de massa atômica (U) - é utilizada para indicar a íons) igual ao número de átomos presentes em
massa de um só átomo, uma só molécula ou um só íon. exatamente 12 gramas de carbono – 12.
Convencionou-se que a unidade massa atômica
corresponde a 1/12 da massa do isótopo do carbono-12. Experimentalmente, temos: 1 mol = 6,02 ∙ 10 23
partículas
Unidade u = 1/12 da massa do carbono-12.
Este valor é conhecido como constante de Avogadro.
Massa Atômica (MA) - é a massa de um só átomo
expressa que indica quantas vezes um átomo tem mais 1 mol de átomos equivale a 6,02 ∙ 10 23 átomos
massa em relação ao padrão u.
1 mol de moléculas equivale a 6,02 ∙ 10 23 moléculas
Exemplo
1 mol de íons equivale a 6,02 ∙ 10 23 íons
Mg possui massa atômica 24 u, ou seja, ele pesa 24 u e é
24 vezes mais “pesado” em relação ao padrão. 1 mol de elétrons equivale a 6,02 ∙ 10 23 elétrons

Massa Atômica de Elemento Químico – é a média Massa Molar (M) – a massa molar indica a massa em
ponderada das massas atômicas dos isótopos de um gramas de 1 mol de uma determinada espécie química.
determinado elemento químico. A média ponderada é
calculada considerando-se as abundâncias relativas de Exemplo
cada isótopo na natureza.
 A massa molar do oxigênio equivale a 16 g/mol,
Exemplo: ou seja, a massa de 1 mol de átomos de oxigênio
possui uma massa de 16 gramas;
O elemento químico cloro ocorre na natureza com dois
isótopos de massas 35u e 37u com as seguintes  A massa molar da água equivale a 18 g/mol, ou
abundâncias: seja, 1 mol de moléculas de água possui uma
massa de 18 gramas.
Cloro – 35 35 u 75%
Cloro – 37 37 u 25%

Cálculo da massa atômica do elemento através da média


ponderada:

(35 ∙ 75 + 37 ∙ 25)
𝑀. 𝐴. (𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜) = = 35,5 𝑢
100

Massa Molecular – é a massa de uma só fórmula química


expressa em unidades de massa atômica (u).

Exemplo

H2O

H = 1 u ∙ 2 átomos = 2 u

O = 16 u ∙ 1 átomos = 16 u

Massa Molecular (H2O) = 18 u

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1
TIPOS DE FÓRMULAS QUÍMICAS

AULA 1 – FÓRMULA CENTESIMAL OU PERCENTUAL

A formula centesimal, também chamada de composição centesimal ou composição percentual, indica as porcentagens em
massa dos elementos que formam uma determinada substância química.

Exemplo

Podemos calcular a formula centesimal do metano (CH4) considerando-se a sua massa molecular.

M (CH4) = 16 g/mol

12
Para C   100 = 75% de Carbono
16

4
Para H   100 = 25% de Hidrogênio
16

Sendo assim, a fórmula percentual do metano é C75%H25%.

AULA 2 – FÓRMULA MÍNIMA OU EMPÍRICA

A fórmula mínima ou empírica, muitas vezes chamada de estequiométrica, indica a menor proporção inteira e em mols entre os
átomos dos elementos formadores de uma determinada substância química.

Substância Fórmula Molecular Formula mínima


Benzeno C6H6 CH
Água Oxigenada H2O2 HO
Glicose C6H12O6 CH2O
Ácido Sulfúrico H2SO4 H2SO4

Perceba que a fórmula mínima muitas vezes é uma “simplificação matemática” da fórmula molecular. Note também que muitas
vezes a fórmula mínima é a própria fórmula molecular para uma substância.

Observe um exemplo de como calcular a fórmula mínima de uma substância partindo de sua fórmula centesimal:

Fórmula Centesimal: C75%H25%

Considerando 100g desta substância, temos:

Pr imeira Etapa 



75 g de C 
dividindo pela massa molar
 75  6,25mol 
12


25 g de H 
dividindo pela massa molar
 25 = 25mol 
1 

 Fórmula Mínima: CH4
Segunda Etapa 


6,25 
6,25mol de C 
dividir pelo menor valor de mol
= 1 C
6,25 


25 mol de H 
dividir pelo menor valor de mol 25 =4H 
6,25 

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1
CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

AULA 1 – BALANCEAMENTO DE REAÇÕES QUÍMICAS química em sistema fechado, a massa dos reagentes
antes da reação tem de ser igual a massa dos produtos
Uma equação química pode ser comparada a uma receita após a reação.
culinária onde se indicam as quantidades dos ingredientes
para a formação de um determinado prato. Utilizamos na
equação os símbolos dos elementos e as fórmulas
A + B 
 C
10 g 20 g 30 g
químicas para expresse esses “ingredientes” que neste
caso são chamados de reagentes e também dos produtos.
As quantidades são expressas sempre em mol e indicam a Observe para o a reação acima a massa total dos
proporção dos reagentes e produtos de uma determinada reagentes (30g) é igual a massa do único produto
reação química. formado.

Observe um exemplo abaixo da reação de combustão Lei de Proust


(queima) do gás metano – CH4:
Também chamada de lei das proporções definidas (fixas
ou constantes) indica que há uma proporção definida entre
1 CH 4 (g) + 2 O 2 ( g ) 
 1 CO 2 ( g ) + 2 H 2O ( ) a massa dos reagentes a massa dos produtos.
Re agentes Pr odutos

Observe o exemplo abaixo de como observamos a lei de


Os números indicados em vermelho são chamados de Proust:
coeficientes estequiométricos ou simplesmente de
coeficientes e vão indicar a proporção adequada de 3 g Carbono + 8 g Oxigênio 
 11 g Gás Carbônico
reagentes e produtos da reação. Muitas vezes o
coeficiente 1 não é indicado na equação química.
6 g Carbono + 16 g Oxigênio 
 22 g Gás Carbônico

Em azul estão indicados os estados físicos das Note que da primeira para a segunda experiência as
substâncias nas condições da reação química. quantidades mudaram. Neste caso dobrou-se a
quantidade de carbono e para obedecer a lei de Proust
Balancear uma equação química (também chamado de dobrou-se também a quantidade de oxigênio, formando
acertar os coeficientes estequiométricos) é igual ao também o dobro do produto.
número total de átomos de cada elemento presente nos
reagentes em relação aos produtos.

Das várias maneiras possíveis para balancear uma


equação, o método mais utilizado é o chamado método
das tentativas, que possuem as seguintes indicações:
AULA 3 – CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO
 Procurar a maior fórmula (maiores índices) e dar
coeficiente estequiométrica 1;
Também chamado de estequiometria e baseada nas leis
 A partir da maior fórmula acertar as quantidades
das reações químicas, é o cálculo das quantidades de
dos elementos nos reagentes e nos produtos;
reagentes e produtos de uma dada reação.
 Deixar sempre o oxigênio para o final.
Observe um exemplo abaixo de uma reação química em
fase gasosa:

2 H 2 (g) + 1 O2 (g) 
 2 H 2O ( g ) Proporção

2 mol 1 mol 2 mol  em mol


AULA 2 – LEIS PONDERAIS 2  (6 1023 ) 1 (6 1023 ) 2  (6 1023 )  em moléculas
2  (2 g) 1 (32 g ) 2  (18 g)  em massa
As leis ponderais indicam a relação que existe entre a 2  (22, 4 L) 1 (22, 4 L) 2  (22, 4 L)  em volume (CNTP)
massa dos reagentes e a massa dos produtos.

São duas as leis Ponderais: a Lei da Lavoisier e a Lei de Perceba que a reação química está sempre em proporção
Proust em mol, mas podemos fazer a proporção em moléculas,
em massa e também em volume (para gases).

Sabendo essas relações é fácil calcular a quantidade de


Lei de Lavoisier reagentes e produtos na estequiometria.

Também chamada de lei da conservação da massa ou lei


da conservação da matéria, indica que para uma reação

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1
CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

2 H 2 (g) + 1 O2 (g) 
 2 H 2O ( g ) Fazer duas regras de três (para o ácido e para a base) e
verificar aquela que gerou a menor quantidade de produto
2 mol 1 mol 2 mol em questão. Desta maneira saberemos o quanto foi
10 mol x y produzido, quem está em excesso e quem é o limitante da
reação.

x = 5 mol de O 2 y = 10 mol de H 2O 1 (98)g H2SO4 1(142) g Na2SO4 


 x = 248 g
196 g H2SO4 x 
Vale lembrar que existem regras para um bom cálculo
estequiométrico: 2 mol NaOH 1 (142)g
 x = 71 g
1 mol NaOH x 
 Escrever corretamente a equação química;
 Balancear a equação;
 Anotar os dados e pergunta; Pelos cálculos acima devemos considerar que é
 Transformar a equação nas mesmas unidades impossível ter duas massas do mesmo produto para uma
dos dados e da pergunta; mesma reação. A massa real produzida é a menor, ou
 Estabelecer a regra de três; seja, 71 g de Na2SO4 sendo o NaOH o reagente limitante.
 Resolver a regra de três. Por ouro lado, o ácido sulfúrico se encontra em excesso.

AULA 4 – REGENTE EM EXCESSO E LIMITANTE


AULA 5 – PUREZA
Sabemos que um determinado processo químico possui
A pureza pode ser entendida como a parte de uma
um reagente em excesso quando são fornecidos dados
determinada amostra que irá efetivamente sofrer reação
(quantidades) de dois ou mais reagentes.
química. O restante, chamado de impureza, não contribui
para a formação dos produtos, ou seja, não reage no
Vamos estabelecer o seguinte exemplo:
processo.
Uma bicicleta é formada por duas rodas e 1 guidão. Se
tivermos 6 rodas e 2 guidões, quantas bicicletas podemos Exemplo
formar?
Uma amostra de 4 kg de carvão contendo 90% de pureza
foi totalmente “queimada” (sofreu combustão). Qual o
Podemos formar no máximo 2 bicicletas (4 rodas) sendo
volume de CO2 produzido nesta combustão? Dados:
que 2 rodas ficam sobrando.
Vmolar = 22,4 L/mol.
Neste caso dizemos que a roda sobrando se encontra em
Primeiramente devemos calcular a massa de carvão que
excesso e o fator limitante são os guidões.
irá reagir:
Exemplo
4kg 100% (amostra)
Neutralização ácido/base  m = 3,6 kg
m 90% (pureza) 
Foram utilizados 196g de ácido sulfúrico e 1 mol de
hidróxido de sódio. Qual a massa de sulfato de sódio
Pelo cálculo acima podemos notar que a massa que irá
produzida?
reagir é de 3,6 kg.

 CO2 (g) 
C (s) + O2 (g) 
H2SO4 (aq) + 2 NaOH (aq) 
 Na2SO4 + 2 H2O 
1 mol 1 mol 
1 mol 2 mol 1 mol  v = 6720 L
1 (12)g 1 (22,4) L  CO2
1 (98)g 2 mol 1 (142)g
3600 g v CO2 
196 g 1 mol x 

Note que o exercício forneceu dados dos dois reagentes.


Sendo assim, muito provavelmente algum esteja em
excesso. Devemos proceder da seguinte maneira:

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2
CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS

AULA 6 – RENDIMENTO

As reações químicas realizadas em laboratórios ou até


mesmo nas indústrias nunca atingem um rendimento de
100%, ou seja, nem sempre se consegue transformar
todos os reagentes em produtos sob determinadas
condições reacionais.

Exemplo

14 g de gás nitrogênio (N2) reage com excesso de gás


hidrogênio (H2) onde são produzidos 15,3 g de amônia
(NH3) ao final da reação. Calcule o rendimento desta
reação.

Iniciando pela equação química devidamente balanceada,


temos:

N2 (g) + 3 H2 (g) 
 2 NH3 (g) 

1 mol 2 mol 
1 (28)g 2  (17)g 
 x = 17 g de NH 3
14 g x 
Massa inicial Cálculo da quantidade 
se a reação tivesse 100% de 
que deveria ser produzida
ren dim ento. 

Cálculo do rendimento da reação:

17 g de NH3 100% 

15,3 g NH3 y
 y = 90% de rendimento
Massa 

produzida
na reação

Observe que pelo resultando temos um rendimento de


90% para a massa produzida de amônia.

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3
GASES

AULA 1 – CONCEITOS GERAIS/ VARIÁVEIS DE Várias unidades de volume são utilizadas, dentre elas
ESTADO E TRANSFORMAÇÕES GASOSAS podemos citar o mililitro (mL), o litro (L), o metro cúbico
(m3), entre outras.
Conceitos Gerais
É importante você saber as relações existentes entre as
Os gases são definidos como substâncias que possuem unidades de volume.
grande capacidade de expansão e compressão, estão em
constante movimento e não possuem forma nem volume 1 L = 1 dm3 
equivale
 1000 mL ou 1000 cm3
fixos. É importante lembrar que o volume de um gás é
condicionado pelo volume do recipiente que o contém.
1 m3 
equivale
 1000 L
No estudo físico dos gases, vamos considera-los como
sendo gases ideais, ou seja, formados por partículas de Transformações Gasosas
tamanhos desprezíveis com interações (entre partículas)
também desprezíveis e com choques contra as paredes do Nas transformações gasosas, uma variável é mantida
recipiente 100% elásticos. constante enquanto outras duas sofrem variações.
Estudaremos as transformações a temperatura constante
Variáveis do Estado Gasoso (isotérmica), a pressão constante (isobárica) e a volume
constante (isovolumétrica, isométrica ou isocórica).
O comportamento do estado gasoso é descrito por três
variáveis: a pressão (P), a Temperatura (T) e o volume (V). Transformação Isotérmica

Pressão Mantendo-se a temperatura constante e variando o volume


em relação a pressão, nota-se que pressão e volume são
A pressão é definida como sendo a força aplicada sobre grandezas inversamente proporcionais. Matematicamente,
unidade de área. temos:

F P1  V1 = P2  V2
P= Lei de Boyle
A
Transformação Isobárica
Para o sistema internacional (SI), a unidade de pressão é o
Pascal (Pa), que equivale a Newton (N) por metro quadrado Na transformação isobárica, a pressão é mantida constante
de área. enquanto o volume e a temperatura variam. Nota-se neste
caso que o aumento da temperatura causa um aumento do
Utilizamos muito no estudo dos gases as pressões em volume, ou seja, essas duas grandezas são diretamente
milímetro de mercúrio (mmHg) e a atmosfera (atm). proporcionais.

Atenção V1 V
= 2
T1 T2 Lei de Charles
1 atm 
equivale
 760 mmHg
Transformação Isovolumétrica, Isométrica ou Isocórica
Temperatura
Neste caso o volume é mantido constante, variando-se a
A temperatura está relacionada diretamente com o grau de pressão e a temperatura. O aumento da temperatura leva
agitação das partículas. Quanto maior a temperatura, maior ao aumento da pressão (grandezas diretamente
será o grau de agitação da mesmas (maior a velocidade proporcionais).
média).
P1 P Lei de Gay-Lussac
Obrigatoriamente devemos utilizar a temperatura na escala = 2
absoluta Kelvin (K). T1 T2

Equação Geral dos Gases


T(K) = t( C) + 273
Somando as três equações das transformações gasosas,
Volume chegamos a equação geral dos gases:

O volume é uma grandeza tridimensional e é calculada de


P1  V1 P V
acordo com o recipiente. = 2 2
T1 T2

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1
GASES

PA VA = nA R T PA 2 = 6 R T
  PA = 8 atm
PB VB = nB R T 4 2 = 3 R T
AULA 2 – EQUAÇÃO DE CLAPEYRON

Nota-se que a razão da pressão pelo volume pela Hipótese de Avogadro


temperatura é proporcional ao número de mol de um gás:
A hipótese de Avogadro diz que:
P V
 n (número de mol) Volumes iguais de gases diferentes, nas mesmas
T
condições de Pressão e Temperatura, contém igual
número de mol de gases
  Indica "proporcional a"
PA = PB 
A transformação desta proporcionalidade para uma
 PA VA = nA R T
igualdade é feita colocando uma constante, hoje conhecida VA = VB   nA = nB
PB VB = nB R T
TA = TB 
como constante universal dos gases (R):

P V
= n R ou PV = nRT
T

Atenção ao valor da constante (R):

atm L mmHg L AULA 4 – DENSIDADE DE GASES


R = 0,082 R = 62,4
mol K mol K
A densidade é a relação entre a massa de uma dada
substância pelo volume ocupado.

Utilizando a equação de Clapeyron chegamos facilmente na


equação da densidade de gases.

m
PV = nRT  PV = RT
AULA 3 – COMPARAÇÕES GASOSAS M

Podemos fazer comparações entre dois gases em densidade


recipientes distintos utilizando a equação de Clapeyron.
m 
Para isto, basta fazer a relação (divisão) da equação de
PM =   RT  PM = dRT
Clapeyron de um por outro. V 
Observe o exemplo abaixo. Nesta situação, podemos
calcular a pressão do gás A pelos valores de volume,
pressão e número de mol do gás B, sendo que os dois
PM
d=
gases se encontram na mesma condição de temperatura. RT

AULA 5 – DIFUSÃO E EFUSÃO

Efusão é capacidade de um gás passar através de um


orifício.

Difusão é capacidade de espalhamento de um gás.

A velocidade de efusão e difusão é explicada pela lei de


Graham: a velocidade de efusão/ difusão é inversamente
proporcional à raiz quadrada da densidade de um gás.

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2
GASES

Vale notar que a densidade de um gás é diretamente


proporcional a sua massa molecular, ou seja, quanto mais
“leve” é um gás, maior serão suas velocidades de difusão e
efusão.

lei de Graham

velocidade (A) MB
=
velocidade (B) MA

AULA 6 – MISTURAS GASOSAS

Numa mistura de gases ideais que não reagem entre si, a


mistura se comporta como se fosse um gás único e
obedece as leis dos gases estudadas.

Número de mols de uma mistura gasosa

Numa mistura gasosa, o número de mols da mistura é


igual ao somatório do número de mol de cada um dos
componentes desta mistura.

ntotal = n1 + n2 + n3 + ....

Pressão de uma mistura gasosa

A pressão da mistura gasosa, ou seja, a pressão total é a


somatória das pressões individuais de cada um dos gases
presentes.

ptotal = p1 + p2 + p3 + ...

Pressão Parcial de um gás

A pressão parcial de um gás é a pressão que esse gás


exerceria se estivesse sozinho, nas mesmas condições de
volume e temperatura que se encontra a mistura.

A pressão parcial de um gás pode ser calculada levando-se


em consideração a fração molar deste gás.

ngás
pparcial =  ptotal ou pparcial =   ptotal
ntotal

Volume Parcial de um gás

O volume parcial de um gás é o volume que ele ocuparia se


estivesse sozinho nas mesmas condições de pressão total
e temperatura da mistura.

ngás
v parcial =  v total ou vparcial =   v total
ntotal

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3
POLUIÇÃO AMBIENTAL

AULA 1 – POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Na cidade de Seveso (Itália) em 1976 a explosão de um


reator de uma indústria química provocou o vazamento de
Poluição Ambiental dioxina (TCDD) provocando a contaminação de grandes
áreas de solo e água.
O termo poluição vem do latim polure que tem por
significado manchar ou poluir e indica, em linhas gerais, a Em 1984, na cidade de Bhopal na Índia, um acidente na
presença de substâncias ou agentes físicos no ambiente planta da indústria química Union Carbide, liberou cerca
acima das concentrações encontradas no ambiente de 40 toneladas isocianato de metila. Estima-se que em
natural. Essas substâncias ou agentes físicos são três dias após o acidente 8 mil pessoas já haviam morrido
geralmente produzidos pelas atividades humanas. decorrente dos efeitos tóxicos deste composto.

De acordo com a LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE


1981 que dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, a poluição pode ser entendida como (Artigo
terceiro capt III):
A degradação da qualidade ambiental resultante de
atividades que direta ou indiretamente:
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da
população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e
econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota; Figura 2 - Imagem símbolo do acidente de Bhopal -
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio Índia
ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os Outra catástrofe de grandes proporções ocorreu em 1986
padrões ambientais estabelecidos; em Chernobyl – antiga União Soviética. Uma falha no
processo de refrigeração de um reator nuclear causou
uma explosão e consequente liberação de poluentes
Deste modo podemos considerar que as atividades
radioativos, que provocaram a morte imediata de dezenas
humanas em sociedades industrializadas, produzem vários
de pessoas.
tipos de resíduos poluentes: lixo (doméstico e industrial),
fumaça (automóveis, indústrias e queimadas), resíduos Também envolvendo material radioativo, mas desta vez no
industriais, além dos resíduos humanos como Brasil na cidade de Goiania (1987), uma capsula contendo
excrementos e urina (esgoto doméstico). césio-137 retirada de um equipamento de radioterapia
descartado inadvertidamente por um hospital causou a
Existem vários pontos ao longo da história da sociedade
morte de algumas pessoas e a exposição a altas doses de
moderna abrangem a questão ambiental e a falta de
radiação em muitas outras.
cuidado em relação à produção de resíduos e seu
controle, bem como a remediação de áreas degradadas. Existem vários outros exemplos de desastres causados
Nos EUA durante o século XIX, por exemplo, o cheiro dos por poluentes no ambiente. O importante agora é
excrementos de cavalos era sentido por todas as partes de entendermos os erros do passado para que não se
muitas cidades, assolando a população com aquilo que cometam novamente no futuro além de alertar as próximas
ficou conhecido como “poluição dos cavalos”. Em 1952, gerações para a questão ambiental.
durante o inverno de Londres, as condições climáticas
locais não permitiram a dispersão correta dos poluentes
produzidos por automóveis, fábricas e sistemas de
aquecimento, causando um efeito ambiental conhecido Poluição Atmosférica
como Smog. Mais de 4 mil pessoas morreram em poucos
dias por complicações respiratórias causadas pela alta Podemos dizer que atmosfera é um “envelope” gasoso
concentração de poluentes na troposfera (nível respiratório que circunda o planeta Terra sendo ela composta por uma
ou baixa atmosfera). mistura de gases, líquidos e sólidos suspensos
(aerossóis), sendo composta majoritariamente pelo gás
nitrogênio (N2, 78%), seguida do gás oxigênio (O2, 20%),
além de outros gases em quantidade minoritária (2%
restante).

Figura 1 - Circus Piccadilly – Smog londrino (1952)

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1
POLUIÇÃO AMBIENTAL

Porcentagem em volume dos GASES FIXOS A troposfera, que alcança altitudes máximas de 16 km
partindo-se da superfície da Terra, é a região onde os
na atmosfera terrestre
seres vivos habitam. É uma região turbulenta devido a
movimentação das massas de ar e possui grande
(até 100 km de altitude) concentração de poluentes. A temperatura diminui com o
aumento da altitude.
Frações em Volume
FÓRMULA Outra região importante para o estudo a poluição
QUÍMICA atmosférica é a estratosfera. Possui altitude de 16 km até
Porcentagem, % ppmv
o máximo de 50 km considerando a superfície da Terra. É
uma região importante, pois é nesta região onde
N 78,08 780000 encontramos a camada de ozônio (O3). Neste caso a
2(g)
temperatura aumenta com o aumento da altitude.
O 20,95 209500
2(g) A poluição atmosférica consiste de gases, líquidos e
sólidos (material particulado) presentes na atmosfera em
Ar concentrações maiores que as concentrações naturais
(g) 0,93 9300
resultado das atividades humanas e podem causar danos
ao homem, animais, vegetais e materiais.
Ne 0,0015 15
(g)
As principais fontes da poluição atmosférica são os
motores de veículos devido ao processo de queima
He 0,0005 5 (combustão) de combustíveis fósseis, as indústrias
(g)
(fábricas de cimento e celulose, siderúrgicas, refinarias,
Kr químicas e farmacêuticas, etc.), a incineração de lixo
(g) 0,0001 1
doméstico e também as queimadas de florestas, campos e
pastagens.
Xe 0,000005 0,05
(g)
Essas fontes de poluição podem ser classificadas das
seguintes maneiras:

 Fontes naturais ou Antrópicas (causadas pelo


De acordo com um gradiente de temperatura, a atmosfera
pode ser dividida em quatro regiões principais: homem)
 Pontual – localizada no ponto de emissão
 Troposfera
 Difusa – emissão espalhada por grandes áreas
 Estratosfera
 Móvel ou Estacionária
 Mesosfera
Os poluentes também podem ser divididos para melhor
 Termosfera compreensão:

 Poluentes Primários: emitidos diretamente para


atmosfera sem transformação
 Poluentes Secundários: compostos gerados na
atmosfera por reação química
Dentro de uma região urbanizada os poluentes principais
são os óxidos de enxofre (NOx), óxidos de enxofre (SOx),
óxidos de carbono (COx), compostos orgânicos voláteis
(COV’s) e também material particulado (MP).

NOx – Óxidos de Nitrogênio

Coletivamente o NO (monóxido de nitrogênio ou óxido


nítrico) e o NO2 (dióxido de nitrogênio) são chamados de
NOx. As principais fontes emissoras destes compostos são
os motores de combustão interna, queima de matéria
orgânica e também as descargas elétricas na atmosfera
(raios).
Figura 3 - Principais Regiões da Atmosfera (Cadernos
Temáticos de Química Nova na Escola - Maio 2001)

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2
POLUIÇÃO AMBIENTAL

N2  g  O2  g 
Desc arga Elétrica
Motores automotivos
 2 NO  g  Combustão completa

NO (g)  ½ O2  g 
Atmosfera
 NO2  g  C  s   O2  g  
 CO2  g 

As principais consequências causadas pelos NO x são o


Smog fotoquímico, a formação do ozônio troposférico e Combustão Incompleta
também a chuva ácida.

SOx – Óxidos de Enxofre


C  s   ½ O2 (g) 
 CO  g 

Formados por SO2 e SO3, os óxidos de enxofre são


liberados principalmente pela queima de combustíveis
fósseis de baixa qualidade, ou seja, combustíveis como o
Material Particulado (MP)
diesel e o carvão mineral que apresentam alta
concentração de enxofre como contaminante. Outras Por definição, material particulado consiste em pequenas
fontes de óxidos de enxofre são as emissões vulcânicas, partículas de sólidos e líquidos (com exceção para água
queimadas em florestas, atividade bacterianas e também pura) que estão suspensas no ar atmosférico e que são
em alguns processos industriais. O principal óxido de individualmente invisíveis ao olho nu, mas podem ser
enxofre encontrado na atmosfera (em grande observáveis no coletivo. Um exemplo é a fumaça preta
concentração) é o dióxido de enxofre (SO2). emitida por caminhões e ônibus.

S(s)  O2 (g) 
 SO2(g) Geralmente o material particulado é calculado em termos
de unidades de micrograma por metro cúbico de ar e são
SO2(g)  ½ O2 (g) 
 SO3(g) divididas em inaláveis finas, inaláveis, fumaça e partículas
totais em suspensão.
De um modo geral, os SOx estão relacionados com a
formação de chuvas ácidas em ambientes poluídos e COV’s – Compostos Orgânicos Voláteis
também em complicações respiratórias como bronquite,
asma e enfisema pulmonar. Os hidrocarbonetos e seus derivados orgânicos que
rapidamente se vaporizam no ar (alta pressão de vapor)
COx – Óxidos de Carbono são chamados de compostos orgânicos voláteis. Um
exemplo clássico de COV é quando abastecemos o
COx = CO + CO2 tanque de combustível de um automóvel e somos capazes
de sentir o cheiro, por exemplo, da gasolina. O que pode
As principais fontes de óxidos de carbono são as ser muito agradável para muitas pessoas é por outro lado
combustões. um problema ambiental grave além de ser tóxico ao ser
humano.
O dióxido de carbono (CO2) é também produzido durante
muitos processos biológicos como fermentação, Mesmo sendo relativamente inertes na atmosfera, os
desnitrificação e respiração aeróbica. Processos que são COV’s podem reagir com óxido nítrico (NO) causando a
conduzidos por bactérias heterotróficas. Respiração formação de ozônio troposférico e também chuvas ácidas.
celular de plantas e animais também liberam gás
carbônico como produto.
COV's + NO + O2 
Luz Solar
 mistura de O3 , HNO3 e compostos orgânicos
Um dos poluentes atmosféricos mais perigosos ao ser
humano, principalmente aqueles que habitam as grandes
cidades, é o monóxido de carbono (CO), um gás incolor, Tabelas
sem cheiro (inodoro) e um pouco mais leve em relação ao
A seguir segue a tabela com os principais poluentes
ar. O CO é produzido durante combustões, principalmente
considerados indicadores da qualidade do ar (Tabela 01)
combustões incompletas de compostos orgânicos, sendo
retirado do Relatório de Qualidade do Ar da CETESB do
suas principais fontes de emissão os carros, caminhões,
ano de 2014, bem como as tabelas com principais
ônibus, motocicletas e etc.
parâmetros de qualidade do ar e prevenção de riscos à
O monóxido de carbono combina-se de modo irreversível saúde humana (Tabela 02) e de qualidade do ar e efeitos
com a hemoglobina do sangue, inutilizando-a para o à saúde (Tabela 03).
transporte do gás oxigênio através do corpo humano. A
exposição por um período de tempo não muito grande
pode levar à morte.

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POLUIÇÃO AMBIENTAL

Tabela 1 - Fontes e características dos principais poluentes na atmosfera

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POLUIÇÃO AMBIENTAL

Tabela 02 - Qualidade do Ar e Prevenção de Riscos à Saúde

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5
POLUIÇÃO AMBIENTAL

AULA 2 – INVERSÃO TÉRMICA

O calor irradiado pelo sol em direção a Terra é absorvido


pela superfície terrestre, ou seja, sob condições normais,
as camadas mais baixas de nossa atmosfera são mais
quentes em relação às camadas superiores. Uma vez que
o ar quente é mais leve que o ar (lembre-se de um balão
de ar quente), sua tendência é ascender (subir),
Figura 4 - Esquema simplificado do Efeito Estufa
carregando consigo os poluentes que estão suspensos
(Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola -
nestas regiões mais baixas. O ar quente é então Maio 2001)
substituído por ar frio que desce das camadas superiores
que em seguida se aquece e volta a subir. Essa É justamente este fenômeno que mantem a superfície da
movimentação de ar quente e frio, subindo e descendo na Terra aquecida, impedindo a rápida dissipação do calor
atmosfera, é conhecido como corrente de convecção, para o espaço, mantendo uma temperatura média que é
sendo esta a responsável principal pela dispersão dos compatível com a vida. Comparando com a última idade
principais poluentes atmosféricos que são produzidos pela do gelo (cerca de 13 mil anos atrás), a temperatura da
atividade humana nas grandes cidades. Terra é hoje cerca de 4°C maior.

No inverno, devido as menores temperaturas, a superfície O efeito estufa é resultado principalmente da presença na
terrestre acaba sofrendo um resfriamento. A camada atmosfera de água no estado de vapor, dióxido de carbono
inferior da atmosfera por consequência desta menor (CO2), metano (CH4) e de dióxido de nitrogênio (NO2), uma
temperatura pode ficar mais fria em relação à camada vez que estás moléculas podem absorver calor.
imediatamente acima dela, acarretando na interrupção da
corrente de convecção mencionado anteriormente. Interação da Radiação Infravermelha com as
Moléculas
Essa interrupção da corrente de convecção é conhecida
como inversão térmica que retém os poluentes próximos A radiação infravermelha (comprimento de onda entre 100
à superfície da terra, impedindo assim a dispersão dos µm e 1 µm) interagem com moléculas mudando sua
poluentes para camadas mais altas da atmosfera. configuração, ou seja, mudando a posição relativa dos
átomos em relação às ligações covalentes entre eles.
É nesta ocasião, onde aumentam muitos os casos de
problemas respiratórios e irritação das mucosas, Sabemos que os átomos de uma molécula não
principalmente nas populações de grandes cidades. permanecem parados uns em relação aos outros, eles
possuem vibrações em torno de uma posição média. Se
essas modificações causarem variação no momento de
dipolo (momento dipolar) da molécula, ela será ativa no
infravermelho, ou seja, será capaz de absorver e emitir
radiação infravermelha.

São essas vibrações que fazem com que a água e o CO2


AULA 3 – EFEITO ESTUFA e outras moléculas sejam gases de efeito estufa.
Agravamento do Efeito Estufa

O efeito estufa é um evento natural da atmosfera que


ocorre devido à absorção de parte da radiação solar pela
superfície terrestre. Essa radiação absorvida pelo solo é
reemitida para atmosfera de um modo diferente: na forma Agravamento
de calor, ou seja, radiação infravermelha.
O agravamento (exacerbação) do efeito estufa tem
ocorrido principalmente pela intervenção humana sob o
ambiente, com liberação de grandes quantidades de CO2
e outros gases.

A quantidade de gás carbônico na atmosfera atual é cerca


de 375 mL/m3 (375 ppm), e veio aumentando desde a
Revolução Industrial, quando a queima de combustíveis

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POLUIÇÃO AMBIENTAL

fósseis (petróleo e carvão mineral) começou a ser utilizada AULA 4 – SMOG FOTOQUÍMICO E OZÔNIO
em grande escala para a produção de energia. TROPOSFÉRICO

O metano (CH4 – um hidrocarboneto) é o gás de efeito A camada de ozônio está localizada na estratosfera e é
estufa mais importante depois do CO2, podendo ser extremamente importante para a vida na Terra devido a
liberado para atmosfera tanto por processos naturais sua ação de filtrar/ absorver a incidência direta da radiação
quanto antrópicos. ultravioleta de alta energia que pode aumentar a taxa de
mutação de genes, sendo por isso um dos principais
Atenção: por molécula, o metano possui poder de fatores responsáveis pelo câncer de pele (melanoma).
absorção de radiação IV (Infravermelha) cerca de 21
vezes maior que o CO2, no entanto sua concentração é De um modo geral, podemos representar a formação da
menor – 1,72 ppm, contra 375 ppm de CO2. camada de ozônio na estratosfera da seguinte maneira:

 =241 nm
Geralmente é resultado da decomposição anaeróbia da O2  2 O (dissociação fotoquímica)
matéria orgânica e também da extração e utilização de O + O2  O3 + calor (colisão de átomos de oxigênio com moléculas de O2 )
combustíveis derivados de petróleo. Outras fontes
emissoras de CH4 para atmosfera são os rebanhos de bois
e cabras devido ao processo de fermentação do alimento Apesar de seus benefícios à vida, o ozônio quando
em seus tubos digestórios (fermentação entérica). encontrado na troposfera (nível respiratório) é considerado
um poluente. É formado principalmente devido à presença
Texto retirado do ENEM: de NO2 na atmosfera decorrente do chamado smog
fotoquímico:

Motor de
N2 + O2 
Automóveis
 2 NO
2 NO + O2  2 NO2 (gás castanho alaranjado)

NO2  NO + O

O + O2 
 O3 (Formação do ozônio troposférico)

De acordo com o relatório “A grande sombra da pecuária”


(Livestock’s Long Shadow), feito pela Organização das
Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, o gado
é responsável por cerca de 18% do aquecimento global,
uma contribuição maior que a do setor de transportes.
(http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM) Figura 4 - Smog Fotoquímico na cidade de São Paulo.
Observe a camada de NO2 castanho no horizonte
Outros gases de efeito estufa que não são muito
comentado devido a sua relativamente baixa concentração Esse gás pode causar vários problemas à saúde humana
na atmosfera quando comparado ao CO2 são o óxido como irritação nos olhos, fadiga, congestão nasal, irritação
nitroso (N2O – conhecido como gás hilariante), o ozônio na garganta, dores de cabeça e aumento na
(O3) e também os CFC’s (clorofluorocarbonetos) utilizados suscetibilidade a alergias. Além disso, pode causar
em refrigerados e aparelhos de ar condicionado. também danos à vegetação, pois é absorvido pelas folhas
das plantas causando a degradação da clorofila e
consequentemente a diminuição da fotossíntese, como
observado na foto abaixo.

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7
POLUIÇÃO AMBIENTAL

É interessante ressaltar que a radiação UV-B é a mais


prejudicial à vida na Terra, principalmente para a vida dos
seres humanos, pois esta pode ser absorvida pelo DNA
celular podendo causar câncer de pele através da reação
de metilação de duas timinas.

AULA 5 – CHUVAS ÁCIDAS

Água da chuva é naturalmente ácida (pH = 5,6) devido à


presença de CO2 (dióxido de carbono, gás carbônico) na
atmosfera. Este óxido reage com a água gerando ácido
carbônico (H2CO3) que precipita em forma de chuva.

CO2 (g) + H2O( ) 


 H2CO3 (aq) O termo “buraco” na camada de ozônio é largamente
divulgado e utilizado, mas não é o mais correto.
Com o aumento da emissão de gases poluentes, como por Precisamente falamos em afinamento da camada de
exemplo, os óxidos de nitrogênio e enxofre, derivados da ozônio, devido à diminuição na quantidade deste gás
queima de combustíveis fósseis em motores de devido principalmente a sua reação com átomos livres de
automóveis, a água da chuva tem se tornado ainda mais cloro proveniente dos chamados CFC´s
ácida devido a formação de ácidos fortes como o HNO 3 (clorofluorocarbonos ou clorofluorocarbonetos).
(ácido nítrico) e também o H2SO4 (ácido sulfúrico). Estes
ácidos ao precipitarem corroem ao longo do tempo as Os CFC’s – também conhecidos como FREONS – foram
fachadas e monumentos históricos, além de causarem o bastante utilizados como gás propelente para latas de
spray e como gás refrigerante de geladeiras e
branqueamento de recifes de corais.
equipamentos de ar-condicionado.

Observe abaixo as equações que ocorrem no processo de


destruição do ozônio:

Podemos observar que primeiramente ocorre a quebra da


molécula do CFC, neste exemplo representada pelo
Figura 6 - Estatua corroída pela chuva ácida. Primeira diclorodifluorometano, com a formação dos átomos de
foto (esquerda) 1908; segunda foto (direita) 1968. cloro que catalisam a quebra da molécula de ozônio na
segunda etapa, com formação de gás oxigênio. Na terceira
Depleção na Camada de Ozônio
etapa o átomo de cloro é reformado podendo entrar
Vimos anteriormente como ozônio é formado nas camadas novamente na cadeia de destruição do O3.
mais altas da estratosfera e sua importância na retenção
da radiação ultravioleta (UV-A, UV-B e UV-C).

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PROPRIEDADES COLIGATIVAS

AULA 1 – CONCEITOS GERAIS AULA 2 – PRESSÃO DE VAPOR E EBULIÇÃO

As propriedades coligativas são propriedades das Pressão Máxima de Vapor e a Temperatura de


soluções, ou seja, propriedades derivadas da interação do Ebulição
soluto com o solvente. Essas propriedades chamadas
coligativas dependem exclusivamente da quantidade de Quando um líquido entra em ebulição? Quando este atinge
partículas totais (em mol ou mol/L) na solução. a Tebulição, certo? Errado!

Um conceito importante para o estudo das propriedades Atenção: um líquido entra em ebulição (“ferve”) quando
coligativas é a Pressão Máxima de Vapor. atinge uma temperatura na qual a sua pressão de máxima
de vapor se iguala à pressão exercida sobre ele, ou seja, à
pressão atmosférica local.

Pressão Máxima de Vapor (Pvap) É válido lembrar que a pressão atmosférica varia em
função da altitude: quanto maior a altitude, menor a
A Pressão Máxima de Vapor (Pvap) é a pressão exercida pressão atmosférica. Por exemplo, a água “ferve” a 100°C
pelos vapores de uma substância quando existe um ao nível do mar onde a pressão atmosférica é de 760
equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor a uma dada mmHg (1 atm). Em São Paulo, onde a pressão atmosférica
temperatura. está por volta de 700 mmHg essa temperatura passa a ser
de 98,3°C.
É importante sempre lembrar que quanto maior a
volatilidade de uma substância, maior sua pressão de
vapor; substâncias diferentes possuem pressões máximas
de vapor também diferentes a uma mesma temperatura.
Isso ocorre devido a maior ou menor facilidade do líquido
passar para o estado de vapor que dependem do tipo das
forças ou interações intermoleculares que ocorrem no
líquido. AULA 3 – TONOSCOPIA, EBULIOSCOPIA E
CRIOSCOPIA

água ( ) 

 água (v) Pvapor = 17,5 mmHg Tonoscopia

álcool ( )  álcool ( )
 Pvapor  44,0 mmHg
A tonoscopia ou tonometria é o estudo da diminuição da
éter ( ) 

 éter (g) Pvapor = 442 mmHg pressão máxima de vapor de um solvente, provocada
pela adição de um soluto não volátil.

A adição de um soluto não volátil a um solvente puro


Influência da Temperatura na Pressão Máxima de sempre atrapalha sua evaporação e consequentemente
Vapor leva a uma diminuição da pressão máxima de vapor da
solução em relação ao solvente puro.

Vale lembrar que quanto maior o número de partículas


dissolvidas, menor será a pressão máxima de vapor
devido a menor evaporação do solvente.

Pela análise do gráfico acima para três substâncias


diferentes podemos notar que as medidas da P vap variam
com o aumento da temperatura.

Observando o diagrama acima podemos verificar que a


uma data temperatura o líquido puro sempre terá maior
pressão de vapor em relação a sua solução.

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1
PROPRIEDADES COLIGATIVAS

Ebulioscopia

Ebulioscopia ou ebuliometria é o estudo da elevação da


temperatura de ebulição de um solvente em uma
solução.

Esse aumento da temperatura de ebulição quando da


adição de um soluto não volátil pode ser justificada pela
diminuição da pressão máxima de vapor, ou seja, a
ebulioscopia é consequência do efeito tonoscópico.

Crioscopia

A crioscopia ou criometria é o estudo da diminuição da


temperatura de congelamento de um solvente em uma
solução.

O efeito crioscópico de interação soluto solvente em uma


solução pode ser observado em países frios onde no
inverno ocorre formação de neve. É frequente a adição de
cloreto de cálcio e cloreto de sódio nas ruas e rodovias
para abaixar a temperatura de congelamento da água,
dificultando assim a formação de gelo.

AULA 4 – PRESSÃO OSMÓTICA

Osmose é um fenômeno espontâneo de passagem de


solvente do meio menos concentrado (hipotônico) para
o meio mais concentrado (hipertônico) através de uma
membrana semipermeável.

Por outro lado a pressão osmótica (π) é a pressão


aplicada externamente a uma solução mais concentrada
para evitar que o fenômeno de osmose ocorra.

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2
ELETROQUÍMICA - ELETRÓLISE

AULA 1 – CONCEITOS GERAIS A produção de soda cáustica (NaOH), utilizada na


fabricação de sabões também e de cloro gasoso (Cl2) para
A eletrólise é uma reação não espontânea de oxirredução tratamento de água, compostos orgânicos clorados e
(redox) que só ocorre mediante a aplicação de corrente alvejantes são feitos pela eletrólise de solução aquosa de
contínua de um gerador externo. cloreto de sódio.

Podemos dividir a eletrólise em duas categorias:

 Eletrólise ígnea – ocorre com compostos iônicos


fundidos na ausência de água;
 Eletrólise aquosa – ocorre com soluções aquosas de
sais, ácidos ou bases.
AULA 2 – ELETRÓLISE ÍGNEA
Essas reações forçadas ocorrem em recipientes
denominados de cubas ou células eletrolíticas na presença A eletrólise ígnea ocorre com compostos iônicos fundidos,
de eletrodos inertes, ou seja, eletrodos que não reagem ou seja, em estado líquido. Vale lembrar que para a fusão
com os componentes da eletrólise, deixando apenas que a de um composto iônico é necessário atingir altas
reação ocorra em suas superfícies. temperaturas.

Geralmente os eletrodos mais utilizados em eletrólises são Vamos fazer um exemplo da eletrólise ígnea do cloreto de
feitos de platina (Pt) ou então carbono grafite (C), também sódio (NaCl).
chamado de eletrodo de grafita.
A primeira coisa que devemos fazer é a fusão do composto
A fonte externa de tensão (corrente contínua) é a e demonstrar a formação dos íons:
responsável por gerar a polaridade dos eletrodos.
Fusão do cloreto de sódio:

Vale lembrar que ainda separamos em cátodo e ânodo os NaC (s)   Na ( ) + C  ( )
eletrodos onde ocorrem as semirreações de redução e a
oxidação, respectivamente.

Um ponto importante de se considerar é que as polaridades


dos eletrodos na eletrólise são contrárias daquelas que
encontramos nas pilhas eletroquímicas.

Observe abaixo:

Pilha Eletrólise
Cátodo Polo Positivo Polo Negativo
Ânodo Polo Negativo Polo Positivo

Para facilitar o estudo da eletrólise podemos fazer a


seguinte generalização:
Agora, conhecendo que são os cátions e ânions presentes
 O cátodo atrai cátions e é o polo negativo na cuba eletrolítica, vamos fazer as semirreações de
redução e oxidação. O cátodo irá atrair o cátion que sofrerá
 O ânodo atrai ânions e é o polo positivo
redução; o ânodo irá atrair o ânion que irá sofrer oxidação.
Cátions e ânions nos eletrodos sofrem descarga, ou seja,
Observe abaixo as semirreações dos processos:
perdem a carga positiva e negativa que possuem
respectivamente.
Semirreação catódica: Na  ( ) + e  
redução
 Na( )
As eletrólises são muito utilizadas na indústria de
transformação para a produção, por exemplo, de metais como
o alumínio a partir do óxido de alumínio (Al 2O3) retirado do Semirreação anódica: 2 C  ( ) 
oxidação
 C 2 (g) + 2 e 
minério bauxita.

O alumínio metálico é muito utilizado em nosso cotidiano Com as duas semirreações podemos soma-las e montar a
em utensílios domésticos como panelas e talheres além de reação global desta eletrólise:
latas de refrigerante.

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ELETROQUÍMICA - ELETRÓLISE

Reação Global: 2 Na ( ) + 2 C  ( ) 


 2 Na( ) + C 2 (g) NaCl  Na + C  
 H + OH 
na solução

H2O  
ou 2 NaC ( )  2 Na( ) + C 2 (g)

Note que para fazermos a reação global do processo de Cátodo : 2 H + 2 e  


 H2

eletrólise do cloreto de sódio, devemos acertar as Ânodo : 2 C 
 C 2 + 2 e
quantidades de elétrons que entram na redução e que saem
da oxidação.
Somando todas as reações, podemos montar a equação
global:
É interessante notar também que essas reações causam a
decomposição do reagente.
 2 Na + 2 OH + H2 + C
Reação Global: 2 NaC + 2 H2O  2

ou 2 NaC + 2 H2O 
 2 NaOH + H2 + C 2

AULA 3 – ELETRÓLISE AQUOSA

A eletrólise aquosa é realizada com soluções aquosas de


AULA 4 – DESCARGA DE 𝐇 + OU REDUÇÃO DE ÁGUA
ácidos, bases ou então sais.
Uma dúvida muito comum dos alunos é a reação que deve
Neste caso devemos considerar que além do soluto, a água
ser escrita quando temos a prioridade de descarga do íon
também pode concorrer pelos eletrodos para sofrerem
H+ numa eletrólise aquosa.
redução ou oxidação.
Devemos escrever a redução do íon H+ ou então a redução
Para decidir se os íons derivados do soluto terão maior
da água?
prioridade em relação à água, devemos observar uma fila
de prioridade, também chamada fila de descarga. Vale lembrar que na eletrólise em meio aquoso, indicamos
o H+ para facilitar a escolha da ordem de prioridade. Este
Essa fila considera a prioridade de cátions e de ânions.
pode vir de um ácido ou então é o “H+” da água.
Pr ioridade de Descarga
A decisão é fácil:
A < A < A 3  < H < Todos os demais cátions
Cátions: 
Pr ioridade Crescente
 Quando os íons H+ vierem de um ácido que está presente
na solução aquosa que será eletrolisada, a equação de
ânions oxigenados e F  < OH < Todos os demais ânions redução escrita é mesmo do H+.
Ânions : 
Pr ioridade Crescente

2 H (aq) + 2 e 
 H2 ( g )

Quando fazemos um exercício de eletrólise aquosa Quando a solução não contiver um ácido e mesmo assim
separamos os cátions e os ânions do soluto e também decidimos que o íon H+ terá maior prioridade de descarga,
pensamos na água como sendo formada por íons H+ e OH- então a melhor equação escrita é a da redução da água.
. Deste modo fica mais fácil decidir quem tem maior
prioridade. 2 H2O ( ) + 2 e 
 H 2 (g) + 2 OH  (aq)

Observe um exemplo: Essa mesma ideia é válida para decisão quanto tempos a
oxidação dos íons OH-.
Vamos eletrolisar uma solução aquosa de NaCl.
Quando o íon OH- da solução vier de uma base, fazemos a
Em solução teremos a presença dos íons Na+ e Cl- vindos
reação de oxidação dos íons OH-:
do soluto e também os íons H+ e OH- como pensamos na
água.
2 OH  (aq) 
 H 2O ( ) + 1 O2 (g) + 2 e
2
Perceba que pela fila de descarga, o cátion H+ da água
possui maior prioridade em relação ao Na+, enquanto os Quando decidimos que o íon OH- tem maior prioridade, mas
ânions Cl- levam preferência na descarga em relação ao estes estão vindo da água, a melhor equação a ser escrita
OH- da água. é a oxidação da água:

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2
ELETROQUÍMICA - ELETRÓLISE

 2 H  (aq) + 1
H 2O ( ) 
2
O 2 (g) + 2 e  Cu 2 + 2e 
Re dução
 Cu 0
2 mols de elétrons 1 mol de cobre metálico

2  96500 C 63,5 g 
 x = 0,381 g de cobre metálico
1158 C x 

AULA 5– ASPECTOS QUANTITATIVOS DA


ELETRÓLISE

Podemos quantificar a quantidade de matéria formada


numa reação eletroquímica, a quantidade de carga (em
Coulombs) e também a quantidade de corrente elétrica para
um processo ocorrer.

Experimentalmente Faraday, em 1834, verificou


experimentalmente que nos processos de eletrólise a
massa da substância eletrolisada é diretamente
proporcional à quantidade de eletricidade que atravessa a
solução.

Sabemos que a carga de 1 elétron é igual a 1,6023 ∙ 10-19


Coulombs e quando consideramos a constante de
Avogadro (6,023 ∙ 1023), calculamos a carga equivalente a
1 mol de elétrons:

1 elétron 1, 6023  1019 Coulomb


1 mol de elétrons 96.506 Coulomb
6,023  1023 elétrons

O valor de 96500 Coulomb/mol é conhecido como


constante de Faraday e indica a carga elétrica para um mol
de elétrons.

Observe um exemplo de como utilizamos a constate de


Faraday nos cálculos de eletrólise:

Uma solução de sulfato cúprico foi eletrolisada durante 10


minutos com uma corrente de 1,93 A. Calcule a massa de
cobre depositada no processo de redução no cátodo.

Como temos a corrente e o tempo, podemos calcular a


quantidade de carga que passou através da cuba
eletrolítica:

Q=i  t 

i = 1,93 A  Q = 1,93  600 = 1158 C
t = 10 mim = 600 s 

Considerando a equação de redução dos íons cúpricos,


temos:

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ELETROQUÍMICA –
PILHAS ELETROQUÍMICAS
AULA 1 – CONCEITOS GERAIS DE PILHA

Também chamada de célula/ cela eletroquímica ou célula


galvânica. É um dispositivo que gera corrente elétrica
contínua a partir de uma reação de oxirredução
espontânea.

Vale lembrar que a oxidação envolve a perda de elétrons


enquanto a redução, o recebimento de elétrons.

O exemplo clássico de uma pilha eletroquímica e a pilha


de Daniell que envolve a reação entre zinco metálico e
cobre metálico em suas respectivas soluções, ou seja,
soluções que contenham os cátions destes metais.
Observe a reação devidamente balanceada abaixo.
Tome cuidado com alguns nomes utilizados no estudo das
pilhas eletroquímicas.

Note pelos Nox dos constituintes da reação que o cobre O cátodo é o eletrodo onde ocorre a redução e é o polo
sofre redução pelo recebimento de elétrons, enquanto o positivo da pilha;
zinco sofre oxidação, perdendo elétrons.
O ânodo é o eletrodo onde ocorre a oxidação e é o polo
Esse processo também pode ser observado pelas negativo da pilha.
semirreações:
 Ânodo 
na pilha
 Polo Negativo
Zn 
 Zn 2
+ 2e 
Semirreação de Oxidação 
Cátodo   Polo Positivo
na pilha
2 
Cu + 2e 
 Cu Semirreação de Redução
A ponte salina é necessária para fechar o circuito elétrico e
É interessante notar que uma reação não acontece sem a tem por função essencial manter as cubas com
outra. concentrações de íons sempre constantes. Quando há
excesso de íons em algumas das cubas a pilha para de
Quando falamos de um processo de oxirredução (também funcionar.
podemos chama-lo de processo redox) utilizamos alguns
nomes específicos que é importante saber.

Bom, tome nota:

Quem doa ou perde elétrons sofre oxidação e quem recebe,


sofre redução.
AULA 2 – POTENCIAL DE REDUÇÃO
Podemos ir mais longe agora e dizer que a espécie que
sofre oxidação causa a redução em outra e é chamado de Potencial pode ser traduzido neste caso como sendo a
agente redutor; quem sofre a redução causa a oxidação e é capacidade que um determinado composto ou elemento
chamado de agente oxidante. pode sofrer uma redução, ou seja, sua capacidade em
receber elétrons.
Em resumo, temos:
Os potencias de redução são calculados
Doar ou receber elétrons é uma característica que depende experimentalmente fazendo-se reações de oxirredução e
de quem são as espécies que fazem contato entre si. comparando-se os valores com um potencial padrão para o
hidrogênio.
Fazendo um arranjo simples, onde se coloca em dois
recipientes separados placas destes dois metais Existem tabelas para consulta dos potenciais e quando
mergulhados em soluções que contenham seus cátions e necessárias são apresentadas nos exercícios.
ligando-os entre si por um fio condutor, mediante a
presença de uma ponte salina, ocorre a geração da corrente
elétrica.

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ELETROQUÍMICA –
PILHAS ELETROQUÍMICAS
Para isso seguimos esta sequência: oxidação ││redução

Para a pilha de Daniell onde temos a equação:

Escrevemos simplificadamente por notação:

Zn / Zn2+ ││Cu2+/ Cu

AULA 4 – ESPONTANEIDADE DE REAÇÃO

Algumas reações de oxirredução são espontâneas a


medida que se colocam os compostos em contato; por outro
lado, outras reações não ocorrem espontaneamente.
Com os valores de potenciais padrão de redução, podemos
decidir entre dois metais quem sofrerá redução e quem Podemos prever se uma reação será ou não espontânea
sofrerá oxidação. por meio dos potencias de redução.

Observe um exemplo: Para essa previsão escrevemos a equação sempre


espontânea de acordo com os potencias e então
Queremos montar uma pilha entre prata (Ag) e Níquel (Ni) comparamos com aquilo que está descrito no exercício.
e queremos saber quem sofrerá redução e oxidação sem
fazer a montagem da pilha num laboratório. Por exemplo:

Com os dados da tabela de potencial de redução, A reação entre prata e zinco ocorre espontaneamente
verificamos que a prata possui maior potencial de redução quando colocamos em contato zinco metálico com uma
(Eredução = 0,80 V), sendo assim, é ela quem sofrerá a solução que contenha íons de prata.
redução enquanto o níquel oxidará obrigatoriamente por ter
o menor potencial de redução (Eredução = -0,26).
Zn  Ag 
 Zn2  Ag E   1,06 V
Também podemos calcular a diferença de potencial (ddp)
de uma pilha com base nos dados dos potencias de Se colocarmos prata metálica em uma solução que
redução. contenha íons de zinco a reação não ocorre por não ser
espontânea.
Para isso utilizamos a seguinte regra:
Zn2  Ag 
 Zn  Ag E   1,06 V
E0 = Emaior
0 0
- Emenor
Re dução Re dução
Importante: note que para uma reação espontânea a ddp
Para o exemplo que fizemos entre a prata e o níquel é maior que zero, enquanto uma reação dita não-
podemos calcular a sua ddp. Observe: espontânea possui ddp negativa.

ddp = 0,80 – (- 0,26) = + 1,06 V

AULA 3 – NOTAÇÃO DE PILHAS

Existe um modo simplificado para mostrarmos o arranjo de


uma pilha sem fazer o esquema ou equações.

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ELETROQUÍMICA – CONCEITOS GERAIS

AULA 1 – NÚMERO DE OXIDAÇÃO (NOX)

Definimos número de oxidação (Nox) como sendo a carga real ou aparente de um determinado elemento químico numa ligação
iônica ou covalente.

Para os compostos iônicos é simples verificar qual o Nox de cada elemento, uma vez que este é a própria carga do cátion e do
ânion.

NaC  Na e C 

Exemplo: Nox = +1 Nox = -1

Para compostos que fazem ligação covalente, podemos calcular o número de oxidação com sendo a carga teórica (carga
aparente) que um determinado átomo iria assumir se a ligação fosse quebrada, ficando os elétrons para o átomo mais
eletronegativo da ligação.

AULA 2 – CÁLCULO DO NOX – REGRAS PRÁTICAS

Defini-se algumas regras práticas para que o estudo do número de oxidação se torne mais simples e fácil.

1. Em toda substância simples, o Nox dos elementos é igual a zero;


2. O Nox do hidrogênio é sempre +1 (exceto para os hidretos metálicos – como por exemplo: NaH, CaH2,... – onde o Nox
do hidrogênio passa a ser -1);
3. O oxigênio possui Nox igual a -2 (exceto no íon peróxido – como H2O2, CaO2,... – onde o Nox do oxigênio passa a ser
-1;
4. Para elementos representativos, podemos definir o número de oxidação pelo número da família da seguinte maneira:

2A - Metais
1A - Metais 6A - 7A -
Família Alcalinos 3A 4A 5A
Alcalinos Calcogênios Halogênios
Terrosos

Nox
+1 +2 +3 +4 +5 +6 +7
Máximo

Nox
-4 -3 -2 -1
Mínimo

5. Íons monoatômicos possuem Nox igual a carga: Fe3+ possui Nox = +3;
6. Para substâncias compostas o somatório do Nox é igual a zero;

AULA 3 – REAÇÕES DE OXIRREDUÇÃO (REDOX)

As reações de oxirredução são reações simultâneas que ocorrem transferência de elétrons.

Essas reações são denominadas reações de oxidação e reações de redução e são assim identificadas:

Oxidar é Dar elétrons

Reduzir é receber elétrons

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ELETROQUÍMICA – CONCEITOS GERAIS

É importante notar que as substâncias que sofrem redução e oxidação são identificadas como agentes oxidantes e redutores
respectivamente.

Resumindo, temos:

Agente Oxidante: elemento ou substância que causa oxidação, sofrendo ele mesmo uma redução;

Agente Redutor: elemento ou substância que causa a redução, sofrendo ele mesmo uma oxidação.

AULA 4 – BALANCEAMENTO POR OXIRREDUÇÃO

Balancear uma equação química pelo método de oxirredução é basicamente acertar a quantidade de elétrons cedidos e
recebidos.

Algumas regras básicas podem ser seguidas para o balanceamento por oxirredução.

1. Calcular o número de oxidação dos elementos;


2. Identificar a oxidação e redução;
3. Calcular a variação do Nox;
4. Multiplicar o ΔNox pela atomicidade;
5. Simplificar o ΔNox - quando possível;
6. Igualar o número de elétrons;
7. Acertar as cargas;
8. Balancear o restante – método das tentativas.

Exemplo:

Cu2 + A 0

 Cu0 + A 3

2 0 0 3

Note no exemplo que o Nox do cobre variou de +2 para 0, sendo assim houve uma redução; por outro lado o Nox do alumínio
foi de 0 para +3, ou seja, oxidou.

Acertando as quantidades de elétrons cedidos (oxidação) e perdidos (redução), chegamos na seguinte equação balanceada:

3 Cu2 + 2 A 0

 3 Cu0 + 2 A 3

2 0 0 3

AULA 5 – MÉTODO ÍON-ELÉTRON

O método de balanceamento íon-elétron é um caso específico de balanceamento de reações redox.

Vamos considerar o balanceamento íon-elétron em meio ácido e seguir alguns passos básicos.

1. Balancear todos os elementos exceto os hidrogênios e oxigênios (quando for possível);


2. Para balancear os oxigênios: adicionar H2O;
3. Para balancear os hidrogênios: adicionar íons H+;
4. Acertar (igualar) as cargas de reagentes de produtos adicionando elétrons.

Uma dica válida para separar as semi-reações de oxidação e redução é considerar que se no reagente houver carbono, este
dará origem aos produtos com carbono (principalmente CO2); por outro lado, o oxigênio molecular (O2) dará origem a
moléculas de H2O.

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2
EQUILÍBRIO QUÍMICO

AULA 1 – INTRODUÇÃO AO EQUILÍBRIO QUÍMICO

O equilíbrio químico consiste num processo dinâmico onde


as quantidades de reagentes e produtos se mantêm
constantes. Isto só ocorre quando o sistema se encontra
fechado e neste caso dizemos que a velocidade da
reação direta é igual à velocidade da reação inversa,
mas a reação não para de acontecer.


v direta
a A  bB
v inversa

No equilíbrio, temos
v direta = v inversa

É interessante notar que a constante de equilíbrio (K)


indica as quantidades de reagentes e produtos que
coexistem quando o sistema atinge o equilíbrio numa
condição de temperatura constante ou mais
especificamente, numa dada temperatura.

O equilíbrio químico pode ser expresso através de uma


equação chamada de expressão da constante de equilíbrio
(K):

[Pr odutos] coeficiente


K=
[Reagentes] coeficiente

onde :
[ ] concentração em mol/L
K constante de equilíbrio (só muda com a temperatura)
Sólidos e solventes não entram na expressão de equilíbrio
Admensional , ou seja, não possui unidade

Exemplos:

N2 (g)  3 H2 (g) 2 NH3 (g)

[NH3 ]2
Kc =
[N2 ]  [H2 ]3

CaCO3 (s) CaO (s) + CO2 (g)

K c = [CO2 ]

É sempre importante deixar bem claro que o equilíbrio é


uma condição onde as velocidades (direta e inversa) se
AULA 2 – CÁLCULO DA CONSTANTE DE EQUILÍBRIO
igualam, podendo as concentrações serem elas iguais ou
diferentes. Observe os diagramas ao lado que ilustram Basicamente temos duas maneiras clássicas de calcular a
essas condições: constante de um sistema em equilíbrio químico:

 Sistema em equilíbrio
 Tabela (início / reage / forma)
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1
EQUILÍBRIO QUÍMICO

Calcular a constante de um equilíbrio é a maneira de Exemplo 2


expressar através de números se uma determinada
reação, sob uma dada temperatura, possui maior (UNICAMP) Em um recipiente de 1,0 dm3 introduz-se 0,10
quantidade de reagentes ou produtos, ou seja, uma mol de butano gasoso que, em presença de um
maneira de expressar o rendimento da reação. catalisador, isomerisou-se em isobutano:

Considere o exemplo: butano  g  


 isobutano  g

Entre as reações abaixo, seguidas das respectivas
constantes de equilíbrio. A constante desse equilíbrio é 2,5 nas condições do
experimento. Qual a concentração em mol/dm3 do
isobutano no equilíbrio?
1) CH3 COOH  aq 
 H  aq   CH3COO –  aq  ; K c  1,8  10 – 5

2) CdS  s   Cd  aq   S 2  aq  ;
 2
K c  7,1  10 –28 Neste caso devemos calcular as concentrações no
3) H  aq  HS –  aq  
 H2S  aq  ;
 K c  1,0  107 equilíbrio a partir do valor da constante fornecida.
Consideraremos x a quantidade de reagente e produto
4) 2 HI  g 
 H2  g  I2  g ;
 K c  9,0 formada na reação uma vez que não foi indicada essa
5) CoO  s   H2  g  
 Co  s   H2O  g  ;
 K c  67 quantidade no exercício:

Assinale aquela que uma vez atingido o equilíbrio, a partir butano  g 


 isobutano  g

das quantidades estequiométricas dos reagentes, está
mais deslocada: início 0,1 mol/dm3 0
reage x x
 Para a direita:
equilíbrio (0,1 - x)mol/dm3 x mol/dm3
Reação 3, devido ao seu maior valor de Kc
Note que a quantidade consumida de butano e a formada
 Para a esquerda: de isobutano é igual ( x mol/dm3) devido a proporção
estequiométrica entre eles ser de 1:1.
Reação 2, devido ao menor valor de Kc
Com os valores das concentrações de reagentes e
produtos calculadas, mas ainda em função de x, podemos
*O termo “deslocada(o)para” deve ser entendido como
substituir os valores na expressão de equilíbrio:
maior quantidade de reagentes ou produtos.

Vamos agora aos cálculos da constante de equilíbrio [isobu tan o]


Kc = = 2,5
[butao]
Exemplo 1

Um equilíbrio onde todos os componentes são gasosos é x


= 2,5
representado pela seguinte equação 0,1 - x


A 2  3 B2  2 AB3
 x = 2,5  (0,1 - x)

As concentrações, em mols/litro, são:


x = 0,25 - 2,5x
[A2] = 0,50; [AB3] = 0,20; [B2] = 1,0;
x + 2,5x = 0,25
Deste modo, calcule o valor da constante desse equilíbrio
(Kc).
3,5x = 0,25
Primeiramente devemos montar a expressão da constante
de equilíbrio químico:
0,25
x=
2
[ AB 3 ] [ A 2 ] 3,5
Kc 
[B2 ]3
x = 0,071
Agora é só substituir os valores fornecidos pelo próprio
exercício: Finalmente temos a concentração de isobutano no
equilíbrio, sendo ela igual a 0,017 mol/dm 3. Também
(0,20)2 podemos calcular a concentração de butano no equilíbrio
Kc  = 0,08 pela subtração do valor que reagiu:
(0,50)  (1,00)3

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EQUILÍBRIO QUÍMICO

bu tano AULA 3 – EQUILÍBRIO GASOSO

O equilíbrio gasoso é um caso específico de equilíbrio


0,1 mol/dm3 - 0,071 mol/dm3 = 0,029 mol/dm3
químico que ocorre quando o sistema é homogêneo
início reagiu equilíbrio
gasoso, ou seja, quando todos os componentes da reação
se encontram no estado gasoso. Também pode ser
chamado de equilíbrio em termos de pressões parciais.
(FUVEST) N2O4 e NO2, gases poluentes do ar,
encontramse em equilíbrio, como indicado: A diferença é que neste ponto utilizamos as pressões
parciais de cada gás no sistema em equilíbrio.

N2O4  2 NO2

Vamos recordar alguns pontos do estudo dos gases:
Em uma experiência, nas condições ambientes, introduziu-
se 1,50 mol de N2O4 em um reator de 2,0 litros. Misturas Gasosas
Estabelecido o equilíbrio, a concentração de NO2 foi de
0,060 mol/L. Qual o valor da constante Kc, em termos de
concentração, desse equilíbrio? ntotal ptotal ntotal v total
ngás pgás ngás v gás
Para a resolução deste exercício também devemos aplicar
a tabela de início / reage / equilíbrio, mas antes deve-se  ngás   ngás 
pgás =  p v
 ntotal  total
vgás = 
 ntotal  total
calcular a concentração inicial do reagente em mol/L:
   
1,5 mol
[N2O4 ] inicial   0,75 mol / L
2,0 L pgás = gás  p total v gás = gás  v total
fração molar fração molar
N2O4 

 2 NO2
ngás pgás v gás
início 0,75 mol/L 0 = = =
ntotal p total v total
reage - 0,030 mol/L + 0,060 mol/L
equilíbrio 0,720 mol/L 0,060 mol/L
72 x102 6 x102
Observe o exemplo:
Observe que a quantidade de N2O4 consumida foi de
0,030 mol/L, ou seja, a metade da quantidade de NO 2 COC 2 (g) CO (g) + C 2 (g)  sistema homogênio gasoso
formada uma vez que proporção estequiométrica é de 1:2
respectivamente. p(CO)  p(C 2 )
Kp =
p(COC )
[NO2 ]2 (0,060)2 (6 x102 )2
Kc = = =
[N2O4 ] 0,720 72 x102 Podemos generalizar o equilíbrio gasoso da seguinte
maneira:
K c = 0,5 x102
a A (g) + b B (g) c C (g) + d D (g)
Observação: Os exercícios resolvidos anteriormente não
consideram unidade para as constantes de equilíbrio, ou p(C )c  p(D)d
seja, a constante K é adimensional. Na química do ensino K =
p( A)a  p(B )b
superior há argumentos químicos que mostram que a
constante (qualquer que seja) não apresenta unidade;
porém, alguns autores de ensino médio e vestibulares Re lação de K p e K c
consideram constantes de equilíbrio com unidade. É
sempre importante o aluno atentar a este fato e ficar alerta
principalmente ao vestibular que irá prestar para não ser K p = K c (RT )n
pego de surpresa. onde n = (c + d) - (a + b)

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EQUILÍBRIO QUÍMICO

AULA 4 – GRAU DE EQUILÍBRIO PC 5




 PC 3 + C 2

O grau de equilíbrio (α) é relação matemática entre a Início 1,0 mol/L 0 0


quantidade (em mol) de um reagente que foi consumido Re age 0,40 0,40 0,40
até alcançar o equilíbrio químico, pela quantidade também Equilíbrio 0,60 mol/L 0,40 mol/L 0,40 mol/L
em mol deste reagente no início da reação.
Com os valores das concentrações dos componentes do
Quantidade do reagente gasta
Grau de Equilíbrio  equilíbrio podemos agora calcular a constante de
Quantidade inicial equilíbrio.

Observe um exemplo de como podemos calcular o grau de


equilíbrio:
[PC 3 ][C 2 ] (0,40)2
Kc = =
[PC 5 ] 0,60
Exemplo 1

Considere o equilíbrio dado pela seguinte equação K c = 0,26

CO  g + NO2  g 
 CO2  g + NO  g
 Em resumo, podemos considerar as seguintes condições
para o grau de equilíbrio:
Inicialmente colocou-se para reagir 1mol de cada um dos Grau de equilíbrio tendendo a zero
reagente em um recipiente de um 1 L de capacidade. Após
200 segundos de reação, as concentrações não mais se
Indica um baixo rendimento, ou seja, pouca formação de
alteraram, estabelecendo-se assim o equilíbrio. Neste
produtos, sobrando grandes quantidades de reagentes
ponto restou 0,20 mol/L de CO. Calcule o grau de
que não sofreram reação química.
equilíbrio.
Grau de equilíbrio tendendo a 1
Como no início tínhamos 1 mol em 1 L, a concentração de
CO e NO2 eram equivalentes a 1 mol/L. Passado o tempo
Indica um alto rendimento da reação (próximo de 100%),
até atingir o estado de equilíbrio, nota-se que 0,80 mol/L
ou seja, grande parte dos reagentes foram convertidos em
de cada um deles foram consumidos, restando assim 0,20
produtos
mol/L.

1 mol/L - 0,20 mol/L 0,80 mol/L


= =
1 mol/L 1 mol/L

 = 0,80
AULA 5 – QUOCIENTE REACIONAL
Como o grau de equilíbrio é um número adimensional,
podemos escrevê-lo em porcentagem. Sendo assim, um α
= 0,20 equivale a um consumo de 80% da quantidade O constante de equilíbrio químico é válida somente para
inicial do reagente. um caso bem particular: quando as velocidades das
reações direta e inversa são iguais e as quantidades de
reagentes e produtos não mais se alteram. Isto ocorre em
Exemplo 2
sistemas fechados a uma temperatura constante. Por
outro lado, a divisão das concentrações de produtos por
Num recipiente de paredes rígidas e com capacidade de reagentes fora do estado particular de equilíbrio químico é
2,0 L, foram aquecidos 2,0 mol de PCl 5, sendo este chamado de quociente reacional (Qc).
decomposto em PCl3 e Cl2, de acordo com a seguinte
equação:
O quociente reacional (Qc) é uma ferramenta bastante
útil para indicar se um determinado processo se encontra
PC 5

 PC
 3 +C 2 no equilíbrio, se já passou pelo equilíbrio ou se ainda não
chegou, sob determinadas condições de temperatura
Atingido o equilíbrio químico, o pentacloreto de fósforo constante.
estava 40% dissociado em seus produtos. Calcule a
constante de equilíbrio químico em função das Podemos resumir da seguinte maneira:
concentrações em mol/L.
Se Qc  K c  Sistema em Equilíbrio
Primeiramente vamos considerar que a concentração de Se Qc > K c  Sistema já passou do Equilíbrio
PCl5 no início do experimento era de 1,0 mol/L e em
Se Qc  K c  Sistema não chegou ao Equilíbrio
seguida passamos para a montagem da tabela (início /
reage / equilíbrio). Note que já sabemos o quanto de PCl 5
foi consumido através do valor do grau de equilíbrio de
40%.

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4
EQUILÍBRIO QUÍMICO

O aumento da pressão em um sistema em equilíbrio causa


um deslocamento para o “lado” de menor volume, ou seja,
menor número de mol de gases.

Observe o exemplo abaixo:

3 C2H2 (g) C6H6 (g)


3 mol de gás 1 mol de gás
 
3 volumes 1 volume

 Pr essão  desloca a reação para a direita


menor volume de gases
Geralmente o valor da constante de equilíbrio é fornecida
no texto da questão e assim devemos calcular o valor do
quociente reacional para saber o estado em que o sistema Algumas observações são importantes que os alunos
fornecido se encontra. estejam sempre atentos ao analisarem questões de
deslocamento de equilíbrio em função da pressão:

 A variação da pressão não altera o valor da


constante de equilíbrio numa dada temperatura
constante;
 Para reações onde o volume de reagentes é
igual ao de produtos, a variação da pressão não
AULA 6 – DESLOCAMENTO DE EQUILÍBRIO EM
exerce nenhuma influencia no equilíbrio, ou seja,
FUNÇÃO DA CONCENTRAÇÃO
não há descolamento
Um sistema em equilíbrio pode ser perturbado por uma
variação na temperatura, na pressão ou então na 
N2 (g) + O2 (g)  2 NO(g)

concentração de reagentes e produtos, mas não é 2 volmes 2 volumes
alterado pela presença de catalisador. Segundo princípio
de Le Châtelier, essa perturbação fará com que o sistema  A introdução de um gás inerte ou então um gás
sofra uma modificação em sua posição de equilíbrio para que não reaja com nenhum dos componentes da
anular o este efeito. reação, mesmo alterando a pressão total do
sistema, não causa deslocamento do
Variação nas concentrações de reagentes e produtos equilíbrio.

Podemos adicionar ou então retirar certa quantidade de


reagentes e produtos de um sistema em equilíbrio e isto
fará com que a reação sofra um deslocamento.

Ao adicionarmos um componente no equilíbrio, este irá se


deslocar no sentido de consumir a quantidade adicionada, AULA 8 – DESLOCAMENTO DE EQUILÍBRIO EM
ou seja, colocando mais reagentes o equilíbrio se desloca FUNÇÃO DA TEMPERATURA
no sentido dos produtos; adicionando mais produtos a
reação desloca-se para os reagentes. O aumento da temperatura num sistema em equilíbrio
causa um deslocamento no sentido da reação
Vale lembrar que ao retirar (diminuir a concentração) de endotérmica. Para sabermos qual o sentido da reação
um determinado componente, o equilíbrio sempre irá se endotérmica devemos verificar o valor da variação de
descolar para “repor aquilo que está faltando”. entalpia fornecida no exercício. Vale lembrar que o sinal
da variação de entalpia está sempre relacionado com a
reação no sentido direto (da esquerda para a direita).

AULA 7 – DESLOCAMENTO DE EQUILÍBRIO EM


FUNÇÃO DA PRESSÃO

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EQUILÍBRIO QUÍMICO

N2 (g) + 3 H2 (g)
exotérmica
2 NH3 (g) H = - 92 kJ Infelizmente, a baixas temperaturas (não mais que 300°C)
endotérmica
a reação é extremamente lenta para uso industrial. Mesmo
contradizendo o parâmetro termoquímico, a indústria
 Temperatura  desloca para a esquerda realiza o processo em temperaturas elevadas para garantir
uma velocidade compatível. É claro que o aumento da
temperatura vem associado à presença de um catalisador
 Temperatura  desloca para a direita (geralmente uma mistura de Fe2O3 e K2O).

Podemos concluir que o aumento da temperatura acelera


qualquer reação química, seja a direta ou a inversa
Atenção: vale lembrar que apenas a variação da
(parâmetro cinético), mas favorece a reação endotérmica
temperatura modifica o valor da constante de equilíbrio. de um equilíbrio (parâmetro termoquímico).

AULA 10 – CONSTANTE DE IONIZAÇÃO (Ki, Ka e Kb)

Os equilíbrios iônicos são aqueles onde verificamos a


presença de íons livres em soluções. É um caso particular
em relação aqueles que estudamos até o momento.

Os processos de equilíbrio químico que envolvem ácidos e


bases são um dos mais importantes no estudo das
soluções aquosas.

Por isso define-se a constante de ionização (Ki) de ácidos


e bases para verificação e comparação das forças destas
AULA 9 – CINÉTICA X EQUILÍBRIO
substâncias em soluções aquosas de mesma
A cinética é o ramo da química que lida com a velocidade concentração em mol/L.
das reações químicas; por outro lado, o equilíbrio químico
indica, de certa maneira, o rendimento de uma reação. Constante de Ionização de um Ácido
Trabalhar com esses dois fatores é fundamental para a
indústria química, onde é sempre ideal o máximo 
HA (aq)  H (aq) + A  (aq)

rendimento com o menor tempo possível.

Um dos exemplos mais interessante dessas condições é a [H ]  [A  ]


síntese de Haber-Bosch, também conhecida por síntese Ki = Ka = Kc =
[HA]
da amônia.

Quanto maior a Mais ionizado está o Maior será


H = - 92 kJ
exotérmica
N2 (g) + 3 H2 (g) 2 NH3 (g)  
endotérmica
cons tan te de ionização ácido (maior valor de  ) sua força

Observe que nesta reação, 4 mol de reagentes gasosos


são convertidos em apenas 2 mol de produtos gasosos. Em geral, temos:
Segundo o princípio de Le Châtelier, a produção de Ácidos Fortes:     K a (K i )
amônia seria favorecida pelo aumento da pressão do
Ácidos Fracos:     K a (K i )
sistema, devido ao deslocamento do equilíbrio para a
direita.

Por outro lado, a reação direta é exotérmica, ou seja, a


constante de equilíbrio diminui com o aumento da Ácido Ka Força
temperatura, o que acarreta em baixa quantidade de 
HCN  H + CN
 4,9 · 10-10 (valor muito Muito fraco
amônia em temperaturas elevadas. baixo)

HNO2  H + NO2
 4,7 · 10-4 (valor baixo) Fraco
Tendo essas duas observações em concordância ao  H + C 
HCl  1,0 · 107 (valor muito Forte
princípio de Le Châtelier, a máxima produção de amônia
alto)
se daria sob condições de altas pressões e baixas
temperaturas.
Observações

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EQUILÍBRIO QUÍMICO

 Para o cálculo da constante de acidez de ácidos HA 



 H + A
fracos, ou seja, aqueles que possuem grau de
ionização menor que 5% (α < 5%), através da início M 0 0
tabela início / reage / equilíbrio, indicamos que a reage - M + M + M
concentração inicial do ácido é aproximadamente
forma M - (M   ) M M
igual à concentração no equilíbrio
M (1 -  )
 Para ácidos polipróticos ou poliácidos (aqueles
que possuem mais de 1 hidrogênio ionizável) [H ] [A  ] (M   )(M   ) M  2
indicamos que a concentração dos íons H+ são
Ka = = =
[HA] M (1 -  ) 1- 
provenientes apenas da primeira ionização


1ª ionização : H3PO4  H  H2PO4
 K1  7,5  103 M  2
Ka =
2ª ionização : H2PO 
4

 H


 HPO 2
4 K 2  2,0  10 7
1- 
3ª ionização : HPO 2
4

 H


 PO 3
4 K 3  1,0  1012
onde,
M  concentração em mol/L
Constante de Ionização de uma Base
  grau de ionização

NH3 (g) + H2O ( )  NH4 (aq) + OH (aq)
 Para eletrólitos muito fracos, podemos dizer que o grau de
ionização é muito pequeno e desta forma, temos:
[NH4 ]  [OH ]
Kb =
[NH3 ] se   5%

Analogamente, quanto maior for a valor da constante (Kb), K = M  2


maior será a força da base e maior a concentração dos
íons OH-.

AULA 12 – EQUILÍBRIO IÔNICO DA ÁGUA (Kw, pH e


pOH)
AULA 11 – LEI DE DILUIÇÃO DE OSTWALD
Equilíbrio Iônico da Água
A lei de diluição de Ostwald é uma relação matemática
entre o grau de ionização (α) com a diluição de uma Verifica-se experimentalmente que a água sofre processo
determinada solução, ou seja, depende do volume de de ionização (quebra da ligação covalente e formação de
solvente. íons) segundo a equação abaixo:

Grau de Ionização () Auto  ionização da água

n moléculas ionizadas 
H2O( )  H (aq) + OH (aq)

=
n moléculas totais
Podemos escrever o equilíbrio deste processo de auto-
Podemos deduzir a lei de diluição de Ostwald através da
ionização da água:
tabela inínio / reage / equilíbrio:

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EQUILÍBRIO QUÍMICO

[H ][OH ] É interessante notar que sempre teremos, para


K= qualquer solução, a soma pH + pOH = 14!
[H2O]

Para soluções ácidas, o valor da concentração dos íons H +


Como a concentração da água é constante, temos: é maior em relação a concentração dos íons OH-. Logo,
para soluções ácidas teremos valores de pH menores que
K [H2O] = [H ][OH ] 7,00 e de pOH maiores que 7,00, mas sempre somando
Kw
14.

Uma solução aquosa de ácido clorídrico de concentração


K w = [H ][OH ] de H+ igual a 10-2 mol/L possui um pH = 2,00 enquanto seu
pOH é igual a 12,0.
Na água pura a 25°C as concentrações dos íons H+ e OH-
são iguais a 1,0 x 10-7 mol/L. Sendo assim, o valor da Por outro lado, para soluções básicas, o valor da
constante de ionização da água (Kw) equivale a 1 x 10-14 concentração dos íons H+ é menor em relação ao valor da
nesta temperatura. concentração dos íons OH-. Logo, para estas soluções
teremos valores de pH maiores que 7,00 e de pOH
É valido lembrar que o processo de ionização da água é menores que 7,00, mas sempre somando 14.
um processo endotérmico, ou seja, o sentido de formação
dos íons H+ e OH- é favorecido pelo aumento da Uma solução aquosa de hidróxido de sódio de
temperatura: concentração de OH- igual a 10-1 mol/L possui um pOH =
1,00 enquanto seu pH é igual a 13.
Temperatura Kw

0 °C 0,11 x 10-14

25 °C 1,00 x 10-14

40 °C 3,0 x 10-14

100 °C 51,3 x 10-14 A escala de pH é utilizada para indicar as condições de


acidez e basicidade (ou alcalinidade) de uma determinada
solução aquosa não muito concentrada. Esta escala parte
do valor zero (soluções extremamente ácidas) até
O Kw é uma ferramenta útil para calcularmos as
quatorze (soluções muito básicas), passando pelo valor
concentrações dos íons H+ e/ou OH- em qualquer solução
intermediário sete indicando uma solução neutra, ou seja,
aquosa diluída. As soluções ácidas, básicas e neutras
nem ácida nem básica.
podem ser expressas em função das concentrações
destes íons. Como geralmente estes valores são números
com expoentes negativos (valores pequenos) é mais
prático e conveniente expressá-los como números inteiros.
Neste caso utiliza-se o logaritmo negativo (colog) de base
dez para transforma-los.

pH = - log[H+] pOH = - log[OH-] AULA 13 – CONCEITOS MODERNOS DE ÁCIDOS E


BASES
O pH é o potencial hidrogeniônico de uma solução
enquanto o pOH indica o potencial hidroxiliônico. Teoria de Brönsted-Lowry

Na água pura temos que a concentração dos íons H + é De acordo com a definição de ácidos e bases de Brönsted-
Lowry, um ácido é uma espécie doadora de prótons (H +)
igual a concentração dos íons OH- e possuem um valor
enquanto uma base é uma espécie receptora de prótons.
calculado (a 25˚C) de 10-7 mol/L como vimos
anteriormente.

O pH e o pOH da água pura pode ser então calculado:

pH = - log 107  pH = 7,00

pOH = - log 107  pOH = 7,00

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8
EQUILÍBRIO QUÍMICO

Pares de Ácidos e Bases Conjugados:

 HCl é o ácido e o ânion Cl- (Cloreto) a sua base


conjugada;
 H3O+ é o ácido e o H2O é a sua base conjugada.

Teoria de Lewis

Ácidos e bases de Lewis são espécies capazes de


transferirem pares de elétrons. Um ácido para Lewis é
uma espécie receptor de pares de elétrons. Uma base
para Lewis é uma espécie doadora de pares de elétrons.

AULA 14 – COMPORTAMENTO DOS AMINOÁCIDOS

Os aminoácidos são compostos orgânicos encontrados


nos organismos vivos e estão ligados entre si na formação
das proteínas.
Forças de Ácidos e Bases conjugadas A estrutura básica de um aminoácido pode ser observada
abaixo:
 Ácidos fortes possuem grande tendência em
doar prótons; ácidos fracos, por outro lado, tem
pouca tendência em doar prótons.

Quanto maior for o K de um ácido maior será sua


tendência em doar prótons, e vice-versa.

 Bases fortes possuem grande tendência em


receber prótons; portanto, grande afinidade por
prótons; bases fracas, por outro lado, tem pouca
tendência em receber prótons, portanto, pequena
afinidade por prótons. Note que na estrutura dos aminoácidos temos a presença,
no mesmo átomo de carbono, um grupo ácido (ácido
Quanto maior for o K de uma base maior será sua carboxílico) e um grupo básico (grupo amino). Deste
afinidade por próton. modo, os aminoácidos são substâncias anfóteras, ou seja,
possuem caráter ácido e básico.
 Quanto maior for o K de um ácido menor será o
K de sua base conjugada, e vice-versa. Quando adicionarmos um aminoácidos em água pura (pH
= 7,00) ou então em pH fisiológica (pH por volta de 7,3), os
grupos ácidos e básicos podem sofrem ionização gerando
Quanto mais forte for um ácido, mais fraca será sua base
uma espécie carregada:
conjugada e vice-versa

Esta espécie carregada é conhecida como Zwitterion, íon-


duplo ou sal interno.

Observação: A denominação Zwitterion é utilizada para


qualquer espécie que possui cargas positivas e negativas
na estrutura, ou seja, não é uma determinação específica
para os aminoácidos.

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9
EQUILÍBRIO QUÍMICO

Solução Ácida H  
 Hidrólise de Cátion
Solução Básica  OH  
 Hidrólise de Ânion

AULA 15 – HIDRÓLISE SALINA


Pela conservação de carga identificamos rapidamente
Ao adicionarmos um sal em água podemos resultar em quem causou a hidrólise
soluções ácidas, básicas ou neutras, dependendo da
habilidade dos cátions ou ânions em reagirem com a água 2. Sais de ácidos e bases fortes não causam
para a formação de íons H+ ou OH-. Essa capacidade dos hidrólise
íons derivados de um sal em reagir com a água é 3. Sais de ácidos e bases fracas causam hidrólise e
neste caso tanto o cátion quanto o ânion sofrem
chamado de hidrólise salina.
reação
4. Para identificar o pH da solução resultante da
Para que ocorra hidrólise, o sal deve possuir pelo menos hidrólise de sais de ácidos e bases fracos há
um íon que seja derivado de um eletrólito fraca (ácido ou necessidade do valor da constante de acidez ou
base fraca). basicidade
5. A constante de hidrólise pode ser calculada
Hidrólise do Cátion sabendo o valor da constante do eletrólito fraco

A hidrólise de um cátion produz íons H+ e resulta numa Kw


Kh =
solução ácida. K fraco (ácido ou base)

X + H OH 
hidrólise
 XOH + H
base fraca

Hidrólise do Ânion

A hidrólise de um ânion produz íons OH- e resulta numa AULA 16 – PRODUTO DE SOLUBILIDADE (Kps ou Ks)
solução básica.
A Constante do produto de solubilidade também chamada
 
A + H OH 
 hidrólise
HA + OH de produto de solubilidade é representada por Kps, PS ou
ácido fraco então por Ks e representa a multiplicação (produto) das
concentrações em mol/L dos íons existentes em uma
É válido observar que nos processos de hidrólise salina, o solução saturada em equilíbrio com o sólido não
íons que causa a hidrólise é sempre o derivado do dissolvido.
eletrólito fraco.

Observe o exemplo abaixo:

NH4Cl – cloreto de amônio

Este sal é derivado o ácido clorídrico (forte) e do hidróxido


de amônio (fraco). Consequentemente, quem causará a
hidrólise é o íon amônio.


NH4 (aq) + H2O( )  NH4OH(aq) + H (aq)

Genericamente, temos:
Podemos expressar a constante de equilíbrio da seguinte precipitado íons dissolvidos
maneira:
CxDy (s) x Cy  (aq) + y Dx  (aq)
[NH4OH][H ]
Kh
[NH4 ] K ps  [Cy  ]x  [Dx  ]y

Resumindo as condições de hidrólise salina:


Ca3 (PO4 )2 (s) 3 Ca2 (aq) + 2 PO34 (aq)
1. O íon do eletrólito fraco é quem causa a hidrólise
da água 3 2
K ps = Ca2   PO34  = 2,0  1029

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10
EQUILÍBRIO QUÍMICO

Al  OH3  s  
 A  aq + 3 OH  aq  K ps = [ Al3  ]  [OH ]3
3 Base conjugada
 presente no tampão

AgC  s  
 Ag  aq + Cl  aq
 K ps  [ Ag ]  [C  ] A + H 
 HA
 s    aq
Ácido
PbC 2


2
Pb (aq) + 2 C  2
K ps = [Pb ]  [C ]  2
adicionado

Por outro lado, um tampão básico possui uma base fraca e


Note que o valor da constante é muito pequeno! Em geral um sal desta mesma base que contribui com o ácido
os valores das constantes de solubilidade assumem conjugado necessário. Um exemplo para este caso é o
valores pequenos devido a baixa solubilidade do eletrólito. tampão básico formado pela mistura de uma solução de
amônia com o sal cloreto de amônio (NH4Cl).
É importante não confundir solubilidade com constante de
solubilidade. Quando uma base é adicionada, a quantidade extra de
íons OH- é removida pela reação com o ácido não
A solubilidade é a quantidade máxima de soluto que se dissociado que está presente no tampão:
dissolve numa quantidade fixa de solvente a uma dada
temperatura. Ácido presente
no tampão

A constante de solubilidade é descrição matemática da OH + HA  A  + H2O



relação existente entre as concentrações dos íons em um Base
equilíbrio heterogêneo. adicionada

Podemos dizer também que o Kps indica a concentração


mínima necessária para saturar uma solução em qualquer
proporção entre cátions e ânions.


CA (s)  C (aq) + A  (aq)

[C ][A  ] = K ps  solução saturada


[C ][A  ] < K ps  solução insaturada
[C ][A  ] > K ps  solução saturada com corpo de fundo
ou solução supersaturada
Exemplo do funcionamento do tampão ácido acético/
acetato

Observação: os cálculos que envolvem soluções tampão


necessitam de uma equação especial conhecida por
“Equação de Henderson-Hasselbalch”. Na verdade, a
equação das soluções tampão é apenas uma maneira útil
AULA 17 – SOLUÇÕES TAMPÃO de se utilizar a equação da constante de um ácido fraco
(Ka).
Solução tampão é uma solução que tem a capacidade de
resistir a variação ou mudança no valor do pH quando um Observe como podemos deduzir a equação facilmente
ácido ou uma base (ambos fortes) são adicionados ou através da constante de acidez:
então quando esta sofre um processo de diluição.

Um tampão ácido consiste na formação de uma solução


pela mistura de um ácido fraco com o sal deste mesmo
ácido. O sal contribui com o ânion (íon negativo, A -), que é
a base conjugada do ácido HA. Um exemplo de tampão
ácido é a mistura entre ácido carbônico e bicarbonato de
sódio (NaHCO3).

Neste tipo de tampão, moléculas do ácido (HA) estão


presentes com os íons A-. Quando um ácido é adicionado
nesta solução, a quantidade extra de íons H+ são
removidos pela base:

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11
EQUILÍBRIO QUÍMICO

[H ][A  ] O ponto de equivalência indica o volume adicionado do


Ka = titulante para que a reação de neutralização ocorra
[HA]
totalmente. É neste ponto também que identificamos o
valor do pH da neutralização total e assim sabemos se o
resolvendo  se para [H ], temos: titulado é forte ou fraco.

[HA]
[H ] = K a
[A  ]
em seguida aplica-se o logaritmo negativo
de ambos os lados

[HA]
 log [H ] =  log K a  log
[A  ]
substituindo  se -log [H ] por pH, e -logK a por pK a

[HA]
pH = pK a  log
[A  ]
finalmente, inverte-se a razão  log [HA]
[A  ]
invertendo-se o sinal, temos:

[A  ]
pH = pK a + log
[HA]
Resumidamente podemos indicar as seguintes situações
Equação de Henderson-Hasselbalch
para os pontos de equivalência:

 pH = 7,00 para ácidos e bases fortes


 pH > 7,00 para ácido fraco e base forte
 pH < 7,00 para ácido forte e base fraca

As condições de pH acima ou abaixo de 7,00 são


indicativos da hidrólise do sal formado a partir da reação
AULA 18 – CURVAS DE TITULAÇÃO de neutralização.

As curvas de titulação pode ser utilizada para estudar a


variação do pH de uma determinada solução ao longo do
processo de titulação ácido/base. Desta maneira também
podemos calcular a concentração de uma solução cujo
valor é desconhecido.

Existem três casos básicos que devemos conhecer


quando tratamos das curvas de titulação ácido/ base:

 Ácido e Base Forte


 Ácido Forte e Base Fraca
 Ácido Fraco e Base Forte

É sempre importante fazer a leitura correta de uma curva


de titulação. Geralmente no eixo x encontram-se os
valores que são adicionados do titulante, ou seja, o
reagente que é adicionado através da bureta e que causa
a titulação; por outro lado, no eixo y observam-se os
valores de pH ao longo da titulação.

No ponto zero de adição do titulante verificamos o valor do


pH inicial do titulado, ou seja, daquele reagente que
recebe a adição do titulado e sofre a reação.

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12
De acordo com a reação devidamente balanceada, temos:

1 N2 (g) + 3 H2 (g) 
 2 NH3 (g)

CINÉTICA QUÍMICA 1mol

10mol / L
3 mol

30 mol/L
2mol

20 mol/L

Cálculo das velocidades médias:

AULA 1 – CONCEITOS GERAIS 10 mol/L


em relação ao N2 : v (N2 ) = = 2 mol/L  min
5 min
A cinética química tem por finalidade caracterizar a
lentidão ou a rapidez das reações químicas, ou seja, 30 mol/L
verificar a velocidade com que as reações irão ocorrer. em relação ao H2 : v (H2 ) = = 6 mol/L  min
5 min

Cinética química é o estudo da velocidade das reações 20 mol/L


químicas e dos fatores que influem nessa velocidade. em relação ao NH3 : v (NH3 ) = = 4 mol/L  min
5 min

Chamamos de velocidade média de uma reação química


Para obtermos a velocidade média da reação química a
a relação entre a variação da quantidade de reagente partir da velocidade média de consumo ou formação dos
consumida ou de produto formado pelo intervalo de tempo componentes, basta dividirmos estes valores pelo
gasto nesta variação. coeficiente estequiométrico da equação balanceada.
Para uma reação química genérica, temos: v (N2 ) v (H2 ) v (NH3 )
v (Reação) = - =- =+
1 3 3
A + B 
 C
v (Reação) = -
 2 mol/L  min 
=-
 6 mol/L  min 
=+
 4 mol/L  min 
1 3 2
Velocidade de Consumo do Reagente A
v (Reação) = 2 mol/L  min
quantidade consumida do reagente A
v=
t Note que na equação para o cálculo da velocidade da
reação existem sinais positivos e negativos.
Velocidade de Consumo do Reagente B Convencionou-se desta forma que para os reagentes
temos sinais negativos e para produtos, sinais positivos.

quantidade consumida do reagente B Graficamente podemos representar a variação da


v=
t quantidade de reagentes e produtos em função do tempo:

Velocidade de Formação do Produto C

quantidade formada do produto C


v=
t

Dependendo das grandezas utilizadas, a velocidade pode


ser expressa como variação da concentração pelo tempo
(mol/L ∙ tempo), variação da quantidade (mol/tempo), da
massa (g/tempo), e assim por diante.

Vamos considerar agora um exemplo prático de como


calcular a velocidade média de reagentes e produtos e
também a velocidade média da reação química.
Agora que sabemos como calcular a velocidade média de
reação, podemos entender um pouco melhor como as
reações ocorrem.
Exemplo

Na reação entre nitrogênio e hidrogênio observou-se a


formação de 20mol/L de amônia nos primeiros 5 minutos. Teoria das Colisões
Calcule a velocidade média de formação de amônia, bem
como a de consumo dos reagentes. Observe a reação entre hidrogênio e iodo em estado
gasoso:
DeDe
acordo
acordocom
comaareação
reação devidamente balanceada,
devidamente balanceada, temos:
temos:
H2 (g) + I2 (g) 
450 C
 2 HI (g)

1 N2 (g) + 3 H2 (g) 
 2 NH3 (g)
3 mol
Etapas da reação:
1mol 2mol

10mol / L 30 mol/L 20 mol/L

Cálculo das médias:


Cálculo das velocidades velocidades médias:

10 mol/L
em relação ao N2 : v (N2 ) = = 2 mol/L  min
5 min

30 mol/L
em relação ao H2 : v (H2 ) = = 6 mol/L  min
5 min
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20 mol/L www.stoodi.com.br
em relação ao NH3 : v (NH3 ) = = 4 mol/L  min
5 min 1
CINÉTICA QUÍMICA

Algo interessante a se notar é que, para reações que


ocorrem sob mesmas condições:

 quanto maior a energia de ativação, menor a


velocidade;
 quanto menor a energia de ativação, maior a
velocidade.
De acordo com a teoria das colisões, para uma reação
química ocorrer, são necessárias três condições básicas:

1. Deve haver colisões entre as moléculas dos


reagentes;
2. A colisão deve ser efetiva para a formação do
complexo ativado;
3. A colisão deve ocorrer com energia igual ou AULA 2 – FATORES QUE INFLUENCIAM A
superior à energia de ativação. VELOCIDADE DE REAÇÕES

Alguns fatores externos podem tornar as reações químicas


mais rápidas ou mais lentas. Podemos elencar quatro
Energia de Ativação e Complexo Ativado fatores que têm influência direta na velocidade das
reações químicas:
 Complexo Ativado: é uma estrutura intermediária
entre os reagentes e os produtos. Nele temos 1. Temperatura
ligações químicas intermediárias (sendo 2. Concentração
rompidas e formadas). 3. Superfície de Contato
 Energia de ativação (Ea): é a mínima energia que 4. Catalisador
as moléculas dos reagentes devem possuir para
a formação do Complexo Ativado. Temperatura

De acordo com a regra de van’t Hoff, a elevação em


10°C na temperatura dobra a velocidade de uma dada
Graficamente, temos: reação.

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2
CINÉTICA QUÍMICA

Concentração 1 N2 (g) + 3 H2 (g) 


 2 NH3 (g)

O aumento da concentração dos reagentes aumenta o


v = k  [N2 ]1 [H2 ]3
número de colisões entre as moléculas e
consequentemente temos um aumento na velocidade.
Nesta reação, dizemos que o nitrogênio tem ordem 1 e o
hidrogênio tem ordem 3. Podemos dizer também que a
reação como um todo possui ordem igual a 4.
Superfície de Contato
Para reações que ocorrem em duas ou mais etapas,
Para reagentes que estejam no estado sólido, verifica-se devemos verificar a lei da velocidade através de
experimentalmente que quanto mais finamente dividido experimentos.
(maior superfície de contato), maior será o número de
colisões entre ele e o outro reagente. Consequentemente
teremos maior velocidade de reação.
Exemplo

Considere a seguinte reação:


Catalisador
2 NO (g) + H2 (g) 
 N2O (g) + H2O (g)
Catalisadores sempre aceleram uma reação química.
Fazem isso através da diminuição da energia de A uma dada temperatura constante, três experimentos
ativação (Ea) dos processos químicos. foram realizados. Os resultados estão contidos na tabela
abaixo que utilizaremos para expressar a lei da velocidade
correta para esta reação:

Experimento [NO] [H2] Velocidade

em mol/L em mol/L em mol/L·s

1 0,1 0,1 1,2 . 10-4

cte cte cte

2 0,1 0,2 2,4 . 10-4

x2 cte x4

3 0,2 0,2 9,6 . 10-4

AULA 3 – LEI DA VELOCIDADE / LEI DA CINÉTICA Pelos resultados mostrados na tabela, percebemos que a
velocidade é proporcional à concentração de H2 e
A lei da velocidade é calculada sempre da mesma proporcional ao quadrado da concentração de NO. Sendo
maneira: assim, a lei da velocidade pode ser escrita da seguinte
maneira:
v = k  [reagentes]x
v = k  [NO]2 [H2 ]

v = velocidade
O que chamamos de mecanismo de reação é o conjunto
k = constante da velocidade das reações elementares pelas quais temos uma reação
[ ] = concentração em mol/L chamada de global.
x = ordem
Atenção: é importante notar que a velocidade da reação é
Para reações elementares, ou seja, aquelas que ocorrem determinada sempre pela etapa lenta das reações, ou
numa etapa única, a lei da velocidade é expressa seja, a etapa que possui a maior energia de ativação.
considerando os coeficientes estequiométricos da reação
balanceada como sendo as ordens dos reagentes.
Observe o exemplo para uma reação elementar:

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3
TERMOQUÍMICA

AULA 1 – CONCEITOS GERAIS

Na natureza podemos observar uma série de fenômenos


(físicos ou químicos) que ocorrem com absorção ou
liberação de energia na forma de calor. Um exemplo fácil
de verificar são as passagens de estados físicos da
matéria:

 
Sólido  Líquido  Gasoso

Reação Endotérmica

Observa-se que as passagens de sólido para líquido e Absorve calor ou é aquela onde o calor é considerado
líquido para gasoso, além do processo direto de sólido como reagente.
para gasoso (sublimação), ocorrem com absorção de
energia. A + B  C + D H  0

Por outro lado, ir do estado gasoso para o líquido e depois ou


do líquido para o sólido, bem como o processo direto de
gás para sólido, ocorrem com liberação de energia. A + B + calor  C + D

 Chamaremos de ENDOTÉRMICO aqueles


processos que absorvem calor.
 Os processos EXOTÉRMICOS são aqueles que
liberam calor para acontecer.

No estudo da termoquímica usaremos uma grandeza


chamada ENTALPIA (H).

A entalpia (H) é a medida do conteúdo ou quantidade de


energia de um sistema à pressão constante.

Os valores absolutos de entalpia de um sistema não


podem ser medidos e assim sendo mediremos a variação
da entalpia (ΔH).

Sendo assim, podemos classificar as reações químicas


das seguintes maneiras:
AULA 2 – ENTALPIA DE FORMAÇÃO

Um conceito importante para a compreensão da


Reação Exotérmica termoquímica e consequentemente para os cálculos
envolvendo a transferência de calor é o de entalpia
Libera calor ou é aquela onde o calor é considerado como padrão.
produto de reação.
Entalpia Padrão - toda e qualquer substância simples, na
A + B  C + D H  0 sua forma alotrópica mais estável e no estado físico mais
comum que se encontra no estado padrão (298K e 1atm)
ou possui entalpia igual a ZERO.

A + B  C + D + Calor Sabendo a definição da entalpia padrão, podemos agora


falar sobre a entalpia de formação.

Entalpia de Formação - É a quantidade de calor liberada


ou absorvida durante a formação de 1 mol de uma
substância composta, a partir de substâncias simples, no
estado padrão.

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1
TERMOQUÍMICA

Por exemplo: a 25 °C e 1 atm, temos:

H2(g)  1 O2(g) 
 1 H2O( H  – 68,4 kca /mol
2 )

Podemos interpretar a equação acima da seguinte


maneira: AULA 4 – LEI DE HESS

Para formar um mol de água líquida, a partir de A Lei de Hess indica que a variação de entalpia de uma
substâncias simples, H2 (g) e O2 (g), no estado padrão reação global é o somatório das entalpias das reações
(298K, 1 atm e estado físico e alotrópico mais estável) há parciais, ou seja, depende apenas dos estados inicial e
a liberação de 68,4 kcal. final da reação.

O sentido químico mais importante que devemos levar em Observe o exemplo abaixo para entender a aplicação da
consideração quando analisamos uma equação de Lei de Hess:
formação como visto acima é que através dela sabemos
qual a entalpia da própria substância formada na reação. Combustão total do grafite:

Considerando que todos os reagentes possuem, por C (grafite) + O2 (g) → CO2 (g) ∆Hreação = ?
definição, entalpia igual a zero, o valor envolvido no
processo corresponde ao produto formado. Para determinarmos o ∆H da reação acima podemos
utilizar duas outras reações para chegarmos até ele.

Equação 1:

C (grafite) + ½ O2 (g) → CO (g) ∆H = - 110.3 kJ

Equação 2:
AULA 3 – ENTALPIA DE COMBUSTÃO
CO (g) + ½ O2 (g) → CO2 (g) ∆H = - 283,0 kJ
Entalpia ou Calor de Combustão é a energia liberada na
forma de calor na combustão de um 1 mol de uma Se somarmos a equação 1 e a equação 2 cancelando os
determinada substância química. intermediários de reação (neste caso o CO) chegamos na
reação global:
Observe os exemplos abaixo:
C (grafite) + O2 (g) → CO2 (g)
Combustão de um mol de metano:
Esta reação é exatamente aquela que precisamos calcular
1 CH4 (g) + 2 O2 (g) → CO2 (g) + 2 H2O (l) ∆H = - 889, o valor do ∆Hreação.
5 kJ/mol
Pela Lei de Hess, temos:
Podemos ler a equação acima da seguinte maneira: “Na
combustão de um mol de metano, consome-se 2 mol de ∆Hreação = ∆H1 + ∆H2
gás oxigênio, gerando 1 mol de dióxido de carbono
gasoso, 2 mol de água líquida, com liberação de 889,5 kJ ∆Hreação = - 110,3 + (-283,0) = - 393,3 kJ
de energia na forma de calor”.
Atenção às consequências da utilização da Lei de Hess.
Combustão do metanol (álcool metílico):
Muitas vezes necessitamos inverter, multiplicar ou dividir
2 CH3OH (l) + 2 O2 (g) → 2 CO2 (g) + 4 H2O (l) uma determinada reação química para chegarmos na
∆H = - 1451,2 kJ equação global. Para isso você deve ter sempre em mente
que:
Qual seria a entalpia de combustão para a queima do
metanol?  Ao inverter uma determinada equação química, o
sinal do ∆H também deve ser invertido;
Tome cuidado! Observe que a reação está balanceada  Quando multiplicamos uma equação, devemos
para 2 mol do metanol, ou seja, o valor do ∆H indicado não também multiplicar o valor do ∆H;
é a entalpia de combustão.  Ao dividir uma equação, dividimos também o
valor do ∆H.
Para respondermos corretamente o valor da entalpia de
combustão devemos dividir o valor dado por dois. Sendo
assim, temos que a entalpia de combustão do metanol
equivale a ∆H = - 725,6 kJ/mol.

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2
TERMOQUÍMICA

Para o cálculo da energia livre de Gibbs utilizamos a


seguinte equação matemática:
AULA 5 – ENTALPIA DE LIGAÇÃO

Entalpia ou Energia de Ligação é o calor envolvido na G = H - TS


quebra ou formação de 1 mol de ligação química.
Onde:
Vale a pena você lembrar que:
G  Energia Livre de Gibbs
 A quebra de ligações é sempre um processo
endotérmico; H  Variação da Entalpia
 A formação de ligações é sempre um processo T  Temperatura em kelvin
exotérmico;
S  Variação da Entropia
Exemplos:

H2 (g) → 2 H (g) ∆H = + 435,5 kJ/mol

Lê-se: a quebra de um mol de ligações químicas entre os


átomos de hidrogênio absorve 435,5 kJ de energia

2 Cl (g) → Cl2 (g) ∆H = - 242,0 kJ/mol

Lê-se: a formação de 1 mol de ligação química entre


átomos de cloro libera 242,0 kJ de energia

Tome muito cuidado e tenha muita atenção para o


cálculo do ∆Hreação pelas energias de ligação!

Aqui não fazemos o cálculo pela variação, ou seja, a


condição final menos a condição inicial e sim pelo saldo
energético das ligações quebradas nos reagentes e
formadas nos produtos.

2H I + C C 
 2H C + I I
2  (298,4) 1  (242,0) 2  (430,9) 1  (150,9)

 838,8 kJ  1012,7 kJ

H = +838,8 - 1012,7 = - 173,9 kJ

AULA 6 – ENERGIA DE GIBBS E ESPONTANEIDADE


DE REAÇÃO

A energia de Gibbs também chamada de energia livre de


Gibbs indica se uma reação é espontânea ou não sob
determinadas condições.

Basicamente devemos lembrar que:

G < 0  Reação Espontânea


(Também chamada de Exergônica, libera energia)

G > 0  Reação não ocorre Espontaneamente


(Chamada de Endergônica, absorve energia)

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3
SOLUÇÕES - CONCENTRAÇÕES

AULA 1 – CONCENTRAÇÃO COMUM, DENSIDADE E É expressa pela relação do número de mol do soluto pelo
TÍTULO volume da solução obrigatoriamente em litros.

Concentração Comum (C)


número de mol do soluto n
M= =
A concentração comum é a relação da massa do soluto volume da solução (L) V(L)
pelo volume da solução.
A concentração em mol/L por vezes é representada
Podemos calcular a concentração comum das soluções através de [colchetes]. Por exemplo:
através da seguinte equação:
Uma solução de cloreto de sódio (NaCl) de concentração
m soluto 1,0 mol/L é assim representada – [NaCl] = 1,0 mol/L.
C=
V solução

É interessante notar que a massa e o volume podem ser


expressos em diferentes unidades:

 m: g, mg, kg, µg, ...


 V: L, mL, cm³, m³, ... AULA 3 – FRAÇÃO MOLAR

A fração molar indica a relação entre o número de mols do


soluto pelo número de mols da solução, ou seja, o número
Densidade de Soluções (d) de mols do soluto somada ao solvente.

A densidade de uma solução é a relação entre a massa da Matematicamente, temos:


solução e seu próprio volume.
nsoluto nsoluto
msolução = ou =
d= nsoluto + nsolvente nsolução
Vsolução

Assim como a concentração comum, a densidade de


soluções também pode ser expressa em várias unidades
diferentes: g/cm3, g/mL, kg/L, kg/m3, etc.

É importante sempre notar a diferença entre a


concentração comum e densidade.
AULA 4 – CONCENTRAÇÃO MOLAL OU MOLALIDADE

A molalidade (W) é a relação da quantidade, em mols, do


Título ou Porcentagem em massa soluto existente em 1 kg de solvente.

O título é a relação de massas do soluto pela massa da


solução.
nsoluto
W=
1 kg solvente
Multiplicando o título por 100% indicamos a porcentagem
em massa do soluto presente na solução.
Exemplo:

msoluto Uma solução é composta por 1 kg de água (solvente) e 3


= e p =   100 mols de cloreto de sódio (soluto), dizemos que neste caso
msolução temos uma solução de 3mol/kg de NaCl ou então 3 molal.

Podemos expressar matematicamente a molalidade outras


formas:

1000  nsoluto 1000  msoluto


W= ou W =
msolvente (gramas) msolvente Msoluto
AULA 2 – CONCENTRAÇÃO EM MOL/L em gramas

A concentração em mol/L também pode ser chamada de


concentração em quantidade de matéria/L ou
molaridade.

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SOLUÇÕES - CONCENTRAÇÕES

AULA 5 – RELAÇÕES DE CONCENTRAÇÃO Inicial Final Relação

Alguns exercícios relacionam uma ou mais unidades Concentração Comum


msoluto
C= C' =
msoluto
CV = C' V '
diferentes de concentrações. É interessante saber que V V'
elas podem estar juntas numa equação única. n n
Concentração em mol/L M = soluto M' = soluto MV = M' V '
V V'
msoluto msoluto
Título () =  = ' m = m'
C =   d = M(mol/L)  
'
(g / mol) msolução m solução
massa molar

AULA 6 – PPM AULA 8 – MISTURAS DE SOLUÇÕES

Os químicos utilizam a unidade partes por milhão (ppm) Misturas de soluções de mesmo soluto (Sem Reação
para expressar concentrações extremamente pequenas, Química)
principalmente nos casos de poluentes do ambiente.
Ao misturarmos soluções de mesmo soluto e
ppm – partes por milhão evidentemente de mesmo solvente, nota-se que:

Indica a quantidade, em gramas, do soluto presente em  A solução resultante da mistura possui


um milhão (106) gramas da solução. quantidade (número de mol ou massa) do soluto
igual à soma das quantidades que foram
Exemplo: adicionadas inicialmente;
 O volume final da solução é o somatório dos
O padrão aceitável de monóxido de carbono (CO) é de 9 volumes das soluções iniciais.
ppm, mas na cidade de São Paulo, por exemplo, já foram
encontrados valores de 13,4 ppm. Por finalidade de cálculos podemos utilizar as seguintes
equações:
Interpretando estes dados, temos:
C1V1 + C2 V2 + C3 V3 +    = Cf Vf
Nível de 9 ppm indica que são aceitáveis 9 g de CO para
cada 106 (um milhão) de gramas de ar;
M1V1 + M2 V2 + M3 V3 +    = Mf Vf
Em São Paulo 13,4 ppm indica 13,4 g de CO para cada
106 g de ar. 1m1 + 2m2 + 3m3 +    = f mf

Misturas de Soluções com Reação Química

Quando temos misturas de soluções onde ocorre reação


química podemos tomar os seguintes passos para
resolução:
AULA 7 – DILUIÇÃO 1. Equacionar e balancear devidamente a questão;
As diluições são muito comuns em nosso cotidiano. Suco 2. Calcular as quantidades (em mol ou em massa –
de frutas concentrados são muito utilizados, mas não são dependendo do exercício) dos reagentes envolvidos;
bebidos sem antes passar por um processo de diluição.
3. Calcular a quantidade (em mol ou em massa) dos
Diluir algo é diminuir sua concentração e isto ocorre pela produtos formados;
adição de solvente a uma solução mais concentrada para
obtenção uma nova solução menos concentrada ou mais 4. Calcular a quantidade (em mol ou em massa) dos
diluída. produtos formados;
É importante ter em mente que numa diluição a 5. Levar em consideração a proporção estequiométrica
quantidade de soluto nunca se altera, ou seja, a da reação e verificar se há excesso de algum
quantidade inicial de soluto será sempre igual à reagente;
quantidade final de soluto.
6. O volume final da solução resultante é o somatório
Podemos relacionar as formas de concentração antes e dos volumes iniciais adicionados.
depois do processo de diluição através das seguintes
equações. Observe:

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2
SOLUÇÕES - CONCENTRAÇÕES

Exemplo 1

H2SO4 + 2 NaOH 
 Na 2SO 4 + 2 H2O
1 mol 2 mol 1 mol 2 mol  Proporção em mol
0,05 mol 0,10 mol 0,05 mol  Proporção utilizada

Cálculo da concentração do sal formado nesta reação:

nsal 0,05 mol


Msal = = = 0,05 mol/L
V(L)final 1,0L

Exemplo 2:

1 HC + 1 NaOH 
 1 NaC + 1 H2O
1 mol 1 mol 1 mol 1 mol
0,03 mol 0,04 mol 0,03 mol
Re agente em Excesso Quantidade formada
0,01 mol sobra sem reagir

Cálculo da concentração do sal formado nesta reação:

nNaC 0,03 mol


MNaC = = = 0,06 mol/L
V(L)final 0,5 L

Cálculo da concentração da base que restou na solução após a reação ter ocorrido:

nNaOH - Excesso 0,01 mol


MNaOH = = = 0,02 mol/L
V(L)final 0,5 L

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3
SOLUÇÕES - CONCENTRAÇÕES

AULA 9 – TITULAÇÃO

A titulação é um método de análise feita em laboratório


químico para se determinar uma concentração
desconhecida de uma substância química.

Existem alguns métodos para se realizar uma titulação:

 Titulação ácido-base
 Titulação por complexação
 Titulação por precipitação

O método mais utilizado é o de ácido-base, onde se


adiciona uma solução de concentração conhecida
(denominada titulante) com auxílio de uma bureta, a uma
outra solução de concentração desconhecida (titulado) que
está contida num recipiente conhecido como Erlenmyer.

O titulante é adicionado lentamente ao titulado até que a


reação de neutralização se complete totalmente. O ponto
de equivalência, ou seja, o momento onde todo o ácido é
neutralizado pela base é verificado com o auxílio de um
indicador ácido-base, geralmente a fenolftaleína (rosa em
meio básico e incolor quando o meio está ácido ou neutro)
ou através de um pHmetro – equipamento de laboratório
que faz medidas de pH.

Através do volume adicionado do titulante (solução de


concentração conhecida) conseguimos determinar a
concentração da solução desconhecida.

Matematicamente procedemos como sendo um exemplo


de mistura de soluções com reação química.

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SOLUÇÕES – CONCEITOS GERAIS

AULA 1 – DISPERSÕES Soluções são misturas homogêneas formadas por um


soluto e um solvente. O soluto sempre se encontra em
As dispersões são formadas pela presença de pequenas menor quantidade e o solvente, sempre em maior
partículas, chamadas de disperso, de uma determinada quantidade. O solvente dissolve o soluto enquanto o soluto
substância química, distribuídas uniformemente por toda a é dissolvido pelo solvente.
extensão de uma outra substância – neste caso chamada
de dispergente ou dispersante. Atenção: quando o solvente é água, chamamos de
solução aquosa, sendo representada pelo símbolo “aq”
Classificação das Dispersões após a fórmula do soluto.

As dispersões são classificadas de acordo com o tamanho Exemplo: Solução aquosa de NaCl, representa-se por:
do disperso: NaCl (aq)

 Soluções: disperso menos que 1 nm Classificação das Soluções


Água + Glicose
Quanto ao Estado Físico
 Dispersão Coloidal: disperso entre 1 e 1000 nm
Água + Gelatina  Sólidas: ligas metálicas
 Suspensão: disperso maior que 1000 nm  Líquidas: álcool + água
 Gasosas: ar atmosférico (Toda mistura gasosa é
Água + Terra
homogênea)

Condução de Corrente Elétrica


Efeito da Luz nas Dispersões
 Condutoras: chamadas de soluções eletrolíticas
As partículas presentes nas dispersões podem ou não e conduzem corrente elétrica devido a
interagirem com a luz e assim serem classificadas: movimentação de íons livres na solução
 Não condutoras: Não eletrolíticas; ausência de
 Soluções: partículas “transparentes”
íons
 Suspensões: parte da luz não atravessa as
suspensões gerando-se um aspecto turvo
 Dispersão Coloidal: parte da luz sofre
espalhamento

Esse espalhamento da luz que ocorre nas dispersões


coloidais é chamado de Efeito Tyndall que pode ser AULA 3 – SOLUBILIDADE E COEFICIENTE DE
facilmente observado num dia de neblina onde se nota o SOLUBILIDADE
espalhamento da luz de uma lanterna ou dos faróis de um
Solubilidade
carro.
 Capacidade de uma substância se dissolver em
 outra
  Regra de Solubilidade: Semelhante tende a
dissolver semelhante

 Coeficiente de Solubilidade ou Grau de Solubilidade
  Massa máxima de um soluto que se dissolve
 numa quantidade fixa de solvente, numa dada
 temperatura.

 Geralmente considera-se a massa fixa de solvente como


 Efeito Tyndall
sendo 100g.

As soluções podem ser classificadas de acordo com o


coeficiente de solubilidade:

 Solução Saturada: encontra-se no coeficiente


AULA 2 – SOLUÇÕES de solubilidade exato
 Solução Insaturada: está baixo do coeficiente
de solubilidade

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SOLUÇÕES – CONCEITOS GERAIS

 Solução Supersaturada: acima do coeficiente


de solubilidade, mas com variação de
temperatura

AULA 4 – CURVAS DE SOLUBILIDADE

As curvas de solubilidade são “mapas” que indicam a


quantidade máxima que um soluto pode ser dissolvido,
numa quantidade fixa de solvente a uma data temperatura.

Com as curvas de solubilidade podemos inferir se uma


determinada mistura de soluto + solvente será saturada ou
insaturada.

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INTRODUÇÃO À QUÍMICA ORGÂNICA

AULA 1 – CONCEITOS GERAIS

A química orgânica é o ramo da química que estuda os


compostos orgânicos.
Inicialmente considerava-se, segundo os conceitos de
Bergman, que os compostos orgânicos eram aqueles
derivados do Reino Animal (organismos vivos), enquanto
os compostos inorgânicos tinham origem no Reino
Mineral.
Em 1828, porém, Friedrich Wöhler efetuou a seguinte
reação:
Em comparação aos compostos inorgânicos de massa
molecular próxima, os compostos orgânicos apresentam
temperatura de fusão e ebulição menor. Também possuem
uma característica interessante que é a combustibilidade:
entram em combustão com grande facilidade.
A reação mostra a obtenção da ureia (um composto
derivado do reino animal) a partir do cianato de amônio
(um sal, reino mineral). Deste momento em diante, a
química orgânica fica conhecida como a química dos
compostos de carbono, proposta esta feita por Friedrich
August Kekulé em 1858, e que consideramos até hoje.
É interessante notar que o carbono é um elemento AULA 2 – CLASSIFICAÇÃO DE CADEIAS
química que pertence à família 4A (família do carbono), e CARBÔNICAS
é tetravalente, ou seja, faz quatro ligações covalentes.
As cadeias carbônicas podem ser classificadas das
seguintes maneiras:

 Cadeias Abertas, Fechadas ou Mistas;


 Cadeias Saturadas ou Insaturadas;
 Normal ou Ramificadas;
 Homogênea ou Heterogênea;
Note bem as possibilidades que o carbono tem de fazer
 Aromática e Não Aromática.
ligações:

 4 ligações simples;
 1 ligação dupla e duas simples; Cadeias Abertas:
 2 ligações duplas;
 1 ligação tripla e 1 simples. Também chamadas de cadeias acíclicas, as cadeias
abertas apresentam átomos de carbono em sequência com
Mas sempre completando quatro ligações ao todo. as extremidades livres, ou seja, não sofrem fechamento.
Uma característica interessante do átomo de carbono e
assim dos compostos orgânicos é a possibilidade de
encadeamento, ou seja, o carbono pode se ligar entre si
formando grandes cadeias estáveis.
Dentre de uma cadeia carbônica podemos classificar os
átomos de carbono como sendo primário, secundários,
terciários e quaternários, dependendo de quantos outros
átomos de carbonos estão ligados diretamente ao átomo
em análise. Cadeias Fechadas:

 Carbono Primário: um ou nenhum átomo de Também chamadas de cadeias cíclicas, as cadeias


carbono ligado diretamente; fechadas não apresentam extremidades livres, formando
 Carbono Secundário: dois outros átomos de um anel, ciclo ou núcleo.
carbono ligados diretamente;
 Carbono Terciário: três outros átomos de carbono
ligados diretamente;
 Carbono Quaternário: quatro outros átomos de
carbono ligados diretamente.

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INTRODUÇÃO À QUÍMICA ORGÂNICA

Cadeias Mistas:

As cadeias mistas apresentam uma cadeia fechada


juntamente com uma cadeia aberta.

Cadeias Ramificadas:

Nas cadeias ramificadas, aparecem ramos ou ramificações


e identificamos carbonos terciários e quaternários, além dos
primários e secundários.

Cadeias Saturadas:

Apresentam apenas ligações simples entre átomos de


carbono.

Cadeias Homogêneas:

Quando na cadeia principal só existem átomos de carbono.

Cadeias Insaturadas:
Cadeias Heterogêneas:
Apresentam insaturações, ou seja, ligações duplas ou
triplas entre átomos de carbono. Além dos átomos de carbono, existem outros átomos
(heteroátomos), na cadeia principal. Os heteroátomos mais
comuns são o oxigênio, nitrogênio e o enxofre.

Cadeias Normais:
Cadeias Aromáticas:
Também chamada de não ramificada, uma cadeia normal
só apresenta átomos de carbonos primários e secundários
numa sequência única. As cadeias classificadas como aromáticas são aquelas que
apresentam pelo menos um anel benzênico.

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2
INTRODUÇÃO À QUÍMICA ORGÂNICA

AULA 4 – PETRÓLEO

Petróleo vem do latim óleo de pedra e é uma mistura


complexa de hidrocarbonetos, substâncias orgânicas que
possuem apenas carbonos e hidrogênios em suas
estruturas.

É um líquido viscoso de coloração preta até acastanhada,


menos denso em relação a água, formado pela
decomposição de matéria orgânica, principalmente de
seres que compõem o plâncton, que foi soterrada a
Exemplos de compostos aromáticos: milhares de anos atrás.

Com o auxílio de agentes decompositores (bactérias), altas


pressões e baixa oxigenação, o petróleo foi formado.

O petróleo é encontrado em jazidas, poros rochosos de


bacias sedimentares formados por areia, arenitos e
calcários, onde na parte superior aloja-se o gás natural e na
Cadeias Não Aromáticas: parte inferior, petróleo e água.

Os componentes do petróleo (hidrocarbonetos) são


Também chamadas de cadeias alifáticas, são aquelas que
separados a partir da destilação fracionada em grandes
não apresentam anéis aromáticos.
torres de destilação nas refinarias.

O petróleo bruto chega até as refinarias e é armazenado em


grandes tanques de cerca de 80 mil m3 aproximadamente.
Após análises prévias da qualidade do petróleo, este passa
por uma etapa chamada de dessalgação, ou seja, a água e
os sais que se encontram em suspensão são retirados. Em
seguida o óleo cru é aquecido em grandes fornos e enviado
AULA 3 – REPRESENTAÇÃO ESPACIAL DAS
CADEIAS CARBÔNICAS para a torre de destilação (também chamada de torre de
destilação atmosférica) onde se encontra a primeira etapa
Os químicos possuem uma maneira simples de indicar a da separação. Na coluna de fracionamento existem grandes
espacialidade dos átomos dentro de uma cadeia carbônica. pratos perfurados que ficam dispostos em alturas variáveis
Utilizando triângulos (cunhas) cheios ou então tracejados, e que correspondem a cada fração do petróleo desejada.
indica-se os átomos que estão para frente e para trás do Como na base da torre a temperatura é mais elevada, os
plano, respectivamente. hidrocarbonetos de cadeia pequena – gasosos – tendem a
subir e são posteriormente coletados no topo da torre onde
Observe um exemplo: se encaminham para os condensadores.

Os componentes de maiores temperaturas de ebulição


saem em pratos mais abaixo da torre.

Note que os átomos destacados em vermelho se


encontram no mesmo plano da molécula.
O triângulo preenchido mostra um átomo que está para
frente do plano, ou seja, mais próximo de você, enquanto
o tracejado indica o átomo que está para trás do plano, se
afastando de você.

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NOMENCLATURA ORGÂNICA

AULA 1 – NOMENCLATURA DE HIDROCARBONETOS Exemplos:

Alcanos

Alcanos não ramificados

Alcanos não ramificados também são conhecidos como


alcanos normais. Com exceção dos quatro primeiros O substituinte de três carbonos ligado à cadeia principal
alcanos (metano, etano, propano e butano) os alcanos pelo átomo central, recebe o nome de isopropil(a). Para o
com maior número de carbonos são formados por um substituinte de quatro carbonos, além do grupo butil(a),
prefixo grego seguido da terminação ano. existem mais três possibilidades (todos aceitos pela
IUPAC).

Alcenos (Alquenos)

Em geral os alcenos são nomeados a partir dos nomes dos


alcanos correspondentes, trocando a terminação – ano por
– eno (uma ligação dupla), - adieno (duas ligações duplas),
- atrieno (três ligações duplas). A posição da dupla é
indicada por um número colocado imediatamente antes das
terminações. A numeração da cadeia se dá pela
extremidade que fornecer o menor número da posição.

Alcinos (Alquinos)

* O uso de colchetes [ ] serve para inserir unidades que se Similarmente aos alcenos, o nome do alcino não ramificado
repetem e ( ) são usados para ramificações. é dado pela substituição do sufixo ano (do alcano
correspondente) por - ino, - adiino (duas triplas), -
Nona: prefixo latino. atriino(três triplas), etc. Os sufixos são antecedidos por
números que indicam as posições das triplas ligações.
Alcanos ramificados
Novamente, a numeração se dá pela extremidade que
São aqueles que apresentam grupos (substituintes) ligados forneça o menor número da posição.
a uma cadeia maior, também chamado erroneamente de
radicais por alguns autores do ensino médio. A IUPAC
ainda aceita nomes não-sistemáticos de alguns compostos,
tais como:

Hidrocarbonetos com duplas e triplas ligações

São nomeados a partir do alcano correspondente,


substituindo-se a terminação –ano por –enino, -adienino, -
atrienino, etc.. Os números atribuídos aos carbonos
insaturados devem ser os menores possíveis. Escreve-se o
sufixo –en antes do –ino. E quando a dupla e a tripla
Substituintes
estiverem em posições equivalentes, o menor número será
O nome dos substituintes derivados de alcanos não atribuído à dupla.
ramificados é caracterizado pelo nome do alcano original
A cadeia principal é sempre aquele que conter o maior
substituindo a terminação –ano pela terminação – il ou - ila.
número de duplas e triplas ligações.

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NOMENCLATURA ORGÂNICA

É importante notar que as posições 1,2 – 1,3 – 1,4 dos


compostos aromáticos contendo dois grupos substituintes
são chamadas respectivamente de posições orto(o),
meta(m) e para (p).

Alguns destes compostos aromáticos possuem nomes


usuais que são muito utilizados no dia-a-dia dos químicos
e que valem a pena conhecer.

AULA 2 – HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS

Hidrocarbonetos aromáticos formam uma classe grande e


importante de hidrocarbonetos. O membro mais simples
que encontramos é o benzeno (C6H6).

ou

C 6H 6 C 10 H8
benzeno naftaleno

Solvente utilizado em Constit uint e das "bolinhas"


laboratório, derivado do Naf talina
petróleo

AULA 3 – AROMATICIDADE
C14H 10 C 14 H 10
antraceno fenantreno
Critérios para aromaticidade
Antr aceno e Fenantr eno: Compostos pr oduzidos a par tir da queima incopleta
de car vão, madeira e combust ív eis f ósseis. Compõem os HPAs ( Hid rocar bonetos
Policí clios Aromáticos) polentes atmosf ér icos possiv elmente car ciongênicos Para que um composto orgânico seja chamado de
aromático é preciso que ele obedeça a dois critérios
básicos:
A nomenclatura do benzeno com apenas um substituinte é
dada pela simples adição do nome do grupo substituinte à  Possuir um ciclo (anel) plano que contenha
palavra benzeno. Para compostos aromáticos mais elétrons π;
substituídos, deve-se numerar o anel benzênico de modo  Conter número par de elétrons.
que os grupos assumam os menores conjuntos de
Podemos utilizar a regra de Hückel para generalizar o
números possíveis, respeitando a ordem alfabética.
critério de aromaticidade:

Compostos orgânicos cíclicos ditos aromáticos,


possuem anéis planos, contendo 4n + 2 π elétrons,
sendo n um número inteiro.

Observe abaixo exemplos de hidrocarbonetos aromáticos


que seguem a regra de Hückel:

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NOMENCLATURA ORGÂNICA

A conformação cadeira é mais estável em relação à


conformação barco.

AULA 5 – GRUPOS SUBSTITUINTES

Os grupos substituintes são utilizados para dar a


nomenclatura dos hidrocarbonetos ramificados. Os mais
importantes são aqueles derivados de alcanos como se
segue abaixo.

O nome dos substituintes derivados de alcanos não


ramificados é caracterizado pelo nome do alcano original
substituindo a terminação –ano pela terminação – il ou - ila.

Exemplos:
AULA 4 – CONFORMAÇÕES ESPACIAIS DE
CICLOEXANOS

Nota-se que na natureza os compostos cíclicos geralmente


possuem de 5 a 6 átomos de carbono ou de um modo geral,
formam anéis de 5 ou 6 seis membros. Por outro lado,
O substituinte de três carbonos ligado à cadeia principal
compostos de 3 ou 4 membros são bem menos
pelo átomo central, recebe o nome de isopropil(a). Para o
encontrados. Essa observação deriva uma explicação onde
substituinte de quatro carbonos, além do grupo butil(a),
se considera que os compostos de 5 e 6 membros são mais
existem mais três possibilidades (todos aceitos pela
estáveis em relação aos de 3 ou 4 membros.
IUPAC).
Em 1885, o químico alemão Adolf von Bayer propôs que
essa instabilidade dos compostos cíclicos de 3 ou 5
membros era devido a uma tensão angular.

Para Bayer, quanto mais afastado (maior desvio) do ângulo


tetraédrico (109,5°) mais tensão havia entre os átomos
ligados para a formação do composto cíclico. O único
detalhe e erro cometido por Bayer, fora assumir que todos
os compostos cíclicos eram planares que resultaria em
inversões daquilo previsto pela tensão angular e o que era
realmente encontrado na natureza.

Os químicos então entenderam que nem todos os


cicloalcanos eram planares, pelo contrário, os compostos AULA 6 – NOMENCLATURA DE HIDROCARBONETO
se dobram e torcem para adquirir maior estabilidade. RAMIFICADOS

Observando de perto o cicloexano podemos verificar que Regras para nomenclatura dos alcanos ramificados
ele existe em duas conformações tridimensionais na
natureza: cadeira e barco. 1. Nomeia-se um alcano acíclico ramificado
considerando a cadeia mais longa como a
principal. E os nomes dos substituintes precedem
o nome da cadeia principal. Por exemplo:

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3
NOMENCLATURA ORGÂNICA

multiplicadores di, tri, tetra(por exemplo, etilé


citado antes de dimetil). Os prefixos sece
terttambém não fazem parte do nome.

Os dois compostos acima são denominados


metilpentano. No entanto, os substituintes metila
ocupam posições diferentes da cadeia principal.

2. Para diferenciar os dois compostos, a cadeia


principal deve ser numerada a partir de uma das
extremidades de modo que o grupo receba o
menor número:
6. Havendo grupos diferentes em posições
equivalentes da cadeia, o menor número será
atribuído ao substituinte da ordem alfabética.

3. Quando uma série de grupos estiver presente na


cadeia principal, o sentido da numeração a ser
escolhido será o que fornecer a menor sequência 7. Os nomes dos alcanos monocíclicos (ou
de números, independentemente da natureza dos cicloalcanos) se dá pela inclusão do prefixo
grupos. cicloao nome do alcano não ramificado.

Por exemplo, observe o composto trimetiloctano


representado abaixo:

Alcenos ramificados
Ao numerarmos a cadeia principal (oito carbonos
= octano) da esquerda para a direita, teremos a a cadeia principal é a que contém o maior número de
sequência 3,5,6 e pela extremidade oposta, ligações duplas e a mais longa. A numeração se dá em
teremos a numeração 3,4,6. Houve uma diferença preferência da ligação dupla e não do substituinte. Apenas
no segundo número da sequência, e a partir deste no caso de empate que as posições dos grupos
ponto não há necessidade de comparara os substituintes são prevalecidas.
números restantes. Assim a nomenclatura do
composto acima é 3,4,6-trimetiloctano.

4. A repetição de um grupo é indicada pela adição


do prefixo (di, tri, tetra, penta, etc.) AULA 7 – NOMENCLATURA DE HIDROCARBONETOS
CÍCLICOS RAMIFICADOS
5. Quanto diferentes grupos estão ligados à cadeia
principal, a citação deve ser em ordem alfabética.
Deve-se desconsiderar os prefixos

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4
NOMENCLATURA ORGÂNICA

Para os alcanos cíclicos ramificados, regras semelhantes


de nomenclatura dos alcanos normais são empregadas
(menores números e ordem alfabética):

Alcenos Cíclicos: para os não ramificados acrescenta-se o


prefixo ciclo aos nomes dos alcenos acíclicos
correspondentes. A dupla ligação deve receber a menor
numeração possível.

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FUNÇÕES ORGÂNICAS
OXIGENADAS
AULA 1 – ALCÓOIS

Por definição os álcoois são compostos orgânicos


amplamente encontrados na natureza e se caracterizam
pela presença de um ou mais grupos OH (hidroxilas ou
oxidrilas) ligados sempre a carbonos saturados, ou seja,
para ser considerado um álcool as hidroxilas têm de estar
ligadas a átomos de carbonos que fazem somente simples
ligações.
 De acordo com a posição da hidroxila

o Álcool primário: hidroxila ligada a carbono


primário
o Álcool secundário: hidroxila ligada a carbono
secundário
o Álcool terciário: hidroxila ligada a carbono
terciário

Atenção

Nem todo composto orgânico que apresenta grupos


hidroxilas (OH) podem ser considerados álcoois. Observe
os seguintes exemplos abaixo:
AULA 2 – ALDEÍDOS

Classe de compostos orgânicos que possuem o grupo


funcional representado abaixo:

Nomenclatura dos Álcoois

Segundo a IUPAC a nomenclatura dos álcoois é dada pela Nomenclatura do Aldeídos


termina ol, tirada da própria palavra álcool. A cadeia
carbônica deve ser a mais longa que contenha o carbono Segundo a IUPAC a nomenclatura dos aldeídos segue a
onde o OH está conectado. A numeração da cadeia é terminação al. A cadeia principal é a mais longa que inclui
sempre feita o mais próximo da extremidade onde está a o grupo –CHO, sendo a numeração feita partindo-se desse
hidroxila. grupo.

O metanal possui cheiro característico e irritante além de


ser bastante solúvel em água. Soluções aquosas deste
Classificação dos Álcoois composto são vendidas na concentração de 40%
aproximadamente com o nome de “formol” ou “formalina”. É
Podem ser classificados: utilizado como desinfetante, na conservação de peças
anatômicas e cadáveres, na fabricação da baquelite (um
 Quanto ao número de Hidroxílas plástico, polímero sintético) entre outros.

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FUNÇÕES ORGÂNICAS
OXIGENADAS
Por outro lado o etanal é responsável pela “ressaca”
decorrente da ingestão em excesso de bebidas alcoólicas e
também pela emissão dos automóveis movidos a etanol. É
utilizado para a produção de ácido acético – componente da
solução aquosa conhecida como vinagre. Nomenclatura do Ácidos Carboxílicos

Sendo as regas da IUPAC os ácidos carboxílicos seguem


a terminação OICO. A cadeia principal é a mais longa e
inclui o carbono da carboxíla.

AULA 3 – CETONAS

As cetonas são reconhecidas pelo grupo funcional indicado


abaixo:

O ácido fórmico é encontrado em certas formigas vermelhas


e é responsável pela sensação de ardência quando
sofremos picadas.

Nomenclatura das Cetonas O ácido acético é um líquido incolor de cheiro penetrante e


sabor azedo. É ele o responsável pelo sabor do vinagre
As cetonas são denominas pela terminação ONA. (acetum = vinagre). É produzido pela oxidação do etanol
(álcool etílico) na presença do oxigênio do ar com auxílio de
catalisadores químicos ou microorganismos como a
Mycoderma aceti.

AULA 5 – DERIVADOS DE ÁCIDOS CARBOXÍLICOS

Os ácidos carboxílicos podem derivar uma série de outros


A propanona é conhecida como acetona comum. É um
compostos importantes no estudo da química orgânica.
líquido incolor, muito volátil e inflamável, de odor
agradável, solúvel em água e outros solventes orgânicos.
Sais de Ácidos Carboxílicos

É utilizada como solvente de esmaltes, tintas e vernizes, na Ésteres
extração de óleos de sementes vegetais (oleaginosas) entre Ácido Carboxílico 
outros.
 Anidridos
Haletos de Ácidos Carboxílicos

A acetona é também formada em nosso organismo devido
à decomposição incompleta de gorduras. Pode ser Sais de ácidos carboxílicos
detectada em casos de infarto do miocárdio.
São compostos formados a partir da reação de
neutralização entre um ácido carboxílico e uma base.

AULA 4 – ÁCIDOS CARBOXÍLICOS

Os ácidos carboxílicos (carboxilácidos) são compostos


orgânicos reconhecidos pela presença da carboxíla como
Os sabões são exemplos clássicos de sais de ácidos
representado abaixo:
carboxílicos. São formados a partir da reação de um ácido

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2
FUNÇÕES ORGÂNICAS
OXIGENADAS
graxo (ácido carboxílico de cadeia longo) e uma base Nomenclatura oficial IUPAC
inorgânica forte, geralmente o NaOH ou o KOH.

Anidridos -óxi -ano


Grupo R menor Grupo R maior

Os anidridos são formados pela eliminação de uma


molécula de água quando dois ácidos carboxílicos reagem
Nomenclatura Usual
entre si sob determinadas condições.

Éter - -ílico
Pr imeiro Grupo Segundo Grupo

Considera-se um anidrido simétrico quando este é derivado


de ácidos carboxílicos iguais entre si; anidridos mistos são
aqueles formados pela junção de ácidos carboxílicos
diferentes.

O éter comum foi utilizado como anestésico inalável no


século XIX. Atualmente é usado como solvente apolar e
também para extração de óleos, gorduras, essências e
perfumes, de fontes animais ou vegetais.
Anidridos cíclicos podem ser formados pela desidratação de
diácidos carboxílicos.

Haletos de Ácido ou Haletos de Acila

Genericamente podemos considerar que um haleto de acila


é formado pela substituição do grupo OH da carboxíla de
um ácido por um halogênio, ou seja, um elemento da família AULA 7 – ÉSTER
7A ou grupo 17.
São reconhecidos pela seguinte estrutura:

Nomenclatura dos Ésteres

A nomenclatura dos ésteres é feita da seguinte forma:

Conta-se a quantidade de átomos de carbono até a C=O


AULA 6 – ÉTER utilizando-se a terminação ato e o outro lado da cadeia
carbônica utilizando-se a terminação ila.
A nomenclatura dos éteres pode ser feita de duas maneiras
conforme o quadro abaixo:
-------------- ato de -------------- ila

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3
FUNÇÕES ORGÂNICAS
OXIGENADAS

Os ésteres cíclicos são chamados de lactonas

Ésteres são muito utilizados como flavorizantes, ou seja,


atribuem cheiro e sabor. São encontrados em balas, doces e
sorvetes com sabores artificiais. Ésteres de cadeias maiores
são encontrados em óleos e gorduras de origem animal ou
vegetal, além de serem muitos importantes na produção de
plásticos chamados de poliésteres.

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4
FUNÇÕES ORGÂNICAS
NITROGENADAS
AULA 1 – AMINAS AULA 2 – AMIDAS

São compostos que podem ser considerados como As amidas são reconhecidas pela presença de nitrogênios
derivados da amônia (NH3) pela substituição de um, dois ligados ao grupo carbonila
ou três hidrogênios por grupos orgânicos. Sendo assim,
podemos classificar as aminas como primárias,
secundárias ou terciárias.

Nomenclatura das Aminas Nomenclatura das Amidas

Cita-se o nome do grupo análogo ao hidrocarboneto, Os nomes das amidas derivam dos ácidos carboxílicos
substituindo o –o por –amina. correspondentes, substituindo-se a terminação ICO (da
nomenclatura oficial dos ácidos carboxílicos) por AMIDA.
Exemplos:

Em compostos orgânicos mais complexos, o grupo –NH2


pode ser considerado um grupo substituinte (“ramificação”)
da cadeia principal, sendo que seu nome passa a ser
indicado pelo prefixo amino.

AULA 3 – NITRILAS

As nitrilas também são conhecidas como cianetos e


podem ser identificadas pelo grupo funcional

As aminas são compostos com características básicas que


apresentam cheiro desagradável de peixe podre
(principalmente a trimetilamina). São formadoras dos
aminoácidos e consequentemente das proteínas. De um
modo geral são compostos biologicamente ativos, por
A sua nomenclatura é feita utilizando-se a terminação
exemplo, as anfetaminas são compostos sintéticos
nitrila ou com a palavra cianeto
semelhantes a adrenalina. São encontradas em fármacos,
mas também são utilizadas como drogas (as
metanfetaminas).

Os alcaloides (cafeína, nicotina, coniina e cocaína) são


exemplos clássicos de aminas encontradas em nosso dia-
a-dia.
Uma nitrila insaturada de grande importância é a acrilonitrila
(CH2CHCN), utilizada na fabricação de polímeros acrílicos,
como, por exemplo, as lãs sintéticas conhecidas como
orlon. Estas lãs sintéticas são apropriadas para a confecção
de agasalhos e cobertores.

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1
OUTRAS FUNÇÕES ORGÂNCIAS

AULA 1 – DERIVADOS DE HIDROCARBONETOS Nápoles, em 1944, quando as forças aliadas invadiram a


Itália. Após a constatação de que o DDT se acumula em
Ácidos Sulfônicos tecidos gordurosos dos organismos humanos e dos
animais, prejudicando órgãos como o fígado, a sua
Ácidos sulfônicos são compostos orgânicos derivados do
produção foi proibida em muitos países .
ácido sulfúrico.

AULA 2 – REVISÃO/ FUNÇÕES MISTAS

Ácidos sulfônicos de cadeias longas e aromáticas são São compostos orgânicos que apresentam duas ou mais
utilizados na fabricação de detergentes. funções orgânicas diferentes entre si.

Nitrocompostos

Os nitrocompostos são substâncias orgânicas que


possuem um ou mais grupos –NO2 em suas estruturas.

Haletos Orgânicos

Haletos orgânicos são substâncias derivadas dos


Evidentemente, nesses casos a nomenclatura IUPAC
compostos orgânicos pela troca de um ou mais
torna-se mais complexa.
hidrogênios por halogênios, F, Cl, Br , I.
Uma das funções presentes é considerada a função
principal. Desse modo, considera-se:

 como cadeia principal a mais longa que inclui essa


função principal;
 como numeração da cadeia principal a que atribui
o menor número possível a essa função principal;
 que a terminação do nome do composto deve
obedecer a essa função principal.

(As demais funções serão consideradas secundárias, isto


é, apenas como ramificações da cadeia em que está a
Haletos Orgânicos em nosso cotidiano função principal.)

Clorofórmio (CHCl3 - triclorometano) começou a ser usado Ordem de preferência para escolha da cadeia principal
como anestésico em 1847 na Inglaterra e, com o tempo, foi segundo as regras da IUPAC
gradativamente abandonado, devido à sua toxidez;
Ácido > Amida > Aldeído > Cetona > Álcool > Amina > Éter > Haleto
Os freons (CCl3F, CCl2F2 etc.) foram introduzidos na
década de 1930, como gases de refrigeração e, na década
de 1960, como propelentes para aerossóis de perfumes e
Exemplo:
inseticidas; posteriormente, verificou-se que os freons
prejudicavam a camada de ozônio, o que levou vários
acordos internacionais a determinar a redução progressiva
de sua produção;

O inseticida DDT (C14H9Cl5) foi vital na Segunda Guerra


Mundial. Com ele foi possível debelar um surto de tifo em

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OUTRAS FUNÇÕES ORGÂNCIAS

AULA 3 – HALETOS DE ÁCIDO

São derivados de ácidos carboxílicos formados pela


substituição do grupo OH (hidroxila) da carboxíla por um
átomo de halogênio (família VIIA). Seus nomes são
formados pelo nome do halogênio, seguida pelo nome do
radical acila.

AULA 4 – COMPOSTOS DE GRIGNARD

Também chamados de compostos organometálicos, são


substâncias orgânicas que possuem um ou mais átomos de
metais em suas estruturas, sendo que estes estão ligados
diretamente a átomos de carbono.

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2
SÉRIES ORGÂNICAS

AULA 1 – SÉRIES HOMÓLOGAS, ISÓLOGAS E


HETERÓLOGAS

As séries são subdivisões dos compostos orgânicos.

Série Homóloga

A série homóloga consiste numa sequência de compostos


orgânicos de uma mesma função orgânica que se diferem
pela presença de um ou mais grupos CH2 (metileno).

Observe o exemplo abaixo para hidrocarbonetos saturados


(alcanos):

São chamados homólogos os compostos formadores de


uma série homóloga com propriedades químicas
semelhantes por serem pertencentes à mesma função
orgânica, mas propriedades físicas que variam a medida
que a cadeia carbônica também varia.

Série Isóloga

Sequência de compostos que se diferem entre si por um ou


mais H2

Os compostos chamados de isólogos são aqueles que


formam a séria isóloga e se diferem pela saturação
(saturado ou insaturado) ou pela ciclização (cíclicos ou
acíclicos).

Quando apresentam massa molecular próximas possuem


propriedades físicas semelhantes; quando as estruturas
são diferentes as propriedades químicas são também
diferentes.

Série Heteróloga

Conjunto de compostos orgânicos com funções químicas


diferentes que contém o mesmo número de átomos de
carbono.

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1
CARACTERÍSTICAS DOS
COMPOSTOS ORGÂNICOS
AULA 1 – PF,PE E ESTADO FÍSICO DOS COMPOSTOS AULA 2 – SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS
ORGÂNICOS ORGÂNICOS

Os fatores que influenciam nas propriedades físicas dos Como regra geral de solubilidade da química, temos:
compostos orgânicos são:
Semelhante tende a dissolver semelhante
 Forças Intermoleculares
 Tamanho Isto significa dizer que polar tende a dissolver polar; apolar
tende a dissolver apolar.
Vamos dividir nosso estudo destas características levando
em consideração a polaridade das substâncias. Compostos apolares ou pouco polares são chamados de
solventes orgânicos e consequentemente não se dissolvem
Compostos Apolares em água que é polar.

Os compostos orgânicos apolares ou predominantemente Para que um composto orgânico seja solúvel em água é
apolares fazem interações intermoleculares do tipo dipolo- necessário que ocorra interação entre estas substâncias, ou
induzido (também chamada de forças de London ou van der seja, o composto orgânico deve ser polar e de certa maneira
Waals), que são relativamente fracas. realizar interações intermoleculares do tipo pontes ou
ligações de hidrogênio com a água.
Sendo assim, estes compostos (apolares) apresentam
baixos pontos de fusão e ebulição. É interessante notar que quanto maior o número de pontes
de hidrogênio realizadas pela substância e água, maior será
Com o aumento da cadeia carbônica (ou massa molecular) a solubilidade da mesma.
temos também o aumento do ponto de fusão e ebulição.
Outro ponto interessante a se observar é que mesmo
Estas características de variação de PF e PE e estado físico substâncias que podem realizar pontes de hidrogênio com
servem também para toda a série dos hidrocarbonetos: a água não são necessariamente solúveis nela. Isso ocorre
alcanos, alcenos, alcinos, cicloalcanos e aromáticos). quando a cadeia carbônica é grande e prevalece a região
apolar.
Compostos Polares sem pontes de hidrogênio

Os compostos polares que não realizam pontes ou ligações


de hidrogênio possuem temperaturas de fusão e ebulição
mais elevadas em relação aos compostos apolares vistos
anteriormente. Isso ocorre devido ao tipo de interação
intermolecular ser mais forte: dipolo permanente – dipolo
permanente. AULA 3 – ACIDEZ DOS COMPOSTOS ORGÂNICOS

Podemos considerar a seguinte situação: Vamos recordar as definições de acidez:

O aumento da massa molar para os compostos que  Ácidos de Arrhenius : Ionizam gerando H

 Ácidos de Bronsted  Lowry : doador de H próton 
realizam DP-DP acarreta num aumento dos pontos de fusão 

e ebulição. 
 Ácidos de Lewis : aceptores de pares de elétrons
Compostos Polares com pontes de hidrogênio
De um modo geral temos a seguinte sequência crescente
Sabendo que as pontes ou ligações de hidrogênio são de acidez:
interações mais fortes quando comparadas as anteriores,
estes compostos apresentarão pontos de fusão e ebulição
superiores quando comparados àqueles que realizam DI-DI
ou DP-DP de massa molecular semelhante.

Resumindo, temos:
Alcinos Verdadeiros: são aqueles que possuem átomo
O aumento da massa molecular e também o aumento do
de hidrogênio ligado diretamente ao carbono com tripla
número de pontes de hidrogênio acarretam num aumento
ligação
dos pontos de fusão e ebulição.
Grupo Aril (Ar): derivado do benzeno

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1
CARACTERÍSTICAS DOS
COMPOSTOS ORGÂNICOS
eletrônico não ligante no átomo central, ou seja, no átomo
de nitrogênio.
AULA 4 E AULA 5 – ESTRUTURA E ACIDEZ DOS
COMPOSTOS ORGÂNICOS

A acidez de compostos orgânicos pode variar dependendo


de alguns fatores principalmente os efeitos de ressonância,
efeito de cadeia e do substituinte.

Efeito de Ressonância

Como vimos em aula, o efeito de ressonância ocorre pela


mudança de posição de pares de elétrons ao longo da
estrutura dos compostos orgânicos que possuem
insaturações.

É desta maneira que podemos explicar os motivos pelos AULA 7 – p𝑲𝑨


quais os ácidos carboxílicos são ácidos e também os fenóis
e os enóis de um modo geral. Por definição, o pKa é uma propriedade particular e
característica de cada substância e indica a tendência em
Vale lembrar que quanto mais formas de ressonância, mais doar próton (íons H+).
estável é o ânion e consequentemente mais forte será o
ácido. Por conveniência os químicos preferem indicar a força de
um ácido através dos valores do pHa.
Efeito de Cadeia
Calculo do pKa
Tomando como exemplo os ácidos carboxílicos, podemos
observar que a acidez destes compostos decresce quando pK a = - log K a
há aumento da cadeia carbônica. Isso ocorre devido aos
átomos da cadeia cederem elétrons para o grupo carboxíla
e assim dificultar a saída do grupo H+; dizemos que essa
diminuição da acidez em relação ao aumento da cadeia Muito Fortes .................... pKa < 1

ocorre devido ao efeito indutivo doador de elétrons.  Fortes .................... pKa = 1 a 5
Ácidos 
 Fracos .................... pKa = 5 a 15
Efeito do Substituinte Muito Fracos .................... pKa > 15

De um modo geral podemos considerar:


Note que quanto mais forte é o ácido, menor é o valor de
 Grupos substituintes doadores (pouco seu pKa.
eletronegativos) de elétrons diminuem a acidez
 Grupos substituintes sacadores (muito
eletronegativo) de elétrons aumentam a acidez

AULA 6 – BASICIDADE DOS COMPOSTOS


ORGÂNICOS

Relembrando a relação de basicidade, temos:

Bases de Arrhenius : Dissociam gerando OH



Bases de Bronsted  Lowry : aceptores de H próton 


Bases de Lewis : doadores de pares de elétrons

De um modo geral, para os compostos orgânicos, podemos


dizer que as aminas (compostos teoricamente derivados da
amônia – NH3) são básicos devido a presença de um par

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ISOMERIA PLANA

Isomeria é o fenômeno observado na química orgânica, onde


compostos diferentes, com propriedades diferentes, possuem a
mesma fórmula molecular entre si.

A isomeria pode ser dividida em plana e espacial (ou


estereoisomeria).

Isomeria Plana: compostos com mesma fórmula molecular que


diferem na posição dos átomos no espaço e podem ser
explicadas por fórmulas estruturais planas:

 Isomeria de Cadeia;
 Isomeria de Posição;
 Isomeria de Compensação ou Metameria;
 Tautomeria.
AULA 2 – ISOMERIA DE POSIÇÃO

Na isomeria de posição observamos que compostos de mesma


fórmula molecular se diferem na posição de ramificações (grupos
substituintes) ou das insaturações (ligações duplas ou triplas)
AULA 1 – ISOMERIA DE CADEIA

Isomeria de Cadeia (também chamada de isomeria de núcleo) é


observada quando os compostos de mesma fórmula molecular se
diferem apenas no tipo de cadeia carbônica (cadeias abertas,
fechadas, ramificadas, saturadas, insaturadas etc).

Exemplo 1

AULA 3 – ISOMERIA DE COMPENSAÇÃO OU METAMERIA

A isomeria de compensação ou metameria é observada quando


a diferença ocorre pela mudança na posição de heteroátomos.

Exemplo 1
Exemplo 2

Observe os dos metâmeros acima: o nitrogênio (heteroátomo)


mudou da posição relativa 2 para posição 3.

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1
ISOMERIA PLANA

Exemplo 2

No exemplo dos éteres acima temos a mudança do oxigênio da


posição 2 para posição 3. Como resultado desta mudança,
notamos o encurtamento de um lado da cadeia carbônica de um
lado do heteroátomo e o consequente alongamento do outro lado
da cadeia após o heteorátomo.

AULA 4 – ISOMERIA DE FUNÇÃO

Isomeria de função ou funcional ocorre quando moléculas de


mesma fórmula molecular se diferem quanto às funções
orgânicas.

Existem casos comuns de isomeria de função que podemos levar


em consideração:

 Álcoois e Éteres;
 Álcoois Aromáticos, Éteres Aromáticos e Fenóis; AULA 6 – RECAPITULAÇÃO
 Aldeídos e Cetonas;
Nesta aula fizemos uma visão geral dos casos de isomeria plana
 Ácidos Carboxílicos e Ésteres.
que foram estudadas em aulas separadas. A intensão foi mostrar
de forma ampla para facilitar o entendimento e resolução de
exercícios sobre o assunto.

Como vimos no início do módulo, a isomeria plana também é


chamada de isomeria estrutural ou isomeria constitucional.

AULA 5 – TAUTOMERIA De qualquer maneira, para ter isomeria é necessário que os


compostos apresentem a mesma fórmula molecular entre si, mas
Caso particular da isomeria de função onde os isômeros estão em podem se diferenciar quanto ao tipo de cadeia carbônica, da
equilíbrio químico. posição de grupos substituintes (ramificações) ou então da
posição das insaturações (ligações duplas ou triplas), posição
Casos comuns de tautomeria:
de heteroátomos (metameria ou compensação), da função
orgânica e até mesmo envolvendo equilíbrio químico
 Aldeído e Enol;
 Cetona e Enol. (tautomeria).

Observe os exemplos abaixo: Isomeria de Cadeia

A isomeria de cadeia ocorre pela diferença existente entre as


cadeias carbônicas de compostos de mesma fórmula molecular.
Lembrando que classificamos as cadeias como sendo abertas
(acíclias), fechadas (cíclicas), saturadas e insaturadas, normais e
ramificadas.

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ISOMERIA PLANA

Atenção: São consideradas ramificações apenas grupos de


átomos de carbonos que estão ligados à cadeia principal.

Isomeria de Posição

Na isomeria de posição, muda-se a posição de ramificações, da


insaturação na cadeia principal e também da função orgânica.

É importante atentar que se a função orgânica envolver um


heteroátomo, ou seja, um átomo diferente de carbono e
hidrogênio, na cadeia principal, a isomeria é chamada de
metameria ou isomeria de compensação.

Metameria ou Isomeria de Compensação

É muito comum a confusão entre isomeria de posição e a


metameria.

Para ser considerar uma metameria temos de observar a


mudança específica da posição de um heteroátomo na cadeia
principal. O erro na classificação é considerar que se o
heteroátomo mudou de posição a isomeria tem de ser de posição,
quando na verdade é uma metameria. Tome muito cuidado
quando for observar estes casos.

Isomeria de Função

Como o próprio nome já indica, a isomeria de função é o caso


onde temos funções orgânicas diferentes para substâncias com a
mesma fórmula molecular.

Tautomeria

O único caso de isomeria onde temos um equilíbrio químico


envolvido.

Este equilíbrio ocorre devido a um dos componentes da reação


ser uma substância instável. Neste caso os enóis envolvidos no
processo se decompõem em aldeídos ou então cetonas por
serem instáveis.

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ISOMERIA ESPACIAL

Isomeria é o fenômeno observado na química orgânica, onde Assim como nos compostos orgânicos que possuem ligações
compostos diferentes, com propriedades diferentes, possuem a duplas, os compostos cíclicos (de 3 a 5 carbonos) possuem
mesma fórmula molecular entre si. cadeias ou núcleos que dividem a molécula em duas regiões
(acima e abaixo da cadeia) sendo também os ligantes ou
A isomeria pode ser dividida em plana e espacial (ou substituintes posicionados também acima ou baixo do plano da
estereoisomeria). cadeia principal.

Isomeria Espacial ou Estereoisomeria (do grego stereos, Observe as estruturas possíveis para os compostos 1,2-dicloro-
espacial): compostos com mesma fórmula molecular que se ciclopropano:
diferem na orientação espacial dos átomos no espaço e só podem
ser explicadas por fórmulas estruturais espaciais:

 Isomeria Cis-Trans;
 Isomeria Óptica.

AULA 1 – ISOMERIA GEOMÉTRICA

A isomeria cis-trans (também chamada de geométrica) é um caso


de isomeria espacial. Pode ocorrer em dois casos particulares:

 Em compostos com duplas ligações; Note novamente que o plano da molécula posiciona os ligantes
 Em compostos cíclicos. de um mesmo lado (cis) ou de lados opostos (trans).

Observe fórmula estrutural do composto C2H2Cl2:

AULA 2 – ISOMERIA ÓPTICA

Para observarmos a presença de isomeria óptica em compostos


orgânicos, devemos verificar se há ou não presença de carbono
quiral – também chamado de assimétrico ou centro esterogênico.

Identificar estes átomos de carbonos (quirais) é fácil, mas nem


sempre é uma tarefa simples.

Carbonos quirais são saturados, ou seja, fazem quatro ligações


simples. Os quatro ligantes presentes neste carbono são
diferentes entre si.
Note que pela estrutura que a dupla ligação divide a molécula em
duas regiões diferentes.

Na estrutura do isômero à esquerda os átomos de cloro (maior


massa molecular em relação aos hidrogênios) estão do mesmo
lado da molécula; essa configuração é chamada de cis (do latim
cis, aquém de).

Em relação ao isômero da esquerda, os átomos de cloro estão de A  B  X  Y


lados opostos da dupla ligação, ou seja, do plano que divide a
molécula ao meio; esta configuração é chamada de trans (do
Exemplo:
latim trans, para além de).

Em compostos cíclicos

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ISOMERIA ESPACIAL

Observe a fórmula estrutural aberta da molécula de glicose:

Note que o ácido láctico possui um carbono quiral e sendo assim


apresenta isomeria óptica. O isômero óptico pode ser observado
como a sua imagem num espelho plano.

Podemos verificar que ela possui um total de quatro (4) carbonos


assimétricos ou quirais. Sendo assim, a glicose apresenta um
total de 16 isômeros opticamente ativos.

Se quisermos saber a quantidade de misturas racêmicas


possíveis para estes compostos que possuem mais de um
carbono quiral, basta dividir a quantidade de compostos
opticamente ativos por 2.

Observe que se tentarmos encaixar as duas moléculas uma em


relação a outra, nunca haverá coincidência entre todos os pontos.
Por isso verificamos que são realmente moléculas distintas entre
si.

Uma propriedade interessante das soluções dos compostos que


possuem isomeria óptica é a capacidade em rotacionar a luz
plano-polarizada.

Os compostos chamados Levogiros rotacionam a luz para


esquerda ou no sentido anti-horário; quando rotacionam para a
direita ou no sentido horário, são chamados de Dextrogiros.

As misturas racêmicas são misturas entre quantidades iguais dos


isômeros dextrogiros e levogiros.

AULA 3 – ISOMERIA ÓPTICA – COMPOSTOS COM MAIS DE


UM CARBONO QUIRAL

Existem compostos orgânicos que possuem mais de um carbono


quiral.

Desta maneira podemos calcular a quantidade de isômeros


opticamente ativos com a mesma fórmula molecular através da
seguinte relação:

Compostos Opticamente Ativos  2n

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE SUBSTITUIÇÃO
AULA 1 – REAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO AULA 2 – REAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO DE FRIEDEL-
CRAFTS
De um modo geral, dizemos que uma reação orgânica de
substituição envolve a substituição de um átomo ou então As reações de substituição em anéis aromáticos são mais
um grupo de átomos de uma molécula orgânica por outro fáceis em comparação aos alcanos. Observe os exemplos
átomo (ou grupo de átomos). abaixo das reações denominadas de substituição de
Friedel-Crafts que ocorrem especificamente em compostos
Esse tipo de reação ocorre principalmente com alcanos aromáticos.
(hidrocarbonetos saturados), compostos aromáticos
(substituição no anel benzênico) e hidrocarbonetos cíclicos
com cinco ou mais átomos de carbono.

As reações mais comuns de substituição são:

 Halogenação
 Nitração
 Sulfonação
 Alquilação de Friedel-Crafts
 Acilação de Friedel-Crafts

Essas duas últimas (acilação e alquilação) são específicas


para compostos aromáticos.

AULA 3 – REAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO EM


ANELAROMÁTICO

Abaixo segue um resumo das principais reações de


substituição que ocorrem em anéis aromáticos pela
substituição de um átomo de hidrogênio do benzeno por
átomos ou então grupos de átomos vindos de reagentes
específicos e também em presença de catalisadores.

As reações de substituição que envolvem alcanos são em


geral lentas e ocorrem na presença de luz ultravioleta.

Para alcanos maiores, devemos considerar a facilidade com


que um átomo de hidrogênio pode ser substituído e assim
verificar a probabilidade de formação de produtos
específicos bem como as suas quantidades relativas.

Dizemos de um modo geral que um hidrogênio ligado a um


carbono terciário possui maior facilidade de substituição; o
secundário é menor em relação ao anterior e o hidrogênio
ligado a um carbono primário possui menor facilidade.

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE SUBSTITUIÇÃO

AULA 4 – REAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO EM


ANELAROMÁTICO - DIRIGÊNCIA

Quando um anel aromático já substituído e com a presença


de um grupo (G) sofrer uma nova reação de substituição,
este grupo (G) irá determinar e dirigir para qual posição no
benzeno o novo grupo irá entrar.

Dizemos que certos grupos facilitam e orientam a


substituição de um novo grupo para as posições orto e para,
ou seja, a posição 2 e 4 do anel em relação ao grupo já
existente.

Outros grupos podem dificultam a reação e orientam a


substituição na posição meta, ou seja, na posição 3 do anel
em relação ao grupo existente.

Os grupos orto-para-dirigentes, também chamados de


ativantes do anel aromático, estão listadas baixo:

Os grupos desativantes do anel orientam a nova


substituição para a posição meta:

É interessante notar que os grupos meta-dirigentes


possuem de um modo geral estruturas que apresentam
ligações duplas, triplas ou então dativas.

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE ADIÇAO
AULA 1 – REAÇÕES DE ADIÇÃO

As reações de adição ocorrem quando um reagente é


adicionado a uma molécula orgânica para a formação de
um produto. AULA 2 – REAÇÃO DE ADIÇÃO EM DUPLAS
Esse tipo de reação ocorre geralmente com compostos CONJUGADAS
que possuem insaturações e também com compostos
Compostos que possuem duas ou mais duplas ligações
cíclicos. Vale lembrar que um insaturação é composta de
separadas por uma ligação simples são chamados de
uma ligação do tipo sigma e também de ligações do tipo
alcenos conjugados.
pi. Do ponto de vista energético, a ligação pi é mais fraca
em relação à ligação sigma; rompendo-se a ligação pi do
Um exemplo de um alceno conjugado é o buta-1,3-dieno:
composto insaturado, adiciona-se o reagente aos
carbonos que estavam envolvido nessa ligação.

Os principais reagentes de uma adição são:


 Alcenos
 Alcinos
 Dienos Quando o reagente que iremos adicionar a um dieno
 Ciclocompostos de 3 e 4 carbonos conjugado estiver em excesso, todas as duplas ligações
serão quebradas (em relação à ligação pi) resultando num
E as principais reações de adição são consideradas produto saturado.
abaixo:
 Hidrogenação (adição de hidrogênio)
 Halogenação (adição de halogênios)
 Hidro-halogenação (adição de halogeno-hidretos)
 Hidratação (adição de água)

Observe abaixo exemplos de reações de adição: Por outro lado, se o reagente a ser adicionado estiver em
menor quantidade, ou seja, ser o reagente limitante da
reação, teremos dois tipos de adição:

 Adição 1,2 ou Adição Direta


 Adição 1,4 ou Adição Conjugada

É importante notar que a reação de adição 1,4 é


predominante em relação à adição 1,2.

AULA 3 – REAÇÕES COM CICLOALCANOS

Os cicloalcanos podem sofrem reações de adição ou então


reações de substituição.

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1
REAÇÕES ORGÂNICAS
DE ADIÇAO
É fácil identificar que tipo de reação irá sofrer um
cicloalcano dependendo da quantidade de átomos de
carbono na cadeia:

 Cicloalcanos de 3 e 4 carbonos sofrem reação de


adição
 Cicloalcanos de 5 e 6 carbonos sofrem reação de
substituição

Observe abaixo exemplos das reações:

A reação contrária à regra de Markovnikov é conhecida


como regra ou efeito Kharash, onde o hidrogênio é
adicionado ao carbono menos hidrogenado. Geralmente
esse efeito ocorre com a adição de HBr em presença de
peróxidos.

AULA 4 – REAÇÕES DE ADIÇÃO – REGRA DE


MARKOVNIKOV

Nas reações de adição o hidrogênio é adicionado ao átomo


de carbono que já possui um maior número de hidrogênios
ligados.

Observe abaixo a reação de adição entre o propeno e o


ácido clorídrico onde vemos a formação de dois produtos,
sendo um deles majoritário em relação ao outro que quase
não é formado na reação.

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE ELIMINAÇÃO
AULA 1 – REAÇÕES DE ELIMINAÇÃO  Desidratação Intermolecular

As reações de eliminação consistem na perda ou Observe abaixo os exemplos deste tipo de reação:
eliminação de átomos ou grupos de átomos de compostos
orgânicos e consequente formação de outros compostos
orgânicos.

Os principais casos de reação de eliminação são:

 Desidrogenação
 Desalogenação
 Desidro-halogenação
 Desidratação

Essas reações consistem na retirada de átomos ou grupos


de átomos de carbonos vizinhos e a formação de
insaturações no produto formado.
Atenção:
Observe abaixo exemplos das principais reações de
eliminação: A reação de desidratação intermolecular ocorre
preferencialmente com álcoois primários, enquanto as
desidratações intramoleculares ocorrem em álcoois
primário, secundários e também terciários.

AULA 3 – DESIDRATAÇÃO DE ÁCIDOS


CARBOXÍLICOS - ANIDRIDOS

Os ácidos carboxílicos também podem sofrem reação de


desidratação formando como produto compostos
conhecidos como anidridos.

AULA 2 – DESIDRATAÇÃO DE ÁLCOOIS

A reação de desidratação de álcoois é um caso particular


das reações de eliminação.

Esse tipo de reação pode ocorrer de duas maneiras a


saber:

 Desidratação Intramolecular

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE ELIMINAÇÃO

AULA 4 – REGRA DE SAYTZEF

A regra de Saytzef pode ser considerado como o inverso


em relação à regra de Markovnikov, ou seja, numa reação
de eliminação o hidrogênio sai do carbono menos
hidrogenado.

Observe os exemplos abaixo de aplicação da regra:

Exemplo 1:

Exemplo 2:

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE OXIDAÇÃO
AULA 1 – OXIDAÇÃO DE ALCENOS - OZONÓLISE

A oxidação de um alceno via reação com ozônio (O3) é


chamada de ozonólise. Nesta reação o ozônio ataca o
alceno e forma-se um produto intermediário conhecido
como ozonídeo ou ozoneto, que em seguida reage com
água (hidratação) em presença de zinco metálico para a
geração dos produtos orgânicos oxidados e também a
saída de peróxido de hidrogênio (H2O2).

A adição de zinco metálico se faz necessário para que o


peróxido de hidrogênio seja “destruído”, impedindo assim
que este cause a oxidação do aldeído em ácido carboxílico.

É interessante notar que este tipo de reação é útil para a


identificação do alceno de partida pela análise das
moléculas produzidas.

Atenção:

 Os carbonos primários e secundários da dupla


ligação produzem aldeídos
 Os carbonos terciários produzem cetonas

Observe abaixo a reação de ozonólise de um alceno

Observando o esquema acima é interessante notar que:

 Carbonos primários originam CO2 e H2O


 Carbonos secundários geram ácidos carboxílicos
AULA 2 – OXIDAÇÃO DE ALCENOS – OXIDAÇÃO
ENERGÉTICA  Carbonos terciários produzem cetonas

A oxidação enérgica de um alceno ocorre na presença de


soluções concentradas de permanganato de potássio
(KMnO4) ou dicromato de potássio (K2Cr2O7) em meio ácido
– geralmente utiliza-se ácido sulfúrico para a acidificação do
meio.
AULA 3 – OXIDAÇÃO DE ALCINOS – OXIDAÇÕES
O agente oxidante que é gerado da mistura descrita acima
BRANDA E ENERGÉTICA
irá atacar a molécula de alceno com a quebra da dupla
ligação e consequente formação de ácido carboxílico e/ou Alcinos podem sofrem reações de oxidação branda ou
cetona e/ou dióxido de carbono (CO2). energia dependendo das condições reacionais.

Em presença de KMnO4 em solução levemente alcalina ou


neutra, os alcinos geram dicetonas, na reação de oxidação
branda.

Por outro lado, um alcino reagindo com solução de KMnO 4


ácida e a quente, sofre quebra na tripla ligação e posterior
geração de ácidos.

Observe abaixo os exemplos:

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE OXIDAÇÃO

AULA 4 – OXIDAÇÃO DE CICLOALCANOS

Os cicloalcanos (ciclanos) também sofrem reação de


oxidação e formam diácidos como produtos.

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE ÁLCOOIS
AULA 1 – INTRODUÇÃO No caso da desidratação de álcoois, podemos realizar este
tipo de reação dentro da própria molécula (desidratação
Os álcoois são compostos orgânicos identificados pela intramolecular) ou então entre duas moléculas de álcoois
presença de um grupo – OH (hidroxila ou oxidrila) ligado (desidratação intermolecular). Esta última pode ocorrer
diretamente a um carbono que só faz simples ligações, ou entre moléculas de álcoois iguais entre si ou então
seja, um carbono saturado. diferentes.

Observe os exemplos abaixo:

É interessante notar que para as desidratações de álcoois


com cadeias carbônicas maiores (mais de 3 átomos de
As principais reações orgânicas que envolvem os álcoois carbono), temos de observar a regra de Saytzeff, ou seja,
são: o hidrogênio será retirado do átomo de carbono menos
hidrogenado.
 Desidratações Intramoleculares e
Intermoleculares Observe abaixo o exemplo da formação de dois produtos
 Oxidações diferentes numa mesma reação de desidratação:
 Esterificações

Atenção: Nem todo composto orgânico que apresenta


grupos hidroxilas (OH) podem ser considerados álcoois.
Observe os seguintes exemplos abaixo:

AULA 3 – OXIDAÇÃO DE ÁLCOOIS

Os álcoois em presença de agentes oxidantes enérgicos,


como o K2Cr2O7 (dicromato de potássio) e KMnO4
(permanganato de potássio) em presença de ácido sulfúrico
concentrado, sofrem reações de oxidação.

Atenção: os agentes oxidantes são representados


genericamente por [O]

AULA 2 – DESITRATAÇÃO DE ÁLCOOIS O exemplo mais clássico de oxidação de um álcool é a


formação de ácido acético (ácido etanoico) a partir do álcool
Uma reação orgânica de desidratação é aquela onde há a saída presente no vinho (etanol).
de água como produto além de outra substância orgânica.
Também podemos classificar a reação de desidratação como
sendo uma reação de eliminação.

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE ÁLCOOIS
esterificação enquanto a reação inversa é chamada de
hidrólise de éster.

Podemos notar pela reação acima que o etanol é oxidado a


etanal que em seguida forma ácido acético também por
oxidação. Podemos então generalizar dizendo que os
álcoois primários sofrem a mesma sequência de oxidação, AULA 5 – LIPÍDIOS
ou seja, passam por aldeído e finalizam como ácido
carboxílico. Os lipídios, também chamados de glicerídeos,
triglicerídeos, triglicérides ou triacilglicerois, são
Os álcoois secundários sofrem oxidação, mas geram como quimicamente considerados triésteres de ácidos graxos
produto uma cetona. Observe: (ácidos carboxílicos de cadeia longa) e glicerol. Este último
conhecido como glicerina ou oficialmente propano-1,2,3-
triol.

São encontrados na natureza como óleos ou gorduras de


origem animal ou vegetal.

Por fim, os álcoois terciários não sofrem reação de


oxidação.

AULA 4 – ESTERIFICAÇÃO

A reação de esterificação, também chamada de


esterificação de Fischer, envolve a formação de um éster a
Dependendo do tipo de ácido graxo, os lipídios podem ser
partir de um álcool e um ácido carboxílico. Essa reação
sólidos (gorduras) ou então líquidos (óleos).
necessita de um catalisador para ocorrer. Neste caso,
catalisa a reação os ácidos clorídrico ou então sulfúrico Quando os ácidos graxos de um lipídio são
concentrados. majoritariamente insaturados, temos um óleo; enquanto as
gorduras apresentam ácidos graxos saturados.
Para este tipo de reação, a ordem de reatividade dos
álcoois que reagem com o ácido carboxílico é: Os lipídios são uma forma interessante e altamente
eficiente de armazenamento de energia. Por serem
Álcool Primário > Álcool Secundário > Álcool Terciário apolares, são armazenados na ausência de água (forma
anidra) e assim são capazes de gerar seis vezes mais
Observe abaixo um exemplo de reação de esterificação energia no metabolismo quando comparado, por exemplo,
entre o etanol (álcool primário) e ácido acético (ácido ao glicogênio que está ligado ao dobro de sua massa em
etanoico). moléculas de agua.

Por serem menos oxidados em relação aos carboidratos e


também as proteínas, os lipídios liberam maior quantidade
de energia no processo de metabolismo (oxidação).

É importante notar que grupo –OH sai do ácido carboxílico


e se conecta ao hidrogênio que sai da hidroxila do álcool
para a formação da molécula de água.

Perceba também que a reação de esterificação gera um


AULA 6 – SAPONIFICAÇÃO
equilíbrio químico. A reação direta é chamada de

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REAÇÕES ORGÂNICAS
DE ÁLCOOIS
A grande maioria dos ésteres que encontramos na natureza
está na forma de óleos e gorduras, ou seja, na forma de
lipídios. Estes compostos são triésteres do glicerol
(formados pela esterificação de ácidos graxos e glicerina) e
podem ser utilizados para a produção de sabões numa
reação conhecida como saponificação.

A saponificação ocorre em duas etapas:

1. Hidrólise do triéster do glicerol: quebra do óleo ou


gordura liberando a glicerina e os ácidos graxos
(ácidos carboxílicos de cadeia carbônica longa)
2. Reação de neutralização do ácido graxo por uma Geralmente o biodiesel consiste em ésteres metílicos ou
base inorgânica forte (NaOH ou KOH) etílicos de ácidos graxos derivados de óleos ou gorduras
(lipídios).
Observe abaixo o processo global de saponificação:

AULA 7 – TRANSESTERFICAÇÃO

A reação de transesterificação transforma um éster em um


novo éster diferente como produto. Esta reação ocorre com
um éster e um álcool em presença de um catalisador.

É também chamada de reação de alcoólise uma vez que


podemos considerar que é o álcool quem faz a quebra do
éster reagente.

Observe a reação de transesterificação ou alcoólise abaixo:

Este tipo de reação é particularmente importante devido a


produção do biodiesel, um combustível considerado
renovável que pode vir a substituir o diesel de origem fóssil
(derivado do petróleo). Sua queima não produz óxidos de
enxofre (SOx) uma vez que não possui enxofre que é o
principal contaminante dos derivados de petróleo.

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POLÍMEROS

AULA 1 – INTRODUÇÃO

Polímeros são macromoléculas formadas pela união de


moléculas menores denominadas monômeros, num
processo químico chamado de polimerização.

Origem das Palavras

 Polímero: do grego polys, muito e meros, parte;


 Monômero: do grego monos, único e meros,
parte.

Tipos de polímeros sintéticos

Os polímeros sintéticos podem ser divididos da seguinte


maneira:

 Polímeros de Adição
 Polímeros de Condensação

AULA 2 – POLÍMEROS DE ADIÇÃO

Os polímeros de adição são aqueles formados por


reações de adição. É o caso mais simples, onde temos a
adição (“soma”) de moléculas pequenas – monômeros -
todas idênticas entre si. AULA 3 – POLÍMEROS DE CONDENSAÇÃO

O grupo mais importante de polímeros de adição são os


polímeros etilênicos, ou seja, polímeros resultantes da
adição do etileno (eteno) e seus derivados. Os polímeros de condensação são obtidos pela reação de
condensação, ou seja, dois monômeros diferentes entre
si reagem gerando como produtos o polímero e outra
substâncias mais simples – como por exemplo, H2O, HCl,
NH3 e etc.

Observe alguns exemplos:

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POLÍMEROS

Síntese da baquelite a partir de fenol e metanal (formaldeído)

Síntese do PET – um poliéster de grande importância em nosso dia-a-dia

Síntese do Nailon-66 – uma poliamida utilizada em fibras têxteis

AULA 4 – COPOLÍMEROS

Quando um polímero é sintetizado partindo-se de um único tipo de monômero, ele é denominado polímero normal. Quando
utilizamos mais de um tipo de polímero, este é chamado de copolímero.

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BIOMOLÉCULAS

AULA 1 – CARBOIDRATOS (PARTE 1)  Monossacarídios ou Oses: são carboidratos


mais simples que não sofrem hidrólise; podem
Os carboidratos, também conhecidos como glicídios, conter de 3 até o máximo de 7 átomos de
glucídios ou glúcides, são compostos orgânicos de função carbono e podem ser separadas em duas
mista do tipo poliidróxialdeídos ou poliidróxicetonas e grandes “famílias”: as aldoses quando possuem
outros compostos que, por hidrólise, geram aldeídos ou o grupo aldeído (p.ex.: glicose e galactores) e as
cetonas. cetoses quando possuem grupo cetona (p.ex.:
frutose).
A fórmula mínima (empírica) destes compostos pode ser
 Oligossacarídios: o termo óligo, do grego,
descrita, em geral, como:
pouco, indica que estes carboidratos são
formados dela reunião de pequenos números de
(CH2O)n onde n  3 monossacarídios conectados por ligações
glicosídicas. Dos oligossacarídios mais
De acordo com a fórmula mínima, podemos chamar estes importantes podemos citar a sacarose
compostos de hidratos de carabono. Além de carbono, encontrada no açúcar de mesa, a frutose (açúcar
hidrogênio e oxigênio, os carboidratos podem conter das frutas) e o açúcar encontrado no leite, a
também átomos de nitrogênio (N), fósforo (P) e enxofre lactose. Estes três últimos são dissacarídeos.
(S).  Polissacarídios: centenas ou milhares de
monossacarídios (geralmente glicose)
Possuem uma imensa variedade de estruturas e formam a conectados por ligações glicosídicas. Temos
maior parte da matéria orgânica encontrada na superfície como exemplo a celulose, o amido e o
terrestre e são parte substancial dos alimentos que glicogênio.
consumimos.
Vamos observar mais a fundo as estruturas dos
São sintetizados via fotossíntese, onde o dióxido de carboidratos.
carbono presente no ar e água absorvida pelos vegetais
clorofilados do solo, são convertidos em presença da luz Glicose, Galactose e Frutose são os monossacarídios
solar. mais importantes no estudo da química e bioquímica do
ensino médio.
n CO2 + n H2O 
Luz
 (CH2O)n + n O2
ar solo

Dentre as diversas funções dos carboidratos podemos


citar a de armazenamento de energia (vegetal e animal),
fonte e intermediários de energia, estrutura de ácidos
nucleicos e parede celular.

Vale lembrar que os carboidratos de sabor doce


(sacarose, glicose, frutose) são geralmente chamados de
açúcares e são comuns na alimentação humana.

Classificação dos Carboidratos

Podemos classificar os carboidratos de maneira ampla da


seguinte forma:

É interessante notar que estes monossacarídios


apresentam atividade óptica, ou seja, apresentam
carbonos assimétricos, também chamados de carbonos
quirais. Deste forma, são capazes de rotacionar a luz
plano-polarizada no sentido horário (dextrogiro ou
dextrorrotatório) ou anti-horário (levogiro ou levorrotatório).
Considerando essas características observa-se
experimentalmente que a glicose é dextrogira enquanto a
frutose é levogira.

Em solução aquosa, observa-se que estes


monossacarídios não permanecem na forma aberta
(quantidade menor que 1%) e assim sendo sofrem
processo de ciclização (reação intramolecular) onde a
carbonila do grupo aldeído (ou cetona) reage com a

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BIOMOLÉCULAS

hidroxila da própria molécula, formando hemiacetais e AULA 2 – CARBOIDRATOS (PARTE 2)


hemicetais, respectivamente.
Os oligossacarídios são formados pela junção de
Observação: Para o cálculo do número de pequenas quantidades de monossacarídios através de
estereoisômeros opticamente ativos utiliza-se a realação ligações glicosídicas. Vamos exemplificar a ligação
2n, onde n indica o número de carbono quirais glicosídica através de dois dissacarídios muito abundantes
(assimétricos) de uma molécula). em nossa alimentação: a sacarose e a lactose.

Sacarose: açúcar encontrado na cana e beterraba é


formada pela junção de uma molécula de glicose e uma de
frutose.

C6H12O6 + C6H12O6 
 C12H22O11 + H2O
Glicose Frutose Sacarose

Podemos escrever a mesma equação observando agora


as formas estruturais dos compostos:

Note pela expressão acima que a sacarose é formada pela


ligação glicosídica entre a α-glicose com a frutose, ou seja,
temos uma ligação glicosídica α entre os carbonos 1 da
glicose e 2 da frutose.

Lactose: este dissacarídio é encontrado apenas no leite


Em solução aquosa os manossacarídios se encontram
(até 7%) e é formado pela junção de uma glicose com uma
predominantemente na forma cíclica devido a reação
da carbonila com a hidroxíla da própria molécula. A galactose.
figura (a) mostra a forma beta da glicose, enquanto a
(b) demonstra a forma beta da frutose.

Note pela figura abaixo que as formas cíclicas da glicose


se diferem pela posição da hidroxila do carbono 1 do anel.
A forma alfa ou a α-glicose (anômero α) apresenta a
hidroxila abaixo do plano do anel enquanto na forma beta
ou β-glicose (anômero β), o grupo OH está acima do plano
do anel.
Neste caso a ligação glicosídica ocorre pela interação da
galactose na forma β com uma glicose, ou seja, esta
ligação é conhecida como β-glicosídica 1,4.

A intolerância a lactose é um evento bastante comum em


adultos e afeta cerca de 75% da população mundial. Essa
intolerância a este carboidrato é consequência da falta de
uma enzima conhecida como lactase (β-D-galacotosidase)
que auxilia na quebra (hidrólise) da lactose para formação
de glicose e galactose.

Polissacarídios

Os polissacarídios são polímeros formados por


monossacarídios ligados por ligações glicosídicas,
também chamados de glicanos podendo ser
homopolissacarídios (quando formados por um único
monômero) ou então heteropolissacarídios (formados por
tipos diferentes de monômeros). Não confundir glicanos

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BIOMOLÉCULAS

que são os polissacarídios de um modo geral com Em relação a estes dois polissacarídios podemos resumir
glucanos que são especificamente os polissacarídios as seguintes características:
formados por glicoses apenas.
Celulose: componente primário da estrutura das células
Ao contrário das proteínas e dos ácidos nucleicos, os de plantas e vegetais, mas também aparece na estrutura
polissacarídios formam polímeros ramificados e também de invertebrados marinhos conhecidos como tunicados. É
lineares. formado por cerca de 15 mil resíduos de glicose e tem
estrutura de um polímero linear, é extremamente rígida
Amido, glicogênio e celulose são exemplos de sendo suas fibras conectadas por ligações de hidrogênio
polissacarídios formados por glicose, ou seja, exemplos de que as tornam bastante coesas caracterizando sua não
glucanos. solubilidade em água.

A celulose é formada pela repetição da celobiose, um Humanos não tem a capacidade de metabolizar a celulose
dissacarídio formado pela ligação β – glicosídica da devido a ausência de um conjunto de enzimas chamadas
glicose. celulase, enzima esta capaz de hidrolisar a ligação β – 1,4
– glicosídica. Por outro lado, herbívoros que mantém
relação simbiótica com micro-organismos que secretam
celulase são capazes de fazer a quebra da ligação beta e
aproveitar os resíduos de glicose em seu metabolismo.

Amido: um dos principais carboidratos encontrados na


alimentação humana tem sua digestão iniciada na boca
devido a presença da enzima capaz de hidrolisar a ligação
α – 1,4 – glicosídica (α – glicosidade ou maltase).
Celobiose
Ao contrário da celulose, o amido é solúvel em água
devido a sua estrutura ser em forma de hélice que deixam
expostos grupos hidrofílicos capazes de interagir por
ligações de hidrogênio com a água.

Celulose

Por outro lado o amido é formado pela repetição do


dissacarídio maltose formado pela ligação α – glicosídica.
Estrutura helicoidal do amido

Maltose

Estrutura em camadas da celulose

Amido

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BIOMOLÉCULAS

AULA 3 – AÇÚCAR INVERTIDO

Se você é curioso e gosta de ler os rótulos das


embalagens de alimentos, principalmente de doces e
guloseimas, já deve ter passado os olhos pelo termo
“açúcar invertido”. Muito comum nesse tipo de alimento, o
açúcar invertido nada mais é que a presença da glicose
com frutose derivadas da hidrólise da sacarose.

A sacarose, devido a presença de carbonos assimétricos


ou quirais em sua estrutura, tem a capacidade de
rotacionar a luz plano-polarizada no sentido horário, ou
Olhando em particular para as características dos ácidos
seja, ela é dextrorrotatória ou dextrogira. Ao hidrolisar a
graxos, podemos facilmente identificar também as
sacarose na presença de uma enzima conhecida por
características dos lipídios.
invertase (classe das hidrolases), ficamos com uma
mistura de glicose e frutose, cujo sabor é mais adocicado
Os ácidos graxos podem ser saturados, insaturados ou
que a própria sacarose.
poliinsaturados. Quando saturados, os ácidos graxos
apresentam cadeia sem dobramentos o que garante uma
Como sabemos, estes dois monossacarídios são
melhor interação intermolecular e consequentemente um
opticamente ativos; a glicose é dextrogira enquanto a
aumento na temperatura de fusão e ebulição. Por outro
frutose é levogira. No entanto, o ângulo de rotação da
lado, este compostos quando apresentam duplas ligações
frutose no sentido anti-horário é maior em comparação ao
sofrem dobramento da cadeia o que dificulta a interação;
da glicose. É desta característica de rotação que vem o
como consequência, temos uma menor temperatura de
termo invertido, devido a inversão do sentido de rotação
fusão e ebulição.
da luz.

C12H22O11 + H2O 


Invertase
 C6H12O6 + C6H12O6
sacarose (dextrogiro) glicose (dextrogiro) frutose (levogiro)
menor angulo de rotação maior angulo de rotação

AULA 4 – LIPÍDIOS
Os lipídios formados majoritariamente por ácidos graxos
Os lipídios ou lipídeos, também chamados de saturados são sólidos quando em temperatura ambiente,
triacilglicerois, triglicerois, triglicérides, são compostos sendo chamados de gorduras; já os lipídios que
encontrados na natureza, tanto no reino animal quanto no apresentam majoritariamente ácidos graxos insaturados
vegetal, na forma de óleos e gorduras. são líquidos nas mesmas condições e são chamados de
óleos.
São compostos praticamente insolúveis em água ou
solventes polares, formam membranas celulares, servem Os triacilgliceróis são uma forma interessante e altamente
de isolante térmico, tem função de reserva energética, eficiente de armazenamento de energia. Por serem
além de participarem da estrutura de vitaminas e também apolares, são armazenados na ausência de água (forma
de hormônios. anidra) e assim são capazes de gerar seis vezes mais
energia no metabolismo quando comparado, por exemplo,
Quimicamente podemos falar que os lipídios são triésteres ao glicogênio que está ligado ao dobro de sua massa em
do glicerol, ou seja, são ésteres derivados da reação entre moléculas de agua.
o glicerol (um triol) e ácidos graxos (ácidos carboxílicos de
cadeia longa). Por serem menos oxidados em relação aos carboidratos e
também as proteínas, os lipídios liberam maior quantidade
de energia no processo de metabolismo (oxidação).

AULA 5 – SAPONIFICAÇÃO

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BIOMOLÉCULAS

Aquilo que conhecemos como sabão e utilizamos para


limpeza, principalmente ao lavar louças e roupas, nada
mais é que um composto derivado de óleos ou gorduras.

Os lipídios, que são triésteres de ácidos graxos e glicerol,


através de uma reação de hidrólise seguida de
neutralização, geram como produtos sais de ácidos
graxos: os sabões. Essa reação é conhecida como
saponificação.

A saponificação ocorre em duas etapas:

 Hidrólise do triéster do glicerol: quebra do óleo É interessante ter em mente como ocorre a limpeza pela
ou gordura liberando a glicerina e os ácidos utilização de sabões ou sabonetes.
graxos (ácidos carboxílicos de cadeia carbônica
longa) Como podemos observar, os sabões apresentam em sua
estrutura uma região polar e outra apolar e assim sendo,
são classificados como anfifílicos.

 Reação de neutralização do ácido graxo por uma


base inorgânica forte (NaOH, KOH, Na2O ou
K2O)

A região apolar interage com a gordura presente, por


exemplo, na louça, formando uma estrutura conhecida por
micela (uma pequena gota de gordura envolvida por
moléculas anfifílicas do sabão). A água interage com a
parte polar do sabão sendo a micela é dispersa por ela,
resultando numa superfície limpa.

Os sabões produzidos com soda caustica (NaOH) são


duros, chamados de sabão em pedra; quando trocamos a
soda caustica por hidróxido de potássio (KOH), o sabão
produzido (sabão potássico) tem característica pastosa e
pode ser utilizado para fabricação de cremes ou espumas
de barbear.

Os sabonetes que utilizamos para tomar banho e lavar as


mãos são produzidos exatamente do mesmo modo que os
sabões. A diferença é que nos sabonetes a glicerina Os detergentes atuam da mesma maneira como descrito
(glicerol) produzido no processo de saponificação não é para os sabões. A diferença está na estrutura destas
retirada o que impede o ressecamento da pele; a glicerina substâncias que conhecemos como detergentes, uma vez
é um agente umectante, ou seja, tem a capacidade de que são sais de compostos como ácidos sulfônicos ou
manter a pele hidratada uma vez que “sequestra” aminas de cadeias longas. Observe alguns exemplos
moléculas d’água através da formação de pontes de abaixo:
hidrogênio.

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BIOMOLÉCULAS

AULA 6 – AMINOÁCIDOS

Os aminoácidos são compostos orgânicos encontrados


nos organismos vivos e estão ligados entre si na formação
das proteínas.

A estrutura básica de um aminoácido pode ser observada


abaixo:

Note que na estrutura dos aminoácidos temos a presença,


no mesmo átomo de carbono (carbono alfa), um grupo
ácido (ácido carboxílico) e um grupo básico (grupo amino).
Deste modo, os aminoácidos são substâncias anfóteras,
ou seja, possuem caráter ácido e básico.

Quando adicionarmos um aminoácidos em água pura (pH


= 7,00) ou então em pH fisiológico (pH por volta de 7,3), os
grupos ácidos e básicos podem sofrem ionização gerando
uma espécie carregada:
Note que os detergentes podem ser classificados em
catiônicos ou aniônicos dependendo da carga presente na
estrutura. Por exemplo, no caso do detergente derivado de
ácido sulfônico, a carga residual é negativa (aquela ligada
à cadeia carbônica) e deste modo classifica-se como um
detergente aniônico ; por outro lado, o detergente derivado
da amina é catiônico por conta da carga positiva do grupo
amônio.
Esta espécie carregada é conhecida como Zwitterion
A atuação dos sabões pode ser prejudicada dependendo (Alemão: zwitter, híbrido), íon-duplo ou sal interno.
da dureza da água.
Encontramos na natureza um total de 20 aminoácidos,
O termo água dura é derivado da presença em sendo estes divididos em essenciais (9 aminoácidos) e
concentrações apreciáveis de íons cálcio e magnésio na não-essenciais (11 aminoácidos).
água. Estes íons tem a capacidade de interagir com os
sabões dificultando a formação de espuma uma vez que Os aminoácidos essenciais não são produzidos pelo
formam compostos poucos solúveis. organismo humano e desta forma devem ser absorvidos
através da ingestão de alimentos que os contenham; por
outro lado, os aminoácidos não-essenciais são
CLASSIFICAÇÃO DUREZA (mg CaCO3/L) sintetizados pelo organismo humano.
BRANDA < 75
Ainda em relação a estrutura dos aminoácidos, podemos
DUREZA MODERADA 76 - 150 considerar – com exceção da alanina – que estes
compostos são opticamente ativos devido a presença de
DURA 151 - 300
carbonos assimétricos. Deste modo, os aminoácidos
MUITO DURA > 300 podem desviar o plano da luz polarizada.

AULA 7 – REAÇÕES ENTRE AMINOÁCIDOS

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BIOMOLÉCULAS

Os aminoácidos podem reagir entre si através das funções Uma proteína relativamente pequena que possua cerca de
amina e ácido carboxílico com a eliminação de molécula 100 aminoácidos em sua cadeia possui 20100 = 1,27 x
de água (reação de condensação), como mostrado na 10130 possibilidades de formação de cadeia polipeptídica.
figura abaixo: Essa quantidade é muito superior quando comparado ao
número estimado de átomos no universo (cerca de 9 x
1078). É evidente que na natureza temos apenas uma
pequena fração desta enorme quantidade de possíveis
formações de cadeias polipeptídicas.

AULA 8 – PROTEÍNAS

As proteínas podem ser descritas como sendo


polipeptídeos que contem mais de 80 aminoácidos ligados
entre si através das ligações peptídicas ou amídicas.
Podemos dizer também que as proteínas são polímeros de
aminoácidos – ou melhor – biopolímeros de cadeia linear
A ligação CO-NH (representada em vermelho) é conhecida
uma vez que a ligação peptídica envolve a conexão do tipo
como ligação peptídica ou ligação amídica uma vez que
“cabeça-rabo” entre os aminoácidos.
pertence a função amida.
Do ponto de vista estrutural, podemos classificar as
Moléculas formadas por dois, três, alguns (3 a 10) e
proteínas em quatro níveis de organização: estruturas
muitos resíduos de aminoácidos através das ligações
primária, secundária, terciária e quaternária.
peptídicas são chamados respectivamente de dipeptídio,
tripeptídio, oligopeptídeo e polipeptídeo. Estrutura primária

A reação inversa também pode ocorrer, ou seja, pode-se Refere-se sempre a sequência linear dos aminoácidos que
hidrolisar a ligação peptídica para assim obter os compõem as proteínas.
aminoácidos de origem.

Mesmo parecendo um número pequeno, os 20


aminoácidos existentes podem formam quantidades
enormes de peptídeos. Por exemplo, para a formação de
um dipeptídeo temos 20 possibilidades de escolha para o
primeiro aminoácido e outras 20 possibilidades para a É importante ressaltar que o processo de reação como
segunda escolha o que nos resulta em 202 = 400 descrita acima, ou seja, reação direta entre os
dipeptídeos distintos. Similarmente, para um tripeptídeo, aminoácidos não ocorre no organismo vivo. A formação da
existem 20 possibilidades para cada um dos 400 ligação peptídica envolve um mecanismo complexo que
dipeptídeos, formando um total de 203 = 8000 tripeptídeos inclui ribossomos, ácidos nucleicos, proteínas e enzimas,
diferentes. num processo conhecido como tradução.

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BIOMOLÉCULAS

Estrutura Secundária agrupamento de diferentes subunidades que se agrupam e


ajustam-se entre si para formar a estrutura total da
Conhecida também por forma helicoidal, a estrutura proteína.
secundária de uma proteína ocorre pelo dobramento da
cadeia em relação a si mesma e é mantida por ligações de Um exemplo de proteína na forma quaternária é a
hidrogênio. hemoglobina que compõem as células vermelhas do
sangue.
Existem dois tipos principais de arranjos quando falamos
da estrutura secundária: α – hélice e folha β pregueada.

Note que a hemoglobina é formada por quatro


subunidades proteicas, sendo que cada uma possui uma
cadeia peptídica chamada de globina (Latin: globus, globo)
com um grupo heme cada. O grupo heme é aquele que
Estrutura Terciária possui o íon ferro que confere a cor vermelha da
hemoglobina.
A estrutura terciária também conhecida por globulosa ou
globosa, é a conformação tridimensional final de uma A estrutura tridimensional das proteínas está intimamente
proteína. Ela ocorre pela interação entre regiões que relacionada com a atividade destas biomoléculas. Agentes
possuem estrutura secundária definida (α – hélice e folha físicos como o calor e químicos (p.ex.: ácidos) podem
β pregueada) e regiões sem estruturas definidas. destruir as interações e ligações que mantém a estrutura
tridimensional. Quando isso ocorre, os bioquímicos dizem
Essa estrutura é mantida por interações do tipo ligações que houve um processo de desnaturação proteica.
de hidrogênio, forças de van der Waals (DI-DI), mas
também ocorrem ligações químicas efetivamente entre a Podemos observar facilmente o processo de desnaturação
cadeia, como é o caso das pontes de dissulfeto (S-S) de uma proteína quando fritamos um ovo. Aquilo que é
formadas por átomos de enxofre dos grupos R’s laterais conhecido por clara consiste numa mistura de água e
dos aminoácidos (cisteínas, principalmente) e ligações albumina (proteína da clara do ovo). Quando aquecemos a
iônicas. clara do ovo ela passa de incolor para branca e também
há mudança na textura, evidenciando-se assim a
desnaturação.

Enzimas

Enzimas são proteínas com função de catalisador


biológico. São elas que aceleram a velocidade das
reações bioquímicas e assim permitem que os processos
sejam compatíveis com a vida. Seria muito difícil e
demorado digerir um bife se não tivéssemos enzimas no
nosso estômago.

As enzimas são capazes de diminuir a energia de ativação


dos processos e assim os tornam mais rápidos. Mas para
atuarem de forma correta, as enzimas necessitam de
tempera e pH adequados, fora destes valores ótimos as
enzimas sofrem desnaturação e perdem atividade.
Estrutura Quaternária
Para saber mais sobre proteínas:
As proteínas podem ser formadas por mais de uma cadeia http://www.iq.usp.br/bayardo/softwares/proteina/menu/inde
polipeptídica. A estrutura quaternária descreve o x.html

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