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UM OLHAR QUÂNTICO SOBRE O DINHEIRO

Wallace Lima

BIOGRAFIA

Wallace Lima nasceu em Serra Talhada, sertão de Per- nambuco, residindo em Recife desde os seus 15 anos de idade. É um grande estudioso da física Quântica e da Saúde Integral - Multidimensional. É também professor (de Pós graduações na área de saúde quântica), enge- nheiro eletrônico, palestrante internacional, escritor, poeta, compositor e terapeuta quântico; Ganhador do prêmio “Noetic Medal for Counsciousness and Brain Re- search” concedido pelo Instituto de Ciências Noéticas Avançadas da Califórnia em 2009, e do prêmio Kokhmahá - Sabedoria, concedido no 7° Encontro Esta- dual de Terapeutas e Profissionais Holísticos, em Porto Alegre, em 2012. É também o idealizador e organizador do I, II e III Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de vida; E também da Feira Expoquantum (Feira de Saúde Quântica e Qualidade de vida).

O professor Wallace Lima vem oferecendo importante contribuição na divulgação de um novo paradigma cientí- fico com base na Física Quântica e Relativística, bem como na Neurociência, Epigenética e outras áreas da ci- ência comtemporênea e vem estabelecendo um diálogo com cientistas de várias partes do mundo com o objetivo de propagar na sociedade e no meio acadêmico esses conhecimentos, de modo a introduzir novas práticas de saúde não invasivas capazes de contemplar a multidi- mensionalidade e ao complexidade da existência humana.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

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O

TABU

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DEIXANDO DE LADO AS CRENÇAS LIMITANTES

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A

VIDA, A CARREIRA E O DINHEIRO

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O

OLHAR QUÂNTICO

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EXPERIÊNCIA E VIDA QUÂNTICA

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INTRODUÇÃO

Olá, eu sou o Wallace Lima, coordenador e divulgador do projeto Saúde Quantum; e tenho divulgado ideias e con- teúdos ciêntificos que considero transformadores, porque entendo que o ser humano, a partir dos conheci- mentos da sua própria natureza de interdependência com tudo que existe e de como funciona a sua mente e o seu corpo, tem um potencial de autotransformar-se e de autocurar-se. A partir da minha própria experiência de vida, a partir da minha própria jornada, eu tenho compar- tilhado esses conhecimentos para inspirar e encorajar as pessoas a viverem com propósito e focadas nas metas e objetivos que as tornam seres humanos melhores e reali- zados.

Tudo que aprendi e compatilho, hoje, é fruto do meu aprendizado na superação dos desafios humanos que são comuns a todos nós. Estou convencido de que todos nós, com uma determinação firme e consciente , pode- mos chegar àquilo que desejamos. Para isso, é impor- tante sermos guiados pelo nosso coração para fazermos aquilo que realmente encanta o nosso ser. Nesse meu trabalho, eu tenho me deparado exatamente com muitas questões que são essenciais à dimensão humana, e tem sido o meu propósito: a partir do momento que eu apren- do algo de novo, que ajuda a me transformar a ser uma pessoa melhor, eu busco compartilhar com as pessoas. E isso tem sido muito gratificante e transformardor para mim!

O TABU

E, naturalmente, eu venho observando quais são os temas que são mais pertinentes, são mais difíceis e de- safiadores das pessoas trabalharem, e que no dia a dia, se transformam em obstáculos para que elas possam viver de maneira mais saudável, mais felizes e possam contribuir para que o nosso mundo também se amplie e se expanda nessa vibração. Então, eu venho constatan-

do, seja presencialmente, em cursos, palestras, seja vir- tualmente no contato que tenho com a grande rede de

pessoas através de e-mails, mídias sociais

um tabu

ligado à questão do dinheiro, da prosperidade financeira.

Há uma resistência, e um certo mal estar em se falar sobre o dinheiro, que também pode estar associada à venda de produtos, de serviços, investimentos, principal- mente, quando os investimentos são acima do que é convencionado como sendo normal na nossa sociedade. Então, é comum haver uma objeção muito grande quando se fala em vendas, em negócios, empresas, em- presários.

Muitas pessoas já olham com desconfiança sobre tudo isso. Falar sobre esses temas ainda é realmente um tabu para muitos. A gente percebe que principalmente se forem pessoas do meio espiritual, educacional ou científi- co, falar em dinheiro, ou culpa, um certo pudor de esta- rem fazendo algo errado e que pode até denegrir a imagem delas e por isso temem serem criticadas e des- valorizadas no que fazem. Nos meus Workshops e nas comunicações com as pessoas que seguem o meu traba

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-lho na internet é comum encontrar pessoas talentosas com problemas financeiros, por se sentirem culpadas em venderem o que produzem. Elas carregam autojulga- mento de que estão fazendo alguma coisa errada e isso bloqueia qualquer possibilidade de prosperarem finan- ceiramente. Estão aprisionadas pelas crenças que de- senvolveram sobre o dinheiro.

é comum encontrar pessoas com a sua estima compro-

metida e por isso se autossabotam, quando se trata de prosperarem financeiramente. Elas associaram a falta de dinheiro, e ao fato de viverem constantes dificuldades financeiras, a algo nobre, e por isso, se envergonham de prosperar e passam a serem críticos mordazes de quem prospera. E quanto mais criticam, mais reforção esse padrão de pouca prosperidade e mais dificuldades passam. São pessoas que vivem para sobreviver, para pagar contas, muitas vezes reclamando, e que não con- seguem contribuir para melhorar o mundo naquilo que depende de investimento financeiro. Como o dinheiro é visto como fonte de problemas e um empecilho para a evolução espiritual, o melhor mesmo é ficar longe dele. Essa postura passa a se tornar, muitas vezes, algo pato- lógico, que leva as pessoas à ruína financeira e a viver dependendo dos outros.

Naturalmente que essa imagem estereotipada terminará comprometendo a autoestima das pessoas que pensam

e agem assim. Elas ativam dentro de si, complexos pro-

cessos de autossabotagem, que fazem com que, a partir dessa desvalorização e dessa ótica rigorosa com que eles veem o dinheiro, eles vivam sempre em dificuldades

financeiras, ou seja, elas vivem trabalhando apenas para pagar suas contas, quando conseguem pagar. A questão da prosperidade, de ter sucesso, nem sempre é visto com bons olhos. É muito comum à pessoa que tem su- cesso, as outras pessoas começarem a desconfiar, se ela é uma pessoa honesta, se o que ela está obtendo foi de maneira justa. Isso leva a que as pessoas se sintam até incomodadas de prosperar, e às vezes, acham melhor disfarçar a questão de serem bem sucedidas - mesmo quando fazem isso de forma ética e honesta. A prosperidade financeira quando atingida através do tra- balho íntegro é maravilhoso. É o universo reconhecendo o seu valor e dando de volta aquilo que você semeou. Prosperar honestamente é um mérito seu e por isso você deve se alegrar ao invés de se culpar. A riqueza, bem ad- ministrada, tende a aumentar seu valor, gerando valores elevados. Ao buscar entender essas crenças limitantes, que estão por trás dessa angústia e padrões de julga- mentos muito rigorosos que muitas pessoas têm na rela- ção com as questões materiais, eu fui na minha própria história, para compreender exatamente como eu conse- gui superar esses padrões mentais.

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DEIXANDO DE LADO AS CRENÇAS LIMITANTES

Hoje, eu tenho uma forma de pensar onde transcendi em grande parte a essas limitações. Eu digo grande parte porque, às vezes, ainda me pego pensando de uma forma que não acredito mais. Isso acontece, porque tudo que acreditamos no passado, que julgamos nos outros ou que nutrimos algum tipo de preconceito, geram me- mórias que, em algum momento da nossa vida, vão vir à tona revelando as crenças que tivemos no passado e que limitaram a nossa vida. O fato de desenvolvermos a autoconsciência permite que identifiquemos esses inimi- gos internos, criados por nós mesmos, e que assim, pos- samos dar novos comandos conscientes ao nosso cére- bro, para que novas memórias sejam criadas numa lógica de uma prosperidade financeira saudável, e que as velhas memórias de pouca ou nenhuma prosperidade sejam enfraquecidas, e que sivam apenas para que pos- samos identificá-las e superá-las e contribuir para que as outras pessoas também aprendam a fazer o mesmo. É daí que surge a necessidade de nivestigar as crenças limitantes, que dia a dia a gente tem que faxinar, buscan- do acessar no nosso inconsciente aquilo que nós já fomos no passado.

Foi assim que eu passei a me lembrar da minha infância, do meu pai, lá no interior de Pernambuco, em Serra Ta- lhada. Ele era um comerciante e sempre foi muito come- dido. Eu via meu pai, a maior parte do tempo, lidando com preocupações. Apesar de ser um negócio que ele gostava de fazer, comumente eu ouvia as suas conver-

-sas com outros comerciantes, que falavam muito de preocupações, de falta de dinheiro, de diculdades, de pagar os bancos, enfim. Apesar do meu pai ser um homem de bem e muito honesto, que sempre honrou seus compromissos, ele vivia numa cultura de preocupa-

ção. A ideia primária que eu trouxe dentro de mim é que

o dinheiro, e esse mundo dos negócios eram coisas que traziam muita preocupação.

Para mim, as pessoas não tinham muita paz de espírito, quando viviam nesse meio. Por outro lado, também du- rante a ditadura militar, em função de muitas distorções políticas que haviam ali, eu desenvolvi uma forma de ver a realidade. E assim, eu passei a ver todas as institui- ções empresariais: os empresários, as pessoa que tinham sucesso e que tinham grandes empresas, as grandes corporações, como instituições que visavam apenas o lucro, ou seja, que visavam o sucesso financei- ro, independente do respeito humano às pessoas. Apesar de sabermos hoje, que ainda existem empreen- dedores pouco sensíveis que praticam o capitalismo sel- vagem, também sabemos de muitas empresas que prati- cam um capitalismo consciente, voltada para a sustenta- bilidade planetária e para o consumo consciente e o in- vestimento nos funcionários, parceiros e colaboradores.

A visão que eu tinha desse mundo corporativo era que a

lógica desse mundo era unicamente a exploração. E na- turalmente se a gente for ver a história do capitalismo, principalmente nos seus primórdios, vamos ver que houve esse processo de exploração e de expropriação. Mas nós não podemos generalizar e imaginar que todas

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as pessoas que são empresárias, que vendem alguma coisa, que prestam algum serviço, são pessoas deso- nestas e exploradas. Isso é o que gera os bloqueios, gera as dificuldades. Não podemos imaginar que todas as pessoas sejam desonestas!

Então, em função dessa história, desse momento históri- co pelo qual passava o Brasil, eu exatamente me tornei um militante das causas sociais e passei a militar dentro dessa lógica, de apontar o dedo, de julgar empresários e políticos, e todos que ostentassem um padrão financeiro acima da média, eu olhava com desconfiança. Comecei exatamente a perceber que dentro de mim eu tinha essa semente que hoje eu consigo perceber, com clareza nas pessoas. Então, eu pude refletir, a partir da minha pró- pria história que, no inconsciente das pessoas, quando nós falamos em dinheiro, vendas, comercialização, em- presa, empresários, existe essa imagem de que as pes- soas que estão nesse mundo, empresarial e de sucesso, estão em um campo de desonestidade, ou seja: tem algo errado por ali!

Naturalmente que quando nós desenvolvemos esse tipo de percepção, se a gente prosperar - mesmo de maneira honesta, de maneira lícita e justa - a gente vai começar a desconfiar de nós mesmos. pois, se você está julgando os outros, é justo que você julgue a você! Isso é um dos obstáculos criados por essa forma de ver o mundo. E isto ocorre porque a grande maioria das pessoas passou as- sociar o dinheiro a experiências negativas. E isso gera esse obstáculo de lidar com dinheiro de maneira natural, buscando entender que o dinheiro, na sua essência, não

é bom nem é ruim. Ele não possui valores humanos. Quem está por trás do dinheiro, gerindo o dinheiro, sim, é que pode ter uma postura proativa, pode fazer o bem, pode usar o dinheiro para se transformar, pode usar o di- nheiro para ajudar seus familiares, transformar a socie- dade, mas pode também usar o dinheiro de maneira de- sonesta, de maneira escusa, enfim, pode fazer o mal em função do dinheiro. Mas, isso é a pessoa! Não é que o di- nheiro em si tenha essa qualidade. O dinheiro é um papel, apenas uma moeda de troca. Por isso, evite atri- buir valores humanos ao dinheiro, para não criar uma cilada interior; que vai fazer com que você prospere financeiramente.

Então o segredo é: como usar o dinheiro? Vou contar para vocês como eu superei esses padrões de julgamen- to que me trouxeram dificuldades nessa relação com o dinheiro. Pois, como eu falei para vocês, em vários mo- mentos da minha vida eu tinha essa visão estereotipada também. Até hoje eu tenho a prática de olhar para minhas memórias, aquilo que construí em algum mo- mento da minha vida, as verdades que eu estabeleci com muito rigor. Pois sabemos que essas verdades, quando a gente estabelece com muito rigor, elas termi- nam voltando para a gente mesmo, em forma de aprendi- zado.

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A VIDA, A CARREIRA E O DINHEIRO

Eu me formei em Engenharia Eletrônica, mas, decepcio- nado com a prática da Engenharia eu passei a dar aulas de Física, que sempre foi a minha grande paixão. Então, a minha experiência como professor, como educador, como consulor, como terapeuta quântico, o que eu tenho aprendido de mais profundo e transformardor é exata- mente quando eu resolvo ensinar as coisas, quando eu compartilho a minha experência. É como se fortalecesse dentro de mim essa realidade, a nova forma de ver o mundo, a nova forma de perceber o mundo, de maneira que eu posso ancorar essas ideias com mais força dentro de mim. Por isso, vou contar para vocês a minha própria experência de como superei esses padrões de crenças limitantes, e continuo dia e noite a faxinar as minhas memórias, buscando investigar qualquer tipo de preconceito e julgamento, sejam associados à questão do dinheiro e da prosperidade, ou não; para que a gente possa cada vez mais viver com mais liberdade, com menos julgamentos, vivendo mais no presente e não no passado!

Nessa minha história, inicialmente eu me formei em En- genharia Eletrônica, mas me decepcionei com a profis- são de Engenheiro e optei por ensinar Física, que era algo que era minha paixão. Eu já dava aulas particulares antes de entrar na universidade , inclusive, de modo que entrei no campo da Educação e não demorou muito tempo, consegui ensinar em grandes colégios em Recife, e ter um padrão de vida bem satisfatório,

de classe média, de forma que eu pude educar as minhas filhas, dar uma boa educação, uma educação de qualidade às minhas filhas.

Passei um bom tempo no meio da educação. Num dado momento, comecei a me sentir um pouco decepcionado e incomodade, desmotivado pela falta de qualidade, apesar de ensinar em grandes instituições - ensinei talvez nas maiores de Pernambuco - onde o foco era aquele conhecimento quantitativo, era aquele conheci- mento descontextualizado da realidade. Era aquela coisa de passar no vestibular, ter o conhecimento em quantidade, e as pessoas muito desfocadas, sem saber como usar esse conhecimento no seu dia a dia.

E dai, no ano 2000, eu iniciei um movimento com profes- sores que também estavam insatisfeitos com a qualida- de de ensino, e resolvemos abrir uma nova instituição de educação, exatamente com esse objetivo de qualificar, de trazer qualidade ao ensino de uma perspectiva edu- cacional inovadora. E aí nós formamos essas sociedade. Era um grupo inicial de sete pessoas. Nós detínhamos 82% das ações do grupo e comercializávamos os 18% restantes com um grupo em torno de 30 professores, sendo a maioria, professores, inclusive da própria insitui- ção. Inicialmente, eu fui escolhido para ser o Diretor de Marketing dessa instituição, que me possibilitou estudar essa área, investir em conhecimentos e tive essa missão de divulgar essa proposta inovadora. Tivemos realmente uma equipe maravilhosa, professores muito reconheci- dos. A ideia era inovadora para a época - tivemos um su- cesso muito rápido e surpreendente!

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Não demorou muito para eu ser o escolhido pela socie- dade para ser o Presidente da instituição. Então eu, de uma hora para outra, que tinha passado até ali uma parte significativa da minha vida como empregado, como pessoa que presta serviços, eu agora era um gestor. Não era só um gestor, eu era o Presidente de uma instituição que tinha uma proposta inovadora!

Então isso para mim foi muito marcante, e eu liderei muitas pessoas; e dentro dessa perspectiva, tive a expe- riência de conviver com as virtudes humanas e as limita- ções também, bem de perto. Costumo dizer que foi ali, nesse período de quase 10 anos que passei nessa expe- riência que fiz o meu “Pós-Doutorado em relações huma- nas”. Em alguns momentos eu me sentia como o próprio

terapeuta do grupo, dos alunos, dos pais

eu pude ver

de perto, tanto as virtudes, quanto o sofrimento humano. Em paralelo a isso, a minha grande paixão que era a Física Moderna, que envolve a Física Quântica, que en- volve a Física relativístiva também - eu mantinha os

meus estudos sobre ela. Mas o que acontecia: eu tinha poucas pessoas para conversar sobre essa temática. Eu me sentia, de certa forma, meio isolado do mundo pes- quisando esses temas

E eu tive a grande oportunidade, como gestor da área de educação, de ver de perto como essa questão da baixa autoestima, da autossabotagem, da forma equivocada de olhar para o dinheiro e para a prosperidade, e como isso de certa forma era um bloqueio para os profissio- nais. Muitas vezez, eu buscava estimular que eles tives- sem umas postura mais proativa, de forma que eles

pudessem usufruir melhor do seu talento, para que tives- sem uma condição de vida melhor, mas os obstáculos eram grandes e eu percebia, claramente, que os obstá- culos eram internos. Ou seja, as crenças limitantes em relação à prosperidade, eram predominatens e levava as pessoas a viverem um estilo de vida de trabalhar para pagar contas. E aí foi que, em 2005, nessa perspectiva que eu mantinha, avançando nos meus estudos, eu ter- minei levando esses conhecimentos da Física Quântica, o Paradigma Quântico, pra fazer o meu primeiro seminá- rio público em Recife, de forma a compartilhar esses co- nhecimentos. E isso mudou a minha vida! Ou seja, a re- ceptividade foi muito grande, e eu percebi que estava diante de um conhecimento transformador, que vinha me transformando profundamente, e a forma como as pes- soas receberam, o impacto positivo que aqueles conhe- cimentos tiveram, era como se estivesse abrindo um grande portal.

Foi o que aconteceu: passei a conhecer também a abor- dagem transdisciplinar, que é uma abordagem ampla da educação, que sai dessa missão mecanicista da educa- ção, e que integra inclusive os conhecimentos da Física Quântica, de modo que eu resolvi inovar e lançar um pro- jeto pedagógico pioneiro em Recife, de Educação Holísti-

ca Transdisciplinar. Eu mesmo era professor dessa disci- plina. Eu dava duas horas de aula por semana e levava temas como: saúde integral, meio ambiente, espirituali-

E a receptividade foi muito grande, Fiquei

muito impressionado com a receptividade dos alunos e dos seus pais. Infelizmente a equipe pedagógica e os professores tiveram uma resistência muito grande.

dade, enfim

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O meu projeto mexia com o lugar comum que as pessoas estavam. Até a estrutura da sala, a forma da sala se or- ganizar, eu mudei e exigi também que os professores es- tivessem se atualizando em conhecimentos que transfor- mavam, ao invés de ficar falando simplesmente daquele conteúdo para passar em vestibular; mas sim, buscar o que é essencial para o ser humano.

O OLHAR QUÂNTICO

À medida que esse conhecimento, esse investimento au- mentava, eu comecei a ser convidado para dar aulas em universidades e outras instituições. O meu curso come- çou a ter uma boa repercussão e comecei a viajar pelo Brasil, compartilhando esses conhecimentos. De forma que chegou um determinado momento, em que, viver nesse ambiente começou a ficar pesado para mim, porque era uma resistência muito grande das pessoas a essa forma de olhar o mundo. E eu estava ali, digamos garimpando um novo conhecimento, integrando com co- nhecimentos ancestrais, e vi o quanto a nossa estrutura educacional ainda é pesada e rígida. As pessas estão fo- cadas em fazer aquele feijão com arroz, e se você chega querendo colocar um tempero diferente, há uma resis- tência. Há resistência ao novo!

Foi aí que, em 2009, eu optei em sair. Foi desfeita a so- ciedade e aí eu pude me dedicar de corpo e alma a esse caminho. Eu investi muito em conhecimentos terapêuti- cos, energéticos. Eu me transformei num terapeuta, e aí se deu o meu outro lado de conhecer a dimensão humana mais a fundo. Eu passei a atender pessoas, passei não somente a comparilhar o conhecimento, mas eu passei a atender pessoas e perceber como operava o pensamento delas, suas crenças, a forma como pensa- vam, a forma como lidavam com seus sentimentos e emoções, estava por trás das doenças crônicas que elas traziam e que levava muito sofrimento.

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Dentro dessas crenças limitantes que levavam a muitos sofrimentos, muitas angústias, um dos grandes obstácu- los era a questão da prosperidade, que envolve exata- mente lidar bem com o dinheiro. E aí eu pude perceber, nessa proximidade com as pessoas, que elas na sua maioria veem o dinheiro como um fim em si mesmo, ou seja, é como se a pessoa de repente tem uma grande quantia de dinheiro, e isso resolvesse todos os seus pro- blemas. É como se o dinheiro fosse uma entidade desco- nectada do resto da realidade mais significativa da pessoa. É como se as pessoas desconhecessem que a prosperidade acontece em todos os níveis. Então, o nível material, que é exatamente onde se expressa o dinheiro e que move o mundo material, ele não pode ser dissocia- do da prosperidade mental. Não pode ser dissociado da prosperidade emocional e, sobretudo, da prosperidade espiritual. Ou seja, é preciso compreender as leis invisí- veis, a sabedoria do universo que nos orienta, que nos guia.

Então, essa lógica de que o dinheiro em si era um causa- dor de problemas ou solucionador dos probelmas, me parece que era a ótica distorcida, que fazia com que as pessoas tivesse tanto julgamento com o dinheiro e tantas dificuldades em lidar com o dinheiro de maneira harmôni- ca. Tanto que hoje, há pesquisas que mostram nos EUA e também no Brasil, que, no mínimo 30% das pessoas que, de uma hora para outra ficam milionárias, ganham milhões na loteria, de repente são pessoas pobres, que mudam seu padrão de vida de maneira radical -30% dessas pessoas não demora muito tempo e voltam a ser como eram. Elas perdem tudo porque elas se tornam

ricas materialmente, mas elas mentalmente, emocional- mente - por não ter inteligência emocional e inteligência espiritual - terminam sabotando a si próprias. Ou seja, o dinheiro se torna um probelma para elas porque, muitas vezes, elas acreditavem a vida inteira, que o dinheiro era um problema, então qualquer dinheiro vai trazer proble- mas e elas ficam em uma condição tal que terminam vol- tando a ser o que eram. Para vocês terem uma ideia da profundidade do que é uma crença estruturada.

Como eu já falei, a concepção que nós estamos trazendo é que dinheiro é uma energia. É como a luz do sol e a luz do sol não é boa, nem ruim, mas ela proporciona a vida; ela tem um caráter, digamos, mágico. As plantas e a fo- tossíntese, que nos nutrem, tudo vem a partir da energia do sol. Mas ora, você pode se queimar se você se expu- ser demais ao sol. Então, já vi algumas pessoa que vem do sul do País e vem aqui para a praia, se queimam, se tostam, e de repente, o sol pode contribuir para algumas doenças se for mal utilizado. Mas o sol é bom ou ruim? Ora, depende de como você esteja usando o sol. Da mesma forma é tudo na nossa vida. Vivemos em mundo de polaridades. O que nos permite escolher com inteli- gência e sabedoria o que é melhor.

Nesse projeto pedagógico que eu coordenei , eu trazia temas como a felicidade, as questões afetivas, as ques- tões emocionais. Então, nós precisamos saber, principal- mente, como funciona a nossa mente. O que fazer quando temos raiva? O que fazer quando temos ressen- timento, ou quando temos medo? Ou seja, como lidar com nós mesmos?

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Essa é a grande questão! Esse medo de lidar com o di- nheiro está associado exatamente à insegurança que as pessoas têm, por tanto julgar que o dinheiro gera proble- mas. De certa forma, nós temos medo inconsciente de que de uma hora para outra não tenhamos dinheiro e aquilo vá transformar a vida em um problema. E, muitas vezes, pelo fato de conceberem que as pessoas que têm dinheiro são desonestas, elas podem inclusive achar que elas podem também se transformar em uma pessoa de- sonesta e gerar problemas para outras pessoas.

Então é melhor não ter dinheiro! Isso que eu falo é só para que a gente entenda que esse é o universo mágico

e profundo do nosso inconsciente. Então, eu tenho no

meu propósito de vida hoje, estar constantemente faxi-

nando essas memórias. Olhar para essas crenças limi- tantes, principalmente, na questão do julgamento, ou seja, manter-se presente, porque é comum que esteja- mos presos no passado, com experiências do passado,

e essas experiências passadas estão nos torturando,

estão impedindo que a gente prospere, que a gente viva o momento presente.

EXPERIÊNCIA E VIDA QUÂNTICA

E a partir da experiência que eu tive - ao organizar cinco

simpósios internacionais de Saúde Quântica e de Quali- dade de Vida; três em Recife, um em São Paulo, no ano

de 2013 e outro em Brasília, em 2015, eu convivi com muitos cientistas de várias partes do mundo. De modo que esses cientistas estão alinhados com o novo propó- sito, estão alinhados com o novo paradigma. É exata- mente o que a gente tem buscado, que é compartilhar esses conhecimentos transformadores! E hoje também estou tendo a oportunidade única, muito especial na minha vida, que é exatemente fazer parte de um grupo de empreendedores digitais que trocam a lógica da com- petição convencional, pela lógica de cooperação. Por

isso, se você faz parte da minha lista de e-mails, a minha Lista Premium, você pode ter certeza que você nuca vai receber um conteúdo meu que não esteja alinhado com

o meu próprosito de vida. Então você nunca vai me ver,

por exemplo, patrocinando propaganda de refrigerantes ou de medicamentoes químicos, pois eu não acredito nisso.

Eu não tomo remédio há mais de 30 anos. “Eu faço hoje, do alimento o meu remédio e do remédio o meu alimen- to”, como dizia Hipócrates. Tenho muito cuidado com tudo que eu coloco na minha mesa, de forma que eu tenho um compromisso com as pessoas que fazem parte da minha jornada, que acompanham o meu trabalho, de só divulgar aquilo que eu acredito.

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Então, quando estou divulgando um trabalho de alguém, é porque sinceramente eu sei que eles podem ser úteis e transformadores para vocês. Então, o propósito é exata- mente esse: que cada um busque a sua saída dessa lógica do preconceito, do julgamento, e embarque na viagem de compreender o que é a verdadeira prosperi- dade! Ou seja, é a prosperidade em todos os níveis. No nível material, ter dinheiro é bom sim, porque você pode cuidar de você, você pode cuidar das pessoas da sua fa- mília, você pode contribuir com a sua cidade, com seu Estado e com seu País, como o mundo, como o Planeta.

O investimento que precisa ser feito é ter confiança que:

quando você tiver dinheiro, você vai ser uma pessoa ho- nesta. Vai ser uma pessoa íntegra, vai fazer o melhor que

você pode, porque o dinheiro em si não é bom, nem ruim, de forma que nós precisamos é trazer um novo paradig- ma, compreender que não há nada errado com o dinhei- ro com negócios, com vendas, porque afinal de contas, nós vivemos a comprar todos os dias alguma coisa.

O que nós precisamos, na verdade, é inovar, é consumir

consciente. Ou seja, consumir de acordo com suas reais necessidades. Consumo em respeito ao seu corpo, em respeito à sua mente. Consuma de empresas que trazem benefícios, que não usam produtos transgênicos, por exemplo, que não poluam o meio ambiente, que não façam experimentos com animais. Então, se nós formos seletivos com o nosso consumo, nós vamos contribuir para o aperfeiçoamento do nosso merado. O que eu posso deixar de recado é que procurem ter experências das mais variadas possíveis.

Essa experiência que eu tive como empreendendor, como gestor, fez exatamente com que eu desfizesse todos os preconceitos em relação aos empresários, porque eu vi como é difícil ser empresário no Brasil, com a quantidade de impostos que nós temos, E também vi com clareza, o quanto o empresário sério, honesto, bem intencionado, está gerando benefício para uma rede, para uma cadeia de pessoas.

Nós precisamos estimular as pessoas que empreendam. O que nós precisamos é entender que nós temos que ter uma estrutura de educação de forma que essas pessoas se melhorem internamente, para que elas possam contri- buir e impactar nossa sociedade de maneira mais positi- va. Ou seja, um empresário, que esteja nesse contexto, trabalhando com responsabilidade social, que estimule o consumo consciente dos seus consumidores e respeite as leis ambientais, então ele tem uma contribuição muito grande a dar para o planeta. Ele gera muitos mepregos, gera uma rede de relacionamentos e de benefícios. A questão não está no dinheiro, não está na empresa, ou em vender um produto ou um negócio. Na verdade, os problemas existem por detrás da dimensão humana, das crenças limitantes, ou seja, dessas estrutura de autos- sambotagem, que fazem com que nós tenhamos medo de usufruir dos nossos talentos, daquilo que a gente tem de melhor. Reflita sobre isso: Não há nada de errado com o dinheiro! O que você precisa fazer é aprender a usá-lo com inteligência e sabedoria, para transformar-se. Primeiro cuide de si, primeiro cuide dos seus programas mentais, de forma que você se sinta seguro quanto a prosperar com honestidade, com integridade, que você

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possa fazer o bem a si próprio e ao mundo. É assim que a nossa transformação irá contribuir para a transforma- ção das pessoas ao nosso redor e para transformação do nosso planeta!

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Wallace Lima