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ALINE DÁRCIA CASTRO PINTO

MAÍRA MELO DOS SANTOS

RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO PROCESSO EDUCACIONAL DO


ENSINO SUPERIOR

BELÉM
2002
ALINE DÁRCIA CASTRO PINTO
MAÍRA MELO DOS SANTOS

RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO PROCESSO EDUCACIONAL DO


ENSINO SUPERIOR

Prof. Ms. Ana Cristina França


Orientadora
Trabalho de Graduação apresentado como
parte dos requisitos para obtenção do grau de
Bacharel em Psicologia.

BELÉM
2002
ALINE DÁRCIA CASTRO PINTO
MAÍRA MELO DOS SANTOS

RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO NO PROCESSO EDUCACIONAL DO


ENSINO SUPERIOR
Trabalho de Graduação apresentado como parte dos requisitos
para obtenção do grau de Bacharel em Psicologia, orientado pela
Prof. Ms. Ana Cristina Costa França.

Banca examinadora:
Ana Cristina Costa França (orientadora) : ____________________________
Rosângela Araújo Darwich : _____________________________
Rosana Mendes Éleres de Figueiredo : _____________________________

Julgado em: ____/ ____/_____


Nota: __________

BELÉM
2002
Dedicatória

Dedicamos este trabalho


à Professora
Rosângela Araújo Darwich
que foi a nossa mentora
inicial e que é apaixonada
por educação.
Agradecimentos I
Agradeço primeiramente a Deus por me dar forças para enfrentar
todos os obstáculos e chegar até aqui, à minha avó, que também é minha
mãe e que sempre me incentivou a continuar os estudos, aos meus pais,
irmãs, as minhas tias que me deram toda a força para me transformar na
pessoa que sou hoje, ao meu namorado que tolera todos os meus
“enjôos”, a minha orientadora Ana Cristina França que para mim foi
como "anjo da guarda" que me ajudou em todos os momentos em que
precisei, aos meus amigos que entenderam a minha ausência durante este
ano, as meus primos e a todas as pessoas que contribuíram direta ou
indiretamente para a conclusão desse trabalho.
“Maíra Melo dos Santos”
Agradecimentos II
Agradeço a Deus por oferecer-me sabedoria, força e coragem
para concretizar mais uma vitória. Aos meus pais Antônio e Dalva os
quais sempre me incentivaram e me apoiaram nunca medindo esforços
para possibilitarem a realização de meus anseios. A minha filha Letícia
que através de sua inocência, demonstrou sua compreensão com minhas
inúmeras ausências em momentos tão necessários que precisava de mim.
À orientadora Ana Cristina que de forma tão responsável, paciente e
carinhosa passou tantos conhecimentos para que nós pudéssemos realizar
esta tarefa. Aos alunos do 5º ano de psicologia da Universidade da
Amazônia que deram sua grande contribuição para concluirmos esse
trabalho. À Banca Examinadora que com suas críticas construtivas,
contribuíram para finalizarmos este trabalho.

“Aline Dárcia Castro Pinto”


“Na vida,
não vale tanto
o que temos
nem importa
o que somos.

Vale o que realizamos


Com aquilo que possuímos
E, acima de tudo,
Importa
O que fazemos de nós.”
(Autor desconhecido)
RESUMO
O presente trabalho objetivou saber quais são as características comportamentais
que alunos do 5o ano de um curso de psicologia acham relevantes em seus professores.
Analisou-se o ponto de vista dos alunos sobre como se estabelece a relação professor-aluno
na sala de aula e a partir daí quais são as expectativas do aluno sobre o papel do professor.
Esse trabalho teve como base teórica a análise do comportamento, que buscou entender a
relação professor aluno através da tríplice relação de contingência, onde comparou-se os
dados obtidos com os sujeitos com a teoria. A maioria dos alunos escolheu como
característica ideal a empatia para que seu mestre seja considerado um bom professor, além
do que pôde-se perceber claramente como os alunos estabelecem sua relação com o
professor e que as expectativas que eles possuem do professor é que sejam empáticos. Este
trabalho aponta sugestões sobre como deve ser o relacionamento entre professor e aluno.
Trabalhos posteriores são sugeridos, onde se poderá investigar a visão do professor sobre as
características ideais do papel do professor, ou contrapor a visão dos alunos com os
professores sobre as características ideais do aluno.

Palavras-chave: análise comportamental; comportamento; relação professor-aluno; papel


do professor.
SUMÁRIO

Introdução 10
Métodos 20
Resultados 21
Discussão 28
Referências Bibliográficas 32
INTRODUÇÃO
Em qualquer relação existente na sociedade, as pessoas tomam parâmetros para que
ela se estabeleça. Em uma instituição educacional, isso não haveria de ser diferente.
O presente Trabalho de Graduação pretendeu apresentar a forma como a relação
professor-aluno vem a influenciar os alunos na hora de se estabelecer às características
descritas como ideais para que o professor possa ser considerado um bom mestre, seja em
suas funções acadêmicas, seja em sua relação interpessoal com o aluno.
Foi usado o ponto de vista dos alunos para que se estabeleçam as características que
delineiam os bons professores. Serão sabidos, de forma indireta, quais os atos dos
professores são estímulos reforçadores ou estímulos aversivos nesta relação e verificados
como seus atos influenciam na hora dos critérios de avaliação do professor pelo aluno. Essa
relação será estabelecida na sala de aula.
O motivo para a escolha de alunos do 5o ano de um curso de Psicologia para serem
os participantes da respectiva pesquisa é o fato de possuírem extensa histórica acadêmica e,
com isso, possuírem vasto repertório comportamental em sua relação com os professores da
academia. Com isso, as chances de que eles tenham uma visão mais crítica das relações
com seus respectivos professores teoricamente aumentam bastante, pois é com a visão deste
mesmo grupo de alunos que se pode estabelecer, para a sociedade acadêmica em geral,
como devem ser suas relações acadêmicas com seus professores.
De modo geral, o que se objetiva é verificar quais critérios os alunos usam para
classificarem as características comportamentais de professores como adequadas para que
eles sejam considerados bons. Para que se possa verificar as características existentes nos
professores, mediante o olhar de seus alunos, será usado o modelo de comportamento
operante, objeto de estudo da análise do comportamento, diferente do modelo de
comportamento respondente.
No comportamento respondente, a relação é Estímulo-Resposta (S-R, sendo que
S representa estímulo e R resposta), em que um estímulo ambiental elicia ou
provoca uma resposta no organismo, resposta esta biologicamente determinada,
como no caso da dilatação-contração da pupila perante a diminuição ou aumento
de luminosidade (FRANÇA, 1997, p.115)

O comportamento operante se diferencia do comportamento respondente por ficar


sob controle das conseqüências. O comportamento respondente fica sob controle dos
antecedentes já o comportamento operante tem um olhar diferente sobre o comportamento e
a relação principal deixa de ser algo entre um estímulo ambiental antecedente que provoca
uma resposta inevitável no organismo e passa a ser entre resposta e suas conseqüências
ambientais:

Já o modelo explicativo de comportamento operante visto como o que provoca


modificações ambientais, faz com que o modelo de análise passe a ser R-S e não
mais S-R (Carmo, 1996). Como essa relação não ocorre no nada, passa a ser
condição-resposta-conseqüência, em uma relação S-R-S (FRANÇA, 1997, p.115)

O modelo de comportamento operante tem uma relação mútua entre organismo e


ambiente de interação, pois os dois, ao mesmo tempo em que influenciam, podem ser
influenciados, havendo com isso a probabilidade de comportamentos parecidos ocorrerem
futuramente (ou não) em situações semelhantes. Ou seja, o comportamento pode ser dito
operante quando é controlado pelas suas conseqüências, é mantido pelos seus conseqüentes
e não eliciado pelos estímulos antecedentes (condicionado ou incondicionado).

No comportamento operante, o organismo primeiro age e sua ação produz


algumas alterações no ambiente e será esse ambiente alterado que irá afetar a
probabilidade de comportamentos similares ocorrerem ou não no futuro.
(FRANÇA 1997, p. 116).

Pode-se dizer que a característica mais importante do comportamento operante é o


ato de alterar o ambiente e ser alterado por ele.
No modelo de comportamento operante, há a relação SD-R-SR, que já foi citado
anteriormente, é chamado de Tríplice Relação de Contingência, que é a unidade de análise
da Analise Funcional do comportamento.
É como Skinner (1994) ressalta " As variáveis externas, das quais o comportamento
é função, dão margem ao que pode ser chamado de análise causal ou funcional."(p. 45), ou
seja, realizar uma análise funcional do comportamento significa identificar as variáveis
(ambientais) das quais o comportamento e função, então pode-se dizer que é funcional
porque há a interação organismo-ambiente. Ao mudar um determinado ambiente, aumenta-
se a probabilidade de também mudar o comportamento. Um é função do outro. No
comportamento operante é mais adequado falar em relação funcional do que em relação
causal, uma vez que relação causal implica obrigatoriedade de ocorrência, como no reflexo,
que um estímulo provoca uma resposta inevitável. Já na análise funcional, pode-se apenas
falar em probabilidade de resposta. Mudanças no ambiente poderão levar a mudanças na
resposta e vice-versa. Diz-se, assim, que a resposta ocorre em função do ambiente; sendo o
comportamento, portanto, a relação entre os dois conjuntos de variáveis.
Na tríplice relação de contingência, o SD é o estímulo discriminativo que está no
ambiente (interno ou externo), R é a resposta; por fim, o SR é o estímulo reforçador (a
conseqüência), podendo assim essa relação estabelecer melhor as características
comportamentais ideais dos professores mediante o olhar de seus alunos.
Nessa relação, como já foi citado anteriormente, o SD é a condição ou estímulo
antecedente, o R a resposta e o SR a conseqüência ou estímulo conseqüente. A
conseqüência pode produzir na resposta dois tipos de freqüência; o aumento e a diminuição
da freqüência de resposta.
Dependendo do procedimento utilizado no condicionamento operante ter-se-á o tipo
de conseqüência utilizada na tríplice relação de contingência, se é o reforço positivo,
negativo, punição positiva, negativa ou extinção. Um procedimento será de reforçamento se
ocasionar o aumento na freqüência do comportamento. Se esse aumento for através da
apresentação de uma conseqüência, diz-se que este procedimento é de reforçamento
positivo (neste caso a conseqüência levará o nome de reforço positivo). Pode-se dizer que
reforço positivo é aquele estímulo que é apresentado imediatamente após a emissão de uma
determinada resposta e que aumentará a probabilidade de ocorrência futura desta. Segundo
Skinner (1994), o positivo “consiste na apresentação de estímulos, no acréscimo de alguma
coisa - por exemplo, alimento, água ou contato sexual - à situação” (p. 81). No caso do
reforçamento negativo, nota-se também o aumento na freqüência da resposta, seja através
da retirada de um estímulo já presente na ocasião (através do comportamento de fuga) ou
através da evitação de um estímulo aversivo ainda não presente, mas iminente (através do
comportamento de esquiva). Nota-se que o termo negativo refere-se à supressão imediata
de um estímulo após a emissão de uma determinada resposta. O reforçamento negativo“...
consiste na remoção de alguma coisa - por exemplo, de muito barulho, de calor ou de frio
excessivo, ou de um choque elétrico – da situação.”(SKINNER, 1994, p. 81)
Se o procedimento que estiver em vigor for a punição é porque está havendo a
diminuição na freqüência da resposta. A punição será classificada como positiva se o
estímulo aversivo (punitivo) estiver sendo apresentado após a resposta. Um estímulo é
classificado como aversivo se tiver como resultado a diminuição na freqüência da resposta.
...Quando a conseqüência enfraquece o comportamento que a precede, ou seja,
quando diminui a probabilidade de ocorrência deste comportamento em situação
semelhante. Neste caso, diz-se que o procedimento em vigor é a punição.
(FRANÇA, 1997, p. 9)

A punição na forma positiva ocorre quando se apresenta um estímulo punitivo logo


em seguida da determinada resposta. Na punição negativa ocorre a retirada do estímulo
reforçador em potencial (reforço positivo), sendo que sempre acorrerá a diminuição na
freqüência da resposta.
Na extinção não se apresentam estímulos reforçadores como conseqüência para
uma determinada resposta e, com isso, há a diminuição da freqüência de resposta de forma
gradativa, que os alunos podem vir utilizar na hora de destacar e manter os
comportamentos ideais dos professores tidos pelos próprios alunos, e eliminando os ruins
na hora da escolha e na hora de estabelecer os relacionamento em sala de aula entre eles.

Quando o reforço já não estiver sendo dado, a resposta torna-se menos freqüente,
o que se denomina ‘extinção operante’. Se o alimento for sustado o pombo
finalmente irá parar de levantar a cabeça. Em geral, quando nos empenhamos em
comportamentos que ‘não compensam’ encontramo -nos menos inclinados a
comportamentos semelhantes no futuro. (SKINNER, 1994, p. 77).

Uma diferença entre punição negativa e extinção está relacionada ao tipo de reforço
positivo que é retirado. Na extinção, há uma história anterior de reforçamento positivo
entre o comportamento e a conseqüência que agora não será mais apresentada; enquanto
que na punição negativa, o reforço positivo que é retirado não possui história anterior
relacionado ao comportamento que está sendo punido. Por isto, diz-se que este reforço
positivo que é retirado através da punição negativa é um reforço positivo em potencial.
Mediante a visão do aluno é que se poderá estabelecer a relação entre professor e
aluno, ou seja, a relação na sala de entre o professor e o aluno será vista como o seqüência
de operantes (mediantes conseqüências de determinadas situações, que serão os estímulos
discriminativos). Essa relação de contingência acontece a todo o momento e só será
separada para que se especifique o comportamento tido como ideal. A forma que o
professor se relaciona com seus alunos influencia na hora de estabelecer os
comportamentos ideais de seus mestres
... o comportamento não ocorre em um vácuo. Eventos precedem e seguem cada
uma de nossas ações. O que fazemos é fortemente controlado pelo que acontece a
seguir - pelas conseqüências da ação. Provavelmente, a mais fundamental lei da
conduta é: conseqüências controlam comportamentos. Fazemos algo - nos
comportamos - e então algo aconteça. As conseqüências do que fizemos
determinarão quão provável é que façamos a mesma coisa novamente (SIDMAN,
1995, p.50)

Os comportamentos dos professores na sala de aula poderão funcionar como


estímulos discriminativos para os alunos na hora de estabelecerem uma relação. Por
exemplo, quando um professor expõe sua aula e faz uma pausa apenas para tirar uma
dúvida de um aluno. Com isso, o aluno compreende melhor a aula e sai satisfeito. O
comportamento do professor também pode servir como conseqüência para uma resposta
que o aluno pode vir a emitir, ou seja, seu comportamento pode servir de SD ou SR na hora
de serem estabelecidas as características ideais.
Um aspecto importante que pode vir a estabelecer a relação professor-aluno é a
história de vida de cada indivíduo envolvido nesta relação, pois cada um possui um
repertório comportamental único, que adquire de forma particular nas diferentes interações
com o ambiente (FRANÇA, 1997).
Para que se verifique como se estabelece essa relação, terá que ser percebido quais
são as conseqüências que estabelecem; em que momento elas ocorrem; como aluno e
professor reagem diante das situações na sala de aula e como essas situações podem vir a
influenciar nos critérios aluno para a escolha dos comportamentos ideais.

As conseqüências de nossas próprias ações agora influenciam o que fazemos


mais tarde. As conseqüências que aplicamos às ações de outras pessoas
determinarão quão provavelmente elas farão a mesma coisa novamente.
(SIDMAN, 1995, p. 50)

Em sala de aula, uma outra situação que pode ocorrer é a generalização, pois os
alunos podem generalizar seus comportamentos em situações parecidas, porém com
professores diferentes por apresentar bom resultado com o primeiro professor e, com isso,
tentar estabelecer uma boa relação com o segundo professor. Alunos podem, no início do
relacionamento com seus professores, usar a generalização para poderem estabelecer o
mesmo, ou seja:
... quando um organismo está condicionado para responder a um estimulo,
responderá da mesma maneira a certo outros. Isto se denomina generalização e, à
medida que se prosseguir, verificar-se-á que auxilia a explicar muito o
comportamento que, à primeira vista, parece ser complicado (KELLER, 1974,
p.130).

Um organismo que no primeiro momento generaliza em situações parecidas,


tendem com o tempo a aprender a discriminar de maneira adequada as situações,
produzindo com isso comportamentos diferentes nas diferentes situações. Para se
estabelecer as relações entre alunos e professores, os alunos inicialmente podem recorrer a
generalização e depois perceber a diferença entre os professores e assim estabelecer
relações distintas, podendo neste momento da relação, ser verificado a discriminação de
estímulos.

Por outro lado, o comportamento dos organismos seria igualmente ineficiente e


desajustado se nunca pudesse ultrapassar a barreira da generalização. Um
organismo deve ser capaz de responder a objetos diferentes no seu meio; e a
observação comum nos diz que o faz. A raposa persegue o coelho e não o cão de
caça; distinguimos a face de um amigo da de outro. O comportamento pode
mostrar especificidades em relação a estímulos, e quando esta se desenvolve em
face da generalização, falamos de discriminação de estímulos. (KELLER, 1974,
p. 131).

Na relação professor-aluno, o aluno lança mão da discriminação para conduzir esta


relação de maneira que ele possa diferenciar a forma de tratar cada professor levando em
conta a individualidade de cada um e ao mesmo tempo discriminando as características que
eles consideram como ideais nos professores ditos como bons.

Cada relação que o aluno estabelece com o professor é particular e de forma única e
dependerá do seu repertório comportamental e também o do professor. Com isso, o
comportamento do aluno pode mudar diante de um professor diferente e vice-versa
(FRANÇA, 2000).
O aluno poderá usar do comportamento imitativo em determinadas situações na
hora em que for estabelecer uma relação com o professor, pois isso poderá vir a facilitar o
seu primeiro contato com o professor que, inicialmente, não conhece, mas com quem
precisa relacionar-se. Por exemplo: um determinado aluno observa que seu colega fala de
uma forma com o professor e este lhe responde de maneira agradável, ou seja, a
conseqüência é um estímulo reforçador. Com isso, este aluno imita o comportamento do
colega para também ser bem tratado pelo professor e manter uma boa relação com o
mesmo.

Tanto quanto sabemos, o comportamento imitativo não surge por ação de nenhum
mecanismo reflexo -inerente. Tal mecanismo implicaria o estímulo gerado por um
dado padrão de comportamento em outro organismo eliciasse em um outro
organismo uma série de respostas com o mesmo padrão - por exemplo, o estímulo
visual de um cachorro correndo eliciaria a corrida em outro cão. Este seria um
mecanismo extremamente complexo e a despeito de uma forte crença em
contrário, parece não existir. (SKINNER, 1994, p. 124)

O comportamento imitativo será usado pelo aluno dependendo de sua história de


vida, pois, se no passado, outros comportamentos por ele usados forem reforçados, ele terá
uma probabilidade maior de usar um comportamento imitativo na relação professor-aluno.
"A imitação se desenvolve na história do indivíduo como resultado de reforços
discriminativos que exibem a mesma contingência tríplice, já nossa conhecida”.
(SKINNER, 1994, p 124)

O comportamento imitativo só será usado pelo aluno se for reforçado pelo


professor, pois se pode perceber que esse comportamento poderá vir facilitar o aluno na
hora de lidar com situações dentro e fora da sala de aula e, com isso, o comportamento
imitativo passa a fazer parte de seu repertório comportamental: o aluno absorve o
comportamento imitativo, que passa a ser seu.

Quando vemos pessoas olhando para a vitrine de uma loja, com toda a
probabilidade olhamos também não por causa de um instinto de imitação, mas
porque as vitrines que estão sendo observadas por outras pessoas provavelmente
reforçam esse comportamento. O repertório imitativo do indivíduo médio é tão
bem desenvolvido que sua origem fica esquecida, e o repertório é facilmente
aceito como uma parte inerente do comportamento. (SKINNER, 1994, p. 124)

Em qualquer lugar em que se está o ambiente que nos cerca interfere nos nossos
comportamentos. Com isso, pode-se dizer que uma sala da aula pode interferir tanto na hora
de estabelecer as relações entre professor-aluno, como nas expectativas que o aluno tem do
professor. É como Skinner (1993) fala “O comportamento deve ser apropriado à ocasião”
(p. 132). Tanto o ambiente físico como social interferem no comportamento. Um exemplo
que se pode usar é o de um determinado aluno que espera um novo professor e tem um tipo
de conceito sobre o mesmo, de que o professor é bom, explica a matéria direito e suas
provas são fáceis. Logo então, seus colegas começam a falar exatamente o contrário desse
mesmo professor. Nesse caso, o comportamento esperado pode mudar.
Pode-se dizer que a relação entre professor-aluno pode ser aprendida no dia-a-dia
entre ambos que ficarão em determinadas situações talvez nunca vividas anteriormente,
mas que saberão lidar pelo fato de terem capacidade de apreender o tempo todo.
As expectativas dos alunos sobre seus professores são um outro aspecto a
influenciar suas escolhas. Quando se toca no assunto, pode-se dizer igualmente que são os
comportamentos esperados por seus alunos e esse conceito possivelmente é formulado
através de regras estabelecidas por eles para seus respectivos professores, acreditando ser
adequadas na relação professor-aluno. Este será outro dos objetivos deste trabalho.
Quando se fala em expectativas, se fala também dos comportamentos esperados por
alunos de seus professores; ou seja as respostas que os professores vão emitir serão as que
os alunos esperam deles para determinadas situações. Pode-se dizer então que os eventos
comportamentais e as ações produzidas pelos professores são aqueles esperados pelos
alunos como comportamento ideal.
As expectativas podem ser criadas e repassadas através do comportamento verbal
onde este, num primeiro momento, informará e propiciará uma forma de lidar com
situações que ainda ocorrerão, sendo que o que será aprendido, no início, através do contato
verbal. Ou seja, o aluno ouvirá e falará coisas sobre seus professores, podendo ou não ser
essas coisas verdadeiras, fazendo com que o aluno espere um determinado comportamento
de seus professores.

“A maioria do saber adquirido na educação é verbal. Os estímulos que constituem a


ocasião apropriada podem ser verbais ou não verbais” (SKINNER, 1993, p. 383). Através
do comportamento verbal os alunos poderão adquirir regras que serão usadas na hora em
que eles forem criar expectativas sobre o comportamento tido por eles como ideais, ou seja,
mediante as regras o comportamento deles podem ser controlado na hora de esperar como
os professores vão agir, ou seja, “o comportamento controlado por regras e o
comportamento que é controlado por comportamentos sociais (do outro ou do eu) que
incluem respostas verbais especificas de contingências como, por exemplo, instruções,
conselhos, ordens etc”... As regras são estabelecidas através do comportamento verbal dos
alunos, ou seja, é com este comportamento, inicialmente governado por regras, que os
alunos aprenderão o que são comportamentos ideais, o que não são e como se relacionar
inicialmente com seus professores, sendo também que as regras podem ser utilizadas na
hora de serem estabelecidas as expectativas que possuem acerca de seus professores.
As regras podem auxiliar na hora dos alunos especificarem, de forma clara e
razoável, que comportamentos eles vêem como ideais nos seus professores e na hora de
saber o que é comportamento ideal e o que não é, podendo assim, de certa forma, auxiliar
na hora de discriminar, ou seja, eles podem ser os estímulos discriminativos da relação
professor-aluno que poderão distinguir outros estímulos discriminativos, mostrar as
respostas adequadas para esses estímulos e também mostrar as conseqüências que têm para
que, na relação professor-aluno, os professores possuírem comportamentos ideais e
adequados.
As regras estabelecidas pelos professores e alunos na relação podem ser usadas
inicialmente como uma questão de praticidade ou facilidade para que se estabeleça a
relação professor-aluno. “Em geral, regras podem ser aprendidas mais rapidamente do que
comportamentos modelados pelas contingências que descrevem.” (SKINNER, 1993,
p.109).

Os alunos podem fazer uso da regra por não conhecerem ou não terem claramente a
compreensão das contingências que podem estabelecer a relação entre professor e aluno ou
também para poder estabelecer e definir o que é o papel do professor. “As regras são
particularmente valiosas quando as contingências são complexas, pouco claras ou por
qualquer outra razão pouco eficaz.” (SKINNER, 1993, p.110).
Outro fator que pode influenciar na hora de estabelecer os comportamentos ideais
dos professores refere-se às regras que podem ser aprendidas no ambiente educacional do
ensino superior, pois estas estarão voltadas para os professores desta área, pois o ambiente
em volta é propício para a formulação destas regras, onde a exposição acadêmica é, de uma
certa forma, extenso no curso de psicologia.
Artistas, compositores e poetas, às vezes, seguem regras (imitar o trabalho dos
outros é uma forma de seguir regras), mas atribui-se mérito maior ao
comportamento, devido a exposição da pessoa a um ambiente. (SKINNER, 1993,
p.110).

O papel da família como agente educacional pode ser outro fator relevante na hora
de se estabelecer uma relação entre professores e alunos, pois é a família o primeiro contato
social do aluno e é com ela que eles adquirem as primeiras regras do que é comportamento
ideal e do que não é.
"A família funciona como uma agência educacional ao ensinar a criança a andar,
a falar, a comer, de uma dada maneira, a se vestir, e assim por diante.”
(SKINNER, 1994, p.378).

Este trabalho foi realizado a partir de três tipos de objetivos sendo que o geral é,
verificar quais os comportamentos do professor citados como ideais pelos alunos, sendo
que será usada a análise do comportamento para tentar explicar, de forma clara, e os
específicos que são verificar como se estabelece a relação professor-aluno em sala de aula
mediante a visão do aluno, e o outro que é verificar as expectativas do aluno sobre o papel
do professor. Para isso, deverá ser buscada a opinião dos alunos para que seja relacionada
com o que foi descrito acima.
A partir da conclusão deste trabalho, deverá ser mostrado à sociedade acadêmica em
geral uma visão mais ampla e clara das características comportamentais ideais vistas nas
relações professor-aluno dentro da academia, uma visão geral do próprio aluno sobre seu
professor. Em vista disso, este trabalho pretende auxiliar trabalhos futuros que tenham
como objetivo esclarecer ainda mais este tema – uma vez que não é objetivo deste trabalho
esgotá-lo.
MÉTODO
Sujeitos:
Participaram do projeto de pesquisa 25 alunos do 5o ano do curso de psicologia,
com idade entre 22 e 42 anos, sendo 20 do sexo feminino, 04 do sexo masculino e 01 não
disse o sexo. A religião predominante é a católica com 18 sujeitos, o espiritismo com 02
sujeitos, a religião Batista com 01 sujeito , a religião evangélica com 01 sujeito, 03 não tem
religião. São da classe social média 19 sujeitos, 01 da classe média baixa, 01 da classe alta,
03 não disseram e 01 disse que não sabe.

Local:
Universidade da Amazônia, campus Alcindo Cacela, salas de aula.

Instrumentos e Técnicas:
Foi utilizado um questionário com 07 perguntas fechadas e. 01 aberta. O modelo do
questionário e do Termo de Consentimento Esclarecido seguem em anexo.

Procedimento:
1o Etapa: Pediu-se autorização à Universidade para que se pudesse recolher os
dados;
2o Etapa: Selecionaram-se os sujeitos (alunos) compatíveis com os da pesquisa e
conversou-se com eles para esclarecimento da mesma, sendo utilizado alunos de varias
turmas;
3o Etapa: Entregou-se 25 Termos de Consentimento Esclarecido e 25 questionários.
O objetivo da pesquisa foi explicado, assim como a garantia de sigilo das identidades.
4o Etapa : Recolheu-se os 25questionário respondido para levantamento da
pesquisa; porém com um pouco de atraso já que os alunos alegavam sempre não ter tempo
para responderem..
RESULTADOS

Os dados obtidos estão apresentados em forma de tabelas, pois essa foi a forma
mais bem encontrada para que se explicitassem os resultados alcançados.
Com relação à pergunta “Ao fazer uma comparação de como era a sua relação
professor-aluno no 1o ano e como é hoje, o que você ressaltaria”, verificou-se que 19
sujeitos afirmaram ter percebido melhoras na relação professor-aluno, onde dizem que
lidam melhor com as diferenças e respeitam suas individualidades. Outros 3 sujeitos
afirmam ter uma relação de amizade e que antes não possuíam. Outros 3 sujeitos
assinalaram a opção “outros”. Um deles o S.25 afirmou que “sempre tive uma boa relação
com meus professores” Um segundo S.9 assinalou “mudou, pois consigo me relacionar
melhor com eles, dependendo da receptividade de cada um, já que existem aqueles que não
permitem um contato mais próximo com os alunos”. Por fim, o terceiro S.1 concluiu:
“Mudou. Estamos mais parecidos; Eles não são mais deuses, pois podem ser questionados”.

Tabela 1: Respostas dos sujeitos à pergunta “Ao fazer uma comparação de como era a sua
relação professor-aluno no 1o ano e como é hoje, o que você ressaltaria”:

SUJEITOS RESPOSTAS

19 (S.2, S.3, S.4, S.5, S.7, S.10, S.11, Mudou, pois consigo me relacionar melhor com eles,
S.12, S.13, S.14, S.15, S.16, S.18, S.19, de maneira diferente, lidando com suas diferenças e
S.20, S.21, S.22, S.23, S.24) respeitando suas individualidades

3 (S.6, S.8, S.17) Mudou, pois consigo ter uma relação de amizade com
eles, que antes não possuía

3 (S.1, S.9, S.25) Outros


Com relação à pergunta “No inicio do ano letivo, você procura saber como é a
forma que seu professor age com seus alunos na sala de aula”, os sujeitos não foram
unânimes em suas respostas. Para 12 sujeitos a resposta encontrada foi “Não procuro saber
com as outras pessoas, mas sim, no decorrer do ano letivo”. Outros 8 responderam “procuro
saber para ter noção de como agir com ele”. Um deles salientou “Procuro saber, para não
cometer falhas com o mesmo”. Outros 4 sujeitos assinalaram a opção “Outros”. O S.25
salienta “O importante neste contexto é o respeito que deve existir na relação para que
ocorra uma boa relação”. O S.9 observa: “Eu procuro saber com os alunos que já passaram
por eles e depois confirmo ou não durante o ano letivo”. Já o S.24 comenta “observo muita
dificuldade por parte dos professores em manter um contato mais profundo com seus
alunos. E, desta forma, ambos distanciam-se”. E o S.7 conclui: “Não procuro saber qual é a
relação deles com os outros alunos, pois penso que cada ano, cada turma iram se formar um
ambiente relacional entre os envolvidos, então espero que no decorrer do ano vá se
construindo esse saber”

Tabela 2: Respostas dos sujeitos à pergunta: “No início do ano letivo, você procura saber
como é a forma que seu professor age com os alunos em sala de aula”

SUJEITOS RESPOSTAS

8 (S.4, S.10, S.11, S.12, S.13, S.14, S.22, Procuro saber para ter noção de como agir com
S.23) ele.

12 (S.1, S.2, S.5, S.6, S.8, S.15, S.16, S.17, Não procuro saber com outras pessoas, mas sim,
S.18, S.19, S.20, S.21 ) no decorrer do ano letivo

1 (S.3) Procuro saber para não cometer falhas com os


mesmos

4 (S.7, S.9, S.24, S.25) Outros

Com relação à pergunta “Quando começa o ano letivo, que tipo de comportamentos
você espera dos seus professores”, 10 dos sujeitos disseram “Espero que eles nos tratem de
forma empática, para estabelecermos uma boa relação”. Outros 7 responderam “Espero que
eles nos ensinem tudo o que puderem para nos tornar bons profissionais”. Apenas um deles
afirma “Não espero nada; deixo as coisas acontecerem no decorrer do ano letivo”. Para
outros 5 sujeitos, a opção correta foi “O que eu espero depende de cada professor. Por isso,
os mesmos são diferentes e agem de forma diferente”. Três sujeitos assinalaram a opção
“Outros”. O S.1 observa “Espero que dêem o máximo de si, não só sobre o conteúdo, mas
também toda as dicas”. O S.6 salienta: “Espero que cumpram o programa da disciplina”. Já
o S.7 finaliza: “Espero que eles nos tratem de forma empática para podermos absorver
deles tudo para sermos bons profissionais, pois acredito que é imprescindível uma boa
relação entre professor-aluno para que se possa estabelecer uma aprendizagem consistente”.
É importante ressaltar que nesta questão houve a possibilidade de um mesmo sujeito
assinalar mais de uma alternativa e, justamente por isso, a somatória das respostas será
maior que o número de questionários propostos.

Tabela 3: Respostas dos sujeitos à pergunta “Quando começa o ano letivo, que tipo de
comportamentos você espera dos seus professores”

SUJEITOS RESPOSTAS

10 (S.2, S.3, S.4, S.8, S.9, S.11, Espero que eles nos tratem de forma empática para
S.13, S.22, S.23, S.24) estabelecermos uma boa relação

7 (S.5, S.9, S.10, S.17, S.20, Espero que eles nos ensinem tudo o que puderem para que
S.21, S.25) nos tornemos bons profissionais.

1 (S.16) Não espero nada. Deixo as coisas acontecerem no decorrer


do ano letivo

5 (S12, S14, S15, S18, S19) O que espero depende de cada professor. Por isso, os
mesmos são diferentes e agem de forma diferente.

3 (S1, S6, S7) Outros

Com relação à pergunta “De que forma você costuma tratar seus professores”,
encontraram-se 11 sujeitos que responderam “A forma com que trato os professores
depende do tipo de relacionamento que estabeleço com cada um”. Outros 10 disseram
“Trato todos de forma igual, sem distinção entre um e outro”. Outros 2 apontaram a opção
“Procuro tratá-los da melhor maneira possível para não ter confusão com eles”. A
alternativa “Outros” foi assinalada por 2 sujeitos. O S.7 informa “Procuro tratá-los da
melhor maneira possível, respeitando a individualidade de cada um”. Já o S.8 observa:
“Trato todos muito bem, para poder ser bem tratado. E isso acontece”.
Tabela 4: Respostas dos sujeitos à pergunta: “De que forma você costuma tratar seus
professores”

SUJEITOS RESPOSTAS

2 (S.2, S.16) Procuro tratá-los da melhor maneira possível, para não ter
confusão com eles.

11 (S.1, S.5, S.9, S.10, S.11, S.14, A forma com que trato os professores depende do tipo de
S.17, S.18, S.19, S.20, S.22) relacionamento que estabeleço com cada um.

10 (S.3, S.4, S.6, S.12, S.13, S.15, Trato todos de forma igual, sem distinção entre um e
S.21, S.23, S.24, S.25) outro.

2 (S.7, S.8) Outros.

Com relação à pergunta “Que tipo de qualidades você espera que seus professores
tenham”, Houve quase que a unanimidade nas respostas. Foram 23 os sujeitos que
responderam “Espero que eles sejam bons profissionais, qualificados, com ética e que
mantenham sempre uma relação agradável com seus alunos”. Os outros 2 optaram pela
resposta “Espero apenas que nos ensine a disciplina da melhor maneira possível para nós
podermos aprender e sermos bons profissionais”.

Tabela 5: Respostas dos sujeitos à pergunta “Que tipo de qualidades você espera que seus
professores tenham”.

SUJEITOS RESPOSTAS

23 (S.1, S.2, S.3, S.4, S.5, S.6, S.7, S.8, S.9, Espero que eles sejam bons profissionais,
S.11, S.12, S.13, S.14, S.15, S.16, S.17, Qualificados, com ética e que mantenham
S.18, S.20, S.21, S.22, S.23, S.24, S.25) sempre uma relação agradável com seus alunos.

2 (S.10, S.19) Espero apenas que nos ensinem a disciplina da


melhor maneira possível, para podermos
aprender e sermos bons profissionais.
Com relação à pergunta “Como você procura se comportar para manter um bom
relacionamento com seus professores”, houveram 16 sujeitos que responderam “Procuro
tratá-los sempre de forma empática para tentar ter um vínculo de amizade e também ser
tratado da mesma forma”. Outros 6 assinalaram “A forma que eu me comporto vai
depender de cada professor, pois os trato de maneira diferente”. Dois responderam
“Procuro sempre tirar boas notas, não faltar às aulas e fazer sempre os trabalhos que ele
manda”. Apenas 1 sujeito escolheu “Outros”. Para o S.23, a resposta correta é “Procuro
tratá-los de forma empática para ser tratado da mesma forma, não faltar às aulas”.

Tabela 6: Respostas dos sujeitos à pergunta “Como você procura se comportar para manter
um bom relacionamento com seus professores”.

SUJEITOS RESPOSTAS

2 (S.5, S1.0) Procuro sempre tirar boas notas, não faltar às aulas e
fazer sempre os trabalhos que ele manda.

6 (S.1, S.9, S.14, S.17, S.18, S.20) A forma que eu me comporto, vai depender de cada
professor pois os trato de maneira diferente.

16 (S.2, S.3, S.4, S.6, S.7, S.8, S.11, Procuro tratá-los sempre de forma empática para
S.12, S.13, S.15, S.16, S.19, S.21, S.22, tentar ter um vinculo de amizade, e também ser
S.24, S.25) tratado da mesma forma

1 (S.23) Outros

Com relação à pergunta “No seu ponto de vista, a forma com que o professor se
relaciona com a turma interfere no seu aprendizado”, 13 sujeitos disseram “Interfere, pois
me sinto muito mais à vontade para tirar minhas dúvidas e expor minhas idéias”. Já para 12
sujeitos, a resposta encontrada foi “Interfere, pois quando o professor tem um bom
relacionamento com a turma, ele consegue ensinar de uma forma que a aula não fica
cansativa”. Apenas para 2 outros sujeitos a resposta encontrada foi “Não interfere, pois se
ele for um bom profissional, saberá ministrar suas aulas de maneira didática e que nos
prenda a atenção”. Esta questão é mais um exemplo de que os sujeitos dispunham para
escolher duas alternativas como corretas e válidas.
Tabela 7: Respostas dos sujeitos à pergunta “No seu ponto de vista, a forma com que o
professor se relaciona com a turma interfere no seu aprendizado”.

SUJEITOS RESPOSTAS

12 (S.3, S.4, S.5, S.7, S.10, Interfere, pois quando o professor tem um bom
S11, S.14, S.16, S.17, S.23, relacionamento com a turma, ele consegue ensinar de uma
S.24, S.25) forma que a aula não fica cansativa.

13 (S1, S2, S3, S7, S8, S9, Interfere, pois me sinto muito mais à vontade para tirar minhas
S.12, S.13, S.15, S.18, S.20, dúvidas e expor minhas idéias
S.21, S.22)

2 (S.6, S.19) Não interfere, pois, se ele for um bom profissional, saberá
ministrar suas aulas de maneira didática e que nos prenda a
atenção

Com relação à pergunta “Quais as características comportamentais que você acha


importante em seus professores para que eles tenham sido considerados ‘bons’”, foram
listados vários termos para isso. Ainda assim, 2 sujeitos não responderam a essa questão,
perfazendo assim 23 respostas, nem todas diferentes. As características mais citadas e de
alguma importância para eles são, em primeiro lugar, a “empatia”, sendo repetida por 13
dos sujeitos. Em seguida aparece “ética”, com 10. “Compreensão”, com 7, aparece em
terceiro. A partir daí vem, pela ordem, “Capacitação”, com 5; “Relacionamento”,
“conhecimento”, todos com 4 sujeitos. “Abertura”, “disponibilidade”, “humildade”,
“compromisso”, “competência”, "didática" por três sujeitos cada uma. Com dois,
“pontuais”, “respeito”, “interação”. Outras características aparecem apenas uma vez na
listagem dos sujeitos, tais como “Escuta”, “Senso de humor”, “Paciência”,
“Responsabilidade”, “Visão Holística”, “Gostar de ensinar”, “Assiduidade”, “Interesse”,
“Dedicação”, “Simpatia”, “Empenho”, “Incentivador”, “Imparcialidade”, “Sensibilidade”,
“Cordialidade”.
Tabela 8: Respostas dos sujeitos à pergunta “Quais as características comportamentais que
você achou importante em seus professores para que eles tenham sido considerados bons”.
S. RESPOSTAS

S.1 “Disponibilidade, abertura e humildade”

S.2 “Perguntar se entendemos, tirar as dúvidas, combinar a melhor maneira de fazer


avaliação, respeitar o aluno e se fazer respeitar, elogiar quando houver necessidade e
saber repreender também, ...”

S.3 “Serem todos qualificados para assumirem este posto; são empáticos e possibilitaram
um bom convívio com os alunos e acima de tudo “pregam” e “praticam” a ética
profissional”

S.6 “Pontualidade, conhecimento, habilidade para repassar o conhecimento.”

S.7 “Ética, bom relacionamento com a turma, comprometimento com o aprendizado e


compreensão em situações adversas dentro de sala de aula.”

S.8 “Compromisso, imparcialidade, capacidade, sensibilidade, inteligência, cordialidade.”

S.9 “Empatia com a turma, conhecimento acerca da matéria, sinceridade e senso de humor
apurado.”

S.10 “Acredito que eles devem ser empáticos competentes, incentivadores e éticos.”

S.11 “Um ser empático; Um ser ético; Um ser interacional; Antes de tudo holístico”

S.12 “Ser compreensivo, flexível, ético, ter o compromisso de formar profissionais


competentes p/ o trabalho e gostar de ensinar acima de tudo.”

S.13 “Empatia, dedicação, qualificação, interesse em passar a matéria, assiduidade.”

S.14 “Bom relacionamento c/ a turma, segurança a repassar o conteúdo a turma.”

S.15 “capacitação (profissionalismo); relação empática da maioria com os alunos; aceitação


das diferenças.”

S.16 “A sinceridade no esclarecimento das aulas, compreensão, capacitação e Qualificação


profissional e principalmente humildade em todos os aspectos.”

S.17 “Respeito, ética, competência, simpatia e empatia.”

S.18 “Que tenham um bom relacionamento com os alunos, que tenham uma didática boa.
Que se empenham para facilitar e tornar agradável o aprendizado”

S.19 “Empatia, humildade, ética e conhecimento.”

S.20 “Didática, empatia, bom relacionamento com os alunos, compreensão e


disponibilidade.”

S.21 “Responsabilidade e organização ao ministrarem suas disciplinas, ressaltando a ética


profissional e a flexibilidade no agir.”

S.22 “Escuta apurada, compreensão, paciência e empatia. OBS: nem todos nos permitem
esses comportamentos.”

S.23 “Empatia, boa didática, compreensão.”

S.24 “Empatia, competentes.”

S.25 “Empáticos, pontuais.”


DISCUSSÃO

A partir dos resultados obtidos, ficam claros os objetivos propostos pelo trabalho
em relação à pergunta que pede aos alunos para fazerem uma comparação sobre a sua
relação professor-aluno no 1o ano e hoje, todos os sujeitos afirmaram mudanças por
motivos diferentes. Os comportamentos não ocorrem no vácuo, nos comportamos sempre
em determinados contextos. O que fazemos é fortemente controlado pelas suas
conseqüências. “...Provavelmente, a mais fundamental lei da conduta é: conseqüências
controlam comportamentos. (...) As conseqüências do que fizemos determinarão quão
provável é que façamos a mesma coisa novamente” (SIDMAN, 1995, p.50). Dependendo
de como se estabelecem as relações entre professor e aluno é que serão escolhidas, pelo
aluno, as características ideais em seus professores. Os que optaram por “outros”
reconhecem as mudanças, que ocorriam por razões diferentes das relatadas na pesquisa.
Quando se perguntou se no início do ano letivo eles procuram saber a forma que
seus professores agem com os alunos na sala de aula, a maioria respondeu que não procura
no início do ano letivo, mas sim no decorrer do mesmo ano. Skinner (1993) ressalta que “...
O comportamento deve ser apropriado à ocasião” (p.132). Ou seja, no decorrer do ano
letivo, podem ocorrer variáveis no ambiente que interferem no comportamento dos alunos;
Os outros sujeitos afirmam que procuram saber, porém oito responderam que é para ter a
noção de como agir com eles; Saber como o professor costuma se comportar é uma forma
de discriminar, ou seja, é um estímulo discriminativo (SD) para que o aluno estabeleça uma
relação com o professor, pois os alunos procuram saber como o professor age para saber
como se comportar diante dele. Apenas um sujeito afirmou que procura saber para não
cometer falhas com o professor ou seja, a forma como o professor age terá sempre a mesma
resposta deste aluno não querer ter falhas com o professor. Esse sujeito provavelmente
possui uma história de ficar sob controle de regras estabelecidas por outras pessoas. Sidman
(1995) mostra que “... As conseqüências de nossas próprias ações agora influenciam o que
fazemos mais tarde. As conseqüências que aplicamos às ações de outras pessoas
determinarão quão provavelmente elas farão a mesma coisa novamente” (p.50).
Na terceira pergunta, “Quando começa o ano letivo, que tipo de comportamentos
você espera de seus professores?”, compara-se a um dos objetivos propostos pelo trabalho
“verificar as expectativas dos alunos sobre o professor”, ou seja, diz-se que a expectativa
dos alunos recai sobre o comportamento dos professores. Dez dos sujeitos responderam que
o que esperam é o comportamento empático e que este comportamento leva a uma boa
relação com o professor. Nesse caso, diz-se que o comportamento do professor será
considerado pelo aluno como a resposta que emitem aos mesmos em determinadas
situações, o que tem como conseqüência o bom relacionamento do aluno com o professor.
O sujeito S7 é enquadrado nesta análise, pois ele também diz esperar um comportamento
empático, porém com uma conseqüência diferente. Sete dos sujeitos acham que o
comportamento que o professor precisa ter é o profissional, ensinando tudo o que puder
para engrandecer profissionalmente seus alunos. O S.6 também pode ser enquadrado aqui,
afirmando que o professor deve cumprir o programa de sua disciplina. Outros 5 sujeitos
disseram que o comportamento esperado varia de professor para professor. Por serem
diferentes e agirem de forma diferente neste caso, há novamente uma discriminação por
parte do aluno, ou seja, ele usa o estímulo discriminativo para conduzir a relação entre
ambos, de maneira que haja uma diferenciação na forma de tratar os professores, para
determinada situação uma resposta e para cada resposta, uma conseqüência. Dois sujeitos
que responderam que não esperam nada mediante a justificativa, pode-se perceber que não
possuem quaisquer expectativas em relação à forma com que seus professores costumam
agir.
Com relação à quarta questão, pôde-se perceber respostas variadas. Dez dos 25
sujeitos pesquisados responderam que tratam os professores de forma igual, sem distinção
entre eles. Pode-se comparar com o que Keller (1974) fala acerca da generalização:
“Quando um organismo está condicionado para responder a um estímulo, responderá da
mesma maneira a certos outros. Isto se denomina generalização e, à medida que se
prosseguir, verificar-se-á que auxilia a explicar muito o comportamento que, à primeira
vista, parece ser complicado” (p.130). Porém, a maioria dos sujeitos diz que a forma com
que eles tratam o professor dependerá do tipo de relacionamento que eles estabelecem com
o professor, continuando o que querem propor.
Por outro lado, o comportamento dos organismos seria igualmente ineficiente e
desajustado se nunca pudesse ultrapassar a barreira da generalização. Um
organismo deve ser capaz de responder a objetos diferentes do seu meio; e a
observação comum que nos diz o que faz. A raposa persegue o coelho e não o cão
de caça; distinguimos a face de um amigo da de outro. O comportamento pode
mostrar especificidades em relação a estímulos, e quando esta se desenvolve em
face da generalização, falamos em discriminação. (KELLER, 1974, p.131)
Ainda em relação à quarta pergunta dois sujeitos marcaram a alternativa que diz que
procuram tratá-lo da melhor maneira possível, para não haver confusões, pode-se dizer que
a resposta que eles produzem na relação possuem uma conseqüência agradável.
A questão cinco está diretamente relacionada com a questão oito, uma vez que
ambas procuram abordar o objetivo geral do trabalho que é verificar as características
comportamentais que os alunos acham relevantes em seus professores. Na questão cinco,
vinte e três dos sujeitos responderam que as características são: bons profissionais,
qualificados, com ética e que mantenha sempre uma relação agradável com seus alunos.
Pode-se disser então que estes comportamentos tidos como ideais são regras que os alunos
usam para estabelecer a relação entre ambos na sala de aula, isso pode ser confirmado com
as respostas da pergunta oito onde 13 dos alunos deram a resposta "empatia" como o
comportamento tido com ideal para ser considerado um bom professor ,ou seja, os
comportamentos ideais citados pelos alunos podem distinguir estímulos discriminativos,
mostrar respostas adequadas para esses estímulos e também mostrar as conseqüências que
existem para a relação professor-aluno esses tipos de comportamentos ideais, ou seja, as
características listadas pelos alunos são as regras para os alunos estabelecerem um tipo de
relação na sala de aula é como Skinner (1993) fala "As regras são particularmente valiosas
quando as contingências são complexas, pouco claras ou por qualquer outra razão pouco
eficaz."(p.110). Além da "empatia" citada na questão oito, o professor para ser considerado
"bom" precisa ser, bom profissional, qualificado, com ética e manter uma relação agradável
com os alunos, citadas na questão cinco, ou seja , essas são as características que os
professores devem possuir para os alunos perguntados .
Ao se chegar na sexta questão, a maioria dos sujeitos responderam, procuro tratá-los
de forma empática para, com isso, ter um vínculo de amizade e também serem tratados de
forma idem. Com base nesta resposta, pode-se dizer também que acontece um
comportamento de generalização: a maioria dos alunos generaliza a forma com que
costuma se comportar diante de seus professores. O que levou a esta confirmação foi a
presença da palavra “sempre” na resposta. Assim, como os dois sujeitos responderam que
procuram sempre tirar boas notas, não faltar às aulas e sempre fazer os trabalhos pedidos
pelos mesmos, eles aparentam emitir a mesma resposta para todos os professores.
Comparando com a quarta questão, confirma-se que a maioria dos alunos usa a
generalização. O sujeito que respondeu à alternativa “Outros” também procura tratar de
forma empática aos professores, acrescentando que procura não faltar às aulas. Seis sujeitos
assinalaram que a forma com que eles se comportam depende de cada professor, pois
tratam-nos de maneira diferente, ou seja, nas relações entre professor e aluno, pode-se
muito bem explicitá-lo na tríplice relação de contingência mediante uma condição. O aluno
responde com um determinado comportamento e em seguida terá a conseqüência que
estabelecerá o tipo de relação entre professor-aluno.
Na pergunta sete “No seu ponto de vista a forma com que o professor se relaciona
com a turma, interfere no seu aprendizado” a maioria dos sujeitos respondeu que interfere,
ou seja mais uma vez pode-se perceber que o comportamento do professor servirá de
estimulo discriminativo para o comportamento de aprender do aluno. Apenas dois sujeitos
responderam que não interferem e que se eles forem bons profissionais e ministrarem as
aulas de maneira didática e que prendam a atenção é que terão um bom aprendizado, neste
caso pode-se dizer que esses alunos possuem uma regra para o seu aprendizado: o não
envolvimento com o lado “pessoal” do professor.
Mediante os resultados obtidos pode-se perceber o tipo de relacionamento que deve
existir entre o professor e o aluno, é o relacionamento empático , ou seja, o comportamento
de empatia pode levar a uma contingência de reforçamento positivo na relação entre
professor-aluno.
Contudo, pôde-se perceber que o presente trabalho conseguiu alcançar os objetivos
propostos onde se pôde analisa-los de forma clara e também percebê-los como se
estabelecem na fala dos alunos, sendo relevante para a comunidade científica onde se
contribuiu com um olhar diferente para a relação professor-aluno, que é o da análise do
comportamento, já que não se encontrou nada especificamente relacionado a esse tema na
literatura atual. Trabalhos posteriores poderão ser realizados, objetivando investigar o ponto
de vista do professor sobre seus conceitos de professor ideal. Uma outra possibilidade seria
realizar um estudo comparativo entre o ponto de vista do professor e do aluno sobre os
comportamentos considerados ideais para um bom aluno. Assim sendo, este trabalho
proporcionou um leque de possibilidades a investigação da relação entre o professor e o
aluno.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FRANÇA, A.C. C. Principio da análise do comportamento: texto não publicado. 2000


FRANÇA, A. C. C. A análise comportamental aplicada à educação: um caso de deturpação
acerca do pensamento de B. F. Skinner. Psicologia de educação. Pontíficia Universidade
Católica de São Paulo. São Paulo: Educ. 5, 1997. P.115-124. Semestral.
KELLER, S. F.& S. N. W . Princípios de psicologia . São Paulo: E.P.U 1974.
SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano São Paulo: Martins Fontes.1994.
_____________. Sobre o Behaviorismo . São Paulo: Curtrix.1993.
SIDMAN , M. Coerção e suas implicações . São Paulo: Workshopsy. 1995.
ANEXOS
Universidade de Amazônia
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS
Curso de Psicologia

A presente pesquisa, relação professor-Aluno no processo educacional do ensino


superior tem como objetivo verificar que características comportamentais alunos do 5o ano
de um curso de psicologia acham relevantes em seus professores por isso a relevância de
colher-se dados de alunos do 5o ano do curso de psicologia da Unama ,sendo que esta
pesquisa não oferece riscos, suas informações ficarão no absoluto sigilo e também não
possui fins lucrativos.

___________________________________
___________________________________
___________________________________

Declaro que li as informações acima sobre a pesquisa, que me sinto perfeitamente


esclarecido (a) sobre o conteúdo da mesma, assim como os seus riscos e benefícios.
Declaro ainda que, por minha livre vontade, aceito participar da pesquisa cooperando com a
coleta de dados do questionário.

Belém, _____/ ____/ ____.

______________________________
Assinatura
IDENTIFICAÇÃO

Nome (iniciais):__________________________________________________________
Idade:__________________________________________________________________
Sexo:___________________________________________________________________
Escolaridade:_____________________________________________________________
Classe Sócio- Econômica:___________________________________________________
Religião:_________________________________________________________________

Questionário

1- Ao fazer uma comparação de como era a sua relação professor aluno no 1o ano e como é
hoje, o que você ressaltaria ?
( ) _ Mudou pois, consigo me relacionar melhor com eles de maneira diferente lidando
com sua diferenças e respeitando suas individualidades.
( ) _ Não mudou continuo tratando-os da mesma forma que tratava-os no 1o ano.
( ) _ Mudou pois , consigo ter uma relação de amizade com eles que antes não possuía.
( ) _ Mudou pois , hoje os trato de maneira mais distanciada com uma relação restrita a
sala de aula.
( ) _ Outros. _________________________________________________________
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2- No inicio do ano letivo você procura saber como é a forma que seu professor age com os
alunos em sala de aula ?
( ) _ Procuro saber. Para poder ter noção de como agir com ele.
( ) _ Não procuro saber com outras pessoas, mais sim no decorrer do ano letivo.
( ) _ Procuro saber. Para não cometer falhas com o mesmo.
( ) _ Outros.
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
3- Quando começa o ano letivo que tipo de comportamentos você espera dos seus
professores?
( ) _ Espero que eles nos tratem de forma empática, para estabelecermos uma boa relação.
( ) _ Espero que eles nos ensinem tudo que poderem para tornar-me um bom profissional.
( ) _ Não espero nada deixo as coisas acontecerem no decorrer do ano letivo.
( ) _ O que eu espero depende de cada professor, pois os mesmos são diferentes e agem
de forma diferente.
( ) _ Outros.
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

4- De que forma você costuma tratar os seus professores ?


( ) _ Procuro trata-los da melhor maneira possível , para não ter confusão com eles.
( ) _ A forma com que trato os professores depende do tipo de relacionamento que
estabeleço com cada um .
( ) _ Trato todos de forma igual sem distinção entre um ou outro.
( ) _ Procuro manter um relacionamento apenas em sala de aula, sem nenhum
envolvimento maior.
( ) _ Outros.
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5- Que tipo de qualidades você espera que seus professores tenham ?


( ) _ Espero que sejam compreensivos, mantendo sempre uma relação de amizade.
( ) _ Espero que eles sejam bons profissionais, qualificados, com ética e que mantenham
sempre uma relação agradável com seus alunos.
( ) _ Espero apenas que nos ensinem a disciplina da melhor maneira possível para eu
poder aprender e ser um bom profissional.
( ) _ Outros.
_______________________________________________________________
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6- Como você procura se comportar para manter um bom relacionamento com seus
professores?
( ) _ Procuro ser sempre um aluno que tira bons notas, não faltar as aulas e fazer sempre
os trabalhos que ele manda.
( ) _ A forma com que eu me comporto vai depender de cada professor, pois os trato de
maneira diferente.
( ) _ Procuro trata-los sempre de forma empática para tentar ter um vínculo de amizade e
também ser tratado da mesma forma.
( ) _ Outros.
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7- No seu ponto de vista a forma com que o professor se relaciona com a turma interfere
no seu aprendizado ?
( ) _ Interfere, pois quando o professor tem uma boa relação com a turma ele consegue
ensinar de uma formar que a aula não fica cansativa.
( ) _ Interfere, pois me sinto muito mais à vontade para tirar minhas duvidas e expor
minhas idéias.
( ) _ Não interfere, pois se ele for um bom profissional saberá ministrar sua aulas de
maneira ditática e que nos prenda a atenção.
( ) _ Outros.
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8- Quais as características comportamentais que você achou importante em seus


professores para que eles tenham sido considerados "bons " ?
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