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Terapia Multidimensional

A Terapia Multidimensional abre com a ajuda dos Seres de Luz as portas a novas possibilidades de
cura baseadas no Chakra do Coração – portal multidimensional localizado no centro do peito de
cada ser. O princípio orientador desta terapia segue o paradigma da Unidade, do Um Perfeito e
Infinito que se vai instalando à medida que a consciência do paciente for despertando a cada sessão.
A cura não é algo independente da consciência do paciente mas sim um dos reflexos da mesma. A
Terapia Multidimensional abre, com a permissão dada pelo paciente, as portas da Compaixão e do
Perdão através das quais, o paciente se liberta pouco a pouco dos problemas que o acometem
derivados dos erros passados seus e de outras pessoas que com o próprio se relacionem.

À medida que as sessões vão progredindo, o paciente deverá integrar na sua vida certos aspetos de
um modelo de pensamento mais próximo da consciência de Unidade que lhe permitirá aumentar a
sua vibração através da capacidade de se amar mais a si mesmo e aos outros, da capacidade de ir
compreendendo que alguns dos problemas que surgem na vida são, na realidade, por vezes,
desafios escolhidos pela sua própria Alma quando ainda na Luz, antes de reencarnar, para superar,
e por consequência, se tornar mais forte, mais luminosa, experiente, compassiva e humilde até se
libertar da roda do Samsara e prosseguir para um novo estágio de evolução em que as encarnações
físicas passam a ser apenas por vontade própria e não impostas pela necessidade imperiosa de
limpar karmas passados.

Na terapia multidimensional, o terapeuta assume-se como um canal dos Seres de Luz e não como o
originador da cura em si dado que a mesma é proveniente de Deus (Brahma) e os Seres de Luz
atuam como Seus braços.

O livro Autobiografia de um Iogue da autoria de Paramahansa Yogananda ilustra de forma perfeita


esse mecanismo de canalização de cura quando um discípulo do grande guru iluminado Lahiri
Mahasaya lhe pede que este o cure da sua cegueira. Este episódio conta-se do seguinte modo:

“(…) Ramu aproximou-se timidamente de Lahiri Mahasaya. O discípulo sentia-se envergonhado por
pedir que um bem-estar físico viesse juntar-se à sua imensa riqueza espiritual. «Mestre, Aquele que
ilumina o Universo está em si. Rogo-lhe que me traga a Sua luz aos meus olhos, para que eu possa
perceber o brilho do Sol.»
O Mestre respondeu: «Ramu, alguém arranjou forma de me colocar numa posição difícil. Eu não
tenho o poder de curar.» Ramu expressou-se então de outra forma: «O Ser Infinito que existe dentro
de si tem certamente esse poder.» Lahiri Mahasaya concordou com a nova formulação: «O que está
a dizer agora é diferente, Ramu. De facto, para Deus não existem limites! Aquele que acende as
estrelas e as células do corpo com o misterioso esplendor da vida pode certamente trazer o brilho
da visão aos seus olhos.»”

Tanto o paciente como o terapeuta multidimensional devem compreender que a cura operada pelos
Seres de Luz procede da Fonte, do Deus Pai-Mãe. Em qualquer mecanismo de cura espiritual, não
é o espírito do terapeuta que cura nem tão pouco o dos Seres de Luz, senão o Deus que habita no
paciente, no terapeuta e nos Seres de Luz devendo, portanto, o paciente e o terapeuta renunciar a
expectativas em relação aos resultados do tratamento.

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