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A importância da língua Portuguesa para nossa vida.

Autor: Adriano Martins Pinheiro


A língua é um sistema que tem como centro a interação verbal, que se faz através de
textos ou discursos, falados ou escritos. Isso significa que esse sistema depende da
interlocução (inter+locução = ação lingüística entre sujeitos).
Partindo dessa concepção, uma proposta de ensino de língua deve valorizar o uso da
língua em diferentes situações ou contextos sociais, com sua diversidade de funções e
sua variedade de estilos e modos de falar. Para estar de acordo com essa concepção, é
importante que o trabalho em sala de aula se organize em torno do uso e que privilegie a
reflexão dos alunos sobre as diferentes possibilidades de emprego da língua.
Isso implica, certamente, a rejeição de uma tradição de ensino apenas transmissiva, isto
é, preocupada em oferecer ao aluno conceitos e regras prontas, que ele só tem que
memorizar, e de uma perspectiva de aprendizagem centrada em automatismos e
reproduções mecânicas. Por isso é que uma adequada proposta para o ensino de língua
deve prever não só o desenvolvimento de capacidades necessárias às práticas de leitura
e escrita, mas também de fala e escuta compreensiva em situações públicas (a própria
aula é uma situação de uso público da língua).
Sem a língua portuguesa, ao menos aqui no Brasil, seria meio complicado de se
comunicar! Como qualquer outra língua, ela serve para a nossa comunicação, para a
troca de informações.
A importância da língua portuguesa para nós é imensa, pois é a língua que falamos
desde os nossos primeiros dias até o fim de nossas vidas, portanto a importância é
imensa uma vez que é a nossa língua. Devemos respeitar e falar ela (A língua
portuguesa).
Por exemplo, alguém já viu um americano, francês, alemão, Japonês, árabe ou de
qualquer outra nacionalidade falando português em nosso país? Então já que eles não
falam o nosso querido português, porque darmos maior importância a línguas
estrangeiras? Devemos primeiro dar valor à aquilo que é nosso; só depois é que
devemos dar importância a língua alheia, apesar da globalização devemos dar valor à
nossa língua em primeiro lugar.
Tem uma importância central na nossa vida, pois é a língua que falamos. É através do
idioma (qualquer que seja) que estabelecemos todas as relações entre as pessoas. Mas
não significa que o idioma precise ser falado, pode haver idiomas não-verbais, como as
línguas de sinais.
Embora se saiba hoje que o intelecto humano não é limitado pelos mecanismos de um
idioma, é através dele, eminentemente, que compartilhamos experiências e ideias.
Introdução
A importância da língua portuguesa e suas implicações são evidentes, mormente, na
vida profissional. Basta refletir acerca da principal razão de eliminação de candidatos à
vagas de emprego em determinados setores. A linguagem é o cartão de visita. Ao ouvir
alguém por cinco minutos, já temos a ideia formada da formação da pessoa que está
falando.
Quanto ao profissional
A capacidade de comunicação, seja ela por domínio da linguagem falada, escrita ou
corporal, sempre nos traz consequências positivas.
O profissional que sabe se comunicar sempre se diferencia. Quem domina a norma culta
da língua, e é apto a escrever e falar corretamente, está sempre à frente, diferencia-se da
maioria, que incorre em erros banais e basilares.
Segundo Paulo Nathanel Pereira de Souza, presidente do Conselho da Administração do
CIEE, "Saber escrever bem é transmitir ideias consistentes com a agilidade que os
meios de hoje impõem. Saber escrever bem é ser um artista das palavras. E todos nós,
empresas e profissionais, precisamos redescobrir urgentemente a eficiência dessa arte".
A maioria dos brasileiros - e digo maioria, sem exagero -, não tem capacidade de
expressar-se. Faltam competências fundamentais, como; concatenar as ideias, aplicar a
coesão e coerência em um texto, dissertar com introdução, argumentação e conclusão,
bem como o domínio da ortografia.
A falta de capacidade de escrever, falar e ler corretamente decorre, por vezes, da falta
do hábito de ler, pois quem lê com frequência escreve melhor, tem melhor raciocínio,
melhor interpretação e melhor organização de ideias.
Para verificarmos este problema é suficiente entregarmos uma proposta de redação a um
aluno que recentemente concluiu o ensino médio em determinadas escolas. Isto se torna
mais trágico, quando o fazemos com alguns intitulados universitários.
Em uma reunião na empresa ou em uma apresentação destacam-se os que sabem
defender seus argumentos de forma clara, convencer o auditório de forma válida, expor
e fundamentar suas ideias de modo conciso e claro. Para tanto, é necessário o domínio
das expressões.
Ao enviar um e-mail, elaborar um memorando, dirigir uma carta a um cliente,
colaboradores ou superiores hierárquicos, o profissional revela a sua personalidade,
demonstra a sua formação e grau de inteligência.
Não é possível entendermos por apto e qualificado, um profissional que não é capaz de
escrever um texto corretamente. Também não é possível aceitarmos a ideia de que tal
profissional gere uma boa imagem a empresa, se este não sabe falar de forma correta.
Para exemplificarmos, basta lembrarmos da sensação ruim e imagem negativa que
formamos da empresa, quando somos atendidos por um profissional que diz coisas
como: "vamos estar verificando", ou "vamos estar retornando". Isso, sem mencionar
outros erros mais absurdos e grotescos, como o "mim fazer"; "mim ver" etc.
Destarte, infere-se que o investimento em profissionais qualificados e aptos a falar a
própria língua é indispensável a uma empresa que deseja ter uma imagem positiva
perante seus clientes.
Quanto ao marketing pessoal
O que abordamos anteriormente está, umbilicalmente, ligado ao marketing profissional.
Haja vista, a impossibilidade de determinado profissional ter sucesso em sua imagem
profissional, sem expressar-se corretamente.
A maioria dos nossos julgamentos é baseada em impressões. Se causamos uma boa
impressão, conquistamos algo, adquirimos, agregamos. O investimento de agregar
saberes, cultura e formação é altamente lucrativo e gratificante, principalmente na área
profissional.
Quando trabalhamos em uma empresa possuidora de um grupo seleto e desejamos
promoções e determinados cargos, devemos demonstrar nossa qualificação e
competência para aquela posição. Ora, é incontroverso que para exercer tal posição,
necessitamos de qualidades diferenciadas e postura profissional. Destas qualidades, a
habilidade de se comunicar é um fator crucial.
Em cargos de liderança não se pode imaginar na qualidade de líder uma pessoa
desprovida destes elementos, pois como disse Reinaldo Passadori: "Conhecemos muitas
pessoas com grande capacidade de comunicação, mas não são líderes, todavia não
conhecemos líderes que não saibam se comunicar".
Em um processo seletivo para conquistar uma vaga, desde a entrevista, o examinador
jamais deixará de avaliar as expressões do candidato, dependendo do porte da empresa e
do perfil da vaga. Estará automaticamente eliminado aquele que se mostra incapaz de
escrever e falar corretamente.
Por outro prisma, até mesmo para conseguir um bom "networking" é necessário causar
estas boas impressões, pois não conseguiremos crédito e confiabilidade, nem mesmo
dos nossos contatos, se não nos mostrarmos bons profissionais, ou seja, aptos em
fluência verbal.
Disse o ilustre Professor Luiz Antonio Sacconi*:
Existem basicamente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas funcionais:
1) a língua funcional de modalidade culta, língua culta ou língua-padrão, que
compreende a língua literária, tem por base a norma culta, forma linguística utilizada
pelo segmento mais culto e influente de uma sociedade. Constitui, em suma, a língua
utilizada pelos veículos de comunicação de massa (emissoras de rádio e televisão,
jornais, revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é a de serem aliados da escola,
prestando serviço à sociedade, colaborando na educação, e não justamente o contrário;
2) a língua funcional de modalidade popular; língua popular ou língua cotidiana, que
apresenta gradações as mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão.
Cabe a nós brasileiros, entendermos o momento próprio do uso de cada modalidade,
tanto o momento formal, quanto o momento informal, para, assim, não nos depararmos
em situações ridículas e inconvenientes.
Falar e escrever bem gera admiração, apreço e projeta uma boa imagem para os nossos
ouvintes e interlocutores. Consequentemente aumentamos nossa rede de contatos,
adquirimos mais créditos e ampliamos nossas oportunidades.
A eloquência e a habilidade de escrever levam o profissional a lugares que muitos não
podem chegar. Ocuparão tais lugares, por mérito, os que investem em si mesmos e tem
a consciência da importância de dominar a língua pátria.
*Luiz Antonio Sacconi é professor de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP),
gramático e lexicógrafo brasileiro, um dos mais conceituados do país, autor de mais de setenta obras,
entre as quais Nossa Gramática Completa (32.ª edição), Novíssima Gramática Ilustrada (24.ª edição), Não
erre mais! (31.ª edição), Míni Sacconi (12.ª edição), Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa, o
primeiro dicionário comentado e crítico da língua portuguesa; Corrija-se! de A a Z (2.ª edição), Gramática
para todos os cursos e concursos (4.ª edição), Português mais fácil - minigramática Sacconi (2.ª edição),
"Gramática básica" (2.ª edição) e Guia Ortográfico e Ortofônico. O "Grande Dicionário"
Quanto às relações interpessoais
As proposições supra mencionadas, que esclarecem a importância do uso correto da
língua, também são válidas neste tópico, destinado as relações interpessoais.
Basicamente, é necessariamente entendermos que a comunicação verbal é
imprescindível para conseguirmos externar uma ideia, ilustrar uma reflexão, fazer
enxergar aquilo que outros não conseguem ver. E claro, todas essas situações são
perfeitamente aplicáveis no cotidiano, seja na família, com amigos, com o cônjuge ou
filhos.
As relações são beneficiadas quando sabemos interpretar o que o interlocutor diz,
quando sabemos trilhar os caminhos das ideias, pintando a imagem do raciocínio com
as palavras cabíveis e apropriadas.
Diagnosticando e remediando as deficiências.
É muito difícil conhecermos alguém que não erre. Podemos nos aproximar da
perfeição, caminhar objetivando o mais alto grau de conhecimento e competência, mas é
quase impossível conhecermos o que domina a língua em sua excelência.
Mesmo porque, até mesmo entre os mestres e doutores há divergências técnicas quanto
ao emprego de algumas formas de expressão. A título de exemplo, percebi bastante
divergência no que diz respeito à expressão "segue em anexo". Notei que mesmo
professores da língua portuguesa tem opiniões divergentes na sua aplicabilidade.
É louvável, mas não imprescindível, que alguém conheça profundamente a etimologia
das palavras, a semântica e todas as regras complexas e que a maioria dos brasileiros
ignora. Em contra partida, defendo que deveríamos, por sermos brasileiros, conhecer a
língua pátria, de forma plena e excelente, pois se não sabemos falar a nossa própria
língua, não poderíamos nos entender por seres inteligentes.

Os erros de concordância, por exemplo, são os mais percebidos, desde os mais


grotescos, como os mais imperceptíveis aos leigos.
Para ilustrar, podemos citar, que muitos não sabem que o correto é escrever: "Tenho
bastantes livros" e não "tenho bastante livro. Erros como estes são encontrados, até
mesmo, nos vocabulários de alguns professores. Outrossim, erros grotescos como: "hoje
estou com menas paciência" ou "estou meia triste" são mais decorrentes dos menos
cultos.
Por fim, como exposto alhures, apenas o exercício, a autocorreção, a observação e a
diligência, nos tornarão mais diferenciados e nos proporcionarão boas oportunidades.

1 INTRODUÇÃO
O processo de comunicação exerce forte influência na sociedade. Desde os primórdios
das civilizações, o homem tem feito uso de variadas técnicas de comunicação. A
princípio eram os gestos e as pinturas nas paredes das cavernas. Após, com o passar dos
tempos e mediante o surgimento das novas tecnologias, esse processo vem se
intensificando a cada dia que passa. Com ele, os indivíduos são capazes de refletir,
recriar e disseminar o que se torna importante socialmente tanto ao nível dos
acontecimentos (processo de informação) como do imaginário (são os grandes
contadores de estórias, atualmente, através de novelas, seriados).
Os meios de comunicação desempenham também um importante papel educativo, à
medida constituem-se em processos eficientes de educação, porque ensinam de forma
atraente, dinâmica e voluntária.
A escola necessita, pois, repensar urgentemente a sua relação com o processo de
comunicação, ela precisa considerar a comunicação como parte fundamental para a
melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem, porque a sociedade atual, uma
sociedade globalizada, pautada na informação e no conhecimento, em que é preciso
aprender a aprender continuadamente, caracterizada pela velocidade na geração e
distribuição de informações precisa estar conectada com o processo de comunicação,
bem como com os meios de comunicação de massa, a fim de que se possa obter um
processo educativo de qualidade, onde o aluno seja parte integrante de uma sociedade
igualitária e democrática.
Levando-se em consideração as informações supra citadas, o presente estudo versará
sobre a intensificação do processo de comunicação nas escolas, sobre o seu uso como
ferramenta educacional, como forma de sistematizar as ideias no âmbito educativo, com
vistas á instigação de atitudes que estimulem os professores e alunos para uma atuação
mais dinâmica e participativa.
O interesse pela temática em questão constitui-se na busca da compreensão das
relações que se estabelecem na interação dos itens educação e comunicação
notadamente, tanto no que se refere à formação dos profissionais que trabalham nas
instituições de ensino como na ação dos alunos, mediante o desenvolvimento de uma
boa comunicação. Sendo necessário também, compreender quais os efeitos práticos no
contexto educacional, considerando a dinâmica acelerada do desenvolvimento
tecnológico e a sua influência na flexibilização do acesso ao conhecimento.

2 COMUNICAÇÃO E SOCIEDADE
A conjuntura brasileira atual tem passado por profundas transformações em
praticamente todos os seus segmentos, principalmente, no que tange ao campo social,
político, econômico e científico, decorrentes do desenvolvimento tecnológico e da
passagem para a denominada sociedade do conhecimento. As mudanças afetaram
profundamente o comportamento das pessoas, no modo de pensar e atuar, nas relações
sociais, no trabalho, enfim, em todos os aspectos da vida humana.
Levando-se em consideração o campo educativo, vale ressaltar que este não está à
margem de todo esse processo evolutivo, à proporção que a escola necessita estar
intrinsecamente ligada a todas as questões que envolvem as transformações que vêm
ocorrendo na sociedade. As novas perspectivas para a educação requerem dos gestores e
professores, segundo Libâneo (2002, p. 28), no mínimo: [...] uma cultura geral mais
ampliada, capacidade de aprender a aprender, competência para saber agir na sala de
aula, habilidades comunicativas, domínio da linguagem informacional, saber usar meios
de comunicação e articular as aulas com as mídias e multimídias.
Vale considerar que o processo de comunicação é de intensa relevância para a melhoria
dos processos de ensino e de aprendizagem, à proporção que a proposta educacional de
uma escola deve estar pautada em uma educação voltada para pensamentos críticos e
proativos, em que os discentes tenham consciência do que falam, do que escrevem, do
que pensam... Para isso, é de suma importância que haja um feed back entre docentes e
discentes, onde o aluno questione e amplie às explanações / argumentações do
professor, de forma que ele (o aluno) possa interagir de forma produtiva na exposição
das informações.
É imprescindível que haja uma comunicação clara entre ambas as partes, ou seja, que o
professor entenda o aluno e vice-versa, porque só assim o processo de ensino e o de
aprendizagem podem se concretizar de forma eficaz. Uma comunicação, em que não há
clareza na exposição das ideias, onde as informações ficam obscuras, havendo "ruído"
nas mesmas, com certeza, ocasionará interferências na aquisição da aprendizagem,
principalmente quando se têm em sala de aula alunos com dificuldades de
aprendizagem.
As dificuldades de aprendizagem não são uma exceção no contexto escolar. O
insucesso do aluno pode ser oriundo de diversos fatores, tais como a dislexia, ou pode
ainda ser resultado de problemas sociais, políticos, econômicos, familiares, dentre
outros. Para ratificar essa informação, Kirk (1962, p. 263) assevera que:
Uma dificuldade de aprendizagem refere-se a um retardamento, transtorno ou
desenvolvimento lento em um ou mais processos da fala, linguagem, leitura, escrita,
aritmética ou outras áreas escolares, resultantes de uma deficiência causada por uma
possível disfunção cerebral e/ou alteração emocional ou condutal. Não é o resultado de
retardamento mental, deprivação sensorial ou fatores culturais ou instrucionais.
E, o professor, precisa estar ciente dessas dificuldades e agir no sentido de que os alunos
que as têm possam aprender da mesma forma que os outros. Necessita, então, fazer bom
uso de todos os meios de comunicação que dispõe.
A exigência de mudanças de atitudes do professor para o desempenho satisfatório do
papel do educador, em função das transformações que se operam na sociedade, advêm
da criação desses cursos, mediante as necessidades do momento. Assim, a capacitação e
habilitação de profissionais como agentes de mudanças planejadas que atendam às
aspirações da sociedade em relação à educação.
A sociedade é constituída por comunicação, assim é formada por linguagens, que se
referem às formas de se comunicar, vários meios de transmitir informação e
conhecimento. A sociedade, pois, lida com fatos; fatos estes que são relatados a partir
de uma linguagem específica. No que concerne à língua, esta consiste em um sistema de
signos orais e gráficos que compõem um código que serve os indivíduos em suas
necessidades de comunicação. A língua como veículo da comunicação, pode apresentar
várias modalidades. Essa é a definição científica de língua. Mas antes disso, língua é um
fator social. Ou seja, a língua é um fator que modifica e faz movimentar a sociedade.
A sociedade é também feita de cultura. A cultura produz sociedade, assim como a
língua. Cultura é todo fazer humano que pode ser transmitido de geração a geração. A
língua é, portanto, um elemento da cultura de um povo. Formam-se pessoas e,
consequentemente, forma-se a língua. A sociedade tem poder, ele só pode ser exercido
através da língua e da linguagem. Assim, a influência que a sociedade exerce sobre o ser
humano é realizada não só com a língua, embora principalmente, mas também com a
linguagem. Linguagem verbal, linguagem não verbal, linguagem visual… Enfim, a
influência é exercida de várias maneiras.
A língua exerce forte influência sobre toda a sociedade, a medida que nenhuma
sociedade sobrevive sem comunicação. Propaganda, interação interpessoal, levando em
consideração que o ser humano é, por natureza, um ser social. A informação e até a
própria sobrevivência do homem dependem da comunicação, que é realizada através da
língua. A língua tem formação psicológica, antropológica, sociológica, como já foi dito,
e também científica, por meio da linguística, portanto a língua é o meio de locomoção,
formação, e desenvolvimento da sociedade, aliada a outros fatores como produção,
economia, etc.
Hoje, vive-se num mundo globalizado, o mundo do desenvolvimento, a sociedade da
informação e do conhecimento A sociedade da informação refere-se à consequência da
explosão informacional, caracterizada, sobretudo pela aceleração dos processos de
produção e de disseminação da informação e do conhecimento. Esta sociedade
caracteriza-se pelo elevado número de atividades produtivas que dependem da gestão de
fluxos informacionais, aliado ao uso intenso das novas tecnologias de informação e
comunicação. Culturas e identidades coletivas são uma consequência dessa nova era,
em que houve uma padronização de costumes; trata-se do processo de globalização.
Toda essa ambiência fez emergir vários benefícios no que concerne ao uso das novas
tecnologias de informação e comunicação. Mas também trouxe ao ser humano o dilema
da saturação da informação. O computado transformou-se em forma prática e fácil de
acumular e gerenciar dados. Este equipamento passou a auxiliar o homem no
desenvolvimento de suas atividades rotineiras.
O desenvolvimento das novas tecnologias, nas últimas décadas, vem afetando todos os
setores da atividade humana, proporcionando maior agilidade de comunicação,
reduzindo esforços nas rotinas diárias e ampliando as possibilidades de acesso à
informação em todo mundo.
Nesse panorama, a sociedade da informação baseia-se em um modelo de sociedade
onde a informação encontra-se presente, de maneira intensa, na vida social dos povos.
Porém, um dos mais importantes aspectos dessa realidade refere-se à a educação, à
medida que um dos novos paradigmas da educação é aprender a aprender, é a
construção de conhecimentos; isto é, adquirir habilidade para aprender, saber obter,
utilizar e gerar nova informação; os sistemas de informação tornam-se extremamente
importantes, pois podem contribuir para a sua democratização, ou seja, facilitar e
aumentar o seu acesso e, mais ainda, contribuir para que a informação recebida
transforme-se em conhecimento, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos.
Além de habilidade para aprender, a sociedade da informação exige dos cidadãos um
processo contínuo de aprendizagem, porque a informação é cada vez mais efêmera e a
sociedade está em processo permanente de mudanças. Conforme as diretrizes contidas
no Livro Verde da Sociedade da Informação no Brasil:
Educar em uma sociedade da informação significa muito mais que treinar as pessoas
para o uso das tecnologias de informação e conhecimento: trata-se de investir na criação
de competências suficientemente amplas que lhes permitam ter decisões fundamentais
no conhecimento, operar com fluência os novos meios e ferramentas em seu trabalho,
bem como aplicá-los criativamente nas novas mídias, seja em usos simples e rotineiros,
seja em aplicações mais sofisticadas. Trata-se também de formar os indivíduos para
‘aprender a aprender', de modo a serem capazes de lidar positivamente com a contínua e
acelerada transformação da base tecnológica. (TAKAHASHI, 2000).
A comunicação é, pois, fundamental dentro do sistema educacional de um país, pois,
como parte integrante do sistema de informação, pode colaborar consideravelmente para
a adoção desses novos paradigmas, ou seja, o paradigma da informação e do
conhecimento.

3 A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO ÂMBITO DO PROCESSO


EDUCATIVO
A comunicação consiste na mola propulsora para o desenvolvimento de qualquer setor,
seja social, econômico, político, cultural e até mesmo o pessoal. No que concerne ao
contexto educativo, os meios de comunicação exercem poderosa influência. Refletem,
recriam e difundem o que se torna importante socialmente tanto ao nível dos
acontecimentos (processo de informação) como do imaginário (são os grandes
contadores de estórias, atualmente, através de novelas, seriados). Os Meios de
Comunicação desempenham também um importante papel educativo, transformando-se,
na prática, numa segunda escola, paralela à convencional. Os Meios são processos
eficientes de educação informal, porque ensinam de forma atraente e voluntária –
ninguém é obrigado, ao contrário da escola, a observar, julgar e agir tanto individual
como coletivamente. A escola precisa repensar urgentemente a sua relação com os
Meios de Comunicação, deixando de ignorá-los ou considerá-los inimigos. A escola
também não pode pensar em imitá-los, porque nos Meios predomina a função lúdica, de
entretenimento, não a de organização da compreensão do mundo e das atitudes.
A escola pode e precisa estabelecer pontes com os Meios de Comunicação. Eles podem
ser utilizados como motivação do conteúdo de ensino, como ponto de partida mais
dinâmico e interessante diante de um novo assunto a ser estudado. Podem os Meios
apresentar o próprio conteúdo de ensino (cursos organizados em vídeo, por exemplo),
bem como ser, eles próprios, objeto de análise, de conhecimento (estudo crítico da
televisão, do cinema, do rádio, dos jornais e das revistas). A escola pode combinar as
produções escritas convencionais com as novas produções audiovisuais, principalmente
em vídeo, que capacitam o aluno a se expressar de forma mais viva e completa. A
escola pode preocupar-se não só com os Meios, mas também com a comunicação como
um processo mais amplo e que envolve a própria comunicação tanto dentro da sala de
aula como nas relações entre direção, professores, alunos e funcionários, procurando
desenvolver processos de comunicação menos autoritários e mais participativos. A
escola precisa, enfim, no seu Projeto Educativo, considerar a questão dos Meios de
Comunicação e da comunicação como parte importante – e não marginal – do processo
educativo integral do novo aluno-cidadão, visando construir uma sociedade realmente
democrática.
No que tange às novas tecnologias, vive-se atualmente em uma época de rápido
desenvolvimento das tecnologias informáticas, com o acesso às redes globais de
computadores, ao correio eletrônico, a bases de dados, a bibliotecas virtuais, a CD-
ROMs, a uma enorme oferta de software, etc. Esse progresso provoca, pois, mudanças
enormes na organização da nossa vida e do nosso trabalho.
Tais mudanças têm grande influência nos processos de ensino e de aprendizagem.
Ficamos confrontados com uma série de dúvidas, mas também adquirimos algumas
certezas. Uma é que o aproveitamento otimizado destas novas tecnologias implica uma
mudança bastante perceptível das nossas formas de ensinar e aprender. O uso de textos,
vídeos e sons (talvez até o aproveitamento de outros sentidos) pode revolucionar os
processos de ensino/aprendizagem. O que predomina é a questão da interatividade.
Trata-se da mudança de um ensino onde é limitado o papel do aluno na busca de
informação e em que ele se tenta adaptar à informação existente para um ensino em que
a informação se adapta ao aluno, onde quer que este se encontre.
A escola necessita preocupar-se não somente com os meios de comunicação em si, mas,
sobretudo, com esse processo de um modo mais amplo, ou seja, a relação existente entre
alunos, professores, coordenadores, supervisores, direção e família. Até mesmo no que
se refere ao uso dos recursos didáticos, que também constituem-se em sistemas de
comunicação. Não basta apenas ter esses recursos disponíveis, porém, saber fazer uso
dos mesmos, até porque educação, aliada à tecnologia, incrementa os processos de
ensino e de aprendizagem.
A tecnologia, portanto, é caracterizada como agente de transformação, de maneira que a
maioria das inovações tecnológicas pode resultar em uma mudança revolucionária de
paradigma. A rede mundial de computadores – a Internet – é uma dessas inovações.
Após influenciar a forma como as pessoas se comunicam e fazem negócios, a Internet
também vem influenciando, significativamente, o modo como as pessoas ensinam e
aprendem, fato este que irá implicar, consequentemente, em maior mudança e deverá
estar associada à forma como os recursos educacionais serão projetados, desenvolvidos,
gerenciados e integrados para serem disponibilizados aos discentes.
Dessa forma, o desenvolvimento das tecnologias e a ampliação dos modos de
comunicação criam um contexto que propicia às escolas uma ampliação do alcance de
seus objetivos, pela possibilidade de expansão do conhecimento. Nesse cenário,
evidencia-se a necessidade de manter a qualidade do ensino e intensificar sua expansão
e diversidade, trabalhando no sentido de um sistema de interatividade com
reconhecimento e qualificações capazes de assegurar a ampliação efetiva de acesso e de
conclusão com êxito no ensino.
Mediante apregoa Lévy (1993, p.75), "as tecnologias têm papel fundamental no
estabelecimento dos referenciais intelectuais e espaço temporais das sociedades
humanas; isto é, todas as formas de construção do conhecimento estão estruturadas em
alguma tecnologia". Ratifica-se, portanto, que o todos os componentes da comunidade
escolar, como sujeitos do processo de ensinar e aprender tem uma função primordial,
uma vez que o processo de incorporação das tecnologias está diretamente relacionado
com a mobilização de todos, cujo apoio e compromisso para com as mudanças não se
limitam ao espaço da sala de aula, mas se estendem aos diferentes aspectos envolvidos
com a gestão do espaço e do tempo escolar, com a esfera administrativa e pedagógica.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No panorama em que impera a sociedade contemporânea, denominada sociedade do
conhecimento, possibilita-se a reflexão acerca dos conceitos de educação e
comunicação, de forma que se promova uma crescente inter-relação entre esses dois
itens. A educação, aliada ao processo de comunicação, permitem responder às
exigências do mundo do trabalho, que cada vez mais precisa de profissionais com
melhores níveis de educação geral e profissional. Ao mesmo tempo, às instituições de
ensino são atribuídas novas obrigações, devido à quantidade, diversidade e a velocidade
na evolução do conhecimento, pois nunca antes foi tão maciça a necessidade por
formação.
Assim, torna-se imprescindível repensar o processo educacional no contexto da
sociedade da informação e do conhecimento, à medida que a escola apresenta-se como
possibilidade de formação profissional de qualidade e em grande escala, e o sucesso
dessa instituição depende muito da definição e implementação de uma metodologia de
ensino e de aprendizagem apropriados à linguagem pedagógica, com suporte das
diversas mídias disponíveis, com processos estruturados, objetivos definidos e, um
desenho instrucional que contemple todas as etapas e agentes do processo, bem como
suas avaliações. Além disso, nenhuma tecnologia isolada pode resolver todos os tipos
de problemas, bem como o sucesso no aprendizado depende mais da forma como esta
tecnologia está aplicada no curso, do que do tipo de tecnologia utilizada.
Em suma, o tríduo educação x comunicação x tecnologia pode efetivamente ampliar os
horizontes, não só pela flexibilidade, mas acima de tudo por proporcionar novas
competências e novas formas de aprendizado. Para tanto, as instituições que trabalham
na formação e capacitação sujeitos devem contemplar nas suas estruturas curriculares
conhecimentos pertinentes às mudanças, tornando-se flexíveis a elas. No mais, buscou-
se refletir sobre a necessidade de uma organização administrativa e pedagógica destas
instituições, no sentido de articular os componentes espaço escolar e cultura
tecnológica, utilizando como ferramentas as tecnologias de informação e comunicação.
Educar é, portanto colaborar para que professores e alunos - nas escolas e organizações
- transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É auxiliar e
apoiar os discentes na formação da sua identidade, do seu caminho pessoal e
profissional - do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de
compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços
pessoais, sociais e profissionais e tornarem-se cidadãos realizados e produtivos.
Na sociedade da informação todos necessitam estar reaprendendo a conhecer, a
comunicar-nos, a ensinar e a aprender; a integrar o humano e o tecnológico; a integrar o
individual, o grupal e o social. Uma mudança qualitativa nos processos de ensino e de
aprendizagem acontece quando se consegue integrar dentro de uma visão inovadora
todas as tecnologias: as telemáticas, as audiovisuais, as textuais, as orais, musicais,
lúdicas e corporais.

REFERÊNCIAS
KIRK, S.A. Educating exceptional children. [S.l: s.d].
LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática.
Tradução: Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora?: novas exigências
educacionais e profissão docente. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
NÓVOA, António (org.). Profissão Professor. 2 ed. Porto/Portugal: Porto Editora, 1995.
TAKAHASHI, T. (Org.) Sociedade da informação no Brasil: livro verde. Brasília:
Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.

A IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO GLOBALIZADO


Em meu artigo inaugural, falarei acerca de uma das minhas maiores paixões, a Língua
Portuguesa. Discorrerei, então, sobre a nossa língua materna e sua importância e
soberania no mundo contemporâneo. Já somos mais de 200 milhões de falantes no
planeta, o que faz desse idioma o terceiro mais falado no universo linguístico ocidental,
ficando atrás apenas do Inglês e do Espanhol. É importante ressaltar que a Língua
Portuguesa é importante não apenas para Portugal, mas também para todos os demais
povos que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, dentre os quais o
Brasil aparece como a nação mais importante, na sua ascensão, considerando o elevado
número de falantes e sua projeção a nível mundial.
Ao contrário dos que muitos pensam, o mundo do novo milênio não será bilíngue -
língua nacional mais o Inglês, mas trilíngue ou quem sabe até multilíngue. A famosa
globalização não ocorrerá somente em torno dos Estados Unidos, que se intitula a
superpotência do planeta, mas ainda de forma diversa, em torno de grupos econômicos
diferentes, sejam regionais ou continentais, como é o caso do Bloco Econômico da
América do Sul e a União dos Países Europeus e até mesmo os blocos culturais e
linguísticos como o da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e o da
Comunidade dos Países de Língua Francesa.
É importante então que busquemos cada vez mais valorizar e defender a nossa língua
materna. Afinal preservá-la denota muito mais do que somente zelar pelo falar de um
povo, significa defender o que há de mais precioso em nossa nação: nossa identidade,
nossos costumes, nossa história e até mesmo nosso futuro.
Refletirmos sobre este tema é, portanto, de extrema importância, haja vista que nosso
idioma é o traço principal da união entre Brasil, Portugal e outros países falantes da
Língua Portuguesa. A língua de Camões se tornou de forma intensa, um elemento
característico da nação brasileira e veículo de comunicação de uma das mais ferventes e
genuínas culturas do mundo atual.
Não devemos deixar que o moderno Mundo Virtual nos iluda com a imagem de um
suposto império da Língua Inglesa. O seu uso no mundo de hoje não substitui de forma
nenhuma a função essencial e primordial de fortes línguas nacionais, como é o caso da
nossa rica e maravilhosa Língua Portuguesa.

AS PALAVRAS MOVIMENTAM A VIDA


As palavras são criadas de forma consciente para dar nome às coisas. Assim, não há
palavras sem “coisas”, embora possa haver “coisas” sem palavras, como bem sustenta o
movimento Wört und Sachen (Palavra e coisa). As palavras, com o passar do tempo,
sofrem modificações fonéticas, e seu sentido evolui espontaneamente. É pela linguagem
verbal que o ser humano normal exprime pensamentos e sentimentos, numa
comunicação interpessoal ou com grupos, que constrói uma sociedade capaz de
desenvolver a cultura e o saber que poderão ser transmitidos de geração a geração. Esse
acúmulo de conhecimento se faz, principalmente, através da língua escrita, que é a
forma pela qual tentamos garantir com que as palavras sejam comunicadas de modo
mais duradouro.
O gramático Said Ali, em Meios de expressão e alterações semânticas, destaca alguns
exemplos interessantes de evolução semântica: crânio é hoje o nome dado à caixa óssea
que protege o cérebro. Deriva do grego kránion e tem como intermediário cranium, no
latim medieval. É uma adaptação do termo francês crâne e passou a ser usado depois
que se começou a estudar medicina e anatomia em livros franceses. Bugalho,
desconhecido no português atual, era como se designava o globo ocular, que deixou sua
marca na expressão ‘olhos esbugalhados’. Dedo mindinho, como chamamos hoje
vulgarmente o dedo mínimo, deriva do nome meiminho ou meminho. Caput, do latim,
deu origem a cabo e cabeça. Em italiano o termo atual para cabeça é capo, alternando
com testa, nome dado pelos romanos ao pote de barro. Na França, chief, chef também
alternou com test, tête, fixando-se o segundo pela semelhança com o pote de barro, duro
e ôco como a parte suprema do corpo. Em português, e em espanhol, cabo passou a
designar a parte terminal, a cauda, enquanto que, para cabeça, a palavra latina capitium
tomou seu lugar.
Sobre o significado das palavras há duas posições divergentes. A primeira, considera o
significado intrínseco à palavra e se baseia na existência de uma relação entre som e
sentido, o que caracteriza aquilo que chamamos “signo motivado”. A segunda, acredita
na arbitrariedade do signo e diz que não existe relação alguma entre o som e o
significado, caracterizando o que chamamos “signo convencional”, criado por uma
espécie de acordo entre os usuários da língua.
Outro aspecto na observação dos fenômenos lingüísticos é a questão abordada por
Pierre Guiraud (1979), que menciona dois fatos indiscutíveis. Primeiro, que o uso mais
ou menos consciente das palavras motivadas determina o seu emprego e sua evolução.
Segundo, que toda palavra é originalmente motivada, mas que o uso convencional
tende, com o passar do tempo, a apagar a motivação do signo, o qual tende a tornar-se
arbitrário, ainda que sem excluir a motivação.
O semanticista Stephen Ullmann (1973) afirma não haver, nas palavras, conexão entre
som e sentido. O que existe, em verdade, é motivação de natureza fonética
(onomatopéica), morfológica e semântica.
Ao estabelecer paralelo entre as línguas, na realização de uma mesma palavra, como por
exemplo em inglês, francês, espanhol, italiano, romeno, latim, alemão, russo, húngaro e
finlandês sobre a palavra “cuco”, que é em cada uma dessas línguas, respectivamente,
cuckoo, coucou, cuclillo, cuculo, cucu, cuculus, kuckuck, kukushka, kakuk, käki. , diz
Ulmann existir, nesse caso, uma “afinidade elementar”, uma semelhança na percepção
do mesmo som, mas a isso não se deve dar muita importância, pois a imitação não é
completa e cada língua a convencionou de maneira própria.
Ainda, sobre a criação das palavras, a motivação semântica é bastante usual. Tem-se,
aqui, uma palavra já conhecida e a partir dela nascem outras, ora pela transferência de
sentido, ora pela semelhança de forma, de cor, de função, como em <> (uma
ferramenta), <> (um pedaço de papel), <> (horário do início da noite), <> (parte interior
da boca), <> (parte da perna), <> (parte da mesa), <> (o vinho do copo) etc.
Como é possível notar, as possibilidades de alterações semânticas por que passam as
palavras, ao longo do tempo, partem de sua motivação fonética, morfológica e
semântica. A explicação do que vem a ser a etimologia contribui para mostrar que os
falantes se servem da língua não como um meio, mas como um fim. Estudá-la, do ponto
de vista diacrônico, é uma forma de observar esses processos de mudança das palavras
até sua forma atual. Esse processo pode ser mais bem compreendido por meio dos
estudos da Semântica Diacrônica.
A língua portuguesa tem uma grande importância no nosso dia-a-dia. Mais apesar de
usarmos ela o tempo todo o índice de analfabetismo ainda é muito grande. Na hora de
procurarmos um trabalho, o primeiro aspecto que eles olham, e a pronuncia certa da
linguagem, e muitas pessoas perdem a oportunidade de emprego por debilidade na fala e
principalmente na escrita. Nós achamos que a língua portuguesa, além de ter uma
grande importância na busca de emprego, ela também tem grande valia na hora de
prestar um concurso, por isso devemos nos aprimorar o tempo todo.
No dia-dia portas estão sendo abertas e nós precisamos estar atualizados para poder
passar por uma dessas portas, mas aí você me pergunta, o que tem a língua portuguesa a
ver com isso? Ora está claro, se você não souber escrever não chega muito longe, se não
souber redigir um texto também não, fazer uma redação então, isso é língua portuguesa.
A cada momento de nossas vidas a língua portuguesa se faz presente, quando
aprendemos a falar, muitas palavras saem erradas e isso é normal, mas quando vamos
crescendo esses erros vão sendo corrigidos e, com o passar do tempo eles até somem,
graças a nossa língua portuguesa.
Nascemos, crescemos e morremos, a língua portuguesa também, ela nasce, cresce
porém não morre ela se fará presente eternamente por que para tudo na vida, seja na
nossa ou da de quem vai nascer existe o progresso e o progresso do ser humano é saber
falar, ler escrever, interpretar, acentuar, redigir, etc.
Sabendo essas coisas básicas estaremos prontos para começar a abrir as primeiras portas
do futuro.
Nos tempos atuais saber os conhecimentos específicos da área de atuação já não é o
suficiente, é necessário saber transmitir as informações coletadas de forma clara e
precisa, logo está evidente que o domínio da norma culta da língua portuguesa é
necessário para o bom profissional.
As palavras conferem poder e o profissional que sabe usá-las corretamente, seja da
maneira escrita ou falada, é bem visto no mercado de trabalho. Expressar-se
corretamente é como um cartão de visita do profissional, um cartão que pode ajudá-lo a
conquistar o mercado, simplesmente sabendo usar o poder das palavras, afinal falar bem
demonstra o perfil da pessoa e logo o nível cultural da mesma. As empresas hoje em dia
têm buscado cada vez mais profissionais que saibam se expressar corretamente, pois o
dialogo é o melhor procedimento para se conquistar um cliente e até mesmo convencer
os supervisores, e o dialogo só será bem realizado se a pessoa que quer se comunicar
saber como fazer isso da maneira correta.
A resposta para se escrever bem não está em nenhum truque mágico, basta desenvolver
hábitos de leitura e escrita. O profissional que desenvolve estes hábitos terá facilidade
em se expressar e persuadir o ouvinte.
O professor educador deve ter como essência de sua profissão, a busca constante pela
formação permanente dos princípios e saberes necessários para exercer com dignidade o
seu trabalho; e é pensando assim, mas precisamente no melhor desenvolvimento da
nossa língua tanto em sala de aula como também no convívio social, que proporciona a
nós professores um contato direto com os educandos, sendo assim o exercício do
magistério torna-se mais prazeroso e coloca-nos diretamente no alvo para desenvolver
todos os processos que contemplam o ato de ensinar.
A língua portuguesa é uma junção de várias outras línguas dentre elas podemos destacar
a mais importante que é o latim, além dessa podemos citar várias outras (Indo-europeia,
Itálica, Românica, Ítalo-ocidental, Românica ocidental, Galo-ibérica, Ibero-românica,
Ibero-ocidental, Galego-portuguesa) refletindo sobre isso podemos concluir o valor de
importância para todos.
Como conciliar essas diversidades de maneira correta?
R= Estudando essa belíssima língua de forma geral.
Mas nossa língua tem a uma importância de ser um idioma de um grande país
Americano (ou seja que se localiza no Continente Americano) o "Brasil"!! E outros
Países localizados na Europa (Portugal), na África e até na Ásia. (Ou seja, uma
importância cultural). Tem uma importância histórica na Ásia de fazer uma pequena
interferência em idiomas asiáticos, por causa da expansão marítima portuguesa! É uma
dos mais importantes idiomas de origem Latina! (Veio do Latim ou "Latim vulgar" =
falada pelo antigo povo de Roma/Itália...!) Como tem origem Latina, é parecida com
outros idiomas como o Galego, Espanhol/Castelhano/Esperanto, Italiano, (muito pouco
o Francês) e várias outras também!! Assim a comunicação é bem "universal", sendo
uma coisa boa!! ... e várias outras coisas!!...

DICAS DE GRAMÁTICA
Prazeroso ou prazeiroso ?
A terminação "-oso" indica idéia de abundância, de excesso. Lugar perigoso é
lugar cheio de perigo; comida gostosa é cheia de gosto. E homem fogoso é cheio de
fogo. É bom lembrar que essa terminação se escreve com "s". Nada de "saborozo",
"gostozo". Então, se de calor se faz caloroso, e não caloiroso, se de fervor se faz
fervoroso, e não fervoiroso, de prazer só se pode fazer prazeroso, sem "i": um lugar
prazeroso.
A expressão correta é a nível de ou ao nível de?
A expressão a nível de, não existe. A forma correta é ao nível, ou seja, à mesma altura,
ao mesmo nível, em igualdade de níveis. Então, ao nível de.
Quais as grafias corretas dos futuros campeonatos, em sequência, após a conquista
do pentacampeonato pela Seleção Brasileira de futebol?
Tudo começa com o título de campeão; depois, bicampeão, tricampeão, tetracampeão,
pentacampeão (ora conquistado pelo Brasil); a seguir, hexacampeão (ecsa),
heptacampeão, octacampeão, nonicampeão e, se tudo der certo, decacampeão, em 2022.
Claro que o décimo campeonato pode ser conquistado após esse ano, já que não
depende de vencer em sequência a cada quatro anos. É importante notar que essas
palavras não começam com prefixos, e sim com elementos de composição (bi, tri, tetra,
hexa etc.) que não são seguidos de hífen. Todas essas palavras, sem exceção, são
grafadas juntas. Finalmente, um lembrete importante quanto à pronúncia de nossa
próxima conquista, o hexacampeonato: o x tem o som de cs, e não de ch, nem z.

ALFABETIZAÇÃO E O ENSINO DA LINGUA PORTUGUESA

INTRODUÇÃO
A partir de entrevistas realizadas com uma educadora do 1º ano e outra do 5º ano do
ensino fundamental, bem como a participação em aulas ministradas pelas mesmas, foi
possível verificar na prática pedagógica como o educando convive com práticas reais de
leitura e de escrita que circulam pela sociedade como o professor cria situações que
tornam necessárias e significativas às práticas de leitura e escrita, as quais serão
expostas no desenvolvimento desse trabalho.

ALFABETIZAÇÃO E ENSINO DA LINGUA PORTUGUESA


Após observar uma sala de aula do 1º ano, foi possível verificar que ocorrem práticas de
leitura sempre no primeiro horário, ou em momentos reservados utilizando textos
diversos (parlendas, contos, advinhas, receitas, revista recreio, revista ciências, poemas,
letra de música, etc.). A professora tem sempre a preocupação de explicar a intenção da
leitura e estimular também as estratégias de leitura e escrita para o uso da comunicação,
escrevendo cartas junto com as crianças, ensinando a utilizar a leitura e a escrita,
ressaltando os seus objetivos.
O ambiente é alfabetizador contendo em sala de aula um cantinho de leitura, alfabeto
em letra maiúscula e minúscula pintado na parede, quebra-cabeça, jogos de encaixe com
letras e alfabetos móveis. A professora trabalha diferentes ritmos musicais, com muito
movimento, danças, brincadeiras, coordenação motora, noções de espaço, dentro, fora,
para que a criança desenvolva na escrita, durante a observação os alunos dançaram
“Waka waka” e “A galinha da angola” músicas que fazem parte do projeto África que a
escola toda participa.
A professora alfabetiza letrando, pois utiliza na sala de aula textos com funções sociais
como receitas, cartas, cantigas, etc., aproximando o aluno dos usos sociais da escrita e
da leitura que circulam na sociedade. A escrita e a leitura são importantes na escola,
porque são importantes fora dela e isso é ensinado aos alunos dessa sala.
Na sala do 5º ano a professora organiza momentos de leitura livre, levando os alunos na
biblioteca da escola e orientando-os a emprestar os livros disponíveis. Em grupos
realizam a leitura compartilhada e fazem um jogo onde as meninas perguntam sobre os
verbos existentes na frase e os meninos respondem e vice-versa.
Dentro da perspectiva do letramento foi possível observar a professora realizar uma
atividade onde um aluno é o escriba de um texto jornalístico, escrito na lousa com a
participação dos demais, essa interação aguça o interesse dos alunos, motivando a
participação de todos, bem como fazendo-os entender a função do texto jornalístico de
trazer uma informação.
Segundo a professora ela utiliza várias formas de registros da variedade linguística,
sempre com o objetivo de levar o educando a conhecer e respeitar o português falado e a
valorizar a leitura como fonte de informação, para serem capazes de recorrer aos
materiais escritos em função de diferentes objetivos, não foi possível observar na
prática, devido o tempo disponível.
Dentro da sala os trabalhos são expostos em um mural, é oferecido uma variedade de
gêneros e tipos de livros (revistas, gibis, enciclopédias, etc.) na biblioteca da escola.
JUSTIFICATIVA
Entre os desafios da educação destaca a efetivação do processo de alfabetização, no
tocante ao letramento e ao pleno domínio do universo da leitura e da escrita São metas
do PNE(Plano Nacional de Educação) a elevação do índice do IDEB atualmente no
Brasil é de 5.0, última atualização feita em 2011 para as séries iniciais do Ensino
Fundamental. De acordo com os dados o Brasil atingiu todas as metas estabelecidas e
em todas as etapas do ensino básicos – anos iniciais e anos finais do ensino fundamental
e médio. Nos anos iniciais o Ideb ultrapassou não só a meta para 2011 ( de 4,6), como
também a proposta para 2013, que era de 4,9.
Na avaliação do ideb duas áreas são evidenciadas o conhecimento matemático e o
conhecimento linguístico (leitura, escrita e interpretação) considerando matrizes de
competências e aprendizagem em sala de aula, principalmente, nas séries onde temos o
princípio do contato com as primeiras palavras.
Quando falamos em letramento estamos vislumbrando o conceito de ensinar e aprender
as práticas sociais de leitura e escrita enquanto alfabetizar é um processo do letramento
que é a ação de ensinar/aprender a ler e a escrever. A criança mesmo não alfabetizada,
já pode ser inserida em um processo de letramento. Pois ela faz a leitura incidental de
rótulos, imagens, gestos, emoções. O contato com o mundo letrado é muito antes das
letras e vai além delas. É preciso tornar o ato de aprender prazeroso, preservando o
conteúdo no ponto de vista conceitual, atitudinal e procedimental e mesmo assim
divertida.
O lúdico em sala de aula é promover o encantamento pelo saber, descobrindo sua
aplicabilidade e importância no cotidiano de modo sutil e eficaz.
OBJTIVOS DE PROPOSTA:
A) OBJETIVO GERAL :
Despertar no aluno o prazer pela leitura e mostrar com a prática a reflexão mais
profunda do ato de ler, levando em conta a consideração a ideologia que está inserida
nos textos apresentados.
B) OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 Elaborar mecanismos facilitadores da compreensão da leitura;


 Vivenciar textos que possam servir de suporte na vida real, no cotidiano;
 Apresentar leitura de textos diversificados (filmes, fábulas, poemas, músicas)
como fonte de informação, aprendizagens e lazer ao aluno.
 Através de fábulas, conceituar os valores morais, ética e cidadania.
 Priorizar o desenvolvimento das habilidades comunicativas a partir da leitura,
valorizando a linguagem oral e escrita;
 Resolver pequenas situações matemáticas, tendo como base a leitura e
interpretação.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.
Observamos que os professores de Língua Portuguesa, ao longo do tempo, em sala de
aula, percebem as dificuldades que os alunos têm em ler e interpretar, entre, outros
problemas como trabalhos de leitura.
Existem diversas formas de leitura, que provocam aos alunos condições de
melhoramento nos quais podemos citar o ato de ler as letras de uma página que pode
representar apenas elementos disfarces para a leitura. Exemplo: o astrônomo lendo um
mapa de estrelas que não existem mais; o público lendo os movimentos da dançarina no
palco; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria, medo, admiração, enfim, todos
compartilham com os leitores de livros a arte de traduzir signos.
Para Martins (1994) correlaciona a leitura à própria ideia e necessidade de ler e
interpretar aquilo que nos cerca, o que constitui a leitura de mundo e da realidade que é
apresentada a cada um de nós.
A leitura sem compreensão não é leitura. Por isso a leitura precisa ser atenta, inteligente,
que haja interação entre o leitor e o texto lido. Ler é atribuir significado, é formular um
significado para o texto lido. E, saber escrever supõe antes de tudo, saber ler e pensar.
Pensamento esse que é expresso por palavras que são registradas na escrita e
interpretada pela leitura. Com todas essas atividades relacionadas podemos concluir que
quem não pensa (ou pensa) não escreve (ou escreve mal) e quem não ler ( ou ler mal)
não escreve (ou escreve mal).
No processo interativo, a leitura e a escrita acontecem de forma inter-relacionada
através das interações sociais. Faria (2002, p.69) ao abordar os processos de interação e
interiorização utilizava da fala de Morin: “Pela interação entramos em contato com
tudo que nos rodeia; captamos as mensagens, revelamo-nos e ampliamos a percepção
externa. Mas a compreensão só se completa com a interiorização, com o processo de
síntese pessoal, de re-elaboração de tudo que captamos por meio da interação
(2000.p.25).”
O sentido da presente proposta é desenvolver atividades que estimulem a interação,
integração e comunicação dos alunos, fazendo com que eles sintam prazer pela leitura
em seus vários aspectos e modos de caracterização. Ressaltando que o objetivo desse
trabalho é contribuir para a formação de cidadãos críticos, participativos, conscientes,
capazes de compreender a leitura como mecanismo de re-significação social. E a escrita
como exposição de sonhos, fazendo-se necessário criar um ambiente propício para o
desenvolvimento da afetividade e na ativa participação da criação e socialização de
saberes.
Com isso o aluno deve ser estimulado a expressar com clareza as diversas situações
comunicativas do cotidiano, demonstrando seus sucessos e fragilidades, sem medo de
ações punitivas vindos do professor em que deverá argumentar-se com o mesmo,
ajudando-o a tecer relações de sentidos que ainda não foram contextualizados.

CONCLUSÃO
A alfabetização e o letramento, são hoje fundamentos da educação e devem ser
encarados como essenciais para que o educando atinja um nível satisfatório de
compreensão do mundo, é isso que alfabetização e o letramento fazem, além de
demonstrar os signos e símbolos, faz com que compreendamos o mundo em que
vivemos. O professor alfabetiza letrando quando compreende o universo do seu aluno e
aplica todo seu conhecimento e sabedoria com base nessa realidade, dando sentido ao
aprendizado. Apesar de se mostrar ainda como um grande desafio alcançarmos a
alfabetização ideal na prática pedagógica, através desse trabalho podemos concluir que
a educação atual caminha rumo a esse objetivo.

Fontes: http://professoraterezanadja.blogspot.com.br/2011/11/importancia-da-lingua-
portuguesa-para.html

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080428134718AA7HdjI
http://www.artigonal.com/recursos-humanos-artigos/a-importancia-da-lingua-
portuguesa-e-suas-implicacoes-428700.html
http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/comunicacao-e-a-pratica-educativa-a-
importancia-do-processo-de-comunicacao-no-ambiente-escolar-4915358.html
http://www.gostodeler.com.br/materia/78/A_Import%C3%A2ncia_d.html