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A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron

Bruno Felipe Venancio

UFPR

28 de Abril de 2014

Bruno Felipe Venancio

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron Bruno Felipe Venancio UFPR 28 de Abril

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron Figura: Placa Comemorativa. Bruno Felipe Venancio

Figura: Placa Comemorativa.

Bruno Felipe Venancio

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron Figura: Placa Comemorativa. Bruno Felipe Venancio

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron

ela foi realizada em 1922;

ela investiga os poss´ıveis valores do momento de dipolo magn´etico, µ , de um ´atomo de prata;

ela explora a dinˆamica do dipolo magn´etico formado pelo

´atomo na presen¸ca de um campo magn´etico externo,

uniforme;

a n˜ao uniformidade de

magn´etico;

a for¸ca resultante sobre o ´atomo desloca o ´atomo na presen¸ca

de

B, n˜ao

B gera for¸cas diferentes em cada polo

B.

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´atomo desloca o ´atomo na presen¸ca de B , n˜ao B gera for¸cas diferentes em cada

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron Figura: Comportamento de um dipolo magn´etico na

Figura: Comportamento de um dipolo magn´etico na presen¸ca de um campo magn´etico n˜ao uniforme.

Bruno Felipe Venancio

Comportamento de um dipolo magn´etico na presen¸ca de um campo magn´etico n˜ao uniforme. Bruno Felipe Venancio

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron Bruno Felipe Venancio

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A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron Bruno Felipe Venancio

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron

A Experiˆencia de Stern-Gerlach e o Spin do El´etron Figura: Em cima temos o perfil do

Figura: Em cima temos o perfil do resultado previsto pela f´ısica cl´assica e abaixo o perfil obtido.

Bruno Felipe Venancio

Em cima temos o perfil do resultado previsto pela f´ısica cl´assica e abaixo o perfil obtido.

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Momento magn´etico cl´assico em campo externo

Corp´usculo com momento de dipolo magn´etico µ imerso em um

campo magn´etico

B:

B

U = µ.

energia potencial

F = −∇U = (µ.

B)

for¸ca

(1)

(2)

Na regi˜ao central do ´ım˜a podemos escrever:

F z =

z (µ.

B) = µ z

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∂B z . (3) ∂z
∂B z
.
(3)
∂z

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Momento magn´etico cl´assico

Modelo cl´assico simples para um ´atomo de Bohr de 1 el´etron em uma ´orbita circular:

um ´atomo de Bohr de 1 el´etron em uma ´orbita circular: Bruno Felipe Venancio = −

Bruno Felipe Venancio

=

µ

e

2m

L

(4)

onde

do ´atomo.

L ´e o momento angular

el´etron em uma ´orbita circular: Bruno Felipe Venancio = − µ e 2 m L (4)

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O ´atomo de parata

Configura¸c˜ao eletrˆonica

1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 3d 10 4p 6 4d 10 5s 1

O momento angular total dos orbitais internos:

1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 3d 10 4p 6 4d 10

´e zero. Assim o ´atomo de prata pode ser aproximado para um ´atomo de um el´etron, logo

F z z (µ.

B) = µ z

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∂B z . (5) ∂z
∂B z
.
(5)
∂z

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e

Como µ z = 2m L cos θ, ent˜ao

F z ≈ − 2m L cos θ B z .

e

z

(6)

Assim, segundo a teoria cl´assica, dever´ıamos observar uma mancha cont´ınua na placa fotogr´afica, mas o resultado do experimento ´e:

observar uma mancha cont´ınua na placa fotogr´afica, mas o resultado do experimento ´e: Bruno Felipe Venancio

Bruno Felipe Venancio

observar uma mancha cont´ınua na placa fotogr´afica, mas o resultado do experimento ´e: Bruno Felipe Venancio

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Esses resultados indicam que deve haver algum momento magn´etico no ´atomo que n˜ao foi considerado. Se, como proposto por Bohr e Sommerfeld, o el´etron possui um momento angular intr´ınseco S, denominado de Spin. Assim, o momento angular total de um ´atomo ser´a:

com

J = L + S,

s = 2m ge S.

µ

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(7)

(8)

total de um ´atomo ser´a: com J = L + S , s = − 2

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hoje, sabe-se que, a medida da componente S z do momento angular intr´ınseco do el´etron resulta em dois valores discretos,

±

o spin do el´etron ´e uma propriedade puramente quˆantica que n˜ao tem nenhum an´alogo cl´assico, e ´e previsto `a partir de um tratamento relativ´ıstico da teoria quˆantica de Schr¨odinger;

n˜ao podemos medir simultaneamente as trˆes componentes de S, (S x , S y e S z ), pois elas est˜ao associados a operadores que n˜ao comutam entre si.

2 ;

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, S y e S z ), pois elas est˜ao associados a operadores que n˜ao comutam

Descri¸c˜ao Te´orica

O Observ´avel S z

A componente µ z do momento magn´etico intr´ınseco do el´etron associamos um observ´avel S z , tal que

com

S z = ± .

2

ˆ

1 =

σ=±

|σ σ|,

(9)

(10)

σ|σ = δ σσ . (11)
σ|σ = δ σσ .
(11)

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Descri¸c˜ao Te´orica

O estado mais geral do el´etron associado a seu Spin pode ´e dado por

com

|ψ = α|+ + β|− ,

|α| 2 + |β| 2 = 1

(12)

(13)

Na base {|+ , |− } S z ´e representado por

1 0 S z = (14) 2 0 −1 .
1
0
S z =
(14)
2
0
−1 .

Bruno Felipe Venancio

Descri¸c˜ao Te´orica

Outros observ´aveis: S x e S y

Na base dos autovetores de S z , {|+ , |− } S x e S y , s˜ao representados por

S x =

2

S y =

2

0

1

0

i

1

0

i

0

.

.

Al´em disso, pode se mostrar que seus autovalores s˜ao ± auto-vetores dados por

2 ,

e

(15)

(16)

x =

1

2 (|+ ± |− ) ,

y =

1

2 (|+ ± i|− ) .

(17)

(18)

√ 2 ( | + ± |− ) , |± y = 1 √ 2 (

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Descri¸c˜ao Te´orica

Caso Geral: S

u

Descri¸c˜ao Te´orica Caso Geral: S u S u = S . u = S x sin

S

u

= S. u = S x sin θ cos ϕ + S y sin θ sin ϕ + S z cos θ

(19)

|+

|−

u

S

u

=

2

cos θ sin θe iϕ

sin θe iϕ θ

cos

.

(20)

cos(θ/2)e iϕ/2 |+ + sin(θ/2)e iϕ/2 |−

sin(θ/2)e iϕ/2 |+ + cos(θ/2)e iϕ/2 |−

u

=

=

(21)

(22)

− sin( θ/ 2) e − i ϕ / 2 | + + cos( θ/ 2)

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Aplica¸c˜ao dos Postulados no Caso de um Spin 1/2

Preparando o Estado do Sistema

Aplica¸c˜ao dos Postulados no Caso de um Spin 1/2 Preparando o Estado do Sistema Bruno Felipe

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Aplica¸c˜ao dos Postulados no Caso de um Spin 1/2 Preparando o Estado do Sistema Bruno Felipe

Aplica¸c˜ao dos Postulados no Caso de um Spin 1/2

Realizando medidas de spin

Postulados no Caso de um Spin 1/2 Realizando medidas de spin ´ E f´acil verificar que

´

E f´acil verificar que o valor m´edio de S z para cada experiˆencia ´e

dado por:

1

2 o experimento :

experimento :

o

+|S z |+ = +|S z |+

u

u

2 ,

=

2

cos θ,

(23)

lembrando que para ϕ = 0, |+

u

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= cos(θ/2)|+ + sin(θ/2)|− .

cos θ, ( 2 3 ) lembrando que para ϕ = 0, | + u Bruno

Aplica¸c˜ao dos Postulados no Caso de um Spin 1/2

Valor M´edio S i , i = z, x, y

O estado mais geral para representar o sistema ´e dado por

com

|ψ =

|α| 2

α|+ + β|− ,

+ |β| 2 = 1.

Pode-se mostrar, que a menos de um fator de fase global, se

temos

|ψ = |+

u

cos θ/2 = |α|,

e

sin θ/2 = |β|,

= e iξ/2 cos(θ/2)e iϕ/2 |+ + sin(θ/2)e iϕ/2 |− .

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(24)

/ 2 cos( θ/ 2) e − i ϕ / 2 | + + sin( θ/

Aplica¸c˜ao dos Postulados no Caso de um Spin 1/2

Assim, pode se mostrar que

+|S z |+ = cos θ, (25) u u 2 +|S x |+ = sin
+|S z |+
= cos θ,
(25)
u
u
2
+|S x |+
= sin θ cos ϕ,
(26)
u
u
2
+|S y |+
= sin θ sin ϕ.
(27)
u
u
2

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