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INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ

CLAUDIO EDUARDO
FABIANO RAMOS DE OLIVEIRA
JEANA GENTILINI
SAMUEL FERNANDES PIMENTA

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA

PALMAS
2017
CLAUDIO EDUARDO
FABIANO RAMOS DE OLIVEIRA
JEANA GENTILINI
SAMUEL FERNANDES PIMENTA

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA


Trabalho elaborado para a disciplina de
Tecnologia de Tratamento de águas

PALMAS,
2017
1. OBJETIVO

Mostrar todo o procedimento de tratamento de água realizado em uma estação de


tratamento de água no município de Palmas PR.

2. INTRODUÇÃO

A água tem fundamental importância para a manutenção da vida no planeta, e,


portanto, falar da relevância dos conhecimentos sobre a água, em suas diversas dimensões,
é falar da sobrevivência da espécie humana, da conservação e do equilíbrio da
biodiversidade e das relações de dependência entre seres vivos e ambientes naturais. Mas
para muitos milhões de pessoas em todo o mundo é um recurso escasso, milhões crianças
ainda morrem a cada ano por causa de doenças evitáveis pela água. A poluição da água é
um problema que se espalha e atinge grande parte do mundo. Entre os principais fatores
que levam a contaminação de rios e mares está o esgoto doméstico, petróleo, metais
pesados e o lixo. Sendo que o homem é o maior responsável pela emissão desses
poluentes, que provocam a degradação física e química do ambiente. (BACI, 2008; ONU,
2005).

A potalização das águas naturais para fins de consumo humano dem como função
essencial adequat a á´gua bruta aos limites físicos, químicos, biologicos e radioativos
estabelicidos pela portaria 518, tornando efluente da estação incapaz de transmitir qualquer
maléfico a população abastecida.

O tratamento de água consiste na remoção de partículas suspensas e coloidais,


matéria orgânica, microorganismos e outras substâncias possívelmente deletérias a saúde
humana, por venturas presentes nas águas naturais, aos menores custos de implantação,
operação e manutenção, e gerando menor impacto ambiental às areas circunvizinhas
(LIBÂNO, 2010).

Segundo Libâno (2010) o tratamento de água passa pelos seguintes processos


peneiração, pré-cloração, coagulação, floculação, sedimentação, filtração, cloração e
fluoretação, respeitando a ordem.

3 DESENVOLVIMENTOS
O tratamento de água passa por diversas etapas até ser possível para o consumo
humano. A partir de um estudo literario sobre o tratamento de água, realizou-se uma visita
tecnica em uma estação de tratamento de água, implantada em Palmas Paraná, para ter um
parametro teórico e prático das tecnicas utilizadas para o tratamento da água. Em seguida,
sera apresentado cada etapa do tratamento.

3.1 CAPTAÇÃO DA ÁGUA

A água que abastece a cidade de Palmas PR é captada do Rio Caldeiras. Segundo


informações tecnicas, a água não precisa de grandes quantidades de substâncias químicas
para seu tratamento.

3.2 PENEIRAÇÃO

A peneiração é uma técnica utilizada para separação de misturas solidas/solidos e


solidos/liquidos. Sua tecnica é bem simples, se baseia na diferença do tamanho das
particulas. No tratamento de água, ela é a primeira atividade realizada, feito na captação da
água do rio. Ela tem o objetivo de separar galhos, folhas, peixes e outros corpos que
possam interferir no processo (CARVALHO, 2003).

Visita: Na Estação de tratamento de água, a água é coletada do Rio Caldeiras e a


peneiração ocorre no leito do rio. A água bruta é coletada e lgo em seguida passsa por uma
especie de tela que realiza a separação. Essa atividade é realizada para evitar que peixes,
folhas, galhos e outros materiais solidos e de proporções maiores não passem para as
proximas etapas. Importante destacar que não foi visitado o rio que se realiza a coleta, as
informações obtidas foram de acordo com os técnicas da estação de tratamento.

3.3 PRÉ-CLORAÇÃO

A pré cloração é realizada quando a água chega na estação de tratamento, este processo
tem o objetivo de facilitar a retirada de material orgânico e controlar os microrganismos na
água durante as proximas etapas de tratamento, tornando as substâncias indesejadas
insoluveis na água.Se houver materia orgânica natural na águal, havera formação de
trihalometanos sendo uns deles o clorofórmio (CHCl3) o diclorometano (CHBrCl2), o
diclorobromoetano (CHBr2Cl). Alguns desses trihalometanos são cancerigenos e, por isso
no Brasil a concentração máxima permitida desses compostos na água é de 100 mb.L-1. Na
estação que ocorreu a visita, não se utiliza mais a Pré-cloração, devido aos riscos causados
a saúde humana.

3.4 COAGULAÇÃO

Para Richter (2009) e Libânio (2010) o Processo de coagulação, usado nas


estações de tratamento, envolve a aplicação de produtos químicos para a precipitação de
compostos em solução e desestabilização de suspensões coloidais de partículas sólidas,
que, de outra maneira, não poderiam ser removidas por sedimentação, floração ou filtração.

Para Richter (2009 p.91) Coagulação é a alteração físico-química de partículas coloidais de


uma água, caracterizada principalmente por cor e turbidez, produzindo partículas que
possam ser removidas em seguida por um processo físico de separação, usualmente a
sedimentação.

3.5 FLOCULAÇÃO

A Floculação é a agregação de particulas desestabilizadas e produtos de precipitação


formados pela adição de coagulantes em grandes particula floculantes (LIBÂNIO, 2010).
Para Richter é o precesso mais utilizado para remoção de susbtâncias que causam cor e
turbidez da água.

Visita: (Destaca-se que neste trabalho, nós acoplamos a coagulação e floculação, por
serem comprimentos um do outro e as literaturas estudadas, trazem os dois juntos)

Quando a água chega na estação de tratamento, é realizado testes de pH,


alcalinidade e turbidez in natura. As análises são realizadas de hora em hora, respeitando a
legislação 29-14 de 86/11. Geralmente o pH do Rio Caldeiras, que abastece o municipio de
Palmas, fica entre 6 e 7, um pH neutro, com poucas variações.

Em seguida a água passa por um processo de coagualação onde é adicionado o coagulante


Policloreto de Aluminio (outros sais de alumínio ou de ferro podem ser usados), para que
ocorra a formação de coloides. Se necessário, é adicionado CaO oara ajustar a alcalinidade
da água. O coagulante é de 16 mg.L-1, o produto é adicionado através de bombas, para que
o mesmo auxilie na quebra das particulas.

Posteriormente ocorre o processo de floculação que é a agitação lenta da água


para sedimentação das partículas de coloides em partículas maiores. Existem diferentes
tanques com niveis de felocidades de agitação diferentes. No ultimo tanque é possível
obser a diferença no tamanho dos colóides, eles são menores que no início do processo.

Figura 1a: Primeiros


coágulos na água

Fonte: Dados da
Pesquisa

Figura 1b: Coagualação.

Fonte: Dados da Pesquisa

Figura 1c: Floculador. Este aparato


fica fazendo movimentos lentos,
onde as partículas coaguladas se
chocam e ocorre a floculação.

Fonte: Dados da Pesquisa


3.6 DECANTAÇÃO

Após a Coagulação e Floculação, algumas partículas permanessem suspensas na


água logo se fazem necessário realizar um processo de sedimentação ou decantação.
Segundo Richter (2009), este processo é o fenômeno físico associado à gravidade, que faz
com que as partículas com massa específica maior que o líquido da solução se deposite no
fundo do reservatório. Em estações de tratamento de pequeno porte, a sedimentação
simples (sem uso de coagulação e floculação) pode ser utilizada como uma alternativa de
tratamento. Como resalta Pádua (2010), este processo reduz o custo operacional com
processos de pré-tratamento, e produz resíduos sem compostos químicos resultantes do
tratamento. Mas em contrapartida, a velocidade de sedimentação é menor, o que faz
necessário um espaço físico maior para a decantação. A sedimentação das partículas
ocorre em locais destinados a esse processo, denominados decantadores. Os taques de
decantação das estações de tratamento devem ser dimensionados conforme a demanda e a
qualidade de água da mesma. Mas como Brasil (2006) afirma, deve-se ter cuidado com os
parâmetros operacionais, como a taxa de escoamento superficial (vazão/área do
decantador) que deve se igualar com a velocidade de sedimentação da menor partícula.
Visita: Destaca-se que a Estação de tratamento tem os seus tanques
aparentemente de acordo com a legislação e a vazão ocorre de acordo com os parâmetros.
Após passar pela floculação, observa-se varios tanquese no seu centro tem tubos com
varias perfurações. Nessa etapa ocorre a decantação. Os tubos servem para coletar os
floculos formados anteriormente. Na base é observado uma especie de tela apoiada em aço
inox, para que não oxide, em baixo da tela, segundo informações tecnicas, tem uma lona
que separa o lodo1. Quando começa a criar uma camada de lodo sobre a tela, é necessário
dar descarga, ou seja, sera realizado umas especie de lavagem para retirar as impurezas.
Durante o dia, varias ações, como essa, são realizadas. O Lodo vai para uma estação de
tratamente especializada.

1
Lodo é depósitos de terras e materiais orgânicos que se depositam no fundo da água de rios, tanques e
etc.
Figura 2A: Tanque de
Decantação.
O fundo azul é a tela apoiada
em barras de aço inox. O tubo
ao centro é para coletar a
floculação. As pequenas
machas na tela azul são
formações de Lodo.

Fonte: Dados da Pesquisa.

3.7 FILTRAÇÃO
A filtração pode ser considerada um dos principais processos do tratamento de
água, em geral pode ser destacar dois tipos de filtração, sendo o processo de filtração lenta
ou filtração rapida. É um processo físico-químico e em alguns casos, biologicos, para a
separação de impurezas em suspensão na água, mediante sua passagem por um meio
poroso. Diversos materiais granulares podem ser usados como meio poroso. Entre eles
estão a areia, seguido de pedras e carvão ativado. O tamanho dos grãos e do vazio entre os
grãos e do vazio entre os grãos tem grande influencia na remoção de matéria em suspensão
pelo filtro e no seu desempenho hidráulico.
Visita: A estação de tratamento de águas instalada em Palmas, apresenta varios
filtros sendo que um esta ligado com o outro. A água, depois de passar pelos tanques de
decantação, chegam nos filtros e são distribuidas uniformemente para que ocorra um
equilíbrio físico entre os filtros. O filtro é formado por uma camada de rochas, sendo das
maiores para menores, a segunda camada é formada por areia, com granulação que dininui
até 0,8mm. Em seguida é adicionado o carvão ativado.
RETROLAVAGEM: É realizada a inversão do fluxo de paga por alta vazão e
velocidade no sentindo ascendente, arrastando a impureza depositada nos elementos
filtrantes. A velocidade de lavagem deve ser suficiente para arrastar o material removido
pelo filro, mas não a ponto de removover as particulas mais finas do leito filtrante. Todos
os filtros tem uma canalização, ou um canal de água filtrada comum, com uma saída a um
nível mais alto que a borda da caneleta de água de lavagem, para lavar uma das unidades,
fecha-se a valvula de entrada de água e abre-se a valvula de descarga de água que baixa
seu nível lentamente estabelecendo a inversao de fluxo no leito filtrante.

Figura 3A: Filtros.


O filtro esta cheio de
água, mas sua base
contem as etapas,
faladas
anteriormente.

Fonte: Dados da
Pesquisa.

3.7 CLORAÇÃO:
Padua (2010) destaca que o cloro, bromo, ozônio, permanganato de potássio e
peróxido de hidrogênio podem ser oxidantes químicos e desinfetantes. Para Sanches, Silva
e Viera (2003) no Brasil o gás cloro e seus derivados como o hipoclorito de sódio são os
mais utilizados, devido a seu baixo custo e fácil manipulação. Em estações de menor porte
o mais empregado é o hipoclorito de sódio, que é diluído na água antes da aplicação e
apresenta um valor de 5% a 15% de cloro. Outro composto acessível é o hipoclorito de
cálcio que contem 65% de cloro (RICHTER, 2009). Entretanto a literatura explana que a
utilização de Cloro, quando reage com matéria orgânica pode formar compostos como
clorofórmio que é cancerígeno.
Visita: Como discutido teoricamente, a cloração tem o objetivo de desinfecção, ou
seja, vai trabalhar para controlar os microrganismos. Este processo ocorre na estação de
tratamento de água da empresa governamental SANEPAR, respeitando a literatura, bem
como as leis federais, estadual e municipal. É utilizado derivados do Cloro, como NaCL e
Hipoclorito de Calcio. (Nessa etapa não foi permitido fotografar)
3.8 FLUORETAÇÃO:
A fluoretação é a etapa que consiste na adição de compostos fluoretados que
serão responsáveis pela prevenção de cáries dentárias. A fluoretação não é um método de
tratamento da água, mas faz a Portaria n° 2914/2011 do Ministério da Saúde estabelece o
seu valor máximo permitido de 1,5mg/L de fluoreto. Conforme Brasil (2006), doses em
excesso de deste composto pode ser prejudicial à saúde, pois pode provocar a fluorose
dentária e a osteoporose. A concentração do íon fluoreto na água varia conforme a
temperatura da mesma, sendo estabelecida por uma equação em função desta variável
(FUNASA, 2012). Onde: E = 10,3 + 0,725 T T = média de temperaturas máximas diárias
(em graus Célsius) de um período mínimo de um ano, sendo recomendados cinco anos.
Desta forma em climas mais quentes a concentração de flúor é menor para não provocar
nenhum risco à saúde. A fluoretação pode ocorrer com a aplicação de diversos produtos,
porém, estes devem se enquadrar em algumas características. Segundo a FUNASA (2012),
os compostos devem apresentar alta solubilidade, baixo custo, pequena distância entre o
fornecedor e o consumidor, adequado transporte e estocagem, fácil manuseio e poucos
riscos operacionais. Os produtos que mais condizem com estas particularidades são o
Ácido Fluorsilícico (H2SiF6) e o Fluorsilicato de Sódio (Na2SiF6).
Visita: A Fluoretação também não foi possível registrar imagens, entretanto ela
ocorre não como uma forma de tratamento da água, mas para proteção de caries dentarias e
outras doenças. A adição respeita a Portaria n° 635/GM/MS de 30 de janeiro de 1976 não
podendo ultrapassar 1,5 mg/L.

REFERÊNCIAS
BRASIL . Ministério da Saúde. Portaria nº 2.914 de 12 de dezembro de 2011. Dispõe sobre os
procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão
de potabilidade. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 12 dez. 2011.
Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2914_12_12_2011.html>
Acesso em 6 jun. 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Inspeção Sanitária em Abastecimento de Água. Brasília: Ministério
da Saúde, 2006.
FUNASA – Fundação Nacional da Saúde. Manual de fluoretação da água para consumo humano.
Brasília: FUNASA, 2012.
FUNASA – Fundação Nacional da Saúde. Manual prático de análise de água. Brasília: FUNASA,
2009.
LIBÂNIO, M. Fundamentos de Qualidade e tratamento de água. 3° ed. Campinas – SP: Editora
Átomo, 2010.
PÁDUA, Abastecimento de água para consume humano. 2 ed. Belo Horizonte: UFMG, 2010.
RICHTER, Carlos A. Água: métodos e tecnologia de tratamento. São Paulo: Blucher,
2009.
SANCHES, Sérgio M., SILVA, Carlos Henrique Tomich de Paula, VIEIRA, Eny Maria.
Agentes desinfetantes alternativos para o tratamento de água. Química Nova na Escola. n
17, mai. 2003. Disponível em: < http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc17/a03.pdf> Acesso
em 20 abr. 2013.