Você está na página 1de 2

RESUMO DOS INFORMATIVOS - SITE DIZER O DIREITO

DIREITO ELEITORAL

Atualizado em 26/01/2018: novos julgados.

1. ELEIÇÃO SUPLEMENTAR
1.1. Ausência de responsabilidade civil por gastos decorrentes de eleição
suplementar – (Info 586)

O candidato ao cargo de prefeito que obtém o deferimento do registro de sua


candidatura no juízo eleitoral de primeiro grau, mas, depois de eleito, tem o
registro indeferido pelo TSE, não deve indenização à União por gastos decorrentes
de eleição suplementar.
Entende-se que, neste caso, o candidato, ao tentar concorrer mesmo tendo sido
impugnado, age no exercício regular de um direito, conduta que não configura ato
ilícito indenizável (art. 188, I, do CC).
STJ. 1ª Turma. REsp 1.596.589-AL, Rel. Min. Sérgio Kukina, j. 16/6/16 (Info 586).

2. COMPETÊNCIA
2.1. Causas que podem produzir reflexos no processo eleitoral são de competência
da Justiça Eleitoral – (Info 596)

Em regra, as ações tratando sobre divergências internas ocorridas no âmbito do


partido político são julgadas pela Justiça Estadual.
Exceção: se a questão interna corporis do partido político puder gerar reflexos
diretos no processo eleitoral, então, neste caso, a competência será da Justiça
Eleitoral.
Assim, compete à Justiça Eleitoral processar e julgar as causas em que a análise da
controvérsia é capaz de produzir reflexos diretos no processo eleitoral.
STJ. 2ª Seção. CC 148.693-BA, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j. 14/12/16 (Info
596).

3. PROPAGANDA POLÍTICA E PARTIDÁRIA


3.1. Utilização indevida da imagem da pessoa em propaganda político-eleitoral –
(Info 549)

Configura dano moral indenizável a divulgação não autorizada da imagem de


alguém em material impresso de propaganda político-eleitoral,
independentemente da comprovação de prejuízo.
STJ. 3ª Turma. REsp 1217422-MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, j. 23/9/14
(Info 549).
OBS: Determinado candidato ao cargo de vereador preparou um folheto para a sua
campanha no qual ele aparecia entregando um diploma de conclusão de curso
profissional a João. Ocorre que João não autorizou a utilização de sua imagem na
campanha. João terá direito de ser indenizado por isso. Configura dano moral
indenizável a divulgação não autorizada da imagem de alguém em material impresso
de propaganda político-eleitoral, independentemente da comprovação de prejuízo.
Em se tratando de direito à imagem, a obrigação da reparação decorre do próprio uso
indevido da imagem (direito personalíssimo), não sendo necessário discutir se há ou
não, no caso concreto, prova da existência concreta de prejuízo, uma vez que o dano
se apresenta in re ipsa. No caso, existe o direito à indenização mesmo que a referida
propaganda não tenha finalidade comercial ou econômica, mas sim meramente
eleitoral. Apenas a título de curiosidade, na situação concreta, o STJ manteve a
condenação do vereador ao pagamento de R$ 10 mil de indenização.