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MACROECONOMIA E CONTABILIDADE

SOCIAL I

Aulas de 08/05 a 19/05/2018

(Ref.: livro “Macroeconomia – Mankiw)

Profa. Arilda Teixeira

CAPÍTULO 3

RENDA DE UM PAÍS: de onde vem, para

onde vai

Continua

QUESTÕES PERTINENTES À MACROECONOMIA:

Comportamento da RENDA/ PRODUTO NACIONAL,

(crescimento ou queda)

Evolução da RENDA per capita do país em relação ao

resto do mundo;

Por que a expansão da liquidez e do crédito podem gerar inflação?

Por que um déficit fiscal primário pode significar um

aumento da NFSP (Necessidade de Financiamento do Setor Público)?

Continua

Por que a taxa de juros de mercado e o

preço esperado de venda do produto

são dados importantes para decisões de

investimento das empresas?

Até onde juros altos reduzem o

consumo e estimulam a poupança?

Por que estudar macroeconomia

quando o lazer é mais atraente?

Continua

PORQUE:

1. A macroeconomia explica os fatores que influenciam o

bem-estar:

Desemprego e o Investimento 2. A macroeconomia aponta os elementos que afetam o seu bem-estar:

Comportamento dos preços, da carga tributária,

da taxa de juros, do nível de atividade econômica 3. A macroeconomia afeta a política & outros eventos.

Projetos de governo para políticas públicas que promovam distribuição de renda

Continua

MENSURAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA:

Índice de Preços

Variáveis reais e variáveis nominais

Comparação das variáveis econômicas:

quociente da divisão de uma variável por

outra;

Variação percentual

Taxa de crescimento

Relação funcional entre as variáveis

Continua

COMPORTAMENTO DA ECONOMIA E OS

PREÇOS

NUMA ECONOMIA DE MERCADO HÁ A

CO-EXITÊNCIA DE PREÇOS FLEXÍVEIS E PREÇOS

RÍGIDOS

Ajuste de mercado: admite a hipótese de que

preços são flexíveis e ajustam-se para igualar

oferta e demanda.

Continua

Preços:

Flexíveis versus Rígidos

No curto prazo, vários preços são rígidos.

Eles se ajustam de tempos em tempos em resposta às mudanças da oferta/demanda.

Por exemplo:

- Contratos de trabalho que fixam o salário

nominal durante um ano ou mais, - Preços de contratos prestação de serviços.

Continua

Se os preços são rígidos, então o equilíbrio

não é o mesmo atingido com preços

flexíveis. Isto ajuda a explicar:

- Desemprego (excesso de oferta de

trabalho)

- A dificuldade ocasional das firmas

venderem o que produzem

No Longo prazo: preços são flexíveis, mercados se ajustam.

Continua

RESUMINDO:

1- Macroeconomia é o estudo da economia como um todo, isto inclui:

Comportamento da renda

Flutuação do produto

Mudança no nível geral de preços

Taxa de desemprego

2- Macroeconomia interpreta o comportamento da atividade econômica e sugere medidas para

melhorar a seu desempenho.

Continua

3. Modelos com preços flexíveis descrevem a

economia no longo prazo; modelos com

preços rígidos podem ser uma melhor descrição da economia a curto prazo.

4. Indicadores macroeconômicos são

originados de fatos microeconômicos, portanto, a macroeconomia utiliza várias

ferramentas da microeconomia.

EQUAÇÃO QUE DESCREVE UMA ECONOMIA ABERTA

E COM GOVERNO:

Y = C + I + G + NX

Continua

Consumo (C):

Inclui todos os bens e serviços comprados:

bens duráveis ex: carros, eletro-domésticos bens não-duráveis ex: comida, roupas

serviços ex: lavagem de roupa, viagem aérea.

Continua

Investimento (FBCF)

def1: compra de bens de capital [fator de produção]

def2: compra de bens para uso futuro. Inclui:

Investimento fixo das empresas

gastos em plantas e equipamentos que serão usados para produzir bens e serviços

Investimento em estoques a mudança no valor dos estoques das firmas

Investimento fixo residencial

compra de imóveis

Continua

Investimento e Capital

Capital é um dos fatores de produção.

A qualquer momento do tempo, a

economia tem um certo estoque de

capital.

Investimento é gasto para adquirir

capital.

Continua

Gasto do Governo (G)

(consumo das administrações públicas)

G inclui todos os gastos do governo em

bens e serviços.

Ex.: saúde, educação, defesa, papel, copo,

automóveis, etc

G exclui transferências

(p.ex., seguro desemprego), estes não são

compras de bens e serviços.

Continua

Exportações Líquidas(NX)

NX = X - M

Saldo entre o total das exportações (X) e

o total das importações (M) de bens

e serviços + TU

VEJAMOS ENTÃO:

- Como é constituído o produto e a renda de uma economia?

- Como são determinados os preços dos fatores de produção?

- Como a renda total é distribuída?

- O que determina a demanda por bens e serviços?

- Como o equilíbrio no mercado de bens é alcançado?

Continua

DESENHO DO MODELO

Uma economia fechada, mercados equilibrados Lado da oferta

mercado de fatores (oferta, demanda, preço)

determinação do produto/renda

Lado da demanda

determinantes de C, I, e G

Equilíbrio

mercado de bens

mercado de fundos emprestáveis

LADO DA OFERTA: FATORES DE PRODUÇÃO

K = capital (ferramentas, máquinas e equipamentos

usados na produção)

L = trabalho (eforços físicos e

mentais dos trabalhadores)

LADO DA OFERTA: A função de produção

Denotada por Y = F (K, L)

Mostra o quanto de produto (Y ) a

economia pode produzir com as unidades

K (de capital ) e L (de trabalho).

Reflete o nível tecnológico da economia.

Aponta os retornos de escala.

Retornos de Escala

Inicialmente assuma

Multiplique todos insumos pelo mesmo fator z:

Y 1

= F (K 1 , L 1 )

K 2 = zK 1

e

L 2 = zL 1

(Se z = 1.25, então todos insumos aumentaram 25%)

E o produto, Y 2 = F (K 2 , L 2 ), terá:

Retornos constantes de escala se Y 2 = zY 1

Retornos crescentes de escala se Y 2 > zY 1

Retornos descrescentes de escala Y 2 < zY 1

VOLTANDO À FUNÇÃO DE PRODUÇÃO:

hipóteses da Teoria

1. Tecnologia é fixa (está dada).

2. A oferta de capital e de trabalho na

economia são fixas(estão dadas) e são

iguais a

K K e L L

Determinando o PIB (Y)

O produto é determinado pela combinação dos

fatores de produção disponíveis e pelo estado

tecnológico dado:

Y

F K , L

A DISTRIBUIÇÃO DA RENDA

NACIONAL

determinada pelos preços dos fatores,

(os preços por unidade que as firmas

pagam para os fatores de produção),

em que

O salário é o preço do L ,

Os juros (R) são o preço do K.

Continua

25

Notação

Notação W R P W / P R / P = salário nominal = taxa de

W

R

P

W /P

R /P

= salário nominal

= taxa de juros nominal = preço do bem (produto) = salário real (medido em unidades de

produto)

= taxa de juros real

COMO SE DETERMINAM OS PREÇOS

DOS FATORES:

Pela oferta e demanda no mercado de fatores.

Lembre-se: Oferta de cada fator é fixa.

Então, o comportamento da demanda……

DEMANDA POR TRABALHO

Assuma que os mercados são competitivos:

cada firma toma W, R, e P como dados

Idéia Básica:

Uma firma contrata cada unidade de trabalho

se o custo não excede o benefício.

custo = salário real

benefício = Produto Marginal do Trabalho

(PMgL)

PRODUTO MARGINAL DO TRABALHO (PMgL)

Definição:

É o produto extra gerado usando uma

unidade adicional de trabalho (mantendo

os outros insumos fixos) :

PMgL = F (K, L +1) F (K, L)

Exercício:

a. Determine PMgL para

cada valor L

b. Trace a função de produção

c. Trace a curva PMgL com PMgL no eixo vertical e

L no eixo horizontal

L

Y

PMgL

0

0

n.d.

1

10

?

2

19

?

3

27

8

4

34

?

5

40

?

6

45

?

7

49

?

8

52

?

9

54

?

10

55

?

Continua

30

Respostas:

Função de Produção 60 50 40 30 20 10 0 0 1 2 3 4
Função de Produção
60
50
40
30
20
10
0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Trabalho (L)
Produto (Y)
Produto Marginal do Trabalho 12 10 8 6 4 2 0 0 1 2 3
Produto Marginal do Trabalho
12
10
8
6
4
2
0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Trabalho (L)
MPL (units de produto)

O PMgL e a Função de Produção

Y (produto)

F (K ,L) PMgL 1 PMgL 1 A medida que mais trabalho é adicionado, PMgL
F (K
,L)
PMgL
1
PMgL
1
A medida que
mais trabalho é
adicionado,
PMgL 
PMgL
1
Inclinação da função
de produção é igual ao
PMgL
trabalho é adicionado, PMgL  PMgL 1 Inclinação da função de produção é igual ao PMgL

L (trabalho)

32

RETORNOS MARGINAIS DECRESCENTES

A medida que um insumo aumenta, o

seu produto marginal cai (tudo o mais

constante).

Intuição:

L enquanto K é constante

menos máquinas por trabalhador

produto por trabalhador cai

Exercício (parte 2)

Suponha W/P = 6.

d. Se L = 3, a firma deve ou não contratar mais

trabalho? Por quê?

e. Se L = 7, a firma deve ou

não contratar mais

trabalho? Por quê?

L

Y

PMgL

0

0

n.d.

1

10

10

2

19

9

3

27

8

4

34

7

5

40

6

6

45

5

7

49

4

8

52

3

9

54

2

10

55

1

PMgL e a demanda por trabalho

Cada firma contrata trabalho até o ponto

onde PMgL = W/P

firma contrata trabalho até o ponto onde PMgL = W / P Unid. de produto PMgL,

Unid. de

produto

PMgL, Demanda Trabalho
PMgL,
Demanda
Trabalho
PMgL = W / P Unid. de produto PMgL, Demanda Trabalho Quantidade de trabalho demandada Unidades

Quantidade de

trabalho

demandada

Unidades de trabalho, L

Salário Real
Salário
Real

O salário real de equilíbrio

O salário real de equilíbrio O salário real ajusta para igualar a demanda por trabalho com

O salário real ajusta para igualar a

demanda por trabalho

com a oferta.

Unids de

produto

Oferta

trabalho
trabalho

MPL

Demanda

Trabalho

Unids de produto Oferta trabalho MPL Demanda Trabalho salário real equilíbrio L Unids de trabalho, L
salário real equilíbrio
salário real
equilíbrio

L

Unids de trabalho, L

DETERMINANDO A TAXA DE “ALUGUEL” (R)

Vimos apenas que PMgL = W/P

A mesma lógica se aplica PMgK = R/P :

C/ retornos decrescentes ao capital: K e PMgK

A curva PMgK é a demanda da firma por “aluguel”

de capital.

Firmas maximizam lucros escolhendo K

tal que PMgK = R/P .

A taxa de “aluguel” (R) de equilíbrio

A taxa real de aluguel ajusta para igualar demanda com a oferta.

Unids de

produto

Oferta de

capital
capital

K

demanda com a oferta. Unids de produto Oferta de capital K equilíbrio R/P PMgK, demanda por
demanda com a oferta. Unids de produto Oferta de capital K equilíbrio R/P PMgK, demanda por

equilíbrio

R/P

PMgK, demanda por capital

Unids de capital, K

Continua

38

A TEORIA NEOCLÁSSICA DA DISTRIBUIÇÃO:

Afirma que cada insumo é pago pelo seu produto marginal

Como a renda é distribuida

(distribuição funcional da renda):

renda total trabalho =

renda total capital =

W L

P

PMgL L

R

P

K PMgK K

Se a função de produção tem retornos constantes de escala, então

Y

de produção tem retornos constantes de escala, então Y renda nacional  PMgL x L 

renda

nacional

PMgL x L PMgK x K

constantes de escala, então Y renda nacional  PMgL x L  PMgK x K renda

renda

renda

trabalho

capital

constantes de escala, então Y renda nacional  PMgL x L  PMgK x K renda

DEMANDA POR BENS E SERVIÇOS

Componentes da Demanda Agregada:

C = demanda do consumidor

I = demanda por bens de capital

G = demanda do governo

(economia fechada: NX = 0)

CONSUMO (C )

(depende da renda disponível e da PMgC)

def: renda disponível é a renda total menos os

impostos:

Y T

Função Consumo: C = C (Y T ) Mostra que (Y T )  C

def: A propensão marginal a consumir(PMgC) é o

aumento em C causado pelo aumento em uma unidade na renda disponível.

A Função Consumo

C

A Função Consumo C C(Y –T ) PMgC A inclinação da função consumo é a 1
C(Y –T ) PMgC A inclinação da função consumo é a 1 PMgC.
C(Y –T )
PMgC
A inclinação da
função consumo é a
1
PMgC.

Y T

Investimento, I (FBCF)

A função investimento é I = I (r ),

onde r denota a taxa de juros real (=a taxa

de juros nominal corrigida pela inflação).

A taxa de juros real é

o custo de emprestar

o custo de oportunidade de usar o

seu próprio fundo para financiar

investimentos.

Então, r  I

A FUNÇÃO INVESTIMENTO

r

I ( r )

I(r)

I

GASTO DO GOVERNO, G

G inclui o gasto do governo em bens e

serviços.

G exclui pagamentos de transferências

Assuma que o gasto do governo e os

impostos totais são exógenos:

G G e T T

O mercado de bens e serviços

O mercado de bens e serviços   Demanda Ag. ~ C Y  T 
  Demanda Ag. ~ C Y  T  I ( r ) 
Demanda Ag.
~
C Y
T
I
(
r
)
G
Oferta Ag.
~
Y
F
(
K
,
L
)
Y
Equilíbrio
~
Y
C
T
I
(
r
)
G
A taxa de juros real ajusta
para igualar a demanda com a oferta.

O Mercado de Fundos para

Empréstimos

Um modelo simples de oferta e demanda do sistema

financeiro.

Um ativo: “fundos para empréstimo”

Demanda por fundos: investimento

Oferta de fundos:poupança

“Preço” dos fundos: taxa de juros real

Continua

48

[0,75 pto até 5 linhas]

Demanda por fundos: Investimento

A demanda por fundos …

Vem do investimento:

Firmas tomam para financiar novos bens de capital, etc.

Consumidores tomam para comprar casas.

Comporta-se inversamente em relação a r , o “preço” dos fundos emprestáveis (o custo de tomar

empréstimos).

Continua

49

Curva de demanda por fundos

r

A curva de

investimento

também é a curva

de demanda por

fundos

emprestáveis.

I ( r )

I(r)

I

Continua

50

OFERTA DE FUNDOS: Poupança

A oferta de fundos emprestáveis vem da poupança:

Famílias usam suas poupanças para fazer depósitos

bancários, comprar títulos e outros ativos. Estes fundos tornam-se disponíveis para firmas tomarem empresatado.

O governo pode contribuir também para a

poupança se ele não gastar todas as suas receitas.

GRUPOS DE POUPANÇA

poupança privada

poupança pública =

poupança nacional, S

= (Y T ) C

T

G

= poupança privada + poupança pública

=

[ (Y T ) C ]

+

(T G )

=

Y

C

G

Considerações:

OS RESULTADOS DO ORÇAMENTO PODEM SER:

Quando T > G ,

superavit = (T G ) = poupança pública

Quando T < G ,

deficit = (G T ) e poupança pública é negativa.

Quando T = G ,

orçamento balanceado e poupança pública = 0.

Continua

53

Considerações:

DENOMINAÇÕES PARA O ORÇAMENTO (superávit ou déficit):

ORÇAMENTO PRIMÁRIO = Receita (T) Despesa (G), e na

despesas NÃO estão incluídas despesas financeiras da

dívida pública (juros)

ORÇAMENTO NOMINAL = Receita (T) Despesa (G), e nas despesas ESTÃO incluídas as despesas financeiras da dívida pública (juros)

Orçamento OPERACIONAL = Receita (T) Despesa (G), e

nas despesas ESTÃO incluídas despesas financeiras reais da dívida pública (juros reais)

Curva de Oferta de Fundos p/ Empréstimo

Poupança Nacional não depende de r, então a curva de oferta é

vertical.

r

Nacional não depende de r , então a curva de oferta é vertical. r S 
Nacional não depende de r , então a curva de oferta é vertical. r S 
Nacional não depende de r , então a curva de oferta é vertical. r S 
Nacional não depende de r , então a curva de oferta é vertical. r S 

S Y C(Y T )

S, I

G

Equilíbrio do mercado de fundos

r

Equilíbrio taxa de juros real

do mercado de fundos r Equilíbrio taxa de juros real I(r) S  Y  C
I(r)
I(r)

S Y C(Y T )

r Equilíbrio taxa de juros real I(r) S  Y  C ( Y  T

Nível de equilíbrio do investimento

Nível de equilíbrio do investimento
Nível de equilíbrio do investimento
Nível de equilíbrio do investimento

S, I

G

O papel especial de r

r ajusta para equilibrar o mercado de bens e o mercado de fundos simultaneamente: Se
r ajusta para equilibrar o mercado de bens e o mercado de
fundos simultaneamente:
Se mercado de fundos está equilíbrio, então
Y – C – G
= I
Adicione (C +G ) a ambos os lados
Y = C + I + G
(equil. merc. bens). Então
Equilíbrio
Equilíbrio M.
M. Fundos
de Bens

Notação: = mudança na variável

Para qualquer variável X, X = “a mudança em X

é a letra Grega, Delta

Exemplos:

Seja função de produção Y = f(K, L)

Se L = 1 e K = 0, então Y = PMgL.

Genericamente, se K = 0, então

PMgL

Y

L

Outros Exemplos

(YT ) = Y T

De (1) temos:

(1)

C =

PMgC (Y T )

=

PMgC Y PMgC T

INTRODUÇÃO À QUESTÃO DA

FLUTUAÇÃO ECONÔMICA

(capítulo 9 Mankiw)

HORIZONTES DE TEMPO

AS FLUTUAÇÕES NA ECONOMIA

E AS POLÍTICAS DE ESTABILIZAÇÃO

OBJETIVOS:

Apresentar a diferença entre curto e longo

prazo na economia

Estudar como os instrumentos de política

econômica podem ser utilizados para enfrentar os efeitos dos choques de DA e/ou de OA

Entender o significado de política de estabilização

HORIZONTES DE TEMPO

Longo prazo:

Preços são flexíveis, respondem a mudanças na oferta ou

demanda

Curto prazo:

muitos preços são rígidos em determinado nível pré- determinado

A economia se comporta de forma muito

diferente quando os preços são rígidos.

TEORIA MACROECONÔMICA CLÁSSICA

(o que estudamos anteriormente):

. O produto é determinado pelo lado da oferta:

- Oferta de capital e trabalho

-

Tecnologia

. Mudanças na demanda por bens e serviços

(C, I, G ) apenas afetam preços, não quantidades.

. Completa flexibilidade dos preços - uma hipótese crucial, denota a

aplicação da teoria clássica ao longo prazo.

E QUANDO OS PREÇOS SÃO RÍGIDOS?

…produto e emprego também dependem da demanda por bens e serviços, que é afetada por

política fiscal (G e T )

política monetária (M )

outros fatores, como mudanças exógenas em C e I.

O MODELO DE DEMANDA E OFERTA AGREGADA

É o paradigma usado pela maioria dos economistas e gestores de política econômica para analisar as flutuações

econômicas e considerar as opções de políticas para

estabilizar a economia

Mostra como o nível de preços e o produto agregado são determinados

Mostra os diferentes comportamentos da economia no curto

e no longo prazo.

DEMANDA AGREGADA (AD)

A curva de AD mostra a relação entre o nível de preços e a quantidade de produto demanda.

Obs.: Neste momento será utilizado o modelo de AD/AS, usando uma

simples teoria de demanda baseada na Teoria Quantitativa da

Moeda. Na próxima aula, trabalharemos a teoria da demanda agregada com mais detalhes.

A TEORIA QUANTITATIVA E A DEMANDA

AGREGADA (AD)

Recordando a equação quantitativa

M V

=

P Y

Para valores de M e V “dados”, esta

equação indica que existe uma relação

inversa entre P e Y

A INCLINAÇÃO DA DEMANDA

um aumento no

nível de preços leva a uma queda nos

encaixes reais de

moeda (M/P ), causa um

descréscimo na

demanda por bens e serviços.

P

AD

AD

Y

DESLOCAMENTO DA CURVA AD

um aumento

na oferta de

moeda desloca

a curva AD

para a direita.

P

AD 2 AD 1
AD 2
AD 1

Y

A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO

No capítulo 3 vimos que:

No longo prazo, o produto é determinado pela oferta de

fatores e pela tecnologia

Y F

(K ,L)

Y é nível de produto de pleno-emprego = o nível de produto ao qual os recursos da economia estão

completamente empregados.

No“Pleno Emprego” a taxa de desemprego é

chamada de “taxa natural de desemprego”.

SE OS RECURSOS ESTÃO PLENAMENTE EMPREGADOS

HÁ DESEMPREGO?

NO NÍVEL DE PRODUTO DE PLENO EMPREGO =

NÍVEL PRODUTO POTENCIAL, A TX DE

DESEMPREGO OBSERVADA É CHAMADA DE TAXA DESEMPREGO NATURAL (=o nível de desemprego que existe quando o produto é de pleno emprego)

A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO

Sendo o produto determinado pela oferta de

fatores e pela tecnologia

Y F (K

, L)

O produto de pleno-emprego NÃO depende do nível de preços, então a curva de oferta de longo prazo

(LRAS) é vertical:

A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO

A curva LRAS é

vertical ao nível

de produto de pleno-emprego.

P

OALP

A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO A curva LRAS é vertical ao nível de produto de
A OFERTA AGREGADA NO LONGO PRAZO A curva LRAS é vertical ao nível de produto de

Y

Y

EFEITOS DE LONGO PRAZO: UM AUMENTO EM M

P OALP Um aumento em M desloca a curva AD para a direita. P 2
P
OALP
Um aumento
em M desloca a
curva AD para a
direita.
P
2
P
1
AD 2
AD 1
Y

Y

No longo prazo,

isso aumenta o

nível de preços…

…mas o produto permanece igual.

…mas o produto permanece igual.
…mas o produto permanece igual.
…mas o produto permanece igual.

A OFERTA AGREGADA NO CURTO PRAZO

No mundo real, no CURTO PRAZO, muitos preços são

rígidos.

A partir de agora assuma que todos os preços são fixos a um determinado nível no curto prazo…

…e que as firmas desejam vender tanto quanto, a este

nível de preços, os consumidores estejam dispostos a comprar.

Assim, a oferta agregada de curto prazo (SRAS) é horizontal:

OFERTA AGREGADA NO CURTO PRAZO

P

P

OACP

Y

EFEITOS DE CURTO PRAZO: aumento em M

P No curto prazo quando os preços são fixos… …um aumento em M, causa um
P
No curto prazo quando
os preços são fixos…
…um aumento em M,
causa um aumento
na demanda
agregada…
P
OACP
AD 2
AD 1
Y
…que causa um
Y 1
Y 2
aumento em Y.

OS EFEITOS DE CP e LP DE M > 0

A = equilíbrio

inicial

B = novo equilíbrio

de CP após M

aumentar

C = equilíbrio de LP

OALP P C P 2 P B OACP A AD 2 AD 1 Y Y
OALP
P
C
P
2
P
B
OACP
A
AD 2
AD 1
Y
Y
Y 2
O QUE SÃO? Mudanças exógenas na OA e/ou na DA “CHOQUES” EFEITO: Afasta economia, temporariamente,

O QUE SÃO?

Mudanças

exógenas na OA

e/ou na DA

“CHOQUES”

EFEITO:

Afasta economia, temporariamente, do pleno emprego

EFEITO: Afasta economia, temporariamente, do pleno emprego EXEMPLO: Redução na Velocidade de Circulação da Moeda,

EXEMPLO:

Redução na Velocidade de Circulação da Moeda, estando a

oferta cte (=queda na demanda por

bens e serviços)

EFEITOS DE UM CHOQUE DE DEMANDA NEGATIVO

O choque desloca a AD para esquerda, causando a queda do

produto e do emprego

no CP

Ao longo do tempo, os

preços caem e a qde.demandada aumenta até atingir novamente nível de pleno-emprego.

P OALP B A P C OACP P 2 AD 1 Y Y Y 2
P
OALP
B
A
P
C
OACP
P 2
AD 1
Y
Y
Y 2

AD 2

“CHOQUES”

“CHOQUES” O QUE SÃO? Mudanças exógenas na OA e/ou na DA EFEITO: Afasta economia, temporariamente, do

O QUE SÃO?

Mudanças exógenas na OA e/ou na DA

EFEITO:

Afasta economia,

temporariamente,

do pleno emprego

Afasta economia, temporariamente, do pleno emprego EXEMPLO: Redução na Velocidade de Circulação da

EXEMPLO:

Redução na

Velocidade de

Circulação da

Moeda, estando a oferta cte (=queda na demanda por

bens e serviços)

EFEITOS DE UM CHOQUE DE DEMANDA NEGATIVO

O choque desloca a DA para esquerda, causando a queda do

produto e do emprego

no CP

Ao longo do tempo, os preços caem e a

qde.demandada aumenta

até atingir novamente nível de pleno-emprego.

P OALP B A C P OACP AD 1 P 2 AD 2 Y Y
P
OALP
B A
C
P
OACP
AD 1
P 2
AD 2
Y
Y
Y 2

CHOQUES DE OFERTA

São fatos que alteram os custos de produção, afetando

os preços que as firmas cobram.

(também chamados de choque de preços)

Exemplos de choques de oferta adversos:

. Furacão Katrina.

. Aumento de salários, devido a força sindical.

. Novas regulações ambientais que reduzem a emissão

de poluentes.

CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO BARRIL DE PETRÓLEO NOS ANOS 1970

. Início anos 1970:OPEP decide reduzir a oferta de petróleo.

= Preço do barril de petróleo aumenta 11% em 1973 68% em 1974 16% em 1975

= Esse aumento deslocou a curva de oferta porque resultou

em um aumento dos custos de produção das economias que foram repassados para os preços = AUMENTOU NÍVEL

GERAL DE PREÇOS

CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO BARRIL DE PETRÓLEO NOS ANOS 70

P OALP B A P OACP 2 2 P OACP 1 1 A AD
P
OALP
B
A
P
OACP 2
2
P
OACP 1
1
A
AD

Y

Y

2

Y

CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO BARRIL DE PETRÓLEO NOS ANOS 70

previsão dos efeitos do choque de preços:

inflação

produto

desemprego

…e no fim uma

recuperação gradual.

70% 12% 60% 50% 10% 40% 8% 30% 20% 6% 10% 0% 4% 1973 1974
70%
12%
60%
50%
10%
40%
8%
30%
20%
6%
10%
0%
4%
1973
1974
1975
1976
1977

Mud preços petr (esc esq)Inflação CPI (esc dir) desemprego (esc dir)

Inflação CPI (esc dir)Mud preços petr (esc esq) desemprego (esc dir)

desemprego (esc dir)Mud preços petr (esc esq) Inflação CPI (esc dir)

CHOQUES, ESTUDO DE CASO: AUMENTOS DOS PREÇOS DO BARRIL DE PETRÓLEO NOS ANOS 1970

No final dos anos 1970:

A economia mundial se recuperava

e os preços

aumentaram

novamente!!!

60% 14% 50% 12% 40% 10% 30% 8% 20% 6% 10% 0% 4% 1977 1978
60%
14%
50%
12%
40%
10%
30%
8%
20%
6%
10%
0%
4%
1977
1978
1979
1980
1981

Mud preços petroleo (esc esq)Inflação - IPC (esc direita) Desemprego (esc direita)

Inflação - IPC (esc direita)Mud preços petroleo (esc esq) Desemprego (esc direita)

Desemprego (esc direita)Mud preços petroleo (esc esq) Inflação - IPC (esc direita)

Anos 1980:

redução significativa

nos preços do petróleo.

como o modelo prediz = reduz desemprego e inflação:

CHOQUE FAVORÁVEL 40% 10% 30% 8% 20% 10% 6% 0% -10% 4% -20% -30% 2%
CHOQUE FAVORÁVEL
40%
10%
30%
8%
20%
10%
6%
0%
-10%
4%
-20%
-30%
2%
-40%
-50%
0%
1982
1983
1984
1985
1986
1987

Var preços petróleo (esc esq)Inflação - IPC (esc direita) Desemprego (esc direita)

Inflação - IPC (esc direita)Var preços petróleo (esc esq) Desemprego (esc direita)

Desemprego (esc direita)Var preços petróleo (esc esq) Inflação - IPC (esc direita)

POLÍTICAS DE ESTABILIZAÇÃO

POLÍTICAS DE ESTABILIZAÇÃO DEFINIÇÃO: Ações de política econômica (política monetária e/ou fiscal)

DEFINIÇÃO:

Ações de política

econômica

(política monetária e/ou fiscal)

OBJETIVO:

Atenuar os efeitos dos choques sobre a economia (reduzir a intensidade das Flutuações de CP)

a economia (reduzir a intensidade das Flutuações de CP) EXEMPLO: Pol.Monetária expansionista para combater

EXEMPLO:

Pol.Monetária expansionista para combater

choques

adversos.

POLÍTICA DE ESTABILIZAÇÃO

Um choque adverso que

reduz a oferta e

move a

economia para o

ponto B.

P OALP P B OACP 2 2 P A OACP 1 1 AD 1 Y
P
OALP
P
B
OACP 2
2
P
A
OACP 1
1
AD 1
Y
Y
Y 2

POLÍTICA DE ESTABILIZAÇÃO

O BC acomoda

o choque

aumentando a

oferta de M.

Resultados:

P é sempre maior,

mas Y permanece no

seu nível de pleno emprego.

P LRAS C B P SRAS 2 2 P A 1 AD 2 AD 1
P
LRAS
C
B
P
SRAS 2
2
P
A
1
AD 2
AD 1
Y
Y
Y 2