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Contabilidade Internacional

A contabilidade internacional é uma ciência social aplicada, sendo fortemente influenciada no


ambiente em que actua. Sendo a ‘’linguagem do negocio’’, é utilizada pelos agentes
económicos que buscam informações para avaliação dos riscos e oportunidade.

A contabilidade possui uma história muito antiga, tanto quanto a história do ser humano. Está
directamente ligada às manifestações tanto do homem, quanto as suas necessidades de defesa
aos seus bens, além de eternizar e interpretar os acontecimentos com seu material.

O homem passa a deixar a caça e voltou-se aos acontecimentos da agricultura e do pastoreio,


passa-se a origem da Contabilidade que está ligada a necessidade de registos do comércio.

Para acompanhar suas negociações e possíveis mudanças nos preços e saber os valores em
que se comprava e vendia, regravam-se relatórios e registrava-se tudo que era negociado.

Dessa forma, a contabilidade passa a ser uma necessidade, estabelecendo uma ordem e
controlando seus valores e suas grandezas.

Nos dias actuais, funções do contabilista não se restringem meramente ao fiscal, tornando-se,
essencial para empresas com informações mais precisas possíveis para tomada de decisões e
para atrair investidores.

Com o surgimento da Comunidade Europeia, impactou-se na cultura da contabilidade,


chegando em alguns anos a contabilidade nacional a ficar marcada por acontecimentos
importantes, os quais foram a criação do CPC, entidade autónoma criada pela Resolução CFC
nº 1.055/05. Segundo Bugarim et al. (2009, p. 8-9).

Para alguns o CPC é a abertura da economia para o exterior, o qual proporciona que as
entidades tenham mais acesso a economias com mais

Avanços e com capitais nas bolsas de valores de maior movimento do mundo, além de ficar
mais perto de investidores de outras regiões e localizações diferentes. Segundo Ploger et al.
(2009, p. 4-5).

O objectivo dos Pronunciamentos é aplicar basicamente às demonstrações contabilísticas


consolidadas, e garantir que as mesmas demonstrações de uma entidade de acordo com as
Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB l Accounting Standards Board;
IFRSs - International Financial Reporting Standards, além das comunicações sobre
contabilidade intercessora para circuitos parciais que possuem as demonstrações
contabilisticas e que possuem retalhamentos de qualidade superior e demonstrem o resultado
líquido igual ao património líquido.

Modelos Contabilísticos Internacional

Os modelos contabilísticos internacionais (MCF), consagram a necessidade de existência


padronizados, mas flexíveis, para as demonstrações de resultados, de alterações no capital
próprio caixa.

Conjunto completo de Modelos Internacionais inclui:

 Balanço;
 Demonstração dos Resultados;
 Demonstração das Alterações no Capital Próprio;
 Demonstração de Fluxos de Caixa (método directo);
 Anexo em que se divulguem as bases de preparação e políticas contabilísticas
adoptadas e outras divulgações.

Balanço

O Balanço é um quadro alfanumérico que contém informação reportada a determinada


data, acerca dos recursos que a entidade utiliza e da forma como estão a ser financiados pelos
titulares da entidade e por terceiros.

Em relação a este modelo financeiro, o SNC veio introduzir algumas alterações dos quais se
destaca a adopção pelo modelo vertical, ou seja, capital próprio e passivo deixam de estar a
direita do activo, e passa para baixo deste;

Demonstrações dos Resultados

A Demonstração dos Resultados é um quadro alfanumérico que contém informação


reportada a um determinado intervalo de tempo, isto é período de tempo que medeia entre as
datas do Balanço.
Tal como acontece no balanço, também se adoptou para este modelo um formato vertical
(interligado), ou seja, em vez do gastos se encontrarem a esquerda num membro e os
resultados noutro, os gastos vão passar agora a estar situados por debaixo dos rendimentos.

Demonstração das Alterações no Capital Próprio

Este novo modelo é uma inovação introduzida pelo novo sistema contabilístico. Foi criado
com o objectivo de reflectir todas as modificações no Capital Próprio entre dois períodos
contabilísticos, isto é, explicar as alterações ocorridas na expressão monetária e na
composição do Capital Próprio.

É um quadro de dupla entrada onde as linhas são discriminadas em função das razões que
originaram as alterações no capital próprio e nas colunas se listam os itens do capital próprio
constantes do balanço.

Demonstração de Fluxos de Caixa

A Demonstração de Fluxos de Caixa é uma parte integrante dos modelos Financeiras,


sendo mesmo considerada a parte de maior importância, uma vez que:

 Permite a comparabilidade entre empresas;


 Está imune à contabilidade criativa;
 Permite avaliar a capacidade da empresa

Este modelo vem regulado finalidade “…exigir informação acerca das alterações históricas
de caixa e seus equivalentes de uma entidade por meio de uma demonstração de fluxos de
classifique os fluxos de caixa durante o período em operacionais, de investimento e de
financiamento.

Anexo

Este modelo de contabilidade internacional não é propriamente uma novidade uma vez
que apresenta-se com o mesmo espírito da contida no POC, apesar de ostentar novas notas e
uma nova estrutura e sequência das mesmas.

A grande inovação desta demonstração reside na organização e facilidade de obtenção de


informação específica que justifique e ajude na compreensão de qualquer valor que conste do
balanço, demonstração dos resultados, demonstração das alterações no capital próprio e
demonstração de fluxos de caixa. Isto torna-se possível, uma vez que são apresentadas nas
respectivas faces das demonstrações ora referidas, no alinhamento de cada item, o número da
nota do anexo.

Diferenças Internacionais

A Ciências Contabilística, por se tratar de uma ciência social aplicada, é influenciada


directamente pelo ambiente em que está inserida, sendo assim vários aspecto interferem nas
dinâmicas e processos atrelados as normas contabilísticas de um determinado país, como
valores culturais, tradição histórica, sistemas políticos, económicos e sociais, além do grau de
desenvolvimento económico e financeiro, contudo existem dois modelos bastante difundidos
entre diversos países do mundo, que são os modelos: Anglo-Saxão e Europeu Continental.

O Modelo Anglo-Saxão tem como adeptos países como Grã-Bretanha, Estados Unidos,
Austrália, Nova Zelândia e Canadá, já o modelo Europeu Continental é formado por países
como: França, Alemanha, Itália, Japão e Espanha. O primeiro modelo, tem como
características, a existência de uma profissão contabilisicos forte e actuante, sólido mercado
de capitais como fonte de captação de recursos, pouca interferência governamental na
definição de práticas contabilísticos e demonstrações financeiras que buscam atender, em
primeiro lugar, os investidores, já o segundo modelo tem como características uma profissão
contabilísticos fraca e pouco actuante; forte interferência governamental no estabelecimento
de padrões contabilísticos, notadamente a de natureza fiscal; as demonstrações financeiras
buscam atender primeiramente aos credores e ao Governo em vez dos investidores;
importância de bancos e de outras instituições financeiras (inclusive governamentais) em vez
de recursos provenientes do mercado de capitais como fonte de captação pelas empresas.

A principal causa das diferenças internacionais no “Financial Reporting” é a natureza dos


sistemas legais implantados, pois existem duas correntes que retratam está questão, os países
não legalistas (common-law) e os legalistas (code-law). Nos não legalistas, se faz necessário
detalhar as regras a serem aplicadas para todos os casos ou para todas as situações, e também
focando o que deve ser evitado (presume-se que o que não vem a ser proibido, nos legalistas
há um elevado grau de detalhadamente das regras a serem cumpridas, incluindo
procedimentos a serem observados pelas empresas, nesse sentido, há muito menos
flexibilidade na preparação e na apresentação das demonstrações contabilísticos, a ênfase
maior é na projecção dos credores da companhia.
Outro aspecto importante e que interfere directamente no “Financial Reporting” é a forma de
financiamento e captação de recursos pelas empresas, pois em países onde há um forte
mercado de capitais as demonstrações são apresentadas visando atender os interesses dos
investidores e accionistas, já em países onde não há um sistema de mercado de capitais forte,
predomina a captação de recursos, junto a instituições bancárias ou através de fontes
governamentais de linhas de crédito.

Causas das diferenças contabilísticas internacionais

De acordo com Shima (2007), os estudos sobre os factores que influenciam desenvolvimento
dos sistemas contabilístico internacionais começaram por volta do ano de 1960. Já Baker e
Barbu (2007) destacam o pequeno interesse nas pesquisas sobre a harmonização
contabilístico internacional por parte da comunidade académica no período que antecede o
ano de 1965. Diante da importância de se estudar as causas das diferenças internacionais com
o intuito de se atingir a comparabilidade entre os países em âmbito internacional, é notável o
crescente número de pesquisas acerca deste tema após esse período entre 1960 e 1965.

Conforme o estudo de Baker e Barbu (2007), os primeiros factores do ambiente apontados


como explicativos para as diferenças nas práticas contabilístico internacionais foram o factor
cultural e o factor económico. Vários estudos acerca do impacto da cultura foram feitos tendo
como base as estruturas culturais de Hofsted (1980) e Gray (1988).

Para analisar as diferenças entre os países, como por exemplo o de Ding et al. (2005). Em
relação aos factores económicos, outros estudos foram conduzidos (BAKER; BARBU, 2007)
e chegou-se à conclusão que a harmonização das práticas contabilísticas não depende apenas
do nível de regulação dentro de uma economia, mas também depende de factores educação,
duração e tamanho da profissão contabilístico, estágio do desenvolvimento económico,
sistema legal, cultura, história, geografia, linguagem, influência da teoria contabilístico,
sistema político, clima social, religião e acidentes de percurso, nesse mesmo sentido, Choi e
Meek (apud SHIMA 2007, p.6) apontam oito factores do ambiente que influenciam o
desenvolvimento do sistema financeiro e, portanto, podem ser classificados como as causas
das diferenças no financial reporting: principal fonte de financiamento, sistema legal, sistema
de tributos, relações políticas e económicas, inflação, nível de desenvolvimento económico,
educação e cultura.
Complexidade da Regulamentação Contabilística

Nos últimos anos a contabilidade tem sido seriamente pressionada para acompanhar a
crescente complexidade dos negócios, nomeadamente dos negócios com instrumentos
financeiros derivados cada vez mais complexos e variados.

Segundo Volker (2002) apesar de a contabilidade procurar emitir normas adequadas e dar
resposta aos novos desenvolvimentos dos mercados financeiros, a rápida globalização destes
mercados com diferentes normativos contabilísticos e diferentes mecanismos de
cumprimento aumenta ainda mais os riscos.

Simultaneamente as pressões sobre a gestão das empresas, para cumprir as expectativas dos
mercados de aumento dos lucros ano após ano, sendo essa a principal medida de sucesso,
conduziram ao comprometimento da produção de informação financeira transparente e
tempestiva. Depois dos escândalos financeiros da Enron, da WorldCom e de outras empresas
cotadas date, enquanto as normas do IASB não são tão pormenorizadas deixando mais espaço
para interpretações na elaboração das demonstrações financeiras.

A crescente complexidade e a dimensão das normas do FASB deram origem a dois


problemas:

 As empresas que querem cumprir as normas nem sempre conseguem assegurar-se que
tiveram em consideração todas as questões reguladas;
 As empresas que querem contornar as normas encontram alternativas legais na
regulamentação excessivamente pormenorizada, que procura regular todas as
situações possíveis, mas não consegue (Herz referido por Shortridge e Myring, 2004).

Convergência das Normas Internacionais de Contabilidade

O processo de convergência no Brasil iniciou-se em 1990, quando a Comissão de Valores


Mobiliários (CVM), criou três comissões para revisar e propor alterações nas Leis nos
6.404/76 e 6.385/76.

Os trabalhos foram concluídos em 1991, propondo as alterações que julgaram necessárias. Na


parte contabilística, foram propostos conceitos utilizados em mercados internacionais de
países desenvolvidos.
Observa-se duas vertentes na contabilidade internacional sendo a conhecida Contabilidade
estadunidense, cujas regras são organizadas pela entidade civil FASB (The Financial
Accounting Standards Board) e as regras de contabilidade organizadas pelo IASB defendido
pela União Europeia.

Direcionamentos que segundo a orientação de Martins (2008) deve ser posicionado da


seguinte forma:

Contabilidade Internacional não existe. Na verdade, a especialização em Contabilidade


Internacional trata-se da denominação dada ao estudo das normas contabilísticas vigentes no
Brasil, na União Europeia, nos Estados Unidos e em outros países aplicáveis à Contabilidade
Geral, tendo em vista a realização de operações internacionais e a captação de recursos
financeiros principalmente nos mercados de capitais norte-americano e europeu.

O IASB - Conselho das Normas Internacionais de Contabilidade, que substituiu a IASC -


Fundação Comité das Normas Internacionais de Contabilidade, vem tentando unificar essas
normas para que as Demonstrações Contabilísticos e a escrituração contabilística obedeçam a
padrões uniformizados mundialmente.

Sendo assim, a chamada contabilidade internacional tem por objectivo levar aos profissionais
de contabilidade os conhecimentos necessários sobre as normas de contabilidade vigentes no
mundo, de forma que possam adaptar as demonstrações contabilísticas às exigências de
determinados países em que a empresa sob sua responsabilidade tenha interesses comerciais e
financeiros.

Em complementação, devem ser estudadas também as características das operações


financeiras privadas e públicas no mercado financeiro internacional, incluindo a utilização de
planeamento tributário Internacional mediante a ocultação de bens e valores monetários em
paraísos fiscais. Faz-se necessário também o estudo das normas contabilísticas e dos
controles operacionais existentes no Brasil, que em alguns casos oferecem melhores garantias
de segurança do que em outros países considerados desenvolvidos.

De acordo com Sá (1995:329), em seu livro dicionário de contabilidade, ele conceitua as ditas
normas internacionais de contabilidade:
Histórico

O comité de pronunciamentos contabilísticos internacionais chamado IASC (International


Accounting Standards Committee), foi criado em 1973 pelos organismos profissionais de
contabilidade de 10 países: Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos da América,
França, Irlanda, Japão, México, Países baixos e Reino Unido. A nova entidade foi criada com
o objectivo de formular e publicar de forma totalmente independente um novo padrão de
normas contabilísticos internacionais que possa ser mundialmente aceito. Os primeiros
pronunciamentos contabilísticos publicados pela IASC foram chamados de International
Accounting Standard (IAS). Numerosas normas IAS ainda estão vigentes.

Em 1997, o IASC criou o SIC (Standing Interpretations Committee) um comité técnico


dentro da estrutura do IASC cujo objectivo era responder as dúvidas de interpretações dos
usuários.

Em 2001, substituindo o antigo International Accounting Standards Committee, ou IASC, foi


criado o International Accounting Standards Board, ou IASB, que está sediado em Londres.

O IASB é a organização internacional sem fins lucrativos que publica e actualiza as Normas
Internacionais de Contabilidade IAS / IFRS em língua inglesa e tem como compromisso
principal desenvolver um modelo único de normas contabilísticas internacionais de alta
qualidade, que requeiram transparência e comparabilidade na elaboração de demonstrações
contabilísticas, e que atendam ao público interessado nas demonstrações contabilísticos sejam
eles investidores, administradores, analistas, pesquisadores ou quaisquer outros usuários e
leitores de tais demonstrações.

Normas Internacionais de Contabilidade

Critérios objectivos de conceituações e procedimentos na tecnologia contabilísticas dos


registro, demonstrações e informações, emanados de entidades de representatividade
internacional, visando a uniformidade de procedimentos gerais. Todavia, o que se tem
percebido é uma notória influência de determinados Países sobre uma cultura que desejam
impor, sem uma democratização competente do conhecimento, desejando produzir modelos
comportamentais segundo suas intenções, nem sempre de acordo com a doutrina do
conhecimento contabilístico.
Como se pode observar é um caminho sem volta, independente até dos pronunciamentos dos
autores em tela, contudo, os responsáveis pela adaptação devem observar os direcionadores
internacionais que muitas vezes seguem intencionalmente determinados rumos.

Existem falhas ainda, mas as leis não nascem sempre perfeitas e, por isso, existem
mecanismos para aprimorá-las, espera-se que isso aconteça, pois em muito irá favorecer o
mercado livre e a sadia concorrência.

Globalização da Contabilidade

 Com a participação do CFC estas normas, que antes atingiam apenas as sociedades
anónimas e limitadas de grande porte, passam a ser praticadas por praticamente todas
as entidades com fins lucrativos no Brasil.
 A transacção global de mercadorias, de serviços, de tecnologia, de dinheiro na
forma de empréstimos ou de investimentos, etc. faz com que
sejanecessárioqueempresáriosbrasileiros(inclusivepequenosemédios) saibam entender
as demonstrações contabilísticos de clientes, fornecedores, potenciais investidores e
outros interessados de outros países; e a recíproca é verdadeira: é obrigatório que as
nossas demonstrações sejam facilmente entendidas e passíveis de análise por esses
interessados no exterior.
 A confiança é fundamental no mundo dos negócios, e a confiança na qualidade das
normas utilizadas para a e laboração das informações contabilísticas faz parte do
processo que ajuda na facilitação das operações, na redução do custo do capital, no
interesse na própria negociação, etc.

Os desafios da convergência:

 Complexidade de interpretação;
 Capacitação dos profissionais e reformulação do sistema educacional;
 Mudança de postura, foco no empresário ao invés do Fisco;
 Baixo nível de conhecimento do idioma inglês pelos Contabilistas;
 Maior julgamento dos profissionais contabilística o que as regras rígidas;
 Reconhecimento do papel do Contabilista na gestão estratégica.

As oportunidades da convergência:

 Maior valorização da profissão contabilística;


 Profissionais capazes de actuarem em qual quer organização no mundo;
 Aplicabilidade de conhecimentos em vários sectores (Auditoria, Controladora,
Escritórios Contabilísticas, Área Pública, Consultoria, Educação etc.);
 Abertura de mercados com leitura da Contabilidade na
linguageminternacionalfacilitaasnegociaçõescomosinvestidoresereduzocustode
captação;

Razoes, Vantagens e Desvantagens de Contabilidade Internacional

A rapidez com que alguns mercados desenvolvidos estão adoptando as normas internacionais
indica claramente que dentro em breve essa será a única saída para os países cujas empresas
desejam captar recursos externos. Ate 2015 cerca de 90 países deverão ter suas empresas
divulgando informações financeiras de acordo com as normas internacionais da
contabilidade.

Um problema adicional neste cenário é que as empresas com interesse na negociação de


títulos nas bolsas de valores ou em outras formas de captação de recursos, além dos mercados
nacionais, acabam incorrendo em custos e consumo de tempo adicional para apresentação das
demonstrações contabilísticas na linguagem contabilística dos pais fornecedor de capitais.
Alem disso, existe o risco do constrangimento com as frequências alterações ou ate mesmo,
inversão no resultado das empresas, oriundas da elaboração de um segundo conjunto de
demonstrações contabilísticas.

Vantagens

 Facilitar análises comparativas de resultados financeiros de empresas nacionais


estrangeiros;
 Ajudar os usuários externos das demonstrações financeiras a avaliar o desempenho
das empresas a nível mundial;
 Redução de tempo e custo relacionado a conversão de demonstrações financeiras de
subsidiarias estrangeiras;
 Muitos países não têm ainda uma normalização contabilística adequada. Estes países,
além de harmonizarem suas normas, poderiam organiza-las internamente.
 A harmonização ira facilitar transacções internacionais, politica de preços e decisão
de alocação de recursos, alem de tornar o mercado de capitais internacional mais
eficiente.
 Empresas que precisam de capital externo para crescimento terão vantagem por
apresentar demonstrações financeiras comparáveis.

Desvantagens

 Alguns contadores são extremamente contra quaisquer esforços no sentido de


harmonizar normas contabilísticas porque acreditam que a harmonizado impede o
progresso contabilístico ao refutar praticas contabilísticas bem fundamentadas, ou
seja para elas o processo de harmonização de normas contabilísticas implica
redução de opções de práticas contabilísticas apropriadas;
 Ausência de julgamento subjectivo em se tratando de interpretação e divulgação
de eventos económicos, pois cada entidade possui características próprias;
 Diferentes normas contabilísticas devem ser derivadas de diferentes conjuntos de
postulados para diferentes sistemas culturais, sociais, legais, políticos económicos;
 Na maioria dos países o governo, na qualidade de arrecadados de imposto, é uma
das principais fontes de regulação da contabilidade;