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Aula revisão – Brasil

Período Regencial (1831-1840) e Segundo Império (1840-1889)

Período Regencial
As regências estavam previstas na Constituição de 1824, caso o imperador ser menor de idade e da ausência de
parentes maiores de 25 anos.
No Brasil, as regências começam quando D. Pedro I abdica do trono e volta a Portugal para assegurar seus direitos,
deixando seu filho D. Pedro de Alcântara, então com 9 anos, em seu lugar.

Principais acontecimentos:
1. Regência trina provisória (1831)
• Limitação dos poderes dos regentes: não utilização do Poder Moderador e não permissão de dissolução da
Assembléia.
• Nicolau de Campos Vergueiro - partido liberal; José Joaquim Carneiro de Campos – conservador e o
brigadeiro Francisco de Lima e Silva – exército.
2. Regência trina permanente (1831-1835)
• Explosões de revoltas político-economicas contrárias a centralização do Estado.
• Criação da Guarda Nacional.
• Perseguição a absolutistas (restauradores), Diogo Feijó contra Jose Bonifácio).
• Aprovação do Código de Processo Criminal – eleição de juizes por voto direto.
• Ato Adicional de 1834:
a) supressão do conselho de Estado (órgão de assessoria do Poder Moderador)
b) criação de Assembléias Legislativas Provinciais
c) o Rio de Janeiro torna-se Município Neutro
d) regência trina permanente passa a ser una, eletiva e temporária (mandato de
quatro anos)
3. Regência Una – Diogo Feijó (1835-1837)
• Minoria na Assembléia.
• Política descentralizadora.
• Revoltas:
a) Cabanagem (PA, 1835-1840) – liderada pelos irmãos Vinagre, por Felix Clemente Malcher e por
Eduardo Angelim. Os cabanos se revoltaram contra a política autoritária e intransigente do
presidente da província Lobo de Souza. No período de 1835-1836 os cabanos conseguiram tomar o
poder da província e derrotar, a principio, as tropas legalistas, mas, sem uma organização e uma
política concreta de reformas acabaram se dividindo e prejudicando o movimento. Em 1836, o
general Soares de Andréa retoma a capital e depois de quatro anos se acabou com o movimento
também no interior.
b) Farroupilha (RS/SC, 1835-1845) – liderada principalmente por Bento Gonçalves, a rebelião pedia
o aumento das taxas de produtos importados da região platina que faziam concorrência com os
produzidos no Rio Grande do Sul, como isso não foi atendido, e a Assembléia Legislativa provincial
do RS era formada principalmente por membros do Partido dos Exaltados (farroupilhas – que
tinham ideais federalistas), quando Diogo Feijó designa Antonio Rodrigues Fernandes Braga, um
liberal, para ser presidente da província, foi o estopim para o inicio da guerrilha. Com o apoio da
Assembléia, Bento Gonçalves toma Porto Alegre e em 1836 proclama a Republica Rio-Grandense
ou de Pirati e segue rumo ao interior e para o norte, chegando até Santa Catarina, onde em 1838 é
tomada a cidade de Laguna e proclamada a Republica Juliana (participação de Giuseppe Garibaldi).
A partir de 1840 a organização rio-grandense começa a mostrar efeitos na economia e não aceita as
diretrizes de anistia prometidas pelo governo central, e, em 1843, apresenta uma Constituição de
forte influencia francesa e norte-americana. Em 1842 foi designado para sufocar a rebelião o barão
de Caxias, que consegue durante três anos (1842-1845) cortar o abastecimento de armamentos e
comidas entre o Rio Grande e o Uruguai, vencendo batalhas e prometendo anistia aos principais
lideres, Caxias consegue que em 1845 seja assinada a Ata de Pacificação que acaba com a
revolução.
• Renuncia em 1837.
4. Regência Una – Araújo Lima (1838-1840)
• Retrocesso das medidas liberais.
• Política centralizadora.
• Aprovação em 1840 da Lei Interpretativa do Ato Adicional de 1834
– que revia as diretrizes descentralizadoras e retornava a centralização.
• Fundação do Imperial Colégio Pedro II, do Arquivo Publico (hoje
Arquivo Nacional) e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
• Revoltas:
a) Sabinada (BA, 1837-1838) – precedida por duas outras revoltas, uma em 1832-1833 que
repudiavam o retorno de D. Pedro I ao poder e eram contrários ao governo provincial; e em 1835,
quando explodiu uma revolta de escravos, denominada Revolta dos Malês, essa revolta foi
protagonizada por escravos islamizados que queriam uma união dos escravos urbanos com os dos
quilombos, foi totalmente reprimida pelo poder central. Em 1837 o dr. Sabino Álvaro da Rocha
Vieira (daí o nome Sabinada), iniciou um levante no Forte de São Pedro de onde as autoridades
saíram fugidas. Os revolucionários tomaram a capital e proclamaram a Republica Baiense. Em 1838
o exercito legalista retoma a capital e os combates acabam em 1840 com a anistia dada, aos
revolucionários presos, por D. Pedro II.
b) Balaiada (MA, 1838-1841) – liderada por Raimundo Gomes, Manuel Francisco dos Anjos
Ferreira (o Balaio – daí Balaiada) e Cosme Bento das Chagas (Preto Cosme), o movimento foi
composto principalmente por pessoas das baixas classes e escravos. Tomaram em 1839 a cidade de
Caxias e enviaram para São Luis um oficio exigindo condições para a pacificação que não foram
aceitas pelo governo, o que fez aumentar a explosão de revoltas e a formação de uma coluna de
revoltosos que partiram para o interior da província. Em 1839, Luis Alves de Lima e Silva foi
designado para presidente da província por Araújo Lima, e, contando com reforços de Belém, Bahia,
alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí formou a Divisão Pacificadora e esmagou a revolução.
Os conflitos acabaram em 1840 quando D. Pedro II anistiou os revoltosos, e em 1841 Raimundo
Gomes se rendeu e “o Balaio” morreu em combate, e em 1842 Preto Cosme foi preso e enforcado.
5. Golpe da Maioridade (1840)
• Golpe preparado pelos legalistas e aprovado pelo Senado e por grande parte da população, que pedia
a antecipação da maioridade de D. Pedro de Alcântara para conter os ânimos dos revoltosos.
• Em 22 de julho de 1840 o imperador foi consultado se gostaria de assumir o trono e disse: “Quero
já!” e, no dia seguinte foi proclamado imperador e maior de idade com 15 anos incompletos.

Segundo Reinado (1840-1889)


O Segundo Reinado inicia-se com o Golpe da Maioridade, articulado por membros do Partido Liberal e foi
marcado pelo inicio do desenvolvimento industrial, a “era Mauá”, o grande avanço das exportações com o plantio do café, o
“rei café”, a crise platina e as pressões inglesas pelo fim da escravidão. O Segundo Reinado termina quando as questões:
militar, escravista e religiosa, tiram o apoio da elite e do exercito de D. Pedro II, e inicia-se o processo republicano.

1. Estrutura Política
• Partido Liberal e Partido Conservador
• Políticas semelhantes: alienação popular do processo político e
manutenção da política escravista agroexportadora.
• 1847 – implantação do Parlamentarismo com a criação do cargo de
Presidente do Conselho de Ministros. Dado ao Poder Moderador, o Presidente do Conselho de
Ministros era indicado pelo Imperador, isso faz do parlamentarismo brasileiro, um
“Parlamentarismo às avessas”.
• 1853-1858 – liberais e conservadores se unem através do Ministério
da Conciliação.
• Com a coroação de D. Pedro II, o primeiro ministério formado tinha
caráter liberal, e foi formado por três grupos de irmãos, os Andradas, os Coutinhos e os Cavalcantis.
Essa maneira política deu ao ministério o nome de “Ministério dos Irmãos”.
2. Revoluções Liberais:
• 1842 – contra a formação de um ministério conservador, São Paulo
(Pe. Diogo Antonio Feijó) e Minas Gerais (Teófilo Otoni) se revoltam contra o governo e pedem um
gabinete liberal. Essas revoltas são abafadas pelo governo central.
• 1848 – Revolução Praieira. Ultimo grande conflito armado do
Império, inicia-se quando um conservador, Herculano Ferreira Pena, é nomeado para a presidência
da província de Pernambuco. Uma das principais revoltas brasileiras, teve como protagonistas as
camadas baixas da população e foi profundamente influenciada pelo Socialismo utópico. Essa
revolução contrapôs a elite latifundiária e as camadas baixa e media da população, exigindo
reformas de base liberais, federalistas e igualitárias. Apesar das pressões impostas pelo Império, os
revoltosos foram anistiados em 1852, iniciando um longo período de estabilidade interna.
3. Economia
• Agroexportadora baseada na exportação de produtos primários,
principalmente o café, que, a partir de 1850 passa a ser o principal produto brasileiro através de sua
expansão para o Vale do Paraíba e, posteriormente para o Oeste paulista.
• 1844 – Tarifa Alves Branco. Aumenta as tarifas das importações com
o objetivo de arrecadar fundos para o Império, mas acaba auxiliando no desenvolvimento da
industria nacional.
• 1845 – Bill Aberdeen. Proibição pelo governo britânico do trafico de
escravos pelo Atlântico, o que acarretou no aumento das tensões entre Império e Inglaterra e o
encarecimento dos produtos brasileiros.
• 1850 – Lei Eusébio de Queiroz. Proibição pelo Império do trafico
negreiro no Brasil.
• 1850 – Lei de Terras. Essa lei possibilitou o acesso à terra através de
leiloes públicos.
• 1854-1885 – “era Mauá”. Surto de desenvolvimento industrial
protagonizado por Irineu Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá.
• A partir de 1850, houve uma grande onda de imigrações. Os
imigrantes vinham para o Brasil para a melhoria de suas condições de vida e o governo abriu o
Brasil as imigrações porque teria de substituir gradativamente a mão-de-obra escrava pela livre,
principalmente após a Lei Eusébio de Queiroz. Os imigrantes que vieram ficaram sujeitos a dois
tipos de organização agrícola: a parceria e o sistema de colonato; a primeira ligando o imigrante
ao produtor e a segunda ligando-o com a produção.
• 1861 – Questão Christie. Desentendimentos entre o embaixador inglês
Willian Christie e o governo Imperial. Foi-se feito um julgamento internacional na Bélgica, onde
Leopoldo I, decide a favor do Império e determina que a Inglaterra tem de pedir desculpas formais
ao Império. As relações ficam cortadas até 1865, quando a Inglaterra pede formalmente desculpas ao
Brasil.
4. Campanhas no Prata
• 1851-1852 – contra Oribe do Uruguai e Rosas da Argentina. Oribe é eleito presidente e alia-se a
Rosas, dificultando o comercio e a navegação no porto de Montevidéu. O Brasil interfere enviando
tropas para garantir o livre-comércio e para impedir que o Uruguai se alie à Argentina.
• 1864 – contra Aguirre do Uruguai. As lutas entre o Partido Blanco (tendências argentinas) e o
Partido Colorado (tendências brasileiras) continuam preocupando o Brasil, que desde a intervenção
em 1851-1852 não permite a ação da Argentina junto ao Uruguai. As crises entre os dois partidos
geram saques e violações do território brasileiro por parte dos blancos, no mesmo ano o governo
brasileiro enviou uma missão, a Missão Saraiva, exigindo indenizações aos estancieiros saqueados e
ameaçando a invasão se a exigência não fosse atendida. Aguirre,que se aliou a Solano López do
Paraguai, não cedeu as exigências brasileiras e viu o Uruguai ser invadido por tropas brasileiras.
Deposto, Aguirre foi preso e viu subir ao poder Venâncio Flores (colorado) e seu pais entrar em
aliança junto ao Brasil contra o Paraguai.
• 1864-1870 – Guerra do Paraguai. Conflitos marcados por disputas entre o Império do Brasil, a
Argentina, o Paraguai e o Uruguai pela Bacia do Prata e seus portos de escoamento. Acontece a
formação da Tríplice Aliança entre Brasil, Uruguai e Argentina contra os exércitos de Solano López
que esperada expandir os territórios do Paraguai. Os conflitos terminam quando Solano López morre
na região de Cerro Corá em março de 1870 e o Paraguai capitula e cede às pressões brasileiras e
argentinas de possessões territoriais e desarmamento, ao final da guerra, a população paraguaia
estava reduzida em 1/3 de sua população masculina.
5. As crises e a decadência do Império
• Três foram as principais causas do desgaste do Império:
• A crise militar que derivou dos conflitos com o Paraguai e do conhecimento de
Republicas comandadas por militares, o que fez com que os militares brasileiros exigissem maior
participação na política, já eles eram os heróis das batalhas e da consolidação do Império e foram
colocados de lado com o termino do conflito. Aliou-se a isso, o espírito Positivista divulgado pelo
profº e militar Benjamin Constant. Os conflitos gerados por essa exclusão fez com que os militares
se unissem a aristocracia cafeeira do Oeste paulista e dessem origem à Republica.
• A crise religiosa vem ainda do primeiro império. Com a inclusão na
Constituição de 1824 dos regimes de Padroado e Beneplácito, que colocavam a Igreja como
submissa ao Estado; tanto nos assuntos internos: como nomeação de bispos, criação de paróquias e
no preenchimento de cargos eclesiásticos; como no direito de exame dos atos da Santa Sé concedido
ao imperador. Aliados a essas divergências, vem a proibição em 1864 da Igreja com a maçonaria.
Alguns bispos acataram a decisão da Santa Sé e expulsaram membros da Igreja que faziam parte da
maçonaria e foram perseguidos pelo Estado. Isso evidenciava a urgência da separação entre Estado e
Igreja.
• A crise escravista que inicia-se em 1850 com a Lei Eusébio de Queiroz mas
torna-se evidente a partir de 1871 através da Lei do Ventre-Livre, que dizia que toa a criança
nascida de escravos tornava-se livre após os 8 anos, quando o senhor escolhia se a libertasse
mediante uma indenização governamental ou se utilizava seus trabalhos até os 21 anos. A essa lei
somou-se a Lei dos Sexagenários, 1885, que dizia que todos os escravos com mais de sessenta e
cinco anos seriam alforriados mediante cinco anos de trabalhos gratuitos aos seus donos, poucos
foram libertados, pois poucos chegavam a essa idade, e os que chegavam estavam imprestáveis para
o trabalho. A ultima e a mais importante lei foi a Lei Áurea de 1888, que alforriava todos os
escravos sem proclamar seus direitos ou deveres e, principalmente sem tratar de indenizações para
os donos dos escravos. Essa lei foi assinada pela então governante interina do Brasil, a Princesa
Isabel. Essa completa libertação dos escravos retirou do Império o ultimo grupo que ainda o
apoiava, o dos escravocratas, e abriu caminha tranqüilo par a instalação da República.
• A partir de 1868, vários grupos republicanos começaram a ser formados. Com a
publicação do Manifesto Republicano, e a criação de partidos políticos, como o Partido
Republicano Paulista, e o lançamento de programas de governo como o da Convenção de Itu, o
republicanismo de Quintino Bocaiúva, Saldanha Marinho e Salvador Mendonça ganharam o espaço
político nacional e foram fundamentais para a Proclamação da República em 1889 que contou
com o apoio do exercito nas figuras dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.

Questões:

1) Sobre a proibição do tráfico negreiro para o Brasil, é correto afirmar:

a) As pressões inglesas sobre o governo brasileiro para extinguir o tráfico de africanos permearam as relações entre Inglaterra
e Brasil no decorrer do Segundo Reinado, tendo por auge o rompimento das relações diplomáticas na chamada Questão
Christie.
b) As pressões inglesas pela extinção do tráfico de escravos foram apoiadas pela Igreja Católica, interessada em reduzir a
influência africana na religiosidade popular brasileira e estabelecer sua hegemonia espiritual na América.
c) As pressões inglesas obrigaram o governo brasileiro a negociar com a potência européia um prazo para a extinção do
tráfico. Vencido este prazo, em 1831 era promulgada uma primeira lei que proibia o tráfico de africanos para o Brasil.
d) As pressões inglesas pela extinção do tráfico de escravos foram apoiadas pela população que, influenciada pelas idéias
liberais, estava ansiosa para acabar com a escravidão no Brasil.
e) As pressões inglesas foram prontamente aceitas pelo governo brasileiro que, para obter o reconhecimento da
Independência pela Inglaterra, proibiu o tráfico de africanos para o Brasil em 1823.

02) “Há trezentos anos que o africano tem sido o principal instrumento da ocupação e da manutenção do nosso território pelo
europeu, e que os seus descendentes se misturam com o nosso povo. Onde ele não chegou ainda, o país apresenta o aspecto
com que surpreendeu aos seus primeiros descobridores. Tudo o que significa luta do homem com a natureza, conquista do
solo para habitação e cultura, estradas e edifícios, canaviais e cafezais, a casa do senhor e a senzala dos escravos, igrejas e
escolas, alfândegas e correios, telégrafos e caminhos de ferro, academias e hospitais, tudo, absolutamente tudo, que existe no
país, como resultado do trabalho manual, como emprego de capital, como acumulação de riqueza, não passa de uma doação
gratuita da raça que trabalha à que faz trabalhar”. (NABUCO, Joaquim. Minha formação. Brasília: Editora UnB, 1981. p. 28-
29.)

Com base no texto do integrante do parlamento no Brasil Império e nos conhecimentos sobre o trabalho escravo, é
correto afirmar:

a) Apesar de defender a instituição permanente da escravidão, Joaquim Nabuco destaca a presença fundamental da mão-de-
obra livre no contexto do desenvolvimento econômico do Brasil Império.
b) Para o estadista, o fim da escravidão abalaria de forma irreversível a produção agrícola e o comércio no Império.
c) O parlamentar é enfático em suas opiniões sobre a relevância que teve o trabalho escravo para a economia e a sociedade
brasileiras.
d) A persistência da escravidão no Brasil por três séculos resulta da submissão dos africanos e da ausência de lutas contra o
rigor do cativeiro.
e) A condição de grande proprietário, desfrutada por Joaquim Nabuco, reflete-se em sua visão contrária ao reconhecimento
da contribuição do negro para a cultura nacional.

03) A Praieira, apesar de ter brotado em meio aos conflitos políticos entre liberais e conservadores, foi, antes de mais nada,
uma revolta social. Sobre esse movimento, é correto afirmar que:

a) seu ideário e sua plataforma de lutas estavam inspirados nos manifestos da social democracia da época.
b) a rebelião foi apoiada essencialmente na insatisfação dos proprietários de terra da província de Pernambuco.
c) os proprietários rurais se mostravam descontentes com a proteção comercial dada aos interesses ingleses.
d) os assalariados da zona canavieira pernambucana se rebelavam contra a tentativa do governo central de impor limites ao
seu trabalho.
e) as reivindicações expressas em seu programa questionavam as diferenciações e os privilégios sociais existentes no país em
geral e em Pernambuco em particular.

04) Na primeira metade do século XIX constituiu.se o protecionismo alfandegário, ou seja, as taxas alfandegárias, no Brasil,
passaram a variar entre 30 e 60 %. Esta iniciativa, somada a outras, foi responsável pelo lº surto industrial brasileiro. Estamos
referindo-nos à/ao:
a) Tarifa Barão de Mauá;
b) Tratado de Comércio e Navegação;
c) Tratado de Livre Comércio;
d) Tarifa Alves Branco;
e) Abertura dos Portos às Nações Amigas.

05) Leia atentamente as afirmações abaixo sobre a Guerra dos Farrapos e assinale a alternativa correta.

I. - Foi a mais longa Guerra Civil do Brasil.


II. - Constituiram-se, em meio à luta, duas efêmeras Repúblicas: a Juliana, em Santa Catarina, e a Piratini, no Rio Grande do
Sul.
III - Entre os participantes desse movimento estava a "heroína de dois mundos", a republicana revolucionária Ana Maria de
Jesus Ribeiro - Anita Garibaldi.
IV - Trata-se de uma revolução de caráter popular em que as elites foram postas à margem durante todo o processo.
V - O desfecho da revolução foi sangrento. Não houve concessões nem anistia aos Farrapos. Todos foram executados.

a) Apenas I, II e III estão corretas;


b) Apenas II, III e IV estão corretas;
c) Apenas II e IV e V estão corretas;
d) Apenas III, IV e V estão corretas;
e) Todas as afirmações estão corretas.

06) A respeito da abolição da escravatura no Brasil é correto afirmar:

a) Ocorreu fundamentalmente devido às pressões inglesas que obrigaram as autoridades brasileiras a extinguir a escravidão.
b) Ocorreu depois que os cafeicultores encontraram, na imigração européia, uma forma de substituição da mão-de-obra
escrava.
c) Ocorreu de maneira gradual, vinculada à política de promoção da cidadania dos libertos, apesar das pressões políticas dos
abolicionistas na segunda metade do século XIX.
d) Ocorreu fundamentalmente devido à crise demográfica do continente africano, que não oferecia
mais grandes contingentes humanos que pudessem ser comercializados.
e) Ocorreu devido à força com que as idéias ilustradas foram incorporadas pelas elites brasileiras à época da independência.

07) A Guerra do Paraguai (1864-1870):

a) opôs Argentina e Uruguai ao Paraguai de Solano López; o Brasil apoiou o governo paraguaio, que conseguiu, apesar da
grande perda de soldados, vencer o conflito.
b) iniciou-se após desentendimentos militares e diplomáticos na região do Prata; o Brasil, em aliança com a Argentina, lutou
contra o Uruguai, que foi incorporado ao território brasileiro após o conflito.
c) foi marcada pela extrema violência e destruiu economicamente o Paraguai; o Brasil, por meio da guerra, organizou-se
militarmente e ampliou sua interferência política na região do Prata.
d) terminou com a derrota do Paraguai para a Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai); o Brasil auxiliou, após o
conflito, a recuperação do Paraguai por meio da realização de obras conjuntas entre os países.
e) trouxe o fim da ditadura do paraguaio Solano López e a incorporação do Paraguai à América Unida idealizada por Simón
Bolívar; o Brasil, por seu papel na guerra, tornou-se aliado militar constante da Argentina.

08) “A Guerra iniciada em 1865 interessava, por diferentes motivos, a todos os Estados envolvidos. Os governantes desses
Estados, com base em informações parciais ou falsas do contexto platino, anteviram um conflito rápido, cujos objetivos
seriam alcançados com o menor custo possível. (...) Dos erros de análise dos governantes envolvidos o de maior
conseqüência foi o de Solano Lopez, pois seu país viu-se materialmente arrasado no final da Guerra.” (DORATIOTO, F. A
Guerra do Paraguai. ed. rev. São Paulo: Brasiliense, 1991. p. 71-72.)
Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a Guerra do Paraguai, considere as seguintes afirmativas:

I - Solano Lopez levou o Paraguai à guerra com o apoio da Argentina e Uruguai, o que lhe permitiu concretizar suas
ambições de livrar a Região do Prata do domínio do Império brasileiro.
II - Além dos problemas de fronteira e navegação, o Império brasileiro temia que os conflitos na Região do Prata
alimentassem os sentimentos gaúchos de autonomia, anteriormente explicitados na Guerra dos Farrapos.
III - Problemas internos na Argentina e no Uruguai, onde havia forte oposição aos poderes centrais, levaram seus governos a
estabelecerem alianças com o Brasil, para deter a ameaça paraguaia e defender as respectivas integridades nacionais.
IV- Terminada a guerra, de curta duração, como previram os governantes dos Estados envolvidos, o saldo foi positivo para
todos e garantiu ao Paraguai a independência econômica.
V - Um episódio como a Guerra do Paraguai, muitas vezes analisado através da personalidade de Solano Lopez ou da
influência britânica no continente, também deve ser interpretado historicamente em face dos interesses e estratégias dos
países envolvidos.

Assinale a alternativa correta.


a) Apenas as afirmativas I, II e V são verdadeiras.
b) Apenas as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
c) Apenas as afirmativas II, III e V são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
e) Apenas as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.

09) Pode parecer estranho terem ocorrido tantas revoltas! Afinal, esse foi um período em que se procurou dar alguma
autonomia às Assembléias Provinciais e também organizar a distribuição de rendas entre o governo central e as províncias.
Porém, nunca eclodiram tantas revoltas em vários lugares do recém fundado Império do Brasil, contando, inclusive, com a
presença dos setores empobrecidos da população.
O texto acima refere-se a que momento da história do Brasil? Assinale a alternativa correta.

a) Regências
b) Independência
c) Guerra do Paraguai
d) Assembléia Constituinte de 1823
e) II Reinado

10) No século XIX, em suas relações com os países da América Latina, marcadas por conflitos de fronteiras, o Brasil

a) aliou-se à Argentina contra os demais interessados na Bacia do Prata.


b) incorporou-se ao Vice-Reinado do Prata, opondo-se à Argentina.
c) assinou, com o Paraguai e a Bolívia, o Tratado da Tríplice Aliança.
d) lutou para garantir o acesso de seus navios a Mato Grosso, pelo rio Paraguai.
e) aliou-se à Argentina e ao Uruguai contra os interesses ingleses na Bacia do Prata.