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Ministério da educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Campus Pato Branco

Perda de carga em tubulação

Carolai Mayara Fabris

Renan kosicoski

Ricardo Scandolo

Vinicius Damaceno

____________________________________________________________________
Profº Marcio Nakaura

¹Acadêmicos do Curso de Engenharia Mecânica.


Introdução
Sempre que um fluido se desloca no interior de uma tubulação ocorre
atrito deste fluido com as paredes internas desta tubulação, ocorre também
uma turbulência do fluido com ele mesmo, este fenômeno faz com que a
pressão que existe no interior da tubulação vá diminuindo gradativamente
à medida com que o fluido se desloque, está diminuição da pressão é
conhecida como “Perda de Carga (DP). Desta forma a perda de carga seria
uma restrição à passagem do fluxo do fluido dentro da tubulação, esta
resistência influenciará diretamente na altura manométrica de uma bomba
(H) e sua vazão volumétrica (Q).
Nesta aula de laboratório, pretendemos obter de dados como a variação de
pressão no tubo e no medidor, a vazão mássica, a velocidade no duto, o número
de Reynolds, o coeficiente de atrito, densidade e viscosidade dinâmica em
função da temperatura ambiente.
PROCEDIMENTOS
Primeiramente foi determinada a temperatura de 23,2ºC no local onde a prática
foi realizada. A prática foi realizada com três tubos: liso possuindo dois
diâmetros diferentes, e rugoso.

Figura 1 – Perfis das tubulações

Dando sequência ao experimento tomamos as medidas dos três tipos de tubos,


aferindo o comprimento e o diâmetro de cada um, utilizando como material uma
trena e um paquímetro respectivamente.

Medições dos tubos:

TUBOS RUGOSIDADE COMPRIMENTO DIÂMETRO

(m) (mm)

TUBO 1 RUGOSO 5,035 37,3

TUBO 2 LISO 5,039 77,3

TUBO 3 LISO 5,04 38,3

Tabela 1 – Tabela com as medições dos tubos.


Um dos tubos que possuía rugosidade havia o medidor de vazão do tipo Placa
de Orifício chamado de tubo 1, o tubo 2 também continha o medidor de vazão
citado anteriormente. O tubo 3 contava com o medidor de vazão do tipo Venturi.
figura 2: medidores de vazão , a esquerda tipo Venturi e a direita Placa
de Orificio.

Depois dos dados constantes serem obtidos, começaremos a obter os dados


experimentais. Alterando as frequências do motor que está conectado ao
instrumental, obtendo variações nos manômetros.

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Tabela 2 – Tabela com as medições da diferença de altura dos
manômetros.
A partir dessas informações coletadas e alguns dados fornecidos conseguimos
realizar os cálculos necessários para determinar nossos objetivos de pesquisa.

Dados

Coeficiente de vazão:

𝑘 = 0,676 (placa de orifício)

𝑘 = 1,067 (venturi)

Relação entre as áreas:

𝑑
(𝐷) ² = 0,45
Cálculos e análise dos dados obtidos

Densidade e viscosidade dinâmica

A partir da temperatura medida de 23,2oC, foi possível determinar a densidade


(ρ) e a viscosidade dinâmica (µ) dos fluidos analisando as tabelas abaixo:

Os dados de viscosidade e densidade obtidos para água foram:

𝜌𝐻2𝑂 = [𝑘𝑔/𝑚3 ]

µ𝐻2𝑂 = [𝑁. 𝑠/𝑚2 ]

E os dados sobre o ar, estão dispostos na tabela abaixo.


𝜌𝐴𝑅 = [𝑘𝑔/𝑚3 ]

µ𝐻2𝑂 = 𝑁. 𝑠/𝑚2

Diferenças de pressão

Para calcularmos a diferença de pressão (∆𝑝) utilizamos a equação:

∆𝑃 = 𝜌. 𝑔. ∆ℎ [𝑃𝑎]

Onde:

𝜌 = densidade da agua (kg/m³)

𝑔 = gravidade (m/s²)

∆ℎ = variação de altura (m)

Utilizando as informações de variação de altura da Tabela 2 e admitindo a


gravidade como 9,8 m/s² obtemos as pressões para as respectivas variações de
frequência.

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Tabela 3 – Tabela com as diferentes pressões em função da frequência.

Vazão volumétrica

Primeiramente precisamos achar o diâmetro de escoamento, usando a relação


𝑑
entre áreas: (𝐷)² = 0,45. Achados os valores aplicamos na fórmula a seguir.

Para calcularmos a vazão volumétrica (Q) utilizamos a equação:

ṁ = 𝐶𝑞. 𝐴√2. 𝜌. ∆𝑝 [𝑘𝑔⁄𝑠]

𝑚
𝑄=
𝜌
Onde:

𝐶𝑞 = coeficiente de vazão

𝐴 = área do escoamento (m²)

𝜌 = densidade do ar (kg/m³)

∆𝑝 = variação de pressão (Pa)

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Tabela 4 - Valores calculados – Vazão volumétrica

Velocidade do escoamento

Para calcularmos a velocidade do escoamento (𝑉) utilizamos a equação :

ṁ 𝑄
𝑉 = [𝑚⁄𝑠] 𝑜𝑢 𝑉 =
𝜌. 𝐴 𝐴

Onde:

ṁ = vazão mássica

Q = vazão volumétrica

𝜌 = densidade do ar

𝐴 = área do tubo

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Tabela 5 - Valores calculados – Velocidade do escoamento

Numero de Reynolds

Para calcularmos o número de Reynolds (𝑅𝑒) utilizamos a equação:


𝜌. 𝑉. 𝐷
𝑅𝑒 =
𝜇

Onde:

𝜌 = densidade do ar

𝑉 = velocidade do escoamento

𝐷 = diâmetro do tubo

𝜇 = viscosidade dinâmica

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Tabela 6 - Valores calculados - Número de Reynolds.

Perda de carga

Para calcularmos a perda de carga (ℎ𝑙) utilizamos a equação:

∆𝑝
ℎ𝑙 = [𝑚]
𝜌𝑔

Onde:

∆𝑝 = variação de pressão

𝜌 = densidade do ar

𝑔 = gravidade

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Tabela 7 - Valores calculados - Perda de carga nos tubos.

Fator de atrito

Para calcularmos o fator de atrito (𝐶𝑓) utilizamos a equação:


ℎ𝑙. 𝐷. 2. 𝑔
𝐶𝑓 =
𝐿. 𝑉 2

Onde:

ℎ𝑙 = perda de carga

𝐷 = diâmetro do tubo

𝑔 = gravidade

𝐿 = comprimento do tubo

𝑉 = velocidade do escoamento

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Tabela 8 - Valores calculados - Fator de atrito

Com os valores do número de Reynolds e os valores dos coeficientes de


atrito foi possível traçar o gráfico de Moody.

GRAFICO DE MOODY

Determinação da rugosidade

Com os valores do gráfico acima só foi possível determinar a rugosidade


dos tubos liso e rugoso.

CONCLUSÃO