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Caracterização de agregados graúdos e miúdos provenientes de

resíduos de construção e demolição, em Londrina-Pr, para aplicação


em pisos intertravados e blocos de concreto sem função estrutural
Characterization of coarse aggregate and fine aggregate from waste of construction and
demolition, in Londrina-Pr, for application in interlocking pavement and concrete blocks
without structural function

Nicolae Henrique Vedovelli Antunes(1); Roque Rodrigo Rodrigues(2); Adriana Macedo Patriota
Faganello(3); Julio César Filla(4); Paulo Sérgio Bardella(5)

(1)Graduando em Engenharia Civil, Centro Universitário Filadélfia


(2)Graduando em Engenharia Civil, Centro Universitário Filadélfia
(3)Engenheira Civil, Mestra, Professora, Centro Universitário Filadélfia
(4)Engenheiro Civil, Mestre, Professor, Centro Universitário Filadélfia
(5)Engenheiro Civil, Doutor, Professor, Centro Universitário Filadélfia
Av. Juscelino Kubitschek, 1626 - Caixa Postal 196 - CEP - 86.020-000 - Londrina - Paraná

Resumo
A construção civil, no Brasil, nos últimos anos, está crescendo de forma extremamente rápida, aumentando
a demanda por agregados naturais para utilização em diversas áreas da construção. De modo proporcional,
ocorre um aumento na geração de entulho nos canteiros de obra. Em Londrina-Pr, os resíduos de
construção e demolição (RCD), tais como argamassa, concreto e materiais cerâmicos, ou seja, resíduos
classe “A”, em atendimento à resolução n° 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente têm sido
destinados a uma empresa especializada em transportar, tratar e dar destino adequado. Como parte deste
tratamento, após a remoção de objetos metálicos, ocorre a rebritagem do material e a produção de
agregados miúdos e graúdos (brita 1, brita 2, pedrisco e areia). Este trabalho apresenta resultados da etapa
de caracterização das amostras de agregados miúdos e graúdos recolhidas no estoque da empresa. Após a
coleta e quarteamento de uma amostra representativa dos agregados, estudou-se as suas características
físicas (granulometria, massa específica, massa unitária, inchamento, absorção, etc). Os ensaios indicaram
que o agregado graúdo possuí uma massa específica e massa unitária, respectivamente, de 2,61 g/cm³ e
1,425 g/cm³ e o agregado miúdo possuí uma massa específica e massa unitária, respectivamente, de 2,488
g/cm³ e 1,551g/cm³. Os resultados indicaram a possibilidade de aplicação destes agregados na confecção
de pisos intertravados e blocos de concreto sem função estrutural, transformando um material, que de outra
forma seria inservível, em um produto útil e que colabora para a conservação e aumento da vida útil das
jazidas de agregados naturais.
Palavra-chave: agregados reciclados; resíduos de construção e demolição; blocos de concreto, pavimento intertravado

Abstract
The construction industry, in Brazil, in recent years, is growing extremely rapidly, increasing the demand for
natural aggregates for use in various areas of construction. Proportionally, there is an increase in the
generation of debris on construction sites. In Londrina-PR, the construction and demolition waste (CDW),
such as mortar, concrete and ceramic materials, in other words, waste class "A", in compliance with
Resolution No. 307 of the National Council on the Environment has been designed to a company
specializing in transport, treat and give proper destination. As part of this treatment, after the removal of
metallic objects, there is crushing of the material and production of coarse aggregates and fine aggregates
(crushed rock 1, crushed rock 2, gravel and sand). This paper presents the results of the characterization
step of samples of coarse and fine aggregates collected in the stock of the company. After collecting and

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quartering of a representative sample of aggregates, we studied their physical characteristics (size, density,
bulk density, swelling, absorption, etc). The tests indicated that the coarse aggregate possess a density and
bulk density, respectively, of 2.61 g/cm ³ and 1.425 g/cm ³ and fine aggregate possess a density and bulk
density, respectively, of 2.488 g/cm ³ and 1.551 g/cm ³. The results indicated the possibility of application of
these aggregates in the manufacture of interlocking pavement and concrete blocks with no structural
function, making a material that would otherwise be unusable in a useful product and help to conserve and
increase the life of the deposits of natural aggregates.
Keyword: recycled aggregates, construction and demolition waste, concrete blocks, interlocking pavement

1 Introdução
Com a crescente demanda de recursos minerais devido ao processo acelerado em que se
encontra a construção civil atualmente no Brasil, como conseqüência houve uma redução
da oferta destes recursos, e um aumento da quantidade de entulho gerado no processo
construtivo e nas obras de reformas. Visando o reaproveitamento dos resíduos de
construção e demolição (RCD) na construção civil, se torna necessário o conhecimento
das propriedades dos agregados originados pelo beneficiamento do RCD nas empresas
responsáveis por transportar, tratar e dar destino adequado aos mesmos, posteriormente
este material vai fazer parte da constituição do concreto de pavers e blocos de vedação
que poderá ser feito por qualquer pessoa que tenha um conhecimento mínimo na
construção civil.
Segundo Ino (2010) o Brasil é um dos poucos países da América Latina que possui
normas técnicas para a utilização de RCD na produção de agregados reciclados, e desta
forma é possível se ter parâmetros e técnicas padronizadas, um exemplo destas normas
é a NBR 15116/2004 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil –
Utilização e pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos.

2 Análise dos agregados


Para se conhecer a composição e as características dos agregados de RCD a serem
empregados em concreto para paver e blocos sem função estrutural, foram realizados
ensaios de composição granulométrica, determinação da massa específica, determinação
da massa unitária, determinação do inchamento no agregado miúdo, determinação da
absorção de água pelos agregados, determinação de material fino no agregado miúdo e
determinação da maior massa unitária entre os agregados.
Por meio de análise visual os agregados são classificados como Agregado de Resíduo
Misto (ARM), como se observa na Foto 01.

Foto 01 – Agregado graúdo e agregado miúdo de RCD (Acervo pessoal)

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2.1 Composição granulométrica
Conforme a NBR NM 248/2003, foram determinadas as composições granulométricas do
agregado miúdo e agregado graúdo como mostram as tabelas 01 e 02.

Tabela 01 - Determinação da composição granulométrica do agregado miúdo


PENEIRA (mm) MATERIAL RETIDO (g) % RETIDA INDIVIDUAL % RETIDA ACUMULADA
12,5 0,00 0,00 0,00
4,75 2,05 0,41 0,41
2,36 54,62 11,01 11,42
1,18 75,08 15,13 26,56
0,6 62,29 12,56 39,12
0,3 140,44 28,31 67,43
0,15 106,64 21,50 88,92
0,075 23,18 4,67 93,60
FUNDO 31,77 6,40 100,00
TOTAL 496,07 - -

Gráfico 01 - Distribuição granulométrica: agregado miúdo


100
90
80
% massa retida acumulada

70
60
50
40
30
20
10
0
0,1 0,15 0,3 0,6 1 1,18 2,36 4,75 6,3 9,5
10
peneiras mm

Zona utilizável inferior Zona ótima inferior Zona ótima superior


Zona utilizável superior Agregado miúdo

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De acordo com a caracterização do agregado, conforme NBR 7211/2005, o mesmo
apresentou DMC (Dimensão Máxima Característica) de 4,75 mm, módulo de finura igual a
2,34 e aproximou-se da zona ótima inferior.

Tabela 02 - Determinação da composição granulométrica do agregado graúdo


PENEIRA (mm) MATERIAL RETIDO (g) % RETIDA INDIVIDUAL % RETIDA ACUMULADA
12,5 3,41 0,68 0,68
9,5 1,86 0,37 1,06
6,3 237,42 47,59 48,65
4,75 187,03 37,49 86,13
2,36 66,57 13,34 99,48
1,18 1,02 0,20 99,68
0,6 0,12 0,02 99,71
0,3 0,45 0,09 99,80
FUNDO 1,02 0,20 100,00
TOTAL 498,90 - -

Gráfico 02 - Distribuição granulométrica: agregado graúdo

100
90
% massa retida acumulada

80
70
60
50
40
30
20
10
0
1 2,36 4,75 6,3 9,5
10 100
peneira mm

d (4,75) D (12,5) Agregado graúdo

Conforme NBR 7211/2005, o agregado graúdo apresentou dimensão máxima


característica de 9,50 mm, módulo de finura igual a 5,86 e enquadrou-se na zona
granulométrica 4,75/12,5 mm (d/D).

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2.2 Massa específica e massa unitária
O ensaio da massa unitária dos agregados no estado solto seguiu as prescrições da NBR
7251/1982 e o ensaio da massa específica utilizando o frasco de Chapman para esta
determinação seguiu a NBR 9776/1987, os resultados são expressos na tabela 3:

Tabela 03 – Massa unitária e massa específica do agregado miúdo e agregado graúdo


AGREGADO MIÚDO (g/cm³) AGREGADO GRAÚDO (g/cm³)
MASSA UNITÁRIA 1,551 1,425
MASSA ESPECÍFICA 2,486 2,61

2.3 Determinação do coeficiente de inchamento


O ensaio para a determinação do inchamento do agregado miúdo, que é o fenômeno da
variação do volume aparente, ocasionado pela absorção de água livre pelos grãos que
influência sobre a sua massa unitária, ou seja, o inchamento “é o aumento de volume de
uma dada massa de areia devido às películas de água deslocando as partículas tendendo
a separá-las” (NEVILLE, 1997). Este ensaio é normalizado pela NBR 6467/1987 -
Determinação do inchamento de agregado miúdo. Norma a qual foi seguida para a
determinação do inchamento médio e umidade crítica do agregado miúdo. A tabela 04
apresenta os valores encontrados com o ensaio.

Tabela 04 – Determinação do inchamento


TEOR DE VOLUME MASSA VOLUME COEFICIENTE
INCHAMENTO
UMIDADE SECO ÁGUA ÚMIDO DE
(%)
(%) (cm³) (g) (cm³) INCHAMENTO

0,50 500 3,57 520 1,04 4,00


1 500 7,14 530 1,06 6,00
2 500 14,28 540 1,08 8,00
3 500 21,41 550 1,10 10,00
4 500 28,55 558 1,12 11,60
5 500 35,69 565 1,13 13,00
7 500 49,97 645 1,29 29,00
9 500 64,24 760 1,52 52,00
12 500 85,66 810 1,62 62,00
15 500 107,07 800 1,60 60,00
Os valores correspondentes ao inchamento médio e a umidade crítica encontrados foram
de 64,5% e 12%, respectivamente.

2.4 Determinação da absorção dos agregados


A absorção é o processo em que um líquido é conduzido e tende a ocupar os poros
permeáveis do agregado, e é determinada através dos procedimentos descritos na NBR

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NM 53/2003 para a determinação da absorção em agregado graúdo e na NBR NM
30/2001 para a determinação da absorção no agregado miúdo. A Foto 02 mostra a etapa
de desmoldagem do tronco cônico do agregado miúdo, conforme a NBR NM 30/2001.

Foto 02 – Desmoldagem do agregado miúdo (Acervo pessoal)

Nas tabelas 05 e 06 se encontram os resultados obtidos para cada agregado, conforme


sua respectiva norma.

Tabela 05 – Determinação da absorção do agregado graúdo


MASSA SATURADA MASSA SECA ABSORÇÃO
AMOSTRA
SUPERFÍCIE SECA (g) (g) (%)
1 1053,4 985,2 6,92
2 1047,9 985,1 6,37
3 1052,1 985,7 6,74
4 1037,9 985,2 5,35
5 1038,1 984,9 5,40
6 1043,2 985,7 5,83

Tabela 06 – Determinação da absorção do agregado miúdo


MASSA SATURADA MASSA SECA ABSORÇÃO
AMOSTRA
SUPERFÍCIE SECA (g) (g) (%)
1 1097,20 965,10 13,69
2 1114,10 970,10 14,84
3 1081,70 962,60 12,37
4 1098,00 965,70 13,70
5 1099,60 961,40 14,37
6 1106,00 957,50 15,51

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Para encontrar a absorção do agregado graúdo e miúdo foi necessário fazer a média
aritmética simples e limitar os resultados em 5% a mais e a menos da média, e os valores
fora deste intervalo eram desconsiderados e se fazia outra média aritmética simples com
os valores que se encontravam dentro do intervalo, se repetiu este processo até os
resultados utilizados se enquadrarem dentro da média aritmética. Os resultados para a
absorção do agregado miúdo e graúdo foi de 13,92% e 6,10%, respectivamente.

2.5 Determinação de material fino (<75µm) no agregado miúdo


De acordo com a NBR NM 46/2001 foi feita a determinação do material fino, tanto aderido
como solto, que passa através da peneira 75 µm, por lavagem. O resultado encontrado foi
de 10,41% de material menor que 75 µm, enquadrando o material nos parâmetros da
NBR 15116/2004, a qual limita em 20% a presença de material menor que 75 µm.

2.6 Massa unitária entre agregados


Para se obter um melhor empacotamento, ocupando o máximo de espaço entre agregado
miúdo e agregado graúdo, determinou-se a massa unitária com vários traços da mistura
entre agregado miúdo e agregado graúdo como mostra a tabela 07:

Tabela 07 – Massa unitária entre agregados miúdo : graúdo


TRAÇO MASSA UNITÁRIA (g/cm³)
1 : 0,8 3,81
1: 1 2,55
1 : 1,25 3,05
1 : 1,33 2,33
1:2 1,91
1:4 1,59

3 Conclusão
Em termos dimensionais os agregados estudados, oriundos de resíduos da construção e
demolição obtidos em Londrina-Pr, apresentam viabilidade para sua aplicação em
concretos sem função estrutural e produção de pavers. De acordo com a NBR 7211/2005,
o agregado miúdo se encontra em uma faixa granulométrica ótima e é considerado uma
areia fina e o agregado graúdo se caracteriza por estar situado na zona granulométrica
4,75/12,5mm (d/D), sendo comercialmente denominado como brita 0.
Com o resultado encontrado de 10,41% para a quantidade de finos presentes no
agregado miúdo, foi possível verificar que o mesmo está dentro do parâmetro referente a
este item prescrito na NBR 15116/2004, entretanto é preciso atenção, pois quanto maior a
quantidade de material fino maior o consumo de água, já que se tem uma maior área
específica. Este maior consumo de água também pode ser verificado no ensaio de
absorção, pois os valores encontrados de 13,92% para o agregado miúdo e 6,10% para o

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agregado graúdo, indicam que os agregados possuem grande absorção de água, o que
deve ser levado em consideração no momento da determinação da relação água/cimento,
pois o agregado vai absorver certa quantidade da água utilizada na mistura. Outro fator
relacionado à presença de água em contato com o agregado é o ensaio de inchamento do
agregado miúdo, no qual se constatou que com a adição da água, o agregado miúdo tem
um aumento no seu volume, e depois de certa umidade, ele fica em uma razão de volume
úmido por volume seco constante. No experimento realizado se obteve a umidade crítica
de 12% e um inchamento médio de 64,5%, sendo que este valor elevado de inchamento
se deve ao fato da grande presença de material fino.

4 Agradecimentos
Os autores agradecem à Fundação Araucária e ao Centro Universitário Filadélfia pelas
bolsas disponibilizadas e apoio prestado. Também agradecem à empresa responsável
pelo gerenciamento dos resíduos de construção e demolição de Londrina-Pr pelo
fornecimento dos agregados estudados.

5 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7251/1995. Agregado no
estado solto - Determinação da massa unitária. Rio de Janeiro: ABNT, 1995. 3 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15116/2004. Agregados


reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e
preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
18 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 248/2003. Agregados -


Determinação da composição granulométrica. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. 6 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6467: Determinação do


inchamento de agregado miúdo. Rio de Janeiro: ABNT, 1987. 5 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 30: Agregado miúdo -


Determinação da absorção de água. Rio de Janeiro: ABNT, 2001. 10 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 46: Agregados -


Determinação do material fino que passa através da peneira 75 µm, por lavagem.
Rio de Janeiro: ABNT, 2001. 12 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 53: Agregado graúdo -


Determinação de massa específica, massa específica aparente e absorção de água.
Rio de Janeiro: ABNT, 2003. 15 p.

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CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. CONAMA. Resolução CONAMA nº 307,
de 5 de julho de 2002. Estabelece diretrizes e procedimentos para a gestão dos resíduos
da construção civil. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília, 17 jul
2002.

INO, Akemi et al. Materiais de construção civil : e princípios de ciência e engenharia de


materiais. 2. ed. São Paulo: IBRACON, 2010. 101 p.

NEVILLE, Adam M. Propriedades do concreto. 2. ed. São Paulo: PINI, 1997. 828 p.

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