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O LIVRO DOS SELOS

José Cabal e Ana de Lucas

Tradução
Ruah Huracán
O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA:
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin

ÍNDICE

1. Introdução.............................................................................................. 3
2. Conceitos básicos ................................................................................ 5
3. A descodificação do Tzolkin .............................................................. 10
4. Os selos ............................................................................................... 13
4.1. Primeiro nível dos selos: A criança ..................................................................................................... 14
4.2. Segundo nível dos selos: A criança vai à escola ............................................................................... 16
4.3. Terceiro nível dos selos: Voltar a casa ............................................................................................... 18

5. Meditações com os 20 selos .............................................................. 22


5.1. Dragão ................................................................................................................................................... 22
5.2. Vento ..................................................................................................................................................... 27
5.3. Noite ...................................................................................................................................................... 32
5.4. Semente ................................................................................................................................................ 35
5.5. Serpente ................................................................................................................................................ 41
5.6. Enlaçador de Mundos ........................................................................................................................... 45
5.7. Mão ........................................................................................................................................................ 48
5.8. Estrela ................................................................................................................................................... 52
5.9. Lua......................................................................................................................................................... 56
5.10. Cão ............................................................................................................... Erro! Marcador não definido.
5.11. Macaco .................................................................................................................................................. 64
5.12. Humano ................................................................................................................................................. 68
5.13. Caminhante do céu ............................................................................................................................... 75
5.14. Mago ...................................................................................................................................................... 78
5.15. Águia ..................................................................................................................................................... 82
5.16. Guerreiro ............................................................................................................................................... 86
5.17. Terra ...................................................................................................................................................... 91
5.18. Espelho ................................................................................................................................................. 94
5.19. Tormenta ............................................................................................................................................. 101
5.20. Sol ....................................................................................................................................................... 104

6. Os Neurónios Espelho ............................... Erro! Marcador não definido.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin

1. Introdução
Para nós, o Tzolkin é uma mensagem enviada desde dimensões superiores da
vida a todos os seres humanos sem exceção, portanto, nada tem a ver com
culturas nem etnias, porque é para todos.
“Todos sem exceção” é a ERA COMUM, e a era comum é agora. Acreditamos
que define um momento evolutivo do ser humano real e verdadeiro, porque todos
os seres humanos estão unidos por uma rede de neurônios espelho que define os
seres humanos. E não só por isso, mas também porque os seres humanos têm
no seu interior um elemento enlaçador permanente, expressado no Tzolkin pela
Noite, porque simplesmente quando estás só e com os olhos fechados, cada vez
que vês uma pessoa na tua imaginação estás a interagir com ela. A simples
recordação de uma pessoa interatua de forma real; influi na felicidade ou
infelicidade dessa pessoa, na sua saúde ou doença; pensando nessa pessoa
podes ajuda-la a curar-se e a sentir-se feliz.
A marca de “todos sem exceção” existe e tem sido valorizada desde o princípio da
sua criação. Católico, por exemplo, significa “de todos sem exceção”, universal, e
acreditamos que é um valor real porque está no programa da criação, em cada
pessoa, e fala de todos sem exceção com um mesmo pai em comum.

Maya e a água
O Tzolkin é Enlaçador, é maya porque é uma rede. Uma maya ou malha, é igual,
porque a palavra maya, aplicada a uma das culturas no Centro da América, é uma
palavra à que se lhe atribui uma fonética, já que nesses idiomas, múltiplos
idiomas mayas, não havia alfabeto fonético, e os glifos tinham diferentes formas
de serem ditos. Estão reconhecidas várias dezenas de línguas mayas e a sua
aproximação com outras vertentes, como os Toltecas, Aztecas, Mexicas, citando
só os mais conhecidos, que utilizavam também os mesmos glifos, dá uma
variedade de possibilidades enorme. E na realidade pela estrutura do glifo não se
pode em nenhum caso deduzir a pronúncia, porque não é fonética.

Mas maya-malha também tem uma relação com a palavra ÁGUA. Uma das
interpretações de maya é, “o sedimento que deixa a água”.
Em hebreu “mayim” significa as águas, porque esta palavra faz alusão à pedra
calcária com que construíram os seus templos e lugares sagrados como os
cenotes. Sempre é feminina e plural.
Este é outro dos nossos postulados: maya também faz referência à água. É a
água, que nós vemos na Terra a formar o mar, os oceanos, os rios, e que também
vemos nas nuvens a desejar descer, que na realidade é ascendente.
A água é uma energia celeste de mais além do Sol e forma parte do corpo do ser
humano em quase uns 80%. Por isso forma parte do Tzolkin.

Tu és outro eu
A Semente forma parte da família da água, também chamada família portal, junto
com a Lua, o Mago e a Tormenta.
É o único elemento vegetal em todos os selos mayas, sendo casualmente o
começo temporal. O Dragão é o começo do Tzolkin, mas a sua emergência no

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tempo é através da família portal, sendo a Semente o primeiro elemento que se
apresenta desta família. Logo a Semente é o arquétipo da porta do tempo.
E maya, assim, significaria porta. A Semente, desta forma, seria como a porta
entre duas dimensões, a do tempo onde estamos nós, e a dimensão mais além
onde já não existe esse tempo; a dimensão do tempo como cronos, que te
devora, e a dimensão do mais além do tempo.

A pessoa que vive o “tu és outro eu” é o maya de que falamos, porque uma gota
de água reconhece a outra gota de água como seu igual, independentemente da
carga que contenha essa água, porque a água, como se demostra com a
homeopatia, as flores de Bach e os trabalhos do senhor Emoto, recebe e guarda
frequências e informações de todo tipo, inclusive de alta espiritualidade. Mas
quando se juntam duas gotas de água, não se perguntam “de que estás
carregada?”, mas dizem antes; “tu és outro eu”, porque isso é prioritário. Os seres
humanos que se sabem água, mayim, também reconhecem a qualquer ser
humano, inclusive o seu inimigo, como outro eu.

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2. Conceitos básicos
A modo de resumo ou de introdução, apresentamos alguns dos conceitos do
Tzolkin nos quais nos baseamos na hora de descobrir os selos mayas.

Mas para avançar na descrição dos selos, portanto, no autoconhecimento, não é


necessário conhecer estes conceitos em profundidade.
Pode sufocar-se com tantas ondas, ocultos castelos e família, mas quem sabe
possa ler-se mais devagar, ou quem sabe simplesmente dar por dado adquirido
que já se entendeu e seguir em frente. Na realidade isso é quase o melhor, e se
no final não entendes-te, não te preocupes porque simplesmente significa que,
quem sabe, não significa nada. E se algo te serve ou ressoa, ainda que não seja
muito lógico, só então quem sabe, mereça a pena considera-lo meditativamente,
mas sem ultrapassar. Só se for divertido, se não, não acontece nada. Na
realidade tudo é muito fácil.

Os selos, as ondas e o Tzolkin


Os SELOS são arquétipos, ideogramas, ideias, símbolos, anagramas ou como os
queiramos denominar. São 20, mas ao mesmo tempo são um. Portanto, podem-
se considerar por separado, mas na realidade são vinte aspetos de uma só
realidade.
Chama-se ONDA ENCANTADA a qualquer ciclo de treze: treze dias, treze
semanas, treze luas, treze anos, etc. Na Onda Encantada de 13 selos, cada selo
está associado a um tom distinto, com um objetivo comum. O tono 1 é o propósito
da onda encantada, e portanto dos 13 selos da mesma, e o tom 13 é o que
termina a onda, determinando o fim do trabalho.
A onda supõe um trabalho grupal evolutivo.

O Dragão é o selo 1 e a onda 1, o protótipo de tudo o que começa. E é luz,


porque a luz é a realidade que poderíamos chamar corpórea, sólida, de outra
dimensão diferente da nossa. E na nossa, o Dragão é luz a tomar uma forma, e
isso cria os corpos sólidos, mas que na realidade estão compostos de luz. E a luz
é como falar de voluntários, pessoas que são voluntárias para cumprir uma
missão.
Mas quando o selo se transforma em onda, o que há incorporado é a
transcendência, e a transcendência está composta de consciência, de liberdade,
e essa liberdade chama-se voluntariedade, portanto está composta de uma
claridade mental tal que te permite escolher ser voluntário e então começas a
viver transcendentemente; passas do selo à onda. O selo traduz dimensões
superiores e é uma proposta; é o que desde dimensões superiores te é sugerido.
E a onda traduz o ser humano, que está a evoluir; é a resposta que o ser humano
pode dar à proposta que lhe fazem desde dimensões superiores. A onda é o
terreno do homem. O ser humano evolui ao viver as ondas.
É muito importante o conhecimento do teu selo natal e toda a explicação que
contém acerca do que estás a fazer e das tuas forças ocultas, do teu interior,
portanto conhecer a tua família e a tua família oculta. Esse trabalho contém

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elementos desta dimensão, que pode ser de terceira ou quarta, mas são as ondas
as que te levam a dimensões superiores.
Os selos têm uma apresentação como SELOS, que os enumera do 1 ao 20, e
uma apresentação como propósito, ou seja como ONDA, de onde a enumeração
é diferente.
A apresentação dos selos como selos, os enumera do 1 ao 20 e é o que constitui
a primeira coluna do Tzolkin. E a apresentação dos selos como propósito,
também os enumera do 1 ao 20 ainda que numa ordem diferente, portanto como
ondas, porque o propósito é o início de uma onda onde vão aparecer os tons.

OS SELOS AS ONDAS

1. Dragão 2. Vento 3. Noite 4. Semente 1. Dragão 2. Mago 3. Mão 4.Sol

5. Serpente 6. E. Mundos 7. Mão 8. Estrela 5. C.Céu 6. E. Mundos 7. Tormenta 8. Humano

9. Lua 10. Cão 11. Macaco 12. Humano 9. Serpente 10. Espelho 11. Macaco 12. Semente

13. C.Céu 14. Mago 15. Águia 16. Guerreiro 13. Terra 14. Mago 15. Noite 16. Guerreiro

17. Terra 18. Espelho 19. Tormenta 20. Sol 17. Lua 18. Vento 19. Águia 20. Estrela

Na apresentação dos selos do 1 ao 20 podem-se tomar os selos de um em um e


encontrar que cada um tem um conteúdo individual e próprio, que é o que convém
à pessoa encontrar associado à sua data natal, para se reconhecer. Reconhecer-
se é basicamente a primeira tarefa, e já supõe muitas vezes, modificações sobre
ti.
O selo fala à pessoa, a onda informa sobre o evolutivo, que sempre tem uma
referência grupal porque a evolução é grupal, e o TZOLKIN fala sobre a
humanidade como arquétipo. Está formado por 260 períodos temporais, que são
a combinação de 20 selos e 13 tons. Começa na onda do Dragão, e vai
recorrendo o resto de ondas até acabar na da Estrela.

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Além do conteúdo individual que tem cada um dos 20 selos, também contém uma
informação por ser a primeira vez que aparecem no Tzolkin, ou seja formando um
bloco com um conteúdo específico como primeira COLUNA, de modo que o valor
de cada selo se converte em algo diferente em cada coluna.
A primeira coluna, é em si um programa e uma profecia, portanto é uma proposta
e também fala-nos de algo que vai acontecer e que, além disso, está a suceder.

Também, considerando cada selo por separado encontramos uma explicação


para que esse selo apareça em cada coluna associado a um tom diferente. E é o
ritmo em que aparecem os tons o que contem algo extra para quem se sinta
motivado a aprofundar esse nível.
De modo que além de haver uma informação sobre ti pelo teu selo convém
conhecer a proposta geral.

A cores, as famílias e os castelos


Os selos aparecem com uma COR e a cor sempre se apresenta na mesma
ordem: vermelho, branco, amarelo e azul. Há uma informação associada à cor,
que converte aos 20 selos em 4 cores. E neste nível transportam uma informação
similar à dos elementos na astrologia, portanto, o vermelho como terra, o branco
como água, o azul como fogo e o amarelo como ar.
Assim, os selos podem-se agrupar de cinco em cinco, com algo que os unifica e
une, dando lugar às cores.

Mas também se pode agrupar aos selos de quatro em quatro, dando lugar À
FAMÍLIA.
Esta nova informação não provém nem do selo, nem da ordem dos selos, nem do
selo como propósito, nem da coluna, nem da linha horizontal, nem da cor, se não
que provém da apresentação dos 20 selos na forma circular, aparecendo em cada
selo, com um ritmo de cinco, um ponto cardinal, que forma uma cruz nesse
círculo.

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Todas as cruzes que se podem fazer representam as famílias dos selos.

Cada pessoa pertence à família onde está o seu selo de nascimento, e vive as
experiências associadas a cada um dos selos desta família, em todos os tons
possíveis. Portanto, são 52 experiencias (4 selos X 13 tons) que cada pessoa tem
que viver para se reconhecer. Então, o nascimento num selo concreto também te
oferece, como profecia e como proposta, uma sequência de 52 possibilidades que
se inicia no dia que nasces.

Por outro lado, com respeito às ondas, a sua agrupação de quatro em quatro dá
origem aos CASTELOS, sendo a numeração dos castelos de 1 ao 5, aparecendo
uma quinta cor que é o verde.
Isto converte os selos em algo que tem uma cor de 1 ao 4, mas que por sua vez
está dentro de uma estrutura onde há 5 cores. E estas 5 cores são similares ao
que expressam os sólidos platónicos, onde a cor verde representa o éter e os
demais são os mesmos: vermelho-terra, branco-água, azul-fogo e amarelo-ar.
A apresentação dos selos como selos está associada às 4 cores, e a proposta
dos selos como ondas está associada às 5 cores.
As cores têm a ver com as dimensões da vida, e a proposta de 4 cores, que te faz
saber quem és e te ajuda a reconhecer-te, introduz-te na quarta dimensão,
enquanto, o conhecimento da apresentação dos selos como propósito, portanto
das ondas, onde aparecem 5 cores, apresenta-se como transcender a quarta
dimensão. A apresentação dos selos ajuda-te a entrar na quarta dimensão, e o
trabalho nas ondas, a transcender a quarta dimensão e entrar em dimensões
superiores.

Os Ocultos:
Outro elemento fundamental associado aos selos é o conhecimento do OCULTO
DO TEU SELO.

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O oculto do teu selo é o resultado de um espelho duplo no Tzolkin de 260 casas,
onde tanto o de cima como o de baixo, como o da direita e o da esquerda, se
refletem mutuamente.
De tal modo que o que está em cima à esquerda, por exemplo a casa 1, se vê
refletida abaixo à direita, portanto na casa 260, que é a última. O espelho duplo é
também uma cruz.
Isto faz que nas cores apareça essa mesma relação, de modo que os selos
vermelhos e os amarelos geram ocultos entre si, e os selos brancos e os azuis,
também.

Há, igualmente, uma estrutura similar à das ondas, em que ficam unidas em ti a
onda do teu selo natal e a ONDA DO TEU OCULTO, que também convém
conhecer. Além de estarem unidas em ti, estas ondas estão unidas no Tzolkin,
onde aparece um centro formado pelo Cão 13 - Macaco 1, que são ocultos entre
si, e que representam a máxima aproximação dos ocultos num Tzolkin. As ondas
Espelho, onde está o Cão 13, e o Macaco, são ocultas entre si e estão contiguas,
próximas, juntas no Tzolkin, e segundo nos vamos distanciando deste centro vão
aparecendo o resto das ondas ocultas.

Também as ondas expressadas pelos castelos convertem ao castelo 1 e 5 como


ocultos entre si, o mesmo que o 2 e o 4. E de novo volta a aparecer um centro
ordenante, neste caso ocupado pelo terceiro castelo.

Os selos ocultos, ondas ocultas e castelos como ocultos mostram que algo
exterior está unido com algo que não se vê, mas que na realidade é o mesmo.
De modo que, mais além da aparência, de uma aparente desorganização de
intenções, há algo que une, talvez oculto, cujo reconhecimento forma parte da
aprendizagem.

Os portais no Tzolkin
Dentro do Tzolkin como símbolo em si, também há uma informação mostrada
pelo próprio desenho negro sobre branco, que conforma o Tzolkin. As casas
negras são PORTAIS dimensionais, e dotam as pessoas que nascem aí umas
tarefas específicas como portais. E no transcurso dos dias, cada vez que estás
num desses dias ocorrem situações onde estão mais perto os bordes das
dimensões e as vivências tomam-se com essa intensidade o que favorece a
evolução e a abertura da consciência.

A consciência é o reconhecimento de que por detrás do tempo e as coisas, está o


sagrado. Tudo é sagrado, nada é intranscendente. Tudo é transcendente, a
matéria é luz a cumprir uma missão para ti, cheia de amor, paciência e entrega
para ti. E o tempo é um espaço vazio à espera que o enchas para que suceda o
milagre; a expansão, a iluminação, o acesso.

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3. A descodificação do Tzolkin
O Tzolkin fala sobre os selos em várias direções e em distintos níveis. Não é uma
só coisa.
A descodificação do Tzolkin sucede de maneira simultânea aos descobrimentos
científicos da última geração.
Para receber a informação contida no Tzolkin é imprescindível a visão de conjunto
e menos a visão dos detalhes. Sabemos que há um hemisfério cerebral que se
ocupa preferentemente dos detalhes, da lógica e das recordações, e outro
hemisfério criativo, que contém uma visão global. Mas esta divisão não é
excludente, porque agora mesmo se sabe que em qualquer atividade podem
atuar os dois hemisférios, ainda que haja sempre uma predominância.
Para receber a mensagem viajando no tempo e conteúdo do Tzolkin, é
imprescindível utilizar preferentemente o hemisfério criativo, global, holístico.
Normalmente os estudos são coisas sérias e para isso se utiliza o hemisfério
lógico. Quem sabe por esse motivo, a riqueza contida no Tzolkin tenha passado
despercebida, e apareça melhor como um feito folclórico, algo bonito, curioso,
peculiar, mas de um conteúdo de sabedoria por baixo da nossa ciência.

O avanço da ciência e o Tzolkin


Além disso, quanto mais avança a ciência para postulados que se distanciam da
lógica, mais atraente e sábia se mostra a informação contida no Tzolkin.
O Tzolkin contém uma informação acerca dos neurônios espelho e a rede que
une a todos os seres humanos, que estão a precisar de uma maior maturidade na
humanidade para poder ser reconhecida.
O reconhecimento dessa rede é simultâneo ao desenvolvimento da Internet,
porque os neurônios espelho não somente se ativam com o que está a suceder
diante de ti, mas também que permitem estabelecer conexões no tempo, ou seja
adentrar-se no passado e conectar com pessoas que inclusive já não estão vivas
na Terra mas que já transcenderam.

A energia Reiki nos símbolos maya


Mas para tais conceitos, também era imprescindível não só o desenvolvimento e
o reconhecimento dos neurónios espelho ou o desenvolvimento da informática e a
criação das redes sociais e Internet, se não que era imprescindível também a
popularização e o descobrimento do Reiki.
Ainda que o mestre Usui tenha criado em 1922 a sua associação, até 1938 não é
iniciada nenhuma pessoa ocidental. Nos anos 80 começa a expandir-se a nível
popular em quase todos os países, e atualmente já há milhões de pessoas
iniciadas e milhões de pessoas com mestria, portanto que fez falta uma evolução,
um pouco como faz a água, por impregnação, para que haja uma quantidade
suficiente de pessoas com essa vibração.

A energia Reiki, portanto a energia em forma de onda, curadora, também está


contida nos símbolos do Tzolkin.

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Por isso é importante reconhecer a qualidade dos elementos, que é o que se faz
presente através dos castelos. Por exemplo, a invocação das ondas do primeiro
castelo, ondas um à quatro, tem um efeito sobre o sólido das pessoas.
Isso está dito de forma muito rasa e a realidade é mais complexa, mas a
constante evocação do Dragão e a sua família (na ordem Dragão, Enlaçador,
Macaco e Guerreiro), seguida da família do Mago (Mago, Tormenta, Semente,
Lua), da família da Mão (Mão, Humano, Terra, Vento), e da família do Sol (Sol,
Serpente, Cão, Águia), tem um efeito curador a nível físico; a simples invocação
ou a simples recitação.
Quando fazes isto dás-te conta de que em determinadas pessoas reage com mais
ressonância cada vez que evocas por exemplo o selo azul da família, ou o selo
branco, ou também te das conta de que a ressonância curadora em determinadas
pessoas tem mais relação com uma das famílias do que com uma das cores. De
facto é conveniente recitar todos os castelos, percebendo a ressonância.
Há uma força curadora na invocação desses selos: a parte emocional, mais
relacionada com a água, quando passas pelo segundo castelo; o conflito do
momento presente e a evolução que supõe resolvê-los, com mais ressonância no
terceiro castelo; assim como a claridade que pode ocorrer quando ativas o quarto
castelo, com uma clara identificação com a quarta dimensão e a consciência.

A ativação das células mãe


Temos falado dos neurônios espelho, das redes sociais, do Reiki, e falta-nos um
elemento fundamental pela sua realidade, que são as células mãe.
O Tzolkin tem uma relação direta com a ativação das células mãe. Em todos os
selos de cor vermelha podemos encontrar algo relacionado com as células mãe.

Pode parecer uma maluquice ou uma fantasia falar tanto de células mãe e
neurônios espelho quando cada vez há mais pessoas no mundo que necessitam
de modo permanente, portanto, todos os dias, de tomar medicação para poder
manter-se vivos.
Pode parecer uma maluquice ou uma fantasia, e quem sabe o seja, falar de um
mecanismo existente no ser humano para reconstruir o seu corpo, e de um
mecanismo que o conecta com os outros seres humanos.
Efetivamente, quem sabe, sendo uma realidade constatável empiricamente e com
a qual estão a trabalhar as universidades e os laboratórios, seja uma maluquice
falar desses dois sistemas que produzem vontade de viver, mas não como algo
externo se não desde dentro.
Cada vez há mais pessoas presas ao crónico, precisamente de modo simultâneo
à descodificação do Tzolkin.
Quanto mais claramente se conhecem os conteúdos dormentes ou expectantes
do Tzolkin, mais aumenta o volume de pessoas presas a um fármaco por
prescrição facultativa. Cada vez há mais pessoas que necessitam de tomar
diariamente medicação, para baixar a tensão ou o açúcar, manter o sangue
líquido, conseguir dormir, evitar a depressão, etc.
É inexplicável. Como é possível que uma pessoa esteja em risco de morrer por
algo que basicamente vai depender das suas emoções, quando a proposta que
faz o Tzolkin sobre as emoções é que te levem ao céu, ao prazer, mas não ao
céu porque morras, mas sim porque vivas.

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A emoção, representada pelo selo da Lua, é o início do quinto castelo, associado
ao prazer, à liberdade, à vida, à plenitude. Mas a Lua é o oculto do Humano. A
pregunta é; a emoção pode matar o humano ou é a não emoção, portanto, não
viver ou negar as tuas emoções, o que pode matar o humano?
A Lua e o Humano como selos significam o mesmo; a emoção é o humano, mas
Humano significa liberdade e pensamentos elevados. De modo que há uma
relação entre a emoção, a liberdade, os pensamentos elevados, a vida em
plenitude e o céu, entendendo por céu não uma questão religiosa se não uma
questão experiencial, uma experiencia.
Então a pregunta é; a emoção é o que te mata? Ou, não viver a emoção, não
encontrar pensamentos elevados ou não sentir-te livre é o que te mata? A
vontade de viver está intimamente relacionada com as CÉLULAS MÃE, e a
emoção está intimamente relacionada com os NEURÓNIOS ESPELHO, com o tu
és outro eu, com a empatia.
Pode parecer um maluquice falar tanto de neurônios espelho e de células mãe
como algo possível que espera ser realizado, portanto como uma realidade
existente dentro do ser humano que pode ser ativada, quando a realidade nos
mostra um cenário que parece contraditório.

Que acontece com as células mãe? Será que as células mãe, para se ativarem e
gerarem vida, necessitam de que se lhes dê veneno ou que se ativem os
neurônios espelho?
Propomos o conhecimento do Tzolkin como antídoto; propomos o espelho, o “tu
és outro eu, e eu sou outro tu”, como antídoto; propomos encontrar o sagrado na
sexualidade; propomos encontrar o sagrado na palavra; propomos encontrar o
sagrado na emoção, na solidariedade; propomos o agradecimento e a bênção.

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4. Os selos
Há 20 selos. Estes 20 selos são arquétipos, ideogramas, ideias, símbolos,
anagramas ou como os queiramos denominar.
São 20, mas ao mesmo tempo são um. Portanto, Podem-se considerar por
separado, mas são vinte aspetos da mesma realidade.
Por um lado podem representar a totalidade da vida, da criação, mas também
podem representar o ser humano na sua totalidade. E representar assim vinte
aspetos do ser humano mas com vocação de representar a totalidade.
Nesta aproximação à totalidade, não é a lógica a que nos leva ao encontro, mas
antes a surpresa, o que te assalta, o repentino, a associação de ideias que te
sugere algo. Há 20 ressonâncias que vão fazer que desde ti saia de forma criativa
todo o conhecimento que já está dentro.
Ao olhar um selo, ele está a dizer-te algo, inclusive mesmo que não te dês conta,
de forma similar à publicidade, que utiliza anagramas e símbolos.
Uma característica importante dos selos é que permitem a abertura às sincronias,
que como diz a real academia da língua é a coincidência de feitos ou fenómenos
no tempo, algo que poderá ser percebido pelas pessoas que comecem a
aprofundar no Tzolkin, associado à abertura de consciência. Estas sincronias
estão mais relacionadas com os selos do que com as palavras.

A sequência de vinte selos é uma sequência numerológica, já que se utiliza para


contar anos, meses, períodos de tempo, com um valor similar ao que nós lhe
damos aos números do um ao vinte. Nós temos dez números, e eles tinham vinte.
Os vinte selos têm um carácter de número, que se utiliza para contar espaços de
tempo, mas dentro dessa numerologia, o mais importante com relação ao Tzolkin
é a agrupação dos vinte selos, sempre na mesma ordem, em grupos de treze.
Esses treze selos são o que forma uma onda encantada, e a ordem em que
aparecem é o que se denomina tons.

A análise dos selos


O Tzolkin fala acerca dos selos em várias direções e em distintos níveis. Não é
uma só coisa.
Há informação como selo, como número, como cor, como família, pelo seu oculto,
pelo seu vinal, pela sua coluna, pela estrutura da sua própria onda como
propósito, pelo castelo ao que pertence esta onda, etc.
E há informação extraída de outras associações, que podem mostrar-se evidentes
e imprescindíveis e que por isso seja apropriado ressaltar.
Mas tudo isto deve ser personalizado, o que abre de novo um campo muito mais
amplo e cheio de possibilidades. Portanto se falamos de, por exemplo, um
Guerreiro auto-existente que nasce num ano Mago magnético é diferente daquele
que nasceu num ano Tormenta ressonante. Portanto que a energia do ano
também traz a sua cor ao ver-se personalizada. Mas não só o ano, se não todos
os elementos que singularizem esta pessoa.
Normalmente pode ser muito recomendável descrever um selo desde um ângulo
inusual e muito parcial, porque assim se ressalta algo que está no selo mas que

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normalmente fica pouco visível quando se considera unicamente o mais
característico do selo.

E por último há que ter em conta que quando falamos do selo de nascimento de
uma pessoa, é por sua vez parte do seu karma e do seu dharma, ou seja, é um
dom e um karma. Por um lado é uma qualidade, mas por outro lado necessita de
trabalha-lo ativamente.

O Tzolkin propõe-te um auto reconhecimento através do teu selo pessoal e a sua


família, e através do teu tom pessoal.
A simples invocação interiorizada da mandala que forma a tua família, assim
como a família do oculto do teu selo natal, pode transportar-te a um auto
reconhecimento que renova a estrutura celular.

Uma explicação dos selos pode realizar-se por níveis, como aparece na
continuação, partindo do nível mais sensível, que é uma explicação dirigida à
criança interior de cada pessoa.

4.1. Primeiro nível dos selos: A criança


O primeiro nível de expressão dos selos do calendário maya pode-se dizer que
esta dirigido à Criança.
Dentro de cada pessoa há diferentes níveis de personalidade e um é o nível da
Criança, que precisamente é o que mais utiliza a publicidade, o qual demostra a
sua força e a sua atualidade, porque a publicidade e toda a indústria associada é
um sector totalmente em auge e em expansão, inclusive numa sociedade atual
que se acredita em crise.
Mas é que dentro de cada pessoa, por mais seria que se acredite essa pessoa e
que queira aparecer e parecer, há uma criança, porque o nível “criança” está
também na realidade, portanto na totalidade. E é algo que podemos relacionar
com a inocência e com o “não ter que pedir permissão para viver”.
A vida não é séria, porque não necessita de parecer nada. Não necessita de
parecer responsável; não necessita de parecer comoda; não necessita de parecer
“limpa” nem honesta. E este nível de inocência e de ingenuidade,
afortunadamente, e dizemos “afortunadamente” como sinónimo de vitalmente,
está sempre presente em qualquer pessoa.
E é a esse nível inocente que se dirige diretamente o calendário maya,
simplesmente através dos nomes dos selos, portanto os 20 nomes dos 20 selos.
E sem mais conhecimento do que a existência desses 20 nomes, já começa um
processo de reencontro com o mais ingénuo mas vital da realidade.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin

OS SELOS

1. Dragão 2. Vento 3. Noite 4. Semente

5. Serpente 6. E. Mundos 7. Mão 8. Estrela

9. Lua 10. Cão 11. Macaco 12. Humano

13. C.Céu 14. Mago 15. Águia 16. Guerreiro

17. Terra 18. Espelho 19. Tormenta 20. Sol

Além disso queremos dar uma breve explicação dos selos neste primeiro nível de
criança, poderíamos dizer, por exemplo, que o Dragão é uma personagem talvez
irreal, ou seja que não é desta dimensão, mas que aparece nos contos infantis;
une a inocência e a precedência de outra dimensão.
E em geral a explicação para cada um dos selos poderia ser a seguinte:
Dragão: Algo de outra dimensão, que vem contactar com o teu ser; com o teu ser
inocente.
Vento: Algo invisível mas sentido, movente. Sábio, porque sabe mover barcos,
moinhos, nuvens. Amigo dos pássaros.
Noite: A Noite para uma criança é algo misterioso, porque está obscura. É o
desconhecido, a porta do mistério. As crianças estão quentinhas na sua casa, na
sua cama; contam-se contos, histórias. Ou seja, a Noite é calor, fantasia, mistério.
Semente: Todas as plantas. Algo para regar. Flores. Algo para comer. A terra. As
frutas. Algo doce, saboroso, refrescante. Atrai aos pássaros e aos animaizinhos.
Serpente: Pois, uma Serpente.
Enlaçador: Algo que une.
Mão: Acariciar, fazer coisas. Segurança
Estrela: Céu, Luz, Noite, Mistério.
Lua: Luz, Noite, contos, mistério.
Cão: Amigo, brincar.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
Macaco: Brincar, rir, circo.
Humano: Papá, Mamã, os irmãos, os amigos.
Caminhante do Céu: Contos e fantasia.
Mago: Contos e sabedoria.
Águia: Voar.
Guerreiro: Lutar.
Terra: Correr, saltar, montanhas, jardins, casas.
Espelho: Olhar.
Tormenta: Chover, raios, trovões.
Sol: Luz, calor, verão, férias.

4.2. Segundo nível dos selos: A criança vai à escola


Mais além do poder de suscitar imagens dos nomes dos selos, há uma espécie
de necessidade de saber, e talvez “saber” seja parecido a:
Se és uma menina, agarras a boneca entre os teus braços porque é tua, e
guarda-la num sítio com os seus vestidos porque é tua, é a tua boneca; e se és
um menino, e gostas de futebol, gostas de ter uma bola tua.
Ainda que na verdade é que as crianças cada vez brincam menos com
brinquedos e mais com máquinas, mas bom, o que queremos dizer é que há um
nível de conhecimento mais além da ingenuidade, que contém algo de
apropriação, ou seja de reconhecer como algo é teu, e que de alguma forma te
conduz a ser um mestre, porque abre o caminho do conhecimento.
O caminho do conhecimento começa com o reconhecimento. Conheces o que
reconheces. Para conhecer algo tens que o ter visto pelo menos antes, e vendo-o
começa a formar parte de ti, porque forma parte do teu universo. E o caminho do
conhecimento também contém uma expansão que vai de ti para fora. E isso é o
Universo, ou seja Deus, ou seja tu.
No mundo dos selos maya inicia-se um caminho de conhecimento quando se o é
concedido ou administrado, ou quem sabe surge ou aparece, ou se encontra ou
se comprova, que há um conteúdo associado a cada selo; um conteúdo de
conhecimento diferente do seu nome.
Assim, o Dragão associa-se com, o início, com a energia feminina, com a
solidariedade. E uma pessoa sabendo isto já pode guardar essa bola ou essa
boneca na sua casa, porque já tem algo, e sempre pode tira-lo para olha-lo.
Então parece procedente propor algo para cada selo, porque há pessoas muito
ricas de conhecimento que nos ajudam através da sua atenção e telepaticamente
nos enriquecem tanto que temos no mínimo de dar-lhes os agradecimentos desde
o mais profundo do nosso coração, incluindo o coração criança.
Mas também há pessoas que querem ter uma boneca, umas cerâmicas ou
qualquer outro brinquedo, e também agradecemos o seu interesse, porque forma
parte do encargo que temos.

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Uma primeira proposta para cada selo neste segundo nível seria:
Dragão: Solidariedade, a energia feminina e uma energia de início.
Vento: Comunicação e o espírito.
Noite: É o poder interior de cada pessoa para gerar imagens, inclusive quando
está a dormir. Vai acompanhado de um conteúdo mais específico de sonhar a
abundância, mas para todos.
Semente: “Sê como és” ou “a virtude sem esforço” ou “que divertido é tudo”.
Serpente: Energia vital, kundalini.
Enlaçador de mundos: Há quem gosta de relaciona-lo com a morte, mas
francamente, isso é um aspeto muito da terceira dimensão. O Enlaçador de
mundos é o desapego, o conteúdo do desapego e também o conteúdo do acesso
a outras dimensões. É uma porta.
Mão: Cura, canalização, realização.
Estrela: Harmonia, beleza, ética.
Lua: Água, emoções, e talvez algo que está em ti mas que não reconheces.
Cão: Amor incondicional.
Macaco: Alegria, novo nascimento, brincar, ousar.
Humano: Liberdade e pensamentos elevados.
Caminhante do Céu: Expansão, gozo. Relaciona-se também com espaços
abertos, mas os espaços abertos, aqueles que te permitem e expressam a
expansão, e a expansão é sempre algo gozoso. Nada gosta de estar
constrangido; se te apertam muito os sapatos passas mal; se a camisa te ficou
pequena, estás incomodado, ou se não te podes expressar porque não te deixam.
E tudo o contrário, a expansão é poder olhar à distância, dizer o que sentes, rir-te
as gargalhadas, poder bocejar, etc.
Mago: Aprendizagem.
Águia: Criatividade.
Guerreiro: Expansão da consciência.
Terra: Alinhamento. Também é um veículo comum e portanto fala de aceitação,
de atração. Geralmente representa uma conexão com o centro da vida e uma
sabedoria generosa.
Espelho: A realidade.
Tormenta: Representa as transformações, reinventar-se, o milagroso, a abertura
ao sobrenatural.
Sol: a Luz.

Em alguns selos nos estendemos e debruçamos mais e em outros menos. Nos


que nos estendemos menos foi porque sobretudo, queríamos ser concisos. E nos
que nos estendemos mais, não sabemos o porquê. Quem sabe outro dia seja

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diferente. Quem sabe com isso só queiramos dizer que no referente ao calendário
maya, a esta sabedoria, é importante escutar o teu interior.
Mas neste segundo nível, sem querer estabelecer algo fixo e imutável, também
podemos ser concisos e resumir as características dos selos, como aparece na
continuação:

SELOS MAYAS

1. Dragão 2. Vento 3. Noite 4. Semente


Solidariedade, energia Comunicação, espírito, Ensonhação da abundância, Crescer, ser, florescer,
feminina, energia palavra. sistema de crênças, permitir que o teu programa
maternal, cuidar, iniciar visualização. se realize.

5. Serpente 6. Enlaçador de Mundos 7. Mão 8. Estrela


Energia vital, kundalini. Clarividência para enlaçar Cura, realização, Harmonia, ética, estética,
Aspeto polar da com outras dimensões, canalização. consciência da sociedade
divindade. desapego. celeste.

9. Lua 10. Cão 11. Macaco 12. Humano


Água, purificação, Amor incondicional. Inocencia, alegría, jogo, Liberdade, pensamentos
transmutação Atrever-se, ousar. elevados.

13. Caminhante do Céu 14. Mago 15. Águia 16. Guerreiro


Expansão e gozo. Nascimento a uma realidade Visão, intuição, Expansão de consciência,
mais além do tempo. criatividade. Questionar-se.
Aprendizagem.

17. Terra 18. Espelho 19. Tormenta 20. Sol


Alinhamento, sincronia, Reflete a realidade. O Transformação, Luz, elevação de
atração. espelho é o aqui e agora. renovação, renascimento, consciência, iluminação
Aspecto dual da ressurreição, milagre.
divindade.

4.3. Terceiro nível dos selos: Voltar a casa


Há um terceiro nível nos selos que seria equivalente, na sua forma mais sensível
ao feito de saber voltar a casa sempre. E numa forma mais elaborada, ter a chave

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da tua casa, abrir a porta e tudo estar no seu sitio. E já numa forma muito mais
elaborada, seria ter trabalho, saber voltar a casa sempre e que tudo esteja no seu
sitio.
Portanto, há um nível no diálogo com os selos maya onde além do nome e de um
conteúdo fácil, memorizável, existe um conteúdo que provém da posição, a ordem
e uma multitude de referências que enriquecem o conteúdo inicial atribuído a
cada selo, e que em nenhum caso podem nega-lo, mas antes ao contrário,
qualquer discrepância aparente abre novas considerações enriquecedoras da
realidade. Segundo avanças neste conhecimento, vais abrindo portas.
E mais além, ainda haveria um quarto nível onde tudo funcionaria como num nível
de canalização onde nada é teu, nem sentes necessário que o seja, porque tudo
é teu e de todos.
Neste terceiro nível é muito importante a observação. E o primeiro que há para se
olhar é ao Tzolkin como símbolo em si.
A partir daqui já tudo tem sentido, e o interessante é encontrar esse significado.

Um exemplo muito básico deste terceiro nível seria descrever os selos tendo em
conta, além do que representam por si mesmos, os seus selos ocultos e a família
a que pertencem:

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SELO DESCRIÇÃO

1. Dragão Solidariedade, energia feminina, energia maternal, nutrir,


cuidar.Início.
Energia do surgimento, do ver.
Oculto, o sol, a luz.
2. Vento Comunicação, espírito, palavra
Energia de canalização.
Oculto, a tormenta.
3. Noite Sonhar a abundância, sistema de crenças, visualização.
Força criadora. Serviço
Energia do mais além ou angélica.
Oculto, espelho
4. Semente Crescer, ser, florescer, permitir que o teu programa se realize.
Energia de transmutação e emoção.
Oculto, a terra.
5. Serpente Energia vital, kundalini. Aspeto polar da divindade
Luz.
Oculto, a terra.
6. Enlaçador de Clarividência para enlaçar com outras dimensões. Desapego.
Mundos Energia do surgimento, do ver.
Oculto, a Águia.
7. Mão Cura, realização, canalização. Serviço
Energia de canalização.
Oculto, o Mago.
8. Estrela Harmonia, ética, estética, consciência da sociedade celeste.
Energia do mais além ou angélica.
Oculto, o caminhante do céu
9. Lua Água, purificação. Luz interior. Companhia
Energia de transmutação e emoção
Oculto, o humano
10. Cão Amor incondicional.Perfeição, vitalidade, paciência.
,
Caminhar pelo borde do mundo.
Luz.
Oculto, o macaco

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SELO DESCRIÇÃO

11. Macaco Inocência, alegria, jogo, atrever-se, ousar.Nascimiento.


Ascensão
Energia de surgimento, do ver.
Oculto, o cão
12. Humano Liberdade, pensamentos elevados. Sociabilidadade e
cooperação.
Energia de canalização.
Oculto, a lua.
13. Caminhante Expansão e gozo. Energia.
do Céu Energia do mais além ou angélica.
Oculto, a estrela.
14. Mago Nascimento a uma realidade mais além do tempo. Aprendizagem
Energia de transmutação e emoção.
Oculto, a mão.
15. Águia Visão, intuição, criatividade.
Luz.
Oculto, o enlaçador de mundos.
16. Guerreiro Expansão de consciência, questionar-se.
Energia de surgimento, do ver.
Oculto, a serpente.
17. Terra Alinhamento, sincronia, atração
Energia de canalização.
Oculto, a semente.
18. Espelho Reflete a realidade. O Espelho é o aqui e o agora. aspeto
dual da divindade.
Energia do mais além ou angélica.
Oculto, a noite
19. Tormenta Transformação, renovação, mudança bruscas, renascimento,
ressurreição, milagre.
Energia de transmutação e emoção.
Oculto, o vento
20. Sol Luz, elevação da consciência.
Luz.
Oculto, o dragão

E a partir daqui começamos a interpretação dos selos, olhando e escutando o que


o Tzolkin nos quer transmitir.

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5. Meditações com os 20 selos

5.1. Dragão

O DRAGÃO

Solidariedade, energia feminina, energia


maternal, nutrir, cuidar, iniciar.
Energia de surgimento, do Ver.
Oculto, o sol, a luz

O primeiro selo é o Dragão e representa a solidariedade, energia maternal,


energia feminina, cuidar, ensinar, proteger, nutrir.
Também é relacionado com a mãe cósmica, com gestar, iniciar, e com o serviço.
É considerado enérgico e protetor, e o que traz a memória cósmica.
No ser humano é inato e não é cultural a solidariedade. Isso está representado
pelos neurônios espelho e é absolutamente básico na aprendizagem maya, já que
vem expressado pelo “tu és eu, eu sou tu” ou “In Lak’ech”. O Dragão significa a
solidariedade e é justamente partindo daí de onde pode acontecer tudo. A
característica mítica do Dragão significa simplesmente que isto é assim, inclusive
antes que tu o saibas, o reconheças, o acredites ou o vivas, ou inclusive estejas
contra. A solidariedade atua dentro de ti mesmo estando tu contra de ela, à
espera que a autorizes.
O Dragão está representado por um glifo que é um recipiente de água. Logo lhe
serão atribuídos conteúdos, mas visualmente é um recipiente de água, um vaso
de água. Vale a pena para as pessoas interessadas no Tzolkin adentrarem-se nos
símbolos puros, que também são veículos com significados.
O início do Dragão é um início mítico, fantástico, maravilhoso, a-histórico,
incontável, inimaginável e incognoscível. Só se pode fantasiar e falar
metaforicamente dele, porque é o início antes do ser humano e da sua
racionabilidade. Mas é um início real.
Isso corresponde com o quando nasces, que já existe tudo. Quando nasces,
nasces no já existente. Quando nasces, é o Macaco que nasce no já existente, o
Dragão. De facto é como uma lei. Tudo o que nasce na forma, tudo o que surge,
todo o que se inicia, já começou antes no “ sem forma”, no imaterial.
O Tzolkin é algo que se repete incessantemente, mas que é possível vivê-lo
desde situações diferentes. É evolutivo e oferece-te novas possibilidades em cada
momento evolutivo. Acompanha-te.

O Dragão é o Tzolkin
O Dragão é um propósito, algo assim como um objetivo. E tratando de realizar
essa solidariedade chega à iluminação, manifestada pelo Sol 13. Se queres

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alcançar a iluminação sem viver a solidariedade e a energia feminina, não o
conseguirás.
O caminho para iluminação e a transcendência começa pelo Dragão: o que nutre,
o que dá vida, o que ensina, o que cuida de ti, o que te escuta, o que te
acompanha. O Tzolkin une algo que está antes do começo, no Dragão 1, e
termina em algo que está mais além do Sol 13.
De facto todo o Tzolkin é o Dragão, mas em peças para poder ser compreendido,
porque o assunto é a consciência. No Tzolkin, que é informação a viajar no
tempo, o assunto é a consciência.
O Dragão representa o momento de passar do nada a algo; o surgir, o aparecer.
De alguma maneira, todos os selos vão ser o Dragão. E isto é assim porque a
ordem em que aparecem os selos é também um veículo de informação. A
numeração completa o sentido do selo.

O Dragão como começo


Dragão começa a sequência dos 20 selos, das 4 cores, da família do Dragão, do
primeiro castelo, e Dragão 1 começa a sequência de 260 selos que é o Tzolkin.
Quando o Dragão 1 começa o Tzolkin, também se inicia a sequência dos tons e a
sequência das ondas. O Dragão é sempre o primeiro dos selos e como é
vermelho é sempre o primeiro das cores, mas só é o tom 1 na primeira das ondas.
Todas estas posições guardam conteúdos conceituais que são expressáveis em
qualquer idioma, porque são para todos. Estão postos de maneira a que qualquer
pessoa possa encontra-los, ainda que só fale a sua língua materna, seja a que
for, porque é para todos. O Tzolkin fala a todos no seu idioma.
É importante encontrar estes conteúdos para saber quem és, que fazes, para
onde te moves, com que contas, o que te convém considerar, onde encontras a
cura, e inclusive como podes curar o teu karma pessoal ou familiar, encontrar a
tua mestria, o teu dharma, a tua paz, a tua felicidade, o teu sentido, a tua
sociedade, o teu outro tu ou o teu outro eu.

O Dragão e a partícula de Deus


O Dragão, como a luz que entra na forma, se parece bastante ao que os físicos
teóricos chamam a partícula de Deus, Bosón W o Bosón de Higgs.
Esta teoria explica como as partículas inicialmente não têm massa, a adquirem
como resultado de se moverem num campo que produz massa.
Isto é bastante parecido ao que sucede com o Dragão. Dizemos que a luz entra
na manifestação, e isso é o Dragão; outras vezes dizemos “entrando na forma”.
Está claro que a manifestação, a forma e a massa, que é a forma das coisas na
manifestação, é o mesmo, porque é na manifestação que as coisas têm um
corpo.

A energia feminina
A energia feminina aparece como manifestação da energia de dimensões
superiores e Dragão, que agora lhe chamam partícula de Deus, como algo que
necessita ser reconhecido, respeitado e sobretudo integrado, porque essa energia
de dimensões superiores é energia ascensional pura e maravilhosa.

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Há duas coisas associadas à mulher que são fundamentais no Dragão: dar à luz,
porque o Dragão é o oculto do Sol, mas também te leva numa viajem do 1 ao 20
até ao Sol; e rebentar as águas, ou seja nascer.
O Dragão presenta ao que chamamos energia feminina como a luz, só que sem
dar-se conta.

O Selo oculto
O Dragão é o primeiro e é o oculto do Sol, a luz. O Dragão é como a luz a entrar
na manifestação. O Sol, a luz, aparece como Dragão no aparente, aparece como
algo mítico, mas é a força da criação.
O Dragão faz par com o Sol-luz sempre, já que a luz é o que te permite ver a
forma. Então, efetivamente encontramos Sol-Dragão como selos ocultos, sempre
presentes um no outro.
Dragão é a luz descendendo à nossa dimensão e ocupando uma forma. A luz,
como tal, não apresenta forma, não tem forma, mas na nossa dimensão todas as
coisas têm forma. O espírito não tem forma, as realidades espirituais não têm
forma. De modo que, Dragão, como primeiro selo, é a primeira forma da luz.
O Dragão é a forma que toma a luz ante o nosso entendimento; não ante os
nossos olhos físicos que vêm formas, se não ante os nossos olhos da
consciência.

As Ondas
A onda do Dragão é a onda tipo e leva-te como transcendência a caminhar pelo
céu. Conduz-te desde o Dragão ao Caminhante do céu, portanto desde a
solidariedade ao céu ou dimensões superiores, o qual vem representado pelo tom
13, a transcendência, ocupado pelo Caminhante do céu.
Dragão é a primeira onda e a Estrela a última, mas vão juntas porque atuam
como ondas ocultas ou associadas, já que cada uma contém os ocultos da outra,
portanto são simultâneas, mas não de forma evidente mas sim, de uma maneira
oculta, que não se vê. No processo iniciado pelo Dragão chega-se ao Caminhante
do céu, portanto, entra-se numa sociedade onde os teus pares são estrelas.
Mas falar de algo que é, mas não se vê, algo que está como oculto dentro de
outro algo, é como falar de sem forma. O real sem forma é o espiritual, portanto
que o espiritual do Dragão como onda seria a Estrela.
Efetivamente o Sol é uma estrela, mas estrela associa além disso o conceito de
grupo, de modo que falar da estrela é falar da sociedade celeste. Dragão, como
energia mãe que faz surgir as coisas, que faz aparecer a realidade, deve ser
reconhecido como algo amoroso e solidário, mas também o final, porque a onda
da Estrela é a última.
Também é algo que te irá levar ao céu, ou seja ao melhor, e merece tê-lo em
conta para deixar-te levar.

A Cor
O selo Dragão é de cor vermelha. O vermelho, o relacionamos com, o início, a
iniciação, a vitalidade e a força. É algo muito explosivo, que sucede “por si
mesmo“. É como dar-te conta de algo de repente. Quando repentinamente te das

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conta de algo ou aprendes algo que é novo, aparece toda uma nova realidade.
Mas essa nova realidade não depende de ti, se não que tem a sua própria força e
a sua própria coerência. Estava antes, de que tu a conhecesses ou reconhecerias
e tem a sua própria força independente.
Um recém-nascido não faz nada, não necessita de fazer nada, a própria
coerência da vida faz tudo o necessário.
O vermelho é um veículo tripulado. Quando chega ao seu destino e no momento
apropriado, a tripulação, que seria o branco, descende. E num lugar apropriado
situa uma semente, que seria o azul, e no momento também adequado e
apropriado, essa semente dá um fruto, e esse é o amarelo. Qualquer coisa que
esteja situado no amarelo é o final de um processo. Mas um processo que contém
um fruto.

A Família
O Dragão começa a primeira família, que está formada pelo Dragão, o Enlaçador,
o Macaco e o Guerreiro.
O Dragão compõe-se de solidariedade, na sua forma vermelha; desapego, na sua
forma branca, ou seja o ENLAÇADOR; inocência na sua forma azul, ou seja
MACACO; e expansão da consciência na sua forma amarela, ou seja
GUERREIRO.

O Castelo vermelho
O castelo vermelho, o primeiro do Tzolkin, está formado pelas ondas do Dragão
do Mago, da Mão e do Sol.
O DRAGÃO, ou seja a luz a cumprir uma missão, tomando uma forma, também
vem ensinar algo, da mesma forma que a tua mãe te ensina a falar, a comer e a
comportar-te. E isso vem expressado pelo MAGO. E a mãe também te ensina a
rezar, ou seja a mãe também te introduz no atemporal. O Dragão e toda a sua
família, também são MÃO, como a tua mãe: que cuida de ti, te nutre, asseia-te,
realiza-te, educa-te. E também, o Dragão e toda a sua família são Sol, porque o
Dragão é na realidade o Sol (selos ocultos).
Todos esses conceitos são o mesmo, traduzem o mesmo e falam do mesmo, do
amor.
Mas aqui neste primeiro castelo não aparece nenhum selo da família do Espelho.
É o único castelo que não contém referência aos catalisadores nem ao poder,
porque é o programa.
O Dragão, ao entrar na forma, cumpre a sua missão na quarta dimensão, para
permitir que o Vento a cumpra na quinta, ou seja a que vem determinada pelo éter
ou castelo verde. Porque acontece que o Dragão e toda a sua família ocupam
uma sequência numerológica muito explícita: O Dragão é a primeira onda do
primeiro castelo, ou seja 1-1; o Enlaçador é a segunda onda do segundo castelo,
ou seja 2-2; o Macaco é a terceira onda do terceiro castelo, ou seja 3-3; e o
Guerreiro a quarta onda do quarto castelo, ou seja 4-4. Mas nenhuma
representação desta família se encontra no quinto castelo, o castelo verde,
deixando assim patente que o terreno do Dragão é o que vai do primeiro ao
quarto castelo. E aí termina uma missão e começa outra coisa.

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Está muito claro. Esta família inicia e finaliza uma sequência. E a continuação
inicia outra sequência e outra dimensão.

As Colunas
Para conhecer mais sobre o Dragão, podemos situar-nos na primeira linha
horizontal do Tzolkin e considerar a forma em que vão aparecendo os distintos
tons associados ao Dragão no início de cada coluna, nas quais, seja qual for o
tom, o Dragão sempre contém uma energia de PROPÓSITO.
A forma em que aparecem os tons associados ao Dragão no lugar do propósito
de cada coluna, está a falar de ti, como algo possível e real; quem sabe não
acredites e convém que comeces a acreditar. E talvez essa informação seja a que
te abra a porta de outra dimensão.
Na coluna UM, tens uma explicação de que é a energia do Dragão, que te leva ao
Caminhante do céu como final da onda, e ao Sol, como final da primeira coluna,
que é a coluna própria do propósito.
O Dragão como desafio, portanto na coluna DOIS, fala-te de integridade, tom 8,
atuando inclusive quando tens medo, desde a integridade permites atuar o
Dragão.
O Dragão na coluna TRÊS, que significa serviço, fala-te do espírito, tom 2, da
comunicação, da aprendizagem. Sempre que estás no teu intento de
comunicação, estás a ativar o Dragão como serviço, porque esta energia de
outras dimensões necessita de ti para ser transmitida e entregue a outra pessoa.
A luz necessita do teu serviço, a humanidade necessita do teu serviço. Mas se
queres ser feliz, o melhor é que consideres estas possibilidades, porque o serviço,
tom 3, está associado com a libertação, tom 11.
A coluna QUATRO, que fala do programa como a Semente, de uma força auto-
existente, ou de alcançar, apresenta-te o Dragão 9, portanto que a consciência
do Dragão é especialmente poderosa nesta coluna, mas sobretudo o 9 leva-nos à
Lua, à água, à emoção. A emoção é poderosa; a emoção é um poder do Dragão;
a empatia. A emoção faz-te livre, porque te faz humano. E certamente podemos
reconhecer como a emoção uma energia feminina, igual à integridade que já
temos falado, e a conexão espiritual; ou a facilidade para expressar-se, que é
tipicamente feminina, para expressar essas ondas de luz que são as palavras.
A coluna CINCO inicia-se com o Dragão 3. O 3 é o serviço, e o 5 significa nos
tons “o que dá poder ao propósito”. E essa atitude de serviço, essa atitude de
entrega, que tem a ver também com o que expressa o selo 3, a Noite, e a onda 3,
a Mão, é o que dá poder à tua parte feminina. Porque certamente a energia
feminina é uma energia colaboradora que cria sociedade.
A coluna SEIS, que é a coluna dos portais, fala do Dragão 10. A perfeição do
Dragão, ou o Dragão amoroso, é justamente o que te abre a porta.
Na coluna central ou SETE aparece o Dragão auto-existente, o Dragão a dizer
“como”. A energia feminina, a solidariedade, é o “como” que te leva ao novo
nascimento. E no outro extremo desta coluna está o Sol 10; a perfeição expressa-
se através do selo que representa a luz, o Sol, e também te leva ao novo
nascimento porque o movimento é em todas as direções.
Mas o 4 também está a falar de um programa. O 4 significa “há um programa”. E
o 10 significa o amor incondicional. E ambos são ocultos entre si, são o mesmo. O

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como, o programa, o amor incondicional e a perfeição são o mesmo. Nós
podemos fragmentá-lo mas, na realidade está unido e contém no seu interior uma
nova versão do Dragão como fogo azul, mas como inocência e alegria, e outra
nova versão da luz e do amor, justamente como transcendência. Mas essa
transcendência está associada à água, á emoção, representada pelo branco.
A coluna OITO também é uma coluna de portais, e é essa libertação do tom 11,
que está associada ao cumprimento do serviço, a que se apresenta como início
dessa coluna.
A coluna NOVE, que fala do poder, para realizar o propósito e leva-lo até ao final,
apresenta o Dragão 5.
A coluna DEZ, que nos diz qual é a perfeição do Dragão, apresenta um tom 12,
colaborar com tudo o que existe. Tudo isto são expressões da energia feminina,
colaborar com tudo o que existe, com crianças, animais, pessoas
desfavorecidas…
A coluna ONZE, leva-nos ao Dragão 6, a enlaçar. O que te liberta neste caso é
enlaçar.
Dragão 13 abre a coluna DOZE. Se o tom 12 significa colaborar com tudo o que
existe, aqui se faz similar ao Dragão na sua máxima expressão, que é
transcendente, o tom 13.
Mas o tom 7 é canalizar, de modo que colaborar com tudo o que existe, na forma
de Dragão, é uma forma de canalizar, e canalizar, que é o tom com que abre a
última coluna, a coluna TREZE, é acabar o trabalho. De alguma forma é dar à luz,
porque acaba com o Sol 13.
Estudar ou considerar como representa isto a energia feminina, pode ser
interessante nestes momentos em que a porta entre as dimensões se está a abrir.
Assim, a tarefa proposta no Tzolkin é a de te abrir à solidariedade; autorizar
desde a tua liberdade a receção da energia da solidariedade, que é a energia do
Sol como oculto do Dragão.

5.2. Vento

O VENTO

Comunicação, espírito, palavra.


Energia de canalização.
Oculto, a tormenta

O Vento está associado à palavra e à comunicação em geral, transmitida desde o


espírito. E a comunicação tem a ver com essa capacidade de transmitir a luz
através do som da palavra.
As palavras são ondas portadoras de luz, veículos do espírito.
O primeiro acordo tolteca refere-se à "impecabilidade da palavra", e recorda-nos a
importância do que dizemos e como o dizemos, e da sua conexão com o espírito.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
O Vento é o espírito. Na tradição taoista o Vento é o Chi e na tradição dos nativos
americanos é Manitú, que é o espírito, e o grande espírito é Gitchi Manitú, que é o
equivalente de Deus Pai. Também Manitú é simplesmente Deus. MANI-I-TU,
man/homem e tu.
O dono das palavras é o espírito; o dono dos sentidos, dos significados, é o
espírito, o Vento, o presente – por ser o número dois-, o mestre, Manitú. Tudo é
correto.
Na natureza o Vento é uma força enlaçadora que une territórios inclusive
distantes entre si. O Vento transporta as nuvens e leva água a outros lugares,
ajuda as aves nas suas migrações, impulsiona as velas dos barcos para que
enlacem cidades e países, transporta sementes que as vezes têm formas para
poder voar ou ser arrastadas com a ajuda do Vento. Desta maneira aparece o
Vento na natureza como algo benéfico, ao serviço da vida e enlaçador.
Da mesma forma, as pessoas Vento unem pessoas, difundem conhecimentos e a
sua vocação está na expressão e na comunicação, sem esquecer a característica
de desafio inovador que existe no Vento.
Estamos no momento do Espírito. E o espírito não reconhece fronteiras, nem
sequer fronteiras de conhecimento. Todos os conhecimentos ocultos hoje saem à
luz. E para pessoas ainda não sendo mayas, devemos, conhecer esse
conhecimento oculto nesta sabedoria. Porque nessa interação, para nós
libertadora, é também em espelho, libertadora para os humanos etnicamente
mayas.
E de repente, coisas que sempre estiveram em frente aos nossos narizes,
começamos a vê-las, porque um véu as ocultava. O véu da repetição, o véu do
correto e do incorreto, o véu de que a sabedoria lhe pertence em exclusivo a um
pequeno grupo de pessoas que são os que sabem.
Mas o Vento, ou seja o espírito, está dentro de cada pessoa que queira escuta-lo,
mais além dos formalismos, porque faz as coisas como quer.
Só a comunicação desde o espírito é autêntica. E só o autêntico existe. “Existe” é
um término muito grande e dentro contém um término pequeno como “subsiste”.
Só o que existe subsiste na adversidade, ou seja na prova. E é portanto o
caminho à vida, ou seja, ao ser.
A verdade é um caminho ao ser, mas a verdade é comunicação, é Vento, porque
a verdade não é algo que guardas para ti.

O Vento e o alfabeto fonético


O Vento, a comunicação é miscigenação, é fusão, sem fronteiras. Como a água.
Entendemos que a aparição do alfabeto fonético supõe uma revolução para a
humanidade, e é um caminho para hoje, ou seja para chegar ao séc. XXI, porque
somente com uma linguajem fonética seria possível internet e as redes sociais,
que são uma revolução ainda hoje para o ser humano porque lhe permite ser
humano, ou seja expressar-se, falar, comunicar-se, e permite entrar o Vento na
história, no tempo, ou seja ao espírito, e isso supõe um salto quântico, um salto
dimensional. A consciência é um salto dimensional.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
O Selo Oculto
Como selo, o Vento é o oculto da Tormenta, que atua favorecendo o
renascimento, como a ave Fénix, que renasce a partir das suas cinzas. E a força
do espírito é a que está por trás de todas as mudanças.
Hoje em dia o encontro com qualquer manifestação do espírito faz ressuscitar o
afortunado. E essa é a tarefa proposta para qualquer pessoa que nasce Vento,
que é o espírito e a comunicação, porque desde dimensões superiores toda a
comunicação é manifestação do espírito, ou seja da verdade, do amor.
A crise vem em nossa ajuda, graças a Deus. A crise empenha-se em que
sejamos felizes, graças a Deus. E esse conhecimento de ser espiritual da terra,
do sol, das árvores, da águia, do cão, do vento, talvez seja parte da mensagem
maya para avançar na evolução.
Tanto a Tormenta como o Vento são um portal na segunda coluna, que
corresponde propiamente ao Vento, de tal maneira que a Tormenta se encontra
muito a gosto na segunda coluna, porque a Tormenta é um Vento, só que é um
Vento que não deixa nada no seu sítio; move tudo. Mas depois da tormenta
aparece o sol.

O número dois
O Vento contém ao outro; o dois, o segundo a aparecer. Mas contém também a
comunicação, porque inevitavelmente ao aparecer o outro começa a comunicação
entre os dois, ainda que sem palavras. O outro é necessário.
No Tzolkin o dois apresenta-se numa primeira aproximação como um desafio,
como algo talvez, incómodo, mas que vai tirar de ti o melhor, por isso é um
mestre. É na realidade um presente.
Como o Sexta-Feira para Robinson, o “tu” é uma prenda para o “eu”. O outro
sempre é uma prenda. Sendo um desafio, mas é uma prenda. Quanto mais estás
no ego, mais incomodado, a incomodidade do desafio, aparece no outro. Quem
sabe não siga os teus planos, mas somente os teus planos podem não ser
seguidos pelo outro, quando os teus planos são os planos do teu ego, onde o
outro não é “outro eu” nem “eu, outro tu”, mas sim que o outro é qualquer coisa
para mim.
Para o náufrago arrancado dos planos e lançado ao desconhecimento, é um
presente, como Sexta-Feira para Robinsón, algo que lhe fará mudar e sair do
isolamento, do medo.
O tom dois é propiamente o desafio, que na realidade é um presente porque te
ajuda a ser tu em plenitude, a evoluir. O selo dois Vento, representa o espírito, de
modo que de alguma maneira falar de Quetzalcóatl e Tezcatlipoca é falar de
como encontrar o espírito, reconhecer o espírito e fundir-te com ele, ou seja entrar
na dimensão espiritual.

O Dragão e o Vento
Na onda tipo o propósito é o Dragão, que reconhecemos como essa energia de
solidariedade que te leva a partilhar, a iniciar, a nutrir, e que também
relacionamos com a energia feminina. E o tom dois da onda tipo, que
consideramos o desafio, é o Vento, a comunicação, o espírito, a palavra. E sim,

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há uma aprendizagem através da comunicação; há uma aprendizagem através da
linguagem. Mas o espírito é um presente. Sem o espírito, não podes valorizar a
solidariedade, nem a energia feminina, nem preocupar-te pelos outros, nem
iniciar, ensinar, nutrir. E o espírito não se conquista, é um presente de serie, não é
opcional. No dois há sempre um presente. O desafio é sempre um presente.
Há uma união estratégica e plena de intencionalidade entre o Dragão ou o
vermelho e o Vento ou o branco, de modo que o Dragão “é” todos os selos, mas a
primeira mutação, ou seja apresentação, é como Vento. Assim todos os selos são
em primeiro lugar Dragão, mas em segundo lugar todos são Vento, mostrando
assim que a luz quer ser vista mas também escutada, compreendida; tem algo
para contar-nos.
Também na primeira coluna, que contém um programa, apresentam-se unidos o
Dragão, o vermelho, com o branco, presente na segunda onda, cujo propósito é o
Mago Branco. De modo que Dragão, como representação do vermelho nas
ondas, e o Mago, como representação do branco, estão unidos como
representação do todo, que são os vinte selos na primeira coluna. Estão unidos
solidamente.
Tudo é linguagem. Tudo é comunicação, porque a comunicação é o Vento, o
espírito. Tudo é o Dragão, e a primeira mutação do Dragão é espírito, Vento,
comunicação. A luz, que está no Dragão a entrar na matéria, quer que a
reconheças na comunicação e no outro, e em todas as realidades espirituais. Isso
pode ser como um desafio, porque pode ser aborrecido mudar os padrões
mentais e começar a olhar o outro como alguém onde está a luz e o espírito, mas
finalmente é um presente. Também é um desafio, ou seja algo que pode ser
incómodo, ao apresentar as palavras como algo sagrado. Mas também e
finalmente é uma prenda poder vive-lo. Ou seja que o Dragão te ofereça ou te
desafie desde o espírito, desde o outro, como o Vento.

Na comparação entre os selos e os tons, que são de igual importância, o selo,


como símbolo que é, possui uma linguajem instantânea e entrega imediatamente
o seu conteúdo. O tom não é visual, mas sim auditivo, logo está mais relacionado
com o Vento. O selo é visual e tem a ver com a luz, ou seja com o Dragão. O tom
é auditivo e tem a ver mais com o diálogo, ou seja com o Vento, ou seja com o
espírito, porque o Vento é o espírito a falar contigo.
O Dragão é a luz a entrar na manifestação, ou seja na tua realidade e o Vento é o
espírito a falar contigo.
Ao aparecer uma linha que marca o tempo, como é a família portal, todo o
anterior se situa no atemporal. É e existe sem referência ao tempo. Não só o
Dragão, a solidariedade, mas também o Vento, servem para mostrar qualidades
do sagrado. E também a Noite.
O sagrado, o anterior ao tempo apresenta-se como algo que cuida de ti e te nutre,
o Dragão, mas também se apresenta como algo que quer dialogar contigo.

As Ondas
O Vento é o espírito a falar contigo, e quando livremente entras nesse diálogo, é
quando te transformas no Mago, que é a transcendência do Vento.

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O Vento, como onda está associado à Mão. Quer dizer que o espírito é a energia
que faz todas as coisas. Se algo chega a realizar-se, ou seja, se algo chega a ser
real, é desde uma dimensão espiritual.
O Vento move uma energia que nos ajuda a encontrar o espírito por detrás de
tudo, a buscar a espiritualidade da matéria.

A segunda Onda
A onda dois é o Mago, que significa uma aprendizagem, a aprendizagem do
espiritual. É importante ressaltar que a onda dois está na primeira coluna, o que o
determina como propósito.
A primeira coluna é a expressão do propósito de dimensões superiores de abrir
um caminho evolutivo para que o ser humano aceda a dimensões superiores mais
gozosas da vida. Toda a primeira coluna é como uma declaração de intenções,
um programa aberto, a quem queira, desde dimensões superiores da vida. Aí,
nessa primeira coluna, está a primeira onda que expressa como chegar ao céu a
partir da solidariedade, Dragão-Caminhante do céu.
Mas nessa primeira coluna também está a segunda onda, que se inicia com o
Mago, ou seja a aprendizagem, sendo esta segunda onda como o primeiro
degrau ascendente. O Mago expressa o espírito, e isso supõe uma ascese, uma
aprendizagem, uma cura do erro.

A Família
O que descreve esta família, formada pelo Vento, a Mão, o Humano e a Terra, é
que o Humano provém do espírito, o Vento, que é o primeiro selo desta família
que aparece. E o primeiro é o sólido, a forma, o corpo nesse campo, nessa
realidade.
O humano pertence não a uma realidade material mas sim, espiritual, ainda que
tendo um corpo material. O humano tem um corpo, mas este corpo ocupa o lugar
do fogo (terceiro lugar), o azul. Mas o que entendemos como fogo, quem sabe
com medo porque te queimas, é o presente.
O ser espiritual, que na realidade é o humano, possui um corpo para estar no
presente.

A Cor Branca
O Vento é de cor branca, como o Enlaçador, o Cão, o Mago e o Espelho.
O primeiro branco que aparece no Tzolkin é o Vento, a comunicação e o espírito,
mas isto está no programa, sensivelmente existe, ainda que não seja percebido
por ti.
Mas como onda, o branco inicia-se com o Mago. A aprendizagem situa-te
imediatamente em algo grupal, porque a solidariedade só pode ser uma
manifestação em relação ao outro, ou seja grupal.
A solidariedade (Dragão) nunca pode ser olhar para o teu umbigo. De modo que o
Vento te fala a ti, e isso expressa-se com um selo, e te recoloca com relação ao
outro. Essa aprendizagem expressa-se com a onda do Mago, porque toda a
tarefa grupal expressa-se através de ondas.
Entendemos que o branco no Tzolkin expressa uma realidade espiritual, VENTO;
conhecimento, MAGO; poder de enlaçar com outras dimensões, ENLAÇADOR;

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amor incondicional, CÃO; e a força divina atuando no interior de cada pessoa que
reconhece no outro, outro eu, do ESPELHO.
O Vento, o espírito, é tanto mais espírito quanto mais se expressa e se comunica,
e finalmente faz possível o CÃO, ou seja o amor, e ao Espelho, ou seja, tu és
outro eu.
Os selos brancos são unitivos, unem como a água. Uma das características da
água é que une, adere, pega, como o demostra o pão ou os ladrilhos.
Isso é um pouco o que faz o Vento, que une o distante através das suas correntes
e leva coisas daqui para ali. Mas também o simples ar que respiramos une todas
as pessoas. Mas isso é sem necessidade de consciência. A comunicação com
consciência é unitiva e é a autêntica comunicação. A comunicação amorosa é a
comunicação, o Vento.
O espírito é o que mantém unido o corpo. Quando o espírito se vai do corpo, o
corpo se desmorona e se desintegra.

O Castelo Verde
O Vento ocupa o segundo lugar do castelo verde, em que as ondas que vão
aparecendo são a Lua, o Vento, a Águia e a Estrela.
A onda da Lua acaba com o Dragão, que é a luz a entrar na manifestação, ou
seja nesta dimensão. A luz a entrar na manifestação, procurando-te, cumprindo
uma missão. Encontrar-te e que te reconheças. A luz é uma missão. E logo vem o
espírito, o Vento, mas o espírito é na realidade a cura, a Mão, já que são ondas
ocultas.
O Vento, segunda onda do quinto castelo, está a falar em metalinguagem,
visitando a “todos”. Nada fica sem visita, porque é o tempo do Agora.

5.3. Noite

A NOITE

Sonhar a abundância, sistema


de crenças, visualização.
Força criadora. Serviço
Energia do mais além ou angélica.
Oculto, o espelho

A Noite representa o visualizar, o sonhar, a ensonhação, e tem a ver com a


abundância. Mediante a meditação ou ensonhação podemos visualizar a
abundância, e ao permitir disfrutar da imaginação, propiciar que se converta em
realidade.
A Noite representa o poder da visualização e o sistema de crenças. Está
associado à ensonhação da abundância, portanto, a criar a abundância para

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todos, mas também modificar o sistema de crenças, que apresenta a realidade
como algo encolhido cheio de impossíveis.
A Noite é ver só coisas boas para os outros, sem compactuar com o que quer que
vejas de mau nos outros; é bendizer a todas as pessoas, dizer bem de todas as
pessoas
A Noite é o terceiro selo e nunca pode ser começo do ano e tampouco é o
começo do Tzolkin. É um dos três selos antes da primeira linha temporal
representada pela Semente, primeiro selo que pode abrir o ano, ou seja o tempo
real. Aparece uma linha que marca o tempo, e todo o anterior se situa no
atemporal. É e existe sem referência ao tempo. Por ele a Noite estaria no
atemporal.
O Vento é como o fogo do Dragão, as chamas que saem da boca do Dragão, e a
Noite é como as raízes da Semente. A Noite está antes da manifestação, mas
muito perto. É a porta do amanhecer.
O Dragão, a solidariedade, o Vento e a Noite servem para mostrar qualidades do
sagrado. O sagrado, o anterior ao tempo, apresenta-se como algo que te cuida e
te nutre (o Dragão), mas também se apresenta como algo que quer dialogar
contigo (Vento).
O atemporal serve como carta de apresentação daquilo que nos busca desde
dimensões superiores: aquilo que nos espera, nos cuida e guia-nos.

O Selo Oculto
Como selo, a Noite é o oculto-gêmeo do Espelho. A ensonhação não é só um
sonho, mas sim, que conecta com a realidade, projetando as nossas intenções e
desejos. Sonhar a abundância é visualizar para ir construindo a realidade, co-
criando. Sendo conscientes do que somos e para onde vamos, podemos
manifestar a luz nos nossos sonhos para que se faça realidade.
Parece contraditório, mas nada é mais real que o sonho.
A Noite não é o presente de sonhar a destruição e a maldição, mas sim a
abundância e a bênção. É co-criar um presente de exuberância. Estamos a falar
da Noite e o seu oculto o Espelho; descobrir a realidade de Deus em cada
pessoa.
O Espelho é pura e simplesmente a realidade, só que a realidade não se acede
olhando cheio de conceitos falsos mas sim sonhando a abundância. A proposta
maya não é aquilo do “pensa mal e acertaras“, mas sim pensa o melhor e
acertarás.

O Tom 3
O primeiro tom 3 que aparece no Tzolkin está associado à Noite. Na Noite há
sempre serviço. Há uma grande generosidade, criatividade, disfrute e realismo
através da ensonhação.
E recordemos que o serviço como tom três está sempre associado com a
libertação como tom onze.
Ver o melhor, sonhar, permitir a abundância, configurar a realidade como
abundância é o tom três, a missão de todos e de qualquer um. Assim se
apresenta desde o atemporal, isso que te busca desde realidades superiores.

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A Cor Azul
O azul aparece pela primeira vez na Noite, associado ao fogo, ao presente e à
transformação.
Todas as experiências do azul te transformam, que é o próprio do azul: a
experiencia da ensonhação da NOITE, a canalização da MÃO, o ousar desde a
inocência do MACACO e a criatividade da ÁGUIA.

A Família
A Noite pertence à mesma família que a Estrela, o Caminhante do céu e o
Espelho.
Estes selos são os únicos que podem estar num dia fora do tempo, dia de
Santiago. Além de que têm a característica diferenciadora de que os seus selos
ocultos pertencem à sua mesma família, por exemplo o oculto da Noite é o
Espelho.
Por estas razões a esta família pode-se denominar família fora do tempo, família
verde ou inclusive família angélica.

As Ondas
A onda da Noite é a onda 15, e pede e concede criatividade (selo 15, a Águia). Se
queres adentrar-te nesta onda, deixa-te levar pela criatividade e observa quando
aparecem sensações discordantes, que não só são de desvalorização, como
pensar que o que fazes não vale para nada e é perder o tempo, mas sim também
e quem sabe, sobretudo, pensar que dominas o assunto, e então repetes e se
surge algo novo o encaixas no já sabido. A criatividade é supressiva.
A Noite, terceiro selo, converte o seu significado de sonhar em “realizar” quando
convertemos o terceiro selo na terceira onda (a Mão, que significa realizar e
curar). É o mas ativo, mas parece o mais passivo. Mas nada é o que parece;
convêm seguir olhando.

A Onda oculta
A onda oculta da Noite é a onda do Enlaçador de mundos. Construir imagens,
meditar, sonhar a abundância é na realidade a criação de uma ponte entre dois
mundos. Assim mesmo, enlaçar mundos é realmente sonhar.
A ensonhação e a visualização têm uma característica enlaçadora: visualizando
atrais as coisas à realidade, sim é oportuno.

As Colunas
A onda da Noite, que é a onda 15, está na coluna 10, que é a perfeição (tom) e o
amor (selo), características que portanto se podem associar também à Noite.
Desta maneira, a Noite é o amor, e o amor é por sua vez a perfeição e portanto o
final, porque quando chegas à perfeição, que mais tens que aprender? Acaba
esse período e começa outro novo e ascendente.

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5.4. Semente

A SEMENTE

Crescer, ser, florescer, permitir


que o teu programa se realize.
Energia de transmutação e
emoção.
Oculto, a terra

A Semente é o selo quatro, portal do tempo, começo do tempo. Consciência e


tempo vão juntos e quem sabe sejam o mesmo.
A Semente tem dentro de si toda a potência e capacidade, de forma muito
concentrada. Não tem que esforçar-se para ser o que é. A sua essência está
concentrada no seu interior à espera somente de um pouco de água, luz e terra
para desenvolver-se e manifestar todo o seu esplendor; sem enfrentar-se,
deixando que as coisas sucedam no seu momento.
O programa no código Tzolkin vem expressado pela Semente. A Semente no
código Tzolkin significa florescer, ou seja “sê tu”; também poderíamos dizer, “ser
tu é belo”.
A Semente convida a florescer, para descobrir a auto existência, que é o que
significa o tom quatro, o mesmo número que a Semente ocupa como selo. Como
cor também é o quarto, o amarelo, e partilha-o com o Sol, que é a onda quatro.
A Semente mostra como depois de aceitar o propósito, aprender e treinar para
realiza-lo e aceitar o teu cometido, ou seja reconhecer-te e amar-te como és,
passas à realização, ao programa, porque o programa é perfeito.

O Tom 4:
Para conhecer os selos é muito importante vê-los na primeira coluna, portanto, a
primeira vez que aparecem. Então o tom amplia o significado do selo.
A Semente tem sempre a ver com auto-existência. A vida está dentro de ti; há um
programa perfeito dentro de ti, que só quer realizar-se. “Sê como és” é uma
tarefa, porque descobrir como és supõe quem sabe deixar de correr atrás de algo
que não é real, e dar-te conta de que na tua própria insegurança estás a travar e
a obstaculizar a perfeição do programa.
A Semente é descobrir, mas descobrir é encontrar o que está, o que já existe. É
novo para ti, mas é velho porque não é novo, já existe. Significa que “tudo está
bem”; não necessitas nem podes melhorar nada, porque tudo está bem, tudo é
perfeito. Só necessitas de permitir que tudo seja, e precisamente desaprender
ajuda-te a re-conectar com o programa primigénio.

A auto-existência é o programa de viver plenamente e sem fim. A auto-existência


é como o programa para florescer e o que precisas primeiro é de estar em paz.
Estar em paz contigo é imprescindível para estar em paz com a vida, e estar em

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paz com a vida é imprescindível para estares em paz com os outros. E essa paz
significa não julgar, porque julgar só é condenar, e condenar é querer eliminar, e
querer eliminar é o contrário de florescer, que é querer viver sempre, porque o
programa de florescer é viver sempre. Florescer é viajar no tempo, ou seja
perdurar.
A auto-existência significa que não necessitas de nada que não tenhas, logo não
necessitas de tira-lo ao outro. Mas a auto-existência significa que nada te pode
privar do que necessitas, porque o geras. De modo que na realidade podes
partilhar permanentemente aquilo que inesgotavelmente geras, porque o tornas a
gerar a seu tempo. E isso é florescer. Mas além disso descobres que o que
produz o programa é perfeito, podes descansar, sair do stresse, porque tudo faz
sentido, e a tua colaboração está em ser espetador da beleza, e isso é florescer.
O Tzolkin inicia o tempo do ano, portanto o tempo humano, na onda tipo com a
Semente em tom 4, que significa auto-existência. Se não és o protagonista da tua
vida, terás que conformar-te com trocos para viver.
O Tzolkin propõe-te como básico o encontro com a auto-existência. Se a vida é
Deus ou se Deus é a vida, isso é algo que está dentro de ti, e na hora de
referenciar-te talvez te seja de utilidade, e atualizar que há um Espelho onde
podes olhar-te sempre que te devolverá a tua verdadeira imagem em abstrato até
que seja em concreto.

O Tzolkin propõe um auto reconhecimento através do teu selo pessoal e a sua


família, e através do teu tom pessoal.

O Selo Oculto
O selo oculto da Semente é a Terra, que também se apresenta na primeira coluna
com o tom 4 de auto-existência, reforçando esta característica na Semente, como
algo visível mas também interior.
A Semente é o fruto da Terra. Tu és o fruto da terra, quando o vives com toda a
dignidade, porque a Semente é o teu sem esforço.
Outra característica que associa a Terra e a Semente é que ambas são portais na
coluna 10, associada à perfeição e ao amor incondicional.
Os dois selos aparecem como presente na sua onda, na coluna 10. A Semente, a
auto-existência, é a prenda para a ensonhação, e a Terra é a prenda para a
expansão da consciência.
O desafio da Semente e da Terra, é na realidade uma prenda para alcançar a
perfeição e o amor incondicional.
Mas ainda há mais uma relação entre a Terra e a Semente, através das colunas.
Na coluna oito encontramos a totalidade da onda da Semente. Isto quer dizer
simplesmente: sê como és. O programa é perfeito; sê como és; elimina o que não
pertence ao programa. “Sê como és” é a melhor forma de estar no céu.
Mas a coluna oito também contém o início da onda da Terra, e a Terra fala-nos de
união, de fusão, de acolhimento. À Terra não lhe sobra nada, ama a todos, e
demonstra-o através da sua força de atração. Como para a fusão nuclear, onde a
chave está em superar a força de repulsa potenciando a força de atração.
Quem sabe estejamos a falar de amor. A tarefa é resgatar o programa original,
manifestado pela Semente, que ocupa exatamente a oitava coluna. Resgatando o

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programa original é possível a integridade, e só com mais integridade, acontece
mais liberdade.

A Família
A Semente forma parte da “família da água”, junto com a Lua, o Mago e a
Tormenta, e é o primeiro selo da sua família a aparecer, representando a água,
no lugar 4. Está relacionada com a auto-existência e com algo muito prático, que
é a resposta à pregunta “como posso alcançar ou realizar o propósito?”.
A experiência da auto-existência é fundamental. E é fundamental também para
sermos muito práticos e podermos alcançar muitas coisas. De fato a água é o
mais prático que existe, pela sua necessidade. O homem necessita de água e a
água permite-lhe alcançar o seu propósito de seguir vivo. As plantas necessitam
de água para crescer. A água é prática sem dar ares de superioridade, mas sim
que com total humildade é prática e o demonstra. Mas isso fala do programa, do
programa da vida. A água tem o que a planta ou o homem necessita.
Mas a auto-existência dá-te tal segurança que, já não perdes energia a duvidar
nem a sentir-te fora do lugar. Estás, podes e faze-lo.

O selo 12
A Semente como onda é a número 12. O 12 responde à pregunta; como posso
colaborar com tudo o que existe? mas também está associado ao Humano, selo
12, portanto, à liberdade.
O número 12 une o objetivo de colaborar com tudo o que existe, ao ser humano e
à Semente. Qualquer coisa que contenha a Semente ou o Humano tem relação
com colaborar com tudo o que existe. E colaborar é uma expressão da paz; uma
das formas em que se expressa a paz é através da colaboração. Se não há
colaboração, não há paz.
Encontrar a auto existência leva-te a viver plenamente a liberdade, mas também a
colaborar com tudo o que existe, porque tens muita energia.
Mediante a, auto-existência o humano dá-se conta de que inclusive, os seus
pensamentos são origem da abundância, porque a virtualidade toti-potencial
encarna nele, e transforma-se num viajante estelar semelhante a uma Semente,
onde essa potencialidade múltipla está em passar de um só grão a milhões de
árvores ao longo do tempo.
O ser humano transforma-se num viajante no tempo, com uma característica de
toti-potencialidade similar à da luz, porque de alguma maneira a luz que está nele
também é ele.
Mas além disso há outra relação entre o Humano e a Semente. O Humano no
Tzolkin como propósito chega até à Semente, portanto, a onda do Humano é o
caminho para levar-te até um conhecimento transcendente que é a Semente. E se
à algo que sabemos das sementes, é que não necessitam de dinheiro para viver,
e que a vida que se abre diante de um grão de sementes, portanto de uma só
semente, é semelhante às células mãe, porque é inacabável.
Tem de se acabar com a vida para que as sementes deixem de proliferar, porque
transformam justamente o inorgânico em orgânico, e transformam a luz em
orgânico.

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O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA:
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
É uma fronteira, como transcendência, inimaginável, e como analogia, significa
auto-existência, e como quatro, o ganho, ou seja, a total abundância de forma
permanente.
A semente é um símil do ser humano, só que fala de um programa original.
Nesse sentido, também se situa, como a terra, no hemisfério lógico relacionado
com a recordação, enquanto, o humano expressa plenamente a liberdade.
Cumprir um programa não é ser livre, e se fosse assim o humano não seria livre.
Mas a realidade do ser humano é a liberdade, e quem sabe se trate de aprender
desaprendendo, portanto, formatar o programa original, que nestes momentos
nos diz que a Lua não é a Terra, nem tu és eu, e que a Terra não é a Lua, nem eu
sou tu.

A Onda Oculta
A onda associada à onda da Semente é a da Serpente, que é a onda da energia
vital, da kundalini.
As duas ondas, Serpente e Semente, estão nas colunas dos portais, colunas 6 e
8. As colunas seis e oito são os portais, o acesso.
O acesso através da kundalini como energia ascendente, portanto que te dirige de
encontro com realidades superiores. A porta real é o espelho.
A Semente traduz a kundalini, porque é um ascenso permanente para a luz ou
seja dimensões superiores não materiais, e sim reais, com um código diferente,
simplesmente porque é de outra dimensão.
A kundalini é a energia da vida, e portanto luz, amor e alegria. Pode parecer difícil
e distante ou com muitos obstáculos, mas é acessível e por isso é porta e acesso
sendo tu mesmo, ou seja Semente. A virtude sem esforço, ou seja escuta o teu
coração.
No dois sempre há uma prenda; o desafio sempre é uma prenda, um presente. Se
olhas a onda da Semente, encontras no tom 2 a Serpente, que é a energia e
sobretudo a kundalini. O propósito da semente é ser como és, desenvolver o
programa que leva dentro a semente. A prenda que garante a operação desse
programa, é a kundalini.
Em qualquer onda, o dois é uma prenda. Realmente o outro é uma prenda.

A Onda 4
Mas, se para saber algo mais da Semente, olha-mos que onda é a número 4,
encontramos que é o Sol.
Ser auto-existente é ser como o Sol, livre e infatigável, cheio de energia e
partilhando energia, portanto luminoso.
Na onda do Sol, a Semente tem o tom 5. A Semente, segundo a sabedoria maya,
põe-nos perante o feito da nossa vinculação com o Sol. O Sol vem para ti e a
Semente dá força, ao Sol. Quando tu olhas o Sol, podes recordar todos os teus
seres queridos, e é como se os aproximasses ao Sol, como se permitisses que o
Sol, lhes cura-se o interior.
Como pode a Semente dar força ao Sol? Essa é a magia. O teu filho dá-te forças,
e o sabem muito bem todos os dragões e sobretudo as mães. A Semente dá força
ao Sol.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
A Coluna central
Também podemos ver qual é a localização da Semente na coluna central, que
corresponde ao céu. A Semente na coluna central é ressonante, tom 7, desde a
onda do Espelho, ou seja da realidade, onda 10 do amor incondicional e da
perfeição.
Tem a ver com a canalização. Para canalizar não necessitas de fazer nada. Não
podes fazer nada, só permiti-lo.
Também a Terra, o oculto da Semente, fala do alinhamento, mas alinhamento
consigo mesmo.
Para a Semente, ser espectador da beleza é uma missão ressonante, tom 7,
curar, canalizar. Essa é a sua forma de florescer, quando está em paz com a vida
e está em paz consigo mesm@.

A Semente como fronteira temporal


A primeira onda contém uma fronteira temporal. Os selos Dragão, Vento e Noite
têm que esperar pela Semente para entrar no tempo, já que não podem iniciar o
tempo real, ou seja o ano; só o pode fazer a Semente e os outros da sua família
(família portal).
Estes três selos correspondem ao período de obscuridade, ou seja da Noite,
antes de luzir o Sol na Semente.
A Semente corresponde portanto aos primeiros raios de Sol, ao momento de “dar
á luz”; a Noite, ao período embrionário no escuro, onde há claridade mas no
entanto não está o Sol; e o Vento e o Dragão, a todo o anterior, incluindo o
ancestral.
A Semente é o início do tempo; do nascer do tempo; do nascer a consciência,
porque o tempo associa-se à consciência para que floresça e se expanda. E a
Semente fala-nos dessa generosidade que a vida permite. Dá alimento, cura,
calor, utensílios; é alquímica, transforma o que não vale em algo benéfico e útil. A
Semente é pacífica. A Semente nunca faz a guerra, só faz o amor.
A Semente corresponde ao momento do amanhecer, e percebemos que é algo
que está no oculto (escava-se a terra e introduz-se a semente) e no seu momento
sai à luz. A Semente é como um símbolo de passar do escuro da Terra ou da
Noite, à luz. É o símbolo do amanhecer. Por isso situamos o tom 4 como o
momento de amanhecer.
Simplesmente fazendo aparecer um início no tempo, que é o que sucede com a
família portal, que divide a realidade em dois.
A realidade atemporal do Dragão e a realidade no tempo.
A família portal abre o tempo. A família composta pela Semente, Lua, Mago,
Tormenta ocupa sempre o primeiro dia do ano. Mas não pode iniciar o Tzolkin,
não é o primeiro, já que o primeiro é a solidariedade.
A planta, a árvore, a semente, contém uma fronteira, e anuncia-nos uma fronteira.
A semente é algo que abre o tempo, como o teu nascimento. O tempo em ti,
começa contigo e acaba contigo. A semente vai até à luz, como resultado do
programa interno, não necessita nem de ser procurada. As plantas, as sementes
sabem onde está a luz e dirigem-se para ela sempre.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
A Cor Amarela
A consciência é algo gradual, supõe uma maturação, trata-se de um processo no
tempo. Por isso a imagem de entrar no tempo conscientemente sucede pela
primeira vez na cor amarela.
A Semente é sempre amarela e a cor amarela significa maturar. Por isso a
Semente é o protótipo da maturação, sendo essa maturação algo relacionado
com o tempo. A imagem que sugere a Semente é a de algo que no seu momento
adequado surge desde outro nível da realidade, e se move para a luz.

O Castelo do nascimento Azul


Se no começo fosse o azul, a partir do Macaco em vez de vermelho, o primeiro
castelo estaria composto pelo Macaco, Semente, Terra e Cão, em vez de Dragão,
Mago, Mão e Sol.
Portanto a matéria, o sólido nessa dimensão, ou seja o primeiro castelo, estaria
formado pelo MACACO, com a alegria, a inocência, onde antes havia
solidariedade, como expressão do amor, porque o Dragão é uma expressão do
Sol, ou seja da luz. De modo a que esse nascimento, essa entrada nessa nova
dimensão que conforma um corpo, portanto, algo totalmente sólido, capaz de se
mover no tempo e no espaço, nas dimensões, é totalmente uma expressão do
CÃO, do amor. É um corpo de amor.
No seu interior leva essa abundância do florescimento da SEMENTE, mas já não
há aprendizagem, já sabe.
E, como Mão, a força maternal e generosa da TERRA. Portanto, neste tempo é
fundamental o trabalho interior para abrir espaços à paz. Por isso a guerra nesta
história é importante, para escolher a paz.

O Quarto Castelo
Esta acumulação de quatros como buscadores de pistas, ou seja rastreadores,
leva-nos a olhar também o quarto castelo, formado pelas ondas da Terra, Cão,
Noite e Guerreiro, como respondendo a um convite na metalinguagem.
O castelo quatro, que fala a todos desde o humano arquetípico, como todos os
castelos, apresenta o Guerreiro como cor quatro do castelo quatro e com o
significado de expansão da consciência e final da quarta dimensão, passando à
mutação, quinta dimensão e castelo verde.
O que para uma pessoa Semente acontece como uma tarefa pessoal de
desenvolvimento do seu Kin, transforma-se numa tarefa evolutiva para qualquer
pessoa que se mova desde o seu intento em direção ao castelo verde.
O Guerreiro mostra o ser human@ despiert@ na quarta dimensão; o Guerreiro é
o humano do quarto castelo. Humano amarelo e Guerreiro amarelo, ou seja,
unidos em significado através do amarelo, ou seja formas de expansão, ou seja
formas de vida, vivendo, disfrutando, ou seja sem medo, mas dando-se conta,
como Descartes. Disfruto, logo é verdade, existo.
E a tarefa do Guerreiro, que são todas as pessoas neste intento, vem definida
pelos outros selos do quarto castelo: a ensonhação da Noite, o amor incondicional
do Cão e o alinhamento com o propósito da vida o centro da galáxia da Terra.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
Mas também vem definido por ser o tom 13, ou seja a transcendência da
Semente, ou seja com a necessidade de encontrar que tudo é perfeito, ou seja a
auto-existência, a paz, portanto, contemplar a beleza.

5.5. Serpente

A SERPENTE

Energia vital, kundalini.


Aspeto polar da divindade.
Luz.
Oculto, o guerreiro

A Serpente representa a energia ascendente. E já sabemos que energia e espírito


o chi, alento, Ruaj é o mesmo.
Esta energia ascendente aparece associada a energias transcendentes, portanto,
a como a terra se vai transformando em algo capaz de subir ao céu. E isso é a
kundalini.
Dentro de cada um há uma energia ascensional e amorosa, só que quem sabe
hajam outros programas que dirijam não a amar mas antes, a competir. É muito
importante discernir e meditar; abrir um espaço interior para a escuta; abrir um
espaço para a telepatia, para a conexão.
Temos a Serpente e a reconhecemos como expressão da energia vital e a
kundalini. Só que a kundalini tem muita literatura por detrás e há algo que pode
confundir.
A Serpente traduz a energia celeste como algo que está dentro de ti em todas as
tuas células, e uma das coisas que te pede é que não esqueças que é uma
energia amorosa porque provem do Dragão, e uma energia celeste, ou seja
espiritual.

O Tom 5
O número cinco no Calendário Maya, como o 1, o 9 e o 13, é um lugar onde se
estabelece uma conexão com dimensões superiores, de tal maneira que o 5
sempre supõe que existe uma ajuda, uma força.
De fato o selo 5 é a Serpente, ou seja a energia vital. Mas como onda é a 9, e a
onda 5 também está ocupada pelo selo 13. Portanto que se manifesta essa união
com dimensões superiores, tanto pelo número do selo como da onda.
Se tens energia vital, podes viver qualquer coisa, inclusive o impossível, porque
os milagres existem e os limites da pessoa são muitas vezes puras convenções,
puras convicções e pura auto-sugestão.
A energia vital é mágica, e simplesmente canalizando energia acontecem coisas
extraordinárias. Todos somos canais, mas também somos recetivos à energia.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
No Tzolkin tipo, na primeira onda, apresenta a força amorosa da atividade
constante na Serpente, selo 5 de força e onda 9 também de força, e a Lua, selo 9
de força e o castelo 5 que é o castelo verde, também de força, porque é essa
força a que o realiza; não é uma força humana, é pura força Big Bang, e essa é a
garantia do êxito.
De modo que, no programa, ou seja na apresentação, essa força amorosa Big
Bang associa-se à Serpente ou energia vital, kundalini, e à Lua, água, emoção.
Energia vital, kundalini, está claro que é força, mas o que muitas vezes as
pessoas negamos, não reconhecemos, inclusive fugimos, é da emoção, e é
precisamente o mundo emocional o que te faz humano e te abre ao céu.
A Serpente é o selo 5 e a Lua o 9, mas a Serpente vai converter-se em Lua, ou
seja em nove, na sua apresentação como onda, e então a sua potência é de
levar-te ao novo nascimento. Mas a Lua, selo 9, onde te pode levar como onda é
ao salto quântico, ou seja a dimensões superiores da vida manifestadas pelo
castelo verde.
O cinco como selo é a Serpente, a energia vital e como tom é também energia
porque é força, poder para realizar o propósito, o que supõe que a sua função
seja de ajuda. O cinco como tom está na dimensão do propósito, portanto é uma
energia de dimensões superiores que ajuda à realização do propósito. Como
onda está representado como Caminhante do céu, algo que vem do céu, fazendo
alguma referência aos guias.
Mas o Caminhante do céu na sua onda própria termina na Serpente, a energia, a
kundalini, uma energia de elevação associada ao gozo.

O Selo Oculto
Há uma metalinguagem na Serpente, que é a sua orientação horizontal, capaz de
verticalizar-se. Há uma Serpente adormecida na pessoa, que atinge o mais
pesado da Terra. Serpente adormecida, que pode despertar e ascender,
associada ao Guerreiro, que é o seu oculto.
Mas o Guerreiro aparece na Serpente levantada, porque o Guerreiro não pode
estar a tombar, já que na metalinguagem seria um Guerreiro caído. O Guerreiro
está de pé, como a cabeça da Serpente, ascendendo.
E ai há um nascimento. No despertar da Serpente há um nascimento.
O Guerreiro é a Serpente porque é a sua realidade oculta; isto é mostrado como
selo, portanto como arquétipo. Mas quando a vemos mover-se à Serpente,
portanto como onda, vemos que a Serpente é a Semente, que é a sua onda
oculta.
Portanto que a Serpente é a expansão da consciência, Serpente-Guerreiro, mas
move-se, evolui como a Semente por um programa interno.
Há um programa interno para a expansão da consciência, mas como és um ser
totalmente livre só se pode ativar plenamente se tu queres e o solicitas.

A Onda da Serpente
A onda da Serpente contém todos os portais numa linha vertical, e leva-te desde
a tua experiencia de humano à experiencia de Deus, já que está no meio e une a
onda 8, o Humano, com a onda 10, Tezcatlipoca, o Espelho, e produz a
iluminação, que é o novo nascimento. É fundamental.

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A kundalini pode ser muitas coisas, mas o que não é nunca é uma sexualidade
unida à dominação, mas sim, somente ao amor, porque a kundalini une o céu e a
Terra. E a kundalini transforma-te na Terra (transcendência da onda), de onde a
generosidade e a entrega são levadas ao máximo, mas também contém a
conexão com o divino, contigo e com o outro.
A Terra é uma força acolhedora e atraente. Não quer que vás; quer que fiques, e
como é o resultado da kundalini, que é o terceiro castelo que começa com a
Serpente, a Terra supõe maturidade. Para chegar a unir a luz e a água, faz falta
um processo de maturação.

A quinta onda, o Caminhante do Céu


O quinto selo, a Serpente, associado à energia vital e à kundalini, e a quinta onda,
o Caminhante do céu, fazem referência a energias ascendentes.
O ser humano, quando dorme ou descansa está na horizontal, como a serpente,
pegado à Terra. Mas em atividade, a postura do ser humano é vertical.
Totalmente horizontal quando descansa, como a espécie animal mais horizontal,
pela facilidade com que pega os braços ao corpo e porque a estrutura das pernas
continua a linha do tronco e da cabeça. Nem os quadrupedes nem as aves podem
estar totalmente horizontais. Só os répteis e os peixes. E também o homem.
No mito da serpente emplumada, a primeira parte, ou seja a menção à serpente,
é uma referência ao ser humano como algo ou alguém que não está completo até
passar de serpente, simples energia, a serpente emplumada. Portanto, passar
desde a horizontal ou seja paralelo à Terra, a vertical à Terra, ou seja no ar.
O paralelo move-se na vertical. O paralelo, serpente, move-se na vertical,
emplumada. O vertical obrigatoriamente não pode estar pegado à Terra, porque
estaria no horizontal do solo.
A serpente, pegada à Terra e confundida com a Terra, representa uma energia
instintiva e pouco consciente de sobrevivência, pessoal e da espécie. Contém a
energia sexual mais instintiva e também é símbolo em todas as culturas de uma
energia curadora.
Pode chegar a ser uma serpente emplumada, como símbolo da kundalini
ascendente, mas sempre sendo uma energia de sobrevivência, portanto curadora
para a espécie, e curadora a nível pessoal.

A Onda oculta
A Semente, onda oculta da Serpente, apresenta um programa perfeito como
experiencia e convida-te a seres como és, ou seja a viver. E da mesma maneira
há um programa perfeito na Serpente, também como experiência, portanto a
energia vem de fábrica, e o humano não necessita de mais energia, nem pode
fabrica-la. O que pode fazer é permiti-la realizar-se e não perde-la nem danifica-
la.

O Terceiro Castelo
A Serpente abre o terceiro castelo, formado pelas ondas Serpente, Espelho,
Macaco e Semente, onde acontece o novo nascimento, ou pelo menos é possível.

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O terceiro castelo corresponde no Tzolkin às colunas seis, sete e oito. Contém
uma porta ascensional, portanto é um momento para ascender dimensionalmente.
O ver do terceiro castelo é também encontrar a porta de outra dimensão.
Além do mais o número cinco é, como castelo, o castelo verde, o céu.

A Cor Vermelha
A Serpente é vermelha. A kundalini é uma energia feminina porque é solidária. Se
não fosse solidária não poderia ser energia de amor, porque a energia feminina é
sempre energia de amor.
A cor vermelha é iniciar. DRAGÃO inicia a nutrição do ser, SERPENTE inicia a
sobrevivência desde a força vital, LUA inicia a purificação desde o fluir,
CAMINHANTE DO CÉU inicia a exploração para unir céu e a terra, e TERRA
inicia a evolução desde a sincronia.

A Família
A Serpente corresponde à família formada pela Serpente, o Cão, a Águia e o Sol.
Na transmissão de José Argüelles formam a família da luz, sendo conceitos que
se complementam, de modo que a luz é energia, é amor e é criatividade.
A Serpente, como energia relacional, vem do Sol, ou seja da luz, do amor no
centro, de Deus, ou seja o que os antigos mayas chamavam na sua tradição
Quiché o coração do céu. Porque assim o centro de Deus é o amor, como não
pode ser de outra maneira. E é descendente para ti e para os teus filhos através
de ti. Essa kundalini descende através de ti para o outro tu. Mas ascende através
da consciência, querendo remontar de novo para o Sol.
A Serpente é o Sol, só que na forma de energia, disponível para ti.

Além desta família, podemos considerar que os seus selos ocultos (Guerreiro,
Macaco, Enlaçador e Dragão) também são selos associados à luz.
A fusão destes oito selos apresenta a luz como algo associado à solidariedade e
à energia feminina representada pelo Dragão, que é uma energia também
enlaçadora de nascimento e de expansão da consciência. O feito de que se pode
considerar a energia de nascimento como uma expressão da luz, é porque na
meditação é preciso reconhecer a escuridão dentro de si mesmo, de modo que a
luz é o começo de um nascimento, que é completo na expansão. Se já tens luz
não poderás nascer, e isso parece contraditório com a necessidade de nascer, ou
seja, de que algo dentro de ti se abra à luz.
A Serpente expressa-se na terra como o menos iluminado, o menos consciente
do apresentado por esta família, se o virmos como uma escadaria ascendente.
Sim, há uma escadaria ascendente a subir até ao Sol.
Primeiro, a SERPENTE pegada à terra, o segundo o CÃO num degrau
ligeiramente separado da terra, associado ao amor, só que incondicional, ou seja
nada a ver com o típico “quero, quero” ou “eu, eu, e eu, porque eu quero”. Isso
não está na ascensão. O Cão expressa o início da ascensão ou da iluminação,
sobretudo associado aos Macaco, que vivem nas árvores, no amar. E finalmente
está a ÁGUIA, por cima, e o SOL.

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5.6. Enlaçador de Mundos

O ENLAÇADOR DE MUNDOS

Clarividência para enlaçar com


outras dimensões. Desapego.
Energia do surgimento, do Ver.
Oculto, a águia

O Enlaçador representa o desapego e a clarividência; deixar ir, libertar para


enlaçar com outro presente.
Enlaça com a dimensão celeste e com a dimensão maternal da Terra. Ajuda a
integrar mundos, ideias, crenças, pessoas, amigos que não se conhecem;
tendências diferentes; mundos distantes; o pessoal e o laboral; masculino e
feminino; singular e plural; criatividade e lógica; sentido e sensibilidade.
Mas para enlaçar e unir há que respeitar. Unir sem respeitar seria antes anexar-
se, apropriar-se, forçar, ou coisas assim. A proposta através do Enlaçador seria
antes, unir com desapego, portanto sem ego, com uma atitude de soltar,
desprender, desfazer-te de velhos padrões.
O desapego requere confiança e entrega. É um nível de maturidade.
Ao Enlaçador calhou-lhe ser atribuída uma relação com a morte, mas para nós
está relacionado com o desapego, que é a morte e o abandono dos apegos e de
alguma maneira ir para o novo, sem medo.
E sobretudo o Enlaçador está associado com a capacidade de enlaçar com outras
dimensões, de encontrar coisas novas, como a viagem de Colombo, que pertence
à onda do Enlaçador.

A sexta Coluna
O número seis do Enlaçador corresponde com a sexta coluna, que é uma coluna
de portais dimensionais. Assim, o Enlaçador é uma porta. Todas as portas
enlaçam lugares diferentes. Só há que abri-las para passar.
O Enlaçador é uma qualidade existente em todas as pessoas, de poderem
enlaçar essa porta. O Enlaçador está dentro de cada um, e é o selo e a garantia
de êxito, inclusive através do erro.

O Selo Oculto
O Enlaçador de mundos é o selo oculto da Águia, que está associado à
criatividade, intuição e visão. Desapegar-nos da realidade diária permite-nos ter
uma visão mais global e por sua vez mais profunda das coisas, e, desde aí, a
intuição e a criatividade estão à nossa disposição.
E vice-versa, quanta mais criatividade, mais te favorece para entrar em conexão o
enlaçar com outras dimensões.

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Com o qual, a criatividade está associada de alguma maneira ao resultado de
encontrar formas de vida mais além dos limites restringidos. Os limites
restringidos são, entre outras coisas, os limites do ego.
O desapego expressado pelo Enlaçador está a falar de uma forma de viajar sem
nenhum peso que te pegue à terra, de aceder a outras dimensões convertendo o
desapego em despego, despegado do corpo, porque a Águia se despega da terra
e enlaça com a sua vista dimensões mais além.

A Onda do Enlaçador
Na onda do Enlaçador, se vê facilitado o trabalho de desapego de forma coletiva.
A transcendência desta onda é o Espelho. Não se trata só de soltar mas sim de
enlaçar e criar pontes com a nova (por desconhecida) e já existente realidade.

Cristóvão Colombo e o enlace com a América


O exemplo do Enlaçador de mundos é Cristóvão Colombo, e o arquétipo de
outras dimensões é ir à América, a um novo mundo. A chegada a Terras
americanas é um enlace próprio de um momento Enlaçador, que é a onda em que
sai Colombo, que assim enlaça.
A viagem de Colombo é um “enlace de culturas”, abrindo tudo para todo o mundo.
Entendemos que é a possibilidade de que mundos separados se conectem.
Não lhe atribuímos nenhum valor comercial ou económico, porque o interesse
económico está em todas as culturas, mas o encontrar-se está neste feito. Logo
não queremos falar do constante, mas sim do novo.
Tampouco o relacionamos com guerra, porque guerra e destruição havia nas
culturas pré-colombianas e nas culturas euroasiáticas, africanas. Em todas as
culturas tem havido guerras e seguem-se havendo.
Não queremos associar a viajem de Colombo, que é uma viajem potenciada pelos
mayas cósmicos, aos motivos terrestres como o robô, a guerra, aproveitar-se dos
outros, escravizar, etc.
O novo que oferece a viagem de Colombo é a oportunidade de conhecer-se, não
somente os nativos americanos, mas também os habitantes da Austrália, de todas
as ilhas do pacífico; de conhecer os polos e reconhecer a redondez da Terra.
Nós, seres humanos, estamos unidos. “In lak’ech”, ou “tu és outro eu, eu sou
outro tu”. Se há algum EU que está em algum lugar onde Eu não chego nunca,
quer dizer que EU estou diminuído, logo é imprescindível que EU me conheça.
Aqui o eu é sempre com maiúscula, porque estamos a falar de cada um de todos
nós e do eu comum.

O Tom 7
O Enlaçador ocupa o tom 7 na onda do Sol, que é a onda da iluminação, a onda
da luz.
O Enlaçador no tom 7 está acompanhado pela Águia no tom 7. A canalização da
Águia, a criatividade, vai unida com a canalização desde o desapego, da luz.
O desapego, a morte dos apegos, o abandono dos apegos. De alguma maneira, ir
para o novo, sem medo.

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A Família
O Enlaçador de mundos é o sexto selo e também é a sexta onda.
Essa realidade de coincidir o número da onda e o número do selo é o distintivo da
sua família, que está composta pelo Dragão, o Enlaçador, o Macaco e o
Guerreiro.
Esta família do Dragão é realmente a família tipo, e aqui o Enlaçador, ao
considera-lo na família, se converte no presente, no desafio, no 2.
Se lemos esta família, podemos encontrar o propósito do Dragão; o desafio, que
já sabemos que é uma prenda, do Enlaçador; a missão do Macaco; e como
realiza-lo do Guerreiro. É uma sequência espiral, que vai ativando e habilitando
cada vez mais possibilidades: A energia feminina, o desapego, a alegria, a
expansão da consciência.

O Dragão tem a ver com a solidariedade e a energia feminina, e para refinar, para
realizar esta solidariedade é imprescindível trabalhar desde o desapego.
O Enlaçador é a segunda presença do Dragão; o Enlaçador é o Dragão, quando a
pessoa se dá conta de que a autêntica e única missão de todos os seres
humanos é abrir-se ao amor; e situa-se no dois, no outro, não no ego, no eu, mas
sim que ocupa a segunda praça e te cede a ti a primeira, como expressão da lei
do amor, onde tu és outro eu, “in lak’ech”. Quando isso está instalado no corpo,
quando esse trabalho evolutivo está feito e instalado no corpo, começas a dispor
de um corpo enlaçador.
Esta família é na realidade sempre enlaçadora de dimensões superiores, mas
também é enlaçadora entre os seres humanos, porque a solidariedade é um
esforço para unir a todos os seres humanos e não deixar a nenhum excluído.
E no desapego estão os valores mentais, raciais, adições e um monte de entraves
que põe o ego, e que criam diferenças entre as pessoas em vez de unir.
Enlaçador é uma força unitiva existente em cada pessoa capaz de te permitir
conectar realidades, dimensões e pessoas mais além da lógica.
Como o Dragão que vem desde dimensões superiores a esta, o Enlaçador
conecta com outras dimensões como uma força espiritual e amorosa no momento
oportuno. No momento oportuno, todo sucede.

A Onda oculta
O Enlaçador como onda trabalha com a Noite, e é importante saber que o
Enlaçador é o que consegue. O teu pensamento consegue, cria a realidade.
A Noite, selo três, é portanto uma força enlaçadora. Visualizando atrais as coisas
à realidade. É muito importante reconhecer na ensonhação e na visualização, a
sua característica de Enlaçador.

A Cor Branca
O branco define-se como VENTO, ou seja espírito e comunicação; ENLAÇADOR,
ou seja desapego e enlaçar; CÃO, ou seja amor incondicional e perfeição; MAGO,
a atemporalidade e a aprendizagem; e ESPELHO, com relação à realidade e à
verdade.

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Branco é refinar: Vento refina comunicando o espírito, Enlaçador refina
transcendendo o ego, Cão refina amando, Mago refina vivendo o presente eterno
e Espelho refina refletindo a ordem eterna.
Os selos brancos estão totalmente conectados ao amor: O Cão, com o seu amor
incondicional, mas todos os outros também; o Vento, com uma sabedoria que
vem de mais além da vida, mas todos os outros também; o Espelho, com
empatia, mas todos os outros também; o Mago, com uma sábia mestria de querer
aprender, mas todos os outros também; e o Enlaçador, com uma capacidade
potente de abrir a porta à vida, mas todos os outros também.

O segundo Castelo
O Enlaçador como onda pertence ao segundo castelo, junto com o Caminhante, a
Tormenta e o Humano.
O segundo castelo está associado, como segundo elemento, à cor branca, ao
icosaedro nos sólidos platónicos, à água e às emoções nos elementos. Neste
segundo castelo, a importância é dada à segunda onda, que é o Enlaçador, que é
branco. E isto explica-nos o que é refinar; de uma forma muito básica é avaliar
todas as possibilidades que te oferecem algo novo.
O primeiro selo branco nos castelos é o Mago, onda 2, que pode significar
aprender, mas o segundo é o Enlaçador.
Primeiro tens que aprender algo para poder enlaçar com outras dimensões. Mas o
Enlaçador também é o desapego, de forma que o ser humano, não como os
animais, primeiro têm que aprender, mas logo têm que se desapegar das coisas
para realizar o que é o amor incondicional. O apego não vai na direção do amor
incondicional.

5.7. Mão

A MÃO

Cura, realização,
canalização. Serviço
Energia de canalização.
Oculto, o mago.

A cura, a canalização, a interação e a realização são próprios da Mão.


A Mão é uma ferramenta de cura, e associada ao cérebro é a ferramenta da
consciência, que une o coração e o cérebro, lugar dos neurônios espelho.
A canalização é um momento maravilhoso, de conexão com outras dimensões, e
tem grande relação com o êxtase amoroso, com o clímax, com o momento de
máxima intensidade e de máximo encontro com a vida.

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No ser humano, oferece-lhe uma característica à sua criatividade, que é canalizar,
como algo próprio do ser humano.
O conteúdo das mãos é para interatuar. A imposição de mãos, apertar uma mão
a alguém ou simplesmente o acariciar, é uma forma de conectar com a nossa
parte espiritual.
Por outra parte, o selo da Mão pode-se traduzir como curar, mas o que significa é
realizar, só que real e cura é o mesmo. A falta de saúde é a falta de realidade, a
irrealidade. Há algo carente de verdade, há um engano na doença, ou uma falta
de luz ou seja algo a interrompeu; está interrompendo a plena realização, a
expansão, do ser.
Uma das características mais importantes da mão é que, na horizontal, é o
caminho ao coração. Transforma a terra no céu.

O Tom 7
O primeiro tom 7 do Tzolkin é a Mão, selo 7.
O tom 7, na transmissão de conhecimento dos criados pelo Tzolkin, está
especialmente ressaltado como instrumento de canalização, de dimensões
superiores. Canalizar é emitir e receber, e o tom sete apresenta a cura, a Mão,
como centro e lugar do acontecimento canalizado.
Isto diz-nos que podemos utilizar a Mão sem consciência, como algo na terceira
dimensão, para simplesmente fazer coisas; também a podemos utilizar desde a
quarta dimensão, portanto com consciência, para todas as ações que contém
consciência como é expressar carinho, fazer mudras, etc. A pessoa que utiliza
mudras conhece o seu poder; a pessoa que acaricia como expressão amorosa,
conhece o seu poder. Todos esses elementos e outros do mesmo estilo, falam da
consciência.
O estudo dos tons sete de todas as ondas é muito instrutivo para as pessoas
interessadas em aprofundar-se na sabedoria da malha, da rede que une a todas
as pessoas e que fica patente e manifesta para os mais duvidosos pelos
neurônios espelho e a crescente realidade de telepatia e metalinguagem que nos
acompanha diariamente, por pouco que estejas atento à sincronia dos
acontecimentos.
Nesta consideração encontramos que o primeiro tom 7 seria a Mão, e a Mão está
associada a canalizar e a curar. Mas o segundo tom 7 é o Sol na primeira coluna,
que corresponde ao número 20, mostrando como numa primeira instância é
necessária a cura, mas a autêntica cura é a iluminação, o segundo tom
ressonante.
Mas além de reunir significados de canalização, portanto daquilo que vem
facilitado desde dimensões superiores, o tom 7 também mostra, pela sua relação
com a coluna sete, algo que te encaminha ao nascimento do teu ser autêntico
mais além do convencional e do lógico.

O Selo Oculto
A Mão é o oculto do Mago; a realidade oculta por trás da aparência contemplativa
do Mago é a ação expressada pela Mão, que parece quem sabe pouco ativa mas
simplesmente é. Porque trata-se de canalizar, e canalizar é abrir lugar a outra

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realidade, onde talvez atues unicamente como um catalisador, mantendo-se
inalterável mas produzindo uma grande transformação.
E isso é a máxima atividade, enquanto a agitação, que é a aparente atividade, é
na realidade estéril no melhor dos casos.
Não é o momento de destruir-se, de agredir-se, mas de curar-se e canalizar.
Quem sabe curar-se seja começar a gostar do atemporal.

A Onda Tipo
Há uma primeira onda que apresenta um programa para a expansão: Dragão –
Caminhante do céu. Neste programa, o tom sete apresenta a cura, a Mão, como
centro e lugar do sucesso canalizado. Também apresenta como mestre professor
ao Vento no tom dois (onda oculta da Mão), portanto a consciência, o espírito,
como ajudas naturais para realizar o programa.
É um programa aberto a todos de forma natural. Simplesmente escutando a tua
consciência encaminhas-te ao que expressa o Caminhante do céu.

A Onda
Na onda da Mão a transcendência alcança-se ao chegar à Tormenta, que
corresponde às mudanças instantâneas. Nas nossas mãos está a capacidade e
oportunidade de curar, a nós mesmos e aos outros.
A Lua aparece como tom 3 na onda da Mão. É o terceiro três, o terceiro tom 3 que
aparece no Tzolkin. Mas a Lua é a emoção e o número três é o serviço. Sente,
permite-te sentir para ajudar os seres humanos a serem humanos. De alguma
maneira é um serviço, que está dentro de ti e podes faze-lo em qualquer
momento. Sonha o melhor, sonha a abundância, para que aconteça. Estende
uma ponte à abundância.
O Espelho apresenta-se como tom 12 da onda da Mão, portanto como algo
curador com vocação de colaborar com a vida, com tudo o existente.
A transcendência da Mão é a Tormenta, que atua como portal para levar-te à
iluminação, que é o Sol.
A onda da Mão, que é a terceira onda, associada ao serviço, enlaça com a onda
do Sol, com a iluminação. A autêntica cura é a iluminação, de modo que quando o
Sol se abre à transcendência, vemos qual é a natureza dessa iluminação, e é
tudo o que contém o castelo verde; algo novo, mas que sempre lá esteve.

O número 3
O tom três identifica o serviço e transforma-te, como fogo. Essa transformação é
curadora, como se manifesta através da onda três do Tzolkin, ocupada pela Mão.
Mão é curar e canalizar, e a sua característica é, como o fogo, de rapidez. Isto
pode extrapolar a terceira onda do Tzolkin pessoal de cada pessoa, que liberta a
cura para a pessoa. Se meditas sob a tua terceira onda, ativas processos de cura
e transformação internos. Só necessitas de sonhar a tua terceira onda, seja qual
for.

A Onda Oculta
As ondas do Vento e da Mão são ocultas entre si. As ondas do Vento e da Mão
vão juntas.

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O espírito é na realidade a cura, a energia que faz todas as coisas. Se algo chega
a realizar-se, ou seja se algo chega a ser real, é desde uma dimensão espiritual.

A Cor Azul
O selo da Mão é de cor azul, igual à Noite, o Macaco, a Águia e a Tormenta. O
azul aparece pela primeira vez nas ondas com a Mão, que é canalizar, como
realização e ao mesmo tempo como cura, auto-cura.
Um dos valores mais importantes de todos os selos azuis é que representam o
presente, de modo que até que tu não estejas a viver o representado por estes
selos azuis, seja qual for o seu conteúdo, não estás no presente. Portanto, só
estás numa realidade mental.
Por isso o presente é um novo nascimento, segundo o Macaco, e também é uma
canalização, segundo a Mão, porque apareceu uma pessoa nova. Tu és uma
pessoa nova quando resolves o que te paralisa ou o que te faz antecipar, portanto
o que te preocupa, ou quando resolves o que te deprime facilmente. O máximo
valor do azul é falar do presente realizando-se em ti.

As colunas
A onda da Mão encontra-se contendo a sua totalidade na coluna 2, associada ao
espírito. A onda três do serviço na coluna dois. De alguma maneira questiona-te:
o que fazes? O fazes com o espírito-luz ou contra o espírito-luz?
A segunda coluna contém elementos da segunda onda e toda a terceira onda,
que é a Mão, situando desta maneira a cura no território do espírito. E também
contém o início da quarta onda, que corresponde o Sol.
O espírito, a comunicação, contém segundo esta visão, algo que tem a ver com a
aprendizagem, sobretudo no seu nível mais transcendente, mas não é nem
sequer o mais importante, porque somente ocupa seis dos vinte. O mais
importante parece estar referido à cura, à ação, que são próprias da Mão, e do
serviço. O espírito e o serviço estão totalmente unidos. E finalmente aparece a
luz, o Sol, a iluminação.
Por isso é tão importante ver que parte tem a ação pessoal, a tua ação, de
serviço, e que parte tem de morder a outra para lhe tirar o brinquedo, ou se é o
mesmo, que parte tem saúde e que parte está doente.

A Família
Na família do Vento, Mão, Humano e Terra, o espírito-Vento é como o Dragão e o
que traz como tripulante é a Mão. Portanto o espírito viaja e a prenda que traz é a
Mão, a cura, o curar, o poder de realizar. O traje é o corpo do ser humano, e o
autêntico corpo do ser humano, como vermelho, está representado pela Terra.
Esta família está associada à família que abre o tempo, já que os selos das duas
famílias são ocultos entre si, o qual manifesta que a terra e o tempo estão unidos.

O Primeiro Castelo
O primeiro castelo, formado pelas ondas do Dragão, o Mago, a Mão e o Sol, é
muito especial porque é o único formado por dois pares de selos ocultos: o
Dragão e o Sol são ocultos entre si e representam a luz ou dimensões superiores,

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que só podemos conceber como luz; e também o Mago e a Mão são ocultos entre
si, e te representam a ti.
Tu vês a luz e decides deixar-te guiar, isto é o Mago. Então descobres que podes,
isto é a Mão. Mão é fazer, curar, realizar, canalizar. Canalizando, podes.

5.8. Estrela

A ESTRELA

Harmonia, ética, estética,


consciência da sociedade
celeste.
Energia do mais além ou angélica.
Oculto, o caminhante do céu

A Estrela está associada à harmonia, à ética e à estética. Também está


relacionada com a elegância, a diplomacia e com a justa e perfeita medida.
Representa a beleza, mas também a prosperidade.

É um ser celeste e social, e representa a todas as estrelas, ou seja ao céu como


sociedade; a comunidade celeste, os teus pares, onde todos são importantes e
necessários, e têm a sua função.
A Estrela é o cosmos. Podemos olhar o céu e vê-lo como algo distante, acessível
à nossa vista, mas desde o selo da Estrela, o céu está nos nossos pés, porque
esse é o nosso solo.
A Estrela significa encontrar os teus pares, encontrar a outros tu, encontrar que
toda a gente é maravilhosa. Não é que tu sejas o Sol e nos outros encontres
erros, quem sabe desculpáveis, não. A Estrela é encontrar só gente maravilhosa,
e que além disso tudo está bem. Por isso é imprescindível reconhecer o erro, mas
em ti, e curar-te, ou seja aprender.
Estás na Estrela quando tiveres curado os teus olhos e te desfizeste do ego;
quando o que vês com os olhos externos for a tua realidade interior. Se algo te
parece estranho, é melhor pensar que são muito bons atores do que bandidos,
porque tu, seguramente que és um bom ator.
A Estrela pode expressar o elemento ar, porque as estrelas são como as
moléculas. Não têm uma coesão que as pegue umas com as outras, porque isso
seria o final das estrelas, pegar-se. As estrelas atuam como as moléculas, livres,
ocupando todo o espaço celeste. Por isso são um exemplo das moléculas ou
seres humanos, mas noutra dimensão. A característica das moléculas dos gases
é que são livres e têm um movimento ultradinâmico.
Ainda que nós vejamos as estrelas no céu como pontos aparentemente fixos, na
realidade têm um movimento ultradinâmico. Quem sabe por isso nos aparecem
fixas, porque não temos valores para compreender esse movimento.

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O desenho da Estrela no Tzolkin
O Tzolkin é um símbolo em si mesmo, que está composto por dois símbolos, um
similar ao Espelho, que é um X e representa o tempo, e outro similar à Estrela,
que é um losango e representa o lugar da ascensão, portanto, a porta a outra
dimensão.
O X é a quarta dimensão, porque já há consciência, e a Estrela é o lugar da
ascensão, que envolve o centro do tear, Cão 13 - Macaco 1, o lugar do novo
nascimento.
O Tzolkin é um Espelho, e quando olhas o Tzolkin podes ver a Estrela no centro.

O Tzolkin como Espelho pode servir-te para transitar todas as ondas, todas as
experiencias, mas também para aceder a outra dimensão, a dimensão da Estrela,
onda final do quinto castelo, ou seja onda final do Tzolkin. Mas isto acontece
quando estás a transitar os castelos, que é onde se expressam as dimensões.
De modo que o Espelho e a Noite, o seu oculto, falam de uma dimensão, e a
Estrela com o Caminhante do céu, também ocultos entre si, falam da quinta
dimensão.
E estes quatro selos compõem a família denominada fora do tempo ou angélica, a
única onde os selos são ocultos entre si.

O Selo Oculto
A Estrela é o oculto do Caminhante do céu. A sociedade das estrelas é a
sociedade dos Caminhantes do céu.
No processo iniciado pelo Dragão chega-se ao Caminhante do céu, portanto,
entra-se numa sociedade onde os teus pares são estrelas. Mas o Dragão é o
caminho da luz, porque o ser humano, como todos os seres vivos, está em
permanente combustão infravermelha. E através da abertura ao novo, o ser
humano nesse caminho ao céu, transmuta a combustão infravermelha em luz.

As Ondas
A onda da Estrela fala-nos das estrelas, mas como seres espirituais, ou melhor
dizendo como seres reais, invocando a realidade e a realeza dos seres humanos.

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A Estrela é o selo 8 e a onda 20, que é a iluminação e o final do caminho, mas o
final do caminho do sofrimento. A onda da Estrela é como um impulso para a
iluminação do Sol, o final do Tzolkin.

A onda oculta da Estrela é o Dragão. Entendemos que Dragão, oculto do Sol, é la


luz descendendo à nossa dimensão e ocupando uma forma; é a primeira forma de
luz.
Mas o Sol 13 é o final da onda da Estrela, e expressa-nos a realidade de uma
sociedade similar à nossa mas de seres iluminados permanentemente em luz
visível, não em luz infravermelha, que é combustão. A luz intermitente pode
traduzir-se como a luz que se acaba, porque a combustão se acaba.
Onde nos quer levar o Dragão não é à combustão senão à luz. E por esse motivo,
em algumas tradições fala-se de um lugar de combustão para significar que não
acertas-te, que cometes-te algum erro, ou seja não soubeste sair do lugar de
combustão. Porque onde estamos é num lugar onde não há luz mas sim
combustão, e o caminho que te mostra o Dragão é o caminho à luz, mais além da
combustão.

O Tom 8
A primeira vez que se apresenta a Estrela no Tzolkin é na primeira coluna e
primeira onda, e está associada ao tom oito, que também é a primeira vez que é
apresentado. De modo que a Estrela, ou seja a harmonia, e o oito, ou seja
integridade, aparecem à vez, e por isso contêm um significado de alguma maneira
intercambiável conceitualmente e que ao mesmo tempo se reforça mutuamente.
A Estrela precisa de integridade e a produz, tomada como propósito ou como
intento. Igualmente a integridade só é possível em harmonia, a harmonia da
beleza e da ética. E também a integridade produz harmonia.
Podemos considerar toda a primeira onda e toda a primeira coluna como um
implante de propósitos; como um programa de propósitos, e então sucede que o
propósito intrínseco da Estrela é a integridade.
Mas é que a Estrela, além de significar harmonia, ética, estética, significa
sociedade celeste. Portanto a Estrela é um convite a uma party celeste, a uma
festa celeste, só que é imprescindível a integridade.
Na quinta dimensão só há gente maravilhosa e só se sucedem coisas
maravilhosas, mas as coisas maravilhosas vibracionalmente só são compatíveis
com a integridade.

As Colunas
O Tzolkin é um livro, uma mensagem num sistema diferente, que o mesmo te guia
à compreensão. É pura tecnologia amorosa baseada na comunicação, ou seja
Vento-espírito. Podes ler cada selo e cada vez será mais compreensível se te
interessa, porque se fará mais compreensível.
A Estrela apresenta-se como integridade na PRIMEIRA COLUNA, ou seja o
propósito da Estrela é recordar-te ou reforçar a tua integridade, mas na
SEGUNDA COLUNA, a Estrela apresenta-se como tom dois, que é o desafio,
mas na realidade é um presente.

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Em toda a coluna dois só existe um selo que apresente o tom dois e é a Estrela,
de modo que a Estrela representa ao tom dois, porque as colunas expressam os
tons, são similares, de modo que o autêntico tom dois, é uma prenda, é a Estrela.
A integridade é a prenda.
Na COLUNA TRÊS aparece a Estrela nove. Os tons 9 e 5 dão força ao propósito
com uma energia que vem de dimensões superiores, de modo que a coluna três,
que fala de serviço com o tom três, na Estrela nove manifesta-se o serviço desde
a integridade que é favorecida desde dimensões superiores.
Na COLUNA QUATRO, que como tom significa “como alcançar o propósito“, o
que aparece é a Estrela três, de forma que a resposta a “como alcançar a
integridade” é através do serviço. Acabamos de ver na coluna três como o serviço
desde o intento da integridade está a ajudar especialmente desde dimensões
superiores; simplesmente intentando se põem em marcha ajudas desde
dimensões superiores para a tua consciência; simplesmente intentando ser
íntegro se põe em marcha um programa de reparação da integridade ferida em ti.
Trata-se de tecnologia amorosa real, só que invisível, mas que te abre a porta ao
maravilhoso como treinamento até ao maravilhoso total permanente.
Na COLUNA CINCO, que como acabamos de dizer representa a força desde
dimensões superiores ao serviço do propósito, encontramos a Estrela dez. Dez é
a perfeição e o amor incondicional, de modo que a perfeição da integridade cujo
conteúdo é amor incondicional, é ajudada desde dimensões superiores.
Na COLUNA SEIS, que é como uma porta, o que aparece é a Estrela quatro, de
modo que a auto-pregunta, a pregunta interior sobre como ser mais autêntico,
abre-te a porta ao maravilhoso.
Na COLUNA SETE, coluna central onde acontece a cura e a canalização, situa-se
a Estrela onze. Canalizar a cura, porque o ego é inimigo da canalização, e
permitir aflorar os conteúdos de dimensões superiores da vida, é um trabalho de
limpeza do ego e potenciação confiada de uma realidade solidária, sem inimigos e
rivalidades, e isto é curador.
Na COLUNA OITO, ou seja coluna da integridade, de novo encontramos
associado o conteúdo da integridade ao conteúdo da ajuda desde dimensões
superiores, por meio da Estrela cinco.
Na COLUNA NOVE, encontra-se a Estrela doze, sendo doze o tom da
colaboração com a vida, com tudo o que existe, portanto que o impulso a
colaborar com tudo o que existe encontra-se favorecido desde dimensões
superiores da vida. De modo que nas colunas cinco e nove, que representam tons
de força, se encontram a Estrela dez, ou seja a integridade amorosa, e a Estrela
doze, ou seja a integridade da colaboração, de modo que essas duas atitudes
recebem ajudas especiais, assim como a Estrela nove, associada ao serviço da
coluna três, e a Estrela cinco, associada à integridade.
Assim, nos tons de força, onde atua precisamente uma energia de evolução
criativa tipo Big Bang, manifestam-se em relação à Estrela as atitudes de serviço,
integridade, amor incondicional e colaboração com tudo o que existe.

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A perfeição e o amor incondicional da COLUNA DEZ, contêm a Estrela seis, que
pertence à onda da Noite, associada a visualizar, sonhar como colaboração
vibracional com o real.
A Noite transporta a Estrela, ou seja a integridade, e sobre tudo o surgimento da
sociedade celeste, a ferramenta que seria a ensonhação, ou seja a visualização,
de modo que sonhando o céu ajudas a que se faça mais real para todos, porque a
Estrela fala de uma sociedade celeste de humanos de luz.
As três colunas que faltam ONZE, DOZE E TREZE contêm nada menos que a
representação do tom 13 a transcendência, do tom 7 a canalização e também o
céu, e do tom 1 o propósito, na onda da Estrela.
A Estrela 13 aparece na coluna 11, significando como tom 11 a libertação,
respondendo à pregunta; como posso libertar-me e deixar-me ir? Mas acontece
que a Estrela treze é justamente o último selo antes de iniciar o castelo verde, de
modo que chegar à transcendência da integridade é uma libertação e então te
podes deixar ir, gozar, que é de alguma forma o que significa o castelo verde.
A coluna 12 da colaboração mostra como essa colaboração desde a integridade
da Estrela é uma canalização, uma colaboração com o celeste.
E a Estrela um, na coluna treze, é a onda final do Tzolkin, mostrando como o
propósito da Estrela é a iluminação.

5.9. Lua

A LUA

Água, purificação. Luz


interior. Companhia.
Energia de transmutação e
emoção.
Oculto, o humano.

A Lua no Calendário Maya representa a limpeza de emoções, a purificação, e


também a água. Está relacionada com a ancestralidade, com o karma do passado
e com a acumulação de experiências, recolhidas no subconsciente e nos genes.
As emoções são a porta para aceder ao mais além. Expressar as nossas
emoções, sentir, comunicar e libertar, ajuda-nos a superar situações passadas,
ancestrais ou sociais que estejam bloqueadas.

O Tom 9
A primeira vez que se apresenta a Lua no Tzolkin, ou talvez seja apresentada, é
como Lua solar, ou seja Lua 9.
Junto com o tom 5 é um tom de poder, de força. Esta força provém de dimensões
superiores, ou seja não é da nossa dimensão, que é temporal, mas sim de uma
dimensão mais além do tempo e mais além dos nossos critérios, que são mais de
sobrevivência e de carência.

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Essa força amorosa de atividade constante é apresentada no Tzolkin tipo na
primeira onda, como Serpente, selo 5 e onda 9 de força, e como Lua, selo 9 de
força e castelo 5, também de força porque é essa força a que o realiza; não é
uma força humana, é pura força Big Bang, e essa é a garantia do êxito.
De modo que no programa, ou seja na apresentação, essa força amorosa Big
Bang associa-se à Serpente ou energia vital, kundalini e à Lua, Água, Emoção.
Energia vital, kundalini, está claro que é força, mas o que muitas vezes negamos,
não reconhecemos, inclusive fugimos, é da emoção, e é precisamente o mundo
emocional o que te faz humano e te abre o céu.
A Serpente é o selo 5 e a Lua o 9, mas a Serpente vai converter-se em Lua, ou
seja em nove, na sua apresentação como onda, e então a sua potência é de
levar-te ao novo nascimento. Mas a Lua, selo 9, onde te pode levar como onda é
ao salto quântico, ou seja a dimensões superiores da vida manifestadas pelo
castelo verde.
A Lua, nesta primeira apresentação, já se apresenta como situada num lugar
misterioso e não imediato, que precisa de ser revelado, e todas as pessoas que
nascem com um tom 9 têm um acesso muito direto a uma sabedoria
desconhecida, a qual é possível que lhe tenham temor, e no nosso desejo, todo o
contrário, fervor.
O 9 é um impulso à máxima realização.

O guia da Lua 9 é a Serpente 9, da onda da Terra, sendo a Serpente na onda da


Terra o impulso, a força para que a Terra mostre a sua transcendência, que é a
Lua, portanto, que a Lua no tom 9, que é como se apresenta na primeira onda,
tem como guia a energia vital, mas não como algo para chegar a ser ela mesma,
como poderia parecer, mas sim como algo que transmuta a Terra e a transforma
em Lua, em perfeição da luz.

O Selo Oculto
A Lua propõe como propósito limpar as emoções para potenciar o que está
indicado no seu oculto o Humano, que é a liberdade e os pensamentos elevados.
De tal maneira que limpar as emoções torna-te mais livre. Se um ser humano não
realiza um trabalho de limpeza dos seus condicionantes emocionais e da sua
toxicidade; se uma pessoa não se preocupa em limpar a sua toxicidade
emocional, essa pessoa está restringida, inibida, limitada na sua liberdade, não se
pode expressar, porque essa toxicidade emocional o está a diminuir na
expressão, na liberdade.

A Onda Oculta
A Lua é a onda associada à onda do Sol. É conveniente limpar as emoções, para
que se potencie o que indica a sua onda associada, que é a luz. Limpar as
emoções vai produzir mais luz.
A Lua é um espelho da luz do Sol. Recebe e oferece a luz do Sol no meio da
obscuridade.
E a emoção construi-te desde os olhos de Deus, que são os neurônios espelho,
como ser humano. Para o ser humano, a emoção é similar ao Sol. É pura luz,

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pura entrega, algo que faz crescer a vida, que faz prosperar. A emoção é um
autêntico tesouro que converte o ser humano em celeste.

Todos os ocultos da onda do Sol estão na onda da Lua. Isso significa que de
alguma maneira, falar do Sol, segundo nos querem transmitir os sábios maya, é o
mesmo que falar da Lua, e falar da Lua é o mesmo que falar do Sol. De fato todas
as noites, significando obscuro, negro, dão à luz ao Sol. O Sol sai da obscuridade.
O Sol é luz; a luz não encontra escuridão por mais que a busque, porque a luz
dissipa pela sua própria natureza, a escuridão. E além disso na nossa dimensão,
portanto, como seres humanos, experimentamos muitas vezes a escuridão.
A Lua é simplesmente, na linguagem da analogia, a forma em que a luz do Sol se
insinua à tua liberdade e à tua consciência, para que a deixes aparecer. Por isso
é a perfeição do Sol (tom 10 da sua onda), porque é aquilo que faz o Sol
amorosamente para chegar até ti, e quem sabe estás enterrado, enfadado, cheio
de ódio, ou simplesmente sentindo-te lixo ou metido na rotina. E a luz busca-te e
encontra-te, e essa é a perfeição, porque tu és luz, e então descobre-se que a
Lua é o Dragão, como transcendência.
Quando a Lua é o propósito, diz de alguma maneira que é necessário limpar as
emoções; como onda, é conveniente limpar as emoções, para que se potencie o
que indica a sua onda associada, que é a luz. Limpar as emoções vai-te fazer
produzir mais luz.
Mas, limpar as emoções vai-te realmente permitir aumentar a liberdade (selo
oculto o Humano). Então, acontece que a liberdade está associada à luz.
Limpando as emoções estás indiretamente a aumentar a luz e diretamente, a
aumentar a liberdade.
És como um cristal. Tu, pelo melhor, queres limpar um cristal para poder ver
através dele. No teu carro limpas o para-brisas para ver os outros carros, mas o
que estás a fazer realmente é a aumentar a luz dentro de ti. Diretamente, de
forma prática, preocupas-te em poder ver o carro da frente, mas indiretamente
estás a colaborar para que haja mais luz.
Isto trasladado às ações de cada pessoa, significa que de alguma maneira
quando estás a limpar as emoções, experimentas mais liberdade, mas produzes
ao teu redor mais luz.

A Família
A Lua forma família junto com a Semente, o Mago e a Tormenta, sendo a
característica relevante desta família a ÁGUA.
Como já vimos a Lua é água; a Semente é água convertendo-se em vida
orgânica; a Tormenta está composta de água; e a energia branca do Mago
também representa a água.
Quem sabe não seja tão evidente relacionar o Mago com a água, mas o Mago
saca a sua força da água, da emoção, da empatia. O Mago sabe viajar através
dos neurônios espelho para curar-te, porque o oculto do Mago é a Mão, a cura, e
a sua ferramenta é tornar-se um contigo desde a empatia.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
O Castelo Verde
A onda da Lua é o início do castelo verde, quinto castelo associado ao éter, ao
céu. O castelo verde é o tempo final, mas nós estamos no tempo final, e esse
tempo curiosamente coincide com a Lua.
Os castelos começam sempre com uma onda vermelha: Dragão vermelho,
Caminhante vermelho, Serpente vermelha, Terra vermelha e Lua vermelha.
Depois dos quatro primeiros castelos (Dragão, Caminhante, Serpente e Terra),
aparece como transmutação e “4+1” a LUA. Todos aparecem como início de
castelo e como corpo o elemento sólido, que é o que significa o vermelho. Mas a
transmutação, quinto momento, sucede quando aparece como corpo, ou seja
vermelho, a água, que é branco, ou seja a Lua.
Mas sendo água a Lua, ou seja como elemento o branco, inicia a realidade onde
o real é emoção, onde o corpóreo, o conformado, é emoção, sendo também
corpóreo o que nutre o corpo e a sua forma.
Encontramos que da mesma que nesta realidade, o corpo se nutre de coisas
materiais com forma, nessa realidade o que nutre é a emoção, a água, o amor.
Com a Lua como 4+1 e corpo, inicia-se o branco, simultaneamente a finalização
do vermelho, porque a Lua é vermelha, mas nesse quinto castelo já não pode
estar o líder do vermelho, que é o Dragão, e de facto o que supõe é a
transmutação do vermelho no verde.

As Colunas
A Lua na sua apresentação no Tzolkin pela primeira vez, na coluna UM, associa-
se com o solar, tom 9, de modo que todo o solar é também Lua. O gracioso ou
maravilhoso da metalinguagem é que o solar une ao Sol, mas também a Terra.
Um solar é uma terra, ou seja um solo, o sólido, um sítio onde edificar, onde viver,
mas também é a luz do sol, de modo que as emoções são o solo do céu, ou seja
o sólido, ou seja onde tu és mais real, ou seja onde tu és real. Vale a pena
procurar e viver a emoção.
A Lua na coluna DOIS, que tem a ver como falar da prenda, apresenta-se como 3,
serviço. Mas como a Lua na coluna TRÊS se apresenta como 10, portanto como
a perfeição e o amor, de alguma maneira quer dizer que na Lua, entregando-te
como serviço encontras um presente, que é degustar o amor.
A coluna QUATRO, que é a coluna do como, está ocupada pela Lua 4, ou seja,
emocionalmente, como a água. Mas além disso és um portal; atuar escutando as
tuas emoções é um portal. E o que vai dar poder a essas emoções, representado
pela coluna CINCO, é o que expressa o tom 11 a libertação, que é precisamente
uma libertação visceral associada ao tom 3, porque o tom 11 está sempre
associado ao 3 no seu oculto, ou seja de novo o serviço livremente.
A Lua de novo na coluna SEIS é também um portal, porque toda a coluna 6 é
uma coluna de portais, e de alguma forma é o que significa esta coluna. E aí,
como tom 5, nos volta a situar nessa força Big Bang, ou seja a força da água, a
força de Bruce Lee: “sê como a água, amigo” ou “be like water, my friend”.
Na coluna SETE, que expressa a canalização, vê-se que a Lua, a emoção, a
água, o que a facilita é a colaboração com todo o existente, porque ai está a Lua
12.

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A coluna da integridade, coluna OITO, expressa como o comportamento íntegro
da Luna é unir, abrir novos mundos através de enlaçar, porque aí está a Lua 6. A
integridade da Lua é enlaçar, abrir portas.
A coluna NOVE, volta a falar da força Big Bang, mas transmutadora. É a Lua
transcendente, a Lua 13. E a coluna DEZ, de perfeição, volta-nos a recordar que
a Lua, a emoção, é uma atitude sem ego, porque fala da Lua 7.
A Lua, na coluna ONZE, é próprio propósito e o começo do castelo verde. O tom
11, associado à coluna onze, fala de uma libertação visceral. E uma libertação
visceral significa uma sensação que é de libertação, porque a libertação supõe
um gozo, e é visceral porque tem recurso a dimensões mais além da pura lógica.
O visceral é como ler com os olhos fechados: tudo flui, tudo aparece e é
totalmente libertador e prazeroso.
Na coluna DOZE, de colaborar com tudo o que existente, o que encontramos é a
Lua integra, Lua 8. E na coluna TREZE está a Lua 2, na onda da Estrela, gozando
da expansão, da maturidade, da iluminação, como um presente.
A emoção é a porta do céu. Escuta o teu coração.

5.10. Cão

O CÃO

Amor incondicional. Perfeição,


vitalidade, paciência.
Luz.
Oculto, o macaco

O Cão relaciona-se com o amor incondicional. Representa o amor profundo,


verdadeiro, respeitoso, não invasivo.
É perfeito em si mesmo, ao corresponder ao tom 10 de perfeição.
É o amor que surge desde o nosso coração, de forma espontânea, sem
obrigações nem dúvidas; com alegria, desde a nossa criança interior.
Não está associado ao sofrimento nem à dor, mas sim à alegria do Macaco, que é
o seu oculto.
O amor é o fim do mundo, pelo menos do plano, e pode-se viver num mundo
plano descobrindo que és mais feliz e tens melhor saúde e até prosperidade
quanto mais pacifico, tolerante, respeitoso, solidário e coisas assim sejas e
ensines os teus filhos. Mas se o intento é para o amor e além disso incondicional,
ao que te aproximas é ao final de um mundo plano e ao começo da elevação, ou
seja às portas de outra dimensão.
Há portanto outro valor associado ao Cão – Amor, e é o seu valor vibracional que
serve como porta de acesso a dimensões superiores.
O amor, ou seja o Cão, é como um espelho, mas um espelho como o da Alice no
País das Maravilhas, ou seja o acesso a outra realidade.

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O Cão ocupa justamente a horizontal 10 é um final, porque a horizontal 11, ou
seja a que segue a 10, já não continua se não que reflete, aparecendo os ocultos
numa relação especular, sempre a somar 21. O Cão, horizontal 10, e o Macaco,
horizontal 11, são o mesmo como ocultos que são, e ocupam a linha do horizonte.
O horizonte é a fronteira do céu, e esse é o lugar do Cão.
O Cão, onda 14 do Tzolkin, ocupa o segundo lugar no castelo 4, o lugar do
desafio ou da prenda. Como onda, segundo a sua verdadeira natureza é similar
ao Mago, que é a segunda onda do Tzolkin, ou seja supõe aprendizagem, desafio
e prenda, e como é branco supõe refinar, mas a maturidade, ou seja o trabalho
realizado, é a expansão da consciência para poder aceder à quinta dimensão,
éter ou céu.

O número 10
A primeira vez que aparece o Cão no Tzolkin é como tom dez, que significa o
perfeito, perfeição, de modo que a sua presença no programa inicial representado
pela primeira onda já nos informa de que o amor incondicional é o perfeito, a
perfeição, pelo menos nesta dimensão.
Outra coisa é dotar de conteúdo essa informação, ou seja saber que é amor
incondicional. Mas inclusive desde a terceira dimensão mais egóica e insolidária,
só podemos associar o amor à paz, tolerância, respeito, colaboração e coisas
assim com as outras pessoas. De modo que a proposta desde o Tzolkin é que o
perfeito não é que tudo seja tu, nem que tu sejas o mais poderoso, mas que a
perfeição está na relação que manténs com os outros.
O Cão como selo 10 fala da perfeição, e perfeição fala de processo.
Portanto que o amor é a perfeição nesta dimensão, mas não é algo feito, mas sim
algo que se vai fazendo, ou seja uma consequência de um processo de
aperfeiçoamento da descoberta.
O amor é uma descoberta e um trabalho. É uma descoberta e um trabalho porque
és livre. Livre para quere-lo ou afasta-lo. É uma descoberta como possibilidade e
é uma tarefa, um trabalho realizá-lo.
Ao número dez, ao que normalmente associamos à perfeição e ao amor
incondicional, também necessitamos de associar o seu valor de Espelho (onda
número 10). No 10 aparece a linha do horizonte, lugar onde o Cão (10) se
transforma em Macaco (11); lugar onde o amor se transforma em alegria; lugar
onde cumprido com o amor se inicia a ascensão à iluminação.
O Cão 10, animal terrestre, inicia a ascensão elevando-se como Macaco, animal
que habita elevado sobre o horizonte das árvores. Mas as árvores são a
fotossíntese, a iluminação. O Espelho ajuda a esse cumprimento.
O Espelho é também um dez, é a perfeição que te leva à onda central, onde te
curas e te iluminas.

O Selo oculto
Mas falar do Cão no Tzolkin unicamente como amor incondicional ou perfeição é
demasiado esquemático, ainda que sendo válido. O Cão está associado ao
Macaco, que é o seu oculto, e sendo o Macaco o que expressa a alegria, está
claro que também há que falar de alegria, porque não é possível falar de amor
sem alegria.

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O número 14
O Cão, ou seja o amor incondicional, ocupa a onda 14. Mas o 14 é o Mago, logo o
amor incondicional é o autêntico Mago.
Há uma aprendizagem no amor, que é através da consciência, porque a grande
inibição do amor é o medo, e a consciência expandida elimina o medo.
O 14 poderia significar na primeira descrição dos selos, que se faz na primeira
coluna do Tzolkin, o mesmo que nessa coluna significa o Mago.
Portanto, a onda do Cão, o amor incondicional, é a onda 14, e se lhe adicionamos
os conteúdos do Mago encontramos que o que facilita a canalização, o que facilita
a conexão com dimensões superiores da vida, é a atitude de aprender que
contém o selo do Mago, como início da segunda onda.
Na primeira coluna, a primeira onda é uma onda inata, mas a segunda onda já se
propõe como algo voluntário. A segunda onda na primeira coluna é a onda do
Mago. Se propõe aprender, e isto é algo voluntário quando descobres que há uma
realidade espiritual mais além da puramente física, e que a realidade física
obedece a leis espirituais. E queres aprender isso, harmonizar-te com isso.
Porque para chegar a ser humano, necessitas de aprende-lo.
A proposta no Tzolkin é o Cão, o amor incondicional. A aprendizagem se
transforma em amar de forma incondicional.

A Onda
A onda do Cão fala de uma vivência desbordante e inclassificável. Uma vivência
que supera totalmente a tua razão mas que te faz feliz, como é o amor.
O propósito é o amor; o que se propõe é realizar o amor incondicional.
O Macaco, tom dois dessa onda, significa a alegria, mas uma alegria como um
presente, sem esforço, como algo associado a essa experiência de amor. O amor
é sempre incondicional.
O tom três dessa onda, o Humano, apresenta o serviço, que é o que indica o tom
três, como algo livre. Encontrar a liberdade encontrando-te. Para viver o amor é
imprescindível que a entrega, que é o que pode traduzir o serviço, seja livre.
Entrega ao que és. Saber quem és é como reconhecer o teu serviço. Reconhecer
o teu serviço é reconhecer como podes contribuir para a felicidade geral.
Para o Tzolkin o serviço, tom três, está unido ao tom onze, que te indica como
podes libertar-te, ser livre. Ser tu é ser livre, claro que para entregar livremente
tens que previamente ser livre. Uma entrega sem ser livre não te faria feliz. Não
serias feliz nem nada seria feliz. Tampouco perto de ti, porque todos te deveriam
tudo. Darias, mas anotando tudo, e terias muitos devedores. E disso não é do que
fala este assunto.
No tom quatro da onda aparece o Caminhante do céu, que explica como se
realizar o amor incondicional; a força que permite realizar o amor incondicional.

A Onda Oculta
O amor tudo pode, e a sua onda associada é a Tormenta, os feitos milagrosos. A
onda do Cão fala do amor e está associada à onda da Tormenta. Amor e
transmutação. Necessidade de transformação e necessidade de amor.

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A Tormenta é Cão. A crise-Tormenta é amorosa. O Cão, selo 10, é uma
Tormenta, ou seja o amor ressuscita.
A Tormenta como onda expressa mudanças profundas, totais, ressuscitar. O
amor tudo pode, tudo transforma. As duas ondas vão juntas, quem sabe são a
mesma, como Quetzalcóatl e Tezcatlipoca, os gêmeos.
Nesta onda da Tormenta, o oculto do Macaco dois é o Cão doze; a alegria através
do amor, que se expressa colaborando com tudo o que existe. E o oculto do
Humano três, como liberdade, é a Terra onze, que é como dizer que a Terra como
ser espiritual se sente como maravilha. A Terra onze é algo assim como a Terra
feliz.

A Família
Os selos que conformam a família, junto com o Cão, são a Serpente, a Águia e o
Sol.
A SERPENTE, pegada à Terra e confundida com a Terra, representa uma energia
instintiva e pouco consciente de sobrevivência, pessoal e da espécie. E contém
também a energia sexual mais instintiva. Mas também é símbolo em todas as
culturas de uma energia curadora. Pode chegar a ser uma Serpente emplumada,
como símbolo da kundalini ascendente, mas é sempre uma energia de
sobrevivência, portanto curadora para a espécie, e curadora a nível pessoal.
A energia do Cão situa-se no horizonte, portanto onde se unem os dois mundos, o
celeste e o terrestre. E apresenta uma energia corporalmente similar à do corpo
humano, como algo entre o céu e a Terra.
O selo 5 da Serpente sempre irá representar a energia, e o 10 do Cão sempre irá
representar a tarefa do ser humano, porque contém o valor da perfeição. Mas o
conteúdo da perfeição é o amor, logo essa é a tarefa do ser humano na Terra.
Quando a tarefa do ser humano do amor incondicional se bloqueia e não se dirige
para o céu mas regressa a formas menos conscientes de onde precede, torna-se
mais facilmente brutal e pornográfico, sendo mais destrutivo que construtivo.
Além disso através da abertura ao amor e ao amor incondicional, a Serpente pode
converter-se numa Águia. O 5 da Serpente e o 10 do Cão, chegam a converter-se
num 15, para ascender ao Sol.

A Cor
Os selos de cor branca são Vento, Enlaçador de mundos, Cão, Mago e Espelho.
A cor branca significa refinar, ou seja aprender algo, ou seja modificar algo para
otimiza-lo.
A ordem em que aparecem os selos brancos nos castelos, portanto como ondas é
Mago, Enlaçador, Espelho, Cão e Vento. Portanto, para poder valorizar, apreciar
e ser voluntário para viver ou reconhecer o amor incondicional, faz falta evoluir,
avançar no processo da consciência.

O primeiro selo branco nos castelos é o MAGO, onda 2, que pode significar
aprender.
O segundo selo branco nos castelos é o ENLAÇADOR. Primeiro tens que
aprender algo para poder enlaçar com outras dimensões. Mas o Enlaçador
também é desapego, de tal forma que o ser humano, não assim como os animais,
primeiro têm que aprender, mas a seguir tem que desapegar-se das coisas para

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realizar o que seja o amor incondicional. O apego não vai na direção ao amor
incondicional.
Logo aparece o ESPELHO. O apego obscurece e deforma a realidade do
Espelho.
E agora sim, é possível encontrar, e voluntariamente realizar, o amor
incondicional no representado pelo quarto castelo.
Mas o quarto castelo fala da quarta dimensão e o quinto castelo da quinta
dimensão, que é uma dimensão espiritual.
A perfeição, o 10, chega até a quarta dimensão. A seguir é outra coisa.

O quarto Castelo
O Cão nos castelos está no quarto castelo, formado pela Terra, o Cão, a Noite e o
Guerreiro. A característica deste castelo como cor segundo o sistema de quatro
cores do Tzolkin, seria o amarelo e quem sabe a este castelo se lhe poderia
chamar o castelo amarelo do amar, porque está ocupado, supostamente
intencionadamente, pela TERRA, ou seja a Mãe Terra, nutridora como mãe e
exemplo de amor; o CÃO, ou seja o amor incondicional; a NOITE, cujo lema é
sonhar a abundância para os outros, o que é uma atitude totalmente amorosa; e o
GUERREIRO, final do castelo e que lhe dá a cor amarelo, significando maturação,
e a maturação significando a máxima expansão.
Para entrar na quinta dimensão só podes fazê-lo desde a quarta e na quarta
dimensão só podes estar se és capaz de amar a todas as pessoas por igual sem
fazer distinção de pessoas, portanto, sem olhar o exterior. Isto é o Cão.

5.11. Macaco

O MACACO

Inocência, alegria, jogo,


Atrever-se, ousar. Nascimento,
ascenso.
Energia do surgimento, do Ver.
Oculto,o cão

O Macaco está associado à alegria, ousar, jogar, viver o que acreditas; a


inocência; a experimentar e s investigar o novo.
O Macaco sente a alegria, disfruta com o que faz, comprova, ri, porque tudo parte
do amor e da inocência que existe no seu interior.
É próprio do Macaco rir, jogar, cantar, atrever-se a fazer coisas distintas às
esperadas, experimentar, manifestar a criança interior, improvisar, disfrutar.
O Macaco associa-se também com a inocência, que é a que permite a alegria,
porque a inocência quer dizer que não há variante no teu coração. E não há
variante no teu coração porque não há suspeita, e muito menos há engano. E isto
acontece porque tampouco há medo.

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Se não há medo, podes experimentar, porque o ser humano está feito para
conhecer, e cada vez que passa diante um enigma, ativa-se algo que é
constitutivo do ser humano e que lhe leva a resolver esse enigma.
Costumamos relacionar o Macaco com a alegria e realmente a alegria é o que
sucede quando a força desborda. A alegria é a força vital que desborda. Está
relacionada também ao Macaco com ousar, portanto averiguar possibilidades,
ensaiar coisas novas, aprender conhecendo.
Tudo isto também indica que há uma força a empurrar-te para fora. A depressão
deixa-te sem forças, mas a força expande-te, desborda-te como a alegria e leva-
te fora de ti a conhecer o que te rodeia; a conhece-lo sem medo, e isso é ousar.
Mas não há que esquecer que o Macaco não é uma condição, se não que o final
de um processo. O nascimento do embrião é o final de um processo, onde o
embrião já maduro, inicia outro nível da vida.
A situação da onda do Macaco unida à sua onda associada, que é a onda do
Espelho, conexionam toda a estrutura das ondas. Há uma sequência que vai do
Dragão ao Espelho, e onde acaba o Espelho começa o Macaco, inaugurando
uma nova sequência que vai do Macaco, onda 11, à onda 20, de forma especular,
portanto de espelho. De tal maneira que o Macaco é o centro, surgindo. Essa é a
força. É um lugar onde se integrou toda a energia da luz na sua descida à forma,
à matéria, até te ter encontrado a ti. Ou olhando-te no espelho, encontrei-me a
mim; a cada ser humano, como lugar onde a força toma assento. Essa força
luminosa que vem de dimensões superiores buscar-te, e de novo ascende.
O Macaco é o centro exato do tear maya, ou seja do Tzolkin, mas é também um
começo.
A metalinguagem quer, e assim o apresenta, que se considere como começo o
Dragão e por ele há toda uma tradição maya que faz começar o Tzolkin com o
selo Dragão. Mas também, e a metalinguagem assim o quer, há uma tradição que
considera como início o Macaco.
Dragão como inicio é como o surgimento do nada, como o inicio inicial, mas o
Macaco é como o surgimento em algo, como uma nova explicação da realidade,
mas a realidade já esta.
O Macaco é o centro, está no meio de tudo e como oculto, o Cão também.

O número 11
O tom onze responde à pregunta como posso libertar-me e deixar-me ir?
Realmente o que expressa este tom onze é ficar “à vontade”, ou seja dar-te o
gosto de fazer qualquer coisa. Antes sentias-te inibido para fazer qualquer coisa,
sentias-te inapropriado, e de repente dás-te conta de que se trata de algo
estupendo. Não só podes, mas que é o melhor para todos.
É algo quase visceral, não mental, por isso é libertador, porque aparece o
inocente natural, o sábio selvagem. E ficas tão à vontade sendo, sabendo quem
és.
O tom onze é viver sem variantes e sem medo, e está unido ao tom três, que é o
serviço.

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O Selo Oculto
O selo oculto do Macaco é o Cão, selo 10, que mostra o horizonte sobre a Terra.
É a perfeição nesta dimensão (tom 10), por comparação com o Macaco, que está
separado da Terra porque vive nas árvores, de modo que mostra elevação.
O Cão e o Macaco são ocultos. Não é possível falar de auténtico amor sem
alegria ou alegria real sem amor, ou dito de outra maneira, não há perfeição sem
alegria e sem saúde, porque não há saúde sem alegria.
O Cão 13 e o Macaco 1 estão justamente no centro do Tzolkin, que é onde se
unem amorosamente num ato de amor, a energia do céu e a energia da terra. E
esse lugar é o homem.

O Centro do Tear
O Macaco Um junto com o Cão Treze constituem o centro do Tzolkin, lugar
privilegiado do centro da coluna sete, que mostra onde se funde a energia
expansiva do Sol com a energia recetiva da Terra, e como o homem, quando se
encontra no centro desse encontro amoroso, pode viver um nascimento espiritual.
O Macaco 1 é também o centro da Estrela que se desenha no centro do Tzolkin,
no losango de portais que duplicam os portais das colunas.
Esse é o lugar onde é possível entrar noutra dimensão.
O centro do Tzolkin é um lugar onde têm que passar todos os seres humanos
ascensionalmente. É o lugar do novo nascimento.
Nesse centro está situado um selo que significa alegria. Sim, alegria, mas
também inocência, ou seja inocente, ou seja absolto. Ou seja inocente e sábio,
porque o Macaco no Tzolkin não é doido, nem muito menos na realidade. O
Macaco é sábio, significa um novo nascimento, alegria, inocência, mas também
ciência, como resultado de experimentar que é o que faz o Macaco, ou seja
sabedoria. E é precisamente essa experimentação, ou os resultados acumulados
dessas experiências do ousar, os que realizam essa metamorfose, ou seja algo
que em parte é uma transformação e por outra parte é um nascimento, o
nascimento do novo.
Mas a experimentação e o novo, como resultado, só podem dar novo e sábio,
nunca novo descerebrado, porque a viagem evolutiva é para mais consciência.
A experimentação abre caminho à consciência.

E a consciência quebra o karma. Ou seja traz absolução, libertação do karma. E


isso é alegria, não a acumulação de sensações ou de propriedades ou de
prestígio social ou estético.
A libertação do karma é um novo nascimento que liberta também as vivências
ancestrais, ou seja aos teus ancestrais, simplesmente porque estão presentes em
ti nos cromossomas. E isso é alegria.

O Novo nascimento
O Tzolkin tem dois começos: um é o Dragão e outro é o Macaco, o qual significa
simplesmente que o Macaco é o nascimento de Deus, porque o Dragão é um
início mas desde o inimaginável, e o Macaco é um início na dimensão humana. E
este é o tempo de nascer Deus, o de que Deus nasça na tua realidade.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
Quando tu nasces não tens consciência. És totalmente dependente, mas através
da aprendizagem e da evolução vais adquirindo força, conhecimentos e um certo
nível de consciência. Mas isso não é um nascimento, só significa que o
nascimento abre ou inicia um processo de aprendizagem e maturação de algo,
mas não é um nascimento.
Só pode aparecer de novo um novo nascimento, como consequência do processo
de aprendizagem e de uma decisão livre e luminosa, descrito no desenvolvimento
do Tzolkin na onda 10, que culmina no Cão 13 e a onda 11 com o Macaco 1.
Desta maneira, o momento do nascimento como um recém-nascido, passa a ser
Dragão reunindo-se com todos os outros processos míticos. E o Macaco é esse
nascimento consciente, fruto de uma decisão, ou seja o novo nascimento.
Este novo nascimento encontra-se na coluna 7. Cada vez que te abres à
canalização, algo nasce em ti; abres-te a renascer.

A Cor azul
O Macaco é de cor azul, como a Noite, a Mão, a Águia e a Tormenta. A cor azul
manifesta transformação; uma transformação que renova totalmente.
A cor azul representa o presente, mas esse presente nunca é o presente do não
ser, mas sim o presente do ser, quem sabe do começar a ser, mas sempre do
ser. A alegria do Macaco não é a alegria do suicida, mas sim da alegria do que
ama.
O vermelho, o Dragão, é um começo, mas o azul, o Macaco, também é um
começo. Quando nasces, o mundo já está nascido. O seu nascimento é outro,
mas tu nasces e é o teu nascimento. O azul é o teu nascimento consciente. E da
mesma forma que o vermelho tem uma forma e é sólido, também o azul aparece
no visível. É real. Não está no mundo da fantasia, do irreal, do ilusório, mas
conforma antes uma realidade evidente e tangível.

A Família
A família do Dragão, formada pelo Dragão, o Enlaçador, o Macaco e o Guerreiro,
é um suporte material, já que todos os seus selos são o mesmo como onda e
como selo: o Dragão, como onda e como selo é o 1; o Enlaçador, como onda e
como selo é o 6; o Macaco é o 11 como onda e como selo; e o Guerreiro como
onda e como selo é o 16, e o final dessa sequência.
Está muito claro. Esta família inicia e finaliza uma sequência. E a continuação
inicia outra sequência e outra dimensão.

O Terceiro Castelo
O Macaco é a terceira onda do terceiro castelo, castelo azul da transformação.
O castelo 3, formado pela Serpente, o Espelho, o Macaco e a Semente,
representa o fogo e o novo nascimento.
Tem a característica diferenciadora de que as suas ondas são ondas associadas:
Semente e Serpente, Espelho e Macaco. Por isso tem similitude com a família
sinal ou angélica, formada pela Noite, Estrela, Caminhante e Espelho, onde os
selos são ocultos entre si.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
A onda da SERPENTE descreve a energia vital, que é algo que está em ti, mas
não és tu como ser consciente. É algo universal e descreve melhor ao Dragão.
A onda do ESPELHO fala de forças angélicas que te ajudam permanentemente e
se fundem contigo e se expressam em ti porque são parte do teu ser mais real.
A onda do MACACO, ao ser o seu oculto o CÃO, fala-nos de amor. O
reconhecimento e o compromisso do amor como decisão livre são o núcleo deste
novo nascimento.
A quarta onda, a da SEMENTE, igual à Serpente, expressam algo que está em ti
e é essa força permanente existente em cada pessoa que é capaz de gerar vida,
de criar, de expandir, de colaborar com o existente sem esforço.
Mas o fundamental é o amor.

5.12. Humano

O HUMANO

Liberdade, pensamentos elevados.


Sociabilidade e cooperação.
Energia de canalização.
Oculto, a lua

O selo Humano e o ser humano, estão associados com o livre arbítrio, exercido
com sabedoria na sua conexão espiritual.
O ser humano é livre em sua semelhança com Deus. E esse é o significado do
selo Humano, a liberdade mas também os pensamentos elevados.
Mas se falamos de pensamentos elevados só podemos falar de verdades.
Realmente os pensamentos elevados são verdades, não fantasias. Se fossem
fantasias não mereceriam ser considerados como elevados. Os pensamentos
elevados são acessos a realidades muito reais, ainda que nem sempre evidentes.

O Selo Oculto
O selo oculto do Humano é a Lua, associada à água e às emoções. No Tzolkin a
água propiamente está representada pela Lua.
A Lua forma família com a Semente, o Mago e a Tormenta, e os quatro são a
família da água, que é a família que inicia a conta calendárica, ou seja a
consciência do tempo. Para esta sabedoria maya inicia-se desde algo que se
considera água. Mas o Humano é o oculto da Lua, portanto que a Lua, ou seja a
água, e o humano, são o mesmo. O humano e a água são o mesmo.
A água é importante, de facto é simplesmente imprescindível para viver. Para ser
humano é imprescindível ser humano, ou seja viver.
Uma qualidade da água é que não tem fronteiras. Quando uma gota de água toca
outra gota de água, forma-se ou aparece outra gota de água maior, porque não
há nada que divida, não há obstáculo para o outro. Para o ser humano é

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O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA:
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
importante a transparência frente à luz, ou seja frente à realidade de dimensões
superiores, mas também é imprescindível que não haja uma fronteira com o outro.
Quando uma gota de água encontra a outra gota de água, diz “tu és outro eu” ou
“in lak’ech”. Esta é a linguagem da água.
A emoção, atribuída também à Lua, é poderosa. A emoção te torna livre, porque
te faz humano. Talvez do que se trata é que os humanos conheçam e
reconheçam que o importante não é só a luz mas também a água, ou seja as
emoções; inclusive quem sabe, a água luminosa, mas certamente a água.
Reconhecer a ÁGUA é imprescindível para o humano.
A pessoa que crê na força não é livre, e além disso tem medo. Por isso a Lua está
associada ao humano e à liberdade. E antes de entrar na quinta dimensão, o
amor, a água, que é a emoção, ajuda-te como tarefa a ser livre. Tirar ao humano
a liberdade é impedir o humano de conectar com o seu interior, a Lua, que como
onda é justamente o início do quinto castelo, associado ao éter e ao céu.

O 12
O Humano é o selo 12, a liberdade. A ressonância do Humano como tom é o 12,
ou seja “como posso colaborar com tudo o que existe!”.
De modo que o ser humano é intrinsecamente livre e necessita ser livre para ser
feliz, mas também é intrinsecamente colaborador, ou seja amoroso, generoso,
partilhador para ser feliz. E se deseja outra coisa só encontrará frustração,
aborrecimento, depressão, medo, quando se cumprem os seus sonhos.
Assim, parte dos pensamentos elevados associados ao Humano, são
pensamentos de colaboração, de respeito, de apreço, de entrega com tudo o que
existe.
Nessa nova realidade que está a aparecer, o mais importante já não é ser o
número um, mas sim colaborar com tudo o que existe.
O 12 une o objetivo de “colaborar com tudo o que existe” o ser humano, como
selo 12, e a Semente, que é a onda 12. Qualquer coisa que contenha a Semente
tem uma relação com colaborar com tudo o que existe. E qualquer coisa que
contenha o Humano tem relação com colaborar com tudo o que existe.
Uma das formas em que se expressa a paz é através da colaboração. Se não há
colaboração, não há paz.
O ser humano impregnado de solidariedade luminosa do Dragão, é o grande
colaborador de todo o existente. De igual modo, aquilo que as outras pessoas
fazem e talvez não o saibam. Sim é importante o que tu fazes perante esse
programa que te diz quem és.

A Onda
Se analisamos a onda do Humano, segundo o Tzolkin é um desenvolvimento,
uma acumulação de experiências que te levam a encontrar que “tudo está bem”
como final do caminho.
A Semente, além da ressonância com o Humano ao ser a onda 12, é a
transcendência da onda do Humano. O Humano é portanto o caminho para te
levar até esse conhecimento transcendente que é a Semente. E se algo sabemos
das sementes, é que não necessitam de dinheiro para viver, e que a vida que se

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O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA:
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
abre diante um grão de Semente, portanto de uma só Semente, é similar às
células mãe, porque é inacabável.
Tem-se que acabar a vida para que as sementes deixem de proliferar, porque
transformam justamente o inorgânico em orgânico, e transformam a luz em
orgânico.
A Semente é florescer, e que coisa pode querer dizer-se com florescer se não que
“tudo está bem”. É como encontrar que há uma força em ti que te leva ao êxito, ou
seja à abundância. Florescer manifesta beleza, mas também prosperidade e além
disso é uma expressão da sociedade.
Abundância, harmonia, companhia dos teus iguais, florescer, é como encontrar
que os todos teus sonhos se tornam realidade, e os teus desejos se satisfazem.
E tudo isto é o final do trajeto do Humano. A onda do Humano é contemplar como
se realizam os teus sonhos.

A Onda Oculta
A onda associada à do Humano é a onda da Terra. Ao mesmo tempo que
transcorre a onda do Humano, transcorre a onda da Terra. Terra e Humano são
ondas ocultas, associadas e simultâneas.
A terra nutre o ser humano e lhe dá o corpo. A terra é Mãe do humano. Estão
unidos, mas a terra é sábia e generosa e sempre favorece o humano, e o humano
sem consciência abusa da terra, violenta a terra, não reconhece a sua santidade.
A onda da Terra termina como transcendência na Lua, que por sua vez é o selo
oculto do Humano. Quando o Humano reconhece a sua transcendência, como
Lua 13 da onda da Terra, é quando começa o ser humano consciente. Humano
uno, ou um humano. A Lua pode ser, como água, expressão da emoção, mas a
Lua também é a porta de uma dimensão superior da vida.

O tom sete da onda da Terra é a Noite. A Noite dá volume; é o momento e o lugar


de passar de uma dimensão plana a uma dimensão de volume. Só que nós não
somos desenhos. A nossa dimensão não é plana, e encontrar a Noite é encontrar
a porta de ti mesmo, a porta do cumprimento dos teus sonhos; a porta da tua
entrega, da tua colaboração com tudo o que existe, portanto com a vida, com a
realidade, com o Espelho.
A Noite 7 só é possível com o Espelho 7, ou seja é encontrar o sagrado real.
Viver é florescer.

O Humano, a transcendência na onda do Sol


Mas quem sabe o Humano não só seja o que propõe o tom um como começo de
onda, que seria como um recém-nascido, mas sim o que aparece no seu tom
treze como manifestação de transcendência e plenitude, e portanto maturidade.
Nesse sentido o Humano treze é o final da onda do Sol. Desta maneira o humano
é um sol, um bebe sol, um sol em desenvolvimento e aprendizagem, e os
pensamentos elevados seriam a maturação de um processo, a culminação.
No Tzolkin é possível mover-se nas duas direções. Se nos situamos no Humano,
também se abre um caminho desde o Humano que termina no Sol.
Podemos estabelecer uma onda encantada na outra direção, e aprender muito da
nova localização dos selos.

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O Humano para o Sol, teria como segundo selo o Macaco. Desafia-o e ensina-lhe
a alegria. E teria como terceiro selo, que indica o serviço, ao Cão, o amor
incondicional. O amor incondicional aparece então como serviço através do qual o
humano chega à iluminação.

O 8: A Estrela e o Humano
Por outra parte, o Humano como selo é o 12, mas como onda é o número 8,
coincidindo aqui com a Estrela, que é o selo 8.
O humano olha-se no espelho das estrelas. É uma Estrela, um ser celeste
iluminado com luz própria e sempre rodeado pelos seus pares. Ou seja, o
humano é luz.
A onda oito também é a harmonia, a ética, a estética e a beleza. De modo que os
pensamentos elevados de colaboração e de respeito, atribuídos ao Humano, são
também pensamentos harmónicos e belos, mas sobretudo são pensamentos
sociáveis, porque a Estrela também significa o encontro e a convivência com as
outras estrelas no céu.
Mas convém recordar que 8 é Estrela, mas também pede integridade. Não só fala
de luz mas também de integridade como fundamental para o ser humano.
O Humano é a liberdade e como tom 12 significa “como posso colaborar com tudo
o que existe”. Então, a integridade que se alcança através do desenvolvimento da
onda do Humano supõe reconhecer o valor da liberdade como fundamental e
também o da colaboração desinteressada com tudo o que existe, tudo o qual,
está no programa original.
Integridade contém dois sentidos, um seria algo assim como impecabilidade, pelo
menos como intento. O outro sentido de íntegro indicaria total, ou seja tudo e
todos. Se faltar alguém há que sair e procura-lo, ou seja encontrar a ovelha
perdida, ou seja aqui estou. Além disso se me esqueço estou disposto a
aprender, e se te esqueces também o estarás, e a esperar a luz.

A relação do Humano com a Terra e a Lua


Mas os mayas com o seu Tzolkin também nos informam de algo que o humano
necessita descobrir para encher a liberdade da humanidade, ou seja de realidade.
O Humano tem várias referências a considerar, normalmente apresentadas como
emparelhamentos. É necessário conhecer, ou encontrar, tanto quanto for possível
para que apareça uma imagem um tanto mais instrutiva.
Relação de ocultos como selos: HUMANO - LUA
Relação de ocultos como ondas: HUMANO - TERRA
O Humano é em parte Terra, em parte Lua. Portanto o humano é ponte. Une e
está unido. O humano sozinho é impossível, por isso o dois é sempre uma
prenda.
Uma pessoa isolada por um naufrágio ou por um terremoto ou por qualquer outro
desastre, pode sobreviver e sobrevive em parte graças à conexão existente com
os outros seres humanos vivos.
Muitas pessoas em situação extrema receberam essa ajuda proveniente das
pessoas que os querem e isso os ajudou a não desesperar e a aguentar. Mas se
só ficasse uma pessoa, aparte de não poder sobreviver como espécie e ao não

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
poder reproduzir-se, se apagariam muitas luzes internas e não quererias nem
viver. Se quebraria a malha horizontal que te une com os outros seres humanos.
Essa malha normalmente não está consciente. Hoje podes senti-la e potencia-la
porque funciona, traz tanto que é imprescindível ativa-la face a tanta confusão.

O Humano e os sólidos platónicos


Se implantamos os vinte selos do Tzolkin e os relacionamos com os sólidos
platónicos segundo o número de caras, encontramos que o cubo, com seis caras,
corresponde com o Enlaçador de mundos, o icosaedro com o Sol, o tetraedro com
a Semente, a Estrela com o octaedro e o Humano, selo doze, corresponde com o
dodecaedro, que é o poliedro de doze caras ou planos, e que representa a quinta
dimensão. Então não é o Sol, a luz, a quinta dimensão, mas sim o human@, ou
seja tu.
O dodecaedro é o final do caminho, a chegada, e o resto dos sólidos platónicos
são o transcurso, o como chegar, O CAMINHO.

Enlaçador de Sol Semente Estrela Humano


Mundos

Os sólidos platónicos são uma linguagem. São uma comunicação viajando na


dimensão do tempo, com uma mensagem codificada, fácil de descodificar se te
interessas. A simples contemplação eleva o teu nível vibracional. São grátis e
trabalham colaborando em benefício de toda a existência.
Portanto, são exemplo do que é o tom doze e a quinta dimensão. O Humano é o
selo doze e representa o dodecaedro de doze caras, o final do trajeto e a quinta
dimensão.
O selo doze e o dodecaedro, que corresponde ao éter, apresenta o ser human@
como um microcosmos belo, harmónico, que se ama e colabora com todo o
existente, como Espelho de um macrocosmos belo, harmónico e amoroso.

Todos os selos que correspondem com os sólidos platónicos são amarelos, por
isso supõem um trabalho de maturação, exceto o selo inicial, que é branco de
refinar e está representado pelo Enlaçador, ou seja a porta ao novo mundo. O
Enlaçador é um Dragão, porque é dessa família, mas também é um Guerreiro, ou
seja a expansão da consciência.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin

Todos estes selos são pares, ou seja representam o dois, o Vento. É o trabalho
do espírito e abre uma nova perspetiva e uma nova compreensão. O Dragão,
essa luz a entrar na matéria, é um veículo.
A luz é veículo do espírito, não é um fim em si. No fim é que o espírito entra no
human@. Primeiro há uma cura, que é recuperar o padrão original, depois uma
iluminação, que é recuperar o céu. Logo aparece o human@

A família
A família do Humano está formada pelo Vento e a Mão, o Humano e a Terra.
Esses quatro conceitos definem o ser humano, não apenas um.
Nesta família as ondas dos selos são as suas próprias ondas ocultas ou
associadas. De modo que o Humano como onda é oculto ou associado da Terra,
que como selo é da sua mesma família. E também o Vento e a Mão, como ondas
são ocultas entre si, mas como selos são da mesma família.
Isto converte a esta família em similar à do Caminhante do céu, onde os selos são
ocultos entre si na mesma família.

Mas por sua vez os selos desta família são os ocultos dos selos da família da Lua
(Lua, Mago, Tormenta e Semente), e estes selos, como onda, estão associados
nem mais nem menos que à família do Sol.
A emoção para o ser humano, lendo o Tzolkin que fala do arquétipo humano, é
similar ao Sol. É pura luz, pura entrega, algo que faz crescer a vida, que faz
prosperar. A emoção é um autêntico tesouro que converte o ser humano em
celeste.

A Cor
O Humano é um selo amarelo, como a Semente, a Estrela, o Guerreiro e o Sol.
Amarelo significa amadurecer, o final de um processo no qual se chegou à
maturação. Ou seja que é o momento em que chegas-te a ser tu mesmo. A
maturação num embrião humano é ter chegado à plenitude tanto em cada um dos
seus componentes como pode ser o fígado, o olho, como a própria pessoa.
A liberdade da que fala o Humano, é o final de um processo de maturação. O
humano pertence ao futuro, porque é uma maturação, portanto, não é todavia
tudo o que é. Ou quem sabe é que todavia não há consciência suficiente. O futuro
significa que é algo em expansão no presente.
É similar ao sol; de facto não é que seja similar, mas cada ser humano é um sol,
quando vive e alcança a transcendência (o Humano é o final da onda do Sol).
A vinculação do Humano com o tom 12, expressa a qualidade real do ser
humano, mas do ser humano que chega a esse nível de maturação, ou seja de
evolução. O tom 12 é a resposta à pregunta feita talvez desde dimensões
superiores, de como posso colaborar com tudo o que existe. O Humano é a
resposta a como a vida pode colaborar com a existência.

A realidade amarela do ser humano é o desenho mais perfeito de como colaborar


com tudo o que existe. E aparece como terceiro elemento nas cores.

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O primeiro selo amarelo que aparece é a SEMENTE, que se apresenta como um
programa desenhado desde dimensões superiores. A garantia de funcionamento
está nas dimensões superiores. Se percebes que esse programa é defeituoso,
tens que protestar ou pedir explicações a dimensões superiores. Mas o programa
é perfeito. Mas não importa protestar, porque o importante é o diálogo. O diálogo
em si é uma prerrogativa do espírito.
A segunda vez que aparece o amarelo é como ESTRELA. A sociedade é uma
prenda. A Estrela fala da sociedade de seres luminosos. É uma prenda. Já és tu,
vai junto com a integridade. E a integridade em si é uma prenda, porque é estar
conforme tu mesmo. Quem sabe te esqueças, mas por erro, não por cálculo.
E a terceira vez que aparece o amarelo, isso que primeiro era um programa
perfeito, logo era encontrar essa sociedade maravilhosa de pessoas íntegras, é
como HUMANO. A terceira aparição do amarelo é o Humano.
O serviço é o número três. O humano é o melhor que encontraram, encontrado
em dimensões superiores para colaborar com tudo o que existe, para cuidar de
tudo e de todos.
Nos adestramos como proprietários para cuidar das nossas coisas; o trabalho que
se faz na terceira dimensão do meu é como um adestramento para cuidar de
tudo, porque nada cuida das tuas coisas melhor do que tu. E “colaborar com tudo
o que existe” é colaborar com o mesmo interesse cuidando do teu como se fosse
meu; é encontrar aquilo onde tu és eu e eu sou tu, o lugar ou a realidade dos
neurónios espelho, ou seja o lugar do ser, ou seja do ser sendo.

O Segundo Castelo
Mas o Humano nos castelos, que é onde ocorre a evolução dimensional e é onde
o Humano se mostra como amarelo, ou seja maturação, está no segundo castelo,
formado pelas ondas do Caminhante do céu, o Enlaçador de mundos, a Tormenta
e o Humano.
De modo que o Humano é a maturação do Caminhante do céu.
A definição do ser humano começa por quem chegou a reconhecer-se como um
CAMINHANTE DO CÉU; alguém que pisa o céu e se move por ele; alguém que
vive no céu, que não é precisamente quem está a pensar que lhe paguem um
pouco mais ou um pouco menos, ou naquilo é jogado ou descartado, mas quem
sabe, entre outras coisas, que Deus não se contrata.
Deus não termina o seu trabalho a tal hora, nem pede que lhe subam o salário,
mas está sempre em atividade, disponibilidade, sempre a trabalhar grátis.
Portanto, com incondicionalidade e enquanto tu te descuidas, com amor.

Então, quem já chegou a reconhecer-se como um Caminhante do céu, pode


chegar a reconhecer-se como um ENLAÇADOR DE MUNDOS, alguém capaz de
conectar com outras dimensões. O exemplo de Enlaçador de mundos é Cristóvão
Colombo, e o arquétipo de outras dimensões é ir a América, a um novo mundo.
Este novo mundo parece ou muito distante, ou muito impossível, ou, que não
existe, mas na realidade está muito perto. Parece distante estando próximo;
aparece como próximo estando distante; parece impossível sendo muito possível;
ou talvez pareça possível mas mostra-se como impossível.

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Quando a experiência se completa com a vivência do Enlaçador, descobres que
podes transformar qualquer coisa; descobres o poder da transformação
instantânea, representado pela TORMENTA.
E chegas-te à Tormenta quando te reconheces-te como capaz de enlaçar com
outras dimensões e quando vivencias-te que és um habitante do céu, tendo como
consecução o viver como Caminhante do céu numa plenitude de energia à tua
disposição, que é o final da onda do Caminhante do céu (a Serpente).

Quando te encontras, essa capacidade de transformação, nasce do teu interior o


gozo, a alegria sem fim. Esse é o começo do SER HUMANO. Nunca estás
parado, porque sempre estás a trabalhar, ainda que não te contrates.

5.13. Caminhante do céu

O CAMINHANTE DO CÉU

Expansão e gozo. Energia


Energia do mais além ou angélica.
Oculto, a estrela

Ao Caminhante do céu é atribuída a expansão e a exploração do espaço.


Não tem limites nem ataduras; não está constrangido pela sua mente; não está
fechado em conceitos. Associa-se ao gozo, à sensação de plenitude, que vai mais
além dos limites naturais, entrando no sobrenatural.

A Onda Tipo
O Caminhante do céu aparece na sequência inicial de treze selos que chamamos
onda tipo, justamente no décimo-terceiro lugar, e é portanto o final de um
processo, de tal maneira que é algo que se encontra ao final de uma tensão, e
esse encontro é o final da tensão, pelo menos.
É o final da onda do Dragão. Significa que o presente inicia-se quando fizeste o
trabalho de viver a solidariedade associada no Dragão, e vive-la com tal entrega,
com tal intento, que descobres a transcendência. O que te converte num
Caminhante do céu é viver desde a solidariedade do Dragão e descobrir a energia
feminina em ti, que não é a energia da dominação, mas sim a da entrega e o
serviço a favor de todos. Por isso pode criar a sociedade celeste.
Supõe expansão e atribui-se-lhe a expansão, exploração do espaço,… Mas se
passamos da teoria às vivências pessoais, podemos entender que talvez tenhas
feito uma caminhada de várias horas para chegar a uma paragem bela, e o que
acontece é que vais a caminhar com a tua mochila e certamente que te vais a
divertir e a disfrutar. Mas quando chegas à paragem que justifica esse esforço,
que pode ser, o cimo de uma montanha, uma cascata, umas ruinas antigas, algo
que é onde queres ir, então tiras a mochila e simplesmente disfrutas deixando
expandir-se o teu espírito nesse lugar belo onde ias.

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Por isso o Caminhante do céu contém esse sentido de expansão que é
justamente o contrário à tensão, mas sobretudo contém gozo e contém liberdade,
porque isso que fazes com esforço, fá-lo porque queres. Escolhes-te fazer isso e
és totalmente livre nesse momento. Portanto que, o Caminhante do céu une
liberdade, gozo e expansão.

A Onda 13
Como final de onda, o 13 indica transcendência. Mas o Tzolkin também mostra a
onda 13, que começa na Terra e termina na Lua.
O um sempre é Dragão, mas o treze é como selo, portanto de forma individual,
um Caminhante do céu, e como onda, portanto como assunto grupal, a Terra.

A Onda do Caminhante
O Caminhante do céu, na sua onda própria termina na Serpente, e a Serpente é
energia, kundalini, uma energia de elevação, mas associada ao gozo.
Há um intercâmbio de conteúdos entre a situação do selo no lugar 13, e a
situação do propósito, Caminhante do céu, como onda no quinto lugar, que é a da
Serpente.
Por isso, o Caminhante do céu é sempre energético. O seu gozo, a sua
expansão, a sua exploração do espaço são enclave da plenitude e da força. E a
sua conexão é direta com o Dragão, porque o Dragão é vermelho, e o
Caminhante do céu também é vermelho e um início, só que em outro nível.

Na onda do Caminhante do céu encontra-se a Tormenta 7, que é a energia do


ano maya 2012-2013.
A Tormenta ressonante canaliza o Caminhante do céu, e o Caminhante traz o céu
à Terra. O Caminhante favorece experiências gozosas, ou seja celestes, sem
referência aos valores do depredador.
A fronteira dimensional aproxima-se. É o momento de experimentar o gozo e o
disfrute que te oferece a vida sem ter que compra-la.
Disfrutar e partilhar. Encontrar e gerar espaços de encontro e de colaboração sem
ânimo de lucro. Encontrar mais além do disfrute do dinheiro, das marcas, das
cadeias comerciais que por algo se chamam cadeias, o disfrute das emoções da
criatividade e da solidariedade.
A Tormenta ressonante canaliza ao Caminhante do céu, e é por esse motivo que
te propõe experiências que não são produzidas pelo dinheiro nem pela
publicidade nem pelas sugestões de parecer alguém importante.

No tom 4 desta onda aparece o Guerreiro. O Guerreiro, que é a expansão da


consciência, ajuda o Caminhante do céu a viver essa plenitude que possui, de
maneira a que parte da tarefa evolutiva do Caminhante do céu seja expandir a
consciência.

A Onda Oculta
Nesse sentido é importante considerar que a onda do Caminhante do céu
transcorre simultaneamente com onda do Guerreiro (onda oculta). O Guerreiro, o
conceito do Guerreiro, como expansão da consciência, é algo fundamental para a

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pessoa que seja Caminhante, porque é tal a capacidade de gozo e de expansão
do Caminhante do céu, que pode esquecer ou não ativar a sua solidariedade e
viver um disfrute pessoal, sendo necessária essa interação que supõe a
solidariedade.
De modo que o Caminhante está intrinsecamente unido ao Guerreiro. Todo o
Caminhante é um Guerreiro, porque o caminho do Guerreiro é o caminho à
Estrela, e a Estrela é o oculto do Caminhante.

A Família
O dia verde ou o dia sem tempo é expressado pela família sinal: Noite azul,
Estrela amarela, Caminhante do céu vermelho e Espelho branco.
Esta família é a família proprietária do dia sem tempo, porque no dia sem tempo
sempre aparece um selo desta família.
Esta família contém a energia angélica, de dimensões superiores. É uma energia
que sempre conecta com o espírito.
A Noite, como visualização criadora; a Estrela, como harmonia e ética; o
Caminhante do céu, como força expansiva exaltante e realizadora, porque finaliza
as coisas; e o Espelho, como realidade e contribuição de energia de dimensões
superiores, de característica altamente espiritual e gozosa, exaltante.
O que aparece no terceiro lugar é o Caminhante do céu vermelho, e o vermelho
significa início, começo, mas o terceiro lugar está associado ao fogo e ao azul,
que ainda aqui se mostra significativamente como vermelho, que é o presente.

Os Castelos
O Caminhante do céu inicia o segundo castelo, formado pelas ondas do
Caminhante, o Enlaçador, a Tormenta e o Humano.
Começa com a onda do Caminhante do céu e termina com a onda do Humano
como número oito, situando o Humano como um semelhante da Estrela.
O Caminhante do céu abre um período de ascensão espiritual e da kundalini no
ser humano, representado pelo terceiro castelo. Por isso é imprescindível não
esquecer que o Caminhante do céu é um Dragão, que no seu movimento solidário
se coloca ao serviço do Humano para levar-lhe a sua realidade celeste, estelar.

As Colunas
Em todos os selos é importante ver qual é a sua situação na sétima coluna. O
Caminhante do céu situa-se no tom 3, de serviço, a favor da inocência, da alegria
e do novo nascimento.
O oculto do Caminhante é o selo da Estrela. A Estrela na coluna central tem o tom
11, que indica “como posso libertar-me”.
Acontece na onda do Espelho. Aqui vemos como esta família, que se situa no dia
sem tempo, portanto, fora do tempo, e dá começo ao ano, também te conduze ao
novo nascimento.

Com relação à coluna associada ao número do Caminhante, serve-nos para


encontrar o significado, desde o próprio Tzolkin, do selo. Entrar nesta busca
através da meditação é o mais recomendável.

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O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA:
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
Se nos situamos na coluna 13, associado ao selo 13, encontramos que contém
dois portais. Um corresponde ao Dragão 7 e outro corresponde ao Sol 13.
Isso significa que no selo 13 há uma canalização direta e permanente do Dragão,
coisa que já temos vindo a dizer anteriormente, porque o Caminhante do céu não
pode perder de vista a solidariedade. E também contém o Sol na sua plenitude,
situado justamente num lugar similar ao dia sem tempo, porque o seguinte dia é a
aparição do seguinte Tzolkin, já que o Sol 13 é o final do Tzolkin.
Mas é o final do Tzolkin só desde uma perspetiva determinada; desde outra é o
que há fora e anterior de onde estás e de onde vens, mas que já esqueces-te. E
não podes especificar que coisa é, porque já está noutra dimensão.

Mas o 13 o que abre é o céu, o Sol, a plenitude.


A proposta do Tzolkin na sua primeira onda apresenta-te o caminho que leva do
Dragão ao Caminhante do céu, e na sua primeira coluna completa leva-te do
Dragão ao Sol ressonante, sendo o Sol ressonante a canalização da luz, porque
de alguma maneira, não por estar no céu, como o Caminhante, mas que tu és o
Sol, e tal como o Sol, estás a enviar luz ao teu redor.

5.14. Mago

O MAGO

Nascimento de uma realidade mais


além do tempo. Aprendizagem
Energia de transmutação e
mais
emoção.
Oculto, a mão

O Mago representa a sabedoria, a atemporalidade e inclusive a magia. Também


tem um significado de aprender, ou de aprendizagem e iniciação.
Representa um ajuste até à atemporalidade, o nascimento a uma realidade mais
além do tempo, uma aprendizagem para a sabedoria. Não é necessário fazer,
mas sim observar e escutar. E tudo isto leva, e quem sabe as vezes
incompreensivelmente para nós, à realização e à cura.
O Mago, cujo oculto é a Mão, fala em términos iniciais de atemporalidade, de
encantar, etc., mas se resgatamos o significado associado ao oculto, podemos
dizer que a característica do Mago é de aprendizagem. Ao Mago podemos
relaciona-lo com o aprendiz de Mago. E essa aprendizagem na sua forma oculta é
a Mão, algo realizador e curador.
Evidentemente a característica de atemporalidade é fundamental, porque o tempo
como condicionante limita-te as possibilidades e engana-te. A atemporalidade é
uma descoberta. Quando entras no Mago é porque de alguma maneira
reconheces a atemporalidade como a realidade. Não és um acontecimento casual

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O LIVRO DOS SELOS DO CALENDÁRIO MAYA:
Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
com uma duração limitada, mas no teu interior está a imortalidade, a
atemporalidade. Por isso relacionamos o Mago com a aprendizagem, associando-
o com a saúde, com a vida, porque ele vai livrar-se do temporal, que é a morte.

O Selo Oculto
O Mago e a Mão são ocultos entre si; por detrás da sabedoria e atemporalidade
do Mago, está a cura, e vice-versa.
A ferramenta do Mago é a Mão, só que a Mão contém vários significados
possíveis. Como sétimo selo, é canalizar, e canalizar é receber e emitir, portanto
que o Mago está a receber informação de outra dimensão. E desde ai actua,
realiza ou cura, que são os outros significados. Vejamo-lo com mais detalhe.
Para fazer algo há que aprender, mas também se deduz do Tzolkin que para
aprender há que fazer, há que realizar, estando a aprendizagem unida à prática.
Por outro lado a aprendizagem é uma oportunidade de cura e quem sabe curar-
se é começar a gostar do atemporal. Há um nível de existência onde aprender é
curar-se. Sair do erro é curar-se; uma informação verdadeira transforma-te e cura-
te, ou “a verdade vos fará livres”.

O número 2
O Mago é a segunda onda, que é a ação do espírito, refinando. Por isso o diálogo
com o espírito é fundamental.
A segunda onda do Tzolkin só aparece aceitando e realizando a primeira, a do
Dragão, que é imprescindível para que a segunda onda ocupe o seu lugar.
O Dragão, ou seja a luz a cumprir uma missão, tomando uma forma, também vem
ensinar algo, da mesma forma que a tua mãe te ensina a falar, a comer e a
comportar-te. E isso vem expressado pelo Mago. E a mãe também te ensina a
rezar, ou seja a mãe também te introduz no atemporal.
Ao ser a segunda onda do Tzolkin, o Mago está relacionado com os desafios e
com as oportunidades. O Mago com a sua sabedoria oferece-nos a oportunidade
de ver as coisas sob um enfoque diferente. Tudo transporta uma oportunidade,
mas o trabalho é percebe-la.

As Colunas
A primeira coluna contém a onda tipo, a primeira onda que serve para comparar
qualquer onda e extrair informação Mas toda a primeira coluna é uma coluna tipo,
coluna programa, que não se acaba com a primeira onda, mas sim que a partir do
selo 14 começa a segunda onda, a onda do Mago. Aqui nos faz ter presente que
no programa existe a segunda oportunidade como algo fundamental, porque a
segunda onda na primeira coluna não necessita de chegar ao final; cumpre o seu
objetivo no próprio transcurso da onda, terminando a primeira coluna no Sol
ressonante. Não necessita mais. A iluminação é um objetivo completo.
Primeiro aparece a proposta de como chegar ao céu (Caminhante do céu)
partindo desde a solidariedade, e essa proposta abstrata começa a concretizar-se
ao entrar no tempo com a segunda onda, onda do Mago.
Uma das formas de atuar a solidariedade é através do Mago desde o atemporal, e
desde o temporal, desde a consciência, uma das formas de ativar a solidariedade
é ativar o Mago.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
O Tzolkin está no atemporal, como uma possibilidade permanente, de onde a
segunda onda, ou seja segundo passo, é o Mago como programa. Levando isto
ao temporal é o intento de realizar o Mago, desde a consciência. O intento do
Mago é o início da realização no temporal, de algo sempre possível que está no
atemporal.

A Onda do Mago
A segunda onda, a do Mago, é a onda da aprendizagem. A aprendizagem
imediatamente situa-te em algo grupal, porque a solidariedade só pode ser uma
manifestação com relação ao outro, ou seja grupal; a solidariedade (Dragão)
nunca pode ser olhar para o teu umbigo. De modo que o Vento fala-te, e isso
expressa-se com um selo, e te posiciona em relação ao outro. Essa
aprendizagem expressa-se com a onda do Mago, porque toda a tarefa grupal se
expressa através de ondas.
A capacidade de aprender é inata, mas a otimização é voluntária. Podes aprender
obrigado a sobreviver, mas em determinados momentos podes escolher
voluntariamente aprender. E esse aprender voluntário é o que dá origem à
segunda onda. Porque quando decides ativar isto, descobres outra realidade.
O Mago faz referência a algo mais além das formas. Se ficas a viver por inercia,
as formas são um véu que oculta a realidade.
Se olhar-mos a prenda, portanto o tom 2 da onda, encontramos a Águia,
associada à criatividade. A criatividade está relacionada com seguir o teu impulso
no instante em que se produz. Tem a ver com o impulso e é afugentada pelo
medo, e também tem a ver, no segundo lugar da onda, com o Vento, que é o
espírito e também a palavra, a comunicação.
O Espelho apresenta-se com o tom 5 da onda do Mago. Dá força ao que quere
saber, ao Mago, ao estudioso da realidade, ao que busca a verdade. A realidade
tem que ser aprendida, decifrada, e ao mesmo tempo é o que dá força ao Mago.
O primeiro tom 7 no Tzolkin está na primeira coluna e na primeira onda, e é a
Mão, a cura e a canalização. Mas o segundo tom 7 ressonante, é o Sol
ressonante, situado na primeira coluna mas na segunda onda, a onda do Mago,
mostrando como numa primeira instância é necessária a cura, mas a autêntica
cura é a iluminação, segundo o tom ressonante.
A perfeição do Mago, portanto o tom 10 da sua onda, leva-nos à Noite, porque
sonhar a abundância é a fotossíntese mais poderosa, e de fato, pode limpar todos
os karmas, inclusive os karmas familiares, e até os karmas dos outros, porque o
Mago é alquímico.
O Enlaçador nesta onda é um Mago enlaçador, Mago transcendente. O Mago
está a aprender a enlaçar, que é a transcendência desta onda. A transcendência,
o Enlaçador, significa que o aspirante a Mago conseguiu o seu objetivo, que é
poder conectar sempre com outras dimensões.

Onda oculta, a Águia


Mas além de ser a Águia a prenda do Mago, é a sua onda associada ou oculta.

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A criatividade desenvolve-se ao mesmo tempo que aprendes, mas o importante é
que a onda do Mago conduz-te a enlaçar como transcendência da aprendizagem,
e este enlaçar transcendente é equivalente a uma cura transcendente.
A onda do Mago acaba no Enlaçador 13, por sua vez a onda da Águia acaba na
Mão 13, e um traduz ao outro.
A cura iniciada pela luz do reconhecimento humilde do erro, liberta a criatividade
maniatada precisamente pelo erro, pelo medo, ou por uma informação esquecida,
ou seja por algo que te impede de seres tu mesmo e reconhecer-te no outro, ou
seja amar, ou seja a plenitude. E a plenitude sim, é que é a criatividade
abundante. É imprescindível reconhecer o erro, mas em ti, e curar-te, ou seja
aprender.
A onda da Águia, da criatividade, leva-te a conectar com outras dimensões e com
o desapego, e a onda do Mago traduz o mesmo, porque te está a falar da
atemporalidade, que está noutra dimensão.
Quando trabalhas a Águia como propósito, chegas como transcendência (final da
onda) à Mão, que é a saúde. Quando estás a trabalhar com a criatividade,
também trabalhas a conexão com outras dimensões, e é aí onde te podes dar
conta da limitação e da necessidade de aprofundar que existe, e te convertes num
Mago e começas a aprender.

A Onda 14
A onda que aparece na posição 14, portanto com o número do selo do Mago, é a
do Cão. O Cão é um Mago, ou quem sabe, seja melhor dizer, que o Cão, o amor
incondicional, é o único e autêntico Mago.
A sabedoria maya dos mayas celestes situa o mágico no amor, não no poder.
Situa o que classifica como selo 14-o Mago no Cão-onda 14, é amor
incondicional, e diz-nos que a energia associada ao Mago, a energia oculta, é a
Mão, a cura. Assim que situa o mágico como amoroso e que te cura. É uma
indicação muito clara.
A proposta no Tzolkin é o Cão, o amor incondicional. A aprendizagem transforma-
se em amar de forma incondicional.

A Cor Branca
O Mago é branco, igual ao Vento, ao Enlaçador, o Cão e o Espelho. Como selo
está no nível dois, portanto junto ao um, mas como onda, o branco inicia-se com o
Mago. E como a todos os selos brancos, pode-se atribuir-lhe as características da
atemporalidade, sabedoria, amor, união e reconhecimento.

O Primeiro Castelo
O primeiro castelo contém o Mago, com o significado de aprender
voluntariamente, ou seja de ser um voluntário, de tal forma, que voltemos a
encontrar-nos com a tua vez. O voluntário é livre, porque os seres humanos são
livres, e só têm valor as coisas que se fazem livremente. O que uma pessoa faz
livremente, está num nível humano. E quanto mais livre és e voluntário no que
fazes, mais ampliarás o teu campo, o teu espaço vital.

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Agora já sabemos que o Mago é o aprendiz. O Mago é um voluntário para
aprender, porque “esse aprender” é imprescindível para iniciar.
As ondas que compõem o primeiro castelo, que são o Dragão, o Mago, a Mão e o
Sol, são as ondas ocultas do castelo verde.
É como entrar numa dimensão que adquire uma nova forma de apresentar-se
duplicada, especular, em espelho.
Da mesma forma que um quadrado se converte, ao adquirir volume, num cubo,
aqui sucede o mesmo. De repente dás-te conta de que o quinto castelo como o
seguinte, mesmo que o chames de primeiro ou de sexto, é o mesmo.
E podemos comprova-lo com a Águia, que está no quinto castelo e é aquele
Mago que iniciou a sua tarefa no primeiro castelo. É o teu ser espiritual, celeste,
sempre vivo em ti, o que te espera, o que te atrai à transcendência, ao céu, e
finalmente, o Sol.

5.15. Águia

A ÁGUIA

Visão, intuição,
criatividade.
Luz.
Oculto, o enlaçador

A Águia está associada à visão, intuição e criatividade.


A criatividade está relacionada com seguir o teu impulso no momento em que se
produz. Pode ser afugentada pelo medo, e então nunca saberás o que há por
detrás.
Quando escutas a intuição te convertes numa pessoa criativa; a intuição é como
fala o teu ser sábio contigo.
Quando nos perdemos nos detalhes, a Águia ajuda-nos a recuperar uma visão
mais geral, fazendo-nos conscientes do ponto do caminho em que nos
encontramos, e permitindo observa-lo com certa distância, sem apegos, com a
sabedoria que nos ofereceu o Mago, que é o selo anterior e a sua onda oculta,
inovando e disfrutando com ele.
A Águia, a criatividade, quer dizer que és criador, que há algo ativamente criador
em ti, sempre. É ancestral porque está sempre, não depende de ti. Mas como és
livre, podes criar e de facto crias, negatividades baseadas em medo, ódio, enveja,
egoísmo, onde o que predomina é a falta de consciência.

O número 15
O 15 traduz de alguma maneira a criatividade da Águia. Nas ondas, o número 15
é a Noite, o selo 3, que significa o serviço nos tons.

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Quando encontras o poder dentro de ti e o aceitas como parte do teu serviço, o
enriqueces. Estás a colocar toda a tua criatividade na Noite, portanto, apagas a
palavra impossível; sonhas a abundância, de tal maneira que não admites que
nada seja impossível, nem sequer o que não suceda já, de imediato.

O Selo Oculto
Como selo a Águia está associada ao Enlaçador de mundos. E a Noite tem como
onda associada a do Enlaçador.
Mas o Enlaçador é o selo 6, que corresponde à sexta coluna, onde estão os
portais. Portanto a Noite-Águia abre os portais das dimensões, portanto a Noite-
Águia é enlaçadora com outras dimensões.
Quanta mais criatividade, mais te favorece para entrar em conexão ou enlaçar
com outras dimensões.
A característica do Enlaçador é unir, enlaçar com outras dimensões, encontrar, e
para isso faz falta desapegar-se muito do ego. Com o qual, a criatividade está
associada ao resultado de encontrar formas de vida mais além dos limites
restringidos, que são, entre outras coisas, os do ego.

As Ondas
A Águia vai como onda com a do Mago. As ondas da Águia e o Mago são ocultas
entre si, pelo que avançamos numa delas, estamos a avançar na outra de forma
interna, e vice-versa.
A transcendência da Águia, portanto o tom 13 da sua onda, é a Mão, que é o selo
oculto do Mago. De igual forma, a transcendência do Mago é o Enlaçador, que é o
oculto da Águia. As duas ondas estão entrelaçadas e comunicadas, não podendo
existir uma sem a outra.
A criatividade conecta-te com outras dimensões e com o desapego, e o acesso à
atemporalidade, que está a falar de outra dimensão, é o que conforma a
aprendizagem.
A criatividade está associada à saúde, e a falta de criatividade à doença. A
doença supõe de alguma maneira uma eleição esquecida pela falta de perspetiva,
de abertura da visão e da criatividade, causadas seguramente pelo medo, que é
onde atua o tempo.
Como víamos antes, a Águia é a prenda do Mago, o número dois da sua onda. A
primeira prenda é o espírito, número dois da onda do Dragão, e a segunda prenda
é a criatividade. Também vemos que a segunda prenda se singulariza porque é o
segundo-segundo, ou duas vezes por segundo.

Por outra parte, a Águia é a onda 19, associada à do Mago, mas o selo 19 é a
Tormenta, oculto do Vento. Indica que reinventar-se e ressuscitar é o que sucede
com a criatividade.

Quem sabe a segunda onda te ensina a ser tu, portanto, a sair do ego. A
capacidade de aprender do Mago e a capacidade de ser criativo da Águia são
duas qualidades que estão no terreno do antes do tempo, mostrado pelo Dragão
e pelo Vento. São qualidades ancestrais de série que não precisam de vontade.
Relacionam a aprendizagem com a solidariedade do Dragão, logo a via do Mago

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é a via da solidariedade; e relacionam a criatividade como uma prenda para
adentrar-te nessa via da solidariedade que é a via do outro, não do ego.
Mas também, por não ser a via do ego, é a via do eu. In lak’ech o “eu sou outro
tu”.
O tom 7 da onda da Águia é o Dragão. A onda da Águia canaliza a solidariedade,
a energia maternal, a energia feminina. O Dragão é o primeiro e o oculto do Sol, a
luz. O Dragão é como a luz a entrar na manifestação. O Sol, a luz, aparece como
Dragão no aparente, aparece como algo mítico, mas é força da criação. E
encontramos as células mãe, como exemplo de energia construtora, criadora,
como as mães, mas também como energia que aprende, traduzindo a onda do
Mago com a sua onda oculta da Águia.
Portanto, a criatividade canaliza a energia criadora, maternal, solidária. A
criatividade, apareça onde apareça, é uma prenda do criador, ou uma prenda
desde dimensões superiores a favor de todos sem exceção. É algo sem ego.
E vai unido ao Mago, que é a segunda onda, sendo o equivalente nos selos o
Vento, portanto a comunicação e o espírito. Isso é o presente, a comunicação, a
qual deve traduzir o espírito.

A Cor Azul
O azul, expressado pela Noite, a Mão, o Macaco, a Águia e a Tormenta, aparece
pela primeira vez como selo na Noite, como expressão de inocência e puro
coração, e culmina com dois selos de elevação como são a Águia e a Tormenta,
os quais estão no céu.
Nas ondas aparece em primeiro lugar na Mão, que é canalizar, como realização e
ao mesmo tempo como cura e auto-cura.
O fogo não pode ser reprimido. O fogo, cuja missão é gerar luz, “dar á luz”, não
pode ser reprimido. E por isso o Dragão se muta num novo início, um novo
nascimento, que é o Macaco, mas é energia feminina de dar à luz.
Azul é transformar e a Noite transforma desde a ensonhação, a Mão transforma
curando, o Macaco transforma brincando, a Águia transforma criando e a
Tormenta transforma recriando-se.
Mas o Azul também é o presente.

A Família
A Águia pertence à família da luz, junto com a Serpente, o Cão e o Sol.

Tanto na cultura olmeca, como na tolteca, maya e azteca existe a serpente


emplumada como expressão de um conceito de ser supremo, ou seja Deus.
Parece que para os toltecas e aztecas e outros mexicas, porque há uma
infinidade de variantes, o nome com que era usualmente conhecido era
Quetzalcóatl, enquanto que, para os mayas, o nome seria antes Kukulkán.
Mas o nome não é o mais importante mas sim o significado, já que todo o assunto
contém um sentido transcendente transformador.
A Águia, a Serpente emplumada, Quetzalcóatl, pertence a família da Serpente,
Cão, Águia e Sol.
A Águia és tu mesmo, com a kundalini expandida. A kundalini- selo 5, mais o
amor - selo 10, é a Águia - selo 15, e o voo da Águia leva-te à iluminação.

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Estes selos conformam a família da luz e são conceitos que se complementam,
de modo que a luz é energia, amor e criatividade; todos são luz. De modo que ao
falar da Serpente falamos do Sol, porque os quatro são Sol, mas ao falar da
Serpente emplumada falamos de uma transformação que só se pode fazer com a
ajuda do Cão, o amor.
O Cão corresponde ao amor, a Serpente emplumada também contém uma
referência como energia amorosa, e o Sol é apresentado numa relação polar com
a energia do amor incondicional. Com o qual toda esta família poderia ter uma
relação com Vénus, onde surge Quetzalcóatl. E assim aparece a luz como algo
amoroso.

O Castelo Verde
A Águia como onda forma parte do castelo verde, junto com as ondas da Lua, do
Vento e da Estrela.
Há um caminho que se abre ao teu intento para chegar ao campo do ser sendo.
Começa com a LUA, portanto com a água como forma, como corpo. A Lua é um
espelho; é espelho da luz do Sol. E a emoção te construi desde os olhos de Deus,
que são os neurônios espelho, como ser humano.
Em segundo lugar está o VENTO, a comunicação desde os neurônios espelhos,
desde a empatia; o viajante do veículo Dragão, o espírito.
Em terceiro lugar está a ÁGUIA, que é a outra formulação da energia divina,
porque a Águia é a Serpente emplumada, Quetzalcóatl, e o azul está a falar de
um presente. É ativar, viver essa energia, esse presente do voo, que precisa do
desapego. Precisa de soltar o que te pega à matéria e reconhecer na matéria a
luz realizando um serviço.
A expansão de Quetzalcóatl cria a sociedade celeste, porque a Estrela é uma
sociedade de Quetzalcóatl, sendo uma característica imprescindível de
Quetzalcóatl a integridade. E assim encontramos que a ESTRELA é o objetivo.

A Serpente emplumada, portanto a Águia, onda 19, leva-te a encontrar essa


sociedade celeste representada pela Estrela, onda 20, ou seja a iluminação.
As Águias voam juntas. É o momento do voo das Águias. Quando as Águias
voam, aproximam-se do céu. O seguinte passo é a sociedade das estrelas.
A Águia, no castelo verde, reconhece-se como uma ave que pode ficar quieta no
céu, estática. Estática significa imóvel, mas também significa “em êxtase”. A
Águia é uma experiência extraordinária que começa com o desapego. O
Enlaçador, que é o seu ser oculto, tem a ver por sua vez com atar e desatar,
enlaçar e desapegar. E o estático da Águia é um pouco o mesmo, a máxima
quietude e o máximo movimento.
E é muito importante para as pessoas, quando transitam esta onda, experimenta-
la, e para as pessoas que nascem com este selo, experimenta-lo.
O Mago, como onda está unido à Águia, de modo que quando vemos a Águia no
quinto castelo, é aquele Mago que iniciou a sua tarefa no primeiro castelo; é o teu
ser espiritual, celeste, sempre vivo em ti, o que te espera, o que te atrai à
transcendência, ao céu, e finalmente, ao encontro e ao reconhecimento dos teus
pares na Estrela, ou seja à luz transcendente, Sol 13.

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5.16. Guerreiro

O GUERREIRO

Expansão de consciência,
Questionar-se.
Energia do surgimento, do Ver.
Oculto, a serpente

O Guerreiro está associado ao questionamento e à expansão da consciência.


Questiona dúvidas e incita a refletir, promovendo a evolução e a ampliação da
consciência.
Os Guerreiros são as pessoas que estão a trabalhar voluntariamente na
expansão da consciência. Atuam como uma luz que elimina o erro, quem sabe
falando, mas se não há recetividade podem falar sem palavras, ao ser da pessoa,
aos seus anjos, aos seus guias, ou ante uma ideia.
Questionar-se é dialogar com a ideia em si, sem necessidade de relaciona-lo com
uma pessoa.
O Guerreiro pede uma toma de consciência do processo em que nos
encontramos, para viver mais plenamente o presente. A expansão da consciência
é como uma chama que se começa a estender, despertando consciências.

O Selo Oculto
O selo oculto do Guerreiro é a Serpente.
Uma Serpente adormecida não é exemplo de kundalini; só uma Serpente erguida
com todos os sentidos abertos.
Por isso a Serpente é o modelo de kundalini. Algo firmemente assentado na Terra
e a consciência para o céu mostrando também essa energia ascendente da Terra.
Permitir à consciência expandir-se implica dispor de muita energia para amar,
viver, disfrutar e partilhar.

A Coluna Tipo
A primeira coluna contém uma definição, ou seja algo assim como a apresentação
de uma intenção associada a esse selo. O Guerreiro, na primeira coluna, é um
tom 3 de serviço, logo a vivência do serviço é imprescindível para as pessoas que
nascem como Guerreiro em qualquer tom que seja, porque o Guerreiro está
associado de alguma forma, não a dar força ao ego, mas a dar força ao encontro
da sociedade celeste (a estrela é a transcendência da onda do guerreiro).
O Guerreiro tipo é o Guerreiro três, situado na segunda onda da primeira coluna,
de modo que o Guerreiro sempre está associado de alguma maneira ao serviço e
à visualização, porque é o segundo três mas está na primeira coluna, que é
programa.

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O terceiro tom contém já uma voluntariedade, porque responde à pregunta, como
cumpro o meu serviço? portanto, identifica um possível serviço e a intenção
voluntariamente de assumi-lo, ou seja algo voluntário, com o qual já não é
ancestral mas sim atual, possível.
O feito de que esteja na segunda onda, quer dizer que é necessário que haja uma
certa iluminação acerca do valor do Guerreiro ao associa-lo à aprendizagem, à
iniciação que está contida no Mago. Parte do serviço realiza-se potenciando no
temporal, o intento do Mago.
O seu oculto está na coluna da transcendência. Toda a coluna 13 está associada
à transcendência. De modo que esse serviço, intencionado, produz uma grande
libertação interior associada a uma energia luminosa como é a kundalini.
Assim, parte da expansão do Mago é a própria expansão da kundalini.

Nesta primeira coluna, o três aparece vinculado a dois selos, a Noite e o


Guerreiro, que são dois enfoques diferentes e ambos definem o serviço.
O Guerreiro, a expansão da consciência, se sobrepõe como aprendizagem e
como prenda (segunda onda) com a Noite da onda tipo, onda exemplo, por isso a
expansão da consciência é fácil; só tens que sonhar a abundância.
Sonhar a abundância como serviço é expandir a consciência.
Se queres expandir a consciência, entretém-te a sonhar a abundância para a
gente que te rodeia. Dessa maneira avanças na aprendizagem da cura do
planeta. Dedica o tempo da tua meditação a resolver mentalmente os problemas
que conheças, só que sem inimigos, sem prejudicar nada. Aí está a magia, em
que tudo é possível; podes procurar qualquer solução por fantástica que seja
porque na realidade tudo é possível.
Claro que não há que esquecer, mas sim ressaltar, que o tom 3 está sempre
associado ao tom 11 da libertação. A consciência sempre é expansiva e
libertadora.

As Ondas
O Guerreiro, como tom 1, dá lugar à onda do Guerreiro, questionando a realidade
e promovendo a expansão da consciência. Não aceita as imposições nem segue
as rotinas. A sua arma é a luz e o seu desafio é integra-la na Terra, que é o tom 2
da onda.
O TOM 1, como propósito de uma onda amarela, é encaminhar-te à expansão, e
a expansão que te leva o Guerreiro é a que te permite o acesso ao quinto castelo.
O Guerreiro nos encaminha à Estrela, o ser celeste que traz abundância e
prosperidade; leva a harmonia, a beleza, elevando aos pares ou seja ao nosso
próximo, ao céu. Mas a Estrela está no castelo verde, e a fronteira do castelo
verde é o Guerreiro.
O castelo verde é o espaço entre a Estrela como selo, num nível transcendente,
ou seja Estrela 13, e a Estrela como onda, mas o acesso a essa Estrela é o
Guerreiro, e tem três ferramentas: o alinhamento da Terra, o amor incondicional e
a ensonhação, que são as ondas do quarto castelo.
Como TOM 2, encontra-se na onda da Águia, utilizando novas perspetivas e
visões que permitam levantar voo e expandir a consciência. Fazendo as mesmas

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coisas, obtém-se sempre os mesmos resultados. O Guerreiro quer ensinar a voar,
mas para isso pede que levantemos os nossos olhos e comecemos a ser
conscientes de quem somos e o que estamos a fazer.
A sua presença como tom 2 significa de alguma maneira que há sempre uma
prenda à intenção de expandir a consciência. No Guerreiro é muito importante o
oculto. Não realizas o Guerreiro se não realizas o oculto, de tal maneira que
muitas vezes o intento deve ir mais de encontro ao oculto. Assim, se a tua energia
é disposta a favor de tudo o que existe, Serpente 12, encontras a prenda que
supõe a expansão da consciência, ou seja o Guerreiro 2.
Como TOM 3, o Guerreiro encontra-se na onda do Mago, atuando como serviço,
com o propósito da atemporalidade, a magia e a aprendizagem.
Como o seu oculto é a Serpente 11, enquanto estás a fazer esse serviço estás
cheio de energia; além de ser uma energia ascendente, porque o intento da
expansão realiza-se através do serviço.
Na onda do Caminhante do céu, que é a onda associada, o Guerreiro situa-se
com o TOM 4, ajudando ao Caminhante do céu a viver essa plenitude que possui,
de maneira que parte da tarefa evolutiva do Caminhante do céu seja expandir a
consciência.
O tom 4 indica a forma em que se realiza o propósito, de modo que, se a tua
maneira de viver é como um Guerreiro, na realidade estás a viver como um
Caminhante do céu. Se vives como um Guerreiro, vives como um Caminhante do
céu.
O Guerreiro no TOM 5 pertence à onda do Humano. O Guerreiro dá força ao ser
humano para que se despegue com liberdade, consciência e espiritualidade.
Entretanto o seu oculto, a Serpente 9, te impulsiona ao encontro do castelo verde.
O Guerreiro no TOM 6, na onda do Macaco, do novo nascimento, promove o
repensar das rotinas, questionando os hábitos repetitivos, preguntando o porque
das coisas.
De alguma forma esse intento significa algo parecido a limpar o Espelho, porque é
uma ativação da integridade, tom 8 da Serpente. Viver a integridade do Espelho é
uma porta a uma nova realidade, só que mais real.
No tom 6 encontramos sempre uma forma de enlaçar, de aceder a novas
dimensões. Todo esse questionamento é uma forma de enlaçar novas dimensões
quando se vive desde a integridade.
O Guerreiro no TOM 7 está de pé, como a cabeça da Serpente, o seu oculto,
ascendendo. E esta energia ascendente aparece associada a energias
transcendentes, portanto, a como a Terra se vai transformando em algo capaz de
subir ao céu.
Na onda da Lua encontra-se o guerreiro no TOM 8, ou seja no início do castelo
verde. Aparece a integridade associada à consciência expandida, de tal maneira
que em qualquer situação em que estejas, sempre que o teu intento seja a favor
de viver integramente e com a consciência expandida, estás às portas das
experiências associadas ao castelo verde, ou seja ao céu, e também estás às
portas da expansão que produz a luz, onda do Sol cujo tom 6 é a Serpente. E
nesse reconhecimento, reforçar o teu intento para a iluminação.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
O Guerreiro solar, no TOM 9, pertence à onda da Estrela, que é a última do
Tzolkin; questiona quem somos e para onde vamos, portanto onde temos focada
a consciência, para chegar até ao Sol.
Este questionamento desde o oculto, serpente 5, situa-te ante a solidariedade do
Dragão, que sempre faz desaparecer as motivações do ego. A pessoa que nasça
como Guerreiro 9, sabe que o seu programa está em realizar a onda do Dragão,
porque a força do Guerreiro para chegar a expandir-se plenamente no castelo
verde, é viver o próprio propósito, não de uma onda mas sim da totalidade do
Tzolkin, que é o Dragão.
O Guerreiro no TOM 10 é o Guerreiro perfeito, mas é também o Guerreiro
amoroso, de modo que o Guerreiro une os conceitos da perfeição e do amor
como forma de ativar a cura. E assim, a forma de viver no interior, é desde uma
realidade espiritual, como está expressado no tom 4, Serpente, da onda do Vento.
O Guerreiro espectral, no TOM 11, propõe na onda do Enlaçador expandir a
consciência como forma mais adequada para conseguir a libertação. Tomar
consciência de nós mesmos, da nossa essência divina, das nossas possibilidades
reais de evolução, da nossa pertença a uma sociedade celeste, onde tu és outro
eu e eu sou outro tu, é a verdadeira forma de enlaçar, e a mais libertadora.
No seu oculto, a Serpente 3, está a falar da Noite. A Noite, ou seja, a sonhar a
abundância como um serviço interior, pouco visível, melhor ainda, nada visível,
mas a viver intensamente a Noite, a ensonhação, é profundamente libertador,
porque é profundamente expansivo.
O Guerreiro encontra-se como TOM 12 na onda da Serpente, que também é o
seu tom oculto, promovendo a ascensão da kundalini como algo não egóico mas
sim coletivo, mediante a expansão (cor amarela) e a toma de consciência.
Aqui vê-se claramente como a kundalini é solidária porque é uma força em favor
de todos sem exceção, e dessa busca, desse serviço em favor de todos, é de
onde provém a sua capacidade de expandir, porque todo o esforço em favor de
todos sem exceção, diminui o ego, e elimina-o.
Porque a consciência na Estrela, na sociedade celeste, não necessita reforçar-se
como ego, o qual em alguns níveis da terceira e ainda quarta dimensão, pode
conter algo saudável, porque são dimensões de conflito, mas já numa dimensão
de solução nada necessita de saber quem é para saber que é digno, porque Deus
não tem ego, e a realidade celeste em cada pessoa, tampouco. E não o tem
porque não precisa dele, e sabe que não precisa dele porque cada vez que se
atua desde o ego, cai-se num mundo de conflito, onde talvez se possa refazer-se
recuperando os valores do quarto castelo como alinhamento com dimensões
superiores, o amor incondicional e essa magnifica ferramenta da ensonhação da
Noite.
A Semente ao amadurecer, converte-se num Guerreiro espiritual, TOM 13. É
precisamente a expansão da consciência o que te permite confiar em ser o que és
e acertar.
Mas isto está no programa. A Semente encontra que tudo está bem e pode
descansar aí, permitir que as coisas sejam. Há algo que acontece de tal maneira
que, encontras que a energia é o programa; ou seja, a kundalini é o programa

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
A Família
O Guerreiro pertence à família do Dragão, Enlaçador e Macaco.
O Guerreiro também é um ENLAÇADOR, de tal forma que se queremos
compreendê-lo convém associar a expansão da consciência com desapegar-se
de velhos enfoques, ou seja não ter medo e olhar. Não ter medo, prescindir do
medo, é desapegar-se. E olhar, é enlaçar.
Mas também o Guerreiro é um MACACO, e o Macaco é alegria, nascimento, ou
seja o novo, mas também o ousar.
Além de Guerreiro é DRAGÃO, ou seja, solidário.
De modo que o Guerreiro está associado à solidariedade, à alegria e ao
desapego, além da consciência, porque o Guerreiro não é mental.
Esta família inicia uma sequência com o Dragão, e a finaliza com o Guerreiro, que
por sua vez é a última onda do quarto castelo. E a continuação inicia-se noutra
sequência e noutra dimensão, que é a quinta dimensão, castelo verde.

O Terceiro Castelo
O terceiro castelo, que começa com a Serpente vermelha, termina com o
Guerreiro 13. A kundalini, que além disso é o oculto do Guerreiro, te converte num
Guerreiro espiritual transcendente.

Mas a onda do Guerreiro é a última antes do castelo verde; é uma fronteira, onde
o Guerreiro prepara o salto para outra dimensão.
O castelo quatro, que fala a todos desde o humano arquetípico, como todos os
castelos, apresenta ao Guerreiro como cor quatro e onda quatro, e com o
significado de expansão da consciência e final da quarta dimensão, passo à
mutação, à quinta dimensão ou castelo verde.
O Guerreiro mostra o ser humano desperto na quarta dimensão; é o humano do
quarto castelo. Humano amarelo e Guerreiro amarelo, unidos em significado
através do amarelo, ou seja formas de expansão e formas de vida, vivendo,
disfrutando sem medo, mas dando-se conta, como Descartes. Disfruto, logo é
verdade, existo.
E a tarefa do Guerreiro, que são todas as pessoas neste intento, vem definida
pelas ondas do quarto castelo: a TERRA, como mãe Terra, lugar sagrado de
aprendizagem; o CÃO, como amor incondicional que faz sagradas a todas as
pessoas; NOITE, presente sagrado que faz sagrado tudo; e GUERREIRO, que
salta à quinta dimensão na sua expansão.
A expansão da consciência habilita nesse movimento expansivo real o acesso a
outra dimensão de vida. Isto está expressado em todas as tradições reais que
acompanham ao humano na sua viagem evolutiva.

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5.17. Terra

A TERRA

Alinhamento, sincronia,
atração.
Energia de canalização.
Oculto, a semente

A Terra favorece o alinhamento do humano com o propósito da vida e com o


centro da galáxia, proporcionando a união das energias terrenas e espirituais no
coração do ser humano.
Este alinhamento provoca as sincronias, outra das características do selo Terra.
A Terra, com o seu magnetismo, nos atrai e provoca o alinhamento, não só com
um objetivo de sobrevivência, mas também de proteção, cuidado e força. É um
trabalho para estar centrado em si mesmo, mas também de conectar com a Terra
e com dimensões superiores.
A Terra tem características similares ao nosso corpo e recorda uma mãe. A
aproximação à mãe Terra, nos dá forças para seguir o caminho ao céu. A mãe
Terra nos sustenta e não só no plano físico ou material. Protege-nos e nutre-nos,
e serve de veículo, como o corpo, para realizar a nossa missão. Como uma mãe,
sempre está presente e acompanha-nos nos nossos processos.
Todos formamos parte de uma malha energética, que vai evoluir de forma
coletiva: a terra, o ser humano e também a lua.
A Terra sustenta-nos, mas é a que voa, pois orbita. É o passo intermédio numa
escada ao céu; um degrau para a consciência, para ascender ao céu.
A Terra, desde o ponto de vista do que cai, serve para enterrar-te, mas desde o
ponto de vista evolutivo é um degrau para o céu. Está à espera da maturação; de
ajuda para que tudo amadureça.
Para as pessoas materiais é um lugar material e contém dor; um lugar onde te
podes magoar facilmente. Mas para as pessoas em estado evolutivo, é um lugar
onde encontrar o espírito, no quarto castelo, e então é um degrau de ascensão ao
céu. De facto a Terra é mestra em voar, porque a Terra voa.
A Terra não pede nada em troca e por muito que a abandonemos, ignoremos ou
não, sempre está aí, proporcionando-nos abrigo e alimento. Mas não espera
recompensa, só partilhar os nossos processos, e que a nossa evolução seja
também a sua.
A Terra, que não é de nada mas que se entrega a todos os seres humanos, sem
exceção e sem juízo, portanto sem valorizar aptidão, moralidade, sabedoria ou
beleza. A Terra, que nos protege e nos nutre no nosso caminho interior de
evolução.

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O Selo Oculto
O selo interior ou oculto associado à Terra é a Semente.
A Semente ajuda-nos a alinhar com a Terra desde o nosso interior, expondo à luz
aspetos da nossa personalidade, atitudes ou dons que estavam profundamente
guardados à espera do momento adequado. E agora é o momento de florescer.
A Semente obtém força das suas raízes, que estão como em outra dimensão da
realidade, abre a Terra sai à luz e desde então sempre se dirige para a luz. De
facto as plantas não se movem espacialmente, não andam e não se deslocam
mas movem-se permanentemente para a luz, numa viagem de crescimento para
o Sol e, como no Espelho, as suas raízes movem-se para o centro da Terra.
De alguma maneira, a Semente e a Terra antecipam os conteúdos da canalização
do tom sete ressonante e da coluna sete, o qual se vê reforçado pelo facto de que
a Semente e a Terra são na sétima coluna a Semente sete e a Terra sete.
A coluna sete significa de alguma maneira o céu e também canalizar, como forma
de expressão sem duplo onde expressas totalmente o teu coração. Assinala como
que essa atitude sem duplo é a adequada aos momentos de mais placidez e
gozo.

A Onda
A Terra, que é um veículo terrestre, está formada pela Terra e a Lua como
planeta duplo, segundo dizem os nossos cientistas. Mas o Tzolkin mostra a onda
13 como onda que começa na Terra e termina na Lua. E é um número 13, um
Caminhante do céu, e um lugar de transcendência, porque o 13 também é
transcendência.
A Noite é o tom 7 desta onda. A Terra e a Lua estão unidas como um princípio e
um final, e no seu interior, no seu centro, como exposição do que vem canalizado
está a capacidade de criar através da visualização, da ensonhação. Se alcanças
situar-te através de teu intento na Terra-Lua como veículo celeste, abres-te
totalmente à ensonhação e à canalização.
O tom 2 é o Espelho, a realidade como prenda, e como serviço estão as grandes
mudanças da Tormenta, a ressurreição, a transformação, reinventar-se.
A forma em que estás a trabalhar nesta onda a favor de tudo o que existe, é
através da Estrela, a beleza, a harmonia e também a sociedade celeste. Mas para
ti é totalmente curador o trabalho nesta onda, porque o tom 11 apresenta a Mão,
a cura, como resposta a “como posso libertar-me”. Esta atividade em benefício de
qualquer pessoa, amorosa, de potenciar a rede humana de carinho, cura-te.
Esta onda é a do Enlaçador perfeito, portanto o Enlaçador no tom 10 e a Serpente
é o impulso, a força para que a Terra mostre a sua transcendência, que é a Lua.
Chegamos ao final da onda da Terra, alcançando esta o seu astro companheiro, a
Lua. Entre as duas completam o processo.
Mas por outra parte, a Lua e a Terra tem em comum o número 17. A Lua é a onda
17 e a Terra é o selo 17.
A Lua e a Terra são o mesmo, estão unidas, mas na nossa mente estão
separadas, simplesmente porque dizemos que estão separadas.
As fronteiras ofendem a Terra porque são excludentes, e a Terra é acolhedora, ou
seja acolhe, porque não lhe sobra nada, nem vivo nem morto.

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A kundalini, a energia vital, tom 9 de força, leva a Terra à perfeição da luz, à
iluminação perfeita, e abre-lhe a porta do quinto castelo. Dizemos a perfeição da
luz porque a Lua, que ocupa o selo 13 da Terra, sabemos que na onda do Sol
ocupa o número 10, portanto, é a perfeição da luz.
O propósito da onda da Terra é chegar a ser a perfeição da luz, o seja, a Lua, e
realmente sabemos que a Terra e a Lua formam um só corpo celeste.

A Coluna 8
Na coluna oito, encontramos a totalidade da onda da Semente e o início da onda
da Terra.
A Semente, oculto da Terra, quer dizer simplesmente, “sê como és”. O programa
é perfeito, sê como és, elimina o que não pertence ao programa. “Sê como és” és
a melhor forma de estar no céu.
A Terra fala-nos de união, de fusão, acolhimento. À Terra não lhe sobra nada,
ama a todos, e mostra-o através da sua força de atração. Para a fusão nuclear a
chave está em superar a força da repulsa potenciando a força de atração. Quem
sabe estejamos a falar de amor.
A Estrela, selo oito, associada ao seu oculto o Caminhante do céu, que
reconhecemos como lugar onde a fusão é a vida, apresenta uma correlação onde,
ao traduzir os selos a ondas, o par Estrela-Caminhante do céu, com toda a
harmonia, a beleza e a integridade, apresenta-se como Humano e Terra.
Já sabemos quem é então o humano. O humano é o Caminhante do céu, e a
Terra é o lugar da beleza, da harmonia, entrando pelo portal da integridade.
A tarefa é resgatar o programa original, manifestado pela Semente, que ocupa
exatamente a oitava coluna. Resgatando o programa original é possível a
integridade, e só com mais integridade, acontece mais liberdade.

A Onda Oculta
Mas é que as ondas da Terra e o Humano são ondas associadas.
Não é de estranhar, porque o Humano como onda é a número oito, portanto, o
Humano olha-se no espelho das estrelas; é uma estrela, um ser luminoso, sempre
rodeado de seus pares. E a Terra como onda é a treze, ou seja o céu.

O quarto Castelo
A Terra é o início do quarto castelo, que se completa com as ondas do Cão, a
Noite e o Guerreiro: o CÃO, como o amor incondicional, a NOITE, como a
ensonhação, para fazer aparecer o GUERREIRO, portanto a expansão da
consciência. E isso define a quarta dimensão e a Terra como lugar para viver o
amor incondicional, a ensonhação e a expansão da consciência.
Normalmente a Terra como selo atribui-se-lhe o valor da sincronia, mas podemos
abrir uma porta semântica, e dizer que quando vives as sincronias, estás no que
no quarto castelo se expressa como Terra. Quando a tua realidade é uma
realidade de encontro de sincronias, estás no sólido do quarto castelo. Podes ficar
aí, porque esse degrau leva-te ao castelo verde.
Muitas pessoas estão na Terra, mas estão a ser devoradas por “cronos”. Quando
tu entras a viver sem cronos, descobres as sincronias mais além do tempo,

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porque a tua Terra, o sólido onde te encontras, como selo é o 17 e está disposta a
transformar-se na onda 17, a Lua, início do castelo verde.

Mas por outra parte, a Terra é a transcendência da Serpente, portanto a kundalini


transforma-te na Terra, onde a generosidade e a entrega são levadas ao máximo,
mas também contém conexão com o divino, contigo e com o outro.
A Terra é uma força acolhedora e atraente. Não quer que vás embora; quer que
fiques e como é o resultado da kundalini, que é o terceiro castelo que começa
com a Serpente, a Terra supõe maturidade. Para chegar a unir a luz e a água faz
falta um processo de maturação. Sabemos que a maturação leva o seu tempo.
A Terra no quarto castelo, a maturação, a chegar o momento, que sim, permite
que se encontrem a luz e a sua própria energia no teu coração, e se desborde a
água, e então começa o quinto castelo.

5.18. Espelho

O ESPELHO

Reflete a realidade. O espelho é


o aqui e o agora. Aspecto dual
da divindade.
Energia do mais além ou angélica.
Oculto, a noite

O Tzolkin apresenta o Espelho como arquétipo da realidade.


É o momento da fusão e do Espelho. O famoso “In lak’ech” é o cumprimento do
Espelho, porque quando te olhas ao Espelho e vês uma pessoa, que és tu, dizes
“eu sou tu” e além disso “tu és eu”.
Por isso a lei do Espelho é talvez a melhor das leis. E de qualquer maneira, mais
além de ser uma lei, é um instrumento de conhecimento maravilhoso.
O Espelho é a verdade, e a verdade e a realidade só podem ser o mesmo.
O Espelho propõe observar, contemplar, aceitar o que és. Mas contemplar não é
invadir-te. Contemplar não é pensar em outra coisa enquanto “passa” o assunto,
mas sim submergir-te nele, só que sem nada. Submergir-te no assunto com a
consciência desde o vazio. Simplesmente olhando, como quando chegas a um
lugar novo e simplesmente olhas para situar-te, para entender.
Estás totalmente presente. Isso é o importante: estar presente e vazio.
Se simplesmente olha-mos, vemos que o Espelho é branco e contém como
desenho uma espécie de escada ascendente e descendente, ou dupla, ou em
Espelho. Também poderia sugerir uma pirâmide escalonada.
Poderia haver vários horizontes, segundo se considere, mas certamente e sem
dúvida possível, a figura é escalonada. O que quer representar a criança, ao

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inocente dentro de ti, faz-se através de uma escada. É como falar de níveis, ou de
subir e descer.
O Espelho em algumas tradições chama-se punhal e coisas assim, ou seja de
cortar, inclusive se sugere que se vê um punhal cerimonial no glifo; outros vêm
uma pirâmide. Alguns apresentam este punhal como o que corta o erro, espada
da verdade, ou como um bisturi que corta o tecido danificado. Tudo serve. A
verdade das coisas corta o erro. A verdade do que é faz desaparecer o errôneo.
Pessoalmente no Espelho, eu vejo um X. O X é utilizado em matemáticas como a
resposta que se procura, portanto o X é a incógnita. Mas é a incógnita para um
estudante, para um estudante que deve conhecer a fórmula que lhe dá a resposta
adequada.

O selo 18
A presença da realidade, expressada através do Espelho no Tzolkin, expressa
como a realidade não é algo evidente, algo imediato.
Só aparece no final de um longo processo, e além disso o faz na segunda onda, a
do Mago, que é a onda da aprendizagem.
A realidade tem que ser aprendida, decifrada, e ao mesmo tempo é o que dá
força ao Mago, porque na onda aparece em quinto lugar.
A pessoa “normal”, portanto “sofredora”, encaminhada a ser crónica vive numa
realidade por inercia.
O Mago aprende, busca a realidade e recebe amorosamente energia da
realidade.
O selo Espelho aparece no lugar 18 de 20. Só faltam dois para terminar a série, e
um é o Sol, que é primeiro e último, o final, onde vamos. Por isso não conta; está
aí mas não pertence ao transcurso, não é do caminho.
E a Tormenta é o selo 19 e por várias razões podemos considera-lo como uma
porta. A porta está no caminho, mas é a mínima expressão do caminho.

O Selo Oculto
O Tzolkin é um espelho. E conhecer o oculto, ou seja conhecer o que há mais
além da realidade aparente, é fundamental; conhecer a realidade mais além do
aparente, e sobretudo mais além dos conteúdos da realidade do sofrimento, que é
a realidade do aparente. E isso é o que te mostra o Espelho, a realidade real.
O Espelho sempre é a Noite; a realidade sempre é a ensonhação e a ensonhação
é sempre a realidade.
Uma das chaves de encontro da realidade é adentrar-se na ensonhação.
Os sábios mayas criadores do Tzolkin situam a Noite, que é a ensonhação, como
oculto do Espelho.
A realidade aparece, não fazendo coisas freneticamente na dupla realidade do
medo, mas experimentando a ensonhação.
Tu crias a realidade com o que acreditas. Co-crias a realidade com o teu intento.
O intento e a consciência mostram a realidade ao ser humano cego. Por isso são
tão importantes os trabalhos com a Noite, ou seja com o Espelho, ou seja buscar
a sociedade das estrelas, ou seja caminhar pelo céu.

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O Espelho é a realidade e o Espelho é a ensonhação, já que são ocultos e vão
juntos.

A Cor Branca
Qualquer coisa que possa representar o Espelho está relacionada com os outros
selos brancos: Vento, Enlaçador, Cão, Mago.
Pelo branco, o Espelho partilha a sua natureza com o VENTO, ou seja a realidade
é espiritual; com o MAGO, ou seja a realidade pode ser aprendida, está aberta ao
estudo, porque também tem níveis, como expressa a escada do seu símbolo.
Também a realidade é expressada pelo ENLAÇADOR, portanto que há algo na
realidade que serve para unir; algo da faceta escalonada do Espelho serve para
encontrar, para unir, para unificar e para enlaçar com outras dimensões. E
finalmente a realidade apresenta-se como amor através do selo CÃO.
O Espelho ou a realidade, partilha conteúdo substancial com o Vento pelo simples
feito de ser de cor branco, mas como o Vento é espírito, manifesta como a
realidade é mais real quando é considerada desde a sua realidade espiritual.
Mas além disso, o Espelho vê-se reforçado pelas suas características de cor
branca pela sua relação com selos brancos:
O Vento nas ondas é um 18, como o Espelho nos selos.
O Cão é um 10 nos selos, como o Espelho nas ondas.
Isso reforça a relação da realidade como algo espiritual, mas também amoroso
posto que numericamente se unem Espelho e Vento, como 18, e Espelho e Cão,
como 10.
Na continuação se detalha um pouco mais esta relação.

O 18: a onda do Vento


O Vento é o segundo selo, mas como onda é a onda 18, portanto o equivalente
do Espelho. É uma forma de expressar que o Vento, o espírito, é Espelho. E
Espelho, ou seja o Vento na onda 18, é também a prenda, portanto a segunda
onda no seu seguinte nível, ou seja na seguinte dimensão à representada pelo
Dragão.
Então convém assinalar que no mundo das ondas, o Espelho é a onda 10, o
amor. Consequentemente a prenda na seguinte dimensão, portanto o
representado pela segunda onda na seguinte dimensão, ou seja o que começa
com a onda da Lua no castelo verde, como o Vento no lugar do Espelho, adquire
o valor do amor, e a forma da água.

A Onda 10 do Espelho, o novo nascimento


O Espelho, com forma de X, que é 10 em números romanos, é a onda 10, sendo
o 10 como selo o Cão, ou seja o amor e a perfeição.
A onda do Espelho, da realidade, é a onda 10 do amor incondicional e da
perfeição
O amor, ou seja o Cão, é como um espelho, mas um espelho como o de Alice no
País das Maravilhas, portanto o acesso a outra realidade.
A onda do Espelho fala de forças angélicas que te ajudam permanentemente e se
fundem contigo e se expressam em ti porque são parte do teu ser mais real.

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O Espelho 1 é o início de um novo nascimento transcendente, porque o Cão 13, a
transcendência da onda do Espelho, é justamente o centro do tear, unido ao seu
oculto, o Macaco 1.
O Tzolkin contém o Cão 13 como momento de transcendência da décima onda,
associado com o novo nascimento que é o Macaco 1, traduzindo o amor.
E o 10, além de perfeição e amor incondicional, está associado ao Espelho.
No 10 aparece a linha do horizonte, lugar de onde o Cão (10) se transforma em
Macaco (11); lugar onde o amor se transforma em alegria; lugar onde cumprido
com o amor se inicia a ascensão à iluminação.
O Cão 10, animal terrestre, inicia a ascensão elevando-se como Macaco, animal
que habita elevando-se sobre o horizonte das árvores. Mas as árvores são a
fotossíntese, a iluminação.
O Espelho ajuda a esse cumprimento. O Espelho também é um dez. É a
perfeição que te leva à onda central, onde te curas e te iluminas.

O Espelho do Tzolkin
O Espelho é uma das manifestações da realidade dual de Deus, ainda que a
realidade só seja dual na nossa dimensão, portanto convém olhar mais além das
aparências.
O Tzolkin tem dois espelhos.
Num, a parte de cima se reflete na parte debaixo, na linha do Cão e Macaco e
esse reflexo mostra os selos como ocultos: O Cão e o Macaco, a Lua e o
Humano, a Estrela e o Caminhante, etc.
O outro espelho está na sétima coluna e reflete o que é de um lado no outro,
como direita e esquerda, e é o espelho dos tons, e faz aparecer os tons ocultos
entre si, que são o mesmo só que oculto. É interior e exterior realmente.
Assim, combinando os dois espelhos aparecem os ocultos Dragão 1 e Sol 13,
Cão 13 e Macaco 1, etc.
Nessa realidade dual, um espelho apresenta-se aos outros seres humanos como
outro tu, é a lei do amor. E o outro é a porta de ascensão, porque é o espelho que
te conecta com Deus. Significa que quando tu te olhas no espelho, encontras a
Deus, sabendo que de alguma maneira, isto sucede quando “tu és eu e eu sou
tu”, e não quando te olhas ao espelho “sendo tu e não sendo eu”.
O Espelho mostra a semelhança entre os seres humanos, semelhança na Terra,
mas o homem é semelhante a Deus.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin

Essa é a semelhança da Ascensão. É a semelhança que está na Estrela e que te


leva ao novo nascimento. A Estrela está no centro do Tzolkin, e o lugar onde se
cruzam os dois espelhos é o novo nascimento: Macaco 1 - onda 11, com o seu
oculto, Cão 13 - onda 10.
O espelho é a comunicação dentro da nossa dimensão e quando dizemos
espelho referimo-nos ao selo Espelho e ao valor que lhe atribuímos da
comunicação com todas as outras pessoas, ou seja os teus semelhantes,
portanto tudo o que podemos englobar no “In lak’ech” ou “tu és outro eu”.
A comunicação no espelho do Espelho, acontece com os teus semelhantes, e no
seu centro está o amor. Mas também existe o espelho contido na Estrela,
desenhada no centro do Tzolkin, que te situa numa semelhança com Deus ou
dimensões superiores”. De modo que há um “In lak’ech” em horizontal e um “In
lak’ech”, tu és outro eu, dirigido de forma ascendente, de dimensões superiores, e
também o seu centro é o amor.
“Tu és outro eu”, pronuncia-se da forma como se pronuncia e se diz no idioma
que se diz, significa respeito, e significa que reconheces no outro a Deus. Sim,
estás a olhar no Espelho dimensional e vês a Deus, quando vês uma pessoa no
outro Espelho, e lhe dizes “tu és outro eu”, estás a dizer-lhe “és Deus”.
A vibração evolutiva do Tzolkin aumenta ao ser traduzido a outras propostas.
Encontrar o teu semelhante aumenta a tua vibração vital; encontrar o teu
semelhante é encontrar onde o real é que tu és outro eu.

A Família
Esta família, formada pela Noite, a Estrela, o Espelho e o Caminhante do céu, é a
que sempre ocupa o dia fora do tempo. Falar da Noite e do Espelho é falar de
realidades muito pouco materiais, e falar da Estrela e do Caminhante do céu é
falar de realidades celestes.
Assim a união do elemento branco como água e estas realidades celestes,
apresentam a emoção, a água, como algo celeste, como forças angélicas.
Passar da consideração do sólido à realidade de foças angélicas atuantes, é um
passo evolutivo.

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O Espelho é a realidade, ou seja a verdade. Só que o Espelho nesta família,
situa-se noutro nível, porque a sequência de 13 selos da onda tipo marca um
nível; a continuidade até à apresentação de todos os 20 selos marca um segundo
nível. O segundo nível, vive-lo se queres; se não, não o vives.

O Vinal 18
Se consideramos o ano, os 365 dias ficam divididos em tempo humano para
esforçar-se, quem sabe sofrer, trabalhar, e tempo especial ou fora do tempo.
O vinal 18 (18 X 20 = 360 dias) é a fronteira entre estes dois tempos, e faz uma
referência ao Espelho. O tempo de trabalhar e sofrer pertence à dimensão do
esforço, da falta de consciência e do sofrimento, onde o diálogo não existe,
porque a consciência é um diálogo. E por isso é necessário, no tempo de
comunicação, no tempo de estudo de idiomas, estudar justamente a linguagem da
consciência, a linguagem que te conecta com o espírito, que é a linguagem que te
conecta com dimensões superiores até que tomes consciência de que tu és de
dimensões superiores. Esse é o teu lugar, a tua pertença e então as tuas
vivências se transformam.
Há um período expressado pelos vinais que leva até ao Espelho, porque o
Espelho é fundamental. A lei do Espelho é a lei da liberdade, porque é a lei do
amor, a lei do reconhecimento.
O Espelho é o selo 18 e o seguinte selo é a Tormenta, a ressurreição. Grandes
transformações. Essa vitalidade desbordante.
Mas se não sabes o que fazer, dá-te medo a Tormenta. Se não há consciência,
pensas que a Tormenta são catástrofes. Por isso agora são necessários
guionistas da história; reescrever a história vibracionalmente; eliminar os inimigos;
reescrever a história da família, da tua vida.
Os cinco dias fora do tempo não são uma fantasia.

O Castelo Azul
O terceiro castelo, formado pelas ondas da Serpente, o Espelho, o Macaco e a
Semente, contem o novo nascimento como decisão livre e voluntária.
No terceiro castelo já aparecem representantes da família da luz e da família dos
catalisadores, porque a Serpente pertence à família da luz, e o Espelho à família
dos catalisadores. Sabemos que significa o começo de algo, porque a SEMENTE
significa o começo da luz, o nascimento; o MACACO 1 significa também o
nascimento; e qualquer coisa que signifique a kundalini, a SERPENTE, significa o
ESPELHO, ou seja vês a Deus.

As Colunas
Se olhamos o Tzolkin tipo vemos que a primeira vez que aparece o Espelho na
PRIMEIRA coluna, que como um define o propósito, encontramos o Espelho no
tom 5. O Espelho se auto-define como algo que dá força, tom 5, na onda do
Mago. Dá força ao estudioso, ao que quer saber, ao Mago, o estudioso da
realidade, o que busca a verdade.

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Na SEGUNDA coluna, como desafio ou prenda, o Espelho apresenta-se como
tom 12 da onda da Mão, portanto, como algo curador com vocação de colaborar
com a vida, com todo o que existe.
Na TERCEIRA coluna, que identifica o serviço, apresenta-se como portal
dimensional; é o tom 6 da onda do Caminhante. O tom seis corresponde à coluna
seis, que é uma coluna de portais e com o selo seis, que é o Enlaçador; portanto
que o serviço, à utilidade do Espelho está associada com servir que é porta de
acesso a outras realidades superiores.
Na coluna QUATRO, que diz como faze-lo, o Espelho é o tom 13 de
transcendência da onda do Enlaçador, portanto sendo transcendente é uma porta;
sendo transcendente, enlaça, conecta.
Na coluna CINCO, que mostra a força, o Espelho apresenta-se com o tom
ressonante, tom 7 da onda do Humano. O humano quando canaliza, portanto
quando expressa dimensões superiores da vida, é Espelho. O humano quando é
mais veraz, atua sem duplo, sem ego, fala desde o seu interior, sábio e curador, é
quando é Espelho; mas quando é Espelho é justamente quando é mais humano.
Na coluna SEIS apresenta-se como propósito, Espelho 1, mas a coluna seis é
justamente a coluna portal e assim fica claro o seu serviço portal e também que é
portal. Aqui o Espelho é acesso ao novo nascimento. Ou seja ao novo, mas com a
claridade que o caracteriza anexada ao valor dez, ou seja X, porque o X também
significa dez e funde tudo, com perfeição e amor.
Na coluna SETE, de canalização e do novo nascimento, lhe é anexada como
indispensável a integridade, ou seja o tom 8 da onda do Macaco.
Na coluna OITO, é o desafio ou prenda da Terra, e na NOVE, que significa poder,
mas um poder para chegar à transcendência, é sincronicamente um 9. O Espelho
é o 9 do 9, mostrando que a força real para a transcendência é o amor, onda do
Cão no tom 9.
Na coluna DEZ do amor e da perfeição, fala de serviço, tom 3 da onda do
Guerreiro, ou seja da expansão da consciência, e na coluna ONZE, da libertação
encontramos o tom 10 da onda da Lua. A libertação é a emoção amorosa;
atrever-se a sentir, atrever-se a amar é o acesso a dimensões superiores,
gozosas da vida, porque se há libertação há gozo.
A coluna DOZE de como colaborar com tudo, situa o Espelho como tom 4 da
Águia, ou seja que a intuição e a criatividade são Espelho quando atuam como
colaboração com tudo o que existe, portanto os teus dons são para todos.
Na coluna TREZE de transcendência está a libertação, o gozo ao viver a
sociedade celeste.

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin

5.19. Tormenta

A TORMENTA

Transformação, renovação,
renascimento, ressurreição, milagre.
Energia de transmutação e emoção.
Oculto, o vento.

A Tormenta está associada à mudanças repentinas, transformações e


renovações; catalisa a auto-geração e acelera os processos. Actua favorecendo o
renascimento, como a ave Fénix, que ressurge a partir das suas cinzas.
A Tormenta significa, na forma mais simples, mudanças. Poderiam ser mudanças
de humor, confusão, mas na realidade quando se trabalha com consciência há
facilidade para descobrir tesouros, inclusive ressuscitar.
Falar simplesmente de mudanças pode ser caos, mas as mudanças da Tormenta
significam precisamente sair da confusão à luz, porque a Tormenta é o selo
anterior ao Sol. E num trabalho evolutivo que começa no Dragão e termina no Sol,
justamente o passo prévio ao Sol, mas posterior a todos os outros selos, é a
Tormenta.
Normalmente associa-se a Tormenta com crise e crise com dificuldades que
queres evitar. E assim o é numa cultura associada à dor e ao sofrimento, onde o
hipotálamo está tão carregado de recordações de dor que qualquer coisa te dói, e
onde a dor e “o conhecido” passam a ser o mesmo, de modo que necessitas da
dor, que é “o conhecido”, para que não aumente a angústia do desconhecido.
Mas a consciência da realidade mais além do voo supõe uma cura da dor
acumulada sem consciência.
A Tormenta não é repetir. Por esse motivo, as crises são estupendas, e qualquer
pessoa que agora se encontre no maior sem sentido da sua vida, está perto da
porta que lhe permitirá encontrar o maior sentido da sua vida.
A Tormenta é a ressurreição, as grandes transformações, vitalidade desbordante.
Mas se não sabes o que fazer, dá-te medo; se não há consciência, pensas que a
Tormenta são catástrofes.
Se não estamos nesta dimensão das ondas, a Tormenta significa simplesmente
crise, mudança bruscas, não necessariamente exitosas, mas antes o contrário,
por exemplo acidentes e lutas. Portanto, algo propicia a que mudes
urgentemente. Se estás surdo terminarás por enterrar-te; a solução sempre está
muito próximo, na Tormenta.
A energia da Tormenta não está feita para te desproteger, mas sim, está
associada a grandes transformações, e o insólito está sempre perto, de modo que
convém interiorizar-te para entende-lo.
A tormenta prevê mudanças, ressurreições, transformações totais na vida. É o
momento de remover o que te impede de viver, entendendo que viver é sinónimo

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Como saber quem és olhando-te no espelho do Tzolkin
de ser feliz, de agradecer, de bendizer, de olhar e só ver amigos, só ver coisas
maravilhosas que te rodeiam.

O Vinal 19
No chamado calendário civil Haab aparece como se houvessem 19 períodos
temporais e pode ser que seja assim, só que na realidade há 20, sem que isso
seja algo transcendente em si e dá igual, seja qual for a possibilidade que
escolhas. Podes considerar 19 períodos no Haab ou 20, só que na realidade há
20 e isso tem algum conteúdo com relação à compreensão e vivência da
Tormenta e do Sol.
No Haab há 18 períodos de 20 dias chamados vinais, nisso estamos todos de
acordo; outro período chamado Uayeb, que é o período 19 similar à Tormenta que
se inicia sempre com um representante da família portal, como todos os vinais, e
contém não uma representação dos 20 selos, mas sim das 4 cores; e logo
aparece o dia sem tempo, que é sempre da família noite, estrela, caminhante,
espelho. Este quinto selo se faz presente, associado à família angélica, à quinta
cor verde. O dia sem tempo é o dia Verde, similar ao castelo verde, final do
processo evolutivo dimensional para o qual estamos aqui, e que está relacionado
com o despertar o corpo de amor.
De modo que o período anterior Uayeb é uma expressão da quarta dimensão e
associa a Tormenta com a quarta dimensão. “Estamos no tempo da Tormenta” é
sinónimo a “é tempo de vivenciar a quarta dimensão”. Logo, no seu momento será
o momento adequado do tempo Verde. Por esse motivo é tempo de estar atentos
e de ser recetivos às necessidades das pessoas que te rodeiam.
Tormenta, como selo, indica que se acabou um período de escuridão e começa a
luz, onde tudo está claro.

O Selo Oculto
O selo oculto da Tormenta é o Vento, o espírito, que nesses momentos de crise e
mudança nos ajuda, penetrando em nós e dando força, proporcionando a
interiorização.

O 7 e o 19
A Tormenta como onda é a número sete. O tom 7 significa canalizar, de modo
que o 7 no Tzolkin contém um significado de canalizar; também de curar, porque
o 7 é a Mão. As mudanças que fala a Tormenta são canalizadas. Com a
Tormenta é possível o milagre, o sobrenatural, renascer, grandes mudanças. Não
há limite. Actua como porta ou fronteira. Estás de um lado ou estás do outro lado.
De repente tudo é diferente.
Mas a Tormenta é o selo 19 e de alguma forma vai associada à onda 19, que é a
da Águia. A Tormenta é reinventar-se, ressuscitar, mas isto é o que sucede com a
criatividade.

A Onda Oculta
A onda oculta da Tormenta é a onda do Cão, que fala de amor.
Estão associados amor e transmutação; necessidade de transformação e
necessidade de amor.

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A onda do Cão fala de uma vivência desbordante e inclassificável, que supera
totalmente a tua razão mas que te faz feliz, como é o amor. A Tormenta como
onda expressa mudanças profundas totais, ressuscitar.
O amor pode tudo, transforma tudo. As duas ondas vão juntas, quem sabe são a
mesma, como Quetzalcóatl e Tezcatlipoca, os gêmeos.

A Cor Azul
A Tormenta é um selo azul, que está associado ao fogo, e por isso transforma,
porque o fogo como reação química é dar e receber.
É importante reconhecer no azul uma energia presente, e uma energia de
consciência. Não se pode estar presente sem consciência e tampouco há
consciência que não seja presente. Estamos num momento onde tudo nos chama
a estar conscientes, a estar despertos, a estar atentos, a viver o presente.
Acontecem coisas extraordinárias constantemente. As sincronias te saúdam
desde todas as esquinas. A telepatia, a precognição, a clarividência, tudo está
próximo, tudo está ativo. De facto é um momento adequado para abrir os
scâneres espirituais e sentir.
Sentir como um programa aberto ao reconhecimento de realidades espirituais,
talvez anjos, talvez os bons desejos dos teus seres queridos, dos teus amigos,
que criam uma realidade favorável para ti; talvez as orações dos santos; talvez os
teus antepassados clarividentes te estejam a ajudar desde outras dimensões;
talvez o teu próprio ser espiritual desperto, o teu anjo da guarda.
Há um programa de agradecimento por estar vivo, por estar aqui, que quem sabe
seja um momento anterior ao despertar.
A experiência da ensonhação da NOITE, da canalização da MÃO, do ousar desde
a inocência, normalmente sem ânimo de lucro, do MACACO, e da criatividade da
ÁGUIA, te conduzem à consideração da crise como maravilhosa para te
reinventares ou ressurgires, porque todas essas experiências te transformam, que
é o próprio do azul.

As Colunas
Temos dito que a onda da Tormenta é a número 7 no Tzolkin, e o 7 nas colunas é
a coluna mística, que ocupa justamente a linha vertical central onde acontece o
novo nascimento, cão 13 - macaco 1.
A coluna 7 é a coluna branca que está no centro do Tzolkin. Não tem nenhuma
quadrícula negra. É a única linha branca presente no Tzolkin. A coluna 7 é uma
linha vertical branca, absolutamente única.

Por outra parte, a Tormenta é o selo 19 e a coluna virtual 19, ou seja a coluna
seis, que é uma coluna de portais. O selo 6 é o Enlaçador, pelo que de alguma
forma a Tormenta tem características enlaçadoras.

Outra característica da Tormenta nas colunas do Tzolkin, é que se apresenta


como portal nas colunas 2 e 12. Na coluna 2 tem a característica de
transcendência, tom 13, e, como portal ou porta, de levar-te à iluminação, que é o
Sol.

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A Tormenta não é algo que fecha, mas algo enlaçador, que subitamente te situa
noutra realidade. Mas tu és o mesmo, a tua consciência está igual. Tudo muda,
mas tu és tu; quem sabe com mais recursos, mas tu. És o mesmo, mas tudo pode
ser diferente, inclusive totalmente diferente; mas tu, igual.
A segunda coluna, que é onde está a Tormenta como portal, corresponde
propiamente ao Vento, que é justamente o seu oculto. A Tormenta é um Vento, só
que é um Vento que não deixa nada no seu sítio; move tudo. Mas depois da
tormenta aparece o Sol.
Os portais da Tormenta estão no primeiro castelo, como final de um processo de
cura e de realização como é a Mão, e no castelo verde, como algo que dá força à
criatividade.
A Tormenta dá força à criatividade no castelo verde, que assinala uma
transmutação e o passo da individualidade à coletividade, a reconhecer-te a ti
como outro eu, a energia de grupo, a energia do amor no grupo e o amor a tudo.
Os dois portais estão na onda da Mão e na onda da Águia. Qualquer pessoa que
seja Tormenta é muito criativa e muito realizadora, e além disso encontra tudo
facilmente, porque é uma porta ao que procuras, ao que queres, ao que
necessitas.
Uma característica também muito importante da Tormenta, como família portal, é
a de abrir novos momentos. E o vemos porque estes dois portais estão no
primeiro castelo, como programa, e no último castelo, como final.
Mas está sempre relacionado com coisas muito subtis, de maneira que
recomendamos que para conviver com esta energia de Tormenta, o acesso a vias
espirituais para entender-se e compreender-se.
Que acontece se corres a cortina? Entra a luz do Sol.

5.20. Sol

O SOL

Luz, elevação de consciência.


Luz.
Oculto, o dragão

O Sol está associado à iluminação e à elevação da consciência.


A luz sempre nos acompanha ainda que nem sempre saibamos vê-la; faz que
desapareça a obscuridade, as dúvidas e os medos, e oferece-nos uma visão mais
focada, brilhante e real das coisas.
A iluminação é ocupar todo o teu espaço e ser transparente, deixar passar a luz
do Sol. Pode expressar-se com “há luz, e tu és luz com a luz”; não ficas com ela,
a dás, a deixas passar. É uma maturação, portanto algo que chega a ser real
porque essa é a sua realidade. Não pode ser inventada, mas “encontrada”.

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A iluminação espera-te.
O ser humano está feito para a iluminação, seja isto o que for.

O número 20
O Sol é o último selo, o número 20, vinculado à onda 20, que é a onda da Estrela,
a última do Tzolkin.
O Tzolkin inicia-se com o Dragão 1, ou seja com o Dragão como onda, com a
proposta da solidariedade e a energia feminina como propósito, para transformar-
te num habitante do céu.
Mas depois de completar a viagem do Tzolkin, portanto de viver todas as ondas,
acontece que a onda 20 é a onda da Estrela, que te leva à iluminação do Sol 13,
última casa ou iluminação. Não é por ser a casa 260, mas por ter vivenciado o
seu conteúdo.
Se a iluminação acontece, o Tzolkin acaba, não há que repetir e o que segue
poderia ser denominado a onda vinte e um. E isto acontece ao cumprir a onda da
Estrela.
O Sol 13 é o final da onda da Estrela e expressa-nos a realidade de uma
sociedade similar à nossa, mas de seres iluminados.
Quem sabe és Sol e gostas da luz como tarefa, mas evolutivamente o assunto
não é tanto luzir ou brilhar, mas fazer aparecer a Estrela, a luz nos outros; o Sol é
como encontrar sois, ou seja estrelas.

O Selo oculto
O selo oculto do Sol é o Dragão, que é o começo do Tzolkin. O Sol no tom 13 é o
final do Tzolkin, sendo assim o Sol o último dos selos, e contudo o primeiro.
Não pode o Dragão ser o primeiro sem existência do Sol, posto que o Dragão é o
Sol a entrar na manifestação. O Dragão é o Sol, ou seja a luz, só que é a luz
oculta que descende à matéria, à forma. O Dragão é o oculto do Sol, por isso é a
luz oculta, mas é luz.
Desta maneira, no Tzolkin, o Sol, a luz, situa-se como o primeiro e o último.
O Dragão está num extremo, inicia a coisa, mas como oculto, o Sol ocupa o
extremo final, de modo que Dragão–Sol contem a realidade. Macaco–Cão está no
meio de tudo, envolto pela realidade, abraçado amorosamente pelo Dragão–Sol.

A Onda
O Humano treze é o final da onda do Sol.
Desta maneira o Humano é um Sol, um bebé Sol, um Sol em desenvolvimento e
aprendizagem, e os pensamentos elevados seriam a maturação de um processo,
a culminação.
Certamente seria então compreensível que interiormente seja um Dragão, com as
suas palavras como luz expressando o seu pensamento. E esse pensamento
solar só pode ser elevado.

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A Onda Oculta
A Lua é a onda que acompanha ao Sol. A Lua não tem luz própria, reflete a luz do
Sol; é o espelho do Sol. Mas também é a perfeição do Sol, ao ser o tom 10 da
onda do Sol, e o amor incondicional.
Abrir-te aos conteúdos da subconsciência parece formar parte do processo da
iluminação.
A Lua, perfeição do Sol, e começo do castelo verde, apresenta-se no Tzolkin sob
duas formas significativas, uma como onda associada à onda do Sol, e outra
como selo oculto do Humano.
O Sol é luz; a luz não encontra escuridão por mais que a busque, porque a luz
dissipa pela sua própria natureza, a escuridão. E contudo na nossa dimensão,
portanto, como seres humanos, experimentamos muitas vezes a escuridão.

O número 4
O Sol é a onda 4, e está associado de alguma maneira à Semente, que é o selo
4, o primeiro tom 4 que aparece no Tzolkin. A auto-existência, ou seja o tom
quatro, une o significado do Sol com a Semente.
Ser auto-existente é ser como o Sol, livre e infatigável, cheio de energia e
repartindo energia, luminoso. És luz. A luz está em ti “de fábrica”.

A Cor Amarela
O Sol é de cor amarelo, como a Semente, a Estrela, o Humano e o Guerreiro.
O amarelo é a iluminação, a maturação, a expansão. Está associado ao elemento
ar.
Maturar é expandir até ocupar toda a tua realidade. E a iluminação também é
expansão, porque para o ser humano é o final de um processo que se inicia com
o seu consentimento, ou seja com plena consciência, e por isso seria uma
maturação.

A Família
A família do Sol, formada pela Serpente, o Cão, a Águia e o Sol, contém animais,
como representação da força vital, e ao Sol, como representação da luz.
A viagem do Dragão ao Sol não é a sesta ao Sol depois de ter comido o
depredador a sua presa. Não é um dormir, mas sim um despertar.
Primeiro, a SERPENTE pegada à Terra; logo o CÃO como um degrau algo
ligeiramente separado da Terra, associado ao amor incondicional, com o seu
oculto o Macaco, que expressa o início da ascensão ou da iluminação; e
finalmente a ÁGUIA, a cima; e o SOL.

O Castelo Vermelho
A onda do Sol é a quarta onda, final do primeiro castelo, formada pelo Dragão,
Mago, Mão e Sol.
O castelo vermelho é o castelo tipo e contém a informação sobre as cores.

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A proposta programática da ONDA UM, Dragão, às pessoas interessadas
respondemos desde a ONDA DOIS, o Mago, o aprendiz, e automaticamente se
inicia um processo de cura representado pela Mão, ONDA TRÊS.
A onda um Dragão e a onda dois Mago sucedem em grande medida no interior da
pessoa como um diálogo. Isto pode levar o tempo que necessite cada pessoa,
uns são mais rápidos que outros, mas a onda três, que é de cor azul
representando o fogo como presente, já sucede fora de ti e supõe mudanças
visíveis, evidentes, constatáveis em ti, nos que te rodeiam e na realidade mais
objetiva.
A QUARTA ONDA do Sol, que é amarela, significa luz, expansão, mas
temporalmente, não acontece de imediato, mas sim, gradualmente, de modo que
sempre se cumpre parcialmente e sempre está o seu cumprimento total no futuro,
ou seja está por sua vez no presente e no futuro.

As Colunas
Na coluna UM, que é a coluna tipo de onde se expõem pela primeira vez os selos,
vemos que o Sol é apresentado pela primeira vez com o tom sete. Abre-se um
processo que imediatamente começa a curar-te, mas continua até à iluminação.
De modo que tu participas ativamente encontrando-te a ti mesmo na primeira fase
e sentindo-te bem, e livremente escolhes iniciar a segunda parte, que é o novo
nascimento livre.
Isso é Dragão, Macaco: primeiro Dragão, a solidariedade que te cura; logo
Macaco, um novo nascimento dimensional.
A coluna TRÊS contém quase a totalidade da onda do Sol, exceto precisamente o
Sol, que é o final da segunda coluna, mostrando assim a unidade entre ambas.
A coluna três, o serviço, descobre o seu propósito na coluna DOIS como uma
iluminação, mas esta iluminação realiza-se através do serviço, o que te converte
num Caminhante do céu, que é a seguinte onda na coluna três.
Na coluna SETE, o Sol contém o tom 10 de perfeição e do amor, na onda do
macaco, estando duplamente representado o 10, no selo 10 do Cão e no tom 10
do Sol, e com uma confluência de fatores externos e ocultos. De modo que para
qualquer referência à quinta dimensão é necessário um conhecimento do oculto.
A coluna TREZE oferece, ao contempla-la, o Sol 13, portanto, no final a
iluminação, e a toda a onda da Estrela, que é justamente a que acaba no Sol 13.
Se atribuímos à onda um valor grupal, a onda da Estrela fala-nos das estrelas,
mas como seres espirituais, ou melhor dizendo como seres reais, invocando a
realidade e a realeza dos seres humanos.

Obrigado ao Sol que nos ilumina. Obrigado por dissipar as nossas obscuridades,
iluminando-as. Ainda que as vezes te ignorem, obrigado. Apesar de te
aborrecermos com a causa dos nossos problemas, obrigado. Por favor, segue
iluminando-nos e guiando-nos no nosso caminho.
O Sol, que é o número 20, e que a partir do ano 2012 está aberto para todos os
seres humanos: 20-Sol, 12-Humano.

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6. Os neurônios espelho
Temos falado repetidas vezes neste livro dos neurônios espelho.
Quem sabe já conheçamos o conceito e a sua relação com o Tzolkin, com o “in
lak’ech”, mas merece a pena dedicar um capítulo específico a aprofundar e
sumarizar, nesta época de mudanças e de evolução em que nos encontramos.

Os neurônios espelho é o nome que recebe uma atividade neuronal medível,


constatável empiricamente em todas as pessoas, segundo a qual se
experimentalmente um espectador conecta com uns sensores cerebrais, e a outra
pessoa que vai fazer de sujeito do experimento também se conecta a uns
sensores e está por exemplo a comer, faz que o espectador, ao estar a olhar, se
encendam as mesmas áreas cerebrais no scâner que dessa pessoa.
Se essa pessoa recebe golpes e vocês só o estão a ver, também se iluminam as
mesmas áreas, portanto há algo dentro de vocês que vive o que acontece à outra
pessoa. Há uma conexão real.
Todas as pessoas estão unidas por uma rede de neurônios espelho, neurônios
que recebem luz, criando uma conexão lumínica que envolve toda a Terra.
Os neurônios espelho chegam às memórias da humanidade, por registros que,
por não serem visíveis e comparáveis não são reais, mas pelo contrário. É um
pouco como os registros informáticos. Podem rastrear-se todos os movimentos
que fez uma pessoa desde um terminal de computador, deixando ao descoberto
toda a atividade realizada, portanto, entrar no passado e trazendo-o ao presente.
Os neurônios espelho também podem faze-lo, porque há uma acumulação de
experiências e intentos que é funcional e que atuam justamente por acumulação e
como recordatório para não ir para trás.
Mas os neurônios espelho têm a sorte de que falam o idioma do ser humano, e
dizem In lak’ech, não porque digam In lak’ech, mas porque dizem “tu és outro eu”.
Porque os neurônios espelho estão a falar de uma união que existe entre todos os
seres humanos, só que noutra dimensão, não na dimensão do “meu-meu”, “tu
não, tu não”.
Essa rede que forma os neurônios espelho, é uma malha. Os neurônios no corpo
formam uma malha física dentro de cada pessoa, e os neurônios espelho, que se
unem através da luz, formam uma malha de luz unindo os seres humanos. E isso
é, além do mais, profético, porque está a falar do futuro.
É uma rede que, mais além da atividade dos hemisférios cerebrais que pode ser
lógica ou também criativa, ativa uma resposta emocional que afeta a hemeostase,
portanto, todos os processos do organismo. TODOS. Portanto afeta todos os
processos de autorregulação do organismo. Mas os processos de autorregulação
do organismo é a história da humanidade, só que não num livro e através de uma
conversa.
É história condensada, portanto, cada vez que se fixa uma ordem, ou algo se faz
automático, é como consequência de um processo, ou seja, uma aprendizagem e
uma “memorização”, de modo que falar dos processos de autorregulação
atuantes, portanto, falar do passado, mas não do passado do individuo mas sim
da espécie. Por isso estamos a falar da história da humanidade. Mas falar da
génese de uma obra é falar do seu autor.

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Os neurônios espelho falam do seu autor e mostram a sua intencionalidade de
serem ativados para aceder a esse nível da vida, ou seja, a essas dimensões
celestes.
Podes ir para trás visualmente, mas serve para evitar livremente voltar a
situações indesejáveis, logo, existe também uma memória de espécie para
recordar-te da tua escolha e da tua direção. E é disso que também fala o Tzolkin.
Os neurônios espelho atuam como força unitiva que enlaça a tod@s os humanos,
facilitando a empatia, a telepatia e a sabedoria.

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