Você está na página 1de 5

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA A EDUCAÇÃO - UEMANET


ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA

DENISE ALVES DE FRANÇA ANDRADE


DOMINGOS OLIVEIRA BRANDÃO NETO
EDÉSIO DE ARAUJO FERREIRA
ELGONZALES MAGALHÃES ALMEIDA
GILNARA DE SÁ FONTENELE
RHAIANNE DA COSTA RIBEIRO

INDICADORES QUANTO A QUALIDADE DE VIDA, SEGUNDO O GÊNERO, NO


MARANHÃO ENTRE 2005 E 2015.

Lago da Pedra
2018
1 INTRODUÇÃO

O presente estudo tem por finalidade evidenciar a funcionalidade dos


indicadores socioeconômicos dando ênfase à sua importância, assim como as suas
limitações em termos de aplicabilidade para a construção e o monitoramento de
políticas públicas, no que compreende a questão de gênero no Maranhão. Logo, ver-
se que tais indicadores são, portanto, ferramentas de apoio bastante úteis na
tomada de decisões no momento da elaboração de ações governamentais seja em
âmbito federal, estadual ou municipal.
Trata-se, igualmente, de ferramentas fundamentais para a avaliação das
ações e programas implementados, permitindo a correção de potenciais falhas
quando associadas a analises bem fundamentadas e em consonância com a
realidade societal. Dessa forma, podemos afirmar que os indicadores contribuem
para a árdua tarefa de elaboração de um diagnóstico panorâmico da realidade
social, uma forma de “modelização da realidade social”.

2 ANALISE DOS INDICADORES

Percentual do Rendimento Feminino em Relação ao Masculino Segundo Ocupação


Formal e Escolarização - 2006/2016

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – RAIS

Em 2.016, o percentual do rendimento feminino em relação ao masculino era


de 93,23% independentemente da escolaridade de ambos; isto é, os salários das
mulheres eram 6,77% menores do que os dos homens no exercício da mesma
função. Em 2.016, entre os cargos de nível superior, os salários das mulheres
correspondiam a 62,50% do salário dos homens.
DIST. PERCENTUAL DAS TRABALHADORAS NO MERC. FORMAL
SEGUNDO AS GRANDES ÁREAS DE ATIVIDADE - 2005/2016
90.00%
81.90%
76.89%
80.00%
70.00%
60.00%
50.00%
40.00%
30.00%
18.53%
20.00% 14.11%

10.00% 2.95% 3.1%


0.57% 0.99% 0.46% 0.57%
0.00%
Indústria Const. Civil Comércio Serviços Agropecuária

2005 2016

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – RAIS

Entre 2.005 e 2.016, a participação das mulheres no mercado de trabalho


formal aumentou, passando de 44,68% para 45,84%. Das mulheres ocupadas em
empregos formais, em 2.016, 3,01% estão na indústria, 0,99% estão na construção
civil, 18,53% estão no comércio, 76,89% estão em serviços, 0,57% estão
na agropecuária.

DIST. PERCENTUAL DOS TRABALHADORES NO MERC. FORMAL


SEGUNDO AS GRANDES ÁREAS DE ATIVIDADE - 2005/2016

90.00% 83.60%
79.13%
80.00%
70.00%
60.00%
50.00% 46.59%

37.27% 36.76%
40.00%
28.11%
30.00%
20.00% 13.75%
11.5%
8.62%
10.00% 6.27%

0.00%
Indústria Const. Civil Comércio Serviços Agropecuária

2005 2016

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – RAIS


Entre 2.005 e 2.016, a participação dos homens no mercado de trabalho
formal aumentou seguiu com poucas oscilações. Dos homens ocupados em
empregos formais, em 2.016, 11,5% estão na indústria; 46,59% estão na construção
civil, 36,76% estão no comércio; 79,13% estão na área de serviços e 6,27% estão
na agropecuária.

Percentual aa População de 18 A 24 Anos, Segundo Nível de Instrução e Sexo -


2015

Fonte: IBGE – PNAD

Em 2.015, entre as mulheres de 18 a 24 anos, 26,16% possuíam o ensino


fundamental, 57,36% o ensino médio e 1,16% o ensino superior. Entre os homens,
na mesma faixa etária, 33,08% possuíam o ensino fundamental, 40,87% o ensino
médio e 0,76% o ensino superior.

3 CONCLUSÃO

Vimos que os indicadores são úteis para subsidiar políticas públicas e permitir
o monitoramento das ações governamentais, inclusive pelo viés do controle social
exercido pelos movimentos sociais, sindicatos, etc. Frequentemente são usados
para realização de boletins de conjuntura e diagnósticos socioeconômicos para
compreender os principais pontos de estrangulamento e as potencialidades no que
se refere à economia.
Dessa forma, eles auxiliam na elaboração de planos, programas e projetos
públicos e, também, privados. Verificamos que, face à uma realidade complexa e
dificilmente apreendida através de números, os indicadores passam a ser um
“retrato panorâmico” relativamente “desfocado”. Todavia, eles seguem bastante úteis
para as análises socioeconômicas caso sejam utilizados com o devido cuidado.
Idealmente, os indicadores devem ser conjugados com estudos qualitativos que
orientam as análises e aproximam o foco do “retrato panorâmico” da realidade.