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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DOS CAMPOS GERAIS – CESCAGE

http://www.cescage.edu.br/publicacoes/technoeng
2ª Edição vol. II Jul – Dez de 2010
ISSN 2178-3586

FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

TRAINING AND QUALIFICATION OF MANPOWER IN CONSTRUCTION

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James Josefi ; Acylino Chemin ; Cristiane Ansbach Pereira Mendes
1
Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE - Ponta Grossa - PR - Brasil
james.josefi@hotmail.com
²
Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE - Ponta Grossa - PR - Brasil
ccchemin@cescage.edu.br
3
Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais - CESCAGE - Ponta Grossa - PR – Brasil
cristianeanbach@cescage.edu.br

Resumo:
A construção civil passa por uma transformação tanto nos processos construtivos e no
método de execução, usando esta mudança radical na construção notou que é
necessário mudar a cultura dos operários do ramo da construção civil, devemos
aplicar o que é mais necessário onde devera ter mais treinamentos, quais
necessidades do canteiro de obra, buscar treinamentos eficazes que realmente traga
resultado, atingindo o publico masculino e feminino, fazer com que a cultura de pião
de obra seja eliminada e assim fazer do pião de obra o operário da indústria da
construção civil, as mulheres já estão fazendo parte em vários processos e etapas da
construção civil, é preciso que se estenda os treinamentos para áreas mais de
acabamentos usando sua sensibilidade e visão, sem treinamento não se tem
excelência na qualidade,quando aplicamos um treinamento devemos estudar qual
área o operário da construção será mais aproveitado e assim buscando sua aptidão
nas áreas da construção civil, o operário mal treinado não é produtivo,executa
trabalhos com má qualidade muitas as vezes criam conflitos no canteiro de obra
devido sua falta de cultura,o treinamento direcionado para a pratica faz com que o
operário tenha mais interesse pela área que atua muitas as vezes se da o treinamento
voltado mais a teoria deixando o operário desinteressado pois seu conhecimento fica
restrito,muitos operários tem nível de escolaridade baixo fazendo com que ele tenha
um baixo interesse em aulas teóricas, como comentado o treinamento tem que ser
voltado a pratica desenvolvendo as habilidades de cada um explorando seu perfil em
que área o operário tem mais habilidade
Palavras chaves: construção, operários, qualidade, treinamento, cultura.

Abstract:
The construction industry is going through a transformation in both the construction
process and the method of execution, using this radical change in the building noted

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that it is necessary to change the culture of the workers in the business of construction,
we must apply what is most needed where it ought to have more training , which needs
of the construction site, to seek effective training that really bring results, reaching the
audience, boys and girls make the culture of clutch work is eliminated and so do the
work of the top of the worker of the construction industry, the women are already part
of various processes and stages of construction, it is necessary to extend the training
to areas of finishes using his sensitivity and vision, without training does not have
excellence in quality when we apply a training area which we must study the
construction worker will be more leveraged and thus seeking his fitness in the areas of
construction, the poorly trained worker is not productive, deliver poor quality work with
many times create conflicts in the construction site because of its lack of culture,
targeted training for practice makes the worker has more interest in the area that
serves many times if the training more focused on theory leaving the worker
disinterested because their knowledge is limited, many workers have low education
level causing him to have a low interest in lectures, as reviewed the training has to be
aimed at developing practical skills of each one exploring their profile in what area the
worker has more skill
Key words: construction workers, quality training, culture.

1. INTRODUÇÃO
O ramo da construção civil é um dos setores mais indicados para auxiliar no combate
o de desemprego que assola o país. Isso porque emprega pessoas com baixo nível de
Instrução e capacitação, fazendo uso principalmente de sua capacidade física,
permitindo o acesso ao mercado de trabalho de operários completamente
desqualificados de maneira muito rápida. Além disso, é um agente multiplicador nessa
cadeia, podendo gerar mais do dobro de empregos para cada empregado que
contrata. Porém, o que se percebe é uma elevada rotatividade desta mão-de-obra,
sendo justamente a falta de qualificação um dos principais motivos disto, fator também
considerado como uma das razões de haver elevado nível de acidentes no trabalho
nos canteiros de obras. (VILLAR. et.al., 2004).

O baixo índice de qualificação, uma grave deficiência na indústria da construção civil,


deverá ficar mais em evidência em 2010 com o crescimento do setor, seja por conta
das obras de infra-estrutura, já tradicionais em anos eleitorais ou pelo impulso do
governo ao financiamento da casa própria. Segundo o presidente do Sindicato dos
Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SINTRACONSP),

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Antonio de Sousa Ramalho, para o conjunto de todas as obras do setor deve ser
gerado 400 mil empregos por ano no Brasil todo, desde pedreiro a engenheiro. "O
problema é que nós não temos essa mão-de-obra. Isso é muito sério", destaca
Ramalho. Ele lembra que apenas o programa do governo federal "Minha Casa, Minha
Vida" vai gerar 600 mil empregos no setor por ano até 2012 em todo o país.
(PEDROSO, 2009).

Hoje a construção civil responde por uma participação de 16% do PIB nacional, mas
convive com um dilema: a qualificação dos operários do setor. “Trata-se de um dado
contraditório, já que a construção civil brasileira tem acesso a produtos e sistemas
construtivos com alta tecnologia, mas ainda usa mão-de-obra carente de
especialidades”, destacou o engenheiro Luiz Henrique Ceotto, em recente seminário
sobre a inovação na construção civil, realizado em São Paulo. (MATIAS, 2009).

Não é raro, em algumas regiões do Brasil, a construção civil optar pela contratação
provisória e nômade. Para reverter esse quadro, um grupo de engenheiros criou em
2006 os Doutores da Construção. Trata-se de um programa focado nos profissionais
instaladores que atuam na construção civil (pedreiros, pintores, encanadores e
eletricistas), além de vendedores de lojas de materiais de construção. Os Doutores da
Construção, segundo explica a porta-voz Kátia Matias, não se trata de uma ONG
(Organização Não-Governamental), nem tem a participação de órgãos como CREA
(Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) e Sinduscon (Sindicato da
Construção Civil), mas oferece gratuitamente suas aulas e é bancado por indústrias
parceiras. (MATIAS, 2009).

O programa atende, em sua maioria, profissionais que já trabalham no ramo da


construção civil. Com os cursos, eles têm a oportunidade de aprender, reciclar,
conhecer novas tecnologias, aplicar produtos e capacitar melhor para trabalhar em um
mercado cada vez mais competitivo. (MATIAS, 2009).

A mão-de-obra da construção civil, durante muitos anos, foi considerada apenas como
um dos fatores de produção, conforme Amaral (1999). Em meados da década de 80,
Marcon (2006) apud AMARAL (1999) destaca o surgimento de um novo cenário

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brasileiro, onde é proposta uma organização do trabalho pautada em métodos de


trabalho que defendem a participação do trabalhador e a flexibilização da produção
pela introdução de novos equipamentos. O empresariado nacional, a partir deste
momento, passa a adotar um discurso da necessidade de qualificação da mão-de-
obra, para atingir os níveis de produtividade exigidos pelas novas leis do mercado
internacional. Na busca pela qualidade e produtividade, surge, no início da década de
90, o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade - PBQPh (BRASIL, 2006),
passando a exigir mais dos processos construtivos e de seus executores, agora um
trabalhador mais qualificado, ciente de seu papel e comprometido dentro do processo.
Neves (2007) apud AMARAL (1999).

O treinamento constitui-se num instrumento administrativo de importância vital

para o aumento da produtividade do trabalho, ao mesmo tempo em que proporciona


ao treinando auto satisfação de estar aprendendo novas habilidade e interagir com
outros organismos. Como outros benefícios verificam-se a definição das
características e atribuições dos empregados, racionalização de métodos de trabalho,
melhor aproveitamento das aptidões, maior estabilidade do pessoal e elevação do
moral da empresa (MAIOR 2004).

O objetivo desse trabalho foi realizar um treinamento com pessoas de um canteiro de


obras da cidade de Ponta Grossa-PR, mediante palestras educativas sobre o canteiro
de obras, treinamento in loco sobre processos construtivos, buscando um diferencial
junto às empresas mostrando que o treinamento é necessário.

2 REVISÃO DE LITERATURA

O número de trabalhadores no setor da Construção Civil não está atendendo a


demanda local e a estimativa é que daqui a cinco meses falte mão de obra no Piauí. A
informação foi dada pelo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do
Piauí (SINDUSCON-PI), há duas alternativas emergenciais: a capacitação e formação
de profissionais e o uso de técnicas construtivas nas obras, que reduz a mão de obra

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em até 50%. Estamos com um programa emergencial de qualificação que deve


contemplar 1,5 mil profissionais do setor. (NOGUEIRA, 2009).

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil


Sitricom, Raimundo Ibiapina, acredita na possibilidade de faltar mão de obra, mas não
dentro do prazo estimado pelo sindicato patronal. Ele também aposta na qualificação
dos trabalhadores para amenizar o problema (NOGUEIRA, 2009).

A importância da educação/treinamento para o desenvolvimento e eficiência dos


trabalhadores na área da construção civil na cidade de Campinas e região nos últimos
10 anos, bem como levantar os problemas que afetam o trabalhador e pesquisar as
empresas na forma como conduzem a qualificação profissional e elaborar propostas
de treinamentos baseados na educação (FUGIMOTO,2002).

A construção civil historicamente tem representado um papel importante na economia


brasileira em conseqüência da absorção de grandes contingentes de mão de- obra
migrante e/ou excedente no mercado formal, chegando a cerca de 6,2% de toda a
mão-de-obra nacional.(CAMPOS FILHO, 2004).

Além da grande importância social dos seus produtos finais, o setor apóia o
desenvolvimento de outros ramos industrial produtores de insumos e equipamentos
como, por exemplo, as indústrias cimenteira, de cerâmica, siderúrgica, madeira,
(CAMPOS FILHO, 2004).

A discussão sobre a necessidade de treinamento da mão-de-obra operária vem


acontecendo e tem sido intensificada a partir da implantação dos programas da
qualidade na construção civil no início da década de 90. As normas de sistemas de
gestão da qualidade têm obrigado os empresários do setor a buscar a qualificação
profissional de sua mão-de-obra operária. Muitas empresas do ramo da construção
civil não busca dar treinamento devido a rotatividade de operário e os custos com
treinamentos não daria retorno financeiro. (SALGADO e DE PAIVA, 2003).

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Apesar disso, ainda hoje, muitas empresas privilegiam a produção em detrimento de


um número maior de horas para treinamento dos seus funcionários. (SALGADO e DE
PAIVA, 2003).

O treinamento dessa mão-de-obra é visto como um dos principais fatores para o


sucesso da iniciativa de implantação de um sistema de gestão nas empresas. Aqueles
que realmente compreendem o objetivo de um sistema de gestão, vêem o treinamento
da mão-de-obra operária como um dos principais fatores para o sucesso da
iniciativa.Segundo o autor o principal objetivo do treinamento é a melhoria na
qualidade da obra . (SALGADO e DE PAIVA, 2003).

Uma das principais questões levantadas refere-se à dificuldade encontrada por muitos
trabalhadores na realização de tarefas fáceis e detalhes construtivos simples.
(SALGADO e DE PAIVA, 2003).

A falta de mão de obra na construção é um problema que vem de muito tempo atrás.
Mas atualmente, o problema que antes se restringia ao segmento imobiliário se tornou
geral. A demanda vem das obras de infraestrutura; do programa habitacional Minha
Casa, Minha Vida e do aquecimento das obras públicas de diferentes perfis por conta
do ano eleitoral (ESCOLA, 2010).

As remunerações estão em alta, programas de treinamento crescem, os prazos e


esforços para contratar mão de obra são cada vez maiores e as empresas aumentam
o índice de mecanização nos canteiros para reduzir o contingente de trabalhadores o
processo de mecanização vai aumentar com a falta de mão de obra já constatado em
muitos estados. (ESCOLA, 2010)

A indústria da Construção Civil tem grande importância socioeconômica e estratégica


para o desenvolvimento do País. Sendo um setor dos mais dinâmicos da economia
brasileira, a cadeia produtiva da construção civil teve participação de 7,1 % do Produto
Interno Bruto (PIB) nacional em 2003, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Tendo seus lucros assegurados de forma permanente, os
empresários não dispensaram o devido apreço ao gerenciamento da cadeia de

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suprimentos no ambiente produtivo. (HAYES, 1998; LOVEJOY, 1998; MACHUCA


1998).

O setor mobiliário esta passando no Brasil o crescimento, como a muito tempo não se
via, raças a grande oferta de credito vivida e a baixa na taxação dos produtos básicos
da cesta da construção.Com o aumento do crescimento mobiliário aumenta também a
contratação de mão de obra na construção civil, o que de certa forma é positivo para o
pais, mais com o aumento da contração de mão aumenta também a exploração
desses profissionais, seja a falta de registro, a terceirização damão de obra e a falta
de segurança física e mental desses profissionais.(VENTURA; ARAUJO, 2007)

Nos dois últimos séculos, com inúmeras inovações tecnológicas e estruturais, com o
avanço significativo da Ciência, com as rupturas nas tradições, nas formas de
expressão e das relações humanas, pelo aumento da velocidade e a diminuição das
distâncias de espaço e tempo, com a ênfase dada na personalização, na
competitividade e na simulação do cotidiano pelas imagens intensificadas dos meios
de comunicação de massa, as instituições sociais encarregadas da educação
passaram a viver um dualismo: a formação integral, do homem para a vida, e a
formação técnica e especializada, do homem para o trabalho. (CAVALLET, 1999)

Para planejamento operacional de edifícios, estruturado para analisar estratégias de


produção. É concebido para operar com cenário de poucas variáveis, levando em
conta as principais características do empreendimento e alguns de seus parâmetros
de produção. Através do modelo podem ser geradas informações que permitem
avaliar o impacto destas estratégias no resultado do empreendimento, e no da
empresa como um todo. (ASSUMPÇÃO; JUNIOR, 1996)

A medição de indicadores de qualidade e produtividade tem sido apontada como uma


questão fundamental para a gestão da qualidade. Os indicadores fornecem aos
gerentes informações necessárias aos processos de tomada de decisões e ações de
melhoria da qualidade e produtividade das empresas.(LANTELME, 1994)

No final da década de 80, as empresas iniciaram a busca pela qualidade e


produtividade baseada na filosofia TQC (Total Quality Control), incorporando

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alterações significativas nos conceitos voltados à gestão da qualidade e produtividade.


Uma das principais mudanças é a constante busca por um melhor relacionamento
com o cliente. Segundo Picchi (1993), o enfoque da gestão da qualidade no subsetor
da construção de edifícios tem evoluído passando de uma visão corretiva, baseada na
inspeção, chegando até às visões mais modernas, baseadas em medidas preventivas
e num enfoque sistêmico.(RAMOS;FILHO,1997)

Etnomatemática, currículo e práticas sociais do ‘mundo da construção civil reúne


reflexões oriundas de uma pesquisa de Mestrado em Educação, cuja parte empírica
envolveu um grupo de cinco pedreiros, dois mestres-de-obra, quatro serventes e dois
engenheiros. A pesquisa buscou examinar como era produzida saberes matemáticos
em práticas sociais desenvolvidas nos canteiros-de-obra e analisar as possíveis
implicações curriculares que podiam ser inferidas a partir destes modos de produção.
Do ponto de vista metodológico, a pesquisa foi realizada através de procedimentos
etnográficos. O material coletado foi analisado tendo como referenciais teóricos a
Etnomatemática e os estudos contemporâneos do Currículo, em suas aproximações
com os Estudos Culturais.(DUARTE,2004)

Esta importância da construção civil na economia brasileira, bem como a necessidade


de melhoria da mão de obra usada pelo setor, é a muito reconhecida pela
Universidade Federal de Minas Gerais, que através da Pró-Reitoria de Extensão e da
Escola de Engenharia, tem mantido em funcionamento um curso de capacitação
voltado para atender o ramo. (VILLAR. et.al., 2004).

Os novos materiais utilizados nas construções exigem conhecimento dos


trabalhadores. "São 180 insumos aplicados na indústria. Leva tempo para os
empregados adquirirem experiência", explica. O SINTRACONSP desenvolve cursos
de qualificação e alimenta a expectativa de que em dez anos toda a mão-de-obra
existente já seja qualificada. A falta de qualificação é um dos fatores que motivam os
acidentes de trabalho. (PEDROSO, 2009).

Para propiciar qualificação de mão de obra os cursos são ministrados em 185 dias nas
lojas de material de construção distribuídas em todo o país e os instrutores são

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profissionais contratados pelo programa o autor fala sobre treinamentos dados por
empresas do setor em geral que vendem materiais de construção, mas estes
treinamentos tem diminuído devido ao custo com o professor (MATIAS, 2009).

Esta mão de obra passou então, a ser considerada um fator importante na obtenção
de qualidade do produto final, e não apenas uma peça durante a produção. Uma
organização voltada à qualidade procura minimizar as falhas em todos os níveis do
processo produtivo. Conforme Neves (2007) apud AMARAL (1999). Convêm destacar
a forma como a questão recursos humana é exercida na construção civil, sendo
caracterizada por alguns indicadores, tais como: rotatividade da mão-de-obra,
elevados índices de acidentes de trabalho e estado predominante de insatisfação
entre os operários. Tais indicadores caracterizam, de maneira geral, que há um
desenvolvimento da função de recursos humanos bem aquém das necessidades dos
trabalhadores, podendo-se concluir que apenas um número bem reduzido de
empresas tem conseguido um desempenho satisfatório. (SEBBEN, 2007; OLIVEIRA,
2007; MUTTI, 2007).

A mão-de-obra da construção civil, durante muitos anos, foi considerada apenas como
um dos fatores de produção, conforme Amaral (1999). Em meados da década de 80,
Marcon (2006) apud AMARAL (1999)

Destaca o surgimento de um novo cenário brasileiro, onde é proposta uma


organização do trabalho pautada em métodos de trabalho que defendem a
participação do trabalhador e a flexibilização da produção pela introdução de novos
equipamentos. O empresariado nacional, a partir deste momento, passa a adotar um
discurso da necessidade de qualificação da mão-de-obra, para atingir os níveis de
produtividade exigidos pelas novas leis do mercado internacional. . Neves (2007) apud
AMARAL (1999).

Na busca pela qualidade e produtividade, surge, no início da década de 90, o


Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade - PBQPh (BRASIL, 2006),
passando a exigir mais dos processos construtivos e de seus executores, agora um

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trabalhador mais qualificado, ciente de seu papel e comprometido dentro do processo.


Neves (2007) apud AMARAL (1999).

A indústria da Construção Civil influencia de forma decisiva a estrutura econômica de


um país. É grande consumidora de produtos dos outros segmentos industriais, com
uma ampla cadeia produtiva. Como exemplo, pode-se citar o consumo de areia da
atividade extrativa de mineral e aço da siderurgia. À agregação da indústria da
Construção Civil e às atividades que fornecem insumos e serviços dá-se o nome de
macros setor da Construção Civil. (KURESKI,et AL,2004)

A Construção Civil possui uma cadeia produtiva complexa, que se estende desde a
indústria extrativista mineral até a comercialização dos imóveis ou a utilização da infra-
estrutura construída, como pontes, estradas e instalações de indústrias. Conforme
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Construção Civil
participou em 2004 de 43,73% na formação bruta de capital fixo brasileiro. O valor do
Produto Interno Bruto (PIB) a preço básico foi de R$ 84.868 milhões, com uma
participação na economia de 5,1%. Devido à sua importância nestrutura econômica do
país, a Construção Civil constituiu, para diversos autores, atividade essencial para
alavancar o crescimento econômico nacional. . (KURESKI,et AL,2004)

O treinamento pode ser uma arma eficaz para a redução da rotatividade de pessoal.
Baseando-se no treinamento e adotando atitudes pró-ativas, a empresa só tem a
ganhar através do eficiente uso do conhecimento adquirido, armazenado e difundido e
da parceria com seus recursos humanos, estes sim, os principais pilares da
organização (FERNANDEZ, 2003).

Como medir os reais custos da rotatividade de pessoal em uma empresa? A


substituição de um funcionário é dispendiosa e requer tempo. Em geral, os custos
podem ser divididos em três categorias: de saída para o funcionário que esta saindo, e
reposição e de treinamento para o novo funcionário. Esses custos são estimados
conservadoramente como de duas a três vezes o salário mensal do funcionário que
esta saindo e eles não incluem custos indiretos como a baixa produtividade antes de

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sua saída, o baixo moral, horas extras de outros funcionários em função do cargo
vago, (BOLANDHER, 2003).

3. Metodologia

A metodologia usada é descritiva qualitativa, que procura trabalhar com o


desempenho e comportamento do trabalhador, ou seja, coletar dados e confrontá-los,
interpretar e não deduzir. segundo o autor temos que busca o que realmente o
operário tem como habilidade (FUGIMOTO, 2002)

Serão oferecidos cursos de pedreiro, azulejista, pintor, encanador, reparador,


eletricista, armador, auxiliar de escritório, gesseiro e carpinteiro. (JUSBRASIL
NOTICIAS, 2010).

Criar uma metodologia para se chegar a uma resposta sobre a real necessidade ou
desejo do mercado de um o de capacitação para operários da construção civil, foi
realizada, durante alguns meses, uma pesquisa em cerca de vinte construtoras dos
mais variados tamanhos, atuando em Belo Horizonte. . (VILLAR et.al., 2009).

Sugerir a elaboração de apostilas teóricas e praticas para treinamento de pessoal, e


propondo parcerias com fundações, por exemplo: Fundaces CESCAGE, para a
utilização desse material, as aulas teóricas devem ser ministradas por tecnólogos da
construção civil, o treinamento devera atingir o publico da construção civil como
pedreiros, carpinteiros, eletricistas, encanadores e serventes, na teoria devera constar
todos os princípios e etapas de uma obra, ensinar e treinar procedimentos dentro das
normas técnicas. A aula pratica também devera ser ministrado por um tecnólogo da
construção civil, o treinamento devera ser com aulas que mostrem todas as etapas da
edificação, no caso dos pedreiros ensinar a fazer o traço do concreto, fazer
argamassa, iniciar alvenaria, assentar azulejos e cerâmicas, para o carpinteiro a
pratica em madeiras e assim sucessivamente em cada função. O treinamento terá a
teoria e a pratica.o treinamento deve ser direcionado mais para a pratica,também
devemos fazer com que os empresários da áreas da construção acreditem no

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treinamento e invistam, hoje esta se investindo em muita tecnologia novos materiais e


procedimentos, mais ainda não é investido em treinamento do pedreiro,
carpinteiro,servente,o treinamento aplicado de forma correta direcionando para a
pratica e após o operário treinado isso vai fazer com que o resultado venha a ser visto
na obra com a melhoria da qualidade e economia de material, os operários da
construção civil deveriam ser trinados constantemente pois temos novas tecnologias
surgindo.

4. Resultados e Comentários

Os resultados foi na economia de material, qualidade dos trabalhos, conservação do


meio ambiente, pois o operário bem treinado não desperdiçará material com isso
diminuindo o aumento de resíduo no canteiro de obra, também podemos esperar na
qualidade dos trabalhos, como o ensinamento de métodos e praticas o operário vai ter
outra visão do canteiro de obra, deixando de ser um operário com conhecimento
empírico, para um bom resultado o operário devera ser treinado constantemente para
atualizar das novas tecnologias e procedimentos, com o treinamento podemos esperar
uma mudança na cultura do operário, adquirindo mais conhecimento e educação,
mais os principais resultado será no canteiro de obra, obra mais limpa, qualidade nos
trabalhos, satisfação de clientes internos e externos. os empresários devem aplicar o
treinamento sem temer que o operário vai para a empresa concorrente,pois isso
devera ser levado em consideração o trabalho social a melhoria do ambiente e da
cultura do operário,o treinamento não devera ser focado somente no publico
masculino mais devera ser direcionado para o publico feminino, com treinamento
especifico nas áreas de acabamentos como pinturas e colocação de azulejos.

"A excelência é uma habilidade conquistada através do treinamento e da prática. Nós


somos aquilo que fazemos com freqüência, portanto, a excelência não é um ato,
porém, um hábito." (Aristóteles)

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5. Conclusão

Conclui-se que só é dado treinamento quando surge uma nova tecnologia mais não
tem reciclagem, e as empresas do ramo da construção civil não aplica treinamento
devido ao custo de sala de aula professor e a duvida dar treinamento e o operário
pedir demissão e ir trabalhar para o concorrente.

Referencia

SEBBEN. B.M; OLIVEIRA. G.T; MUTTI. N.C. Treinamento de mão de obra e a


rotatividade na construção. XXVII Encontro Nacional de Engenharia de produção,
2007.
CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E ARQUITETURA- CREA. Disponível em:
www.creapr.gov.br. Acesso em: 23 de abril de 2009.
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novembro de 2009, disponível em WWW.ai5piaui.com.br
ALVES ALINE, Qualificação da mão de obra. 24 de março de 2008 disponível em
WWW.piniweb.com.br
APARECIDO FUJIMOTO 2002.Mão de obra qualificada vira problema na construção
disponível em WWW.fujimoto.com.br
Governo do Estado do Rio de Janeiro, treinamento 27 de Junho de 2009,disponível
em WWW.jusbrasil.com.br
VILLAR LUCIO FLAVIO DE SOUZA; GOMES MAIRA TRINDADE; LUZ DENIS
BOTELHO VICTOR; MARTINS SILVIA REGINA DE ALVARENGA; FROES LEANDRO
EMANUEL ALVES PEREIRA. Anais do 7º encontro de extensão da universidade
federal de minas gerais, Belo Horizonte 12 a 15 de Setembro 2004,Panorama da
construção civil cursos de qualificação de mão de obra são realmente desejados
FERNANDEZ HENRIQUE MONTSERRAT, 2003. Evitando a falência: garanta o
sucesso de seu negócio. Disponível em WWW.administradores.com.br
AMADEU SÁ DE CAMPOS FILHO, 2004. Treinamento a distancia para mão de obra
na construção civil.
PAIVA MONICA SOUTO; SALGADO MONICA SANTOS, XXIII Encontro Nacional de
Engenharia de Produção Ouro Preto, MG, Brasil, 21 a 24 de out de 2003 ENEGEP
2003 ABEPRO. Treinamento das equipes de obras para implantação de sistemas da
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OLIVEIRA ROBERVAL PASSOS;IRIART JORGE ALBERTO


BERNSTEIN.Prod. v.16 n.2 São Paulo maio/ago. 2006. Modelo de
gerenciamento de materiais na construção civil utilizando avaliação
multicritério
EXPLORAÇÃO DA MÃO DE OBRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL NA REGIÃO DE
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Educação formal e treinamento: Confundir para doutrinar e dominar, (CAVALLET
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Gerenciamento de empreendimentos na construção civil:modelo para planejamento
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PONTES;JUNIOR JOÃO DA ROCHA,1996)
Dissertação apresentada ao curso de pós graduação em engenharia civil da
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Procedimentos de assistência técnica para construtoras. (RAMOS IVAN DA SILVA;
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Etnomatemática, currículo e práticas sociais do mundo da construção civil. (DUARTE
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