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ANÁLISE DA POESIA: “RUA DE SÃO BENTO” DE MÁRIO DE ANDRADE

PRESENTE EM PAULICEIA DESVAIRADA

1- Por que “rua”?

R: Na rua encontramos as diversidades. Rua não é estático, provoca mudanças, há


movimento. Lugar portanto de encontros e mudanças.
Na época, a Rua São Bento, era o centro cultural de São Paulo.

2- O que a “rua” e os modernistas têm em comum?

R: A rua funciona como campo de pesquisa para os modernistas. É nela, que eles
encontram material para suas produções. Justificado pela busca de uma identidade
nacional e de uma reprudução da arte mais próximo do real.

3- Por que o primeiro verso é “triangulo”. É uma referência ou metáfora?

R: É uma referência. O autor trabalha a ideia de localização. De fato a rua São Bento
era a rua principal da formação do Largo São Bento, composto também pelas ruas:
Direita e XV de Novembro(vemos a referência a essas duas últimas ruas, no verso
que diz”...duas ondas plúmbeas, de casas plúmbeas...”). Logo, essas três ruas
compõem o “triangulo”, que aparece denotado no 1º verso da poesia.

4- O que justifica a utilização dos versos em língua estrangeira? Justifique.

R: Seria o apontamento para a expressiva imigração ocorrente na época. Com o


advento da industrialização, São Paulo foi invadida por estrangeiros que traziam a
novidade do mercado ou simplesmente vinham para trabalhar nas fábricas como
operários.

5- Estrangeirismo e linguagem coloquial. O que a junção dos dois contribuem para


a obra?

R: Contribui no sentido de compor essa figura arlequinal de São Paulo. A presença


de diferentes culturas, como o estrangeiro, o cidadão comum compondo o cenário da
cidade. Além de trabalhar também a ideia de retratação mais próxima do real do
discurso.

6- Encontre dois versos harmônicos.

R: Versos Harmônicos: Palavras ou frases soltas, cuja a conexão entre elas é feita
por reticê ncias. Como se a palavra ficasse vibrando no ar, e o sentido não depende
da palavra seguinte que não dá continuidade no assunto, mas o sentido está
embutido exclusivamente nela.
Exs:
“ A cainçalha... A Bolsa ... As jogatinas... “ ;
“ O Clube Comercial ... A Padaria espiritual... “;

7- Como nesta poesia temos a cidade fragmentada para formar esse todo
arlequinal?

R: Os Cenários – os lugares que são descritos - ; os diferentes que se cruzam na rua;


vale ressaltar que o Largo de São Bento na época era considerado o Centro Culturtal
da época, com lojas caras, clubes, bares boêmios, de fato o que é citado na poesia,
são retratos de lugares. Então seria, todos esses diferentes formando o todo dessa
cidade arlequinal.

8- Explique o segundo verso e comente por que no nono ele aparece novamente
mas de forma negativa.

R: A ideia do navio a vela , é que ele é algo que depende do vento para demonstrar
sua força e sua grandiosidade. Figurativamente vemos o eu-lírico no nono verso
como esse navio, e que no nono verso ele se apresenta desacreditado, devido tudo
que ele vê acontercendo, nesse espaço(Rua de São Bento) que configura, um local
do cidadão burguês.