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OS FATORES QUE INFLUENCIAM A PERMANÊNCIA DA MULHER VÍTIMA DE

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA RELAÇÃO CONJUGAL

Joana D’arc de Oliveira Lima


Acadêmica de Psicologia
Cristina Parisi
Orientadora
Email para contato: joanapsique@hotmail.com

RESUMO

Este estudo trata-se do fenômeno violência doméstica contra a mulher e os


fatores que influenciam a permanência da mulher vítima de violência doméstica na
relação conjugal. Sabe-se que a mulher vítima de violência tende a apresentar
conseqüências psicológicas, tais como depressão, estresse pós-traumático, dentre
outras patologias. Deste modo, buscou-se no presente trabalho definir e classificar
os tipos de violência doméstica; identificar as conseqüências psicológicas da
violência doméstica e verificar o perfil do agressor versus o perfil da vítima, a fim de
compreender o que leva a mulher a permanecer na relação conjugal. Ressalta-se
também o papel da equipe multiprofissional que visa prestar o apoio necessário as
mulheres vítimas de violência doméstica. O presente estudo foi embasado num
enfoque literário, sendo este fundamentado através de livros, artigos científicos,
dissertações, cartilhas e leis. Os resultados deste trabalho apontam que os fatores
relacionados à permanência da mulher no ciclo de violência envolvem o medo do
divórcio, receio em perder a guarda dos filhos, o vínculo emocional e/ou financeiro
com o companheiro agressor, dentre outros aspectos.

Palavras-chave: Violência Doméstica, Relação Conjugal, Mulher.

Caderno de Ciências Biológicas e da Boa Vista, n. 04, 2014


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ABSTRACT

This study deals with the phenomenon of domestic violence against women
and the factors that influence the persistence of women victims of domestic violence
in the marital relationship. It is known that women victims of violence tends to have
psychological consequences, such as depression, posttraumatic stress disorder,
among other conditions. Thus, we sought in this study to define and classify the
types of domestic violence, identifying the psychological consequences of domestic
violence and to investigate the profile of the perpetrator versus victim profile in order
to understand what leads a woman to stay in the relationship marriage. Also
emphasized the role of the multidisciplinary team that aims to provide the necessary
support women victims of domestic violence support. This study was based on a
literary approach, which is grounded through books, journal articles, dissertations,
pamphlets and laws. The results of this study indicate that factors related to the
permanence of women in the cycle of violence involving the fear of divorce, fear of
losing custody of the children, emotional and / or financial ties to the abusive partner,
among other aspects.

Keywords: Domestic Violence, Marital conflict, Woman

INTRODUÇÃO

De acordo com Jesus (2010), no ano de 1990, a Organização Mundial da


Saúde identificou o infortúnio da violência doméstica e sexual como questão legítima
de direitos humanos e de saúde pública. Em 1993, as nações unidas efetuaram a
conferência mundial sobre direitos humanos, caracterizando a violência contra a
mulher como empecilho ao desenvolvimento, à paz, e aos ideais de igualdade entre
os seres humanos. A violência contra a mulher é apontada de diversas maneiras
desde os anos 50. Nomeada como violência intrafamiliar em meados do século XX,
após vinte anos passou a ser designada como violência contra a mulher. Em 1980 é

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nomeada como violência doméstica e nos anos 90 por violência de gênero (BRASIL,
2011).
Neste contexto, a violência de gênero pode ser compreendida como violência
contra a mulher, manifestação trazida à tona pelo movimento feminista nos anos 70,
sendo o alvo principal da violência de gênero. De um modo geral, a violência de
gênero é cometida pelo homem mais para controlar a mulher, e menos com a
finalidade de aniquila-lá fisicamente. O propósito masculino é tê-la como sua
propriedade, estabelecer o que ela deve almejar, pensar e vestir (TELES; MELO,
2012).
Para Sacramento e Rezende (2006), o termo violência contra a mulher é
empregado para reportar-se a ação e conduta praticada, tais como: violência física,
homicídios, violência sexual e violência psicológica, realizada pelo companheiro
íntimo. A violência contra a mulher está relacionada ao ambiente doméstico, sendo
caracterizada por injúrias, ofensas, vetado o direito de estudar e trabalhar e
intimidações, como modo de punir o comportamento da parceira.
Portanto, o presente estudo busca investigar os fatores que influenciam a
permanência da mulher vítima de violência doméstica na relação conjugal através da
pesquisa bibliográfica, definindo e classificando os tipos de violência doméstica,
identificando as conseqüências psicológicas da violência doméstica e os
profissionais envolvidos na situação de violência, e verificando o perfil do agressor
versus o perfil da vítima.

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

A cartilha “Lei Maria da Penha e Direitos da Mulher” (2011) publicada pelo


Ministério Público Federal, ressalta que a violência doméstica é contextualizada por
difamações ou prejuízos que acometem a dignidade e respeitabilidade da mulher.
Pode ser compreendida como uma das indicações da violência psicológica, uma vez
que para agredir psicologicamente é fundamental desprestigiar colocando em
hesitação a aptidão moral da mulher. Esta circunstância, não deposita a princípio,

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traumas aparentes no indivíduo, porém pode induzir a severas situações psíquicas e


emocionais (COMISSÃO OAB/MG, 2010).
Para Sacramento e Rezende (2006), o termo violência contra a mulher refere-
se às agressões sofridas por mulheres. A violência doméstica geralmente é
praticada por pessoas conhecidas, de relacionamento íntimo. Neste contexto, a
violência doméstica é considerada um fato complexo, cujas causas são variadas,
sendo caracterizada como todas as maneiras de violência praticada no âmbito
familiar (GOMES, 2012). Já Alves (2010) enfatiza que em alguns casos, a vítima
pode se tornar um agressor, dependendo do grau do dano emocional. Ressalta
também que o álcool encontra-se relacionado a mudanças comportamentais sendo
considerado um dos fatores desencadeantes dos atos de violência.
Conforme Mochnacz (2009), a violência doméstica tolerada pela mulher na
relação conjugal é demonstrada em períodos consecutivos que se reforçam em
paradigmas estabelecidos e de modo intermitente. Neste contexto, as três fases
presentes no relacionamento são: 1- a origem do conflito: injúrias verbais,
intimidação, depreciações. Nesta fase, a mulher costuma negar a situação de
violência e tenta compensar ocupando-se da casa e do comportamento dos filhos. O
parceiro tem conhecimento do seu comportamento errôneo, e teme que sua
companheira o abandone; 2- A conduta da violência: período onde ocorre a violência
física contra a mulher. O companheiro agride a vítima que sofre os prejuízos físicos
mais severos, podendo ser acordada para sofrer a agressão; 3- lua-de-mel: marcada
pelo arrependimento do companheiro pelo seu comportamento violento. Neste
período, o parceiro tende a comprar presentes e faz promessas de que não irá mais
praticar a agressão. O seu modo amoroso reforça na parceira a expectativa de
mudança e muitos até iniciam terapia, fazendo a mulher permanecer na relação
(ANGELIM; DINIZ, 2006; BRASIL, 2002; MOCHNACZ, 2009).
Para Mochnacz (2009), o comportamento passivo do agressor no último
estágio, começa a ser substituído por pequenos episódios de agressão, iniciando
assim um novo ciclo de violência. Deste modo, muitos homens transferem para suas
parceiras, o sentimento de raiva e o estresse sofrido no seu dia-dia, precisamente
por traumas emocionais, ou em conseqüência do abuso de substâncias (álcool e
drogas).

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Jesus (2010) assinala que a situação da violência no Brasil se propaga devido


à omissão e ao trato de silêncio que cercam a questão. Especialistas no apoio as
vítimas estimam que, para 20 casos de violência no país, apenas um é denunciado.
Logo, uma mulher em situação de violência encontra-se vulnerável, sendo difícil
para a mesma romper essa relação.
Para Mizuno, Fraid e Cassab (2010), os tipos de violência contra a mulher são
física, psicológica, sexual e patrimonial. Deste modo, a violência doméstica é
contextualizada na sociedade, de modo inalterado, sendo reiterada pela atribuição
dos papéis sociais ao sexo masculino e feminino. Esses papéis são estipulados pelo
patriarcalismo, onde é permitido ao gênero masculino o poder de decidir e, de modo
conseqüente, à mulher, o de ser submissa.
Day et al. (2003) assinalam que a violência física é caracterizada por danos
provenientes de força física, como a utilização de arma ou ferramentas domésticas
(facas/tesouras) que possam ocasionar lesões no corpo. Neste contexto, para
Sacramento e Rezende (2006) a violência física é caracterizada como de maior
circunstância devido os prejuízos corporais.
Para o Ministério da Saúde/Brasil (2005) e Teles e Melo (2012), a violência
psicológica é contextualizada através de aspectos como humilhações e ameaças na
presença dos filhos; ofensas sobre o corpo da companheira e sobre a moral de seus
familiares; proibição que a companheira tenha um emprego; intimidações que
prejudicam o desenvolvimento pessoal e acusações de infidelidade. Silveira et al.
(2007) acrescentam ainda que na violência psicológica é predominante
depreciações, injúrias, desmoralização e intimidações.
Ainda, pode-se identificar a violência sexual, que tem dados alarmantes, pois
apesar de um número menor de casos registrados, estes vêm crescendo a cada
ano. A violência sexual é associada ao abuso sexual cometido por desconhecidos e,
na violência doméstica está relacionada à violência física praticada por familiares ou
parceiros (SILVA; COELHO; CAPONI, 2007).
Dentre os tipos de violências citados verifica-se que há maior ocorrência da
violência física, principalmente devido a sua visibilidade (MENDES, 2005). De
acordo com Ministério da Saúde/Brasil (2006) e de acordo com a Lei Maria da
Penha lei 11.340 esse tipo de violência refere-se à saúde corporal da mulher.

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Segundo dados publicados através da Estatística Anual de 20131, apontam que os


tipos de violência de maior ocorrência são a Psicológica, a Física e a Moral com
21%, a Patrimonial com 16%, a Sexual com 12% e 6% das mulheres atendidas
relataram que não houve violência, conforme indica o gráfico a seguir:

Tipos de violência

6% 12% Psicológica
3% 21%
Física
Moral
16%
21% Patrimonial
Sexual
21%
Não Houve
Não informou

Gráfico 1. Prevalência da violência contra a mulher. Dados estatísticos dos atendimentos


2
realizados no ano de 2013. Fonte: CHAME/RR , 2013.

Segundo o Ministério da Saúde/Brasil (2006) e Portela (2011), a lei Maria da


Penha conceitua a violência doméstica como qualquer ato ou omissão que ocasione
óbito, comprometa a integridade física, sexual ou psíquica e dano moral ou
patrimonial. Esta lei está em vigor desde 22 de junho de 2006 e designa como

1
CHAME-RR (Centro Humanitário de Apoio à Mulher).
2
O Centro Humanitário de Apoio á mulher – CHAME- RR é um programa da Assembléia Legislativa
de Roraima, vinculado á presidência e a comissão de defesa dos direitos da mulher. Tem como
missão promover gratuitamente o acompanhamento jurídico, psicológico e social a mulher vítima de
violência doméstica e familiar, garantindo assim, seus direitos através da lei Nº 11.340/2006, Lei
Maria da Penha. Este programa conta uma equipe técnica composta por psicólogo que realiza
triagem e acolhimento, atendimento de urgência, estudo de caso, palestras e oficinas e
encaminhamentos para a rede; assistente social que realiza triagem e acolhimento identifica
problemáticas sociais, estudo de caso e encaminhamentos para rede e advogado, que presta
consultoria jurídica, mediação, participa das homologações e encaminhamento para a rede.

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sanção para o agressor prisão de 3 meses a 3 anos. Salienta-se ainda a existência


da Central de atendimento à Mulher (ligue 180) que tem como intuito coletar
informações de violência contra as mulheres, amparar, esclarecer e conduzir as
mulheres em condições de violência através do número gratuito que funciona 24
horas, todos os dias da semana, podendo ser processado de qualquer terminal
telefônico (CARTILHA LEI MARIA DA PENHA E DIREITOS DA MULHER, 2011).
Quanto ao perfil do companheiro agressor, Frank (2009) elenca como
características a ingestão de álcool e consumo de drogas; ciúme patológico;
transtorno de personalidade e baixa auto-estima. Conforme indicado através do
Fórum Nacional de Educação em Direitos Humanos (2006), o agressor apresenta
aspectos como enxergar a mulher como objeto sexual e/ou propriedade; baixa auto-
estima; justifica os atos de violência em fatores externos (álcool, dia ruim, o
comportamento da parceira) e atribui à parceira o sucesso e/ou fracasso do
relacionamento. Para Godoy e Oliveira (2011), um dos motivos determinantes é a
masculinidade, estereótipo que o caracteriza como gênero forte e dominador. Para o
CHAME/RR (2013) as estatísticas apresentam a agressividade em (20%) dos casos,
o álcool (18%), ciúmes (14%), Infidelidade (10%), e Separação Conjugal (2%),
conforme pode ser identificado no gráfico abaixo:

Motivos que levam o homem a ter


atitudes agressivas
agressividade
20% 20% álcool

7% Ciúmes
18% Drogas
10%
2% Infedelidade
9% 14% Separação conjugal
Outros
Não informado

Gráfico 2. Motivos que levam o homem a ter atitudes agressivas com a mulher. Dados
estatísticos de atendimentos realizados no CHAME/RR em 2013. Fonte: CHAME/RR (2013).
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Em relação à descrição do perfil da mulher agredida é jovem, casada, religiosa,


possui dependentes, nível de escolaridade incompleto e baixa renda familiar. Quanto
aos motivos apontados como estímulos das agressões, em pesquisa realizada por
Adeodato et al. (2005) o álcool e o ciúme estão presentes na fala de 84% das
mulheres vítimas de agressão física. Observou-se que 72% dessas mulheres
manifestaram quadro sugestivo de depressão clinica; 78% já possuíam indícios de
ansiedade e insônia; 39% já haviam cogitado suicídio e 24% passaram a utilizar
tranqüilizantes, em função das agressões.
Conforme o CHAME-RR (2013) quanto ao perfil da mulher vítima de violência
doméstica, dentre o número de mulheres atendidas pelo orgão o contexto da
violência está praticamente presente em todas as faixas etárias, desde os 11 anos
até 66 anos ou acima. Sendo mais freqüente na faixa etária de 27 a 36 anos
conforme os dados referentes sobre o atendimento à Mulher com 149 registros. As
faixas etárias menos freqüentes são de 11 a 16 anos, porém não deixa claro, se por
não acontecer ou por não buscarem auxílio. Em relação à quantidade de
dependentes foi indicado a média de 02 filhos. A cerca da moradia a grande maioria
possui casa própria. Quanto à situação econômica, num total de 364 mulheres,
cerca de 230 trabalham, sendo que a grande maioria exerce o cargo de funcionária
pública. Sobre o quesito da renda da mulher num total de 364, cerca de 91 recebem
01 salário mínimo; 41 mulheres recebem 02 salários; 17 mulheres recebem 03
salários mínimo; 14 mulheres recebem até 04 salários mínimo e 07 mulheres
recebem de 5 salários mínimo ou acima. Sobre a Renda do Homem, a grande
maioria recebe 02 salários mínimos num total de 364 registros. Os dados a cerca do
motivo da procura pelo CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher) mediante a
estatística anual de 2013, 35 mulheres relataram a guarda de filhos e netos, seguida
da regulamentação da visita e separação conjugal.
Conforme o Ministério da Saúde/Brasil (2002), dentre os indícios
psicossomáticos encontram-se presentes nas vítimas de violência a insônia,
pesadelos, déficit de atenção e irritabilidade, caracterizando nesses casos o
surgimento de estresse pós-traumático. O estresse pós-traumático consiste de

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mudanças psíquicas que podem ser subseqüentes ao trauma, entre eles o estado
de choque após a agressão. Outro sinal contínuo é a crise de pânico que pode
repetir-se por longos períodos, podendo ainda despontar ansiedade, medo e
confusão, fobias, insônia, pesadelo, fracasso, sentimento de insegurança,
depressão, tentativa de suicídio e consumação, comportamentos autodestrutivos e
baixa auto-estima.
A noção do que são comportamentos aceitáveis e inaceitáveis, ou do que
constitui um dano, está influenciada pela cultura e submetida a uma contínua revisão
à medida que os valores e as normas sociais evoluem. Diante do grande número de
mulheres que acreditam no arrependimento de seus parceiros e desistem de sua
representação, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu que, o ministério
público pode denunciar o agressor nos casos de violência doméstica, mesmo que a
vitima não apresente queixa contra quem a agrediu (LIMA, 2013).

OS FATORES RELACIONADOS À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Para o Conselho Federal de Psicologia (2011), a conseqüência traumática da


violência tende a interferir na saúde psíquica da mulher, ocasionando sentimentos
de incapacidade que refletem na auto-estima, podendo provocar patologias crônicas,
como dores de cabeça e aumento da pressão arterial, traumatismos e deficiências
físicas. A violência em si, acomete o desenvolvimento cognitivo, social e emocional
da vítima. É comum o surgimento da depressão, pânico, estresse pós-traumático e
comportamentos autodestrutivos.
Neste contexto, os motivos que contribuem para que a vítima permaneça numa
relação conjugal violenta são o histórico familiar de agressão entre os pais ou
pessoas próximas; ter sido vítima de violência física, negligência ou abuso sexual na
fase infantil ou na adolescência; a utilização do casamento como meio de afastar-se
da residência dos familiares; dependência e estabilidade matrimonial; a crença da
modificação de comportamento do companheiro; dependência emocional com o
parceiro; atribuição do comportamento do agressor a fatores externos (álcool,

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drogas, desemprego); medo do divórcio; receio em perder a guarda dos filhos ou


deixar a residência (BRASIL, 2002; SILVA; COELHO; CAPONI, 2007).
De acordo com Mattos, Ribeiro e Camargo (2012), as vítimas de violência
conjugal mantêm-se nessa relação, em virtude da situação econômica e por se
sentirem emocionalmente submissas ao companheiro. Além do medo e receio de
exibir sua situação, espera que o mesmo possa modificar o comportamento de
agressão e, ainda por possuírem filhos que podem representar um motivo para
preservar a relação. Ainda neste contexto, outros fatores da permanência numa
relação conflituosa são a dependência financeira ou emocional; repetição do modelo
vivido por seus pais; sentimento de responsabilidade pelo comportamento do
parceiro e medo de represália por parte do companheiro agressor.
Day et al. (2003) por sua vez, ratificam que independentemente das diversas
dificuldades, mulheres terminam afastando-se dos companheiros agressivos. Sendo
as mulheres mais jovens, as mais favoráveis a terminar os relacionamentos mais
precocemente. Condições como aumento do nível da agressão e apoio sócio-
familiar são decisivos quanto ao término do relacionamento, embora constate-se
comum o término e retorno ao relacionamento em diversos momentos, antes de
deixá-lo de modo definitivo. Porém, apesar do rompimento da relação, a violência
pode persistir e ampliar-se.
Fonseca e Lucas (2006) assinalam que uma mulher pode permanecer durante
anos experenciando uma relação que lhe acarreta dor e sofrimento, sem nunca ter
efetuado denúncias das agressões sofridas, ou mesmo quando decide concebê-las,
em alguns casos, é induzida ou lhe é imposto a não levar adiante seu propósito.
Indicam ainda, que a permanência da mulher numa relação conjugal violenta
ocasiona prejuízos emocionais, em virtude dos freqüentes estados de tristeza, medo
e ansiedade.
Dias (1999) afirma que existem vários fatores pelos quais a primeira agressão
cometida, não é revelada. A vítima de violência pode experienciar um conflito por
não almejar o rompimento com o companheiro. A mulher apenas espera que
diminua as agressões, procurando auxílio exclusivamente quando se encontra
exausta das agressões e com sentimento de impotência. Elas tendem a atribuir o
comportamento do parceiro, ao sentimento de posse (ciúme) e a proteção, onde

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afirmam serem manifestações de amor. Além de fatores como o estresse decorrente


do trabalho, de problemas financeiros, sendo o álcool, mencionado pela grande
maioria das vítimas como meio para justificar as condutas agressivas do
companheiro.
Para Miller (1999), as constantes ameaças de mortes também representam outro
fator utilizado pelos agressores como modo de manter as vítimas prisioneiras.
Ressalta ainda que os fatores para a permanência em uma relação conjugal violenta
estão relacionados a aspectos referentes fundamentalmente a dependência
financeira e, a crença de que seu companheiro altere seu comportamento e, também
por receio das freqüentes ameaças de mortes, ou ainda em função dos filhos.
Jong, Sadala e Takana (2008) afirmam que a dependência financeira é um dos
principais fatores que contribuem para o aumento da violência, que decorre
geralmente em razão das mulheres não possuírem um emprego para seu sustento e
dos seus dependentes, tornando-se assim subordinada ao companheiro. Conforme
Tomaszewski (2004), os filhos frutos do relacionamento violento que experienciam a
situação de violência doméstica, adquirem com o passar dos anos, o mesmo
comportamento, acreditando ser essa a única forma de solucionar seus conflitos,
contribuindo assim para a continuação do fenômeno da violência. É apontado
também pela Comissão OAB/MG (2010) que os filhos concebidos em lares violentos
tendem, quando adultos, reproduzir os mesmos comportamentos em seus
relacionamentos. Por fim, Angelim e Diniz (2006) salientam que os filhos que
convivem em ambientes violentos, se tornam cuidadores dos pais e irmãos. Além de
serem atenuadores dos conflitos de seus pais, sendo expostos a reclamações de um
em relação ao outro.

A INTERFACE DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL COM A VIOLÊNCIA


DOMÉSTICA

O ideal é que o atendimento seja realizado por uma equipe multiprofissional


composta de médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais e que toda

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equipe esteja sensibilizada para as questões de violência contra a mulher. Esse tipo
de violência pode ser considerada uma doença social, ocasionada por uma
sociedade que beneficia as relações patriarcais, designadas pela dominação do
sexo masculino sobre o feminino (TELES; MELO, 2012; BRASIL, 2005).
Para Trindade et al. (2009), o atendimento preliminar nas instituições e a triagem
são constantemente praticados por assistentes sociais, ou em alguns casos, por
psicólogos associados com outros profissionais no campo assistencial ou jurídico.
Geralmente, o exercício do psicólogo evidencia o atendimento individual ou grupal,
buscando quando necessário a assistência de outros profissionais.
Segundo o Conselho Federal de Psicologia (2011), a violência contra a mulher é
um fato multifacetado, pois demanda do intermédio multidisciplinar. Os profissionais
que atuam no setor estão familiarizados com a combinação das práticas de equipes
multidisciplinares, sendo o campo da Psicologia, Serviço Social e do Judiciário os
mais presentes. Logo, é importante salientar que o trabalho com mulheres vítimas
de violência deve estar voltado à equipe.
O contexto da Psicologia em relação à violência doméstica contra a mulher é
essencial dentro do conjunto de intervenções para o enfrentamento desse
fenômeno. Deste modo, a atuação do profissional de psicologia é percebida como
vital nos casos de violência e na baixa auto-estima da mulher que sofre a violência.
Em contraste, deve-se estabelecer o papel do psicólogo e quais as relações que se
fazem essenciais com as instâncias que norteiam a política de saúde mental na
ligação com a violência contra a mulher, problema grave de saúde pública e que tem
na imagem da psicologia o elemento determinante para garantir a resolubilidade dos
casos (PORTO, 2006).
Ricci (2006) por sua vez, salienta que a atuação com indivíduos vítimas de
violência exige do profissional uma formação sólida com o fenômeno de trabalho e
com o próprio contexto no qual está trabalhando. Logo, a ausência dessa
compreensão pode dificultar a atuação, adoecê-lo, tornando-o repetidor de violência
no campo pessoal e profissional. Hanada, Oliveira e Schraiber (2010), enfatizam que
a participação de diversas especialidades profissionais não garante, em virtude dos
diferentes entendimentos teóricos que ocorra a relação na equipe multiprofissional.

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Cesca (2004) ratifica que a atuação neste campo lida com frustrações
constantes, além de sentimentos diversos e confusos. Isso conseqüentemente exige
do profissional uma maior abertura e compreensão de aspectos da violência sofrida
no contexto doméstico. Portanto, o papel do psicólogo é o de intervir
terapeuticamente, o que exige um entendimento vasto do contexto da violência
(SILVA, 2009). Além de auxiliar no desenvolvimento de condições para prevenir ou
solucionar o estado de violência, propiciando na vítima, a consciência do
acontecimento (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2011).
Portanto, a condição da violência exige, incessantemente, uma rede de suporte e
amparo que contribuam nesse processo. Logo, a vítima de violência doméstica deve
ser amparada de modo estruturado entre os profissionais de diversos campos, além
de fomentar é necessário ajuda-lá, para que assim se fortifique e isso reflita em uma
melhor auto-estima (MIZUNO, FRAID; CASSAB, 2010).

MATERIAL E MÉTODO

O presente trabalho foi produzido através de uma revisão literária, sendo esta
necessária para o entendimento da temática proposta sobre os fatores que
influenciam a permanência da mulher vítima de violência doméstica na relação
conjugal. Vários instrumentos foram utilizados para a realização deste estudo, tais
como: livros, artigos científicos e dissertações, cartilhas e leis referentes à proposta
do estudo, utilizando-se de termos chaves como violência doméstica, relação
conjugal, mulher

DISCUSSÃO

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A violência doméstica é contextualizada por difamações que acarretam na


vítima, graves prejuízos emocionais (CARTILHA LEI MARIA DA PENHA E
DIREITOS DA MULHER, 2011; SACRAMENTO; REZENDE, 2006). Em relação aos
tipos de violência contra a mulher, salienta-se a física como o uso da força física e
uso de facas e tesouras; a psicológica por constantes humilhações, ameaças e
acusações de infidelidade e a sexual que consiste em obrigar a mulher a manter
relações sexuais. Logo, a violência física é a mais freqüente devido à sua
visibilidade, seguida da psicológica. (MIZUNO; FRAID; CASSAB, 2010; DAY et al.
2003; SACRAMENTO; REZENDE, 2006; MENDES, 2005; MINISTÉRIO DA
SAÚDE/BRASIL, 2005; TELES; MELO, 2012; SILVEIRA ET AL.,2007; SILVA;
COELHO; CAPONI, 2007). Os dados do CHAME (Centro Humanitário de Apoio à
Mulher) confirmam esses dados apontando que a violência física e psicológica são
as mais freqüentes.
Quanto ao perfil do companheiro agressor destaca-se a ingestão de álcool,
abuso de drogas, ciúme patológico, além de outros aspectos. Cada fator desses é
um estimulo para os episódios de violência (FRANK, 2009; ADEODATO et al., 2005;
FORÚM NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, 2006; DIAS,
1999). Na estatística anual realizada pelo CHAME no ano de 2013, os fatores que
levam o companheiro a ter comportamento agressivo são a agressividade, álcool,
ciúmes, infidelidade, separação conjugal e outros fatores. A descrição da vítima é
apontada por Adeodato et al.(2005) como jovem, casada, religiosa, possui filhos,
nível de escolaridade incompleto e baixa renda familiar. Sobre os fatores que levam
as mulheres a permanecerem em um relacionamento conjugal violento, os teóricos
Matos, Ribeiro e Camargo (2012) e Jong, Sadala e Takana (2008) citam que a
dependência financeira e o vínculo emocional com o companheiro agressor, como
principais fatores do não rompimento da relação. Conforme a Estatística Anual do
ano de 2013 do Centro Humanitário de Apoio à Mulher – CHAME-RR , em relação
ao perfil da mulher vítima de violência doméstica, a faixa etária onde ocorre com
mais freqüência a violência é de 27 a 36 anos. Sobre o tempo de união é apontado
na pesquisa que a maioria não soube informar com precisão o tempo do
relacionamento. Quanto à quantidade de dependentes é indicado que a maioria

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possui 02 filhos. A maioria possui casa própria e trabalham exercendo cargo de


funcionária pública (Municipal/Estadual/Federal). As mulheres geralmente recebem
01 salário mínimo, enquanto o homem recebe 02 salários mínimos.
Neste contexto, os filhos que vivenciam a situação de violência doméstica
tendem a reproduzir futuramente em seus relacionamentos amorosos esta violência.
Acabam muitas vezes, se tornando atenuadores de conflitos entre seus pais
(TOMASZEWSKI, 2004; ANGELIM; DINIZ, 2006). Logo, o contexto da violência
doméstica necessita de um acompanhamento multiprofissional, sendo o campo da
psicologia, serviço social e do judiciário importantes nesse processo. A atuação do
psicólogo também é primordial nos casos de violência auxiliando na baixa auto-
estima da mulher e na reorganização de sua rotina de vida. Essa atuação
multiprofissional demanda de uma base fundamentada com o fenômeno do trabalho
e com o próprio contexto no qual está trabalhando. Porém, para Hanada, Oliveira e
Schraiber (2010) devido à participação de inúmeras especialidades, ou seja, em
conseqüência dos distintos entendimentos teóricos é improvável que se estabeleça
uma relação na equipe multiprofissional (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA,
2011; PORTO, 2006; RICCI, 2006; TELES E MELO, 2012; MINISTÉRIO DA
SÁUDE/BRASIL, 2005; TRINDADE et al., 2009).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante dos fatores aqui expostos, enfatizam-se os motivos que contribuem


para a permanência da mulher vítima de violência doméstica na relação conjugal.
Sendo o vínculo afetivo e financeiro com o parceiro; medo do divórcio; crença na
modificação do comportamento do parceiro; atribuição do comportamento do
companheiro a fatores externos (álcool e drogas) e medo de represálias. Estes
fatores são determinantes para a permanência da mulher em um ciclo de violência.

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Em virtude, disso foi criada a Lei Maria da Penha que visa coibir a violência
tanto no seu aspecto físico, psicológico e sexual praticada pelo companheiro. Em
relação às conseqüências psicológicas, evidenciou-se neste estudo que a violência
física e psicológica são as mais freqüentes. A física devido a sua visibilidade
marcada por agressões, enquanto a psicológica é de difícil diagnóstico, pois acarreta
na vítima danos emocionais graves, tais como: depressão, estresse pós-traumático,
ausência de apetite, tentativas de suicídios, abuso de álcool ou drogas e isolamento
social.
Portanto, se faz imprescindível o papel desempenhado pela equipe
multiprofissional composta por médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes
sociais. Pois, por se tratar de um fenômeno multifacetado é necessário entender as
especificidades que permeiam toda a magnitude da violência. Logo, é primordial
oferecer as vítimas de violência doméstica, o apoio tanto no aspecto jurídico,
assistencial e psicológico, a fim de consolidar a auto-estima e o poder de decisão da
mulher para o enfrentamento da violência conjugal.

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