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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Responsabilidade Civil do Estado���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Responsabilidade Civil da Administração Pública�������������������������������������������������������������������������������������������������������2

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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Responsabilidade Civil do Estado


Responsabilidade Civil da Administração Pública
(Conceito)
A responsabilidade civil consubstancia-se na obrigação de indenizar um dano patrimonial de-
corrente de um fato lesivo voluntário. É modalidade de obrigação extracontratual e, para que ocorra,
são necessários, como se depende de sua definição, os seguintes elementos:
Requisitos:
1) o fato lesivo causado pelo agente em decorrência de culpa em sentido amplo, a qual abrange o
dolo (intenção) e a culpa em sentido estrito, que engloba a negligência, a imprudência e a imperícia;
2) a ocorrência de um dano patrimonial ou moral;
3) o nexo de causalidade entre o dano havido e o comportamento do agente, o que significa ser
necessário que o dano efetivamente haja decorrido diretamente, da ação ou omissão indevida do
agente.
“Art. 37 §6 – As pessoas Jurídicas de direito Público e as pessoas Jurídicas de direito privado prestadoras
de serviço público responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, asse-
gurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.”
→→ A doutrina atribui outros nomes a esta matéria, tais como:
˃˃ Responsabilidade extracontratual do Estado (Maria Sylvia Zanella di Pietro);
˃˃ Responsabilidade patrimonial extracontratual do Estado (Celso Antônio);
˃˃ Responsabilidade civil do Estado (José dos Santos Carvalho Filho).
Teorias da Responsabilidade Civil do Estado
˃˃ Teoria do Risco Administrativo;
˃˃ Teoria da Culpa Administrativa;
˃˃ Teoria do Risco Integral.
Teoria do Risco Administrativo (Teoria Adotada Pela CF)
É a responsabilidade objetiva do Estado. O Estado paga ao terceiro lesado, desde que ocorra o
dano por ação praticada pelo agente público, mesmo o agente não agindo com dolo o culpa.
Esquema didático da responsabilidade civil do estado

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
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»» EXPLICAÇÃO – Imaginemos a seguinte situação hipotética:


Um servidor público está em serviço, ou seja, na qualidade de Administração Pública. Dessa
forma, o agente, ao entrar de serviço, desloca-se com uma viatura oficial do local de origem ao local
de destino a serviço da Administração Pública. O agente vem a colidir com a viatura em um veículo
de terceiro, vindo a causar prejuízo. Neste caso, o agente está em imputação à pessoa jurídica a que
está ligado, ou seja, todo prejuízo causado a terceiro será cobrado do Estado e, não, do agente.
O Terceiro lesado “obrigatoriamente” terá que cobrar o prejuízo do Estado, não podendo, em
hipótese alguma, cobrar diretamente do agente. O Estado, por sua vez, deve pagar o prejuízo ao
terceito lesado e, somente após essa primeira fase, poderá entrar com a segunda fase, que é a ação
regressiva. Após essas duas providências (pagar ao terceiro e entrar com a ção regressiva) é que o
Estado cobra do agente, mas somente se ele agiu com dolo ou culpa. Convém recordar que a respon-
sabilidade do Estado é Objetiva, enquanto a do agente é Subjetiva.
Esta responsabilidade se relaciona à reparação de danos causados a terceiros, em decorrência das
atividades ou omissões do Estado, como, por exemplo: acidente de trânsito provocado por veículo
oficial (TEORIA DO RISCO), buracos em vias públicas (TEORIA DA CULPA).
O Estado não poderá fazer a denunciação da lide ao agente, devendo, obrigatoriamente, pagar ao
terceiro e entrar, posteriormente, com ação regressiva.
Ação Regressiva
→→ A ação regressiva da Administração contra o causador direto do dano está instituída pelo § 6
do Art. 37 da CF, como mandamento a todas as entidades públicas e particulares prestadoras de
serviços públicos. Para o êxito desta ação, exigem-se dois requisitos:
˃˃ Primeiro – que a Administração já tenha sido condenada a indenizar a vítima do dano sofrido.
˃˃ Segundo – que se comprove a culpa do funcionário no evento danoso.
»» Obs.: Enquanto, para a Administração, a responsabilidade independe da culpa, para o
servidor, a responsabilidade depende de culpa: aquela é objetiva; essa é subjetiva e se apura
pelos critérios gerais do Código Civil.
→→ Responsabilidades:
˃˃ Responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público: União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, neste rol compreendida a Administração Direta e as entidades integrantes da Ad-
ministração Indireta com personalidade de direito público, tais como Autarquias e Fundações
Públicas e seus delegados na prestação de serviços públicos (concessionários e permissionários)
perante a vítima do dano – responsabilidade objetiva, baseada no nexo causal.
˃˃ Responsabilidade do agente público causador do dano, perante a Administração ou perante
o seu Empregador – responsabilidade subjetiva, baseada no dolo ou na culpa.
EXERCÍCIOS
01. Segundo a teoria do risco administrativo, a Administraçao Pública responde pelos atos que
seus agentes, nesta qualidade, causariam a terceiro, garantindo o direito de regresso contra o
servidor no caso de:
a) dolo.
b) culpa.
c) dolo ou culpa.
d) somente de culpa consciente.
e) dolo eventual.

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02. Carlos, funcionário público federal, apreende irregular veículo em depósito. Durante a noite,
o veículo teve as suas rodas furtadas. O referido servidor alegou que não poderia evitar tal
evento, por estar em sua hora de descanso e que havia tomado todas as precauções possíveis,
entre as quais, havia trancado todos os portões. Nessa situação, e segundo a teoria da respon-
sabilidade civil da Administraçao, a Administração deverá:
a) ressarcir o prejuízo.
b) obrigar o servidor a arcar com o prejuízo.
c) não responsabiliza, pois o evento se deu por causo fortuito ou força maior.
d) ressarcir o terceiro prejudicado, se for o caso, proceder à ação regressiva contra o servidor.
03. A respeito das regras atuais, aplicáveis à responsabilidade patrimonial do Estado, analise as
afirmativas a seguir:
I. Não se aplica mais a responsabilidade subjetiva do Estado, mas tão somente a responsabili-
dade objetiva com fundamento na teoria do risco.
II. A culpa administrativa, também chamada de culpa anônima, prevê a responsabilidade do
Estado, independentemente da identificaçao do agente causador do dano.
III. As empresas públicas e as sociedades de economia mista, criadas para desempenho de ati-
vidade econômica ou para prestação de serviços públicos, responderão objetivamente pelos
danos causados por seus agentes, na forma prevista na Constituição.
As afirmativas verdadeiras são somente:
a) I e II
b) II
c) I e III
d) I, II e III
e) II e III
GABARITO
01 – C
02 – D
03 – B

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