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Q.

12 - Da perspectiva dos Estóicos, toda a natureza era governada por uma lei universal
racional e imanente. Direito Natural é o resultado dos princípios mais gerais sobre a ordem do
mundo, usados para que se oponham aos governantes injustos, a ideia da existência de um justo
por natureza, que pode vir a se contrapor a um justo por lei, as leis dos homens devem observar
o engendramento da natureza ou do divino para serem construídas. No jusnaturalismo a
substância própria do Direito é a Justiça e a lei eterna inspira a lei humana, da mesma forma
que a natureza divina inspira a natureza humana. Em outras palavras, a fonte última de toda lei
humana seria a própria lei eterna transcendental que se manifesta na lei natural.

Q. 15 - No jusnaturalismo cosmológico a pólis é essencial pois, a vida em comunidade é


indispensável para o ser humano e, sendo o homem um animal político, defluiria sua
necessidade natural de convivência e de promoção do bem comum. A pólis grega figura, pois,
como uma necessidade humana, cuidando da existência humana, assim como o organismo
precisa cuidar de suas partes vitais logo, a justiça é inseparável da pólis. A virtude pode ser
definida como a maneira como o indivíduo age diante da sociedade, fazer aquilo que cada um se
destina. Apresenta-se a justiça como uma virtude, adquirida pelo hábito, com a reiteração de
ações num determinado sentido,trata-se da busca pelo justo meio.

16 - Para o estoico, é preciso estar em consonância com a natureza para atingir a sabedoria.
Assim, faz-se necessário entender que o único bem que existe é a retidão da vontade e o único
mal, o vício. O que não é nem virtude nem vício é indiferente.Nada pode tirar do estóico a
vontade de fazer o bem, a vontade de agir de acordo com a razão.

Q. 18 - basicamente falar dos conceitos criados pela igreja católica que foram absorvidos pelo
direito, como a noção de livre arbítrio e intencionalidade.

19 - Há um deslocamento do eixo da filosofia política do campo da destinação divina para o


campo da ação humana, resgatando a tradição clássica e trazendo a filosofia para o campo da
política, esse movimento foi iniciado por Maquiavel, em sua obra o Príncipe, há uma pretensão
de separação entre Igreja e Estado e há também influencia da teoria do contrato social,
legitimado pela sociedade e estabilizando o Estado Moderno.

20 - Podem ser observados dois movimentos jurídicos correspondentes ao período


jusnaturalista teológico sendo eles: a patrística e a escolástica, nesse sentido, as relações entre a
teologia e o direito durante o período em questão são razoavelmente intensas. A patrística,
procra-se explicar os dogmas da religião católica, ela tinha Deus é o autor da lei eterna,
enquanto a lei natural é a manifestação daquela no coração do homem. Portanto, a lei natural é
a lei eterna transcrita na alma do homem, em razão do seu coração, também chamada lei
íntima. A lei humana deve derivar da lei natural, do contrário não será autêntica. Preceito
humano injusto não é a lei. Por sua vez, a escolástica, ao tratar da justiça, prega que a mesma
pode ser vista como uma virtude geral, uma vez que, tendo por objeto o bem comum, ordena a
este os atos das outras virtudes. Como cabe à lei ordenar para o bem comum, tal justiça é
chamada de justiça legal. Por meio dela, o homem se harmoniza com a lei que ordena os atos de
todas as virtudes para o bem comum.

21 - Durante o jusnaturalismo racionalista o conceito de justo passou a ser visto a partir de si


mesmo, e não mais a partir de Deus O jusnaturalismo racionalista consolida-se com o advento da
ilustração, despontando a razão humana como um código de ética universal e pressupondo um
ser humano único em todo o tempo e em todo espaço. Os iluministas acreditavam, assim, que a
racionalidade humana, diferentemente da providência divina, poderia ordenar a natureza e vida
social. Este movimento jusnaturalista, de base antropocêntrica, utilizou a idéia de uma razão
humana universal para afirmar direitos naturais ou inatos, titularizados por todo e qualquer
indivíduo, cuja observância obrigatória poderia ser imposta até mesmo ao Estado, sob pena do
direito positivo corporificar a injustiça.

23 -

Q. 26 - quando a questão fala "racionalismo burguês da França" é o msm que dizer escola de
exegese. Essa resposta tá no texto de Bobbio (p. 63 a 91), mas as características são: culto ao
texto legal, inversão das relações tradicionais entre direito natural e direito positivo (antes o
direito natural era superior ao direito positivo, agr o direito positivo se afirma superior),
concepção rigidamente estatal do direito, onipotência do legislador e a questão da interpretação
mecanicista: método histórico (consiste num retorno subjetivo a vontade do legislador, que pôs
a lei historicamente), lógico (consiste na interpretação do conteúdo normativo em si mesmo, na
intenção de determinar a vontade objetiva da lei, atento aos limites linguísticos da norma) e o
método gramatical (literalidade do texto legal)

Q. 27 - a supervalorização do legislador é decorrente da concepção rigidamente estatal de


direito. O legislador é a autoridade competente p legislar

Q. 28 - a jurisprudência dos conceitosconceitos se afasta da escola de exegese, pq os exegetas


não faziam nada além de estudar o Código de Napoleão, os pandecristas queriam extrair
critérios de interpretação que fossem válidos pra qualquer código, não só o de Napoleão. Eles
eram inspirados no código de justiniano e o método interpretativo era silogístico, diferente da
escola de exegese