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Padrões IEEE e norma ABNT/NBR 14565:2007

Projeto de redes
Marco Aurélio Ferreira
Pressupostos, corolários ...
O professor não reprova ninguém, tampouco aprova alguém;

Ocasionalmente, ainda que, não tenha relação direta com a unidade curricular desde que gere
conhecimento, poderei pedir que algum conteúdo pudesse ser digitado, para tal ficarei feliz com a
mobilização e união que a turma venha demonstrar.

Havendo divergências com o professor, primeiro tente conversar com o mesmo, comigo, a fim de dirimi-
las;

Como sugestão, quando fizer perguntas tente responder pelo seu conhecimento, sem “googlar”, pois,
inevitavelmente, caso “google” acabará perdendo o time da próxima pergunta; e, mais importante que
saber a resposta é a sua participação e entendimento do conteúdo apresentado até então, observo ainda
que as “boas” notas são conseguidas pelos discentes que interagem e prestam atenção, diferentemente
daqueles que pensam que sabem e por isso acessam a internet, pelo note ou pelo celular durante a aula
e tem-se como resultado notas baixas.

A avaliação apesar de ocorrer em data específica, ela também é cotidiana, constante. O estudo da
unidade curricular deverá ser constante pois o aviso da avaliação acontecerá com antecedência mínima
de uma semana, sendo tempo insuficiente para o estudo de todo conteúdo;

Cabe ao estudante buscar as alternativas para um determinado problema e não o professor. Como por
exemplo: uma vez dada a referência bibliográfica cabe ao aluno encontrá-la ou na biblioteca ou na
internet;

Trabalhos solicitados deverão estar em conformidade com os direitos autorais: citações e referências
bibliográficas tomando o cuidado para que não seja considerado plágio, conforme normas do Instituto e
ABNT;

Finalmente, considere que estarei sempre buscando o melhor para repassar, enquanto professor; e,
como consequência: cobrarei o melhor que cada um pode oferecer.
Objetivo

Tem-se como objetivo apresentar os conceitos e


características gerais sobre os padrões de rede
da família IEEE 802.3, 802.11, 802.15,
802.16,bem como as melhores práticas
ABNT/NBR 14565:2007.
Dessa maneira, esta apresentação tem como
objetivo motivá-lo para que busque e aprimore o
conhecimento nas bibliografias renomadas.
Agenda
✔ Meios guiados:
✔ IEEE 802.3;

✔ IEEE 802.5;

✔ IEEE 802.6;

✔ Meios não guiados:

✔ IEEE 802.11;

✔ IEEE 802.15;

✔ IEEE 802.16.

✔ Norma ABNT/NBR 14565:2007


Overview IEEE 802
IEEE 802.3

✔ Usualmente refere-se a Ethernet e ao IEEE


802.3 como sinônimos, contudo mantendo o
preciosismo não são, ainda que compatíveis.

✔ Como norma os padrões desenvolvidos a parti


dos existentes dever-se-ão compatíveis, a fim
de assegurar o capital já investido.
Pesquisar para apresentação
Correlação à modulações para transmissão de dados,
preparar para exposição oral na próxima aula essas
técnicas, contando apenas com quadro e pincel.
● DSSS, direct sequence spread spectrum;
● FHSS, frequency hopping spread spectrum;
● OFDM, multiplexagem por divisão de frequencia
ortogonal
● QAM256, QAM64,
● MIMO 4x4, MIMO 8x8: múltipla entrada múltipla saida
Formatos dos quadros IEEE 802.3
✔ Quadro, Trama Ethernet II
também conhecida por DIX (Digital; Intel; Xerox), é a trama
"standard" para o protocolo IP, e por arrastamento tem uma utilização
crescente. Pode observar-se que o formato é semelhante ao das
tramas "normais" 802.3, contudo o campo "Total" toma agora a
designação "E-Type", este campo é utilizado para multiplexagem de
forma idêntica aos campos SAP da trama LLC, assim a cada
protocolo de rede corresponde um "E-Type" único, por exemplo:
IP=800; ARP=806; IPX=8137
trama = quadro.
Formatos dos quadros IEEE 802.3
✔ Quadro, Trama 802.3 RAW
corresponde a uma utilização direta do formato 802.3 que não
especifica nenhum mecanismo de multiplexagem, este formato foi
inicialmente usado nas redes Novell/NetWare com o protocolo IPX,
mas está atualmente abandonado. Devido a ausência de
multiplexagem apenas pode ser usado por um protocolo (o IPX), para
evitar conflitos com outros formatos de trama o primeiro octeto de
dados tem obrigatoriamente o valor FF (255). Note-se que se
imaginarmos um encapsulamento da trama LLC este byte
corresponde ao DSAP.
Formatos dos quadros IEEE 802.3
✔ Quadro, Trama 802.3 (802.2/802.3)
corresponde a uma aplicação correta da norma 802, ou seja o
encapsulamento de uma quadro, trama LLC numa quadro trama
802.3. Os campos DSAP e SSAP da trama LLC são geralmente
usados para multiplexagem, por exemplo o protocolo IPX usa o SAP
E0. Um dos problemas deste formato é que dispõe de um cabeçalho
com um número impar de octetos (17) o que causa dificuldades às
implementações que funcionam a 32 bits, por outro lado os SAP de 8
bits são muito limitados para identificar protocolos. Por estas razões
foi ainda definido mais um formato, o "Ethenet SNAP".
Formatos dos quadros IEEE 802.3
✔ Quadro, Trama Ethernet SNAP
este tipo de trama obedece ao formato anterior (conforme a norma
802), mas adiciona mais um campo conhecido por SNAPID, com 5
octetos (40 bits) que garante o alinhamento de 32 bits do cabeçalho.
Para manter total coerência com a norma 802 as tramas "Ethernet
SNAP" usam sempre os valores de SAP "AA" que foi atribuído para
este efeito. O campo SNAPID é dividido em duas partes, os 3 octetos
mais significativos identificam a organização - OUI ("Organizational
Unit Identifier"). Com excepção do protocolo AppleTalk o campo OUI
não é atualmente usado. Os dois octetos menos significativos
identificam o protocolo, usando valores idênticos ao E-TYPE do
"Ethernet II"
Características
IEEE 802.3, algumas de suas versões
● 802.3u: 1995: 100BASE-TX, 100BASE-T4, 100BASE-
FX Fast Ethernet com 100 Mbit/s (12.5 MB/s) com
negociação automática;

● 802.3z: 1998: 1000BASE-X Gbit/s Ethernet usando


Fibra ótica a 1 Gbit/s (125 MB/s);

● 802.3ab 1999 1000BASE-T Gbit/s Ethernet sobre


cabo par trançado a 1 Gbit/s (125 MB/s);

● 802.3ad 2000 Agregação de links (bonding);

● 802.3ae 2003 10 Gbit/s (1,250 MB/s) Ethernet


usando Fibra ótica; 10GBASE-SR, 10GBASE-LR,
10GBASE-ER, 10GBASE-SW, 10GBASE-LW,
10GBASE-EW
IEEE 802.5

Token ring
IEEE 802.6
IEEE 802.11, wifi
Hot spot

Função de coordenação do ponto – FCP;

Função de coordenação distribuída – FCD;


IEEE 802.11
● IEEE 802.11, Legacy
Versão apresentada em 16/09/1997;
Especificação do Medium Access Control (MAC) e do
Physical Layer (PHY) para redes wireless;
Transmite na banda entre 2,4 GHz e 2,4835GHz;
Velocidade de transmissão de 1 ou 2 Mbps
Utiliza transmissão tanto DSSS - Direct Sequence
Spread Spectrum - quanto FHSS - Frequency Hopping
Spread Spectrum;
IEEE 802.11

● IEEE 802.11 A
Versão apresentada em 16/09/1999;
Velocidade de transmissão de 54 Mbps;
Incorpora na transmissão OFDM, multiplexagem
ortogonal por divisão de frequência, OFDM (52
subportadoras), modulação QAM64
Transmite na banda de 5GHz, como
consequência na frequência:
– Alcance reduzido, capacidade de atravessar
obstáculos.
IEEE 802.11
● IEEE 802.11 B
Apresentada como atualização do padrão 802.11
original, em 16/09/1997;
Velocidade de transmissão e 11Mbps;
Transmite na banda entre 2,4 GHz e 2,4835GHz;
Utiliza DSSS, modulação BPSK/QPSK
Teoricamente a transmissão pode ter largura de banda
de 2Mbps e uma área de cobertura de 400m em
espaço aberto ou 50m em locais fechados;
IEEE 802.11
● IEEE 802.11 G
Versão apresentada em 16/06/2003, tornando-se
mais onerosa que a anterior, IEEE 802.11b.
Utiliza OFDM (52 subportadoras), modulação QAM64
Velocidade de transmissão e 54Mbps, permitindo
suporte a vários utilizadores;
Transmite na banda entre 2,4 GHz e 2,4835GHz;
Compatibilidade com os padrões existentes;
IEEE 802.11
● IEEE 802.11 N
Versão apresentada em 11/09/2009;
Velocidade de transmissão e 300 Mbps;
Transmite na banda de 2,4 GHz e de 5,0GHz;
Utiliza OFDM (108 subportadoras), modulação
QAM64, MIMO 4x4
Incorpora a tecnologia MIMO – múltipla entrada
múltipla saída;
IEEE 802.11
● IEEE 802.11 AC
Versão apresentada em 12/2013
Velocidade de transmissão e 1024 Mbps;
Utiliza OFDM (234, 2x234 subportadoras),
modulação QAM256, MIMO 8x8
Transmite na banda de 5GHz
IEEE 802.11
IEEE 802.15, bluetooth,
IEEE 802.16, WiMax;
ABNT/NBR 14565:2007
Possui como escopo o cabeamentos metálico e
ópticos para uma variedade de serviços,
incluindo: voz, dados, texto, imagem, video.

Como boa prática deve projetar a rede de modo


que atenda os requisitos por “uma longa vida
operacional” entende-se um período de 10 anos.

Segundo estimativas de uma “central de serviço”


85% dos problemas de redes origina-se do
cabeamento estruturado.
Cabeamento estruturado
É um sistema de cabos, conexões, terminações e
normas de instalação e administração que
providenciam à integração dos serviços de voz, dados,
imagem, vídeo, controle e sinalização, independente
dos sinais transmitidos, dos equipamentos usados ou
do layout do local da instalação.
Estrutura de um sistema de
cabeamento genérico

Identifica os elementos funcionais do


cabeamento genérico, descrevendo como eles
são interconectados para formar subsistemas,
e identifica interfaces com as quais
componentes de aplicações específicas são
conectadas ao cabeamento genérico,
possuindo os seguintes elementos funcionais,
entre outros:
Características básicas
● Arquitetura aberta;
● Meio de transmissão e disposição física
padronizados;
● Aderência a padrões internacionais;
● Projeto de instalação sistematizados;
Definições ABNT-NBR 14565
● Área de trabalho: espaço do edifício no qual ocupantes
interagem com o equipamento terminal de
telecomunicações;
● Backbone de campus: cabo que conecta o distribuidor
de campus ao(s) distribuidor(es) de edifício.
– Os cabos de backbone de campus podem também
conectar diretamente os distribuidores de edifício.
● Backbone de edifício: cabo que conecta o distribuidor
de edifício ao distribuidor de piso.
● Conexão cruzada: arranjo que possibilita a terminação
de elementos do cabo basicamente através de patch
cords ou jumpers.
● Cabeamento: sistema de cabos, cordões e hardware de
conexão para telecomunicações, que ode suportar a
conexão de equipamentos de tecnologia da informação.
● Cabo horizontal permanente: cabo que conecta o

distribuidor de piso ao ponto de consolidação (CP) se


existir, ou à tomada de telecomunicações (TO) se não
existir um CP.
● Ponto de consolidação: ponto de conexão no sistema

de cabeamento horizontal situado entre o distribuidor


do andar e a tomada de telecomunicações.
● Sala de telecomunicações: espaço destinado a

acomodar equipamentos de telecomunicações,


terminações de cabos, interconexões e conexões
cruzadas.
● Fica como sugestão a leitura da Norma e suas

várias outras definições.


Estrutura de um sistema de
cabeamento genérico, ABNT-NBR 14565
✔ distribuidor de campus (CD);
✔ backbone de campus;

✔ distribuidor de edificio (BD);

✔ backbone de edifício;

✔ distribuidor de piso (FD);

✔ cabeamento horizontal;

✔ ponto de consolidação (CP);

✔ cabo de ponto de consolidação (cabo CP);

✔ tomada de telecomunicações multiusuário (MUTO);

✔ tomada de telecomunicações (TO)


Subsistema de cabeamento genérico
Subsistema de cabeamento
Um sistema de cabeamento genérico contém
no mínimo três subsistemas: backbone de
campus, backbone de edifício e cabeamento
horizontal.
Interfaces
As interfaces de equipamento para cabeamento
genérico são localizadas nas extremidades de cada
subsistema interligando-o, enquanto que as
interfaces de ensaio localiza-se na extremidade ou
ponto de consolidação.
Dimensionamento
Um cabeamento genérico depende da geografia e do
tamanho do campus ou edifício, usualmente, conforme
as boas práticas: “único distribuidor de campus para
cada campus, um distribuidor de edifício para cada
edifício e um distribuidor de piso para cada piso”.
Um distribuidor de piso para cada 1000 m2.
568 – A e 568 – B
Dimensionamento
O projeto depende da conveniência, como por
exemplo no edifício B que seja uma área pouco
populosa não se justificaria a instalação de um
distribuidor de piso.
Work área, área de trabalho

Por ser sujeito as mais variadas condições de


uso é considerado crítico;
 Componentes
 Estações(computadores, faxes, telefones);
 Cabos de ligação;
 Adaptadores;
 Tomadas;
Work área, área de trabalho,
componentes
Classes para cabeamento
balanceado de cobre

✔ Classe A: especificada até 100 Khz;


✔ Classe B: especificada até 1 MHz;

✔ Classe C/Cat 3: especificada até 16 MHz;

✔ Classe D/Cat 5e: especificada até 100 MHz;

✔ Classe E/Cat 6: especificada até 250 MHz;

✔ Classe F/Cat 7: especificada até 600 MHz.


Algumas diferenças no cabeamento
metálico

O uso de cabos de Categoria 5e não é


recomendado para um Datacenter porque é uma
tecnologia antiga e sua taxa de transmissão é
mais limitada, conforme Furukawa.
Classes para cabeamento
balanceado óptico

✔ Classe OF-300, fibras ópticas para um


comprimento mínimo de 300 m;
✔ Classe OF-500, fibras ópticas para um

comprimento mínimo de 500 m;


✔ Classe OF-2000, fibras ópticas para um

comprimento mínimo de 2000 m.


Atenuação do canal óptico
Considerando uma perda de 1,5 dB de perda para hardware
de conexão. A atenuação não pode exceder a soma dos
valores de atenuação especificados para os componentes
daquele comprimento de onda, obtido pelo seu coeficiente de
atenuação multiplicado pelo seu comprimento.
http://paginas.fe.up.pt/~projfeup/submit_13_14/u
ploads/relat_1MIEEC01_3.pdf

https://www.gta.ufrj.br/grad/01_2/802-mac/

http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorial802-11a
c/pagina_2.asp

http://www.cisco.com/c/en/us/products/collateral/
wireless/aironet-3600-series/white_paper_c11-7131
03.html
Grato,

Bibliografia:
Sistemas Operacionais, A. Tanenbaum,
Redes de computadores, A. Tanenbaum,
VoIP Voz sobre IP, S. Colcher, L.F.G. Soares.

Sugestão para modelagem de processos:


www.bizagi.com
www.wikignome.org/Apps/Dia

referência: http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2014-10/manual-
de-padronizacao-de-modelagem-de-processos-usando-bizagi---v3-1.pdf

Marco Aurélio Ferreira


marco.ferreira@ifms.edu.br