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Engrenagens Cilíndricas

(Dentes Retos)

Prof. MSc. Antonio Fernando Abreu de Andrade / Prof. MSc. José Fábio Abreu de Andrade
Universidade Salvador - UNIFACS

1. Introdução:

A referência mais antiga conhecida sobre transmissão por


engrenagens remete a um ensaio de Hero da Alexandria
(século 100 a.C.);

Rodas de Atrito: Uma das maneiras mais simples para


transferir rotações entre eixos são pares de rodas de atrito.

▪ O atrito entre as superfícies de contato


elevado;
▪ Não haverá deslizamento entre faces dos
cilindros desde que a força de atrito
máxima entre elas não seja excedida pelo
toque transferido;
Caso 1 Caso 3capacidadeCaso
▪ Desvantagem: 4
relativamente
baixa de transmitir um torque e a
possibilidade de deslizamento;

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1. Introdução:

São elementos mecânicos de transmissão de potência entre


eixos, por meio de dentes que entram sucessivamente em
contato uns com os outros.

▪ Permitem a transmissão de movimentos


entre eixos à pequena distância;

▪ Rendimento muito elevado;

Caso 1 ▪ Fácil manutenção


Caso 3 e de longaCaso
duração.
4

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1. Introdução:

Caso 1 Caso 3 Caso 4

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1. Introdução:

Caso 1 Caso 3 Caso 4

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1. Introdução:

Caso 1 Caso 3 Caso 4

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1.1. Tipos de Engrenagens:

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1.2. Fabricação:

Os processos de fabricação de engrenagens:

• Fresamento;

• Geração.

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1.2. Fabricação:

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2. Engrenagens de Dentes Retos:

Possuem dentes paralelos ao eixo de rotação e são


utilizadas para transmitir movimento entre dois eixos
paralelos.

▪ É o tipo mais simples e comum;

▪ Apresenta o maior nível de ruído


entre os tipos de engrenagens;

Caso 1 ▪Caso
São 3
empregadasCaso
para 4aplicações
com cargas elevadas.

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2.1. Nomenclatura e Conceitos Básicos:

▪ Círculo Primitivo: É o círculo teórico, sobre o qual os cálculos são normalmente efetuados;

▪ Diâmetro Primitivo (d): É o diâmetro do círculo primitivo;

▪ Passo (p): É a distância, medida no círculo primitivo, de um ponto num dente, até o ponto
correspondente no dente adjacente;

▪ Módulo (m): É a razão entre o diâmetro primitivo e o número de dentes;

▪ Diametral Pitch (P): É a razão entre o número de dentes e o diâmetro primitivo;

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2.1. Nomenclatura e Conceitos Básicos:


ZG Zp P = diametral pitch, [dentes/in];

P  ❖

Z = número de dentes;
d = diâmetro primitivo [in].
d p dG

❖ m = módulo, [mm];
1 dG dp
m   ❖

Z = número de dentes;
d = diâmetro primitivo [mm].
P Z p ZG


p   .m  ❖

p = passo, [mm];
m = módulo [mm];
P ❖ P = diâmetral pitch [dentes/in].

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2.2. Ação Conjugada e Propriedades da Envolvente:

Quando os perfis de dente são projetados para produzir uma


razão de velocidade angular constante durante o engrenamento,
diz-se que os mesmos têm ação conjugada.

▪ Perfil da envolvente ou da
evoluta é o perfil de dente para
atender esta necessidade;

▪ O contato ocorre no chamado


“Ponto Primitivo”;

▪ Linha de Ação é o lugar


geométrico dos pontos de
contato de um par de dentes;
▪ A razão de contato mínima é de 1.2
e a norma recomenda um uso de 1.4
para engrenagens cilíndricas. ▪ O ponto primitivo serve de
base para outras dimensões.
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2.2. Ação Conjugada e Propriedades da Envolvente:

▪ Pinhão é a menor engrenagem


do par;

▪ A engrenagem que transmite o


movimento é chamada Motora
e a que recebe o movimento
de Movida;

▪ O ângulo de pressão frontal ()


geralmente apresenta valores
de 20º ou 25º.

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2.2. Ação Conjugada e Propriedades da Envolvente:

▪ Tamanhos de dentes de engrenagem para vários passos


diametrais de referência.
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2.2. Ação Conjugada e Propriedades da Envolvente:

▪ Comprimento de ação: Lab

▪ Passo de base: pb ▪ Adendo: a ▪ Dedendo: b

Obs: 1.25 para m >=1.25 e 1.4


▪ Razão de contato: RCp para m< 1.25.

onde: rp = raio primitivo do pinhão (mm); C = distância entre centros (mm);

m = módulo (mm).

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Engrenagens Helicoidais,
Cônicas e Sem-Fim

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3. Engrenagens Helicoidais:

São construídas com dentes que não são alinhados com a direção
axial dos elementos de transmissão. São utilizadas quando é
necessário construir reduções que ocupem menor espaço axial,
por meio de dentes que entram sucessivamente em contato uns
com os outros.

▪ Menos ruidosas que as


engrenagens cilíndricas de dentes
retos;

▪ Dentes inclinados com o eixo de


rotação;
Caso 1 Caso 3 Caso 4

▪ Podem transmitir movimento entre


eixos paralelos ou não paralelos.

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3. Engrenagens Helicoidais:

Caso 1 Caso 3 Caso 4

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3. Nomenclatura e Conceitos Básicos:

▪ Passo circular transversal:

ac  p t

▪ Passo circular normal:

ae  p n  p t cos

▪ Passo axial:

pt
ad  p x 
Caso 1 Caso 3
tan 
Caso 4
▪ Passo diametral normal:
Pt
Pn 
cos
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3. Nomenclatura e Conceitos Básicos:

▪ Passo circular transversal: Nomenclatura:


 = ângulo de hélice;
p t   .mt
n = ângulo de pressão na direção normal;
t = ângulo de pressão na direção de rotação;
▪ Passo circular normal:
P t = passo diametral transversal;

 p n .Pn   m n = módulo normal;



 pn   .mn
m t = módulo transversal;
N = número real de dentes.

▪ Módulo normal: ▪ Relação de ângulos de pressão:


m n  mt . cos tan n
cos 
Caso 1
tan t
Obs.: - As fórmulas básicas de engrenagens cilíndricas de dentes retos correspondem aos
parâmetros transversais das engrenagens helicoidais, exceto para o ângulo de pressão frontal.
Nas engrenagens helicoidais o ângulo de pressão correspondentes às engrenagens cilíndricas
de 20º, corresponde ao ângulo de pressão na direção normal.
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4. Engrenagens Cônicas e Parafuso Sem-fim:

▪ Engrenagens Cônicas de Dentes Retos:

▪ Dentes em superfícies cônicas;

▪ Dentes podem ser retos ou


helicoidais;

▪ São montadas em eixos que se


interceptam podendo ser perpen-
diculares ou não.

Caso 1 Caso 3 Caso 4


▪ São normalmente construídas
para ângulos de 90º entre eixos.

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4. Engrenagens Cônicas e Parafuso Sem-fim:

▪ Engrenagens Sem-fim:

▪ É constituído por uma rosca de


um parafuso com uma roda
dentada especial. Tal como um
parafuso, também pode possuir
mais que uma rosca.

▪ Usado para razões de velocidades


elevadas.

▪ Tem uma eficiência de trans-


missão elevada.
Caso 1 Caso 3 Caso 4
▪ Transmite movimento entre eixos
que não sejam paralelos nem se
interceptam.

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4. Engrenagens Cônicas e Parafuso Sem-fim:

Caso 1 Caso 3 Caso 4

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5. Nomenclatura e Conceitos Básicos:

▪ Engrenagens Cônicas de Dentes Retos:

▪ Ângulo primitivo do pinhão:


ZP
tan  
ZG

▪ Ângulo primitivo da engrenagem:


ZG
tan  
ZP

Caso 1 Caso 3 Caso 4


Obs.: Demais parâmetros geométricos
são idênticos aos das engrenagens
cilíndricas de dentes retos.

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5. Nomenclatura e Conceitos Básicos:

▪ Engrenagens Sem-fim:

▪ Diâmetro primitivo da engrenagem:

Z G pt
dG 

Como não está relacionado ao número de


dentes, o sem-fim pode ter qualquer diâmetro de
passo ou primitivo.
Caso 1 Caso 3 Caso 4
▪ Diâmetro primitivo do parafuso sem-fim:

C 0,875 C 0,875
 dW 
3,0 1,7
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5. Nomenclatura e Conceitos Básicos:

▪ Engrenagens Sem-fim:

O ângulo de hélice do parafuso sem-fim é normalmente muito grande, enquanto o da coroa


é muito pequeno. Por isso é comum especificar o ângulo de avanço do sem-fim e o
ângulo de hélice da coroa. Ambos são iguais para um ângulo entre eixos de 90º.

O ângulo de avanço do parafuso sem-fim é o complemento do ângulo de hélice do mesmo.

Se o ângulo entre eixos for de 90º o passo axial do parafuso é igual ao passo transversal
da coroa: 
p x  pt 
Pt

▪ Avanço e o ângulo de avanço: onde,


 = ângulo de avanço;
Caso 1 Caso
L
3
= avanço;
Caso 4
L  px N W C = distância entre eixos: C
d w  dG
2
L
tan   P t = passo diametral transversal;
dW N W = número de dentes do parafuso;

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NG = número de dentes da coroa.
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6. Sentido de Giro do Sem-fim:

▪Sentido de Giro da Coroa:

▪ Sentido de giro do sem fim: Rosca a direita.

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6. Sentido de Giro do Sem-fim:

▪Sentido de Giro da Coroa:

▪ Sentido de giro do sem fim: Rosca a esquerda.

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6. Sentido de Giro do Sem-fim:

▪Sentido de Giro da Coroa:

Caso 1 Caso 3 Caso 4

▪ Sentido de giro do sem fim: Rosca a direita.

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6. Sentido de Giro do Sem-fim:

▪Sentido de Giro da Coroa:

Caso 1 Caso 3 Caso 4

▪ Sentido de giro da coroa: Rosca a direita.

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Trens de Engrenagens

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2.3. Trens de Engrenagens:

Considere o pinhão 2 movendo uma engrenagem 3. A velocidade


da engrenagem acionada é:

Z d em que: n = rpm;
n3  2 n2  2 n2
Z3 d3 Z = número de dentes;
d = diâmetro primitivo.

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2.3. Trens de Engrenagens:

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2.3. Trens de Engrenagens:

em que: e = valor do trem;


n L = velocidade da última engrenagem do trem;
n F = velocidade da primeira engrenagem do trem.
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2.3. Trens de Engrenagens:

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2.4. Trens de Engrenagens Planetários:

Considere o trem abaixo:

2 - engrenagem sol;
3 - braço;
4 e 5 - engrenagens planetas.

em que: e = valor do trem;

n F = velocidade da primeira engrenagem no trem;

n L = velocidade da última engrenagem no trem;

n A = velocidade do braço.
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2.4. Trens de Engrenagens Planetários:

▪ Exercício:

- Encontre a velocidade em rpm,


bem como a direção de rotação do
braço e da engrenagem 4.

- Considere a engrenagem anular


fixa.

- A engrenagem 2 gira à 100 rpm


SH.

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2.4. Trens de Engrenagens Planetários:

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2.4. Trens de Engrenagens Planetários:

Exercício: O trem abaixo tem módulo de 6,0 mm. As engrenagens


são de dentes helicoidais, cujo ângulo de hélice de 30º, exceto o
respectivo sem-fim. Sabendo que n8 = 150 rpm (SAH), n7 = 1500 rpm
(SAH) e n17 = 40 rpm (SAH). Calcule:

a.) Os trens intermediários que este sistema possui.


b.) As velocidades de rotação (rpm) das engrenagens #2, #4, #10 e
da engrenagem #16, indicando o sentido de TODAS.
c.) O par coroa sem-fim #8 e #9 possui os seguintes dados: Diâmetro
primitivo do pinhão é de 55 mm e o ângulo de pressão normal é de
14,5º. Calcule o passo axial, transversal e normal, o passo diametral
normal; a distância entre os centros, o avanço e o ângulo de avanço.
d.) Calcule a razão de contato do par de engrenagens #2 e #3.

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2.4. Trens de Engrenagens Planetários:

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