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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

Instituto de Física
Física Experimental 1

Relatório de Aula Prática

Queda Livre

Aluno: Diogo Rayan Santos Monteiro


Professor: Vinicius Manzoni Vieira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Instituto de Física
Física Experimental 1

Relatório de Aula Prática

Queda Livre

Relatório do experimento acima


citado realizado no laboratório de
física 1, sob orientação do professor
Vinicius Manzoni Vieira, como
requisitado pela disciplina Física
Experimental 1.

Maceió -2017
1
SUMÁRIO

Objetivos 3
Material 3
Procedimentos utilizados 4
Introdução Teórica 5
Resultados e Discussão 5
Conclusões 7
Referências Bibliográficas 7

2
Objetivos
Obter o valor da aceleração da gravidade local.

Material
 1 Tripé de ferro 3 kg com sapatas niveladoras
 1 Haste de alumínio 90 cm, escala milimetrada e fixador plástico
 1 Eletroímã com dois bornes e haste
 2 Esferas de aço: Ø10 mm e Ø25 mm
 1 Cabos de ligação conjugado
 1 Chave liga-desliga
 2 Sensores infravermelhos com fixadores corrediços
 5 Cabo de ligação com conector
 1 pinos para chave liga-desliga
 1 Saquinho para contenção da esfera
 1 Cronômetro digital multifunções com fonte DC 12 V
 1 Cabo de ligação para chave liga-desliga com pino P10
 1 Trena

Procedimento
1. Foi montado o arranjo experimental de acordo com o ilustrado na figura 1.

Figura 1:equipamento montado queda livre.

2. Foi realizado as conexões do cronômetro aos sensores para as medidas de tempo de


acordo com o esquema da figura 2.

3
Figura 2: Esquema das conexões do
cronômetro com os sensores.

3. Foi ligado o eletroímã à fonte de tensão variável deixando-o em série com chave
liga/desliga conforme esquema da figura 2.
Parte 1:
4. Foi ajustado o sensor a 20 cm abaixo da esfera.
5. Foi ajustado as sapatas do tripé para que a haste fique vertical.
6. No cronômetro foi escolhido a função F2.
7. Foi desligado o eletroímã através da chave liga-desliga, liberando a esfera, e foi
anotado na tabela 1 o intervalo de tempo indicado pelo cronômetro.
8. Foi repetido o procedimento acima para os deslocamentos de 30cm, 40cm, 50cm
e 60cm.
Parte 2:
9. Foi colocado o sensor S1, 10 cm abaixo da esfera. Posição inicial y0 = 0,100 m
10. Foi colocado o sensor S2, 20 cm abaixo da esfera. Posição final y = 0,200 m
11. Foi ajustado as sapatas no tripé para que a haste de queda livre fique vertical.
12. No cronômetro foi escolhido a função F1.
13. Foi desligado o eletroímã através da chave liga-desliga, liberando a esfera, e foi
anotado na tabela 3 o intervalo de tempo indicado pelo cronômetro.
14. Foi repetido os procedimentos acima para os deslocamentos de 30cm, 40cm,
50cm e 60cm.

Introdução Teórica
Em um movimento com aceleração constante, como a própria gravidade, temos
que:
𝑑𝑣⃗
𝑔⃗ = (1)
𝑑𝑡
Onde g representa a gravidade, variação da velocidade sobre a variação do tempo.
A aceleração g pode ser obtida pela derivada da velocidade duas vezes do espaço:
𝑑𝑣 𝑑²𝑠
𝑔= (2) 𝑒 𝑔= (3)
𝑑𝑡 𝑑𝑡²

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Mas a fórmula anterior (3), embora muito útil em análise de gráficos, não satisfaz
às condições para a obtenção da aceleração por meio do tempo e do espaço.
Necessariamente utiliza-se a integral para a obtenção das formulas adequadas.
Comecemos pela aceleração:
𝑑𝑣
𝑔= ∴ 𝑔𝑑𝑡 = 𝑑𝑣 ∴ ∫ 𝑔𝑑𝑡 = ∫ 𝑑𝑣 ∴ 𝑣 = 𝑣𝑜 + 𝑔𝑡 (4)
𝑑𝑡
Temos a formula (8) que indica a aceleração de um corpo relacionada a sua
velocidade, mas ainda não do espaço, para tanto utilizaremos a fórmula para S:
Onde, v em velocidade é a derivada do espaço sobre derivada do tempo:
𝑑𝑠
𝑣= (5)
𝑑𝑡
Substituindo o v da fórmula (4) em (5) obtemos:
𝑑𝑠
𝑉𝑜 + 𝑔𝑡 = ∴ 𝑑𝑠 = (𝑣𝑜 ∙ 𝑑𝑡) + (𝑔𝑡 ∙ 𝑔𝑡) ∴ ∫ 𝑑𝑠 = ∫ 𝑣𝑜 ∙ 𝑑𝑡 + ∫ 𝑔𝑡 ∙ 𝑑𝑡
𝑑𝑡
1
𝑆 = 𝑆𝑜 + 𝑣𝑜𝑡 + 𝑔𝑡² (6)
2

Resultados e Discussão

Com os dados obtidos foi construída a tabela 1.


N° 𝑦0 (m) y(m) ∆𝑦(m) t(s) g(m/s²)
1 0 0,20 0,20 0,213 8,733
2 0 0,30 0,30 0,274 8,234
3 0 0,40 0,40 0,301 8,831
4 0 0,50 0,50 0,341 8,551
5 0 0,60 0,60 0,372 8,580
𝑔̅ = 8,581
Tabela 1: Valores para análise de dados

Foi calculado o desvio =0,012 m/s² e o erro =1,805%. Portanto podemos afirmar
que a aceleração do carrinho permaneceu constante, para a tolerância de erro de 5%.
Foi calculado a velocidade final de cada percurso e preenchida a tabela 2.

t(s) g(m/s²) 𝑉𝑜 (m/s) V(m/s)


0,21 8,73 0 1,87
0,27 8,23 0 2,22
0,30 8,83 0 2,66
0,34 8,55 0 2,92
0,37 8,58 0 3,21
Tabela 2: Valores para análise de dados

5
Com os dados da tabela 1 foi construído o gráfico deslocamento em função do
tempo y = f(t).

Figura 3: gráfico deslocamento x tempo


Para melhor compreensão o gráfico da y =f(t) foi linearizado , tomando y =f(t²).

Figura 4: gráfico deslocamento x tempo ao quadrado, com reta média de equação


y = 4,3721x - 0,0072.

O coeficiente angular do gráfico é 4,37 e o coeficiente linear é aproximadamente


zero, pois assim como o gráfico a posição inicial é zero. O gráfico mostra que as grandezas
deslocamento e intervalo de tempo ao quadrado são diretamente proporcionais. Como
podemos observa o coeficiente angular é aproximadamente metade do valor da
aceleração.
Então podemos escrever a equação horaria do movimento em queda livre como:

𝑔. 𝑡²
ℎ=
2

6
Com os dados da tabela 2 foi construído o gráfico velocidade em função do
tempo y = f(t).

Figura 5: gráfico velocidade x tempo, com reta média de equação y = 8,5504x + 0,028.

O coeficiente angular do gráfico da velocidade é 8,55, aproximadamente o valor da


aceleração da gravidade. O coeficiente linear representa a velocidade inicial e é
aproximadamente zero. Podemos escrever a equação da velocidade do movimento em
queda livre como:
𝑣 = 8,55. 𝑡

Conclusões
A partir do experimento, foi possível concluir que um corpo quando está sujeito a
queda livre, ou seja, e abandonado sem nenhuma força atuando sobre o mesmo e sem a
resistência do ar. Adquire-se uma aceleração constante que no caso da queda livre é a
própria gravidade.
Daí foi feito os experimentos com massas diferentes a fim de comprova que a
aceleração independe da massa então foi possível terminar uma aceleração constante.
Levando se em conta um erro de 5%. Assim nas tentativas foram conseguidos dados
satisfatórios dentro da margem de erro esperado. Esses erros foram devidos vários
aspectos no experimento como: Mau posicionamento dos sensores, resistência do ar,
deformação da esfera.
Referências Bibliográficas
HALLIDAY, RESNICK, WALKER. Fundamentos de Física. Vol. 1. 8 ed. Editora
LTC, 2009.

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