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17/07/2018

Planejamento e Preparação de Licitação


de Obras Públicas

Eduardo Real – Analista de Controle


João Paulo Pacheco – Analista de Controle
Rafael Eisfeld – Analista de Controle

Apresentação Planejamento Fase Interna Fase Externa Fase


do Curso da Licitação da Licitação da Licitação Contratual

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17/07/2018

Apresentação
do Curso

Objetivos Metodologia Ementa Aviso Legal

Apresentação do curso

Objetivos:

• Foco na documentação técnica integrante de


licitações, não em aspectos técnicos de engenharia.
• Troca de experiências e ferramentas.
• Não há relação com as fiscalizações.

Metodologia do Curso:

• Exposição teórica/doutrinária
• Exemplos práticos
• Jurisprudência(s)

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17/07/2018

Apresentação do curso
Planejamento da Licitação de Obras Públicas
Ementa
Projeto Básico
BDI
Leis Sociais 1º Dia
Referenciais de Preços
Memorial Descritivo
Cronograma Físico-Financeiro
Modalidades de Licitação & Regimes de Execução
Qualificação Técnica
Análise das Propostas
Fiscalização de Obras Públicas
2º Dia

Subcontratação, Medições e Aditivos


Recebimento Provisório e Definitivo

Apresentação do curso
Planejamento da Licitação de Obras Públicas
Ementa
Projeto Básico
BDI
Leis Sociais 1º Dia
Referenciais de Preços
Memorial Descritivo
Cronograma Físico-Financeiro
Modalidades de Licitação & Regimes de Execução
Qualificação Técnica
Análise das Propostas
Fiscalização de Obras Públicas
2º Dia

Subcontratação, Medições e Aditivos


Recebimento Provisório e Definitivo

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17/07/2018

Aviso Legal:

O conteúdo destes slides assim como todo conteúdo


disponibilizado pelos instrutores refletem tão somente as
experiências, documentações e jurisprudências coletadas pelos
condutores do treinamento ao longo de sua atuação profissional.

Nenhum conteúdo apresentado tem o condão de servir


como parâmetro legal para eventuais contestações de
fiscalizações executadas por esta Corte de Contas ou qualquer
outro órgão fiscalizador.

Assim, nenhum conteúdo relacionado a este curso


poderá servir como embasamento legal para eventuais recursos
ou contestações a fiscalizações.

Contextualização

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Apresentação Planejamento Fase Interna Fase Externa Fase


do Curso da Licitação da Licitação da Licitação Contratual

Planejamento
da Licitação

Etapas de
Pré-orçamento
Planejamento

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Serviço de Serviços
Obra
Engenharia Comuns
NÃO requererm
Profissional Profissional
profissional
“Obra de engenharia é a ação de Habilitado Habilitado
habilitado
construir, reformar, fabricar,
recuperar ou ampliar um bem, na
qual seja necessária a utilização Construir Consertar
de conhecimentos técnicos
específicos envolvendo a
participação de profissionais “Serviço de Engenharia é toda a atividade que necessite da
habilitados." Reformar Demolir
participação e acompanhamento de profissional habilitado
IBRAOP 002/2009 conforme o disposto na Lei Federal nº 5.194/66, tais como:
consertar, instalar, montar, operar, conservar, reparar,
Fabricar Instalar adaptar, manter, transportar, ou ainda, demolir. Incluem-se
nesta definição as atividades profissionais referentes aos
“A obra é um conjunto orgânico de serviços técnicos profissionais especializados de projetos e
serviços que, agregados, se planejamentos, estudos técnicos, pareceres, perícias,
complementam e formam um todo
Recuperar Conservar avaliações, assessorias, consultorias, auditorias, fiscalização,
com função definida e completa. O supervisão ou gerenciamento."
enquadramento como obra ou IBRAOP 002/2009
serviço de engenharia deve ser feito Ampliar Reparar
em função do objeto a ser
executado, e da ação ou atividade “
IBRAOP 002/2009 “novo aspecto

material"

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Etapas Planejamento de Obra Pública


Programa de Estudo de Projeto
Levantamentos Anteprojeto Projeto Básico
Necessidade Viabilidade Executivo

 Nessa etapa realiza-se a coleta de informações e dados de referência que representem as condições preexistentes, de
interesse para instruir a elaboração do projeto.

 Levantamento Típicos:
o Código Municipal de Obras;
o Cadastrais (matrícula do imóvel, guia amarela);
o Hídricos (redes fluviais e disponibilidade de água);
o Ambientais;
o Sociais (população beneficiada, perfil demográfico, ...)
o Serviços públicos (água, energia, esgoto,...)

 Também podem-se realizar levantamentos legais, sociais, econômicos/financeiros e técnicos, tais como a pesquisa sobre
disponibilidade de materiais de construção e de mão de obra no local de implantação do empreendimento, presença de
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.

Etapas Planejamento de Obra Pública


Programa de Estudo de Projeto
Levantamentos Anteprojeto Projeto Básico
Necessidade Viabilidade Executivo

 “Conjunto de características e condições necessárias ao desenvolvimento das atividades dos usuários da edificação que,
adequadamente consideradas, definem e originam a proposição para o empreendimento a ser realizado ”
* Manual de Obras Públicas - SEAP

 Deve considerar área de influência do empreendimento, população atingida, região beneficiada, perfil demográfico, etc.

 Definir características e dimensões básicas do empreendimento.

 Estabelecer padrão de acabamento, área construída, destinação da edificação, equipamentos e mobiliário.

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Etapas Planejamento de Obra Pública


Programa de Estudo de Projeto
Levantamentos Anteprojeto Projeto Básico
Necessidade Viabilidade Executivo

 Analisar e escolher a melhor solução TÉCNICA que responda ao programa de necessidades sob o aspecto legal, técnico,
econômico, social e ambiental.

 Nessa etapa costuma-se realizar avaliação expedita do custo da obra.

 Verificar o custo-benefício da obra. Priorização da obra em relação a outras obras públicas.

 Sondagem, rede de eletricidade (tensão, passagem de linhas de transmissão, poste, ...), gás, entradas/saídas de água e
esgoto, etc...

 Exame preliminar do impacto ambiental do empreendimento.

Etapas Planejamento de Obra Pública


Programa de Estudo de Projeto
Levantamentos Anteprojeto Projeto Básico
Necessidade Viabilidade Executivo

 Fundamental em projetos de grande porte

 O Anteprojeto deve fazer parte da documentação da licitação.

 Segundo a OT 006/20016, Anteprojeto de engenharia é a representação técnica da opção aprovada em estudos anteriores,
para subsidiar a elaboração do Projeto Básico, apresentado em desenhos em número, escala e detalhes suficientes para a
compreensão da obra planejada, contemplando especificações técnicas, memorial descritivo e orçamento estimativo, e
deve ser elaborado como parte da sequência lógica das etapas que compõem o desenvolvimento de uma obra, precedido
obrigatoriamente de estudos preliminares, programa de necessidades e estudo de viabilidade.

 Ao final desta etapa, elabora-se um orçamento resumida, em que deve ser efetuado o levantamento de quantidades e
pesquisa de preços dos principais insumos e serviços.

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Planejamento
da Licitação

Etapas de Pré-
Planejamento orçamento

Pré-Orçamento
Fase do Etapa para
Avaliação de custo Referências Precisão
Empreendimento realização
Custo por m2 ou Estudo de
Inicial Expedita Baixa
km Viabilidade
Orçamento
Intermediária Resumida estimado dos Média Anteprojeto
serviços
Orçamento
Final Detalhada detalhado dos Alta Projeto Básico
serviços
*Cláudio Sarian Altounian – Obras Públicas

Edificações -> CUB


Rodoviários -> Custo Médio Gerencial do DNIT

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Pré-Orçamento

CUB – conceitos

 Custo Unitário Básico – R$/m2


 É o custo por metro quadrado de construção de acordo com cada
projeto-padrão definido e disponibilizado pelo Sinduscon
 Voltado a edificações
 Atualizado mensalmente pelo Sinduscon

 Sinduscon Paraná:https://sindusconpr.com.br/tabela-completa-370-p
 Sinduscon Oeste:http://www.sindusconoestepr.com.br/downloads

Comparar a
COMPLEXIDADE da
Pré-Orçamento obra proposta com os
projetos-padrão
CUB – Projetos-Padrão

Dor Área
Área Real
Sigla Nome e Descrição mitó Equivalente
(m²)
rios (m²)
R1-B Residência unifamiliar padrão baixo: 1 pavimento, com 2 dormitórios, sala, banheiro, cozinha e área para
2 58,64 51,94
tanque.

R1-N Residência unifamiliar padrão normal: 1 pavimento, 3 dormitórios, sendo um suíte com banheiro,
3 106,44 99,47
banheiro social, sala, circulação, cozinha, área de serviço com banheiro e varanda (abrigo para automóvel)

R1-A Residência unifamiliar padrão alto: 1 pavimento, 4 dormitórios, sendo um suíte com banheiro e closet,
outro com banheiro, banheiro social, sala de estar, sala de jantar e sala íntima, circulação, cozinha , área 4 224,82 210,44
de serviço completa e varanda (abrigo para automóvel)

GI Galpão industrial: Área composta de um galpão com área administrativa, 2 banheiros, um vestiário e um - 1.000,00 -
depósito.

Projetos-padrão: http://www.cub.org.br/projetos-padrao

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Pré-Orçamento
CUB – conceitos
 Áreas reais: Medida da superfície de quaisquer
dependências, ou conjunto de dependências, cobertas ou
descobertas, nela incluídas as superfícies das projeções de
paredes, de pilares e demais elementos construtivos
Área equivalente: Aquela estimada ou fictícia, baseada no
custo unitário básico aplicável ao empreendimento, tendo o
mesmo valor monetário que o efetivamente calculado para
a área real correspondente.
Itens não inclusos: BDI, elevadores, fundações especiais,
etc.

http://alopr.com.br/santa-terezinha-de-itaipu-ganha-nova-upa-24-horas/ http://www.politicadistrital.com.br/2016/04/09/conselho-de-saude-quer-
estacionamento-do-hospital-do-paranoa-para-usuarios-mas-a-direcao/

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EXEMPLO CÁLCULO ÁREA EQUIVALENTE


 ÁREA REAL: é a área total da construção, ou seja, a área coberta/fechada do apartamento ou casa
mais a área de garagem ou sacadas.
 ÁREA EQUIVALENTE: é a área coberta/fechada do apartamento ou casa e mais parte de áreas “não-
privativas” adaptadas pelos coeficientes

ÁREA REAL = 80m² + 5m² = 85m²

ÁREA EQUIVALENTE = 80m² + 50%(5m²) = 82,5m²

obs: 50%, COEFICIENTE, baseado no CUB

Área Privativa Coberta Garagem Coberta

Pré-Orçamento
CUB – Cálculo área equivalente - Coeficientes

Coeficientes para cálculo das áreas equivalentes às áreas de custo padrão


a) garagem (subsolo): 0,50 a 0,75;
b) área privativa (unidade autônoma padrão): 1,00;
c) área privativa salas com acabamento: 1,00;
d) área privativa salas sem acabamento: 0,75 a 0,90;
e) área de loja sem acabamento: 0,40 a 0,60;
f) varandas: 0,75 a 1,00;
g) terraços ou áreas descobertas sobre lajes: 0,30 a 0,60;
h) estacionamento sobre terreno: 0,05 a 0,10;
i) área de projeção do terreno sem benfeitoria: 0,00;
j) área de serviço – residência unifamiliar padrão baixo (aberta): 0,50;
k) barrilete: 0,50 a 0,75;
l) caixa d’água: 0,50 a 0,75;
m) casa de máquinas: 0,50 a 0,75; e
n) piscinas, quintais, etc.: 0,50 a 0,75.

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Pré-Orçamento
CUB – Exemplo

Estimar o orçamento inicial da seguinte


edificação:
Tipo: Posto de saúde
Área total = 1000m2
- Área coberta = 700m2
- Área estacionamento = 300m2

CUB – Exemplo -> Passo-a-passo

#1) Escolhendo o CUB


#2) Cálculo da Área Equivalente de Construção
#3) Custos Não Inclusos
#4) Benefícios e Despesas Indiretas
#5) Cálculo do Custo Final

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CUB – Passo-a-passo

#1) Escolhendo o CUB


#2) Cálculo da Área Equivalente de Construção
#3) Custos Não Inclusos
#4) Benefícios e Despesas Indiretas
#5) Cálculo do Custo Final

Procura do projeto-padrão = www.cub.org.br

CUB – Passo-a-passo
#1) Escolhendo o CUB
#2) Cálculo da Área Equivalente de Construção
#3) Custos Não Inclusos
#4) Benefícios e Despesas Indiretas
#5) Cálculo do Custo Final

ÁREA REAL = 700m² + 300m² = 1000m²

ÁREA EQUIVALENTE = 700m² + 0,05*(300m²) = 715m²

Obs: Coeficiente para ajuste de estacionamento = 0,05

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CUB – Passo-a-passo
#1) Escolhendo o CUB
#2) Cálculo da Área Equivalente de Construção
#3) Custos Não Inclusos
#4) Benefícios e Despesas Indiretas
#5) Cálculo do Custo Final

Asfalto do estacionamento = R$ 80.000,00


Paisagismo = R$ 20.000,00
Fundação em estacas pré-moldadas = R$ 40.000,00

Total de Itens não-inclusos = R$ 140.000,00

CUB – Passo-a-passo
#1) Escolhendo o CUB
#2) Cálculo da Área Equivalente de Construção
#3) Custos Não Inclusos
#4) Benefícios e Despesas Indiretas
#5) Cálculo do Custo Final

BDI da obra = 30%

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CUB – Passo-a-passo
#1) Escolhendo o CUB
#2) Cálculo da Área Equivalente de Construção
#3) Custos Não Inclusos
#4) Benefícios e Despesas Indiretas
#5) Cálculo do Custo Final

{1791,57 X 715 + 140.000} X {1+30%} = R$1.420.973,85

Pré-Orçamento

Custo Médio Gerencial (DNIT) – O que é?

Tabela voltada a obras rodoviárias


Adaptações: largura das faixas, tipo de CBUQ e
acostamento
http://www.dnit.gov.br/custos-e-
pagamentos/copy_of_custo-medio-gerencial

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Pré-Orçamento

Custo Médio Gerencial (DNIT) – Exemplo

Estimar custo/km para pavimentação de via de duas-


mãos em pista simples
oLargura total: 7m

1º Passo

2º Passo
Regra de três: Regra de três:
4,6m R$1.800.000,00/km 4,6m R$1.800.000,00/km
7,0m ? 7,0m R$2.739.130,43/km

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Apresentação Planejamento Fase Interna Fase Externa Fase


do Curso da Licitação da Licitação da Licitação Contratual

Licitação –
Fase Interna
O que Com quais Quem Como
contratar? recursos? contratar? executar?

Caracterização Previsão de Regras para Regras para


da obra recursos habilitação contratação

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Projeto Básico

Elementos Habilitação Projeto


O que é? A que serve? É obrigatório?
constituintes? Profissional Executivo

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Orçamentária
Curva ABC
Básico Sociais

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma de Licitação
Descritivo Execução
de Projetos

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Projeto Básico
O que é?

Lei 8.666/93 - Art 6º:


“Conjunto de elementos necessários e suficientes...”
Nível de precisão adequado
Caracterizar a Obra ou Serviço
Assegurar viabilidade técnica
Avaliar Impacto Ambiental
Avaliar o custo da Obra
Definir métodos e prazo de execução

Projeto Básico
O que é?

IBRAOP OT 001/2006:

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Projeto Básico

A que serve?

Mas visa a:
 Demonstrar a viabilidade e a conveniência da contratação;
 Evidenciar a relação entre custos orçados e disponibilidade
financeira
 Filtrar a melhor solução técnica entre as possíveis;
 Estimar o prazo de execução;
 Servir “de base” para a licitação.

Não é suficiente para regular a execução da obra;

Projeto Básico

Documentos integrantes (IBRAOP OT 001/2006):

Desenhos “Projetos de Engenharia/Arquitetura” pela OT 001/2006


Memorial
Especificação Técnica
Orçamento
Planilha de Custos e Serviços
Composição de Custo Unitário de Serviço
Cronograma físico-financeiro

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Projeto Básico
IBRAOP 001/2006:

A resolução 04/2006 do TCE-PR tornou OBRIGATÓRIA a


elaboração do Projeto Básico de acordo com a OT
001/2006 do IBRAOP

Resolução TCE-PR 04/2006

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Projeto Básico
Fatores a serem seguidos:

Art. 12. Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços serão
considerados principalmente os seguintes requisitos:
I - segurança;
II - funcionalidade e adequação ao interesse público;
III - economia na execução, conservação e operação;
IV - possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais, tecnologia e
matérias-primas existentes no local para execução, conservação e operação;
V - facilidade na execução, conservação e operação, sem prejuízo da
durabilidade da obra ou do serviço;
VI - adoção das normas técnicas adequadas;
VI - adoção das normas técnicas, de saúde e de segurança do trabalho
adequadas;
VII - impacto ambiental.

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Projeto Básico
É Obrigatório?

Lei nº. 8.666/93 - Art. 7º


§ 2º As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando:
I - houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e
disponível para exame dos interessados em participar do processo
licitatório;
II - existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição
de todos os seus custos unitários;

Aprovação?
Quem? Autoridade Competente, em regra o ordenador de despesa
Método? Aprovação formal com assinatura
Critérios? Tão somente legais. Os aspectos técnicos são de responsabilidade do
projetista e do elaborador do projeto básico

Projeto Básico
Contratação sem Projeto Básico

Art. 5º, Resolução CONFEA 361/1991: Poderá ser


dispensado o Projeto Básico [...]nas seguintes situações:
I – Casos de guerra ou graves perturbações da ordem;
II – Obras e serviços de pequeno porte, isolados ou sem
complexidade técnica;
III – nos casos de emergência com possível prejuízo ou
risco à segurança de pessoas, obras, serviços,
equipamentos
§ Único: Necessidade do responsável técnico justificar as
razões para a dispensa TEMPORÁRIA do Projeto Básico.

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Projeto Básico
Resumindo...
Requisito Legal para licitar obra ou serviço -> vale
também para casos de contratação por
inexigibilidade, dispensa ou SRP.
(Exceção são as contratações emergenciais! TCU – Pl. 943/2011)
Peça mais importante da licitação – falhas
impactam custo, prazo e qualidade.
Permite aos licitantes o pleno conhecimento do
objeto e custos & evita favorecimentos.
Avaliar relação Custo/Benefício dos insumos e
serviços
Deve ser elaborado por profissional habilitado!

Projeto Básico
Necessidade de ART:
Profissional habilitado no escopo do projeto (Eng. Civil, Eletricista, Mecânico, etc...)

Art. 7º - Os autores do Projeto Básico, sejam eles contratados ou pertencentes ao


quadro técnico do órgão contratante, deverão providenciar a Anotação de
Responsabilidade Técnica - ART, instituída pela Lei Federal nº 6.496, de 07 DEZ 1977, e
regulamentada através de Resoluções específicas do Conselho Federal de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia - CONFEA. (Grifo nosso)

Súmula 260/TCU: “é dever do gestor exigir apresentação da Anotação de


Responsabilidade Técnica – ART referente ao projeto, execução, supervisão e fiscalização
de obras e serviços de engenharia,...”

Requisitos Técnicos Mínimos:


 “Nível de precisão adequado”= precisão de 15% - Confea nº 361/91, art. º 3, alínea “f”
Avaliação de Impacto Ambiental.

http://normativos.confea.org.br/downloads/0218-73.pdf

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Projeto Básico
Necessidade de RRT:
O arquiteto e urbanista deve fazer o RRT sempre que realizar atividades técnicas de Arquitetura e Urbanismo
previstas no Artigo 3º da Resolução CAU/BR Nº 21/2012.

7 Grupos: Projeto; Execução; Gestão; Meio Ambiente e Planejamento Regional e Urbano; Ensino e Pesquisa;
Atividades Especiais em Arquitetura e Urbanismo e Engenharia de Segurança do Trabalho

Acórdão TCU 656/2016:


2.8.1. Execução de terraplenagem, drenagem e pavimentação;’ (grifamos) -> Link para o acórdão
17. Dessa forma, o subitem 5.3.4, ‘I’, do edital da Tomada de Preços 004/2015 deveria ter previsto a
possibilidade de apresentação de registro ou inscrição também no CAU. Outro não pode ser o entendimento.
Tanto engenheiros como arquitetos e urbanistas têm habilitação legal para o exercício de atividades
pertinentes à licitação em comento, sendo profissionais capacitados a acompanhar, fiscalizar, conduzir e
executar obras ou serviços de pavimentação.
18. Entende-se, portanto, que a omissão no instrumento convocatório de exigência alternativa de registro ou
inscrição no CAU restringe o rol de possíveis licitantes aptos a participar do certame.
20.A definição da “execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico” como atividades e
atribuições do arquiteto e urbanista foi legalmente instituída com o advento da Lei 12.378/2010, a qual
atribuiu ao CAU/BR a competência para especificar as áreas de atuação dos profissionais. Nesse sentido, por
meio da Resolução 21/2012, entre as atribuições dos arquitetos e urbanistas, incluiu-se expressamente a
execução de “estrutura de concreto” e de “estrutura metálica”.

http://www.caubr.gov.br/resolucao21/

Projeto Básico
Projeto Básico para contratação de Manutenção
Corretiva e Preventiva:
o Detalhamento do objeto;
o Periodicidade das visitas, se diária, semanal, quinzenal, mensal, por exemplo;
o Horário das visitas de manutenção;
o Prazo para atendimento às chamadas;
o Equipe mínima ou composição da equipe técnica, com registro na entidade
o Profissional competente;
o Existência de plantonistas, quando for o caso;
o Relação do material de reposição que deverá ficar a cargo do futuro contratado;
o Material mínimo necessário para estoque no local onde serão executados os
serviços;
o Exigência de oficina, quando for o caso;
o Endereço do local onde serão consertados aparelhos, equipamentos etc, quando o
reparo não puder ser feito no prédio do contratante.

BONATTO, Hamilton. Governança E Gestão De Obras Públicas: DO PLANEJAMENTO À PÓS-OCUPAÇÃO

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Projeto Básico
Responsabilização - Jurisprudência TCE-PR:

ACÓRDÃO TCE-PR Nº 4427/17 - Tribunal Pleno


Voto
(...)
III – Aplicar ao Sr. Eduardo Requião de Mello e Silva a
multa prevista pelo art. 87, III, “d”, da Lei Complementar
Estadual nº 113/2005, pela não observância do
adequado processo licitatório em razão da insuficiência
do projeto básico, em ofensa aos Arts. 3º, 6º e 7º, da Lei
Federal nº 8.666/93;
(...) (Grifo nosso)

Projeto Básico
Projeto Executivo:
Detalhamento do Projeto Básico => Visa a disciplinar a execução da
obra ou do serviço.
Adquire maior relevância em grandes projetos (rodovias, metrôs,
irrigação, etc)
Lei 8.666/93, Art. 6º, Inciso X: Conjunto de elementos necessários e
suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas
pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Elaboração: concomitante ao Projeto Básico OU durante a
execução*(Excepcionalmente quando houver ineditismo ou grande
dificuldade de especificar os serviços).
Lei 8.66/93, Art. 9º, §2º: Licitação ou contratação de obra ou serviço
que inclua a elaboração de projeto executivo como encargo do
contratado ou pelo preço previamente fixado pela administração.

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17/07/2018

Projeto Básico

Alteração do Projeto Básico:

SÚMULA TCU Nº 261


Em licitações de obras e serviços de engenharia, é necessária a
elaboração de projeto básico adequado e atualizado, assim considerado
aquele aprovado com todos os elementos descritos no art. 6º, inciso IX,
da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, constituindo prática ilegal a
revisão de projeto básico ou a elaboração de projeto executivo que
transfigurem o objeto originalmente contratado em outro de natureza e
propósito diversos.

Apresentação Planejamento Fase Interna Fase Externa Fase


do Curso da Licitação da Licitação da Licitação Contratual

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17/07/2018

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Curva ABC
Básico Sociais Orçamentária

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma
Descritivo de Licitação Execução
de Projetos

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

BDI

“...BDI é coisa de ladrão...”

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17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

BDI

“...O Brasil só não vai para frente, porque


existe o BDI...”

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

BDI

“...O BDI máximo no meu estado será


20%...”

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17/07/2018

LEI 8.666/93
ART. 3º

• A licitação destina-se a garantir a observância do princípio


constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa
para a administração e a promoção do desenvolvimento
nacional sustentável e será processada e julgada em estrita
conformidade com os princípios básicos da legalidade, da
impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.

LEI 8.666/93
ART. 3º

• A licitação destina-se a garantir a observância do princípio


constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa
para a administração e a promoção do desenvolvimento
nacional sustentável e será processada e julgada em estrita
conformidade com os princípios básicos da legalidade, da
impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.

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17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

BDI

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

BDI

• É um percentual aplicado sobre o


custo para chegar ao preço de venda a
ser apresentado ao cliente.

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17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

AQUISIÇÕES SEM BDI

• Exemplo: Aquisição de um
televisor.

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

AQUISIÇÕES SEM BDI

• Determinação do preço máximo para


licitação através do mercado local.
FORNECEDOR PREÇO DE MERCADO
Fornecedor 01 R$1.540,00
Fornecedor 02 R$1.750,00
Fornecedor 03 R$1.450,00
MÉDIA: R$1.580,00

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17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

AQUISIÇÕES SEM BDI

• Determinação do preço máximo para


licitação através dos fabricantes.

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

AQUISIÇÕES SEM BDI

• Determinação do preço máximo para


licitação através dos fabricantes.
FORNECEDOR PREÇO DE MERCADO
Fornecedor 01 R$1.078,00
Fornecedor 02 R$1.225,00
Fornecedor 03 R$1.015,00
MÉDIA: R$1.106,00

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17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

AQUISIÇÕES SEM BDI

•Resultado da licitação.

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÕES SEM BDI

• Custos do revendedor:
• Impostos sobre o faturamento;
• Lucro do setor;
• Logística e armazenamento;
• Estrutura de pessoal;
• Comissão de venda;
• Etc.

35
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Exemplo: Alvenaria

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Composição de preço para Alvenaria

36
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Custos indiretos:

Administração central (RH, contabilidade, aluguel, luz, telefone,


etc.);
Tributos sobre o faturamento;
Despesas financeiras;
Lucro;
Risco;
Seguros e garantias.

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Possibilidade 01:

Administração Central BDI

Prazo de Execução Custo dos insumos

Obra possivelmente mais econômica

37
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Possibilidade 02:

Administração Central BDI

Prazo de Execução Custo dos insumos

Obra possivelmente mais cara

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Conclusão

Não é possível dizer se uma obra está


cara ou barata apenas verificando o
valor do BDI

38
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• BDI diferenciado:

Comprovada a inviabilidade técnico-econômica de


parcelamento do objeto da licitação, nos termos da legislação
em vigor, os itens de fornecimento de materiais e
equipamentos de natureza específica que possam ser
fornecidos por empresas com especialidades próprias e
diversas e que representem percentual significativo do preço
global da obra devem apresentar incidência de taxa de BDI
reduzida em relação à taxa aplicável aos demais itens. (§ 1o,
art. 9º, Decreto 7.983/2013)

39
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• BDI diferenciado, exemplo:

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• BDI diferenciado, pressupostos para aplicação:

• Que o possível parcelamento do fornecimento específico não tenha


ocorrido;

• Que a construtora atue como mera intermediadora no fornecimento


de materiais e equipamentos;

• Que sejam equipamentos com projetos e instalação padronizados, de


fabricação regular; e

• Que o material/equipamento tenha valor percentualmente


significativo em relação ao preço global da obra.

40
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

QUAL TAXA DE BDI CONSIDERAR NA


CONTRATAÇÃO DE OBRAS
PÚBLICAS?

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

41
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

42
17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Componentes mínimos do BDI (Valores médios retirados do Acórdão


do TCU 2.622/2013 - Plenário):
ITEM COMPONENTE DO BDI VALOR*
Administração Central AC = 4,00%
Risco R= 1,27%
Seguro + Garantia S+G= 0,80%
Despesa financeira DF = 1,23%
Lucro L= 7,40%
Tributos T= 10,15%
PIS 0,65%
COFINS 3,00%
ISS 2,00%
Desoneração da folha de pagamento 4,50%

28,3477%

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Componentes mínimos do BDI (Valores médios retirados do Acórdão


do TCU 2.622/2013 - Plenário):
ITEM COMPONENTE DO BDI DIFERENCIADO VALOR*
Administração Central AC = 3,45%
Risco R= 0,85%
Seguro + Garantia S+G= 0,48%
Despesa financeira DF = 0,85%
Lucro L= 5,11%
Tributos T= 10,15%
PIS 0,65%
COFINS 3,00%
ISS 2,00%
Desoneração da folha de pagamento 4,50%

23,6176%

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17/07/2018

BDI - BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS


AQUISIÇÃO DE OBRAS/ SERVIÇOS DE ENGENHARIA

• Consequências para Administração pública:

•Precisa determinar um BDI da obra e um BDI diferenciado se necessário (Acórdão do


TCU 2.622/2013 - Plenário);

•Não pode limitar o BDI dos licitantes;

•Precisa considerar insumos da obra passíveis de BDI diferenciado (decreto 7.983/13);

•Precisa cobrar o BDI aberto dos licitantes (TCU - Súmula nº258).

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Orçamentária
Curva ABC
Básico Sociais

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma de Licitação
Descritivo Execução
de Projetos

44
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS

DEFINIÇÃO

• São os custos incidentes sobre a folha de


pagamentos de salários e têm sua origem na
CLT, na Constituição Federal de 1988, em leis
específicas e nas convenções coletivas de
trabalho.

ENCARGOS SOCIAIS

VALORES

• Para Curitiba segundo o Sinduscon:

176,85% (horista sem desoneração e COM os encargos


complementares)

45
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
IMPACTO DAS LS

OBRA FICTÍCIA
VALOR: R$1.000.000,00 IMPACTO DA MÃO DE OBRA
40% ou
400 mil

Salário: 145 mil

Encargos: 255 mil


25,5%
do total da obra

ENCARGOS SOCIAIS
LS

• Exceções das tabelas de referência como o SINAPI:

• Hora Noturna;

• Adicionais de periculosidade ou insalubridade.

46
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS

LS

• O modelo utilizado para apropriação dos


Encargos Sociais no SINAPI agrega em quatro
grupos distintos os elementos que definem a
alíquota final incidente:

ENCARGOS SOCIAIS
GRUPO A

• Grupo A – Encargos Sociais Básicos:

Derivados de legislação específica que concedem


benefícios aos empregados, como Previdência Social,
Seguro Contra Acidente de Trabalho, Salário Educação
e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

47
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
GRUPO A

• INSS (20,0% ou 0,0%);


• FGTS (8,0%);
• Salário Educação (2,5%);
• SESI (1,5%);
• SENAI (1,0%); Total: 37,8%
• SEBRAE (0,6%);
• INCRA (0,2%);
• Seguro acidente (3,0%);
• SECONCI (1,0%).

ENCARGOS SOCIAIS

GRUPO B

• Grupo B – Encargos Sociais caracterizam-se


por custos advindos da remuneração
devida ao trabalhador sem que exista a
prestação do serviço correspondente:

48
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
GRUPO B

• Repouso semanal remunerado (17,89%);


• Feriados (3,96%);
• Auxilio enfermidade (0,91%);
• 13º Salário (10,90%);
• Licença Paternidade (0,07%); Total: 46,15%
• Faltas justificadas (0,73%);
• Dias de chuva (1,53%);
• Auxílio acidente de trabalho (0,11%);
• Férias gozadas (10,02%);
• Salário maternidade (0,03%).

ENCARGOS SOCIAIS

GRUPO C

• Grupo C – Encargos Sociais que são


predominantemente indenizatórios e
devidos na ocasião da demissão do
trabalhador:

49
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
GRUPO C

• Aviso prévio indenizado (6,23%);


• Aviso prévio trabalhado (0,15%);
• Férias indenizada (3,50%); Total: 15,34%
• Depósito rescisão sem justa causa (4,94%);
• Indenização adicional (0,52%).

ENCARGOS SOCIAIS

ENCARGOS COMPLEMENTARES

• Encargos complementares, são encargos cuja


obrigação de pagamento decorre das
convenções coletivas de trabalho e de normas
que regulamentam a prática profissional na
construção civil:

50
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS

ENCARGOS COMPLEMENTARES

• Alimentação;
• Transporte;
• Equipamentos de proteção individual;
• Ferramentas manuais;
• Exames médicos obrigatórios;
• Seguros de vida e cursos de capacitação.

ENCARGOS SOCIAIS

ENCARGOS COMPLEMENTARES

• Com origem nos sindicatos da categoria.

51
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS

ENCARGOS COMPLEMENTARES

• Existem três formas distintas para a estimativa desses custos:

a) Como percentual, usualmente aplicado em conjunto com


os Encargos Sociais;

b) Como itens detalhados em planilha de custos diretos;

c) Como custo horário alocado diretamente à mão de obra.

52
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
ENCARGOS COMPLEMENTARES

a)Como percentual, usualmente aplicado em conjunto


com os Encargos Sociais;

Encargos Sociais na Construção Civil


Grupo A

A1 INSS 20,00%
A2 FGTS 8,00%
A3 Salário Educação 2,50%
A4 SESI 1,50%
A5 SENAI 1,00%
A6 SEBRAE 0,60%
A7 INCRA 0,20%
A8 Seguro Acidente 3,00%
A9 SECONCI 1,00%
Total Grupo A 37,80%

Grupo B - encargos com incidência do Grupo I

B1 Repouso semanal remunerado 17,76% D1 EPI - Equipamentos de Proteção Individual 2,77%


B2 Férias + bonificação de 1/3 14,80%
B3 Feriados 4,07% D2 Seguro de vida 0,62%
B4 Auxilio enfermidade e faltas justificadas 1,85%
B5 Acidente de trabalho 0,15% D3 Vale transporte 5,46%
B6 Licença Paternidade 0,04%
B7 13º Salário 11,10% D4 Vale compras 24,76%
B8 Adicional noturno 0,00%
Total Grupo B 49,77% D5 Café da manhã 5,82%
Incidência do GRUPO A sobre o GRUPO B 18,81% Total Grupo D: 39,43%
Grupo C

C1 Aviso prévio 18,16%


C2 Demissão sem justa causa 5,06%
C3 Indenização adicional 1,43%
C4 Incidência do GRUPO I no aviso prévio (sem FGTS e SECONCI) 5,23%
Total Grupo C 29,88%

Grupo D

D1 EPI - Equipamentos de Proteção Individual 2,77%


D2 Seguro de vida 0,62%
D3 Vale transporte 5,46%
D4 Vale compras 24,76%
D5 Café da manhã 5,82%
Total Grupo D 39,43%

SUBTOTAL 175,69%

53
17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
ENCARGOS COMPLEMENTARES

b)Como itens detalhados em planilha de custos diretos

16. ESQUADRIAS 137.385,75

16.01 SOLARIUM

16.01.01 FECHAMENTO FRONTAL EM ESQUADRIA TIPO STRUCTURAL GLAZING CONFORME PROJETO, EXCETO PORTAS AUTOMÁTICAS. M2 82,50 1.276,40 105.303,00

16.01.02 PORTA AUTOMÁTICA 2500X2000MM, INCLUINDO TODOS OS ELEMENTOS PARA O SEU PERFEITO FUNCIONAMENTO. UN 1,00 15.894,10 15.894,10

16.01.03 PORTA AUTOMÁTICA 1700X2000MM, INCLUINDO TODOS OS ELEMENTOS PARA O SEU PERFEITO FUNCIONAMENTO. UN 1,00 13.922,30 13.922,30

16.02 DEPÓSITO DE LIXO

16.02.01 PORTA DE ABRIR EM ALUMINIO TIPO VENEZIANA, COM GUARNICAO M2 2,90 781,50 2.266,35

17. ENCARGOS COMPLEMENTARES 86.271,16

17.01 CAPACETE DE SEGURANÇA UN 27,00 22,00 594,00

17.02 BOTA DE SEGURANCA COM BIQUEIRA DE ACO E COLARINHO ACOLCHOADO UN 27,00 37,00 999,00

17.03 PROTETOR AURICULAR UN 54,00 2,32 125,28

17.04 AVENTAL DE RASPA UN 5,00 39,00 195,00

17.05 LUVA RASPA DE COURO, CANO CURTO (PUNHO *7* CM) UN 5,00 12,90 64,50

17.06 TALABARTE DE SEGURANCA, 2 MOSQUETOES TRAVA DUPLA *53* MM DE ABERTURA, COM ABSORVEDOR DE ENERGIA UN 10,00 231,29 2.312,90

17.07 PROTETOR SOLAR FPS 30, EMBALAGEM 2 LITROS UN 2,00 258,00 516,00

17.08 RESPIRADOR DESCARTÁVEL SEM VÁVULA DE EXALAÇÃO, PFF 1 UN 81,00 0,61 49,41

17.09 UNIFORME COMUM UN 27,00 87,00 2.349,00

17.10 ÓCULOS CONTRA IMPACTO UN 41,00 3,67 150,47

17.13 ALMOÇO UN 2.376,00 22,10 52.509,60

17.14 CAFÉ DA MANHÃ UN 2.376,00 4,50 10.692,00

17.15 TRANSPORTE UN 1.188,00 4,25 5.049,00

17.16 CURSO DE CAPACITAÇÃO UN 27,00 117,00 3.159,00

17.17 FERRAMENTAS MANUAIS UN 54,00 42,00 2.268,00

17.18 EXAME CLÍNICO UN 27,00 35,00 945,00

17.19 AUDIOMETRIA UN 27,00 32,00 864,00

17.20 ELETROCARDIOGRAMA (ECG) UN 27,00 25,00 675,00

17.21 SEGURO DE VIDA/ ACIDENTES DE TRABALHO UN 27,00 102,00 2.754,00

18. LIMPEZA FINAL DA OBRA 1.153,20

18.01 LIMPEZA FINAL DA OBRA M2 372,00 3,10 1.153,20

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17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
ENCARGOS COMPLEMENTARES

c)Como custo horário alocado diretamente à mão de obra

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17/07/2018

ENCARGOS SOCIAIS
CUIDADO AO USAR O SINAPI

Curitiba (Sintracon) - 2017/2018 Sinduscon - Oeste/PR - 2017/2018


Profissional Vale Vale
Por compras Café da Vale Por compras Café da Vale
Hora manhã transporte Hora manhã transporte
Servente 5,83 404,10 95,04 4,25 5,65 347,00 0,00 3,65
Meio profissional 6,32 404,10 95,04 4,25 5,96 347,00 0,00 3,65
Profissional 8,23 404,10 95,04 4,25 7,88 347,00 0,00 3,65
Contra Mestre 11,47 404,10 95,04 4,25 11,55 347,00 0,00 3,65
Mestre 15,89 404,10 95,04 4,25 15,49 347,00 0,00 3,65

ENCARGOS SOCIAIS
ENCARGOS SOCIAIS

• Consequências para Administração pública:

• Precisa determinar um percentual de Encargos Sociais de referência;

• Não pode limitar os encargos dos licitantes;

• Precisa cobrar os Encargos Sociais de cada um dos licitantes (TCU -


Súmula nº258).

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17/07/2018

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Curva ABC
Básico Sociais Orçamentária

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma
Descritivo de Licitação Execução
de Projetos

Planilha Orçamentária

O que é?

É a planilha que relaciona


todos os serviços atinentes à obra,
acompanhados dos respectivos
quantitativos, unidades de execução,
preços unitários e preços totais.

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17/07/2018

Planilha Orçamentária

Lembrete

O trabalho técnico de elaboração de uma


planilha orçamentaria para uma obra pública
deve ser feita por um profissional cujas
competências estejam previstas na Lei 5.194/66.
E sempre deverá ter uma anotação de
responsabilidade técnica (ART) ou um registro de
responsabilidade técnica (RRT) de forma a
vincular o profissional ao serviço realizado.

Planilha Orçamentária
Requisitos:

Documento obrigatório do Projeto Básico


Colunas: Descrição, Unidade, Custo Unitário e Custo Total

Importância:

Parâmetro para a administração fixar os critérios de aceitabilidade de


preços globais e unitários do edital.
Será a principal referência, na fase externa da licitação, para análise das
propostas das empresas concorrentes.
E durante a execução da obra, a partir dos descontos praticados pela
licitante vencedora do certame, será o balizador das medições e
pagamentos dos serviços executados.
Referências para análise de aditivos de acréscimo e supressão.

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17/07/2018

Planilha Orçamentária
Exemplo:
ETAPA DESCRIÇÃO UNIDADE QUANT. PREÇO* VALOR
(UNIT.)(R$) (TOT.)(R$)
14. AUDITÓRIO TOTAL ITEM 14.: 149.381,84
14.01 INSTALAÇÃO ELÉTRICA
14.01.01 Eletroduto de PVC rígido roscável,inclusive conexões ø 25 mm (3/4") M 60,00 18,80 1.128,00
14.01.02 ELETRODUTO METÁLICO FLEXÍVEL COM CAPA DE PVC TIPO SEAL TUBE Ø 3/4" M 12,00 20,60 247,20
14.01.03 CABO DE COBRE ISOLAMENTO TERMOPLASTICO 0,6/1KV 2,5MM2 ANTI-CHAMA - FORNECIMENTO E INSTALACAO M 240,00 4,30 1.032,00
14.02 INSTALAÇÃO DE AR CONDICIONADO
14.02.01 EQUIPAMENTOS
14.02.01.01 FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE Condicionador de ar tipo split high wall inverter, quente/frio, 9.000 BTU/h, INCLUINDO TODA TUBULAÇÃO, ISOLAMENTO UN 1,00 3.108,20 3.108,20
TÉRMICO, GÁS, SUPORTE E TODOS OS ACESSÓRIOS NECESSÁRIOS PARA INSTALAÇÃO CONFORME PROJETO.
14.02.01.02 FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE Condicionador de ar tipo split high wall inverter, quente/frio, 12.000 BTU/h INCLUINDO TODA TUBULAÇÃO, ISOLAMENTO UN 2,00 3.498,50 6.997,00
TÉRMICO, GÁS, SUPORTE E ACESSÓRIOS PARA INSTALAÇÃO CONFORME PROJETO.
14.02.01.03 FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE Condicionador de ar tipo split high wall inverter, quente/frio, 18.000 BTU/h INCLUINDO TODA TUBULAÇÃO, ISOLAMENTO UN 3,00 4.918,30 14.754,90
TÉRMICO, GÁS, SUPORTE E ACESSÓRIOS PARA INSTALAÇÃO CONFORME PROJETO.
14.02.01.04 FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE Condicionador de ar tipo split high wall inverter, quente/frio, 24.000 BTU/h INCLUINDO TODA TUBULAÇÃO, ISOLAMENTO UN 1,00 6.352,00 6.352,00
TÉRMICO, GÁS, SUPORTE E ACESSÓRIOS PARA INSTALAÇÃO CONFORME PROJETO.
14.02.01.05 FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE Condicionador de ar tipo split high wall inverter, quente/frio, 30.000 BTU/h INCLUINDO TODA TUBULAÇÃO, ISOLAMENTO UN 5,00 8.639,90 43.199,50
TÉRMICO, GÁS, SUPORTE E ACESSÓRIOS PARA INSTALAÇÃO CONFORME PROJETO.
14.03 DIVERSOS
14.03.01 Furo em concreto com coroa diamantada, utilizando perfuratriz elétrica (profundidade do furo: até 40 cm / diâmetro da broca: 2 a 2 1/4 ") UN 24,00 152,90 3.669,60
14.03.02 FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE PISO VINILICO EM PLACAS FLEXÍVEIS AUTOPORTANTE, 50X50CMX5MM. M2 256,30 268,80 68.893,44

Planilha Orçamentária

Atributos de um Orçamento

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17/07/2018

Planilha Orçamentária
Atributos de um Orçamento

•Aproximação

Planilha Orçamentária
Atributos de um Orçamento

60
17/07/2018

Planilha Orçamentária

Atributos de um Orçamento

Especificidade

Planilha Orçamentária

Atributos de um Orçamento

Temporalidade

61
17/07/2018

Planilha Orçamentária

Etapas para elaboração de uma planilha orçamentaria

1 – Determinação dos serviços que que devem


ser executados;
2 – Determinação das quantidades de cada
destes serviços; e
3 – Determinação do preço unitário de mercado
de cada um destes serviços – Referências de
preço.

Planilha Orçamentária
Etapas para elaboração de uma planilha
orçamentaria
1 – Determinação dos serviços que que devem ser
executados:

62
17/07/2018

Planilha Orçamentária
Etapas para elaboração de uma planilha
orçamentaria

2 – Determinação das quantidades de cada destes serviços

Planilha Orçamentária
Etapas para elaboração de uma planilha
orçamentaria
3 – Determinação do preço unitário de mercado de cada um
destes serviços – Referências de preço.

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17/07/2018

Referenciais de Preço oficiais


Edificações

SINAPI
Edificações - SEIL/PRED
TCPO (Pini)
Aplicativo menor preço (Art. 12, inciso VIII da 15.608)

Infraestrutura de transporte

Infraestrutura de transporte – SICRO (DNIT)


Infraestrutura rodoviária - DER:

Referenciais de Preço oficiais


Acesso ao Sinapi

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17/07/2018

Referenciais de Preço oficiais


Acesso ao Sinapi

Referenciais de Preço oficiais


Acesso ao Sicro

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17/07/2018

Referenciais de Preço

Ausência de Referencial – O que fazer?

Referenciais de Preço

Ausência de Referencial – O que fazer?

Decerto Federal 7.983/13

Art. 6º Em caso de inviabilidade da definição dos custos conforme o


disposto nos Arts. 3º, 4º e 5º, a estimativa de custo global poderá ser
apurada por meio da utilização de dados contidos em tabela de referência
formalmente aprovada por órgãos ou entidades da administração pública
federal em publicações técnicas especializadas, em sistema específico
instituído para o setor ou em pesquisa de mercado.

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17/07/2018

Referenciais de Preço
Ausência de custo de referência

Serviços especiais

Referenciais de Preço

Serviços especiais

Exemplo:

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17/07/2018

Referenciais de Preço

Serviços especiais

Exemplo:

Referenciais de Preço

Ausência de custo de referência

Composições personalizadas

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17/07/2018

Referenciais de Preço

Referenciais de Preço

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17/07/2018

Referenciais de Preço

Pesquisa de Preço

Necessidade de se consultar o maior número


de fontes possíveis, de forma a possibilitar que a
pesquisa de preços reflita o real comportamento do
mercado.

Referenciais de Preço

Pesquisa de Preço - Considerações

 Comprovação da realização da pesquisa;


 Pesquisa composta por menos de três propostas
válidas deve ter a devida justificativa;
 Comprovação de pesquisa realizada, inclusive, se for
utilizado o Portal de Compras Governamentais, em
sítios eletrônicos especializados ou de domínio amplo;

70
17/07/2018

Referenciais de Preço

Pesquisa de Preço - Considerações

 Pesquisa de preço dentro de um prazo de validade


coerente;
Deve ser feita uma análise crítica dos valores orçados
de forma a desconsiderar aqueles que apresentem
grande variação em relação aos demais.

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

Análise crítica dos preços coletados

Assim, para obtenção do resultado da


pesquisa, não poderão ser considerados os preços
excessivamente elevados e os inexequíveis.

71
17/07/2018

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

O que é um preço excessivamente elevado ou


inexequível?

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

O que é um preço excessivamente elevado ou


inexequível?

Exemplo:
Fornecedor
Item Un.
1 2 3
Mármore branco Paraná m² 297,00 350,00 720,00

72
17/07/2018

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

O que é um preço excessivamente elevado ou


inexequível?

Sugestão 01

Critério de Chauvenet

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

Critério de Chauvenet

Especifica que um valor medido pode ser


rejeitado se a probabilidade m de obter o desvio em
relação à média é menor que 1/2n.

73
17/07/2018

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

Critério de Chauvenet
Número de leituras, Razão entre o máximo desvio aceitável
n e o desvio padrão,
Leitura Valor (xi) di = |xi – xm| di/ Desv. Padrão 3
4
1,38
1,54
1 297,00 158,67 0,69 5
6
1,65
1,73
2 350,00 105,67 0,46 7
10
1,80
1,96
3 720,00 264,33 1,15 15
25
2,13
2,33
Média (xm) 455,67 50 2,57
100 2,81
Desv. Padrão 230,45 300 3,14
500 3,29
1000 3,48

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

O que é um preço excessivamente elevado ou


inexequível?

Sugestão 02

Usar a mediana ao invés da média

74
17/07/2018

Referenciais de Preço
Pesquisa de Preço

O que é um preço excessivamente elevado ou


inexequível?

Sugestão 02

Fornecedor
Item Un. Média Mediana
1 2 3
Mármore branco Paraná m² 297,00 350,00 720,00 455,67 350,00

Referenciais de Preço
Desoneração da folha – usar ou não usar?

(TCU Acordão 421/18 - Plenário)7. Assim, o Exmo. Ministro


Relator, mediante Despacho à peça 24, anuindo com a análise
efetuada por essa Unidade Técnica, determinou:
“9.3. dar ciência à UFPA, que a Lei 12.546/2011, alterada
pela Lei 13.161/2015, passou a facultar às empresas a
utilização da sistemática de “desoneração da folha” e que,
portanto, os Editais não podem criar tal obrigatoriedade;”

SUGESTÃO do que fazer?

1.Simular 2 orçamentos – um com desoneração, outro sem.


2.Utilizar o mais baixo na licitação!

75
17/07/2018

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Curva ABC
Básico Sociais Orçamentária

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma
Descritivo de Licitação Execução
de Projetos

Planilha Orçamentária

Curva ABC

Representa em forma de tabela, ordenada em


ordem decrescente de valores, o percentual de
participação de cada item da planilha em relação
ao preço total:
Grupo A -> 70%
Grupo B -> 20%
Grupo C -> 10%
Permite a visualização clara dos itens relevantes.

76
17/07/2018

Planilha Orçamentária
Curva ABC
ITEM DESCRIÇÃO PREÇO* VALOR
UNIDADE QUANT. % % Acum. Class
(UNIT.)(R$) (TOT.)(R$)
1 PISO GRANITO ASSENTADO SOBRE ARGAMASSA CIMENTO / CAL / AREIA TRACO 1:0,25:3 INCLUSIVE REJUNTE EM CIMENTO M2 107,00 455,90 48.781,30 30,05% 30,05%
2 DIVISORIA EM GRANITO BRANCO POLIDO, ESP = 3CM, ASSENTADO COM ARGAMASSA TRACO 1:4, ARREMATE EM CIMENTO BRANCO. M2 32,50 748,00 24.310,00 14,97% 45,02%

Grupo A
3 FORRO MODULADO DE PVC 1,250X0,625X10MM, ESPESSURA: 10 MM, ESTRUTURA APARENTE, SISTEMA ESTRUTURAL MODULAR . M2 107,00 130,40 13.952,80 8,59% 53,62%
4 AZULEJO ASSENTADO COM ARGAMASSA PRÉ-FABRICADA DE CIMENTO COLANTE M2 125,60 78,00 9.796,80 6,03% 59,65%
5 IMPERMEABILIZACAO DE SUPERFICIE COM MANTA ASFALTICA (COM POLIMEROS TIPO APP), E=4 MM M2 107,00 90,30 9.662,10 5,95% 65,60%
6 REMOCAO DE AZULEJO E SUBSTRATO DE ADERENCIA EM ARGAMASSA M2 125,60 56,90 7.146,64 4,40% 70,00%
7 PORTA DE ABRIR EM ALUMINIO TIPO VENEZIANA, COM GUARNICAO M2 9,00 696,80 6.271,20 3,86% 73,87%
8 BACIA SANITÁRIA DE LOUÇA COM CAIXA ACOPLADA, COM TAMPA E ACESSÓRIOS UN 8,00 665,70 5.325,60 3,28% 77,15%
9 FIXAÇÃO DE TELA DEPLOYE EM PAREDE DE CONCRETO ARMADO COM PARAFUSO E BUCHA. M2 125,60 42,20 5.300,32 3,26% 80,41%

Grupo B
10 EMBOÇO PARA PAREDE INTERNA COM ARGAMASSA DE CAL HIDRATADA E AREIA SEM PENEIRAR TRAÇO 1:3, E=30 MM M2 125,60 36,60 4.596,96 2,83% 83,24%
11 PORTA DE MADEIRA 0,90 X 2,10 M, EXTERNA, COM BATENTE, GUARNIÇÃO E FERRAGEM UN 3,00 1.252,10 3.756,30 2,31% 85,56%
12 PISO MARMORE BRANCO ASSENTADO SOBRE ARGAMASSA TRACO 1:4 (CIMENTO/AREIA) M2 3,90 897,20 3.499,08 2,16% 87,71%
13 VENTILADOR/EXAUSTOR VENTOKIT IN LINE 280 CONJUNTO COMPLETO un 5,00 579,50 2.897,50 1,78% 89,50%
14 TORNEIRA DE PRESSÃO METÁLICA PARA PIA UN 5,00 401,80 2.009,00 1,24% 90,73%
15 TAMPO DE GRANITO PARA PIA, E=30 MM, LARGURA 0,60 M M 3,50 550,40 1.926,40 1,19% 91,92%
16 CHAPISCO PARA PAREDE INTERNA OU EXTERNA COM ARGAMASSA DE CIMENTO E PEDRISCO TRAÇO 1:4, E=7 MM M2 125,90 13,30 1.674,47 1,03% 92,95%
17 DISPENSER DE SABONETE LIQUIDO PRESSMATIC DE MESA UN 4,00 412,90 1.651,60 1,02% 93,97%
18 CORTE EM CONCRETO PARA PISOS E LAJES, COM DISCOS DIAMANTADOS (ESPESSURA DO CORTE: 20 CM) M 15,00 110,10 1.651,50 1,02% 94,99%
19 LUMINÁRIA FLUORESCENTE, TIPO CALHA DE SOBREPOR PARA DUAS LÂMPADAS LED. UN 6,00 249,90 1.499,40 0,92% 95,91%

Grupo C
20 RODOPIA DE GRANITO PARA LAVATÓRIO, E=30 MM, LARGURA 0,20 M M 3,50 326,00 1.141,00 0,70% 96,61%
21 SAIA DE GRANITO PARA LAVATÓRIO, E=30 MM, LARGURA 0,20 M M 3,50 320,60 1.122,10 0,69% 97,30%
22 LAMPADA TUBULAR LED NO MÁXIMO 20W DIMERISAVEL, VIDA ÚTIL 4000HORAS. BULBO T8 (COMPRIMENTO 1200MM) UN 12,00 93,30 1.119,60 0,69% 97,99%
23 CHAPA ACO INOX E = 4MM (32KG/M2) M2 1,50 684,60 1.026,90 0,63% 98,63%
LOCACAO DE CACAMBA DE ACO TIPO CONTAINER COM 5M3 DE CAPACIDA DE,PARA RETIRADA DE ENTULHO DE OBRA,INCLUSIVE CARREGAMENTO,TRANSPORTE E UN 3,00 307,80 923,40 0,57% 99,19%
24
DESCARREGAMENTO,EXCLUSIVE TAXA PARA DESCARGA EM
25 TUBO DE PVC SOLDÁVEL, COM CONEXÕES Ø 25 MM M 30,40 22,50 684,00 0,42% 99,62%
26 PROTECAO MECANICA DE SUPERFICIE COM ARGAMASSA DE CIMENTO E AREIA, TRACO 1:7 CM, E=3 CM M2 15,60 40,00 624,00 0,38% 100,00%

Planilha Orçamentária

Curva ABC

Destaca os serviços com maior peso


financeiro;
Permite uma melhor atenção para com
estes itens;
Possibilita o refinamento da planilha
orçamentaria.

77
17/07/2018

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Curva ABC
Básico Sociais Orçamentária

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma
Descritivo de Licitação Execução
de Projetos

Elaboração/Contratação de Projetos

Projetos de Engenharia/Arquitetura

Contratar ou elaborar os projetos?


Quais modalidades e tipos de licitação a se
utilizar na contratação de projetos?
De quem são os direitos autorais dos
projetos?

78
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos
Contratar ou elaborar os projetos?

 Devem ser avaliadas as capacidades e conhecimentos dos


técnicos disponíveis
 Atribuições dos engenheiros: Lei nº 5.194/66
 Atribuições dos arquitetos: Lei nº 12.378/10
 Deve ser avaliado o custo para contratação em relação à
elaboração pelos técnicos do setor
 “É dever do gestor exigir apresentação de ART (RRT) referente a
projeto, execução, supervisão e fiscalização de obras e serviços
de engenharia, com indicação do responsável pela elaboração de
plantas, orçamento-base, especificações técnicas, composições
de custos unitários, cronograma físico-financeiro e outras peças
técnicas” (TCU. Súmula 260)

Elaboração/Contratação de Projetos

Qual a modalidade de licitação a se utilizar?

Lei não diferenciou modalidades de licitação de critério


técnico.
“§ 1o Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação,
os contratos para a prestação de serviços técnicos
profissionais especializados deverão, preferencialmente,
ser celebrados mediante a realização de concurso, com
estipulação prévia de prêmio ou remuneração.” (Art. 13,
LLC)

79
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos
Concurso

Modalidade para quaisquer interessados (acesso o mais


amplo possível)
Escolha de trabalho técnico, científico ou artístico
Instituição de prêmio ou remuneração aos vencedores (fixo)
Divulgação mínima 45 dias (prazo deve ser adequado para
produção dos trabalhos)
Resultado do trabalho é analisado, não o autor (pode
escolher fazer de forma anônima)
Sempre haverá certo grau de subjetividade no julgamento
artístico (deverá ser indicado tipo de performance pretendida
e critérios de seleção)

Elaboração/Contratação de Projetos
Pregão

Pode se utilizar pregão para contratar projetos?


“1. O pregão não deverá ser utilizado para a contratação de
serviços de natureza predominantemente intelectual,
assim considerados aqueles que podem apresentar
diferentes metodologias, tecnologias e níveis de
desempenho e qualidade, sendo necessário avaliar as
vantagens e desvantagens de cada solução.
2. Se o projeto ou estudo a ser elaborado [...] for similar ao
que vier a ser desenvolvido por outro, o serviço poderá ser
caracterizado como comum.” (TCU. Acórdão 601/2011.
Plenário)

80
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos
Qual o tipo de licitação a se utilizar?

Melhor Técnica
Licitantes fazem propostas técnicas e de preço ->
Classificam-se as propostas técnicas -> Classificam-
se as propostas de preço -> Negociação
Impasse. Dá-se a chance aos demais proponentes
pela ordem de classificação técnica
Não há discricionariedade para Administração
contratar valor maior que o menor!

Elaboração/Contratação de Projetos
Qual o tipo de licitação a se utilizar?

Técnica e Preço
Licitantes fazem propostas técnicas e de preço -> são
atribuídas notas as duas propostas -> licitante que
apresentar notas maiores vence
Administração pode contratar por preço maior que o
mínimo!
Pode-se valorar peso maior à proposta técnica, mas com
limitações para que proposta de preço ainda seja
relevante

81
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos

Melhor técnica e técnica e preço

Lei não distingue casos para melhor técnica ou técnica e preço


Licitação pode estabelecer as peculiaridades da prestação a ser
imposta (o meio) – seleciona qual dos concorrentes poderá executar
melhor
Licitação pode estabelecer apenas o fim desejado (o meio é objeto de
avaliação da licitação) – seleciona o melhor concorrente e a melhor
proposta
Editais devem ser minuciosos, descrevendo claramente as exigências
técnicas e os critérios de julgamento
Critérios irrelevantes para Administração não devem ser considerados
Tempo de formado é irrelevante na avaliação (TCU. Acórdão 1417.
Plenário)

Elaboração/Contratação de Projetos
Exemplo de Nota de Conhecimento Técnico do Problema
Conceitos
Ordem Itens e subitens de julgamento Errôneo
Adequado/ Insuficien
Bom Regular ou não
excelente te
abordado
Indicação e abordagem de possíveis diretrizes e soluções técnicas
a Pontuação máxima: 35
propostas
Metodologia para acompanhamento e desenvolvimento de
a.1 6 5 3 1 0
projetos, coerente com a essência e complexidade do trabalho
Descrição sucinta das alternativas a serem estudadas, levando-se
a.2 - - - - -
em conta os aspectos de solução arquitetônica, para:
a.2.1 Classificação das áreas, climatização e tratamento do ar 3 2 1 0,5 0
Análise da estrutura da edificação, e memória de cálculo, com
a.2.2 7 5 3 1 0
ênfase em vigas vagão na estrutura metálica
Impermeabilizações, materiais e revestimentos em áreas de alto
a.2.3 2 1,5 1 0,5 0
nível de agressividade

a.2.4 Instalações elétricas, comunicação, hidrossanitárias e utilidades 5 3 2 1 0

a.2.5 Sustentabilidade ambiental do empreendimento 5 3 2 1 0


Análise e contribuições em projeto sob o enfoque do edifício
a.2.6 7 5 3 1 0
inteligente

82
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos

Direitos Autorais

De quem são os direitos autorais dos projetos?

Elaboração/Contratação de Projetos

Direitos Autorais

Direitos de autoria de um plano ou projeto de


engenharia, arquitetura ou agronomia, respeitadas
as relações contratuais expressas entre autor e
outros interessados, são do profissional que os
elaborar (Art. 17, Lei nº 5.194/1966)
Direitos Morais vs Direitos Patrimoniais (Lei nº
9.610/1998)

83
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos

Direitos Autorais Morais

Inalienáveis e irrenunciáveis;
Indicação de autoria da obra
Controle da exposição pública
Manutenção da integridade da obra, opondo-se a
modificações que possam prejudica-la ou atingi-
lo, como autor, em sua reputação ou honra
De modificar a obra, antes ou depois de utilizada

Elaboração/Contratação de Projetos

Direitos Autorais Patrimoniais

Titular pode colocar à disposição direitos


patrimoniais na forma, local e pelo tempo
que desejar;
Utilizar (desfrutar da obra)
Fruir (obter ganhos econômicos com sua
utilização)
Dispor (transmitir direitos patrimoniais)

84
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos
Direitos Autorais Patrimoniais

“A Administração só poderá contratar, pagar, premiar ou


receber projeto ou serviço técnico especializado desde
que o autor ceda os direitos patrimoniais a ele relativos
[...]” (Art. 111, Lei 8.666/1993);
Cessão é automática em todo contrato ou precisa ser
formalizada no edital? (Acórdão 883/2008. TCU,
Plenário)
Se projeto foi feito por funcionário da Administração?
(Acórdão 883/2008. TCU, Plenário)

Elaboração/Contratação de Projetos

Modificação de projeto

Pode a Administração Pública modificar o


projeto com outro engenheiro/arquiteto
diferente do autor?
Tema não pacificado!
Relação conflituosa entre os direitos morais
do autor e os direitos de propriedade do
contratante.

85
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos

Modificação de projeto

DIREITOS AUTORAIS > DIREITOS DE PROPRIEDADE


“As alterações do projeto ou plano original só poderão ser feitas pelo
profissional que o tenha elaborado.”
“Estando impedido ou recusando-se o autor do projeto [...] as
alterações poderão ser feitas por outro profissional habilitado, a
quem caberá a responsabilidade [...].” (Art. 18. Lei nº 5.194/1966)
“Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra
introduzir modificações no projeto por ele aprovado, [...] a não ser
que, por motivos supervenientes ou razões de ordem técnica, fique
comprovada a inconveniência ou a excessiva onerosidade de
execuções do projeto em sua forma originária.” (Art. 621, CC/2002)

Elaboração/Contratação de Projetos

Modificação de projeto

DIREITOS AUTORAIS > DIREITOS DE PROPRIEDADE


“São direitos morais do autor [...] o de assegurar a integridade
da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de
atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo,
como autor, em sua reputação ou honra e o de modificar a
obra, antes ou depois de utilizada;” (Art. 24, Lei 9.610/1998)
“Alterações em trabalho de autoria de arquiteto e urbanista,
tanto em projeto como em obra dele resultante, somente
poderão ser feitas mediante consentimento por escrito da
pessoa natural titular dos direitos autorais, salvo pactuação
em contrário.” (Art. 16. lei nº 12.378/2010)

86
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos
Modificação de projeto

DIREITOS DE PROPRIEDADE > DIREITOS AUTORAIS


“O autor poderá repudiar a autoria de projeto arquitetônico alterado sem o seu
consentimento durante a execução ou após a conclusão da construção.” (Art. 26, Lei
9.610/1998)
TCU, Plenário. Decisão 06/1995. CREA/PR optou por não contratar arquitetos
executores dos projetos originais para reforma, por ter proposta mais vantajosa
economicamente.
TCU, Primeira Câmara. Acórdão 1.980/2004. Voto do Ministro Relator. “A Lei 5.988/1973
não restringe as alterações em projetos arquitetônicos somente ao próprio autor. A
proteção aos direitos morais do autor lhe confere a possibilidade de, em havendo
alteração no projeto, durante a execução ou após a conclusão, sem o seu
consentimento, repudiar a paternidade da concepção da obra modificada.”
TJPR. AP 374.455-8, 2006. No voto do desembargador relator, acompanhado por
unanimidade, foi ponderado que a alteração do projeto arquitetônico pelo dono da obra
não é vedada pelo ordenamento jurídico, havendo dever de indenizar apenas quando
após o repúdio do autor a obra for dada como dele.

Elaboração/Contratação de Projetos

Modificação de projeto

O QUE FAZER ENTÃO?


Razoável contratar o projetista original por inexigibilidade, desde que ofereça
preço de mercado;
Solicitar ao projetista original a modificação do projeto;
Caracterizando-se a recusa do projetista original, pode-se contratar outro.
(Art. 18. Lei nº 5.194/1966)
Prever, nos futuros contratos, cláusula expressa atribuindo poderes para a
contratante proceder alterações necessárias, a seu critério, independente de
autorização dos autores. (Art. 16. lei nº 12.378/2010) (Art. 29 da Lei nº
9.610/1998)
Prever, nos futuros contratos, que o contratante reutilize os projetos originais
para outras áreas ou localidades além daquela para a qual foram
originalmente feitos, com as adaptações técnicas que considerar necessárias.

87
17/07/2018

Elaboração/Contratação de Projetos
Sugestão de leitura

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Orçamentária
Curva ABC
Básico Sociais

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma de Licitação
Descritivo Execução
de Projetos

88
17/07/2018

Elaboração/Contratação do Memorial
Descritivo (Especificações Técnicas)
O que é? IBRAOP - IBR 001/2006:

“Descrição detalhada do objeto projetado, na forma de


texto, onde são apresentadas as soluções técnicas
adotadas, bem como suas justificativas, necessárias ao
pleno entendimento do projeto, complementando as
informações contidas nos desenhos técnicos”.
Caracterização de materiais, equipamentos e serviços,
visando determinado desempenho técnico.
Devem ser inseridas informações relevantes. Informações
genéricas, como “alvenaria em blocos de concreto que
atendam a norma NBR 15575” podem ser evitadas.

Elaboração/Contratação do Memorial
Descritivo (Especificações Técnicas)
Critério de Medição - exemplos

Despesas com pessoal: item será pago mensalmente. A relação apresentada nas
especificações técnicas representa o valor máximo da equipa a ser reembolsada pelo
CONTRATANTE.
Mobilização: será realizada medição de 50% do valor proposto para o item na primeira
medição, desde que o CONTRATADO tenha efetivamente realizado mobilização de parcela
equivalente de suas máquinas, equipamentos e pessoal. A segunda parcela deste item
será medida e paga na segunda medição, desde que o CONTRATADO tenha efetivamente
completado a mobilização [...].
Escavação de vala: será medido e pago o volume (m³) efetivamente escavado
manualmente, medido no corte, sem empolamento.
Carga de material de 1º categoria: será medido o volume (m³) efetivamente carregado.
O volume medido será o considerado no corte, mais um empolamento de 30%, no caso
de material escavado, ou 15%, no caso de material em área de estoque.
“As built”: será medido e pago após a obtenção do “habite-se” da construção, a entrega
do “as built” de todos os projetos. Será pago em parcela única após a entrega e aprovação
de todos os projetos.

89
17/07/2018

Elaboração/Contratação do Memorial
Descritivo (Especificações Técnicas)
Vedação à inclusão de marcas

“§5º É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e


serviços sem similaridade ou de marcas, características e
especificações exclusivas, salvo nos casos em que for tecnicamente
justificável.” (Art. 7º, LLC)
Pode-se utilizar escolha de marca desde que haja motivação técnico-
científica adequada.
A marca não pode ser a causa motivadora da escolha, mas se admite
a indicação da marca como consequência das características
específicas do objeto escolhido.
Marca como referência: deve-se avaliar previamente se as
especificações da marca de referência podem ser atendidas por
outros fabricantes (senão é prescrição meramente formal). (TCU.
Acórdão 1.008/11. Plenário)

90
17/07/2018

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Curva ABC
Básico Sociais Orçamentária

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma
Descritivo de Licitação Execução
de Projetos

CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO
Definição

Representação gráfica do desenvolvimento dos serviços a serem


executada ao longo do tempo de duração da obra demonstrando, em
cada período, o percentual físico a ser executado e o respectivo valor
financeiro despendido (Ibraop 001/2006)
Cronograma físico-financeiro permite o conhecimento dos serviços a
serem executados cada mês e os valores que serão despendidos em
cada período;
Norteia as medições do fiscal nas datas previstas para conclusão das
parcelas – preço global
Parcelas devem manter coerência com execução dos serviços e
disponibilidade de recursos
Não é coerente deixar parcela muito significativa para o final,
evitando descapitalizar a empresa

91
17/07/2018

CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO
Responsabilidade

Quem deve elaborar o cronograma?


1 – Formulação pelo próprio contratante do
planejamento adequado da obra;
2 – Formulação pelo contratante de cronograma
referencial, sendo encargo da contratada o
planejamento adequado (original serve apenas de
parâmetro); ou
3 – Livre formulação pela contratada, com
contratante apenas definindo o prazo máximo de
execução (favorece o jogo de planilha).

CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO

Como fazer?

Construir estrutura analítica de projeto – EAP


Sequenciar atividades na ordem de desenvolvimento
do projeto
Estimar o prazo das atividades (fornecedor
especializado, índices de mão de obra ou
equipamentos, construtora experiente, distribuição
uniforme)
Determinar porcentagens e desembolsos acumulados

92
17/07/2018

CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO

CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO

93
17/07/2018

Planejamento e Preparação de Licitação


de Obras Públicas

Eduardo Real – Analista de Controle


João Paulo Pacheco – Analista de Controle
Rafael Eisfeld – Analista de Controle

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Orçamentária
Curva ABC
Básico Sociais

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma de Licitação
Descritivo Execução
de Projetos

94
17/07/2018

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Concorrência

Modalidade de maior amplitude


Obrigatória para obras e serviços de engenharia
> R$ 3.300.000,00 (atualização de R$
1.500.000,00)
Prazo mínimo de 30 ou 45 dias de publicação
Não há necessidade de atendimento a
requisitos prévios para participar
Se for regida pela Lei Estadual (15.608/2007) há
inversão de fases

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Tomada de preço

Interessados devidamente cadastrados ou que atendam a todas as


condições para cadastramento até o terceiro dia anterior ao
recebimento das propostas
Limitada a obras e serviços de engenharia < R$ 3.300.000,00
(atualização de R$ 1.500.000,00)
Lei Estadual (15.608/2007) restringe seu uso
“Art. 43. A concorrência é obrigatória para:
IV - obras e serviços de engenharia acima do valor fixado em lei
nacional para convite;”
“[...] a administração somente poderá exigir do licitante não
cadastrado os documentos previstos nos art. 27 a 31, que
comprovem habilitação compatível com o objeto da licitação, nos
termos do edital.” (§ 9º, Art. 22, LLC)

95
17/07/2018

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Convite

Interessados do ramo, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número


mínimo de 3 (três)
Estendida aos demais cadastrados na especialidade que manifestem interesse até
24 horas da apresentação das propostas
Limita a obras e serviços de engenharia < R$ 330.000,00 (atualização de
150.000,00)
“Quando, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados,
for impossível obter 3 (três) licitantes, circunstâncias deverão ser devidamente
justificadas no processo, sob pena de repetição.” (§ 7º, Art 22, LLC)
“Não se obtendo o número legal mínimo de 3 (três) propostas aptas à seleção, [...]
impõem-se a repetição do ato, com a convocações de outros possíveis
interessados, ressalvado § 7º do art. 22.” (Súmula 248, TCU)
“Deve haver cautela na distribuição dos convites.” (TCU. Acórdão 2.082/2012. 1º
Câm.)
“Não pode convidar empresas com sócios em comum.” (TCU. Acórdão 2003/2011.
Plenário)

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Pregão e obras

“O uso de pregão nas contratações de serviços


comuns de engenharia encontra amparo na Lei
nº 10.520/2002” (TCU. Súmula 257)
“É irregular a utilização de pregão para contratação
de obras e serviços de engenharia que possuam
complexidade de especificação e de execução
inconciliáveis com o caráter comum dos objetos
passíveis de serem contratados por meio da
citada modalidade”. (TCU. Acórdão 1.617/06.
Plenário)

96
17/07/2018

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Pregão e obras

Caracterização de serviços comuns: (TCU. Acórdão 2.079/07.


Plenário – instalação de canteiro, demolições, escavação e
transporte de solo e implantação de duas vias provisórias)
Padrões de desempenho e qualidade que possam ser
objetivamente definidos pelo edital, por meio de
especificações usuais de mercado
Execução frequente e pouco diversificada de empresa para
empresa
Simplicidade em conformá-los no edital segundo padrões
objetivos e usuais no mercado
Ausência de variações de execução relevantes
Prestação por uma gama grande de empresas

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Pregão e obras

“Comum não quer dizer simples. O Objeto pode portar complexidade


técnica e ainda ser comum, no sentido de que essa técnica é
perfeitamente conhecida, dominada e oferecida pelo mercado.”
(PEREIRA JÚNIOR, 2003)
“Serviço de engenharia pode ser considerado comum quando [...]
mesmo que exija profissional registrado no CREA/CAU para execução, a
atuação desse não assuma relevância, em termos de custo,
complexidade e responsabilidade no conjunto do serviço.” (JACOBY
FERNANDES, 2006)
Um serviço que for uma etapa de uma obra, mesmo que simples, não
pode ser feito por pregão. (TCU. Acórdão 592/16. Plenário – serviço de
terraplenagem)
“A análise do caso concreto é que pode lançar luzes sobre a adequação,
ou não, da modalidade a ser empregada na contratação de serviços
dessa espécie.” (TCU. Acórdão 1407/12. Plenário)

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17/07/2018

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Pregão e serviços de natureza intelectual

“A princípio, não deve ser usado para a contratação de


serviços de natureza predominantemente intelectual (que
apresentam diferentes metodologias, tecnologias e níveis de
desempenho e qualidade – com vantagens e desvantagens
para cada solução).
Se projeto ou estudo a ser elaborado for similar para
empresas, pode ser considerado comum.” (TCU. Acórdão
601/2011. Plenário)
“O serviço de supervisão de obras deve ser, em regra, licitado
na modalidade pregão, pois, na maioria dos casos, seu padrão
de desempenho e qualidade podem ser objetivamente
definidos em edital.” (TCU. Acórdão 3341/12. Plenário)

MODALIDADES DE LICITAÇÃO

Registro de Preço

Conjunto de procedimentos para registro formal dos preços relativos à


prestação de serviços e aquisição de bens, para contratações futuras
Regulamentado por Decreto 7.892/13 (União) e Decreto 2.734/15
(Paraná)
Feito por concorrência ou pregão
Formalizado por Ata de Registro de preço (contrata apenas quando
surge necessidade – não é necessária indicação de dotação no
momento da licitação)
Vigência máxima de 01 ano, incluídas prorrogações
“Utilização do SRP para contratar obras ou projetos de engenharia
não encontra amparo na legislação vigente”. (TCU. Acórdão
2.006/12. Plenário)

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17/07/2018

MODALIDADES DE LICITAÇÃO
Registro de Preço e serviços de manutenção

“Entendo que o aludido normativo (referente ao SRP)


viabiliza a contratação de serviços comuns de engenharia
com base no registro de preços quando a finalidade é a
manutenção e a conservação de instalações prediais, em
que a demanda pelo objeto é repetida e rotineira.” (TCU.
Acórdão 3.605/2014. Plenário. Voto do Ministro Relator)
Conjunto de procedimentos para registro formal de preços
para contratações futuras, relativos à prestação de
serviços, inclusive de engenharia, de aquisição de bens e
de execução de obras com características padronizadas
(inciso I, Art. 3º, Decreto 2.734/15)
Exemplo: Programa Escola 1000

Fase interna
da Licitação

Projeto Encargos Planilha


BDI Orçamentária
Curva ABC
Básico Sociais

Elaboração/
Memorial Modalidades Regimes de
Contratação Cronograma de Licitação
Descritivo Execução
de Projetos

99
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
Definição

É a forma pela qual o objeto do contrato será


executado.
Execução direta: obra ou serviço é executada
pela própria Administração.
Execução indireta: responsabilidade pelo
cumprimento das prestações é assumida por
um terceiro.
Execução indireta se faz pela modalidade básica
de empreitada.

REGIMES DE EXECUÇÃO
Execução Indireta

Lei 8.666/1993 - Art. 6º, inciso VII


Empreitada por preço global: quando se contrata a
execução da obra ou do serviço por preço global e certo;
Empreitada por preço unitário: quando se contrata a
execução da obra ou do serviço por preço certo de
unidades determinadas;
Tarefa: quando se ajusta mão-de-obra para pequenos
trabalhos por preço certo, com ou sem fornecimento de
materiais; e
Empreitada integral: contratação de empreendimento em
sua integralidade até condições de entrada em operação.

100
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO

Administração Contratada

Quando se contrata, excepcionalmente, a execução da


obra ou do serviço mediante reembolso de todas as
despesas incorridas para sua execução e pagamento
de remuneração ajustada para os trabalhos de
administração.
Não há valor predeterminado para recebimento. Custos
são apurados posteriormente e remuneração do
empreiteiro é uma porcentagem fixa.
Não permitia delimitação prévia dos gastos e
incentivava o particular a ampliar o custo.

REGIMES DE EXECUÇÃO
Preço Unitário

A regra da medição é a aferição dos serviços na


exata dimensão em que foram executados no
local da obra.
Riscos do contratante e da contratada em
relação a diferenças entre o previsto e o
realizado são pequenos.
Valor final pago usualmente pode ser maior ou
menor que o valor da proposta – depende da
variação de quantitativos.

101
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
Preço Global

Vencedora se compromete a realizar o serviço


por preço total e certo.
Serviços são pagos por etapas físicas ou físico-
financeiras.
Método de pagamento deve estar previsto no
instrumento convocatório.
Transferência de imprecisões para o particular –
aumenta o risco do empreiteiro de arcar com
distorções de quantitativos.

REGIMES DE EXECUÇÃO

Preço Unitário vs Preço Global

Empreitada por preço global: possível definir


previamente no projeto, com boa margem de
precisão, as quantidades dos serviços a serem
posteriormente executados na fase
contratual;
Empreitada por preço unitário: objetos, por
sua natureza, possuam imprecisão inerente
de quantitativos em seus itens orçamentários.

102
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO

Preço Global (Lei 8.666/1993)

Art. 47. Nas licitações para a execução de obras


e serviços, quando for adotada a modalidade
de execução de empreitada por preço global,
a Administração deverá fornecer
obrigatoriamente, junto com o edital, todos
os elementos e informações necessários para
que os licitantes possam elaborar suas
propostas de preços com total e completo
conhecimento do objeto da licitação.

REGIMES DE EXECUÇÃO
TCU. Relatório Acórdão 1977/2013

• Preço Unitário - VANTAGENS


Pagamento apenas pelos serviços efetivamente
executados;
Apresenta menor risco para o construtor, na
medida em que ele não assume risco quanto aos
quantitativos de serviços (riscos geológicos do
construtor são minimizados); e
A obra pode ser licitada com um projeto com grau
de detalhamento inferior ao exigido para uma
empreitada por preço global ou integral.

103
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
TCU. Relatório Acórdão 1977/2013

• Preço Unitário - DESVANTAGENS


 Exige rigor nas medições dos serviços;
 Maior custo da Administração para acompanhamento da obra;
 Favorece o jogo de planilha;
 Necessidade frequente de aditivos, para inclusão de novos
serviços ou alteração dos quantitativos dos serviços contratuais;
 O preço final do contrato é incerto, pois é baseado em estimativa
de quantitativos que podem variar durante a execução da obra;
 Exige que as partes renegociem preços unitários quando
ocorrem alterações relevantes dos quantitativos contratados; e
 Não incentiva o cumprimento de prazos, pois o contratado
recebe por tudo o que fez, mesmo atrasado.

REGIMES DE EXECUÇÃO
TCU. Relatório Acórdão 1977/2013

• Preço Unitário – INDICADO PARA


Contratação de serviços de gerenciamento e supervisão de obras;
Obras executadas "abaixo da terra" ou que apresentam incertezas
intrínsecas nas estimativas de quantitativos, a exemplo de:
Execução de fundações, serviços de terraplanagem, desmontes de
rocha, etc.;
Implantação, pavimentação, duplicação e restauração de rodovias;
Canais, barragens, adutoras, perímetros de irrigação, obras de
saneamento;
Infraestrutura urbana;
Obras portuárias, dragagem e derrocamento;
Reforma de edificações; e
Poço artesiano.

104
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
TCU. Relatório Acórdão 1977/2013

Preço Global - VANTAGENS


Simplicidade nas medições (medições por etapa
concluída);
Menor custo para a Administração Pública na fiscalização
da obra;
Valor final do contrato é, em princípio, fixo;
Restringe os pleitos do construtor e a assinatura de
aditivos;
Dificulta o jogo de planilha; e
Incentiva o cumprimento de prazo, pois o contratado só
recebe quando conclui uma etapa.

REGIMES DE EXECUÇÃO
TCU. Relatório Acórdão 1977/2013

• Preço Global - DESVANTAGENS


Como o construtor assume os riscos associados aos
quantitativos de serviços, o valor global da proposta
tende a ser superior se comparado com o regime de
preços unitários;
Tendência de haver maior percentual de riscos e
imprevistos no BDI do construtor; e
A licitação e contratação exige projeto básico com
elevado grau de detalhamento dos serviços (art. 47
da Lei 8.666/1993).

105
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
TCU. Relatório Acórdão 1977/2013

• Preço Global – INDICADO PARA


Contratação de estudos e projetos;
Elaboração de pareceres e laudos técnicos;
Obras e serviços executados "acima da
terra" que apresentam boa precisão na
estimativa de quantitativos, a exemplo de:
Construção de edificações; e
Linhas de Transmissão.

REGIMES DE EXECUÇÃO

Preço Global e os Aditivos

Empreitada por preço global pode ter


aditivos? Em quais ocasiões podem
ocorrer?
Pode edital prever que o particular deve
arcar com todos os riscos e
responsabilidades do empreendimento?
Há variações que devem ser arcadas pelo
particular e outras que não devem!

106
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
Preço Global e os Aditivos

• [...] A Lei, entretanto, não diferencia as empreitadas


por preço unitário das globais quando define as
situações que ensejarão a prolação de termo aditivo.
Ao contrário, caso se tratar de fato respectivo à álea
extraordinária ou extracontratual, definida com
precisão no art. 65 da Lei 8.666/93, haverá de se
providenciar a revisão do contrato. O equilíbrio entre
os encargos e a justa remuneração definida no ato da
contratação tem suporte constitucional. (TCU,
Acórdão 1.977/2013, Plenário. Voto do Ministro
Relator)

REGIMES DE EXECUÇÃO

Preço Global e os Aditivos

• Alterações no projeto ou nas


especificações da obra ou serviço, em
razão do que dispõe o art. 65, inciso I,
alínea 'a', da Lei 8.666/93, como também
do art. 37, inciso XXI, da Constituição
Federal, repercutem na necessidade de
prolação de termo aditivo. (TCU, Acórdão
nº 1.977/2013, Plenário)

107
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
Preço Global e os Aditivos

Mas valores para esses “riscos” já não estavam


considerados no BDI?
Estudo realizado pelo TCU em atendimento ao
Acórdão 2.622/2013 – Plenário.
Riscos em obras públicas podem ser divididos em:
riscos de engenharia (execução), riscos normais
de projeto, riscos de erros de projeto, riscos de
fatos da Administração e riscos associados à
álea extraordinária/extracontratual.

REGIMES DE EXECUÇÃO
Preço Global e os Aditivos

Quais riscos podem ser considerados no BDI?


Riscos de engenharia – sim;
Riscos normais de projeto – sim (variam em
relação à empreitada por preço global ou
unitário);
Riscos de erros de projeto – não;
Riscos de fatos da Administração – não; e
Riscos de álea extraordinária/extracontratual –
não.

108
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
Preço Global e os Aditivos

Até qual valor a contratada deve ser responsabilizada?


Quando deixa de ser incerteza de projeto e se torna erro?
TCU. Acórdão 1.977/2013. Plenário.
Subestimativas ou superestimativas relevantes podem
gerar aditivos.
Administração deve estabelecer nos editais, de forma
objetiva, o que será objeto de aditamentos (serviços
materialmente relevantes – faixa “A” da curva ABC), bem
como percentuais de tolerância.
Verificar se as distorções não estão sendo compensadas
em outros itens contratuais.

REGIMES DE EXECUÇÃO

Empreitada Integral

Quando se contrata um empreendimento em


sua integralidade, compreendendo todas as
etapas das obras, serviços e instalações
necessárias, sob inteira responsabilidade da
contratada até a sua entrega ao contratante
em condições de entrada em operação
Obras de maior vulto e complexidade –
abrange também serviços e equipamentos

109
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO
Roteiro de Auditoria em Obras Públicas. TCU, 2012.

REGIMES DE EXECUÇÃO
Empreitada Integral

Vantagens:
Proprietário da obra tem garantias sobre o desempenho/funcionamento;
Facilita interface entre projetistas, executores da obra, fornecedores de
equipamentos e montadores;
Diminui litígios entre as partes; e
Contratante tem maior garantia sobre prazo.
Desvantagens:
Preço mais elevado (maiores riscos para construtor);
Risco de pagamento do BDI da obra sobre BDI equipamentos
Indicado para:
Subestações de energia; refinarias, plantas petroquímicas; instalações
industriais; oleodutos, gasodutos; usinas nucleares; usinas hidroelétricas
e termoelétricas; e estações de bombeamento.

110
17/07/2018

REGIMES DE EXECUÇÃO

Empreitada Integral

Particular pode conceber a solução


técnica mais adequada e satisfatória
para objetivo estabelecido
Não se admite para objetos apenas de
construção civil (ex.: edifício)
Pode ser substituído por preço global +
operação

REGIMES DE EXECUÇÃO
Regime Misto

No caso concreto, podem ser utilizados preço global


e unitário na mesma obra?
Acórdão 3.415/14 (TCU, Plenário). Sugestão de
utilização do regime misto.
Orientação Administrativa nº 002/2016 PGE/PR:
“Poderá ser adotado em um mesmo contrato,
simultaneamente, dois regimes de empreitada, por
preço global e por preço unitário, quando a obra for
composta por parte possível de definir com
precisão [...] e parte possua imprecisão inerente.”

111
17/07/2018

Apresenta Planejame Fase Fase


Fase
ção do nto da Interna da Externa da
Contratual
Curso Licitação Licitação Licitação

Fase Externa
da Licitação

Qualificação
Análise das
Técnica
Propostas
Mínima

112
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

Habilitação

Conjunto de atos orientados a apurar a


idoneidade e a capacitação de sujeito para
contratar com a Administração Pública.
Quando?
Segundo a Lei 8.666/1993 ocorre antes do
julgamento das propostas;
Segundo a Lei 15.608/2007 ocorre após
julgamento das propostas.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Exigências da Habilitação – Lei 8.666/1993

Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados,


exclusivamente, documentação relativa a:
I. habilitação jurídica;
II. qualificação técnica;
III. qualificação econômico-financeira;
IV.regularidade fiscal e trabalhista; e
V.cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7o da Constituição Federal.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Domínio de conhecimentos e habilidades teóricas e práticas para execução
do objeto a ser contratado.
Ato vinculado. Não é informada por juízo de conveniência. Não há
qualificação técnica mais vantajosa, como na análise das propostas.

113
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Lei 8.666/1993

Art. 30. A documentação relativa à qualificação técnica limitar-se-á a:


I. registro ou inscrição na entidade profissional competente;
II. comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e
compatível em características, quantidades e prazos com o objeto da
licitação, e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal
técnico adequados e disponíveis para a realização do objeto da licitação,
bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe técnica
que se responsabilizará pelos trabalhos;
III. comprovação, fornecida pelo órgão licitante, de que recebeu os
documentos, e, quando exigido, de que tomou conhecimento de todas
as informações e das condições locais para o cumprimento das
obrigações objeto da licitação;
IV. prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial, quando
for o caso.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Registro Entidade Profissional

I. registro ou inscrição na entidade profissional


competente;

Para obras e serviços de engenharia o primeiro


inciso trata-se do registro ou inscrição da empresa
no CREA ou CAU/BR.
Visto regional só pode ser exigido na contratação.

114
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Recebimento de Documentação e Informação

III. Comprovação, fornecida pelo órgão licitante, de que recebeu


os documentos, e, quando exigido, de que tomou
conhecimento de todas as informações e das condições locais
para o cumprimento das obrigações objeto da licitação;

Regra inútil. Não se pode inferir que o conhecimento das


peculiaridades do objeto autoriza alguma presunção acerca
de qualificação técnica. (Marçal Justen Filho, 2016)
Identificação prévia dos licitantes pela Administração Pública.
Se for coletiva, permite que os licitantes se conheçam –
cartelização da disputa.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Recebimento de Documentação e Informação

É que a vistoria ao local das obras somente deve ser


exigido quando for imprescindível ao cumprimento
adequado das obrigações contratuais, o que deve ser
justificado e demonstrado pela Administração no processo
de licitação. [...] Assim, a exigência da visita ao local da
obra é admitida apenas quando for imprescindível e
devidamente justificado pela administração. (Acórdão
1.301/2015, Plenário, rel. Min. Augusto Sherman)
Três requisitos: demonstrar imprescindibilidade da visita,
não imposição de que seja realizada pelo engenheiro
responsável e não estabelecer prazo pequeno para visita.

115
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica

Capacidade técnica operacional: emitida em nome


da empresa e visa demonstrar que esta possui
capacidade organizacional e estrutural para
realizar a obra.
Capacidade técnica profissional: emitida em nome
do profissional e visa demonstrar que este possui
conhecimento técnico na execução do serviço.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Operacional

O que cobrar?
1.Registro do profissional no CREA/CAU; e
2.Atestados (ou declarações) de
responsabilidade técnica devidamente
registrados no CREA/CAU.

116
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Exemplo - Operacional

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Operacional (8.666/1993)

Inciso original vetado:


II – quanto à capacidade técnico-operacional: a
comprovação do licitante de ter executado, no somatório
de até 3 (três) contratos, quantitativos mínimos não
superiores a 50% (cinquenta por cento) daqueles previstos
na mensuração e exclusivamente nas parcelas de maior
relevância técnica ou de valor significativo, do objeto da
licitação e a 50% (cinquenta por cento) das relações
quantitativos/prazo global destas, admitida a soma de
atestados quando referidos a um mesmo período, sem
limites de contratos.

117
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Operacional (15.608/2007)

§ 2º. A exigência relativa à capacitação técnica limitar-se-á,


alternativa ou conjuntamente, à apresentação pelo licitante
de atestado de responsabilidade técnica por execução de
obra ou serviço de características semelhantes às do objeto
da licitação, limitadas estas exclusivamente às parcelas de
maior relevância e valor significativo do objeto da licitação:
a)em nome da empresa;
b)em nome do profissional de nível superior ou outro
devidamente reconhecido pela entidade competente que faça
parte de seu quadro permanente na data prevista para a
entrega da proposta.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

Capacidade Técnica Operacional (TCU)

A ausência de explícita referência, no art. 30 da lei


8.666/1993, a requisitos de capacitação técnica-
operacional, não significa vedação à sua previsão,
de modo que sua exigência, no edital, não fere o
caráter competitivo do certame licitatório. (TCU.
Acórdão 1.524/2006, Plenário)

118
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Operacional (limitações)

Quantitativos não devem extrapolar certos limites, visando a


participação do maior número de licitantes possível.
Por ocasião da avaliação da qualificação técnico-operacional das
empresas licitantes, em licitações envolvendo recursos federais:
a)Não estabeleça, em relação à fixação dos quantitativos mínimos já
executados, percentuais mínimos acima de 50% dos quantitativos
dos itens de maior relevância da obra ou serviço, salvo em casos
excepcionais, cujas justificativas para tal extrapolação deverão
estar tecnicamente explicitadas; [...]
b)Não inclua item sem relevância ou sem valor significativo entre
aqueles que serão utilizados para a comprovação de execução
anterior de quantitativos mínimos [...]. (TCU, Acórdão 1284/2003
Plenário)

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

Capacidade Técnica Operacional (limitações)


Atestados de obras ou serviços similares (Lei 8.666/1993,
art. 30):
§ 3o Será sempre admitida a comprovação de aptidão
através de certidões ou atestados de obras ou serviços
similares de complexidade tecnológica e operacional
equivalente ou superior.

Vale também para capacidade técnica profissional!

119
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Operacional (limitações)
Somatório de atestados:
[...] afigura-se desarrazoada a restrição editalícia de que a comprovação
de cada qual dos serviços seja feita por um único atestado, o que, de
fato, potencializa a restrição à licitação, estando, assim, em
desconformidade com a jurisprudência deste Tribunal, que admite o
somatório de atestados, sempre que não houver motivo para justificar a
exigência de atestado único, conforme a inteligência do art. 30, §§1º, 3º
e 5º da Lei de Licitações. (TCU. Acórdão 342/2012. Plenário)

Somente quando quantitativo acarrete aumentado da complexidade


técnica do objeto ou desproporção entre quantidades e prazos para sua
execução, capazes de ensejar maior capacidade operativa e gerencial da
licitante. (TCU. Acórdão 2150/08. Plenário)

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Operacional (limitações)
Exigências de equipamentos, máquinas e pessoal (Lei 8.666/1993, art.
30)
§ 6o As exigências mínimas relativas a instalações de canteiros,
máquinas, equipamentos e pessoal técnico especializado,
considerados essenciais para o cumprimento do objeto da licitação,
serão atendidas mediante a apresentação de relação explícita e da
declaração formal da sua disponibilidade, sob as penas cabíveis,
vedada as exigências de propriedade e de localização prévia.

Não deve se exigir propriedade de equipamento na licitação, nem sua


localização prévia. Se Administração julga necessário, pode exigir que
empresa demonstre apenas na assinatura do contrato. (TCU.
Acórdão 5.900/10. 2ª Câmara)

120
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Profissional

Emitida em nome do profissional;


Demonstra que o profissional possui conhecimento
técnico na execução de determinado serviço;
Não está relacionada ao volume do serviço ou ao porte da
empresa (não se aplicam quantitativos);
Quantitativos só são aceitos se objetos forem
predominantemente intelectuais, quando o quantitativo
reflita características intrínsecas a cada contrato
mencionado nos atestados e o objeto licitado for de
natureza predominantemente intelectual. (TCU. Acórdão
492/2006. Plenário)

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

Capacidade Técnica Profissional (8.666/1993)

Art. 30. § 1º. I - capacitação técnico-profissional:


comprovação do licitante de possuir em seu quadro
permanente, na data prevista para entrega da proposta,
profissional de nível superior ou outro devidamente
reconhecido pela entidade competente, detentor de
atestado de responsabilidade técnica por execução de obra
ou serviço de características semelhantes, limitadas estas
exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor
significativo do objeto da licitação, vedadas as exigências
de quantidades mínimas ou prazos máximos;

121
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

Capacidade Técnica Profissional

O que cobrar?:
1.Registro do profissional no CREA/CAU;
2.Vínculo do profissional com o licitante;
3.Atestados (ou declarações) de responsabilidade
técnica devidamente registrados no CREA/CAU;
e
4.Acompanhados de suas devidas Certidões de
Acervo Técnico – CAT.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Exemplo - Profissional

122
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

Capacidade Técnica Profissional – vínculo profissional

Lei 8.666/1993 não define “quadro permanente”

É válida sugestão de que o edital estabeleça como condição para


comprovação do vínculo:
1.Apresentação da cópia da carteira de trabalho do profissional que
comprove a condição de que pertence ao quadro da licitante;
2.Contrato social que demonstre a condição de sócio do profissional;
ou
3.Declaração de contratação futura do profissional responsável,
acompanhada da anuência deste.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Exemplo - vínculo

123
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Profissional

Profissional que traz seu acervo para empresa


precisa efetivamente participar da obra!
Pode apenas ser substituído por outro de
experiência equivalente ou superior.
Mesmo responsável técnico não pode participar
da licitação por duas empresas, sob pena de
comprometer o caráter competitivo do
certame. (TCU. Acórdão 498/06. 2ª Câmara)

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica Profissional

Quais serviços serão solicitados na capacidade


técnico profissional?
Requisitos são os mesmos da técnica operacional –
“parcelas de maior relevância e valor significativo”.
Maior valor significativo: faixa “A” da Curva ABC.
Maior relevância técnica: serviço que apresenta
complexidade técnica, com certa dificuldade na
execução, apresentando risco mais elevado para sua
perfeita construção.

124
17/07/2018

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA
Capacidade Técnica

Sugere-se, para determinação do que exigir na


capacidade técnica, que se delimitem objetos
não muito específicos e, de modo geral, não
idênticos ao objeto licitado.
Licitação de uma escola: não precisaria ser
exigido que o licitante tenha construído outra
escola anteriormente, mas apenas uma
edificação com características similares.

QUALIFICAÇÃO TÉCNICA

Capacidade Técnica

Complexidade e heterogeneidade das obras


e serviços de engenharia exigem uma
análise particularizada em cada situação!
É preciso justificar os motivos das exigências
feitas e garantir que sejam indispensáveis
para o cumprimento das obrigações. (TCU.
Acórdão 1.390/05. 2ª Câmara)

125
17/07/2018

Apresentação Planejamento Fase Interna Fase Externa Fase


do Curso da Licitação da Licitação da Licitação Contratual

Fase Externa
da Licitação

Qualificação
Análise das
Técnica
Propostas
Mínima

126
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

PASSOS

• Primeiro julga-se a habilitação


(8.666/93)
• Depois a proposta.

127
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DA HABILITAÇÃO DAS PROPOSTAS

• Habilitação jurídica – regularidade formal (carteira de


identidade; contrato social; inscrição no registro próprio);
• Qualificação econômico-financeira;
• Regularidade fiscal;
• Regularidade trabalhista.

ANÁLISE DAS PROPOSTAS


ANÁLISE DA HABILITAÇÃO DAS PROPOSTAS

• Qualificação técnica
• Aptidão profissional e operacional, que poderá ser:
• Genérica (inscrição no órgão de classe, p.ex. Crea);
• Específica (p.ex. já prestou serviço idêntico a terceiros);
• Operativa (a estrutura da empresa é compatível com o vulto
e a complexidade do objeto do contrato);
• Comprovação de possuir pessoal, maquinário, técnicas e
outros aspectos adequados à execução.

128
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO

O julgamento das propostas confere a


razoabilidade dos preços e compatibilidade das
propostas com exigências do edital.

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO

Verificar a compatibilidade das licitantes e


propostas de acordo com a Lei complementar
nº 123/2006.

129
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO

§3º do art. 48, que reza:

“Os benefícios referidos no caput deste artigo poderão,


justificadamente, estabelecer a prioridade de contratação para as
microempresas e empresas de pequeno porte sediadas local ou
regionalmente, até o limite de 10% (dez por cento) do melhor preço
válido. (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)”

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO

A lei de licitações fixa parâmetros para o


julgamento das propostas de preços dos
licitantes, tanto em relação ao preço global,
quanto no tocante aos preços unitários.

130
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO

1º - Análise do preço global ofertado

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO – Preço Global

• Avaliação do preço global


Eliminada
LICITANTE PROPOSTA
Empresa A 200.000,00
Empresa B 100.000,00 Inferior a
Empresa C 150.000,00 50%
Empresa D 60.000,00
Valor máximo: 180.000,00

131
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO– Preço Global

Avaliação de acordo com § 1º do Art. 48


LICITANTE PROPOSTA
• 70% da média aritmética das propostas superiores a 50% Empresa A 200.000,00
(cinquenta por cento) do valor orçado pela administração: Empresa B 100.000,00
Empresa C 150.000,00
R$87.500,00 Empresa D 60.000,00
Valor
máximo: 180.000,00
• 70% do valor orçado pela Administração: R$126.000,00

• Considera-se o menor dos valores acima para limitação


mínima:
R$87.500,00

ANÁLISE DAS PROPOSTAS


ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO– Preço Global

• Pré-classificação das propostas válidas: Abaixo do piso


estabelecido
pelo Art. 48.

CLASSIFICAÇÃO LICITANTE PROPOSTA


1º Empresa D: 60.000,00
2º Empresa B: 100.000,00
3º Empresa C: 150.000,00

132
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO– Preço unitário

• Cabe ainda a avaliação dos preços unitários das propostas


pré-classificadas, com base no critério estabelecido no
edital.

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO - Preço unitário

• Observação com relação ao regime de execução escolhido.

133
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO – Preço unitário

Em caso de adoção dos regimes de empreitada por


preço global e de empreitada integral:

Art. 13 do decreto 7.983/13:

“...poderão ser utilizados custos unitários diferentes daqueles


obtidos a partir dos sistemas de custos de referência
previstos neste Decreto, desde que o preço global orçado e
o de cada uma das etapas previstas no cronograma físico-
financeiro do contrato, observado o art. 9º, fiquem iguais
ou abaixo dos preços de referência da administração
pública...”

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO – Preço unitário

Exemplo:
PREÇO* VALOR
14. AUDITÓRIO UN. QTDE (UNIT.)(R$) (TOT.)(R$)
14.01
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
14.01.01
ELETRODUTO DE PVC RÍGIDO ROSCÁVEL,INCLUSIVE CONEXÕES Ø 25 MM (3/4") M 60,00 18,80 1.128,00
14.01.02
ELETRODUTO METÁLICO FLEXÍVEL COM CAPA DE PVC TIPO SEAL TUBE Ø 3/4" M 12,00 20,60 247,20
14.01.03
CABO DE COBRE ISOLAMENTO TERMOPLASTICO 0,6/1KV 2,5MM2 ANTI-CHAMA - FORNECIMENTO E M 240,00 4,30 1.032,00
INSTALACAO
14.02
INSTALAÇÃO DE AR CONDICIONADO
14.02.01
EQUIPAMENTOS
14.02.01.01
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE CONDICIONADOR DE AR TIPO SPLIT HIGH WALL INVERTER, UN 1,00 3.108,20 3.108,20
QUENTE/FRIO, 9.000 BTU/H, INCLUINDO TODA TUBULAÇÃO, ISOLAMENTO TÉRMICO, GÁS, SUPORTE E
TODOS OS ACESSÓRIOS NECESSÁRIOS PARA INSTALAÇÃO CONFORME PROJETO.
14.02.01.02
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE CONDICIONADOR DE AR TIPO SPLIT HIGH WALL INVERTER, UN 5,00 8.639,90 43.199,50
QUENTE/FRIO, 30.000 BTU/H INCLUINDO TODA TUBULAÇÃO, ISOLAMENTO TÉRMICO, GÁS, SUPORTE
E ACESSÓRIOS PARA INSTALAÇÃO CONFORME PROJETO.
14.03
DIVERSOS
14.03.01
FURO EM CONCRETO COM COROA DIAMANTADA, UTILIZANDO PERFURATRIZ ELÉTRICA UN 24,00 152,90 3.669,60
(PROFUNDIDADE DO FURO: ATÉ 40 CM / DIÂMETRO DA BROCA: 2 A 2 1/4 ")
14.03.02
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO DE PISO VINILICO EM PLACAS FLEXÍVEIS AUTOPORTANTE, M2 256,30 268,80 68.893,44
50X50CMX5MM.
TOTAL ETAPA 14.: 121.277,94

134
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO – Preço unitário

Em caso de adoção dos regimes de empreitada por


preço unitário e tarefa.

Deve-se comparar todos os preços unitários das


propostas com os critérios de aceitabilidade definidos
no edital em relação aos preços do orçamento-base,
com especial atenção aqueles serviços que têm maior
representatividade no orçamento.

ANÁLISE DAS PROPOSTAS


PLANILHA DE ORÇAMENTO BASE DA ADMINISTRAÇÃO
SERVIÇOS UN. QTDE PREÇO* PREÇO*
(UNIT.)(R$) (TOTAL)(R$)
Serviço 1 (inicial) m³ 100,00 30,00 3.000,00
Serviço 2 (inicial) m³ 100,00 20,00 2.000,00
Serviço 3 (intermediário) m³ 100,00 10,00 1.000,00
Serviço 4 (final) m³ 200,00 20,00 4.000,00
TOTAL 10.000,00

PLANILHA DE ORÇAMENTO APRESENTADA POR UMA DAS LICITANTES


SERVIÇOS UNIDADE QTDE PREÇO* PREÇO*
(UNIT.)(R$) (TOTAL)(R$)
Serviço 1 (inicial) m³ 100,00 40,00 4.000,00
Serviço 2 (inicial) m³ 100,00 35,00 3.500,00
Serviço 3 (intermediário) m³ 100,00 5,00 500,00
Serviço 4 (final) m³ 200,00 9,00 1.800,00
TOTAL 9.800,00

135
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO

Art. 40. O edital ... indicará, obrigatoriamente, o seguinte:


...
X - o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global,
conforme o caso, permitida a fixação de preços máximos e
vedados a fixação de preços mínimos, critérios estatísticos ou
faixas de variação em relação a preços de referência,
ressalvado o disposto nos parágrafos 1º e 2º do art. 48;

ANÁLISE DAS PROPOSTAS

ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO – Preço unitário

Exemplo:
ITEM DESCRIÇÃO PREÇO* VALOR
UNIDADE QUANT. % % Acum. Class
(UNIT.)(R$) (TOT.)(R$)
1 PISO GRANITO ASSENTADO SOBRE ARGAMASSA CIMENTO / CAL / AREIA TRACO 1:0,25:3 INCLUSIVE REJUNTE EM CIMENTO M2 107,00 455,90 48.781,30 30,05% 30,05%
2 DIVISORIA EM GRANITO BRANCO POLIDO, ESP = 3CM, ASSENTADO COM ARGAMASSA TRACO 1:4, ARREMATE EM CIMENTO BRANCO. M2 32,50 748,00 24.310,00 14,97% 45,02%
Grupo A

3 FORRO MODULADO DE PVC 1,250X0,625X10MM, ESPESSURA: 10 MM, ESTRUTURA APARENTE, SISTEMA ESTRUTURAL MODULAR . M2 107,00 130,40 13.952,80 8,59% 53,62%
4 AZULEJO ASSENTADO COM ARGAMASSA PRÉ-FABRICADA DE CIMENTO COLANTE M2 125,60 78,00 9.796,80 6,03% 59,65%
5 IMPERMEABILIZACAO DE SUPERFICIE COM MANTA ASFALTICA (COM POLIMEROS TIPO APP), E=4 MM M2 107,00 90,30 9.662,10 5,95% 65,60%
6 REMOCAO DE AZULEJO E SUBSTRATO DE ADERENCIA EM ARGAMASSA M2 125,60 56,90 7.146,64 4,40% 70,00%
7 PORTA DE ABRIR EM ALUMINIO TIPO VENEZIANA, COM GUARNICAO M2 9,00 696,80 6.271,20 3,86% 73,87%
8 BACIA SANITÁRIA DE LOUÇA COM CAIXA ACOPLADA, COM TAMPA E ACESSÓRIOS UN 8,00 665,70 5.325,60 3,28% 77,15%
9 FIXAÇÃO DE TELA DEPLOYE EM PAREDE DE CONCRETO ARMADO COM PARAFUSO E BUCHA. M2 125,60 42,20 5.300,32 3,26% 80,41%
Grupo B

10 EMBOÇO PARA PAREDE INTERNA COM ARGAMASSA DE CAL HIDRATADA E AREIA SEM PENEIRAR TRAÇO 1:3, E=30 MM M2 125,60 36,60 4.596,96 2,83% 83,24%
11 PORTA DE MADEIRA 0,90 X 2,10 M, EXTERNA, COM BATENTE, GUARNIÇÃO E FERRAGEM UN 3,00 1.252,10 3.756,30 2,31% 85,56%
12 PISO MARMORE BRANCO ASSENTADO SOBRE ARGAMASSA TRACO 1:4 (CIMENTO/AREIA) M2 3,90 897,20 3.499,08 2,16% 87,71%
13 VENTILADOR/EXAUSTOR VENTOKIT IN LINE 280 CONJUNTO COMPLETO un 5,00 579,50 2.897,50 1,78% 89,50%
14 TORNEIRA DE PRESSÃO METÁLICA PARA PIA UN 5,00 401,80 2.009,00 1,24% 90,73%
15 TAMPO DE GRANITO PARA PIA, E=30 MM, LARGURA 0,60 M M 3,50 550,40 1.926,40 1,19% 91,92%
16 CHAPISCO PARA PAREDE INTERNA OU EXTERNA COM ARGAMASSA DE CIMENTO E PEDRISCO TRAÇO 1:4, E=7 MM M2 125,90 13,30 1.674,47 1,03% 92,95%
17 DISPENSER DE SABONETE LIQUIDO PRESSMATIC DE MESA UN 4,00 412,90 1.651,60 1,02% 93,97%
18 CORTE EM CONCRETO PARA PISOS E LAJES, COM DISCOS DIAMANTADOS (ESPESSURA DO CORTE: 20 CM) M 15,00 110,10 1.651,50 1,02% 94,99%
19 LUMINÁRIA FLUORESCENTE, TIPO CALHA DE SOBREPOR PARA DUAS LÂMPADAS LED. UN 6,00 249,90 1.499,40 0,92% 95,91%
Grupo C

20 RODOPIA DE GRANITO PARA LAVATÓRIO, E=30 MM, LARGURA 0,20 M M 3,50 326,00 1.141,00 0,70% 96,61%
21 SAIA DE GRANITO PARA LAVATÓRIO, E=30 MM, LARGURA 0,20 M M 3,50 320,60 1.122,10 0,69% 97,30%
22 LAMPADA TUBULAR LED NO MÁXIMO 20W DIMERISAVEL, VIDA ÚTIL 4000HORAS. BULBO T8 (COMPRIMENTO 1200MM) UN 12,00 93,30 1.119,60 0,69% 97,99%
23 CHAPA ACO INOX E = 4MM (32KG/M2) M2 1,50 684,60 1.026,90 0,63% 98,63%
LOCACAO DE CACAMBA DE ACO TIPO CONTAINER COM 5M3 DE CAPACIDA DE,PARA RETIRADA DE ENTULHO DE OBRA,INCLUSIVE UN 3,00 307,80 923,40 0,57% 99,19%
24
CARREGAMENTO,TRANSPORTE E DESCARREGAMENTO,EXCLUSIVE TAXA PARA DESCARGA EM
25 TUBO DE PVC SOLDÁVEL, COM CONEXÕES Ø 25 MM M 30,40 22,50 684,00 0,42% 99,62%
26 PROTECAO MECANICA DE SUPERFICIE COM ARGAMASSA DE CIMENTO E AREIA, TRACO 1:7 CM, E=3 CM M2 15,60 40,00 624,00 0,38% 100,00%

136
17/07/2018

ANÁLISE DAS PROPOSTAS


ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE PREÇO

Documentação mínima a ser solicitada, segundo a súmula 258 do


TCU:

“As composições de custo unitários e o detalhamento de


encargos sociais e do BDI integram o orçamento que compõe
o projeto básico da obra ou serviço de engenharia, devem
constar dos anexos do edital de licitação e das propostas das
licitantes e não podem ser indicados mediante uso da
expressão “verba” ou de unidades genéricas.”

Apresentação Planejamento Fase Interna Fase Externa Fase


do Curso da Licitação da Licitação da Licitação Contratual

137
17/07/2018

Fase
Contratual

Recebimento
Fiscalização de
Obra
Subcontratação Medições Aditivos Provisório e
Definitivo

Fiscalização de Obra

Curva ABC

Destaca os serviços com maior peso financeiro;


Permite uma melhor atenção para com estes
itens;
Possibilita o refinamento da planilha
orçamentaria.

138
17/07/2018

Fiscalização de Obra
Fundamento Legal

Obrigatória

Artigo 58, inciso III, c/c artigo 67 da Lei


8.666/93.

Fiscalização de Obra

Definição

Atividade que envolve a inspeção e


o controle técnico sistemático de obra ou
serviço, com a finalidade de examinar ou
verificar se sua execução obedece ao projeto
e às especificações e prazos estabelecidos.

139
17/07/2018

Fiscalização de Obra

Definição

Atividade que envolve a inspeção e o


controle técnico sistemático de obra ou
serviço, com a finalidade de examinar ou
verificar se sua execução obedece ao projeto
e às especificações e prazos estabelecidos

FISCAL CONTRATADA

Fiscalização de Obra

Quem é o agente fiscalizador

O fiscal é o representante da administração


designado para acompanhar a execução do contrato.

Trata-se de um servidor público, EFETIVO OU


COMISSIONADO, preferencialmente o primeiro, que
deverá ser formalmente designado para fiscalizar
toda a execução do contrato.

140
17/07/2018

Fiscalização de Obra
Em caso de limitação técnica

• Faculta em face da possível complexidade técnica do


empreendimento, a contratação de terceiros para auxiliar
esse representante na condução da tarefa; e

*O fiscal será sempre um servidor, efetivo ou


comissionado, de órgão ou entidade da Administração
Pública, sendo admitida a contratação de terceiros para
subsidiá-lo de informações (art. 67 da Lei Federal nº
8.666/1993).

Fiscalização de Obra

141
17/07/2018

Fiscalização de Obra
Quem não pode ser designado como fiscal?

 Servidores responsáveis pela execução do próprio


contrato;
Terceirizado;
 Pregoeiro;
 Membros da comissão de licitação; e
 Servidores com conflito de interesses.

Fiscalização de Obra
Principais funções do Fiscal de obra

Emitir ART ou RRT de fiscalização;


Esclarecer dúvidas e divergências surgidas na execução da obra;
Expedir, formalmente, as determinações e comunicações necessárias para a
perfeita execução da obra;
 Fazer as medições conforme contrato;
Adotar as medidas preventivas de controle do contrato;
Conferir e certificar as faturas da obra;
Proceder a avaliação dos serviços executados;
Exigir o uso correto dos equipamentos de proteção individual e coletiva
Adequação as normas, Especificações Técnicas e projeto;
Dar parecer técnico a respeito dos aditivos;
Verificar o atendimento ao cronograma de obra;
Anotações no Diário de Obras.

142
17/07/2018

Fiscalização de Obra

Fiscalização de Obra

Omissão na fiscalização

O fiscal da obra é o responsável


pelas falhas nas atividades que lhe
competem, por culpa em sentido estrito, ou
seja, por falta de diligência, ou por dolo.

143
17/07/2018

Fiscalização de Obra
Falha na fiscalização

Em caso da obra ter sido executada


em desconformidade com o projeto o fiscal
poderá responder por tais irregularidades,
inclusive pelo ressarcimento dos prejuízos
aos cofres públicos.

Fiscalização de Obra
Em caso de limitação técnica

Cabe ao Fiscal designado determinar que as


situações que ultrapassem a sua competência sejam
submetidas FORMALMENTE a seus superiores em tempo
hábil para a adoção das providências cabíveis.

144
17/07/2018

Fiscalização de Obra

Importância

Um procedimento perfeito durante o


processo licitatório com resultados efetivos, não
garante uma perfeita execução sem a presença de
uma fiscalização eficaz, eficiente e efetiva.

Fiscalização de Obra

Importância

OBRA NO PRAZO E COM


FISCALIZAÇÃO EFICAZ, PADRÃO DE QUALIDADE
EFICIENTE E EFETIVA REQUERIDO

145
17/07/2018

Fase
Contratual

Recebimento
Fiscalização de
Obras
Subcontratação Aditivos Medições Provisório e
Definitivo

Subcontratação

O que é?

“A subcontratação é o instrumento
utilizado pela empresa vencedora da
licitação para repassar parcela da
execução dos serviços para outra
empresa que tenha melhor capacidade
técnica específica ou que trabalhe com
custos menores.” (Altounian)

146
17/07/2018

Subcontratação
O que se deve fazer?

Projeto Básico deverá especificar os limites e os serviços específicos a


serem subcontratados

Exigir prévia aprovação da fiscalização!

Pagamentos só podem ser feitos à contratada


Exigir qualificação fiscal da subcontratada;
Possiblidade que a Adm Pública tem de obrigar a subcontratação de ME
ou EPP (Arts. 47 e 48 LC 147/2014) (* Comentários do prof. Jair Santana)
Esclarecer que a responsabilidade sobre os serviços ainda é da
Contratada. (Responsabilidade solidária entre a contratada e a
subcontratada)

Subcontratação
O que não se deve fazer?

Não pode subcontratar 100% do objeto.(Art. 72, LLC)

Anulação do contrato em caso de descumprimento


das regras atinente à subcontratação!

A subcontratação sem previsão no edital não é


permitida -> aceita apenas em casos excepcionais
supervenientes (TCU - Acórdão 3378/2012)

147
17/07/2018

Subcontratação

Subcontratação de parcela tecnicamente relevante

Acórdão TCU 522/2014 – Em regra, impossível:


“9.3.1.3. as hipóteses de subcontratação total ou parcial de partes relevantes do
objeto, quer técnica quer economicamente, somente se aplicam em situações
concretas excepcionalíssimas, supervenientes ao contrato, quando a rescisão
contratual e a realização de nova contratação forem comprovadamente contrárias
ao interesse público subjacente ao contrato;

Aplicável em caso de fato superveniente ou de empresa singular


no mercado local

148
17/07/2018

Subcontratação
Resumindo: condições para subcontratação

1.Seja parcial (nos limites determinados pela


Administração);
2.Seja prevista no Edital E no Contrato;
3.Seja autorizada pela Administração e nos estritos limites
estabelecidos no Edital e contrato;
4.Haja uma lista exaustiva dos serviços - objetos de
subcontratação;
5.Mantenha-se a integral responsabilidade da Contratada;
6.Deve a Subcontratada demonstrar possuir a mesma
capacidade técnica exigida da Contratada;

Fase
Contratual

Recebimento
Fiscalização de Subcontratação Aditivos Medições Provisório e
Obras
Definitivo

149
17/07/2018

Alterações Contratuais
Alterações Unilaterais pela Administração (8.666/93, Art. 65, I)
Respeita os
limites legais • Alteração qualitativa do projeto
do §1º • Alteração quantitativa do objeto

Alterações por Acordo das Partes (8.666/93, Art. 65, II)

a)Substituição da garantia;
b)Modificação do regime de execução;
c)Modificação da forma de pagamento; * Não precisa
respeitar os limites
d)Recomposição do equilíbrio econômico-financeiro;
percentuais

IMPORTANTE

a)Toda e qualquer alteração contratual (Unilateral ou Consensual) exige justificativa a ser


anexada ao processo de contratação!
b)Não podem alterar consideravelmente o objeto da licitação e contrato sob pena de
desfiguração do objeto e fraude à licitação.

JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitação e Contratos Administrativos

Limites para Alteração Unilateral


Objeto Aditivo Valor Limite
Incremento de 25% do
Acréscimo Absoluto
valor inicial
Obras, serviços ou compras Poderá exceder o limite
Supressão de 25% do valor
Supressão caso haja acordo entre as
inicial
partes
Reforma de edifício ou Incremento de 50% do
Acréscimo Absoluto
equipamento valor inicial

Conjunto de reduções e o
conjunto dos acréscimos
devem respeitar os Ou seja, os acréscimos devem
limites sem qualquer respeitar 25% do valor original
compensação entre eles. ignorando quaisquer reduções
ocorridas!

150
17/07/2018

Limites para Alteração Unilateral - Exemplos

Valores de Referência

o Planilha orçamentária da Administração = R$115.000,00


o Proposta vencedora = R$ 100.000,00

Exemplo 1 – Pode ou não Pode?

o Abr/18: Aditivo de acréscimo qualitativo (mudança de


técnica) = R$ 15.000,00
o Jun/18: Aditivo de acréscimo quantitativo = R$
20.000,00

Limites para Alteração Unilateral - Exemplos

Valores de Referência

• Planilha orçamentária da Administração = R$115.000,00


• Proposta vencedora = R$ 100.000,00

25% de
R$100.000,00
Exemplo 1 – Pode ou não Pode?
para o
conjunto de • Aditivo Qualitativo (mudança de técnica) = R$ 15.000,00
todos os • Aditivo Quantitativo = R$ 20.000,00
acréscimos • Total dos aditivos de acréscimos = R$ 35.000,00
• Limite para aditivos de acréscimos = R$ 25.000,00
• Aditivos > Limite

151
17/07/2018

Limites para Alteração Unilateral - Exemplos

Valores de Referência

• Planilha orçamentária da Administração =


R$115.000,00
• Proposta vencedora = R$ 100.000,00

Exemplo 2 – Pode ou não Pode?

• Aditivo de supressão = R$ 25.000,00


• Aditivo de acréscimo = R$ 35.000,00

Limites para Alteração Unilateral - Exemplos


Valores de Referência

• Planilha orçamentária da Administração = R$115.000,00


• Proposta vencedora = R$ 100.000,00

Exemplo 2 – Pode ou não Pode?

• Aditivo de supressão = R$ 25.000,00


• Aditivo de acréscimo = R$ 35.000,00
• Total dos aditivos de supressão = R$ 25.000,00
• Total dos aditivos de acréscimo = R$ 35.000,00
• R$100.000,00 – R$25.000,00 + R$35.000,00
• Valor Final do contrato = R$ 110.000,00

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Limites para Alteração Unilateral - Exemplos

Valores de Referência

• Planilha orçamentária da Administração = R$115.000,00


• Proposta vencedora = R$ 100.000,00
25% de
R$100.000,00
Exemplo 2 – Pode ou não Pode?
para o
conjunto dos
acréscimos e • Aditivo de supressão = R$ 25.000,00
25% de • Aditivo de acréscimo = R$ 20.000,00
R$100.000,00 • Total dos aditivos de supressão = R$ 25.000,00
para o
conjunto de
• Total dos aditivos de acréscimos = R$ 35.000,00
supressões • Aditivo de acréscimo > Limite

Limites para Alteração Unilateral - Exemplos

Valores de Referência

• Planilha orçamentária da Administração =


R$115.000,00
• Proposta vencedora = R$ 100.000,00

Exemplo 3 – Pode ou não Pode?

• Aditivo de supressão = R$ 15.000,00


• Aditivo de acréscimo = R$ 15.000,00

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17/07/2018

Limites para Alteração Unilateral - Exemplos

Valores de Referência

• Planilha orçamentária da Administração = R$115.000,00


• Proposta vencedora = R$ 100.000,00
25% de
R$100.000,00
Exemplo 3 – Pode ou não Pode?
para o total
de acréscimos
e 25% de • Aditivo de supressão = R$ 15.000,00
R$100.000,00 • Aditivo de acréscimo = R$ 15.000,00
para o total • Total dos aditivos de supressão = R$ 15.000,00
de supressões
• Total dos aditivos de acréscimos = R$ 15.000,00
• Aditivo de acréscimo < Limite

Cálculo das Alterações Contratuais


Itens previstos na planilha

Considerar o próprio preço da tabela da


contratada!

Itens não previstos na planilha

Considerar desconto da licitação e BDI


Valor do serviço =
Orçamento do Serviço X (1+BDI*) X (1-Desconto)
* Menor BDI : Contratada Vs Administração

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Mecanismos de Recomposição ≠ Alteração Unilateral

Devem estar Imprevisíveis ou


previstos no previsíveis de
Edital e no consequências
Contrato inmensuráveis

Reajuste baseado em Serviços contínuos


índice

Revisão ou Reequilíbrio Econômico-Financeiro


Strictu Sensu
Aplicabilibilidade

Consulta TCE-PR –ACÓRDÃO Nº 3420/17 - Tribunal Pleno


“ocorrência de fato imprevisíve ou previsível porém de consequências
incalculáveis;
superveniente à celebração do ajuste,
 que altere substancialmente a equação econômico-financeira deste
e para o qual a parte prejudicada não tenha dado causa"

Não é cabível:

Prof. Marçal Justen Filho:


Ausência de elevação dos encargos
Ocorrência do evento antes da apresentação das propostas;
Ausência de nexo causa;
Culpa exclusiva do contratado pelo aumento dos encargos
http://www1.tce.pr.gov.br/multimidia/2017/8/pdf/00319989.pdf

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17/07/2018

Revisão ou Reequilíbrio Econômico-Financeiro


Limite para o aditivo de reequilíbrio?

Consulta TCE-PR – ACÓRDÃO Nº 3420/17 - Tribunal Pleno:


Os percentuais legais de acréscimo estabelecidos no § 1º do
artigo 65 da Lei n.º 8666/93 tem sua aplicabilidade restrita ao
aumento ou diminuição do objeto contratual, nos casos e termos
ali previstos, quais sejam, “acréscimos ou supressões que se fizerem
nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento)
do valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular de
reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50%
(cinquenta por cento) para os seus acréscimos”.
A atualização monetária dos valores contratuais não
caracteriza alteração contratual, e difere do conceito de equilíbrio
econômico-financeiro previsto na alínea “d” do artigo 65 da Lei n.º
8666/93.

http://www1.tce.pr.gov.br/multimidia/2017/8/pdf/00319989.pdf

Reajuste
Reajuste – O que é?

Função é compensar efeitos da desvalorização da moeda;


 Não altera o “valor do contrato” -> não é aditivo;
 Os índices setoriais que balizarão o reajuste, devem estar
previstos em contrato!
 Data-Base para cálculo é o da APRESENTAÇÃO das propostas;
 Periodicidade mínima de 1 ano da apresentação da proposta
ou do aditivo;

Reajuste – Termo Aditivo ou apostilamento?

 Simples apostilamento!

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17/07/2018

Aditivo Contratual de Prazo


Aditivo de prazo

Lei 8.666/93, art. 57, §1º:


I – Alteração de projeto pela Adm;
II - Fato excepcional superveniente;
III – Interrupção dos trabalhos por ordem da administração;
IV – Aditivos quantitativos;
V – Impossibilidade de execução por culpa de terceiros e documentado à época
da ocorrência;
VI – Omissão e atraso da Adm;

Prazo vencido. E agora?

Não pode executar mais nenhum serviço-> pagamentos devem ser feitos pelos
serviços executados enquanto o contrato ainda era válido
Impossibilidade de prorrogação depois de vencido! Atenção do fiscal
(Acórdão TCU 1936/2014)

Fase
Contratual

Recebimento
Fiscalização de Subcontratação Aditivos Medições Provisório e
Obras
Definitivo

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17/07/2018

Medições
Dicas para a medição!

Atenção ao Regime de Execução (Global Vs Unitário)!!!


Medir: Quantidade, Qualidade e Prazo;
Importância do acompanhamento periódico pelo fiscal;
Olhos críticos nas faturas apresentadas pelas contratadas.

O que não fazer?

Não prever pagamentos fixos mensais;


Não medir itens importantes em 100% -> DICA: deixar
apenas no recebimento provisório!

Medições
Regimes de Execução:

Execução por preço global:


o Medir: Quantidade, Qualidade e Prazo;
Execução por preço unitário:
o Medir: Quantidade e Qualidade;

Documentos comprobatórios:

Boletim de Medição (“Planilha”);


Memória de Cálculo;
Fotografias.
Desenhos;
Documentos diversos: declarações, fichas de cotações, ensaios de laboratório
etc.;
Fotografias.

158
17/07/2018

Medições

Certidões exigidas em todas faturas:

Certidão Negativa de Débitos da Empresa


junto ao INSS (CND);
Certidão Negativa de Débitos da Empresa
junto ao FGTS (CRF);
Certidões Negativas de Tributos Federais,
Estaduais e Municipais;
Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas;

Medições
Primeira Medição:

Garantia contratual, se exigida;


ART ou RRT de execução da obra;
Alvará de construção ou comprovante de
solicitação (construções ou ampliações);
Matrícula da obra ou serviços junto ao INSS
(Matrícula CEI);
Apólice de seguro para riscos de engenharia, se
exigida no contrato.
http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/cadastros/cadastro-especifico-do-inss-cei

159
17/07/2018

Medições
Última Medição:

Certidão Municipal de Conclusão da Obra


(“Habite-se”);
Documento comprobatório de solicitação
de encerramento da matrícula CEI
(Cadastro Específico do INSS) da obra;
Termo de recebimento provisório da obra;
“As-built”.

Medições
Boletim de Medição

• Descrição do item;
• Unidade de apropriação (m, kg, und, t, m2, m3
etc.);
• Quantidade prevista em contrato;
• Preço unitário;
• Quantidade medida no período;
• Valor total medido no período;
• Percentual acumulado.

160
17/07/2018

Medições
Exemplo Preço Unitário:

Previsão da Planilha Orçamentária :


ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS VAZADOS DE
CONCRETO DE 14X19X39CM (ESPESSURA 14CM) DE PAREDES COM ÁREA
LÍQUIDA MENOR QUE 6M2 SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM
PREPARO MANUAL.
oQuantidade: 100 m2
oValor unitário: R$50/m2
oPeriodicidade das Medições: Mensal

Quantidade executada entre medições:


o% Acumulada na última medição = 10%
oQuantidade executada: 25 m2
o% realizada nesta medição = 25%
oValor a pagar: 25m2 X R$50/m2 = R$ 1.250,00
o% Acumulada = 35%

161
17/07/2018

Medições
Exemplo Preço Unitário:

Previsão da Planilha Orçamentária :


ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS VAZADOS DE
CONCRETO DE 14X19X39CM (ESPESSURA 14CM) DE PAREDES COM ÁREA
LÍQUIDA MENOR QUE 6M2 SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM
PREPARO MANUAL.
oQuantidade: 100 m2
oValor unitário: R$50/m2
oPeriodicidade das Medições: Mensal

Quantidade executada entre medições:


o% Acumulada na última medição = 10%
oQuantidade executada: 25 m2
o% realizada nesta medição = 25%
oValor a pagar: 25m2 X R$50/m2 = R$ 1.250,00
o% Acumulada = 35%

Medições
Exemplo Preço Global:

Previsão da Planilha Orçamentária :


ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS VAZADOS DE
CONCRETO DE 14X19X39CM (ESPESSURA 14CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA
MENOR QUE 6M2 SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO
MANUAL.
oQuantidade: 100 m2
oValor unitário: R$50/m2
oPeriodicidade das Medições: 30 dias
oCronograma Físico-Financeiro prevê para Julho/18: 10 m2

Quantidade executada entre as medições de Junho/18 e Julho/18:


o% Acumulada na última medição = 10%
oQuantidade executada: 25m2
o% realizada nesta medição = 10%
oValor a pagar: 10m2 X R$50,00/m2 = R$500,00
o% Acumulada = 20%

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17/07/2018

Medições
Exemplo Preço Global:

Previsão da Planilha Orçamentária :


ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS VAZADOS DE
CONCRETO DE 14X19X39CM (ESPESSURA 14CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA
MENOR QUE 6M2 SEM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO COM PREPARO
MANUAL.
oQuantidade: 100 m2
oValor unitário: R$50/m2
oPeriodicidade das Medições: 30 dias
oCronograma Físico-Financeiro prevê para Julho/18: 10 m2

Quantidade executada entre as medições de Junho/18 e Julho/18:


o% Acumulada na última medição = 10%
oQuantidade executada: 25m2
o% realizada nesta medição = 10%
oValor a pagar: 10m2 X R$50,00/m2 = R$500,00
o% Acumulada = 20%

http://www.cnmp.mp.br/portal/institucional/comissoes/comissao-de-controle-
administrativo-e-financeiro/acoes/manual-do-ordenador-de-despesas/obras/regime-
de-execucao-empreitada-por-preco-global-ou-unitario

EMPREITADA POR PREÇO UNITÁRIO


VANTAGENS DESVANTAGENS INDICADA PARA:
Contratação de serviços de gerenciamento e supervisão de
Pagamento apenas pelos serviços efetivamente executados; Exige rigor nas medições dos serviços;
obras;

Apresenta menor risco para o construtor, na medida em que Obras executadas "abaixo da terra" ou que apresentam
Maior custo da Administração para acompanhamento da
ele não assume risco quanto aos quantitativos de serviços incertezas intrínsecas nas estimativas de quantitativos, a
obra;
(riscos geológicos do construtor são minimizados); e exemplo de:

A obra pode ser licitada com um projeto com grau de


Execução de fundações, serviços de terraplanagem,
detalhamento inferior ao exigido para uma empreitada por Favorece o jogo de planilha;
desmontes de rocha, etc.;
preço global ou integral.

Necessidade frequente de aditivos, para inclusão de novos


Implantação, pavimentação, duplicação e restauração de
serviços ou alteração dos quantitativos dos serviços
rodovias;
contratuais;

O preço final do contrato é incerto, pois é baseado em


Canais, barragens, adutoras, perímetros de irrigação, obras
estimativa de quantitativos que podem variar durante a
de saneamento;
execução da obra;

Exige que as partes renegociem preços unitários quando


Infraestrutura urbana, Reforma de edificações, Poço
ocorrem alterações relevantes dos quantitativos
artesiano, etc
contratados;

Não incentiva o cumprimento de prazos, pois o contratado


Obras portuárias, dragagem e derrocamento;
recebe por tudo o que fez, mesmo atrasado.

163
17/07/2018

http://www.cnmp.mp.br/portal/institucional/comissoes/comissao-de-controle-
administrativo-e-financeiro/acoes/manual-do-ordenador-de-despesas/obras/regime-
de-execucao-empreitada-por-preco-global-ou-unitario

EMPREITADA POR PREÇO GLOBAL


VANTAGENS DESVANTAGENS INDICADA PARA:
Como o construtor assume os riscos associados aos
quantitativos de serviços, o valor global da proposta tende a
Simplicidade nas medições (medições por etapa concluída); Contratação de estudos e projetos;
ser superior, se comparado com o regime de preços
unitários;

Menor custo para a Administração Pública na fiscalização da Tendência de haver maior percentual de riscos e imprevistos
Elaboração de pareceres e laudos técnicos;
obra no BDI do construtor

Obras e serviços executados "acima da terra" que


A licitação e contratação exigem projeto básico com elevado
apresentam boa precisão na estimativa de quantitativos, a
Valor final do contrato é, em princípio, fixo grau de detalhamento dos serviços (art. 47 da Lei nº
exemplo de: - Construção de edificações; - Linhas de
8.666/1993).
Transmissão

Restringe os pleitos do construtor e a assinatura de aditivos

Dificulta o jogo de planilha;

Incentiva o cumprimento de prazo, pois o contratado só


recebe quando conclui uma etapa.

Fase
Contratual

Recebimento
Fiscalização de Subcontratação Aditivos Medições Provisório e
Obras
Definitivo

164
17/07/2018

Prazo de Vigência x Prazo de Execução


Prazo de Execução

Relacionado ao tempo necessário para a conclusão do objeto.


Conta-se a partir da emissão da ordem de início dos serviços.

Prazo de vigência

Relacionado à validade do contrato e a consecução de todas as


obrigações lá previstas.
Conta-se a partir da data do Instrumento de Contratação
Deve ser sempre superior ao prazo necessário para a execução do
objeto contratado
Salvo casos particulares, recomenda-se que o prazo de vigência
contratual seja 6 meses maior do que o prazo de execução.

Recebimento Provisório & Definitivo


Recebimento Provisório

oPrazo? Até 15 dias a partir da notificação da contratada


oInstrumento? Termo Circunstanciado
oQuem? Próprio fiscal da obra
oObjetivo: identificar, comunicar e sanar todas as pendências técnicas -> interrupção do prazo;

Recebimento Definitivo

oTérmino das obrigações contratuais e liberação da contratada;


oPrazo? Até 90 dias do recebimento provisório;
oQuem? Servidor ou Comissão designada pela autoridade competente;
oInstrumento? Termo Circunstanciado
oInspeção minuciosa com registro dos defeitos -> interrompe o prazo para emissão do Termo de
Recebimento Definitivo;
oRecebimento Tácito caso a Administração não entregue o Termo de Recebimento Definitivo;
oExigir: ”As Built”, comprovação das ligações de utilidades, vistoria Corpo de Bombeiros,
“Habite-se” e certidão negativa de débitos previdenciários.

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17/07/2018

Recebimento Provisório & Definitivo


Testes para aferição do bom funcionamento

Salvo justificativas técnicas, são por conta da contratada.

Garantia Quinquenal

Não é afastada pelo recebimento da obra;


Código Civil/2002:
Art. 618. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras
construções consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução
responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e
segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo.
Os Gestores Públicos, durante o prazo quinquenal de garantia, são
obrigados a notificar os responsáveis pelos defeitos verificados nas
obras públicas! (art. 10, LIA)

Planejamento e Preparação de Licitação


de Obras Públicas

Eduardo Real – Analista de Controle – eduardo.real@tce.pr.gov.br


João Paulo Pacheco – Analista de Controle - joao.pacheco@tce.pr.gov.br
Rafael Eisfeld – Analista de Controle - rafael.santos@tce.pr.gov.br

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