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ANEXO II

FORMULÁRIO ÚNICO DE PROPOSTAS (FUP)

1 DESCRIÇÃO DO PROJETO
Título do Projeto: Utilização de óleo de soja bruto na produção de ésteres metílicos através do processo
de hidroesterificação enzimática

Período de Execução (mês/ano) Início: 01/08/2017 Término: 31/07/2018


Grande área do Conhecimento do CNPq (nome e Área do Conhecimento (nome e código):
código): Engenharia Química – 3.06.00.00-6
Engenharias - 3.00.00.00-9
Subárea do Conhecimento (nome e código): Especialidade (nome e código), quando houver:
Processos Industriais de Engenharia Química –
3.06.01.00-2
Resumo do Projeto (texto limitado em 450 palavras):
A busca por matérias-primas e processos que viabilizem a produção de biodiesel vem sendo
investigada nos últimos anos por diferentes centros de pesquisa. Tanto a procura por matérias-primas de
menor custo quanto a obteção de um processo menos dispendioso, são pontos fundamentais para a
sustentabilidade da cadeia de produção deste biocombustível no cenário mundial. Atualmente, a
principal matéria-prima utilizada nesse processo é o óleo de soja degomado, o qual pode representar de
50 a 80% do custo total de produção. Dessa forma, evidencia-se que o uso de matérias-primas residuais
ou óleos brutos, com baixo custo, contribuam para a sustentabilidade do biodiesel, tornando-o mais
competitivo (atraente) comercialmente. O óleo de soja bruto, pelo custo acessível, caracteriza-se-se
como um substrato vantajoso para a síntese enzimática de biodiesel, entretanto, este óleo apresenta uma
quantidade elevada de fósforo e fosfatídeo, o que impede a sua utilização nos processos convencionais
de produção de biodeisel. Nesse sentido, a síntese de ésteres metílicos por hidroesterificação enzimática,
podendo ocorrer em duas etapas, hidrólise - para a retirada destes interferentes - e esterificação,
apresenta-se como uma alternativa promissora. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo
investigar as variáveis concentração de enzima, temperatura e percental de água no processo de
hidroesterificação enzimática do óleo de soja bruto.

Palavras-chave (de 03 a 05 palavras):


Biodiesel, hidrólise, esterificação.

Justificativa e contextualização do problema (texto limitado em duas páginas):

O meio ambiente é explorado de forma degradante pelo crescimento populacional e pelo


consumo sem limite de seus recursos. O consumo está associado a um ciclo de descarte interminável,
que visa satisfazer as necessidades supérfluas da população, quando na verdade deveria servir, apenas,
para suprir necessidades básicas. Junto a isso, tem-se o ‘alto’ nível de industrialização, que demanda
quantidade energética muito grande, porém necessária ao desenvolvimento das atividades industriais.

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A escassez global dos combustíveis fósseis, os impactos ambientais que ocasionam, e ainda, o
alto preço em virtude dos elevados custos de produção, induzem a busca por fontes renováveis de
energia. Segundo a Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP, 2017), cerca de
55% da energia, e 82% dos combustíveis consumidos no Brasil são não-renováveis. No mesmo
caminho, tratando-se do cenário global, 86% da energia consumida também vêm de fontes energéticas
não-renováveis. Por tais motivos, o Brasil é apontado como modelo no uso de energias renováveis, bem
como é considerado o pioneiro mundial no uso de biocombustíveis.
A importância comercial e econômica da síntese de ésteres metílicos está relacionada à ampla
aplicação desses compostos nos diversos tipos de indústrias, podendo-se citar a farmacêutica,
alimentícia e cosmética. Além disso, esses ésteres são empregados na obtenção do biodiesel, que se
caracteriza como uma alternativa vantajosa para a substituição dos combustíveis de origem fóssil, pois,
além de ser obtido a partir de uma biomassa renovável, sua queima emite menor quantidade de gases
poluentes e tóxicos (CHEN et al., 2009; MISHRA et al., 2009; FAN; WANG; CHEN, 2011; SOARES,
2014). Os principais componentes do biodiesel são ésteres obtidos a partir de álcoois de cadeia curta e
misturas de ácidos graxos de cadeias longas, comumente derivadas de óleos vegetais (POPIOLSKI,
2011; GALLINA, 2011). Porém outras fontes de ácidos graxos vêm sendo estudadas, por exemplo: as
gorduras de origem animal, gorduras provenientes de esgotos, óleos residuais de frituras e borras ácidas
provenientes do processo de refino de oleaginosas, com o objetivo de reduzir o custo da produção desse
combustível (SOARES, 2014).
O Brasil é destaque devido ao seu grande potencial energético, pela variedade de matérias-primas
e alternativas de produção. Dentro dessa diversidade, um biocombustível que vem se destacando é o
biodiesel, que atua como substituto natural e renovável do diesel de petróleo (RAMOS et al, 2011). O
biodiesel é uma espécie de biocombustível, sendo um substituto natural e renovável do diesel de
petróleo, e o seu principal método de produção a transesterificação, onde neste processo, um mol de
triacilglicerol reage com três mols de álcool (usualmente metanol ou etanol) na presença de um
catalisador, que pode ser homogêneo, heterogêneo ou enzimático (RAMOS et al, 2011).
O Brasil exibe um grande potencial para produção de biodiesel, pois possui abundância em terras
cultiváveis e etanol, além de uma vasta diversidade vegetal. Em 2016, a produção de biodiesel foi de
3.801,339 m3 e em janeiro de 2017 o Brasil produziu 255,361m3 (ANP, 2017), destaca-se que
atualmente o país é um dos maiores produtores e consumidores mundiais desse biocombustível.
Atualmente para a produção industrial deste biocombustível, a transesterificação alcalina é o
método mais utilizado, devido à alta eficiência, rapidez e baixo custo. Nesse processo ocorre a reação
entre óleos vegetais e/ou gordura animal, com um álcool (geralmente metanol ou etanol), na presença de
um catalisador (comumente hidróxido de potássio), tendo como produtos ésteres metílicos e como co-
produto o glicerol (GALLINA, 2011; SOARES, 2014).
Neste processo de produção de biodiesel, a partir da rota catalítica homogênea, devem ser
utilizadas matérias-primas com baixa acidez e livre de umidade, ou seja, com alto grau de refino. A
principal matéria-prima utilizada atualmente é o óleo de soja refinado, o qual possui baixos teores de
ácidos graxos livres (AGLs) (< 1%) e umidade (<0,5%). Para a transesterificação alcalina, os AGLs
consomem o catalisador, resultando em sabão (dificultando a recuperação do biodiesel) e a água pode
hidrolisar os TAGs, consequentemente reduzindo o rendimento da reação. Fato este, que limita a
utilização de matérias-primas de baixo custo, que contêm quantidades significativas de AGLs e água
(BANKOVIć-ILIć; STAMENKOVIć; VELJKOVIć, 2012; DEMIRBAS et al., 2016 ;SOARES, 2014).
Uma alternativa para o método convencional de produção do biodiesel é a hidroesterificação,
pois na etapa de hidrólise todos os TAGs são convertidos em AGLs, independentemente da acidez e da
umidade da matéria-prima. Com esse processo pode-se aumentar o rendimento da reação, já que o
glicerol é removido na hidrólise. Além disso, tanto a etapa de hidrólise, quanto a de esterificação, podem
ser catalisadas por via química, por via enzimática, ou ainda pela combinação das duas vias (SOARES,

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2014).
Em relação à catálise enzimática, destaca-se que o uso de enzimas como catalisadores na síntese
de biodiesel apresenta diversas vantagens, podendo-se citar a alta eficiência catalítica em condições
brandas de reação, biodegradabilidade, reutilização do catalisador e redução do volume de efluentes
decorrentes do processo de purificação dos ésteres metílicos (CESARINI et al., 2014).
Apesar das diversas vantagens ambientais relacionadas ao uso e produção do biodiesel,
comercialmente ainda considera-se mais viável o diesel mineral. Uma vez que o custo médio, para as
distribuidoras, desse combustível é de R$ 2,68 por litro, enquanto o biodiesel custa em torno de R$ 3,17
por litro. O elevado custo do biodiesel está relacionado, principalmente, à matéria prima empregada na
sua produção. No mês de janeiro de 2017, o óleo de soja refinado correspondeu a 64,84% da matéria
prima utilizada, e que devido aos processos envolvidos na sua obtenção possui um alto valor agregado
(ENCARNAÇÃO, 2008; CESARINI et al., 2014; ANP, 2017).
Desse modo, a sustentabilidade da cadeia de produção de biodiesel, passa, primordialmente, pelo
desenvolvimento de processos economicamente viáveis, pautado na utilização de matérias-primas de
baixo custo. Neste contexto, evidencia-se a potencialidade de estudar a produção de ésteres metílicos por
hidroesterificação enzimática, a qual possibilita a utilização de matérias-primas de menor custo, como
por exemplo, o óleo de soja bruto. Diante dessas considerações, propõe-se nesse trabalho o estudo do
processo de hidroesterificação para a produção de ésteres metílicos utilizando o óleo de soja bruto como
matéria-prima, a partir de catalisadores enzimáticos.

Objetivo Geral:
Este trabalho tem como objetivo geral estudar o processo de hidroesterificação enzimática na
produção de ésteres metílicos, utilizando óleo de soja bruto como matéria-prima.

Objetivos Específicos:

 Caracterizar a matéria-prima quanto aos índices de acidez, saponificação e iodo.


 Realizar ensaios de hidrólise do óleo bruto com enzimas fosfolipases e lipases, avaliando a
influência das variáveis: concentração de enzima, temperatura e percentual de água;
 Realizar ensaios de esterificação com o óleo bruto hidrolisado, utilizando enzimas lipases,
avaliando as variáveis: presença de sais, percentual de água, temperatura e razão molar
óleo/metanol.

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Breve contextualização teórica da proposta (texto limitado em uma página):

A produção de ésteres pode ocorrer através de diferentes metodologias, podendo-se citar


principalmente a reação entre álcoois e ácidos carboxílicos (esterificação). Os produtos obtidos por meio
desta metodologia apresenta uma vasta aplicação industrial. Dentre várias aplicações, destacam-se os
ésteres resultantes das reações entre ácidos de cadeia longa com álcoois de cadeia curta (2-8 átomos de
carbono), pois se caracterizam como uma alternativa vantajosa para a substituição dos combustíveis
fósseis. Além disso, esses ésteres são empregados nas indústrias de aditivos em alimentos, detergentes,
cosméticos e em medicamentos (ADACHI; KOBAYASHI, 2005; GÜVENÇ; KAPUCU;
MEHMETOğLU, 2002; POPIOLSKI, 2011).
Atualmente o setor de biocombustíveis é de grande interesse para a sociedade mundial, pois além
de serem obtidos a partir da biomassa renovável, sua combustão emite menor quantidade de gases
tóxicos e poluentes. No Brasil, evidenciam-se estudos voltados a propostas de combustível renovável,
destacando-se o biodiesel (ésteres metílicos) (RODRIGUES, 2007; RAMOS et al., 2003).
No intuito de incentivar a produção de biodiesel, o Brasil em 2004 criou o Programa Nacional de
Produção e Uso do Biodiesel, com o objetivo de implementar a produção de biodiesel de forma
sustentável, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional (POPIOLSKI, 2011).
Atualmente todo o óleo diesel comercializado no país deve conter 8% de biodiesel, valor este
estabelecido através da Lei nº 13.033/2014 (ANP, 2017).
Em relação às fontes de ácidos graxos empregadas na síntese do biodiesel, estas podem ser óleos
vegetais, gorduras animais e óleos de reuso. No Brasil, dentre as matérias-primas, de origem vegetal,
destaca-se a transesterificação de óleos como o de soja, girassol, algodão, amendoim, canola e palma
(CESARINI et al., 2014; DEMIRBAS et al., 2016; ANP, 2017). No entanto, para a produção industrial,
o óleo de soja refinado é o mais empregado, representando mais de 64% da matéria-prima utilizada na
produção biodiesel no país.
Sabe-se que a matéria-prima pode representar 50 a 85% do custo total do biodiesel, nesse sentido
a escolha do material de partida é um fator que deve ser avaliado em relação ao custo, rendimento,
qualidade e aproveitamento dos subprodutos (CHEN et al., 2009; SOARES, 2014). Devido a isso,
compreende-se que o uso de matérias-primas residuais ou óleos brutos contribuam para a redução do
custo do biodiesel e dos impactos ambientais, tornando-o mais competitivo comercialmente.
Nesse contexto, o uso de óleo de soja bruto caracteriza-se como um substrato vantajoso para a
síntese enzimática de biodiesel, entretanto o óleo de soja bruto apresenta uma quantidade elevada de
fósforo (400 a 1.200 ppm) e um porcentual de 1-3% de fostatídeos, o que pode acarretar em dificuldades
no armazenamento, devido à formação de precipitado e acumulação de água (CESARINI et al., 2014;
DEMIRBAS et al., 2016).
Dessa maneira, a síntese de biodiesel por hidroesterificação pode ocorrer em duas etapas, hidrólise
e esterificação, ocorrendo à retirada destes interferentes após a etapa de hidrólise. Com relação ao uso de
catalisadores, tanto a etapa de hidrólise quanto a de esterificação podem ser catalisadas por via química,
por via enzimática, ou ainda pela combinação das duas vias (SOARES, 2014).
Em relação à síntese de biodiesel, o uso de enzimas como catalisadores permite produzir biodiesel
de alta qualidade a partir de óleos residuais, brutos e não-alimenticios. A atividade da enzima independe
da concentração de AGLs no óleo e permanece eficiente num ambiente contendo umidade. Além disso,
o catalisador enzimático é altamente específico, assim, a transesterificação enzimática não produz
produtos secundários indesejados, tais como compostos de oxidação (NOVOZYMES, 2015).
Neste contexto, o estudo de novas alternativas para a produção de ésteres metílicos se faz
necessário, buscando principalmente a redução do custo do produto final, através de novos processos e
matérias-primas.

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Metodologia:

O projeto foi delineado viabilizando a sua execução no prazo de 12 meses.

Revisão bibliográfica

Será realizada inicialmente uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, com o intuito de obter
informações atualizadas e melhor conhecimento dos métodos de análise. Esta revisão será atualizada e
complementada ao longo de toda a pesquisa, devido ao tema ser novo e novas publicações devem estar
sendo disponibilizadas.

Coleta da matéria-prima
A matéria-prima, óleo de soja bruto, será adquirida de empresas processadoras de soja instaladas
na região Oeste Catarinense. Na sequência, o óleo bruto de soja será acondicionado em recipientes
plásticos e posteriormente armazenados em refrigerador doméstico até sua utilização para as análises de
caracterização química e reações de hidrólise e esterificação.

Caracterização da matéria-prima
Índice de acidez: O índice de acidez é uma das análises mais importantes e deve ser realizada para
orientar se a matéria-prima escolhida para a produção do biodiesel pode ser utilizada. O índice de acidez
nos fornece informações sobre as características do produto da reação de transesterificação. Esta análise
informa o quanto há de ácidos graxos livres e, se a presença for acentuada, tal matéria-prima não pode
ser utilizada em uma transesterificação básica, pois esta característica favorece a formação de sabões na
reação, indicando que uma reação enzimática poderá ser a melhor escolha para uma matéria-prima com
elevado índice de acidez. O índice de acidez é definido pela quantidade de álcali, expressa em
miligramas de KOH por g de amostra que é necessário para atingir o ponto de viragem da titulação de
amostra. Este ponto informa o quanto há de ácidos graxos livres, provenientes de triacilgliceróis
hidrolisados na amostra original. O índice de acidez para óleos e gorduras será determinado pela norma
Acid Value - AOCS Cd 3d-63. É aplicável a óleos, gorduras, ácidos graxos e tocoferol.
Índice de iodo: O índice de iodo é utilizado como uma estimativa do grau de insaturação dos óleos
e gorduras. Quanto maior o índice de iodo, maior o número de duplas ligações (insaturações) presentes
no óleo, sendo assim, há uma maior probabilidade da amostra ser considerada um óleo do que uma
gordura, pois, é sabido de que os óleos possuem um maior grau de insaturação do que as gorduras, o que
justifica elas serem sólidas à temperatura ambiente (25ºC). O índice de iodo de uma determinada
amostra é geralmente descrito como uma faixa de valor, ao invés de um número fixo, porque o grau de
insaturação pode variar sazonalmente ou em função de diferentes processamentos do óleo.
Esta determinação será realizada segundo a norma A.O.C.S.
Índice de saponificação: O índice de saponificação é a quantidade de álcali necessário para
saponificar uma quantidade definida de amostra. Este método é aplicável a todos os óleos e gorduras e
expressa o numero de miligramas de hidróxido de potássio necessário para saponificar um grama de
amostra. Uma massa de 4,5 g de biodiesel será adicionada a 50 mL de uma solução de KOH metanólica
(4 %). A mistura será mantida a 90 °C, com agitação, durante 1 hora. Após o resfriamento a temperatura
ambiente, será adicionado 1 mL de solução de fenolftaleína (1%, Synth) e procedeu-se a titulação com
HCl 0,5 mol L-1 até o desaparecimento da cor rósea. Esta determinação será realizada segundo a norma
A.O.C.S.

Reações de hidrólise do óleo bruto de soja


O aparato experimental que será utilizado para os experimentos é constituído de um shaker
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rotativo com controle de temperatura, com suportes de garras na sua base, onde serão encaixados os
potes que contém a matéria-prima e os insumos para a reação. Nos potes serão adicionados 100g da
matéria-prima, uma quantidade das enzimas fosfolipase e lipase comercias, bem como água,
determinados previamente no delineamento dos experimentos. Em seguida os potes serão colocados no
shaker com o controle de temperatura e agitação constante, dando início à reação de hidrólise. Serão
variadas as concentrações das enzimas no meio e a quantidade de água, bem como a temperatura da
reação, objetivando um maior percentual de hidrólise do óleo bruto de soja. O resultado da reação será
quantificado pelo percentual de ácidos graxos livres, através da análise de índice de acidez da mistura
reacional.

Reações de esterificação do óleo de soja bruto hidrolisado


As reações de síntese de ésteres metílicos serão conduzidas em diferentes condições reacionais de
temperatura, razão molar gordura/metanol, presença de sais (Na e K) e conteúdo de água. Estas
condições experimentais serão previamente determinadas no delineamento dos experimentos. O
procedimento experimental consistirá em adicionar, num frasco de vidro, contendo 100 g da matéria
prima, uma determinada quantidade de água, sais e enzima (fixa). Em seguida o frasco será colocado no
shaker com controle de temperatura mencionado no método anterior para a equalização da temperatura
de toda a mistura reacional. Transcorridos aproximadamente 30 min, será adicionado de forma
particionada o metanol ao longo da reação. A quantidade de metanol, água e sais serão determinadas
previamente no momento da elaboração do delineamento dos experimentos. Transcorridos o tempo
reacional, o resultado da reação será quantificado pelo percentual de ácidos graxos livres, através da
análise de índice de acidez.

Descrição detalhada
Principais referenciais teóricos a serem estudados (relacionar os autores/obras mais importantes):

ADACHI, S.; KOBAYASHI, T. Synthesis of esters by immobilized-lipase-catalyzed condensation


reaction of sugars and fatty acids in water-miscible organic solvent. Journal of Bioscience and
Bioengineering, v. 99, n.2, p. 87–94, 2005.
ANP. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, 2017. Disponivel em:
<http://www.anp.gov.br/wwwanp/>. Acesso em: 30 abril 2017.
A.O.C.S. Official Methods and Recommended Practices of the AOCS, 7th Edition.
DEMIRBAS, A. et al. Biodiesel production from non-edible plant oils. Energy Exploration &
Exploitation, v. 34, n.2, p. 290–318, 2016.
BANKOVIć-ILIć, I. B.; STAMENKOVIć, O. S.; VELJKOVIć, V. B. Biodiesel production from non-
edible plant oils. Renewable and Sustainable Energy Reviews, v. 16, n.6, p. 3621–3647, 2012.
CESARINI, S. et al. Combining phospholipases and liquid lipase for one-step biodiesel production using
crude oils. Biotechnology for Biofuels, v. 7, n.29, p. 1-12, 2014.
CHEN, Y. et al. Synthesis of biodiesel from waste cooking oil using immobilized lipase in fixed bead
reactor. Energy Conversion and Management, v. 50, p. 668–673, 2009.
DEMIRBAS, A. et al. Biodiesel production from non-edible plant oils. Energy Exploration &
Exploitation, v. 34, n. 2, p. 290–318, 2016.
ENCARNAÇÃO, Ana Paula Gama. Geração de biodiesel pelos processos de transesterificação e
hidroesterificação,uma avaliação econômica. 2008. p. 144. Dissertação (Mestrado em Ciências)-
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Processos
Químicos e Bioquímicos, Rio de Janeiro, 2008.
FAN, X.; WANG, X.; CHEN, F. Biodiesel Production from Crude Cottonseed Oil: An Optimization
Process Using Response Surface Methodology. The Open Fuels & Energy Science Journal, v. 4, p. 1-
6
8, 2011.
GALLINA, André Lazarin. Uma alternativa sustentável para a produção de biodiesel: Cyperus
esculentus. 2011. p. 104. Dissertação (Mestrado em Bioenergias)- Universidade Estadual do Centro-
Oeste, Programa de Pós-graduação em Bionergia, Guarapuava, 2011.
GÜVENÇ, A.; KAPUCU, N.; MEHMETOğLU, Ü. The production of isoamyl acetate using
immobilized lipases in a solvent-free system. Process Biochemistry, v. 38, n.3, p. 379–386, novembro
2002.
MISHRA, M. K. et al. Lipase activity of Lecitase Ultra: characterization and applications in
enantioselective reactions. Tetrahedron: Asymmetry, v. 20, n.24, p. 2854–2860, 2009.
NOVOZYMES. The novozymes enzimatic biodiesel handbook, 2015.
POPIOLSKI, ARIANA SECCO. Otimização do processo de produção enzimática de biodiesel em
sistema livre de solvente em banho de ultrassom. 2011.p.124. Dissertação (Mestrado em Engenharia
de Alimentos)- Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Programa de Pós-
Graduação Stricto-Sensu em Engenharia de Alimentos Erechim, 2011.
RAMOS, L. P. et al. Biodiesel - Um projeto de sustentabilidade econômica e sócio-ambiental para o
Brasil. Revista Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento, n. 31, p. 28-37, jul/dez 2003.
RAMOS, L. P. et al. Tecnologias de Produção de Biodiesel. Revista Virtual de Quimica, v. 3, n.5, p.
385-405, 2011.
RODRIGUES, Hugo de Souza. Obtenção de ésteres etílicos e metílicos, por reações de
transesterificação, a partir do óleo da palmeira Latino Americana macaúba- Acromia
aculeata.2007.p.236.Tese (Doutorado em Ciências)- Universidade de São Paulo, Pós-graduação em
Química, Ribeirão Preto, 2007.
SOARES, Diniara. Desenvolvimento do processo de esterificação etílica enzimática de ácidos
graxos em reator de leito fixo.2014. p. 156. Tese (Doutorado em Bioquímica)- Universidade Federal
do Paraná, Programa de Pós-graduação em Ciências: Bioquímica, Curitiba, 2014.

Resultados esperados:

Os resultados advindos deste projeto trarão como contribuições:


Científicas:
 Formação de recursos humanos qualificados através da inserção e acompanhamento das
atividades realizadas nesta pesquisa por alunos vinculados à Instituição;
 Apresentação de trabalhos em congressos;
 Submissão de trabalhos a periódicos conceituados na área;
 Promover o aprimoramento de processos, visando novas alternativas produtivas e à redução de
custos,
 Possibilidade de incrementar a diversificação das matérias-primas viáveis para a produção de
ésteres metílicos, a qual poderá ser incorporada futuramente para a produção de biodiesel;

Tecnológicas:
 Entendimento da viabilidade tecnológica da produção enzimática de ésteres metílicos a partir de
matérias-primas de baixo custo;
 Entendimento do processo de hidroesterificação na produção de ésteres metílicos;
 Incentivar o estudo das variáveis de processo que afetam o tempo reacional e o rendimento em
ésteres metílicos.
 Estímulo ao desenvolvimento da tecnologia de produção de ésteres metílicos a partir de matérias-
primas alternativas.

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2 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO*
ATIVIDADES MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS MÊS
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12

Revisão
X X X X X X X X X X
Bibliográfica
Caracterização da
X X X X
matéria-prima
Realizar ensaios de
hidrólise do óleo X X X X X

Realizar ensaios de
esterificação X X X X X

Otimização dos
parâmetros dos X X X X X X
ensaios
Análise dos
X X X X X X X X X X
Resultados
Publicação do
X X X
estudo
Elaboração do
X X
relatório final

Informações adicionais (se necessário):