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12/08/2018 Geografia: questões de múltipla escolha Fundamental 2

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Geogra a: questões de múltipla escolha Fundamental 2

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Geografia: questões de múltipla escolha Fundamental 2

Questão 1

Uma das unidades temáticas da BNCC de Geogra a (acesse o documento em


http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ (http://basenacionalcomum.mec.gov.br/)), é designada
como Conexões e escalas. Sobre isso, pode-se a rmar que:

Conexão é um princípio da Geografia voltado à articulação de diferentes espaços e, para isso, o ensino da escala

cartográfica numérica deve ser realizado desde o início do Ensino Fundamental.

Escala espacial envolve estudo de lugar, território, região, mundo e de suas inter-relações.

É impossível dissociar escala cartográfica de escala espacial, mas a unidade temática citada só trata de escalas

cartográficas por se tratar de Ensino Fundamental.

As relações campo-cidade articulam diferentes conexões apenas numa mesma escala espacial, a do município.

Questão 2

Na BNCC, a competência 5 de Geogra a propõe o seguinte:

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“Desenvolver e utilizar processos, práticas
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e procedimentos de investigação para compreender o
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mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-cientí co e informacional, avaliar


ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem
conhecimentos cientí cos da Geogra a.” (p. 362)

Milton Santos, no livro “A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo, Razão e Emoção”, a rma que “o
meio-técnico-cientí co-informacional é a cara geográ ca da globalização”. Segundo o autor, esse
meio “assegura o funcionamento dos processos encadeados da globalização”. Relacionando
essa de nição com o que diz a Competência 5 de Geogra a na BNCC, pode-se a rmar que:

A compreensão do meio técnico-científico-informacional ocorre de maneira isolada do mundo natural, do mundo social,

do mundo econômico e do político.

Na globalização, vivemos a aniquilação do espaço pelo tempo por meio da velocidade da informação, por isso, o meio

técnico científico-informacional, e não o espaço, é hoje o objeto central de estudo da Geografia.

O conhecimento científico da Geografia fornece elementos que nos permite entender que é a inter-relação entre

natureza, política, sociedade e economia, mas também história, cultura, técnica e informação, que constitui o meio

técnico-científico-informacional.

Na globalização, para serem eficazes, os conhecimentos científicos da Geografia necessários para se avaliar ações e

propor perguntas e soluções devem se ater apenas a questões relacionadas à tecnologia da informação.

Questão 3

No artigo “A diferença e a Geogra a - o ardil da identidade e a representação” (Revista


GEOgraphia – Ano 1 – No 1 – 1999, p.55), Ruy Moreira empresta de Ra estin (1993) a resposta
sobre o que é o local confrontado com o central: “Visto do centro, é muito pouca coisa: um
agregado de particularidades, de hábitos e costumes que constituem outros tantos obstáculos a
uma uniformização. Visto do ‘local’, é muito, pois é a territorialidade cristalizada, ou seja, a
signi cação da vida cotidiana”.

Considerando o exposto anteriormente, leia as a rmações a seguir:

         I. O confronto entre local e o central pode também ser expresso como relações local-global.

         II. Para a visão do centro, o lugar é pouca coisa porque apresenta muitos entraves à
uniformização espacial característica da globalização.

         III. Territorialidade cristalizada re ete a monotonia da vida cotidiana local em contraponto


à dinâmica cotidiana da vida nos lugares centrais.

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         IV. No texto, local seria o lugar da
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resistência às ordens globais, o que denota oposição nas
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relações local-global.

Estão corretas apenas as seguintes a rmações:

I, III e IV.

II, III e IV.

I, II e III.

I, II e IV.

Questão 4

Leia e compare os trechos a seguir.

Texto 1

“As percepções que os indivíduos, grupos ou sociedade têm do lugar em que se encontram e as
relações singulares que com ele estabelecerem fazem parte do processo de construção das
representações de imagens do mundo e do espaço geográ co. As percepções, as vivências e a
memória dos indivíduos e dos grupos sociais são, portanto, elementos importantes na
constituição do saber geográ co.” (PCN, Brasil 1998, p. 110)

Texto 2

“Ao se estudarem os objetos de aprendizagem de Geogra a, a ênfase do aprendizado é na


posição relativa dos objetos no espaço e no tempo, o que exige a compreensão das
características de um lugar (localização, extensão, conectividade, entre outras), resultantes das
relações com outros lugares. Por causa disso, o entendimento da situação geográ ca, pela sua
natureza, é o procedimento para o estudo dos objetos de aprendizagem pelos alunos.” (BNCC,
2017, p. 361)

A leitura dos trechos indica a mudança de objeto de estudo e a ênfase dada à aprendizagem da Geografia.

As ênfases diferentes indicam visões incompatíveis do conceito de lugar.

As ênfases diferentes indicam propostas complementares no ensino e na aprendizagem do conceito de lugar.

A visão dos PCN retratada no trecho é mais característica dos processos de ensino e aprendizagem realizados nos anos

iniciais enquanto a da BNCC aos anos finais.

Questão 5
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Leia os textos a seguir:
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Texto 1

“Re etir sobre as possibilidades que representa, no processo de alfabetização, o ensino de


Geogra a, passa a ser importante para quem quer pensar, entender e propor a Geogra a como
um componente curricular signi cativo. Presente em toda a Educação Básica, mais do que a
de nição dos conteúdos com que trabalha, é fundamental que se tenha clareza do que se
pretende com o ensino de Geogra a, de quais objetivos lhe cabem.” (Callai, 2005, p. 229)

Texto 2

“Criticidade entendida como uma leitura do real – isto é, do espaço geográ co – que não omitia
as suas tensões e contradições, tal como fazia e faz a Geogra a tradicional, que ajude a
esclarecer a espacialidade das relações de poder e de dominação. E engajamento visto como
uma Geogra a não mais ‘neutra’ e sim comprometida com a justiça social, com a correção das
desigualdades socioeconômicas e das disparidades regionais”. (Vesentini, 2004, p. 223)

Com base neles, é possível concluir que:

O texto 1 expressa a essência da Geografia moderna, que avança aos postulados da Geografia crítica no ensino da

Geografia, indicados no texto 2.

No texto 2, o autor exprime elementos básicos da Geografia crítica e nela destaca a supremacia dos aspectos científicos

sobre os ideológicos.

No processo de alfabetização, é mais adequado a escolha de temas espaciais elementares, pois nesta fase é inapropriado

o desenvolvimento da criticidade propiciado pelo ensino e a aprendizagem de Geografia.

Pode-se aliar o potencial de reconhecimento e manipulação de padrões espaciais trabalhados na Geografia tradicional

aos elementos da criticidade da Geografia crítica no processo de construção da inteligência espacial que ocorre desde os

primeiros anos do Ensino Fundamental.

Questão 6

Atualmente, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) perpassam as mais diversas


dimensões da vida. Novas cartogra as online, cartogra as colaborativas, softwares gratuitos,
acesso a localizações por meio de satélites na internet, mídias locativas e dispositivos móveis de
geolocalização (celulares, GPS, por exemplo) permitem inovar e compor práticas do cotidiano
com ações didático-pedagógicas. O esquema a seguir mostra as relações atuais do indivíduo,
inclusive os alunos da Educação Básica, com as tecnologias da informação e comunicação.

 
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Fonte: Manuel Castells (2003). In SILVA, J.R.R. da. As tecnologias de


Informação e Comunicação no ensino de Geogra a: formação e prática
docente. Dissertação de Mestrado, Uberlândia: UFU, 2015.

Leia as frases abaixo:

        I Os alunos atuais do Ensino Fundamental interagem no ciberespaço, crescem num mundo
da chamada sociedade da informação mas não na denominada era do conhecimento.
        II. Considerados nativos digitais, os alunos atuais do Ensino Fundamental crescem no
mundo da cibercultura onde se desenvolve o mais elevado estágio tecnológico da história.
        III. O Brasil é hoje o quarto país com o maior número de nativos digitais, com cerca de 25
milhões de indivíduos. Eles se apropriam facilmente dos dispositivos digitais e seus contatos são
mediados cotidianamente por essas ferramentas. E aí entra o papel da escola e do professor
com a fundamental mediação no processo de conhecimento.
        IV. A utilização de computadores da sala de informática e a utilização de aparelhos celulares
nas salas de aula são importantes ferramentas no ensino e na aprendizagem de Geogra a no
Ensino Fundamental.
        V. O momento atual exige dos professores atualização constante e intensa, não só do ponto
de vista conceitual da ciência geográ ca e da pedagogia, mas também dos novos suportes
oferecidos pelas tecnologias educacionais (TE) e pelas tecnologias da informação e comunicação
(TIC).

Assinale a alternativa que apresenta apenas a rmações corretas:

II, III, IV e V.

I, II, III e IV.

I, II, IV e V.

Nenhuma afirmação está correta.

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Questão 7
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Denise Pumain, geógrafa e especialista em desenvolvimento urbano, de ne a cidade como “um


meio de habitat denso, caracterizado por uma sociedade diferenciada, uma diversidade
funcional, uma capitalização e uma capacidade de inovação que se inscrevem em múltiplas
redes de interação e que formam uma hierarquia, que incluem nós de mais em mais complexos
que vão desde as pequenas cidades até as maiores”* (2006, p. 303).

E é nas cidades que hoje mora a maioria da população mundial. Este fato é recente na história
humana e só ocorreu na primeira década do século 20, quando mais da metade da população
mundial passou a ser urbana. Tal movimento só tende a aumentar, conforme demonstra o
grá co abaixo.

Disponível em: <https://urbe.me/lab/em-30-anos-a-populacao-urbana-mundial-deve-


ultrapassar-as-6-mil-milhoes-de-pessoas/ (https://urbe.me/lab/em-30-anos-a-populacao-urbana-
mundial-deve-ultrapassar-as-6-mil-milhoes-de-pessoas/)>. Acesso em: 25/06/2018.

*PUMAIN, D.; PAQUOT, T., KLEINSCHMAGER, R. Dicitonnaire La ville et l´urbain. Paris: Anthropos,
2006.

No Brasil, esse movimento aconteceu nos anos 1960. Desde aqueles anos, a população
brasileira se torna cada vez mais urbana. No Brasil atual, mais de 90% da população mora em
cidades. Observe e compare os mapas a seguir:

Brasil: 1940 – 1574 municípios Brasil: 2014 – 5570 municípios

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Disponível em:
https://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_brasil/brasil_evolucao_malha_municipal.pdf
(https://atlasescolar.ibge.gov.br/images/atlas/mapas_brasil/brasil_evolucao_malha_municipal.pdf)>.
Acesso em: 20/06/2018.

Selecione a alternativa correta:

Os mapas corroboram a informação contida no texto de Denise Pumain e evidenciam uma complexa e crescente rede

urbana no território brasileiro.

O Brasil tornou-se majoritariamente urbano quando a população mundial ultrapassava a casa dos 2 bilhões de

habitantes, sendo que quase 1 bilhão era rural.

A complexa rede representada pelo mapa de 2014 exemplifica a explanação da geógrafa Denise Pumain, fato também

demarcado no gráfico.

Não é possível articular corretamente o texto, os mapas e o gráfico por que os mapas mostram a evolução do número de

municípios e não do crescimento urbano no Brasil.

Questão 8

Leia os textos a seguir:

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Texto 1
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“... proponho que pensemos o cego como uma gura da incerteza, mas também de resistência e
invenção. Sua presença nas ruas com a bengala, caminhando sem enxergar, muitas vezes
provoca piedade e até medo por parte dos videntes. Vê-se apenas a de ciência naquela pessoa.
Há ainda o profundo desconhecimento de seu funcionamento cognitivo. Acolher pessoas cegas
em museus de arte tem sido uma fabulosa experiência e também um grande aprendizado. Não
há espaço para discutir aqui as políticas dos programas de acessibilidade, mas é importante
destacar a surpreendente capacidade de habitação da incerteza e de entrega à experiência
estética multissensorial dos cegos.”

Fonte: Educação e invenção em tempos de incerteza. In Educação e incerteza. Ensaio de Virginia


Kastrup. 36ª Bienal de Arte de São Paulo, 2016.

Texto 2

“Paisagem e espaço não são sinônimos. A paisagem é o conjunto de formas que, num dado
momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre
homem e natureza. O espaço são essas formas mais a vida que as anima.

A palavra paisagem é frequentemente utilizada em vez da expressão con guração territorial.


Esta é o conjunto de elementos naturais e arti ciais que sicamente caracterizam uma área. A
rigor, a paisagem é apenas a porção da con guração territorial que é possível abarcar com a
visão. Assim, quando se fala em paisagem, há, também, referência à con guração territorial e,
em muitos idiomas, o uso das duas expressões é indiferente.

A paisagem se dá como um conjunto de objetos reais-concretos. Nesse sentido, a paisagem é


transtemporal, juntando objetos passados e presentes, uma construção transversal. O espaço é
sempre um presente, uma construção horizontal, uma situação única. Cada paisagem se
caracteriza por uma dada distribuição de formas-objetos, providas de um conteúdo técnico
especí co. Já o espaço resulta da intrusão da sociedade nessas formas-objetos. Por isso, esses
objetos não mudam de lugar, mas mudam de função, isto é, de signi cação, de valor sistêmico.”

Milton Santos. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2008.
p. 103.

Texto 3

“Menina com de ciência visual frequenta escola após lei de inclusão.

Desde o primeiro dia de 2016 está em vigor a lei brasileira de acessibilidade, uma espécie de
estatuto que muda completamente a forma da sociedade encarar as pessoas que possuem
de ciência. Com a lei, as instituições de ensino não podem fechar as portas para essas pessoas.”
https://novaescola.fluidreview.com/s/6109763/326615/e/ 8/12
Fonte: Jornal O Globo. 13/03/2016. Disponível
12/08/2018
em: <http://g1.globo.com/sp/bauru-
Geografia: questões de múltipla escolha Fundamental 2

marilia/noticia/2016/03/menina-com-de ciencia-visual-frequenta-escola-apos-lei-de-
inclusao.html (http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2016/03/menina-com-de ciencia-
visual-frequenta-escola-apos-lei-de-inclusao.html)>. Acesso: 23 jun. 2018.

Assinale a alternativa correta:

Embora a acessibilidade de cegos à escola seja garantida pela lei 13.146/2015, por causa da sua definição conceitual,

torna-se impreciso o ensino do conceito de paisagem a alunos cegos.

No ensino de Geografia, à definição de paisagem expressa no texto 2 se juntam outras que contemplam sua percepção

por meio de todos os sentidos, possibilitando, assim, o ensino do conceito de paisagem a alunos cegos.

A experiência com cegos relatada no texto I exemplifica como o ensino de configuração espacial, ou territorial, é mais

adequado do que o ensino de paisagem a alunos cegos.

O trecho destacado no texto 2 é uma definição que exemplifica a impossibilidade de se estudar a paisagem por meio de

sentidos além da visão.

Questão 9

“O mundo assiste a múltiplas catástrofes, desastres, crimes ambientais, violências de toda


ordem, radicalismos políticos, étnicos e religiosos. O capitalismo mundial integrado, com
dominância do modelo desenvolvimentista e neoliberal, produz efeitos devastadores que
afetam pessoas, minorias, comunidades, cidades e nações inteiras. Esses efeitos atingem hoje
todo o planeta. O futuro da Terra é incerto para a espécie humana – e o presente também.
Assim o conceito de incerteza torna-se experiência concreta, assumindo dimensão existencial.

A experiência da incerteza é complexa e deve ser entendida como um ponto de bifurcação que
pode gerar dois caminhos ou duas posições ético-políticas distintas. No primeiro caminho, a
incerteza é vivida como algo perigoso, demasiado grande, que não é possível combater. Ao nos
agarrar à certeza do conhecido, encolhemos nossas vidas – surge o medo, a indiferença e o
desencanto. No segundo, a incerteza dá lugar à invenção, fazendo emergir atitudes de
engajamento e participação que procuram originar estratégias de construção de um mundo
comum. Para pensar o papel da educação em tempos de incerteza é preciso seguir o segundo
caminho, o da invenção.

Múltiplos e variados, os processos de invenção não se restringem à arte, à ciência, à tecnologia e


à loso a, mas fazem parte do cotidiano. As grandes e pequenas invenções permeiam o
conhecimento, atravessando subjetividades e domínios cognitivos. A invenção não é um
processo psicológico especí co, como a percepção, a memória, a linguagem e a aprendizagem.
https://novaescola.fluidreview.com/s/6109763/326615/e/ 9/12
Ela atravessa todos os processos e é Geografia:
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a potência que a cognição possui de diferir de si mesma.
questões de múltipla escolha Fundamental 2

Invenção também não é sinônimo de criatividade. A criatividade é somente uma parte da


invenção, e diz respeito à elaboração de soluções originais para os problemas já dados. Quando
falamos de invenção, nos referimos à invenção dos próprios problemas. Apresentar novos
problemas, ou seja, problematizar, é resistir ao saber que já está pronto e à recognição. Isso
signi ca acolher e habitar a incerteza. E nem sempre é fácil e trivial abrir mão da tendência à
recognição, quebrar esquemas...

Acolher e habitar incertezas é uma questão de aprendizagem. Aqui, não se trata da


aprendizagem mecânica ou intelectual, nem daquela que se baseia na transmissão de
informações. A educação não é uma questão de informação, nem de explicação, nem de
formação de opinião. A questão aqui é a da aprendizagem inventiva, que inclui a capacidade de
problematizar, de criar novos problemas.”

Fonte: Educação e invenção em tempos de incerteza. In Educação e Incerteza. Ensaio de Virginia


Kastrup. 36ª Bienal de Arte de São Paulo, 2016.

Considerando esta leitura sobre o trabalho na perspectiva de problematização, é correto a rmar


que:

A metodologia da aprendizagem baseada em problemas possibilita o ensino e a aprendizagem por meio da

problematização de temas geográficos cujo foco está no produto final da situação-problema apresentada.

A problematização é uma metodologia ativa que coloca o aluno no centro dos processos de ensino e aprendizagem, por

isso, problematizar e criar novos problemas pode ajudar na formação de sujeitos autônomos e protagonistas.

A problematização e a aprendizagem baseada em problemas são metodologias ativas que colocam o aluno como centro

dos processos de ensino e aprendizagem, por isso é importante a utilização de métodos que não gerem incertezas e, sim

a interiorização de definições conceituais precisas.

Problematizar é inerente aos processos de ensino e aprendizagem na Geografia. Contudo, sua aplicação visa a resolução

de problemas. A criação de novos problemas tira o aluno do papel central das metodologias ativas.

Questão 10

Leia o texto a seguir.

“Desigualdades raciais no Brasil comprometem oportunidades de trabalho e desenvolvimento


humano

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no
Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros
vivem, estudam e ganham menos do que brancos.
https://novaescola.fluidreview.com/s/6109763/326615/e/ 10/12
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra
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de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o número
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de desempregados no terceiro trimestre do ano passado (2017) estava em 13 milhões sendo


que, desse total, quase 64% eram negros.

Em 2010, 62% da população branca com mais de 18 anos possuía o Ensino Fundamental
completo. Na população negra, esse percentual caía para 47%.

Quanto à renda domiciliar per capita, a média da população branca era mais que o dobro
daquela da população negra: 1.097,00 reais contra 508,90 reais, respectivamente, segundo
estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
(https://nacoesunidas.org/grupos-vulneraveis-tem-melhora-no-idh-municipal-mas-
desigualdades-persistem-no-brasil/).

Segundo a pesquisa, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal dos negros no Brasil tem
dez anos de atraso comparado ao dos brancos.”

Fonte: ONUBR. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/desigualdades-raciais-no-brasil-


comprometem-oportunidades-de-trabalho-e-desenvolvimento-humano/
(https://nacoesunidas.org/desigualdades-raciais-no-brasil-comprometem-oportunidades-de-
trabalho-e-desenvolvimento-humano/)>. Acesso em 26 jun. 2018.

A Lei nº 11.645/08 inclui no currículo o cial da rede de ensino do Brasil a obrigatoriedade da


temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Contudo, as desigualdades
socioespaciais da população afrodescendente em relação à branca continuam discrepantes.

Assinale a alternativa correta:

A desigualdade entre brancos e negros no Brasil vem diminuindo desde a implantação da Lei 11.645/08, conforme

apontam os dados da PNAD.

Em relação às mulheres, a autora do texto reconhece que as diferenças étnico-raciais suplantam as questões de gênero

na sociedade brasileira.

Como a Geografia estuda a formação socioespacial, o ensino e a aprendizagem da Geografia também tratam dos fatores

históricos da desigualdade racial no Brasil em todas as etapas da Educação Básica.

A desigualdade racial é perceptível mais evidentemente entre a população negra em relação aos brancos, conforme

mostra a pesquisa. Já a desigualdade em relação à população indígena vem diminuindo, sobretudo como

desdobramento das políticas que incentivam a migração indígena em direção às áreas urbanas do país.

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