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Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 28

Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 281

Problemas familiares.
(Texto: Gn 29:31~30:24)

1. Introdução.

Quem não tem problemas familiares? Todos temos. Eu tenho, você tem, poderíamos
conjugar essa situação em todas as pessoas e em todos os tempos verbais. Nem os
maiores heróis da bíblia tiveram descanso nesse aspecto. Abraão, Isaque, Jacó, Moisés,
Davi, etc... todos tiveram problemas dentro de suas famílias. Quando olhamos para as
famílias ao nosso redor, podemos perceber que nós não somos os únicos a termos
problemas.

O trecho de hoje, que é uma descrição quase que exaustiva de quase todos os filhos que
Jacó teve, é reflexo de como, até mesmo dentro de uma família abençoada por Deus,
conflitos existem e fazem parte da vida de todos. No caso da família de Jacó, a questão
central eram os filhos e o conflito entre duas mulheres.

Para uma das mulheres de Jacó, Lia, os filhos eram o instrumento para se conquistar o
amor do seu marido. Para a outra, Raquel, os filhos eram o fim, ou seja, a razão última
de felicidade, logo a ausência de filhos significava infelicidade do casamento. No meio
estava um marido, Jacó, incapaz de trazer equilíbrio ao seu lar. Na base de tudo isso, a
tentativa de resolver tudo sem Deus.

Qual é a fonte da maioria dos problemas dentro de uma família? Falta de Deus!

2. Exposição do texto. (Gn 29:31~30:24)


31
Quando o SENHOR viu que Lia era desprezada2, concedeu-lhe filhos; Raquel,
porém, era estéril. 32 Lia engravidou, deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Rúben3,
pois dizia: “O SENHOR viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me
amará”.
33
Lia engravidou de novo e, quando deu à luz outro filho, disse: “Porque o
SENHOR ouviu que sou desprezada, deu-me também este”. Pelo que o chamou Simeão4.
34
De novo engravidou e, quando deu à luz mais um filho, disse: “Agora,
finalmente, meu marido se apegará a mim, porque já lhe dei três filhos”. Por isso deu-
lhe o nome de Levi5.
35
Engravidou ainda outra vez e, quando deu à luz mais outro filho, disse: “Desta
vez louvarei o SENHOR”. Assim deu-lhe o nome de Judá6. Então parou de ter filhos.
1
Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por
isso disse a Jacó: “Dê-me filhos ou morrerei!”
2
Jacó ficou irritado e disse: “Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de
ter filhos?”
1
Pregado no MEP dia 03 de outubro de 2010, 39°. aniversário da igreja Dae Han.
2
Cf. NET Bible, um recurso de linguagem para realssar a diferença de entre a afeição de Raquel com o
relacionamento sentimental com Lia, uma é dito que Jacó amava mais Raquel do que Lia.
3
!beWar> que dizer "veja, um filho".
4
!A[m.vi quer deriva da raiz [mv que significa "ouvir", ou seja, o Senhor ouviu acerca do desprezo que Lia estava
sofrendo e teve misericórida dela.
5
ywIle possui um som semelhante a hw"l' que significa "juntar".
6
hd"Why> significa "ele será louvado"

Paulo Sung Ho Won – www.sunghojd.blogspot.com


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3
Então ela respondeu: “Aqui está Bila, minha serva. Deite-se com ela, para que
tenha filhos em meu lugar7 e por meio dela eu também possa formar família”.
4
Por isso ela deu a Jacó sua serva Bila por mulher. Ele deitou-se com ela, 5 Bila
engravidou e deu-lhe um filho. 6 Então Raquel disse: “Deus me fez justiça, ouviu o meu
clamor e deu-me um filho”. Por isso deu-lhe o nome de Dã8.
7
Bila, serva de Raquel, engravidou novamente e deu a Jacó o segundo filho.
8
Então disse Raquel: “Tive grande luta com minha irmã e venci”. Pelo que o chamou
Naftali9.
9
Quando Lia viu que tinha parado de ter filhos, tomou sua serva Zilpa e a deu a
Jacó por mulher. 10 Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó um filho. 11 Então disse Lia: “Que
grande sorte!”10 Por isso o chamou Gade11.
12
Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó mais um filho. 13 Então Lia exclamou: “Como
sou feliz! As mulheres dirão que sou feliz”. Por isso lhe deu o nome de Aser12.
14
Durante a colheita do trigo, Rúben saiu ao campo, encontrou algumas
mandrágoras13 e as trouxe a Lia, sua mãe. Então Raquel disse a Lia: “Dê-me algumas
mandrágoras do seu filho”.
15
Mas ela respondeu: “Não lhe foi suficiente tomar de mim o marido? Vai tomar
também as mandrágoras que o meu filho trouxe?” Então disse Raquel: “Jacó se deitará
com você esta noite, em troca das mandrágoras trazidas pelo seu filho”.
16
Quando Jacó chegou do campo naquela tarde, Lia saiu ao seu encontro e lhe
disse: “Hoje você me possuirá, pois eu comprei esse direito com as mandrágoras do
meu filho”. E naquela noite ele se deitou14 com ela.
17
Deus ouviu Lia, e ela engravidou e deu a Jacó o quinto filho. 18 Disse Lia:
“Deus me recompensou por ter dado a minha serva ao meu marido”. Por isso deu-lhe o
nome de Issacar15.
19
Lia engravidou de novo e deu a Jacó o sexto filho. 20 Disse Lia: “Deus
presenteou-me com uma dádiva preciosa. Agora meu marido me tratará melhor16; afinal
já lhe dei seis filhos”. Por isso deu-lhe o nome de Zebulom17.
21
Algum tempo depois, ela deu à luz uma menina a quem chamou Diná18.
22
Então Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu clamor e a tornou fértil.
23
Ela engravidou, e deu à luz um filho e disse: “Deus tirou de mim a minha
humilhação”. 24 Deu-lhe o nome de José19 e disse: “Que o SENHOR me acrescente ainda
outro filho”.

1. Lia: usando os filho para ter amor do marido.

Como vimos anteriormente, Lia foi vítima de seu tio Labão. Como o texto não nos diz,
não podemos saber se ela concordava ou não em casar-se com Jacó daquela maneira.

7
30.3 Hebraico: nos meus joelhos.
8
!d" significa "julgou", "vingou", cuja raiz vem de !yDi.
9
yliT'p.n: deve significar algo do tipo "minha luta"
10
30.11 Ou “Uma tropa está vindo!”
11
dG" significa "boa sorte"
12
rv,a' aparentemente significa "feliz"
13
30.14 Isto é, plantas tidas por afrodisíacas e capazes de favorecer a fertilidade feminina.
14
bk;v' que significa "dormir com", um eufemismo para a prática sexual em si, cf. NET Bible.
15
rk'vV'y> aparentemente significa "homem de recompensa" ou "há recompensa"
16
30.20 Ou me honrará
17
!Wlbuz> aparentemente significa "honra"
18
hn"yDI que significa "aquela que foi julgada", única filha de Jacó.
19
@sewoy signiifca "que ele acrescente". No hebraico, o nome tem a sonoridade próxima de @s;a' que significa "retirar",
no sentido de retirar a vergonha de ser estéril.

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Porém, o grande problema para Lia era que Jacó não a amava (pelo menos não como
Raquel), ou seja, era "desprezada" no sentido de ser deixada em segundo plano. Ora,
ninguém quer ficar em segundo plano, ainda mais quando vocês está casado. É lógico
que você vai querer que seu marido te dê toda a atenção do mundo.

"Quando o SENHOR viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos; Raquel, porém,
era estéril." (vr. 31). Deus, vendo a situação de Lia, concedeu-lhe filhos para
compensar, de alguma maneira a falta do amor de Jacó. Se por um lado Lia não tinha o
carinho e a prioridade de Jacó, por outro lado, ela tinha a condição mais importante da
família, que era a possibilidade de ser mãe, numa época em que ter descendentes era
considerado uma das maiores bênção dentro de uma família. A grande vantagem de Lia
era poder ter filhos. Cada filho que nascia era uma tentativa desesperada de ter o amor
de seu marido:

"Lia engravidou, deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Rúben, pois dizia: “O SENHOR
viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amará”. Lia engravidou
de novo e, quando deu à luz outro filho, disse: “Porque o SENHOR ouviu que sou
desprezada, deu-me também este”. Pelo que o chamou Simeão. De novo engravidou e,
quando deu à luz mais um filho, disse: “Agora, finalmente, meu marido se apegará a
mim, porque já lhe dei três filhos”. Por isso deu-lhe o nome de Levi. Engravidou ainda
outra vez e, quando deu à luz mais outro filho, disse: “Desta vez louvarei o SENHOR”.
Assim deu-lhe o nome de Judá. Então parou de ter filhos." (vss. 32~35).

Rúben, Simeão, Levi, Judá. Quatro filhos e quatro tentativas de conquistar o amor de
Jacó. Quando um marido não amava a sua esposa, ou quando ele não dá à esposa a
devida atenção e importância, não somente o casamento acaba se transformando em
uma ruína, como também os filhos acabam sofrendo toda a conseqüência disso.

Mas Deus estava vendo toda aquela situação que não lhe agradou nenhum pouco.

2. Raquel: a inveja

"Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por isso disse
a Jacó: “Dê-me filhos ou morrerei!”. Jacó ficou irritado e disse: “Por acaso estou no
lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?”" (vss. 1,2).

Raquel era a preferida de Jacó. Pelo jeito, Jacó sempre deixou isso muito claro (afinal,
foram 14 anos para tê-la em seus braços!). Até para mostrar que seu casamento com Lia
era algo totalmente absurdo em sua opinião, Jacó queria mais era ficar com Raquel.
Porém, Raquel não podia ter filhos. Enquanto que ela tinha o amor de Jacó, não tinha a
condição de ter tantos filhos como a sua irmã Lia tinha. Essa situação deixou Raquel
desesperada. A bíblia nos diz que esse desespero tinha causa: a inveja.

Para Raquel o amor de Jacó não era suficiente. Ela queria filhos. A esterilidade, no
Antigo Testamento, era considerado quase uma maldição divina. Imagine Raquel todos
os dias tentando engravidar e se frustrando com a sua esterilidade. "Dê-me filhos, se não
vou morrer!", era como se a culpa da esterilidade estivesse com Jacó.

Mas Jacó sabia que tem não estava permitindo que Raquel engravidasse era Deus.

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3. Bila e Zilpa: guerra de egos.

Vendo que não poderia ter filhos, Raquel tomou uma atitude que Sara havia tomado no
passado: já que eu não posso, então vou ter um filho através da barriga de outra mulher:
"Então ela respondeu: “Aqui está Bila, minha serva. Deite-se com ela, para que tenha
filhos em meu lugar e por meio dela eu também possa formar família”. Por isso ela deu
a Jacó sua serva Bila por mulher. Ele deitou-se com ela, Bila engravidou e deu-lhe um
filho. Então Raquel disse: “Deus me fez justiça, ouviu o meu clamor e deu-me um filho”.
Por isso deu-lhe o nome de Dã. Bila, serva de Raquel, engravidou novamente e deu a
Jacó o segundo filho. Então disse Raquel: “Tive grande luta com minha irmã e venci”.
Pelo que o chamou Naftali" (vss. 4~8)

Dã foi o nome do primeiro filho que nasceu da união entre Jacó com a serva de Raquel
Bila. Para Raquel, aquele menino era o seu filho adotivo, tanto é que ela considera que
aquele filho era uma resposta da justiça divina. Mas olhe com atenção ao segundo filho
de Bila. O nome dele foi Naftali, que significa literalmente "minha luta", ou seja, esse
filho era um troféu vencedor da luta que ela estava travando com sua irmã Lia.

Lia, vendo que sua irmã fizera, também não ficou quieta. Como em toda a família,
participou essa grande guerra de egos: "Quando Lia viu que tinha parado de ter filhos,
tomou sua serva Zilpa e a deu a Jacó por mulher. Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó um
filho. Então disse Lia: “Que grande sorte!” Por isso o chamou Gade. Zilpa, serva de
Lia, deu a Jacó mais um filho. Então Lia exclamou: “Como sou feliz! As mulheres dirão
que sou feliz”. Por isso lhe deu o nome de Aser" (vss. 9~13).

A impressão que temos é que Lia queria compensar a falta de amor de Jacó com a
quantidade de filhos, enquanto que Raquel queria justamente ter filhos, mesmo que
fosse por outros meios. Duas irmãs, que por causa de um homem entraram em conflito.
Porem, aquele que devia estar no meio, sendo um ponto de equilíbrio, não estava
fazendo a sua parte: Jacó mesmo foi um dos maiores responsáveis por todo esse conflito
dentro de sua própria família.

4. Mandrágoras: batalha dos egos.

"Durante a colheita do trigo, Rúben saiu ao campo, encontrou algumas mandrágoras e


as trouxe a Lia, sua mãe. Então Raquel disse a Lia: “Dê-me algumas mandrágoras do
seu filho”. Mas ela respondeu: “Não lhe foi suficiente tomar de mim o marido? Vai
tomar também as mandrágoras que o meu filho trouxe?” Então disse Raquel: “Jacó se
deitará com você esta noite, em troca das mandrágoras trazidas pelo seu filho”.
Quando Jacó chegou do campo naquela tarde, Lia saiu ao seu encontro e lhe disse:
“Hoje você me possuirá, pois eu comprei esse direito com as mandrágoras do meu
filho”. E naquela noite ele se deitou com ela. Deus ouviu Lia, e ela engravidou e deu a
Jacó o quinto filho. Disse Lia: “Deus me recompensou por ter dado a minha serva ao
meu marido”. Por isso deu-lhe o nome de Issacar". (vss. 14~18).

Como não podia deixar de ser, o conflito veio a tona, e as duas irmãs se colocaram em
pé de guerra; e tudo por causa de quê? Mandrágoras. A mandrágora (Mandragora
officinarum L.) é uma planta da família das Solanaceae. São-lhe atribuídas propriedades
medicinais: afrodisíaca, alucinógena, analgésica e narcótica. O uso da raiz da planta é

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muito antigo, encontrando-se citado nos textos bíblicos em Gênesis 30:14 e Cantares
7:13. Segundo lendas medievais, as raízes da mandrágora deveriam ser colhidas em
noite de lua cheia, puxadas para fora da terra por uma corda presa a um cão preto; se
outro animal ou pessoa fizesse esta tarefa, a raiz "gritaria" tão alto que o mataria. Seus
frutos, semelhantes a uma pequena maça, exalam um odor forte e fétidoOutra lenda
refere que a mandrágora tinha como semente o Sêmen de um homem enforcado."20
Particularmente no contexto do Antigo Testamento, era tido como um afrodisíaco.

Vendo que Ruben havia pelo alguma dessas mandrágoras durante a colheita, Raquel foi
até Lia para pedi-las. Mas Lia responde colocando no jogo a razão de toda a sua mágoa:
"não basta você ter o amor de Jacó e a gora quer ter até a mandrágora do meu filho?".
Ouvindo isso, Raquel propõe um acordo: em troca das mandrágoras, ela poderia se
deitar com Jacó naquela noite! Quando lemos isso, com as nossas cabeças no séc. XXI,
podemos achar muito estranho o que está acontecendo. Mas note que para Raquel,
aquelas mandrágoras poderiam ter um efeito de fazer com que ela tivesse filhos.

A confiança de Raquel não estava em Deus. Estava sim em superstições. Quando não
entendemos a vontade de Deus nas nossas vidas, passamos a querer forçar situações.
Isso, dentro de um contexto de família pode ser desastroso.

O fato é que Lia aceita a oferta e se deita com Jacó. Resultado: mais um filho, Issacar,
cujo nome significava "recompensa". Ao invés da mandrágora ter efeito em Raquel, Lia
ficou grávida novamente. Isso está escrito assim para que saibamos que não havia
nenhum poder milagroso na mandrágora: Deus está no controle de todas as coisas!

3. José: o fim de um problema, mas o fruto de um outro maior.

"Lia engravidou de novo e deu a Jacó o sexto filho. Disse Lia: “Deus presenteou-me
com uma dádiva preciosa. Agora meu marido me tratará melhor; afinal já lhe dei seis
filhos”. Por isso deu-lhe o nome de Zebulom. Algum tempo depois, ela deu à luz uma
menina a quem chamou Diná. Então Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu
clamor e a tornou fértil. Ela engravidou, e deu à luz um filho e disse: “Deus tirou de
mim a minha humilhação”. Deu-lhe o nome de José e disse: “Que o SENHOR me
acrescente ainda outro filho”." (vss. 19~29)

Raquel ainda teve que assistir de camarote o nascimento de mais dois filhos: Zebulom e
a única filha de Jacó, a Diná.

Aí sim, é o que o texto diz que: "Deus lembrou-se de Raquel" concedendo-lhe um filho.
A preocupação de Raquel, vendo sua irmã ter 10 filhos, era saber com que método ela
poderia ter também. A atenção dela não estava em Deus, mas sim, entre outras coisas,
na superstição da época. E em fim, Deus permitiu que ela tivesse um filho: José. Mas
repare no significado desse nome: "Que o SENHOR me acrescente ainda outro filho".

Raquel era uma mulher incansável na luta interior em ter filhos. Ela nos mostra o
quanto o homem é um ser insaciável! Ela nem teve tempo em contemplar o grande
milagre que acontecera com ela, uma vez que ela era estéril: ela já queria outro filho
para fazer frente à sua irmã. Raquel estava cegada pela inveja.

20
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mandrágora acessado em 03 de outubro de 2010.

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Jacó se apaixonara por uma mulher não muito virtuosa, como nos fala Pv 31. E
justamente essa falta de prudência, tanto para Lia, como também para Raquel, serão
responsáveis por mais problemas no futuro. Isso veremos nas próximas mensagens!

Conclusão:

Algumas lições podemos tirar desse texto com respeito à tumultuada vida familiar de
Jacó:

1. Ame a todos e não dê preferência a um em detrimento de outro. Isso sempre trará


descontentamento por parte daquele que são deixados em segundo plano.
2. Não use métodos errados para conquistar o amor de uma pessoa. Nem filhos, nem
supertição: seja verdadeiro no seu amor.
3. Não tenha inveja do sucesso de algum familiar: alegre-se com ele. Ver o sucesso
de outros é algo muito difícil de se fazer com alegria no coração. Você vai
querer ter aquele sucesso e se você não tomar cuidado, você poderá ficar com
inveja daquele sucesso. Coloque seu coração nas mãos de Deus. Aprenda a se
alegrar com a alegria do seu irmão.
4. Coloque Deus acima de todos os seus relacionamentos familiares. Sem isso,
família nenhuma poderá ser "feliz".
5. Deus é soberano, apesar dos conflitos familiares: Levi, Judá, José: os três filhos
mais destacados de Jacó, que nasceram dentro de um contexto complicado de
conflito familiar, foram instrumento, mais adiante no futuro, para a glória de
Deus. Não fique desanimado com a situação da sua família hoje. Deus pode
reverter tudo isso. Ele pode forjar o seu caráter através de tudo isso, para que no
fim, você seja usado para a glória de Deus!

Toda família tem problemas, porque o homem tem problemas. Toda família terá
conflitos, porque o homem é cheio de pecado. O que nos faz vencer todos esses
problemas, brigas, conflitos, é o amor de Deus e Sua graça.

Nos próximos capítulos veremos como esses problemas familiares que nasceram junto
com os filhos de Jacó, produzirão, nas palavras de Piper, "pecados espetaculares".

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