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INSTITUTO BRASILIENSE DE DIREITO PÚBLICO

ESCOLA DE DIREITO PÚBLICO – EDP


Curso de Graduação em Direito
Aluno: Rafael Luiz dos Santos Menezes Silva
RA: 1721125

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

TRIBUNAL PLENO

RELATOR: MIN. CEZAR PELUSO

REQUERENTE: ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS – AMB

REQUERIDO: CONGRESSO NACIONAL

13/04/2005. AÇÃO IMPROCEDENTE.

MAIORIA VENCEDORA – 7 a 4

MINISTROS VENCEDORES: NELSOM JOBIM; CELSO DE MELLO; GILMAR MENDES;


CEZAR PELUSO; AYRES BRITTO; JOAQUIM BARBOSA; EROS GRAU.

MINISTROS VENCIDOS: ELLEN GRACIE; MARCO AURÉLIO; SEPÚLVEDA PERTENCE;


CARLOS VELLOSO.

ADI – AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE: Ação Direta de Inconstitucionalidade


(ADI) é a ação que tem por finalidade declarar que uma lei ou parte dela é inconstitucional, ou seja,
contraria a Constituição Federal. A ADI é um dos instrumentos daquilo que os juristas chamam de
“controle concentrado de constitucionalidade das leis”. Em outras palavras, é a contestação direta
da própria norma em tese. Tem como fundamentação legal a Constituição Federal, artigo 102, I, a.
Lei 9868/99. E Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, artigos 169 a 178.

QUESTÕES JURÍDICAS ENVOLVIDAS: Separação dos poderes e autonomia do poder


judiciário. A implementação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), segundo o Requerente, seria
uma afronta à separação dos poderes (art. 2° da Constituição Federal) e tolheria a atuação autônoma
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do poder judiciário, na medida em que retiraria a autonomia administrativa, financeira e
orçamentária (artigos 96, 99 e parágrafos, e 168 da Constituição Federal, (b) como ainda ofensa ao
pacto federativo (artigos 18, 25 e 125), na medida em que submeteu os órgãos do Poder Judiciário
dos Estados a uma supervisão administrativa, orçamentária, financeira e disciplinar por órgão da
União Federal. Pacto Federativo. Foi arguido ainda, pela autora, que a criação do CNJ seria
afronta ao pacto federativo na medida em que submete as justiças estaduais à federal. Devido
processo legal legislativo. O Requerente, pede ainda, decretação de inconstitucionalidade
específica do art. 103-B, § 4°, inc. III, por sua redação final não ter sido submetida à discussão e
votação nas duas casas do Congresso Nacional, mas apenas do Senado Federal, daí resultando a
ofensa ao § 2°, do art. 60, da CF. Impossibilidade jurídica do pedido. A AGU arguiu, em caráter
preliminar, a impossibilidade jurídica do pedido, uma vez que, à data da propositura da ação, a
Emenda Constitucional impugnada não havia sido ainda publicada no Diário Oficial.

DECISÃO: IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO.

MOTIVOS DA DECISÃO: Ficou decidido por unanimidade que não há vício formal de
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n° 45/2004 e o não conhecimento da ação quanto
ao art. 125° § 8 °. Por maioria, julgou o tribunal totalmente improcedente a ação, sendo vencidos os
ministros Marco Aurélio, Ellen Gracie, Carlos Velloso e Sepúlveda Pertence. O primeiro julgou
totalmente procedente a ação, a segunda e o terceiro julgaram parcialmente procedente a ação para
declarar a inconstitucionalidade dos incisos X, XI, XII e XIII do art. 103-B, e o quarto e último,
ministro Sepúlveda, julgou procedente em menor extensão, sendo inconstitucional somente o inciso
XIII do caput do art. 103-B.

O Supremo Tribunal Federal acertou ao julgar, por maioria, improcedente a ADI pelo fato da
criação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) não afrontar a separação dos poderes por se tratar de
órgão administrativo interno do próprio judiciário, e não controle externo, composto, em sua
maioria, por membros do próprio judiciário, sem que haja rompimento de hierarquia do judiciário,
visto que a decisão é imputada ao órgão e não aos juízes que estariam em hierarquia inferior. Além
disso, é órgão passível de controle pelo STF e não usurpa nenhuma função típica do judiciário e
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nem finda a autonomia do Judiciário. Em relação à argumentação de que a criação do CNJ violaria
o pacto federativo, é pacífico na doutrina que o Judiciário tem caráter nacional, sendo a jurisdição
uma e indivisível. Portanto, o que há é apenas distribuição de competências para a racionalização da
jurisdição. Quanto à inconstitucionalidade formal da emenda, por falta de revisão da câmara de
supressão realizada pelo senado federal, a supressão realizada não alterou sentido da norma
aprovada, sendo, portanto, substancialmente aprovada pela câmara apesar da mudança.