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Outubro

EMBRIÕES: AS PERGUNTAS INCÔMODAS DO FILÓSOFO


FABRICE HADJADJ
POSTADO POR ADMIN ÀS 10:21

Por: Fabrice Hadjadj*

No último mês de julho, a Assembleia Nacional da França votou um projeto de lei


que autoriza a pesquisa com embriões humanos – prática que destrói os indivíduos
humanos nesta etapa do seu desenvolvimento.

O filósofo Fabrice ¬Hadjadj, diretor de Philanthropos, o Instituto Europeu de


Estudos Antropológicos (Friburgo, Suíça), analisou o status do embrião humano, em
uma entrevista que reproduzimos a seguir.

Fabrice respondia ao professor René Frydman, que, no "Le Figaro" de 12 de julho,


afirmou que "o embrião não é uma pessoa humana" e que proibir a pesquisa com
embriões humanos seria "incoerente e retrógrado".

Muitos afirmam que "o embrião não é uma pessoa". O que você pensa sobre isso?

É interessante: nunca procuraram um filósofo para praticar uma reprodução


assistida, mas sempre perguntam aos médicos sobre questões filosóficas.

Eu gostaria de recordar que a noção de "pessoa" é um conceito metafísico, de


origem teológica inclusive, e que não podemos empregá-lo superficialmente. Por
outro lado, não sei se você percebeu, mas nós nos esforçamos em dizer "embrião".
Mas do que estamos falando? De um embrião de vaca, de macaco? Não: trata-se de
um embrião humano.

Frydman disse que "um olho não preparado não consegue ver a diferença entre
um embrião de rato e um embrião humano". Mas será que ele implantaria um
embrião de rato nas mulheres que solicitam uma reprodução assistida? Por que não,
se não existe diferença alguma? A evidência é que o embrião sobre quem estamos
falando é humano. Nenhum cientista pode negar isso.

No entanto, eliminar um ser humano é um homicídio. Fazer do ser humano um


material excedente é o cúmulo da exploração. E, com isso, não estou emitindo um
juízo de valor. Pode haver motivos para ser um homicida, e numerosos Estados, em
nome do progresso, legalizaram a exploração e manipulação dos humanos. O que eu
rejeito, como filósofo, é que as pessoas se neguem a chamar o gato de "gato", e que
fiquemos fazendo rodeios para dissimular.

Se as coisas estão tão claras, por que ainda existe este debate?

Um texto de Bertrand Monthubert, ex-secretário nacional para a pesquisa, do


Partido Socialista francês, publicado em 11 de julho, é bastante significativo.

Cito sua saborosa argumentação, em sua aproximativa gramática: "O embrião


não é uma pessoa, a ciência é muito clara sobre isso. Se fosse pessoa, isso
significaria que os embriões que foram criados e destruídos nas FIV foram
assassinados, e não é este o caso". Isso é tudo.

Falamos do "embrião" sem concretizar que se trata de um embrião humano.


Achamos que o conceito de "pessoa" é claro demais para a ciência. E, como único
argumento, apresenta-se a impossibilidade de ser um assassinato.

A negação tem, portanto, duas causas. A primeira é esta palavra, "pessoa", e a


confusão metafísico-jurídica à qual ela conduz. Seria melhor perguntarmos se
estamos diante de uma vida humana ou não.

Dado que esta vida é humana, a questão é saber se queremos continuar tendo o
artigo 16 do Código Civil [francês], que estabelece que "a lei garante o respeito ao
ser humano desde o princípio da sua vida", ou se o abandonamos.

A segunda causa é a dificuldade de reconhecer que, ao seguir uma lógica


tecnicista, criamos uma situação irresolúvel e insustentável, diante da qual nossa
consciência está desorientada. Efetivamente, estes 50 mil humanos congelados, que
gostaríamos de usar como reagentes em laboratórios farmacêuticos, são algo
inimaginável. Devemos admitir que fomos muito além de "Admirável mundo novo",
de Aldous Huxley.

Podemos afirmar, ao mesmo tempo, que o embrião humano "não é uma pessoa" e
que "se tornará pessoa" na medida em que for inscrito em um projeto parental?
Os cientistas que apoiam isso são realmente adeptos da magia. Abracadabra! Eu
quero que seja uma pessoa, e será uma pessoa. Isso não entra no meu projeto e puft!
A pessoa desaparece. Estamos verdadeiramente no reino dos aprendizes de bruxos.

Mas esta forma de ver, que faz pensar em magia, é tipicamente tecnocrática. Seu
princípio é que a vontade prima sobre o ser e que, portanto, todo estado natural,
incluindo meu corpo, é apenas um material que eu posso manipular segundo meus
caprichos.

Podemos aceitar as interrupções voluntárias da gravidez e a destruição de


embriões sem projeto parental, e rejeitar a pesquisa com embriões?

É verdade que está tudo unido. Por outro lado, é necessário recordar que uma
fecundação in vitro, no final das contas, destrói mais embriões que um aborto.

Novamente, eu não pretendo me posicionar no âmbito ético, sobretudo nesta


ética que todo mundo utiliza como uma etiqueta para manter sua boa consciência.
Eu apenas constato que entramos em uma era de manipulação radical (ou seja, que
parte da raiz) da vida humana.

Não deveríamos considerá-lo retrógrado?

De onde vem esta retórica do "grande salto adiante"? Com ela, Mao causou 30
milhões de mortes. É bom dar um passo atrás quando estamos à beira do precipício.

Além disso, o que é retrógrado é não seguir o caminho aberto pelo Prêmio Nobel
de Medicina, o professor Yamanaka, com suas células reprogramadas, que não
apresentam nenhum problema ético. Mas nós teimamos na pesquisa com embriões
humanos (sem dúvida alguma, como um meio para evitar à nossa consciência o
mal-estar de ter de destruí-los) e deixamos que o Japão se adiante em métodos que
já deram melhores resultados.

Poderíamos dizer que os que se opõem a esta lei são influenciados pela Igreja
Católica?

Frydman garantiu isso nas colunas do seu jornal – o que é duplamente desleal.
Primeira deslealdade: fazer acreditar que todos os que se opõem às suas opiniões
são fideístas irracionais. Isso é típico do estilo do processo stalinista.

Segunda deslealdade: ele se deixa apresentar como o "pai do primeiro bebê de


proveta". O que aconteceu então com Jacques Testart? Por que já não se fala dele
como pioneiro da fecundação in vitro? Precisamente porque, sem ser católico,
Testart denunciou todos aqueles que "elogiam religiosamente todas as produções
de laboratório".

Haveria muito ainda a dizer sobre o obscurantismo cientificista e seus fanáticos


de hojeNo último mês de julho, a Assembleia Nacional da França votou um projeto
de lei que autoriza a pesquisa com embriões humanos – prática que destrói os
indivíduos humanos nesta etapa do seu desenvolvimento.

O filósofo Fabrice ¬Hadjadj, diretor de Philanthropos, o Instituto Europeu de


Estudos Antropológicos (Friburgo, Suíça), analisou o status do embrião humano, em
uma entrevista que reproduzimos a seguir.

Fabrice respondia ao professor René Frydman, que, no "Le Figaro" de 12 de julho,


afirmou que "o embrião não é uma pessoa humana" e que proibir a pesquisa com
embriões humanos seria "incoerente e retrógrado".

Muitos afirmam que "o embrião não é uma pessoa". O que você pensa sobre isso?

É interessante: nunca procuraram um filósofo para praticar uma reprodução


assistida, mas sempre perguntam aos médicos sobre questões filosóficas.

Eu gostaria de recordar que a noção de "pessoa" é um conceito metafísico, de


origem teológica inclusive, e que não podemos empregá-lo superficialmente. Por
outro lado, não sei se você percebeu, mas nós nos esforçamos em dizer "embrião".
Mas do que estamos falando? De um embrião de vaca, de macaco? Não: trata-se de
um embrião humano.

Frydman disse que "um olho não preparado não consegue ver a diferença entre
um embrião de rato e um embrião humano". Mas será que ele implantaria um
embrião de rato nas mulheres que solicitam uma reprodução assistida? Por que não,
se não existe diferença alguma? A evidência é que o embrião sobre quem estamos
falando é humano. Nenhum cientista pode negar isso.

No entanto, eliminar um ser humano é um homicídio. Fazer do ser humano um


material excedente é o cúmulo da exploração. E, com isso, não estou emitindo um
juízo de valor. Pode haver motivos para ser um homicida, e numerosos Estados, em
nome do progresso, legalizaram a exploração e manipulação dos humanos. O que eu
rejeito, como filósofo, é que as pessoas se neguem a chamar o gato de "gato", e que
fiquemos fazendo rodeios para dissimular.

Se as coisas estão tão claras, por que ainda existe este debate?
Um texto de Bertrand Monthubert, ex-secretário nacional para a pesquisa, do
Partido Socialista francês, publicado em 11 de julho, é bastante significativo.

Cito sua saborosa argumentação, em sua aproximativa gramática: "O embrião


não é uma pessoa, a ciência é muito clara sobre isso. Se fosse pessoa, isso
significaria que os embriões que foram criados e destruídos nas FIV foram
assassinados, e não é este o caso". Isso é tudo.

Falamos do "embrião" sem concretizar que se trata de um embrião humano.


Achamos que o conceito de "pessoa" é claro demais para a ciência. E, como único
argumento, apresenta-se a impossibilidade de ser um assassinato.

A negação tem, portanto, duas causas. A primeira é esta palavra, "pessoa", e a


confusão metafísico-jurídica à qual ela conduz. Seria melhor perguntarmos se
estamos diante de uma vida humana ou não.

Dado que esta vida é humana, a questão é saber se queremos continuar tendo o
artigo 16 do Código Civil [francês], que estabelece que "a lei garante o respeito ao
ser humano desde o princípio da sua vida", ou se o abandonamos.

A segunda causa é a dificuldade de reconhecer que, ao seguir uma lógica


tecnicista, criamos uma situação irresolúvel e insustentável, diante da qual nossa
consciência está desorientada. Efetivamente, estes 50 mil humanos congelados, que
gostaríamos de usar como reagentes em laboratórios farmacêuticos, são algo
inimaginável. Devemos admitir que fomos muito além de "Admirável mundo novo",
de Aldous Huxley.

Podemos afirmar, ao mesmo tempo, que o embrião humano "não é uma pessoa" e
que "se tornará pessoa" na medida em que for inscrito em um projeto parental?

Os cientistas que apoiam isso são realmente adeptos da magia. Abracadabra! Eu


quero que seja uma pessoa, e será uma pessoa. Isso não entra no meu projeto e puft!
A pessoa desaparece. Estamos verdadeiramente no reino dos aprendizes de bruxos.

Mas esta forma de ver, que faz pensar em magia, é tipicamente tecnocrática. Seu
princípio é que a vontade prima sobre o ser e que, portanto, todo estado natural,
incluindo meu corpo, é apenas um material que eu posso manipular segundo meus
caprichos.

Podemos aceitar as interrupções voluntárias da gravidez e a destruição de


embriões sem projeto parental, e rejeitar a pesquisa com embriões?
É verdade que está tudo unido. Por outro lado, é necessário recordar que uma
fecundação in vitro, no final das contas, destrói mais embriões que um aborto.

Novamente, eu não pretendo me posicionar no âmbito ético, sobretudo nesta


ética que todo mundo utiliza como uma etiqueta para manter sua boa consciência.
Eu apenas constato que entramos em uma era de manipulação radical (ou seja, que
parte da raiz) da vida humana.

Não deveríamos considerá-lo retrógrado?

De onde vem esta retórica do "grande salto adiante"? Com ela, Mao causou 30
milhões de mortes. É bom dar um passo atrás quando estamos à beira do precipício.

Além disso, o que é retrógrado é não seguir o caminho aberto pelo Prêmio Nobel
de Medicina, o professor Yamanaka, com suas células reprogramadas, que não
apresentam nenhum problema ético. Mas nós teimamos na pesquisa com embriões
humanos (sem dúvida alguma, como um meio para evitar à nossa consciência o
mal-estar de ter de destruí-los) e deixamos que o Japão se adiante em métodos que
já deram melhores resultados.

Poderíamos dizer que os que se opõem a esta lei são influenciados pela Igreja
Católica?

Frydman garantiu isso nas colunas do seu jornal – o que é duplamente desleal.
Primeira deslealdade: fazer acreditar que todos os que se opõem às suas opiniões
são fideístas irracionais. Isso é típico do estilo do processo stalinista.

Segunda deslealdade: ele se deixa apresentar como o "pai do primeiro bebê de


proveta". O que aconteceu então com Jacques Testart? Por que já não se fala dele
como pioneiro da fecundação in vitro? Precisamente porque, sem ser católico,
Testart denunciou todos aqueles que "elogiam religiosamente todas as produções
de laboratório".

Haveria muito ainda a dizer sobre o obscurantismo cientificista e seus fanáticos


de hojeNo último mês de julho, a Assembleia Nacional da França votou um projeto
de lei que autoriza a pesquisa com embriões humanos – prática que destrói os
indivíduos humanos nesta etapa do seu desenvolvimento.

O filósofo Fabrice Hadjadj, diretor de Philanthropos, o Instituto Europeu de


Estudos Antropológicos (Friburgo, Suíça), analisou o status do embrião humano, em
uma entrevista que reproduzimos a seguir.
Fabrice respondia ao professor René Frydman, que, no "Le Figaro" de 12 de julho,
afirmou que "o embrião não é uma pessoa humana" e que proibir a pesquisa com
embriões humanos seria "incoerente e retrógrado".

Muitos afirmam que "o embrião não é uma pessoa". O que você pensa sobre isso?

É interessante: nunca procuraram um filósofo para praticar uma reprodução


assistida, mas sempre perguntam aos médicos sobre questões filosóficas.

Eu gostaria de recordar que a noção de "pessoa" é um conceito metafísico, de


origem teológica inclusive, e que não podemos empregá-lo superficialmente. Por
outro lado, não sei se você percebeu, mas nós nos esforçamos em dizer "embrião".
Mas do que estamos falando? De um embrião de vaca, de macaco? Não: trata-se de
um embrião humano.

Frydman disse que "um olho não preparado não consegue ver a diferença entre
um embrião de rato e um embrião humano". Mas será que ele implantaria um
embrião de rato nas mulheres que solicitam uma reprodução assistida? Por que não,
se não existe diferença alguma? A evidência é que o embrião sobre quem estamos
falando é humano. Nenhum cientista pode negar isso.

No entanto, eliminar um ser humano é um homicídio. Fazer do ser humano um


material excedente é o cúmulo da exploração. E, com isso, não estou emitindo um
juízo de valor. Pode haver motivos para ser um homicida, e numerosos Estados, em
nome do progresso, legalizaram a exploração e manipulação dos humanos. O que eu
rejeito, como filósofo, é que as pessoas se neguem a chamar o gato de "gato", e que
fiquemos fazendo rodeios para dissimular.

Um texto de Bertrand Monthubert, ex-secretário nacional para a pesquisa, do


Partido Socialista francês, publicado em 11 de julho, é bastante significativo.

Cito sua saborosa argumentação, em sua aproximativa gramática: "O embrião


não é uma pessoa, a ciência é muito clara sobre isso. Se fosse pessoa, isso
significaria que os embriões que foram criados e destruídos nas FIV foram
assassinados, e não é este o caso". Isso é tudo.

Falamos do "embrião" sem concretizar que se trata de um embrião humano.


Achamos que o conceito de "pessoa" é claro demais para a ciência. E, como único
argumento, apresenta-se a impossibilidade de ser um assassinato.

A negação tem, portanto, duas causas. A primeira é esta palavra, "pessoa", e a


confusão metafísico-jurídica à qual ela conduz. Seria melhor perguntarmos se
estamos diante de uma vida humana ou não.

Dado que esta vida é humana, a questão é saber se queremos continuar tendo o
artigo 16 do Código Civil [francês], que estabelece que "a lei garante o respeito ao
ser humano desde o princípio da sua vida", ou se o abandonamos.

A segunda causa é a dificuldade de reconhecer que, ao seguir uma lógica


tecnicista, criamos uma situação irresolúvel e insustentável, diante da qual nossa
consciência está desorientada. Efetivamente, estes 50 mil humanos congelados, que
gostaríamos de usar como reagentes em laboratórios farmacêuticos, são algo
inimaginável. Devemos admitir que fomos muito além de "Admirável mundo novo",
de Aldous Huxley.

Podemos afirmar, ao mesmo tempo, que o embrião humano "não é uma pessoa" e
que "se tornará pessoa" na medida em que for inscrito em um projeto parental?

Os cientistas que apoiam isso são realmente adeptos da magia. Abracadabra! Eu


quero que seja uma pessoa, e será uma pessoa. Isso não entra no meu projeto e puft!
A pessoa desaparece. Estamos verdadeiramente no reino dos aprendizes de bruxos.

Mas esta forma de ver, que faz pensar em magia, é tipicamente tecnocrática. Seu
princípio é que a vontade prima sobre o ser e que, portanto, todo estado natural,
incluindo meu corpo, é apenas um material que eu posso manipular segundo meus
caprichos.

Podemos aceitar as interrupções voluntárias da gravidez e a destruição de


embriões sem projeto parental, e rejeitar a pesquisa com embriões?

É verdade que está tudo unido. Por outro lado, é necessário recordar que uma
fecundação in vitro, no final das contas, destrói mais embriões que um aborto.

Novamente, eu não pretendo me posicionar no âmbito ético, sobretudo nesta


ética que todo mundo utiliza como uma etiqueta para manter sua boa consciência.
Eu apenas constato que entramos em uma era de manipulação radical (ou seja, que
parte da raiz) da vida humana.

Não deveríamos considerá-lo retrógrado?

De onde vem esta retórica do "grande salto adiante"? Com ela, Mao causou 30
milhões de mortes. É bom dar um passo atrás quando estamos à beira do precipício.

Além disso, o que é retrógrado é não seguir o caminho aberto pelo Prêmio Nobel
de Medicina, o professor Yamanaka, com suas células reprogramadas, que não
apresentam nenhum problema ético. Mas nós teimamos na pesquisa com embriões
humanos (sem dúvida alguma, como um meio para evitar à nossa consciência o
mal-estar de ter de destruí-los) e deixamos que o Japão se adiante em métodos que
já deram melhores resultados.

Poderíamos dizer que os que se opõem a esta lei são influenciados pela Igreja
Católica?

Frydman garantiu isso nas colunas do seu jornal – o que é duplamente desleal.
Primeira deslealdade: fazer acreditar que todos os que se opõem às suas opiniões
são fideístas irracionais. Isso é típico do estilo do processo stalinista.

Segunda deslealdade: ele se deixa apresentar como o "pai do primeiro bebê de


proveta". O que aconteceu então com Jacques Testart? Por que já não se fala dele
como pioneiro da fecundação in vitro? Precisamente porque, sem ser católico,
Testart denunciou todos aqueles que "elogiam religiosamente todas as produções
de laboratório".

Por: *Fabrice Hadjadj, é filósofo, ensaísta e dramaturgo.

Fonte: ALETEIA