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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA – PPGEO

DOSSIÊ DA DISCIPLINA – ELEMENTOS DE EPISTEMOLOGIA DA


GEOGRAFIA

Hérick Lyncon Antunes Rodrigues

De acordo com o primeiro texto de Spósito (2006) para se entender melhor sobre
a geomorfologia é preciso entender primeiro seu surgimento e evolução das formas de
relevo ocorrentes na camada superficial da terra, com uma relação entre os processos
endógenos e exógenos, relacionados à frequência, intensidade e magnitude, além da
análise da composição e estrutura realizada ao nível de resistência dos materiais
recolhidos, onde estes participam de forma passiva ou ativa, e podem ainda formar
rochas ou solos variados.
A teoria proposta por William Morris Davis apresenta uma concepção finalista
sistematizada na sucessão das formas de um ciclo ideal. Este modelo teórico se apoia na
elaboração de três fases no processo de evolução do modelado terrestre: a juventude,
maturidade e senilidade, podendo retornar novamente a uma fase de juventude através
de movimentos epirogenéticos caracterizando um processo de rejuvenescimento do
relevo conforme descreve Spósito (2006).
Já o texto de Santos (2004) tem como conteúdo sua análise e interpretação feita
sobre a evolução econômica, social, política e geográfica dos países do Terceiro Mundo
no pós Segunda Guerra Mundial.
O autor utiliza exemplos em três continentes para reforçar sua análise
multidisciplinar, a África, América Latina e Ásia. Tais exemplos ajudam a entender o
tão complexo sistema do subdesenvolvimento e no que isso influencia e modifica a vida
das suas respectivas populações, e ainda no que interfere no âmbito espacial e legal nas
mesmas, uma vez que estas se encontram na situação de dependência de outras.
Nos momentos iniciais do texto, fica clara a crítica feita pelo autor sobre as
teorias frequentemente usadas na interpretação dos fenômenos da urbanização, segundo
o autor, na maioria das vezes estas teorias mostravam a realidade deformada, espécie de
cópia da realidade dos Países Desenvolvidos, logo, algo bem distante do que era a real
situação nos Países do Terceiro Mundo.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA – PPGEO

Nesse contexto, Milton Santos (2004) propõe uma nova teoria, a teoria dos Dois
Circuitos da Economia Urbana voltada para os países subdesenvolvidos. Tal teoria
ajudaria o fenômeno de urbanização e a sua resultante organização espacial na
reformulação de vários pontos de vistas até então correntes na economia urbana
regional.
Diferente de Moreira (2007) que em seu texto propõe uma união entre a
Geografia Humana e a Geografia Física. Primeiramente, o autor apresenta maior
preocupação com a unidade do que com o diálogo propondo uma compreensão teórica.
No período Grego-Romano, o homem começa a apresentar uma fala discursiva e
a natureza vai ser interpretada como algo divino. Já no Renascimento, o ser humano é
modificado e a natureza passa a ser matemático-mecânica. Na primeira fase do
capitalismo, o homem será força do trabalho e a natureza, o capital. Já na segunda fase,
por sua vez, o indivíduo se transforma no fator e a produção, no capital.
Todavia, mais adiante, o papel do homem será modificado novamente,
assumindo papel de consumidor. Já a natureza aparece como recurso natural e
consequentemente, como mercadoria. Na visão da Física Newtoniana, os fenômenos
serão induzidos pela Lei da Gravidade e terão um sistema de ciências naturais. Ocorrerá
a compreensão do homem e consequentemente, das ciências humanas. O arcabouço e os
fenômenos teriam uma lei que ocorreria nas coordenadas do tempo e do espaço.