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A política no nosso cotidiano

por EscreverOnline | Nov 21, 2016 | Propostas de Redação Semanais | 0 Comentários


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Os dois textos abaixo tratam da política como parte das relações


sociais, estando presente em nosso cotidiano. Com base nesses
textos e no seu conhecimento de mundo, escreva um texto
dissertativo-argumentativo sobre a importâncias da política
nas relações pessoais.
Obs: É importante que a política seja tratada de maneira ampla e
nas suas relações sociais e não apenas como política partidária.

Texto 1
Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política é a ciência que
tem por objetivo a felicidade humana e divide-se em ética (que
se preocupa com a felicidade individual do homem na Cidade-
Estado, ou pólis), e na política propriamente dita (que se
preocupa com a felicidade coletiva). A política situa-se no âmbito
das ciências práticas, ou seja, as ciências que buscam
conhecimento como meio para a ação.
Dizia Aristóteles:
“Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda
comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as
ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhes
parece um bem; se todas as comunidades visam algum bem, é
evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas
as outras, tem mais que todas, este objetivo e visa ao mais
importante de todos os bens; ela se chama cidade e é a
comunidade política” (Pol., 1252a).
(Localizado em http://brasilescola.uol.com.br/politica/politica-
definicao.htm. Acesso em 21/11/2016)

Texto 2
Os filhos da época (Wisława Szymborska)
Somos os filhos da época, e a época é política.
Todas as coisas – minhas, tuas, nossas, coisas de cada dia, de
cada noite são coisas políticas.
Queiras ou não queiras, teus genes têm um passado político, tua
pele, um matiz político, teus olhos, um brilho político.
O que dizes tem ressonância, o que calas tem peso de uma
forma ou outra – político.
Mesmo caminhando contra o vento dos passos políticos sobre
solo político.
Poemas apolíticos também são políticos, e lá em cima a lua já
não dá luar.
Ser ou não ser: eis a questão. Oh, querida que questão mal
parida.A questão política.
Não precisas nem ser gente para teres importância
política. Basta ser petróleo, ração, qualquer derivado, ou até uma
mesa de conferência cuja forma vem sendo discutida meses a
fio.
Enquanto isso, os homens se matam, os animais são
massacrados,as casas queimadas, os campos se tornam
agrestes como nas épocas passadas e menos políticas.