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RESULTADOS E DICUSSÕES

PARTE 1: DISTRUIÇÃO DAS CARGAS ELÉTRICAS NOS CORPOS

Observou-se que as tiras do papel alumínio foram repelidas pela esfera, assim concluiu-se que
o campo gerado em torno da esfera é radial.

Isso pode ser explicado pois Num gerador de Van Graaf as cargas elétricas, são conduzidas ao
interior da esfera metálica, onde elas são coletadas por pontas metálicas e conduzidas para a
superfície externa da esfera, e, segundo a teoria, num condutor esférico de raio R, isolado e
eletrizado com cargas Q, por causa da simetria, Q distribui-se uniformemente pela sua superfície.
Portanto podemos concluir que na superfície da esfera do gerador haviam cargas de mesmo sinal
distribuídas de forma uniforme, e quando ele foi ligado, com as tiras de alumínio presas, essas
foram eletrizadas por contato. Portanto tanto as tiras quanto a esfera possuíam cargas de mesmo
sinal, dessa forma se repelindo. E como a distribuição das cargas era uniforme a repulsão foi
uniforme também, sem um sentindo preferencial das tiras, assim o campo gerado foi radial. Como
mostrado na imagem abaixo.

Imagem 1 : Gerador de van der Graff com papel antes do experimento

Logo em seguida teremos a imagem do gerador após a realização do experemento como dito na
explicação acima. Devido a formação do campo elétrico.
Imagem 2 : Gerador de van der Graff com papel depois do experimento

PARTE 2: Princípio de funcionamento do eletroscópio de folha.

No momento em que o gerador foi ligado, cargas elétricas foram sendo acumuladas na
superfície da esfera. Uma vez que a haste do eletroscópio estava conectada as lâminas metálicas
(sendo ambas condutoras) e a esfera do gerador, as cargas elétricas foram conduzidas para a
superfície das lâminas.
As lâminas estavam, dessa forma, eletrizadas com cargas de mesmo sinal e seguindo o
princípio da repulsão das cargas, as lâminas se afastaram uma da outra, como podemos ver na
imagem 4, que demonstra o antes e depois da condução das cargas.

Imagem 3:
Imagem 3:folha antes do experimento

Imagem 4: folha depois do experimento

O resultado obtido demonstra o funcionamento de um eletroscópio de folha, e o mesmo é utilizado


quando se deseja saber se um corpo está neutro ou eletrificado.
Atividade Extra:
Com a aproximação dos fiapos de algodão á esfera eletrizada houve a atração entre os mesmos,
esse fenômeno pode ser explicado através da indução elétrica de corpos.
Quando um corpo neutro (fiapos de algodão) se aproxima – sem tocar – de um corpo eletrizado
(esfera metálica do gerador), há uma redistribuição dos elétrons livres do corpo neutro, que
dependendo da carga irão se repelir ou se atrair, provocando uma polarização neste corpo, como na
figura abaixo:

Imagem 5 fenômeno da indução das


cargas

Uma vez que o gerador de Van Graaff se eletriza positivamente (indutor), o mesmo provoca a
atração dos elétrons livres dos fiapos de algodão (induzido), polarizando os mesmos. Já que os
fiapos são feitos de um material leve, pode-se notar a aproximação dos mesmos á esfera condutora.
PARTE 3 TORNIQUETE ELÉTRICO

Ao acoplar o torniquete no gerador e liga-lo, Foi observado uma inclinação do torniquete para
um lado isso é explicado pelo principio citado abaixo.

Segundo o princípio do poder das pontas, as cargas tendem a se distribuir de tal modo a haver
um acúmulo maior nas regiões de maior curvatura, ou seja, nas “pontas”. Logo numa ponta a
densidade elétrica é maior do que nas regiões não pontudas, e ocorrem três fatos distintos:

1) Uma ponta sempre se eletriza mais facilmente do que uma região não pontuda;

2) Se um corpo já está eletrizado, uma ponta perde carga elétrica mais facilmente do que as
regiões não pontudas;

3) Se um corpo está eletrizado, uma ponta tem sobre os outros corpos uma ação muito mais
forte do que as regiões não pontudas.

Portanto o campo elétrico formado na vizinhança das pontas do torniquete faz com que o ar
atmosférico se ionize com cargas de mesmo sinal que o torniquete. Assim os íons são repelidos
pelas pontas, causando o vento elétrico, e pelo princípio de ação e reação (segunda lei de Newton)
os íons do ar causam uma força de igual módulo e de sentindo contrário gerando assim a rotação do
torniquete (como na figura 7 abaixo).

Figura 7: Funcionamento de um torniquete elétrico

Atividade Extra:

Não se observou nada quando a pessoa com cabelos secos colocou a mão sobre o gerador.
Devido a eletrização da pessoa pelo contato com a esfera, deveria haver um acumulo de cargas
no cabelo, por indução, cargas essas de mesmo sinal que o da esfera. Consequentemente, os fios
iriam repelir uns aos outros, provocando o eriçamento do cabelo. Porém para que isso ocorra é
necessário que haja uma baixa umidade no ar, já que o ar úmido é um melhor condutor de
eletricidade que o ar seco, assim quando o clima está mais úmido (com maior quantidade de água na
atmosfera) as descargas de energia do nosso corpo acontecem em maior frequência, dificultando
que haja o acumulo de cargas no corpo, algo que era necessário para tal experimento. Desta forma,
considerando a região de salvador, concluímos que a umidade relativa do ar estava muito alta para
se observar o eriçamento dos cabelos.