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Sumário

I. O QUE É EVANGELIZAÇÃO? ......................................................................................... 3


1. O que não é evangelização ................................................................................................. 3
2. O que é evangelização........................................................................................................ 3
3. Quem deve evangelizar ...................................................................................................... 3
II. SOBERANIA DE DEUS NA EVANGELIZAÇÃO ........................................................... 4
1. A Soberania de Deus garante o sucesso da obra .................................................................. 4
2. A Soberania de Deus se manifesta por meio da igreja ......................................................... 4
3. A Soberania de Deus determina quem será salvo ................................................................ 4
III. A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA EVANGELIZAÇÃO .......................................... 5
1. Trabalhadores para a seara (Lc 10.1-3) ............................................................................... 5
2. A visão do evangelista (At 10.9-48) ................................................................................... 5
3. O preparo (At 13.3)............................................................................................................ 5
4. Durante o trabalho (At 4.23-31) ......................................................................................... 5
5. A reação do inimigo (Lc 10.17-19) e Livramento (At 12.1-19) ........................................... 5
IV. CONTEÚDO DA MENSAGEM EVANGELÍSTICA ...................................................... 6
1. Mensagem sobre o caráter de Deus .................................................................................... 6
2. Mensagem sobre a gravidade do pecado ............................................................................. 6
3. Mensagem sobre quem é Jesus ........................................................................................... 6
4. Mensagem sobre fé e arrependimento................................................................................. 6
5. Mensagem sobre a graça divina .......................................................................................... 7
V. A SOLUÇÃO PARA O PECADO DO HOMEM .............................................................. 8
1. O que é o pecado? .............................................................................................................. 8
2. A universalidade do pecado ............................................................................................... 8
3. Como levar a pessoa a reconhecer o pecado ....................................................................... 8
VI. QUALIDADES INDISPENSÁVEIS AO EVANGELISTA ........................................... 10
1. Ser cheio do Espírito Santo ...............................................................................................10
2. Dar bom testemunho .........................................................................................................10
3. Conhecer o Evangelho ......................................................................................................10
4. Ter vida de oração ............................................................................................................10
5. Ser paciente e persistente ..................................................................................................10
VII. OBSTÁCULOS À EVANGELIZAÇÃO ...................................................................... 11
1. Descaso com a glória de Deus ...........................................................................................11
2. Satanás: o inimigo da igreja ..............................................................................................11

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3. O relativismo dos nossos tempos .......................................................................................11
4. Hipocrisia e falta de credibilidade .....................................................................................11
5. Atitude de gueto................................................................................................................11
6. Medo de testemunhar ........................................................................................................11
7. Ausência de confiança em Deus ........................................................................................12
VIII. ESTRATÉGIAS PARA EVANGELIZAÇÃO ............................................................. 13
1. As amizades......................................................................................................................13
2. Grupos familiares..............................................................................................................13
3. Uso de literatura................................................................................................................13
4. As ações sociais ................................................................................................................13
5. Uma igreja participativa ....................................................................................................13
6. Evangelização com divulgação .........................................................................................13
IX. ABORDAGEM.............................................................................................................. 14
Primeiro Passo: Comece com uma conversa comum. ............................................................14
Segundo Passo: fazer uma pergunta ou uma declaração exploratória .....................................15
Terceiro Passo: Pedir permissão e fazer uma pergunta direta .................................................16
X. REFLETINDO SOBRE AS CONVERSAS ..................................................................... 18
XI. APÊNDICE ................................................................................................................... 21
1. Uma explicação do Evangelho ..........................................................................................21
2. Passagens das Escrituras referentes ao esboço do evangelho ..............................................21

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I. O QUE É EVANGELIZAÇÃO?
Evangelizar é uma de nossas responsabilidades, como igreja, coletivamente, e como
cristãos, individualmente. A evangelização se encaixa na ordem discipuladora que Jesus nos
conferiu em Mateus 28:19. Isso é motivo suficiente para nossa dedicação à evangelização. É
impossível ser discípulo de Jesus sem compartilhar essa benção com os outros.
1. O que não é evangelização
A evangelização não pode ser confundida com resultados. A evangelização não pode
ser definida em termos de resultados, mas em termos de fidelidade à mensagem. Se a mensagem
for anunciada da maneira correta, ainda que não haja convertidos, houve evangelização (2Co
2.15-16). Portanto, não precisamos impor a verdade, forçar as pessoas a aceitar nossa fé, ou
manipulá-las. A evangelização verdadeira envolve apenas a proclamação das boas novas com
exatidão.
Evangelização não é ação social. Apesar de termos responsabilidade com os problemas
sociais, nossa maior responsabilidade é a evangelização, pois a maior necessidade de qualquer
pessoa é conhecer a Deus, se arrepender dos seus pecados e ser salvo.
Evangelização não deve ser confundida com defesa da fé. Defender a fé respondendo
a objeções dos céticos não é evangelização.
Evangelização não deve ser confundida com o testemunho pessoal. Não devemos
pensar que as pessoas vão crer no evangelho só porque falamos de alguns benefícios que
recebemos após a nossa conversão.
2. O que é evangelização
Evangelizar é contar a outros as boas novas do que Cristo fez para salvar pecadores, é
anunciar que ele morreu para nos dar vida eterna (1Coríntios 2.1-2).
Evangelizar é propagar as boas novas de que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados
e foi ressuscitado dentre os mortos, segundo as Escrituras; e, como o Senhor que reina, ele
oferece agora o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos que se arrependem
e creem.
3. Quem deve evangelizar
As palavras de Paulo em Romanos 1.14-15 se aplicam também a nós. A Evangelização
não é uma tarefa restrita aos líderes da igreja, cada cristão em particular tem o dever de anunciar
o evangelho (1Pe 2.9-10).

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II. SOBERANIA DE DEUS NA EVANGELIZAÇÃO
Após morrer e ressuscitar, Jesus deu suas últimas instruções aos seus discípulos (Mt
28.18-20). A autoridade e o poder de Jesus garantiriam o sucesso da obra. O esforço
evangelístico dos discípulos seria frutífero, pois aquele que tem poder estaria com eles.
1. A Soberania de Deus garante o sucesso da obra
A ordem para evangelizar está baseada na autoridade de Jesus. Ele levantará discípulos
por meio da evangelização, ele transformará corações. Diante disso, cabe à igreja pregar e ver
o poder de Deus agindo e transformando inimigos em amigos. É o Espírito de Deus quem
capacita a igreja com dons para a pregação do evangelho, e é ele também que atrai os eleitos de
Deus transformando pecadores por meio da Palavra.
2. A Soberania de Deus se manifesta por meio da igreja
A manifestação do poder de Deus se dá através da ação da igreja. Não somos
indispensáveis, mas também não somos inúteis. Deus definiu em sua palavra que os convertidos
levam a Palavra para o não convertido (Rm 10.12-15). A pregação é a forma escolhida por Deus
para a propagação do evangelho, é por meio dela que o Filho de Deus se torna conhecido.
3. A Soberania de Deus determina quem será salvo
A doutrina da eleição é o que garante o sucesso da evangelização. Na eternidade, antes
da fundação do mundo, Deus decidiu salvar pessoas escolhidas por ele através de Cristo (Ef
2.3-14). Ele fez isso para a sua glória (Is 48.9-11) e também porque nos amou na eternidade
(Rm 8.29: Conhecer é ter um relacionamento profundo de amor). Somente os eleitos do Senhor
virão a Jesus e crerão nele (Jo 6.35-39). Todos os eleitos serão alcançados e convertidos pelo
Evangelho (Rm 8.30).
Não há coerência entre crer na soberania de Deus e viver sem a preocupação de
evangelizar, pois Deus salva pessoas não apenas para que creiam, mas para que levem o
evangelho aos que não creem. Deveríamos nos dedicar mais à evangelizando ao saber que Deus
elegeu os seus e, assim, garantiu os resultados para uma igreja que evangeliza.

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III. A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA EVANGELIZAÇÃO
A oração sempre esteve presente no meio cristão desde o início das reuniões de
convertidos, que viviam orando e desfrutando das consequências maravilhosas dessa prática
(At 2.42-47; 4.31). Eis alguns motivos pelos quais devemos orar:
1. Trabalhadores para a seara (Lc 10.1-3)
O primeiro problema resolvido pela oração na evangelização é a quantidade de
trabalhadores. A igreja não conseguirá expandir o Reino sem rogar por trabalhadores. O campo
sempre será muito grande. Há lugares onde não há nenhum discípulo de Jesus.
2. A visão do evangelista (At 10.9-48)
Deus dá a compreensão da necessidade do campo. Antes de direcionar o enviado, ele
esclarece em sua mente quais são os objetivos, locais e grupos de pessoas que ele quer que
sejam alcançados pela evangelização. Isso acontece quando há oração e conhecimento da
Palavra.
3. O preparo (At 13.3)
Na evangelização, o momento de preparação, que é a oração, não deve ser subestimado,
deve ser prioridade. Devemos orar pedindo coragem para enfrentar o desafio e abertura de
oportunidades de ação. Devemos pedir por sabedoria e ousadia. Cada ação evangelística, sem
exceção, deve ser precedida pelo preparo em oração.
4. Durante o trabalho (At 4.23-31)
Pedro e João se reuniram com a igreja e oraram por mais intrepidez para proclamar a
palavra e ficaram cheios do Espírito Santo, de modo que todos se envolveram na propagação
do evangelho. A oração aprofunda nossa dependência de Deus (v.29-30), pois é o Senhor quem
executa e é ele que deve ser exaltado, reveste o crente da plenitude do Espírito Santo (v.31),
capacitando-o, e aumenta a ousadia para anunciar o evangelho (v.31), pois o mundo quer
intimidar os proclamadores.
5. A reação do inimigo (Lc 10.17-19) e Livramento (At 12.1-19)
Satanás fica furioso quando pessoas obedecem a Deus e lutam contra o reino das trevas,
por isso ele ataca os mensageiros de todas as formas. Mas Jesus concedeu aos seus discípulos
poder para vencer o diabo (v.19).
Satanás tenta impedir de todas as formas o avanço do evangelho. Por isso passamos por
tantas dificuldades quanto evangelizamos. A oração é muito importante aqui também, pois Deus
escolheu livrar seus servos da perseguição por meio da oração. Deus continua livrando os seus
quando os enviados e a igreja se dedicam à oração.

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IV. CONTEÚDO DA MENSAGEM EVANGELÍSTICA
O Evangelho é poderoso para levantar o caído, restaurar o pecador e dá nova vida àquele
que está morto em seus delitos e pecados (Ef 2.1-2). Para pregarmos este evangelho com
fidelidade devemos nos ater ao seu conteúdo.
1. Mensagem sobre o caráter de Deus
Deus é o Senhor criador e soberano do universo (Ex 20.11; At 4.24). Ele estabeleceu
leis morais pelas quais todos devem viver (Tg 4.2). Deus é amoroso e misericordioso (1Jo 4.8),
mas também é santo e justo, por isso ele não pode deixar de punir o pecador (Ex 34.7). Por
sermos pecados todos nós temos uma grande dívida espiritual com Deus (Cl 2.13-14), e essa
dívida será cobrada (Ap 20.11-12).
2. Mensagem sobre a gravidade do pecado
Na evangelização precisamos mostrar às pessoas como estamos todos muito longe dos
padrões divinos (Rm 3.23). Quebramos a lei de Deus e por isso nos tornamos culpados (Rm
3.10-18). É impossível anunciar a salvação sem falar da nossa necessidade de salvação, por isso
precisamos falar da gravidade do pecado, que tem como consequência a morte física, espiritual
e eterna (Rm 6.23).
3. Mensagem sobre quem é Jesus
Evangelizar é apresentar Jesus como a única solução para o pecado humano. É preciso
pregar quem é Jesus e o que ele fez.
Jesus é o Filho de Deus e verdadeiro Deus (Jo 1.1; Fp 2.6), foi concebido por obra do
Espirito Santo assumindo a natureza humana (Jo 1.14). Ele viveu uma vida sem pecado (Hb
7.26). Ao final de sua vida ele foi crucificado e levou sobre si nossos pecados (1Pe 2.24; Is
53.6), morrendo a morte que nós merecíamos (Hb 2.9-15). Só Jesus salva do pecado e da morte
(At 4.12; Jo 14.6). Ele é o único salvado suficiente para nos perdoar de todos os nossos pecados
e nos livrar da ira vindoura.
4. Mensagem sobre fé e arrependimento
Uma pessoa pode ser sincera e honesta e, ao mesmo tempo, estar errada sobre a salvação.
É necessário que a fé tenha o conteúdo correto. O que é esta fé que leva à salvação (Jo 3.16; Jo
6.29; 1Jo 3.23)?
Não se trata de um mero sentimento otimista. É mais do que acreditar, ela é
essencialmente confiar e descansar nas promessas de Deus.
Arrependimento significa mais do que apenas se entristecer pelo passado.
Arrependimento é uma mudança de opinião e de atitude, representa uma vida nova que se volta

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para Jesus reconhecendo-o como Senhor e Salvador. O arrependimento começa com um
reconhecimento do pecado, da santidade, de Deus (Is 6.5), e a compreensão de que todos os
nossos pecados são uma afronta contra ele. O arrependimento envolve tristeza, mas também
envolve mudança de direção, transformação da vontade.
5. Mensagem sobre a graça divina
A Escritura ensina que a salvação é pela graça (Ef 2.8-9). Isso significa que a pessoa
não precisa e não pode conquistar a salvação por meio do que ela faz. Por ser impossível que
cumpramos a lei de Deus perfeitamente (Tg 2.10), não conseguimos alcançar a salvação por
meio do que fazemos. A salvação é uma dádiva de Deus, ela nunca é uma questão de
merecimento. Na evangelização devemos deixar claro que a salvação é um ato sobrenatural de
Deus, que é motivado pelo seu amor e misericórdia apenas.

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V. A SOLUÇÃO PARA O PECADO DO HOMEM
O relato da Queda em Gênesis 3 mostra a entrada do pecado no mundo e as suas
consequências. A Queda estabeleceu uma relação de inimizade do ser humano com Deus. O
homem passou a ser alvo da ira divina e destinado à morte eterna por causa do pecado.
Como estava em rebelião contra Deus, o homem passou a fugir dele e tentar satisfazer
sua necessidade de Deus com ídolos. As coisas criadas passaram a ocupar o lugar do Criador
no coração do homem. Mas isso não o satisfaz plenamente nem eternamente, o homem continua
precisando retornar a Deus.
A Queda afetou o entendimento do homem sobre a vida, sobre o que é bom e desejável.
Ele agora luta para se afastar de Deus e viver sua falsa liberdade. O ser humano caído não tem
consciência de que precisa de algo melhor, e também não sabe que esse algo melhor está no
evangelho.
O evangelho é a notícia de que o caminho foi aberto, e este caminho é Jesus. Por meio
dele o homem pode retornar ao seu Criador, por meio dele o ser humano é reconciliado com
Deus. Por meio dele inimigos são transformados em amigos e passam a desfrutar de paz e
benção eternas que fluem do seu relacionamento com o Pai Celestial.
1. O que é o pecado?
Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou a transgressão de
qualquer lei por ele dada como regra à criatura racional (1Jo 3.4; Gl 3.10-12). Essa transgressão
pode consistir em pensamentos, palavras e atos. A omissão ou falta de ação também é pecado
(Tg 4.17). O pecado também é um estado, nós nascemos em pecado e estamos contaminados
por ele (Sl 51.5; Rm 7.18).
2. A universalidade do pecado
O pecado não é um fenômeno raro ou incomum, ele faz parte da realidade de todos
membros da raça humana. A Queda afetou toda a humanidade, todos pecaram, todos os tipos
de pessoas necessitam de salvação, por isso devemos pregar a todos sem distinção. A solução
divina pode alcançar qualquer tipo de pessoa, todos os que crerem serão justificados por Cristo.
3. Como levar a pessoa a reconhecer o pecado
É o Espírito quem convence o homem de seu pecado, mas é nossa responsabilidade
mostrar a elas o verdadeiro estado em que nos encontramos diante de Deus.
Mostre que independente do que as pessoas pensam ser certo ou errado, há um padrão
divino revelado na Palavra. Qualquer desobediência a esse padrão é um crime contra Deus, isso
inclui até mesmo os pecados que parecem ser inofensivos.

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Ainda que uma pessoa pratique inúmeras boas ações, uma única má ação é suficiente
para fazê-la culpada de quebrar toda a lei (Tg 2.10). O homem pode se ver tentado a cumprir
lei para se tornar aceitável, mas o único caminho para a aprovação de Deus é Cristo.
Esclareça que o evangelho não se trata do que o homem faz para se tornar aprovado por
Deus, mas sim do que Deus fez para transformar o homem. O Evangelho é a solução divina
para o coração pecaminoso. Ser Cristão é reconhecer-se como pecador, arrepender-se
sinceramente e depender totalmente de Cristo para ser aprovado diante de Deus.

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VI. QUALIDADES INDISPENSÁVEIS AO EVANGELISTA
A evangelização é tarefa de todo cristão, mas para realizá-la precisamos ter algumas
qualificações. A características listadas em 1Tm 3.1-13 se aplicam a todas as pessoas que
querem servir ao Senhor, incluindo os evangelizadores. Essas qualificações focam no caráter
da pessoa, como alguém aprovado por Deus por sua fidelidade.
1. Ser cheio do Espírito Santo
Os resultados da evangelização dependem do Deus gracioso e soberano. Só o Espírito
Santo convence do pecado da justiça e do juízo. O Espírito Santo transforma o coração do
homem (Ez 36.26-27), faz com que ele nasça espiritualmente (Jo 1.12-13), faz com que ele
deseje vir a Cristo (Jo 6.37) e abre seu coração para evangelho (At 16.14). Portanto, não
manipularemos as pessoas nem dependeremos de técnicas e métodos humanos. Cheios do
Espírito, devemos pregar a Pregar a Bíblia com fidelidade, dobrar nossos joelhos em oração e
confiar que Deus agirá conforme sua soberana vontade.
2. Dar bom testemunho
Não podemos ter um discurso incoerente com a nossa vida. O desejo de Deus é que
tornemos o evangelho atraente para todos os que vivem à nossa volta, vivendo de forma
coerente com o que pregamos. Os incrédulos podem mudar sua maneira de ver Deus e a igreja,
dependendo daquilo que vêm na vida dos crentes.
3. Conhecer o Evangelho
Quem deseja evangelizar precisa conhecer o evangelho. O evangelista deve pregar sobre
o caráter santo de Deus, a gravidade do pecado, sobre quem é Jesus Cristo, sobre a necessidade
de fé e arrependimento e sobre a mensagem da graça.
4. Ter vida de oração
A oração é sem dúvida por onde devemos começar. É um dos meios pelos quais o crente
cultiva um relacionamento íntimo com Deus. Essa comunhão com Deus nos fortalece e nos
habilita para a evangelização. Devemos orar pela obra do Espírito Santo (Jo 14.13), para que
portas sejam abertas (Cl 4.3), por coragem (Ef 6.18-19), por clareza e sabedoria (Cl 4.6).
5. Ser paciente e persistente
Deus trará seus eleitos à salvação, a despeito da nossa fraqueza. Sua Palavra não
retornará vazia, mas cumprirá o que ele deseja (Is 55.10-11). Mas Deus tem seu tempo certo
para isso. Precisamos ter paciência.

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VII. OBSTÁCULOS À EVANGELIZAÇÃO
Estando conscientes de nosso dever de evangelizar, devemos reconhecer as barreiras
que podem nos intimidar quando pensamos em evangelizar.
1. Descaso com a glória de Deus
O grande objetivo da evangelização é a glorificar a Deus. É por isso que gastamos
tempo, esforço e energia nos preparando para alcançar pessoas. Quando as pessoas não estão
maravilhadas pela grande de Deus, não conseguirão proclamar a mensagem. Se não amarmos
a Deus também não estaremos motivados a falar dele. Precisamos nos voltar para o Senhor e
buscar sua glorificação em primeiro lugar.
2. Satanás: o inimigo da igreja
Com seus anjos maus, ele procura impedir a evangelização e o crescimento da igreja
(Mt 13.9; 1Pe 5.8). O homem natural vive sob a influência e poder de Satanás (Ef 2.2) e somente
pela evangelização pode ser liberto do seu domínio (Jo 8.31-32). Por isso o Diabo lutará com
todas as suas forças para que a igreja pare de evangelizar.
3. O relativismo dos nossos tempos
Os valores absolutos estão sendo descartados atualmente, cada pessoa tem sua própria
verdade. Diante dessa realidade devemos ter certeza de que nossa fé é de fato a verdade. O
conhecimento e estudo da Palavra é que nos prepara para estarmos sempre prontos a responder
a todas as pessoas (1Pe 3.15).
4. Hipocrisia e falta de credibilidade
Diante das críticas dirigidas à igreja devemos reconhecer nosso pecado, e mostrar para
essas pessoas que existe um Cristo perfeito para pessoas imperfeitas. Jesus deve ser o ponto
central do cristianismo e é nele que devemos por nossos olhos.
5. Atitude de gueto
Outra barreira sutil e perigosa é a de nos isolarmos das pessoas “lá de fora” e nos
restringirmos ao convívio dos “irmãos”. Não devemos amar o mundo, mas também somos sal
da terra, ou seja, temos de entrar em contato com o mundo. A exemplo de Jesus, devemos ser
amigos de pecadores.
6. Medo de testemunhar
Apesar de saber da importância de falar às sobre o evangelho, é muito comum sentirmos
medo. Podemos sentir medo de rejeitados (pois o mundo é hostil ao evangelho), medo de falhar
(fracassar recebendo um não ou não conseguindo explicar o evangelho com clareza), medo de
contaminação (não podemos viver como os incrédulos, mas devemos viver entre eles).

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7. Ausência de confiança em Deus
Outra barreira é a falta de confiança no poder de Deus. Precisamos aprender a humildade
e a dependência do Senhor. O sucesso do evangelismo não é fruto do esforço humano. Devemos
conhecer nossas fraquezas e orar para que Deus nos dê tudo aquilo que precisamos para fazer
a sua obra. A oração humilde tem que ser nosso ponto de partida.

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VIII. ESTRATÉGIAS PARA EVANGELIZAÇÃO
A conversão ao cristianismo se dá mediante a pregação da Palavra e sua aplicação
interna pelo Espírito Santo. Deus usa alguns meios para que sua Palavra seja aplicada ao
coração dos seus eleitos.
1. As amizades
Precisamos desenvolver amizades verdadeiras e evangelizarmos a partir daí. Isso é
melhor do que abordar desconhecidos em toda parte. Para isso devemos descobrir as
necessidades reais das pessoas, momentos de necessidade podem ser oportunidades de
compartilhar quem Cristo é e o que ele faz. Devemos organizar eventos que promovam
amizades como, por exemplo, encontro de casais e reuniões de jovens.
2. Grupos familiares
Nos três primeiros séculos da história da igreja os cristãos evangelizavam nos lares. Essa
prática tem muitas vantagens: possibilita a realização de perguntas, promove o diálogo, torna
possível distinguir as dificuldades, facilita a comunhão, promove o serviço dos membros do
corpo de Cristo.
3. Uso de literatura
Ter bons folhetos a qualquer hora o ajudará a aproveitar as oportunidades de entregar a
Palavra.
4. As ações sociais
Devemos nos preocupar com a totalidade do ser humano. A ação do evangelho é
integral, não se limita à salvação da alma. Devemos agir em relação ao nosso bairro e, para
alcançarmos isso, precisamos ter crentes envolvidos com as preocupações da vizinhança.
5. Uma igreja participativa
Muitas igrejas não sabem receber bem os seus visitantes, muitas vezes eles entram e
saem sem ser notados. Boa receptividade da parte dos membros é muito importante, pois sem
visitantes a igreja não cresce. Igreja que crescem criam uma atmosfera que gera no visitante o
desejo de voltar uma segunda vez.
6. Evangelização com divulgação
É preciso tornar a igreja conhecida na vizinhança, no bairro e na cidade. A divulgação
será de grande ajuda (Hc 2.2). Uma boa divulgação pode criar uma imagem convidativa a fim
de fazer com que as pessoas venham conhecer e se envolver na vida da igreja.

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IX. ABORDAGEM
Muitas pessoas acham que a evangelização ocorre predominantemente num contexto de
estranhos. Mas a realidade é que a maior parte da nossa tarefa evangelística acontece de fato no
contexto daqueles que já conhecemos.
As três listas a seguir servem para avaliar como temos lidado com a nossa
responsabilidade de evangelizar:
1. Todos os descrentes com os quais interagimos com certa regularidade, mas nunca
tivemos conversa sobre o evangelho. (parentes, vizinhos, colegas de trabalho, amigos, etc.
Pense em pessoas que você vê regularmente).
2. Todos os descrentes com os quais interagimos com certa regularidade, e já tivemos
alguma conversa sobre o evangelho. Nessa lista podem estar as pessoas que já convidamos para
assistir um estudo bíblico, confortamos em horas difíceis, oramos com elas quando dada a
oportunidade, respondemos algumas questões que elas tinham sobre o evangelho, e assim em
diante.
3. Todos os descrentes com os quais tivemos extensas conversas sobre o evangelho. Os
desta lista ouviram uma apresentação completa do evangelho, talvez muitas vezes. Tiveram
suas perguntas respondidas e você já os convidou a se arrependerem e crerem em Cristo.
Estratégia
Para muitos crentes a parte mais difícil de evangelismo é iniciar uma conversa sobre o
evangelho. Achamos fácil falar com nossos amigos sobre qualquer assunto, mas muitas vezes
temos dificuldade em direcionar a conversa para assuntos espirituais. Como fazer uma ponte
entre as coisas corriqueiras da vida e a verdade de valor eterno da Escritura?
Primeiro Passo: Comece com uma conversa comum.
Conhecer alguém inicia um relacionamento. Mostrar interesse na vida da pessoa dá a
ela razão para conversar com você e escutá-lo. O alvo é falar em nível mais profundo do que
apenas como está o tempo — talvez sobre a família da pessoa, seu trabalho, seus estudos,
música, passatempos, bichos de estimação.
Comece aprendendo os nomes das pessoas que Deus colocou ao seu redor. Uma vez que
você tenha conhecimento das pessoas a seu redor, escute com cuidado o que elas dizem. Um
bom ouvinte notará os temas importantes para os incrédulos e lhes transmitirá amor e interesse
autênticos.
Boa capacidade de escuta requer mais do que apenas os seus ouvidos. A linguagem
corporal também é importante. Mantenha um bom contato visual, seja paciente e resista às

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distrações. O objetivo é comunicar um interesse genuíno dando sua total atenção. Uma parte de
escutar é parar de falar e perguntar. Pergunte as pessoas sobre o trabalho e se elas gostam do
que fazem. Pergunte onde elas estudaram, o que gostam de fazer nos fins de semana, e outras
informações básicas que ajudem a conhecê-las melhor. Não faz sentido dizer que você ama o
próximo se nem sabe quem são os seus vizinhos.
No decorrer do relacionamento faça perguntas que conduzam a conversas mais
profundas. Tente conhecer o que a pessoa pensa, proporcione a oportunidade de compartilhar
ideias e sentimentos pessoais. Como exemplo, aqui estão algumas perguntas que você pode
fazer:
1.Como foi que você tomou essa decisão?
2.O que o motivou a escolher esse emprego?
3.Por que isso é tão importante para você?
4.O que você teria feito nessa situação?
5.Pode me dar um exemplo disso?
Segundo Passo: fazer uma pergunta ou uma declaração exploratória
Em suas conversas, procure a ponte certa ao evangelho. Uma ferramenta de ajuda é fazer
uma pergunta ou declaração que conduz a conversa diretamente ao que a pessoa acredita sobre
o pecado e a salvação.
1.Com os seus problemas de saúde, você já pensou onde vai passar a eternidade?
2.Por que é errado roubar ou matar? De onde vem essa lei moral?
3.Quem determina se uma coisa está certa ou errada?
4.O que você acha que Deus requer de nós para irmos ao céu?
5.Por que será que gente rica tão raramente parece feliz?
6.De onde você obtém suas informações sobre [Deus, Cristo, a eternidade]?
7.Como as pessoas na sua religião alcançam o céu?
Quanto mais conversamos com alguém, mais oportunidades teremos de passar de
conversas corriqueiras para assuntos espirituais. Quando sabemos o que a pessoa está passando
nesta vida, seremos mais capaz de fazer uma ponte da conversa para o evangelho. Se ela estiver
frustrada no trabalho, pergunte o porquê. Se o amigo parece animado com as coisas da vida,
participe de sua alegria e pergunte por que essa coisa específica lhe traz felicidade. Faça uma
conexão clara entre a vida da pessoa e o evangelho.

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Terceiro Passo: Pedir permissão e fazer uma pergunta direta
Tendo inquirido sobre trabalho, família e igreja, você pode levar a conversa para
assuntos espiritualmente mais profundos por meio de perguntas diretas. Antes de fazê-las, é
bom pedir à pessoa permissão — assim evitando uma reação como “não gosto de falar de
minhas crenças mais profundas”.
Agora, faça uma pergunta direta, por exemplo: “Se morresse hoje, onde você passaria a
eternidade?” “O que Deus requer para entrada no céu?” E provável que receba uma variedade
de respostas. Muitas vezes, os descrentes vão dizer coisas tais como:
1.Acho que Deus vai me aceitar porque procuro ser uma boa pessoa e não prejudico
ninguém.
2.O ser humano é basicamente bom e pode se esforçar para ir ao céu.
3.Deus é amável demais para nos condenar ao inferno.
4.Acho que Cristo era um homem bom — só isso.
Essas respostas são baseadas em obras, podendo servir de trampolim útil para
compartilhar a Palavra de Deus. Você poderá responder:
1.A Bíblia diz que o padrão de Deus para alcançar o céu é bem diferente do nosso. Posso
mostrar-lhe o que Deus requer?
2.Dá para ver que você tem pensado bastante no assunto, mas a sua resposta é diferente
do que diz a Bíblia. Posso mostrar o que a Bíblia diz sobre a questão?
3.Entendo o que você diz sobre Deus ser amoroso demais para mandar alguém para o
inferno, mas a Bíblia diz que não é bem assim. Posso compartilhar sobre o que Deus diz de si
mesmo?
4.Tenho certeza que você está se esforçando sempre para ser uma pessoa boa, porém, a
Bíblia diz que falta alguma coisa. Posso compartilhar o que é?
Se a pessoa não tiver respostas para suas perguntas, você poderá dizer: "Estas perguntas
são importantes e precisam ser respondidas. Posso compartilhar com você o que a Bíblia diz
sobre isso?"
A nossa tarefa é apresentar a mensagem do evangelho com clareza. Com tal
responsabilidade, nossa efetividade é medida pela clareza da mensagem transmitida e não
simplesmente pela resposta do descrente. Deus é soberano na salvação e haverá pessoas que
rejeitam a mensagem das Boas Novas.

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Não se envolva em uma discussão infrutíferas com um descrente. Não devemos
interromper a evangelização para iniciar discussões desnecessárias. Lembre-se que a soberania
de Deus nunca muda.
Finalmente, continue orando pelo arrependimento daquele descrente. Deixe a pessoa
saber que você está à disposição para responder perguntas sobre questões espirituais. Assegure-
lhe que você continuará orando por ela. Ore por ela e use o testemunho da sua vida transformada
para a evangelização dos não convertidos. Você não sabe como Deus o usará no processo de
atrair as pessoas.
O objetivo aqui não é apresentar uma série de exemplos de conversas para serem
memorizadas, mas sim encorajar os crentes a desenvolver relacionamentos leais com as pessoas
intencionalmente para que possam efetivamente levar o evangelho aos descrentes. Esforce-se
para manter sua vida focada em viver em santidade e orar evangelisticamente. Esteja sempre à
procura de oportunidades para levar o evangelho para aqueles que precisam dele.

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X. REFLETINDO SOBRE AS CONVERSAS
Veja abaixo uma carta que o pastor Mack Stiles recebeu e tocou seu coração. Enquanto
você a ler, pense como teria respondido:

Caro Mack, tenho orado por Candice há algum tempo, pedindo oportunidades para
compartilhar o evangelho. Vejamos um pouco de sua história: Candice foi criada no catolicismo e
agora não frequenta nenhuma igreja. Ela adotou um estilo de vida homossexual com sua família
de quatro filhos. As crianças são filhos biológicos de sua parceira, mas é ela quem mais cuida
deles. A mãe de Candice está com câncer e vive a 1.500 quilômetros dedistância. Conheço Candice
há mais de 25 anos e há dois anos estou trabalhando para ela. Ela sabe da seriedade da minha fé e,
de modo geral, eu diria que ela tem uma grande consideração por mim. Ofereci-me para orar por
ela, o que a agrada, e ela tem me dado apoio financeiro para que eu faça viagens missionárias de
curta duração.
Outro dia, enquanto ela me contava sobre a visita à sua mãe, começou a chorar. Nunca a
vi chorar. Eu estava sentada à sua frente, tentando descobrir como trazer o evangelho à situação e
como comunicar algo de valor eterno que não soasse como falta de compaixão. No final, eu não
disse nada de valor eterno. Tentei apenas deixá-la à vontade para chorar na minha presença e
afirmar minha empatia com a situação. Acho que eu poderia ter feito algo melhor.
Ao refletir mais tarde sobre a situação, gostaria de ter dito algo do tipo: “A dor que você
está sentindo é normal num mundo caído, adoecido pelo pecado. Este mundo está caído e
continuará assim até que Deus reconcilie todas as coisas em si mesmo”. Acho que hesitei em dizer
algo parecido com isso por não querer que ela presumisse, como a maioria das pessoas, que não
precisa fazer nada para ser incluída na reconciliação promovida por Deus. Eu deveria ter dito isso
assim mesmo? Deveria ter dito algo mais?
Kim

Essas são perguntas difíceis em um mundo real. Respondi da seguinte forma:

Cara Kim, Em primeiro lugar, acho que deixar a pessoa à vontade para chorar em sua
presença é muito valioso, mas sei como você se sente. É aquele sentimento de que temos algo tão
precioso e de tal poder consolador a oferecer que, se, em meio ao sofrimento, pudéssemos
simplesmente romper todas as defesas criadas em torno do coração daquela pessoa contra Cristo,
sabemos que ela poderia conhecer aquele que um dia enxugará toda lágrima. E para piorar a
situação: sabemos quão perto estão da verdade — “Está no meu coração e estou ao lado da pessoa”
—, mas ela simplesmente não consegue enxergar.
Mas falando um pouco mais sobre Candice: talvez Deus esteja rompendo as barreiras
contra Cristo no coração dela por meio do testemunho que você dá. É claro que não posso ter
certeza de como o Espírito Santo está agindo, mas talvez o fato de consolá-la tenha sido o melhor
a ser feito naquele momento como parte da longa sequência de coisas boas vistas por ela em você.
Acho que seria importante agora um diálogo de acompanhamento. Acha que conseguiria
levar Candice para tomar um café e conversar? Eu diria algo do tipo: “Candice, gostaria de falar
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com você sobre coisas espirituais; isso lhe ofenderia?”. Em minha experiência, quando mostramos
às pessoas estarmos cientes de que a fé pode ser ofensiva, elas tendem a ser mais abertas.
Quando estivéssemos bebendo o café ou comendo algo, eu diria o que você disse (gosto
muito do jeito que você se expressou): “A dor que você está sentindo é normal num mundo caído,
adoecido pelo pecado”. Sem dúvida eu encorajaria você a dizer isso e então, nesse ponto, eu pediria
permissão, mais uma vez, para contar a ela como Deus reconcilia um mundo caído consigo mesmo:
“Candice, você me permitiria falar sobre como penso que o Deus amoroso atua no mundo caído?”
e “Candice, suas lágrimas me emocionaram, e, ao refletir sobre isso, não consigo pensar em nada
mais importante para dizer, na sua situação, do que a mensagem de Cristo”, ou “Sei que a religião
pode ser algo que causa divisões, mas, Candice, nos últimos dois mil anos muitas pessoas têm
encontrado na mensagem de Jesus a chave para compreender a vida e a morte, e eu gostaria de lhe
falar a respeito disso, ou “Candice, você sabe que eu acredito no Deus da cruz, ou seja: no Deus
que se identificou com a nossa morte. E isso está tão ligado à sua situação que eu desejo lhe
explicar a mensagem de Jesus” — algo nesse sentido, ou talvez a combinação disso tudo. Você
saberá falar disso melhor do que eu no seu contexto e no de Candice, mas o objetivo é fazer uma
apresentação honesta do evangelho repleta de significado eterno e que a ajude a entender sua maior
necessidade: arrepender-se de seus pecados e responder com fé.
Em certo sentido, preocupo-me que a mãe dela ouça uma apresentação clara do
evangelho, caso isso não tenha ocorrido antes, mas estaria extrapolando o que você me disse.
Seu irmão,
Mack

Essa interação revela alguns princípios básicos que utilizo nas conversas com as pessoas
sobre a fé. Entre eles estão:
• Permita-se usufruir da graça ao compartilhar sua fé. Tenho observado que muitas
vezes temo evangelizar porque existem muitas maneiras de tudo dar errado.
Posso passar a mensagem da forma errada, ficar em silêncio quando preciso
falar, dizer coisas que mais tarde considero tolas. Mas é bom se lembrar de que
mesmo seus erros podem ajudá-lo a se tornar um embaixador melhor.
• Encontre as pessoas onde elas estão.
• Procure portas abertas. Uma cultura de evangelização é muito útil aqui. Quando
os membros da igreja falam sobre as portas abertas que veem à sua volta, outros
membros podem ficar sabendo de oportunidades com as quais poderão se
envolver.
• Seja compassivo e mantenha o coração sensível em relação às pessoas. Tenha o
cuidado de se lembrar de que você é um pecador. A humildade exalta o
evangelho.

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• Lembre-se de que temos as respostas para as perguntas mais importantes da vida.
Isso é algo importante que você tem a oferecer. Quando a realidade da vida
penetra nas barreiras superficiais que mantêm as pessoas longe de Deus, você
pode iluminar com a luz do evangelho. Não a coloque debaixo de um cesto.
• Concentre-se na separação entre as pessoas e Deus, não na correção moral.
• Seja intencional na conversa. Planeje o que dirá. Isso o ajudará a dizer coisas
proveitosas e a evitar algo inadequado ou ofensivo.
• Reconheça o que sabemos e o que desconhecemos. A expressão de Kim “mundo
adoecido pelo pecado” reconhece a verdade que nos cerca. O cristão consegue
lidar com esse ambiente por saber como chegou a esse ponto. Também considero
útil dizer às pessoas que nem sempre sei os motivos de Deus agir como age; no
entanto, confio nele como quem dá sentido às coisas num mundo caído.
• É bom (embora nem sempre necessário) pedir permissão para compartilhar a
mensagem do evangelho.
• Faça muitas perguntas. Seja um bom ouvinte.
• Finalmente, se você sabe que a pessoa vai tocar num assunto em particular, seria
bom tomar conhecimento por meio da leitura de um livro ou conversando com
alguém que conheça o tema.

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XI. APÊNDICE
1. Uma explicação do Evangelho
Deus, nosso Criador, é santo, justo e amoroso. Somos seu povo, feitos à sua imagem.
Um dia estivemos em comunhão com Deus e fomos amados por ele, mas agora estamos
separados dele. A separação entre Deus e seu povo teve início com a rebelião de nossos
antepassados. A rebelião se trata, essencialmente, da nossa escolha de não crer em Deus e da
tentativa de nos tornarmos deuses no lugar dele. Essa rebelião traiçoeira fracassou, e o juízo foi
a morte eterna. De modo terrível, o pecado da rebelião é passado de geração a geração como
uma maldição: todas as pessoas herdam o pecado e o juízo. Nossa natureza pecaminosa
impossibilita que alguém conquiste o acesso de volta a Deus.
No entanto, mesmo sendo incapazes de comprar ou conquistar o escape em relação a
essa maldição, Deus proveu, em seu amor, um caminho de volta a um relacionamento de amor
e perdão com ele. A Bíblia toda profetiza, registra e explica a vinda de um Salvador para fazer
isso: o Filho de Deus, Jesus.
Jesus, plenamente Deus e plenamente homem, viveu na terra como mestre dos caminhos
de Deus e operador de milagres. Ele viveu de modo perfeito e se tornou o sacrifício perfeito, a
fim de nos redimir da maldição do pecado e da morte. Jesus pagou a pena merecida pelos nossos
pecados por meio de sua morte na cruz. Ressuscitou dos mortos, venceu a morte e comprovou
a veracidade de suas palavras. Por meio de sua morte, comprou o direito de nos oferecer o
perdão dos pecados e o direito para que qualquer pessoa que se volte a ele se torne filho de
Deus.
Quem ouvir esse anúncio das boas-novas e corresponder a Jesus não será rechaçado.
Jesus nos chama a abandonar uma vida de incredulidade, bem como os pecados que nos
enlaçam, depositando toda a confiança e fé somente nele para sermos resgatados da maldição.
Assim, para nos tornarmos seguidores de Jesus, entregamos a vida a ele em fé e nos
comprometemos a segui-lo como Senhor por todos os nossos dias.
2. Passagens das Escrituras referentes ao esboço do evangelho
Você deve conhecer vários versículos da Escritura sobre esses temas. As passagens a
seguir oferecem afirmações básicas a respeito de Deus, do homem, de Cristo e da resposta, e
também a respeito do preço de seguir Jesus:
DEUS
Isaías 6.1-3: Deus é santo.
Colossenses 1.16,17; Salmos 8.1-4: Deus é o Criador.

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João 3.16: Deus é amoroso.
Romanos 1.18: Deus está irado com o pecado.
HOMEM
Gênesis 1.26,27: Fomos criados à imagem de Deus.
Romanos 3.9-12: Todos somos pecadores.
Efésios 2.1-3: Estamos mortos em nossas transgressões.
Isaías 53.6: Estamos em rebelião contra Deus.
Isaías 59.2: Estamos separados de Deus.
Romanos 6.23: A morte é a pena da nossa rebelião.
CRISTO
João 3.16: Jesus é o caminho para Deus.
Romanos 5.6-8: Jesus morreu por nós.
Romanos 6.23: O dom da vida eterna oferecido por Deus acontece por meio de
Cristo.
Efésios 2.4-9: Deus nos dá graça em Cristo.
Colossenses 1.19-23: Deus nos reconcilia consigo mesmo em Cristo.
1Pedro 2.22: Cristo viveu uma vida perfeita.
1Coríntos 15.3,4: Cristo ressuscitou dos mortos.
João 10.10: Cristo veio para dar vida.
RESPOSTA
Romanos 10.9-11: Precisamos confessar com a boca e crer com o coração.
Mateus 4.17; Atos 2.38: Precisamos nos arrepender.
João 8.12: Precisamos seguir a Jesus.
João 5.24,25: Precisamos ouvir a palavra de Jesus.
João 1.12: Precisamos crer no nome de Jesus.
CUSTO
1Pedro 1.18,19: Cristo nos redimiu por seu sangue.
Efésios 2.8,9: Deus nos salvou por sua graça.
Lucas 9.23,24: Precisamos negar a nós mesmos e tomar a cruz.

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