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Biologia para Vestibular Medicina

2ª edição • São Paulo • 2016

CIÊNCIAS DA NATUREZA
e suas tecnologias
BIOLOGIA
Pamella Simões e Ricardo Rosa

2
hexag
SISTEMA DE ENSINO
hexag
SISTEMA DE ENSINO

© Hexag Editora, 2016


Direitos desta edição: Hexag Editora Ltda. São Paulo, 2016
Todos os direitos reservados.

Autores
Pâmella Simões Tavares de Oliveira
Ricardo Rosa
Diretor geral
Herlan Fellini
Coordenador geral
Raphael de Souza Motta
Responsabilidade editorial
Hexag Editora
Diretor editorial
Pedro Tadeu Batista
Editores
Giulia Brolacci Pinheiro
Larissa Beatriz Torres Ferreira
Viviane Carvalho de Lima
Revisores
Delano Malta
Pesquisa iconográfica
Camila Dalafina Coelho
Programação visual
Hexag Editora
Editoração eletrônica
Arthur Tahan Miguel Torres
Bruno Alves Oliveira Cruz
Camila Dalafina Coelho
Eder Carlos Bastos de Lima
Raphael de Souza Motta
Capa
Hexag Editora
Fotos da capa (de cima para baixo)
http://www.fcm.unicamp.br
Acervo digital da USP (versão beta)
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Impressão e acabamento
Imagem Digital

ISBN: 978-85-68999-07-3

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CARO ALUNO,
O Hexag Medicina é referência em preparação pré-vestibular de candidatos à carreira de Medicina. Desde 2010,
são centenas de aprovações nos principais vestibulares de Medicina no Estado de São Paulo e em todo Brasil.
Ao atualizar sua coleção de livros para 2016, o Hexag considerou o principal diferencial em relação aos
concorrentes: a sua exclusiva metodologia fundamentada em três pontos – período integral, estudo orientado
(E.O.) e salas reduzidas.
O material didático foi, mais uma vez, aperfeiçoado e seu conteúdo enriquecido, inclusive com questões
recentes dos principais vestibulares 2016.
Esteticamente, houve uma melhora em seu layout, na definição das imagens e também na utilização de cores.
No total, são 61 livros, distribuídos da seguinte forma:
§§ 21 livros de Ciências da Natureza e suas tecnologias (Biologia, Física e Química);
§§ 14 livros de Ciências Humanas e suas tecnologias (História e Geografia);
§§ 07 livros de Linguagens, Códigos e suas tecnologias (Gramática, Literatura e Inglês);
§§ 07 livros de Matemática e suas tecnologias;
§§ 04 livros de Sociologia e Filosofia;
§§ 04 livros “Entre Aspas” (Obras Literárias da Fuvest e Unicamp);
§§ 02 livros “Entre Frases” (Estudo da Escrita – Redação);
§§ 02 livros “Entre Textos” (Interpretação de Texto).
O conteúdo dos livros foi organizado por aulas. Cada assunto contém uma rica teoria, que contempla de
forma objetiva o que o aluno realmente necessita assimilar para o seu êxito nos principais vestibulares e Enem,
dispensando qualquer tipo de material alternativo complementar.
Os capítulos foram finalizados com cinco categorias de exercícios, trabalhadas nas sessões de Estudo Orien-
tado (E.O.), como segue:
§§ E.O. Teste I: exercícios introdutórios de múltipla escolha, para iniciar o processo de fixação da matéria
estudada em aula;
§§ E.O. Teste II: exercícios de múltipla escolha, que apresentam grau médio de dificuldade, buscando a con-
solidação do aprendizado;
§§ E.O. Teste III: exercícios de múltipla escolha com alto grau de dificuldade;
§§ E.O. Dissertativo: exercícios dissertativos nos moldes da segunda fase da Fuvest, Unifesp, Unicamp e
outros importantes vestibulares;
§§ E.O. Enem: exercícios que abordam a aplicação de conhecimentos em situações do cotidiano, preparando
o aluno para esse tipo de exame.
A edição 2016 foi elaborada com muito empenho e dedicação, oferecendo ao aluno um material moderno e
completo, um grande aliado para o seu sucesso nos vestibulares mais concorridos de Medicina.

Herlan Fellini
ECOLOGIA

Aulas 9 e 10: Introdução à Ecologia 6


Aulas 11 e 12: Pirâmides ecológicas e eficiência ecológica 28
Aulas 13 e 14: Relações ecológicas 46
Aulas 15 e 16: Dinâmica populacional e sucessão ecológica 68
© Zurijeta/Shutterstock

Aulas 9 e 10

Introdução à Ecologia
Introdução à Ecologia
Ecologia é a ciência que estuda as relações entre os mada de ozônio são alguns aspectos desse impacto ne-
seres vivos e destes com o meio em que vivem. O termo gativo da ação humana sobre a natureza. Medidas em
é derivado do grego oikos, significando casa ou lar. prol da conservação ambiental, assim como o emprego
Os ecólogos examinam a dinâmica de popula- de energia e outros recursos renováveis, fazem parte do
ções, a interação entre espécies (como a competição esforço positivo necessário para impedir a degradação
e alimentação), o meio ambiente (que inclui a dispo- do meio ambiente.
nibilidade de nutrientes) e o fluxo de energia através
do ecossistema.
Os padrões de distribuição e sucessão e o im- Níveis de organização
pacto do homem também são examinados. O estudo
ecológico conduz o homem a uma compreensão do
ecológicos
funcionamento dos sistemas naturais e o habilita para a
Os níveis de organização estudados em ecologia, a par-
prática da conservação da natureza.
tir de organismo estão indicados a seguir:
Um ecossistema consiste numa rede complexa
de relações de mútua influência entre a flora, a fauna
e os micro-organismos de uma determinada área ou organismo > população > comunidade > ecossistema
> bioma > biocora > biociclo > biosfera
região e todos os elementos físicos naturais (geológi-
cos, climáticos etc.). Cada ecossistema é relativamente
autônomo e apresenta equilíbrio dinâmico interno, isto
Sendo que:
é, as condições de vida e as espécies biológicas não se
§§ um conjunto de organismos da mesma espécie
alteram drasticamente e se preservam ao longo do tem-
que interagem e habitam uma dada região du-
po, apesar de apresentarem modificações constantes a
rante um certo período de tempo constitui uma
curto prazo e em pequena escala.
população. Na figura a seguir, um exemplo de
Como nenhum ecossistema natural é completa-
uma população de elefantes marinhos (Mirounga
mente separado de outro, pode-se considerar que todo
leonina); e
o planeta constitui um imenso conjunto de ecossiste-
mas, a biosfera.
De modo mais restrito, a ecologia também trata
dos efeitos das atividades humanas sobre o meio natu-
ral, e dos desequilíbrios (ou novos equilíbrios) ecológi-
cos que elas provocam nos ecossistemas. De um ponto
de vista mais crítico e ideológico, os ecólogos e outros
adeptos de ações em defesa da preservação do equilí-
brio ecológico do planeta se opõem ao uso irresponsá-
vel e desmedido dos recursos naturais para sustento de
processos industriais. A industrialização pouco criteriosa,
ao lado da visão, largamente difundida, de que os recur-
sos do ambiente podem ser livremente explorados até a
exaustão, como um tesouro que é pilhado, mostrou ter População

consequências desastrosas no ecossistema planetário.


A chuva ácida, o desflorestamento, a desertifi- §§ o conjunto de várias as populações de espécies
cação, o perigo de extinção de espécies de animais e diferentes que interagem e habitam uma dada
vegetais, a intensificação do efeito estufa e o perigo de área durante um período de tempo forma uma
aquecimento global, a poluição e a destruição da ca- comunidade biológica, biota ou biocenose.

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A figura a seguir mostra um trecho de mata tropical como um exemplo de comunidade biológica.
Floresta Tropical

Borboleta Morpho
Gavião-real
Árvores
emergentes

Papagaio Rã
arboricola
Tucano

Cobertura
Beija-flor

Macaco-
aranha

Cobra arborícola
Preguiça
Estrato
medial

Sagui

Estrato
Ocelote arbustivo
Jibóia

Solo

Tatu gigante Anta Tarântula

Comunidade biológica

Em uma comunidade, vários organismos diferentes compartilham os recursos existentes no mesmo am-
biente, logo é coerente pensar que as espécies devem viver de maneira a não competirem o tempo inteiro pelos
mesmos recursos ou pelos mesmos habitats dentro do ambiente. Dessa situação real na natureza, retiramos dois
conceitos fundamentais:
§§ habitat é o local mais provável de encontrarmos a espécie. É o local onde vive, ou seja onde realiza
suas atividades.
§§ nicho ecológico é o papel e/ou função que a espécie desempenha no ambiente. Envolve informações a
cerca da sua biologia reprodutiva, alimentar e comportamental.
O nicho de uma espécie envolve o seu habitat (caso 2), pois é um conceito mais abrangente visto que a cada
papel que desenvolve está associado uma porção ou fração do seu habitat. Porém, se considerarmos uma lagoa
(ambiente) como um habitat, é certo que nesse habitat haverá inúmeras espécies e, portanto, inúmeros nichos
(caso 1).

Representação de habitat e nichos ecológicos.

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Espécies diferentes podem compartilhar habitats, porém nichos não. A sobreposição de nichos causa com-
petição interespecífica que pode levar a mútua exclusão – princípio de Gause. Na natureza, os atritos ou
conflitos entre os organismos, de modo geral, são evitados a qualquer custo, fazendo uso de adaptações importan-
tes como por exemplo: coloração de aviso, odores ou sabores desagradáveis, marcações de territórios, estruturas
venenosas, comportamento de grupo etc. No gráfico abaixo, duas populações de paramécios são colocadas para
crescer separadas (gráfico A) e depois juntas (gráfico B). Observe que a competição por sobreposição de nichos é
intensa a ponto de eliminar a população de P. aurelia.

Representação das populações de Paramecium caudatum e Paramecium aurelia, isolados e em interação.

O nicho ecológico é caracterizado pelo total de informações que podemos ter acerca de uma espécie:
a. quanto à biologia alimentar: o quê, quando, quanto e onde come; como obtém o alimento e com que fre-
quência se alimenta.
b. referente à biologia comportamental: se vive isolada ou em grupo; que tipo de relação existe entre os in-
divíduos da população (machos, fêmeas, jovens, adultos e velhos); como é a sua distribuição espacial; se é
séssil, defende o seu território ou movimenta-se continuamente.
c. quanto a sua reprodução: se é sexuada ou assexuada; se existe cuidado com a prole ou não; se existe pares,
casais fixos ou haréns, se há ninhos e postura de ovos; se a fecundação é interna ou externa; se o desenvol-
vimento é direto ou com formação de larvas; se há dependência em relação à água para a fecundação etc.
A seguir, uma ilustração que relaciona os principais aspectos que compõem o nicho ecológico de
uma espécie.

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Como você notou, é bastante improvável a existência de duas espécies que ocupem o mesmo habitat com o
mesmo nicho ecológico e, se ocorrer, fatalmente haverá competição podendo desencadear, eventualmente exclusão
mútua das espécies. Portanto, não esqueça as espécies podem compartilhar recursos – habitat, desde que o
façam de modos diferentes – nicho ecológico.
§§ Ao conjunto formado pela interação da biota com o meio físico no qual ela vive damos nome de ecossiste-
ma, ilustrado na figura abaixo, um ecossistema é caracterizado por dois processos que nele ocorrem: fluxo
de energia e ciclo de matéria. Portanto, um lago, um rio poluído, uma floresta, um campo, uma praia ou uma
caverna são exemplos de ecossistemas. Analise o esquema a seguir.

Componentes de um ecossistema, onde: AE = ambiente de entrada; AS = ambiente de saída; e S = sistema.

§§ Ao conjunto de vários ecossistemas que interagem damos o nome de bioma, como na figura a seguir. A
Mata Atlântica, a Amazônia, o cerrado, a caatinga, o Pantanal são exemplos de biomas, visto que são cons-
tituídos por diversos tipos de ecossistemas interligados. Veja o caso do cerrado, na figura a seguir:

O bioma cerrado e seus ecossistemas associados.

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§§ Ao conjunto de vários biomas com características particulares damos o nome de biocora. Por exemplo, a
Mata Atlântica , a Amazônia e a taiga são formações “basicamente” florestais, apesar de diferentes ecolo-
gicamente, o que nos permite colocá-las no biocora das florestas;
§§ Ao conjunto de biocoras com características particulares de um dado compartimento da Terra damos o
nome de biociclo. Por exemplo, os biocoras marinhos constituem o biociclo marinho ou talassociclo, os
biocoras terrestres constituem o biociclo terrestre ou epinociclo e os biocoras de água doce constituem
o biociclo dulcícola ou liminociclo;
§§ Ao conjunto de todos os biociclos damos o nome de biosfera, que também pode ser entendida como a camada
ou superfície do planeta, coberta por água ou rio, que sustenta, mantém e contém vida. Veja a figura a seguir.
Crosta Oceânica Crosta Continental

Vegetação Biosfera
Litosfera
e animais
Solo Manto superior
Crosta Astenosfera
Rocha
Manto inferior

Biosfera

Atmosfera Hidrosfera
Núcleo

Manto Crosta
(solo e rocha)

Biosfera
(Organismos mortos
e vivos)
Litosfera
Atmosfera
Litosfera (Ar)
(crosta, topo do manto Hidrosfera
superior) (Água)

A biosfera e sua posição em relação a outras camadas componentes do planeta Terra.

Composição e estrutura dos ecossistemas


A zona de transição entre ecossistemas diferentes, chamada ecótono, possui características de cada uma das
comunidades fronteiriças e específicas nelas existentes.
Logo, em um ecótono (estágio II da figura abaixo) encontra-se maior biodiversidade do que em cada um dos
ecossistemas adjacentes (estágios I e III da figura abaixo).

A disposição de um ecótono – zona de transição entre ecossistemas.

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Os ecossistemas apresentam dois componentes básicos: o biótico, representado pelas comunidades bioló-
gicas – e o abiótico, representado pelos elementos físicos e químicos do meio. A parte biótica é formada por plan-
tas, animais e microrganismos. A porção abiótica é o conjunto de nutrientes, água, ar, gases, energia e substâncias
orgânicas e inorgânicas do meio ambiente.
Os ecossistemas também podem ser subdivididos em pequenas unidades bióticas, conhecidas como co-
munidades biológicas. São compostas por duas ou mais populações de espécies interdependentes como, por
exemplo, conjunto da flora e fauna de um lago.

As comunidades biológicas de um ecossistema aquático.

A unidade do ambiente que é o principal objeto de estudo da ecologia constitui o ecossistema. O compo-
nente biótico pode ainda ser chamado de biocenose ou biota, enquanto abiótico pode ainda ser chamado de
biotopo. O ecossistema é, ainda, caracterizado pelos ciclos da matéria e pelos fluxos de energia. A matéria cicla
pelos compartimentos do ambiente, quer seja impelida por processos físicos, como a evaporação, ou bioquímicos
como a respiração celular, fotossíntese e relações alimentares. Porém, é o fluxo energético, que inicia com a energia
radiante do Sol, que permite esse transporte entre os vários compartimentos: atmosfera, solo, corpos de água e
seres vivos.

Cadeias alimentares
A cadeia alimentar é a sequência de transferências de matéria e energia de um organismo para outro, sob a forma
de alimento. Esse ciclo vital garante o equilíbrio e a manutenção dos ecossistemas. Abaixo, uma cadeia alimentar
simples com apenas três níveis tróficos.

Cadeia alimentar

Uma das principais interações entre os organismos em ecossistemas reais é a teia alimentar, caracteriza-
da por diversas cadeias alimentares interligadas. Em uma cadeia alimentar, teremos uma sequência de seres vivos
que apresentam relações tróficas entre si, ou seja, cada ser vivo se alimenta do organismo que o antecede e serve
de alimento para o que o sucede, ocorrendo, portanto, transferências de matéria e energia ao longo das cadeias.
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Teia alimentar

As setas usadas nos diagramas e esquemas de Esses consumidores podem ser primários (ani-
teias e cadeias indicam o sentido da matéria e energia. mais herbívoros) ou secundários, terciários e assim por
E, portanto, sempre devem ter a sua origem no orga- diante (animais carnívoros). Quando os dejetos desses
nismo que serve de alimento e deve apontar para o or- animais são lançados no solo e se juntam a toda a ma-
ganismo que se alimenta. Os diferentes seres vivos de téria morta (animal e vegetal) ali presente, entram em
um ecossistema cumprem papéis específicos dentro da ação os chamados organismos decompositores,
cadeia alimentar. Ela é formada por três níveis distintos: fungos e bactérias. Eles completam o ciclo vital, pois
produtores, consumidores e decompositores. Os produ- decompõem a matéria orgânica presente nas plantas e
tores são os organismos clorofilados como as plantas e animais mortos, transformado-a novamente nos com-
algas, os únicos seres vivos capazes de produzir matéria postos inorgânicos absorvidos pelos vegetais.
orgânica que servirá de alimento para toda a biota, por O equilíbrio do ecossistema depende, dentre ou-
meio da fotossíntese. Usam a energia da luz do Sol, ab- tros fatores, da realização de cada uma dessas etapas
sorvem os compostos inorgânicos presentes na atmos- da cadeia alimentar. A drástica redução dos animais car-
fera e no solo e os transformam em compostos orgâni- nívoros, por exemplo, pode resultar na proliferação dos
cos (seres autótrofos). Esse material orgânico sustenta, animais herbívoros e, com isso, na escassez ou extinção
direta ou indiretamente, os organismos consumido- de algumas espécies vegetais.
res, assim denominados por precisarem “consumir” ou Os produtores são os organismos autótrofos e,
ingerir o seu próprio alimento (seres heterótrofos). portanto, responsáveis por introduzir na cadeia alimen-
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tar a matéria orgânica, fundamental para a obtenção de energia necessária a todos os organismos. Os demais orga-
nismos são os consumidores, por serem heterótrofos e, portanto precisarem ingerir matéria orgânica sintetizada
pelos produtores. Os decompositores são consumidores especiais, que degradam unicamente matéria orgânica
morta ou residual (excretas) para a obtenção de energia. A partir deste processo ocorre a reciclagem de nutrientes,
tão fundamental ao crescimento dos produtores e, portanto à manutenção do ecossistema.
Existem, basicamente, dois tipos de cadeia ou teia, a de pastejo, onde a base, ou a energia que sustenta a
cadeia, são as plantas (autótrofos), consumidas por herbívoros pastadores, por sua vez consumidos por carnívoros
e a de detritos, onde a base é a matéria orgânica não viva, decorrente da decomposição de corpos de vegetais e
de animais e seus excrementos. Esta matéria é processada por micro-organismos decompositores (fungos e bac-
térias), que a liberam na forma de nutrientes para as plantas, ou na forma de detritos que serão consumidos por
organismos detritívoros, por sua vez consumidos por carnívoros.

Nível trófico

Os organismos em uma cadeia têm a sua disposição quantidades diferentes de energia no alimento que ingerem.
Isso ocorre por que quanto mais distante um organismo está do início da cadeia, maiores foram as perdas ener-
géticas até ele. Isto quer dizer que a posição que o organismo ocupa na cadeia é fundamental. Essa posição é
chamada de nível trófico e pode representar também a distância que o organismo apresenta em relação ao início
da cadeia. Portanto, quanto mais próximo do início da cadeia está o organismo maior é a energia disponível para
este organismo. Logo, o número de níveis tróficos em uma cadeia é limitado, visto que as perdas energéticas de um
nível para outro são muito grandes, ou seja, da ordem de 90%.
Veja o esquema a seguir:

Entre os elementos ou componentes dos ecossistemas, sempre haverá interações. Essas interações ou
inter-relações envolvem matéria e energia. Os percursos ou trajetos da matéria e energia nos ecossistemas são
muito distintos. A matéria sempre cicla, enquanto que a energia flui. Portanto, fala-se em ciclos da matéria e
fluxo de energia. Os decompositores são organismos fundamentais e essenciais para que os ciclos da matéria
ocorram. Graças a eles a matéria orgânica é degradada, o solo é remineralizado e os produtores podem realizar
seus metabolismos de construção, fundamental para todos os demais organismos, visto que essa matéria produzi-
da vai fluir ao longo das teias alimentares e do meio físico.
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Detritívoros Decompositores

Galerias de Formigas e
Marcas deixadas
formigas Cupins agindo
por besouros
na madeira

Buracos feitos
por besouros Decomposição
por fungos

Madeira reduzida
a pedaços Cogumelo
menores

Progreção do tempo Decompositores reduzem a matéria orgânica


(restos de madeira) a nutrientes que ficam disponíneis no solo as plantas.

Ação dos detritívoros e decompositores

Resultado da ação de decompositores (fungos e bactérias), em ambiente real.

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E.O. Teste I 4. (UFG) Uma cadeia alimentar típica começa
com a absorção de energia luminosa pelos
seres fotossintetizantes. Nos níveis tróficos
1. (UTFPR) Os materiais orgânicos na nature- seguintes, a energia sofre variações, confor-
za passam por um processo de reaproveita- me esquema simplificado a seguir.
mento chamado de reciclagem que é funda-
mental para a manutenção do equilíbrio do Seres Consumidores Consumidores
meio ambiente. fotossintetizantes primários secundários
Para que a reciclagem ocorra de forma sa- I II III
tisfatória são necessários os seguintes
agentes biológicos:
a) insetos carnívoros e plantas aquáticas. Consumidores
b) fungos e vegetais. Decompositores IV
terciários
c) bactérias e fungos. V
d) protozoários e minhocas.
Tendo em vista o fluxo de energia nos níveis
e) bactérias e plantas.
tróficos apresentados, e considerando-os em
seu conjunto global de reações químicas,
2. (PUC-RS) Todos os seres vivos necessitam
conclui-se que o nível com maior energia po-
de energia para manter a integridade ce-
tencial é:
lular e a função de seus diversos órgãos e
a) I.
sistemas. Entretanto, as vias de obtenção de
b) II.
energia podem ser distintas em diferentes
c) III.
organismos. Qual das sentenças abaixo ex-
d) IV.
plica corretamente as diferenças entre au-
e) V.
tótrofos e heterótrofos.
a) Apenas os heterótrofos dependem de compos-
tos químicos do ambiente para gerar energia. 5. (UEG) As transformações, a distribuição e
b) Somente os heterótrofos precisam de oxigê- o aproveitamento de energia na natureza
nio para produzir ATP. apresentam muitas peculiaridades. Dentre
c) Apenas os heterótrofos possuem mitocôndrias. elas, destaca-se:
d) Somente os autótrofos produzem energia a) a energia na forma de luz é convertida em
utilizando, inicialmente, CO2 e outros com- energia química dos alimentos e perde-se na
postos inorgânicos. forma de calor, que não é reutilizado.
e) Os heterótrofos, mas não os autótrofos, rea- b) a fotossíntese transforma energia luminosa
lizam respiração celular. em energia física que, por sua vez, é arma-
zenada na matéria orgânica.
3. (IFCE) Observe a seguinte ilustração. c) a quantidade de energia aumenta a cada
transferência de um ser vivo para outro,
confirmando a entropia natural.
d) nos ecossistemas, a energia tem fluxo unidi-
recional, ou seja, é constantemente recicla-
da e reaproveitada.

6. (Enem)

Analisando-se todos os elementos contidos


na imagem e considerando-se os conceitos A posição ocupada pela vaca, na interação
de níveis de organização em biologia, a figu- apresentada na tirinha, a caracteriza como:
ra representa: a) produtora.
a) um ecossistema. b) consumidora primária.
b) uma população. c) consumidora secundária.
c) uma comunidade. d) consumidora terciária.
d) um organismo. e) decompositora.
e) um sistema.
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7. (Udesc) Analise as proposições em relação à III.
Em relação às árvores, os morcegos
ecologia. são consumidores primários. Está(ão)
I. As populações são formadas quando vá- correta(s):
rios indivíduos da mesma espécie vivem a) apenas I.
em uma mesma área e mantêm relação b) apenas II.
entre si. c) apenas III.
II. O habitat corresponde ao modo de vida d) apenas I e II.
ou ao papel ecológico que a espécie de- e) apenas II e III.
sempenha no ecossistema.
III.
Comunidade ou biocenose são formadas 10. (UCS) Uma cadeia alimentar é um sistema
por indivíduos da mesma espécie, que pos- em que a energia vai sendo transferida entre
suem pouca relação de interação entre si. cada etapa da cadeia.
IV. Ecossistema é a reunião e a interação das Considerando a representação da seguinte ca-
comunidades com os fatores abióticos deia alimentar, assinale a alternativa correta.
que atuam sobre essas comunidades. As-
sinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

8. (PUC-RJ) Considere os conceitos de nicho


ecológico e hábitat apresentados abaixo:
I. O nicho de um organismo é seu papel ecológico.
II. A ocupação de nichos distintos por diferentes
espécies reduz a competição por recursos. a) O peixe marinho é um decompositor.
III. Nicho ecológico é o lugar onde um organis- b) A ave marinha é um consumidor terciário.
mo vive. c) O zooplâncton é um produtor primário.
IV. Um determinado hábitat pode proporcionar di- d) Algas e plantas são consumidores secundários.
ferentes nichos aos organismos. Estão corretas: e) Fungos e bactérias são consumidores primários.
a) todas as afirmações.

E.O. Teste II
b) apenas a I.
c) apenas I e IV.
d) apenas II e III.
e) apenas I, II e IV. 1. (Unesp) Leia os três excertos que tratam de
diferentes métodos para o controle da lagar-
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO ta da espécie Helicoverpa armigera, praga
Você já ouviu falar no vírus Nipah? Pois ele das plantações de soja.
quase provocou uma tragédia na Malásia, em
1998. Ele foi encontrado em morcegos que TEXTO 1
se alimentavam de frutos (frugívoros). As Produtores de soja das regiões da BA e MT co-
fazendas de criação de porcos invadiram o meçam os trabalhos de combate à praga. Um
ambiente natural dos morcegos. dos instrumentos para isso é a captura das ma-
Instalados sob as árvores, os chiqueiros fi- riposas. O trabalho é feito com uma armadilha.
caram cheios de frutas mordidas, fezes e As mariposas são atraídas pela luz, entram na
urina infectada. Os porcos adoeceram e as armadilha e ficam presas em uma rede.
pessoas foram contaminadas pela carne ou (Lagarta helicoverpa atrapalha produção de soja
no MT e na BA. http://g1.globo.com)
excrementos dos animais – dos infectados,
50% morreram.
TEXTO 2
Fonte: Disponível em <http://revistaepoca.globo.
com/ Revista/Epoca/UMA+AMEAÇA+A+MENOS>.
A INTACTA RR2 PRO, nova soja patenteada
Acesso em: 20 de jul. 2012. (adaptado) pela multinacional Monsanto, passa a ser co-
mercializada na safra 2013/2014 no país. A
inovação da nova semente é a resistência às
9. (UFSM) Considerando as informações do principais lagartas que atacam o cultivo. Um
texto, pode-se afirmar: gene inserido faz a soja produzir uma prote-
I. A sequência é um exemplo de cadeia ali- ína, que funciona como inseticida, matando
mentar. a lagarta quando tenta se alimentar da folha.
II. No texto, a expressão “ambiente natural” (www.abrasem.com.br. Adaptado.)
é sinônimo de hábitat.
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TEXTO 3 Considerando o enunciado, é correto afirmar:
A lagarta que está causando mais de um bi- a) os besouros escarabeíneos ocupam nichos
lhão de prejuízo nas lavouras no país pode diferentes no ecossistema, atuando como
ser controlada por minúsculas vespas do gê- produtores, consumidores e decompositores.
nero Trichogramma, segundo pesquisador da b) a redução de besouros tuneleiros pode oca-
Embrapa. sionar diminuição da incorporação de maté-
(Pesquisador da Embrapa aposta no controle biológico ria orgânica pelo solo.
contra lagarta helicoverpa. www.epochtimes.com.br) c) o transporte da matéria orgânica no solo,
feito pelos grupos de tuneleiros e residen-
Sobre os três métodos apresentados de con- tes, é indispensável para o equilíbrio do
trole da praga, é correto afirmar que o méto- ecossistema.
do referido pelo texto: d) na ciclagem de nutrientes presentes na ma-
a) 2, conhecido como transgenia, tem a desvan- téria orgânica, a fixação do carbono é efeti-
tagem de trazer riscos à população humana, vada pelo besouro “rola-bosta”.
uma vez que a soja resistente é obtida utili-
zando-se elementos radioativos que induzem
as mutações desejadas na plantação. 3. (G1 IFPE) Observe o poema abaixo.
b) 2 baseia-se na utilização de grandes quan- O capim nasce da terra
tidades de inseticida resultando, em curto Tão viçoso tão verdinho
prazo, na diminuição da população de lagar- Tem no solo minerais
tas, porém faz com que, em longo prazo, as Que alimentam ele todinho
lagartas adquiram resistência, o que exigirá Depois vira um alimento
a aplicação de mais inseticida. Vem os bichos no momento
c) 1, conhecido como controle biológico de Comem o capim no caminho
pragas, utiliza procedimentos mecânicos Um alegre veadinho
para diminuir a população de lagartas na Vem ali para pastar
plantação e, deste modo, além de promover Aparece é um leão
o rápido extermínio da praga, não traz pre-
Com uma fome de matar
O leão vem e detona
juízos à saúde.
É assim que funciona
d) 3 baseia-se nas relações tróficas, utilizando
A cadeia alimentar
um consumidor secundário que, ao controlar
SALES, Allan. Disponível em: <http://allancordelista.
a população do consumidor primário, garan- blogspot.com.br/2008/02/cadeia-alimentar-letra-
te a manutenção da população que ocupa o de msica-dapea.html>. Acesso em: 21 set. 2015.
primeiro nível trófico.
e) 3 é ecologicamente correto, pois permite o No texto acima, o capim, o veado e o leão,
crescimento do tamanho populacional de to- respectivamente, são exemplos de:
dos os organismos envolvidos, assegurando a) produtor, consumidor primário e consumi-
ainda que as vespas soltas na lavoura pro- dor secundário.
movam a polinização necessária à produção b) consumidor primário, consumidor secundá-
dos grãos de soja. rio e produtor.
c) produtor, consumidor secundário e decom-
2. (UFRN) “Por se alimentar de matéria orgâni- positor.
ca (fezes e carcaças de animais), os besouros d) produtor, consumidor primário e consumi-
escarabeíneos, conhecidos como rola-bosta, dor terciário.
participam diretamente do processo de ci- e) decompositor, produtor e consumidor primário.
clagem de nutrientes, ou seja, promovem o
reingresso de elementos químicos presentes 4. (Enem) Plantas terrestres que ainda estão
em materiais em decomposição na cadeia em fase de crescimento fixam grandes quan-
alimentar do ecossistema. Em uma comuni- tidades de CO2, utilizando-o para formar no-
dade, eles podem ser classificados em três vas moléculas orgânicas, e liberam grande
grupos de acordo com o tipo de comporta- quantidade de O2. No entanto, em florestas
mento e a função desempenhada: rodadores maduras, cujas árvores já atingiram o equi-
(movem a matéria orgânica na superfície), líbrio, o consumo de O2 pela respiração ten-
tuneleiros (cavam túneis e transportam o de a igualar sua produção pela fotossíntese.
alimento para dentro do solo) e residentes A morte natural de árvores nessas florestas
(depositam ovos no bolo de matéria orgâ- afeta temporariamente a concentração de O2
nica e não participam do deslocamento do e de CO2 próximo à superfície do solo onde
alimento).” elas caíram.
Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/ A concentração de O2 próximo ao solo, no lo-
noticias/2012/09/efeito-domino>. Acesso em 03 ago. 2012. cal da queda, será:
18
a) menor, pois haverá consumo de O2 durante a bem acima da capacidade de sustentação do
decomposição dessas árvores. ambiente. Nos dois anos seguintes, no inver-
b) maior, pois haverá economia de O2 pela au- no, mais de 60% dos veados morreram de
sência das árvores mortas. fome. Além disso, grande parte da vegetação
c) maior, pois haverá liberação de O2 durante a foi destruída e devorada pelos veados até a
fotossíntese das árvores jovens. raiz”. A situação descrita no texto anterior
d) igual, pois haverá consumo e produção de O2 relaciona um caso de:
pelas árvores maduras restantes. a) interferência humana no ciclo biogeoquími-
e) menor, pois haverá redução de O2 pela falta da co do ecossistema local.
fotossíntese realizada pelas árvores mortas. b) interferência humana em uma cadeia ali
mentar.
c) doenças relacionadas à desnutrição dos ani-
5. (Unisinos) Em um ecossistema, as relações
mais por falta de alimentação.
de alimentação entre os organismos são cha-
d) influência do clima, pois no inverno houve
madas de “Cadeia Trófica” ou “Cadeia Ali-
grande redução da população.
mentar”, em que a energia passa de um ní-
vel trófico inferior para um superior. A base
dessa cadeia é constituída pelos produtores 8. (PUC-RS)
primários, que são organismos autotróficos,
consumidos por organismos herbívoros (con-
sumidores primários). Os herbívoros podem
ser consumidos por organismos carnívoros
(consumidores secundários), e estes, por ou-
tros carnívoros (consumidores terciários). A
cadeia se encerra com organismos saprófitas
(decompositores), que se alimentam da ma-
téria morta proveniente de todos os níveis
tróficos.
Das alternativas abaixo, qual apresenta, res-
pectivamente, organismos produtores pri-
mários e decompositores.
a) Mamíferos e fungos.
b) Fungos e aves.
c) Plantas e mamíferos.
d) Mamíferos e aves.
e) Plantas e fungos.

6. (UERJ) O aumento da poluição atmosféri-


ca, especialmente pelo acúmulo de gases do O termo Cadeia Alimentar é corretamente
efeito estufa, como o C02, tem acarretado a definido como:
elevação da temperatura global. Alguns se- a) Transferência cíclica de nutrientes entre pro-
res vivos, no entanto, apresentam um meta- dutores, consumidores e decompositores, na
bolismo capaz de fixar esse gás em matéria qual o fluxo de energia aumenta a cada nível.
orgânica. Em condições ideais, o grupo de b) Um ciclo trófico constituído pelos seres pro-
organismos com maior capacidade de fixar dutores capazes de sintetizar matéria inor-
C02 é: gânica, a partir de substâncias minerais, e
a) levedo de fixar a energia.
b) bactéria c) Expressão das relações de alimentação entre
c) zooplâncton os organismos de um ecossistema, onde há
d) fitoplâncton uma transferência de energia no sentido dos
produtores para os consumidores.
7. (UERN) “A predação embora cause a morte d) Ciclo da matéria que parte de organismos
de alguns indivíduos, muitas vezes é bené- autotróficos para níveis inferiores (herbívo-
fica para população de presas. Interferir no
ros, carnívoros e decompositores), que defi-
relacionamento presa-predador, às vezes,
ne como a energia é totalmente consumida.
pode ser desastroso. Um exemplo clássico é
o do Planalto de Kaibad, nos EUA, onde, em e) Grupo de níveis hierárquicos que classifica os
1907, fez-se uma campanha de proteção aos organismos como produtores, consumidores
veados. Lobos, coiotes e pumas, que são pre- e decompositores com base na forma como
dadores daqueles animais, sofreram uma in- eles obtêm energia da matéria inorgânica.
tensa campanha de extermínio. O resultado
obtido foi que a população de veados cresceu
19
9. (UERN) Em uma cadeia alimentar, a quanti- 10. (UFRN) “A Caatinga cobre aproximadamen-
dade de energia presente em um nível trófico te 825.143km2do Nordeste e parte do Vale
é sempre maior que a quantidade de energia do Jequitinhonha, em Minas Gerais, apre-
transferível para o nível seguinte. Isso por- sentando planícies e chapadas baixas. A
que todos os seres vivos consomem parte da vegetação é composta de vegetais lenhosos,
energia do alimento para a manutenção de misturados com grande número de cactos e
bromélias. A secura ambiental, pelo clima
sua própria vida, liberando calor e, portanto,
semiárido, e sol inclemente impõem hábitos
não a transferindo para os níveis seguintes.
noturnos ou subterrâneos. Répteis e roedo-
A porcentagem de energia transferida de um res predominam na região. Entre as mais
nível para o seguinte é denominada eficiên- belas aves estão a arara-azul e o acauã, um
cia ecológica, varia entre os organismos, si- gavião predador de serpentes.”
tuando-se entre 5% e 20%. Na transferência Disponível em: <http://ambientes.ambientebrasil. com.br/
dos herbívoros para os carnívoros, essa perda ecoturismo/potencial_ecoturistico_brasileiro/ potencial_
ecoturistico_brasileiro.html>. Acesso em 11 ago. 2011.
é significativa, isso se deve ao(à)
a) metabolismo diferenciado dos herbívoros. Sobre os aspectos ecológicos dos organismos
b) fato dos vegetais serem de fácil digestão. citados no texto, pode-se afirmar que:
c) eliminação excessiva de fibras de celulose a) o nicho ecológico do gavião está definido
não digeridas nas fezes dos herbívoros. pelo seu papel de predador.
d) fato dos herbívoros estarem mais no início b) os vegetais lenhosos, cactos e as bromélias
formam uma população.
da cadeia alimentar.
c) os répteis e os roedores se alimentam de cac-
tos e bromélias.
d) o nicho ecológico da arara-azul e do acauã é
o mesmo nesse hábitat.

E.O. Teste III


1. (UFSM) Observe:

Águias DDT = 25 ppm

Peixes
grandes DDT = 2 ppm

Peixes
pequenos DDT = 0,5 ppm

Zooplâncton DDT no plâncton = 0,04 ppm

Fitoplâncton DDT na água = 0,000.003 ppm

AMABIS, J. M.; MARTGO, G.R. Biologia das Populações. Vol. 3. São Paulo: Moderna, 2004. p. 39.

Analisando a regulação dos ecossistemas através de cadeias alimentares e poluentes que interfe-
rem na estabilidade desses ecossistemas, assinale a afirmativa correta.
a) Em uma cadeia alimentar, a quantidade de energia de um nível trófico é sempre menor que a energia
que pode ser transferida para o nível seguinte.
b) Sem os organismos fotossintetizantes, não haveria, nos ecossistemas, cadeias alimentares como exis-
tem hoje, ou seja, baseadas no fluxo de energia proveniente do Sol.
c) Consumidores secundários ou terciários, como podem ser as águias, acumulam maiores quantidades de
energia química potencial em relação a níveis tróficos inferiores.
d) Quando está no meio ambiente, o inseticida DDT segue geralmente um caminho diferente daquele
realizado pela energia que circula na cadeia alimentar, usando vias específicas para determinado nível
trófico.
e) Considerando os problemas que a concentração de poluentes causa ao longo da cadeia alimentar, as
espécies dos níveis inferiores dessa cadeia são as mais prejudicadas.

20
2. (UFG) A Tabela seguinte refere-se ao estudo de comunidades de peixes num córrego com forte
influência sazonal, no caso a pluviosidade.

pluviosida- Oxigênio dissolvi- Números de Espé- Número de indívidu-


Meses
de (mm) do na água (%) cies (riquezas) os (abundãncia)
janeiro 277 82 17 187
Março 388 81 14 211
Maio 89 85 32 678
Julho 20 83 36 636
Setembro 18 83 31 703
Novembo 256 80 12 315

Os dados apresentados na tabela mostram que no período de:


a) seca existe uma relação inversa com a abundância decorrente de mecanismos de competição intraespecífica.
b) seca há uma relação inversa com a riqueza, uma vez que os nichos sofrem menor interferência das chuvas.
c) chuva ocorre uma relação direta com a quantidade de O2, em função da respiração das comunidades aquáticas.
d) chuva a quantidade de O2 dissolvido limita a abundância, pois suas moléculas são adsorvidas por bac-
térias no seu leito.
e) seca a quantidade de O2 dissolvido limita a abundância, pois a evaporação dificulta a fotossíntese das
comunidades aquáticas.

3. (Mackenzie) na horta matando apenas os fungos. Ao


energia dissipada nos diferentes níveis tróficos
fazer isso, que consequência ocorrerá para
as hortaliças?
a) A quantidade de herbívoros que se alimen-
árvore consumidor consumidor decompositores
primário secundário tam das hortaliças aumentará.
Observando o esquema acima, considere as b) A disponibilidade de nutrientes para as hor-
afirmações I, II, III e IV, a seguir. taliças será menor.
I. A quantidade de energia de um nível tró- c) A umidade do solo onde as hortaliças ocor-
fico é sempre maior que a energia que rem reduzirá.
pode ser transferida ao nível seguinte. d) As folhas das hortaliças crescerão mais rapi-
II. A energia dissipada de um nível trófico,
na forma de calor, pode ser aproveitada damente.
pelo nível trófico seguinte. e) As hortaliças adquirirão resistência a fungos.
III. Em uma cadeia alimentar, a quantidade
de biomassa dos produtores é, geralmente, 5. (Unifesp) Quando nos referimos a uma ca-
maior do que a de todos os consumidores.
deia alimentar, é correto afirmar que:
IV. Consumidores primários são sempre mais
numerosos do que os consumidores se- a) A armazenagem de energia utiliza trifosfa-
cundários. to de adenosina apenas nos consumidores e
Estão corretas, apenas: nos decompositores.
a) I e II.
b) Na armazenagem de energia, é utilizado o
b) I e III.
c) II e III. trifosfato de adenosina, tanto nos produto-
d) I e IV. res quanto nos consumidores.
e) II e IV. c) As organelas celulares responsáveis pela
quebra da energia acumulada são diferentes
4. (UFC) Em um pequeno experimento, um es- entre produtores e consumidores.
tudante montou algumas hortas contendo
d) No nível celular, um consumidor primário
terra, folhas secas e madeira morta. Nestes
locais ele plantou várias hortaliças. Com o utiliza energia de forma diferente de um
passar do tempo, o estudante percebeu que consumidor secundário.
pequenos cogumelos apareciam na madeira e) No interior da célula, a fonte de energia
morta e nas folhas secas que estavam depo- para decompositores de plantas é diferente
sitadas no chão. Temendo que isso pudesse da fonte de energia para decompositores
matar as plantas, ele adicionou fungicida
de animais.
21
E.O. Dissertativo
1. (Unicamp) Cerca de 70% da superfície da
Terra é coberta por água do mar e abaixo
dessa superfície a água atinge uma profun-
didade média de 3,8 quilômetros. Os ecossis-
temas marinhos abrigam grande biodiversi-
dade, mas parte dela vem sendo ameaçada
pela pesca predatória. Na tentativa de con-
trolar o problema, medidas governamentais
têm sido adotadas, como a proibição da pes-
ca em período reprodutivo e a restrição do Nesse costão, um pesquisador delimitou três
uso de redes de malhas finas. áreas e as observou ao longo de um ano. Área
a) Como a proibição da pesca em período repro- 1: os indivíduos de ambas as espécies foram
dutivo e como a restrição a redes de malhas mantidos intactos e os mesmos portaram-se
finas minimizariam o problema da pesca como no esquema apresentado.
predatória, contribuindo para a sustentabi- Área 2: foram removidos os indivíduos da
espécie A e, depois de um ano, a rocha conti-
lidade da pesca? Explique.
nuava nua, sem quaisquer indivíduos desta
b) Monte uma cadeia alimentar típica dos oce- espécie recobrindo-a.
anos, considerando a presença de quatro ní- Área 3: foram removidos os indivíduos da
veis tróficos. espécie B e, depois de um ano, os indivíduos
da espécie A haviam se expandido, coloni-
2. (UFPR) Com o aumento do comércio globali- zando a rocha nua.
zado entre países, damos oportunidade para a) Qual espécie tem seu crescimento limitado
por um fator abiótico e qual é ele?
que espécies que outrora existiam em uma
b) Qual espécie tem seu crescimento limitado
região do planeta se dispersem para áreas por um fator biótico e qual é ele?
onde não existiam previamente. Foi assim
com o mexilhão-dourado, uma espécie de 4. (Unesp) LEITE MAIS CARO NAS REGIÕES SUL
molusco originário do sudeste asiático que E SUDESTE DO PAÍS.
encontrou condições perfeitas para sua so- As donas de casa estão reclamando do preço
brevivência em águas continentais da bacia do leite na entressafra. Segundo os pecua-
do Prata. Essa espécie, provavelmente, veio ristas, no período entre o final do outono e
de “carona” na água usada como lastro em começo do inverno a produção de leite pelos
navios mercantes. Conseguiu se estabelecer rebanhos mantidos no pasto tende a ser me-
nor, assim como é maior o custo da produ-
em rios argentinos, brasileiros e uruguaios,
ção, o que justificaria a alta do preço para o
causando enormes problemas ambientais e consumidor.
econômicos. O sucesso de estabelecimento Em função do contido na notícia, e com ar-
dessa espécie na América do Sul (e de ou- gumentos de base biológica, explique por
tras espécies consideradas exóticas em locais que os rebanhos mantidos no pasto produ-
onde não existiam previamente) depende da zem menos leite nessa época do ano.
inter-relação entre dois conceitos ecológi-
cos: nicho ecológico e habitat. 5. (UFRJ) A tabela a seguir apresenta as com-
Assim: posições relativas dos hábitos alimentares
a) Defina esses dois conceitos (nicho ecológico de quatro espécies A, B, C e D.
e habitat) de forma objetiva. Nicho ecológi-
Tipo de Espé- Espé- Espé- Espé-
co: Habitat:
alimento cie A cie B cie C cie D
b) Explique como uma análise integrada desses
Mosquito
dois conceitos permite prever o risco de co- culicí- 70,0% 15,0% 5,0% 69,5%
lonização de um determinado ambiente por deos
uma espécie exótica. Odonatas
28,5% 80,0% 20,0% 29,0%
jovens
3. (Unifesp) Observe o esquema, que mostra a Algas 1,4% 4,8% 50,0% 1,3%
distribuição de duas espécies de cracas, A e Girinos 0,1% 0,2% 25,0% 0,2%
B, em um costão rochoso.
22
Duas das quatro espécies apresentadas na a) Que processo ecológico está relacionado à
tabela não vivem em simpatria, ou seja, não sucessiva fragmentação e à perda de peso do
ocupam a mesma área geográfica; diversas material vegetal colocado nos sacos de nái-
tentativas de introduzir uma dessas duas lon observada durante o experimento?
espécies na área ocupada pela outra fracas- b) Que curva deve representar a variação de
saram. Identifique as duas espécies que não peso nos restos vegetais do grupo controle?
vivem em simpatia. Justifique sua resposta. Justifique sua resposta.

6. (Unicamp) No esquema a seguir, estão re-


8. (Fuvest) Num campo, vivem gafanhotos que
presentados os níveis tróficos (A - D) de uma
se alimentam de plantas e servem de ali-
cadeia alimentar.
mento para passarinhos. Estes são preda-
dos por gaviões. Essas quatro populações se
mantiveram em números estáveis nas últi-
mas gerações.
a) Qual é o nível trófico de cada uma dessas
populações?
b) Explique de que modo a população de plan-
tas poderá ser afetada se muitos gaviões
imigrarem para esse campo.
c) Qual é a trajetória dos átomos de carbono
que constituem as proteínas dos gaviões
a) Explique o que acontece com a energia desde sua origem inorgânica?
transferida a partir do produtor em cada ní- d) Qual é o papel das bactérias na introdução
vel trófico e o que representa o calor indica- do nitrogênio nessa cadeia alimentar?
do no esquema.
b) Explique o que “E” representa e qual a sua
função. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
A produção de lixo decorrente das atividades
7. (Unesp) Um pesquisador coletou folhas se- humanas é responsável por sérios problemas
cas do solo de uma mata e as colocou em 50 ambientais causados pela liberação inadequa-
sacos de tela de náilon, iguais entre si quan- da de resíduos residenciais ou industriais.
to ao tamanho e diâmetro da malha. Cada Um dos resíduos industriais que merece des-
saco recebeu 100 g de folhas. Em seguida, taque na contaminação do ambiente é o metal
distribuiu 25 desses sacos na superfície do mercúrio e seus compostos. O mercúrio tem
solo em uma área de mata tratada experi- larga aplicação como eletrodo do processo de
mentalmente com inseticidas e fungicidas. obtenção do cloro gasoso (Cℓ2) e da soda cáus-
Os outros 25 sacos foram distribuídos em ou- tica (NaOH) a partir da eletrólise da salmoura
tra área da mata, não tratada com fungicidas (NaCℓ(aq)). O metal mercúrio também é utili-
ou inseticidas, e se constituíram no grupo zado no garimpo do ouro em leito de rios, e
controle. A cada semana, por cinco semanas na fabricação de componentes elétricos como
consecutivas, o pesquisador recolhia cinco lâmpadas, interruptores e retificadores.
sacos de cada área, secava e pesava os frag- Compostos iônicos contendo os cátions de
mentos de folhas que restavam dentro dos mercúrio (I) ou (II), respectivamente H2+2g e
mesmos. Hg2+, são empregados como catalisadores de
Na figura, as curvas representam as mudan- importantes processos industriais ou ainda
ças observadas no peso seco do material re- como fungicidas para lavoura ou produtos de
manescente nos sacos de náilon ao longo do revestimento (tintas).
experimento. O descarte desses compostos, de toxicidade
relativamente baixa e geralmente insolúveis
em água, torna-se um grave problema am-
biental, pois algumas bactérias os convertem
na substância dimetilmercúrio (CH3HgCH3) e
no cátion metilmercúrio (II) (CH3Hg+) que
são altamente tóxicos. Esses derivados são
incorporados e acumulados nos tecidos cor-
porais dos organismos, pois estes não conse-
guem metabolizá-los.

23
9. (PUC-SP) Em um determinado ambiente aquático contaminado por mercúrio, verificou-se a pre-
sença desse elemento nos integrantes de uma cadeia alimentar formada por plantas, pequenos
moluscos herbívoros e peixes que se alimentam desses moluscos. Caracterize esses organismos
segundo o nível trófico que ocupam nessa cadeia alimentar. Pesquisadores verificaram que a quan-
tidade de mercúrio por quilograma de biomassa era maior nos peixes, intermediária nos pequenos
moluscos e menor nas plantas. Como essas observações podem ser explicadas?

10. (UFRJ) Os pardais que vivem em uma certa ilha alimentam-se exclusivamente de sementes. Nessa
ilha, as sementes de todos os tamanhos são igualmente abundantes. A figura A mostra como o
tempo gasto pelos pardais para descascar e comer as sementes varia em relação ao tamanho das
sementes. A figura B mostra a relação entre o valor alimentar obtido pelo pardal e o tamanho das
sementes.

Com base nos gráficos, explique por que, para os pardais, sementes de tamanho maior podem ter
valor alimentar menor que sementes pequenas?

E.O. Enem
1. Os parasitoides (misto de parasitas e predadores) são insetos diminutos que têm hábitos muito
peculiares: suas larvas podem se desenvolver dentro do corpo de outros organismos, como mostra
a figura. A forma adulta se alimenta de pólen e açúcares. Em geral, cada parasitoide ataca hospe-
deiros de determinada espécie e, por isso, esses organismos vêm sendo amplamente usados para o
controle biológico de pragas agrícolas.
A forma larval do parasitoide assume qual papel nessa cadeia alimentar?

Ciclo de vida de um inseto parasitoide de lagartas

(B) O ovo eclode e a


larva do parasitoide se
desenvolve dentro da
lagarta.

(A) Na fase adulta, (C) A larva torna-se


após a cópula, a pupa, levando o
fêmea procura seu hospedeiro à morte
hospedeiro e põe
um ou mais ovos
dentro de seu corpo.
(D) O parasitoide, após a
metamorfose, cava um túnel
nos tecidos do hospedeiro e
emerge como adulto.
SANTO, M. M. E.; FARIA, M. L. Parasitoides: insetos benéficos e cruéis.
Ciência Hoje, v. 49, n. 291, abr. 2012 (adaptado).

a) Consumidor primário, pois ataca diretamente uma espécie herbívora.


b) Consumidor secundário, pois se alimenta diretamente dos tecidos da lagarta.
c) Organismo heterótrofo de primeira ordem, pois se alimenta de pólen na fase adulta.
d) Organismo heterótrofo de segunda ordem, pois apresenta o maior nível energético na cadeia.
e) Decompositor, pois se alimenta de tecidos do interior do corpo da lagarta e a leva à morte.

24
2. O menor tamanduá do mundo é solitário e 4. Os personagens da figura estão representan-
tem hábitos noturnos, passa o dia repousan- do uma situação hipotética de cadeia ali-
do, geralmente em um emaranhado de cipós, mentar.
com o corpo curvado de tal maneira que for-
ma uma bola. Quando em atividade, se loco-
move vagarosamente e emite som semelhan-
te a um assobio. A cada gestação, gera um
único filhote. A cria é deixada em uma árvore
à noite e é amamentada pela mãe até que te-
nha idade para procurar alimento. As fêmeas
adultas têm territórios grandes e o território
de um macho inclui o de várias fêmeas, o que
significa que ele tem sempre diversas preten-
dentes à disposição para namorar!
Ciência Hoje das Crianças, ano 19, n.º
174, nov. 2006 (adaptado).

Essa descrição sobre o tamanduá diz respeito Suponha que, em cena anterior à apresenta-
ao seu: da, o homem tenha se alimentado de frutas
e grãos que conseguiu coletar. Na hipótese
a) hábitat.
de, nas próximas cenas, o tigre ser bem-su-
b) biótopo.
cedido e, posteriormente, servir de alimento
c) nível trópico.
aos abutres, tigre e abutres ocuparão, res-
d) nicho ecológico.
pectivamente, os níveis tróficos de:
e) potencial biótico.
a) produtor e consumidor primário.
b) consumidor primário e consumidor secundário.
3. Diferente do que o senso comum acredita, c) consumidor secundário e consumidor terciário.
as lagartas de borboletas não possuem vo- d) consumidor terciário e produtor.
racidade generalizada. Um estudo mostrou e) consumidor secundário e consumidor primário.
que as borboletas de asas transparentes
da família Ithomiinae, comuns na Floresta 5. GARFIELD
Amazônica e na Mata Atlântica, consomem,
sobretudo, plantas da família Solanaceae, a
mesma do tomate. Contudo, os ancestrais
dessas borboletas consumiam espécies vege-
tais da família Apocinaceae, mas a quantida-
de dessas plantas parece não ter sido sufi-
ciente para garantir o suprimento alimentar
dessas borboletas. Dessa forma, as solanáce-
as tornaram-se uma opção de alimento, pois
são abundantes na Mata Atlântica e na Flo-
resta Amazônica.
Cores ao vento. Genes e fósseis revelam origem e
diversidade de borboletas sul-americanas. Revista
Pesquisa FAPESP. N° 170, 2010 (adaptado).
O Globo, 01/09/2001.
Nesse texto, a ideia do senso comum é confron- Na charge, a arrogância do gato com relação
tada com os conhecimentos científicos, ao se ao comportamento alimentar da minhoca,
entender que as larvas das borboletas Ithomii- do ponto de vista biológico:
nae encontradas atualmente na Mata Atlântica a) não se justifica, porque ambos, como con-
e na Floresta Amazônica, apresentam: sumidores, devem “cavar” diariamente o seu
a) facilidade em digerir todas as plantas desses próprio alimento.
locais. b) é justificável, visto que o felino possui função
b) interação com as plantas hospedeiras da fa- superior à da minhoca numa teia alimentar.
mília Apocinaceae. c) não se justifica, porque ambos são consumi-
c) adaptação para se alimentar de todas as dores primários em uma teia alimentar.
plantas desses locais. d) é justificável, porque as minhocas, por se
d) voracidade indiscriminada por todas as plan alimentarem de detritos, não participam das
tas existentes nesses locais. cadeias alimentares.
e) especificidade pelas plantas da família Sola- e) é justificável, porque os vertebrados ocupam
naceae existentes nesses locais. o topo das teias alimentares.
25
Gabarito ocupação do mesmo nicho, levando a exclu-
são competitiva.
6.
a) De acordo com o esquema, a energia
E.O. Teste I transferida a partir do produtor passa pe-
1. C 2. D 3. A 4. A 5. A los demais níveis tróficos, e é reduzida no
percurso, sendo o calor uma das formas
6. B 7. C 8. E 9. E 10. B de energia perdida pelo metabolismo.
b) A letra E representa os fungos e bacté-
rias, organismos decompositores, que
E.O. Teste II atuam na reciclagem da matéria.
7.
1. D 2. B 3. A 4. A 5. E
a) A sucessiva fragmentação e a perda de
6. D 7. B 8. C 9. C 10. A peso do material vegetal colocado nos
sacos de náilon estão relacionados ao
processo de decomposição, realizado por
E.O. Teste III fungos e bactérias.
b) A variação de peso do grupo controle, de-
1. B 2. B 3. B 4. B 5. B vido a ausência de fungicidas e insetici-
das, está representada na curva 2.
8.
E.O. Dissertativo a) Neste campo vivem plantas, organismos
1. produtores, os gafanhotos são consumi-
a) A proibição da pesca durante o período re- dores primários, os pássaros são consu-
produtivo e a restrição do uso de redes de midores secundários e os gaviões são
malhas finas contribuiriam para a susten- consumidores terciários.
tabilidade da pesca, pois não haveria a cap- b) O aumento populacional dos gaviões
tura de animais jovens, permitindo assim acarretará uma diminuição no número de
sua reprodução e mantendo constante o pássaros. Este fato tem como consequên-
tamanho da população. cia o aumento no número de insetos her-
b) Nos oceanos pode ocorrer a seguinte ca- bívoros. O resultado esperado será, então,
deia alimentar: fitoplâncton → zooplânc- uma diminuição na população de plantas
ton → peixes → tubarões. da região.
2. c) Os átomos de carbono que constituem
a) Nicho ecológico é o conjunto de condi- as proteínas dos gaviões estão presentes
ções e recursos que atuam auxiliando a desde o início da cadeia, atuando na fo-
sobrevivência de uma população em seu tossíntese (compostos orgânicos, glicose,
habitat, sendo este o espaço geográfico aminoácidos), sendo fixados pelos produ-
ocupado pela população. tores na forma de gás carbônico. Os com-
b) A análise dos habitats e nichos ecológicos postos orgânicos são transferidos por to-
permite a avaliação do risco de determina- dos os níveis tróficos até o ocupado pelos
da espécie exótica colonizar o ambiente, e gaviões.
passar a competir com as espécies nativas d) O nitrogênio é introduzido na cadeia
pelos recursos disponíveis no meio. alimentar a partir da fixação biológica
do nitrogênio, decomposição de maté-
3. ria orgânica, nitrificação de compostos
a) A espécie B tem seu crescimento limitado eliminados junto às fezes dos animais,
pelo fator limitante abiótico, que neste produzindo amônia e nitrato, formas de
caso é a água. nitrogênio capazes de serem absorvidas e
b) A espécie A tem seu crescimento limita- aproveitadas pelos produtores.
do pelo fator limitante biótico, que neste 9.
Na cadeia alimentar apresentada, as plantas
caso é a competição. são os organismos produtores, que alimen-
4. Os rebanhos mantidos no pasto produzem me- tam os moluscos herbívoros (consumidores
nos leite no período mais seco (inverno) de- primários), que servem de alimento para os
vido a alteração e redução da sua alimentação, peixes (consumidores secundários). A con-
isto porque as baixas temperaturas e a falta centração de mercúrio por quilograma de
de chuva afetam o crescimento da vegetação. biomassa, encontrada em maior quantidade
5. De acordo com a tabela, as espécies A e D nos peixes, se dá pelo efeito cumulativo do
não vivem em simpatria. Pode-se afirmar mercúrio, desta forma, há mais mercúrio nos
isso pelas informações sobre a alimentação: peixes, consumidores secundários, seguido
a superposição na alimentação reflete na pelos moluscos e por fim, as plantas.
26
10. De acordo com os gráficos, os pardais gastam
menos tempo para descascar sementes me-
nores, comparado ao tempo necessário para
descascar sementes maiores, assim, é menor
o gasto energético para descascar sementes
pequenas, tendo maior ganho energético.

E.O. Enem
1. B 2. D 3. E 4. C 5. A

27
© danymages/Shutterstock

Aulas 11 e 12
Pirâmides ecológicas
e eficiência ecológica
O fluxo de energia
A energia acumulada na matéria orgânica – chamada de produtividade primária bruta (PPB), por fotossíntese,
pelos produtores não está totalmente disponível para os herbívoros, pois os produtores “gastam” uma parcela
– correspondente a processos metabólicos como a respiração celular (RC) para se manterem vivos, o mesmo
acontecendo com os primeiros carnívoros em relação aos próximos carnívoros. Esse “saldo” é chamado de produ-
tividade líquida (PL) e é efetivamente a energia que está disponível para ser “ingerida” pelo próximo organismo
sob a forma de matéria orgânica. Na figura, a seguir, um balanço da energia nos ecossistemas.

Cons. secundários Cons. terciários

Calor não-utilizável
Decompositores

Respiração pelos organismos


do ecossistema

Cons. primários
(herbívoros)

Fotossíntese
Fotossíntese
Digestão, assimilação e crescimento

Excreção e morte

Respiração

Isso quer dizer que a energia disponível ao longo da cadeia alimentar diminui e as perdas não podem ser
reaproveitadas, ou seja o fluxo de energia é unidirecional e decrescente. Veja, a seguir, o fluxo de energia, em
uma cadeia simplificada.

A fonte primária de energia da biosfera é o Sol.

29
Percursos da matéria e energia no ecossistema
Como se observa na figura a seguir, a matéria cicla pelos compartimentos da Biosfera, representados pela atmos-
fera, hidrosfera e litosfera. O principal processo responsável pela ciclagem dos nutrientes e a remineralização dos
ambientes é a decomposição biológica. Enquanto isso, a energia flui pelos compartimentos da Biosfera, sempre
tendo como principal fonte primária o Sol. A luz solar é utilizada pelas plantas durante o processo fotossintético,
para converter matéria inorgânica em orgânica e, assim, permitir um aporte nutricional e energético aos demais
níveis tróficos. Assim, é fundamental compreender que sem esse insumo energético contínuo do sol, não haveria
o aporte para matéria orgânica e calor para os ecossistemas. Outro ponto a destacar é a eliminação de calor nas
transformações metabólicas nos seres vivos, que explica a constante e contínua ingestão de alimentos.

Ecossistema Fluxo de energia

Ciclo de Nutrientes

As pirâmides ecológicas
São representações gráficas das relações existentes entre os organismos nas cadeias e teias alimentares. Mostram
as quantidades, massas e energia incorporadas nas relações entre os seres vivos envolvidos. Cada “retângulo” ou
nível nas pirâmides é construído segundo proporções matemáticas. O “retângulo” da base da pirâmide sempre
corresponderá aos produtores; sobre este temos o que representa os herbívoros, sobre o qual está o que representa
os carnívoros e assim por diante. Os decompositores não estão representados em nenhuma pirâmide.
§§ Número – mostra a quantidade de organismos em cada nível trófico.

§§ Biomassa – mostra a quantidade de biomassa (kg ou g) em cada nível trófico, ou seja, a massa total de
todos os organismos vivos em qualquer área dada, ou seu equivalente em energia. É um termo amplo que
na ecologia animal ou das plantas se refere ao número de organismos multiplicado pelo seu peso unitário,
normalmente biomassa fixa ou permanente. Em Planejamento Ambiental pode se referir à geração de pro-
dutos tais como o álcool, lenha, comida ou lixo (lixo produz biogás); em outras palavras, a parte da produção
da planta que pode ser reaproveitada para produzir energia.
30
§§ Energia – mostra a energia acumulada em cada nível trófico ( cal / g/ área)

Respiração e Perdas. Produtividade Liquida. Respiração e Perdas


Produtividade Bruta.

O esquema anterior mostra as relações energéticas para o consumidor 1º da cadeia alimentar, ou seja o
2º nível da pirâmide. O 1º nível da pirâmide para o consumidor 1º representa teoricamente o total de energia que
está disponível para o seu metabolismo, porém para se manter ocorre gasto energético além das perdas com os
excretas. O 2º nível, então, representa o que o consumidor 1º na realidade incorporou, e não o que comeu.

Consumidores de
Terceira Ordem

Consumidores de
Segunda Ordem

Consumidores de
Primeira Ordem

Produtores

Energia captada pelo produtor Energia retida Energia perdida


no sistema vivo pelo sistema vivo

As pirâmides ecológicas devem ser consultadas juntas para fornecer dados passíveis de uma boa análise,
visto que individualmente apresentam “furos”, por exemplo, nenhuma delas ressalta o papel dos decompositores,
tão fundamental na manutenção do ecossistema.

Produtividade de um ecossistema
A produtividade de um ecossistema indica a sua capacidade de crescimento e de manutenção de espécies. Um
ecossistema florestal apresenta altas taxas de PPB, uma vez que o número de indivíduos vegetais é muito grande,
porém apresenta altas taxas de RC também, já que o número total de espécies é muito grande. Isso quer dizer que
a PPL tende a zero!
Esse valor significa que dificilmente esse ecossistema apresentaria altas taxas de crescimento, uma vez
que praticamente não sobra quase nada “em volume”. Está certo dizer isso, mas não devemos esquecer que esse
ecossistema se sustenta e mantém-se equilibrado.
Um manguezal recebe uma quantidade de matéria orgânica enorme do continente e do oceano. Entenda
isso como se o ecossistema todo estivesse recebendo uma “dose extra” de alimento, o que Ihe confere altas taxas
de PPL. Então o manguezal é um ecossistema com “superavit” de alimento o que Ihe permite ser o local preferido
31
para muitas espécies de peixes e crustáceos se reproduzirem ou crescerem. Devido a este aspecto, os manguezais
são chamados de berçários.

PPL = PPB – RC

Onde: PPB é a produtividade primária bruta, representada pela taxa fotossintética total do ecossistema; R
é a taxa respiratória total dos seres autótrofos e heterótrofos e PPL é a produtividade primária líquida, ou seja é o
saldo entre a produção e o consumo energético do ecossistema. Altos valores de PPL permitem grande crescimento
da comunidade biológica, seja em número ou no tamanho dos indivíduos, enquanto que valores pequenos repre-
sentam apenas capacidade de sustentabilidade, ou seja, autossuficiência do ecossistema.

A produtividade primária de um ecossistema depende, essencialmente, do alto desempenho fotossintético


de seus produtores e, portanto, dos fatores limitantes da fotossíntese, como luminosidade, altitude nos terrestres,
profundidade nos aquáticos, tipo do comprimento de onda luminosa, temperatura, água líquida disponível, dispo-
nibilidade de nutrientes e pluviosidade.
A eficiência na transferência de energia de um nível trófico para outro é fundamental, pois as taxas das
perdas são enormes, o que impede o acúmulo de biomassa e o crescimento das populações. Quanto maiores as
populações, mais numerosas e interligadas as cadeias alimentares de um ecossistema, maior, também, será a sua
produtividade primária.
Desse modo, observa-se na ilustração que as florestas tropicais, os litorais e as áreas úmidas, como pântanos
e manguezais, estão entre os ecossistemas mais produtivos.

32
E.O. Teste I 3. (UERN) O esquema a seguir representa uma:

Coruja Serpente
1. (UECE) Os seres humanos têm um gosto bas-
tante peculiar. Sol, temperatura amena, ar
fresco e bebidas refrescantes podem fazer a Pássaro
alegria de qualquer pessoa, mas seriam de-
sagradáveis e até mortais para outros orga-
nismos. É que, na natureza, muitas espécies Lagarto Aranha
se especializaram em viver em ambientes tão
Inseto Sapo
diferentes do nosso que jamais se contenta-
riam com sombra e água fresca. Para esses
bichos, bons mesmo são lugares escaldantes, Plantas
congelantes, com extremos de pressão, toxi-
nas aos montes, falta de água ou de oxigê-
nio. São os chamados seres extremófilos, os a) teia alimentar, em que a serpente ocupa três
habitantes dos piores lugares do planeta. níveis tróficos.
Super Interessante. Rafael Kenski. Disponível b) cadeia alimentar, em que a coruja se apre-
em: http://super.abril.com.br/mundo- senta como consumidor secundário ao comer
animal/vida extremo- 444248.shtml
o lagarto.
No que concerne aos seres extremófilos, é c) teia alimentar, em que a serpente comporta-
correto afirmar-se que: -se somente como consumidor terciário e
a) termófilos são organismos que vivem em quaternário.
ambientes com temperaturas extremamente d) cadeia alimentar, em que existem dois con-
baixas, como nas fontes hidrotermais oceâ- sumidores primários e quatro consumidores
nicas de origem antártica. secundários.
b) halófilos são seres que sobrevivem em eleva-
das concentrações de sais. 4. (IFSP) No centro da cidade havia alguns ho-
c) barófilos são organismos que vivem a pres- mens trabalhando num parque para deixá-lo
sões muito baixas, como nas fossas submari- mais bonito. Era possível ver algumas borbo-
nas, em grandes profundidades. letas voando entre as árvores, além de outros
d) acidófilos e alcalófilos são os seres vivos que aspectos ecológicos. Em ecologia existem al-
habitam meios muito básicos e muito ácidos, guns conceitos que podem ser contextualiza-
respectivamente. dos com o ambiente desse parque. A figura
representa alguns desses conceitos.
2. (Mackenzie) Um ecossistema pode ser repre-
sentado sob a forma de pirâmides ecológi-
cas de três tipos: de número, de biomassa B
C
e de energia. A esse respeito, são feitas as
seguintes afirmações:
I. Em todas elas, os produtores ocupam a A
sua base.
II. Em um ecossistema equilibrado, a pirâ-
mide de energia sempre apresenta a base
maior do que o topo.
III. A pirâmide de número nunca se apresen
ta na forma invertida.
IV. Os decompositores não são mostrados na
pirâmide, pois não representam parcela Pode-se afirmar que as letras indicadas por
importante no ecossistema. A, B e C correspondem, respectivamente, aos
Assinale se estão corretas, apenas: conceitos:
a) I e II. a) comunidade, população e ecossistema.
b) I e III. b) biosfera, população e hábitat.
c) I e IV. c) população, ecossistema e comunidade.
d) II e III. d) ecossistema, hábitat e comunidade.
e) II e IV. e) hábitat, ecossistema e biosfera.
33
5. (UFRGS) Observe a teia alimentar represen- d) Eventos de biorremediação devem ser espe-
tada no digrama abaixo. rados nessa teia afetando mais intensamen-
te os níveis tróficos mais elevados.
mosquito
e) Os insetos representados ocupam o mesmo
gambá nível trófico por serem ambos predados pelo
homem mesmo organismo.
gavião
pássaro 7. (UFG) Analise o diagrama a seguir.
galinha ovo
águia
inseto cobra

milho rato gato cobra

Com base neste diagrama, assinale a afirma- raposa


ção correta. perdiz
a) O mosquito e o gavião ocupam níveis trófi- camundongo
cos diferentes.
b) O nível trófico dos produtores não está re- coelho
presentado no digrama. insetos
c) O homem e o gambá ocupam o mesmo nível trófico.
d) O pássaro e o gato ocupam o mesmo nicho
ecológico.
Plantas (raízes, folhagens,
e) O gavião e o gambá são equivalentes ecológicos. flores, frutos e sementes)

6. (Uesc) A ilustração representa, simplifica- A teia alimentar representada evidencia as


damente, uma teia alimentar com seus di- relações interespecíficas de uma comunidade
versos componentes bióticos espalhados nos que ocorre em vários ecossistemas. No caso
diferentes níveis tróficos. da retirada dos consumidores secundários,
espera-se inicialmente que a população de:
a) consumidores primários diminua.
b) consumidores terciários aumente.
c) produtores diminua.
d) consumidores quaternários aumente.
e) decompositores diminua.

8. (Ufrgs) Analise o quadro abaixo que apre-


senta os componentes de uma cadeia ali-
mentar aquática e de uma terrestre

Ecossistema
aguapé caramujo peixe garça
aquático
Ecossistema
milho rato cobra gavião
terrestre

Sobre as cadeias alimentares acima citadas,


assinale a afirmativa correta.
a) O caramujo, o peixe, o rato e a cobra formam
o segundo nível trófico.
Com base na interpretação dessa teia e nos b) A garça e a cobra são consumidores terciá-
conhecimentos sobre o fluxo de alimento nos rios.
ecossistemas naturais, é possível afirmar: c) Uma onça-pintada pode ocupar o lugar do
a) Os consumidores primários dessa teia com- rato na cadeia acima.
petem entre si pela obtenção de alimento d) A garça e o gavião ocupam o quarto nível
diretamente dos produtores. trófico.
b) O fluxo de energia flui de forma cumulativa e) Uma planta carnívora pode ocupar o lugar
à medida que se distancia do primeiro nível da cobra.
trófico.
c) Os seres produtores primários são responsá-
9. (PUC-MG) Os conceitos de cadeias alimen-
veis pela manutenção do fluxo de energia da
tares e pirâmides ecológicas foram criados
teia a partir da conversão da luz solar em
matéria orgânica. e descritos pela primeira vez em 1923 por

34
Charles Elton durante suas observações da d) É esperado que os roedores retenham um
constituição e comportamento alimentar de percentual menor da energia adquirida na
toda uma comunidade animal em uma ilha sua alimentação do que as cobras quando a
do Ártico durante o verão. Com as pirâmi-
temperatura ambiente é baixa.
des ele pôde elaborar explicações para o fato
observável de que animais grandes são raros
enquanto animais pequenos, comuns. 10. (UFMS) O diagrama a seguir representa uma
pirâmide de energia. Com relação a essa pi-
NÍVEIS TRÓFICOS
REPRESENTADOS LEGENDA râmide, assinale a alternativa correta.
Energia retida
Águia no sistema vivo
Energia perdida

Cobra
pelo sistema vivo
III
Roedor

Cereal II

Energia captada pelo produtor


I
A figura mostra uma típica pirâmide de
energia com quatro níveis tróficos em um
ecossistema. Com base na figura e em seus
a) O nível I representa os produtores.
conhecimentos sobre o assunto, assinale a
afirmativa INCORRETA. b) No nível II, é encontrado um organismo de
a) Cada organismo na natureza tem seu pró- compositor.
prio balanço energético, que é o resultado c) A pirâmide poderia ter a forma invertida se
entre energia obtida e energia retida na sua
representasse I - uma árvore, II - pulgões e
massa corporal.
b) Espera-se que o desaparecimento do último III - protozoários.
nível trófico, representado pela águia, de- d) A unidade utilizada para representar esse
termine o aumento de todos os níveis trófi- tipo de pirâmide é o número de indivíduos.
cos anteriores.
e) A maior quantidade de energia é encontrada
c) Parte da energia perdida por um consumidor
pode ser decorrente da não-digestão com- no nível trófico II.
pleta dos alimentos ingeridos.

E.O. Teste II
1. (Unesp) O gráfico apresenta a variação do teor de oxigênio da água de um lago ao longo de três dias.

35
Pode-se afirmar que:
a) nesse lago não há peixes, pois caso houvesse, o consumo de oxigênio seria constante e a linha do
gráfico seria uma reta.
b) se, a partir do segundo dia, os dias fossem frios e chuvosos, o pico das curvas estaria abaixo de
12 mg/L.
c) se, a partir do segundo dia, os dias fossem quentes e ensolarados, a linha ascendente se estabilizaria
acima de 12 mg/L e permaneceria como uma reta.
d) os picos máximos do teor de oxigênio acontecem a intervalos de 12 horas, coincidindo com as horas
mais iluminadas do dia.
e) nesse lago, a concentração de micro-organismos anaeróbicos é alta durante a noite e baixa durante o
dia, indicando um processo de eutrofização.

2. (PUC-RJ) Um organismo capaz de realizar a fixação de carbono inorgânico em orgânico é classifi-


cado como:
a) autotrófico.
b) fototrófico.
c) oligotrófico.
d) heterotrófico.
e) organotrófico.

3. (PUC-RJ) O estudo da comunidade biótica do ecossistema marinho de uma faixa litorânea revelou
o esquema montado a seguir.

Quais indivíduos ocupam o mesmo nivel trófico nesta teia alimentar.


a) Algas marinhas, fungos e bactérias.
b) Peixes, crustáceos e moluscos.
c) Golfinhos, moluscos e gaivotas.
d) Peixes, golfinhos e gaivotas.
e) Algas marinhas, crustáceos e moluscos.

4. (Enem) Suponha que o chefe do departamento de administração de uma empresa tenha feito um
discurso defendendo a ideia de que os funcionários deveriam cuidar do meio ambiente no espaço
da empresa. Um dos funcionários levantou-se e comentou que o conceito de meio ambiente não
era claro o suficiente para se falar sobre esse assunto naquele lugar.
Considerando que o chefe do departamento de administração entende que a empresa é parte do
meio ambiente, a definição que mais se aproxima dessa concepção é:
a) Região que inclui somente cachoeiras, mananciais e florestas.
b) Apenas locais onde é possível o contato direto com a natureza.
c) Locais que servem como áreas de proteção onde fatores bióticos são preservados.
d) Apenas os grandes biomas, por exemplo, Mata Atlântica, Mata Amazônica, Cerrado e Caatinga.
e) Qualquer local em que haja relação entre fatores bióticos e abióticos, seja ele natural ou urbano.

5. (Unesp) A Verdadeira Solidão.


[...] A grande novidade é que há pouco tempo foi descoberto um ser vivo que vive absolutamente
sozinho em seu ecossistema. Nenhum outro ser vivo é capaz de sobreviver onde ele vive. É o pri-
meiro ecossistema conhecido constituído por uma única espécie.
(Fernando Reinach. O Estado de S.Paulo, 20.11.2008.)

O autor se refere à bactéria Desulforudis audaxviator, descoberta em amostras de água obtida 2,8
km abaixo do solo, na África do Sul. Considerando-se as informações do texto e os conceitos de
ecologia, pode-se afirmar corretamente que:

36
a) não se trata de um ecossistema, uma vez 8. (FGV) As figuras apresentam pirâmides ecoló-
que não se caracteriza pela transferência de gicas que expressam, graficamente, a estrutu-
matéria e energia entre os elementos abióti- ra dos níveis tróficos de uma cadeia alimentar
cos e os elementos bióticos do meio. em termos de energia, biomassa ou número de
b) o elemento biótico do meio está bem carac- indivíduos. A base das pirâmides representa
terizado em seus três componentes: produ- os produtores, no primeiro nível trófico.
tores, consumidores e decompositores.
c) os organismos ali encontrados ocupam um
único ecossistema, mas não um único hábi-
tat ou um único nicho ecológico.
d) trata-se de um típico exemplo de sucessão
ecológica primária, com o estabelecimento figura 1 figura 2 figura 3 figura 4
de uma comunidade clímax.
e) os elementos bióticos ali encontrados com- Das quatro figuras apresentadas, pode-se di-
põem uma população ecológica, mas não se zer corretamente que:
pode dizer que compõem uma comunidade.
a) as figuras 1 e 4 podem representar pirâmides
de energia.
6. (UFSJ) Quanto aos níveis de organização
b) a figura 1 é a única que pode representar
biológica, assinale a alternativa CORRETA.
a) Em um lago, peixes carnívoros se alimentam uma pirâmide de biomassa.
de filhotes de outros peixes carnívoros, que c) a figura 2 pode representar uma pirâmide de
comem pequenos microcrustáceos aquáti- biomassa na cadeia alimentar fitoplâncton
cos, que dependem de microalgas produto- → zooplâncton.
ras de alimento. O lago citado constitui um d) a figura 3 é característica de uma pirâmide
ecossistema e os seres vivos citados, os com-
ponentes de sua população. de números na situação em que o produtor
b) Peixes de diferentes espécies de um aquário é de grande porte, como na cadeia alimentar
constituem a população do aquário. árvores → macacos → piolhos.
c) Uma lagoa poluída, contendo apenas ver- e) a figura 4 pode representar uma pirâmide de
mes comedores de detritos e bactérias de- energia na cadeia alimentar capim → ratos
compositoras, não pode ser considerada um
→ cobras.
ecossistema.
d) Um rio, pertencente à bacia do Rio Grande,
em Minas Gerais, é um ecossistema. 9. (UEG) O esquema a seguir ilustra os diferen-
tes níveis de organização biológica:
7. (PUC-RS)

Onça pintada

Graxaim

Gavião-real
Coruja

Tendo em vista os diferentes níveis de or-


Lebre Pássaro ganização biológica, considere as seguintes
proposições:
Vegetação I. Nos ecossistemas, encontram-se três ti-
pos de organismos: produtores, consu-
midores e decompositores. O lobo guará
Qual das possibilidades apresentadas a se- exemplifica um decompositor, pois é um
guir possui um efeito mais provável na pro- dos principais consumidores de carniça
moção do aumento na população de graxains: no Cerrado.
a) a redução da população de corujas. II. A organela apresentada no esquema é a
b) o aumento da população de gaviões. mitocôndria, onde ocorre a respiração.
c) o aumento da população de onças. Uma importante etapa desse processo é a
d) a redução da vegetação. glicólise, fase em que a glicose é conver-
e) a redução da população de pássaros. tida em ácido pirúvico.
37
III. Os ossos do lobo guará e de outros ani- Considerando-se essas informações, é COR
mais estão sujeitos a contínuas altera- RETO afirmar que as curvas I, II e III repre-
ções bioquímicas e estruturais. Entre os sentam, respectivamente, populações de:
fatores que interferem nessas alterações a) capim, gafanhotos e sapos.
estão a nutrição e a ação hormonal. b) capim, sapos e gafanhotos.
Marque a alternativa CORRETA: c) sapos, capim e gafanhotos.
a) Apenas a proposição I é verdadeira. d) sapos, gafanhotos e capim.
b) Apenas a proposição II é verdadeira.
c) Apenas a proposição III é verdadeira. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
d) Apenas as proposições II e III são verdadeiras. Uma preá que vivia na beira de um charco,
e) As proposições I, II e III são verdadeiras. alimentando-se de capim, foi capturada por
uma cobra que, mais tarde, foi apanhada por
10. (UEG) Pesquisadores brasileiros registraram um gavião. Mas a história poderia ser ou-
em Bonito (MS) uma interessante rede ali- tra, e o gavião poderia ter caçado um rato ou
mentar que envolve plantas terrestres, ma- outra ave. Por sua vez, a cobra poderia ter
cacos, peixes, insetos e serpentes, como ilus- capturado um passarinho que havia comido
trado no esquema a seguir: um inseto

2. (Cesgranrio 1990) Com os elementos preá,


capim, cobra e, agora, acrescentando, fungos
e bactérias do solo, observe com atenção o
diagrama a seguir. Não descuidando da di-
reção das setas e a sequência numérica, in-
dique a alternativa correta na sucessão de
eventos.

Sobre os componentes dessa cadeia, suas


funções e as relações entre cada um deles, é
INCORRETO afirmar:
a) O dourado e o piraputanga apresentam o
mesmo nicho.
b) O macaco-prego pode ser considerado um
dispersor dos frutos.
c) A pesca do dourado pode implicar em altera
ções na população do piraputanga.
d) A fonte de energia primária dessa cadeia a) I - Produtor, II - decompositor, III - consu-
vem dos frutos consumidos por macacos e midor primário, IV - consumidor secundário.
peixes. b) I - Produtor, II - consumidor secundário, III
- decompositor, IV - consumidor primário.
c) I - Produtor, II - consumidor primário, III -
E.O. Teste III consumidor secundário, IV - decompositor.
d) I - Decompositor, II - consumidor primário,
1. (UFMG) Analise este gráfico, em que estão III - consumidor secundário, IV - produtor.
representados dados obtidos em um estudo e) I - Decompositor, II - produtor, III - consu-
sobre a cadeia alimentar presente em deter- midor primário, IV - consumidor secundário.
minada área:
3. (Fuvest) As bactérias diferem quanto à fonte
primária de energia para seus processos me-
tabólicos. Por exemplo:
I. ‘Chlorobium sp’. utiliza energia luminosa.
II. ‘Beggiatoa sp’. utiliza energia gerada pela
oxidação de compostos inorgânicos.
III. ‘Mycobacterium sp’. utiliza energia gerada
pela degradação de compostos orgânicos
componentes do organismo hospedeiro.
Com base nessas informações, indique a al-
ternativa que relaciona corretamente essas
bactérias com seu papel nas cadeias alimen-
tares de que participam.
38
Chiorobium Beggiatoa Mycobacterium quantidade que expressam.
sp sp sp Considere uma pirâmide com a seguinte estrutura:
a) consumidor produtor consumidor
b) consumidor decompositor consumidor 3
c) produtor consumidor decompositor
d) produtor decompositor consumidor
2
e) produtor produtor consumidor

4. (UFMG) Observe esta figura, em que estão 1


representados alguns seres vivos presentes
no solo de uma mata, com a medida dos res- a) Que tipo de pirâmide, entre os três tipos ci-
pectivos tamanhos: tados no texto, não poderia ser representada
por essa estrutura? Por quê?
Bactérias
b) Dê um exemplo de uma pirâmide que pode ser
representada pela estrutura indicada. Substitua
1, 2 e 3 por dados quantitativos e qualitativos
Fungos que justifiquem essa estrutura de pirâmide.

2. (Fuvest) Em artigo publicado na revista “Na-


Protozoários
ture” (27/9/2007), os cientistas James Lo-
velock e Chris Rapley propõem, como ação
Animais
contra o aquecimento global, a instalação de
tubos nos oceanos a fim de bombear, para a
superfície, a água que está entre 100 e 200
metros de profundidade. A água bombeada,
Considerando-se os seres vivos representa-
rica em nutrientes, funcionaria como “ferti-
dos nessa figura e outros conhecimentos so-
lizante” na superfície oceânica.
bre o assunto, é INCORRETO afirmar que:
a) De que maneira essa medida poderia colabo-
a) os animais que apresentam tamanho maior
rar para a redução do aquecimento global?
favorecem a permeabilidade dos solos férteis.
b) Espera-se também que a produtividade da
b) os fungos e as bactérias são responsáveis
pesca aumente nos locais em que a água do
pela degradação da matéria orgânica no solo.
fundo for bombeada para a superfície. Como
c) os organismos menores se caracterizam por
esse procedimento poderia provocar o au-
alto metabolismo e eficiência na reciclagem
mento na quantidade de peixes?
de materiais.
d) os protozoários representados constituem o
primeiro nível da pirâmide alimentar. 3. (UFSCAR) A relação dos cães com a humani-
dade teve início há milhares de anos. Consi-
dera-se que os cães são possivelmente ver-
5. (UFMG) Comportamentos que favorecem a
sões modificadas do lobo cinzento. Há cerca
dispersão também promovem, geralmente, a
de 12.000 anos, os lobos passaram a utilizar
especiação.
os restos da alimentação humana, ao invés
É CORRETO afirmar que, entre os comporta-
de caçar seu próprio alimento. Gradualmen-
mentos que costumam favorecer a especia-
te, passaram a viver junto com os humanos.
ção, se inclui:
Ao longo do tempo, mudanças genéticas
a) a ocupação de novos nichos.
acompanharam a domesticação do lobo. Hoje,
b) a territorialidade.
existem diversas raças de cães que podem,
c) o cuidado com a prole.
d) o sedentarismo. potencialmente, intercruzar e produzir des-
cendentes férteis. São, então, pertencentes à
mesma espécie biológica, ‘Canis familiaris’.
E.O. Dissertativo a) Com base no texto, caracterize o conceito
biológico de espécie.
b) O lobo cinzento é um organismo com repro-
1. (Unifesp) As pirâmides ecológicas são utili- dução sexuada. De que modo esse tipo de re-
zadas para representar os diferentes níveis produção contribuiu para as mudanças gené-
tróficos de um ecossistema e podem ser de ticas que acompanharam a sua domesticação?
três tipos: número de indivíduos, biomassa
ou energia. Elas são lidas de baixo para cima
e o tamanho dos retângulos é proporcional à

39
4. (UFU) As Teias Alimentares representam a torno. Posteriormente, foi desenvolvido nes-
complexa rede de transferência de matéria e sa área um estudo com duas espécies de roe-
energia em um ecossistema. dores, a fim de avaliar a capacidade de des-
locamento dessas espécies de um fragmento
de mata para outro, cruzando a pastagem.
Para isso, 100 indivíduos de cada espécie fo-
ram coletados, marcados individualmente e
liberados no mesmo fragmento em que fo-
ram capturados. Por vários dias esses indiví-
duos foram recapturados e o local de recap-
tura anotado para cada um.
A figura apresenta o número de vezes em
que cada indivíduo marcado em um frag-
mento de mata foi recapturado em outro
fragmento qualquer.

Número de vezes em que um animal


marcado em um fragmento foi
recapturado em outro
Sobre a Teia Alimentar representada na figu-
ra, responda as seguintes questões.
a) Quantas Cadeias Alimentares estão representa-
das? Selecione uma cadeia alimentar que apre-
senta quatro níveis tróficos e a esquematize.
b) Um mesmo organismo pode ocupar diferen- Espécie A Espécie B
tes níveis tróficos? Justifique sua resposta.
c) Qual o componente biótico que necessaria-
mente deve estar presente em um ecossiste- Em cada um dos fragmentos de mata, qual
ma e, no entanto, não foi representado na espécie, A ou B, manteria, ao longo das gera-
Teia Alimentar ilustrada acima? Qual o papel ções, um maior nível de variabilidade gené-
desse componente biótico no ecossistema? tica? Justifique sua resposta.

5. (Fuvest) A ilustração mostra a produtividade 7. (UFJF) As figuras a seguir mostram relações


líquida de um ecossistema, isto é, o total de tróficas em duas comunidades (A e B). Uti-
energia expressa em quilocalorias por metro lize as figuras para responder aos itens que
quadrado/ano, após a respiração celular de se seguem:
seus componentes.
Consumidores terciários
(6 kcal/m2/ano)
Consumidores secundários
(67 kcal/m2/ano)
Consumidores primários
(1478 kcal/m2/ano)
Produtores (8833 kcal/m2/ano)

LUZ
SOLAR

a) Considerando que, na fotossíntese, a energia A B


não é produzida, mas transformada, é corre- a) A comunidade A corresponde a uma rede
to manter o nome de “produtores” para os trófica e a comunidade B corresponde a uma
organismos que estão na base da pirâmide? cadeia trófica. Explique essa afirmativa.
Justifique. b) Qual das duas comunidades continuará fun-
b) De que nível(eis) da pirâmide os decomposi- cionando após a perda de uma população de
tores obtêm energia? Justifique. organismos consumidores? Justifique sua
resposta.
6. (Unesp) Uma determinada área foi quase c) No caso da comunidade A ser contaminada
que totalmente desmatada para a formação por um metal pesado, qual animal irá apre-
de pasto, restando três fragmentos de mata, sentar maior concentração desse poluente?
isolados um do outro pela pastagem em Justifique sua resposta.

40
8. (UFMG) Um pesquisador soltou seis gavi- Espécie Alimento Preferido
ões numa região em que havia pombos em de Peixe
bandos. Os bandos eram constituídos por Espécie 3 Caramujos
diferentes números de indivíduos. Esse
Espécie 4 Algas pluricelulares e plantas aquáticas
pesquisador anotou o número de ataques
desses gaviões sobre os diferentes bandos Espécie 5 Detritos vegetais e animais
de pombos e a porcentagem de ataques bem
sucedidos. Os resultados estão expressos a) Considerando o alimento preferido do peixe,
neste gráfico: onde um pescador deverá colocar o seu an-
zol se ele quiser pescar espécies de peixe do
% de ataques bem-sucedidos

tipo 2 e 4? Justifique.
80
b) Considerando o alimento preferido e o local
de alimentação das cinco espécies de peixe
60
apresentadas na tabela, poderíamos afirmar
que essas espécies competem entre si? Jus-
40
tifique sua resposta.
20 c) A espécie de peixe 1 obtém alimento através da
filtração. Como podem ser classificadas as espé-
cies 3 e 4 quanto ao modo de obter alimento?
1-5 5-10 11-50 75-100
Número de pombos no bando

a) Com base nos dados apresentados neste grá- E.O. Enem


fico, ELABORE uma hipótese plausível que
o pesquisador se propôs a testar antes de 1. A figura representa um dos modelos de um siste-
montar esse tipo de experimento. ma de interações entre seres vivos. Ela apresenta
b) Com base nos dados apresentados neste grá- duas propriedades, P1e P2, que interagem em I,
fico, DESCREVA a conclusão a que chegou o para afetar uma terceira propriedade, P3, quando
pesquisador após o experimento. o sistema é alimentado por uma fonte de ener-
c) Os resultados desse experimento podem gia, E. Essa figura pode simular um sistema de
explicar o comportamento social dos an- campo em que P1representa as plantas verdes; P2
cestrais do homem. EXPLIQUE um benefício um animal herbívoro e P3, um animal onívoro.
decorrente desse comportamento para a es-
pécie humana.
F1
9. (UFRJ) A biomassa pode ser definida como E P1
F3
“a quantidade de matéria presente nos seres F2 F5 F6
vivos de todos os tipos”. I P3
A figura a seguir mostra a distribuição da P2 F4
biomassa marinha em função da profundi-
dade.
Biomassa E: função motriz
P: propriedades
F: fluxos
I: interações
1000 m
ODUM, E. P. Ecologia, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,.

2000 m A função interativa I representa a proporção de:


a) herbivoria entre P1 e P2.
b) polinização entre P1 e P2.
3000 m c) P3 utilizada na alimentação de P1 e P2.
Explique por que ocorre a variação da bio- d) P1 ou P2 utilizada na alimentação de P3.
massa em função da profundidade. e) energia de P1 e de P2 que saem do sistema.

10. (Unicamp) Em um lago estável de profundi- 2. Não é de hoje que o homem cria, artificial-
dade média de 30 metros vivem 5 espécies mente, variedades de peixes por meio da
de peixes cujo alimento preferido está rela- hibridação. Esta é uma técnica muito usada
cionado na tabela a seguir. pelos cientistas e pelos piscicultores porque
Espécie Alimento Preferido os híbridos resultantes, em geral, apresen-
de Peixe tam maior valor comercial do que a média de
Espécie 1 Fitoplâncton ambas as espécies parentais, além de reduzir
a sobrepesca no ambiente natural.
Espécie 2 Vermes, especialmente oligoquetas
Terra da Gente, ano 4, n.º 47, mar, 2008 (adaptado).

41
Sem controle, esses animais podem invadir cada um deles, incluindo o pH nos ambien-
rios e lagos naturais, se reproduzir e: tes. O gráfico I representa os valores de pH
a) originar uma nova espécie poliploide. dos 5 ambientes. Utilizando o gráfico II,
b) substituir geneticamente a espécie natural. que representa a distribuição estatística de
c) ocupar o primeiro nível trófico no hábitat espécies em diferentes faixas de pH, pode-
aquático. -se esperar um maior número de espécies
d) impedir a interação biológica entre as espé- no ambiente:
cies parentais.
e) produzir descendentes com o código genéti- Gráfico I 10
8
co modificado. 6

pH
4
3. O lixo orgânico de casa – constituído de res- 2
0
tos de verduras, frutas, legumes, cascas de A B C D E
Ambientes
ovo, aparas de grama, entre outros –, se for Gráfico II 40
depositado nos lixões, pode contribuir para

de espécies
30

Número
o aparecimento de animais e de odores inde- 20
sejáveis. 10
Entretanto, sua reciclagem gera um excelen- 0
3 4 5 6 7 8 9 10 11
te adubo orgânico, que pode ser usado no pH ótimo de sobrevida
cultivo de hortaliças, frutíferas e plantas or-
namentais. A produção do adubo ou compos- a) A.
to orgânico se dá por meio da compostagem, b) B.
c) C.
um processo simples que requer alguns cui-
d) D.
dados especiais. O material que é acumulado
e) E.
diariamente em recipientes próprios deve
ser revirado com auxílio de ferramentas
5. Um agricultor, que possui uma plantação de
adequadas, semanalmente, de forma a ho-
milho e uma criação de galinhas, passou a
mogeneizá-lo. É preciso também umedecê-lo ter sérios problemas com os cachorros-do-
periodicamente. O material de restos de ca- -mato que atacavam sua criação. O agricul-
pina pode ser intercalado entre uma camada tor, ajudado pelos vizinhos, exterminou os
e outra de lixo da cozinha. Por meio desse cachorros-do-mato da região. Passado pouco
método, o adubo orgânico estará pronto em tempo, houve um grande aumento no nú-
aproximadamente dois a três meses. mero de pássaros e roedores que passaram a
Como usar o lixo orgânico em casa? Ciência
Hoje, v. 42, jun. 2008 (adaptado).
atacar as lavouras. Nova campanha de exter-
mínio e, logo depois da destruição dos pás-
Suponha que uma pessoa, desejosa de fazer saros e roedores, uma grande praga de gafa-
seu próprio adubo orgânico, tenha seguido nhotos, destruiu totalmente a plantação de
o procedimento descrito no texto, exceto no milho e as galinhas ficaram sem alimento.
que se refere ao umedecimento periódico do Analisando o caso anterior, podemos perce-
composto. Nessa situação: ber que houve desequilíbrio na teia alimen-
a) o processo de compostagem iria produzir in-
tar representada por:
tenso mau cheiro.
a)
b) o adubo formado seria pobre em matéria or-
gânica que não foi transformada em com-
posto. b)
c) a falta de água no composto vai impedir que
microrganismos decomponham a matéria or-
gânica.
d) a falta de água no composto iria elevar a c)
temperatura da mistura, o que resultaria na
perda de nutrientes essenciais.
e) apenas microrganismos que independem de d)
oxigênio poderiam agir sobre a matéria or-
gânica e transformá-la em adubo.

4. Um estudo caracterizou 5 ambientes aquá- e)
ticos, nomeados de A a E, em uma região,

medindo parâmetros físico-químicos de
42
Gabarito dos gametas, além da propagação de mu-
tações, e todos esses fatores juntos po-
dem ter auxiliado no processo de domes-
ticação do lobo cinzento.
E.O. Teste I 4.
a) São representadas 9 cadeias alimentares.
1. B 2. A 3. A 4. C 5. C Entre elas, podem ser citadas: 1) Plantas
6. C 7. C 8. D 9. B 10. A → Camundongos → Cobra → Gavião.
b) Sim, um mesmo organismo pode ocupar
diferentes níveis tróficos, e isso varia de
acordo com a cadeia alimentar e dos ali-
E.O. Teste II mentos ingeridos, por exemplo, uma co-
1. B 2. A 3. C 4. E 5. E bra pode ser o consumidor secundário ou
terciário.
6. D 7. A 8. C 9. D 10. A c) No esquema não estão representados os
decompositores, essenciais nos ecossis-
temas. Os decompositores, representados
E.O. Teste III pelos fungos e bactérias, são responsáveis
pela ciclagem de matéria.
1. D 2. E 3. E 4. D 5. A 5.
a) Embora o processo de fotossíntese seja
para a obtenção energética, o que ocorre
E.O. Dissertativo é a transformação da energia luminosa
1. em química, sendo o termo “produtor”
a) Entre as pirâmides citadas no texto, a es- referente a capacidade de produção de
trutura não poderia representar a pirâ- alimentos.
mide de energia, pois em todas as cadeias b) O grupo dos decompositores, fungos e
alimentares, a energia é reduzida de um bactérias, obtêm seu alimento de todos
nível trófico para o outro, a partir dos os níveis tróficos da pirâmide, pois po-
produtores. dem aproveitar a energia dos produto-
b) A figura pode representar a pirâmide de res, parasitar ou viver em associação com
biomassa, mostrando, por exemplo, um consumidores primários e secundários,
ecossistema aquático, em que a biomassa além de obter nutrientes através da de-
do fitoplâncton (1- produtores) é menor composição e ciclagem de matéria.
que a biomassa dos consumidores primá- 6. De acordo com o gráfico, a espécie A poderia
rios (2 – zooplâncton) , que é maior que a manter a variabilidade genética ao longo das
biomassa dos consumidores secundários gerações, pois ela foi encontrada com mais
(3- peixes). frequência em diferentes fragmentos, au-
2. mentando o fluxo gênico.
a) O bombeamento da água rica em nutrien- 7.
tes favoreceria o aumento do fitoplânc- a) A figura A representa uma rede trófica,
ton, e consequentemente aumentaria o caracterizada por consumidores cuja ali-
mentação é variada, e que podem ocupar
sequestro de gás carbônico através da fo-
mais de um nível trófico. Enquanto a ca-
tossíntese, amenizando os efeitos do CO2 deia trófica, representada na figura B,
no aquecimento global. mostra que os consumidores ocupam so-
b) O aumento dos produtores (fitoplâncton) mente um nível trófico, tendo, portanto,
beneficia toda a cadeia alimentar: au- uma alimentação mais restrita.
mento da produção de oxigênio, aumento b) Após a perda de uma população, a comu-
na quantidade de alimento disponível, nidade A continuará funcionando, pois
propiciando o crescimento e reprodução nela há consumidores que ocupam mais
dos peixes. de um nível trófico, dessa forma, mesmo
que um consumidor seja eliminado, outro
3. poderá ‘realizar sua função’.
a) Espécies são compostas por indivíduos c) Em caso de contaminação por metal pesa-
com a capacidade de se reproduzirem se- do, nessa rede trófica, o animal que apre-
xuadamente, produzindo descendentes sentar a maior concentração do poluente
férteis. será a ave, pois o metal pesado tem carac-
b) No processo de reprodução sexuada a terística cumulativa, passando a aumen-
variabilidade genética é garantida pela tar ao longo dos níveis tróficos, estando
segregação independente, permutação presente em maior quantidade no último
durante a meiose, e o encontro aleatório nível trófico.
43
8.
a) De acordo com os dados do gráfico, pode-se imaginar que bandos protegidos são aqueles com
um número maior de indivíduos. b) De acordo com os dados, pode-se inferir que bandos mais
numerosos dificultam o ataque, estando os grupos com menos integrantes mais suscetíveis aos
ataques dos gaviões.
c) Indivíduos com interesses comuns tendem a se associar, conseguindo melhores resultados e
atingindo seus objetivos com maior facilidade. Os ancestrais caçavam e se protegiam de ataques
em bandos, isto pode ocorrer em diversos segmentos, como por exemplo, em partidos políticos,
ONGs, grupos religiosos, entre outros.
9. A biomassa varia de acordo com a profundidade pois, quanto mais profundo, menor a intensidade
luminosa, reduzindo a taxa de fotossíntese, o que implica em menos organismos produtores, me-
nos alimento disponível, menos produção de oxigênio e consequentemente menos consumidores,
justificando a diminuição da biomassa quanto maior a profundidade.
10.
a) O pescador deve lançar o anzol na região mais profunda para pescar espécies do tipo 2 e 4, que
se alimentam de vermes, algas e plantas aquáticas do fundo do lago.
b) De acordo com os dados da tabela, as 5 espécies de peixe não competem entre si, pois ocupam
a nichos diferentes, e consequentemente sua alimentação também é diferente.
c) De acordo com a alimentação, a espécie 3 pode ser definida como predadora (carnívora), en-
quanto a espécie 4 pode ser considerada herbívora (consumidor primário).

E.O. Enem
1. D 2. B 3. C 4. D 5. B

44
© Alta Oosthuizen/Shutterstock

Aulas 13 e 14

Relações ecológicas
Simbioses nas comunidades
As simbioses ou interações ecológicas representam estratégias escolhidas pelas espécies e selecionadas ao
longo do tempo, para melhor se adaptarem aos ambientes, diminuindo as taxas de competição, explorando de
maneira mais eficiente os recursos neles presentes.
Os critérios envolvidos para classificar as simbioses são simples: baseiam-se na natureza da relação, ou seja,
se ocorre entre organismos da mesma espécie ou não, e se trazem algum tipo de prejuízo a algum dos envolvidos.
Acham-se divididas em interespecíficas ou heterotípicas, quando dois ou mais organismos de espécies dife-
rentes estão associados e intraespecíficas ou homotípicas, quando dois ou mais organismos da mesma espécie
estão interagindo.
As interações ainda podem ser classificadas em harmônicas, quando nenhum dos organismos envolvidos
sofre algum tipo de prejuízo, e desarmônicas, quando um dos organismos envolvidos sofre algum tipo de prejuízo
ou mesmo a morte.

Relações harmônicas
Nas relações harmônicas não existe desvantagem para nenhuma das espécies consideradas e há benefício para,
pelo menos, uma delas.

Relações harmônicas intraespecíficas ou homotípicas

Colônias

São constituídas por organismos da mesma espécie, que se mantêm,


anatomicamente, unidos entre si. A formação das colônias é determina-
da por um processo reprodutivo assexuado: o brotamento. As colônias
podem ser homomorfas e heteromorfas. As colônias homomorfas são
constituídas por indivíduos iguais, que realizam as mesmas funções, ou
seja, não existe a chamada divisão de trabalho. Como exemplos, citamos
as colônias de espongiários, de protozoários e de cracas (crustáceos). As
colônias heteromorfas são constituídas por indivíduos morfologicamente
diferentes, com funções distintas, caracterizando a chamada divisão de
trabalho fisiológico. Quando formadas por dois tipos de organismos, tais Caravela

colônias são chamadas de dimórficas. Como exemplo, citamos a obelia,


uma colônia de celenterados em que aparecem dois tipos de indivíduos:
gastrozoides, para a nutrição, e gonozoides, para a reprodução. As colô-
nias polimórficas são estruturadas por vários tipos de indivíduos adapta-
dos para funções distintas.
Como exemplo clássico citamos as caravelas, complexas colônias
de celenterados. Uma caravela apresenta um pneumatóforo, vesícula
cheia de gás que funciona como flutuador. Dele partem indivíduos espe-
Coral
cializados para a nutrição (gastrozoides), a reprodução (gonozoides), a
natação (nectozoides) e a defesa (dactilozoides).
47
Sociedade das abelhas
Sociedades

São associações de indivíduos da mesma espécie que


não estão ligados anatomicamente e formam uma
organização social que se expressa através do co-
operativismo. Sociedades altamente desenvolvidas
são encontradas entre os chamados insetos sociais
ou eussociais (exemplo de altruísmo), representados
por cupins, vespas, formigas e abelhas. Para um es-
tudo mais aprofundado destacaremos aquelas evi-
denciadas entre abelhas. Na sociedade das abelhas
distinguem-se três castas: a rainha, o zangão e as operárias. A rainha é a única fêmea fértil da colônia; salienta-se que em
cada colônia existe apenas uma rainha. Os zangões são os machos férteis, enquanto as operárias ou obreiras são fêmeas es-
téreis. As operárias são encarregadas de obter alimento (pólen e néctar) e produzir a cera e o mel. A cera é usada para confec-
cionar as celas hexagonais, onde são postos os ovos; o mel é fabricado por transformação do néctar e constituído por glicose
e frutose. A única atividade dos zangões é a fecundação da rainha; após o voo nupcial, são expulsos e morrem de inanição.

Relações harmônicas interespecíficas ou heterotípicas

Protocooperação

Também conhecida como cooperação, trata-se de uma associação entre duas espécies diferentes, na qual ambas
se beneficiam. Contudo, tal associação não é indispensável à sobrevivência, podendo cada espécie viver isolada-
mente. Como exemplo, citaremos:
§§ o caranguejo-bernardo-eremita e a anêmona. Também conhecido como paguro-eremita, trata-se de
um crustáceo marinho que apresenta o abdômen mole e desprotegido de exoesqueleto. A fim de proteger
o abdômen, o bernardo vive no interior de uma concha vazia de molusco gastrópode. Sobre a concha, lar-
vas de anêmonas providas de tentáculos se fixam e desenvolvem-se. Os tentáculos eliminam substâncias
urticantes. A anêmona é transportada pelo paguro-eremita, o que lhe facilita a captura do alimento. Em
“troca”, a anêmona protege o crustáceo contra a ação de predadores, por meio de seus tentáculos;
§§ o pássaro-palito e o crocodilo. O pássaro-palito penetra na boca dos crocodilos que ficam nas margens
do rio Nilo, nutrindo-se dos restos alimentares e de vermes existentes na boca do réptil. A vantagem é mú-
tua, porque, em “troca” do alimento, o pássaro livra o crocodilo dos parasitas;
§§ o anu e o gado. O anu é uma ave que se alimenta dos carrapatos existentes na pele do gado, capturando-
-os diretamente. Em “troca”, livra o gado dos indesejáveis parasitas.

A relação de benefícios mú-


tuos entre gado e anu.

48
Mutualismo Comensalismo

Trata-se de uma associação com benefícios mútuos. É No comensalismo, uma espécie (comensal) se beneficia,
mais íntima do que a cooperação, sendo necessária à enquanto a outra (hospedeira) não leva vantagem algu-
sobrevivência das espécies, que não podem viver isola- ma. Um caso típico é a rêmora ou peixe-piolho, que
damente. Cada espécie só consegue viver na presença vive como comensal do tubarão. No alto da cabeça, a
da outra. Dentre os exemplos, destacaremos: rêmora apresenta uma ventosa, por meio da qual se fixa
§§ Chamamos de bacteriorriza a associação entre no tubarão. O efeito disso sobre o tubarão é nulo, mas a
as bactérias do gênero Rhizobium e as raízes de rêmora se beneficia, por que engole as sobras alimentares
do tubarão, além de deslocar-se sem gasto de energia.
leguminosas. No ciclo do nitrogênio, a bactéria
produz compostos nitrogenados aproveitados pela
Inquilinismo
planta e recebe dela matéria orgânica produzida
pela fotossíntese. Nas microrrizas, tem-se uma as- É a associação em que uma espécie (inquilino) procura
sociação entre fungos e raízes de árvores florestais. abrigo ou suporte no corpo de outra espécie (hospedei-
O fungo, que é um decompositor, fornece ao ve- ro), sem prejudicá-la. Trata-se de uma associação seme-
getal nitrogênio e outros nutrientes minerais; em lhante ao comensalismo, não envolvendo alimento, mas
“troca”, recebe matéria orgânica fotossintetizada. sim um local. Citaremos dois exemplos:
§§ Há mutualismo entre os cupins ou térmitas §§ o peixe-agulha e a holotúria. O peixe-agulha
e certos protozoários, uma vez que ingerem apresenta um corpo fino e alongado e se prote-
madeira, mas não conseguem digerir a celulose, ge contra a ação de predadores, abrigando-se
pois não possuem a celulase, enzima que cata- no interior das holotúrias (pepinos-do-mar), sem
liza a sua degradação. No tubo digestório do prejudicá-las.
cupim, existem protozoários flagelados capazes §§ epifitismo é representado pelas epífitas, que
de realizar tal digestão. são plantas que crescem sobre os troncos de
plantas maiores, sem parasitá-las. São exem-
§§ É comum encontrarmos os liquens firmemente
plos as orquídeas e as bromélias, que, vivendo so-
aderidos às rochas ou às cascas de árvores, for-
bre árvores, obtêm maior suprimento de luz solar.
mando uma crosta verde-acinzentada. O líquen
é uma associação entre alga e fungo. A alga é
um produtor e sintetiza o alimento que é utili-
zado pelo fungo, organismo heterótrofo consu-
midor. Em “troca”, o fungo envolve e protege a
alga contra a desidratação. Separados, tais orga-
nismos não sobrevivem.

As epífitas se dispõem sobre árvores para captar mais luz solar.

Relações desarmônicas
Relações desarmônicas
intraespecíficas ou homotípicas

São as que ocorrem entre indivíduos da mesma espécie, como


Liquens sobre tronco de árvore.
é o caso da competição intraespecífica e do canibalismo.
49
Competição intraespecífica
Chthamalus Maré
Balanus alta

É a relação que se estabelece entre os indivíduos da


mesma espécie, quando concorrem pelos mesmos fato-
Nichos
res ambientais, principalmente espaço e alimento. Cos- realizados
Nichos
tuma instalar-se em função de aumento da densidade básicos

populacional ou da seleção natural, atuando sobre a va- Oceano


Maré
riabilidade intraespecífica de certa população. Exemplo baixa

de competição intraespecífica: territorialidade. Distribuição de cracas pelo costão rochoso.

Canibalismo Amensalismo

Amensalismo é um tipo de associação na qual uma


espécie, chamada amensal, é inibida no crescimento
ou na reprodução por substâncias secretadas por ou-
tra espécie, denominada inibidora. A relação pode ser
exemplificada pelos flagelados Gonyaulax, causadores
das marés vermelhas. Em tal caso, os flagelados elimi-
nam toxinas que provocam a morte da fauna marinha.
Outro caso é representado pelos fungos que produzem
As fêmeas de louva-a-deus podem consumir a cabeça do macho após antibióticos, impedindo o desenvolvimento de bactérias
a cópula.
em seu entorno.
Canibal é o indivíduo que mata e come outro da mesma
espécie. O canibalismo pode ocorrer para favorecer adultos Predatismo
em detrimento de filhotes, quando há falta de alimento.
Predador é o indivíduo que ataca e devora outro, cha-
Relações desarmônicas mado presa, pertencente a uma espécie diferente. Os
interespecíficas ou heterotípicas predadores são, geralmente, maiores e menos nume-
rosos que suas presas, sendo exemplificados pelos
Acontecem entre indivíduos de espécies diferentes e animais carnívoros. Tanto os predadores quanto as
compreendem: competição interespecífica, predatismo, presas apresentam adaptações para ataque e defesa.
amensalismo e parasitismo.
Daremos especial destaque para a adaptação designa-
da camuflagem. Através da camuflagem os animais,
Competição interespecífica pela cor ou forma, assemelham-se ao meio ambiente,
com o qual se confundem. Tanto as presas como os pre-
A competição entre espécies diferentes se estabelece
dadores procuram esconder-se: os primeiros a fim de
quando tais espécies possuem o mesmo habitat e o
não serem per seguidos; os segundos para não serem
mesmo nicho ecológico. É o caso de cobras, corujas e
gaviões, que vivem na mesma região e atacam peque- descobertos. Assim, numerosos insetos que habitam a
nos roedores. vegetação possuem cor verde. Um interessantíssimo
A figura, a seguir, mostra um exemplo de competi- exemplo de camuflagem é dado pelo camaleão, um
ção intraespecífica entre duas espécies de cracas, um crus- réptil provido de cromatóforos, células pigmentadas
táceo. Observa-se, que disputam espaço no costão rochoso que permitem uma variação na coloração do corpo. As-
e que a sua distribuição dependerá do quanto estão adap- sim, tal animal é capaz de mudar sua cor em conformi-
tadas à exposição, ou seja, a emersão. O ritmo das ondas e dade com o ambiente em que é colocado. Tal fenômeno
da maré é o fator abiótico preponderante neste caso. é designado homocromia.
50
160 Linces

Número de organismos (em milhares)


140

120
Lebres
100

80

60

40

20

0 Anos
1845 1855 1865 1875 1885 1895 1905 1915 1925 1935

Note que, na relação presa–predador, a variação da quantidade nos dois grupos está relacionada: quanto menor o número de predadores, a quantidade
de presas aumenta; e vice-versa. Observação: camuflagem animal–meio e mimetismo animal–animal.

De modo geral, as populações das presas são maiores e seus tamanhos corporais menores, quando compa-
rados com as populações dos predadores, que são numericamente menores e com tamanhos corpóreos maiores. O
ciclo de vida dos predadores é maior que o das presas, assim como as ninhadas e o tempo de gestação dos filhotes.
As presas apresentam mais ciclos reprodutivos ao longo da vida.

Parasitismo

Nesse caso, uma das espécies, chamada parasita, vive na superfície ou interior de outra, designada hospedeiro.
O parasita alimenta-se a partir do hospedeiro, podendo até matá-lo. Os exemplos são numerosos e estudados
na Zoologia.

Esclavagismo ou sinfilia

Relação ecológica entre indivíduos que se beneficiam da exploração das atividades, do trabalho ou dos produtos
de outros organismos.
§§ Formigas e pulgões ou afídeos são insetos sugadores de seiva
dos vasos liberianos das plantas. Rica em açúcar, a seiva contém
poucas quantidades de aminoácidos. Para formar suas próprias pro-
teínas, os pulgões precisam de grandes quantidades dessas seiva,
cujo excesso é secretado. As formigas, por sua vez, lambem o açúcar
eliminado pelos pulgões que limpos, são mantidos cativos dentro do
formigueiro. Trata-se de uma associação considerada desarmônica.
§§ Chupim e outros pássaros – ave que se aproveita do ninho de
Formigas e pulgões, repre-
outras para pôr os próprios ovos. Espécies como o tico-tico preser- sentantes do esclavagismo.
vam os ovos do chupim até que venham à eclosão.
51
Resumo das relações ecológicas
simbioses harmônicas interespecíficas
mutualismo (+ / +) vínculo obrigatório liquens, micorriza, rhizóbio
cooperação (+ / +) sem vínculo obrigatório paguru e anêmona; ruminantes e aves
comensalismo (+ / 0) indiferença epífitas; tubarão e rêmora
simbioses harmônicas intraespecíficas
sociedade divisão de trabalho insetos sociais: abelha, cupins
colônia vínculo físico água-viva, corais, bactérias

simbioses desarmônicas interespecíficas


predatismo (+ / –) com morte onça e capivara
parasitismo (+ / –) com exploração sem morte pulga, tênia, esquistossomo...
competição (– / –) sobreposição de nichos introdução de espécies
esclavagismo (+ / –) exploração trabalho pulgões e formigas
simbioses desarmônicas intraespecíficas
canibalismo sobrevivência do adulto jacaré e algumas aves
competição variabilidade genética seleção natural

A - (Leão/Zebra) Predatismo B - (Hiena/Leão) Competição C - (Izabel/Aves) Saprovorismo A - Protocooperação B - Predatismo C - Camuflagem D/E - Mutualismo

Exemplos de relações ecológicas

52
E.O. Teste I
1. (IFSP) O gráfico abaixo representa o crescimento de duas populações de animais encontrados em
um mesmo ecossistema brasileiro, sem que ocorra a interferência humana. Analise-o e assinale a
alternativa correta:

número de indivíduos
80
70
60 gambás
50
40
30 galinhas
20
10

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
tempo (meses)

(http://dc95.4shared.com/doc/XhUEA1tt/preview.html. Acesso em 27.11.2013)

a) há uma relação de competição entre gambás e galinhas.


b) o pico para a população de galinhas é sempre atingido após o pico de gambás.
c) se o número de gambás cresce, o número de galinhas também cresce.
d) se o número de galinhas diminui, o número de gambás também diminuirá após algum tempo.
e) caso os gambás deixassem de existir, o número de galinhas continuaria a crescer indefinidamente.

2. (Unicamp) Os insetos, especialmente aqueles com modo de vida social, estão entre os animais
mais abundantes na Terra. São insetos sociais, que vivem em colônias:
a) formigas, borboletas, besouros.
b) abelhas melíferas, formigas, cupins.
c) besouros, abelhas melíferas, moscas.
d) cupins, libélulas, cigarras.

3. (Fgv) Analise os gráficos a seguir, os quais ilustram três interações ecológicas entre espécies dife-
rentes.

O estudo envolveu seis espécies (A e B; C e D;


N.º N.º E e F) criadas em hábitats isolados, confor-
Indiv. Indiv. I
me ilustrado nos três gráficos à esquerda, e
criadas unidas no mesmo hábitat, conforme
A
B A ilustrado nos gráficos à direita.
B As interações I, II e III, respectivamente, são
classificadas como:
Isoladas Tempo Unidas Tempo
a) competição, cooperação e comensalismo.
b) predatismo, mutualismo e inquilinismo.
N.º N.º II c) parasitismo, comensalismo e epifitismo.
Indiv. Indiv. d) amensalismo, mutualismo e cooperação.
C
D e) canibalismo, epifitismo e cooperação.
C
D

Isoladas Tempo Unidas Tempo

N.º N.º III


Indiv. Indiv.
F

E E
F

Isoladas Tempo Unidas Tempo

53
4. (PUC-RS) Responda à questão considerando o quadro que mostra os diferentes tipos de interação
ecológica.
Efeito na espécie 2
Prejudicial Benefício Neutro
Prejudical 1 2 amensalismo
Efeito na espécie 1 Benefício 2 3 4
Neutro amensalismo 4 -

Os tipos de interação ecológica que substituem os números 1, 2, 3 e 4 da tabela são, respectivamente:


a) comensalismo, competição, mutualismo, parasitismo.
b) comensalismo, mutualismo, parasitismo, competição.
c) competição, mutualismo, parasitismo, comensalismo.
d) competição, parasitismo, mutualismo, comensalismo.
e) mutualismo, parasitismo, comensalismo, competição.

5. (UDESC) Analise a alternativa correta quan-


to às relações entre os seres vivos.
a) A protocooperação é um exemplo de relação guaru
intraespecífica desarmônica, em que dois se-
res de espécies diferentes mantêm relações barata-d’água
obrigatórias e benéficas, e não conseguem
viver independentes.
b) O canibalismo é um exemplo de relação in-
terespecífica harmônica, em que um ser se larva de
mosquito girino
alimenta de outro ser de sua própria espécie
ou de outra espécie.
c) A competição é um exemplo de relação inte-
respecífica harmônica, em que os indivíduos
não são prejudicados quando competem por algas
detrito
alimento e luz.
(www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/3_identidade/3-identidade_funcoes_cadeia1.html
d) A predação é um exemplo de relação interes- Acesso em: 22.10.2012)
pecífica desarmônica, em que um ser mata
outro ser de espécie diferente para se ali- Analisando a teia alimentar da qual o Barri-
mentar. gudinho ou Guaru faz parte, é correto afir-
e) O inquilinismo é um exemplo de relação in- mar que:
traespecífica desarmônica, em que dois seres a) a larva do Aedes aegypti ocupa a posição
de espécies diferentes mantêm relações be- de decompositor na teia alimentar, uma vez
néficas, mútuas e obrigatórias, e conseguem que utiliza como alimento os restos existen-
viver de forma independente. tes no ambiente.
b) o Guaru e a barata-d’agua ocupam a posição
6. (IFSP) Leia o texto a seguir. de consumidores primários nesse ecossiste-
EMBRAPA AVALIA O PEIXE BARRIGUDINHO ma, sendo importantes no controle da popu-
NO CONTROLE DA DENGUE lação de larvas de mosquito.
Com apenas quatro centímetros de compri- c) a retirada de sapos e rãs, no entorno de lago-
mento, o peixe Barrigudinho ou Guaru é a as, diminuiria a quantidade de girinos e esse
arma da Embrapa na guerra biológica para o procedimento também poderia funcionar no
controle do mosquito Aedes aegypti, trans- controle biológico do Aedes aegypti.
missor da dengue e da febre amarela. O Bar- d) o uso do Guaru no combate à dengue é um
rigudinho é o astro do Projeto Dengoso, uma exemplo de controle biológico, pois utiliza
ação de cidadania que está sendo implanta- um organismo para o controle de pragas,
da no município de Parnaíba, a 348 quilôme- sem alterar o equilíbrio do ecossistema.
tros ao norte de Teresina. e) dependendo da cadeia alimentar considera-
(www.ecodebate.com.br/2010/03/01/embrapa-
da nesse ecossistema, o Guaru pode ocupar
avalia-o-peixe-barrigudinhono-controle-da- o papel de consumidor secundário, terciário
dengue. Acesso em: 22.10.2012.) ou até quaternário.
54
7. (UPE) As cotias são roedores comuns na Flo- 9. (Cefet MG) A cena abaixo foi captada pelas
resta Amazônica e importantes dispersores câmeras de um fotógrafo na savana africana.
de sementes, como a castanha-do-pará. Por
sua vez, as castanheiras dependem princi-
palmente das cotias para a abertura do fruto,
com casca muito dura e espessa. A forma de
dispersão das sementes praticada pelas co-
tias também é essencial para o recrutamento
dessa espécie de árvore. Esse roedor enterra
grande quantidade de sementes no solo, na
intenção de guardá-las para uma próxima re-
feição. É CORRETO afirmar, nesse caso, que
se trata da interação animal-planta do tipo:
a) Mutualismo, que é uma relação entre indiví-
duos de espécies diferentes; as duas espécies Nesse conjunto de relações ecológicas, o
envolvidas são beneficiadas, e a associação é comportamento compatível com o leão, logo
necessária para a sobrevivência de ambas. após esse momento, foi que esse felino:
b) Protocooperação, que é uma relação na qual a) matou a hiena.
as duas espécies envolvidas são beneficia- b) afugentou a hiena.
das, embora vivam de modo independente, c) permitiu a fuga do gnu.
sem que isso as prejudique. d) dividiu a presa com a hiena.
c) Inquilinismo, que é uma relação entre indi- e) perdeu sua presa para a hiena.
víduos da mesma espécie ou de espécies di-
ferentes, ligados fisicamente entre si, ocor- 10. (FGV) Um estudante, ao observar uma árvo-
rendo ou não divisão de trabalho. re frondosa, percebeu a existência de orquí-
d) Simbiose, que é uma relação entre indiví- deas, bromélias e líquens habitando densa-
duos de espécies diferentes, em que apenas mente seus galhos. Constatou também que
uma delas se beneficia sem prejudicar ou be- algumas folhas estavam sendo devoradas por
neficiar a outra. lagartas, as quais eram capturadas por pás-
e) Comensalismo, que é uma relação mantida saros e saguis.
entre indivíduos de espécies diferentes, em Com relação às interações ecológicas obser-
que apenas uma se beneficia sem prejudicar vadas, está correto deduzir que:
a outra. Nesse caso, a espécie beneficiada a) bromélias, orquídeas e líquens competem
obtém abrigo ou, ainda, suporte no corpo da por espaço e luz, pássaros e saguis compe-
outra espécie. tem por alimento.
b) orquídeas, bromélias e líquens são parasitas da
árvore e competidoras por recursos entre si.
8. (CFTMG) Pulgões são insetos que se alimen- c) as árvores são parasitadas pelas lagartas e
tam de seiva elaborada. Como consequência, são mutualísticas em relação aos pássaros e
eles eliminam um líquido adocicado, conhe- saguis.
cido como honeydew. Formigas alimentamse d) pássaros e saguis competem pelas lagartas, as
desse líquido e protegem os pulgões das jo- quais realizam predação com relação à árvore.
aninhas, quando essas tentam se alimentar e) os líquens são organismos mutualísticos, já
deles, derrubando-as. os pássaros e saguis são parasitas em relação
Sobre os seres vivos envolvidos nessas in- às lagartas.
trincadas relações ecológicas, é correto afir-
mar que as (os):
a) joaninhas escravizam os pulgões. E.O. Teste II
b) formigas competem com as joaninhas.
c) pulgões são polinizadores das plantas. 1. (UPE) Leia o texto a seguir:
d) formigas são predadoras dos pulgões. Com base em análises estatísticas, gené-
ticas e em modelos evolutivos, Mauro Ga-
letti (UNESP) e sua equipe estudaram uma
palmeira – palmito-juçara (Euterpe edulis)
– importante fonte de alimento para mais
de 50 espécies de aves da Mata Atlântica,
como papagaios, sabiás e tucanos, que se
alimentam de seus frutos, além de ter im-
portância econômica. Para isso, coletaram
55
nove mil sementes de 22 populações da e) Em ambientes conservados, pássaros de
palmeira espalhadas ao longo da costa su- bico médio foram favorecidos em relação
deste do Brasil. Ao combinarem todos es- aos de bico grande, possibilitando uma se-
ses dados, os pesquisadores verificaram leção estabilizadora para os disseminadores
que, em locais onde as aves de maior porte de semente e uma seleção disruptiva para o
haviam sido extintas há mais de 50 anos, palmito-juçara.
tanto pela caça predatória quanto pelo des-
matamento, as populações das palmeiras 2. (Unicamp) Os diagramas abaixo ilustram a
produziam apenas frutos pequenos, en- frequência percentual de indivíduos com
quanto em áreas de floresta mais conser- diferentes tamanhos de bico, para duas es-
vada e com quantidade de aves suficiente pécies de tentilhões (gênero Geospiza) en-
para desempenhar sua função ecológica de contradas em três ilhas do arquipelago de
dispersão de sementes, as palmeiras pro- Galápagos, no oceano Pacífico. As frequên-
duziam frutos de tamanhos mais variados, cias de indivíduos com bicos de diferentes
com sementes pequenas e grandes. profundidades (indicadas pelas setas) são
mostradas para cada espécie, em cada ilha.
Sabendo-se que ambas as espécies se ali-
mentam de sementes, indique a interpreta-
ção correta para os resultados apresentados.
Santa Maria
Indivíduos em cada classe de tamanho (%)
Geospiza
fuliginosa

Los Hermanos

Geospiza
Daphne fortis
40
20
0
8 10 12 14 16
Profundidade dos bicos (mm)

Adaptado de Pianka, E.R. Evolutionary Ecology. Harper & Row, Publishers, New York,
397 pp. 1978. Em: http://goose.ycp.edu/kkleiner/ecology/lectureimages/15finches.jpg

a) Trata-se de um exemplo de cooperação entre


Fonte: Adaptado de Andrade, R. O. Escassez de aves as duas espécies, que procuram por alimento
pode afetar evolução de plantas. Edição Online juntas, quando estão em simpatria.
16:47 30 de maio de 2013 disponível em: http:// b) Trata-se de um exemplo de deslocamento de
revistapesquisa.fapesp.br/2013/05/30/ escassez-
de-aves-pode-afetar-evolucao-de-plantas/
caracteres resultante de competição entre as
duas espécies na situação de simpatria.
Sobre aspectos relacionados à coevolução da c) Trata-se de um exemplo de predação mútua
planta e do disseminador de sementes, assi- entre as espécies, levando à exclusão de G.
nale a alternativa CORRETA. fuliginosa na ilha Daphne, e de G. fortis na
a) A queda na população de aves frugívoras de ilha Los Hermanos.
grande porte pode estar associada à dimi- d) Trata-se de um caso de repulsa mútua entre
nuição do tamanho das sementes do palmi- as duas espécies, sendo mais perceptível nas
to-juçara, e, consequentemente, à mudança ilhas Daphne e Los Hermanos.
em seus padrões evolutivos.
b) A mudança de agentes polinizadores para 3. (UFPR) Pesquisadores da Universidade da
aves frugívoras de médio e pequeno porte Flórida estão realizando testes para introdu-
normalizou o genótipo do palmito-juçara em zir nos Estados Unidos o inseto Calophya la-
ambientes degradados. tiforceps (conhecido como gralha-da-folha-
c) As intervenções realizadas pelo homem po- da-aroeira), nativo do Brasil, para combater
dem interromper a evolução biológica do
a invasão de aroeira, que está diminuindo
tucano e do papagaio, mas não atingem o
a biodiversidade de diversas regiões. Esse
palmito-juçara, considerando-se a continui-
dade da produção de sementes. inseto alimenta-se de nutrientes da árvo-
d) Uma gama de fenótipos diferentes só é pos- re, comprometendo seu crescimento. Esse
sível em uma espécie vegetal com pequena processo é o controle biológico natural, que
variedade genética, podendo estar associada pode trazer risco para o ecossistema em que
ao polimorfismo das sementes do palmitoju- é implantado quando o organismo usado
çara em áreas de floresta bem conservadas. para fazer o controle:
56
a) sofre mutação.

população dos seres vivos


b) não sobrevive no novo ambiente. X
c) passa a comer outros vegetais. W
d) adapta-se ao novo ambiente. Y
e) altera o ciclo biogeoquímico de nutrientes.

4. (UFRN) “Biólogos descrevem nova espécie


de perereca que habita as bromélias em áre- Z
as de Mata Atlântica, no interior do Rio de
Janeiro. A descoberta mostra a importância tempo
da conservação de florestas próximas aos
grandes centros populacionais. Scinax ins- introdução do
peratus, nome dado à nova espécie, pertence peixe carnívoro
a um grupo de pererecas bem particulares, A curva que indica a tendência da variação
que utilizam a água da chuva acumulada nas da população de fitoplâncton nesse lago,
bromélias para se reproduzirem e criarem após a introdução do peixe carnívoro, é a
seus girinos. identificada por:
a) W
b) X
c) Y
d) Z

6. (UFG) Leia o texto a seguir.


Em um experimento hipotético, visando à
obtenção de hortaliças resistentes a altas
temperaturas, foram utilizados fungos pro-
dutores de proteínas de resistência a choque
Essas ‘pererequinhas’ medem entre 1 cm e
térmico, presentes em plantas nativas das
5 cm de comprimento e vivem a maior par-
proximidades de fontes termais. Os fungos
te de suas vidas dentro dessas plantas, que foram retirados dessas plantas, identificados
chegam a acumular cerca de 20 litros de e inoculados nas hortaliças estudadas. Os re-
água em seu interior, tornando-se verda- sultados obtidos mostraram que, após serem
deiros aquários suspensos essenciais para a inoculados com os fungos, as hortaliças con-
proliferação desses animais”. seguiram crescer sob calor de 60 °C. O expe-
Disponível em: <http://cienciahoje.uol. rimento descrito promoveu artificialmente a
com.br/ noticias/2011/ 12/surpresa-nas- ocorrência de:
bromelias>. Acesso em: 04 ago. 2012. a) relação de predação.
b) relação de parasitismo.
Com base no texto, é correto afirmar que esse c) relação de protocooperação.
anfíbio, além de apresentar metamorfose: d) mutação gênica nas hortaliças.
a) apresenta fecundação externa e constitui um e) modificação genética nos fungos.
dos elementos bióticos do ecossistema pre-
sente nas bromélias.
7. (UFRN) Nas comunidades, os indivíduos in-
b) necessita da água para a sua reprodução e
teragem entre si, exercendo influências nas
atua como ser autótrofo, fornecendo matéria
populações envolvidas, de maneira positiva
orgânica para a bromélia.
ou negativa.
c) necessita da água para a sua reprodução e
estabelece uma relação intraespecífica com
as bromélias.
d) apresenta fecundação interna e externa, na
presença de água, e forma o bioma das bro-
mélias.

5. (Uerj) Em um ecossistema lacustre habitado


por vários peixes de pequeno porte, foi in-
troduzido um determinado peixe carnívoro.
A presença desse predador provocou varia-
ção das populações de seres vivos ali exis- “Mas... o seu perfil no facebook diz
tentes, conforme mostra o gráfico a seguir. que você é vegetariano...’’

57
Nesse contexto, a predação é uma interação ecológica em que:
a) há perda para ambas as espécies, por se tra tar de uma associação interespecífica.
b) a especificidade presa-predador é determinante, pois os predadores se alimentam de um único tipo de
presa.
c) há uma íntima associação entre duas espécies, manifestada por um comportamento canibalístico.
d) a população de predadores poderá determinar a população de presas e vice-versa.

8. (UFRGS) Considere as seguintes afirmações sobre as interações intraespecíficas desarmônicas.


I. O canibalismo sexual observado em fêmeas de louva-a-deus é um exemplo desse tipo de intera-
ção.
II. Esse tipo de interação não ocorre em plantas.
III. A disputa por fêmeas entre machos de uma espécie exemplifica esse tipo de interação.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas l e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

9. (UFJF) Em um sistema de interações ecológicas formado por uma planta, uma espécie de pulgão
se alimenta da seiva dessa planta e uma espécie de formiga se alimenta das fezes desse pulgão, as
quais contêm uma substância açucarada de elevado valor nutricional.
Leia as afirmativas a seguir:
I. A planta é um produtor, pois por meio da fotossíntese consegue formar compostos orgânicos e
obter a energia necessária para seus processos vitais.
II. A planta é um organismo heterotrófico capaz de produzir seu próprio alimento.
III. O pulgão é um consumidor, pois obtém os compostos orgânicos e a energia necessária para seus
processos vitais a partir de um produtor.
IV. O pulgão é um herbívoro.
V. A formiga é um organismo autotrófico, pois não é capaz de produzir seu próprio alimento. Es-
tão corretas:
a) as afirmativas I, II e V.
b) as afirmativas II, III e IV.
c) as afirmativas I, IV e V.
d) as afirmativas I, III e V.
e) as afirmativas I, III e IV.

10. (UPE) Na tirinha, Calvin se reporta ao crocodilo (quadrinho 1), (quadrinho 3). Embora saibamos
que os crocodilos verdadeiros não vivem na Amazônia (quadrinho 1) e sim, na África, podemos
fazer um paralelo com nossos jacarés, distribuídos por todo o Brasil, que são predadores, embora
também convivam em colaboração com aves que entram em sua boca e se alimentam, removendo
detritos e sanguessugas das suas gengivas.

Abaixo, estão relacionados alguns tipos de relação ecológica interespecíficas e de adaptações de-
correntes da seleção natural (ambos representados por algarismos romanos) e as definições e/ou
exemplos correspondentes (representado(as) por letras).
58
I. Inquilinismo d) o consumo de dinoflagelados tóxicos, arma-
II. Mutualismo zenados em moluscos filtradores, ocasiona
III. Predação alterações no comportamento e até a morte
IV. Protocooperação de peixes, aves e mamíferos.
V. Camuflagem e) moluscos filtradores não estão disponíveis
VI. Coloração de aviso em regiões costeiras do oceano Pacífico,
VII. Homeostase onde se passa o filme.
VIII. Mimetismo
A. Aumento da quantidade de hemácias em TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
resposta à variação de altitude, compen- O vazamento de petróleo no Golfo do Méxi-
sando a menor compensação de oxigênio. co, em abril de 2010, foi considerado o pior
B. Carcará, que devora um roedor. da história dos EUA. O vazamento causou o
C. Duas espécies diferentes assemelham-se aparecimento de uma extensa mancha de
em determinadas características.
óleo na superfície do oceano, ameaçando a
D. Os indivíduos associados se beneficiam, e
fauna e a flora da região. Estima-se que o
a associação não é obrigatória.
vazamento foi da ordem de 800 milhões de
E. Os indivíduos associados se beneficiam,
sendo essa associação fundamental à so- litros de petróleo em cerca de 100 dias.
brevivência de ambos.
F. Plantas epífitas sobre as árvores. 2. (Unicamp) Os corais, espalhados por grande
G. Propriedade de os membros de determi- extensão de regiões tropicais dos oceanos e
nada espécie apresentarem característi- mares do globo terrestre, formam os recifes
cas que os assemelhem ao ambiente em ou bancos de corais e vivem em simbiose
que vivem. com alguns tipos de algas. No caso do aci-
H. Rãs e sapos coloridos, cujo padrão de co- dente no Golfo do México, o risco para os co-
res vivas alerta sobre sua toxicidade.
rais se deve:
Assinale a alternativa que mostra a correta
a) às substâncias presentes nesse vazamento,
associação entre tipo de relação e/ou adap-
que matariam vários peixes que serviriam de
tação e seus respectivos exemplos.
alimento para os corais.
a) I-A, II-B, III-C, IV-D, V-E, VI-F, VII-G, VIII-H
b) ao branqueamento dos corais, causado pela
b) I-B, II-A, III-F, IV-H, V-C, VI-D, VII-E, VIII-G
quantidade de ácido clorídrico liberado jun-
c) I-C, II-D, III-E, IV-G, V-A, VI-B, VII-F, VIII-H
tamente com o óleo.
d) I-F, II-E, III-B, IV-D, V-G, VI-H, VII-A, VIII-C
c) à redução na entrada de luz no oceano, que
e) I-F, II-C, III-H, IV-D, V-E, VI-B, VII-G, VIII-A
diminuiria a taxa de fotossíntese de algas, re-
duzindo a liberação de oxigênio e nutrientes

E.O. Teste III que seriam usados pelos pólipos de corais.


d) à absorção de substância tóxica pelos póli-
pos dos cnidários, formados por colônias de
1. (Cesgranrio) O filme “Os pássaros” de Alfred protozoários que se alimentam de matéria
Hitchcock, considerado o mestre dos filmes orgânica proveniente das algas.
de suspense, baseou-se em um fato real
ocorrido na cidade costeira de Santa Cruz 3. (UFRGS) Considere o enunciado a seguir e as
(Califórnia), em 1961. As aves marinhas, ao três propostas para completá-lo.
se alimentarem de moluscos, passaram a exi- As palmeiras são espécies tropicais que for-
bir um comportamento atípico devido à ação
necem importantes recursos alimentares à
de toxinas. No fato real, os dinoflagelados
fauna silvestre e ao homem, além de outros
tóxicos eram os verdadeiros responsáveis pe-
las alterações observadas nos pássaros, que produtos de interesse comercial. Um exem-
ficavam cegos devido à ação neurotóxica des- plo disso é o palmiteiro (Euterpe edulis),
sas substâncias. que tem sido explorado intensivamente.
Sobre esse acontecimento, afirma-se que: A exploração excessiva do palmiteiro pode
a) pássaros não comem moluscos, nem molus- apresentar, como consequência ecológica:
cos ingerem ou armazenam dinoflagelados, o 1. desequilíbrio nas espécies que compõem
que torna a narrativa irreal. a teia alimentar associada a ele.
b) muitas algas e flagelados marinhos produ- 2. menor oferta de recursos alimentares e
zem toxinas, mas essas substâncias jamais consequente aumento da competição en-
poderiam percorrer a cadeia alimentar e che- tre aves frugívoras.
gar aos pássaros. 3. aumento da variabilidade populacional
c) dinoflagelados não possuem substâncias tó- da espécie nas áreas fragmentadas rema-
xicas, o que é comprovado cientificamente. nescentes.
59
Quais propostas estão corretas: 5. (Unesp) Considere a figura.
a) Apenas 1.
b) Apenas 2.
c) Apenas 3. 10 000

Número de indivíduos
d) Apenas 1 e 2. Espécie 1
e) 1, 2 e 3.

na população
Espécie 2
4. (UEL) “No nível de organismo, a ecologia
procura saber como os indivíduos são afeta- 300
dos pelo seu ambiente e como eles os afetam.
No nível de população, a ecologia ocupa-se
da presença ou ausência de determinadas 0
1930 1950 1970 1990 2000 Ano
espécies, da sua abundância ou raridade e
das tendências e flutuações em seus núme- A análise da figura leva à hipótese de que a
ros. A ecologia de comunidades, então, trata espécie:
da composição ou estrutura de comunidades a) 1 é um predador que, após a introdução da
ecológicas.”
espécie 2, sua única presa, pode experimen-
(Adaptado de: TOWNSEND, C. R. Fundamentos em
ecologia. 2 ed. Porto Alegre: ARTMED, 2006. p. 28.)
tar um significativo aumento populacional.
b) 1 é uma planta nativa que se tornou praga
Com base no texto e nos conhecimentos so- após a introdução da espécie 2, um poliniza-
bre o tema, considere as afirmativas a seguir. dor eficiente.
I. No mimetismo mülleriano, os organismos c) 1 foi introduzida na área e reduziu a popu-
palatáveis se desenvolvem de forma idên- lação da espécie 2 por competição.
tica aos impalatáveis, que são rejeitados d) 2 foi introduzida na área e passou a compe-
pelos predadores. Os complexos mimetis- tir com a espécie 1 por recursos.
mos batesianos compreendem as espécies e) 2 é um parasita que mantém a população de
nocivas que usam aparências semelhantes seu hospedeiro, a espécie 1, sob controle.
entre si para anunciarem que são impala-
táveis.
II. A competição é o uso ou a disputa de um
recurso por um ou mais indivíduos con-
sumidores. Quando os indivíduos per-
E.O. Dissertativo
tencem à mesma espécie, sua interação
1. (Unicamp) O gráfico abaixo ilustra as curvas
é chamada de competição interespecífica.
de crescimento populacional de duas espé-
Quando pertencem a espécies diferentes,
cies de mamíferos (A, B) que vivem na sa-
é chamada de competição intraespecífica. vana africana, um pastador e um predador.
III. Na protocooperação, duas populações são Analise o gráfico e responda às questões.
beneficiadas pela associação, embora as
relações não sejam obrigatórias. Quanto A
ao mutualismo, o crescimento e a sobre-
Número de indivíduos

vivência de duas populações são benefi-


ciados, sendo que nenhuma delas con-
segue sobreviver em condições naturais
sem a outra.
IV. A competição pode ser inferida por uma B
mudança no tamanho populacional de
uma espécie após a adição ou remoção de
outra. Quando duas espécies competem Tempo
fortemente, a população da primeira es-
pécie é sensível à mudança nos números a) Qual curva representa a população do mamífe-
da segunda, e vice-versa. Assinale a al- ro predador? Qual das duas espécies tem maior
ternativa CORRETA. capacidade de suporte (carga biótica máxima)?
a) Somente as afirmativas I e III são corretas. b) Cite duas adaptações defensivas contra pre-
b) Somente as afirmativas III e IV são corretas. dação apresentadas por mamíferos pastado-
c) Somente as afirmativas I e II são corretas. res da savana.
d) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
60
2. (Fuvest) Considere duas populações das es- Espécie B
pécies A e B, que podem viver separadamen-
te e que, se reunidas, estabelecem interações

Número de indivíduos
interespecíficas.
Os gráficos abaixo representam o crescimen-
to dessas populações.
Considere que populações das espécies A e B
foram reunidas.

Espécie A
Tempo
Número de indivíduos

3. (Fuvest) Num estudo, a população do inseto


Caliothrips phaseoli (espécie A) permaneceu
isolada de outros insetos; o gráfico 1 abaixo
mostra o número médio de indivíduos por
planta, registrado ao longo de seis semanas.

Gráfico 1 - Espécie A isolada


Tempo

Espécie B
Número de indivíduos

Em outra situação do estudo, os insetos da


Tempo espécie Caliothrips phaseoli (espécie A) fo-
ram mantidos na presença de insetos da es-
a) Admitindo que a espécie A é parasita da pécie Orius insidiosus (espécie B). O gráfico
espécie B, represente, nas coordenadas do 2 mostra o número médio de insetos da es-
gráfico abaixo, o que é esperado para o cres- pécie A por planta.
cimento da população da espécie B.
Gráfico 2 - Espécie A na
Espécie B
presença da espécie B
Número de indivíduos

Tempo

b) Admitindo que a espécie A é comensal da


espécie B, represente, nas coordenadas do Gráficos: Baseados em Silveira e col.
gráfico abaixo, o que é esperado para o cres- Bulletin of Insectology 57: 103-109, 2004.
cimento da população da espécie B.
61
a) Cite um tipo de interação ecológica que pos- Sobre esses organismos, responda:
sa ter ocorrido entre as espécies A e B. Que a) Quais são os organismos que compõem os
informação fornecida nos gráficos apoia sua líquenes?
resposta?
b) Qual é a relação ecológica estabelecida en-
b) Cite um tipo de interação ecológica entre as
espécies A e B, que não seja compatível com tre os organismos que formam os líquenes
os dados apresentados nos gráficos. Para se- e qual a vantagem ecológica obtida nesta
rem compatíveis com a interação ecológica associação?
citada, os números médios de indivíduos por c) Explique qual a contribuição de cada um dos
planta, no gráfico 2, deveriam ser maiores
organismos nessa relação.
ou menores? Justifique sua resposta.

4. (UFTM) Paramécios são seres unicelulares 6. (Unesp) Nos troncos de várias árvores do
heterótrofos que se deslocam com certa fa- quintal de Dona Márcia, crescem exemplares
cilidade no meio em que se encontram. Os de Oncidium sp., a chuva-de-ouro, uma es-
gráficos ilustram as curvas de crescimento pécie de orquídea nativa da Mata Atlântica
de duas espécies de paramécio (Paramecium
que produz numerosos cachos de flores pe-
caudatum e P. bursaria) mantidas isoladas
(gráfico 1) e mantidas no mesmo tubo de quenas e amarelas.
ensaio, em cultura mista (gráfico 2). Antes da floração, são comuns o ataque de
pulgões, que costumam sugar a seiva das
hastes novas, e, também, o aparecimento de
joaninhas, que se alimentam desses animais
e controlam naturalmente a população de
pulgões. Quando da floração, as plantas são
visitadas por diferentes espécies de abelhas,
que disputam o pólen e o óleo secretado por
glândulas da flor. Esse óleo é utilizado pelas
abelhas na alimentação de suas larvas.

O texto traz vários exemplos de diferentes


relações interespecíficas. Cite quatro delas,
relacionando-as ao exemplo do texto, e ex-
plique-as em termos de benefício ou de pre-
Em relação às curvas de crescimento e às es- juízo para as espécies envolvidas.
pécies de paramécios, responda:
a) Em termos ecológicos, como pode ser expli-
cado o fato de as curvas do gráfico 2 serem 7. (UFTM) Numa determinada ilha havia uma
semelhantes às do gráfico 1? espécie de roedor com três tipos diferentes
b) Que prolongamentos celulares permitem de pelagem (creme, cinza e preto). Após
o deslocamento dos paramécios? Como é a certo tempo, houve a introdução na ilha de
constituição dessas estruturas? uma espécie animal invasora, que interfe-
riu na população de roedores. Foi feita uma
5. (UFJF) Os líquenes podem ser usados como
bioindicadores de poluição atmosférica por contagem populacional e, depois de dois
sua capacidade de incorporar muitos dos po- anos, a contagem foi repetida, como ilus-
luentes dispersos no ar. tram os gráficos.
62
a) Mencione a relação ecológica estabelecida inicialmente entre os roedores e a relação entre a espécie de
roedor e a espécie invasora.
b) A espécie invasora atuou como fator seletivo sobre a população de roedores. Explique como isso ocor-
reu e por que alguns fenótipos dos roedores passaram a predominar no ambiente.

8. (UFG) Em 1934, o cientista russo Georgi F. Gause (1910-1986) verificou em tubo de ensaio o com-
portamento de populações de Paramecium aurelia e Paramecium caudatum, mantidas em condi-
ções ambientais iguais. Baseando-se nos resultados obtidos, mostrados nos gráficos a seguir, Gause
propôs uma explicação comumente denominada como Princípio de Gause.

Considerando-se esse princípio, explique os resultados apresentados nos gráficos.

9. (Fuvest) Resultados de uma pesquisa publicada na revista Nature, em 29 de julho de 2010, mos-
tram que a quantidade média de fitoplâncton dos oceanos diminuiu cerca de 1% ao ano, nos últi-
mos 100 anos.
Explique como a redução do fitoplâncton afeta:
a) os níveis de carbono na atmosfera.
b) a biomassa de decompositores do ecossistema marinho.

1
0. (UFRJ) Os copépodes são pequenos crustáceos marinhos, situados próximos à base (primeiros níveis
tróficos) das teias alimentares marinhas. Esses animais realizam um processo diário de migração
vertical na coluna de água, conforme mostra a figura a seguir. O padrão vertical e o horário em que
esse processo migratório ocorre são considerados fundamentais para a sobrevivência e proliferação
dos copépodes, o que, por sua vez, sustenta a vida de outros animais de valor comercial elevado.

Explique a importância do padrão vertical e do horário da migração para a sobrevivência dos co-
pépodes.
63
E.O. Enem A relação descrita no texto, entre a fêmea do
gênero Photuris e o macho do gênero Photi-
1. Existem bactérias que inibem o crescimento nus, é um exemplo de:
de um fungo causador de doenças no toma- a) comensalismo.
teiro, por consumirem o ferro disponível no b) inquilinismo.
meio. As bactérias também fazem fixação c) cooperação.
de nitrogênio, disponibilizam cálcio e pro- d) predatismo.
duzem auxinas, substâncias que estimulam e) mutualismo.
diretamente o crescimento do tomateiro.
PELZER, G. Q. et al. “Mecanismos de controle da
murcha-de-esclerócio e promoção de crescimento em 4. O controle biológico, técnica empregada
tomateiro mediados por rizobactérias”. Tropical PIant no combate a espécies que causam danos e
Pathology, v. 36, n. 2, mar. abr. 2011 (adaptado).
prejuízos aos seres humanos, é utilizado no
Qual dos processos biológicos mencionados combate à lagarta que se alimenta de folhas
indica uma relação ecológica de competição. de algodoeiro. Algumas espécies de borbo-
a) Fixação de nitrogênio para o tomateiro.
leta depositam seus ovos nessa cultura. A
b) Disponibilização de cálcio para o tomateiro.
c) Diminuição da quantidade de ferro disponí- microvespa Trichogramma sp. introduz seus
vel para o fungo. ovos nos ovos de outros insetos, incluindo
d) Liberação de substâncias que inibem o cres- os das borboletas em questão. Os embriões
cimento do fungo.
da vespa se alimentam do conteúdo desses
e) Liberação de auxinas que estimulam o cres-
cimento do tomateiro. ovos e impedem que as larvas de borbole-
ta se desenvolvam. Assim, é possível redu-
2. No Brasil, cerca de 80% da energia elétrica advém zir a densidade populacional das borboletas
de hidrelétricas, cuja construção implica o repre- até níveis que não prejudiquem a cultura. A
samento de rios. A formação de um reservatório técnica de controle biológico realizado pela
para esse fim, por sua vez, pode modificar a ic- microvespa Trichogramma sp. consiste na:
tiofauna local. Um exemplo é o represamento do a) introdução de um parasita no ambiente da
Rio Paraná, onde se observou o desaparecimento espécie que se deseja combater.
de peixes cascudos quase que simultaneamente b) introdução de um gene letal nas borboletas
ao aumento do número de peixes de espécies exó- para diminuir o número de indivíduos.
ticas introduzidas, como o mapará e a corvina, as
c) competição entre a borboleta e a microvespa
três espécies com nichos ecológicos semelhantes.
para a obtenção de recursos.
PETESSE, M. L.; PETRERE JR., M. Ciência Hoje, São
Paulo, n. 293, v. 49, jun. 2012 (adaptado). d) modificação do ambiente para selecionar in-
divíduos melhor adaptados.
Nessa modificação da ictiofauna, o desapa-
e) aplicação de inseticidas a fim de diminuir o
recimento de cascudos é explicado pelo(a):
a) redução do fluxo gênico da espécie nativa. número de indivíduos que se deseja combater.
b) diminuição da competição intraespecífica.
c) aumento da competição interespecífica. 5. Um grupo de ecólogos esperava encontrar
d) isolamento geográfico dos peixes. aumento de tamanho das acácias, árvores
e) extinção de nichos ecológicos. preferidas de grandes mamíferos herbívoros
africanos, como girafas e elefantes, já que a
3. Os vaga-lumes machos e fêmeas emitem si-
área estudada era cercada para evitar a en-
nais luminosos para se atraírem para o aca-
salamento. O macho reconhece a fêmea de trada desses herbívoros. Para espanto dos
sua espécie e, atraído por ela, vai ao seu en- cientistas, as acácias pareciam menos viço-
contro. Porém, existe um tipo de vaga-lume, sas, o que os levou a compará-las com outras
o Photuris, cuja fêmea engana e atrai os ma-
de duas áreas de savana: uma área na qual
chos de outro tipo, o Photinus fingindo ser
desse gênero. Quando o macho Photinus se os herbívoros circulam livremente e fazem
aproxima da fêmea Photuris, muito maior podas regulares nas acácias, e outra de onde
que ele, é atacado e devorado por ela. eles foram retirados há 15 anos. O esquema a
BERTOLDI, O. G.; VASCONCELLOS, J. R. Ciência
seguir mostra os resultados observados nes-
& sociedade: a aventura da vida, a aventura da
tecnologia. São Paulo: Scipione, 2000 (adaptado). sas duas áreas.
64
E.O. Teste III
acácias
1. D 2. C 3. D 4. B 5. B

presença de
SIM herbívoros NÃO E.O. Dissertativo
1.
a) De acordo com o gráfico, a população do
pode das acácias sem
mamífero predador está representada na
acácias poda
curva B. Já, a curva A representa a popu-
lação de mamíferos pastadores, que tem
maior menor maior capacidade de suporte (carga bió-
produção produção tica máxima).
de néctar de néctar b) Os mamíferos pastadores da savana apre-
sentam cascos, chifres e dentes, sendo os
domínio das formigas três adaptações defensivas.
aumento e domínio de
da espécie 1, que
formigas da espécie 2
2.
dependem do néctar
a) b)

diminuição de ataque de besouros e


formigas da espécie 2 outros insetos

preservação das enfraquecimento


acácias das acácias


Internet: <cienciahoje.uol.com.br> (com adaptações).
3.
De acordo com as informações acima: a) Nos gráficos pode-se observar que na pre-
a) a presença de populações de grandes mamífe- sença do inseto pertencente a espécie B,
ros herbívoros provoca o declínio das acácias. a população da espécie A sofreu um declí-
b) os hábitos de alimentação constituem um padrão nio, caracterizando a competição interes-
de comportamento que os herbívoros aprendem pecífica ou o predatismo.
b) De acordo com os gráficos, não poderia
pelo uso, mas que esquecem pelo desuso.
ocorrer cooperação ou mutualismo, para
c) as formigas da espécie 1 e as acácias man-
isso, a curva deveria ser maior, represen-
têm uma relação benéfica para ambas.
tando interações harmônicas, que per-
d) os besouros e as formigas da espécie 2 con-
mitem a sobrevivência e reprodução das
tribuem para a sobrevivência das acácias.
populações interagindo entre si.
e) a relação entre os animais herbívoros, as 4.
formigas e as acácias é a mesma que ocorre a) As curvas do gráfico 2 se assemelham às
entre qualquer predador e sua presa. do gráfico 1 pois as 2 espécies de para-
mécios não ocupam o mesmo nicho ecoló-
gico, não competindo entre si e manten-
Gabarito do o mesmo comportando populacional
quando em cultura mista.
b) O deslocamento dos paramécios é permiti-
do pelo batimento dos cílios, prolongamen-
E.O. Teste I tos celulares pequenos e numerosos, for-
mados por nove arranjos de 2 microtúbulos
1. D 2. B 3. A 4. D 5. D
periféricos e um de microtúbulos centrais
6. D 7. A 8. B 9. B 10. A (organização microtubular na base 9+2) e
revestidos pela membrana plasmática.
5.
a) Os liquens são formados pela associação
E.O. Teste II de algas verdes unicelulares e fungos ou
ainda, cianobactérias e fungos.
1. A 2. B 3. C 4. A 5. A b) As bactérias e fungos, ou algas e fungos
que compõem o líquen vivem em mutu-
6. C 7. D 8. C 9. E 10. D alismo, pois permite a ambos viver em
65
locais em que, isoladamente, não conse- 8. Os resultados apresentados nos gráficos re-
guiriam se estabelecer. As algas ou ciano- presentam o princípio de Gause, ou princí-
bactérias transferem para o fungo carboi- pio da exclusão competitiva, que propõe que
dratos e composto nitrogenado, o fungo duas espécies que vivem no mesmo habitat
porporciona um ambiente física apro- não podem ocupar o mesmo nicho ecológico,
priado no qual o fitobionte pode crescer assim, ocorre uma competição entre os orga-
e absorver os minerais necessários, além nismos, levando a eliminação da população
de protegê-lo da dissecação. de Paramecium caudatum.
c) A produção de nutrientes ocorre através 9.
da fotossíntese realizada pela alga verde, a) A redução do fitoplâncton afeta a taxa de
enquanto o fungo, heterótrofo, retém a fotossíntese global e, consequentemen-
umidade e absorve os sais minerais ne- te, o sequestro de carbono da atmosfera,
cessários. permitindo assim o aumento do nível de
6.
O texto cita relações de parasitismo entre os carbono na atmosfera.
pulgões e orquídeas, que são prejudicadas pe- b) Quando há redução do fitoplâncton, a
los pulgões, que se alimentam da seiva elabo- biomassa de decompositores do ecossis-
rada, produzida por elas. Entre as joaninhas tema marinho também é reduzida.
e pulgões ocorre o predatismo, pois apenas 10. De acordo com o gráfico, a migração para
as joaninhas são beneficiadas, alimentando- zonas superficiais superiores permite aos
-se dos pulgões. Ocorre mutualismo entre as copépodes se alimentarem do fitoplâncton e
abelhas e orquídeas, pois as plantas são po- zooplâncton disponíveis nessa região. Quan-
linizadas pelas abelhas, garantindo variabili- do a migração ocorre durante a noite, o co-
dade genética, devido à polinização cruzada. pépode fica protegido contra a predação.
E as abelhas obtêm os nutrientes necessários
às suas larvas. E entre as espécies de abelhas
ocorre a competição.
7. E.O. Enem
a) Inicialmente, os roedores competem en-
1. C 2. C 3. D 4. A 5. C
tre si por recursos do meio em que vivem,
enquanto a espécie invasora é predadora
dos roedores de coloração creme.
b) A espécie invasora atua como fator sele-
tivo sobre a população de roedores, redu-
zindo os animais de coloração creme, e
permitindo a reprodução e aumento da
população de roedores pretos e cinzas,
que não são presas da espécie invasora,
além de não competirem entre si.

66
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Aulas 15 e 16

Dinâmica populacional
e sucessão ecológica
Dinâmica populacional
Populações são conjuntos de organismos da mesma espécie que ocupam uma certa área durante algum tempo.
Portanto, são grupamentos intraespecíficos que podem ser estudados por meio de parâmetros e taxas.

Curva de crescimento “J“ é uma curva ideal, pois


mostra um crescimento contínuo que não sofre interferên-
Curvas de crescimento populacional cias do ambiente, o que é falso. A curva B , no gráfico ao lado,
representa o padrão “J” ou exponencial de crescimento. A
resistência do meio ou ambiental altera a inclinação da-
quela curva, diminuindo-a e conferindo-Ihe uma forma bem
mais real – “S“ (sigmoide). A curva C, no mesmo gráfico,
representa o padrão real de crescimento populacional “S“.
Observe, ainda, que a área representada por D é a resis-
tência que o ambiente impõe ao crescimento populacional
ideal. A curva em “J“ representa o potencial biótico (PB)
de uma espécie e mostra que, se as condições forem ideais,
a taxa de crescimento é acelerada e otimizada, fazendo com
que o contingente populacional aumente muito rápido.

Porém, as condições climáticas adversas, a disponibilidade variável de espaço e alimento, assim como a pre-
sença de competição, parasitismo e predatismo não permitirão esse tipo de crescimento, originando, portanto, uma
resistência ambiental ao crescimento, o que nos leva à curva em “S”, na qual a taxa de crescimento é mostrada
com uma aceleração menor, além de estabilizar-se, após algum tempo, ao redor de um dado valor que pode sofrer
pequenas flutuações, como visto no gráfico abaixo.

Morte por falta de alimento


Explosão
populacional
A população é mantida
em equilíbrio pelos inimigos
naturais
População

f g

c e

b Curva em S
d

a Curva em J
Gerações
Comparação entre curvas de crescimento J e S, onde crescimento real = potencial biótico – resistência do meio.

No gráfico acima, observa-se a dinâmica das duas curvas representativas do crescimento das populações:
“S” e “J”. Os habitas fornecem recursos de diversos tipos: água, refúgio, área mínima comportamental e alimento.
Todos esses recursos podem ser compartilhados dentro de alguns limites que o próprio ambiente determina. A essa
característica “limitada” do ambiente chamamos de capacidade de suporte: o número de espécies, de indivídu-
os em cada população, os tipos de interações entre os organismos também determinam e caracterizam essa pro-
priedade do ambiente. Quando a capacidade de suporte de um meio é atingida, passamos a falar em resistência
ambiental, que nada mais é do que a incapacidade de sofrer mais alterações.
69
Resistência do meio (RM)
A resistência do meio se traduz na quantidade de impactos ou alterações que um meio pode sofrer e suportar. Um
ambiente, com uma grande capacidade de suporte, apresenta limites mais flexíveis e, portanto, uma resistência a
alterações menor (exemplo: mata tropical); enquanto que um ambiente com uma pequena capacidade de suporte
apresenta limites mais estreitos e, portanto, uma resistência a alterações maior (exemplo: deserto). Logo, analisan-
do-se um determinado ambiente, poderemos dizer, matematicamente, que a resistência do meio é inversamente
proporcional à capacidade de suporte.

Capacidade de suporte (CS)


A capacidade de suporte de um ambiente pode ser entendida como o conjunto de limites a que esse meio está
imposto. Os ambientes não possuem taxas de decomposição ilimitadas, logo, pode haver matéria orgânica que
não está sendo degradada e que, portanto, acumular-se-á, caracterizando um tipo de poluição; os ambientes não
sustentam quantidades ilimitadas de organismos e espécies, logo, estimular superpopulações ou introduzir organis-
mos onde estes não ocorrem, desestabilizará as interações locais, podendo causar competições, mortes e extinções.
Esses foram dois exemplos que mostram que os ambientes apresentam limites que devem ser levados em conta,
cujo conjunto caracteriza sua capacidade de suporte.

Curva de sobrevivência
A taxa de sobreviventes ao longo da vida para cada espécie determina a sua curva de sobrevivência, ou seja, em
que momento do ciclo de vida há mais mortes e em que momentos há maior adaptação à vida. Existem, basica-
mente, três tipos de curvas, demonstradas no gráfico a seguir. A curva I indica que a mortalidade aumenta com a
idade avançada, típica da espécie humana. A curva II indica que a mortalidade é, praticamente, constante ao longo
da vida, ou seja, para o indivíduo jovem, adulto e idoso. Já, a curva III mostra que há maior mortalidade no início
do ciclo, o que mostra muita vulnerabilidade para os indivíduos jovens.
CURVA DE SOBREVIVÊNCIA

1,000
I
Número de sobreviventes

100
II

10

III
1
0 50 100
Porcentagem de Longevidade
Curva de sobrevivência

70
Taxas e parâmetros
O contingente populacional é variável e pode sofrer
influência de movimentos migratórios. A imigração I + TN > E + TM
(I) consiste na chegada de indivíduos à população, en- O contingente está aumentando; logo, há cresci-
quanto que a emigração (E) consiste na saída de indi- mento populacional.
víduos da população. I + TN < E + TM
O total de nascimentos, em um intervalo de O contingente está diminuindo; logo, a população
está decrescendo.
tempo, caracteriza a taxa de natalidade (TN) en-
I + TN = E + TM
quanto que o total de mortes caracteriza a taxa de
O contingente tende a ficar constante; logo, a po-
mortalidade (TM). As expressões, abaixo, mostram-
pulação parou de crescer.
-nos as interações e consequências:

Sobre os contingentes populacionais agem os


fatores abióticos, representados pelo clima, espaço,
água e alimento, e os bióticos, representados pela
predação (gráfico ao lado), parasitismo e competição
intraespecífica e interespecífica.
A distribuição populacional é um parâmetro es-
pecialmente importante para as ações de planejamento
tomadas pelo poder público. Geralmente, é apresentada
na forma de gráficos em pirâmides e envolve basica-
mente três aspectos populacionais:
Relação entre o aumento do número de herbívoros e consequente aumento
do número de predadores. Exemplos de pirâmides populacionais (sexo–idade).

§§ sexo – mostra os percentuais existentes de


homens e mulheres
§§ etária – mostra os percentuais existentes
em cada faixa ou grupo etário
§§ espacial – mostra os percentuais e o padrão
(uniforme, aleatório, agregado) de ocupação

É importante salientar que esses dados, isoladamente, fornecem pouca possibilidade de análise, porém,
quando combinados, permitem grande possibilidade de discussão. Um exemplo: “cerca de 70% das mulheres ur-
banas de classe média alta, com mais de 45 anos de idade, apresentam osteoporose”, logo, as medidas curativas
e preventivas, assim como a ação diretiva quanto ao planejamento nos anos posteriores, é mais fácil e direcionada.
Os padrões agregado e aleatório são bastante comuns na natureza. Já o padrão uniforme é típico de popu-
lações cultivadas pelo homem na agricultura.

Exemplos de distribuição espacial de populações.

71
A sucessão ecológica nos ecossistemas
As comunidades (biota ou biocenose) são conjuntos de populações de espécies diferentes que ocupam um dado
local, durante certo intervalo de tempo. Portanto, as comunidades podem sofrer mudanças em sua composição ao
longo do tempo, o que caracteriza a sucessão ecológica. Durante a sucessão, comunidades vão se sucedendo e
alterando, significativamente, o ambiente físico. A comunidade que primeiro se estabelece no ambiente é a ecese
ou comunidade pioneira; os estágios sucessionais seguintes são chamados de seres; e, finalmente, a comuni-
dade que se estabelece ao final é chamada de comunidade clímax, sendo autossuficiente e homeostática. Ao
longo do processo sucessional, aumentam o número de espécies, habitats, biomassa e interações.

Ao analisarmos a produtividade, observaremos que a PPB e a taxa de respiração aumentam, mas a PPL ten-
de a zero, visto que PPB – R = PPL. Concluindo, uma comunidade clímax se mantém, porém, não tem altas taxas
de crescimento, o que quer dizer que não sobra “em volume” matéria orgânica ou mesmo oxigênio.
São exemplos de comunidades climáxicas a Amazônia, a Mata Atlântica e os cerrados. Logo, nenhum ecos-
sistema climáxico e florestal, como a Amazônia, pode ser o responsável pelo oxigênio atmosférico, o que é res-
ponsabilidade do fitoplâncton marinho, em pelo menos 70% do total. As grandes e extensas florestas são
importantes na regularização das condições climáticas, e não na oxigenação do planeta. Veja, a seguir, o esquema
de uma comunidade climáxica.

PRODUTIVIDADE PRODUTIVIDADE
ESTÁGIO BIOMASSA BIODIVERSIDADE
BRUTA LÍQUIDA
ecese pequena alta pequena pequena

seres aumenta diminui aumenta aumenta

clímax alta pequena alta alta

Mata primária em estágio clímax

72
As figuras, a seguir, ilustram o histórico de uma área originalmente ocupada por um ecossistema florestal
que foi desmatada, dando origem a campos de cultura. Note que o solo superficial é todo alterado e impactado
pelo uso de arados e outros implementos agrícolas. Essa situação destruirá quase que completamente o banco de
sementes local, o que limita muito a regeneração da floresta.

Campos cultivados

Esse conjunto de acontecimentos, que pode ser seguido pelas figuras, expressa o processo de sucessão
ecológica, que começa a ocorrer a partir do momento em que os campos de cultura são abandonados. Com o
solo exposto, teremos condições microclimáticas muito típicas, como alta incidência solar, ventos intensos e pouca
retenção de umidade, devido a elevadas taxas de evapotranspiração.
Com essa pressão seletiva, apenas algumas poucas espécies, que ainda têm sementes no local, são favore-
cidas, caracterizando a comunidade pioneira ou ecese, que é constituída de espécies resistentes a condições
ambientais estressantes. A partir desse momento, as condições microclimáticas vão sendo alteradas pela biota
presente e a umidade aumenta, o sombreamento também e a intensidade dos ventos diminui.

Abandono dos campos de cultura


Note que as condições ambientais mudaram por causa da ocupação pioneira e este “novo ambiente”
favorecerá um novo conjunto de espécies, o que determinará a mudança gradativa na composição de espécies do
ambiente. Está ocorrendo a substituição das comunidades e estes estágios intermediários chamamos de seres.

Estágio
sucessional
adiantado

73
Abaixo, segue um exemplo de sucessão ecológica em um lago que dá origem a um ecossistema terrestre:

Sucessão ecológica que transforma um ambiente aquático em um ambiente terrestre.

A sequência de seres que constituem a sucessão primáia de uma área rochosa ou de um solo desnudo pode
ser a seguinte:

liquens > bactérias > briófitas > gramíneas > samambaias > sequência de arbustos > arvoretas > árvores maiores

Ao longo da sucessão, teremos aumento do número de espécies, de simbioses, de biomassa, de habitats, de


produtividade primária bruta e da taxa de respiração. Como consequência destes dois últimos aspectos, a produ-
tividade primária líquida vai diminuindo e tende a zero. A mata que surge, após a sucessão, será tão semelhante à
original quanto menor o impacto sofrido, ou seja, uma área com poucos anos de cultivo permite uma regeneração
muito melhor do que uma área com muitos anos de cultivo. Portanto, a sucessão nem sempre recupera a formação
original, porém alcançará uma composição de espécies e uma estrutura máxima para as atuais condições.

Variações nos parâmetros ambientais, durante uma sucessão ecológica.

Veja na figura ao lado, outro exemplo de suces-


são. O amadurecimento de lagos de reservatórios em
usinas hidroelétricas. Os lagos recém-formados recebem
matéria orgânica, que favorece decompositores e fito-
plâncton, que permitirão a manutenção de zooplâncton
e de peixes que, agora, podem ser jogados no lago.
Ao se apresentarem condições favoráveis ao desenvolvimento da vida,
lagos de reservatórios em usinas hidrelétricas se tornam palco da sucessão ecológica.

74
Sucessões primária e secundária
Fala-se que o processo sucessivo é primário quando ocorre em substratos (solo, rocha, água ou o corpo de um ser
vivo) não previamente ocupados por organismos. Exemplos: afloramentos rochosos, exposição de camadas profun-
das de solo, depósitos de areia, lava vulcânica recém-solidificada.
O processo é considerado secundário quando os referidos substratos já foram anteriormente ocupados por
uma comunidade e, consequentemente, contêm matéria orgânica viva ou morta (detritos, propágulos). Exemplos:
clareiras, áreas desmatadas, fundos expostos de corpos de água.
Desse modo, qualquer regeneração ou recuperação de área degradada é exemplo de sucessão secundária,
enquanto o estabelecimento de mata amazônica, na região Norte do Brasil, há cerca de 10 mil anos, num período
de glaciação, que diminuiu o nível dos mares e oceanos rasos da localidade é um exemplo de sucessão primária.

Tendências ao longo do processo de sucessão primária


ATRIBUTOS DO ECOSSISTEMA Em desenvolvimento Clímax
constante ou
CONDIÇÕES AMBIENTAIS variável e imprevisível
previsivelmente variável
POPULAÇÕES
Mecanismos de determinação
abióticos, independentes de densidade bióticos, dependentes de densidade
de tamanho populacional
Tamanho do indivíduo pequeno grande
Ciclo de vida curto/simples longo/complexo
lento, maior capacidade de so-
Crescimento rápido, alta mortalidade
brevivência competitiva
Produção quantidade qualidade
Flutuações + pronunciadas – pronunciadas
ESTRUTURA DA COMUNIDADE
Estratificação
pouca muita
(heterogeneidade espacial)
Diversidade de espécies (riqueza) baixa alta
Diversidade de espécies
baixa alta
(equitatividade)
Diversidade bioquímica baixa alta
Matéria orgânica total pouca muita
ENERGÉTICA DA COMUNIDADE
PPB/R >1 =1
PPB/B alta baixa
PPL alta baixa
Cadeia alimentar linear (simples) em rede (complexa)
NUTRIENTES
Ciclo de minerais aberto fechado
Nutrientes inorgânicos extrabióticos intrabióticos
Troca de nutrientes entre
rápida lenta
organismos e ambiente
Papel dos detritos na
não importante importante
regeneração de nutrientes
POSSIBILIDADE DE
EXPLORAÇÃO PELO HOMEM
Produção potencial alta baixa
Capacidade de resistir à exploração grande pequena
(Odum 1971; Margalef 1968)

75
E.O. Teste I I. O estágio inicial de uma sucessão caracte-
riza-se pela presença de plantas pioneiras
que exibem altas taxas de crescimento.
1. (UFG) Leia as informações a seguir. De acordo II. A sucessão secundária leva mais tempo
com dados do IBGE, a distribuição da população para atingir o clímax, do que a primária.
brasileira por gênero se enquadra nos padrões III. O estágio de clímax caracteriza-se por
mundiais; nascem mais homens que mulheres. baixa diversidade de espécies, em função
Entretanto, as pirâmides etárias, na fase adul- do aumento dos nichos ecológicos.
ta, mostram uma parcela ligeiramente maior Quais estão corretas?
de população feminina. Segundo esse órgão, a) Apenas I.
em 2010, a população brasileira compreendia b) Apenas III.
49,2% de homens e 50,8% de mulheres. c) Apenas I e II.
Disponível em: <http://www.ibge.gov. d) Apenas II e III.
br>. Acesso: em 26 nov. 2012. e) I, II e III.
O texto menciona a existência de uma dife-
rença entre o número de homens e mulheres 4. (Unioeste) Segundo Ernst Mayr (1963),
na população brasileira. Algumas medidas “espécies são agrupamento de populações
diretamente voltadas para redução dessa di- naturais intercruzantes, reprodutivamente
ferença, na fase adulta, incluem: isolados de outros grupos com as mesmas ca-
a) a geração de emprego na construção civil e a racterísticas”. De acordo com este conceito, é
vacinação contra a gripe. INCORRETO afirmar que:
b) a implementação de programa de saúde dire- a) os membros de uma espécie constituem uma
cionado à população feminina e a vacinação unidade ecológica.
contra a hepatite. b) os membros de uma espécie constituem uma
c) o controle da natalidade e o uso de equipa- unidade evolutiva.
mento de proteção individual no trabalho. c) os membros de uma espécie constituem uma
d) a geração de emprego direcionada à população unidade genética.
masculina e a redução da mortalidade infantil. d) os membros de uma espécie constituem uma
e) a redução da criminalidade e a implemen- unidade geográfica.
tação de programa de saúde direcionado à e) os membros de uma espécie constituem uma
população masculina. unidade reprodutiva.

2. (Fuvest) Considere as seguintes compara- 5. (IFSC) Imagine que você é um sapo e vive em
ções entre uma comunidade pioneira e uma um pântano. Aí vem o homem e constrói uma
rodovia, dividindo o local. Se você tentar pas-
comunidade clímax, ambas sujeitas às mes-
sar da metade para outra, o risco de ser atrope-
mas condições ambientais, em um processo
lado é alto. O resultado é que a estrada, apesar
de sucessão ecológica primária:
de quase não alterar a área total, criou dois
I. A produtividade primária bruta é maior
pântanos isolados. Há muito tempo os ecólo-
numa comunidade clímax do que numa
gos observaram que, quando o tamanho de um
comunidade pioneira.
ecossistema é reduzido, ele se torna mais frágil
II. A produtividade primária líquida é maior
e corre o risco maior de se desestabilizar. Há
numa comunidade pioneira do que numa
muitas razões teóricas para isso, como a dimi-
comunidade clímax.
nuição da população capaz de trocar genes en-
III. A complexidade de nichos é maior numa
tre si. É o caso do nosso sapo no pântano, que
comunidade pioneira do que numa comu-
agora só pode se casar com, metade das fêmeas
nidade clímax.
a que tinha acesso antes da infeliz estrada.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.

3. (UFRGS) Ao longo do tempo, ocorrem mu-


danças na repartição de energia, na estru- Fonte: REINACH, Fernando. Corredor ecológico: quando
tura das espécies e nos processos de uma dois a dois são cinco. A longa marcha dos grilos
canibais. São Paulo: Companhia da Letras. P. 29. Imagem
comunidade biológica, e essa sequência de
disponível em: http://www.google.com.br/images?h
mudanças é denominada sucessão ecológica. l=ptbr&source=imghp&biw=1280&bi h=709&q=%22s
Com relação à sucessão ecológica, considere apo%22&btnG=Pesquisar+imagens&gbv=2&aq=f&aqi=
as afirmações abaixo. &aql=&oq=&gs_rfai=. Acesso em: 27 nov. 2010.

76
Após a leitura do excerto acima, é correto afirmar que:
a) o número de sapos presente nesse pântano não sofreria nenhuma alteração, pois essa população tam
bém pode reproduzir-se assexuadamente, não precisando, para isso, de parceiros.
b) é considerado um ecossistema apenas o conjunto de fatores abióticos de determinada região.
c) o pântano citado no texto, por ser um lugar úmido, tem exatamente as mesmas características de uma
floresta tropical como a Amazônia.
d) apenas a população de sapos presente no pântano sofreria algum tipo de impacto, uma vez que são
animais terrestres.
e) o impacto ambiental provocado pela construção da estrada citado no texto, pode afetar a população
de anfíbios como os sapos, podendo ocasionar a sua diminuição.

6. (Ueg) Estudos sobre comunidades de espécies em ilhas têm levado ao desenvolvimento de princípios
gerais sobre a distribuição da diversidade biológica, como o modelo representado na figura a seguir.

A partir da interpretação da figura pode-se concluir que:


a) a relação entre a riqueza de espécies e a área da ilha aumenta com o tamanho da ilha.
b) as condições adversas nas ilhas menores explicam a redução no número de espécies nessas ilhas.
c) as ilhas maiores apresentam maior riqueza de espécies, estando estas mais vulneráveis à extinção ao
longo do tempo.
d) não existe uma relação evidente entre o número de espécies e o tamanho da ilha.

7. (UFPB) Com o passar dos anos, observa-se que os diferentes ambientes sofrem modificações, oca-
sionadas tanto por fenômenos naturais como pela interferência humana. A esse processo denomi-
na-se sucessão ecológica. A figura a seguir representa o esquema de uma sucessão ecológica:

Com base na figura e nos conhecimentos


acerca desse processo, é correto afirmar:
a) A comunidade que se estabelece, ao final da
sucessão ecológica, é a mais estável possível.
b) As espécies que iniciam o processo de su-
cessão ecológica são denominadas espécies
clímax.
c) A diversidade de espécies da comunidade
que se estabelece é mantida.
d) As relações ecológicas entre as espécies que
se estabelecem diminuem.
e) As mudanças que ocorrem na população não
alteram o ambiente.
77
8. (UFF) Um aluno ao fazer uma pesquisa ve-
rificou que uma fêmea de mosca é capaz de
pôr em média cento e vinte ovos. Ele con-
siderou que, se metade desses ovos desse
origem a fêmeas e que, se cada uma delas
colocasse também cento e vinte ovos, após
sete gerações, o número calculado de moscas
seria próximo de seis trilhões.
Na verdade, isso não acontece, pois a densi-
dade populacional depende de alguns fatores.
Um fator que NÃO é determinante para a
densidade populacional é a:
a) imigração.
b) mortalidade.
c) emigração.
d) natalidade. Esse gráfico mostra que:
e) sucessão ecológica. a) desde 1910 até 1940, a taxa de natalidade
superou a de mortalidade em todos os anos.
9. (UFPB) A estrutura das populações não é b) a partir de 1938, a queda do número de in-
divíduos foi devida à emigração.
estática e mudanças bióticas e abióticas po- c) no período de 1920 a 1930, o número de nas-
dem levar a um aumento ou diminuição dos cimentos mais o de imigrantes foi equivalente
componentes dessas populações ao longo do ao número de mortes mais o de emigrantes.
tempo. A análise dessas variações pode ser d) no período de 1935 a 1940, o número de
observada pelo estudo da dinâmica das po- nascimentos mais o de imigrantes superou o
pulações, como mostra o gráfico abaixo. número de mortes mais o de emigrantes.
e) no período de 1910 a 1950, o número de
nascimentos mais o de imigrantes superou o
número de mortes mais o de emigrantes.

E.O. Teste II
1. (Unesp) A figura mostra uma antiga área de
cultivo em processo de recuperação ambiental.

Analisando gráfico a partir da literatura so-


bre o tema abordado, é correto afirmar que
a população:
a) cresce independente da competição entre os
indivíduos.
b) não apresenta, no ponto B, os efeitos da ida-
de dos indivíduos.
c) cresce pouco até o ponto A, devido à elevada
idade dos indivíduos.
d) não sofre os efeitos da mortalidade dos seus
representantes.
e) tende, ao longo do tempo, ao equilíbrio, de-
vido à capacidade de suporte do ambiente.

10. (Fuvest) Em 1910, cerca de 50 indivíduos


de uma espécie de mamíferos foram intro-
duzidos numa determinada região. O gráfico
abaixo mostra quantos indivíduos dessa po- Já os gráficos representam alterações que
pulação foram registrados a cada ano, desde ocorrem nessa área durante o processo de
1910 até 1950. recuperação.
78
( ) A curva I ilustra uma situação na qual a
probabilidade de sobrevivência é aproxi-
madamente igual, durante a maior parte
da vida.
( ) A curva II caracteriza organismos com
poucos descendentes e muito investi-
mento parental.
( ) A curva III é típica de organismos em que
a sobrevivência é baixa entre os jovens.
( ) A curva III caracteriza organismos com
muitos descendentes e nenhum cuidado
parental.
A sequência correta de preenchimento dos
parênteses, de cima para baixo, é:
a) V – V – F – F.
b) F – V – V – V.
c) V – F – V – V.
d) F – V – F – F.
Durante o processo de sucessão secundária e) F – F – V – V.
da área, em direção ao estabelecimento de
uma comunidade clímax florestal, os gráfi- 3. (Uepa) Na elaboração do conceito de seleção
cos que representam o número de espécies
natural, Darwin teve influência nas ideias de
de gramíneas, a biomassa, o número de es-
pécies de arbustos e a diversidade de espé- Thomas Malthus, que sugeria que a principal
cies são, respectivamente: causa da miséria humana era o descompasso
a) II, III, III e II. entre o crescimento das populações e a pro-
b) III, I, III e II. dução de alimentos.
c) II, I, III e II. (Adaptado de Amabis e Martho, Biologia – volume 3,
d) I, III, II e I. Componente curricular: Biologia das populações – 2006).
e) I, III, I e III.
Com relação ao enunciado, a fome que assola
2. (UFRGS) A figura abaixo apresenta três pa- a população da região sul da Somália:
drões hipotéticos de curvas de sobrevivência, a) confirma o princípio de Malthus ao afirmar que
frequentemente encontrados na natureza. os alimentos crescem em progressão geométri-
ca e a população em progressão aritmética.
b) atinge as pessoas que possuem dificuldades
em se adaptarem às adversidades das condi-
ções ambientais.
c) afeta populações que herdam os genes de
características adquiridas por seus ances-
trais que determinam predisposição para a
desnutrição.
d) favorece aqueles indivíduos que apresentam
menor aptidão para sobreviverem em am-
bientes inóspitos.
e) é ocasionada por fatores ambientais naturais
(clima, seca, inundações, terremotos), além
dos causados pelo homem (guerras políticas
e econômicas).

4. (PUC-RJ) Observe a figura abaixo e classifi-


Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as que as afirmações como Falsas ou Verdadei-
afirmações abaixo, referentes a essas curvas.
ras:
79
E
D
B C
A
fonte: http://sousa-cienciasnaturais.blogspot.com/2011/01

I. C corresponde a um ecótono.
II. A corresponde à comunidade pioneira.
III. A sucessão mostrada na figura é primária.
IV. A biomassa se mantém estável no sentido de A para E.
a) Apenas III é verdadeira.
b) Apenas I é falsa.
c) Todas são falsas.
d) Apenas I e III são verdadeiras.
e) Apenas II e IV são falsas.

5. (UFTM) Uma área florestal, de relevo plano, foi desmatada para a construção de um condomínio
fechado, na cidade de Uberaba. Em razão de uma ordem judicial, porém, o local ficou abandonado
por alguns anos. Nessa situação, é correto afirmar que:
a) os mesmos vegetais irão ocupar essa área e recuperar totalmente o ecossistema local, gerando a mesma
floresta.
b) haverá nessa área um aumento da biodiversidade depois de certo tempo, possivelmente superando a
que havia anteriormente.
c) a área será ocupada inicialmente por árvores e arbustos; depois, será povoada por gramíneas e líquens.
d) haverá uma ocupação sucessiva por diferentes organismos, porém, não é possível afirmar que os mes-
mos vegetais farão parte dessa floresta.
e) o solo ficará nu, transformando-se em um ambiente com características desérticas, pois não será pos-
sível seres vivos sobreviverem nesse local.

6. (UFTM) A preservação dos biomas é crucial para a manutenção das funções e serviços ecológicos.
No caso de fragmentos florestais, é possível que ocorram algumas perturbações naturais e huma-
nas, como a formação de clareiras, a partir da queda de algumas árvores. Em relação às clareiras,
pode-se afirmar que:
a) possibilitam, primeiro, o crescimento de plantas umbrófilas, com folhas largas.
b) permitem que espécies pioneiras de lenhos densos, duráveis e de grande diâmetro ali se estabeleçam.
c) podem ser expandidas pela ação contínua do fogo, intensificada pela ação antrópica, sem grandes
malefícios ecológicos.
d) dinamizam, inicialmente, o crescimento de plantas que requerem luz, ampliando a riqueza de espécies.
e) alteram significativamente o ecossistema, gerando novos nichos para o estabelecimento de espécies
que vivem na comunidade clímax.

7. (PUC-SP) Considere os itens abaixo:


I. Biomassa
II. Biodiversidade
III. Tipos de relações ecológicas
Ao longo do processo de sucessão ecológica constata-se:
a) aumento de I, II e III.
b) aumento de I e II e diminuição de III.
c) aumento de I e III e diminuição de II.
d) aumento de I e diminuição de II e III.
e) diminuição de I, II e III.
80
8. (UFG) Considere duas populações de espécies diferentes de animais que possuem vida relativa-
mente longa. A espécie I gera pequena prole com alta porcentagem de sobreviventes de recém-
-nascidos (RN) e de jovens (J), com maior taxa de mortalidade na fase adulta (A). A espécie II gera
prole numerosa com alta porcentagem de mortalidade entre recém-nascidos. Qual figura represen-
ta as curvas de crescimento populacional dessas duas espécies?

a) b) c)

d) e)

9. (UFSM) Na história humana, civilizações se ergueram e se extinguiram devido muitas vezes a


processos naturais, que favoreciam a dinâmica dos povos, pelo menos em determinados períodos.
Relevo, clima, migração, densidade populacional, competição, entre outros fatores, contribuíam
para regular esses processos.
Sobre os processos ecológicos envolvidos nessa dinâmica, considere as afirmativas a seguir.
I. Densidade populacional se refere exclusivamente ao tamanho ou número de indivíduos de uma
população.
II. Medidas de tamanho de uma população, tomadas em diferentes intervalos de tempo, informam
se ela está em expansão, em declínio ou em estabilidade, o que permite fazer correlações com
fatores, como disponibilidade de alimento e clima.
III. Em uma representação gráfica, o crescimento de uma população a partir de poucos indivíduos
iniciais descreve uma curva em forma de S (curva exponencial), que ascende até o limite máxi-
mo de indivíduos que o ambiente consegue suportar.
Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas II e III.

10. (UFLA) Analise as seguintes proposições sobre culturas agrícolas destinadas à alimentação huma-
na, as quais constituem ecossistemas simplificados fora do estágio clímax e, a seguir, marque a
alternativa CORRETA.
I. Estas culturas agrícolas são mais suscetíveis às pragas, devido à menor quantidade de predado-
res nesses ecossistemas.
II. A menor variabilidade genética nesse ecossistema torna-o mais sensível ao ataque de pragas.
III. O aumento de áreas cultivadas provoca a destruição de comunidades clímax, acarretando extinção de
espécies e erosão do solo.
a) Apenas as proposições II e III estão corretas.
b) Apenas as proposições I e II estão corretas.
c) As proposições I, II e III estão corretas.
d) Apenas as proposições I e III estão corretas.
81
E.O. Teste III
1. (UPE) Um pesquisador levantou fotos antigas e atuais, entrevistou moradores, analisou imagens de
satélites e visitou diversas áreas da Floresta Amazônica, procurando conhecer os diferentes estágios
de sucessão em áreas degradadas e preservadas. Organizou as informações e propôs 3 etapas.
1ª etapa:
Ilustração da degradação progressiva
1 2

3 4

Fonte: Monitoramento da cobertura florestal da Amazônia por satélites (2007-2008). www.obt.inpe.br/deter

2ª etapa:
Atividade degradadora
I. Retirada de madeira e queimada
II. Corte Raso
III. Recorrência de queimada
IV. Extração seletiva de Madeira
3ª etapa:
Características ecológicas da sucessão
A. Área em processo inicial de sucessão, com poucas espécies e espaço para ser colonizado por
espécies pioneiras arbustivas ou rasteiras.
B. Permanência apenas das espécies do subbosque, com solo exposto para colonização por espécies
pioneiras arbustivas ou rasteiras.
C. Área com redução de espécies da comunidade clímax, estimulando a sucessão secundária a
partir de árvores jovens que compõem o sub-bosque.
D. Estágio, no qual permanecem algumas poucas espécies da comunidade clímax, predominando
espécies do sub-bosque.
Assinale a alternativa que apresenta a correlação CORRETA entre Ilustração, Atividade Degradadora
e Características ecológicas da sucessão:
a) 1-I-A; 2-II-C; 3-III-B; 4-IV-D
b) 1-IV-B; 2-II-A; 3-I-C; 4-III-D
c) 1-III-B; 2-IV-A; 3-II-C; 4-I-D
d) 1-I-D; 2-III-B; 3-IV-A; 4-II-C
e) 1-IV-C; 2-I-D; 3-III-B; 4-II-A

2. (Ulbra) Para organizar e gerir uma Unidade de Conservação (UC), um biólogo necessita de uma
série de conhecimentos, que abrangem questões biológicas específicas, tais como ecologia de po-
pulações e comunidades, ecologia de ecossistemas e ecologia de paisagens, bem como questões de
cunho social, como cultura, modo de vida e forma de sustento da população humana que reside
no entorno da UC. Entre as questões relacionadas ao conhecimento biológico, assinale, entre as
opções abaixo, a que está INCORRETA:
82
a) áreas maiores e de forma mais arredonda- O gráfico anterior foi recortado de um livro
da tendem a manter populações maiores e de Biologia populacional, mas infelizmente
maior biodiversidade. a legenda foi cortada e não mais acompanha
b) populações animais, demograficamente peque- a imagem. Alguns alunos tentaram adivi-
nas, diminuem a possibilidade de endocruza- nhar que tipo de realidade essa curva repre-
mento aumentando a variabilidade genética. senta e criaram a lista a seguir:
c) as plantas, como produtores, são essenciais I. Uma população de bactérias cultivadas
em qualquer ecossistema. em uma placa de petri.
d) fragmentos de forma alongada apresentam II. O processo de colonização de uma lagoa
áreas centrais menores que fragmentos arre- por algas.
dondados e dificultam a manutenção de es- III. O crescimento da população de seres hu-
pécies adaptadas a ambientes mais estáveis. manos.
e) o conhecimento sobre a área de vida das Está correto o contido em:
espécies auxilia no dimensionamento do ta- a) somente I.
manho da UC. b) somente II.
c) somente III.
3. (Unesp) Dentre os gráficos de 1 a 5, um deles d) I e II.
representa a variação do número de espécies e) II e III.
de organismos (eixo y) com relação ao au-
mento da latitude no planeta (eixo x); outro 5. (CPS) Muito apreciados, os livros de fic-
gráfico representa o crescimento populacional ção científica constituem-se em lazer para
(eixo y) em função do tempo (eixo x) na au- muitos. Um autor está escrevendo um livro
sência de restrições ambientais (resistência que parte do desaparecimento repentino de
do meio) e com índice de mortalidade zero. nossa espécie. Nessa obra, ele pretende des-
crever a sequência de eventos que provavel-
mente ocorreria nos anos e décadas futuras.
A partir dos conhecimentos atuais, pode-se
supor que, após o desaparecimento de nossa
espécie, dentre outros eventos aconteça:
a) a extinção da vida no planeta Terra, devido
à ausência de nossa espécie.
b) a continuidade somente dos organismos pro-
dutores: fotossintetizantes e quimiossinteti-
zantes.
c) a invasão de várias espécies vivas nas cons-
truções urbanas.
Esses gráficos são, respectivamente: d) a interrupção do ciclo da matéria no plane-
a) 1 e 2. ta, devido à extinção dos decompositores.
b) 2 e 3. e) a extinção dos herbívoros, devido ao apare-
c) 3 e 4. cimento do homem.
d) 4 e 5.
e) 5 e 1.

4. (Fatec)
E.O. Dissertativo
1. (UFG) “A floresta Amazônica é o pulmão do
mundo”. Esta frase tem sido utilizada no
sentido de que esse bioma é fonte de gran-
de quantidade de oxigênio liberado para a
atmosfera. Entretanto, é preciso lembrar que
esta floresta sofreu alterações frequentes du-
rante o processo de sucessão ecológica por mi-
lhares de anos, atingindo o estágio de clímax.
a) Considerando-se o exposto, explique as ca-
racterísticas que permitem considerar esta
floresta como clímax.
b) Do ponto vista fisiológico, considerando-se
a função do pulmão dos animais terrestres,
por que o termo “pulmão” está equivocada-
mente empregado no enunciado “A Amazô-
nia é o pulmão do mundo”?
83
2. (UEL) Os seres humanos modificam o ambiente para uso dos recursos naturais, criando impactos
sobre os ecossistemas. O gráfico a seguir mostra um exemplo hipotético da interferência humana
sobre a fauna local em um determinado rio com nascente na floresta nativa.

a) Com base no gráfico, explique as variações das populações A e B.


b) No contexto do exemplo dado na questão, esquematize uma cadeia alimentar em um ambiente aquá-
tico de uma floresta nativa.

3. (PUC-RJ) Com base na pirâmide populacional apresentada abaixo, que mostra resultados de três
censos, discorra sobre as mudanças em parâmetros populacionais como natalidade, crescimento
populacional e mortalidade de homens e mulheres na população brasileira.
População residente total, por sexo e grupo de idade - 1980/2000

4. (Unesp) Leia atentamente os três textos e analise o gráfico.


I. Pela primeira vez na história, os empresários deparam-se com limites reais de crescimento
econômico e de consumo, impostos por questões relacionadas à natureza. Todo produto que
chega ao consumidor, seja um carro, um tênis ou uma xícara de café, tem origem na extração ou
colheita de bens da natureza. Esses bens, a água, as terras cultiváveis, as florestas, são finitos.
(Veja, 09.06.2010. Adaptado.)

II. A população mundial era de cerca de 250 milhões de habitantes no ano 1 da era cristã. Em
1999, chegou a 6 bilhões, e poderá alcançar 9 bilhões em 2050. Alguns autores consideram que
a racionalidade humana e os avanços tecnológicos são capazes de resolver os problemas am-
bientais em uma situação de crescimento populacional. Afirmam que as taxas de mortalidade
vão continuar caindo, o bem-estar vai continuar aumentando e que o crescimento populacional
contribui para o desenvolvimento humano a longo prazo.
(opensadorselvagem.org. Adaptado.)

84
III. Alguns autores consideram que a espé- 6. (Unifesp) As citações:
cie humana expandiu-se a tal ponto que I. “A floresta Amazônica deve ser preservada
ameaça a existência dos outros seres. Tor- a qualquer custo. Afinal ela é o verdadei-
nou-se uma praga que destrói e ameaça ro pulmão do mundo”.
o equilíbrio do planeta. E a Terra reagiu. II. “Diante das demandas promissoras dos
mercados de carbono, algumas áreas de
O processo de eliminação da humanidade
plantio na Amazônia têm sido abandona-
já está em curso e vai se dar pela com- das para dar lugar a uma nova dinâmica
binação do agravamento do efeito estufa de recolonização nessas áreas”. foram ex-
com desastres climáticos e a escassez de traídas, a primeira, de uma propaganda de
recursos. “Bilhões de nós morrerão e os TV de cunho ambientalista, e a segunda,
poucos casais férteis de pessoas que so- de uma revista de divulgação científica.
breviverão estarão no Ártico, onde o cli- Considerando tais citações:
ma continuará tolerável”, afirmam. a) pode se falar em erro conceitual, quando se
(opensadorselvagem.org. Adaptado.) faz referências a florestas maduras como a
Amazônia, como “pulmão do mundo”? Justi-
fique sua resposta.
b) indique duas diferenças básicas encontradas
entre comunidades de início e de final de
sucessão relacionadas com a dinâmica dos
processos ecofisiológicos em um ecossistema
florestal.

7. (UFJF) Recifes de corais são conhecidos por


sua beleza e grande diversidade. O Progra-
ma de Recifes Artificiais de Corais do Paraná
instalou estruturas pré-fabricadas de con-
Cada um dos textos I e II relaciona-se a uma creto na região costeira do Estado.
das letras do gráfico, A, B ou C. Indique a O objetivo é atrair peixes e organismos ma-
que letras correspondem os textos I e II e rinhos, criando ecossistemas artificiais se-
justifique essa correlação. Para fazer jus à melhantes aos substratos rochosos, bene-
conclusão do texto III, uma das linhas do ficiando as atividades de mergulho, pesca
gráfico deveria ser modificada. Faça na figu- esportiva e profissional, contribuindo para
ra acima, a modificação sugerida pelo texto a conservação da biodiversidade e dos recur-
III e justifique o porquê dessa modificação. sos pesqueiros através da criação de áreas de
proteção. Esse projeto tem sua sustentação
teórica no processo de sucessão ecológica.
5. (UFSC) Em 2009, comemoram-se 200 anos a) Em que consiste o processo de sucessão eco-
do nascimento de Charles Darwin e 150 anos lógica?
da publicação de sua obra A Origem das Es O gráfico a seguir mostra o que acontece
pécies. Para essa obra, o pensamento de Tho com a produção primária bruta, produção
mas Malthus, segundo o qual “a população primária líquida, respiração e biomassa ao
de um território é limitada pela quantida- longo de uma sucessão ecológica.
de de alimentos nele disponível”, foi muito
importante, pois Darwin percebeu que este longo de uma sucessão ecológica.
argumento, embora relacionado aos huma-
nos, aplicava-se também, perfeitamente, ao
mundo das plantas e dos animais.
No caso dos animais o tamanho populacional
é influenciado, além de outros fatores, pela
predação.

Sobre esse assunto, responda:


a) O que é predação?
b) Considerando um espaço territorial limitado,
de que forma a predação pode influenciar no b) Considerando apenas a absorção de gás de efei-
tamanho populacional de presas? to estufa, qual período (ano) da sucessão seria
c) Considerando um espaço territorial limitado, mais benéfico ao ecossistema? Justifique.
de que forma a predação pode influenciar no c) Qual a diferença entre as sucessões ecoló-
tamanho populacional de predadores? gicas que ocorrem nos recifes artificiais e o
que ocorre na boca de quem fica sem escovar
os dentes por alguns dias?
85
8. (Unesp) A revista Veja, em um número especial sobre a Amazônia, publicou em 2008 matéria de
onde foi extraído o seguinte trecho:
Uma boa medida para diminuir a pressão sobre as matas seria mudar a lei e permitir que sejam plantadas
espécies exóticas, como o eucalipto, nas propriedades que desmataram além do limite de 20%. “Reflores-
tar com árvores exóticas dá retorno econômico e é tecnicamente viável, – diz Francisco Graziano, secre-
tário do Meio Ambiente de São Paulo.
Além dos aspectos econômicos e técnicos tratados no texto, cite uma vantagem e uma desvan-
tagem, do ponto de vista ecológico, de se recuperar áreas desmatadas da região amazônica com
espécies vegetais exóticas.

9. (UERJ) Uma pequena e isolada ilha tropical foi devastada por uma grande queimada, que destruiu
todos os seres vivos ali existentes.
Quatro anos depois, o solo da ilha apresentava uma cobertura de cianobactérias, briófitas, pteri-
dófitas, além de algumas fanerógamas. Após dez anos, já existiam diferentes representantes de
artrópodes e, após sessenta anos, a ilha estava novamente coberta por uma mata densa, abrigando
um grande número de espécies animais, incluindo répteis, aves e mamíferos.
Nomeie o fenômeno ecológico ocorrido na ilha ao longo desse período e explique a atuação dos
primeiros organismos surgidos, após a queimada, na recuperação da biodiversidade local.

10. (UFMG) Analise estas curvas resultantes da análise dos dados obtidos em um experimento desen
volvido para se avaliar a taxa de sobrevivência dos indivíduos de três diferentes populações:

1. A partir dessa análise, suponha de que modo esse experimento foi planejado, bem como os tipos de da-
dos que, obtidos ao longo das observações, possibilitaram a construção dessas curvas de sobrevivência.
Considerando essas informações e outros conhecimentos sobre o assunto, INDIQUE
a) as características iniciais das populações estudadas.
b) os tipos de dados coletados ao longo do experimento.
2. Considerando as informações fornecidas pela curva I, JUSTIFIQUE a adequada qualidade de vida da
população nela representada.
3. Suponha que a curva III representa uma população vetora de determinada doença. Com base nessa
suposição, CITE a fase da vida dessa população que deve ser controlada para se evitar a disseminação
da doença.
JUSTIFIQUE sua resposta.

E.O. Enem
1. Há quatro séculos alguns animais domésticos foram introduzidos na Ilha da Trindade como “re-
serva de alimento”. Porcos e cabras soltos davam boa carne aos navegantes de passagem, cansados
de tanto peixe no cardápio. Entretanto, as cabras consumiram toda a vegetação rasteira e ainda
comeram a casca dos arbustos sobreviventes. Os porcos revolveram raízes e a terra na busca de se-
mente. Depois de consumir todo o verde, de volta ao estado selvagem, os porcos passaram a devorar
qualquer coisa: ovos de tartarugas, de aves marinhas, caranguejos e até cabritos pequenos. Com
base nos fatos acima, pode-se afirmar que:
a) a introdução desses animais domésticos trouxe, com o passar dos anos, o equilíbrio ecológico.
b) o ecossistema da Ilha da Trindade foi alterado, pois não houve uma interação equilibrada entre os
seres vivos.
c) a principal alteração do ecossistema foi a presença dos homens, pois animais nunca geram desequilí-
brios no ecossistema.
d) o desequilíbrio só apareceu quando os porcos começaram a comer os cabritos pequenos.
e) o aumento da biodiversidade, a longo prazo, foi favorecido pela introdução de mais dois tipos de ani-
mais na ilha.

86
2. Ao longo do século XX, a taxa de variação na população do Brasil foi sempre positiva (crescimen-
to). Essa taxa leva em consideração o número de nascimentos (N), o número de mortes (M), o de
emigrantes (E) e o de imigrantes (I) por unidade de tempo. É correto afirmar que no século XX:
a) M > I + E + N.
b) N + I > M + E.
c) N + E > M + I.
d) M + N < E + I.
e) N < M - I + E.

3. Uma pesquisadora deseja reflorestar uma área de mata ciliar quase que totalmente desmatada. Essa for-
mação vegetal é um tipo de floresta muito comum nas margens de rios dos cerrados no Brasil central e, em
seu clímax, possui vegetação arbórea perene e apresenta dossel fechado, com pouca incidência luminosa
no solo e nas plântulas. Sabe-se que a incidência de luz, a disponibilidade de nutrientes e a umidade do
solo são os principais fatores do meio ambiente físico que influenciam no desenvolvimento da planta.
Para testar unicamente os efeitos da variação de luz, a pesquisadora analisou, em casas de vegetação com
condições controladas, o desenvolvimento de plantas de 10 espécies nativas da região desmatada sob
quatro condições de luminosidade: uma sob sol pleno e as demais em diferentes níveis de sombreamento.
Para cada tratamento experimental, a pesquisadora relatou se o desenvolvimento da planta foi bom, razo-
ável ou ruim, de acordo com critérios específicos. Os resultados obtidos foram os seguintes:

Condição de Luminosidade
Espécie Sombreamento
Sol pleno ____________________________________________
30% 50% 90%
1 Razoável Bom Razoável Ruim
2 Bom Razoável Ruim Ruim
3 Bom Bom Razoável Ruim
4 Bom Bom Bom Bom
5 Bom Razoável Ruim Ruim
6 Ruim Razoável Bom Bom
7 Ruim Ruim Ruim Razoável
8 Ruim Ruim Razoável Ruim
9 Ruim Razoável Bom Bom
10 Razoável Razoável Razoável Bom

Para o reflorestamento da região desmatada:


a) a espécie 8 é mais indicada que a 1, uma vez que aquela possui melhor adaptação a regiões com maior
incidência de luz.
b) recomenda-se a utilização de espécies pioneiras, isto é, aquelas que suportam alta incidência de luz,
como as espécies 2, 3 e 5.
c) sugere-se o uso de espécies exóticas, pois somente essas podem suportar a alta incidência luminosa
característica de regiões desmatadas.
d) espécies de comunidade clímax, como as 4 e 7, são as mais indicadas, uma vez que possuem boa ca
pacidade de aclimatação a diferentes ambientes.
e) é recomendado o uso de espécies com melhor desenvolvimento à sombra, como as plantas das espécies
4, 6, 7, 9 e 10, pois essa floresta, mesmo no estágio de degradação referido, possui dossel fechado, o
que impede a entrada de luz.

4. A biodiversidade diz respeito tanto a genes, espécies, ecossistemas, como a funções, e coloca pro-
blemas de gestão muito diferenciados. É carregada de normas de valor. Proteger a biodiversidade
pode significar:
§§ a eliminação da ação humana, como é a proposta da ecologia radical;
§§ a proteção das populações cujos sistemas de produção e cultura repousam num dado ecossis-
tema;
§§ a defesa dos interesses comerciais de firmas que utilizam a biodiversidade como matéria pri-
ma, para produzir mercadorias.
(Adaptado de GARAY, I. & DIAS, B. Conservação da biodiversidade em ecossistemas tropicais)

87
De acordo com o texto, no tratamento da IV. a morte dos predadores acabou por per-
questão da biodiversidade no Planeta. mitir um crescimento exagerado da popu-
a) o principal desafio é conhecer todos proble- lação de veados, isto levou à degradação
mas dos ecossistemas, para conseguir prote- excessiva das pastagens, tanto pelo con-
gê-los da ação humana. sumo excessivo como pelo seu pisotea-
b) os direitos e os interesses comerciais dos mento.
produtores devem ser defendidos, indepen- O estudante acertou se indicou as alterna-
tivas:
dentemente do equilíbrio ecológico.
a) I, II, III e IV.
c) deve-se valorizar o equilíbrio do meio am- b) I, II e III, apenas.
biente, ignorando-se os conflitos gerados c) I, II e IV, apenas.
pelo uso da terra e seus recursos. d) II e III, apenas.
d) o enfoque ecológico é mais importante do e) III e IV, apenas.
que o social, pois as necessidades das po-
pulações não devem constituir preocupação
para ninguém.
e) há diferentes visões em jogo, tanto as que
Gabarito
só consideram aspectos ecológicos, quanto
as que levam em conta aspectos sociais e E.O. Teste I
econômicos.
1. E 2. D 3. A 4. D 5. E
5. No início deste século, com a finalidade de 6. A 7. A 8. E 9. E 10. D
possibilitar o crescimento da população de
veados no planalto de Kaibab, no Arizona
(EUA), moveu-se uma caçada impiedosa aos E.O. Teste II
seus predadores - pumas, coiotes e lobos. No 1. E 2. C 3. E 4. C 5. D
gráfico a seguir, a linha cheia indica o cresci-
mento real da população de veados, no perío- 6. D 7. A 8. A 9. B 10. C
do de 1905 a 1940; a linha pontilhada indica
a expectativa quanto ao crescimento da popu-
lação de veados, nesse mesmo período, caso o E.O. Teste III
homem não tivesse interferido em Kaibab. 1. E 2. B 3. B 4. B 5. C

E.O. Dissertativo
1.
a) A floresta em estágio de clímax é caracte-
rizada pela estabilidade e maturidade das
comunidades, sofrendo poucas alterações
ao longo do tempo, e a fotossíntese se
iguala a respiração, sendo P/R=1, assim,
a liberação de oxigênio para a atmosfe-
ra é praticamente nula, sendo o oxigênio
produzido pela fotossíntese totalmente
consumido na respiração. Fatores climáti-
Para explicar o fenômeno que ocorreu com a cos pouco influenciam na homeostase, e a
população de veados após a interferência do diversidade biologia é constante, havendo
homem, um estudante elaborou as seguintes pequenas alterações na comunidade.
hipóteses e/ou conclusões: b) O termo “pulmão” está empregado de
I. lobos, pumas e coiotes não eram, certa-
modo incorreto, pois durante a respira-
mente, os únicos e mais vorazes predado-
res dos veados; quando estes predadores, ção pulmonar ocorre a inspiração de oxi-
até então despercebidos, foram favoreci- gênio e expiração de gás carbônico para a
dos pela eliminação de seus competido- atmosfera, sendo o processo contrário do
res, aumentaram numericamente e quase que ocorre durante a fotossíntese: há o
dizimaram a população de veados. sequestro de gás carbônico pelas plantas,
II. a falta de alimentos representou para os matéria-prima para síntese de glicose,
veados um mal menor que a predação. juntamente com a energia luminosa, re-
III. ainda que a atuação dos predadores pu- sultando na liberação de oxigênio para a
desse representar a morte para muitos ve-
atmosfera.
ados, a predação demonstrou-se um fator
positivo para o equilíbrio dinâmico e so-
brevivência da população como um todo.
88
2. 5.
a) Pode-se observar no gráfico que a sobre- a) Predação é a relação ecológica em que
vivência dos peixes e o aumento da popu- uma espécie animal (predador) mata e se
lação de mosquitos está diretamente re- alimenta de indivíduos de outra espécie
lacionada pelo lançamento dos efluentes (presa), suprimindo-as da população.
domésticos e industriais em área urbana, b) A predação pode, ao longo do tempo,
que além de possuírem substâncias tóxi- dentro de um espaço territorial limitado,
cas, causam a redução da concentração do diminuir o tamanho populacional de pre-
oxigênio dissolvido na água, e aumentam sas, devido a caça intensa.
a disponibilidade de matéria orgânica, c) A predação influi no tamanho da popula-
dificultando a sobrevivência dos peixes ção tanto de presas quanto de predadores:
predadores de mosquitos. em um território limitado, a caça se in-
tensificará, reduzindo o numero de presas
b) A partir do exemplo dado, pode-se cons-
e consequentemente afetando a alimen-
truir uma cadeia alimentar tendo as algas
tação e sobrevivência dos predadores.
como produtores, zooplâncton e larvas
6.
de insetos como consumidores primário
a) O emprego do termo “pulmão do mundo”
e secundário, respectivamente; e peixes é errado, pois em florestas clímax, como
como consumidores terciários. a Floresta Amazônica, há um equilíbrio
3. A pirâmide populacional apresentada mos- nos processos de trocas gasosas, pois a
tra base mais larga e ápice estreito (censo produção de gás oxigênio, através da fo-
1980), e se inverte no segundo e terceiro tossíntese é anulada pelo consumo desse
(1991/2000), demonstrando uma redução gás na respiração, estando incorreta tam-
na taxa de natalidade de homens e mulhe- bém a comparação com o pulmão, onde
res, e a consequente redução populacional. a respiração consome oxigênio e produz
Pode-se notar também a redução da morta- gás carbônico.
lidade e aumento da longevidade através do b) Em comunidades de início de sucessão
alargamento do ápice da pirâmide, sendo o ocorre baixa biodiversidade, isto é, um
censo de 1980 caracterizado por indivídu- pequeno número de espécies, e uma alta
os de faixa etária mais baixa, enquanto nos produtividade primária líquida, enquan-
anos de 1991 e 2000, há uma redução de in- to em comunidades de final de sucessão
divíduos dessa faixa etária, aumentando a (clímax) o processo é inverso, tendo alta
população a partir dos 25 anos. biodiversidade e baixa produtividade pri-
4. De acordo com os trechos apresentados, o mária liquida.
Texto I relaciona-se à curva B, onde a resis- 7.
tência ambiental impõe limites ao cresci- a) O processo de sucessão ecológica é carac-
mento populacional, e os recursos naturais terizado pela colonização gradativa de
são finitos e podem esgotar-se a curto e mé- um ambiente, em que as comunidades
dio prazo. Enquanto o texto II refere-se à vão se sucedendo ao longo do tempo.
curva A, onde a disponibilidade de alimento, b) De acordo com o gráfico, a sucessão será
abrigo, proteção contra doenças infecciosas mais benéfica ao ecossistema no sexto
ou relacionadas à velhice, propiciam que a ano, quando ocorre maior fixação de CO2,
população humana apresente crescimento de acordo com os valores de produção pri-
exponencial. mária líquida.
De acordo com o texto III, a expansão huma- c) Nos recifes artificiais ocorre a sucessão
na bem como alterações climáticas e escas- primária, pois não havia organismos nes-
sez de recursos podem afetar a sobrevivência se habitat antes da formação do coral,
da espécie, sendo possível estabelecer o se- enquanto nos dentes ocorre a sucessão
guinte gráfico, representando o crescimento secundária, pois já havia uma comunida-
de de bactérias anteriormente, que ape-
populacional e o potencial biótico.
nas cresceram pelo aumento de nutrien-
tes dada a falta de higiene.
8.
O plantio de espécies exóticas para a recu-
peração de áreas desmatadas tem como van-
tagens a mais rápida cobertura vegetal do
solo, devido ao fato dessas espécies não te-
rem predadores naturais nesse ambiente. No
entanto essa prática pode ter como desvan-
tagem a diminuição da biodiversidade, pois
competem com as espécies nativas pelos re-
cursos do meio.
89
9. Nessa ilha ocorre o processo de sucessão 2. De acordo com o gráfico I, a população
ecológica, em que os organismos que colo- apresenta elevada taxa de sobrevivência,
nizaram a ilha após a queimada, no caso e isto pode estar relacionado a caracterís-
cianobactérias e algumas espécies vege- ticas genéticas associadas a qualidade de
tais, afetaram os padrões microclimáticos e vida.
químicos do solo, (re)ciclando a matéria e 3. Considerando o gráfico III como repre-
permitindo assim o surgimento de espécies sentante de uma população vetora de do-
mais complexas como repteis, aves e mamí- ença, deve ser feito o controle pela elimi-
feros. nação da fase larval, evitando assim que
10. o mosquito se desenvolva e atinja a fase
1. adulta, quando é capaz de se reproduzir,
a) No gráfico I quase todos os indivíduos reduzindo a transmissão da doença.
sobrevivem até a longevidade potencial,
enquanto no gráfico II a sobrevivência
é, aproximadamente, igual toda vida. Já E.O. Enem
no gráfico III pode-se notar que a sobre- 1. B 2. B 3. B 4. E 5. E
vivência de jovens é baixa, no entanto,
para a maior parte da vida ela é alta.
b) Ao longo do experimento pode-se obser-
var as idades em que os indivíduos têm
alta ou baixa probabilidade de sobrevi-
vência.

90
Diversidade
de vida

Aulas 9 e 10: Algas 92


Aulas 11 e 12: Poríferos e cnidários 110
Aulas 13 e 14: Platelmintos 134
Aulas 15 e 16: Nematelmintos 150
© Smit/Shutterstock

Algas
Aulas 9 e 10
Protoctistas autótrofos
Os protoctistas podem ou não apresentar clorofila. Aqueles que não contêm clorofila são chamados protozoários,
incluindo as amebas, paramécios, plasmódios etc. Os representantes clorofilados são os protófitos e incluem as dia-
tomáceas (crisofíceas), os dinoflagelados (pirrofíceas) e as euglenofíceas. Já os representantes pluricelulares e que não
possuem tecidos verdadeiros constituem o grupo das algas, divididas em algas verdes, algas pardas e algas vermelhas.

Algas
São seres eucariotos, unicelulares ou pluricelulares com pigmentos fotossintéticos variados, além das clorofilas. Vi-
vem no mar, na água doce e em ambientes terrestres úmidos. Dividem-se em três grupos: clorofíceas (algas verdes),
feofíceas (algas pardas) e rodofíceas (algas vermelhas).
As algas foram colocadas muito tempo no reino das plantas, mas há autores que consideram apenas alguns
grupos de algas unicelulares como pertencentes aos protistas. A escolha atual e de acordo com Margulis e Schwartz
é abordar todas algas no Reino Protoctista.
As algas formam um grupo muito numeroso e bastante biodiverso, como pode ser observado a seguir:

Micrasterias célula única Volvox: colônias Scenedesmus: pacotes Spirogyra: filamentosa


de 4 células

Sargassum

Fucus
Dictyota Cutleria

Egregia

Dictyopteria undulata
Sargassum Padina
Marcocytosis
Alguns componentes do diverso grupo de algas, com representantes unicelulares e pluricelulares de variadas cores.

Os corpos das algas multicelulares, chamados de talos,


podem formar filamentos, lâminas ou estruturas que
lembram pequenas folhas. A estrutura interna dos talos
mostra que o conjunto de células não forma tecidos ver-
dadeiros e nem órgãos. Vivem na superfície da água dos
oceanos ou em água doce, constituindo o fitoplânc-
ton, ou fixas, por meio de seus apressórios, ao fundo
arenoso ou rochoso do mar, constituindo o fitobentos,
ou, ainda, em superfícies terrestres úmidas. Observe a
figura a seguir:
Estrutura de alga pluricelular

93
As algas apresentam uma enorme variedade de tonalidades de cor. Além da clorofila, que dá a cor verde ca-
racterística da maioria dos vegetais, possuem outros pigmentos. Essa variedade é determinante para o estudo e clas-
sificação das algas em pardas, verdes, vermelhas ou douradas, servindo como critério importante para classificação.

Algas verdes (Filo Chlorophyta)


São seres unicelulares (isolados ou coloniais) ou pluricelulares. Em seus cloroplastos, os principais pigmentos são
as clorofilas A e B e os carotenos (laranja) e xantofilas (amarelo) podem aparecer. A reserva é representada por
amido e as paredes celulares possuem celulose. Possuem maior quantidade de clorofila do que outros pigmen-
tos. São muito comuns, habitam a água doce, a salgada e ambientes terrestres úmidos. Destacam-se os seguintes
gêneros: Spirogira, Ulva, Volvox, Acetabularia, Porphira e Caulerpa. Provavelmente, foi a partir deste grupo que as
briófitas – grupo de plantas ainda de morfologia simples – evoluíram. Na figura, a seguir, observe a diversidade
das clorofíceas.

A reprodução sexuada é feita por isogamia (fusão entre gametas iguais em forma e função), hetero-
gamia (fusão entre gametas distintos em forma e/ou função) ou oogamia (fecundação de um gameta feminino
imóvel e grande por um gameta masculino móvel e pequeno). A reprodução assexuada é feita por meio de
esporos. Muitas espécies apresentam alternância de gerações ou metagênese. Observe, nas figuras a seguir,
os processos de reprodução sexuada e a metagênese.

Isogamia
Heterogamia morfológica
Fecundação

Isogametas microgameta
Célula-ovo ou
zigoto Fecundação
Célula-ovo
ou zigoto
macrogameta
Heterogamia fisiológica
Oogamia

Gameta
Gameta móvel (anterozoíde)

Fecundação
Fecundação
Célula-ovo Célula-ovo
Gameta imóvel ou zigoto Gameta ou zigoto
(oosfera)
Reprodução sexuada das algas e tipos de gameta.

94
Metagênese em algas. Ciclo de vida de ulva, uma alga verde membranosa.

Algas pardas (Filo Phaeophyta)


São pluricelulares, com o corpo (talo) organizado em filamentos semelhantes a raízes, caules e folhas, chamados,
respectivamente, de rizoides, cauloides e filoides. Algumas algas chegam a apresentar talos imensos, como as espé-
cies dos gêneros Laminaria (70 m), Sargassum (30 m) e Macrocystis (15 m). As feofíceas possuem um pigmento
marrom-amarelado: a fucoxantina ou xantofila (amarelo), que junto com a clorofila (verde), dá a cor parda
que as distingue dos outros filos. São algas marinhas de grande importância ecológica, pois servem de habitat a
numerosos grupos de animais marinhos. Além disso, quando exploradas, são utilizadas diretamente como adubo,
fonte de nutrientes e delas se extrai o iodo, o ágar-ágar (uma mucilagem, matéria-prima para gelatinas e meios
de culturas), que é utilizado em técnicas de laboratório de microbiologia, na preparação de laxantes pela indústria
farmacêutica e na alimentação.
O corpo é revestido por uma mucilagem chamada algina ou alginato. Essa mucilagem estabilizante é
extraída das algas pardas e utilizada na fabricação de sorvetes, caramelos e cosméticos. Algumas espécies são
comestíveis. Vivem fixas no fundo (bentônicas); a maioria das espécies é marinha e poucas são de água doce.
Reproduzem-se sexuada e assexuadamente e muitas espécies apresentam alternância de gerações (meta-
gênese). Na figura, observe alguns representantes das feofíceas.

Exemplos de feofíceas, algas pardas pluricelulares. Da esquerda para a direita: Fucus; Laminaria sp.; Sargassum sp.; Kelps; e Macrorystis.
Fucus Laminaria sp. Sargassum sp. Kelps Macrorystis

95
Algas vermelhas (Filo Rodophyta)
Conhecidas também pelo nome de rodofíceas, vivem
principalmente no mar, em zonas que normalmente não
ficam descobertas pelas marés. As rodofíceas são pluri-
celulares e fixam-se nos fundos litorâneos e oceânicos
(bentônicas). Nos plastos além da clorofila, encontra-
-se outro pigmento predominante, a ficoeritrina (ver-
melho), ocorrendo também a ficocianina (azul). As
algas vermelhas podem fornecer ágar (ágar-ágar) e a
carragem (carragim), outra mucilagem com finalida-
de alimentícia, que também é usada na fabricação de
caramelos e sorvetes. Algumas espécies revestem-se de
carbonato de cálcio (CaCO3). Esses sais de cálcio
tornam-nas mais resistentes ao arrebentamento das on-
das, seus talos ficam mais rígidos e fazem parte da for-
mação dos recifes de corais. Por esse fato, recebem
o nome de algas coralíneas ou calcáreas. A reprodução
pode ser sexuada ou assexuada e muitas apresentam
metagênese. Ao lado, são relacionados alguns represen-
Representantes de rodofíceas, algas vermelhas pluricelulares.
tantes das rodofíceas.

Os protófitos
Os protófitos são seres clorofilados que realizam fotossíntese e apresentam nutrição autótrofa. São encontrados no
mar, na água doce e também nos solos úmidos. A reprodução mais frequente é assexuada, por meio da bipartição
(cissiparidade). Nesse caso, uma célula se divide, dando origem a duas outras. Ocorre também reprodução sexuada.

Diatomáceas (Filo Bacillariophyta)


Diatomáceas, com suas carapaças de silício. Diatomáceas
Também chamadas de crisofíceas ou algas doura-
das, a maioria é unicelular e apresentam os pigmentos
caroteno (laranja) e xantofila (amarelo), além da clorofi-
la. As diatomáceas, ilustradas a seguir, são os represen-
tantes mais conhecidos, são seres unicelulares isolados
ou associados, formando colônias e suas células são re-
cobertas por uma carapaça, chamada de frústula, que
é de dióxido de silício (SiO2), podendo ser formada
por duas partes ou valvas, que se encaixam.
96
Vivem na massa superficial da água do mar
(plâncton), água doce e em solos úmidos. São conside-
rados os mais importantes produtores no mar e na água
doce. Formam parte do fitoplâncton e são, portanto,
alimento de animais. Suas carapaças podem depositar-
-se no fundo e formar grandes depósitos ricos em sílica,
chamados de diatomito, que é utilizado para polir me-
tais, fabricar cerâmica e dinamite.
Na figura, observe a reprodução assexuada por
cissiparidade das diatomáceas, que origina duas células
filhas de tamanhos desiguais, uma maior como a proge-
nitora e uma menor, por conta das valvas de tamanhos
diferentes. Esse processo ao longo inviabiliza a reprodu-
ção das células menores.

Modelo esquemático da reprodução assexuada das diatomáceas.

Terra de diatomáceas (diatomitos)


A maioria das diatomáceas vive nos oceanos, particularmente os de águas frias. Quando morrem, deposi-
tam no fundo as suas carapaças de sílica, formando depósitos chamados “terra de diatomáceas”. Essa terra é
usada na fabricação de pasta dentifrícia e nos denominados pós-dentifrícios. É também usada para polimento e
para fabricação de filtros industriais.

Petróleo
As diatomáceas armazenam parte de seus alimentos sob a forma de óleo. Acredita-se que as diatomáceas
foram responsáveis pela formação do petróleo. Algumas vezes, os geólogos localizam depósitos de petróleo pela
identificação de diatomáceas nas amostras de terra obtidas em perfurações.

Algas pirrofíceas (Filo Dinophyta)


As pirrofíceas são algas unicelulares, eucarióticas, flageladas e apresentam uma parede celular impregnada de
carbonato de cálcio (CaCO3); com clorofila a, xantofilas e carotenos. Também são chamados de dinoflagelados,
ilustrados na figura a seguir, ocorrem principalmente no plâncton marinho. No entanto, podem existir formas de
água doce.
97
Gymnodinium Ceratium Noctiluca

Representantes de dinoflagelados.

Reproduzem-se vegetativamente através de simples divisão celular. Ocorre também reprodução sexuada através da
formação de gametas (isogamia ou anisogamia). Podem causar as marés vermelhas, que correspondem a um aumento do
número de indivíduos de uma dada espécie, formando manchas de coloração visível nos mares, devido a alta intensidade.
Ocorrem principalmente em águas costeiras ricas em nutrientes. Esse fenômeno, demonstrado na figura a seguir, causa a morte
de peixes, decorrente do consumo exagerado de oxigênio pelo grande número de indivíduos e produção de toxinas das algas.

A maré vermelha, resultado da explosão populacional de dinoflegelados.

Estas toxinas agem no sistema nervoso. Os moluscos geralmente não são sensíveis, mas podem acumular tais to-
xinas, que podem atingir o homem e outros mamíferos através de sua ingestão. Alguns gêneros de Dinophyta (Pyrrophyta)
apresentam bioluminescência. Através da oxidação de uma substância presente em suas células, a luciferina, pela
enzima luciferase, ocorre a formação de um produto molecular excitado que libera energia luminosa na forma de fótons.

Euglenoides (Filo Euglenophyta)


São unicelulares, não apresentam parede celular e se locomovem por flagelos. Vivem principalmente em
água doce e apresentam um vacúolo pulsátil, que ao contrair-se expulsa o excesso de água, que ganha continua-
mente do meio, por osmose. Observe sua estrutura celular e a Euglena viridis, na figura a seguir.
Invaginação

Película

Ocelo

Vacúolo
contrátil

Flagelo
Núcleo

Plastos

Fonte: PAIVA, Anabelle Barroso de/CEFET/SC

Estruturas corpóreas de Euglena. Euglenoides vistos pelo microscópio óptico.

98
Os seus cloroplastos realizam a fotossíntese, mas na ausência da luz e na escassez de reservas nutritivas, os
euglenóides são capazes de ingerir partículas alimentares, que entram pela boca da célula (citóstoma), passam pela
citofaringe, sofrem digestão de vacúolos digestórios e os resíduos são eliminados pelo citopígeo, como em unicelu-
lares heterótrofos. Essa capacidade e a estrutura de suas células assemelha-se muito a alguns protozoários, o que
culminou com o estudo das euglenas também como protozoários flagelados. Têm uma região chamada estigma,
responsável pela percepção de luz. A reserva é um tipo de amido conhecido por paramilo.

Reprodução nas algas


As algas apresentam processos de reprodução assexuada por cissiparidade (divisão binária), fragmentação de
seus talos e reprodução sexuada (isogamia, anisogamia e oogamia).

Plasto Valva menor


B

Vacúolo Núcleo Valva maior


Representações esquemáticas de divisão binária
Representações em algas de divisão binária em protistas.
esquemáticas

Algumas algas multicelulares soltam células flageladas assexuadas, os zoósporos, que nadam até atingir
locais adequados, onde ao se fixarem, originam assexuadamente novos indivíduos. Essa reprodução é chamada de
zoosporia, ilustrada na figura a seguir.

Reprodução sexuada União


Fusão
sexual
citoplasmática

Organismos adultos Fusão dos


núcleos e
haploides (n)
formação
do zigoto (2n)

Zigósporo

MEIOSE

Ciclo sexuado da
alga verde
Organismos jovens unicelular
haploides (n) Chlam ydomonas sp.

A reprodução sexuada é comum em quase todas as algas. Cada organismo pode comportar-se como um gameta e ao se fundirem formam um zigoto.
Esse zigoto sofre meiose e forma quatro novos indivíduos haploides.

99
Reprodução assexuada nas algas (cont.)

Zoósporos: Ulothrix Zoósporos formados


por mitose

Zoósporos
sendo liberados

filamento adulto
(talo haplóide)

zoósporo germina
e forma novo filamento

Outro exemplo de reprodução assexuada em algas.

A maioria das algas multicelulares apresenta o fenômeno de alternância de gerações, ilustrada na figura
acima, a seguir, no qual a meiose ocorre na formação de estruturas reprodutivas chamadas esporos, enquanto que
os gametas são originados por mitose.
Nesse ciclo, um indivíduo forma gametas, por isso é conhecido como gametófito. Os gametas originam,
por fecundação, um zigoto. O zigoto se desenvolve por multiplicação celular originando outro indivíduo que em de-
terminado período gera esporos, por isso denominado esporófito. Cada esporo origina, por multiplicação celular,
um novo gametófito e assim por diante.
Esporos haploides
(13 cromossomos) Gametófitos haploides
Células onde
(13 cromossomos)
ocorreu meiose.

Detalhe do
gametófito

Detalhe do
esporófito

Células formadoras
Desenvolvimento de gametas
Esporófito diploide do zigoto
(26 cromossomos)
Gametas
(13 cromossomos)
Zigoto diploide
(26 cromossomos)
Fecundação
Ciclo alternante de Ulva lactuca

Na conjugação, ilustrada na figura a seguir, há fusão de células com formação de zigotos.

Imagem de microscopia mostrando detalhes da conjugação.

100
Importância das algas
As algas são os principais seres fotossintetizantes e, portanto, produtores dos ambientes aquáticos (mares, rios, lagos
e lagoas) e em especial aquelas que participam das comunidades da superfície desses ecossistemas, o plâncton,
constituindo o componente autótrofo chamado fitoplâncton. As algas, assim, sustentam troficamente direta ou
indiretamente todos os demais seres que formam as redes ou teias alimentares desses ambientes. Outro fator impor-
tante, é o fato de serem responsáveis por cerca de 90% do oxigênio atmosférico, graças a sua atividade fotos-
sintética. Climaticamente, são importantes pela liberação na atmosfera de DMS (dimetil-sulfeto), substância que age
como facilitador na formação de núcleos de condensação e, portanto, de chuvas. Do ponto de vista econômico, são
utilizadas diretamente na alimentação (verdes, pardas e vermelhas), fornecem matérias-primas importantes, como o
ágar e a carragenina (algas vermelhas). O ágar com importância na indústria de alimentos e na pesquisa científica,
enquanto que a carragenina é usada como estabilizante na fabricação de cremes dentais e laxantes, por exemplo.

101
E.O. Teste I Atualmente as algas não são consideradas
como plantas verdadeiras porque:
a) não possuem organelas membranosas em
1. Uma espécie de alga unicelular foi coloca- suas células.
da em um tubo de ensaio (I) contendo uma b) não possuem os mesmos pigmentos que as
determinada solução salina e o seu volume plantas.
vacuolar foi analisado. Após certo tempo, as c) não apresentam tecidos especializados.
algas foram transferidas para outro tubo de d) não usam água como matéria prima para a
ensaio (II) e o seu volume vacuolar foi nova- fotossíntese.
mente analisado. E, em seguida, elas foram e) não possuem flores.
transferidas para outro tubo de ensaio (III)
e repetiu-se a análise. As variações de volu- 4. (Mackenzie)
me foram ilustradas em um gráfico. ALGAS NA GUARAPIRANGA NA
MIRA DA SABESP
Proliferação da planta, que causa odor e gos-
to estranhos à água, vai ser monitorada da-
qui a 1 ano.
Jornal da Tarde, 25/08/2009

Nas classificações mais usuais, as algas estão


colocadas no Reino Protoctista (Protista),
mas durante muito tempo foram considera-
das como plantas.
Todas as algas e plantas possuem, em comum:
Pode-se concluir que os diferentes tubos de a) parede celular basicamente constituída de
ensaio (I, II e III) continham, respectiva- celulose.
mente, soluções: b) amido como material de reserva.
a) hipotônica, isotônica e hipertônica. c) tecidos condutores especializados.
b) hipertônica, hipotônica e isotônica. d) fases alternantes de vida.
c) isotônica, hipertônica e hipotônica. e) capacidade fotossintética, utilizando como
d) isotônica, hipotônica e hipertônica. matéria-prima o CO2 e a água.
e) hipotônica, hipertônica e isotônica.
5. (Mackenzie)
ALGA DEIXA ÁGUA COM GOSTO RUIM
2. (Udesc) A ficologia é o ramo da Biologia que
Lavar as mãos, tomar banho, beber água ou
estuda as algas. Analise as proposições abai- um simples cafezinho virou um tormento
xo, em relação às algas. para quase 4 milhões de moradores das regi-
I. No grupo das algas estão as divisões: al- ões sul e leste de São Paulo.
gas verdes – clorófitas; algas pardas – fe- ...O desconforto é recorrente. Basta chegar a
ófitas e algas vermelhas – rodófitas. época de estiagem e as algas proliferam “por
II. As algas apresentam um talo por onde causa do excesso de nutrientes nas águas”.
passam os vasos condutores de seiva. Tais “nutrientes” são, na realidade, esgoto.
III. A reprodução assexuada das algas pode ...O problema está localizado na Represa do
ocorrer por fragmentação, ou seja, um fi- Guarapiranga (zona sul).
lamento da alga se desprende e origina ... A ALGAS é uma CIANOBACTÉRIA, que libe-
outro filamento por mitose. ra uma toxina chamada geosmina. ... “cheiro
e o sabor aparecem após o tratamento com
IV. As algas rodófitas possuem o pigmento
aplicação de carvão ativado em pó e perman-
hemoglobina, que é o responsável por sua ganato de potássio”, explicou o gerente da
cor vermelha. Unidade de Tratamento de Água.
Assinale a alternativa correta. “Jornal da Tarde” - 19/09/2008
a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. Algas e Cianobactérias são bem diferencia-
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. das evolutivamente, mas têm algumas carac-
terísticas comuns, dentre as quais:
d) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. a) a presença de clorofila e, portanto, capacida
e) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. de de realizar a fotossíntese.
b) a presença de organelas citoplasmáticas
3. (Mackenzie) Planta encontrada no sapato de como cloroplastos.
suspeito. Esse foi o título de uma reportagem c) parede celular, basicamente constituída de
celulose e hemicelulose.
publicada em um jornal. O texto dizia que o
d) organização filamentosa pluricelular com di
sapato foi levado a um especialista do Insti- visão de trabalho.
tuto de Botânica, que identificou a amostra e) capacidade de fixação do nitrogênio atmos-
como sendo uma alga clorofícea (verde). férico.
102
6. (UECE) Algas são organismos extremamen- observado é conhecido como maré vermelha
te importantes do ponto de vista ecológico, e é causado pela:
uma vez que constituem a base da cadeia a) erupção vulcânica.
alimentar e produzem a maior parte do oxi- b) poluição orgânica.
gênio atmosférico. Representam também c) corrente de Humbolt.
ótimas fontes de substâncias largamente d) deriva continental.
utilizadas na indústria química, farmacêu- e) chuva ácida.
tica e alimentícia. Dentre as opções a seguir,
escolha a que não contém somente produtos 8. (UFES) A energia solar é fundamental no
que podem apresentar substâncias originá- processo de fotossíntese. Cerca de 90% do
rias de algas. oxigênio gerado no planeta Terra é oriundo
a) Fertilizante e ração animal. da fotossíntese realizada por:
b) Pasta de dente e xampu. a) angiospermas dicotiledôneas, que dominam
c) Geleia e sorvete. as florestas tropicais, como a Amazônia.
d) Soro fisiológico e meio de cultura. b) angiospermas monocotiledôneas, que domi-
nam os cerrados e as savanas.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO c) gimnospermas, que dominam a taiga e ou-
O mapa mundi a seguir mostra o itinerário tras florestas de coníferas das altas latitudes.
da mais importante viagem que modificou os d) fitoplâncton, algas microscópicas encontra-
rumos do pensamento biológico, realizada das na camada superficial das águas dos ma-
entre 1831 a 1836. Acompanhe o percurso res e lagos.
dessa viagem. e) arqueobactérias, como as sulfurosas verdes e
púrpuras encontradas no lodo dos mangue-
zais e em outras áreas alagadas.

9. (PUC-RS) Responder à questão com base nas


afirmações abaixo, sobre as algas verdes do
grupo Chlorophyta.
I. São organismos autotróficos que possuem
clorofila a e b.
II. A substância de reserva é o amido.
III. A maioria é aquática.
IV. Todas são unicelulares.
Essa viagem foi comandada pelo jovem capi- V. As algas marrons e vermelhas NÃO são os
tão FitzRoy que tinha na tripulação do navio seus parentes mais próximos.
H. M. S. Beagle outro jovem, o naturalista Estão corretas todas as afirmativas EXCETO a:
Charles Darwin. No dia 27 de dezembro de a) I.
1831, o Beagle partiu de Devonport, na In- b) II.
glaterra, rumo à América do Sul com o obje- c) III.
tivo de realizar levantamento hidrográfico e d) IV.
mensuração cronométrica. e) V.
Durante cinco anos, o Beagle navegou pelas
águas dos continentes e, nesta viagem, Da- 10. (UFPI) Assinale a alternativa que preenche
rwin observou, analisou e obteve diversas corretamente as lacunas do texto abaixo.
informações da natureza por onde passou, o Ocasionalmente, a proliferação intensa de
que culminou em várias publicações, sendo a organismos marinhos (que liberam na água
Origem das Espécies uma das mais divulga- uma potente toxina) ocasiona as ________
das mundialmente. um sério problema ambiental. Mariscos po-
Contudo, o legado de Darwin é imensurável, dem absorver e concentrar a toxina liberada,
pois modificou paradigmas e introduziu uma a qual afeta seriamente o sistema ________
nova forma de pensar sobre a vida na Terra. de muitos animais como peixes ou seres hu-
Em 2006, completou-se 170 anos do término manos, caso entrem em contato com água
desta viagem. Nesta prova de Biologia, você é oualimentos contaminados. Os organismos
o nosso convidado para acompanhar parte do
responsáveis por este fenômeno são os (as)
percurso realizado por Darwin. Boa viagem!
________.
a) marés pardas - respiratório - acetabulárias.
7. (UFG) Em seu percurso pela América do Sul, b) marés pardas - locomotor - poríferos.
Darwin observou que, próximo ao Arqui- c) marés vermelhas - respiratório - macroalgas.
pelago de Abrolhos, o mar havia adquirido d) marés oleosas - endócrino - diatomáceas.
um tom pardo avermelhado. O fenômeno e) marés vermelhas - nervoso - dinoflagelados.
103
E.O. Teste II do tamanho dos indivíduos na população
ao longo das gerações, desencadeando a
reprodução sexuada.
1. (Udesc) Analise as proposições a respeito III. Graças à resistência da parede celular,
dos organismos do Reino Protista. esses organismos foram bem preservados
I. Os protozoários são eucariontes unicelu no registro fóssil, sendo usados como
lares heterótrofos. indicadores de camadas de rochas sedi-
II. A organela de locomoção dos protozoários mentares que podem conter petróleo ou
é apenas do tipo flagelo. gás natural.
III. O Trypanosoma cruzi é o protozoário fla Assinale a alternativa que contém a(s)
gelado causador da doença de Chagas. proposição(ões) correta(s):
IV. As diatomáceas são algas do grupo das a) II e III, apenas.
crisófitas; têm parede celular rígida por b) I e II, apenas.
causa da presença de celulose. c) I e III, apenas.
V. Nos protistas predomina a reprodução as- d) I, II e III.
sexuada por cissiparidade, que se inicia e) Apenas II, apenas.
com a divisão do núcleo e depois em divi-
são do citoplasma.
3. (UFPR) Leia atentamente o texto abaixo:
Assinale a alternativa correta.
Segundo o antropologo, a instalação de uma
a) Somente as afirmativas I, III e V são verda-
deiras. barragem antes da Volta Grande do rio Xingu
b) Somente as afirmativas I, II, III e V são ver- diminuirá o fluxo de água durante períodos
dadeiras. de seca, impedindo o tráfego fluvial, promo-
c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras. vendo a proliferação de algas, reduzindo a
d) Somente a afirmativa III é verdadeira. reprodução de peixes e ainda pode provocar
e) Todas as afirmativas são verdadeiras. o aumento de doenças causadas por insetos,
como a malária, devido à formação de gran-
des poças d’água. De acordo com ele, “com a
2. (UEPB) O esquema abaixo é a representa-
intervenção, não vai haver um fluxo de água
ção da reprodução assexuada de determina-
permanente do tamanho da largura do rio,
do organismo. Analise as proposições que
que em várias partes chega a um quilômetro.
seguem.
Se só tivermos um filete de água, cobrindo
apenas 50 metros da largura do rio, teremos
900 metros de terra encharcada para os mos-
quitos crescerem”.
(GUIMARÃES, Jean Remy Davée. “Belo Monte: a
luta continua”. Disponível em http://cienciahoje.
uol. com.br/colunas/terra-em-transe/belomonte-
a-lutacontinua. Acesso em 22/10/2010.)

Com base nos conhecimentos de biologia e


nas informações do texto, assinale a alterna-
tiva que apresenta a correlação correta.
a) A formação das poças d´água está relaciona-
da com o aumento da malária, porque essa
doença é contraída através do contato com a
água contaminada.
b) O impedimento do tráfego fluvial favorece a
proliferação de algas, devido à falta de oxi-
genação que as hélices dos barcos promovem
ao agitar a água.
I. O organismo pertence ao Reino Protis- c) A formação de grandes poças às margens do
ta, filo Bacillariophyta, sendo conhecido rio promove a proliferação de insetos e, por
genericamente como diatomáceas, algas consequência, o aumento da quantidade de
comuns no plâncton marinho e ocorre peixes, devido à abundância de alimento.
também em água doce. As células das d) Os 900 metros de terra encharcada citados
diatomáceas apresentam parede celular no texto tornarão os mosquitos maiores do
rígida, denominada frústula. que já são.
II. A carapaça rígida interfere na reprodu- e) A instalação da represa alterará significati-
ção assexuada desse organismo. Após a vamente o ambiente, a ponto de gerar possí-
bipartição, cada célula-filha recebe uma veis impactos negativos sobre os peixes, mas
das valvas da carapaça original e sinte- favorecendo as algas, apesar da redução do
tiza uma nova; isso leva a uma redução fluxo da água.
104
4. (UFPE) Em certas regiões do nordeste bra- Sobre eles são feitas as afirmações a seguir:
sileiro são utilizados, na construção de I. Cada protista consiste de uma única célu-
habitações rurais, tijolos de diatomitos la procariótica, na qual o material heredi-
constituídos por carapaças compactadas de tário se encontra mergulhado diretamen-
diatomáceas. Esse material corresponde a: te no líquido citoplasmático.
a) algas feofíceas ou algas pardas (marrons).
II. Algumas formas parasíticas de protistas
b) algas crisofíceas ou douradas.
provocam doenças bastante conhecidas,
c) artrópodos (quilópodos e diplópodos).
d) poríferos ou esponjas. como malária, febre amarela e tétano.
e) moluscos gastrópodos. III. O Reino Protista engloba seres vivos ex-
clusivamente heterótrofos, pluricelula-
5. (UFRGS) Considere as afirmações abaixo so- res, que se alimentam por absorção de
bre os grupos das algas e dos liquens. nutrientes do meio.
I. As algas planctônicas marinhas consti- IV. As bactérias e muitos protistas atuam na
tuem a principal fonte alimentar para digestão da celulose no interior do trato
a maioria dos animais que habitam as digestivo dos animais ruminantes, como
águas profundas.
II. O fitoplâncton é responsável por grande cabras, bois, carneiros, veados e girafas.
parte do oxigênio produzido pelos vegetais. Dentre essas afirmações, somente:
III. As algas e os liquens podem ser excelen- a) I e II estão corretas.
tes bioindicadores, respectivamente, da b) I e III estão corretas.
qualidade das águas e da qualidade do ar. c) II e III estão corretas.
Quais estão corretas?
a) Apenas I. d) III e IV estão corretas.
b) Apenas II. e) IV está correta.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II. 9. (PUC-MG) As cianofíceas são denominadas
e) Apenas II e III. “algas azuis”.
Elas compreendem organismos:
6. (UEL) Clorofíceas, feofíceas e rodofíceas a) procariotas, autótrofos, providos de pigmen-
ocorrem tanto em água doce como no mar, tos fotossintetizantes não acondicionados
mas cada um desses grupos é mais abundan- no interior de organelas.
te em um dos ambientes citados. Assinale a b) procariotas, heterótrofos, com mitocôndrias
alternativa da tabela que contém os princi- sintetizando compostos orgânicos.
pais ambientes nos quais esses diferentes c) eucariotas, autótrofos, com pigmentos fo-
tipos de algas predominam. tossintetizantes dispersos no citoplasma.
a) CLOROFÍCEAS: água doce; FEOFÍCEAS: água d) eucariotas, heterótrofos, tendo cloroplastos
doce; RODOFÍCEAS: água doce como organela de síntese de compostos or-
b) CLOROFÍCEAS: água doce; FEOFÍCEAS: água gânicos.
doce; RODOFÍCEAS: mar e) eucariotas, mas sem revestimento nuclear e
c) CLOROFÍCEAS: água doce; FEOFÍCEAS: mar; com pigmentos fotossintetizantes associa-
RODOFÍCEAS: mar dos a pregas de membranas existentes no
d) CLOROFÍCEAS: mar; FEOFÍCEAS: mar; RODO- citoplasma.
FÍCEAS: água doce
e) CLOROFÍCEAS: mar; FEOFÍCEAS: mar; RODO-
1
0. (PUC-SP adaptada) Não é característico
FÍCEAS: mar
das algas verdes:
a) alimento armazenado como gordura.
7. (PUC-MG) Sobre as cianofíceas, é INCORRETO b) núcleo individualizado.
afirmar que: c) clorofila presente em cloroplastos distintos.
a) não possuem núcleo individualizado. d) membrana de celulose.
b) possuem clorofila como pigmento fotossin- e) flagelo.
tetizante.
c) possuem cromoplastos.
d) a reprodução é somente assexuada.
e) são unicelulares ou coloniais.
E.O. Teste III
1. (Mackenzie) Seres vivos capazes de se de-
8. (Fatec) Os protistas são seres vivos que senvolver em meios onde outros não conse-
podem ser encontrados em toda parte, na guem, por possuírem características adequa-
terra e na água, assim como no interior de das para isso, como a capacidade de realizar
outros organismos, onde atuam como para- a fotossíntese e de fixar o nitrogênio atmos-
sitas ou simbiontes. férico. Essas referências são feitas às:
105
a) bactérias em geral.
b) algas clorofíceas. E.O. Dissertativo
c) algas cianofíceas.
d) euglenófitas. 1. (Udesc) O artigo “Algas que movem moto-
e) plantas em geral. res” publicado na revista Super Interessan-
te, edição 256 de setembro de 2008, regis-
tra que as microalgas de águas salinas do
2. (FAZU) O conjunto de organismos flutuantes
Nordeste brasileiro estão sendo estudadas
na superfície dos mares é denominado:
como possíveis biocombustíveis. “... as mi-
a) Plâncton.
croalgas que nem sequer são visíveis a olho
b) Bioma. nu, quando coletadas e tratadas, podem ge-
c) Benton. rar biodiesel com alta produtividade”. Com
d) Tundra. base na informação acima:
e) Necton. a) Descreva as três principais características
das algas.
3. (UFPE) Com relação às algas e aos fungos, é b) Qual é o papel ecológico das algas?
INCORRETO afirmar que: c) Cite duas outras matérias primas utilizadas
a) O fenômeno das marés vermelhas, um sério na produção de biocombustíveis.
problema ambiental, é provocado pela proli-
feração intensa de algas do grupo dos dino- 2. (UFC) Preencha as lacunas do texto a seguir.
flagelados. O “sushi” é um prato típico da culinária ja-
b) Entre as algas, observa-se reprodução sexua-
ponesa e, no seu preparo, certas espécies
da e assexuada, podendo esta última se dar
de ________________ são usadas, como é o
por divisão binária.
caso da nori (‘Porphyra’). Por ser rico em
c) Além de servir de alimento para praticamen-
te todos os organismos marinhos, as algas _________________ esse organismo auxilia
do fitoplâncton produzem a maior parte do no combate a uma doença carencial, denomi-
oxigênio da atmosfera terrestre. nada escorbuto. Esse organismo é constituído
d) Certas espécies de fungos são parasitas, vi- por células que possuem, envolvendo a mem-
vendo à custa de plantas e de animais vivos. brana plasmática, uma __________________
Outras espécies vivem em associações har- formada por uma camada mais interna e
moniosas com outros organismos, trocando rígida de _________________ e outra mais
benefícios. externa, mucilaginosa, composta dos polis-
e) Certas espécies de fungos, como as micorri- sacarídeos ágar e carrageano (ou carrageni-
zas e os liquens, são importantes para o rea- na). Dentre as características consideradas
proveitamento da matéria orgânica dos seres importantes para a classificação desses or-
mortos, devido a seus papéis como agentes ganismos, incluem-se os diferentes tipos de
decompositores. _____________

4. (Cesgranrio) Um aquário do laboratório 3. Quais são os tipos de pigmentos fotossinteti-


apresentava, nas paredes internas, um tom zantes encontrados nas algas azuis?
esverdeado com pequeninas bolhas junto às
manchas verdes. À noite, as bolhinhas desa- 4. Qual a importância das algas unicelulares e
pareciam. A explicação do fenômeno é que pluricelulares para nós e para o ambiente
as manchas verdes são: terrestre?
a) algas e, através da respiração, eliminam CO2.
b) algas e, através da fotossíntese, eliminam O2.
c) musgos primitivos, produzindo CO2 fotossin- 5. Em que locais podemos encontrar as algas
tético. azuis?
d) bactérias fotossintetizantes, produzindo CO2.
e) liquens aquáticos, produzindo monóxido de 6. Dê exemplos da utilização das algas em pro
carbono. dutos alimentares e farmacêuticos.

5. (OSEC-SP) Algas quase todas marinhas, plu- 7. Quais as principais características das algas?
ricelulares, apresentando além da clorofila a De acordo com o número de células, como se
fucoxantina como pigmento fotossintetizan- dividem?
te, são as:
a) rodofíceas. 8. (Unifesp) Muitas gelatinas são extraídas de
b) feofíceas. algas. Tais gelatinas são formadas a partir de
c) crisofíceas. polissacarídeos e processadas no complexo
d) cianofíceas. golgiense sendo, posteriormente, deposita-
e) clorofíceas. das nas paredes celulares.
106
a) Cite o processo e as organelas envolvidos na a) os animais eliminam metais pesados, que são
formação desses polissacarídeos. usados pelas algas para a síntese de biomassa.
b) Considerando que a gelatina não é difundida b) os animais fornecem excretas orgânicos ni-
através da membrana da célula, explique su- trogenados, que são transformados em gás
cintamente como ela atinge a parede celular. carbônico pelas algas.
c) as algas usam os resíduos nitrogenados li-
9. (Unicamp-adaptada) Numa excursão à berados pelos animais e eliminam gás car-
praia foram coletados alguns organismos bônico na fotossíntese, usado na respiração
aeróbica.
que foram colocados em sacos plásticos e
d) as algas usam os resíduos nitrogenados pro-
identificados como: esponjas, cracas, al-
venientes do metabolismo dos animais e,
gas macroscópicas, gastrópodes, mexilhões
durante a síntese de compostos orgânicos,
(bivalvos), ouriços-do mar, caranguejos e
liberam oxigênio para o ambiente.
estrelas-do-mar.
e) as algas aproveitam os resíduos do metabo-
Cite uma Divisão (filo) de algas macroscópi- lismo dos animais e, durante a quimiossínte-
cas que poderia ter sido encontrada na ex- se de compostos orgânicos, liberam oxigênio
cursão à praia.
para o ambiente.

10. Qual é o pigmento responsável pela cor pre-


3. Um estudo modificou geneticamente a
dominante em cada tipo de alga?
Escherichia coli, visando permitir que essa
bactéria seja capaz de produzir etanol pela

E.O. Enem metabolização do alginato, açúcar presente


em grande quantidade nas algas marrons. A
experiência mostrou que a bactéria transgê-
1. Estudos de fluxo de energia em ecossistemas nica tem capacidade de obter um rendimen-
demonstram que a alta produtividade nos to elevado na produção de etanol, o que pode
manguezais está diretamente relacionada às ser aplicado em escala industrial.
taxas de produção primária líquida e à rápi- “Combustível de algas”. Revista Pesquisa
da reciclagem dos nutrientes. Como exemplo Fapesp, ed. 12, fev. 2012 (adaptado)
de seres vivos encontrados nesse ambiente,
O benefício dessa nova tecnologia, em com-
temos: aves, caranguejos, insetos, peixes e
paração ás fontes atuais de produção de eta-
algas.
nol, baseia-se no fato de que esse modelo
Dos grupos de seres vivos citados, os que
experimental:
contribuem diretamente para a manutenção a) aumentará a extensão de área continental
dessa produtividade no referido ecossistema cultivada.
são: b) aumentará a captação de CO2 atmosférico.
a) aves. c) facilitará o transporte do etanol no final da
b) algas. etapa produtiva.
c) peixes. d) reduzirá o consumo de água doce durante a
d) insetos. produção de matéria-prima.
e) caranguejos. e) reduzirá a contaminação dos mares por me-
tais pesados.
2. Certas espécies de algas são capazes de ab-
sorver rapidamente compostos inorgânicos
presentes na água, acumulando-os durante Gabarito
seu crescimento. Essa capacidade fez com
que se pensasse em usá-las como biofiltros
para a limpeza de ambientes aquáticos con-
taminados, removendo, por exemplo, ni-
trogênio e fósforo de resíduos orgânicos e
E.O. Teste I
metais pesados provenientes de rejeitos in- 1. C 2. C 3. C 4. E 5. A
dustriais lançados nas águas. Na técnica do
6. D 7. B 8. D 9. D 10. E
cultivo integrado, animais e algas crescem
de forma associada, promovendo um maior
equilíbrio ecológico.
SORIANO, E. M. Filtros vivos para limpar a água. Revista
Ciência Hoje. V. 37, n° 219, 2005 (adaptado). E.O. Teste II
A utilização da técnica do cultivo integrado de 1. A 2. D 3. E 4. B 5. E
animais e algas representa uma proposta favo-
rável a um ecossistema mais equilibrado porque: 6. C 7. C 8. E 9. A 10. A

107
E.O. Teste III 7. As algas são eucariotos, autotróficas e fo-
tossintetizantes, e podem ser classificadas
1. C 2. A 3. E 4. B 5. B como unicelulares ou pluricelulares, não
apresentam a formação de tecidos, sendo o
corpo denominado de talo.
8.
E.O. Dissertativo a) Os polissacarídeos que formam as gelati-
1. nas são polimerizados no complexo gol-
a) As algas são organismos eucariontes, au- giense, e são formados pela junção de
tótrofos, podem ser unicelulares ou plu- monossacarídeos sintetizados a partir da
ricelulares, não apresentam tecidos ver- quebra de moléculas de glicose, obtida
dadeiros, e são conhecidas também como nos cloroplastos, durante o processo de
talófitas. fotossíntese.
b) As algas compõem o grupo de produtores b) A gelatina é capaz de chegar à parede
do ecossistema aquático. celular após ser sintetizada e eliminada
c) Para a produção de biocombustíveis, po- pelas vesículas do complexo golgiense, se
dem ser utilizados como matéria-prima: fundindo à membrana plasmática e eli-
a mamona, o pinhão manso, o dendê, a minando seu conteúdo para o meio exter-
macaúba, entre outras. no.
2.
O “sushi” é um prato típico da culinária 9. Durante a excursão a praia, poderiam ser en-
japonesa e, no seu preparo certas espécies contradas algas macroscópicas do filo Chlo-
de ALGAS são usadas, como é o caso da nori rophyta (algas verdes), do filo Phaeophyta
(‘Porphyra’). Por ser rico em VITAMINA C, esse (algas pardas) ou ainda do filo Rhodophyta
organismo auxilia no combate a uma doença (algas vermelhas).
carencial, denominada escorbuto. Esse orga- 10. Nas algas verdes (Chlorophyta) o pigmento
nismo é constituído por células que possuem, responsável pela cor verde são as clorofilas.
envolvendo a membrana plasmática, uma Já nas Rhodophyta, embora haja a presença
PAREDE CELULAR, formada por uma camada de clorofila, o pigmento predominante é a
mais interna e rígida de CELULOSE e outra ficoeritrina, responsável pela cor vermelha
mais externa, mucilaginosa, composta dos das algas. Nas algas pardas (Phaeophyta ou
polissacarídeos ágar e carrageano (ou carra- feofíceas), o pigmento presente são as fuco-
genina). Dentre as características considera- xantinas.
das importantes para a classificação desses
organismos, incluem-se os diferentes tipos de
PIGMENTOS E SUBSTÂNCIAS DE RESERVA.
3.
Os pigmentos fotossintetizantes encontrados E.O. Enem
nas algas azuis são clorofila a, ficobilinas (c-
1. B 2. D 3. D
-ficocianina, aloficocianina, c - ficoeritriba),
carotinos e xantofilas.
4.
As algas unicelulares e pluricelulares são
importantes produtores de alimento para os
ecossistemas, além disso, atuam em 90% da
fotossíntese do planeta, produzindo o oxi-
gênio disponível na Terra. Além disso, algu-
mas algas são usadas na alimentação, como
a alga vermelha do gênero Porphyra, usada
para fabricar o sushi, ou na produção de fi-
cocoloides como agaranas e carragenana, ex-
traídas de algas pardas. Os ficocoloides têm
larga aplicação nas indústrias alimentícias,
farmacêuticas, têxteis, de cosméticos, pa-
péis, tintas, etc.
5.
As algas azuis podem ser encontradas em
ambientes de água salgada ou doce, e tam-
bém em solos úmidos.
6.
As algas vermelhas têm em sua composição o
ágar e a carragenina, ambos utilizados para
a produção de sorvetes e cremes, além de
fornecerem a areia fina e abrasiva, utilizada
para a produção de creme dental.

108
© Ethan Daniels/Shutterstock

Aulas 11 e 12

Poríferos e cnidários
Introdução ao estudo dos metazoários
O estudo biológico do Reino Metazoa, no qual os animais estão inserido, é uma responsabilidade da zoologia. Exis-
tem cerca de 1,5 milhão de espécies e essa biodiversidade, segundo especialistas, pode estar entre 30 e 100 milhões.
Os animais são seres multicelulares e heterótrofos, ou seja, obtém a sua alimentação por ingestão. O reino
dos metazoários é dividido em dois sub-reinos: parazoários, que incluem as esponjas (poríferos), animais que não
apresentam organização em tecidos e os eumetazoários, que incluem todos os demais grupos, pois suas células
se organizam em tecidos, órgãos e sistemas. Portanto, o estudo da zoologia mostrará graus de complexidade bas-
tante diferentes entre os diferentes filos, que serão apresentados. Há, ainda, outros aspectos indicadores de maior
complexidade e da ocorrência da evolução biológica. A principal análise deve ser a presença e a estrutura dos
sistemas fisiológicos presentes e, portanto, o modo como os grupos atendem às suas necessidades.

Tecidos verdadeiros
A formação de tecidos é diretamente proporcional e uma consequência de maior interdependência celular, do
desenvolvimento embriológico e do grau de complexidade.

Aspectos embriológicos
A partir da fecundação, o zigoto inicia, por sucessivas mitoses, o desenvolvimento embriológico. Nesse processo,
originam-se camadas de células chamadas folhetos germinativos, que se diferenciarão em tecidos e órgãos. Cha-
mamos os cnidários, por exemplo, de animais diblásticos, pois formam apenas dois folhetos germinativos: endo-
derme e ectoderme. Já, a partir dos platelmintos, chamados todos de triblásticos, pois observa-se a presença de
três folhetos embrionários ou germinativos, a ectoderme, a endoderme e a mesoderme. Basicamente, a ectoderme
origina a epiderme, enquanto a endoderme o revestimento interno de tubo digestivo e a mesoderme os demais te-
cidos, como a musculatura. Logo, também é um indicador de maior compexidade. Nos animais triblásticos pode-
-se formar uma cavidade corpórea, que é fundamental para acomodar órgãos e estruturas internas, para circulação
de substâncias ao longo do corpo, para acolher resíduos celulares que serão eliminados do corpo e pode, ainda, es-
tar preenchida de líquido sob pressão, que funciona como estrutura de sustentação em um esqueleto hidrostático.
Chama-se de acelomados os animais sem cavidade corpórea, de pseudocelomados os animais cuja cavidade
corpórea é revestida pela mesoderme e pela endoderme e, finalmente, de celomados os animais cuja cavidade é
o celoma, ou seja, revestida unicamente por mesoderne. A complexidade dos animais celomados é maior.

Ectodermo

Mesoderme

Tubo digestório Endoderme

Pseudoceloma

Acelomado Pseudocelomado Celomado


Caracterização dos seres vivos em relação ao celoma.

111
SEM FOLHETOS EMBRIONÁRIOS poríferos
diblásticos cnidários
acelomados platelmintos
pseudocelomados nematódeos
anelídeos
triblásticos moluscos
celomados artrópodes
equinodermas
cordados

Em um dos estágios no desenvolvimento embriológico chamado gástrula, que corresponde a uma forma
tridimensional (semelhante a uma pera) com uma cavidade chamada de arquêntero (intestino primitivo), o qual se
comunica com o meio, atraves de uma abertura chamada blastóporo, se formará a boca, nos seres protostômios
Prostostômios
(a grande e deuterostômios
maioria), ou o ânus, nos deuterôstômios (equinodermos e cordados).
TIPOS CORPORAIS DOS ANIMAIS TRIBLÁSTICOS
Mesoderma Endoderma
Platelminto
(mesênquima)
Ectoderma
Ânus
Deuterostômio ACELOMADO
Arquêntero Girino (vertebrado)
Boca Endoderma
Mesoderma
Nematelminto

Ectoderma
Blastóporo
Pseudoceloma
Alongamento PSEUDOCELOMADO
Gástrula
em corte Endoderma
Anelídeo Mesoderma

Ectoderma

Protostômio
CELOMADO Celoma
Hidra (cnidário)

Prostostômios e deuterostômios Tipos corporais dos animais triblásticos

A simetria corporal
A ideia de simetria corresponde a similar, idêntico. Plano de simetria corporal corresponde a um plano imaginário,
que passando pela região intermediária do animal, poderia dividi-lo em duas metades semelhantes. Assim, um peixe,
um inseto, um cachorro, apresentam simetria bilateral, da mesma forma que os platelmintos, pois apresentam duas
metades semelhantes: a direita e a esquerda. No caso de uma anêmona-do-mar (cnidário), a simetria é dita radial.
Há mais de um plano imáginário que divide o ser em metades semelhantes. Veja alguns exemplos de simetria:

Simetria bilateral

Simetria radial

112
Com o surgimento dos bilaterais, pode-se falar em região anterior, posterior, dorsal ou ventral. Essa organi-
zação corpórea pode permitir a organização de um sistema digestório completo e muito mais eficiente, por permitir
uma abertura bucal, na extremidade anterior, e outra anal, na extremidade posterior. Outra característica importan-
te, derivada da bilateralidade é que a região anterior pode concentrar estruturas nervosas e sensoriais, no processo
de cefalização. A centralização abriu caminho para uma maior complexidade do sistema nervoso e extraordinária
capacidade de exploração do ambiente ao redor.

Poríferos (Espongiários)
São também conhecidos como esponjas. Existem cerca de 5 mil espécies, predominantemente, marinhos sendo
apenas 150 espécies dulcícolas. A seguir, exemplo da diversidade.

Dentro da escala zoológica, conforme se observa, na figura, as esponjas são os representantes mais simples,
em termos evolutivos.

113
Esponja Indivíduos unidos Indivíduos isolados

Broto

Reprodução por brotamento em esponja.

A maioria desses animais é marinha e, por não possuírem tecidos verdadeiros, também não apresentam
órgãos definidos. Essa é a característica que favorece a grande capacidade de regeneração desses animais.
Quando cortados em vários pedaços, uma esponja pode reconstituir vários novos indivíduos.
ESPONJA
VIVA REORGANIZAÇÃO
CELULAR
CÉLULAS CAPAZES
DE ORIGINAR
NOVAS ESPONJAS

FORMAÇÃO DE
ESPONJA NOVAS ESPONJAS
DESAGREGADA
ESPÍCULAS

GEMULAÇÃO

REGENERAÇÃO

Estrutura e fisiologia
As esponjas são animais filtradores. Capturam partículas suspensas na água, gerando um fluxo de água que entra pelos
poros ao longo do corpo, até chegar numa cavidade chamada de átrio ou espongiocele. No átrio estão as células que
geram o fluxo de água, através de movimentos contínuos dos flagelos. Essas células são chamadas de coanócitos, por
apresentarem um aspecto de colarinho. Os coanócitos, também, capturam as partículas e as digerem. A água é enviada para
o meio externo por uma abertura maior, central, chamada de ósculo. O alimento é digerido no interior de vacúolos no inte-
rior das células (digestão intracelular) e, posteriormente, distribuído para todas as células vivas, graças a células chamadas
amebócitos. Externamente, a parede corpórea é revestida por células epidérmicas achatadas denominadas pinacócitos,
que têm a função de revestimento e proteção.
A organização do corpo de um porífero

saída de água

ósculo
porócito
espículas
pinacócitos
poros
espículas
entrada
de água átrio
(espongiocela)
amebócito

colarinho coanócito

flagelo

114
Entre a camada de pinacócitos (pinacoderme) e a de coanócitos (coanoderme) existe uma região interme-
diária que é preenchida pelo mesênquima, uma estrutura gelatinosa que contém, além de amebócitos, uma rede
de proteínas denominada espongina e espículas de carbonatos de cálcio ou sílica, que se prestam a susten-
tação das partes moles. Quando adultos, são sésseis, ou seja, fixos principalmente a substratos rochosos e conchas.
Existem três tipos estruturais de esponjas: áscon, sícon e lêucon, que apresentam gradual aumento da superfície
de contato dos coanócitos com a água, de modo que, as esponjas tipo lêucon estão mais adaptadas a promover
uma filtração mais eficiente da água e aproveitam melhor os nutrientes disponíveis. Observe os esquemas das três
principais formas de poríferos:
Câmaras
flageladas

Átrio Átrio

Água Água

Ascon Sycon Leucon

O tipo áscon ou asconoide aparece como um O tipo lêucon ou leuconoide é o mais com-
vaso ou tubo fixado no substrato. Estruturalmente, a pa- plexo. O átrio é reduzido, enquanto a parede do corpo
rede do corpo apresenta-se formada por duas camadas é bastante desenvolvida e percorrida por um complexo
celulares: dermal e gastral, separadas por uma matriz sistema de canais e câmaras. Os coanócitos só apare-
proteica gelatinosa. A camada mais externa é a dermal, cem nas câmaras esféricas, também denominadas câ-
constituída pelo estrato de células achatadas, os pinacó- maras vibráteis, interpostas no trajeto dos canais. Os
citos. A camada interna ou gastral é formada pelos co- canais que partem dos poros e atingem as câmaras são
anócitos, células flageladas e providas de um colarinho, chamados de inalantes ou aferentes. Das câmaras saem
formação membranosa que envolve o flagelo. Entre as os canais exalantes ou eferentes que atingem o átrio.
duas camadas situam-se os porócitos, células tubulosas Considerando que os poríferos sejam organis-
percorridas por uma perfuração cônica. São os porócitos mos muito simples a digestão é do tipo intracelular, a
que formam os numerosos poros que caracterizam as excreção é realizada por difusão para o meio externo
esponjas. A cavidade central do corpo é chamada átrio e a respiração é aeróbica sendo realizada diretamente
ou espongiocela. Na extremidade apical aparece o óscu- pela células. Não existe sistema nervoso.
lo, uma grande abertura que serve para a saída de água Os espongiários são considerados animais filtrado-
que, continuamente, atravessa o corpo do animal. res, por reterem partículas existentes nas correntes de água
O tipo sícon ou siconoide possui a parede do que atravessam o corpo. Calcula-se que uma esponja de 10
corpo espessa e percorrida por um sistema de curtos ca- cm de altura e 1 cm de diâmetro é capaz de bombear e fil-
nais radiais: inalantes e exalantes. Os primeiros abrem- trar cerca de 22 litros de água por dia. O batimento flagelar
-se na superfície externa e terminam em fundo cego. Os dos coanócitos produz uma corrente contínua que penetra
exalantes são internos e desembocam no átrio. Os pina- pelos poros e sai pelo ósculo. O alimento, trazido pela água,
cócitos revestem os canais inalantes e o átrio, ficando os é constituído pelo plâncton e zooplâncton, conjunto de ani-
coanócitos limitados aos canais exalantes. Entre os dois mais e algas microscópicas, além de partículas orgânicas.
tipos de canais, a comunicação é feita pelos porócitos. Os coanócitos fagocitam o alimento e realizam a digestão
115
exclusivamente intracelular. Os amebócitos, que são células ameboides, aparecem na camada gelatinosa e conduzem o
alimento para as células que não fagocitam.

Reprodução
As esponjas podem se reproduzir de forma sexuada, quando ocorre a união de gametas masculino e feminino forman-
do um zigoto que origina uma larva ciliada (anfiblástula), ou assexuada, que pode ocorrer por brotamento, regenera-
ção e através de gêmulas que aparecem mais em esponjas de água doce. A reprodução mais comum é o brotamento,
mas também ocorre a formação de gametas, com o zigoto originando uma larva (anfiblástula).
Penetração através
do porócito

Desenvolvimento da
Anfiblástula (larva)
Liberação de Fecundação
espermatozoides Óvulo

Esponja

Liberação da
anfiblástula através
do ósculo
Desenvolvimento

Fixação ao substrato

Sustentação do corpo

Os espongiários possuem um endoesqueleto, situado entre as duas camadas celulares, podendo ser mineral e
orgânico. O esqueleto mineral é constituído por espículas calcárias e silicosas com um, três ou mais eixos. Quanto
ao esqueleto orgânico, apresenta-se formado por uma densa rede de fibras de espongina, uma escleroproteína.
A esponja de banho usada antigamente, é apenas o esqueleto orgânico de esponjas marinhas.
116
Espículas de
Espículas de poríferos
poríferos:das
dasmais
maisvariadas
variadasformas.
formas.

Celenterados (Cnidários):
o surgimento da cavidade gástrica

São organismos com simetria radial, predominantemente aquáticos marinhos, podem nadar livremente (medusas)
ou viver fixos (pólipos) no fundo do mar ou dos rios, sozinhos ou formando colônias. Este grupo compreende as
hidras, os corais e as anêmonas-do-mar. Estes animais são todos predadores, com tamanho variando desde formas
microscópicas até outras macroscópicas de vários metros.
A seguir, exemplos da biodiversidade do grupo:

São os primeiros representantes do Reino Metazoa a apresentarem tecidos verdadeiros e especializados,


que originam órgãos e estruturas mais complexas.
117
Há dois padrões de formas nesses animais: pólipo e medusa. Observe a seguir:

§§ Pólipos: têm corpo tubular e apresentam duas extremidades: uma é fechada, que permite a fixação ao
substrato; a outra contém a boca, geralmente circundada por um emaranhado de tentáculos. Podem viver
isolados ou formar colônias. Exemplos: anêmonas-do-mar, hidra e corais. A maioria é fixa mas podem se
locomover. Um exemplo é a hidra de água doce que se locomove por cambalhotas.
§§ Medusas: possuem o corpo em forma de guarda-chuva: a boca se localiza na região central da superfície
côncava e tentáculos pendem dos bordos. São móveis e de corpo gelatinoso, daí serem conhecidas como
águas-vivas. O movimento deve-se aos tentáculos em torno da boca, ou por jato-propulsão, quando apre-
senta um véu, que permite manter a água sob pressão. Os celenterados receberam esse nome, devido ao
fato de serem os primeiros ou mais próximos dos ancestrais dos primeiros seres com uma cavidade digestiva
(cele = cavidade; enteron = digestiva).

O significado e a importância da cavidade digestiva


A presença de uma cavidade digestiva permite ao animal poder ingerir alimentos maiores, que gradativamente
sofrerão o ataque de sucos digestivos constituídos por enzimas, que catalizarão a sua degradação em substâncias
menores absorvíveis e utilizáveis no metabolismo, posteriormente, pelas demais células do corpo. Neste grupo, a
digestão é, portanto, extracelular e intracelular. A vantagem de ingerir alimentos maiores e digeri-los mais eficien-
temente, reside na possibilidade de atender uma maior demanda energética do organismo, poder possuir maior
complexidade estrutural, de comportamento, de metabolismo e distribuição mais ampla de hábitats que os porífe-
ros. Observe, a seguir, a estrutura da cavidade gastrovascular.
tentáculo célula mesogléia
interstical
epiderme
gastroderme
célula
célula nervosa
flagelada
célula
boca sensitiva
epiderme
nematocisto
célula
célula intersticial
mesogleia glandular
célula
gastroderme
epitélio-
muscular

cnidoblasto
célula com
epitélio- nematocisto
digestivas

118
Os cnidoblastos
Tanto os pólipos como as medusas são animais predadores, carnívoros que capturam suas presas descarregan-
do uma substância urticante, presente em células nos tentáculos, os cnidócitos ou cnidoblastos. A presença
exclusiva e característica dessas células, nesse grupo, permitiu nomeá-los de cnidários. O cnidoblasto é dotado
de uma cápsula, o nematocisto, que abriga em seu interior um tubo filamentoso enovelado e envolvido por um
líquido urticante, contém ainda um cílio sensorial que funciona como um “gatilho”: ao ser estimulado o filamento
desenvagina-se rapidamente, penetrando no animal que tocou o cnidocílio, injetando o líquido.
Conhecido como hipnotoxina, o líquido paralisa as presas maiores, e mata as menores. No homem, pro-
voca as “queimaduras” características das chamadas águas-vivas.Veja, a seguir, o esquema.

Filamento
Cnidocílio urticante
(cílio sensível ao contato)

Opérculo

Cnidoblasto

119
Sistema nervoso difuso e o arcorreflexo
Esses animais apresentam reações a estímulos externos, que os permitem se defenderem ou capturarem sua presa.
Isso se deve ao fato de terem uma rede de células nervosas que conduzem impulsos ao longo de todo o corpo.
Trata-se da primeira ocorrência de células nervosas, neurônios, no reino animal. Nessa estrutura nervosa os
neurônios se associam em uma rede difusa, que permite movimentos rápidos (arcorreflexo), úteis na captura de
presas e na defesa contra seus predadores. Veja, a seguir.
SISTEMA NERVOSO DIFUSO EM CNIDÁRIOS

REDE DIFUSA DE NEURÔNIOS QUE TOMAM PARTE EM


ROTAS DE REFLEXOS SIMPLES

CÉLULAS NERVOSAS QUE INTERAGEM COM CÉLULAS


SENSORIAIS E CÉLULAS EPITÉLIO-MUSCULARES (CONTRÁTEIS)
TEIA NERVOSA
O MESMO TIPO DE RESPOSTA MOTORA É USADA PARA DIFERENTES
PROPÓSITOS (POR EX. REFLEXO DE CAPTURA DE ALIMENTO E FUGA
DE PREDADORES É O MESMO TIPO SOMENTE MAIS ACELERADO NO
TEMPO)

NEURÔNIOS DA REDE
NERVOSA

CÉLULA EPITÉLIO-MUSCULAR

CÉLULA SENSORIAL
Rede nervosa

ANÊMONA DO MAR

PORÇÃO CONTRÁTIL DAS CÉLULAS


EPITÉLIO-MUSCULARES

Fisiologia
Apesar dos celenterados já apresentarem uma certa organização nos sistemas digestivo e nervoso, ainda não
possuem sistema, respiratório e circulatório definidos. A excreção se dá pela difusão dos excretas pela superfície
interna e externa do corpo. Restos alimentares podem ser eliminados pela boca.

Reprodução

Brotamento
A reprodução dos celenterados pode ser assexuada e sexuada. Na
figura, observamos o brotamento em hidra, representando um
processo assexuado. O broto formado pode destacar-se, fixar-se ao
substrato e crescer como um indivíduo separado, ou permanecer li-
gado ao indivíduo original e formar uma colônia.

Metagênese
Há uma grande variedade de espécies de celenterados e alguns grupos apresentam uma peculiaridade na repro-
dução. Ao completar o ciclo reprodutivo, surgem duas formas de vida, que se alternam, a uma forma de pólipo, dá
origem a medusas, por reprodução assexuada. As medusas geram gametas que formam um zigoto. Esse zigoto dá
120
origem a uma larva ciliada, que se fixa e forma um novo pólipo. Essa alternância de gerações, onde uma fase se re-
produz assexuadamente e a outra sexuadamente é conhecida como metagênese. A fase sexuada é representada
pela forma medusoide, produtora de gametas que se encontram externamente, gerando uma larva denominada
plânula. A larva origina a forma polipoide. A fase assexuada é representada pelo pólipo, que se reproduz por
brotamento ou por estrobilização (fragmentação). A seguir, observe os ciclos reprodutivos existentes no grupo.
medusas livres
Reprodução sexuada: FASE SEXUADA

colônia fixa
FASE ASSEXUADA

espermatozoide óvulo

zigoto
fecundação

blástula

pólipo jovem larva


plânula

medusa adulta medusa adulta

ESTROBILAÇÃO
espermatozoides
zigoto
medusa
jovem

reprodução
larva
assexuada
do pólipo
pólipo pólipo
jovem

Reprodução em Aurélia em Aurelia


Reproduçãoaurita, umaaurita, uma água-viva
água-viva marinha.
marinha.

121
óvulo na superfície
do corpo
feminino

hidra
em
desenvolvimento
embrião em
desenvolvimento
nova hidra

espermatozoides

Aspectos embriológicos
A parede do corpo compõe-se de duas camadas celulares separadas pela mesogleia, de natureza gelatinosa. São
organismos diblásticos, com órgãos apresentando funções bem definidas. A camada celular externa é a ecto-
derme, na qual aparecem três tipos de células: epiteliomusculares, sensoriais e cnidoblastos. As primeiras
são cilíndricas e apresentam fibrilas contrácteis. Dispostas longitudinalmente, executam duas funções: proteção e
movimento. Contraindo-se ou distendendo-se, as células epitélio musculares atuam como musculatura longitudi-
nal, encurtando o corpo e os tentáculos.
As sensoriais são delgadas, tendo no polo apical um curto bastonete sensorial. Através da base entram em
contato com uma rede de células nervosas. Os cnidoblastos aparecem principalmente nos tentáculos.
Na camada interna, chamada de gastroderme, encontramos dois tipos de células: musculares digestó-
rias e glandulares. As musculares digestórias possuem a mesma forma das epiteliomusculares, dispostas trans-
versalmente, e funcionam como musculatura transversal, reduzindo o diâmetro do corpo. O polo apical dessas
células biflageladas emite pseudópodes para fagocitar partículas alimentares. As células glandulares secretam
enzimas digestórias. A seguir, a estrutura descrita.

Tentáculo
Boca

Testículo

Ovário

Gema

122
Fibrilas contrácteis
Mesogleia Vacúolo digestório

Células do
mesênquima
Célula
sensorial

Pseudópode

Partícula
Cnidoblasto alimentar

Célula glandular

Célula epiteliomuscular Célula nutritiva-muscular


Célula nervosa
Ectoderme Endoderme (gastroderme)

Classificação dos cnidários


CLASSES DE CELENTERADOS
Classe Relação pólipo/medusa Representantes
Hydra sp (dulcicolas), Obelia sp (colo-
Hydrozoa Pólipos predominantes
nial), Physalia sp (caravelas e colonais
Scyphozoa Medusas predominantes (água-vivas) Aurelia sp
Actinia sp (anêmonas-do-mar) e corais
Anthozoa Exclusivamente polipoides (com exoesqueletos calcários que par-
ticipam da formação de recifes)
Cubozoa Pólipo dá origem à medusa Chironex Fleckerí

Classe Hydrozoa

Além da hidra, há inúmeros representantes da classe dos hidrozoários, como a obelia e a caravela (Physalia) – in-
divíduo colonial muito comum nos mares tropicais e temperados.
A reprodução das obelias obedece a um ciclo em que se alternam pólipos (fase assexuada e duradoura) e
medusas (fase sexuada e pouco duradoura). Num polipeiro (colônia) há dois tipos de pólipos: o nutridor e o repro-
dutor. O reprodutor gera medusas por brotamento. São pequenas e produzem gametas masculinos e femininos;
os espermatozoides são liberados na água e o óvulo pode ou não ser liberado. Ocorrida a fecundação se forma o
zigoto, do qual se desenvolve o embrião e o nascimento da larva ciliada, a plânula – importante forma de dispersão
da espécie. Fixada a um substrato apropriado, ela transforma-se em um novo pólipo que vai gerar novo polipeiro.
© Frank Fox/Wikimedia Commons

Hydra viridissima

123
Classe Scyphozoa

As formas predominantes – e sexuadas – dos cifozoários são bonitas medusas de cores variadas, as águas-vivas
verdadeiras. Os pólipos, por sua vez, são pequenos e resultado da pouco duradoura fase assexuada.
As medusas apresentam formato de guarda-chuva, que podem alcançar de dois a 40 centímetros de diâ-
metro, diferentes, portanto, das do grupo de hidrozoários. Dois metros de diâmetro é a medida a que pode chegar
a medusa gigante do Atlântico Norte.
A fecundação da espécie Aurelia aurita é interna, depois de nadar durante certo tempo, a plânula dá
origem a um pólipo fixo, o cifístoma; representante de uma geração assexuada, ele se reproduz por estrobilação.
Nesse processo, fragmentos sucessivos do corpo do pólipo formam uma pilha de discos (éfiras, medusa jovem) e
amontoam-se uns sobre os outros. Após certo tempo de crescimento são liberados para dar origem a uma medusa
adulta, fechando o ciclo.

133

© Sanjay Acharya /Wikimedia Commons

Classe Cubozoa

Nos cubozoários, é o cifístoma (pólipo) que dá origem a uma medusa, sem estrobilação nem formação de éfiras.
A vespa-do-mar (Chinorex fleckeri), é a cubomedusa mais perigosa. Dotada de um veneno gravemente tóxico
e em quantidade suficiente para matar 60 pessoas. Predadores ativos, podem levar a vítima a óbito em apenas
dois minutos.

124
E.O. Teste I 3. (IFSC) Os animais são comumente divididos
em dois grupos: vertebrados e invertebrados.
Os invertebrados representam cerca de 97%
1. (Col. Naval) Assinale a opção em que todas de todas as espécies de animais, no entanto
as características descritas pertencem aos costumam ser menos conhecidos do que os
Cnidários. vertebrados. Sobre os animais vertebrados e
a) São animais que não possuem tecidos defi- invertebrados, é CORRETO afirmar que:
nidos, nem órgãos e sistemas. Apresentam a) com frequência as águas-vivas causam aci-
orifícios em todo o corpo, pelos quais a água dentes aos banhistas durante o verão. Os
penetra. O interior do corpo forma uma ca- tentáculos desses animais possuem células
vidade chamada de átrio, que é revestida por urticantes que causam a sensação de quei-
células denominadas coanócitos. São exclu- maduras e podem desencadear reações alér-
sivamente aquáticos.
gicas graves.
b) Apresentam o corpo achatado dorsoventral-
b) os artrópodes apresentam um esqueleto ex-
mente. Possuem um tubo digestório incom-
terno que não acompanha o crescimento do
pleto, com apenas uma abertura: a boca, por
onde ingerem os alimentos e eliminam as animal. Para crescer o indivíduo troca seu
fezes. Alguns vivem adaptados à vida para- exoesqueleto de tempos em tempos buscan-
sitária e não apresentam o tubo digestório. do a “casca” abandonada por um indivíduo
c) Corpo com uma abertura única: a boca, que maior procarionte.
fica em contato com uma cavidade gastrovas- c) os equinodermos, como as estrelas-do-mar,
cular. Apresenta, dentre as células epidérmi- possuem esqueleto calcário e apesar de não
cas, células especializadas com uma cápsula, possuírem vértebras podem ser considerados
o nematocisto, que contém liquido urticante animais vertebrados.
e auxilia na obtenção de alimentos. d) mexilhões, ostras e mariscos são muito uti-
d) São animais de corpo mole; dividido em ca- lizados como fonte de alimento em regiões
beça, massa visceral e pé; geralmente prote- litorâneas. Estes moluscos possuem o cor-
gido por uma concha calcária. A massa vis- po segmentado com uma concha protetora
ceral é recoberta pelo manto, onde existem espiralada.
glândulas que fabricam a concha calcária.
e) as aranhas e escorpiões estão entre os
e) São animais de corpo longo e cilíndrico,
principais representantes dos insetos. Es-
afilado nas extremidades. Possuem tubo di-
tes animais podem produzir veneno para
gestório completo, com boca e ânus. Muitas
espécies são de vida livre, vivendo em am- caçar e, eventualmente, causam acidentes
bientes aquáticos ou terrestres, e muitas são ao homem.
de vida parasitária.
4. (Ufla) Os celenterados (Cnidaria) formam
2. (Udesc) Assinale a alternativa correta, quan- um dos grupos mais antigos de metazoários
to aos poríferos, cnidários, platelmintos e e apresentam dois tipos morfológicos, poli-
nematelmintos. poide e medusoide.
a) As esponjas pertencem ao filo dos poríferos. A figura seguinte ilustra uma das hipóteses
de relações filogenéticas entre as classes de
Possuem constante movimentação através
Cnidaria, e os pontos numerados de 1 a 4
de cílios e apresentam digestão exclusiva-
assinalam possibilidades de surgimento de
mente extracelular.
novidades evolutivas em cada linhagem.
b) As águas vivas e as anêmonas pertencem ao
filo dos cnidários. Apresentam digestão in-
tracelular (células digestivas) da gastroder-
me e extracelular no tubo digestório incom-
pleto, pois não têm ânus.
c) Os Ascaris lumbricoides são vermes que per-
tencem ao filo dos platelmintos. Possuem
corpos achatados com simetria bilateral e sua
digestão é incompleta, pois não têm ânus. Com base na figura, é CORRETO afirmar que:
d) A Taenia saginata é um verme pertencente a) na linhagem 1 ocorreu apenas a fase medu-
ao filo dos nematelmintos, pois seu corpo é soide.
achatado com simetria bilateral. Sua diges- b) na linhagem 3 ocorreu a perda da fase me-
tão é completa, pois tem ânus. dusoide.
e) Os corais pertencem ao filo dos poríferos. c) na linhagem 4 ocorreu perda da fase medu-
Possuem corpos com esqueleto calcário e sua soide.
digestão é completa, pois têm ânus. d) na linhagem 2 surgiu a fase medusoide.
125
5. (Unesp) Os poríferos, também conhecidos 8. (UECE) Dentre os elementos de sustentação
como esponjas, constituem um dos tipos das esponjas, as espículas são estruturas cal-
mais antigos de animais, sendo predomi- cárias ou constituídas de sílica. Assinale a al-
nantemente marinhos. Seus esqueletos po- ternativa que contém a denominação correta
dem ser constituídos por material orgânico, das células que produzem essas estruturas.
silicoso ou calcário. a) Pinacócitos
Algumas esponjas apresentam pequenos
b) Porócitos
espinhos (espículas) com função de defe-
c) Espongioblastos
sa e sustentação mecânica. Nas chamadas
d) Escleroblastos
“esponjas de vidro”, as espículas formam
estruturas semelhantes às fibras de vidro,
podendo, inclusive, se comportar como as fi- 9. (Unifesp) Esta é a turma do Bob Esponja:
bras ópticas, transmitindo a luz de maneira
bastante eficiente.
As espículas das “esponjas de vidro” são
constituídas principalmente de:
a) sulfato de cálcio.
b) proteínas.
c) sílica. Bob Patric Lula Sr. Siriguejo
d) calcário. Esponja Molusco
e) colágeno.
Lula Molusco é supostamente uma lula; Pa-
6. (Uece) O processo de reprodução sexuada tric, uma estrela-do-mar; o Sr. Siriguejo, um
aumenta a variabilidade genética das espé- caranguejo; e Bob é supostamente uma es-
cies. Ocorre de forma mais notável nos orga- ponja-do-mar. Cada um, portanto, pertence
nismos multicelulares. Identifique o filo no
qual ocorre o seguinte tipo de reprodução: a um grupo animal diferente. Se eles forem
“Os espermatozoides penetram no corpo da colocados segundo a ordem evolutiva de sur-
fêmea, fundindo-se com coanócitos, os quais gimento dos grupos animais a que perten-
se transformam em amebócitos, que se deslo- cem, teremos respectivamente:
cam pelo meso-hilo até o óvulo, transferindo
para este o núcleo do espermatozoide, carac- a) esponja-do-mar, estrela-do-mar, lula e ca-
terizando um tipo de fecundação interna”. ranguejo.
a) Poríferos b) esponja-do-mar, lula, caranguejo e estrela
b) Cnidários do-mar.
c) Artrópodas c) estrela-do-mar, esponja-do-mar, caranguejo
d) Anelídeos e lula.
d) estrela-do-mar, lula, caranguejo e esponja
7. (UFPEL) Recifes, ou arrecifes, são verda- do-mar.
deiros paredões naturais, largos e, às vezes e) lula, esponja-do-mar, estrela-do-mar e ca-
profundos, que ocorrem no mar. Os recifes
ranguejo.
podem ser formados pelos esqueletos de co-
rais ou por acúmulo de produtos das rochas
e dos solos, como o arenito, com participação 10. (PUC-PR) Analise as proposições a seguir:
da atividade de alguns organismos, poden- I. Primeiros animais da escala evolutiva a
do ocorrer até mesmo a presença de corais. apresentarem uma cavidade digestiva.
Existem, assim, dois tipos de recifes: os de II. Formação de dois tipos morfológicos de
corais, chamados também de recifes coralí-
indivíduos.
neos, e os de pedra. Esse último tipo, recifes
de pedra, pode ser observado em pratica- III. Esqueleto formado por espículas ou por
mente toda a costa nordeste do Brasil, tendo espongina.
dado origem ao nome da capital do estado de IV. Presença de células urticantes para defe-
Pernambuco. sa e captura da presa.
LAURENCE, J. “Biologia. Vol. Único” [adapt.]. V. Presença de células flageladas que reali-
Baseado no texto e em seus conhecimentos, as- zam movimento de água no corpo do ani-
sinale a alternativa que indica o Filo e a Classe mal. São características do filo Cnidaria:
dos indivíduos que constituem um recife. a) apenas I, III e V.
a) Filo ‘Ctenophora’ - Classe ‘Cnidaria’ b) apenas II, III e IV.
b) Filo ‘Anthozoa’ - Classe ‘Hydrozoa’
c) apenas II, IV e V.
c) Filo ‘Cnidária’ - Classe ‘Scyphozoa’
d) Filo ‘Ctenophora’ - Classe ‘Anthozoa’ d) I, II, III e V.
e) Filo ‘Cnidária’ - Classe ‘Anthozoa’ e) apenas I, II e IV.
126
E.O. Teste II c) são plantas, reino Plantae, cujos represen-
tantes são eucariontes, multicelulares e au-
tótrofos.
1. (UFG) Leia o texto a seguir. d) são plantas, reino Plantae, cujos represen-
Em 2008, foi constatado que, desde 1950, o tantes podem ser unicelulares ou multice-
planeta perdeu, efetivamente, 19% da área lulares, mas exclusivamente eucariontes e
de recifes de coral em consequência da ação autótrofos.
antrópica. Esses ecossistemas são formados e) não são plantas nem animais, mas perten-
por associação simbiótica entre antozoários cem ao reino Protista, cujos representantes
e zooxantelas que vivem em uma faixa es- podem ser eucariontes unicelulares heteró-
treita ao longo do gradiente oligotrófico trofos ou multicelulares autótrofos.
(oceânico)/eutrófico (estuários, poluição).
Disponível em: <http://cebimar.usp.br>. 4. (UFU) Os recifes de corais são as áreas de
Acesso em: 5 set. 2013. (Adaptado).
maior concentração de vida nos oceanos. Só
O aumento do gradiente eutrófico coloca em é possível compará-los, em termos de biodi-
risco essa interação, pois: versidade, às florestas tropicais em terra fir-
a) aumenta a incorporação de carbonato de cálcio. me. Esses recifes são compostos basicamente
b) diminui a demanda bioquímica de oxigênio. de camadas muito finas de carbonato de cál-
c) aumenta a incidência da radiação solar. cio, oriundos principalmente de esqueletos
d) diminui a taxa fotossintética.
de animais e algas coralinas, depositados ao
e) diminui a turbidez da água.
longo de milhares de anos.
Sobre os recifes de corais, pode-se afirmar
2. (PUC-RJ) De acordo com pesquisas recentes, que:
os corais são muito influenciados pelo au- I. os principais animais formadores dos re-
mento da temperatura e pela poluição, pois cifes são os corais pétreos, também deno-
só conseguem sobreviver em águas transpa- minados corais verdadeiros, que perten-
rentes. Se a água for quente demais, os co- cem ao grupo dos hidrozoários.
rais perdem as algas que vivem dentro dos II. os recifes de corais ocorrem em águas cla-
seus tecidos. Essas algas são responsáveis ras, com boa oxigenação e tempe- raturas
pela coloração e pelo fornecimento de boa relativamente altas durante todo ano.
parte do alimento dos corais e recebem em III. os pólipos de corais formadores dos re-
troca sais minerais e gás carbônico. Sobre a cifes, embora sejam heterótrofos, depen-
interação entre corais e algas, é correto afir- dem também do alimento produzido pe-
mar que: las zooxantelas.
a) trata-se de uma relação harmônica intraes- IV. um dos impactos ambientais sofridos pe-
pecífica. las áreas de recifes de corais é o bran-
b) as algas em questão são organismos endos- queamento dos pólipos, que perdem a ca-
simbiontes. pacidade de secretar pigmentos devido à
c) as algas em questão são organismos parasi- poluição dos mares.
tas. São corretas apenas as afirmativas:
d) trata-se de uma relação desarmônica inte- a) III e IV.
respecífica. b) I e II.
e) trata-se de uma interação negativa intraes- c) II e III.
pecífica. d) II e IV.

3. (FGV) 5. (PUC-MG) Uma esponja-viva é um animal


PLANTA OU ANIMAL? CONHEÇA ALGUNS DOS
MISTÉRIOS DOS CERIANTOS, ESTES SERES TÃO multicelular com pequena diferenciação ce-
DIFERENTES DAS DEMAIS ESPÉCIES MARINHAS. lular. Suas células podem ser mecanicamen-
(“Terra da Gente”, agosto de 2008) te desagregadas passando-se a esponja numa
peneira. Se a suspensão celular é agitada por
Os ceriantos são do filo Cnidaria, o mesmo umas poucas horas, as células se reagregam
das águas vivas e das anêmonas marinhas. para formar uma nova esponja. É o processo
Deste modo, é correto dizer que os ceriantos: de adesão celular. Sobre esse assunto, é IN-
a) são animais, reino Animalia, cujos represen- CORRETO afirmar:
tantes são eucariontes, multicelulares e he- a) A agregação celular depende do reconheci-
terótrofos. mento que se estabelece entre as células e
b) são animais, reino Animalia, cujos represen- deve ser espécie-específica.
tantes podem ser unicelulares ou multice- b) A simplicidade celular das esponjas se deve
lulares, mas exclusivamente eucariontes e ao fato de elas não apresentarem reprodução
heterótrofos. sexuada.
127
c) Se duas diferentes espécies de esponjas são esponjas, terem sido um dos primeiros a se
desagregadas juntas, as células de cada es- formar e serem abundantes até hoje.
pécie se reagregam isoladamente. a) Sua estratégia evolutiva não foi bem sucedi-
d) O alto grau de regeneração celular observado da.
nas esponjas se deve ao pequeno grau de di- b) A seleção natural não atuou sobre as espon-
ferenciação celular do animal. jas.
c) As esponjas mostraram adaptação às pres
sões ambientais.
6. (UFRGS) Leia a tira a seguir, que ilustra os d) Não foram expostos a nenhum tipo de pres
dilemas alimentares na vida de uma esponja. são ambiental.
e) Não apresentaram muita variabilidade gené-
A ÁGUA DO MAR
OLÁ!
PASSA CONSTAN
tica.
EU SOU UMA TEMENTE ATRAVÉS
ESPONJA!
Fred Wagner

DE MIM.
9. (UFSM)
OS BICHOS

água
É ASSIM QUE ME É CLARO QUE EU
ALIMENTO. PREFERIA UM HAM-
BÚRGUER COM FRITAS.

1
3

Adaptado de: “Zero Hora”, 26 jul. 2003.

O desejo da esponja, expresso no último qua-


dro, não pode se realizar.
SOARES, J. L. “Biologia: Os seres vivos, estrutura e
Na evolução dos metazoários, a aquisição funções”. São Paulo: Scipione, vol. 2, 2000. p. 91.
fundamental que possibilitou a digestão de
macromoléculas, a qual não está presente na Considere as afirmações sobre o desenho:
esponja, é: I. A seta 1 aponta para uma cavidade do
a) a digestão intracelular. tipo pseudoceloma.
b) o celoma. II. O organismo se reproduz por alternância
c) o blastóporo. de gerações e de formas.
d) a diferenciação celular. III. As setas 2 e 3 apontam, respectivamente,
e) a cavidade digestiva. para um coanócito e um porócito.
Está(ão) correta(s):
7. (UFSM) Nos poríferos, o mesênquima é a) apenas I.
uma massa gelatinosa, onde estão imersos b) apenas II.
elementos de sustentação, e os __________ c) apenas I e III.
são células de formato irregular que se d) apenas II e III.
movimentam por pseudópodos. Dentre ou- e) apenas III.
tras funções, essas células participam na
formação do esqueleto através dos(das) 10. (UFAL) A figura abaixo mostra o ciclo de
__________ e na distribuição dos nutrien- vida de um cnidário.
tes obtidos na digestão executada pelos
__________. Assinale a alternativa que pre-
I III
enche corretamente as lacunas. IV
a) coanócitos - espículas - pinacócitos II
b) amebócitos - pinacócitos - coanócitos
c) amebócitos - espículas - coanócitos
d) pinacócitos - amebócitos - porócitos
e) porócitos - pinacócitos - amebócitos

8. (UFPI) Assinale a alternativa que mencio-


na, corretamente, o que pode significar, sob V
o ponto de vista evolutivo, o fato de ani-
mais com características primitivas, como as
128
Resultam de processo assexuado APENAS: ornamentais, é exemplo de pesca que
a) I, II e III prejudica bastante os recifes de corais,
b) I, II e IV uma vez que, além das espécies captura-
c) I, III e IV das, destroem o ecossistema.
d) II, III e IV ( ) A introdução de espécies invasoras pode
e) III, IV e V se dar, por exemplo, pelo despejo de água
de lastro ou soltura de espécies exóticas
no ambiente natural.
E.O. Teste III Assinale a alternativa que apresenta a sequ-
ência correta, de cima para baixo.
1. (UFPR) Leia o texto a seguir sobre os recifes a) F – F – V – F.
de coral. b) V – V – F – V.
Afetados por mudanças climáticas, poluição, c) F – F – V – V.
introdução de espécies invasoras e pesca d) V – V – V – F.
predatória, muitos corais estão em peri- e) V – V – V – V.
go. Um terço dos recifes de corais de todo
o planeta está ameaçado de extinção. A re- 2. (UFRN) Os poríferos ou esponjas formam,
gião do Caribe é a que apresenta a mais alta desde o Cambriano, uma fauna relativamen-
concentração de corais ameaçados. É o que te significante; no entanto, sua estrutura e
revela o primeiro levantamento global para seu comportamento peculiares têm levado
determinar o seu status de conservação. Os alguns estudiosos a considerar que os repre-
resultados do estudo foram publicados pela sentantes desse filo demonstram inabilidade
revista “Science”. Construídos ao longo de em evoluir os sistemas ou os órgãos, diferen-
milhões de anos, os recifes de corais são o temente do que acontece com outros grupos,
habitat de mais de 25% das espécies mari- porque:
nhas, configurando-se como o ecossistema a) seu esqueleto constitui um suporte rígido
que impede deslocamentos.
marinho com maior diversidade biológica.
b) a ausência de sistemas sensitivos que lhes
Os corais constroem recifes em águas rasas assegurem defesa os torna vulneráveis à
tropicais e subtropicais e têm-se mostrado ação de predadores.
altamente sensíveis a mudanças em seus c) a falta de sistema nervoso os impossibilita
ambientes. Milhões de pessoas em todo o de se alimentarem de matéria em suspensão.
planeta dependem desses ecossistemas para d) sua fixação a substratos dificulta a captura
o seu sustento, seja através da pesca ou do de algas e, consequentemente, sua sobrevi-
turismo. Os pesquisadores apontaram como vência.
principais ameaças aos corais o aquecimento
global e alterações locais decorrentes da pes- 3. (UEL) A figura a seguir mostra o ciclo de
ca predatória, a introdução de espécies inva- vida da hidra.
soras e o declínio na qualidade das águas por Espermatozóides

causa da poluição e da ocupação desenfreada


Ovo
da zona costeira.
Ovário
(Marcados para Morrer. Jornal da Ciência nº Testículos Ovo
3552, de 11 de julho de 2008 – Adaptado.)
Fêmea
Sobre o impacto sofrido pelos recifes de
Macho
corais, identifique as afirmativas a seguir Hidra
como verdadeiras (V) ou falsas (F): Broto
( ) As mudanças climáticas podem aumentar
a temperatura da água e a intensidade da
radiação solar, o que leva à descoloração
dos corais e a doenças que podem acarre- A análise da figura leva às seguintes consi-
tar a sua mortalidade. derações:
( ) Com o aumento da concentração de CO2 I. A hidra reproduz-se tanto sexuada como
na atmosfera, os oceanos absorvem volu- as sexuadamente.
II. As larvas ciliadas têm vida livre.
mes cada vez maiores desse gás, levando III. No ciclo de vida da hidra só existe a fase
a um aumento da acidez e diminuição do de pólipo.
pH, o que prejudica gravemente a capaci- Dessas considerações, APENAS:
dade dos corais de construírem seus es- a) I é correta.
queletos, os quais formam as fundações b) III é correta.
dos recifes. c) I e II são corretas.
( ) A pesca de arrasto, utilizando bom- d) I e III são corretas.
bas ou cianeto para captura de espécie e) II e III são corretas.
129
4. (PUC-SP) Uma colônia de pólipos forma, por nordeste da Austrália e Papua Nova Guiné. A
brotamento, pequenas medusas. Estas libe- Barreira de Corais da Austrália comporta uma
ram gametas no ambiente, onde ocorre a fe- grande biodiversidade e é considerada um dos
cundação. Do zigoto, surge uma larva ciliada, patrimônios mundiais da humanidade.
que dá origem a uma nova colônia de póli- Disponível em: http://kabanamaster.com/os-10lugares-
pos. A descrição anterior refere-se a um: mais-lindos-do-mundo/. Acesso em: 20 set. 2013. (adaptado)
a) cnidário, que apresenta alternância de gerações.
a) Para a formação deste magnífico ecossiste-
b) cnidário, que apresenta exclusivamente re-
ma, é necessária a importante participação
produção sexuada.
de que invertebrados polipoides?
c) espongiário, que apresenta exclusivamente
b) Explique como ocorre o processo de constru-
reprodução sexuada.
ção dessas barreiras.
d) espongiário, que apresenta alternância de
gerações.
e) platelminte, que apresenta reprodução sexua- 3. (Fuvest) Os acidentes em que as pessoas são
da e assexuada, sem alternância de gerações. “queimadas” por cnidários ocorrem com fre-
quência no litoral brasileiro. Esses animais
possuem cnidoblastos ou cnidócitos, células
5. (Cesgranrio) No processo evolutivo foram
que produzem uma substância tóxica, que é
selecionados os seres de fecundação externa
composta por várias enzimas e fica armaze-
que liberam uma grande quantidade de ga-
nada em organelas chamadas nematocistos.
metas para o meio ambiente. As hidras, no
Os cnidários utilizam essa substância tóxica
entanto, reproduzem-se rapidamente, embo- para sua defesa e a captura de presas.
ra lancem um pequeno número de gametas a) Em que organela(s) do cnidoblasto ocorre a
na água. A explicação para esse fato é que as síntese das enzimas componentes da subs-
hidras apresentam um acelerado processo de tância tóxica?
reprodução: b) Após a captura da presa pelo cnidário, como
a) assexuada por divisão binária. ocorrem sua digestão e a distribuição de nu-
b) assexuada por esporulação. trientes para as células do corpo do animal?
c) assexuada por brotamento.
d) sexuada por autofecundação.
4. (Unesp) Divulgou-se recentemente (Revista
e) sexuada por partenogênese.
Pesquisa FAPESP no. 100, junho de 2004) a
identificação de uma nova classe dos Cnida-
ria, chamada de Staurozoa. A característica
E.O. Dissertativo marcante das medusas adultas de uma das
duas ordens desta nova classe é que elas vi-
1. (Fuvest-adaptada) Recifes de coral são ro- vem agarradas a rochas ou algas através de
uma estrutura chamada pedúnculo. Antes
chas de origem orgânica, formadas princi-
da proposição de um sistema de classifica-
palmente pelo acúmulo de exoesqueletos de ção biológica por Lineu em 1758, alguns na-
carbonato de cálcio secretados por alguns turalistas consideravam os cnidários como
cnidários que vivem em colônias. Em sim- plantas. A natureza animal destes organis-
biose com os pólipos dos corais, vivem algas mos somente foi reconhecida no século XIX,
zooxantelas. Encontrados somente em mares quando alguns naturalistas os classificaram
de águas quentes, cujas temperaturas, ao juntamente com as esponjas.
longo do ano, não são menores que 20 ºC, a) Esta mudança proposta recentemente de
os recifes de coral são ricos reservatórios de uma nova classe para os cnidários altera ou
biodiversidade. Como modelo simplificado fere de alguma forma os critérios gerais de
classificação biológica propostos por Lineu
para descrever a existência dos recifes de co-
em 1758? Justifique sua resposta.
ral nos mares, pode-se empregar o seguinte b) Considerando que a classificação biológica
equilíbrio químico: tem levado em conta as características dos
CaCO3(s) + CO2(g) + H2O(l) → CA2+(Aq) + 2HCO3–(Aq) organismos, por que foi sugerida uma nova
Descreva o mecanismo que explica o cresci- classe e não um novo filo de animais, no pre-
mento mais rápido dos recifes de coral em sente caso?
mares cujas águas são transparentes.
5. (Unicamp) Alguns hidrozoários coloniais,
2. (UEMA) A Grande Barreira de Corais da Aus- como a Obelia sp., ocorrem na natureza sob a
trália é a maior faixa de corais do mundo com forma de pólipos e medusas.
2.300 quilômetros de comprimento e largura a) Como uma colônia destes hidrozoários se
variando de 20 a 240 quilômetros, podendo origina? E como esta colônia dá origem a
ser vista do espaço. É a maior estrutura do novas colônias?
mundo feita unicamente por milhões de or- b) Que estrutura comum aos pólipos e medusas é en-
ganismos vivos. É situada entre as praias do contrada somente neste filo? Qual a sua função?
130
6. Por que as esponjas são consideradas menos
complexas que os celenterados?

7. O que são medusas e pólipos? Como eles cap-


turam seu alimento?

8. Qual é o tipo de esqueleto produzido pelos


corais?

9. Faça uma comparação entre o modo de uma


esponja e de um celenterado se alimenta-
rem, explicando como atraem, capturam e
digerem seu alimento. O resultado desse processo nos corais é o(a):
a) seu branqueamento, levando à sua morte e
10. Por que as esponjas são chamadas de poríferos? extinção.
b) excesso de fixação de cálcio, provocando cal-
cificação indesejável.
E.O. Enem c) menor incorporação de carbono, afetando
seu metabolismo energético.
1. Os corais que formam o banco dos Abrolhos, d) estímulo da atividade enzimática, evitando
na Bahia, podem estar extintos até 2050 de- a descalcificação dos esqueletos.
vido a uma epidemia. Por exemplo, os co- e) dano à estrutura dos esqueletos calcários,
diminuindo o tamanho das populações.
rais-cérebro já tiveram cerca de 10% de sua
população afetada pela praga-branca, a mais
prevalente da seis doenças identificadas em
Abrolhos, causada provavelmente por uma
Gabarito
bactéria. Os cientistas atribuem a prolifera-
ção das patologias ao aquecimento global e
à poluição marinha. O aquecimento global
reduziria a imunidade dos corais ou estimu- E.O. Teste I
laria os patógenos causadores desses males, 1. C 2. B 3. A 4. B 5. C
trazendo novos agentes infecciosos.
6. A 7. E 8. D 9. B 10. E
FURTADO, F. Peste branca no mar. Ciência hoje. Rio
de Janeiro, v. 42, n. 251, ago. 2008 (adaptado).

A fim de combater a praga-branca, a medida


mais apropriada, segura e de efeitos mais E.O. Teste II
duradouros seria: 1. D 2. B 3. A 4. C 5. B
a) aplicar antibióticos nas águas litorâneas de
Abrolhos. 6. E 7. C 8. C 9. E 10. A
b) substituir os aterros sanitários por centros
de reciclagem de lixo.
c) introduzir nas águas de Abrolhos espécies
que se alimentem da bactéria causadora da E.O. Teste III
doença.
1. E 2. A 3. D 4. A 5. C
d) aumentar, mundialmente, o uso de transpor-
tes coletivos e diminuir a queima de deriva-
dos de petróleo.
e) criar uma lei que proteja os corais, impedin-
do que mergulhadores e turistas se aproxi- E.O. Dissertativo
mem deles e os contaminem. 1. O crescimento dos recifes de coral ocorre de
forma mais rápida em mares de água trans-
2. Parte do gás carbônico da atmosfera é ab- parente, pois nela ocorre a passagem de luz
sorvida pela água do mar. O esquema repre- em quantidade necessária para a realização
senta reações que ocorrem naturalmente, em de fotossíntese pelas algas associadas aos
equilíbrio, no sistema ambiental marinho. O corais, assim há a produção de matéria or-
excesso de dióxido de carbono na atmosfera gânica e oxigênio necessários ao desenvolvi-
pode afetar os recifes de corais. mento e crescimento dos cnidários.
131
2. 5.
a) A formação da Barreira de Corais da Aus- a) A colônia de hidrozoários se origina a par-
trália depende da participação de pólipos tir do brotamento do pólipo, por reprodu-
de cnidários, pertencentes à classe dos ção assexuada. Os pólipos adultos,também
Antozoários. por reprodução assexuada, produzem as
b) As barreiras de corais são formadas a par- medusas, formas natantes livres e sexua-
tir da reprodução assexuada do pólipo, as, que apresentam fecundação externa e
por brotamento, eles apresentam um es- desenvolvimento indireto, onde o zigoto
queleto de carbonato de cálcio secretada forma a larva livre. A larva se fixa ao fun-
pela epiderme. Pode ocorrer também au- do oceânico e inicia o processo de brota-
mento da colônia por introdução de indi- mento, reiniciando o ciclo, permitindo a
víduos oriundos de reprodução sexuada. formação de novos organismos que com-
Os pólipos já existentes podem periodi- põe as colônias.
camente elevar suas bases e secretar um b) Os pólipos e medusas apresentam cnido-
novo assoalho sobre a estrutura antiga blastos, células responsáveis pela defesa
aumentando a formações calcáriass. e proteção, além da captura do alimento.
3. 6. As esponjas são consideradas organismos
a) A substância tóxica produzida pelos cni- bases por serem organismos muito simples,
dários tem enzimas digestivas sintetiza-
que não apresentam órgãos ou sistema, en-
das nos ribossomos incrustados na pare-
quanto os cnidários possuem o sistema di-
de do retículo endoplasmático rugoso.
gestivo incompleto.
b) Após a captura da presa, a digestão ocor-
7. Medusas e pólipos capturam seu alimento
re, inicialmente, no interior da cavidade
através dos cnidários, células que disparam
gastrovascular (digestão extracelular),
nematocistos urticantes que paralisam a
onde são liberadas enzimas. Em seguida,
presa. São mais comuns nos tentáculos das
as partículas de alimentos são capturadas
duas formas.
por células dessa cavidade, e no interior
dessas células ocorre a digestão intrace- 8. Os corais apresentam esqueleto calcário ou
lular pela ação de enzimas lisossômicas, e orgânico.
a distribuição dos nutrientes ocorre atra- 9. As esponjas não apresentam sistema diges-
vés do processo de difusão célula a célula. tivo, nem boca. Dessa forma, o alimento en-
4. tra no animal junto com água, através dos
a) A proposta da nova classe dos cnidários poros, e, em seguida, os coanócitos realizam
se basearia na forma de fixação, por um o processo de fagocitose e digestão intrace-
pedúnculo e não afetaria os critérios de lular. Os celenterados apresentam cavidade
classificação proposto anteriormente por gastrovascular e boca, por onde capturam o
Lineu, pois os celenterados são animais alimento e com o auxílio de tentáculos pre-
diblásticos, pertencentes ao Reino Animal. sentes na cavidade gastrovascular, onde o
b) Os animais citados no texto apresentam alimento inicialmente é digerido (digestão
as mesmas características: cavidade di- extracelular). Posteriormente, as células que
gestiva e cnidoblastos, diferindo apenas compõem a cavidade gastrovascular fagoci-
quanto a presença do pedúnculo utilizado tam as partículas de alimentos e terminam o
para a fixação em rochas, não sendo ne- processo de digestão (digestão intracelular).
cessária a criação de um novo filo. 10. As esponjas são denominadas poríferos por
apresentarem organização estrutural com
pequenos orifícios, chamados poros.

E.O. Enem
1. D 2. E

132
© C.K.Ma/Shutterstock

Aulas 13 e 14

Platelmintos
Platelmintos – surge a simetria bilateral e a triblastia
Vermes foram entendidos, por muito tempo, como animais de corpo alongado e que se deslocam rastejando no
substrato. Atualmente, na zoologia, o termo é aplicado com restrições e, na verdade, envolve três grupos de animais
bem diferentes: platielmintes, nematelmintes e anelídeos.
Os platielmintes (do grego: plathis = achatado; helminthes = verme) são os primeiros animais, nos quais
ocorre a simetria bilateral, possuem corpo alongado e dorsoventralmente achatado. O tamanho é variado, indo de
alguns milímetros até vários metros. O habitat e o hábito de vida são variados, os de vida livre aparecem na água
doce, salgada e na terra úmida, quase sempre, abrigados embaixo de folhas, gravetos e troncos. Também existem
os parasitas que vivem às custas de outros seres, explorando-os como ecto ou endoparasitas.

A B C
A - Planária B - Schitosoma mansoni C - Taenia sp

A estrutura do corpo
A parede do corpo dos platielmintes ou tubo musculodermático é formado por uma epiderme com um epitélio
simples (somente uma camada de células), ciliado e recoberto por cutícula nos parasitas. A musculatura é formada
por duas camadas de fibras musculares lisas, a externa circular e a interna longitudinal. Essa estrutura garante
proteção, locomoção e sustentação, já que não há outro elemento esquelético. Veja a seguir:
mesênquima
músculos dorsiventrais testículo

músculos circulares

célula-flama

músculos longitudinais

cílios células glandulares cordão nervoso ducto espermático oviduto

Fisiologia
§§ Nutrição - O sistema digestório é incompleto, pois apresenta uma única abertura, a boca, que serve para a
ingestão de alimentos e para a egestão de resíduos. A boca é seguida por uma faringe e, depois, por um intestino
terminado em fundo cego e multirramificado, que facilita a distribuição do alimento por todas as partes do corpo
do animal. Esse aspecto é uma grande vantagem, uma vez que não há sistema circulatório. A digestão ocorre
nos meios extracelular e intracelular. Existem espécies parasitas, totalmente desprovidas de sistema digestório.
135
Sistema digestório da planária
Ramo anterior
do intestino Ocelos

Ramos posteriores
do intestino

Aurícula
Boca
Faringe

Sistema digestório da planária e outras estruturas (à esquerda). Planária vista pelo microscópio óptico (à direita).

§§ Respiração e trocas gasosas – não existem estruturas responsáveis pelas trocas gasosas com o meio. As

espécies de vida livre são aeróbias e as trocas são realizadas por simples difusão entre o epitélio permeável

do animal e o meio. Os endoparasitas são anaeróbios.

§§ Excreção – esse grupo inaugura na escala zoológica a ocorrência de um sistema excretor, cujo elemento

básico é o solenócito ou célula-flama. Os metabólitos, retirados pelas células-flama, que filtram o meio

interno do animal, são conduzidos a canais excretores que desembocam na superfície do corpo através

de diminutos poros.

Células-flama
Poros excretores Canal
excretor
Canal
excretor

Tufo de
cílios

Citoplasma
Cordões nervosos Núcleo
longitudinais
Nervos

§§ Coordenação nervosa – nesses organismos, tem-se a primeira ocorrência de cefalização, ou seja, uma

cabeça. São os primeiros animais da escala a apresentar um sistema nervoso central e elementos sensoriais

na região anterior do corpo. Portanto, são portadores de um centro de coordenacão nervosa, onde apare-

cem, como centros coordenadores, dois gânglios cerebroides ou um anel nervoso, ligados a cordões

nervosos longitudinais, transversalmente unidos por cordões transversais, as comissuras.


136
cordão nervoso

nervos

gânglio cerebral
ocelo
parte
fotossensível

células com
pigmento

nervos para o célula


gânglio cerebral fotossensível

§§ Reprodução – normalmente, são hermafroditas ou monoicos com fecundação interna e um desenvol-


vimento, que pode ser direto ou indireto. Existem espécies que se reproduzem assexuadamente, principal-
mente por regeneração.

A classificação dos Platielmintes


§§ Classe Turbellaria (turbelários): seres de vida livre com epitélio ciliado. Exemplo: Planária.
§§ Classe Trematoda (trematódios): seres parasitas com epiderme não ciliada e uma ou mais ventosas.
Exemplo: Schistosoma.
§§ Classe Cestoda (cestódios): seres parasitas com corpo dividido em anéis ou proglotes. Exemplos: Taenia
solium e Taenia saginata.

A esquistossomose e o ciclo evolutivo do


Schistosoma mansoni
A esquistossomose intestinal, popularmente conhecida como barriga-d’água, é uma doença provocada pelo pla-
tielminte Schistosoma mansoni, um verme dioico com nítido dimorfismo sexual. O macho, com 1 a 2 cm de compri-
mento, apresenta o corpo com duas porções distintas: uma anterior e afilada, na qual aparecem as duas ventosas,
e outra posterior, que forma ventralmente uma dobra, o canal ginecóforo, no qual se aloja a fêmea. Esta, com
1,5 a 2,5 cm de comprimento, é mais longa e delgada do que o macho.

Macho

Fêmea

O verme adulto vive nos vasos do sistema porta-hepático, um conjunto de veias que atravessam o fígado.
Para reproduzir-se, o macho elimina os espermatozoides no canal ginecóforo; deste ponto, eles penetram no poro
137
genital da fêmea. Por ocasião da postura, os vermes acasalados abandonam o sistema porta-hepático e atingem
as veias da parede intestinal, onde as fêmeas realizam a postura dos ovos. Pela ruptura dos capilares superficiais
das mucosas, os ovos caem na luz intestinal, sendo eliminados com as fezes. Providos de um espinho lateral, os
ovos apresentam, no interior da casca, o miracídio, a larva que é ciliada. Saindo do ovo, o miracídio nada em
busca do hospedeiro intermediário, um caramujo (molusco) pertencente ao gênero Biomphalaria, que habita
locais de água pouco corrente ou estagnada, principalmente lagoas. No interior do caramujo, o miracídio perde os
cílios, cresce, transformando-se no esporocisto, um saco que produz, por pedogênese, as cercárias, larvas com
um corpo alongado e uma cauda bifurcada. Saindo do molusco, as cercárias penetram no homem, o hospedeiro
definitivo. A penetração é ativa, feita através da pele, combinando-se processos mecânicos e químicos, com a
destruição do tegumento do hospedeiro por meio da secreção de enzimas proteolíticas. A penetração produz uma
irritação cutânea, daí o nome de “lagoas de coceira” dado àquelas lagoas que são infestadas pelos parasitas. Em
certas regiões interioranas também é comum a expressão: “Se nadou e depois coçou, é porque pegou”. Na pele,
a cercária perde a cauda, transformando-se em metacercária, caindo na circulação e atingindo, finalmente, os
vasos do sistema porta-hepático e transformando-se nas formas adultas.

Ventosa ventral
Ventosa oral
Macho (cerca de 1 cm
de comprimento)
Fêmea Schistosoma
mansoni Pessoa doente

Veias do mesentério

Ovos nas fezes


Intestino

Ser humano Água


Larva aquática ciliada
Caramujo (miracídio)
planobídeo
Penetração ativa na
Larvas cercárias
pele, provocando
coceira

Ciclo de vida do Schistosoma mansoni.

No quadro clínico mais comum, ocorrem febre, anorexia, diarreias, dor abdominal e hepatoesplenomegalia.
Nas complicações mais graves, acontece a hipertensão portal, que provoca severa insuficiência hepática, capaz de
causar a morte do hospedeiro. As medidas profiláticas mais comuns são:
1. Tratamento dos infestados por meio da destruição dos vermes no organismo humano.
2. Saneamento básico, que impede que os ovos contaminem a água.
3. Combate aos caramujos transmissores.
4. Impedir a penetração das larvas, não tendo contato com a água contaminada.

A Taenia sp e os ciclos evolutivos


da teníase e da cisticercose

A teníase é uma doença provocada pela presença das formas adultas das tênias ou solitárias no intestino delga-
do humano. O indivíduo parasitado normalmente só apresenta um parasita, daí o verme ser conhecido por solitária.
A teníase pode ser causada por duas espécies de platielmintes: a Taenia solium e a Taenia saginata. A cisticercose
138
é determinada pela presença das larvas da Taenia solium no homem, localizadas principalmente nos olhos e no
cérebro.
A Taenia solium apresenta o corpo dividido em três partes: escólex, colo e estróbilo. O escólex ou cabeça
é a porção anterior destinada a fixar a tênia na superfície interna da parede intestinal. É globoso, com cerca de
1 milímetro de diâmetro e apresenta o aparelho de fixação constituído por quatro ventosas e uma dupla coroa de
ganchos quitinosos. O pescoço ou colo é a porção mais delgada que liga o escólex ao corpo. Na parte posterior do
colo, aparecem sulcos transversais que isolam segmentos denominados anéis ou proglotes. A esse processo dá-se
o nome de estrobilização. O estróbilo ou corpo é constituído por uma série de 800 a 900 anéis ou proglotes. Na
parte anterior, aparecem os anéis jovens ou imaturos; seguem se os anéis maduros e, finalmente, os grávidos. Este
verme mede normalmente 2 a 3 metros de comprimento, mas, chega a alcançar 8 a 9 metros. A Taenia saginata
apresenta escólex quadrangular, com 1,5 mm de diâmetro e quatro ventosas, sem ganchos quitinosos. O estróbilo
atinge de 4 a 12 metros de comprimento e até 2 mil anéis. O corpo das tênias é revestido por uma cutícula. Não
existe sistema digestório, a alimentação é feita pela absorção de líquidos nutritivos do hospedeiro. A falta de siste-
ma digestório representa uma extrema adaptação à vida parasitária.
gancho proglótide maduro
Cabeça ou escólex
Pescoço ou Proglote jovem Sistema
colo reprodutor
Útero masculino
cheio de
escólex ovos

proglote
ventosa adulta
Sistema
Proglote da reprodutor
região anterior feminino

Útero desenvolvido,
proglótide repleto de ovos
inmaduro

Proglote grávida

§§ Teníase – as tênias são hermafroditas. Nos anéis maduros aparecem testículos e ovário. Na reprodução
sexuada, ocorre autofecundação. Nos anéis grávidos, degeneram as gônadas, ficando apenas um útero
desenvolvido contendo os ovos. Os anéis grávidos da Taenia solium são expulsos passivamente, em grupos
de 3 a 6, durante ou após a evacuação. Já os anéis da Taenia saginata são eliminados isoladamente e ativa-
mente, forçando o esfíncter anal, fora das evacuações. Os ovos são embrionados e devem ser ingeridos pelo
hospedeiro intermediário: o porco, no caso da Taenia solium, e o boi, quando o verme é a Taenia saginata.
Atravessando a parede intestinal e caindo na circulação, os ovos atingem a musculatura do animal, onde se
alojam formando granulações denominadas de cisticercos. Se o homem comer carne mal-passada, o cisti-
cerco sobreviverá e libertará um pequeno escólex que já apresenta pescoço, que por estrobilização formará
uma nova solitária.
139
Cisticerco
Escolex (comprimento ~10 mm)
Larva oncosfera Pessoa ingere carne
invertida
(comprimento ~100 µm) malcozida contaminada
por cisticercos HOSPEDEIRO
DEFINITIVO
Cisticercos na (espécie
musculatura humana)
HOSPEDEIRO
INTERMEDIÁRIO
(porco)
Cisticerco everte-se
e inicia a formação
de um tênia
Porco ingere
alimento (diâmetro do
contaminado escólex ~ 2 mm)
por ovos
de tênia
Ovo liberado pela
proglótida
(diâmetro do ovo ~50 µm) Proglótide grávida Intestino humano
liberada com as fezes
(comprimento da
proglótide ~12 mm)

Tênia adulta

Ciclo de vida da Taenia solium.

A presença do verme adulto no intestino humano causa uma série de perturbações: bulimia, anorexia, náu-
seas, diarreias, insônia, fadiga e irritação nervosa. São medidas profiláticas:
1. não comer carne malpassada;
2. inspeção de matadouros para verificar a presença de cisticercos na carne;
3. saneamento básico, pois a existência de redes de esgotos impede que as fezes humanas infectadas sejam
ingeridas pelo gado.
§§ Cisticercose – é a enfermidade causada pela localização da larva no organismo do homem, que passa a
funcionar como hospedeiro intermediário. O homem se infesta ingerindo ovos existentes em água poluída,
hortaliças e frutos. Transportados pela corrente circulatória, os ovos embrionados atingem, principalmente,
os olhos e o cérebro; em casos mais raros, fixam-se nos músculos produzindo dores e fraqueza muscular.
Bem mais graves são as localizações nos olhos, acarretando a cegueira ou, então, no cérebro, determinando
epilepsia e até desordens mentais.

140
E.O. Teste I c) quando a infecção do hospedeiro interme-
diário se dá através do sangue, o cisticerco
pode migrar para os tecidos musculares atra-
1. (PUC-RJ) O filo Platyhelminthes inclui tanto vés da circulação.
formas de vida livre como organismos endo d) após o consumo de carne suína contaminada
e ectoparasitas. Platelmintos endoparasitas com a tênia adulta (5), o homem contrai a
se caracterizam por: infecção e se torna o hospedeiro definitivo.
a) ausência de cutícula, de tubo digestório e de e) os vermes adultos (6) migram do intestino
ocelos. humano para outros órgãos, produzindo uma
b) ausência de cutícula, presença de ganchos e infecção sistêmica que pode levar à morte.
ventosas e de estágios larvais.
c) presença de cutícula, de ganchos e ventosas
4. (UECE) Nas alternativas indique a doença na
e de estágios larvais.
qual o parasita causador NÃO necessita de
d) presença de cutícula, ausência de tubo diges-
tório, presença de ocelos no estágio adulto. um hospedeiro intermediário:
e) presença de tubo digestório completo, com a) malária.
boca e ânus. b) ascaridíase.
c) dengue.
d) esquistossomose.
2. (Unioeste) Sobre o ciclo de vida da Taenia
solium, é correto afirmar que:
a) a oncosfera (larva) é encontrada na muscu- 5. (Uflavras) Nos platelmintos da classe Cesto
latura do hospedeiro definitivo. da (tênias) não existe:
b) o hospedeiro definitivo é infectado pela in- a) Autofecundação.
gestão de carne mal cozida contendo os ovos b) Hermafroditismo.
da tênia. c) Sistema excretor.
c) a proglótide grávida é liberada nas fezes do d) Sistema digestivo.
hospedeiro intermediário. e) Sistema nervoso.
d) o cisticerco aloja-se no intestino do hospe-
deiro definitivo e forma a tênia. 6. São cuidados necessários para se evitar ver-
e) o homem e o porco são os hospedeiros inter- minoses:
mediários e definitivos, respectivamente. a) tomar banho todo dia.
b) lavar as mãos e os alimentos crus.
3. (Uespi) A Taenia saginata e a Taenia solium c) praticar esportes.
são vermes prevalentes em comunidades hu- d) estudar bastante.
manas de várias partes do mundo. Conside- e) dormir bem.
rando o ciclo de vida das tênias, ilustrado
abaixo, é correto concluir que: 7. São medidas preventivas para se evitar a
4 maioria das verminoses:
músculo a) Saneamento básico, uso de instalações sani-
3
tárias, lavar bem os alimentos ingeridos crus
e só beber água tratada.
b) Usar telas nas janelas, evitar água doce pa-
5 rada em vasos, pneus ou outros recipientes
que possam ser depósitos de ovos de agentes
transmissores.
2 c) Utilizar seringas descartáveis e uso de pre
6 servativos durante as relações sexuais.
1
d) Isolamento dos doentes e tratamento com
antibióticos.
e) Vacinação.
T. saginata
Fonte: adaptado de www.dpd.cdc.gov/dpdx
8. São doenças endêmicas no Brasil: a malária,
a) ovos (1) depositados pelo homem, através a esquistossomose e a doença de chagas. Os
das fezes, em solo ou vegetação, tornam-se agentes causadores de tais doenças são, res-
a fonte de infecção de hospedeiros interme- pectivamente:
diários. a) anófeles - barbeiro - triatoma;
b) animais mamíferos (2 e 3) são susceptíveis à b) plásmodio - schistosoma - tripanossoma;
doença, pois os ovos de tênia ingeridos eclo- c) necator - fasciola - ascaris;
dem no intestino causando infecção gastrin- d) paramecium - ameba - leishmania;
testinal. e) giardia - culex - ancilostoma.
141
9. (PUC-RS) Os turbelários, em sua maioria, O ciclo do parasita envolve a liberação de
são carnívoros e capturam vários tipos de proglotes pelas fezes humanas repletas de
invertebrados suficientemente pequenos ovos, que eclodem na água e passam a se
para lhes servir de alimento. Alguns se ali- hospedar sequencialmente em pequenos
mentam de animais mortos que afundam na crustáceos, em pequenos peixes e, finalmen-
água. Protozoários, rotíferos e diminutos te, em peixes maiores que, ao serem inge-
crustáceos fazem parte do seu cardápio nor- ridos nas condições citadas, contaminam os
mal. Existem aqueles que se alimentam de seres humanos.
algas diatomáceas e outros, ainda, são para- As informações descritas sobre o ciclo da di-
sitos. O texto acima se aplica ao estudo dos: filobotríase permite notar semelhanças com
a) anelídeos. o ciclo da:
b) celenterados.
a) teníase, grupo dos platelmintos.
c) moluscos.
b) esquistossomíase, grupo dos moluscos.
d) platelmintos.
c) ascaridíase, grupo dos anelídeos.
e) nematódeos.
d) tripanossomíase, grupo dos protozoários.
e) filaríase, grupo dos nematelmintes.
1
0. (Cesgranrio) No combate biológico ao hospe-
deiro intermediário da esquistossomose têm
sido empregadas atualmente técnicas de in- 3. (FGV) As principais endemias brasileiras se
trodução, na região, de outras espécies de ca- assemelham, em alguns aspectos relacio-
ramujos, mais ágeis e resistentes, e de outros nados à transmissão, ao agente etiológico,
animais, como patos e marrecos. A ação dos aos sintomas ou à profilaxia. Como exem-
caramujos, dos patos e marrecos introduzidos plo, temos a hanseníase e a leishmaniose,
em regiões endêmicas, são, respectivamente _______________, a dengue e a febre amare-
exemplos de relações ecológicas do tipo: la, ______________, e a esquistossomose e a
a) parasitismo - amensalismo. ascaridíase, _______________.
b) competição - predatismo. Assinale a alternativa que completa, correta
c) competição - parasitismo. e respectivamente, as lacunas.
d) predatismo - amensalismo. a) prevenidas por meio de vacinas classificadas
e) predatismo - competição. como viroses transmitidas pela água conta-
minada

E.O. Teste II b) classificadas como bacterioses … causadas


pelo mosquito Aedes aegypti prevenidas
pelo saneamento básico
1. (UFPR) Considere o quadro abaixo, que apre-
c) transmitidas pelo mosquito palha Lutz-
senta dados sobre saneamento básico no ano
de 2000 em duas cidades do Paraná: momyia spp causadoras de febre hemorrági-
ca classificadas como verminoses
d) responsáveis por graves ulcerações cutâneas
Proporção de moradores
transmitidas pelo mesmo vetor causadas por
CURITIBA ADRIANÓPOLIS helmintos
Rede geral de esgoto 75,7% 13,2% e) classificadas como protozooses prevenidas
Abastecimento de água 98,6% 46,4% por meio de vacinas responsáveis por distúr-
Fonte: Ministério da Saúde/DATASUS bios gastrointestinais
A partir dos dados apresentados, é correto
afirmar que, em relação à população de Curi- 4. (UFSC) As enfermidades parasitárias podem
tiba, a população do município de Adrianó- trazer várias doenças aos seres humanos. So-
polis está mais exposta a adquirir: bre elas, é correto afirmar que:
a) ascaridíase e sífilis. a) ganchos, placas orais e ventosas são estrutu-
b) cólera e cisticercose. ras de fixação ao hospedeiro.
c) dengue e tétano. b) vetor é um agente direcional na transmissão
d) esquistossomose e malária.
de parasitas.
e) febre amarela e doença de Chagas.
c) o aparelho digestório das tênias é bastan-
te desenvolvido, permitindo seu rápido
2. (FGV) A difilobotríase é uma parasitose ad-
quirida pela ingestão de carne de peixe crua, crescimento.
mal cozida, congelada ou defumada em tem- d) os parasitas intestinais vivem em ambientes
peraturas inadequadas, contaminada pela ricos em oxigênio, o que favorece o metabo-
forma larval do agente etiológico. lismo aeróbio.
142
5. (CFTMG) Observe a foto de um indivíduo 8. (UECE) A denominação células-flama provém
com parasitose. da aparência destes tipos de células, as quais
apresentam tufos de cílios que se asseme-
lham à chama de uma vela. Estão presentes
nos platelmintos, funcionando no processo
de:
a) excreção.
b) digestão.
c) respiração.
d) circulação.

9. (UFJF) O ciclo biológico do Schistosoma


mansoni, que causa no homem a esquistos-
somose e tem como hospedeiro intermediá-
rio um molusco, está representado na figura
a seguir. As figuras 1, 2, 3 e 4 ilustram me-
didas profiláticas para doenças causadas por
parasitos.

formas
homem
adultas
doente
ovo nas
fezes

miracídio

cercária

1 2 3 4

Essa pessoa adquiriu a doença porque:


a) comeu carne “mal passada”. Não nadar Não andar Lavar bem os Não defecar no
em águas descalço alimentos. solo próximo a
b) nadou em águas contaminadas. contaminadas. no solo. coleções de água.

c) foi mordida por um cão raivoso.


d) caminhou com os pés descalços. Assinale a opção que apresenta medidas pro-
filáticas CORRETAS para a esquistossomose e
as formas do parasito que contaminam, res-
6. (UECE) A Taenia solium é um organismo bas-
pectivamente, o molusco e o homem:
tante conhecido quando se cuida da saúde
a) 1 e 2; miracídio e ovo
humana. Evolutivamente, podemos afirmar,
b) 2 e 4; cercária e miracídio
corretamente, que este organismo pratica
c) 1 e 3; cercária e ovo
uma forma de nutrição:
d) 2 e 3; ovo e cercária
a) ingestora como a de outros animais.
e) 1 e 4; miracídio e cercária
b) absorvedora consequente da sua atividade
de parasita.
c) absorvedora consequente de sua atividade 10. (PUC-MG) Hábitos como lavar as mãos antes
de fungo. das refeições, beber água tratada, não se ba-
d) ingestora como a de outros protozoários. nhar em água com presença de caramujos e
andar calçado NÃO evitam a possibilidade de
se contrair:
7. (PUC-RJ) Sabemos ser desaconselhável co-
a) amebíase.
mer carne de porco crua porque podemos
b) malária.
contrair uma doença, que se caracteriza por
c) esquistossomose.
ingestão de:
d) amarelão.
a) cistos de ‘Taenia’ e seu desenvolvimento no
e) ascaridíase.
trato intestinal.
b) ovos de ‘Taenia’ e seu desenvolvimento nos
órgãos em geral.
c) ovos de ‘Tripanossoma’ e seu desenvolvimen- E.O. Teste III
to no trato intestinal.
d) larvas de moscas e seu desenvolvimento nos 1. (UFSJ) Leia atentamente o texto abaixo, que
órgãos em geral. apresenta algumas informações sobre os pla-
e) toxinas bacterianas e desenvolvimento de telmintos.
diarreia. Os platelmintos são animais acelomados.
143
Nesses animais, a mesoderme preenche o c) O miracídio, forma que infecta o caramujo
espaço da blastocele, formando um tecido (hospedeiro intermediário), passa a infectar
chamado mesênquima ou parênquima. Ou- o peixe e nele não consegue completar seu
tra caracterísitca marcante nos platelmintos ciclo vital.
é que eles possuem o corpo achatado dor- d) O caramujo (hospedeiro intermediário) é co-
soventralmente. Como não existem sistemas mido pelo peixe, e o parasita não tem como
que permitam a circulação de substâncias, as completar seu ciclo de vida.
mesmas são veiculadas por difusão célula a e) O peixe e o caramujo (hospedeiro interme-
célula no mesênquima. diário) competem pelos mesmos recursos
Sobre os platelmintos, assinale a alternativa naturais e o primeiro elimina o segundo por
CORRETA. competição.
a) A difusão de substâncias ocorre melhor nos
animais acelomados, pois ocorre difusão cé- 3. (UEG) A esquistossomose intestinal, po-
lula a célula no mesênquima. Assim, o acha- pularmente conhecida como xistose,
tamento do corpo facilita a difusão, pois o barrigad’água ou mal do caramujo, é causada
volume (V) do corpo pode ser mantido mes- pelo Schistosoma mansoni. As espécies do
mo com um crescimento inferior ao da su- gênero ‘Schistosoma’ chegaram às Américas
perfície (S). durante o tráfico de escravos e pela imigra-
b) A ausência de um sistema de circulação não ção de orientais e asiáticos. Sobre essa para-
pode ser um limitante para o tamanho cor- sitose, é CORRETO afirmar que:
poral. O aumento do tamanho corporal (T) a) a transmissão ocorre por penetração ativa do
observado nos platelmintos maiores só está ovo com miracídio na pele e mucosa, sendo
relacionado ao modo de vida dos mesmos e os sítios anatômicos mais frequentemente
independe de fatores, tais como o crescimen- penetrados os pés e as pernas.
to da superfície do corpo (S) em relação ao b) as variações clínicas, na esquistossomose
volume (V), mesmo porque o achatamento crônica, incluem alterações predominante-
do corpo é uma especialização para o modo mente intestinais, hepatointestinais ou he-
de vida parasitário. patoesplênicas.
c) A ausência de um sistema de circulação pode c) a fase cutânea da doença caracteriza-se pela
ser um limitante para o tamanho corporal. O formação de lesões difusas não ulceradas
aumento do tamanho corporal (T) observa- por toda a pele, contendo grande número de
do nos platelmintos maiores só foi possível amastigotas.
pela compensação do crescimento da su- d) ocorre frequentemente fibrose difusa cardía-
perfície do corpo (S) em relação ao volume ca, na fase crônica da doença, decorrente de
(V), propiciada pelo achatamento do corpo. foco inflamatório e formação de granuloma
Isso acontece porque a superfície (S) sempre ao redor do esporocisto.
crescerá a uma razão S2 e o volume a uma
razão V3. 4. (Univale) Os platelmintos são animais que
d) O achatamento do corpo dos platelmintos é apresentam o corpo achatado, e sua espes-
resultante de um crescimento desigual da sura, quase desprezível, proporciona uma
superfície do corpo (S), que cresce a uma grande superfície em relação ao volume, o
razão S3, e do volume do mesênquima (V), que lhes traz vantagens. A forma achatada
que tende a crescer a uma razão V2. O acha- destes animais deve-se diretamente à au-
tamento resultante facilita a difusão, pois sência dos sistemas:
reduz as distâncias entre a parede do corpo a) Digestivo e excretor.
e as células do mesênquima e do intestino. b) Respiratório e circulatório.
c) Excretor e circulatório.
2. (UFPR) A esquistossomose é uma doen- d) Digestivo e reprodutor.
ça parasitária considerada grave, por ser a e) Digestivo e respiratório.
que mais causa morte em humanos dentre
as causadas por organismos multicelulares. 5. (Fuvest) Na cisticercose, o homem pode fa-
Uma forma de se combater essa doença é o zer o papel de hospedeiro intermediário no
controle biológico pelo uso de peixes como o ciclo evolutivo da Taenia solium (tênia). Isto
tambaqui. De que maneira esse peixe ajuda acontece porque:
a combater a doença em humanos? a) ingeriu ovos de tênia.
a) O peixe serve como o hospedeiro definitivo b) andou descalço em terras contaminadas.
do verme da esquistossomose, do gênero c) foi picado por “barbeiro”.
Schistosoma, no lugar do homem. d) comeu carne de porco ou de vaca com larvas
b) O tambaqui se alimenta da cercária, forma do de tênia.
parasita que infecta ativamente o humano. e) nadou em água com caramujo contaminado.
144
E.O. Dissertativo
1. Parasitas utilizam diferentes estratégias para sobreviver e proliferar. Plasmodium falciparum
(causador da malária) e Taenia saginata (causadora da teníase) precisam de dois diferentes hos-
pedeiros para completar seus ciclos de vida. Para cada um desses parasitas, cite os organismos
hospedeiros, e explique a importância de se alojarem nesses organismos para o sucesso de seus
ciclos de vida.
a) Plasmodium:
b) Taenia:

2. (UDESC) Os cestódeos são platelmintos parasitas, representados principalmente pelas tênias, pa-
rasitas intestinais. As espécies mais importantes que parasitam os seres humanos são a Taenia
solium e a Taenia saginata.
Em relação ao contexto, responda:
a) Quais os hospedeiros intermediários das Taenia solium e Taenia saginata?
b) Como, normalmente, o homem se contamina com a Taenia solium?
c) Por que as tênias são também denominadas de solitárias?

3. (Unicamp) Notícias recentes informam que, no Brasil, há mais de quatro milhões de pessoas con-
taminadas pela esquistossomose. A doença, que no século passado era comum apenas nas zonas
rurais do país, já atinge mais de 80% das áreas urbanas, sendo considerada pela Organização Mun-
dial de Saúde uma das doenças mais negligenciadas no mundo. A esquistossomose é causada pelo
Schistosoma mansoni.

{
Verme adulto
Fase 1

Verme adulto
Ovo

{
Ovo
Fase 2

Cercária
Miracídeo

{
Fase 3

Esporocisto

a) O ciclo do Schistosoma mansoni, acima esquematizado, está dividido em três fases. Em qual das três
fases ocorre a infestação do homem? Explique como ocorre a infestação.
b) O Schistosoma mansoni pertence ao Filo Platyhelminthes, assim como outros parasitas, como Taenia
saginata, Taenia solium e Fasciola hepatica. Esses parasitas apresentam características relacionadas
com o endoparasitismo. Indique duas dessas características e dê a sua função.

4. (UFRJ) Preocupada com a detecção de focos de esquistossomose em sua região, uma pessoa resol-
veu se precaver contra a enfermidade.
Apresente uma medida de prevenção da esquistossomose que você considera adequada. Justifique
sua resposta.

5. (UERJ) Isaltina!
Olha o tamanho da lombriga
Que o menino botou
(...)
Taenia pena
Mas não mate o porco, Isaltina
Pois a bicha era como um fio
Era fina
Inda bem que com jeitinho
Dentro ela não se quebrou.
(“Isaltina”. Falcão et alii. BMG Brasil, 1994.)

145
A letra da música faz referência ao gênero e 1
0. (Fuvest) “Os genomas de dois parasitas que
ao animal hospedeiro de um parasita ainda causam a esquistossomose foram sequencia-
comum no Brasil. dos, um passo que pode levar a vacinas para
Aponte o nome da espécie desse parasita e tratar e erradicar a doença. A esquistosso-
explique o motivo da observação feita nos mose causa mais enfermidade do que qual-
dois últimos versos: Inda bem que com jeiti- quer outra doença parasitária, com exceção
nho / Dentro ela não se quebrou.
da malária.”
(“New Scientist”, 20/09/03)
6. (Fuvest) Esquistossomose, teníase, cisticer-
cose, gonorreia, malária, filariose e amebía- a) O que significa dizer que os genomas dos
se são doenças parasitárias humanas. dois parasitas foram sequenciados?
a) Quais delas podem ser diagnosticadas por b) A que reinos de seres vivos pertencem os
exame parasitológico de fezes?
agentes causadores da malária e da esquis-
b) Quais delas são causadas por protozoários?
tossomose?
c) Qual é a maneira mais comum de uma pessoa
7. (Unifesp) Agentes de saúde pretendem for- contrair malária?
necer um curso para moradores em áreas com d) Como uma pessoa contrai esquistossomose?
alta ocorrência de tênias (Taenia solium) e
esquistossomos (Schistosoma mansoni). A
ideia é prevenir a população das doenças
causadas por esses organismos.
E.O. Enem
a) Em qual das duas situações é necessário
alertar a população para o perigo do contá- 1. Cândido Portinari (1903-1962), um dos mais
gio direto, pessoa-a-pessoa? Justifique. importantes artistas brasileiros do século
b) Cite duas medidas – uma para cada doença – XX, tratou de diferentes aspectos da nossa
que dependem de infraestrutura criada pelo realidade em seus quadros.
poder público para preveni-las.
1 2
8. (UFRRJ) Em um estudo sobre variabilidade
genética, um pesquisador utilizou como mo-
delo de estudo para as suas análises a Taenia
solium e o Schistosoma mansoni.
Indique em qual dos modelos de estudo utili-
zados foi observada uma maior variabilidade
genética. Justifique a razão desse resultado
pelo pesquisador. 3
4
9. (UFU) A esquistossomose mansônica, tam-
bém conhecida por “barriga d’água”, é uma
verminose comum no Brasil, atingindo mais
de 10 milhões de pessoas.

Sobre a temática dos “Retirantes”, Portinari


também escreveu o seguinte poema:
“(...)
Os retirantes vêm vindo com trouxas e em-
brulhos
Vêm das terras secas e escuras; pedregulhos
Doloridos como fagulhas de carvão aceso
Corpos disformes, uns panos sujos,
Adaptado de Lopes, S. “Bio”. São Paulo: Saraiva. 1997. Rasgados e sem cor, dependurados
Homens de enorme ventre bojudo
a) A que Filo e Classe pertence o verme causa Mulheres com trouxas caídas para o lado
dor desta doença? Pançudas, carregando ao colo um garoto
b) Quais são, respectivamente, os hospedeiros Choramingando, remelento
definitivo e intermediário do parasita? (...)”
c) Cite dois modos de prevenção da esquistos (Cândido Portinari. “Poemas”. Rio de
somose. Janeiro: J. Olympio, 1964.)

146
No texto de Portinari, algumas das pessoas
descritas provavelmente estão infectadas Gabarito
com o verme Schistosoma mansoni. Os “ho-
mens de enorme ventre bojudo” correspon-
deriam aos doentes da chamada “barriga E.O. Teste I
d’água”. O ciclo de vida do Schistosoma man- 1. C 2. D 3. A 4. B 5. D
soni e as condições socioambientais de um
local são fatores determinantes para maior 6. B 7. A 8. B 9. D 10. B
ou menor incidência dessa doença.
O aumento da incidência da esquistossomose
deve-se à presença de: E.O. Teste II
a) roedores, ao alto índice pluvial e à inexis 1. B 2. A 3. D 4. A 5. B
tência de programas de vacinação.
b) insetos hospedeiros e indivíduos infectados, 6. B 7. A 8. A 9. E 10. B
à inexistência de programas de vacinação.
c) indivíduos infectados e de hospedeiros in-
termediários e à ausência de saneamento E.O. Teste III
básico.
1. C 2. D 3. B 4. B 5. A
d) mosquitos, à inexistência de programas de
vacinação e à ausência de controle de águas
paradas.
e) gatos e de alimentos contaminados, e à au E.O. Dissertativo
sência de precauções higiênicas. 1.
a) Para aumentar em número, através do
processo de reprodução assexuada, o pro-
2. Dupla humilhação destas lombrigas, humi-
tozoário Plasmodium utiliza como hos-
lhação de confessá-las a Dr. Alexandre, sé-
pedeiro o organismo humano. Para que
rio, perante irmãos que se divertem com tua ocorra a variabilidade genética, o pro-
fauna intestinal em perversas indagações: tozoário se reproduz de forma sexuada,
“Você vai ao circo assim mesmo? Vai levando tendo como hospedeiro definitivo o mos-
suas lombrigas? Elas também pagam entra- quito-prego fêmea (Anopheles), onde
da, se não podem ver o espetáculo? E se, ou- também realiza a reprodução assexuada,
vindo lá de dentro, as gabarolas do palhaço, aumentando em número a forma infec-
vão querer sair para fora, hem? Como é que tante do homem.
você se arranja?” O que é pior: mínimo ver- b) O organismo humano é o hospedeiro de-
finitivo do platelminto Taenia, onde ele
me, quinze centímetros modestos, não mais
realiza o processo de reprodução assexu-
– vermezinho idiota – enquanto Zé, rival na
ada por estrobilização, e o processo de re-
escola, na queda de braço, em tudo, se ga- produção sexuada por autofecundação ou
bando mostra no vidro o novelo comprova- fecundação cruzada. Já os platelmintos
dor de seu justo gabo orgulhoso: ele expeliu, Taenia solium e da Taenia saginata utili-
entre ohs! e ahs! de agudo pasmo familiar, zam como hospedeiros intermediários os
formidável tênia porcina: a solitária de três organismos suíno e bovino, respectiva-
metros. mente, que hospedam as larvas cisticer-
ANDRADE, C. D. Boitempo. Rio de Janeiro: Aguiar, 1988. cos dos vermes. Quando há o consumo de
carne crua ou mal passada, pode ocorrer a
O texto de Carlos Drummond de Andrade ingestão dessas larvas, causando vermino-
aborda duas parasitoses intestinais que po- se conhecida popularmente como teníase.
dem afetar a saúde humana. Com relação às 2.
tênias, mais especificamente, a Taenia so- a) O porco e o boi são os hospedeiros inter-
lium, considera-se que elas podem parasitar mediários da Taenia solium e Taenia sa-
ginata, respectivamente.
o homem na ocasião em que ele come carne
b) O homem contrai a doença teníase, causa-
de:
da pelo platelminto Taenia solium, quan-
a) peixe mal-assada. do ocorre a ingestão de carne mal passa-
b) frango mal-assada. da, infestadas pela larva (cisticerco). Já
c) porco mal-assada. quando há a ingestão acidental de ovos
d) boi mal-assada. de Taenia solium, o homem desenvolve a
e) carneiro mal-assada. cisticercose.
147
c) Quando o homem é contaminado pelo 8. Pode-se observar maior variabilidade gênica
platelminto Taenia solium, em seu orga- no Schistosoma mansoni, organismo dioico,
nismo encontra-se apenas um indivíduo que para se reproduzir, realiza a troca de ga-
adulto hermafrodita, sendo as tênias co- metas entre dois indivíduos diferentes. Já
nhecidas como “solitárias”. a espécie Taenia solium, apresenta apenas
3. um organismo parasitando o hospedeiro. As
a) De acordo com o ciclo representado, a solitárias são hermafroditas, isto é, organis-
infestação do homem pelo Schistosoma mos monoicos, que se reproduzem por auto-
mansoni, se dá na fase 2, pela penetração fecundação.
da cercaria através da pele do indivíduo. 9.
b) Assim como Taenia saginata, Taenia so- a) A “barriga d’água” é causada pelo verme
lium e Fasciola hepática, o Schistosoma achatado Schistosoma mansoni, perten-
mansoni apresenta características pró- cente ao filo Platielmintes e à classe Tre-
prias dos platelmintos endoparasitas, tais matoda.
como: ventosas para fixação, respiração b) O parasita Schistosoma mansoni tem
anaeróbica, sistema digestório ausente como hospedeiro definitivo o homem, en-
ou reduzido, devido à absorção direta do quanto o caramujo dulcícola, pertencente
alimento do hospedeiro, e uma cutícula, ao gênero Biomphalaria é o hospedeiro
revestindo o corpo e oferecendo proteção intermediário.
contra o sistema de defesa do hospedeiro. c) A prevenção da esquistossomose pode ser
4.
Para a prevenção da esquistossomose, po- feita através da adoção das seguintes me-
dem ser adotadas medidas preventivas como didas profiláticas: investimento em sanea-
a construção de instalações sanitárias ade- mento básico, combate ao caramujo trans-
quadas, evitando a contaminação de rios, missor, tratamento dos doentes, e educação
lagos e reservatórios de água; não consumir da população para evitar o banho e utili-
nem se banhar em locais onde há a presen- zação das chamadas “lagoas de coceira”,
ça de caramujos, evitando a penetração das habitat dos caramujos transmissores.
larvas no corpo; além da eliminação de cara- 10.
mujos transmissores, impedindo que o ciclo a) Dizer que os genomas dos parasitas fo-
se complete. ram sequenciados refere-se à identifica-
5.
A letra da musica faz referência ao parasita ção completa da sequência de bases ni-
Taenia solium. O trecho: “Inda bem que com trogenadas do DNA dos parasitas.
jeitinho / Dentro ela não se quebrou.” ca- b) Os agentes causadores da malária per-
racteriza o corpo do verme segmentado em tencem ao reino Protista, enquanto os
proglótides, que podem ser separados, origi- agentes da esquitossomose pertencem ao
nando novas proglótides, a partir da região reino Animal.
anterior do verme, permitindo assim que a c) A forma mais comum para a contração da
contaminação persista, caso parte do corpo malária é através da picada do mosquito
do parasita se mantenha preso à parede in- fêmea do gênero Anopheles.
testinal do homem. d) A contaminação por esquistossomose
6. ocorre pela penetração de larvas cercá-
a) Entre as doenças citadas, é possível, atra- rias liberadas do caramujo, presentes em
vés do exame patológico de fezes é possí- água contaminada.
vel diagnosticar a amebíase, a esquistos-
somose e a teníase.
b) Entre as doenças citadas, são causadas
por protozoários a amebíase e a malária. E.O. Enem
7.
1. C 2. C
a) É necessário alertar sobre o contágio di-
reto a respeito da contaminação por Tae-
nia solium, que ocorre pela ingestão de
ovos, presentes nas fezes de outras pes-
soas, provocando a cisticercose.
b) A prevenção da contaminação por Taenia
solium pode ser feita através de medidas
educativas, investimento em saneamento
básico, além de um maior rigor na fisca-
lização de frigoríficos, enquanto a pre-
venção da contaminação por Schistosoma
mansoni pode ser feita através de investi-
mento em saneamento básico e educação.
148
© Heiti Paves/Shutterstock

Aulas 15 e 16

Nematelmintos
Os Asquelmintos (Nematelmintos) –
o surgimento do tubo digestivo completo

Os Nematelmintes (do grego nema = fio + helminthes =


verme) são organismos vermiformes, ou seja, de corpo
cilíndrico, mas não segmentado, com típica simetria bila-
teral e extremidades afiladas. São animais de ampla dis-
tribuição, vivendo na água doce, no mar e no solo. Nu- Wuchereria bancrofti
Enterobius vermicularis
merosas espécies são parasitas de vegetais e animais. As
principais parasitoses que infestam o homem são: asca-
ridíase, ancilostomíase, oxiurose e elefantíase.
A parede do corpo, tubo musculodermático, é Ascaris lumbricoides Ancylostoma duodenale
constituída por três camadas: cutícula, epiderme e a
musculatura. A cutícula é acelular, uma camada externa Músculo Nervo dorsal
secretada pela epiderme. Epiderme
Cutícula Cavidade
A epiderme é formada por um epitélio simples do intestino
Canal
que, ao perder as membranas celulares, origina um sin-
excretor
cício, ou seja, uma massa citoplasmática plurinucleada.
A musculatura é formada por duas camadas, uma longi-
tudinal mais interna e abaixo da epiderme uma trans-
versal. Ao lado, um corte transversal. Músculo

Célula
Cavidades
Nervo ventral

Fisiologia
§§ Digestão – esses seres são os primeiros animais da escala a apresentar um sistema digestório comple-
to com boca anterior e ânus posterior. A digestão é exclusivamente extracelular.

Boca Intestino
Faringe Cutícula

Placa Ovário Ânus


retrátil Anel
cortante nervoso

§§ Excreção – formado por um ou dois canais ou tubos longitudinais. Cada tubo é formado por uma célula
gigante e canaliculada, também chamada de célula H.

§§ Circulação e trocas gasosas – ausência de sistemas respiratório e circulatório. Nas espécies de vida livre,
a respiração é aeróbia, cutânea e ocorre por difusão simples. Nos parasitas ocorre a respiração anaeróbia.

§§ Coordenação nervosa – constituído por um anel nervoso anterior e uma série de cordões nervosos
longitudinais.
151
§§ Reprodução – os nematoides são, com raras exceções, animais dioicos, quase sempre com dimorfismo se-
xual. Os machos são sempre menores, menos numerosos e de vida curta; morfologicamente distinguem-se
das fêmeas pela extremidade posterior do corpo que se enrola em espiral ou se expande formando a bolsa
copuladora. A fecundação é interna e o desenvolvimento direto ou indireto.

Ascaridíase

Linha lateral Fêmea

Macho

Boca trilabiada
Espículas

Macho Fêmea

É uma parasitose intestinal cujo agente etiológico é o Ascaris lumbricoides, vulgarmente conhecido como lombriga.
Nos dois sexos, distingue-se a boca trilabiada. A fêmea apresenta 35 a 40 cm de comprimento e sua extremidade
posterior é alongada, com ânus ventral e subterminal. O macho mede de 15 a 35 cm, tem a extremidade posterior
recurvada e apresenta duas espículas copuladoras.
Os vermes adultos vivem na luz do intestino delgado, onde se reproduzem. Os ovos, eliminados com as
fezes, são dotados de grande resistência e na falta de saneamento básico acabam contaminando frutos e verduras.
A infestação ocorre quando o hospedeiro ingere ovos embrionados, ou seja, os ovos contendo no interior da casca
a larva chamada rabditoide. No duodeno, a casca é digerida, libertando a larva que atravessa as paredes do in-
testino delgado e atinge as veias. Transportada pela circulação venosa, a larva atinge a metade direita do coração,
sendo transportada aos pulmões pela pequena circulação.

1. Ovos contendo larva L3 contaminam


2 água e/ou alimentos;
2. Ingestão dos alimentos contaminados
1 7 com os ovos larvados;
3. Passagem do ovo pelo estômago e
8 liberação da larva L3 no intestino
delgado;
6 4. Penetração das larvas na parede
intestinal;
5. Larvas carregadas pelo sistema porta
até os pulmões;
5 3 6. Larvas sofrem muda para L4, sendo
12 que posteriormente rompem os
capilares e caem nos alvéolos, sofrendo
nova muda (L5). Migração das larvas para
4 a faringe;
9 7. Expulsão das larvas pela expectoração
Fezes ou deglutinação das mesmas;
8. Larvas atingem novamente o duodeno
9 transformando-se em adultos. Fêmeas,
11 após a cópula, iniciam a ovoposição.
10 9. Eliminação dos ovos pelas fezes e
contaminação do ambiente;
Ovo infértil 10 a 12. Evolução dos ovos férteis até se
tornarem larvados, com L3.
Ovo fértil

152
Através da árvore respiratória, a larva atinge os brônquios, traqueia e chega à epiglote, passando para o
esôfago, o estômago e volta ao intestino, onde se transforma em adulto. No que concerne à patogenia, devemos
considerar as perturbações provocadas pelas larvas e pelos adultos. As migrações das larvas através dos pulmões
determinam lesões hemorrágicas e processos inflamatórios. Os adultos, localizados no intestino, produzem cólicas
abdominais, náuseas e irritação no sistema nervoso. Quando ocorrem em grande número, chegam a provocar a
oclusão intestinal. A profilaxia consiste principalmente no saneamento básico (rede de esgoto, água tratada etc.) e
educação sanitária (uso de instalações sanitárias, lavagem cuidadosa de mãos e alimentos etc.).

Enterobiose ou oxiurose
A enterobiose ou oxiuríase é uma doença intestinal causada pelo nematelminte Enterobius vermicularis, verme
pequeno e filiforme (formato de fio). O macho mede de 3 a 5 mm de comprimento, com a extremidade posterior
recurvada e provida de uma espícula copuladora. A fêmea, com 8 a 12 mm, possui cauda longa, reta e afilada. A
infestação é feita pela ingestão dos ovos. Os vermes fixados no intestino produzem inflamação, náuseas e dores
abdominais. O sintoma mais típico é o intenso prurido anal, principalmente quando o hospedeiro se deita e o calor
da cama ativa os parasitas. As medidas preventivas envolvem a educação sanitária e o saneamento básico.
Ingestão de ovos com
I
embrião pela pessoa
2

Larvas eclodem no
intestino delgado
3

1
D Ovos nas pregas perianais
Adultos no
Larvas nos ovos maturam lúmen do
em 4 a 6 horas. coco. 4
I Estágio de Infecção
prenhas migram para
5 a região perianal à noi-
D Estágio de Diagnóstico te, botando os ovos

Ancilostomose – o amarelão
Também conhecida por amarelão ou opilação, a ancilostomose é uma parasitose causada pelos vermes
Ancylostoma duodenale e Necator americanus.

Ancylostoma duodenale Necator americanus

153
Esses vermes, de cerca de 1 cm de comprimento, apresentam nítido dimorfismo sexual. O corpo cilíndrico
é afilado nas duas extremidades da fêmea e apenas na extremidade anterior do macho. Na cápsula bucal apre-
sentam dentes, por meio dos quais se fixam na parede intestinal do hospedeiro e perfuram vasos sanguíneos para
sugar o sangue. Os ovos são eliminados com as fezes do hospedeiro e evoluem no meio externo, produzindo as
larvas infestantes. A infestação pode ser ativa e passiva.

4 As larvas penetram a
As larvas desenvolvem-se pele
e é nesta fase que podem
contaminar 3

Depois de penetrar a
pele, as larvas chegam ao
coração e pulmões
através do sangue até se
instalarem no intestino

As larvas saem dos ovos


e permanecem no solo As larvas tornam-se
adultas no intestino e
formam ovos
1

Os ovos do parasita são


eliminados pelas fezes no solo

A primeira é cutânea; ativamente as larvas penetram através da pele, principalmente dos pés descalços,
caem na circulação e atingem coração, pulmões, brônquios, traqueia, esôfago e intestino delgado, onde se trans-
formam em adultos. Na penetração passiva, as larvas podem chegar, com água ou alimento contaminado, ao
estômago e intestino, onde atingem a forma adulta.
A ancilostomose causa no homem intensa anemia, variando a gravidade com o grau de infestação. Por isso,
o indivíduo parasitado perde cor, tornando-se amarelado (daí o nome amarelão) e fraco. A redução de hemácias
afeta o transporte de oxigênio, afetando o coração e o cérebro, ocorrendo insuficiência cardíaca, sonolência, apatia
e confusão mental. A profilaxia envolve higiene, saneamento básico e uso de calçados.

Filaríase ou elefantíase
O causador da elefantíase é o verme Wuchereria bancrofti, de corpo filiforme com 3 (macho) a 10 cm (fêmea) de
comprimento. Os vermes adultos parasitam os gânglios e vasos linfáticos. As larvas vivem no sangue e somente à
noite, período que coincide com a atividade dos mosquitos transmissores, atingem os vasos periféricos. No Brasil
o principal transmissor é o mosquito Culex fatigans, vulgarmente conhecido como pernilongo. As larvas ingeridas
pelo transmissor são depois inoculadas em outro hospedeiro. A filariose provoca edemas que causam deformações,
principalmente nos membros inferiores.
154
Veia Normal Veia Varicosa

Verme causador
Wuchereria bancrofti
Vive nos vasos linfáticos
humanos
A presença da filária nos
vasos linfáticos que obstrui a
circulação da linfa e seu
acúmulo em certos órgãos

A perna de um homem infectado chega a ficar tão grossa quanto a de um elefante, daí o nome da doença.
Também provoca hipertrofia dos testículos no homem e dos seios na mulher. A profilaxia envolve o trata-
mento dos infectados e o extermínio do transmissor.

O bicho-geográfico
Animais silvestres, como o cão e o gato, apresentam parasitas específicos, cujas larvas infestantes só completam
o ciclo quando penetram no hospedeiro próprio. Casualmente essas larvas podem penetrar no homem, migran-
do e realizando um trajeto sinuoso no tecido subcutâneo, produzindo uma dermatose conhecida como larva
migrans ou bicho-geográfico. Os principais agentes etiológicos são o Ancylostoma caninum e o Ancylostoma
braziliense, parasitas intestinais do cão e do gato. A parasitose é comum nas praias frequentadas por cães que
albergam os parasitas.
155
Contato com
Larva Migrans pele lesada
adulta no solo

Ing
es
ani tão po
ma
is r
3

2
Larva Migrans

e Larva Migrans
od
a çã arva reproduzindo no
n l
mi a es
Eli os d s fez intestino
ov ela
p

Ancylostoma brasiliense
Female Male

2mm 2mm

156
E.O. Teste I 2. (UFRN) A prevenção de doenças é um hábi-
to essencial para a saúde humana. Existem
alguns comportamentos simples e saudáveis
1. (UPE) Leia o texto a seguir: que devemos cultivar sempre. Observe as fi-
A elevada prevalência de parasitos intesti- guras abaixo, que representam algumas me-
nais nos países subdesenvolvidos se deve, didas de prevenção contra doenças frequen-
principalmente, às precárias condições de tes na população humana.
saneamento básico e ao baixo nível de es-
colaridade da população. Num estudo reali-
zado com 200 escolares da periferia de Sal-
vador (BA), os pesquisadores identificaram
cinco parasitos com maior frequência. São
eles: Entamoeba coli (43,5%), Ascaris lum-
bricoides (25%), Endolimax nana (22%), As figuras a, b, c e d indicam, respectiva-
Entamoeba histolytica/E. dispar (21,5%)
mente, medidas preventivas contra:
e Giardia duodenalis (12,0%). O resultado
a) giardíase, leishmaniose, amebíase e esquis-
apontou para a necessidade de implantação
de programas de educação em saúde para a tossomose.
prevenção de infecções parasitárias e para a b) amebíase, gripe H1N1, gonorreia e ancilosto-
adoção de medidas que melhorem o estado mose.
nutricional das crianças. c) gripe H1N1, malária, tricomoníase e ancilos-
Disponível em: http://ww.revistas.ufg.br/index.php/ tomose.
iptsp/article/download/16762/10208. Adaptado. d) tricomoníase, dengue, giardíase e esquistos-
Sobre os parasitas mencionados no texto, somose.
observe a sequência a seguir que representa
o seu ciclo de vida. 3. (Mackenzie) As verminoses representam um
1. Ingerir água ou alimento contaminado. grande problema de saúde pública, especial-
2. Haver liberação dos ovos no intestino mente nos países subdesenvolvidos. Dentre
delgado. os vermes parasitas do ser humano podemos
3. As larvas penetram no revestimento in- destacar os seguintes: Schistosoma mansoni,
testinal e caem na corrente sanguínea, Taenia solium e Wuchereria bancrofti.
atingindo fígado, coração e pulmões,
A respeito desses vermes ou as doenças cau-
onde sofrem algumas mudanças de cutí-
cula e aumentam o tamanho. sadas por eles, é correto afirmar que:
4. As larvas permanecem nos alvéolos pul- a) todos apresentam mais de um hospedeiro no
monares, podendo causar sintomas seme- seu ciclo.
lhantes de pneumonia. b) todas podem ser curadas definitivamente
5. Ao abandonar os alvéolos, as larvas pas- com o uso de vermífugos.
sam para os brônquios, a traqueia, larin- c) todas se desenvolvem no aparelho digestório.
ge e faringe. d) todas podem ser transmitidas por transfusão
6. Em seguida, as larvas são deglutidas sanguínea.
e atingem o intestino delgado, no qual e) todos pertencem ao Filo Platelminto.
crescem e se transformam em vermes
adultos.
7. Após o acasalamento, a fêmea inicia a li- 4. (Mackenzie) As verminoses representam um
beração dos ovos. grande problema de saúde, principalmente
8. Os ovos são eliminados com as fezes. Den- nos países subdesenvolvidos. A falta de re-
tro de cada ovo, ocorre o desenvolvimen- des de água e de esgoto, de campanhas de
to de um embrião que, após algum tem- esclarecimento público, de higiene pessoal e
po, origina uma larva. de programas de combate aos transmissores,
9. Ovos contidos nas fezes contaminam a leva ao aparecimento de milhares de novos
água de consumo e os alimentos utiliza- casos na população brasileira.
dos pelo ser humano.
Dentre as verminoses humanas causadas por
É CORRETO afirmar que o ciclo de vida acima
nemátodos, citam-se, corretamente:
pertence, exclusivamente, à:
a) Entamoeba coli. a) teníase, ascaridíase e ancilostomose.
b) Ascaris lumbricoides. b) filariose, ancilostomose e ascaridíase.
c) Entamoeba histolytica/E. díspar. c) esquistossomose, ascaridíase e ancilostomose.
d) Endolimax nana. d) esquistossomose, filariose e oxiurose.
e) Giardia duodenalis. e) teníase, filariose e esquistossomose.
157
5. (PUC-RJ) O parasitismo causado por helmin- 9. (CFTMG) Com relação aos vários grupos de
tos é uma das maiores causas de endemias invertebrados, é correto afirmar que os:
no Brasil. São exemplos de endemias causa- a) platelmintos e nematelmintos possuem re-
das por esses parasitas: presentantes de vida livre.
a) pneumonia e esquistossomose. b) espongiários são móveis e sobrevivem em
b) esquistossomose e tuberculose. água salgada e doce.
c) teníase e tripanossomíase. c) moluscos, artrópodes e equinodermos pos-
d) teníase e ascaridíase. suem esqueleto externo.
e) AIDS e tuberculose. d) anelídeos e platelmintos são os únicos que
têm o corpo segmentado.
6. (Mackenzie) O Ascaris lumbricoides é um
verme causador da ascaridíase, uma ver- 10. (UFU) Faça a correlação entre as doenças
minose muito comum em países subdesen- humanas apresentadas na COLUNA A com os
volvidos. Quando adultos, esses vermes se agentes causadores descritos na COLUNA B.
instalam no intestino, onde se reproduzem. Coluna A Coluna B
Assinale a alternativa correta. 1 - Candidíase a – platelminto
a) Uma vez instalados, esses vermes provocam,
com seus dentes, lesões na parede do intes- 2 - Ancilostomíase b – protozoário
tino, causando disenterias. 3 – Esquestossomose c – fungo
b) Essa verminose é contraída quando as larvas 4 – Toxoplasmose d – bactéria
penetram pela pele.
5 – Tuberculose e – nematódeo
c) No intestino, os vermes competem com o
hospedeiro pelo alimento digerido, provo- Assinale a alternativa que apresenta a corre-
cando quadros de desnutrição. lação correta.
d) As larvas desses vermes podem se instalar no a) 1-e; 2-b; 3-a; 4-d; 5-c.
cérebro, condição conhecida como cisticer- b) 1-c; 2-e; 3-a; 4-b; 5-d.
cose cerebral. c) 1-a; 2-c; 3-d; 4-e; 5-b.
e) Esses vermes são hermafroditas e podem se d) 1-b; 2-a; 3-c; 4-d; 5-e.
reproduzir por autofecundação ou por fe-
cundação cruzada.

7. (Fuvest) Um determinado animal adulto é


E.O. Teste II
desprovido de crânio e apêndices articula- 1. (UECE) O Ascaris lumbricoides é causador da
res. Apresenta corpo alongado e cilíndrico. verminose mais difundida no mundo: a asca-
Esse animal pode pertencer ao grupo dos: ridíase.
a) répteis ou nematelmintos. Sobre esses vermes, pode-se afirmar corre-
b) platelmintos ou anelídeos. tamente que:
c) moluscos ou platelmintos. a) possuem coloração que varia entre o branco
d) anelídeos ou nematelmintos. e o amarelado, corpo liso e brilhante, alon-
e) anelídeos ou artrópodes. gado e achatado.
b) os machos são maiores do que as fêmeas e
8. (Unifesp) Acerca da doença conhecida como apresentam a extremidade posterior do cor-
amarelão (ou ancilostomíase), é correto afir- po fortemente encurvada para a face ventral.
mar que: c) a intensidade das alterações provocadas in-
a) seu agente causador pertence ao mesmo filo depende do número de larvas presente no
da lombriga (‘Ascaris lumbricoides’), que hospedeiro e mesmo as pequenas infecções
causa a ascaridíase, e da tênia (‘Taenia so- causam sintomas graves, como lesões hepá-
lium’), que causa a teníase. ticas e perfuração de órgão, levando à morte.
b) no filo do agente causador do amarelão, os or- d) em consequência de sua elevada prevalência
ganismos são sempre parasitas, uma vez que e de sua ação patogênica, esse verme pode
não possuem cavidade celomática verdadeira. ser considerado uma das causas do subde-
c) o doente apresenta cor amarela na pele porque senvolvimento nutricional de grande parte
o parasita aloja-se nas células hepáticas, pro- da população de países subdesenvolvidos.
duzindo aumento do fígado (hepatomegalia).
d) o ciclo de vida do agente causador é igual TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
ao da lombriga (‘Ascaris lumbricoides’), com O sangue, que é constituído por plasma e
a diferença de que as larvas do amarelão pe- algumas células especializadas, circula pelo
netram ativamente no corpo do hospedeiro. coração, artérias, vasos e capilares transpor-
e) medidas de saneamento só são efetivas no tando gases, nutrientes etc. Um adulto de
combate à doença se forem eliminados tam- peso médio tem cerca de 5 litros de sangue
bém os hospedeiros intermediários. em circulação.
158
2. (PUC-Camp) O amarelão é uma verminose que pode ser causada por ‘Ancylostoma duodenale’ ou
por ‘Necator americanus’. A pessoa infectada torna-se fraca e desanimada, com uma palidez típica.
O hemograma revela quantidades de hemácias abaixo do normal, devido:
a) à destruição de hemácias circulantes pelas enzimas dos vermes.
b) às lesões na parede intestinal que provocam hemorragias.
c) ao excesso de produção de glóbulos brancos.
d) às lesões que os vermes causam no fígado e no baço.
e) ao bloqueio da produção de hemácias pelo sistema imunológico.

3. (Unifesp) Considere o ciclo de vida e as características de uma tênia ou solitária (‘Taenia solium’)
e de uma lombriga (‘Ascaris lumbricoides’), e assinale a alternativa correta.
a) Como a tênia não possui trato digestório, sua cutícula é delgada, para permitir a passagem de água e
de nutrientes.
b) O controle da ascaridíase deve ser feito pela eliminação do hospedeiro intermediário e o da teníase,
pela eliminação dos ovos com a ingestão de substâncias que acidifiquem o meio, pois esses ovos são
destruídos por ácidos.
c) Tanto os indivíduos adultos de lombriga quanto os de tênia têm baixa resistência a pHs alcalinos,
por isso, uma forma de tratamento para ambas as doenças é a ingestão de remédios que tornem mais
básico o pH do meio.
d) Pela forma como se alimenta, a pressão osmótica interna de uma tênia deve ser mais baixa que a do
meio que a circunda, ao passo que, numa lombriga, a presença da boca permite a tomada direta de
alimentos.
e) Tênias e lombrigas fazem respiração aeróbica e anaeróbica; porém, predomina a respiração aeróbica
pela alta concentração de oxigênio do meio em que se encontram.

4. (Mackenzie)

Possibilidade Causador Hosp. Interm. Dióicos (sexos separados) Reprodução Sexuada

I Ascaris lumbricoses - + +

II Schistossoma mansoni + + +

III Ancylostoma duodenale - - +

IV Taenia solium + + +

No quadro anterior, sobre os parasitas causadores da ascaridíase, esquistossomose, ancilostomose


e teníase, o sinal + indica a presença da característica e o sinal - indica a ausência da caracterís-
tica. Estão corretas, apenas:
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) I e IV
e) II e IV

5. (UFSM) “O fenômeno El Niño, de ocorrência aperiódica, atua sobre a climatologia terrestre, oca-
sionando seca e/ou inundação em áreas geográficas onde não ocorreriam naturalmente. Estudos
climatológicos estão relacionando, entre outros fatores, a ocorrência do El Niño a um aumento na
taxa de doenças endêmicas nos países do ‘terceiro mundo’.”
“Galileu”, abril de 2002, n0. 129.

Considerando essa afirmação, pode-se inferir que, em zonas geográficas onde ocorram inundações,
deve aumentar a ocorrência de:
a) doença de Chagas, malária, dengue e filariose.
b) amebíase, malária, dengue e filariose.
c) doença de Chagas, filariose, dengue e triquinose.
d) malária, teníase, tricomoníase e amarelão.
e) dengue, filariose, amarelão e triquinose.
159
6. (Mackenzie) O desenho representa o ciclo de TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
vida de um parasita humano. Trata-se do: Caros candidatos;
Vocês estão convidados a fazer um passeio
numa área de Mata Atlântica, onde verão um
maravilhoso ecossistema.
Nesse passeio, vocês estarão em contato com
a natureza, verão de perto a diversidade da
fauna e da flora, compreenderão como as es-
pécies se inter-relacionam, se reproduzem
e como se dão alguns fenômenos biológicos
nos seres que vivem ali e até naqueles que
visitam esse ambiente.
Vocês terão a oportunidade de verificar de
que maneira o homem pode interferir nesse
meio, alterando-o, e quais as consequências
disso. Também serão convocados a respon-
der a questões básicas no campo da Biologia.
Para tanto, contarão com a companhia de Ri-
bossomildo, um experiente pesquisador, que
lhes servirá de guia. Ele dispõe de material
para ilustrar, quando necessário, essa ativi-
dade de campo.
a) ‘Ascaris lumbricoides’. Fiquem tranquilos: vocês estão preparados, e
b) ‘Ancylostoma duodenale’. o passeio será muito proveitoso, pois Ribos-
c) ‘Necator americanus’.
somildo só lhes dará informações cientifica-
d) ‘Schistosoma mansoni’.
mente corretas. Vamos lá?!!!
e) ‘Strongyloides stercoralis’.

9. (UFRN) O grupo constata que, na área des-


7. (PUC-PR) Com relação aos parasitas e às do-
matada, há uma grande quantidade de lixo
enças que causam, pode-se afirmar que:
I. A larva cercária, do ‘Schistosoma manso- despejado por moradores das proximidades,
ni’, penetra no homem pela pele, causan- o que certamente contribui para aumentar o
do-lhe a esquistossomose. número de casos de ascaridíase. Esse aumen-
II. A teníase é doença causada pela ‘Taenia to acontece porque:
solium’ ou pela ‘Taenia saginata’. a) os vermes presentes no lixo podem ser leva-
III. A cisticercose é doença causada pela larva dos pela poeira e contaminar os alimentos.
da ‘Taenia solium’. b) as larvas do helminto causador dessa doença
IV. A lombriga ou ascaridíase é doença cau- podem contaminar a água potável e, a partir
sada pelo ‘Ascaris lumbricoides’. daí, infectar o homem.
V. A opilação ou amarelão é doença cau- c) os ovos depositados no lixo originam larvas
sada pelo ‘Necator americanus’ ou pelo que penetram na pele de pessoas que andem
‘Ancylostoma duodenale’. descalças por essa área.
VI. A filariose, que pode originar a elefantía- d) os ovos do verme podem ser veiculados por in-
se, é causada pela ‘Wuchereria bancrofti’. setos que têm como criadouros o próprio lixo.
Estão corretas:
a) todas. 1
0. (PUC-PR) As doenças entéricas são adqui-
b) apenas I, II, III, IV e V. ridas principalmente pela ingestão de água
c) apenas I, II, IV, V e VI. ou de alimentos contaminados com fezes. A
d) apenas II, III, IV e VI. contaminação fecal do alimento e da água
e) apenas I, III, V e VI. potável costuma ocorrer em comunidades
pobres e subdesenvolvidas, nas quais o sa-
8. (PUC-MG) O termo verminose indica uma sé- neamento básico é deficiente. Assinale a op-
rie de parasitas que atacam a população de ção que contém apenas doenças causadas por
modo geral. Nosso país é marcado por grande parasitas que vivem no trato intestinal.
dispersão de verminoses de Norte a Sul. São a) Esquistossomose, tripanossomíase, febre ti-
causas comuns de verminose, EXCETO: foide e cólera.
a) condições precárias de saneamento básico. b) Disenterias amebiana e bacteriana, esquis-
b) baixa participação nas vacinações em massa. tossomose e malária.
c) condições socioeconômicas das populações. c) Cólera, ancilostomose, elefantíase e malária.
d) falta de planejamento de moradias. d) Peste bubônica, dengue, cólera e febre tifoide.
e) Ancilostomose, ascaridíase, teníase e cólera.
160
E.O. Teste III 5. (Fuvest) Ao noticiar o desenvolvimento de
mecanismos de prevenção contra a esquis-
tossomose, um texto jornalístico trouxe a se-
1. (Puccamp ) Monteiro Lobato criou o Jeca Tatu, guinte informação:
um personagem típico da zona rural, que era Proteína do parasita da doença ensina orga-
magro, pálido, andava descalço e mal vestido, nismo a se defender dele”.
além de ter o intestino cheio de vermes. Os Folha de S. Paulo, 06/08/2010.
vermes intestinais responsáveis pelo estado
do Jeca e o que as pessoas devem fazer para Traduzindo a notícia em termos biológicos, é
não adquiri-los são, respectivamente, correto afirmar que uma proteína, presente:
a) ancilóstomos e andar calçado. a) no platelminto causador da doença, ao ser
b) ancilóstomos e vestir-se bem. introduzida no ser humano, estimula res-
c) lombrigas e andar calçado. posta imunológica que, depois, permite o
d) lombrigas e lavar bem as verduras. reconhecimento do parasita no caso de uma
e) tênias e comer carne bem passada. infecção.
b) no platelminto causador da doença, serve
2. (UFMG) A ingestão frequente de terra por de modelo para a produção de cópias de si
crianças é um comportamento que pode in- mesma no corpo do hospedeiro que, então,
dicar: passa a produzir defesa imunológica contra
a) anemia, como consequência de necatoríase. esse parasita.
b) desnutrição, por deficiência de minerais c) no molusco causador da doença, estimula a
para reposição de energia. produção de anticorpos no ser humano, imu-
c) fome, pois a terra ingerida produzirá sensa- nizando-o contra uma possível infecção pelo
ção de saciedade. parasita. to causador da doença, pode ser
d) parasitose por Ascaris porque a ingestão de utilizada na produção de uma vacina capaz
terra reduz a infestação. de imunizar o ser humano contra infecções
e) raquitismo, portanto as crianças buscam, por esses organismos.
instintivamente, o cálcio necessário ao seu d) no molusco causador da doença, atua como
crescimento. anticorpo, no ser humano, favorecendo a
resposta imunológica contra o parasita.
3. (Mackenzie) Conforme o ciclo evolutivo, os e) no nematelminto causador da doença, pode
parasitas são classificados em monogenéti- ser utilizada na produção de uma vacina ca-
cos e digenéticos. No primeiro caso, quando paz de imunizar o ser humano contra infec-
seu ciclo se passa num único hospedeiro e no ções por esses organismos.
segundo caso, quando se desenvolve em dois

E.O. Dissertativo
hospedeiros, o intermediário e o definitivo.
Um parasita considerado monogenético é:
a) Ascaris lumbricoides.
b) Taenia sollium. 1. (Unicamp) Depois da descoberta dos restos
c) Trypanosoma cruzi. mortais do rei Ricardo III em um estaciona-
d) Leishmania brasiliensis. mento na Inglaterra, em 2012, e do início de
e) Wuchereria bancrofti. um movimento para rever a péssima imagem
do monarca - cristalizada pela peça Ricardo
4. (UERN) Uma criança, moradora da zona ru- III, de Shakespeare -, um novo achado volta
ral de Mossoró-RN, apresentou os seguintes a perturbar sua memória. Foram encontra-
resultados em um hemograma. dos, nos restos mortais do rei, ovos de lom-
Elementos Nível briga (Ascaris lumbricoides). Os ovos esta-
Hemácias Normal vam na região intestinal do rei e não foram
Hemoglobina Inferior ao Normal encontrados em nenhum outro local dos res-
tos mortais e nem em torno da ossada.
Neutrófilos Normal
(Adaptado de Folha de São Paulo, 04/09/2013,
Eosinófilos Superior ao Normal Caderno Ciência, edição online.)
Linfócitos Normal
a) Os Ascaris lumbricoides até os dias de hoje
Plaquetas Normal
causam problemas graves, principalmen-
Assinale a alternativa que apresenta o qua- te em crianças desnutridas. Qual é a forma
dro clínico dessa criança. de transmissão desse parasita ao homem e
a) Hemorragia e verminose. como podemos evitá-lo?
b) Anemia e reação alérgica. b) Os Ascaris lumbricoides são nematódeos que
c) Anemia ferropriva e verminose. possuem sexos separados. É possível uma pes-
d) Anemia falciforme e infecção bacteriana. soa ter vermes de apenas um sexo? Justifique.
161
2. (Fuvest) O nematelminto Ascaris lumbricoi- 5. (UFSCar) Em termos populacionais, as doen-
des (lombriga) é um parasita que provoca ças causadas por agentes patogênicos podem
graves danos à saúde humana. existir no estado endêmico ou epidêmico.
a) Quantos hospedeiros o Ascaris lumbricoides Uma das doenças endêmicas do Brasil é a
tem durante seu ciclo de vida? esquistossomose, popularmente conhecida
b) Em que fase de seu ciclo de vida o Ascaris como barriga d’água, e que afeta mais de 10
lumbricoides entra no corpo humano? milhões de brasileiros. É causada pelo Schis-
c) Em que parte do corpo humano ocorre a re- tosoma mansoni, um endoparasita platel-
produção do Ascaris lumbricoides? minto da classe dos trematódeos, que utiliza
d) Que medidas podem evitar a contaminação o homem (hospedeiro definitivo) e um ca-
do ambiente por Ascaris lumbricoides? ramujo planorbídeo (hospedeiro intermedi-
ário) para completar seu ciclo de vida.
3. (Unifesp) Cantiga para adormecer Lulu a) O que define um hospedeiro como definitivo
Lulu, lulu, lulu, lulu, ou como intermediário?
vou fazer uma cantiga b) O que caracteriza uma doença como endêmi-
para o anjinho de São Paulo ca ou epidêmica?
que criava uma lombriga.
[…] 6. (UFES) Jeca Tatu, personagem de Monteiro
A lombriga devorava Lobato, era um matuto que vivia descalço,
seu pão, magro, cansado, desanimado e com pele
a banana, o doce, o queijo, amarelada de tanto verme que tinha. Mas,
o pirão. segundo o autor, o Jeca não era daquele jei-
[…] to, apenas estava assim. Esse personagem
foi criado para criticar a falta de atenção do
Lulu, lulu, lulu, lulu, poder público para com o homem do cam-
pois eu faço esta cantiga po, que em grande parte era acometido de
para o anjinho de São Paulo verminose muito comum nos trópicos. Pode-
que alimentava a lombriga. se inferir o tipo de verminose com base na
(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.) aparência física, na falta de ânimo e nos pés
descalços do personagem.
No poema, a autora descreve a lombriga (As- a) Identifique a verminose que acometia o Jeca
caris lumbricoides) no singular, como se fos- Tatu e o verme causador da mesma. Com
se um único indivíduo, como ocorrem com as base nas características do personagem Jeca
solitárias (Taenia solium). Diz, também, que Tatu, descritas no texto e relacionadas à
a lombriga devorava todo alimento ingerido verminose, explique por que chegou a essa
por Lulu. conclusão.
a) Lombrigas e solitárias (tênias) não perten- b) Enumere duas medidas profiláticas que po-
cem ao mesmo filo animal. Ao comparar o deriam ser implantadas para diminuir ou re-
processo digestivo das lombrigas e da soli- solver a incidência dessa verminose.
tária, constata-se que o mais parecido com
o dos seres humanos é o das lombrigas. Que
7. (UFES) A ascaridíase, doença causada pelo
características do filo das lombrigas e do filo
Ascaris lumbricoides, atinge cerca de 60% da
da solitária permitem tal constatação?
população brasileira. Essa doença, de ende-
b) Em geral, o alimento do hospedeiro já chega
mia rural, como era entendida outrora, passa
digerido até a lombriga e a solitária. Uma
cada vez mais a ser um problema urbano.
vez ingeridos, de que maneira os nutrientes
são distribuídos a todas as partes do corpo
desses animais?

4. (UFF) A ascaridíase e a ancilostomose, cau-


sadas respectivamente pelo Ascaris lumbri-
coides e pelo Ancylostoma duodenale, são
consideradas parasitoses intestinais. No en-
tanto, essas parasitoses podem também cau- a) Identifique o sexo dos animais da figura e dê
sar lesões pulmonares. suas características morfológicas diferenciais.
a) Considerando o ciclo desses parasitas, ex- b) Uma professora relatou que um aluno, ao
plique por que eles são capazes de causar tossir, expeliu com a expectoração algumas
lesões pulmonares. larvas de lombriga. Descreva o caminho per-
b) Cite um método profilático para prevenir corrido por esses parasitas, desde a sua en-
cada uma dessas parasitoses e justifique a trada no organismo humano até o momento
eficácia do método citado. em que o fato ocorreu.
162
c) É característico dos vermes parasitas produ- no Município. A situação era mais grave com
zirem grandes quantidades de ovos. Uma fê- relação a três doenças: Doença de Chagas, Es-
mea de Ascaris produz cerca de 200mil ovos quistossomose e Ascaridíase (lombriga).
por dia, que são eliminados juntamente com Na tentativa de prevenir novos casos, foram
as fezes do hospedeiro. Descreva dois fatores
apresentadas várias propostas:
que justifiquem a necessidade de os Ascaris
eliminarem esse elevado número de ovos no Proposta 1: Promover uma campanha de va-
meio externo, relacionando esses fatores ao cinação.
ciclo de vida dos parasitas. Proposta 2: Promover uma campanha de edu-
cação da população com relação a noções bá-
8. (UFRJ) A figura abaixo representa o ciclo de sicas de higiene, incluindo fervura de água.
vida de um parasito, responsável por uma Proposta 3: Construir rede de saneamento
doença que no mundo atinge 120 milhões básico.
de pessoas. No Brasil, de acordo com os es- Proposta 4: Melhorar as condições de edifica-
tudos desenvolvidos pelo Centro de Pesquisa
ção das moradias e estimular o uso de telas
Aggeu Magalhães, cerca de 100 mil pessoas,
na área metropolitana do Recife, são prova- nas portas e janelas e mosquiteiros de filó.
velmente portadoras dessa doença. Proposta 5: Realizar campanha de esclareci-
Adap. [online]. Disponível: www.globo.com/ noticias/ mento sobre os perigos de banhos nas lagoas.
saude/20000403/4j2krp.htm [capturado em 15/10/2000] Proposta 6: Aconselhar o uso controlado de
inseticidas.
Proposta 7: Drenar e aterrar as lagoas do mu-
nicípio.

1. Para o combate da Ascaridíase, a proposta


que trará maior benefício social, se imple-
mentada pela Prefeitura, será:
a) 1.
b) 3.
c) 4.
d) 5.
e) 6.

2. Em relação à Esquistossomose, a situação é


complexa, pois o ciclo de vida do verme que
a) Como é conhecida a doença causada por esse
causa a doença tem vários estágios, incluindo
parasito?
b) Quais os efeitos causados por esse parasito a existência de um hospedeiro intermediário,
no corpo humano? um caramujo aquático que é contaminado pe-
las fezes das pessoas doentes. Analisando as
9. Para onde vão as larvas da lombriga e do an- medidas propostas, o combate à doença terá
cilóstomo depois que entram no nosso orga- sucesso se forem implementadas:
nismo? Que problemas de saúde esses ver- a) 1 e 6, pois envolvem a eliminação do agente
mes podem trazer? causador da doença e de seu hospedeiro in-
termediário.
10. Onde vivem os Nematelmintes, vermes de b) 1 e 4, pois além de eliminarem o agente cau-
corpo cilíndrico?
sador da doença, também previnem o conta-
to do transmissor com as pessoas sãs.
E.O. Enem c) 4 e 6, pois envolvem o extermínio do trans-
missor da doença.
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES d) 1, 4 e 6, pois atingirão todas as fases do
Em uma aula de Biologia, o seguinte texto é ciclo de vida do agente causador da doença,
apresentado: incluindo o seu hospedeiro intermediário.
e) 3 e 5, pois prevenirão a contaminação do
LAGOA AZUL ESTÁ DOENTE hospedeiro intermediário pelas fezes das
Os vereadores da pequena cidade de Lagoa
pessoas doentes e a contaminação de pesso-
Azul estavam discutindo a situação da Saúde
as sãs por águas contaminadas.
163
Gabarito de vida livre, o tubo digestório não possui
ânus, sendo incompleto. Já as solitárias
não apresentam tubo digestório, ou quando
presentes, eles são reduzidos.
E.O. Teste I b) Após a ingestão e absorção, os nutrien-
1. B 2. C 3. A 4. B 5. D tes são distribuídos através do processo
de difusão, isto porque em lombrigas e
6. C 7. D 8. D 9. A 10. B solitárias não há um sistema circulatório.
4.
a) Embora as espécies Ascaris lumbricoides
E.O. Teste II e Ancylostoma duodenale sejam consi-
1. D 2. B 3. A 4. A 5. B derados parasitas intestinais, em seu
ciclo vital, as larvas caem na circulação,
6. A 7. A 8. B 9. D 10. E e dessa forma são encaminhadas para o
coração e em seguida são levadas para os
pulmões, lesando-os também.
E.O. Teste III b) A transmissão da ascaridíase é oral, desta
1. A 2. A 3. A 4. C 5. A forma a profilaxia pode ser feita através
da higienização adequada dos alimentos
e das mãos. Já para a ancilostomose, re-
E.O. Dissertativo comenda-se o uso de calçados e roupas,
para impedir a penetração dos parasitas
1.
a) O homem é contaminado pelo parasita através da pele.
Ascaris lumbricoides quando ocorre a in- 5.
gestão dos ovos do verme, presentes em a) O hospedeiro definitivo é o organismo
alimentos ingeridos crus e mal lavados, onde o parasita realiza o processo de re-
e/ou em água contaminada por esgoto. produção sexuada, enquanto no hospe-
Para evitar a contaminação deve-se hi- deiro intermediário é onde ocorre a re-
gienizar adequadamente alimentos crus produção assexuada.
e ingerir água potável tratada com cloro b) As doenças endêmicas são localizadas,
ou fervida. isto é, o número de pessoas contamina-
b) É possível uma pessoa ser contaminada das é constante, dentro de uma área de-
por vermes de apenas um sexo, isso por- terminada e em um espaço de tempo. Já
que a espécie apresenta organismos dioi- as doenças epidêmicas apresentam au-
cos, isto é, a ingestão de um ovo permite mento no número de pessoas contami-
o desenvolvimento de um único indiví- nadas, e atinge diferentes áreas em um
duo adulto macho ou fêmea. determinado espaço de tempo.
2. 6.
a) Durante seu ciclo vital, o endoparasita a) O Jeca Tatu foi contaminado pelo verme
Ascaris lumbricoides apresenta apenas o Ancylostoma duodenale ou Necator ame-
homem como único hospedeiro. ricanus, causador da verminose Ancilos-
b) O parasita Ascaris lumbricoides penetra tomíase, também conhecida como anci-
no corpo humano na forma de ovos, inge- lostomose ou amarelão. O indivíduo com
ridos junto a alimentos crus e mal lava-
ancilostomose apresenta, assim como o
dos e/ou em água não tratada.
Jeca Tatu, a pele amarelada, desânimo
c) A reprodução do parasita Ascaris lumbricoi-
ou cansaço, sintomas da anemia causada
des ocorre no intestino delgado humano.
pela perda de hemácias do sangue, sendo
d) A contaminação por Ascaris lumbricoi-
elas o alimento do verme. Além disso, o
des pode ser evitada através de medidas
como o investimento em saneamento personagem caipira anda de pés descal-
básico, e tratamento dos doentes, evi- ços, forma pela qual o verme penetra na
tando a contaminação ambiental pela pele, e infecta o corpo humano.
eliminação de fezes contaminadas pelos b) Para diminuir ou resolver a incidência do
ovos dos vermes. amarelão, deve-se adotar medidas profi-
3. láticas como saneamento básico ou insta-
a) Pode-se afirmar que há maior semelhan- lações sanitárias adequadas, para evitar
ça entre o sistema digestivo dos seres contaminação pelos ovos presentes nas
humanos e das lombrigas, por estas se- fezes, além da utilização de calçados, im-
rem nematelmintos com o tubo digestó- pedindo a penetração do parasita através
rio completo, enquanto nos platelmintos da pele.
164
7. b) Quando infectado pelo nemátodo Wu-
a) Na figura A pode-se observar a lombriga chereria bancrofti, o organismo humano
fêmea, que apresenta dimensões maio- apresenta acúmulo de líquido intersti-
res. Na figura B, pode-se observar a lom- cial, causado pela obstrução dos capila-
briga macho, menor que a fêmea, com a res linfáticos, principalmente dos locali-
extremidade posterior curvada, além da zados nas pernas, braços, mamas e bolsa
presença de espículas copulatórias. escrotal.
b) O ciclo da contaminação por lombrigas 9. Após penetrarem no organismo humano, as
se inicia pela ingestão de ovos embrio- larvas da lombriga e do ancilóstomo aloja-
nados, presentes em alimentos mal hi- mse no lúmen intestinal, e em seguida mi-
gienizados e nas mãos. Após a absorção, gram para a corrente sanguínea, sendo le-
as larvas eclodem no intestino delgado, e vados para o fígado, coração e pulmões. Em
em seguida perfuram a parede intestinal, seguida, rompem os alvéolos pulmonares e
e caindo na circulação porta. Nessa etapa, sobem pela traqueia, onde são deglutidas e
as larvas passam pelo fígado, veia cava
atingem mais uma vez o intestino. A infec-
inferior, coração e atingem os pulmões,
onde sofrem muda e perfuram os alvéolos ção por ancilóstomo pode levar à anemia e
pulmonares. Em seguida, seguem para as fraqueza, pela perda de sangue nas lesões
vias respiratórias superiores, e são deglu- na parede do intestino delgado provocadas
tidas junto à saliva, e chegam novamente pelos parasitas.
ao intestino delgado, onde é possível seu A infecção por lombriga causa cólicas intes-
desenvolvimento até o estágio adulto, re- tinais e náusea.
alizando o processo de reprodução. Problemas pulmonares como bronquite e
c) A eliminação de elevado número de ovos pneumonia podem ser causados pelos dois
é necessária porque com a eliminação parasitas em decorrência do ciclo de vida
das fezes, há uma perda considerável dos que apresentam.
mesmos. Alem disso, para a continuida- 10. Muitos nematelmintos são de vida livre, viven-
de do ciclo parasitário, os ovos precisam do em ambientes aquáticos ou terrestres, no
encontrar condições adequadas de tem- entanto, podem apresentar espécies parasitas
peratura e umidade, garantindo o desen- de vegetais ou animais, inclusive o ser humano.
volvimento dos embriões e a consequente
infestação de mais hospedeiros.
8.
a) A figura representa a contaminação por E.O. Enem
Filariose, também conhecida como ele-
fantíase. 1. B 2. E

165
CITOLOGIA

Aulas 9 e 10: Introdução à citologia 168


Aulas 11 e 12: O citoplasma 194
Aulas 13 e 14: O núcleo 218
Aulas 15 e 16: Divisão celular: mitose 234
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Aulas 9 e 10

Introdução à citologia
Introdução à citologia
A célula é a unidade morfoestrutural e funcional dos era composto por células mortas, em cujas paredes
seres vivos. É capaz de produzir seus componentes e, houve depósito de suberina, tornando-as totalmen-
consequentemente, crescer e multiplicar-se. Alguns or- te impermeáveis.
ganismos são unicelulares e têm o corpo formado por
uma única célula. Mas, em sua grande maioria, os seres A observação da célula
são pluricelulares. Um conjunto de células pode origi-
nar um tecido, que pode ser definido como um conjunto Por apresentarem dimensões tão reduzidas (a maioria
de células semelhantes, adaptadas a uma determinada das células eucariontes mede 10 mm), as células não
função. Há quatro tipos básicos de tecidos animais, em podem ser vistas a olho nu. Para permitir as suas ob-
função do tipo e função das células que os constituem: servação e estudo, o aparelho habitualmente usado é
epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Os tecidos, o microscópio óptico comum ou microscópio composto,
por sua vez, geralmente se reúnem para formar órgãos, que costuma dar aumentos de até 2 mil vezes. No ópti-
que, atuando integradamente, compõem os sistemas co, as células podem ser observadas vivas (“a fresco”)
ou aparelhos do organismo. E, finalmente, um conjunto ou mortas (“fixadas”) pelo álcool e formol, por exem-
organizado de sistemas, como um todo, forma um indi- plo. É comum o uso de corantes para dar maior realce
víduo ou organismo. às estruturas celulares. Alguns deles podem ser usados
em células vivas (corantes vitais), mas, em geral, são
A importância da citologia aplicados após a morte (fixação) da célula. Os órgãos
são observados, na maioria das vezes, em finos cortes
A importância reside no fato de que o conhecimento
feitos com um aparelho chamado micrótomo.
sobre a célula constitui a base para o estudo de ou-
O microscópio eletrônico atualmente mais uti-
tras disciplinas. Além disso, os fenômenos fisiológicos
lizado nos estudos citológicos dá aumentos da ordem
essenciais dos organismos vivos ocorrem em nível
de até 250 mil vezes. A estrutura da célula observada
celular, ou seja, as necessidades básicas de um or-
ao microscópio eletrônico, logicamente com muito mais
ganismo representam as mesmas de suas células. O
detalhes do que se observada ao microscópio comum, é
estudo que procura relacionar e integrar a morfologia
chamada ultraestrutura celular.
à fisiologia se torna mais interessante. É fundamental
o estudo do núcleo, em virtude do papel deste consti-
tuinte na coordenação da atividade celular e na trans-
Unidades de medida
missão dos elementos hereditários, os cromossomos e
Para exprimir dimensões celulares, usamos, habitu-
os genes.
almente, três unidades: micrômetro, nanômetro e
angströn, esquematizados no quadro a seguir:
O descobrimento da célula
unidade símbolo valor uso em citologia
A invenção do microscópio permitiu a descoberta
Domínio macroscópico
da célula, por Hans e Zacarias Jensen (1590). Ro- milímetro mm 0,001 m (vista desarmada)
Células grandes
bert Hooke, em 1665, apresentou resultados de
Microscopia óptica
suas pesquisas sobre a estrutura da cortiça, obser- micrômetro mm 0,001 mm Maioria das células e
vada ao microscópio em finos cortes. O material se organelas maiores
apresentava formado por pequenos compartimen- Microscopia eletrônica
nanômetro nm 0,001 mm Organelas menores, as
tos hexagonais, delimitados por paredes espessas. maiores macromoléculas
Cada compartimento foi chamado célula (pequena Microscopia eletrônica
angströn Å 0,1 nm
cavidade). O tecido observado por Hooke, súber, Moléculas e átomos

169
Teoria celular As células são pequenas e complexas, o que torna difícil
ver suas estruturas, descobrir sua composição molecular
Uma das mais importantes generalizações da Biologia é e, mais difícil ainda, encontrar funções para seus vários
a teoria celular, que pressupõe as seguintes premissas: componentes. Uma célula animal típica tem um diâme-
tro de 10 a 20 micrômetros, o que é aproximadamente
§§ Todos os organismos vivos são formados
5 vezes menor que a menor partícula visível a olho nu.
por células. Tal generalização se estende desde
Somente quando microscópios ópticos de boa qualidade
os organismos mais simples, como bactérias, ame-
tornaram-se disponíveis, no início do século XIX pode-se
bas, até os mais complexos, como um homem ou
descobrir que tecido animais e vegetais são agregados
uma frondosa árvore. A única exceção é o vírus.
§§ Todas as reações metabólicas de um orga- de células individuais. Esta descoberta, proposta como
nismo ocorrem em nível celular. Em qualquer a doutrina celular por Schleiden e Schwann, em 1838,
organismo, as reações vitais, ou seja, o metabolis- marca o nascimento formal da biologia celular. Células
mo sempre acontece no interior das células. animais não são apenas minúsculas, mas também inco-
§§ As células originam-se unicamente de cé- lores e translúcidas e para visualizá-las foi importante o
lulas preexistentes. Não existe geração es- desenvolvimento de técnicas de microscopia.
pontânea de células. Por meio de processos de
divisão celular, as células-mães produzem célu- Origem das células
las-filhas, provocando a reprodução e o cresci-
mento dos organismos. O problema da origem das células está diretamente
§§ As células são portadoras de material ge- relacionado com a origem da vida em nosso planeta.
nético. As células possuem DNA (ácido deso- Admite-se que as primeiras células que surgiram na Ter-
xirribonucleico), por meio do qual características ra foram as procarióticas, ou seja, células cujo material
específicas são transmitidas da célula-mãe à genético está disperso no hialoplasma. Isso deve ter
célula-filha. ocorrido há 3,5 bilhões de anos, no começo do período
Pré-cambriano. Naquela época, a atmosfera provavel-
Uma visão geral da célula mente continha vapor de água, amônia, metano, hidro-
gênio, sulfeto de hidrogênio e gás carbônico. O oxigênio
As células são unidades estruturais e funcionais dos livre só apareceu depois, graças à atividade fotossinté-
organismos vivos, ou seja, todos os seres vivos são tica das células autotróficas. Antes de surgir a primeira
formados por células – compartimentos envolvidos célula, teriam existido grandes massas líquidas, ricas em
por membrana, preenchidos com uma solução aquosa substâncias de composição muito simples. Estas subs-
concentrada de substâncias químicas. As formas mais tâncias, sob a ação do calor e radiação ultravioleta vin-
simples de vida são células individualizadas que se pro- da do Sol e de descargas elétricas oriundas de tempes-
pagam por divisão binária ou cissiparidade. Há muitos tades frequentes, combinaram-se quimicamente para
tipos diferentes de células, que variam enormemente em constituírem os primeiros compostos contendo carbono.
tamanho, forma e funções especializadas. E, em cada Substâncias relativamente complexas teriam aparecido
organismo multicelular seja ele o corpo humano ou a graças às diferentes combinações das substâncias mais
planta de milho, há dúzia ou centenas de diferentes simples. Stanley Miller realizou, em 1953, experimen-
tipos celulares, todos altamente especializados funcio- tos fundamentais que corroboraram essa possibilidade.
nando juntos na forma de tecidos e órgãos. E, não im- Produzindo descargas elétricas em um recipiente fe-
porta quão grande e complexo seja o organismo, cada chado, contendo vapor de água, hidrogênio, metano e
um dos seus tipos celulares retém alguma individuali- amônia, descobriu que se formavam aminoácidos, tais
dade e independência. Apesar das muitas diferenças como alanina, glicina, ácidos aspárticos e glutâmicos.
visíveis, várias espécies de células são admiravelmente Estudos posteriores, simulando as condições pré-
semelhantes nas suas características estruturais básicas. -bióticas, permitiram a produção de 17 aminoácidos
170
(dos 20 presentes nas proteínas). Também foram pro- branas. Assim, teriam aparecido o retículo endoplasmáti-
duzidos açúcares, ácidos graxos e as bases nitrogenadas co, o aparelho de Golgi, os lisossomos e as mitocôndrias.
que formam parte do DNA e RNA. Essa etapa de evo- Pelo mesmo processo surgiria a membrana nuclear, prin-
lução química foi provavelmente precedida de outra na cipal característica das células eucariontes. Embora, à pri-
qual se formaram as proteínas pela polimerização dos meira vista, essa teoria pareça sólida, ela não tem apoio
aminoácidos. Essa etapa posterior provavelmente teve em fatos conhecidos. É, ao contrário, de difícil aceitação,
lugar em meios aquosos onde as moléculas orgânicas pois não existe célula intermediária entre procarionte e
se concentravam para formar uma espécie de “sopa pri- eucarionte, nem se encontrou fóssil que indicasse uma
mordial” na qual foram favorecidas as interações e onde possível existência destes tipos intermediários.
se formaram complexos maiores denominados coacer-
vados ou proteinoides, com uma membrana externa en- Teoria da simbiose
volvendo um fluido no interior (micelas). Posteriormen-
de procariontes
te, originou-se o código genético, talvez primeiro como
RNA e, em seguida, o DNA e as diversas moléculas que
(teoria endossimbiótica)
participaram na síntese de proteínas e na replicação,
Segundo essa teoria, alguns procariontes passaram a
produzindo células capazes de se autorreplicarem.
viver em simbiose no interior de alguma célula, criando
É razoável supor-se que a primeira célula a surgir
células mais complexas e mais eficientes. Vários dados
foi precedida por agregados de micelas que apresentavam
apoiam a suposição de que as mitocôndrias e os cloro-
apenas algumas das características hoje consideradas pe-
plastos surgiram por esse processo.
culiares dos seres vivos (metabolismo, crescimento e re-
Demonstrou-se, por exemplo, que tais organelas
produção). Isto é, a primeira célula era das mais simples,
contêm DNA, e que esse DNA contém informação gené-
porém mesmo uma célula desse tipo é ainda complexa
tica que se transmite de uma célula a outra, de um modo
demais para admitir-se que ela tenha surgido ao acaso,
comparável à informação contida no DNA dos cromos-
já pronta e funcionando. É possível que não havendo
somos nucleares. Ainda mais, ao menos no que se refere
oxigênio na atmosfera, os primeiros procariontes foram
às mitocôndrias, demonstrou-se também que a molécula
heterotróficos e anaeróbicos. Posteriormente, surgiram os
de DNA é circular, como nas bactérias. Essas e outras
procariontes autotróficos, tais como as algas azuis – cia-
observações nos levam à conclusão de que mitocôndrias
nofíceas, que contêm pigmentos fotossintéticos. Através
e cloroplastos de fato se originaram por simbiose.
da fotossíntese se produziu o oxigênio da atmosfera e
este permitiu o surgimento de organismos aeróbicos a
partir dos quais, recém originaram-se os eucariontes.
Teoria mista
Até aquele momento, a vida só estava presente
É possível que as organelas que não contêm DNA, como
na água, porém, as plantas e os animais colonizaram a
o retículo endoplasmático e o aparelho de Golgi, tenham
Terra. Há três terorias para explicar o fato do aperfeiço-
se formado a partir de invaginações da membrana celu-
amento das células procariontes heterotróficas iniciais.
lar, enquanto as organelas com DNA (mitocôndrias, clo-
roplastos) apareceram por simbiose entre procariontes.
Teoria da invaginação da
membrana plasmática Organização celular de
(teoria de Robertson)
seres procariontes
Por mutação genética, alguns procariontes teriam passa- e eucariontes
do a sintetizar novos tipos de proteínas, e isso levaria ao
desenvolvimento de um complexo sistema de membra- A microscopia eletrônica demonstrou que existem, fun-
nas, que, invaginando-se da membrana plasmática, teria damentalmente, duas classes de células: as procarióticas,
dado origem às diversas organelas delimitadas por mem- cujo material genético não está separado do citoplasma
171
por uma membrana, e as eucarióticas, com um núcleo bem individualizado e delimitado pelo envoltório nuclear. Em-
bora a complexidade nuclear seja utilizada para dar nome às duas classes de células, há outras diferenças importantes
entre procariontes e eucariontes. Do ponto de vista evolutivo, considera-se que os procariontes são ancestrais dos eu-
cariontes. Os procariontes surgiram há cerca de 3 bilhões de anos, ao passo que os eucariontes, há 1 bilhão de anos.
Apesar das diferenças entre as células eucarióticas e procarióticas, existem semelhanças importantes em
sua organização molecular e em sua função. Por exemplo, veremos que todos os organismos vivos utilizam o mes-
mo código genético e uma maquinaria similar para a síntese de proteínas. As células procarióticas caracterizam-se
pela pobreza de membranas, que nelas quase se reduzem à membrana plasmática. Os seres vivos que têm células
procarióticas compreendem as bactérias e as cianofíceas ou algas-azuis. As células eucarióticas, por definição e
em contraste com as células procarióticas, possuem um núcleo (caryon, em grego) que contém a maioria do DNA
celular envolvido por uma dupla camada lipídica. O DNA é assim mantido num compartimento separado dos outros
componentes celulares que se situam num citoplasma, onde a maioria das reações metabólicas ocorrem.
No citoplasma, no entanto, organelas distintas podem ser reconhecidas. Dentre elas, duas são proemi-
nentes: os cloroplastos (nas células vegetais) e as mitocôndrias (animais e vegetais), envoltas numa bicamada de
membrana que é distinta da membrana nuclear. Ambas as organelas possivelmente têm origem simbiótica.
Apesar de possuírem uma estrutura relativamente simples, as células procarióticas são bioquimicamente
versáteis e diversas: por exemplo, todas as principais reações metabólicas são encontradas em bactérias, incluindo
os três processos para obtenção de energia: glicólise, respiração e fotossíntese.

COMPARAÇÃO ENTRE PROCARIONTES E EUCARIONTES


procariontes eucariontes
organismo bactéria e cianobactéria protoctistas, fungos, plantas e animais
tamanho da
geralmente de 1 a 10 micrômetros geralmente de 5 a 100 micrômetros
célula
metabolismo aeróbico ou anaeróbico aeróbico e anaeróbico
núcleo, mitocôndrias, cloroplastos, retículo
organelas Ribossomos endoplasmático, complexo de Golgi,
lisossomos, ribossomos, centríolos
longas moléculas de DNA contendo muitas regiões não
DNA DNA circular no hialoplasma
codificantes: envolvidas por uma membrana nuclear
sintetizados no mesmo compar- RNA sintetizado e processado no núcleo,
RNA e proteína
timento: hialoplasma proteínas sintetizadas no citoplasma
ausência de citoesqueleto, fluxo citoplasmá- citoesqueleto composto de filamentos de proteínas, fluxo
citoplasma
tico, ausência de endocitose e exocitose citoplasmático, presença de endocitose e exocitose
cromossomos se separam pela ação
divisão celular cromossomos se separam ligados ao mesossomo
do fuso do citoesqueleto
organização maioria multicelular, com diferencia-
maioria unicelular
celular ção de muitos tipos celulares
tempo de
cerca de 3 bilhões de anos cerca de 1 bilhão de anos
existência

COMPARAÇÃO ENTRE A COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE PROCARIOTOS E EUCARIOTOS


componente bactéria E. coli célula de mamífero
água 70% 70%
íons inorgânicos (Na, K, Mg, Ca, Cø etc.) 1% 1%
pequenos metabólitos 3% 3%
proteínas 15% 18%
RNA 6% 1,1%
DNA 1% 0,25%
fosfolipídios 2% 3%
outros lipídios ––– 2%

172
polissacarídeos 2% 2%
volume total da célula 2 × 10 –12
cm
3
4 × 10–9 cm3
volume relativo da célula 1 2 000

A célula procariótica mais bem estudada é a bactéria Escherichia coli. Dada a sua simplicidade estrutural,
rapidez de multiplicação e não patogenicidade, a E. coli se revelou excelente para os estudos de biologia molecular.

A organização da célula
Analisaremos nesse item a descrição sumária de uma célula animal típica, observada ao microscópio eletrônico, a
fim de que tenhamos uma primeira ideia sobre organização celular. Reconhecemos na ilustração de uma célula, a
seguir, três componentes fundamentais: membrana, citoplasma e núcleo.
Citoplasma Retículo endoplasmático agranular

Centríolo

Lisossomos Membrana nuclear

Complexo
de Golgi
Membrana plasmática

Nucléolo
Núcleo Retículo endoplasmático granular
Mitocôndrias
Célula animal

A membrana plasmática

É uma película delgada de contorno irregular que envolve a célula e através da qual são absorvidos água, alimento
e oxigênio (para respiração) e eliminadas várias substâncias. O processo de eliminação de uma substância pela
célula será uma secreção, caso se trate de um produto que a célula fabricou com finalidade útil (hormônio, por
exemplo), ou uma excreção, isto é, quando é expulso um resíduo proveniente de reações químicas que ocorrem
na célula. A membrana plasmática “seleciona” as substâncias que entram na célula e dela saem, de acordo com
suas necessidades. Diz-se, portanto, que ela possui permeabilidade seletiva.

O citoplasma e os organoides celulares

O citoplasma é o constituinte celular mais volumoso; formado pelo citosol e os organoides celulares. O citosol, tam-
bém chamado de hialoplasma, é um líquido transparente homogêneo e sem estrutura, no qual estão mergulhados
os organoides celulares.
Dentre os organoides celulares, citaremos: retículo endoplasmático (uma rede de vesículas e canais que se
intercomunicam e que auxilia na distribuição e no armazenamento de substâncias celulares); ribossomos (pequenos
grânulos, nos quais ocorre a síntese de proteínas); mitocôndrias (corpúsculos esféricos ou alongados relacionados com
a respiração celular, processo que fornece a energia necessária às atividades celulares); lisossomos (pequenas “bolsas”
contendo enzimas digestivas); complexo de Golgi (pilha de vesículas circulares e achatadas, das quais as secreções são
liberadas para fora da célula); e centríolos (dois cilindros perpendiculares entre si relacionados com a divisão celular) e
formação de cílios e flagelos.

173
O núcleo

Situado, geralmente, na parte central da célula, o núcleo apresenta uma membrana, a carioteca, que envolve o ca-
rioplasma, líquido (cariolinfa ou nucleoplasma) no qual estão imersos o nucléolo e os cromossomos, onde encon-
tram-se os genes, elementos responsáveis pela coordenação das diversas atividades celulares, constituídos por DNA.

A célula procariótica

mesossomo cápsula parede


inclusão (acúmulo de alimento)

Membrana
Plásmatica

polissomos (sintetizam proteínas)

nucleóide (contém informação genética) citoplasma

Célula procarionte típica

Possuem estrutura celular muito simples. Estão presentes a membrana plasmática, o material genético (cromatina) apa-
rece disperso no hialoplasma, onde a única organela presente é o ribossomo. Observe, portanto, que não existe mem-
brana envolvendo o material genético, nem delimitando o núcleo. Esse tipo de célula caracteriza os seres procariontes,
representados pelos integrantes do Reino Monera, ou seja, as algas-azuis ou cianofíceas (cianobactérias) e as bactérias.

A célula eucariótica
Possuem estrutura celular mais complexa, apresentando membrana plasmática, o citoplasma e o núcleo envolvido pela cariote-
ca. No citoplasma estão presentes um complexo sistema membranoso, organelas membranosas e granulares, além de estruturas
proteicas microtubulares e microfilamentosas, que conferem forma à célula. Os seres que possuem esse tipo de célula são cha-
mados de eucariontes e representados pelas algas, fungos, animais e vegetais. Observe, a seguir, a complexidade dessas células:

Célula Animal Célula Vegetal

gotas de
retículo endoplasmático gordura retículo endoplasmático
lisossomos e
matriz do citoplasma microtúbulos Cloroplastos cromatina
peroxissomos
e microfilamentos
Golgi nucléolo membrana
gota de gordura nuclear
microtúbulos e
microfilamentos
mitocôndrias
cromatina

centríolos nucléolo
aparelho
de Golgi

vacúolo de
membrana nuclear suco celular

lisossomos
e peroxissomas membrana plasmática

Comparação entre célula animal e vegetal. Note a exclusividade de alguns componentes.

174
Estrutura da A membrana plasmática mantém o conteúdo in-
terno ou citoplasmático separado, porém não isolado do
membrana plasmática meio externo, visto que ela possui permeabilidade seleti-
va quanto ao que entra e sai das células. As membranas
As membranas celulares capacitam as células a criarem
celulares são muito delgadas, por exemplo: a membrana
barreiras que confinam moléculas particulares a com-
plasmática, que mede cerca de 75 Å de espessura, devi-
partimentos específicos. Essas membranas consistem de
do a essa dimensão, não são visíveis ao microscópio óp-
uma dupla camada contínua (uma bicamada) de mo-
tico comum. Na figura, vemos o modelo estrutural mais
léculas de lipídios na qual as proteínas estão embebi-
aceito atualmente, que foi proposto pelos cientistas Sin-
das. A bicamada lipídica fornece a estrutura básica e
ger e Nicholson, em 1972. As proteínas apresentam uma
a função de barreira de todas as membranas celulares.
mobilidade especial, podendo deslocar-se lateralmente
As moléculas de lipídios da membrana têm tanto re-
ou atravessar a bicamada lipídica, projetando-se nas su-
giões hidrofóbicas quanto hidrofílicas. Elas se arranjam
perfícies interna ou externa da membrana plasmática.
espontaneamente em bicamadas quando colocadas em
Conclui-se, portanto, que a membrana é relati-
água, formando compartimentos fechados que se resse-
vamente fluida, pois as moléculas de proteínas apresen-
lam quando rompidos.
tam certa liberdade de movimentação. Por isso, o mode-
Existem três classes principais de moléculas
lo de Singer e Nicholson é denominado mosaico fluido.
lipídicas da membrana: fosfolipídios, esteróis e glico-
Glícido Meio extracelular
lipídios. A bicamada lipídica é fluida, e moléculas lipí- Glícoproteína

dicas individuais são capazes de difundir-se dentro de


Glícolípido
sua própria monocamada; entretanto, elas não saltam
espontaneamente de uma monocamada para a outra.
As duas camadas da bicamada lipídica têm diferentes
composição de lipídios, refletindo as funções diferentes
das duas faces de uma membrana celular. Filamentos Colesterol
As células ajustam a fluidez de suas membranas do citosqueleto
Proteína Proteína
pelas modificações da composição lipídica dessas mem- integrada periférica Citoplasma

branas. A bicamada lipídica é impermeável a todos os Arranjo da membrana plasmática, segundo o modelo do mosaico fluido.
íons e moléculas polares grandes, mas ela é permeável
a moléculas apolares pequenas tais como o oxigênio e Esse modelo explica as capacidades e funções mem-
o dióxido de carbono e a moléculas polares muito pe- branosas, especialmente a sua permeabilidade seletiva. São
quenas como a água. componentes estruturais de membranas celulares com os
As proteínas de membrana são responsáveis lipídios, principalmente os fosfolipídios, totalizando 60% a
pela maioria das funções, tal como o transporte de 75% do total e as proteínas 25% a 40%. Em menor quan-
pequenas moléculas hidrossolúveis pela bicamada tidade, podem-se encontrar antígenos, enzimas, glicídios e
lipídica. As proteínas transmembranas se estendem outras moléculas permanentes ou transitórias. Por isso, as
através da bicamada lipídica, enquanto outras proteí- membranas celulares são denominadas lipoproteicas, pois
nas não se estendem através dela, mas são ligadas a representam uma associação entre lipídios e proteínas.
um dos lados da membrana, quer por associação não
covalente com outras proteínas da membrana quer Especializações da membrana
por ligação covalente a lipídios. Muitas proteínas e
parte dos lipídios expostos na superfície das células As especializações da membrana são regiões diferen-
têm, a eles ligados, cadeias de açúcares, as quais au- ciadas, constituindo adaptações que executam várias
xiliam a proteger e a lubrificar a superfície celular e funções, como: absorção, transporte, aderência e reco-
estão envolvidas no reconhecimento célula-célula, nhecimento. As principais são: microvilosidades, invagi-
trata-se do glicocálix. nações de base, desmossomos, junções e glicocálix.
175
§§ Microvilosidades – são expansões cilíndricas da membrana que aparecem na superfície livre da célula,
aumentando a superfície de contato e, assim, a capacidade de absorção. Situadas, por exemplo, no epitélio
intestinal, as microvilosidades aumentam a eficiência na absorção do alimento digerido.
§§ Invaginações de base – uma das funções dos rins é a regulação da quantidade de água existente no
organismo. Cada rim é formado por cerca de 1 milhão de estruturas idênticas denominadas néfrons ou
canais renais. As células desses canais renais possuem, na base, profundas invaginações relacionadas com o
transporte de água reabsorvida pelos rins. Entre as invaginações, as mitocôndrias são abundantes.
§§ Especializações de contato – os epitélios são tecidos constituídos por células justapostas, entre as
quais se encontra uma substância intercelular que funciona como um cimento, ligando as células. Além
da substância citada, a adesão entre as células é mantida por especializações como os desmossomos, as
interdigitações e as junções.
§§ Desmossomos – são espécies de “botões adesivos” que aparecem nas membranas adjacentes de células
vizinhas.
§§ Interdigitações – são dobras da membrana que se encaixam, aumentando a adesão intercelular.
§§ Junções estreitas ou oclusivas – encontradas em células do epitélio intestinal, são regiões diferenciadas
que vedam o espaço intercelular, impedindo a passagem de líquidos entre as células, fator que regula o
controle de absorção para cada célula.
§§ Junções comunicantes ou nexos – contrariamente às anteriores, permitem a passagem de íons e peque-
nas moléculas, associando metabolicamente as células vizinhas.
§§ Glicocálix e reconhecimento intercelular – nas células animais, a membrana plasmática é frequen-
temente recoberta por uma delgada película, chamada cutícula ou glicocálix, de natureza glicoproteica.
Além de proteger a membrana, o glicocálix atua no reconhecimento celular, através de um complexo código
molecular. É por meio do glicocálix que se dá a distinção das células de um mesmo organismo e a rejeição
de células estranhas, como as de um enxerto.
Meio extracelular
Microvilosidades

Mitocôndria Desmossomo
Interdigitação
Mitocôndria Núcleo
Interdigitação
Núcleo
Espaço Desmossomo
Mitocôndria intercelular

Invaginações

As microvilosidades. Inaginações de base.


Interdigitações e desmossomos.

Face externa Lipídio


Glicocálix da célula

Junção oclusiva

Junção comunicante
Face interna
Proteína
da célula
Os tipos de junções. O glicocálix.

Parede celular

A parede celular é uma estrutura rígida. Por isso, as células que a possuem têm menos possibilidade de modificar sua
forma. Nas plantas, a parede celular é composta por celulose, por isso também é denominada membrana celulósica.
176
Na célula vegetal jovem, a parede celular (primária) é fina e pouco rígida, o que lhe permite crescer. Crescida
a célula, a parede celular pode apresentar espessamentos, resultado de novos depósitos de celulose por dentro.
Essa nova parede recebe o nome de parede celular secundária.
A parede secundária é a principal responsável pela grande resistência da parede celular. Em alguns casos,
há também depósitos de lignina e de suberina na parede celular, substâncias que lhe conferem ainda mais resis-
tência. É característica das células vegetais a presença de pontos de contato entre células vizinhas, ambiente em
que não há deposição de parede celular. Nesses pontos de contato se formam canais citoplasmáticos denominados
plasmodesmos, que conectam o citoplasma das células vizinhas. Eles são delimitados pela membrana plasmática
comum a essas células.
Entre as paredes celulares de células adjacentes há uma fina camada formada principalmente por pectina
(um polissacarídeo), que une uma célula a outra. Essa camada é a lamela média, interrompida nos plasmodesmos.
lamela mediana
composta

parede secundária
paredes lamela mediana
celulares composta
Vacúolo

plasmodemo

citoplasma
membrana
plásmatica
lamela mediana
parede primária
parede secundária
1 mm

As funções da membrana plasmática


§§ Manutenção da integridade celular – se a membrana for lesionada, o citoplasma extravasa, e a célula
se desintegra no processo chamado de citólise. Contudo, pequenas lesões não afetam a estrutura celular
porque a membrana apresenta a capacidade de regeneração, isto é, reconstrução rápida sem destruir a
célula. A regeneração possibilita os processos de micromanipulação, por meio dos quais a célula pode ser
submetida, por exemplo, a transplantes de núcleo.
§§ Reconhecimento intercelular – na superfície da célula, existe um mecanismo de reconhecimento mole-
cular pelo qual uma célula é capaz de distinguir células similares ou estranhas. É por meio desse processo
que as células se identificam e unem-se, originando os tecidos, ou ainda, rejeitam-se, como acontece nos
transplantes.
§§ Permeabilidade seletiva – para sobreviver, a célula deve realizar uma série de trocas com o meio ex-
terno. Substâncias essenciais, como água, oxigênio e nutrientes, devem entrar na célula, enquanto gás
carbônico e substâncias tóxicas, resultantes da atividade celular, devem ser eliminadas. Através da chamada
permeabilidade seletiva, a membrana regula a entrada e saída de substâncias, permitindo à célula manter
uma composição química equilibrada e diferente do meio externo.

A permeabilidade seletiva e os transportes de membrana

A bicamada lipídica das membranas celulares é altamente impermeável à maioria das moléculas hidrossolúveis e
a todos os íons. A transferência de nutrientes, metabólitos e íons através da membrana plasmática e membranas
celulares internas é realizada por proteínas transportadoras de membrana. As membranas celulares contêm uma
177
variedade de proteínas transportadoras, cada uma das ou a ligação de um ligante (canais com portões controla-
quais é responsável pela transferência de um tipo parti- dos por ligantes). Veja uma ilustração das proteínas-canal.
cular de soluto através da membrana. Mesmo quando abertos por seu estímulo es-
Existem duas classes de proteínas transportado- pecífico, os canais iônicos não permanecem abertos
ras de membrana – proteínas carreadoras e proteínas- continuamente: eles oscilam aleatoriamente entre as
-canal. O gradiente eletroquímico representa a força conformações aberta e fechada. Um estímulo ativador
impulsora resultante que atua sobre um íon devido ao aumenta a proporção do tempo que o canal gasta no
seu gradiente de concentração e ao campo elétrico. No estado aberto. O potencial de membrana é determinado
transporte passivo, um soluto sem carga se move espon- pela distribuição desigual de cargas elétricas nos dois
taneamente a favor de seu gradiente de concentração, e lados da membrana plasmática e é alterado quando
um soluto carregado (um íon) se move espontaneamen- íons fluem através de canais abertos.
te a favor de seu gradiente eletroquímico. No transporte
Íon
ativo, um soluto sem carga, ou um íon, é transportado
contra o seu gradiente de concentração ou eletroquími-
co, em um processo que requer energia.
As proteínas carreadoras ligam solutos específi-
cos (íons inorgânicos, pequenas moléculas orgânicas, ou
ambos) e os transferem através da bicamada lipídica por
sofrerem mudanças conformacionais que expõe o sítio
Fechado Aberto
ligante de soluto primeiro em um lado da membrana e
depois no outro. As proteínas carreadoras podem atuar
como bombas para transportar um soluto contra o seu
gradiente eletroquímico, usando energia fornecida pela
hidrólise de ATP, por um fluxo “para baixo” de Na+ ou
de íons H+, ou pela luz. A bomba de Na+ / K+ da mem-
brana plasmática de células animais é uma ATPase que
Passagem através
transporta ativamente Na+ para fora da célula e K+ para do canal
dentro, mantendo o forte gradiente de Na+ através da
membrana, que é usado para impulsionar outros proces-
sos de transporte ativo e para transmitir sinais elétricos.
As proteínas-canais formam poros aquosos de um Passagem de substâncias através de proteínas de canal, de um lado a
outro da membrana plasmática.
lado para o outro da bicamada lipídica, pelos quais solutos
podem difundir-se. Enquanto o transporte por proteínas Os componentes hidrofóbicos, solúveis nos lipí-
carreadoras pode ser ativo ou passivo, o transporte por dios, atravessam facilmente a membrana, por ser esta
proteínas-canal é sempre passivo. A maioria das proteínas- constituída de uma bicamada lipídica, como é o caso
-canal é um canal iônico do tipo seletivo que permite íons dos ácidos graxos, hormônios esteroides e anestésicos.
inorgânicos de tamanho e cargas apropriados cruzarem As substâncias hidrófilas, insolúveis nos lipídios, pene-
a membrana a favor de seus gradientes eletroquímicos. tram nas células com mais dificuldade, dependendo do
O transporte pelos canais iônicos é no mínimo mil vezes tamanho da molécula e também de suas características
mais rápido do que o transporte por qualquer proteína químicas. A configuração molecular poderá permitir que
carreadora conhecida. A maioria dos canais iônicos tem a substância seja transportada por intermédio de um
dos mecanismos especiais desenvolvidos durante a evo-
portões e abre-se transitoriamente em resposta a um es-
lução, como o transporte ativo e a difusão facilitada.
tímulo específico, tal como uma mudança no potencial de
membrana (canais com portões controlados por voltagem)
178
§§ Difusão passiva – muitas substâncias pene- hipertônica). Com essa passagem, verifica-se um
tram nas células ou delas saem por difusão pas- aumento da quantidade de água na solução hi-
siva, isto é, como a distribuição do soluto tende pertônica, fazendo com que haja maior diluição
a ser uniforme em todos os pontos do solvente, o da solução e, consequentemente, diminuição da
soluto penetra na célula quando sua concentra- sua concentração. Podemos dizer que é a osmo-
ção é menor no interior celular do que no meio se que possibilita isotonia entre uma solução hi-
externo, e sai da célula no caso contrário. Neste pertônica e uma hipotônica, com passagem de
processo não há consumo de energia. solvente através de uma membrana semiperme-
§§ Difusão facilitada – algumas substâncias, ável. Essa pode, inclusive, ser fatal para a célula,
como a glicose, galactose e alguns aminoáci- como no caso da hemácias que, em presença de
dos têm tamanho superior a 8 angströns, o que soluções pouco concentradas, sofrem hemólise.
impede a sua passagem através dos poros. São, Observe na figura abaixo, que as hemácias (A)
ainda, substâncias não solúveis em lipídios, o em soluções hipotônicas (2) ganham água por osmose,
que também impede a sua difusão pela matriz podendo sofrer ruptura da membrana. Já em solução
lipídica da membrana. No entanto, essas subs- hipertônica, perderão água e murcharão, como mostra
tâncias passam através da matriz, por transporte a situação 1.
passivo, contando, para isto, com o trabalho de
proteínas carreadoras ou permeases (proteínas
transportadoras). A combinação entre a glicose,
por exemplo, e a proteína carreadora forma uma 1
combinação lipossolúvel que passa, então, a A
difundir-se de um lado para outro da membrana.
Do outro lado da membrana, a glicose separa-
-se do carreador, passa para o interior da célula,
enquanto o carreador retorna ao meio externo 2
para buscar mais moléculas de glicose.
§§ Osmose – é um fenômeno de difusão em pre- Resultados da imersão de hemácias em solução hipotônica (2) e solução
hipertônica (1).
sença de uma membrana semipermeável. Nele,
duas soluções de concentrações diferentes estão A presença da parede celular nas células vege-
separadas por uma membrana que é permeável tais torna peculiar este fenômeno, onde a célula vege-
ao solvente e praticamente impermeável ao so- tal, mesmo em meios muito pouco concentrados em
luto. Há, então, passagem do solvente de onde relação aos seus vacúolos, não explode (deplasmólise).
está em maior quantidade (solução hipotônica) Em soluções hipertônicas, ambos os tipos de célula
para onde está em menor quantidade (solução apresentam, respectivamente, crenação e plasmólise.

Tonoplasto
Parede celular II III
I Plasmalema
Núcleo Vacúolo
Suco Núcleo
vacuolar

Vacúolo
Núcleo Citoplasma

Estrutura da célula vegetal Célula murcha


Célula túrgida
A célula vegetal em diferentes momentos.

179
Normalmente, a concentração do suco vacuolar
Núcleo
é maior do que a solução do solo; isso significa que a
pressão de difusão DPDda =água
PO -dentro
PT da célula é menor
ouno meio externo. Consequen- PT DPD
que a pressão da difusão
Sc = Si - M
temente, a tendência maior é a água penetrar na célu-
PO
la do que sair. Essa tendência será tanto maior quan-
toA maior
célula estará saturada (túrgida)
a concentração com do
da solução água quando:
suco vacuolar. A tendência de a água entrar na célula vegetal depende de uma
Em outras palavras, quanto maior a pressão osmótica pressão favorável (PO) e outra contrária (PT).
PT = PO Si = M
do suco vacuolar,DPD maior= a0 tendência
Sc = 0 de penetração da A membrana reage
água. Existe, pois, uma força no interior da célula com A água penetra contra a distensão
na célula (M)
tendência para estará
Assim, a célula retirar murcha
a água (flácida)
do ambiente. A esta for-
quando: por causa da
pressão osmótica
ça chamaremos de pressão osmótica do suco vacuolar, do suco
vacuolar (PO) A água que penetrou
que será representada
PT = 0 por PO M ou
= 0Si (sucção interna da H2O na célula pressiona a
membrana celulósica
célula). A água DPD
penetra
= POno vacúolo
Sc = SI da célula e começa (PT)
a distendê-lo. Consequentemente, surge uma pressão
(pressão de turgescência) sobre a membrana celulósica. Núcleo
Esta, como é dotada de elasticidade, vai disten- Esquema mostrando o movimento osmótico na célula vegetal.

dendo-se, originando uma força contrária à distensão,


tendendo a voltar à sua posição inicial. Essa força será §§ Plasmólise – a célula perderá água, con-
chamada de pressão de turgescência (turgor) e repre- traindo-se até ficar frouxa se for mergulhada
sentada por PT ou M (resistência da membrana). A pene- em uma solução de concentração superior
tração de água no interior da célula vegetal vai depen- à do vacúolo, isto é, dentro de uma solução
der destas forças: hipertônica em relação ao DPD da célula. O
a. pressão osmótica do suco vacuolar (PO) – favo- vacúolo continua a perder água, o citoplasma
rável à entrada de água; vai se afastando da parede celular. O espa-
b. pressão de turgescência (PT) – contrária à entra- ço que existe entre o citoplasma e a parede
da de água. está cheio com a solução externa, já que a
Isso permite dizer que a entrada de água nas cé- membrana celulósica é permeável. Às vezes,
lulas vegetais depende de seu deficit de pressão de di- o afastamento do citoplasma da parede ce-
fusão (DPD ou Sc). A fórmula, a seguir, permite calcular lulósica não é total, ficando o citoplasma li-
a sucção celular (Sc ou DPD) da célula. A tendência de a gado à parede por meio de finos ligamentos
água entrar na célula vegetal depende de uma pressão de Hecht. Nessa situação DPD = PO e PT = 0.
favorável (PO) e outra contrária (PT). A plasmólise
Núcleo não provoca a morte da célula
vegetal. Se, agora, a célula for mergulhada
DPD = PO - PT
ou em águaPT ou solução DPD hipotônica, ela volta a
Sc = Si - M absorver água até voltar ao estado inicial. O
fenômenoPOé chamado desplasmólise. A seguir,
A célula estará saturada (túrgida) com água quando: ilustrações sobre a plasmólise e desplasmólise
A tendência de a água entrar na célula vegetal depende de uma
da célula
pressão favorável (PO)vegetal.
e outra contrária (PT).
PT = PO Si = M
DPD = 0 Sc = 0 Em seguida, o diagrama de Höfler, que mostra
A membrana reage
as variações de
A água penetra
na célula
volume de uma célula vegetal
contra colocada
a distensão
(M)
por causa da
Assim, a célula estará murcha (flácida) quando: em diferentes meios. Em 1, a célula está murcha e, em
pressão osmótica
do suco
3, está túrgida.
vacuolar (PO) A água que penetrou
PT = 0 M=0 H2O na célula pressiona a
membrana celulósica
DPD = PO Sc = SI (PT)

180 Núcleo
Esquema mostrando o movimento osmótico na célula vegetal.
Diagrama representativo das variações de volume celular em decorrência das alterações osmóticas do meio.

§§ Transporte ativo – neste caso, há consumo de energia e a substância pode ser transportada de um local
de baixa concentração para um outro de alta concentração, ou seja, o soluto celular pode ser transportado
contra um gradiente. O transporte ativo é bloqueado pelos inibidores da respiração (dinitrofenol, cianetos e
azida) e pelos inibidores da síntese de ATP (iodoacetato). O esquema, a seguir, mostra um processo passivo
e a favor do gradiente de concentração, representado por A e um processo ativo e contrário ao gradiente
de concentração, representado por B.

Substância
em solução
A B

Membrana
Substância Plasmática
em solução
ATP ADP
Transporte ativo de substâncias, com gasto de ATP.

§§ Bomba de sódio e potássio – é comum observar-se diferenças de concentrações iônicas entre os meios
intra e extracelular. Para exemplificar, utilizaremos a célula nervosa ou neurônio e o glóbulo vermelho do
sangue ou hemácia. Se compararmos a concentração de íons de potássio (K+) e sódio (Na+), verificamos
que a concentração de K+ é maior dentro do neurônio, enquanto a concentração de Na+ é maior no líquido
que o envolve. A hemácia possui no citoplasma concentração de K+ vinte vezes maior do que no plasma;
este, por sua vez, apresenta concentração de Na+ vinte vezes maior do que na hemácia. Nos dois casos
exemplificados, salientamos que essas concentrações não se igualam, apesar de a membrana apresentar
permeabilidade passiva aos dois íons.
Para manter a diferença iônica, a célula continuamente absorve K+ e elimina Na+, através da bomba de Na+
e K+. Uma proteína conhecida como bomba Na+_K+ ATPase funciona transportando K+ para o interior e Na+ para
o exterior da célula. Os íons Na+ intracelulares se ligam à ATPase que, transformando ATP em ADP, obtém energia
necessária à sua mudança de conformação, expelindo-os para o meio extracelular. Os íons K+, por mecanismo
idêntico, são transferidos para o citoplasma. Veja o esquema da bomba de Na+ e K+, a seguir:

181
2.

Solução Na+
extracelular P Na+
1. 3.
ATP
ADP

Citoplasma Na+ P
K+
6. 4.

5.
K+ P
K+
P

Funcionamento da bomba Na+ / K+ ATPase.

§§ Transporte em quantidade – o transporte em quantidade para dentro da célula, também chamado


endocitose, é feito por dois processos denominados fagocitose e pinocitose. Quando a transferência de
macromoléculas tem lugar em sentido inverso, isto é, do citoplasma para o meio extracelular, o processo
recebe o nome genérico de exocitose.

Depressão membrana
Meio extracelular
Endocitose
Fagocitose Pinocitose Endocitose mediada
Fluído extracelular por receptor
Partícula sólida

Membrana
plasmática

Pseudópode Receptor
Depressão membrana
com clatrina
Vesícula
Proteína exocítica Citoplasma
Fagossoma Vesícula
citoplasma
Vesícula
Exocitose
Representação de indocitose (à direita) e exocitose (à esquerda).

§§ Fagocitose – é o nome dado ao processo pelo qual a célula, graças à formação de pseudópodos, engloba,
no seu citoplasma, partículas sólidas. A fagocitose é um processo seletivo, conforme pode ser observado no
exemplo da fagocitose de paramécios pelas amebas. Nos mamíferos, a fagocitose é feita por células espe-
cializadas na defesa do organismo, como os macrófagos, e por células endoteliais dos capilares sanguíneos.
§§ Pinocitose – é o nome dado ao processo pelo qual a célula, graças a delgadas expansões do citoplasma,
engloba gotículas de líquido. Formam-se, assim, vacúolos contendo líquido, que se aprofundam no cito-
plasma tornando-se cada vez menores, o que sugere uma transferência de líquido para o hialoplasma. No
processo da pinocitose formam-se longas projeções laminares da superfície celular, visíveis ao microscópio
óptico, que dão origem a vesículas também grandes no processo chamado de macropinocitose. Observe
abaixo, que os vacúolos originados pela fagocitose (II) e pinocitose (I) são fundidos a lisossomos, produzidos
pelo complexo de Golgi.

182
Retículo
endoplasmático
granular

Complexo
de Golgi
I
Lisossomo vacúolo autofágico

III
corpo
II residual
fagossomo vacúolo
digestivo
O papel do complexo de Golgi nos diferentes tipos de digestão intracelular.

Membrana plasmática e patologia


Da integridade estrutural e do perfeito funcionamento da membrana plasmática, depende a manutenção
da organização e da atividade celular e, consequentemente, a sobrevivência do organismo. Assim, toxinas bacte-
rianas, por exemplo, podem alterar as funções celulares. Um caso típico é dado pelo vibrião colérico, a bactéria
causadora do cólera. Essa bactéria elimina o colerágeno, uma toxina de natureza proteica. Modificando a permea-
bilidade celular, a toxina inibe a absorção de sódio pelas células da parede intestinal (enterócitos). O processo de-
termina um aumento da pressão osmótica do conteúdo intestinal, que passa a retirar água das células. A enorme
quantidade de água que atinge a cavidade digestória provoca diarreia e desidratação, sintomas típicos do cólera.

183
E.O. Teste I 4. (PUC-RJ) Quando comemos em um restau-
rante, as saladas de alface que são servidas
não contêm, em geral, sal ou nenhum tipo
1. (UECE) Sobre o modelo mosaico fluido das de condimento. As saladas são temperadas
membranas celulares, é correto afirmar-se que: apenas na hora de comer.
a) os componentes mais abundantes da mem- Esse procedimento evita que a salada mur-
brana são fosfolipídios, proteínas e aminoá- che rapidamente, pois, quando adicionamos
cidos livres. sal e outros condimentos à salada:
b) a membrana tem constituição glicoproteica.
a) o meio externo torna-se hipotônico, e as cé-
c) lipídios formam uma camada única e contí-
nua, no meio da qual se encaixam moléculas lulas da alface ficam túrgidas.
de proteína. b) o meio externo torna-se isotônico, e as célu-
d) a dupla camada de fosfolipídios é fluida, las da alface ficam túrgidas.
possui consistência oleosa, e as proteínas c) o meio externo torna-se hipertônico, e as
mudam de posição continuamente, como se células da alface sofrem plasmólise.
fossem peças de um mosaico. d) o meio externo torna-se hipertônico, e as
células da alface sofrem lise celular.
2. (IFSP) Durante uma aula de biologia sobre e) o meio externo torna-se isotônico, e as célu-
anfíbios, um aluno perguntou o que acon- las da alface sofrem lise celular.
teceria se um girino fosse colocado em um
pote contendo água do mar. Seus colegas de 5. (UFG) Leia o texto a seguir.
sala propuseram diversas hipóteses, alguns A criação de peixes ósseos de água doce para
defendendo que o girino iria morrer, outros fins comerciais impõe aos animais estresses
que ele iria sobreviver. decorrentes do manejo de rotina e doenças
Considerando as características típicas dos
ocasionadas por protozoários. Para reduzir o
anfíbios, o mais provável é que, na situação
aparecimento dessas doenças utiliza-se ba-
proposta, o girino iria:
nhos com solução de NaCl, em concentrações
a) morrer, devido à entrada excessiva de água
entre 2 a 5% com tempo de exposição va-
em seu corpo.
riando entre 20 segundos a 20 minutos.
b) morrer, devido à perda excessiva de água por
KUBITZA, Fernando. A versatilidade do sal na
sua pele. piscicultura. Panorama da aquicultura, set./
c) sobreviver, pois sua pele é grossa e permeável. out. 2007. p. 14-23. (Adaptado).
d) sobreviver, mesmo com uma entrada excessi-
va de água em seu corpo. De acordo com o texto, o controle de proto-
e) sobreviver, pois ele apresenta glândulas es- zoários requer a utilização de solução salina
peciais na pele que o tornam imune à perda em concentração superior à fisiológica. Por-
de água. tanto, para que o banho salino não cause a
morte dos animais, ele deve ser breve o sufi-
3. (Acafe) A membrana plasmática é um envol- ciente para impedir que os peixes:
tório celular que delimita o espaço interno a) inchem por absorção excessiva de água.
da célula. b) inchem por retenção de urina concentrada.
Quanto às suas propriedades e funções é cor- c) inchem por ingestão de solução salina.
reto afirmar, exceto: d) desidratem por perda excessiva de água.
a) A difusão facilitada ocorre com o auxílio de e) desidratem por excreção de urina concentrada.
proteínas transportadoras na membrana plas-
mática, do meio mais concentrado para o me- 6. (UFRGS) Considere o enunciado abaixo e as
nos concentrado, com baixo gasto energético. quatro propostas para completá-lo. No pro-
b) A osmose é a movimentação da água, através cesso de transporte, através da membrana,
da membrana plasmática, quando há dife- pode ocorrer:
rença nas concentrações dos solutos entre o 1. a difusão facilitada, um tipo de transpor-
meio extra e intracelular. A movimentação te passivo.
ocorre sempre da solução hipotônica para a 2. o transporte passivo, a favor do gradiente
de concentração.
hipertônica.
3. o transporte ativo, feito com gasto de
c) A difusão simples é a movimentação de par- energia.
tículas (átomos, moléculas, íons etc.) para 4. a difusão simples, independentemente
dentro ou para fora da célula, sem gasto de do gradiente de concentração.
energia, sempre do ambiente mais concen- Quais propostas estão corretas?
trado para menos concentrado. a) Apenas 2.
d) A membrana plasmática apresenta semiper- b) Apenas 2 e 4.
meabilidade, ou permeabilidade seletiva, c) Apenas 1, 2 e 3.
uma vez que permite a entrada de certas d) Apenas 1, 2 e 4.
substâncias úteis à célula e a saída de outras. e) Apenas 1, 3 e 4.
184
7. (Fuvest) A figura abaixo representa uma cé
lula de uma planta jovem.

Assinale a alternativa que completa, correta


e respectivamente, as lacunas da oração.
a) facilitado – independentemente do – micro
moléculas
Considere duas situações: b) passivo – a favor do – aminoácidos e monos
1. a célula mergulhada numa solução hiper- sacarídeos
tônica; c) ativo – contra o – íons
2. a célula mergulhada numa solução hipo- d) fagocitário – na presença de – polissacarídeos
tônica. e) celular – na ausência de – peptídeos
Dentre as figuras numeradas de I a III, quais
representam o aspecto da célula, respectiva- 10. (UFSM) Os transportes através da membra-
mente, nas situações 1 e 2? na plasmática podem ser feitos a favor do
gradiente de concentração ou contra ele. No
entanto, quando as moléculas são grandes
demais, as células recorrem a outros meca-
nismos, como a endocitose e exocitose. É,
então, correto afirmar:
a) A exocitose é denominada clasmocitose,
quando libera exclusivamente resíduos gran-
des durante a digestão celular.
a) I e II. b) No conjunto de processos da exocitose, não
b) I e III. está incluída a liberação de hormônios para
c) II e I. o metabolismo celular.
d) III e I. c) A pinocitose é o processo usado pelas cé-
e) III e II. lulas para englobar partículas pequenas e
sólidas.
d) Na fagocitose, a célula emite pseudópodes
8. (UFRGS) A membrana plasmática é uma que envolvem a partícula a ser englobada.
estrutura que atua como limite externo da e) As bolsas citoplasmáticas que contêm o ma-
célula, permitindo que esta realize suas fun- terial englobado por pinocitose são chama-
ções. Com relação à membrana plasmática, das fagossomas.
considere as afirmações abaixo.
I. Sua estrutura molecular tem como com
ponentes básicos lipídeos e proteínas.
II. Os fosfolipídeos apresentam uma região
E.O. Teste II
hidrofílica que fica voltada para o am- 1. (UEMG) Nos autos de condenação de revol-
biente não aquoso. tosos do Brasil Colônia, como Tiradentes, era
III. O esteroide colesterol é um lipídeo pre- comum constar que, além da pena de morte
sente na membrana plasmática de células e do esquartejamento dos corpos, seus bens
animais e vegetais. seriam confiscados e suas terras seriam sal-
Quais estão corretas? gadas, para que nada mais ali nascesse. O ato
a) Apenas I. de salgar a terra realmente provoca a morte
b) Apenas II. das plantas porque o excesso de sal na terra:
c) Apenas I e III. a) dificulta a absorção de íons minerais pelas
d) Apenas II e III. raízes, por transporte ativo.
e) I, II e III. b) impede a ação das proteínas transportadoras
das membranas das células da raiz.
9. (FGV) A figura ilustra a maneira como certas c) estimula maior absorção de água pelas célu-
moléculas atravessam a membrana da célu- las da raiz, provocando turgescência e lise
la sem gastar energia, o que é denominado celular.
transporte __________. Tal processo ocorre d) impede a absorção de água, através de os-
__________ gradiente de concentração e é mose, pelas células da raiz, aumentando a
utilizado para a passagem de __________. concentração osmótica do solo.
185
2. (Cefet-MG) O processo de osmose, caracteri- As figuras A, B e C correspondem, respecti-
zado pela passagem de solvente de um meio vamente, a:
hipotônico (menos concentrado) para um a) animal, protozoário e vegetal.
meio hipertônico (mais concentrado) ajuda b) animal, vegetal e protozoário.
a controlar a diferença na concentração de c) protozoário, animal e vegetal.
sais em todas as células vivas. Sabe-se que o d) protozoário, vegetal e animal.
consumo superior a 2 g de sódio por pessoa e) vegetal, protozoário e animal.
ao dia é prejudicial à saúde, pois causa a(o):
a) hemólise das hemácias. 4. (UFPA) Numerosos exemplos de atividade
b) acúmulo de colesterol nas artérias. de transporte pela da membrana são vistos
c) aumento do volume do sangue circulante. durante a atividade fisiológica dos rins. Por
d) interferência na transmissão do impulso exemplo: o HCO3 formado intracelularmen-
nervoso. te é devolvido por difusão para a circulação
e) intensa eliminação de urina com altas taxas sistêmica por um transportador Cℓ–/HCO3 na
de sal. região basolateral da célula renal, enquan-
to o H+ entra no lúmen do túbulo renal por
3. (UFPR) As figuras abaixo representam a uma das duas bombas de prótons apicais,
variação do volume celular e da relação en- H+/ ATPase ou H+ – K+/ATPase.
trada/saída de água, ao longo do tempo, em Sobre os solutos transportados e seus trans
três tipos celulares diferentes: célula ani- portadores e estas atividades direcionadas
mal, célula vegetal e protozoário. No tempo através da membrana plasmática da célula
zero, as células foram mergulhadas em água renal, é correto afirmar:
pura. a) O transporte direcionado de HCO3 e de H+ na
membrana plasmática da célula renal conso-
me ATP.
b) H+/ATPase é uma bomba iônica de atuação
similar à Na+ – K+/ATPase, e ambas atuam a
favor do gradiente de concentração dos so-
lutos.
c) O transportador Cℓ–/HCO3 regula a alcalose
metabólica por transporte ativo.
d) A difusão do HCO3 pela membrana da célula
ocorre a favor do gradiente de concentração
do soluto.
e) A atuação da H+/ATPase ou da H+– K+/ATPase
na célula renal gera despolarização de mem-
brana.

5. (Unioeste) Considerando que a existência e


a integridade da membrana plasmática são
fundamentais para a célula, é correto afir-
mar que esta estrutura:
a) contém moléculas de lipídios que são inca-
pazes de se deslocarem, não permitindo a
passagem de substâncias entre os meios ex-
tracelular e intracelular.
b) permite, pelo processo de osmose, a passa-
gem de solutos em direção a maior concen-
tração de suas moléculas.
c) possibilita a célula manter a composição in-
tracelular igual a do meio extracelular, em re-
lação à água, sais minerais e macromoléculas.
d) para a realização do transporte ativo, prote-
ínas de membrana atuam como bombas de
íons, capturando ininterruptamente íons de
sódio (Na+) e mantendo igual concentração
entre os meios extracelular e intracelular.
e) permite o movimento de fosfolipídios que
lhes confere um grande dinamismo, pois
deslocam-se continuamente sem perder o
contato uns com os outros.
186
6. (Fuvest) Na figura a seguir, as setas nume- de um órgão transplantado. Esse revesti-
radas indicam o sentido do fluxo de água em mento é denominado:
duas células. a) membrana celulósica.
I b) glicocálix.
Água Vacúolo c) microvilosidades.
II contrátil d) interdigitações.
e) desmossomos.

III 9. (UEL) Considere os seguintes componentes


químicos:
Vacúolo I. lipídios
II. açúcares
III. proteínas
Célula vegetal Ameba IV. ácidos nucléicos
Assinale a alternativa que identifica corre-
Qual das alternativas identifica corretamen-
tamente os componentes básicos de cada es-
te os processos responsáveis pelos fluxos in-
trutura considerada.
dicados?
a) I - osmose, II - osmose, III - osmose. 1) MEMBRANA PLASMÁTICA
b) I - osmose, II - osmose, III - transporte ativo. 2) PAREDE CELULAR
c) I - osmose, II - transporte ativo, III - trans- a) (1) I e II, (2) III e IV
porte ativo. b) (1) I e III, (2) II
d) I - transporte ativo, II - transporte ativo, c) (1) I e IV, (2) II
III - osmose. d) (1) II, (2) II e III
e) I - transporte ativo, II - transporte ativo, e) (1) III, (2) I e III
III - transporte ativo.
10. (Unirio) A membrana plasmática apresen-
7. (Cesgranrio) ta algumas transformações, que procedem
como especializações destinadas a aumentar
o poder de absorção da célula ou a permitir
o seu deslocamento. São exemplos dessas es-
pecializações, respectivamente:
a) desmossomas e interdigitações.
b) vacúolos e plastos.
c) cariomembrana e peroxissoma.
d) microvilos e cílios.
e) interdigitações e glioxissomas.

O esquema anterior representa o processo de:


a) osmose, onde as moléculas de solvente mi- E.O. Teste III
gram da solução mais concentrada para a so-
lução menos concentrada. 1. (LBMECRJ) O núcleo celular foi descoberto
b) osmose, onde as moléculas de soluto migram pelo pesquisador escocês Robert Brown, que
da solução menos concentrada para a solu- o reconheceu como componente fundamen-
ção mais concentrada. tal das células. O nome escolhido para essa
c) difusão, onde as moléculas de soluto tendem organela expressa bem essa ideia: a palavra
a se distribuir homogeneamente, migrando “núcleo”, de acordo com o dicionário bra-
da região mais concentrada para a região sileiro, significa centro ou parte central. A
menos concentrada. respeito da constituição e função do núcleo
d) difusão, onde as moléculas de soluto tendem celular, julgue as afirmativas, como FALSAS
a se distribuir homogeneamente, migrando ou VERDADEIRAS:
da região menos concentrada para a mais I. O núcleo só é encontrado em células eu-
concentrada. cariontes, portanto as bactérias não apre-
e) transporte ativo, onde as moléculas de solu- sentam essa organela.
to tendem a se distribuir homogeneamente, II. Existem células eucariontes com um úni-
já que ocorre gasto de energia. co núcleo, células com vários núcleos e
outras células anucleadas.
8. (Unirio) As células animais apresentam um III. O núcleo abriga o código genético das
revestimento externo específico, que facilita células, uma vez que dentro dele se en-
sua aderência, assim como reações a partícu- contram os cromossomos que contém a
las estranhas, como, por exemplo, as células informação genética.
187
IV. A carioteca é o envoltório nuclear, que 2. (CFTMG) Dentre as doenças citadas, aquela
impede a troca de qualquer tipo de mate- em que seu agente causador NÃO apresenta
rial entre o núcleo e o restante da célula. carioteca é a:
a) V – V – F – F
a) giardíase.
b) F – F – F – V
c) V – F – V – F b) leptospirose.
d) V – V – V – F c) leishmaniose.
e) V – F – V – V d) doença de Chagas.

3. (G1 - cftsc 2010) Observe as figuras abaixo:

As células vegetais apresentam estruturas que não são encontradas nas células animais. Com base
nas ilustrações acima e nos seus conhecimentos, assinale a alternativa que apresentar estruturas
que são encontradas somente em células vegetais em relação às células animais.
a) Cromatina e complexo de Golgi
b) Plastídios e parede celular
c) Membrana plasmática e ribossomo
d) Parede celular e mitocôndria
d) Cloroplasto e mitocôndria

4. (UEL) Na tabela, a seguir, estão assinaladas a presença (+) ou a ausência (-) de alguns componen-
tes encontrados em quatro diferentes tipos celulares (A, B, C e D).

Componentes Tipos Celulares


A B C D
envoltório nuclear + - + -
ribossomos + + + +
mitocôndrias + - + -
clorofila - + + -
retículo endoplasmático + - + -

Os tipos celulares: A, B, C e D pertencem, respectivamente, a organismos:


a) procarioto heterótrofo, eucarioto heterótrofo, procarioto autótrofo e eucarioto autótrofo.
b) procarioto autótrofo, eucarioto autótrofo, eucarioto heterótrofo e procarioto heterótrofo.
c) eucarioto heterótrofo, procarioto heterótrofo, procarioto autótrofo e eucarioto autótrofo.
d) eucarioto autótrofo, procarioto autótrofo, eucarioto heterótrofo e procarioto heterótrofo.
e) eucarioto heterótrofo, procarioto autótrofo, eucarioto autótrofo e procarioto heterótrofo.
188
5. (Fuvest) Assinale a alternativa que, no quadro a seguir, indica os compartimentos celulares em que
ocorrem a síntese de RNA e a síntese de proteínas, em animais e em bactérias.
Animais Bactérias
síntese de RNA síntese de proteínas síntese de RNA síntese de proteínas
a) núcleo citoplasma núcleo citoplasma
b) núcleo núcleo citoplasma citoplasma
c) núcleo citoplasma citoplasma citoplasma
d) citoplasma núcleo citoplasma núcleo
e) citoplasma citoplasma citoplasma citoplasma

E.O. Dissertativo 3. (Udesc) “Todas as células, sejam procarió-


ticas ou eucariotas, possuem na superfície
uma película limitante que é chamada mem-
1. (UnB) Produtos de limpeza, como sabão, de- brana plasmática. Entre outras funções, essa
tergente, desentupidor de pia e alvejante, película mantém separada do ambiente ex-
geralmente utilizados em residências, apre- terno a estrutura altamente organizada da
sentam, na sua composição, compostos como matéria viva, controlando a entrada e saída
hidróxido de sódio (NaOH) e hipoclorito de de substâncias.”
sódio (Na Cl O). A esse respeito, julgue o (LINHARES, S., F. Gewandsznajder. Biologia
hoje. São Paulo: Ática, 2001, v. 1, p. 105).
item a seguir.
Considerando-se que, para extrair DNA de O atual modelo para a estrutura da membra-
uma célula, seja necessária a destruição das na é conhecido como “modelo do mosaico
membranas, é correto inferir que, para tal fluido” e foi proposto por S. J. Singer e G. L.
procedimento, as células devam ser expostas Nicholson, em 1972.
a um detergente. Elabore um desenho esquemático do modelo
do mosaico fluido e indique seus componen-
2. (UFTM) Em um experimento, que buscava tes: fosfolipídios, proteínas e glicídios.
encontrar a solução ideal para atuar como 4. (UFPR) O atual modelo de estrutura da
soro fisiológico, hemácias humanas foram membrana plasmática celular é conhecido
adicionadas em quatro tubos de ensaio (1, 2, por modelo do mosaico fluido, proposto em
3 e 4) contendo diferentes concentrações sa- 1972 pelos pesquisadores Singer e Nichol-
linas. Após determinado intervalo de tempo, son. Como todo conhecimento em ciência,
as células foram analisadas e as variações do esse modelo foi proposto a partir de conhe-
volume foram indicadas em um gráfico. cimentos prévios. Um importante marco nes-
sa construção foi o experimento descrito a
seguir. Hemácias humanas, que só possuem
membrana plasmática (não há membranas
internas) foram lisadas (rompidas) em solu-
ção de detergente, e os lipídios foram cuida-
dosamente dispersos na superfície da água.
Foi então medida a área ocupada por esses
lipídios na superfície da água e ficou consta-
tado que ela correspondia ao dobro do valor
da superfície das hemácias.
a) Que conclusão foi possível depreender des-
a) Considerando os resultados obtidos, qual dos se experimento, com relação à estrutura das
tubos contém a solução ideal de soro fisioló- membranas celulares?
gico que poderia ser injetado na circulação b) Baseado em que informação foi possível che-
gar a essa conclusão?
de um indivíduo? Explique.
b) Suponha que as concentrações internas de
5. (Unicamp) Duas fatias iguais de batata, rica
células vegetais e de hemácias sejam iguais em amido, foram colocadas em dois reci-
e que fossem utilizadas células vegetais no pientes, um com NaCℓ 5M e outro com H2O.
tubo 1, no lugar de hemácias. Explique o A cada 30 minutos as fatias eram retiradas
que ocorreria com o volume vacuolar das cé- da solução de NaCℓ 5M e da água, enxugadas
lulas vegetais e por que elas não sofreriam e pesadas. A variação de peso dessas fatias e
lise celular. mostrada no gráfico a seguir.
189
8. (UFRJ) O manitol tem uma estrutura seme-
lhante ao monossacarídeo manose. Por ter
sabor adocicado, o manitol frequentemente
é usado na confecção de balas e doces. Ao
contrário do açúcar comum, porém, o mani-
tol não é absorvido pelo intestino, de modo
que uma ingestão exagerada de produtos
contendo manitol pode causar diarreia. Mé-
dicos se aproveitam das propriedades osmó-
ticas do manitol e o administram oralmente
em altas concentrações para que a diarreia
a) Explique a variação de peso observada na resultante esvazie o intestino de pacientes
fatia de batata colocada em NaCℓ 5M e a ob- antes de exames de imagens. Explique de
servada na fatia de batata colocada em água. que maneira altas doses de manitol provo-
b) Hemácias colocadas em água teriam o mes- cam a diarreia.
mo comportamento das células da fatia da
batata em água? Justifique. 9. (UFRJ) A variação da pressão osmótica do
sangue de duas espécies de caranguejos é
apresentada no gráfico a seguir.
6. (Udesc) As células dos seres vivos são reco-
bertas por uma finíssima película denomi-
pressão osmótica do sangue
2,0
nada membrana plasmática. Ela apresenta caranguejo 1
cerca de 7,5 nanômetros de espessura, não
sendo possível a sua visualização em micros-
1,0
cópio ótico. Entre as suas funções estão a de caranguejo 2

proteção e reconhecimento celular, e a de


transporte de substâncias para dentro e fora
da célula.
1,0 2,0
a) Identifique e nomeie as estruturas indicadas pressão osmótica do ambiente
pelas letras A, B e C, na figura abaixo.
A Qual dessas espécies regula a pressão osmó-
B tica do sangue? Justifique sua resposta.

10. (Fuvest) Os protozoários de água doce, em


geral, possuem vacúolos pulsáteis, que cons-
tantemente se enchem de água e se esva-
ziam, eliminando água para o meio externo.
Já os protozoários de água salgada raramen-
C te apresentam essas estruturas. Explique:
Figura: Membrana plasmática (Amabs & Martho, 2001).
a) a razão da diferença entre protozoários de
b) Diferencie transporte ativo de transporte água doce e de água salgada, quanto à ocor-
passivo. rência dos vacúolos pulsáteis.
c) Explique o mecanismo da osmose. b) o que deve ocorrer com um protozoário de
água salgada, desprovido de vacúolo pulsá-
7. (UFG) Os protozoários são organismos unice- til, ao ser transferido para água destilada.
lulares e predominantemente heterotróficos,
com maioria de vida aquática e apresentam
diversificadas relações com os demais seres E.O. Enem
vivos. Esses organismos, embora unicelula-
res, são complexos, pois desempenham todas 1. Para explicar a absorção de nutrientes, bem
as funções de animais pluricelulares, como como a função das microvilosidades das
membranas das células que revestem as pa-
a respiração, a alimentação e a reprodução.
redes internas do intestino delgado, um es-
Em uma experiência laboratorial, protozoá-
tudante realizou o seguinte experimento:
rios coletados em uma represa foram coloca- Colocou 200 mℓ de água em dois recipientes.
dos num recipiente com água do mar. Dessa No primeiro recipiente, mergulhou, por 5 se-
forma, explique: gundos, um pedaço de papel liso, como na FI-
a) o que acontecerá a esses protozoários. GURA 1; no segundo recipiente, fez o mesmo
b) o mecanismo celular relacionado a essa ex- com um pedaço de papel com dobras simu-
periência. lando as microvilosidades, conforme FIGURA
190
2. Os dados obtidos foram: a quantidade de
água absorvida pelo papel liso foi de 8 mℓ, Gabarito
enquanto pelo papel dobrado foi de 12 mℓ.

E.O. Teste I
5 cm
1. D 2. B 3. A 4. C 5. D

6. C 7. D 8. A 9. B 10. D

10 cm
Figura 1 E.O. Teste II
5 cm 1. D 2. C 3. E 4. D 5. E

6. B 7. C 8. B 9. B 10. D

E.O. Teste III


10 cm
1. D 2. B 3. B 4. E 5. C
Figura 2

Com base nos dados obtidos, infere-se que a E.O. Dissertativo


função das microvilosidades intestinais com
1. A afirmação está correta, pois detergentes
relação à absorção de nutrientes pelas célu-
las das paredes internas do intestino é a de: têm a capacidade de dissolver a bicamada li-
a) manter o volume de absorção. pídica que compõe as membranas celulares,
b) aumentar a superfície de absorção. permitindo a extração do DNA celular.
c) diminuir a velocidade de absorção.
2.
d) aumentar o tempo de absorção.
e) manter a seletividade na absorção. a) A curva 3 representa a solução de soro
fisiológico isotônica em relação ao con-
2. Alimentos como carnes, quando guardados de teúdo das hemácias, assim, em contato
maneira inadequada, deterioram-se rapida- com essa solução, não ocorre alteração de
mente devido à ação de bactérias e fungos.
volume dessas células.
Esses organismos se instalam e se multipli-
cam rapidamente por encontrarem aí condi- b) O volume vacuolar das células vegetais
ções favoráveis de temperatura, umidade e aumenta em decorrência do ganho osmó-
nutrição. Para preservar tais alimentos é ne- tico de água. A parede celular impede a
cessário controlar a presença desses micror-
lise dessas células.
ganismos. Uma técnica antiga e ainda bastan- 3.
te difundida para preservação desse tipo de
alimento é o uso do sal de cozinha) (Na Cl). Glicídios
Glicídios
Nessa situação, o uso do sal de cozinha pre- Proteína
serva os alimentos por agir sobre os micror-
ganismos:
Fosfolipídeos
a) desidratando suas células.
b) inibindo sua síntese proteica. Proteína
c) inibindo sua respiração celular.
d) bloqueando sua divisão celular. 4.
e) desnaturando seu material genético. a) A partir desse experimento, pode-se con-
cluir que as membranas celulares são
compostas por uma bicamada lipídica.
b) Pode-se concluir isso a partir da obser-
vação da área ocupada pelos lipídios de
membrana, dispersos na água, que ocu-
pam o dobro da área de superfície das
hemácias.
191
5.
a) Quando na presença da solução hipertônica NaCℓ 5M, a fatia de batata perde água por osmose,
assim perde peso, e ao ser colocada na água, a penetração de água na célula justifica o ganho
de peso.
b) Se hemácias forem colocadas em água, ocorreria um ganho excessivo de água e a consequente
ruptura da membrana plasmática, já que hemácias não possuem parede celular, diferente das
batatas que possuem parece celular de celulose.
6.
a) Na figura, a estrutura indicada pela letra A é o glicocálice, as proteínas estão representadas pela
letra B e a letra C indica a bicamada de fosfolipídios.
b) Durante o processo de transporte passivo, ocorre movimentação a favor do gradiente de concen-
tração e não há o consumo de energia, enquanto no transporte ativo, há perda energética pois
ocorre contra o gradiente de concentração.
c) Osmose é o processo de difusão passiva da água através de uma membrana semipermeável,
onde a água se desloca do meio menos concentrado em soluto (meio hipotônico) para o meio
mais concentrado em soluto (meio hipertônico).
7.
a) Quando colocados em água do mar, os protozoários de água doce vão apresentar a célula murcha
em decorrência da saída de água da célula (meio interno) para o meio externo (água salina),
isto porque possuem citoplasma hipotônico em relação à água do mar.
b) O processo observado nesse experimento ocorre devido ao mecanismo de osmorregulação, onde
apenas o solvente se difunde pela membrana celular, como no transporte passivo por osmose.
8. O manitol é osmoticamente ativo, desta forma, sua alta concentração local torna a luz do intestino
hipertônica em relação ao sangue, forçando assim a saída da água corporal para a luz do intestino,
causando a diarreia.
9. Pode-se observar no gráfico que o caranguejo 1 é capaz de regular a pressão osmótica, pois sua
concentração osmótica do sangue varia de modo diferente da pressão osmótica do meio.
10.
a) A diferença entre os dois tipos de protozoários consiste no fato das espécies de água salgada
serem isotônicas em relação ao meio, enquanto as espécies de água doce são hipertônicos em
relação ao meio, e dessa forma eliminam o excesso de água que recebem por osmose, por meio
dos vacúolos pulsáteis ou contráteis.
b) Quando o protozoário de alga salgada, desprovido de vacúolo pulsátil é colocado em água des-
tilada, ele sofre o processo de lise celular, provocado pela entrada de água em excesso, por
osmose, pois ele é hipertônico em relação ao meio.

E.O. Enem
1. B 2. A

192
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O citoplasma
Aulas 11 e 12
Organelas citoplasmáticas
O citoplasma, situado entre a membrana plasmática e o núcleo, é o constituinte celular mais abundante e com-
posto por citosol e organoides. O citosol, também chamado de hialoplasma, citoplasma fundamental ou matriz
citoplasmática, é uma solução aquosa que constitui o meio interno da célula. Imersos no citosol, aparecem os
organoides ou organelas celulares, os elementos responsáveis pelas atividades celulares.

Ribossomos
São as organelas que sintetizam as proteínas e se apresentam sob a forma de partículas globulares com 15 a 20
nm de diâmetro. Estão presentes em todos os seres celulares. Eles não são limitados por membranas e, portanto,
ocorrem tanto em procariontes quanto em eucariontes.
Os ribossomos de eucariontes são ligeiramente maiores que os de procariontes. Estruturalmente, o ribosso-
mo consiste em uma subunidade pequena e outra maior. Bioquimicamente, o ribossomo consiste em RNA ribos-
sômico (RNAr), cerca de 50 nucleoproteínas estruturais e origina-se no nucléolo. Observe a ilustração, a seguir:

Retículo endoplasmático
rugoso

subunidade Ribossomos livres


pequena

subunidade
0,5 µm
grande Ribossomo.
Representação esquemática do ribossomo, com subunidades (à esquerda) e sua disposição no retículo endoplasmático rugoso (à direita).

Os ribossomos e a proteogênese
Proteogênese é o processo pelo qual os ribosomos, usando como matéria-prima os aminoácidos, produzem
proteínas. As proteínas são macromoléculas formadas pelo encadeamento de aminoácidos, sendo específicas não
só para cada organismo, mas também para cada célula. Essas macromoléculas diferem entre si pelo número, tipo
e sequência de aminoácidos. A informação genética para o encadeamento dos aminoácidos está contida no DNA
intranuclear, e os ribossomos, agentes do processo, estão presentes no citoplasma. A transmissão da receita, do DNA
para os ribossomos, é feita através de outra macromolécula, o RNA-mensageiro. A função do ribossomo é ler a men-
sagem contida no RNA-mensageiro e, por meio de suas informações adicionar aminoácidos, sintetizando proteínas.

Retículo endoplasmático
É uma rede de estruturas tubulares e vesiculares achatadas, sendo que os túbulos e as vesículas são interconectados
uns aos outros. Pode-se distinguir dois tipos de retículo endoplasmático: o retículo endoplasmático rugoso (RER)
ou granular e o retículo endoplasmáticos liso (REL) ou agranular. O RER também é chamado de ergastoplasma e é
195
formado por sacos achatados, cujas membranas têm aspecto rugoso devido à presença de grânulos (ribossomos)
aderidos à sua superfície externa, voltada para o citosol. O REL é formado por estruturas membranosas tubulares,
sem ribossomos aderidos e, portanto, de superfície lisa.

Funções do retículo endoplasmático


§§ Produção de lipídios – a lecitina e o colesterol são exemplos de componentes lipídicos que existem em
todas as membranas celulares e são produzidas no REL. Outros tipos de lipídios produzidos são os hor-
mônios esteroides, dentre os quais estão a testosterona e o estrógeno (hormônios sexuais produzidos nas
células das gônadas de animais vertebrados).
§§ Desintoxicação – o REL participa dos processos de desintoxicação do organismo, sendo que nas células
do fígado as substâncias tóxicas são absorvidas e, posteriormente, são modificadas ou destruídas, de modo
a não causarem danos ao organismo. A atuação do retículo das células hepáticas permite eliminar parte do
álcool, medicamentos e outras substâncias potencialmente nocivas que ingerimos.
§§ Armazenamento de substâncias – os vacúolos das células vegetais são exemplos de bolsas membrano-
sas derivadas do REL, que crescem pelo acúmulo de soluções aquosas ali armazenadas.
§§ Produção de proteínas – as proteínas fabricadas no RER (devido à presença dos ribossomos) penetram
nas bolsas e se deslocam em direção ao aparelho de Golgi, passando pelos estreitos e tortuosos canais do
REL. Abaixo, um detalhe das cisternas (bolsas membranosas) do retículo.

Ribossomos Membranas

O retículo endoplasmático com suas cisternas.

Complexo de Golgi
O complexo de Golgi está presente em praticamente todas as células eucariontes e em geral é formado por quatro
ou mais camadas empilhadas de delgadas vesículas achatadas chamadas de dictiossomos, que se situam próximas
ao núcleo.

Funções do complexo de Golgi


§§ Secreção de enzimas digestivas – as enzimas digestivas do pâncreas são exemplo de enzimas produzidas
no RER e levadas até as bolsas do complexo de Golgi, onde são empacotadas em pequenas bolsas, que
se desprendem dos dictiossomos e se acumulam em um dos polos da célula pancreática. A produção de
enzimas digestivas pelo pâncreas é apenas um entre muitos exemplos do papel do complexo de Golgi nos
processos de secreção celular.

196
§§ Formação do acrossomo do espermatozoide – o acrossomo é uma bolsa de enzimas digestivas do esperma-

tozoide maduro, que irão perfurar as membranas do óvulo e permitir a fecundação.

Esquema de formação do acrossomo.

§§ Síntese de glicoproteínas – as proteínas são normalmente sintetizadas nos ribossomos. No sistema

golgiense, os monossacarídeos são transformados em polissacarídeos e, a seguir, associados às proteínas,

originando as glicoproteínas conhecidas como muco ou mucopolissacarídeos, que aparecem revestindo, por

exemplo, internamente o tubo digestório.

§§ Síntese de glicolipídios – o sistema golgiense atua na síntese de lipídios, como é o caso dos glicolipídios

do glicocálix.

§§ Formação da lamela média em células vegetais – o complexo de Golgi participa ativamente da for-

mação da lamela média, a primeira membrana que separa duas células recém-originadas na divisão celular.

Os dictiossomos acumulam pectina, que é eliminada entre as células-irmãs recém-formadas, constituindo,

assim, a primeira separação entre elas e, mais tarde, a lâmina que as mantém unidas.
197
§§ Formação da lamela média em células vegetais recém-formadas – são bolsas circundadas por
típica membrana de bicamada lipídica e cheias com grande número de pequenos grânulos, que são agre-
gados proteicos de enzimas hidrolíticas (digestivas) capazes de digerir diversas substâncias orgânicas. São
originados no complexo de Golgi e estão presentes em praticamente todas as células eucariontes.
§§ Tipos de lisossomo:
1. Lisossomo primário é o lisossomo propriamente dito, ou seja, a vesícula possuindo no seu interior as enzi-
mas digestivas;
2. Lisossomo secundário ou vacúolo digestivo resulta da fusão do lisossomo primário com a partícula englo-
bada, que pode estar dentro de um fagossomo ou pinossomo;
3. Corpúsculo residual, formado quando a vesícula lisossômica que, por exocitose, elimina na periferia celular
o material não assimilado;
4. Vacúolo autofágico, formado quando a vesícula lisossômica digere uma partícula pertencente à própria
célula. A autofagia é uma atividade indispensável à sobrevivência da célula. Assim, a digestão intracelular
pode ser classificada em:
Autofagia – quando os lisossomos digerem uma partícula pertencente à própria célula; e
Heterofagia – quando a partícula digerida pelos lisossomos é proveniente do meio extracelular.

Mecanismos envolvidos na digestão intracelular.

198
Luz do
ácino Saída de enzimas
Descarga
Região apical

Grão de Armazenagem
zimogênio

Sistema Concentração Complexo de Golgi


golgiense e embalagem

Segregação
e transporte
Retículo
lisossomo
encoplasmático
secundário
granular Síntese
primário lisossomo

Fonte de
energia
Mitocôndria Região basal Golgi
Entrada de aminoácidos
Núcleo

O complexo de Golgi formando vesículas de secreção e lisossomos.

Doenças lisossômicas
As doenças lisossômicas estão associadas a anomalias pertinentes à membrana ou ao conteúdo enzimá-
tico dos lisossomos. Para exemplificar, citaremos as pneumoconioses e a doença de Pompe. As primeiras são
comuns em indivíduos que trabalham em minas, sendo caracterizadas por lesões pulmonares causadoras de
dispneias, ou seja, dificuldades respiratórias. Quando os mineiros inalam partículas de silício, berilo, estanho
e zinco, elas são fagocitadas por células conhecidas como macrófagos. Os lisossomos primários se unem aos
vacúolos digestórios, originando os lisossomos secundários, cujas paredes se rompem por ação das partículas
fagocitadas. Os macrófagos morrem e liberam suas enzimas, que causam as lesões pulmonares. Na doença de
Pompe, há acúmulo de glicogênio nos lisossomos, que aumentam de volume. Clinicamente, a doença se carac-
teriza, desde o nascimento do indivíduo, por uma dispneia associada a problemas cardíacos. A morte acontece
ao final do primeiro ano de vida.

Vacúolos
Qualquer porção no citoplasma delimitado por um pedaço de membrana lipoproteica. As variedades mais comuns
são: vacúolos relacionados com a digestão intracelular, vacúolos contráteis (ou pulsáteis) e vacúolos vegetais. As
inclusões são formações não vivas existentes no citoplasma, como grãos de amido e gotas de óleo. O conjunto de
inclusões se denomina paraplasma.
Os vacúolos das células vegetais são tidos como regiões expandidas do retículo endoplasmático. Quando se
trata de células vegetais jovens, são pequenos e isolados um do outro. À medida que a célula alcança a fase adulta,
esses pequenos vacúolos se fundem, formando um único, grande e central vacúolo. A expansão do vacúolo, quando
armazena alguma substância, leva o restante do citoplasma a ficar comprimido e restrito à porção periférica da
célula. Sua função também é a de regular as trocas de água na osmose.

199
Peroxissomos
São, em termos físicos, semelhantes aos lisossomos,
mas diferem em dois aspectos importantes: primeiro,
acredita-se que sejam formados por autorreplicação (ou
talvez por brotamento do REL) e não pelo complexo de
Golgi; segundo, contêm oxidases e não hidrolases. Além
de conterem enzimas que degradam gorduras e ami-
noácidos, têm também grande quantidade da enzima
catalase, que converte o peróxido de hidrogênio (água
oxigenada) em água e gás oxigênio. Os peroxissomos
estão presentes em grande quantidade nas células de
defesa, como os macrófagos, e também existem nas
células vegetais, onde participam do processo da fotor-
respiração. A função dos peroxissomos no metabolismo
celular ainda é pouco conhecida, mas acredita-se que
participem dos processos de desintoxicação da célula.

Formação de vacúolo na célula vegetal adulta


Mitocôndrias
Em protozoários de água doce, há vacúolos pul-
sáteis, também chamados contráteis, cujo papel é de Também chamadas de condriomas, são formadas por
regulação osmótica. A integridade celular corre riscos duas bicamadas lipídicas: uma membrana externa e
em razão do ingresso constante de água do meio para uma membrana interna. Enquanto a membrana externa
o interior da célula. Removê-la, continuamente, mantém é lisa, a membrana interna possui inúmeras pregas cha-
constante a concentração dos líquidos celulares e evita madas cristas mitocondriais, nas quais se fixam enzimas
riscos de rompimento da célula, trabalho esse que con- oxidativas. A cavidade interna das mitocôndrias é pre-
some energia. enchida por um fluido denominado matriz mitocondrial
contendo grande quantidade de enzimas dissolvidas,
necessárias para a extração de energia dos nutrientes.
As mitocôndrias produzem moléculas de ATP,
que armazenam e fornecem energia para todas as
atividades celulares. A equação simplificada do pro-
cesso respiratório, que ocorre nas mitocôndrias, apa-
rece, a seguir:

Sua composição química é riquíssima, notando-


-se, principalmente, a presença de DNA, RNA, proteínas,
carboidratos, enzimas, ATP (adenosina trifosfato), ADP
(adenosina difosfato) etc. São encontradas nas células
eucariontes, sendo substituídas pelos mesossomos nas
bactérias. No interior das mitocôndrias, ocorre a respi-
ração celular, que é o processo em que moléculas orgâ-
Paramécio, protozoário de água doce, com seu vacúolo contrátil.

200
nicas de alimento reagem com gás oxigênio, transformando-se em gás carbônico e água e liberando energia. Toda
mitocôndria surge da reprodução de uma outra mitocôndria, sendo que a divisão da mitocôndria se denomina
condrocinese ou condrogênese. Observe a microfotografia de uma mitocôndria com as cristas bastante evidentes.
Vale lembrar que as mitocôndrias são de origem materna, já que, ao penetrar no óvulo, apenas os cromos-
somos do espermatozoide são inseridos.
Membrana
Espaço entre
externa Cristas
as membranas
externa e interna Membrana
interna

Matriz

Ribossomo Sintetase do ATP DNA

Plastos
São orgânulos citoplasmáticos encontrados nas células de plantas e de algas. São classificados em cromoplastos,
que são plastos coloridos que armazenam pigmentos, e leucoplastos, que são plastos incolores que armazenam
substâncias nutritivas, como os amiloplastos (amido), os oleoplastos (óleos) e os proteoplastos (proteínas). As funções
dos plastos são: participação da fotossíntese (cromoplastos) e armazenamento de substâncias nutritivas (leucoplastos).

plastos cloroplastos xantoplastos eritroplastos cianoplastos feoplastos


pigmentos clorofila xantofila eritrofila cianofila feofila
cor verde amarelo vermelho azul parda

Os cloroplastos são orgânulos citoplasmáticos discoides que apresentam duas membranas envolventes
e inúmeras membranas internas, que formam pequenas bolsas discoidais e achatadas chamadas tilacoides. Os
tilacoides se organizam uns sobre os outros e formam estruturas cilíndricas que lembram pilhas. Cada pilha é um
granum, que significa grão, em latim. O espaço interno do cloroplasto é preenchido por um fluido viscoso chamado
estroma, que corresponde à matriz das mitocôndrias e contém DNA, enzimas e ribossomos. Os cloroplastos são as
centrais energéticas da própria vida.
2 µm

CLOROPLASTO
FOLHA
estroma

epiderme superior
granum

membrana
epiderme inferior tilacóide

membrana membrana espaço


externa interna tilacóide
espaço intermembrana

Disposição do cloroplasto na célula vegetal e detalhes da sua estrutura.

201
Origem das mitocôndrias e cloroplastos
Durante os anos 1980, Lynn Margulis propôs a teoria da endosimbiose para explicar a origem das mito-
côndrias e cloroplastos de procariontes. De acordo com esta ideia, um procarionte maior engolfou ou cercou um
procarionte menor, há uns 1,5 bilhão ou 700 milhões de anos.
Em vez de digerir o organismo menor, o grande e o pequeno entraram em um tipo de simbiose, conhecido
como mutualismo, em que ambos os organismos se beneficiam e nenhum é danificado. O organismo maior ga-
nhou excesso de ATP, fornecido pela “protomitocôndria”, e açúcar em excesso, fornecido pelo “protocloroplasto“,
enquanto fornecia um ambiente estável, e as matérias-primas que o endosimbionte requeria. Essa relação é tão
forte que, agora, células de eucarionte não podem sobreviver sem mitocôndrias (igualmente, eucariontes fotossin-
téticos não podem sobreviver sem cloroplastos), e os endosimbiontes não podem sobreviver fora dos anfitriões.

Centríolos
São estruturas citoplasmáticas que estão presentes na maioria dos organismos eucariontes, não ocorrendo nos
vegetais superiores, fungos complexos e nematoides. O centríolo é um cilindro, cuja parede é constituída por nove
conjuntos de três microtúbulos e, geralmente, ocorrem aos pares nas células. Os centríolos são desprovidos de
membrana e são constituídos por túbulos de natureza proteica (tubulina). Os centríolos originam estruturas loco-
motoras denominadas cílios e flagelos, que diferem entre si quanto ao comprimento e número por célula e possuem
um eixo de sustentação chamado axonema (envolvido por uma membrana lipoproteica). Os flagelos são longos,
pouco numerosos e executam ondulações que se propagam da base em direção à extremidade livre. Os cílios são
curtos, muito numerosos e executam um movimento semelhante ao de um chicote, com a incrível frequência de 10
a 40 batimentos por segundo.

Função dos centríolos


§§ Orientar a divisão celular, pois originam uma estrutura denominada fuso mitótico, onde se prendem os
cromossomos;
§§ Originar cílios e flagelos – locomoção da célula, movimentação de líquido extracelular e limpeza das vias
respiratórias. Flagelos trabalham como chicotes que puxam ou empurram o organismo pela água. Cílios tra-
balham como remos em um navio viking (o paramécio tem 17 mil cílios, cobrindo sua superfície exterior, que
remam, dando-lhe movimento). Abaixo e à esquerda, a ultraestrutura do centríolo, e à direita, a estrutura do
axonema, em um corte transversal da cauda do espermatozoide.

Movimentos por batimento dos cílios

Centríolos

Deslocamento por batimento de flagelos


Os centríolos formadores de cílios e flagelos (à esquerda) e os diferentes tipos de movimentos realizados por estas estruturas.

202
Membrana
Membrana
ciliar ou
Bainha central
flagelar

Microtúbulos
Fibrilas
centrais
Placa
basal

Corpúsculo Filamento
Membrana basal secundário
Braços
plasmática

Estrutura de cílios e flagelos.

Citoesqueleto
O citoplasma de uma célula eucariótica é sustentado e organizado por um citoesqueleto de filamentos intermediá-
rios, microtúbulos e filamentos de actina. Os filamentos intermediários são polímeros estáveis de proteínas fibrosas,
em forma de corda, que conferem resistência mecânica às células. Alguns tipos revestem internamente a membrana
nuclear formando a lâmina nuclear; outros estão distribuídos por todo o citoplasma. Observe o esquema abaixo:

Membrana
Plasmática

Retículo microtúbulo
endoplasmático
mitocôndria

Ribossomos

Microfilamentos
e filamentos
intermediários

Componentes do citoesqueleto demonstrando seu papel na sustentação da forma celular.

Os microtúbulos são tubos rígidos e ocos formados pela polimerização de subunidades diméricas da pro-
teína tubulina. São estruturas polarizadas com uma extremidade negativa (–), de crescimento mais lento, e uma
extremidade positiva (+), de crescimento mais rápido. Os microtúbulos são concentrados em centros organizadores,
como o centrossomo é a região organizadora de microtúbulos, onde estão localizados os centríolos, e crescem
centrifugamente.
As extremidades negativas estão imersas no centro organizador. Muitos dos rnicrotúbulos estão, na célula,
em um estado dinâmico lábil, no qual alternam entre um estado de crescimento e um de retração. Essas transições,
conhecidas corno instabilidade dinâmica, são controladas pela hidrólise do ATP ligado aos dímeros de tubulina.
Cada dímero de tubulina possui uma molécula de ATP firmemente ligada, que é hidrolisada a ADP, depois
que a tubulina se organiza em microtúbulo. A hidrólise do ATP reduz a afinidade da subunidade por sua vizinha
e diminui a estabilidade do polímero, causando sua desagregação. Os mícrotúbulos podem ser estabilizados por
203
proteínas que capturam a extremidade positiva, um processo que influencia a posição do feixe de microtúbu-
los dentro de uma célula. As células possuem muitas proteínas associadas a microtúbulos, que os estabilizam,
ligando-os a outros componentes celulares e utilizando-os para funções específicas. As quinesinas e as dineínas
são proteínas motoras que usam a energia de hidrólise do ATP para se deslocar unidirecionalmente ao longo dos
microtúbulos. Elas transportam organelas membranosas e outras estruturas e, dessa maneira, mantêm a organi-
zação espacial do citoplasma.
Os cílios e flagelos eucarióticos são formados por um feixe de microtúbulos estáveis. Seu batimento é con-
sequência da flexão dos microtúbulos, comandada por uma proteína motora chamada dineína ciliar. Os filamentos
de actina são polímeros helicoidais de moléculas de actina. Eles são mais flexíveis dos que os microtúbulos e en-
contrados frequentemente formando feixes ou redes associados com a membrana plasmática.

25 µm 25 µm 25 µm

FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS MICROTÚBULOS FILAMENTOS DE ACTINA

25 µm 25 µm 25 µm

Estrutura de componentes do citoesqueleto e sua disposição na célula.

Os filamentos de actina são estruturas polarizadas, contendo uma extremidade de crescimento rápido e uma
de crescimento lento e sua montagem e desmontagem são controladas pela hidrólise do ATP que está firmemente
ligado a cada um dos monômeros de actina.
As diferentes formas e funções dos filamentos de actina nas células dependem de múltiplas proteínas
ligadoras de actina. Estas proteínas controlam a polimerização dos filamentos, as ligações cruzadas entre eles
formando redes frouxas ou feixes rígidos, ligam-nos às membranas ou os deslocam uns em relação aos outros.
As miosinas são proteínas motoras que usam a energia de hidrólise do ATP para se deslocar sobre os fila-
mentos de actina; elas podem transportar organelas ao longo dos trilhos de filamentos ou permitir o deslizamento
dos filamentos, uns sobre os outros, nos feixes contráteis. Uma rede de filamentos de actina forma, sob a membra-
na plasmática, o córtex celular, que é responsável pela forma e pelo movimento da superfície celular, incluindo os
movimentos envolvidos com o deslocamento de uma célula sobre uma superfície, como a diapedese e mesmo
com a formação de pseudópodos. A contração muscular depende do deslizamento dos filamentos de actina,
comandado pelo movimento repetitivo das cabeças de miosina. A contração é iniciada pelo aumento súbito dos
níveis de Ca2+ citosólico, o que libera, via proteínas ligadoras de Ca2+, um sinal para o aparelho contrátil.

204
E.O. Teste I
1. (Unicamp) Considere os seguintes componentes celulares:
I. parede celular
II. membrana nuclear
III. membrana plasmática
IV. DNA
É correto afirmar que as células de:
a) fungos e protozoários possuem II e IV.
b) bactérias e animais possuem I e II.
c) bactérias e protozoários possuem II e IV.
d) animais e fungos possuem I e III.

2. (Unesp) A figura apresenta os esquemas de duas células.

Porém, o ilustrador cometeu um engano ao identificar as estruturas celulares. É correto afirmar que:
a) II é uma célula vegetal e o engano está na identificação do complexo golgiense nesta célula, uma vez
que este ocorre em células animais, mas não em células vegetais.
b) II é uma célula animal e o engano está na identificação do vacúolo em ambas as células, além de este
ser característico de células vegetais, mas não de células animais.
c) II é uma célula animal e o engano está na identificação dos centríolos nesta célula, uma vez que estes
são característico de células vegetais, mas não de células animais.
d) I é uma célula animal e o engano está na identificação das mitocôndrias em ambas as células, além de
estas ocorrerem em células animais, mas não em células vegetais.
e) I é uma célula vegetal e o engano está na identificação da membrana plasmática nesta célula, uma vez
que esta ocorre em células animais, mas não em células vegetais.

3. (Uece) O retículo endoplasmático e o complexo de Golgi são organelas celulares cujas funções estão
relacionadas da seguinte forma: o complexo de Golgi:
a) recebe proteínas sintetizadas no retículo endoplasmático.
b) envia proteínas, nele sintetizadas, para o retículo endoplasmático.
c) envia polissacarídeos, nele sintetizados, para o retículo endoplasmático.
d) recebe monossacarídeos sintetizados no retículo endoplasmático, para o qual envia polissacarídeos.

205
4. (UFRGS) No bloco superior abaixo, são cita- Com base nessas informações, a organela ce-
das duas estruturas celulares; no inferior, lular a que o texto se refere denomina-se:
características dessas estruturas. a) Lisossomos.
Associe adequadamente o bloco inferior ao b) Peroxissomos.
superior. c) Mitocôndrias.
1. Lisossomos d) Ribossomose.
2. Ribossomos e) Glioxissomos.
( ) estão presentes em procariontes
( ) realizam digestão de nutrientes 7. (CFTMG) Analise os seres decompositores
( ) realizam autofagia nas figuras 1 e 2, segundo sua organização
( ) constituem subunidades de tamanhos celular.
distintos

A sequência correta de preenchimento dos


parênteses, de cima para baixo, é:
a) 1 – 2 – 2 – 1.
b) 1 – 1 – 2 – 2.
c) 1 – 2 – 2 – 2.
d) 2 – 1 – 1 – 1.
e) 2 – 1 – 1 – 2.

5. (IFCE) As organelas citoplasmáticas são es-


truturas celulares especializadas na reali-
zação de funções específicas. Na coluna da
esquerda, encontram-se organelas celulares
e, na coluna da direita, importantes proces-
sos fisiológicos relacionados a elas. Marque a
sequência que representa a correlação entre
as duas colunas.
Organelas Processos fisiológicos
1 – Ribossomo A – Respiração celular
2 – Retículo endo- B – Síntese de lipídios Disponível em: <http://cienciabr.org/2010/
plasmático liso decompositores/>. Acesso em: 1 out. 2012.
3 – Lisossomo C – Síntese de protínas
D – Pinocitose, fago- Uma diferença entre eles é que os seres da
4 – Mitocôndria figura 1 NÃO apresentam, em suas células:
citose e exocitose
a) carioteca.
E – Realização da
5 – Cloroplasto b) ribossomos.
fotossíntese
c) parede celular.
a) 1A, 2B, 3D, 4C, 5E d) membrana plasmática.
b) 1B, 2D, 3E, 4A, 5C
c) 1C, 2B, 3D, 4A, 5E 8. (CFTMG) (...) Apesar de erradicada das cida-
d) 1C, 2B, 3A, 4D, 5E des brasileiras desde 1942, a febre amarela
e) 1D, 2A, 3C, 4B, 5E nunca sumiu do mapa. O vírus persiste nas
matas do Norte e Centro-Oeste, alojando-se
6. (UPE) Num determinado hospital da Região em macacos e sendo transmitido por mos-
Metropolitana do Recife, nasceu um menino quitos silvestres (...). Ao escapar da flores-
com a síndrome de Zellweger ou síndrome ta, a doença pode ser transmitida pelo Ae-
cérebro-hepatorrenal. Considerada uma do- des aegypti, um mosquito comum na cidade,
ença raríssima, por ocorrer 1 em cada 50.000 transmissor também da dengue.
a 100.000 nascimentos, é resultante do de- Disponível em: <http://super.abril.com.br/saude/
febre-selva> Acesso em: 28 set. 2012. (Adaptado)
feito no funcionamento de uma organela
celular, cuja função está relacionada com o Quanto à organização celular, os seres trans-
armazenamento da enzima catalase. Esta re- missores das doenças citados no texto classi-
age com o peróxido de hidrogênio, substân- ficam-se como:
cia tóxica que necessita da sua degradação, a) autótrofos.
contribuindo com a desintoxicação do orga- b) eucariontes.
nismo, a partir da oxidação de substâncias c) unicelulares.
absorvidas do sangue. d) procariontes.
206
9. (UEPB) Observe o desenho abaixo, que re- A alternativa que apresenta a sequência cor-
presenta um espermatozoide humano. Em reta é:
seguida, analise as proposições e coloque V a) V – F – F – F – V
para as Verdadeiras e F para as Falsas. b) F – V – V – V – V
c) F – F – V – V – V
d) V – V – V – F – V
e) V – V – V – F – F

10. (Udesc) Assinale a alternativa correta quan-


to à célula.
a) O peroxissoma é responsável pelo armazena-
mento das proteínas ligadas ao peróxido de
( ) A estrutura 1 é o acrossomo, estrutura nitrogênio e é constituído por uma rede de
formada pela fusão de vesículas do com- túbulos separados.
b) O retículo endoplasmático liso possui a fun-
plexo golgiense e que contém enzimas
ção de sintetizar proteínas e é constituído
que irão digerir os envoltórios do ovócito
por uma rede de túbulos separados.
na fecundação.
c) O retículo endoplasmático rugoso possui a
( ) A estrutura 2 é a peça intermediária e
função de sintetizar proteínas e é constituí-
apresenta muitas mitocôndrias, respon- do por uma rede de túbulos interconectados
sáveis pela liberação da energia necessá- que se comunicam com o envoltório nuclear.
ria à movimentação do espermatozoide. d) O complexo de Golgi possui algumas fun-
( ) A estrutura 3 é a cauda, originada a par ções, dentre elas, é responsável pela for-
tir do centríolo. mação das mitocôndrias e pela formação do
( ) A estrutura 4 é o núcleo, que traz em seu espermatozoide. É constituído por uma rede
interior os cromossomos pareados. de túbulos interconectados que permitem o
( ) 5 representa a cabeça do espermatozoide, armazenamento de lipídeos.
onde encontramos o capuz acrossômico e e) O lisossomo possui a função de sintetizar lipí-
o núcleo. dio e é constituído por uma rede de lipídeos.

E.O. Teste II
1. (UFPR) Os vertebrados possuem grupos de células bastante variados, com adaptações necessárias
ao seu funcionamento. Essas adaptações refletem-se, muitas vezes, na própria estrutura celular,
de modo que as células podem tornar-se especializadas em determinadas funções, como contração,
transmissão de impulsos nervosos, “geração” de calor, síntese de proteínas e lipídios, secreção etc.

Considere os resultados obtidos do estudo de duas células diferentes, apresentados na tabela.


Estrutura de duas células extraídas de tecidos diferentes, observadas ao microscópio
Célula A Célula B
Filamentos de actina +++ +
Microtúbulos + ++
Retículo endoplasmático liso +++ ++
Retículo endoplasmático rugoso + +++
Mitocôndrias +++ +++
Aparato de Golgi + +++
Núcleo +++ +

Considerando os resultados, que função poderia ser desempenhada pelas células A e B, respecti-
vamente?
a) Contração e secreção.
b) Síntese de lipídios e contração.
c) Geração de calor e síntese de lipídios.
d) Síntese de proteínas e geração de calor.
e) Transmissão de impulso nervoso e síntese de proteínas.
207
2. (UERJ) Laudos confirmam que todas as mortes 3. (Uneb) A respeito da organização celular ca-
na Kiss ocorreram pela inalação da fumaça. racterística dos organismos citados no texto,
Necropsia das 234 vítimas daquela noite re- é correto afirmar:
vela que todas as mortes ocorreram devido à a) Apresentam envoltório interno delimitando o
inalação de gás cianídrico e de monóxido de material genético em um núcleo diferenciado.
carbono gerados pela queima do revestimen- b) Realizam síntese proteica exclusivamente
to acústico da boate. em polissomos livres espalhados no citoplas-
Adaptado de ultimosegundo.ig.com.br, 15/03/2013. ma celular.
c) São seres anaeróbios obrigatórios devido à
Os dois agentes químicos citados no texto, ausência de organelas do tipo mitocôndrias
quando absorvidos, provocam o mesmo re- em seu ambiente citossólico celular.
sultado: paralisação dos músculos e asfixia, d) Possuem maior virulência por causa da sua
culminando na morte do indivíduo. Com resistência a baixas temperaturas devido à
base nessas informações, pode-se afirmar presença de intensa área com retículos en-
que tanto o gás cianídrico quanto o monó- doplasmáticos.
xido de carbono interferem no processo de- e) Os sais de cura são eficientes no controle
nominado: bacteriano por interferir na síntese de este-
a) síntese de DNA. roides nas cisternas do complexo golgiense
b) transporte de íons. bacteriano.
c) eliminação de excretas.
d) metabolismo energético. 4. (UERN) Praticamente, todas as células do
corpo humano apresentam estruturas essen-
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO ciais para o funcionamento do organismo.
Bastante consumida no Brasil, a linguiça Essas estruturas, denominadas organelas,
frescal está no barzinho da esquina e na estão presentes em quase todas as células do
mesa dos brasileiros. Mas a qualidade do corpo humano. A maioria das células animais
produto varia de região para região, devido e apresentada por três partes: membrana
aos diferentes métodos de processamento plasmática, citoplasma e núcleo. Cada parte
dessa constituição apresenta características
empregados, principalmente se for prepara-
e funções distintas que protegem e ajudam a
do de modo artesanal, linguiça caseira. Nes-
manter o equilíbrio metabólico celular.
ta, os sais de cura, compostos adicionados a Acerca das características e funções das or-
carnes com finalidade bactericida e também ganelas, assinale a afirmativa INCORRETA.
para dar-lhes cor e sabor atraentes, não con- a) O complexo golgiense é uma organela que
seguem controlar, mesmo sob refrigeração, a apresenta cavidades em que há enzimas que
bactéria patogênica Staphylococcus aureus, sintetizam diversos tipos de lipídios, como
comum em contaminações nesse tipo de ali- os da membrana plasmática e o