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FLP – 0434 - Cidades, governo e políticas públicas

Prof. Eduardo Marques

I. Ementa
Os principais debates recentes sobre cidades em sua interface com políticas públicas. As principais
perspectivas analíticas sobre o poder na cidade, o governo urbano e as políticas públicas.

II. Objetivo

A disciplina tem por objetivo oferecer aos alunos um panorama sobre as mais importantes
perspectivas recentes sobre as cidades, seu governo e suas mais importantes políticas.

III. Dinâmica
O curso será desenvolvido em 13 aulas substantivas percorrendo literatura recente, adicionalmente a
duas provas. O curso é desenvolvido em duas unidades, respectivamente sobre poder e governo e
sobre processos de produção da cidade.

IV. Metodologia
O curso será desenvolvido com base em aulas expositivas e na participação dos alunos.

V. Avaliação
A avaliação será baseada em nota composta entre duas provas, valendo 80% da nota final, e a
realização de resenhas de 2 textos da bibliografia do curso, valendo 20 % da nota final (10% cada).
As resenhas devem ser sobre um texto da primeira unidade e um texto da segunda e ser entregues
impreterivelmente ao final da aula respectiva ao texto.

VI. Programa

Parte 1 – Poder e Governo

1. Introdução – Apresentação do curso, ementa e bibliografia – 27 e 28/02


Robinson, J. Cities in a world of cities: the comparative gesture. In: International Journal of Urban
and Regional Research, Vol. 35 (1), 2011, p. 1-23.

2. O debate fundador sobre poder na cidade – 06 e 07/03


Mills, C. (1961) A Elite do Poder. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1981, Cap. 1 e 2, pg. 11 a 59. E
Dahl, R. (1961) Who governs ? Democracy and Power in na American City. New Haven: Iale Un.
Press, capítulos 1, 7, 12 e 15.

3. Cidade e política nos aos 1980 e 1990 – 13 e 14/03


Molotch, H. (1979) The city as a growth machine: toward a political economy of place. The
American Journal of Sociology, Vol. 82 (2), 1976, p. 309-332. E
Stone, C. (1993) Urban regimes and the capacity to govern: a political economy approach. Journal
of Urban Affairs, Vol. 15 (1), p. 1-28. E

20 e 21/03; 27 e 28/03 - não haverá aula

4. Governança – 03 e 04/04
Le Galés, P. (2015). Quem governa quando o Estado não governa? Entrevista a Carolina Requena e
Telma Hoyer. Novos Estudos Cebrap, 102. E
Marques, E. (2013). Government, Political Actors and Governance in Urban Policies in Brazil and
São Paulo: Concepts for a Future Research Agenda. Brazilian Political Science Review, Vol. 7. E
Complementar:
Stoker, G. (1998). Governance as theory: five propositions, International Social Science Journal, Vol.
50 (155), pp.17–28. E

5. Capitais do urbano – 10 e 11/04


Marques, E. (2016), De volta aos capitais para melhor entender as políticas urbanas. Novos Estudos
Cebrap, 105.
Hoyer, T. (2016), Produção habitacional via mercado: quem produz, como e onde? Novos Estudos
Cebrap, No 104.
Complementar:
Campos, M. (2016), O mercado de viagens e as disputas em torno das linhas de ônibus. Novos
Estudos Cebrap, 105.

6. Espaço e política – A política do urbano – 17 e 18/04


Marques, E. (2017), Em busca de um objeto esquecido: a política e as políticas do urbano no Brasil.
Revista Brasileira de Ciências Sociais, Vol. 32 (95), p. 1-18.
Judd, D. (2005), Everything is going to hell: urban scholars as end-times prophets. In: Urban Affairs
Review, 41, p. 119.

7. Prova I - 24 e 25/04

1 e 2/05; 08 e 09/05– não haverá aula

Parte 2 – Processos de produção do espaço


8. Restruturação produtiva e espacial - 15 e 16/05
Sassen, S. (1993), A cidade global. In: Lavinas (org.) Reestruturação do espaço urbano e regional no
Brasil. São Paulo: Hucitec/Anpur, p. 187-202.
Hamnett, C. (1996a), Why Sassen is wrong: a response to Burgers. Urban Studies, 33(1): 107-110. (E)

9. Grandes projetos/urbanismo pontual/Neoliberalismo - 22 e 23/05


Le Galés, P. (2016), Neoliberalism and urban change: stretching a good idea too far? Territory,
Politics, Governance Vol 4 (2).
Peck, J.; Theodore, N. e Brenner, N. (2012), Mal-estar no pós-neoliberalismo. Novos estudos
CEBRAP, N.92, pp.59-78.

10. Gentrificação e Condomínios fechados - 29 e 30/05


Hamnett, C. The Blind Men and the Elephant: The Explanation of Gentrification. In: Transactions
of the Institute of British Geographers, Vol. 16, No. 2, pp. 173-189, 1991.
Caldeira, T. Enclaves Fortificados: A Nova Segregação Urbana. Novos Estudos Cebrap, N.° 47,
março 1997, pp. 155-176

11. Pobreza e segregação - 05 e 06/06


Moya, E. (2003), Repensando a questão social: Trajetórias de algumas interpretações nos Estados
Unidos, França e Brasil. DCP/USP: dissertação de mestrado, cap 1 e 4.
Complementar:
Wilson, W. The truly disadvantaged: the inner city, the underclass and public policy. University
Chicago Press, 1987, Cap. 7.

12. Segregação, polarização e estrutura social - 12 e 13/06


Maloutas, T. Introduction: residential segregation in context. In: Maloutas, T. e Fujita, K. (org.)
Residential segregation in comparative perspective. Furnham: Ashgate Publishers, 2012.
Marques, E. Os espaços sociais e a segregação. In: Marques, E. (org.) As transformações de São Paulo
nos anos 2000. São Paulo: Unesp/CEM.
Complementar:
França, D. Desigualdades e segregação por raça e classe. In: Marques, E. (org.) As transformações de
São Paulo nos anos 2000. São Paulo: Unesp/CEM.

13. Precariedade habitacional e urbana - 19 e 20/06


Saraiva, C. As favelas nos 2000. In: Marques, E. (org.) As transformações de São Paulo nos anos
2000. São Paulo: Unesp/CEM.
Cavalcanti, M. (2004), Do barraco à casa: tempo, espaço e valor(es) em uma favela consolidada.
RBCS, vol.24, n.69, pp.69-80.

14. Violência – 26 e 27/06


Feltran, G. (2010), Governo que produz crime, crime que produz governo: o dispositivo de gestão
do homicídio em São Paulo (1992 – 2011). Rev. bras. segur. Pública, v. 6, n. 2, 232-255, 2012.
Misse, M. Mercados ilegais, redes de proteção e organização local do crime no Rio de Janeiro. Estudos
Avançados, 21 (61), 2007

15. Prova II – 3 e 4/07

Substitutiva – 10/07

Recuperação - 12/07

V. Questões para pensar e repensar ao longo do curso:


Para a primeira parte:
Que atores e processos são relevantes na política do urbano?
Em que nível se localizam esses processos?
Qual é o grau de contingência nos resultados das ações do Estado (quem pode ganhar os
benefícios das políticas públicas)?
O que é o próprio Estado e qual é o seu papel?
Qual é o papel do espaço na especificação da política e das políticas do urbano?

Para a segunda parte:


Qual é o efeito das ações do Estado sobre a segregação? E vice-versa? Como este a incorpora
em suas políticas e ações?
De que forma desigualdades sociais se espacializam? Todas elas se espacializam?
Quais as relações entre polarização social (quando acontece) e polarização espacial (quando
acontece),
O que seriam cidades globais? De que forma os processos espaciais recentes as incorporam
(se elas existirem)? Como isso se relaciona com a restruturação produtiva?
De que forma estes últimos elementos se relacionam com grandes projetos, gentrificação e
condomínios fechados?
Quais as relações entre pobreza urbana e segregação? Como a primeira é produzida?
Quais as grandes dimensões da violência urbana brasileira e qual é o papel da criminalidade
violenta? O que esta última significa e que heterogeneidade apresenta?