Você está na página 1de 281

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

ESTABELECIMENTO DE ENSINO:

Colégio Estadual Professor João Farias da Costa.


EFM

MUNICÍPIO:

Nova Cantu

NRE :

Campo Mourão

1
2
3
4
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO...............................................................................................................................................5
1. IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO..............................................................................................6
1.1 – Caracterização da Comunidade...............................................................................................................8
2.2 – Aspectos Históricos...............................................................................................................................11
2.3 – Organização Da Hora/Atividade No Horário Escolar...........................................................................13
2.4 – A Escola Possuí Alunos Com Necessidades Especiais..........................................................................13
3. ESPAÇO FÍSICO...........................................................................................................................................13
3.1 - Caracterização dos Professores e Funcionários.....................................................................................14
APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO...........................................................................................................15
3.2 -Caracterização da Equipe de Direção e Equipe de Pedagogos...............................................................15
OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO...................................17
3. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DO TRABALHO ESCOLAR.......................................................................19
6 - PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO.....................................................................................22
7. - ATO SITUACIONAL..................................................................................................................................23
8. ATO CONCEITUAL......................................................................................................................................25
8.1 – Concepção de Sociedade.......................................................................................................................25
8.2 – Concepção de Homem...........................................................................................................................26
8.3 – Concepção de Educação e Conhecimento.............................................................................................28
8.4 – Concepção de Escola.............................................................................................................................28
8.5 – Concepção de Ensino-Aprendizagem....................................................................................................29
8.6 - Concepção do Processo Avaliativo........................................................................................................31
8.7 - Concepção de Tecnologia.......................................................................................................................33
9- ATO OPERACIONAL...................................................................................................................................37
9.1 – Critérios De Organização Interna Da Escola.........................................................................................37
9.2 - Acesso e Permanência do Aluno na Escola............................................................................................40
9.3 – Capacitação Continuada de Educadores e Funcionários.......................................................................41
9.4 – Trabalho Coletivo..................................................................................................................................41
9.5 – Prática Transformadora Do Ponto De Vista Político Pedagógico.........................................................42
9.6- Intenção De Acompanhamento Aos Egressos.........................................................................................44
9.7- Critérios Para Elaboração Do Calendários Escolar, Horários Letivos E Não Letivos............................45
9.8 - Recursos Que A Escola Dispõe Para Realizar O Projeto Político Pedagógico......................................46
10. PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA...............................................................................................................47
10.1 - Procedimentos Pedagógicos.................................................................................................................50
10.2 - Papel Específico De Cada Segmento Da Comunidade Escolar...........................................................53
10.3 – O Papel da instâncias colegiadas.........................................................................................................56
11 - PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA....................................................................................59
12. APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGOGICA.................................................................................63
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL.............................................................................65
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MEDIO..............................................................................................66
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS................................................................................................................111
CONTEÚDO COMPLEMENTARES......................................................................................................113
13- PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO E A SEREM DESENVOLVIDOS..........................................266
1) Agenda 21 Escolar....................................................................................................................................266
1.1 -Lixo na Escola:.....................................................................................................................................267
1.2 - Horta na Minha Escola........................................................................................................................268
1.3 - O Jardim da Escola..............................................................................................................................269
2- EDUCAÇÃO INCLUSIVA.........................................................................................................................270
3) CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA.......................................................................................274
Fundamentação.................................................................................................................................................274
Desenvolvimento..............................................................................................................................................275
Objetivos...........................................................................................................................................................276
4) MONITORIA E REFORÇO ESCOLAR.....................................................................................................276
5) EDUCAÇÃO FISCAL.................................................................................................................................277

5
APRESENTAÇÃO

O Projeto Político Pedagógico é um instrumento de constituição e


aperfeiçoamento de nossa prática institucional, informando e construindo uma educação de
qualidade e comprometido com os interesses reais e coletivos da população local. O projeto
político-pedagógico da escola pode ser inicialmente entendido como um processo de
mudança e de antecipação do futuro, que estabelece princípios, diretrizes e propostas de
ação para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades desenvolvidas pela escola
como um todo. Então sua dimensão político-pedagógica caracteriza uma construção ativa e
participativa dos diversos segmentos escolares — alunos, pais, professores e funcionários,
direção e toda a comunidade escolar.
A participação dos membros da comunidade escolar na construção do
projeto da escola vai seguramente levar a escola ao sucesso, porque desenvolvido desta
forma permite que as pessoas ressignifiquem as suas experiências, reflitam sobre as suas
práticas, resgatem , reafirmem e atualizem os seus valores na troca com os valores de outras
pessoas, explicitem os seus sonhos e utopias, demonstrem os seus saberes, dêem sentido
aos seus projetos individuais e coletivos, reafirmem as suas identidades, estabeleçam novas
relações de convivência e indiquem um horizonte de novos caminhos, possibilidades e
propostas de ação. Nossa perspectiva será sempre de uma escola que respeite a diversidade
cultural e étnica, que se constitua em referência para cada comunidade, que seja espaço de
criação e difusão cultural, permitindo que a população se aproprie do espaço público e dos
conhecimentos que nele se produzam. Nessa direção empenharemos o melhor de nossos
esforços. Esperamos que as gerações que vivenciem a experiência educacional, nos
próximos anos, o façam buscando a humanização das relações sociais e se insiram no
mundo a partir de valores como a cooperação, o respeito e a solidariedade.
A elaboração de um Projeto Político Pedagógico é um passo (ainda que
significativo, pois indica um salto de qualidade, evidencia um momento) no processo
educativo que contribui para formação do homem para a vida social. Para além das práticas
individuais realizadas por cada um dos profissionais que atuam no curso no cotidiano
escolar, é na prática coletiva que se constrói a unidade na diversidade, através das
discussões, dos debates, dos embates, participando das atividades realizadas pelo conjunto

6
do curso (da vida universitária e, para além dela, dos movimentos sociais), não só das que
lhe dizem respeito mais diretamente. A construção de um projeto comum depende da
sincronia entre todos os elementos envolvidos. Ainda que cada uma faça seu trabalho da
melhor maneira possível, se o fizer isolado e independente do conjunto será insuficiente.
Pois, trata-se de um projeto, do qual a construção depende de todos. A palavra de comando
da nossa escola é educar para as competências, através da contextualização e da
interdisciplinaridade.
A construção do Projeto Político Pedagógico possibilitará à escola a refletir
sobre seus problemas com todos os seus segmentos e viabilizar alternativas não
imediatistas, mas, sobretudo, de médio e longo prazo, de como pensar, executar e avaliar o
seu trabalho. O Projeto Político Pedagógico de nossa escola expressará as formas
metodológicas acerca do entendimento que os professores têm da escola do conhecimento,
do processo de ensinar e de aprender, da sociedade e do homem que irá viver nessa
sociedade.

1. IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO

Nome da Escola: Colégio Estadual Professor João Farias da Costa. EFM

Município: Nova Cantu -1690 Códigos - 00379

NRE: Campo Mourão – Código 05

Entidade Mantenedora: SEED

Dependência Administrativa: Estadual

Ato de autorização: Res. Nº 3265/81 de 01 / 03 / 1982

Ato de Reconhecimento do Ens. Fundamental: Res. Nº4878/84 de 23/07/1984


7
Ato de Reconhecimento do Ens. Médio: Res. Nº 2744/00 de 22/09/2000

Parecer do NRE para Aprovação do Regimento Escolar: 048/2005 de 07/03/2005

Parecer do NRE para Aprovação do Conselho Escolar: 185/2004 de 15/10/2004

Distância do Colégio ao NRE: 130 Quilômetros

Localização: Zona Urbana

Site da escola: www.joaocosta-novacantu.netescola.pr.gov.br

E-mail: joao-novacantu@netescola.pr.gov.br
Oferta de Cursos e Turmas
(x) Ensino Fundamental
(x) Ensino Médio

-O ensino é de forma Seriada

- Também possuí regimes de progressão parcial, ofertando matrícula em Regime de


Progressão Parcial ao aluno reprovado em até (03) disciplinas ou área de
conhecimento da série.
-
5ª a 8ª - Ensino Fundamental

1ª - 2ª - 3ª Ensino Médio

Número de turmas total do Estabelecimento: 27


Número de Alunos: 817
Número de salas de aula: 12
8
Número de Diretor Auxiliar: 01
Número de Professores: 32
Número de Pedagogos: 03
Número de Funcionários: 13
Turno de funcionamento: ( x ) Manhã ( x ) Tarde ( x ) Noite
Metodologia Empregada
(x) Projetos
(x) Eixo temático
(x) Outros - Interdisciplinaridade e Contextualização
a) Avaliação
(x) Notas
(x) Conceitos / menções
b) Regime
(x) Bimestral

Ambientes Pedagógicos
- Laboratório de Química, Física e Biologia
- Biblioteca
- Refeitório (Utilizado também como sala de vídeo)
- Laboratório de Informática
- Sala de Apoio
- Sala de Vídeo
- Quadra Esportiva coberta

1.1 – Caracterização da Comunidade

Em pesquisa feita com nossos alunos constatamos que 40 % de nossos


alunos se deslocam a pé e 60% dos alunos esperam de 30 minutos à 1 hora, pelo transporte
de vinda e regresso a da escola. Muito embora esses alunos residam afastados o grau de
acessibilidade é razoável.
Os dados mais significativos relativamente às habilitações acadêmicas dos
pais são os seguintes:
9
- 50 % dos pais possuem Ensino Fundamental incompleto e completo ;
- 28 % dos pais possuem Ensino Médio ou antigo 2º grau Completo;
- 10% dos pais não sabem ler nem escrever;
- 7 % dos pais ainda estão estudando (Alfabetização, Fundamental e Médio);
- 3,5 % dos pais são analfabetos funcionais;
- 1,5 % dos pais possuem curso Superior.
O trabalho com os pais/ comunidade partirá dos seguintes objetivos:
- Propiciar aos pais um convívio saudável, fazendo da escola um lugar de troca de idéias,
sugestões e acima de tudo informações;
- Estimular a vinda dos pais à escola, levando-os a perceber a importância de sua
participação em atividades da escola e no acesso a sala de aula.
- Possibilitar nas reuniões não só momentos de verificação de resultados, mas também
momentos de estudo, reflexão, discussão e análise do dia-a-dia em sala de aula e acesso
a essa nova proposta pedagógica.
Para que esses propósitos venham acontecer, iremos envolver os pais nas
festividades que a escola promoverá como: Dia das mães; Páscoa, Dia dos Pais, Dia da
Criança; Dia de lazer; festas folclóricas, formatura; aniversários e outros. Iremos também
realizar reuniões em pequenos grupos (por turmas e /ou séries), para ler e discutir textos
referentes à metodologia desenvolvida levando-os a discutir e explicitar nosso trabalho.
Esperamos com esse processo trazer um maior envolvimento dos pais a medida que as
interrogações cresçam acentuadamente. A APMF (Associação de Pais, Mestres E
Funcionários) e Conselho Escolar, será o elo principal de ligação entre a escola e
comunidade, uma vez que são constituídos por membros da comunidade e do corpo docente
e discente. Em pesquisa feita com os pais para elaboração deste Projeto Político-
Pedagógico as expectativas dos pais em relação a escola para seus filhos são:
- Boa Educação;
- Futuro Melhor;
- Engajamento na sociedade;
- Profissão;
- Cidadãos conscientes, críticos e participativos;
- Preparação para a vida;
- Melhorar a qualidade do ensino;
10
O número de alunos é elevado (35 a 45) por turma. Esse valor corresponde
apenas ao indicador de matrícula e não de freqüência. A escola hoje é uma agência de
socialização, intermediando o processo entre a família e a sociedade. É uma etapa de
transição para entrar na sociedade. Portanto, não será grande novidade dizer que a escola
tem um papel de extraordinária importância no desenvolvimento da cidadania.
O número de alunos que temos hoje em nossa escola é bastante relativo com
o padrão da escola, tendo em vista que temos procurado proporcionar o melhor para nossos
alunos. Temos hoje 887 alunos entre o Ensino Fundamental e Médio. De acordo com
pesquisa feita com os alunos em relação as suas expectativas no âmbito da escola, o
resultado foi:
- Afetividade;
- Conhecimento;
- Aprendizagem;
- Amizades;
- Momentos de lazer;
- Alimentação;
- Sonho;
- Profissão;
- Preparação para a vida;
- Informática.
Ainda de acordo com a pesquisa realizada com os alunos, os mesmos
querem alguns valores continuem sendo preservados na escola;
- Amizade e compreensão;
- Diálogo entre professor e aluno;
- Igualdade entre todos;
- Aulas dinâmicas;

É com base nestes anseios que iremos procurar desenvolver nosso trabalho,
pois o aluno será o personagem principal, pois a escola hoje tem e deve procurar se adaptar
as necessidades dos alunos, visto que nossa função é prepará-los para a vida, para que
condigam interagir coma sociedade de forma civilizada.
Horário do corpo discente na escola
11
CORPO DISCENTE ALUNOS 07:40 às 12:00 - 12:50 às 17:00
19:00 às 23:00

2.2 – Aspectos Históricos

Num certo dia do ano de 1939, os desbravadores atraídos pela quantidade de


terra fértil e madeira, passaram a adentrar no sertão inóspito. Abriram "picadas"
descobriram rios e deram denominações aos mesmos. Em pouco tempo surgia um núcleo
habitacional com diversas famílias, que trabalharam e formaram as primeiras lavouras de
milho e também passaram a criar suínos. O nome Nova Cantu surgiu em decorrência do
maior Rio que passa pelo município e também de uma família que morava na região e tinha
o sobrenome Cantu.
As atividades escolares iniciaram no ano de 1956, numa casa de madeira
construída para esse fim, não havia nem quadro de giz. O primeiro nome desse
estabelecimento de ensino foi Casa Escolar de Nova Cantu, com o passar do tempo e o
aumento do número de alunos, houve a necessidade da construção de um novo prédio o
qual recebeu a denominação de Grupo Escolar Rui Barbosa. No ano de 1969, de acordo
com o Decreto 17.781 de 30/12/69, teve início o curso ginasial inicialmente com duas
turmas no período noturno passando a denominar-se Ginásio Estadual de Nova Cantu.
Visando dar continuidade aos estudos dos cantuenses, foi iniciada a batalha
para implantação do 2º grau, em 1978 abre a primeira turma do Curso Técnico em
Contabilidade, sendo que era extensão de Campina da Lagoa.
Em 1980 a nossa escola passou a se chamar Escola de 1º Grau Professor
João Farias da Costa, Decreto 17.781 de 30/12/69 em homenagem "in Memorian". João
Farias da Costa, Natural do Estado de São Paulo filho de José Farias da Costa e Zizi Izaura
Soares Ribeiro, casado com Maria Genoveva Souza Costa, começou a lecionar em Nova
Cantu em 05 de março de 1969, como professor do 3º ano do primário. Em 03 de março de
1970 tomou posse como Secretário do Ginásio Estadual de Nova Cantu conforme portaria
nº 1982/70 a posse lhe foi dada pelo Diretor Cerilo Dalla Lasta, ao mesmo tempo em que
trabalhava como secretário da Escola também ministrava aulas de Matemática e Educação
Física. Sempre desempenhou com zelo a função que lhe foi confiada, sendo pessoa
12
dedicada, e muito amigável com as pessoas. Trabalhou por esta escola até dia 03 de
dezembro de 1975. Nas suas férias foi passear e quando voltava para Nova Cantu o ônibus
em que viajava perdeu o controle e acabou caindo no Rio Cantu, o acidente aconteceu
numa Quinta-feira às 7h 45m do dia 05 de fevereiro de 1976. Acidente este que tirou sua
vida, a de sua esposa e de sua filha.
Não podemos prever o futuro. Mas ao olharmos para trás, podemos
claramente enxergar que alguns valores não mudaram, e entender que aqui eles nunca
mudarão: respeito, honestidade, solidariedade, justiça e amor, são sementes que não
morrem se plantadas em terreno fértil.
Em 1982 passou a ser Colégio Estadual Professor João Farias da Costa, de
acordo com a Resolução 2.101/83 de 06/06/83. Como Família Professor João Farias da
Costa, são 23 anos de trabalho, que esta família comemora, neste final de milênio, e quer
continuar trabalhando cada vez mais em prol de seus alunos, procurando sempre ser uma
escola inovadora desenvolvendo dessa forma atividades que visem a formação de um
cidadão cada vez mais consciente e apto para se inserir na sociedade e no mundo do
trabalho.
O Colégio Estadual Professor João Farias da Costa - Ensino Fundamental e
Médio, localizado à rua Joubert Agostinho de Oliveira, s/n, neste município de Nova Cantu,
tem por finalidade ofertar o Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série e o Ensino Médio,
atendendo às necessidades básicas deste município. É mantido pelo Governo do Estado e
Administrada pela Secretaria de Estado da Educação.
Atualmente esta entidade comporta o Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série
reconhecido de acordo com a Resolução nº 4.878/84 publicada no diário Oficial de
23/07/84 e o Curso de Educação Geral autorizada a funcionar pela Resolução 4.811/93 de
01/09/93. Tendo sua nomenclatura mudada de Ensino de 1º e 2º Graus para Ensino
Fundamental e Médio de acordo com a Resolução 3.120/98 de 31/08/98.
No ano de 2000 esta família tem algo a mais a comemorar do que o final do
milênio é o Reconhecimento do Curso de 2º Grau de acordo com a Resolução nº
2.744/2000. O estabelecimento de ensino tem por finalidade, atendendo ao disposto nas
Constituições Federal e Estadual e Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
ministrar a Educação de Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série e Ensino Médio, observadas
em cada caso, a legislação e as normas específicas aplicáveis.
13
2.3 – Organização Da Hora/Atividade No Horário Escolar

A hora atividade de nossa escola é organizada por professor


individualmente, devido ao professor trabalhar em mais de uma escola.

2.4 – A Escola Possuí Alunos Com Necessidades Especiais

Sim, a nossa escola possuí alunos com necessidades educacionais especiais,


temos alunos com deficiência auditiva, e deficiência mental leve. Já deu-se início a
montagem da sala de recurso para atendimento desses alunos em contra-turno, o
atendimento será de uma média de 5 a 10 alunos por turno.

3. ESPAÇO FÍSICO

Os ambientes físicos escolares são espaços educativos organizados, limpos,


arejados, agradáveis, cuidados com flores e árvores, móveis, equipamentos e materiais
didáticos adequados à realidade da escola. Além das boas condições de trabalho
professores, alunos, funcionários e direção sempre estão atentos para um bom
aproveitamento dos recursos existentes, procurando organizar de forma que favoreça um
melhor convívio entre as pessoas.
Itens fundamentais para o ambiente escolar: Caderno, lápis, borracha e livros
didáticos para os alunos. A merenda escolar também é de qualidade. Possuímos via de
acesso para deficientes físicos.
Ainda contamos com: Acesso a Internet gratuito, água tratada, carteiras
conservadas, mesa e cadeira para o professor, materiais de uso para o professor como: giz,
quadro, livros, computadores, TV, aparelho de som, vídeo-cassete, retroprojetor, projetor de
slides e outros.
Em nosso Colégio contamos com os seguintes espaços
- Refeitório
- Cozinha
- Quadra Coberta
14
- Almoxarifado
- Doze banheiros
- Sala da Direção
- Sala do Documentador Escolar
- Sala dos Professores Pedagogos
- Sala dos Professores
- Secretaria
- Sala de Jogos
- Jardim
- Área Coberta

3.1 - Caracterização dos Professores e Funcionários

O corpo docente de nossa escola está composto da seguinte forma:

Número de Professores: 32

Em média 99% de nossos professores já possuem especialização em sua área de atuação. A


valorização do professor será um princípio central na discussão desse nosso Projeto-
Pedagógico. Pois a qualidade de ensino e o sucesso na tarefa de educar estão intimamente
relacionados à:
- Formação inicial e continuada;
- Às condições de trabalho - recursos didáticos, físicos, humanos e materiais, número de
alunos na sala de aula etc; e
- À remuneração decente;
- Troca de experiência entre as áreas;
- Valorização profissional;
- Entrosamento / diálogo;
- Apoio dos pais no processo de ensino;
- Hora atividade.
Os professores ainda fornecerão um ensino de qualidade para permitir que os
alunos tenham conhecimentos suficientes em todas as matérias curriculares e estabelecer
15
uma atmosfera amigável e positiva na qual todos os alunos possam alcançar o sucesso. Os
professores ainda tem algumas metas que pretendem atingir tais como:
- Fornecer um ensino de alta qualidade e um aprendizado que proporcionará aos alunos o
sucesso nos exames nacionais;
- Promover uma parceria entre alunos, pais e professores que levem a responsabilidade
compartilhadas no aprendizado;
- Desenvolver responsabilidade social e uma compreensão da necessidade de
proporcionar igualdade para meninos e meninas;
- Encorajar os alunos a respeitar sua cultura e o ambiente.
Horário de atuação do corpo docente.

Corpo Docente Professores 07:40 às 12:00 - 12:50 às 17:10 -19:00 às 23:00

Em termos do quadro administrativo e Serviços Gerais nossa escola está


muito bem assessorada, pois todos os funcionários possuem qualificação para assumir tal
cargo. Todo o administrativo pretende fazer um atendimento de qualidade ao nosso aluno,
visto que a vida escolar do aluno está sempre passando pelas mãos desses funcionários. No
âmbito das transferências pretendem agilizar ao máximo o seu trabalho visto que , ajudará e
muito na vida escolar do aluno, quando o mesmo se desloca para outra região.

APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO

Número de Funcionários: 13

3.2 -Caracterização da Equipe de Direção e Equipe de Pedagogos

Número de Pedagogos: 03
Número de Diretor Auxiliar: 01

16
A equipe pedagógica estará inserida nos diversos sistemas que a escola
oferece Ter conhecimento e participar de todas as atividades.
Mesmo encontrando-se em diferentes sistemas e realizando atividades em
diferentes níveis, sabemos que é papel da mesma trabalhar regularmente para abordar
problemas e colaborar para a solução dos mesmos. Sabemos que é indispensável, estabelecer
um contexto de colaboração com professores/ equipe pedagógica/ escola, diante de qualquer
meta estabelecida.
Para tanto a Equipe Pedagógica tem as seguintes competências atribuídas
para desenvolver um bom trabalho de auxílio a alunos, professores e comunidade:
- Elaborar planos de estudos, com a colaboração dos professores para recuperação de
alunos com dificuldade de aprendizagem;
- Orientar os alunos sobre o uso eficaz da biblioteca da escola e estimulando-os nos
exercícios das atividades recreativas e desportivas, para aprimorar sua qualidade de
reflexão e integração social;
- Auxiliar na resolução de problemas individuais dos alunos, aconselhando-os sobre a
conduta a ser seguida dentro de fora do recinto escolar;
- Contribuir para o ajustamento dos alunos ao meio em que vivem;
- Promover integração, escola/ família/ comunidade, na organização de reuniões,
campanhas educativas, possibilitando a utilização de todos os meios capazes de realizar
a educação integral dos alunos;
- Participar no processo de avaliação escolar e recuperação de alunos, examinando as
causas eventuais fracassos;
- Pesquisar causas de evasão, repetência e outras;
- Acompanhar o rendimento escolar dos alunos, prever formas de suprir possíveis
defasagens;
- Reuniões de pais, definir claramente que a presença dos pais é de suma importância
para escola;
- Compor turmas, turnos e horários com critérios que favoreçam o ensino e
aprendizagem;
- Assegurar horários para reuniões coletivas planejá-las, coordená-las, avaliá-las.
Enfim, muito há de fazer. Nesta tentativa de traduzir competências da Equipe
pedagógica, fica claramente evidenciado o significado de trabalho coletivo na escola, não é
17
possível trabalhar fragmentadamente o objetivo do trabalho da escola - não dá e não é
desejável estabelecer fronteiras claramente delimitadas do que compete a quem. Mas dá
para identificar claramente que este trabalho precisa de competências específicas.

OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

O objetivo desse Projeto Político Pedagógico é imprimir, na escola, a


dinâmica curricular significativa que dê conta de mobilizar as pessoas (alunos e
professores) para o conhecimento e socializar os processos de produção desse
conhecimento, de modo a garantir a todos a participação na sua construção e expressão.
Dessa forma, cumpre a escola seu papel de agência formadora de gerações. No atendimento
dos objetivos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio a nossa escola oportunizará ao
educando situações que favoreçam:
- o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno
domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
- a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes
e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
- o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de
conhecimentos e habilidades e a formação da atitudes e valores;
- o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e da
tolerância recíproca em que assenta e a vida social.
Dentro da área de intervenção da ação pedagógica temos alguns objetivos a
serem alcançados em nosso trabalho, delimitando claramente para que, para quem e como
vamos trabalhar tais como:
- Promover a formação pessoal e social do aluno, especialmente do 3º e 4º ciclos,
consolidando aspectos relacionados com atitudes e valores;
- Incentivar os alunos à participação na vida escolar;
- Desenvolver o espírito de grupo/turma;
- Valorizar o desempenho do líder de turma;
- Reforçar o serviço de supervisão e orientação;
- Promover o desenvolvimento de experiências diversificadas, utilizando métodos que
valorizem a transversalidade dos conteúdos e a componente prática.
18
- Promover a partilha de materiais e o debate de experiências pedagógicas nos grupos
disciplinares;
- Valorizar o desempenho do pessoal docente e discente.
- Prevenir a evasão e adequar a escola à diversidade social, assegurando a todos o
sucesso das aprendizagens;
- Implementar a flexibilização curricular e da organização pedagógica no sentido da
adequação do trabalho à diversidade dos contextos e simultaneamente da promoção de
um ensino de melhor qualidade para todos;
- Promover a educação intercultural e cívica, pois deverão estar presentes em cada
momento das atividade da escola, garantindo a todos uma aprendizagem de identidade e
de responsabilidade numa sociedade cada vez mais aberta e multifacetada;
- Motivar a comunidade educativa para uma participação ativa na escola;
- Valorizar e estimular a criatividade dos alunos;
- Incutir na comunidade escolar regras de segurança e responsabilidade;
- Promover espaços de reflexão entre os diversos intervenientes com vista à propagação
de uma imagem mais positiva da escola.
- Facultar o acesso ao conhecimento historicamente produzido;
- Selecionar / sistematizar e socializar conhecimentos (conteúdos) que contribuam para
formação de sujeitos críticos participativos;
- Confrontar e sistematizar os conhecimentos que o aluno traz para a sala de aula (escola)
com os conhecimentos já elaborados (científicos), visando a (reconstrução desses
conhecimentos;
- Proporcionar e potencializar o desenvolvimento do aluno das suas capacidades
cognitivas, afetivas, emocionais, motoras, através do processo ensino-aprendizagem;
- Possibilitar situações educacionais de produção e socialização de conhecimentos para
que o aluno sinta-se sujeito do processo de construção da cidadania;
- Proporcionar informações, conhecimentos para que os educandos tenham condições de
conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio cultural, bem como aspectos sócio-
culturais de outros povos, grupos e nações;
- Estabelecer relações sociais democráticas no processo ensino-aprendizagem,
possibilitando uma ação social autônoma na relação e convivência cotidiana da escola e
na sociedade.
19
3. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DO TRABALHO ESCOLAR

O sentido filosófico que norteará este Projeto Político-Pedagógico é a


exploração da dimensão filosófica das aprendizagens curriculares, o que inclui a própria
investigação de métodos, textos e princípios da filosofia. Todos esses fatores estarão
integrados ao Projeto de nossa escola que trabalha a favor de uma cidadania autônoma livre
e solidária, assim a nossa filosofia será livre e intrínsecamente transformadora.
Em síntese a nossa escola partirá dos seguintes princípios:
- A pergunta como problematização de idéias, valores e saberes;
- O debate participativo, como construção coletiva de saberes;
- A crítica radical, como compreensão e avaliação de pressupostos e implicações;
- O diálogo, como interlocução com a história da filosofia;
- A criação, como possibilidade de emergência do novo;
- A resistência, como prática reflexiva de autonomia e liberdade.
Assim sendo este projeto será compreendido como uma tentativa de
promover experiências coletivas de pensamento filosófico, ou seja, vivências
intersubjetivas únicas e irrepetíveis, de um pensar que pergunta, debate critica , dialoga,
cria e resiste.Cabe ressaltar que a elaboração do Projeto Político-Pedagógico pressupõe, por
parte dos sujeitos que o constroem, a definição de pressupostos - filosóficos, sociológicos,
epistemológicos e didático-metodológicos - que orientem o pensar e o fazer da escola.
Filosóficos - referem-se à visão de homem a ser perseguida no pensar e nas
práticas a serem desenvolvidas pelos atores escolares como, por exemplo, um indivíduo que
deva usar suas capacidades intelectuais, psicomotoras e afetivas visando a transformação
das estruturas e instituições sociais.
Epistemológicos - dizem respeito à concepção que temos acerca da gênese
do conhecimento. De forma articulada à visão de homem mencionada anteriormente, o
saber é percebido como decorrência do imbricado jogo das relações sociais. Nesse sentido,
conhecimento e realidade são construídos e transformados coletivamente.
Sociológicos - situam sujeitos em relação ao caráter histórico da luta de
classes. Assim à medida em que a sociedade é, em sua gênese, conflituosa e possuidora de
20
contradições e paradoxos que permeiam as relações pessoais e institucionais, a escola, não
está ilhada dos jogos e práticas sociais nem imune aos problemas gerados nas várias
esferas da totalidade social, devido às relações de poder presentes em seu interior.
Didático-metodológicos - referem-se às formas eleitas para a sistematização
do processo educativo visando oportunizar ao aluno a (re) elaboração crítica.
O Colégio Estadual Professor João Farias da Costa. Ensino Fundamental e
Médio, enquanto espaço público se constituirá num lugar do embate de idéias, posturas e
entendimentos, pois a escola assim definida institui o princípio e a prática de todos os
integrantes do processo educativo. A escola no seu âmbito principal procurará propiciar ao
educando a abertura de serem ouvidos, a disposição de participar da livre discussão aberta e
séria. Tendo em vista que a escola é uma instituição da sociedade e parte de um processo
mais amplo no seio desta sociedade que tem configuração própria, interesses e políticas a
exercitar.
Ao nosso ver a escola tem que fugir desse modelo organizacional e encontrar
formas de atrair o comprometimento dos professores, alunos e comunidade. A função
básica da escola hoje é buscar uma participação significativa, em outras palavras é unir o
grupo em torno de todos os acontecimentos, e assim construir metas e objetivos para que a
mesma funcione sob três estruturas básicas: aluno, grupo imediato de trabalho (professor) e
organização como um todo. A escola buscará um ensino de qualidade capaz de formar
cidadãos que interfiram criticamente na realidade para transformá-la e não se interagirem. A
escola também estimulará o desenvolvimento e participação democrática e efetiva da
comunidade dos pais nas diferentes instâncias do sistema educativo e especialmente
criando mecanismos que favoreçam o desenvolvimento escolar. Uma outra função da nossa
escola será a de realizar um trabalho possibilitando o desenvolvimento da autonomia
moral, trabalhando com experiências de vida favoráveis: Dessa forma o aluno, poderá
aprender a resolver conflitos, em situações de diálogo, a ser solidário, a ajudar e ser ajudado
a aprender a ser democrático saber expor suas idéias bem como também ouvir a idéia dos
outros. A nossa escola procurará educar alunos que consigam no decorrer de sua vida amar
as pessoas que a rodeiam, a respeitar todos seus semelhantes, e nesse sentido tem a seguinte
idéia:
- Educa-se para amar, amando e dialogando;
- Educa-se para respeitar, respeitando;
21
- Educa-se para ter responsabilidades, demonstrando confiança, tolerância, firmeza e
oferecendo o ombro amigo para chorar, vibrar e incentivar em todos os momentos das
jornadas.
O Projeto Político Pedagógico da escola estará apoiado:
- No desenvolvimento de uma consciência crítica;
- No envolvimento das pessoas, a comunidade interna e externa a escola;
- Na autonomia, responsabilidade e criatividade como processo e como produto do
projeto.
O papel do trabalho na vida do aluno e da sociedade será um aspecto muito
enfatizado neste projeto, no qual a escola se encarregará da preparação deste para um
melhor desempenho em suas funções sociais no mundo do trabalho. O mundo necessita ter
um cidadão social e fraterno não apenas querer tudo de si, mas transmitindo conhecimento
e proporcionando condições para o crescimento de todos. A nossa escola irá empenhar-se
na construção coletiva de um Projeto Político Pedagógico de qualidade, politicamente
definido em favor das necessidades das camadas populares concebendo a escola do ponto
de vista da educação, enquanto direito social. Pois nesse sentido a função social da escola
revela sua dimensão política na perspectiva de construir coletivamente a qualidade do
ensino e da aprendizagem pela via de uma Proposta Pedagógica autônoma e democrática.
Enquanto a aquisição da herança cultural organizada na forma de currículo se constitui em
objeto de apropriação por parte das novas gerações, a gestão desses processos educativos se
articula ao papel que a escola representa na unidade conhecimento - poder para usar papel
na formação de cidadãos críticos e ativos. A qualidade do ensino-aprendizagem
decorrente deste Projeto possibilitará o desenvolvimento de uma nova forma de pensar/
falar/agir que não permite ao poder se ocultar em lugar algum, mas que se explicita nas
relações entre sujeitos e os objetos de apropriação (bens materiais e culturais) como uma
possibilidade real de construção da dignidade do cidadão. Afinal, romper com a
discriminação e com o racismo, investindo numa escola que contemple e valorize nossas
matrizes culturais sem hierarquizá-las, que valorize e atue com competência, conhecimento
e desejo político, rumo à construção de uma educação libertadora e multicultural crítica -
esses são os nossos desafios e legados históricos. O multiculturalismo, como movimento
social e como abordagem curricular, não é o remédio para todos os males. Existem várias
concepções de multiculturalismo que vão do humanismo liberal conservador ao humanismo
22
crítico e de resistência. O autor destaca o papel significativo que um multiculturalismo
crítico pode desempenhar na construção das políticas educacionais dos próximos anos.
Nesse sentido, ele abre um campo de pesquisa, de reflexão e de atuação para os educadores
brasileiros ainda pouco acostumados a debater essas temáticas no seu cotidiano. Contudo é
necessário mais do que leis para promover uma conscientização. É preciso implantar
programas, na prática, de tudo que se diz e se analisa como correto, relativo à questão do
negro na sociedade. Não podemos continuar com essa farsa de que somos um povo
libertador e desenvolvido, sem preconceitos e sem discriminação, sem nos preocuparmos
com uma educação realmente voltada para todas essas questões. É preciso sim, trabalhar
com as diversidades nas escolas promovendo uma maior reflexão sobre o multiculturalismo
e as desigualdades raciais. O desenvolvimento de projetos interdisciplinares envolvendo o
tema é fundamental para a construção de um aluno-cidadão mais consciente e menos
discriminativo. Enfim, é indispensável, principalmente com as crianças que fazem parte da
raça negra, desenvolver um trabalho de identidade, para que esta criança possa se
reconhecer negra e ter consciência do seu papel na sociedade em que vive, promovendo
relações interpessoais e conseqüentemente intrapessoais com um enfoque sociocultural.

6 - PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO

Princípios norteadores do Projeto Político Pedagógico de acordo com a Lei 9394/96 –

“O ser humano é, naturalmente, um ser da intervenção no mundo à razão


de que faz a História. Nela, por isso mesmo, deve deixar suas marcas de
sujeito e não pegadas de objeto.”
Paulo Freire (1997, p. 119)
O Projeto Político Pedagógico supõe reflexão e discussão crítica sobre os
problemas da sociedade e da educação, para encontrar as possibilidades de intervenção na
realidade, buscando a transformação da realidade social, econômica, política. Exigindo e
articulando a participação de todos os sujeitos envolvidos no processo educativo
(professores, funcionários, pais, alunos e outros), empenhados na sua efetivação constituída

23
por uma visão global de realidade e compromissos coletivos. Os princípios que estarão
norteando nosso trabalho estão no Art. 3º da Lei 9394/96:
“I. igualdade de condições para acesso e permanência na escola;
II. liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte e o saber;
III. pluralismo de idéias e concepções pedagógicas;
IV. respeito à liberdade e apreço a tolerância;
V. coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII. valorização do profissional da educação escolar;
VIII. gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da
legislação do sistema de ensino;
IX. garantia do padrão de qualidade;
X. valorização da experiência extra-curricular;
XI. vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais”.

7. - ATO SITUACIONAL

A nova LDB 9394/96 tem sido de fundamental importância nas salas de


aulas, podemos vivencia-la no dia-a-dia com a capacitação também dos professores em sala
de aula.
Temos sentido algumas dificuldades em nossa escola como:
- Falta de corpo docente
- Evasão e repetência escolar;
- Professores mal remunerados;
- Do ponto de vista da sociedade a educação é para todos, porém não é isso que é
vivenciado no nosso dia-a-dia.
- Gravidez precoce;
- Famílias desestruturadas;
- Falta de recursos para um melhor investimento em materiais para uso na escola no
cotidiano;
- Período de safra e entre safra;
24
- Questões climáticas, dificultando o deslocamento até a escola, devido ao transporte
escolar (chuva);
- Defasagem idade série.
Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado mudanças significativas em
diversas esferas da vida nacional. A organização e a estrutura do sistema educacional, como
parte desse contexto mais amplo, traduzem muitas das peculiaridades e características desse
reordenamento, sendo também palco de inúmeras transformações. A reflexão em torno da
nova LDB, iniciada já em 1988, resultou em amplo debate que se traduziu em diferentes
projetos que tramitaram no Congresso. O texto finalmente aprovado, objeto deste ensaio,
foi aquele de autoria do senador Darcy Ribeiro, o qual incorpora aspectos dos outros
projetos e acrescenta outros. A Constituição estabelece que a educação é um .direito de
todos e dever do Estado e da família., sendo .promovida e incentivada com a colaboração
da sociedade.. Aqui se introduz uma primeira noção importante, a de que a educação é
tarefa a ser compartilhada entre o Estado e a sociedade. Na esfera do Poder Público, este
dever é uma atribuição repartida entre as diferentes instâncias governamentais (a União, o
Distrito Federal, os Estados e os Municípios). A responsabilidade para com a educação no
âmbito da família também se concretiza através de deveres, cabendo aos pais ou
responsáveis matricular seus filhos na escola.
Precisamos combater a evasão, adaptar nosso fazer pedagógico à dura
realidade das novas clientelas, estabelecer turnos integrais, possibilitar que os professores
se dediquem exclusivamente a um estabelecimento, valorizar o magistério, dotar as escolas
com os mais modernos recursos didáticos e tecnológicos. É uma questão de para onde
direcionar investimentos, de estabelecer prioridades, de boa vontade política.
Nessa escola oferta Ensino Fundamental, sendo 5ª a 8º série e Ensino Médio
de 1º a 3ª série.
Como prioridade básica é necessário que sejam incorporadas as novas
tecnologias em nossa escola. Também se faz necessário o professor manusear essas
tecnologias, se capacitando para garantir uma boa prática. Tendo em vista que a difusão das
novas tecnologias, não deve ser somente uma instrumentalização técnica, mas sim como
um estudo fundamentado do uso dessas tecnologias.

25
Os saberes escolares devem se integrar aos conhecimentos culturais trazidos
pelos alunos e professores, somando as áreas de conhecimento com as experiências já
adquiridas entre educador e educando.
A organização dos educadores por disciplina articulando os conteúdos atende
a realidade do campo através de:
 Pesquisas;
 Palestras com agrônomos;
 Entrevistas com agricultores;
 Visitas em propriedades e comércios, indústrias, exposições rurais etc;
 Conhecimento das tecnologias e suas conseqüências;
 Formas alternativas para o homem do campo;
 Cultivo da horta escolar;
Para que os alunos enriqueçam os conhecimentos é preciso problematizar
os conteúdos, levando-os à reflexão da sua realidade, da sua história, permitindo a
participação de todos na busca da valorização do homem do campo enquanto ser histórico,
capaz de transformar o seu mundo.

8. ATO CONCEITUAL

8.1 – Concepção de Sociedade


“...Se sonhamos com uma sociedade menos agressiva, menos injusta,
menos violenta, mais humana, o nosso testemunho deve ser o de quem,
dizendo não a qualquer possibilidade em face dos fatos, defende a
capacidade do ser humano em avaliar, de compreender, de escolher, de
decidir e, finalmente, de intervir no mundo.”
(FREIRE, P. 1997, p. 58-59)
Entre as funções que se atribuem a escola está a de garantir uma educação de
qualidade, desenvolvendo uma aprendizagem que inclua todas as dimensões além da
cognitiva. Para tanto é indispensável que a escola esteja aberta para escutar e entender os
desafios que os jovens enfrentam, pois são muitos distintos daqueles que os atuais
26
educadores enfrentaram quando estavam nesta fase de vida. É importante que a escola
como espaço de sociabilidade, identidade e constituição da cidadania seja uma instrumento
de concretização de uma nova educação. Estamos praticamente vivendo na sociedade do
conhecimento onde os processos de aquisição do conhecimento assumem um papel de
destaque exigindo um profissional crítico, criativo, reflexivo e com capacidade de pensar,
de aprender a aprender, de trabalhar em grupo e de se conhecer como indivíduo, para isso a
nossa escola procurará formar esse indivíduo. O Projeto Político-Pedagógico, traduzido
num documento escrito, será um instrumento gerador de consensos, orientador e
potenciador da ação educativa. Estará centrado na formação dos alunos e visará explicitar
valores comuns envolver os intervenientes da comunidade educativa, criar condições para
uma gestão democrática, reforçar os processos de comunicação e participação, aumentando
assim a eficácia pedagógica e promovendo a partilha de experiências com as outras escolas.
Educar os filhos é tarefa que a família assume dia-a-dia da convivência. Esse é um direito
do qual ela não pode abrir mão e que busca a mútua cooperação da escola e da sociedade.
Família, escola e sociedade se engajam nesse papel de educar para a vida, de educar para
amar, para respeitar, para ter confiança e assumir responsabilidades. A sociedade hoje
coloca expectativas novas, mas também receios fundamentados, com a possibilidade de
novos excluídos. A nossa escola nesse sentido procurará se adaptar e dar respostas, quer em
termos organizativos, quer em ofertas de formação diversificadas aos alunos.

8.2 – Concepção de Homem

“As crianças precisam crescer no exercício desta capacidade de pensar,


indagar-se e de indagar, de duvidar, de experimentar hipóteses de ação, de
programar e de não apenas seguir os programas a elas, mais do que
propostos, impostos. As crianças precisam de ter assegurado o direito de
aprender a decidir, o que se faz decidindo. Se as liberdades não se
constituem entregues a si mesmas, mas na sua assunção ética de
necessários limites, não se faz sem riscos a serem corridos por elas e pela
autoridade ou autoridades com que dialeticamente se relacionam.”
(FREIRE, P. 1997, p. 58-59)

27
O homem é um ser natural e social, age na natureza transformando-a
segundo as suas necessidades e além dela. O ser humano muitas vezes tem que sair do
âmbito estreito da família para poder se singularizar como sujeito e estabelecer sua relação
de vínculo com a sociedade. É importante que nós professores possamos entender o
conceito de homem como sujeitos para que dirigimos nosso trabalho, os sujeitos que
queremos ajudar a formar e a se transformar em cidadãos plenos.
O ser humano constrói sua identidade a partir do grupo social a que pertence, do
contexto familiar, das experiências individuais e de acordo com os valores, idéias e normas
que organizam sua visão de mundo.
O modo como se compreende cada fase da vida, é fruto de processos históricos de
transformação da humanidade. Cada sociedade, em cada época histórica e de acordo com
os diferentes grupos que a constituem, definem a duração, as características e os
significados desses tempos da vida.
São as referências socioculturais, locais e globais, o campo de escolhas que se
apresenta ao indivíduo, e dessa forma, amplia-se a esfera da liberdade pessoal e o exercício
da decisão voluntária, é o indivíduo que constrói sua consistência e seu conhecimento, no
interior dos limites postos pelo ambiente e pelas relações sociais.
Dessa maneira, conceber a identidade humana demanda entender quais as esferas da
vida que se tornam significativas, bem como compreender o significado de cada uma delas
na construção de sua identidade.
Essa construção se dá em processo de aprendizagem, o que implica o
amadurecimento da capacidade de integrar o passado, o presente e o futuro e também
articular a unidade e a continuidade de uma biografia individual, o que exige uma busca de
autoconhecimento, compreensão da sociedade e do lugar social em que está inserido.
O homem precisa ser visto como um ser ativo, social e histórico, marcado pelo
tempo, pela sociedade e pelas relações dialéticas, o homem se constrói ao construir sua
realidade.
A escola precisa de homem que seja transformador da realidade da qual ela está
inserida. Partindo do pressuposto que ele é um ser histórico, ele pode escrever a sua história
de uma maneira crítica, construtiva, traçando metas e buscando alcançá-las, sem prejudicar
o meio em que vive. Ter consciência do desenvolvimento buscando-o com sustentabilidade.

28
Traçar diretrizes que permitem as consciências críticas, reflexivas, participativas e
transformadoras. Buscando o conhecimento, o respeito mútuo, aceitando as diferenças na
convivência solidária, conquistando assim sua autonomia e valorização do compromisso
moral e ético.

8.3 – Concepção de Educação e Conhecimento

A primeira função da nossa escola será de formar cidadãos, sob várias


ópticas do conceito de cidadania. Para uma completa mudança na educação, com ma
política voltada para a formação social repensaremos sobre a função de nossa escola no
sentido de formação do jovem pressupondo a consciência dele enquanto cidadão, agente
produtivo capaz de acender classes e preparar jovens para o futuro.
Temos consciência que uma educação de qualidade vis a emancipação dos
sujeitos sociais e não guarda em si mesma um conjunto de critérios que a delimite. É a
partir da concepção de mundo, sociedade e educação que a nossa escola procurará
desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes que irão encaminhar a forma pela qual o
aluno vai se relacionar com a sociedade, com a natureza e consigo mesma.

8.4 – Concepção de Escola

A escola deve contemplar o interesse das crianças e jovens da comunidade,


respeitando sempre suas características próprias, valorizando ao máximo a criatividade e a
vivência de cada um. A escola também deve abrir espaços para que seus alunos expressem
conhecimentos e vivências adquiridas fora da escola e ainda abrir espaço para a produção a
manifestação de diferentes formas de expressão cultural, incentivando e propiciando a
participação ativa de todos os envolvidos no processo: alunos, professores, diretores,
funcionários, ex-alunos e a comunidade, em um diálogo transparente e verdadeiro, com o
objetivo de explicitar as diferenças e os avanços na construção de compromissos coletivos.
Integrando dessa forma as ações ao projeto global da escola, de maneira que as decisões
não se constituam em iniciativas episódicas ou em projetos paralelos àqueles adotados pela
escola. A escola desempenha um papel fundamental em todo o processo de formação de
cidadãos aptos para enfrentar uma sociedade em constante mutação. A rápida evolução
29
tecnológica exige de cada um, capacidade de adaptação a novas situações e a mudanças de
profissão ao longo da vida.
Estaremos sempre em busca de uma escola de qualidade contribuindo desta
forma para a formação de nossos alunos nos aspectos culturais, antropológicos, econômicos
e políticos, para o desempenho de seu papel de cidadão no mundo, tornando-se assim, uma
qualidade referenciada no social.
Uma escola de boa qualidade deve ter os seguintes atributos:
a) Ser pluralista, porque admite correntes de pensamentos divergentes com respeito a
diversidade, ao diferente;
b) Ser humanista, por identificar o homem como foco do processo educativo;
c) Ter consciência de seu papel político como instrumento para a emancipação,
combate às desigualdades sociais e desalienação dos trabalhadores.

8.5 – Concepção de Ensino-Aprendizagem

A grande necessidade de nossos alunos é que os conteúdos a serem


ensinados não sejam considerados fins. Eles devem ser meios para o aluno desenvolver
capacidades intelectuais, afetivas, tendo em vista as demandas do mundo em que vive. E
para que tal fato ocorra a nossa escola se baseará na Proposta Pedagógica, fazendo uma
seleção de conteúdos que ampliem para além de fatos e conceitos, mas com procedimentos
como valores, normas e atitudes. Partindo desse pressuposto abordaremos os conteúdos em
três grandes categorias:
1- Conteúdos conceituais: referindo-se a construção ativa das capacidades intelectuais
para operar com símbolos, idéias, imagens e representações que permitem organizar a
realidade, pois aprender conceitos permitirá ao aluno atribuir significados aos
conteúdos aprendidos e relacioná-los com os outros.
2- Conteúdos procedimentais: estarão presentes nos projetos de ensino, pois uma pesquisa,
um experimento, um resumo, uma maquete são proposições de ações presentes na sala
de aula. A inclusão de conteúdos procedimentais proporcionará aos alunos de um certo
modo, a pensar e a produzir conhecimentos.
3- Conteúdos atitudinais: permearão toda a atividade escolar, pois ensinar e aprender
atitudes requer um posicionamento claro e consciente sobre o que se ensina na escola.
30
Nesse sentido será uma prática constante, coerente e sistemática, em que valores e
atitudes almejados sejam expressos no relacionamento entre as pessoas e na escolha dos
assuntos a serem tratados.
Nesse sentido um ensino de qualidade está intimamente ligado à
transformação da realidade. Num processo educativo dialético, todos aprendem e todos
ensinam, numa construção coletiva do conhecimento. Nesse percepção, como Paulo Freire
tão bem desvelou, o processo de ensino-aprendizagem é uma seta de mão dupla: de uma
lado, o professor ensina e aprende e, de outro, o estudante aprende e ensina, num processo
dialético, isto é permeado de contradições e de mediações. O processo pedagógico
caracteriza-se, por um processo, portanto, como um movimento próprio de idas e vindas, de
construções sobre construções.
Para melhoria da qualidade do Ensino-Aprendizagem em nosso Colégio
estaremos estabelecendo algumas ações como:
1. diagnóstico em todas as classes e disciplinas, nos primeiros dias de aula, mormente as de
5ª séries cujos alunos ingressaram na escola;
2. recuperação paralela;
3. recuperação intensiva, após as avaliações bimestrais com alunos, que ainda apresentem
problemas de aprendizagem ao final do bimestre;
4. introdução da avaliação diagnóstica, na qual as provas, quando aplicadas, se transformem
em material de análise com a classe, com vistas à valorização do erro, enquanto momento
de correção e aprendizagem, conforme estudo do texto Avaliação e Aprendizagem retirado
da publicação Raízes e Asas durante o planejamento;
5. valorização das realizações do alunado com o objetivo de elevar-lhes a auto-estima e a
eliminação da recriminação quando o aluno malogra nas avaliações;
6. aulas dialogadas, que permitam a efetiva e organizada participação nas atividades de sala
de aula;
7. trabalho em grupo, no qual os alunos possam desenvolver um trabalho de descoberta e
enfatize-se o espírito de companheirismo e solidariedade, com a participação de todos;
8. introdução de alunos monitores, que possam auxiliar o professor na orientação dos que
apresentam dificuldades na aprendizagem de determinados conteúdos;
9. desenvolvimento de habilidades, ou seja, capacidade de os alunos transferirem
conhecimentos para situações novas.
31
8.6 - Concepção do Processo Avaliativo

Para tanto a nossa avaliação será conduzida tendo em vista as competências


e habilidades definidas como o produto desejável ao final do curso, e tendo como
pressuposto, a capacidade dos alunos de desenvolvê-las ao longo das experiências
oferecidas nesta e nas demais áreas. A compreensão do desenvolvimento do aluno, nesta
perspectiva, poderá sugerir estratégias de recuperação muito mais ricas do que a mera
repetição de conteúdos não dominados, uma vez que permita planejar atividades
interdisciplinares, considerando a interseção entres as três áreas do conhecimento.
É nessa mesma perspectiva que pode será equacionada a nossa proposta de
aproveitamento de estudos e de experiências, quando se tenha em vista a complementação
da escolaridade. O consenso sobre a efetividade dessas experiências no desenvolvimento de
competências e habilidade e a importância de considerá-las no âmbito escolar, os
procedimentos utilizados tradicionalmente para sua aferição constituem um impedimento
para a incorporação dos postulantes à escola. Isso porque se voltam para a avaliação do
domínio de conteúdos específicos, sem considerar as competências e habilidades que fazem
parte do repertório do sujeito e que lhe permitiriam alcançar os conhecimentos desejados.
Assim na medida em que propomos um trabalho pela via da
interdisciplinaridade, a avaliação assume o papel de ingrediente contínuo, indispensável e
deixa de ser apenas uma etapa final do processo. A dificuldade de estabelecer critérios e
competência da avaliação no campo interdisciplinar é muito grande em virtude de sua
complexidade se comparada ao modelo clássico.
Portanto, pensar a avaliação de forma a superar sua visão estática e
classificatória significa pensar no processo de ensino-aprendizagem como um todo, fazê-lo
trabalhar a favor da permanência do aluno no sistema de ensino, buscando uma
aprendizagem efetiva e significativa. A avaliação transformadora não se limita ao momento
final do processo: ela acompanha em sua trajetória de construção cotidiana. Busca
identificar padrões culturais dos alunos que chegam às escolas e os elementos necessários
para ampliar esses padrões, através de uma relação de diálogo no dia-a-dia das práticas de
ensino.

32
A avaliação diagnóstica servirá de ajuda ao processo de ensino-
aprendizagem: fornecerá aos professores elementos que permitam identificar os
conhecimentos prévios dos alunos, bem como os pontos críticos para que se avance na
construção do conhecimento, tendo em vista um projeto de escola não-excludente. Como
proposta em construção, não há uma sistematização pronta e acabada de idéias sobre como
será o procedimento a essa síntese, em avaliação diagnóstica, mas sim estamos em
processo de construção.
Nessa perspectiva, instrumentos diversos poderão ser utilizados em
avaliação diagnóstica, de acordo com a criatividade e a sensibilidade dos docentes e os
recursos disponíveis em sua realidade. Provas, testes, questionários, roteiros de observação
e de entrevista com alunos e pais de alunos, projetos que busquem caracterizar o universo
socio-cultural daqueles que frequentam a escola podem perfeitamente subsidiar o processo
de ensino-aprendizagem em uma perspectiva transformadora.
Espera-se, desse modo, contribuir para uma nova mentalidade em avaliação,
que, em uma abordagem diagnóstica, busque caminhar na direção de uma escola
democrática e participativa para todos, e não apenas para uma minoria. De acordo com a
Deliberação 007/99 que fala sobre Normas Gerais para Avaliação do Aproveitamento
Escolar, Recuperação de Estudos e Promoção de alunos, do Sistema Estadual de Ensino,
em Nível do Ensino Fundamental e Médio.
A avaliação será entendida como um dos aspectos do ensino pelo qual o
professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu próprio trabalho, com as
finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem
como diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes valor. Para isso serão utilizadas
técnicas e instrumentos diversificadas, preponderando sempre os aspectos qualitativos da
aprendizagem, considerando também a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade dos
conteúdos.
Nesses aspectos a avaliação deverá ser contínua, permanente e acumulativa.
No que se refere a recuperação de estudos, se o aproveitamento do aluno for
insuficiente o mesmo fará recuperação de estudo, paralelo a sua aula, isto com atividade
extra-classe. Na recuperação paralela o aluno será trabalhado concomitantemente aos
demais alunos com enfoque às suas dificuldades com auxílio daqueles que dominam o
conteúdo, e para verificação serão utilizados: trabalhos de pesquisas individuais bem como
33
a observação de seu desejo de progresso pelo professor em sala de aula, sendo que as
atividades desenvolvidas serão desenvolvidas e serão arquivadas na pasta individual de
cada aluno.
Algumas atitudes podem ser desenvolvidas como:
- Realização de tarefas de forma gradativa e sucessiva, essas tarefas serão interpretadas e
analisadas;
- Trabalhos em grupos para o desenvolvimento de idéias e da interação com outros
alunos, mas não de natureza avaliativa porque não são a expressão da idéia de um só
aluno;
- O professor deve analisar as tarefas perguntando o que o aluno pensou, que obstáculos
ele encontrou, que conceitos compreendeu e quais não compreendeu. O professor deve
informar ao aluno o resultado dessa análise. Com base nessa análise é que o professor
planeja suas ações pedagógicas.

8.7 - Concepção de Tecnologia

Para que a tecnologia seja o material de apoio ao processo ensino-aprendizagem,


cujo mediador seja o professor, e o aluno seja o aprendiz de um pensar novo, que leva a
descoberta do mundo a sua volta. Entretanto a escola deve ser o espaço do conhecimento
caminhando junto com a tecnologia. O aluno deve ser um apaixonado pelo conhecimento e
não apenas pela técnica e sim pelo o que ela acrescenta a sua vida.
O uso de tecnologias como apoio ao ensino e à aprendizagem vem evoluindo
vertiginosamente nos últimos anos, podendo trazer efetivas contribuições à educação,
presencial ou a distância. Entretanto, para evitar ou superar o uso ingênuo dessas
tecnologias, é fundamental conhecer as novas formas de aprender e de ensinar, bem como
de produzir, comunicar e representar conhecimento, possibilitadas por esses recursos, que
favoreçam a democracia e a integração social.
O uso das mídias digitais, especialmente da hipermídia, incorpora distintos recursos
tecnológicos à tecnologia digital, proporciona o diálogo entre as diferentes linguagens,
transforma as maneiras de expressar o pensamento e de comunicar, interfere na
comunicação social e induz mudanças observáveis na produção dos materiais veiculados
com suporte em outras tecnologias. Exemplos da interferência da tecnologia digital na
34
comunicação com suporte em outras tecnologias são observados nas imagens da televisão,
no design de material impresso, nos programas de rádio etc.
A natureza da incorporação às mídias digitais de linguagens e meios convencionais
de comunicação (áudio, vídeo, animação, material impresso...), de uso consolidado antes do
advento e da disseminação dos computadores, evidencia a necessidade de um planejamento
que considere as características específicas de suas linguagens e potencialidades
tecnológicas, propiciando a criação de uma sinergia para a concepção e realização de ações
educacionais inovadoras.
Para compreender o cenário de possibilidades que se descortina com a integração de
tecnologias no ensino e na aprendizagem, é necessário ter clareza das intenções e objetivos
pedagógicos, das possíveis formas de representação do pensamento, das características de
narratividade, roteirização e interação entre as tecnologias. Por conseguinte, as mudanças
dos ambientes educativos com a presença de artefatos tecnológicos e linguagens próximas
do universo de interesses do aluno proporcionam o acesso a uma gama diversa de
manifestações de idéias, permitem a expressão do pensamento imagético e criam melhores
condições para a aprendizagem e o desenvolvimento do ser humano e da civilização.
A integração entre tecnologias, linguagens e representações tem papel
preponderante na formação de pessoas melhor qualificadas para o convívio e a atuação na
sociedade, conscientes de seus compromissos para com as transformações e do saberes
cotidianos, científicos, técnicos, sociais, emocionais, artísticos e estéticos são ações que
induzem a reflexão sobre quem somos e para onde queremos ir, para a redescoberta do ser
humano.
O papel dos gestores usando as Tecnologias da Informação e da Comunicação – TIC
e apoiando/incentivando a produção feita na escola pelos alunos/professores usando as
diferentes mídias.
A educação, tecnologias e suas linguagens têm como intenção levantar aspectos
relacionados ao uso adequado das linguagens das mídias, com ênfase especial à mídia
televisiva e radiofônica, bem como as influências que as mídias digitais exercem em suas
formas de expressão. Destaca também a importância de compreender o potencial de
interação que cada tecnologia proporciona para que o aprendiz possa fazer-se sujeito da
produção, além de trabalhar a dimensão afetiva presente em todo ato de aprendizagem.

35
A tecnologia, comunicação e interação têm objetivo de influenciar o educando a
comunicar entre as pessoas, enfocando o fato de que ela ocorre de diversas maneiras,
conforme o contexto de produção das mensagens, as experiências pessoais e conhecimentos
dos interlocutores e as possibilidades interativas das tecnologias de suporte. Considera-se,
hoje, que a comunicação hipermediática se aproxima mais da forma como se desenvolve o
pensamento humano com o uso de diversas linguagens sobrepostas, que se interconectam
por meio de links acionados num clicar do mouse. Essas novas representações induzem
outras formas de leitura, diferentes da linearidade do papel impresso, que se realizam em
camadas sobrepostas e lidas em flashs instantâneos. Entretanto, isso não significa que a
leitura/escrita linear e seqüencial deixou de existir, mas que há outras formas que se
articulam conforme os estilos de leitura/escrita e as características da atividade em
realização.
A revolução tecnológica dos próximos anos aponta a diversidade de novas
possibilidades, tais como a disseminação da Internet móvel e o desenvolvimento da
televisão digital. Como ficarão as práticas pedagógicas com esses novos recursos
disponíveis nas escolas? Como integrá-los às tecnologias convencionais de modo a atender
à diversidade de condições de acesso às tecnologias da realidade brasileira? Como
resgatar/preservar a dimensão humana e a ética diante dessa evolução tecnológica que pode
ser utilizada tanto para a emancipação como a dominação do homem?
Atualmente, várias escolas públicas e privadas têm disponível o acesso às diversas
mídias para serem inseridas no processo de ensino e aprendizagem. No entanto, diante
deste novo cenário educacional, surge uma nova demanda para o professor: saber como
usar pedagogicamente as mídias. Com isso, o professor que, confortavelmente, desenvolvia
sua ação pedagógica tal como havia sido preparado durante a sua vida acadêmica e em sua
experiência em sala de aula, se vê frente a uma situação que implica novas aprendizagens e
mudanças na prática pedagógica.
De fato, o professor, durante anos, vem desenvolvendo sua prática pedagógica
prioritariamente, dando aula, passando o conteúdo na lousa, corrigindo os exercícios e
provas dos alunos. Mas este cenário começou (e continua) a ser alterado já faz algum tempo
com a chegada de computadores, internet, vídeo, projetor, câmera, e outros recursos
tecnológicos nas escolas. Novas propostas pedagógicas também vêm sendo disseminadas,
enfatizando novas formas de ensinar, por meio do trabalho por projeto.
36
Para desenvolver uma prática pedagógica voltada para a integração das mídias, uma
das possibilidades tem sido o trabalho por projetos. Na perspectiva da pedagogia de
projetos, o aluno aprende fazendo, aplicando aquilo que sabe e buscando novas
compreensões com significado para aquilo que está produzindo (Freire & Prado, 1999;
Almeida, 2002; Prado, 2003).
A pedagogia de projeto2, tendo como enfoque a integração entre diferentes mídias e
áreas de conhecimento, envolve a inter-relação de conceitos e de princípios, os quais, se
não tiverem a devida compreensão, podem fragilizar qualquer iniciativa de melhoria de
qualidade na aprendizagem dos alunos e de mudança da prática do professor.
Para que haja a integração, é necessário conhecer as especificidades dos recursos
midiáticos, com vistas a incorporá-los nos objetivos didáticos do professor, de maneira que
possa enriquecer com novos significados as situações de aprendizagem vivenciadas pelos
alunos.
Nesta perspectiva, o cenário educacional requer do professor saber como usar
pedagogicamente as mídias e, este “como” envolve saber “o quê” e “o porquê” usar tais
recursos. Por outro lado, este saber “como”, “o quê” e “o porquê” usar determinadas mídias
encontra-se ancorado em princípios educacionais. Na mediação pedagógica, o papel do
professor é completamente diferente daquele que ensina, transmitindo informações,
aplicando exercícios e avaliando aquilo que o aluno responde, em termos de certo ou
errado. A mediação pedagógica demanda do professor ações reflexivas e investigativas
sobre o seu papel, enquanto aquele que faz a gestão pedagógica, criando condições que
favoreçam o processo de construção do conhecimento dos alunos. Nas palavras de
Perrenoud (2000), o seu papel concentra-se “na criação, na gestão e na regulação das
situações de aprendizagem” (p. 139).
Na perspectiva da integração, em se tratando, por exemplo, do uso pedagógico do
vídeo, a mediação do professor deve propiciar que as informações veiculadas por esta mídia
sejam interpretadas, ressignificadas e, possivelmente, representadas em outras situações de
aprendizagem (usando ou não os recursos da mídia), que possibilitem ao aluno transformar
as informações em conhecimento.
O desenvolvimento de uma atividade ou de um projeto usando a produção de vídeo
requer um trabalho em grupo entre os alunos e, muitas vezes, entre os profissionais de uma
mesma instituição ou externos a ela. Para produzir um vídeo, o grupo parte de um objetivo,
37
cuja definição envolve negociação e argumentação entre os componentes do grupo, para se
chegar a um consenso que seja significativo para todos os envolvidos. Esse consenso,
segundo Almeida (2004), deve refletir o “reconhecimento de si mesmo e do outro em sua
singularidade e diferenciação, do respeito mútuo, da construção da identidade individual
simultânea com a construção do grupo como um sistema que engloba pensamentos,
emoções, ações, experiências anteriores, maneiras de ser, estar, sentir, pensar e fazer com o
outro”.
No contexto do roteiro, a produção da escrita envolve vários aspectos de caráter
cognitivo e criativo, tais como: antecipações, planejamento, organização lógica das
informações e dos fatos pesquisados e coerência entre as imagens, textos e sons,
respeitando os parâmetros do tempo e do foco intencional do produto, isto é do vídeo. Mas
como o professor pode vivenciar esta nova forma de aprender, para que possa repensar a
sua prática e reconstruí-la? Esta reconstrução da prática é fundamental para que o uso da
mídia possa ser integrado às atividades pedagógicas, de modo a propiciar aos alunos novas
formas de buscar, interpretar, representar e compreender os conteúdos curriculares num
escopo ampliado de ressignificações, bem como trabalho individual e colaborativo,
contemplando o contexto e o cotidiano de sua atuação na escola (Valente & Prado &
Almeida, 2003).
A reconstrução da prática requer a sua compreensão e a articulação de novos
referenciais pedagógicos que envolvem os conhecimentos das especificidades das mídias,
entre outras competências que o paradigma da sociedade atual demanda.

9- ATO OPERACIONAL

9.1 – Critérios De Organização Interna Da Escola

O nosso Projeto Político Pedagógico, como forma de organização do


trabalho na escola, se fundamentará em alguns princípios norteadores da escola
democrática, pública e gratuita para dessa forma suprir ao máximo a necessidade de nossos
alunos, tais como:

38
a) Igualdade: Quer dizer condições de acesso e permanência na escola, superando dessa
forma todas as desigualdades de natureza sócio econômica, cultural e racial entre os
alunos.
b) Qualidade: O desafio fundamental desse nosso Projeto Político-Pedagógico é viabilizar
qualidade para todos, o que vai muito além da meta quantitativa do acesso global. Essa
qualidade implicará numa consciência crítica e capacitação de ação , de saber e de
mudar. A qualidade que desejamos e os alunos necessitam conjuga um caráter formal ou
técnico (enfatiza instrumentos, os métodos e as técnicas), com o político (voltado para
fins, valores e conteúdos).
c) Gestão democrática: é um princípio consagrado no Regimento Escolar e a as
dimensões pedagógicas, administrativas e financeira. Essa necessidade de gestão
democrática inclui a ampla participação dos representantes da comunidade escolar nas
decisões/ações administrativo-pedagógicas nela desenvolvidas.
d) Liberdade: É outro princípio consagrado no Regimento Escolar e está necessariamente
ligado a autonomia. Liberdade e autonomia fazem parte da própria natureza do ato
pedagógico. A liberdade, é algo que se experimenta, individual e coletivamente; e que
envolve uma articulação de limites e possibilidades. E essa experiência fará com que o
aluno construa sua vivência coletiva e interpessoal.
A organização do trabalho na escola é por sua vez mediação entre o trabalho
docente e prática social global, mas não é oferecer escola em iguais condições para todos.
Pelo contrário é a distribuição desigual do conhecimento a partir da origem da classe social.
O professor deve desempenhar a função de mediador do saber. Quanto ao material didático
deve ser de boa qualidade e o professor deve estar apto para manuseá-lo como material de
apoio, o docente deve submeter-se ao livro como planejador e executor do processo
didático. O desafio da escola é recuperar o compromisso com os valores pessoais, sociais e
culturais que devem marcar a formação dos cidadãos. Devemos conscientizar o educando a
dedicar-se como instrumento concreto do ensino para a vida e não somente pela
aprendizagem.
Biblioteca
A Biblioteca Professor Mauri Schuh funciona como um espaço posto à
disposição da comunidade em geral e destina-se à leitura e a elaboração de trabalhos

39
individuais e ou/ coletivos. Dentre as atividades que a Biblioteca vai procurar desenvolver
destacam-se as seguintes:
- acompanhar os trabalhos de estudos e pesquisas dos estudantes;
- realizar atividades de classificação e catalogação de livros que facilitam o controle e a
consulta;
- emprestar livros e controlar sua devolução;
- fazer serviços de levantamento de dados e confecção de estatísticas que favoreçam a
avaliação de todo processo.
Seu horário de funcionamento é: Manhã, Tarde e Noite
Atenderá nas férias também, quando se fizer necessário. A nossa Biblioteca
ainda consta com um acervo bibliográfico de boa qualidade, vindo desta forma suprir as
necessidades de nossos alunos, sendo que sempre recebemos doações de livros, revistas e
jornais. Todas estas fontes de pesquisas tem sido utilizadas pelos nossos alunos com boa
perspectiva de aprendizagem.
Laboratório de Informática
Atualmente o Colégio conta com um laboratório de informática de 7,50 m X
6,80 m , que foi construído com recursos da comunidade, o qual não está adequado às
exigências estabelecidas pela SEED, sendo que não tínhamos outras instalações
apropriadas, o Estado requisitou o espaço da Biblioteca para montar o laboratório de
informática. Tal fato tornou nossa biblioteca inadequada ao trabalho qualitativo por parte
dos professores e alunos. Mas dispomos a princípio somente do espaço físico, temos
poucos computadores, alguns foram adquiridos pelo PROEM e outros com recursos
próprios. Embora contando com poucos equipamentos a escola procurará atender na
medida do possível as necessidades básicas dos alunos elaborando regras de utilização,
onde o professor trabalhará com projetos interdisciplinares de uma forma eficaz
pedagogicamente envolvendo uma dinâmica interativa e adequada.
Laboratório de Química, Física e Biologia
O nosso Laboratório está definido como uma dependência adaptada para o
trabalho prático, tendo condições de segurança. Sabemos que a necessidade de aulas
práticas, para tornar o ensino das ciências mais ativo e relevante, tem sido uma constante
nas propostas de inovação. Mas necessitamos de um profissional laboratorista para atender
às necessidades da escola. Quando buscamos realizar experiências em Ciências, a
40
finalidade maior está na soma da teoria-prática, muitas vezes as coisas parecem estanques
ou dicotomizadas, e isto não pode acontecer em Ciências. As experiências despertam
geralmente um grande interesse por parte dos alunos, além de propiciar uma situação
excepcional que é aplicação das etapas do método científico, envolvendo desde a
observação, hipóteses até a conclusão. Para que ocorram as experiências , algumas etapas
serão consideradas:
- Tempo suficiente para confecção de pequenos aparelhos, muitas vezes esses aparelhos
devem ser montados fora de sala de aula;
- O professor deverá ter conhecimento de todas as etapas da experiência;
- O objetivo da experiência deve ficar bem claro a todos;
- As explicações e as conclusões devem envolver todos os participantes das experiências;
- Todas as questões de segurança devem ser consideradas nunca devem oferecer riscos
aos nossos alunos.
A Matriz Curricular está contemplada da seguinte forma: Base Nacional
Comum contempla 92 % das carga horária tanto no Ensino Fundamental como no Ensino
Médio. A Parte Diversificada contempla 80% da carga horária tanto no Ensino
Fundamental quanto no Ensino Médio. Língua Estrangeira Moderna ( Inglês) estão
contemplados como disciplina, da Parte Diversificada na Matriz Curricular do Ensino
Médio no período Diurno e Noturno. No Ensino Fundamental é contemplado na Parte
Diversificada e Língua Estrangeira Moderna ( Inglês).
Cada professor, em sua disciplina, estabelecerá metas a serem alcançadas
com os conteúdos "significativos" que vai ministrar. Considere-se que, fundamentalmente,
o aluno deve ser levado a "aprender a aprender" ou seja deve ser levado a incorporar
"habilidades". A meta ligada à incorporação de habilidades pelos alunos deve ser
inegociável, posto que, constitui o principal fundamento da aprendizagem.

9.2 - Acesso e Permanência do Aluno na Escola

Um dos principais desafios de nossa escola é fazer com que crianças e


adolescentes permaneçam na escola e consigam concluir os níveis de ensino em idade
adequada, e que os jovens e adultos também tenham os seus direitos educativos atendidos.
Temos procurado tratar esse assunto com muito carinho, procurando sempre: descobrir as
41
dificuldades de aprendizagem, saber porque estão faltando, onde moram, porque querem
abandonar a escola.
Manter uma parceria de trabalho com o Conselho Tutelar também uma
estratégia que adotamos e continuaremos adotando para manter o nosso aluno dentro da
escola.

9.3 – Capacitação Continuada de Educadores e Funcionários

Um dos elementos de nosso Projeto Político Pedagógico o plano da


formação contínua dos professores. Isto quer dizer que a formação dos professores em
exercício, não é de responsabilidade apenas do Estado através de seus órgãos, mas da
própria escola e de cada um dos seus profissionais, pois o desenvolvimento pessoal e
profissional também é de interesse de cada pessoa.
A sala de aula é um local de vivências pedagógicas. A análise do que aí
acontece evidencia muitas das dimensões da prática pedagógica efetivada: as formas usadas
para construir o espaço de interação, as relações de poder, as maneiras de processar as
negociações entre professor-aluno, aluno-professor, aluno-aluno, o trabalho coletivo e
outros. A formação continuada é uma das políticas públicas que viabiliza a qualidade da
aprendizagem de todos os alunos: níveis e responsabilidade da mantenedora, da escola e do
próprio profissional em sua função específica.

9.4 – Trabalho Coletivo

Para que uma escola realize um trabalho em grupo, ultrapassando a


interpretação equivocada de que para se formar um grupo basta agregar pessoas ou nomes a
uma determinada atividade, é preciso que se construa um projeto político pedagógico
consistente e real, as pessoas precisam estar inseridas neste projeto, não basta ser um
documento para arquivar na escola, seu texto precisa ser construído coletivamente, ser
conhecido, discutido e realimentado por todos os envolvidos no processo pedagógico e
escolar, além disso, seu conteúdo compreendido, assimilado e assumido por todos deve
estar permeando as atividades, as atitudes e as falas das pessoas.

42
Trabalhar em grupo exige, entre outros fatores COMPARTILHAR idéias
(que enriquecem muito mais se forem conflitantes, divergentes) informações, reflexões e
ações; RESPEITAR e preservar a individualidade e as produções do outro, percebendo-o
como ser pensante, como um sujeito único e importante para o grupo; ACOLHER o outro é
fundamental para que o mesmo perceba-se / sinta-se fazendo parte deste grupo;
AUTONOMIA E INICIATIVA para emitir opiniões e críticas, desde que sejam
construtivas; COMPROMETIMENTO com a tarefa que o coletivo pretende dar conta,
afinal não posso participar de um grupo se não me identifico com a tarefa que o mesmo se
propõe a realizar; AVALIAR ações e atitudes de forma dialogada, com ética e respeito, o
que também não é fácil, afinal aprendemos (erroneamente!) a interpretar e realizar crítica
de modo pejorativo e depreciativo ou para atender interesses individuais ou empresarias,
impedindo o outro de crescer.
Trabalhar em grupo respeitando a individualidade do outro, mediando
conflitos e críticas com maturidade, afinal conflitos não devem ser abafados, mas discutidos
a fim de se buscar soluções coletivamente, seja para o grupo ou para um de seus
integrantes, é um grande desafio democrático que precisamos exercitar enquanto
educadores, acredito que só através deste exercício poderemos compreender as atitudes e
falas (ou a ausência delas) por parte de nossos alunos, diante de “trabalhos em grupo”.
“O trabalho coletivo na escola deve estar voltado para a construção de um
perfil de cidadão” (Fusari), que obviamente não é neutro, mas vinculado a concepções de
Educação e de Sociedade. Para tanto, é fundamental (e um grande desafio!) que nós
professores nos percebamos, além dos muros da escola, como seres individuais, sim, mas
integrados a uma coletividade com características sociais, políticas, econômicas e históricas
comuns, capazes de enxergar a realidade, discutir, produzir, exigir e propor soluções para
problemas reais da coletividade que compõe a escola e conseqüentemente, atender a
individualidade.

9.5 – Prática Transformadora Do Ponto De Vista Político Pedagógico

A nossa escola procurará construir uma sociedade autenticamente


democrática amparando-se em valores que procurem formar cidadãos técnicos e
socialmente preparados. A ética não é uma geometria de direitos e deveres, ma uma
43
constante busca daquilo que representa o melhor para o homem concreto e histórico em
busca de sua realização tanto profissional quanto humana.
A nossa escola procurará desenvolver seu trabalho voltado para atitudes e
valores como : diálogo, solidariedade e respeito mútuo.
O diálogo é expressão fundamental da relação entre os seres humanos,
doação mútua da palavra, sinal distintivo da humanidade. Os objetivos para se escolher o
diálogo como atitude dentro de nosso projeto são:
a) Saber valorizar o diálogo nas relações sociais
b) Valorização das próprias idéias, disponibilidade para ouvir idéias e
argumentos do outro e reconhecimento da necessidade de rever pontos de
vista.
c) Saber utilizar o diálogo como instrumento de cooperação.
d) Transformar e enriquecer o saber pessoal através do diálogo.
e) Participar dialógica na tomada de decisões coletivas.
É importante que o aluno perceba que pode ser solidário tanto ao ajudar um
amigo doente, que necessita momentaneamente de auxílio, como ao lutar por um ideal
coletivo da sociedade.
Os objetivos básicos de se trabalhar o valor solidariedade são:
a) Reconhecer e valorizar a existências de diversas formas de atuação
solidária no Âmbito político e comunitário.
b) Conseguir atuar com compreensão nas situações cotidianas.
c) Repudiar as atitudes desleais, de desrespeito, violência e omissão.
O respeito mútuo deve estar baseado no sentido de que todas as pessoas
precisam sentir-se respeitadas e sentir que delas se exige respeito. Na vida em sociedade as
pessoas assumem papéis diferentes, a partir das relações sociais é por isso que deve-se
principalmente respeitar a individualidade de cada um, pois desta forma estará
reconhecendo os limites e possibilidades pessoais alheias.
Em suma respeito mútuo se traduz pela valorização de cada indivíduo em
sua singularidade, nas características que o constituem. E traz guardada em sua
significação, as idéias de individualidade e de alteridade: na tomada de consciência que
cada pessoa faz de si própria revela-se a presença do outro como constituinte de sua
existência social.
44
A nossa escola buscará sistematizar um Projeto Político Pedagógico, uma
educação que visa nortear e fundamentar seu trabalho pedagógico na escola como um todo,
afim de obter coerência teórico prática enquanto espaço de produção e socialização de
conhecimentos. Em síntese, a nossa escola conceberá os seguintes itens:
- Homem objetivado: cidadão crítico, responsável e consciente de seus direitos e deveres,
comprometido com o social e ciente de seu papel histórico na sociedade.
- Sociedade objetivada: sociedade justa e democrática, organizada através da luta e
consciência política e social do povo, com direitos iguais de acesso e distribuição
equitativa dos bens materiais e culturais.
- Educação: transmitir o conhecimento construído historicamente pelos homens criando
e recriando o mesmo, de modo a adequá-lo à nova realidade social e desse modo
contribuir para a formação de um sujeito criativo, participativo, autônomo, crítico e
transformador.
- A partir desse entendimento, o coletivo desta escola definiu como sendo função social
da escola transmitir/socializar os conhecimentos historicamente produzidos pela
humanidade, dando condições para que os alunos se produzam socialmente enquanto
sujeitos históricos, críticos, participativos e criativos.
A escola procurará trabalhar de forma garantir a igualdade de acesso para os
alunos a uma base nacional comum, de maneira a legitimar a unidade e a qualidade da ação
pedagógica na diversidade nacional. A base comum nacional e sua parte diversificada
estarão integradas em torno do paradigma curricular, que vise a estabelecer a relação entre a
educação fundamental e a vida cidadã através da articulação entre vários dos seus aspectos.

9.6- Intenção De Acompanhamento Aos Egressos

Igualdade de condições para acesso permanência será uma de nossas metas


principais de trabalho. Dentro do processo educativo queremos pressupor uma
aprendizagem de qualidade para todos, ampliar o número de vagas e qualidade do nosso
ensino, superando privilégios econômicos e sociais. Procurando articular dimensões
técnicas e formais, com instrumentos novos de ensino, novas metodologias e técnicas de
ensino. Dentro de uma política que de condição de participação, para todos, envolvendo
valores e conteúdos condizentes com a realidade do nosso aluno. Todo esse trabalho será
45
desenvolvido através de um processo reflexivo e elaboração coletiva. Estaremos
trabalhando em prol de um(a):- Sociedade: democrática, justa, igualitária; -
Homem/cidadão : crítico, participativo, responsável, criativo. - Escola: transformadora,
autônoma, emancipadora. - Mundo: com igualdade para todos.

9.7- Critérios Para Elaboração Do Calendários Escolar, Horários Letivos E Não


Letivos

O calendário ordena o tempo: determina o início e o fim do ano letivo, prevê


os dias letivos, as férias, os períodos em que o ano divide-se, os feriados cívicos e
religiosos, as datas reservadas à avaliação, os períodos para reuniões técnicas e colegiadas
etc. O Calendário Escolar é elaborado pela SEED de acordo com a resolução 3927/2004. É
estabelecido Calendário Escolar único onde a escola opta semente pelo feriado municipal
que fica a critério do estabelecimento de ensino. O mesmo contém 200 dias letivos
atendendo a (LDB – Lei nº9394/96). É considerado como dia letivo, além dos dias de
Planejamento Escolar; os dias destinados para reuniões pedagógicas, Conselho de Classe e
outras, até o total de dez (10) dias no decorrer do ano letivo, bem como organizar as
reuniões pedagógicas fora dos dias letivos, previstos no calendário escolar.

Estaremos desenvolvendo algumas atividades dentro do período letivo como:


- Palestras, com abordagem de temas emergentes;
- Atividades Culturais, Dança, Teatro;
- Atividades Esportivas.
- Atividades com APMF e Conselho Escolar.
Fora do Período letivo acontecerá Capacitação descentralizada para o
Professor, orientada pela SEED e NRE na própria escola integrada as demais escolas do
município.
Os programas de Capacitação serão também realizados aos sábados, com orientação da
SEED.
A organização da hora atividade favorecerá o trabalho coletivo dos
professores priorizando sempre:
- O coletivo dos professores que atuam na mesma área de conhecimento;
- O coletivo dos professores que atuam na mesma série ou turma.

46
De acordo com a Lei nº 13.807/2002 a hora atividade constitui 20% da carga
horária do professor em efetiva regência de classe.
Cabe a equipe Pedagógica coordenar as atividades coletivas, a serem desenvolvida
durante a hora atividade. Cabe a direção, sistematizar o quadro da distribuição da hora
atividade, constando em edital, acompanhando e informando à comunidade escolar da
disponibilidade de horário de atendimento do professor aos alunos e pais. É de competência
do Diretor a verificação do cumprimento da hora atividade no estabelecimento.

9.8 - Recursos Que A Escola Dispõe Para Realizar O Projeto Político Pedagógico

A administração eficaz dos recursos físicos e financeiros da escola é


imprescindível, todavia a amplitude do seu papel envolve também: a responsabilidade pelas
ações pedagógicas, para a concretização da missão educacional; os processos de
comunicação interpessoal com alunos, pais, professores e demais colaboradores; o
desenvolvimento das equipes que atuam na escola; a implantação de projetos de parceria e
voluntariado; e a compreensão da dinâmica interna e externa que envolve as diversas
situações que emergem no cotidiano escolar. Conhecimentos indispensáveis ao Dirigente
Escolar relacionam-se ao PDE – Plano de Desenvolvimento da Escola, Proposta
Pedagógica e Currículo; ao processo de Ensino-aprendizagem; ao gerenciamento de
pessoas; e às normas, diretrizes e procedimentos legais para o funcionamento da escola
(infra-estrutura, matrícula, recursos financeiros oficiais, etc.).
Os recursos que escola dispõe para a realização deste projeto tem relação
direta na realidade local na qual a escola está inserida e sujeita as determinações e
contradições da sociedade. No que se refere aos recursos financeiras nossa escola é mantida
pela SEED, os recursos chegam via Fundo Rotativo – Fundepar, Programa Dinheiro Direto
na Escola (PDDE) e recursos de promoções e eventos realizados pela APMF e Conselho
Escolar.
Os recursos são utilizados par as seguintes finalidades:

 pequenas reformas, reparos e outras providencias de manutenção do prédio e demais


instalações da escola (pintura, troca de vidro e consertos de instalações elétricas
e/ou hidráulicas, etc.)

47
 compra de materiais de consumo necessários ao bom funcionamento da escola
(material de limpeza e escolar, murais de aviso, lâmpadas, etc.)

 aquisição de livros de literatura, laboratórios, bolas e rede de vôlei, giz, lápis de cor,
fitas de vídeo, etc.

O princípio que justifica e legitima essa autonomia é o de que é a própria


comunidade escolar quem melhor sabe o que precisa. O Diretor, os professores e
comunidade escolar são os que têm melhores condições para definir as necessidades de sua
escola, tornando mais eficiente a utilização dos recursos a ela destinados.

10. PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA

A organização do trabalho pedagógico em nossa escola estará totalmente


envolvido com a organização da sociedade . Onde a escola deverá ser vista por todos como
uma instituição social, inserida na sociedade e sujeita às determinações e contradições
dessa sociedade.
Dentro deste contexto as finalidades pretendidas para a nossa escola
trabalhar são:
- Finalidade cultural: a escola irá procurar preparar culturalmente os indivíduos para
uma melhor compreensão da sociedade em que vivem.
- Finalidade política: a escola procurará formar o indivíduo para a participação política
que abrange direitos e deveres da cidadania.
- Finalidade da formação profissional: a escola irá preparar os alunos para uma vida
produtiva capaz de se valer efetivamente das oportunidades econômicas ocupacionais.
- Finalidade humanística: a escola promoverá o desenvolvimento intelectual, emocional e
integral do aluno.
O que queremos é trabalhar para proporcionar aos alunos uma diversidade de
percursos de aprendizagem, garantindo a coerência entre os objetivos estabelecidos e as
competências a desenvolver, estimulando dessa forma a concepção de estratégias e
atividades diversificadas que criem condições para transferência de aprendizagens inter e

48
intradisciplinares numa perspectiva de desenvolvimento das competências de saída do
Ensino Fundamental. O Colégio Estadual Professor João Farias da Costa procurará decidir,
coletivamente, o que se que reforçar dentro da escola, detalhando sempre as finalidade para
se conseguir um processo ensino-aprendizagem bem sucedido e se formar o cidadão
desejado. Criando dessa forma condições que favoreçam o desenvolvimento global e
harmonioso da personalidade do aluno, na sua dupla dimensão individual e social, de
acordo com princípios de liberdade, responsabilidade e solidariedade, proporcionando
assim a consolidação, aprofundamento e domínio de saberes, instrumentos e metodologias
que fundamentem uma cultura artística, humanística, científica e técnica , numa perspectiva
de educação permanente.
Hoje o Colégio Estadual Professor João Farias da Costa. Ensino
Fundamental e Médio, tem plena convicção de que a educação deve ser valorizada como
área estratégica em qualquer projeto educacional, bem como deu lugar à comunidade
educativa, aumentando, assim, a participação do intervenientes no processo educativo.
A democratização do ensino, trouxe à Escola novos valores, heterogeneidade
de saberes/aprendizagens e uma grande diversidade cultural. A escola deu lugar a
comunidade educativa aumentando a participação dos intervenientes no processo educativo,
A administração Central, confrontada com a dinâmica de mudança implementou a
Reestruração do Ensino Fundamental, através da Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394/96.
Neste contexto, a nossa escola está procurando dar resposta adequada às situações que lhe
são apresentadas, afirmando a sua especificidade e construindo a sua identidade a
autonomia. Num mundo em contínua transformação, a nossa escola tem orientado a sua
atividade por princípios e valores democráticos que fortaleçam a educação para a
autonomia indo de encontro das expectativas dos alunos como cidadãos e futuros
profissionais.
No trabalho de gestão será adotado alguns cuidados especiais de forma
operativa ao planejamento, organização, avaliação e acompanhamento contínuo dos
processos educativos. Uma forma adotada e que será dado continuidade é a distribuição de
atividades aos professores na realização dos projetos escolares, procurando desta forma se
realizar uma liderança compartilhada no cotidiano escolar. A gestão escolar deve ser de
caráter coletivo realizado a partir da participação conjunta de todos os membros da
comunidade escolar. Pois a participação dá as pessoas a oportunidade de controlar o próprio
49
trabalho, de sentirem-se autoras e responsáveis pelos seus resultados, construindo dessa
forma a sua autonomia.
Algumas diretrizes e pressupostos a serem inseridas em nosso Projeto
Político Pedagógico são:
- A escola enquanto espaço educativo, que é por essência lugar social da comunicação
humana, reciprocidade de reversibilidade;
- Possibilitar a reflexão crítica sobre a prática pedagógica da escola, no sentido de
reformular seus cursos com vistas à melhoria do ensino;
- Analisar criticamente o modelo de ensino existente;
- Montar uma proposta pedagógica, face as necessidades dos alunos;
- Caracterizar o perfil docente e discente;
- Criar mecanismos de avaliação, no sentido da correção das distorções e da melhoria da
qualidade do ensino;
- A discussão será uma estratégia básica para a publicação daquilo que professores e
alunos fazem na escola, do que pensam, sabem e experimentam; de seus valores de vida
e convivência.
- A teoria não é por si só a solução para práticas novas. Daí a necessidade da atitude de
constante reflexão e teorização das práticas escolares.
- O planejar será uma articulação entre professores e alunos para as atividades de ensino
e aprendizagem: é um instrumento estratégico básico, uma condição intrínseca ao
projeto pedagógico. Neste sentido, a escola dará muita atenção já que é um
procedimento essencial e exige a participação de todos os envolvidos no e com o
trabalho escolar, em igualdade na condição de parceiros interagindo desde as decisões
passando pela operacionalização até a avaliação do que se propõe a realizar e aprender.

50
10.1 - Procedimentos Pedagógicos

Apresentaremos alguns procedimentos pedagógicos que auxiliam o professor


no processo ensino-aprendizagem. Em sua dinâmica pedagógica, o professor pode
encontrar outros procedimentos, porém serão citados aqueles que através da pesquisa
realizada acreditamos obter resultados positivos tanto na vivência pedagógica quanto
psicopedagógica.
a) A integração professor x aluno: Para que o aluno seja incentivado a participar da
dinâmica da sala de aula, é interessante que o professor procure apresentar atividades
desafiadoras que envolvam situações-problemas que mobilizem os esquemas cognitivos de
natureza operativa dos alunos. Estas atividades podem ser individuais ou grupais. Os jogos
e trabalhos em equipe, por exemplo, estimulam o relacionamento entre os alunos e
incrementam a integração da classe.
Propor atividades de expressão oral, nas quais o aluno possa ouvir e fazer-se
ouvir, falar sobre o que aprendeu e externar suas opiniões e suas dúvidas é um exercício
interessante. Depois de dar uma explicação sobre determinado conteúdo, pedir para um
aluno fazer oralmente uma rápida síntese do assunto que foi explicado ajuda a manter os
alunos atentos, pois eles sabem que precisam prestar atenção na explicação do professor,
porque serão solicitados a fazer um breve relatório oral do que foi exposto para a classe.
Quando um aluno apresentar uma dúvida sobre algum ponto da explicação dada, antes de
expor o assunto novamente, verifique quais os alunos que entenderam aquele tópico, e
procure pedir a um deles para explicá-lo à classe, e em especial, ao colega que não
entendeu. Esta medida contribui para desenvolver a cooperação entre os membros da
classe, pois assim eles têm a possibilidade de se ajudarem mutuamente no processo de
construção coletiva do conhecimento. Isto ajuda, também, a desenvolver a aprendizagem
autopossuída, que é aquela que se caracteriza pelo fato do aluno ter aprendido e saber que
aprendeu.
O professor poderá distribuir funções e dividir tarefas, como apagar a lousa,
recolher os cadernos, passar o cesto de lixo, distribuir o material, pendurar cartazes e
quadros didáticos, levar recados do professor a outros funcionários da escolar, etc. Os
alunos assumem essas funções e executam essas tarefas em rodízio. Isto permite que todos
51
participem da dinâmica da sala de aula e também se sintam responsáveis por ela.“Na
escola, o professor deve estar sempre atento às etapas do desenvolvimento do aluno,
colocando-se na posição de facilitador da aprendizagem e calcando seu trabalho no respeito
mútuo, na confiança e no afeto”
b) Processo ensino-aprendizagem sociabilizante: O estudo do meio é uma
técnica que permite ao aluno estudar de forma direta o meio natural e social que o circunda
e do qual ele participa. É um prática educativa que se utiliza de entrevistas, excursões e
visitas como forma de observar e pesquisar diretamente a realidade, coletando dados e
informações para posterior análise e interpretação. Na condução da aprendizagem dos seus
alunos, o professor tem duas funções básicas: a função incentivadora, pois precisa garantir
situações que incentivem o aluno a continuar progredindo nos estudos e estimulem sua
participação ativa no ato de aprender, e a função orientadora, pois cabe a ele ensinar, isto é,
orientar o processo de aprendizagem dos alunos para que possam construir o próprio
conhecimento. A autoridade do professor é inerente à sua função educadora, ou seja, é a
autoridade de quem incentiva e orienta.
c) Planejamento: É estreita e indivisível a relação existente entre a avaliação e os demais
elementos do planejamento no processo de ensinar e aprender, porque da mesma forma que
se avalia o que se ensinou, ou o que se aprendeu, avalia-se para ensinar e aprender melhor.
Assim, não há como dissociar a avaliação dos demais elementos que constituem o
planejamento no intuito de alcançar uma prática significativa em sala de aula. Adotaremos
alguns critérios sobre o planejamento:
- Esquecer a burocracia – Acabou a idéia de que planejar é ir a reuniões chatas em que o
professor se sente como um carimbador de papéis. Hoje quem leciona tem espaço para
criar.
- Conhecer bem de perto o seu aluno – Para planejar, é preciso conhecer as condições e os
interesses dos estudantes.
- Fazer tudo outra vez (e mais outra) – O Plano de Ensino é um documento pronto que
serve de base para o Planejamento. Já o Planejamento é um processo. Ele deve ser sempre
alterado, de acordo com as necessidades da turma.
- Estudar muito para ensinar bem – Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe, por isso,
veja se você conhece bem os assuntos de que vai tratar. Claro que também é preciso saber
como ensinar.
52
- Colocar-se no lugar do estudante – Quando pensar numa aula, tente se colocar no lugar do
estudante. Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de
vista do aluno.
- Definir o que é mais importante – Dificilmente será possível trabalhar todos os conteúdos
com toda a turma. Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser
as necessidades e as dificuldades dos alunos.
- Pesquisar em várias fontes – Toda aula requer material de apoio. Reserve tempo para
pesquisar. Busque informações em livros, jornais, revistas, discos, internet ou em qualquer
fonte ligada a seu plano de trabalho, sem preconceitos.
- Usar diferentes métodos de trabalho – O professor deve aplicar diferentes métodos, como
aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas de campo.
- Conversar e pedir ajuda – Seu coordenador precisa ajudar você a planejar. Ele deve
contribuir para que seu trabalho seja coerente com o projeto pedagógico da escola.
Conversar com os colegas também é útil. Aproveite as reuniões.
- Escrever, escrever, escrever – Uma boa idéia para analisar o que está ou não dando certo
em seu trabalho é comprar um caderno e anotar, no fim do dia, tudo que você fez em classe,
suas dúvidas e seus planos. Esse é um modo prático de atualizar o planejamento.
De acordo com Paulo Freire o professor deve partir de temas geradores,
principalmente os que estejam ligados a realidade da turma, pois desta forma o
conhecimento que o aluno irá adquirir estará mais contextualizado com a sua realidade. O
método de Paulo Freire também supera a dicotomia ou seja a divisão entre a teoria e
prática , principalmente quando o aluno descobre que a prática que ele conhece também é
um saber, e que esse saber tem influência na sua realidade. O diálogo também é uma atitude
adotada por Paulo Freire, tendo em vista que o ensino deve ser nutrido de amor, humildade,
esperança , fé e confiança. É também através do diálogo que os professores procurarão
contextualizar seus ensinamentos como também o diálogo , se consistirá numa virtude de
respeito aos educandos não somente como indivíduos , mas enquanto expressão de uma
prática social. Ainda para Paulo Freire nós professores temos que ser mediadores do
conhecimento ou seja educadores libertadores, capazes de levar os alunos a pensarem, a
questionarem sobre determinado assunto.
Para Piaget dentro de uma linha construtivista iremos formar indivíduos
independentes que busquem o conhecimento dos seu próprio modo. Vygotsky já defende a
53
interação social e o instrumento linguístico pois são decisivos para compreender o
desenvolvimento cognitivo. Com base nas idéias de Piaget e Vygostky nossa escola
pretende assegurar par o aluno o direito a educação, dando oportunidade ao aluno de se
desenvolver tanto no ponto de vista intelectual como social e moral. De acordo com a linha
pedagógica construvista sóciointeracionista de trabalho caberá a sociedade, família e escola
propiciar experiências, trocas interpessoais e conteúdos culturais, permitindo desta forma
que o aluno atinja capacidades cada vez mais elaboradas, de conhecer, e atuar no mundo
físico e social, uma vez que a lógica a moral a linguagem e a compreensão de regras
sociais, são construídas por cada indivíduo ao longo do processo de seu desenvolvimento.
No sóciointeracionismo o conhecimento é mediado pelo social, além de que o professor não
ensina apenas o conteúdo, mas também a forma pela qual o aluno entra em contato com
esse conteúdo pela própria que ensina.
A visão interacionista de desenvolvimento traz importantes contribuições
para a prática pedagógica. Ao considerar que a criança constrói progressivamente novos
conhecimentos e novas formas de pensar, a escola passa a dar maior ênfase ao processo de
aprendizagem do aluno. Não é desejável que a criança simplesmente saiba coisas, mas sim
e sobretudo que pense competentemente sobre as mesmas. O objetivo, assim, não é
fornecer verdades prontas e acabadas aos alunos, mas é, antes, capacitar o aluno a elaborar
o conhecimento que se espera seja alcançado.

10.2 - Papel Específico De Cada Segmento Da Comunidade Escolar

A) PROFESSOR - Ao professor também caberá intervir nesse processo, propondo


desafios, estimulando a curiosidade, a pesquisa e o posicionamento crítico, auxiliando os
alunos na estruturação dos conhecimentos produzidos.
O papel do professor também será de orientar e educar usando de uma
autoridade liberal, com um diálogo aberto no qual transmita suas idéias e trabalhe de uma
forma conjunta com os alunos, expondo argumentos e encaminhando os alunos à
autonomia de pensamento e ações.
Ao professor caberá também a responsabilidade de estimular o desenvolvimento dos alunos
pela aprendizagem de diversos conteúdos, valores e hábitos. Visto que hoje o papel

54
solicitado do professor na situação de ensino aprendizagem é o de uma atuação constante,
com intervenções para um grupo todo.
O professor procurará exercer uma prática pedagógica flexível e adaptada as
características e conhecimentos dos alunos. Uma prática que não deixe de buscar e usar
todos os meios possíveis ao seu alcance (apresentando os conteúdos de forma organizada,
usando incentivo de atenção e motivação, ajudando a corrigir erros, etc.) favorecendo assim
o processo de aprendizagem dos alunos que apresentarem dificuldades em um determinado
momento.
Vivemos em tempo de globalização econômica, de níveis elevados de
pobreza e de introdução rápida e intensiva de novas tecnologias e materiais no processo
produtivo, resultantes das exigências da própria sociedade e das transformações científicas
e tecnologias que ocorrem de forma acelerada e exigem das pessoas diferentes
competências. Esse contexto coloca enormes desafios para a sociedade como um todo,
como não poderia deixar de ser, também para a educação escolar. Para uma formação desse
tipo, a escola deve garantir aprendizagens diversificadas. Diante desse quadro, a formação
de professores destaca-se como uma das mais importantes dentre as políticas públicas para
a educação, pois os desafios colocados à escola exigem do trabalho educativo um patamar
profissional diferente ao existente hoje. Além da formação inicial consistente, é preciso
proporcionar aos professores uma formação contínua.
A fim de consolidar a educação nos dias atuais, se realmente queremos uma
escola competente para um ensino crítico, criativo, de qualidade e que desenvolva o
cidadão, é preciso adotar outros parâmetros, para que o professor desenvolva habilidades
de formador e estimulador do pensamento e da inteligência do aluno. Por meio de uma ação
planejada e refletida do professor no dia-a-dia da sala de aula, a escola realiza seu maior
objetivo: fazer com que os alunos aprendam e adquiram o desejo de aprender cada vez
mais com autonomia. Para atingir esse objetivo, é preciso focar a prática pedagógica no
desenvolvimento dos alunos, o que significa observa-los de perto, conhece-los,
compreender suas diferenças, demonstrar interesse por eles, conhecer suas dificuldades e
incentivar suas potencialidades.

55
B) DIRETOR E DIRETOR AUXILIAR
A gestão da escola se traduz cotidianamente como ato político, pois implica
sempre uma tomada de posição dos atores sociais ( pais, professores, funcionários,
alunos...) Logo, o papel do Diretor não deve ser individual, pelo contrário, deve ser
coletivo, envolvendo os diversos membros da comunidade escolar na discussão e na
tomada de decisões. O Diretor deve contribuir para o fortalecimento da participação dos
alunos nas ações da escola. A implementação de processos e práticas de participação
coletiva, bem como a avaliação destas. É fundamental para romper com o autoritarismo.a
efetivação de uma gestão democrática como aprendizado coletivo deve considerar a
necessidade de se repensar a organização escolar, tendo em mente a importância desta na
vida das pessoas, bem como os processos formativos presentes nas concepções e práticas
que contribuam para a participação efetiva e para o alargamento das concepções de mundo,
homem e sociedade dos que dela participam. Pode-se constatar que a melhoria no
relacionamento humano entre direção e pessoal escolar, entre a escola e usuários e,
principalmente , o relacionamento geral entre os estudantes entre si e com vários
profissionais da escola, quer dentro quer fora da sala de aula. A participação popular
melhora a qualidade das decisões tomadas na área da educação e têm um papel fundamental
na democratização da gestão. Permitir que a sociedade exerça seu direito à informação e à
participação deve fazer parte dos objetivos de um governo que se comprometa com a
solidificação da democracia. Democratizar a gestão da educação requer, fundamentalmente,
que a sociedade possa participar no processo de formulação e avaliação da política de
educação e na fiscalização de sua execução, através de mecanismos institucionais. Esta
presença da sociedade materializa-se através da incorporação de categorias e grupos sociais
envolvidos direta ou indiretamente no processo educativo, e que, normalmente, estão
excluídos das decisões (pais, alunos, funcionários, professores). Alguns elementos facilitam
a implantação de medidas de democratização da gestão: a educação é uma política de muita
visibilidade, atingindo diretamente grande parte das famílias e não é difícil mobilizar
profissionais, pais e alunos.
É necessário que os mecanismos de democratização da gestão da educação
alcancem todos os níveis do sistema de ensino. Devem existir instâncias de participação
popular junto à secretaria de educação, junto a escolas e, onde for o caso, em nível regional.
Também é possível imaginar instâncias de participação especializadas, correspondentes aos
56
diferentes serviços de educação oferecidos (Creches, Educação Infantil, Ensino
Fundamental, Ensino Médio, Alfabetização de Adultos, Ensino Profissionalizante).
Em qualquer instância, os mecanismos institucionais criados devem garantir
a participação do mais amplo leque de interessados possível. Quanto mais
representatividade houver, maior será a capacidade de intervenção e fiscalização da
sociedade civil.
A democratização da gestão da educação atua sempre como um reforço da
cidadania, constituindo-se em fator de democratização da gestão municipal como um todo.
A obtenção destes resultados, no entanto, depende da vontade política da
administração de ampliar os espaços de participação da sociedade na gestão municipal.
Depende, também, da adoção de outras medidas visando a democratização do ensino. Um
governo que não se preocupar com estes dois pontos dificilmente conseguirá implantar um
verdadeiro sistema de gestão democrática da educação.

10.3 – O Papel da instâncias colegiadas


APMF – Associação de Pais, Mestres e Funcionários

A APMF, pessoa jurídica de direito privado, é um órgão de representação dos


Pais, Mestres e Funcionários do Estabelecimento de Ensino, não tendo caráter político
partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos, não sendo remunerados os seus Dirigentes
e Conselheiros, sendo constituído por prazo indeterminado.
Os objetivos principais da APMF são: discutir, no seu âmbito de ação, sobre
ações de assistência ao educando, de aprimoramento do ensino e integração família -
escola - comunidade, enviando sugestões, em consonância com a Proposta Pedagógica,
para apreciação do Conselho Escolar e equipe-pedagógica-administrativa; prestar
assistência aos educandos, professores e funcionários, assegurando-lhes melhores
condições de eficiência escolar, em consonância com a Proposta Pedagógica do
Estabelecimento de Ensino; representar os reais interesses da comunidade escolar,
contribuindo, dessa forma, para a melhoria da qualidade do ensino, visando manter a
gratuidade e universalidade da escola pública; promover o entrosamento entre pais, alunos,
57
professores e funcionários e toda a comunidade, através de atividades sócio-educativas-
culturais-desportivas, ouvido o Conselho Escolar; gerir e administrar os recursos
financeiros próprios e os que lhes forem repassados através de convênios, de acordo com as
prioridades estabelecidas em reunião conjunta com o Conselho Escolar, com registro em
livro ata; colaborar com a manutenção e conservação do prédio escolar e suas instalações e
equipamentos, conscientizando sempre a comunidade sobre a importância desta ação.

Conselho Escolar

É um Órgão colegiado de natureza consultiva, deliberativa, avaliadora e


fiscalizadora, com o objetivo de estabelecer, para o âmbito da escola, critérios relativos á
sua ação, organização, funcionamento e relacionamento com a comunidade, nos limites da
legislação em vigor e compatíveis com as diretrizes e política educacional traçadas pela
SEED. O Conselho Escolar visa a articulação entre os vários segmentos organizados da
sociedade e os setores da escola, a fim de garantir a eficiência e a qualidade do seu
funcionamento.
O Conselho Escolar é composto por professores, pedagogos, funcionários,
pais e alunos.O Conselho analisa as ações e empreende os meios para o cumprimento das
finalidades da escola. Eles apresentam a comunidade escolar e local. O Conselho Escolar
também tem por função acompanhar todo o processo de elaboração do P.P.P. O Conselho
Escolar contribui decisivamente para a criação de um novo cotidiano escolar no qual escola
e comunidade se identificam. O Conselho Escolar tem função: Deliberativa, Consultiva,
Fiscal e Mobilizadora. A seleção dos integrantes do Conselho Escolar é realizada de acordo
com as diretrizes do Sistema de ensino. Outras atribuições do Conselho Escolar são: a
elaboração do Regimento Interno; aprovação do plano administrativo sobre a programação
e aplicação dos recursos financeiros.
O Conselho Escolar é o sustentáculo do P.P.P. da escola, garantindo espaço
para que todos os segmentos da comunidade escolar possam expressar suas idéias e
necessidades, contribuindo para as discussões dos problemas e a busca de soluções. O
Conselho Escolar é um órgão colegiado, representativo da Comunidade Escolar, de
natureza deliberativa, consultiva e avaliativa, sobre a organização e a realização do trabalho
pedagógico e administrativo da instituição escolar em conformidade com as políticas e
58
diretrizes educacionais da SEED, observando a Constituição, a LDB, o ECA e o Regimento
da Escola/ Colégio, para o cumprimento da função social e específica da escola. A função
deliberativa, refere-se à tomada de decisões relativas às diretrizes e linhas gerais das ações
pedagógicas, administrativas e financeiras quanto ao direcionamento das políticas públicas
desenvolvidas no âmbito escolar. A função consultiva refere-se à emissão de pareceres para
dirimir dúvidas e tomar decisões quanto as questões pedagógicas, administrativas e
financeiras, no âmbito de sua competência.
A função avaliativa refere-se ao acompanhamento sistemático das ações
educativas desenvolvidas pela unidade escolar, objetivando a identificação de problemas,
propondo alternativas para melhoria de seu desempenho, garantindo a transparência do
processo pedagógico, administrativo e financeiro. O conselho escolar não tem finalidade
e/ou vínculo político-partidário, religioso, racial, étnico ou de qualquer outra natureza, a
não ser aquela que diz respeito diretamente à atividade educativa da escola, prevista no seu
Projeto Político-Pedagógico. O Conselho Escolar abrange toda a comunidade escolar e tem
como principal atribuição aprovar e acompanhar a efetivação do projeto político-
pedagógico da escola, eixo de toda e qualquer ação a ser desenvolvida no estabelecimento
de ensino. A ação do Conselho Escolar deverá estar fundamentada nos seguintes
pressupostos:
a) Educação é um direito inalienável de todo cidadão;
b) A escola deve garantir o acesso e permanência a todos que
pretendem ingressar no ensino público;
c) A universalização e a gratuidade do ensino nos seus diferentes níveis
e modalidades é um dever constitucional;
d) A construção contínua e permanente da qualidade da educação pública está
diretamente vinculada a um projeto de sociedade;
e) Qualidade de ensino e competência político-pedagógica são elementos
indissociáveis num projeto democrático de escola pública;
f) O trabalho pedagógico escolar numa perspectiva emancipadora é organizado
numa dimensão coletiva;
g) A democratização da gestão escolar é responsabilidade de todos os sujeitos
que constituem a comunidade escolar;

59
h) A gestão democrática privilegia a legitimidade, a transparência, a cooperação
a responsabilidade, o respeito, o diálogo e a interação, em todos os aspectos pedagógicos,
administrativos e financeiros da organização do trabalho escolar.
O Conselho Escolar, de acordo com o princípio da representatividade e
proporcionalidade, é constituído pelos seguintes conselheiros:
a) Diretor;
b) Equipe Pedagógica;
c) Corpo Docente;
d) Funcionários Administrativos;
e) Funcionários de Serviços Gerais;
f) Corpo Discente;
g) Pais de alunos;
h) Representante da APMF;
i) Representante do Grêmio Estudantil;
j) Representante dos movimentos sociais organizados.
Representante de turma
O Representante de turma é um aluno escolhido pelo corpo docente da turma com
os demais alunos, para auxiliar os professores, direção e equipe pedagógica da escola no
processo de ensino aprendizagem. Por isso, é necessário que este aluno seja aplicado nos
estudos, diligente e disposto à ajudar no bom andamento das aulas.

11 - PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA

Vivemos em um mundo de transformações, um mundo acelerado, com


características diferentes da sociedade ou época em que uma grande maioria dos
professores atuais foi formada. Em conseqüência, o nosso professor pedagogo trabalha com
um aluno que possui valores, características e ações bem diferentes daquelas para qual ele
foi preparado para trabalhar. Em muitas rodas de professores o discurso comum é sobre
alunos desinteressados, que não querem nada com os estudos e não respeitam mais a escola.
Vivemos na sociedade do consumo e do hedonismo, onde a individualidade é maior a cada
dia e temos menos espaços de convivência com membros da família (estamos trocando a
sala pelo quarto); onde o certo e o errado se confundem; onde as crianças e jovens
60
aprendem principalmente a partir da TV, dominam e utilizam com facilidade as tecnologias;
são egocêntricas (primeiro o eu), possuem pouco contato com a frustração e apresentam
uma adolescência precoce. Nossa sociedade está em processo de mudança e, como em todo
processo de mudança, nos aponta dois caminhos: o da oportunidade e o do perigo...
Fica claro que a Equipe Pedagógica necessitará de uma visão ampliada da escola,
percebendo sua importância para além da sala de aula, se percebendo como peça chave de
conjunto maior, consciente de que cada ação sua irá influenciar diretamente em todo o
andamento da escola. Caberá a Equipe Pedagógica: Trabalhar consigo mesmo a percepção
de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de conviver e cooperar.
Desenvolver um clima de respeito e de auto-respeito, o que significa:
- estimular a livre expressão de cada um sobre sua forma diferente de apreender o
mundo;
- promover a definição compartilhada de parâmetros nas relações, e de regras para
atendimento desses parâmetros, que considerem a beleza da convivência com as
diferenças;
- despertar a tomada de consciência pela iniciativa de avaliar individualmente, e em
grupos, seus próprios atos e os resultados desses atos;
- buscar a pesquisa e a vivência de valores de ordem superior, como qualidades
inerentes a cada indivíduo.
A mudança é irreversível e implica assumir responsabilidades. Para isso, é
fundamental que a equipe gestora da instituição seja parceira, se proponha a acompanhar o
processo e avaliar os resultados. A realização de ações conjuntas e coordenadas entre
direção, orientação, supervisão e docentes fortalece e enriquece a mudança, auxilia na
sensibilização da comunidade e da família. A situação de projeto de aprendizagem pode
favorecer especialmente a aprendizagem de cooperação, com trocas recíprocas e respeito
mútuo. Isto quer dizer que a prioridade não é o conteúdo em si, formal e
descontextualizado.
A proposta é aprender conteúdos, por meio de procedimentos que
desenvolvam a própria capacidade de continuar aprendendo, num processo construtivo e
simultâneo de questionar-se, encontrar certezas e reconstruí-las em novas certezas. Isto
quer dizer: formular problemas, encontrar soluções que suportem a formulação de novos e
mais complexos problemas. Ao mesmo tempo, este processo compreende o
61
desenvolvimento continuado de novas competências em níveis mais avançados, seja do
quadro conceitual do sujeito, de seus sistemas lógicos, seja de seus sistemas de valores e de
suas condições de tomada de consciência.O importante é observar não o resultado, um
desempenho isolado, mas como o aluno está pensando, que recursos já pode usar, que
relações consegue estabelecer, que operações realiza ou inventa.
A Equipe Pedagógica é a co-responsável pela construção de uma equipe
escolar coesa, engajada e, sobretudo, convicta da viabilidade operacional das prioridades
consensualmente assumidas e formalizadas na proposta de trabalho do Colégio. A Equipe
Pedagógica irá exercer, no espaço da autonomia que lhe foi conferida, seu papel de
elemento-chave na orientação e gerenciamento dos resultados do desempenho escolar
obtido pelos alunos frente às ações devidamente planejadas pelos docentes. Na verdade a
Equipe Pedagógica no exercício específico de profissional, articulador e mobilizador da
equipe escolar, está vivenciando suas atividades intencionais voltadas para a melhoria do
fazer pedagógico da sala de aula. Considerando a escola como espaço cultural criado para
transmitir às novas gerações instrumentos de aprendizagens essenciais, temos grande
preocupação com a formação ética dos nossos alunos e formação de atividades fundados
nos quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com
os outros e aprender a ser. Nesta perspectiva, desenvolvemos nosso trabalho voltado para
uma educação cidadã que compreende a realização plena do ser humano, respaldado na
construção e reconstrução de conceitos e o fortalecimento de valores indispensáveis para
um convívio saudável e de prosperidade. Para realização e concretização do processo
ensino-aprendizagem é fundamental a co-participação da família em uma relação de
parceria com a escola, para que juntos possam efetivar a boa qualidade da educação de
todos que fazem o Contemporâneo.
Ações a serem desenvolvidas pela Equipe Pedagógica durante o ano letivo:

a) Elementos Essenciais da Coordenação Pedagógica

o Elo entre alunos, famílias, professores, orientadores e Direção.

o Elaboração dos componentes curriculares atuando junto aos professores.

o Integração do corpo docente.

62
o Parceria com o corpo docente e a orientação, a fim de desenvolver no aluno
a consciência de sua autonomia, senso crítico, responsabilidade e o pleno
uso de sua cidadania.

o Estar sempre disponível para prestar qualquer esclarecimento aos pais.

b) Instrumentos viabilizadores da função Pedagógica

o Incentivar os docentes em um trabalho de equipe.

o Incrementar um trabalho coletivo, coerente e articulado com a proposta


pedagógica do colégio.

o Acompanhar os docentes na elaboração dos planos de ensino subsidiando-os


com indicadores que fazem parte dos componentes curriculares.

o Orientar os procedimentos de avaliação definidos pelo colégio, com vistas à


implementação de um processo de aprendizagem contínuo.

o Motivar e organizar os alunos para o reforço e recuperação de estudos


necessários a uma boa melhoria da aprendizagem.

o Orientar o corpo docente na utilização dos espaços físicos e uso das


bibliotecas, laboratórios, equipamentos e materiais didáticos disponíveis na
escola.

o Divulgar e facilitar o acesso dos docentes a novas metodologias e recursos


tecnológicos.

c) Estratégias de ações efetivas para melhoria do desempenho de docentes e


discentes

o Acompanhar o desenvolvimento dos conteúdos e projetos planejados pela


equipe docente.

o Sugerir a equipe docente alternativas de atividades que favoreçam uma


melhoria na aprendizagem principalmente nos aspectos detectados e
observados como dificuldade.
63
o Conversar e discutir sempre que necessário, com a equipe docente, as
questões pertinentes ao desempenho escolar/aluno.

É importante mencionar que a Equipe Pedagógica possui funções múltiplas e significativas


que se desenvolvem como:

 Preventiva: Consiste em acompanhar o processo pedagógico, a fim de obtermos


resultados positivos na melhoria do ensino-aprendizagem.

 Construtiva: Auxiliar o docente a superar suas dificuldades de maneira positiva e


cooperativa.

 Criativa: Estimular a iniciativa do docente, buscar novos caminhos, pesquisar e criar


novos recursos do ensino.

Enfim, o apoio pedagógico acompanha de perto o trabalho de rendimento escolar,


atentando para uma boa relação entre professor e aluno, lançando mão de recursos que
visam sempre trazer para a equipe docente / discente o que há de mais novo na educação
através de reuniões bimestrais, assessorias externas e capacitação docente.

12. APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGOGICA

O Colégio Estadual Professor João Farias da Costa – Ensino Fundamental e Médio


tem como justificativa construir uma Proposta Pedagógica que trabalhe os saberes, por
meio do processo de ensino aprendizagem, promova quem aprende e quem ensine e, nessa
simbiose, sejam produzidas as bases de uma nova sociedade que se contraponha ao modelo
gerador de desigualdades e exclusão social que impera nas políticas educacionais, sob o
lema de um desenvolvimento auto-sustentável que, longe de ser um desenvolvimento
educacional, evidenciou um abandono da escola a sua própria sorte e, desta forma,
assumindo funções diferenciada, sem diretrizes comuns.
É esta escola que, ao desenvolver sua prática e disponibilizar o conhecimento
sistematizado aos professores e alunos, das mais diferentes comunidades, para sua inserção
cidadã, social e produtiva, participa, enquanto instituição social, do processo civilizador, o
qual permite o exercício consciente das decisões e ações dos homens na sociedade e as
possibilidades de transformação. É nessa escola de resistência que se crê e é nela que reside
64
a intencionalidade da dimensão pedagógica, cuja definição está no esclarecimento de ações
educativas e de seu papel, e que possibilitem a formação do cidadão participativo,
responsável, compromissado, crítico e criativo. Uma escola cuja supremacia é o trabalho
com o conhecimento escolar. Conhecimento este, que é específico, advindo da produção
intelectual dos homens, mas que serve para possibilitar também o conhecimento amplo,
elaborado na ação humana coletiva, numa teia de relações sociais, as quais geram novas
necessidades de reflexão e elaborações.
A construção desta Proposta pedagógica possibilitará à escola refletir sobre seus
problemas com todos os seus segmentos e viabilizar alternativas não imediatista, mas,
sobretudo, de médio e longo prazo, de como pensar, executar e avaliar o seu trabalho, e
esta visa expressar suas formas metodológicas acerca do entendimento que os professores
têm da escola do conhecimento, do processo de ensinar e de aprender, da sociedade e do
homem que irá viver nessa sociedade.
A missão básica da escola é promover o processo de transmissão e geração dos
conhecimentos humanísticos, científicos e tecnológicos que possibilitem ao individuo
amplo domínio das atividades intelectuais e operativas, como instrumento de conquista da
cidadania e de adaptação e flexibilização no mundo do trabalho, como profissional
capacitado a agir com autonomia e responsabilidade, de forma crítica e criativa, em
consonância com o setor produtivo. Buscando com isso um ensino e educação de
qualidade, para um melhor desenvolvimento do intelecto, do senso crítico, da criatividade e
da integridade da pessoa na dimensão de sua vocação para servir, pois o educando como
parte integrante do mundo quer da escola explicações e descobertas dos fenômenos reais.
Mais especificamente na inclusão escolar, esse fato nos levou a pensar e debater
sobre as várias implicações e mudanças que esse ideal nos impõe e sobre o que essa frase
quer dizer para cada um de nós: educadores, pais, familiares e sociedade em geral. Afinal
queremos uma educação de qualidade para todos.
E para isso temos que encontrar o caminho mais claro e objetivo para atingirmos
esse ideal. Por isso, a grande missão de nossa escola será trabalhar para uma escola que
forme indivíduo para que tenha uma vida realizada e plena, bem como formar um cidadão
que participe responsavelmente na sociedade, através de um currículo que contemple de
maneira interdisciplinar e contextualizada os objetivos aqui elencados.

65
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL

NRE: 05 – CAMPO MOURÃO MUNÍCIPIO: 1690 – NOVA CANTU

ESTABELECIMENTO: 00379 – JOÃO F. C E PROF – FUND MEDIO


ENT MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANA

CURSO: 4000 – ENS. 1 GR.5/8 SER TURNO: MANHÃ E TARDE


ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2006 – SIMULTANEA MÓDULO: 40 SEMANA

DISCIPLINAS / SERIE 5 6 7 8

B
A
ARTES 2 2 2 2
S
E CIENCIAS 3 4 4 4
EDUCAÇAO FISICA 2 2 2 2
N
A ENSINO RELIGIOSO * 1 1
C
GEOGRAFIA 3 3 3 3
I
O HISTÓRIA 4 3 4 4
N
LINGUA PORTUGUESA 4 4 4 4
A
L MATEMÁTICA 4 4 4 4

C
O
M
U
N

SUB-TOTAL 22 22 23 23

P L.E.M. – INGLÊS 2 2 2 2
D
SUB-TOTAL 2 2 2 2

TOTAL GERAL 24 24 25 25

NOTA: MATRIZ CURRICULAR DE ACORDO COM A LDB N:9394/96


* NÂO COMPUTADO NA CARGA HORÁRIA DA MATRIZ POR SER FACULTATIVA PARA O ALUNO.
DATA DE EMISSÃO: 17 DE OUTUBRO DE 2006

66
MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MEDIO

NRE: 05 – CAMPO MOURÃO MUNÍCIPIO: 1690 – NOVA CANTU

ESTABELECIMENTO: 00379 – JOÃO F. C E PROF – FUND MEDIO


ENT MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANA

CURSO: 0009 – ENSINO MEDIO TURNO: MANHÃ


ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2007– SIMULTANEA MÓDULO: 40 SEMANAS

DISCIPLINAS / SERIE 1 2 3
B ARTE 2 2
A
S BILOGIA 3 2 2
E EDUCAÇAO FISICA 2 2 2
FILOSOFIA 2
N
A FISICA 2 2 2
C GEOGRAFIA 2 2 2
I HISTÓRIA 2 3 3
O
N LINGUA PORTUGUESA 4 4 4
A MATEMÁTICA 4 4 4
L QUÍMICA 2 2 2
C SOCIOLOGIA 2
O
M
U
M

SUB-TOTAL 23 23 23

P L.E.M. – INGLÊS 2 2 2
D
SUB-TOTAL 2 2 2

TOTAL GERAL 25 25 25

NOTA: MATRIZ CURRICULAR DE ACORDO COM A LDB N. 9394/96


DATAS DE EMISSÃO: 06 DE DEZEMBRO DE 2006
67
DISCIPLINA: ARTES - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Artes, enquanto disciplina escolar possibilita o estudo das linguagens artísticas ao


aluno e o leva ao conhecimento e valorização das diferentes culturas, sejam elas locais,
regionais ou globais.
As práticas educativas da disciplina assumem um compromisso com a diversidade
cultural (patrimônio histórico), amplia o repertório do aluno a partir dos conhecimentos
estéticos, artísticos e contextualizados, aproximando-o do universo cultural da humanidade
nas suas diversas representações.
Durante o período colonial, nas vilas e reduções Jesuíticas, ocorreu à primeira forma
registrada de Arte na educação, a qual se desenvolveu no Brasil uma educação de tradição
religiosa, para grupos de origem Portuguesa, Indígena e Africana, e para as missões
Guaranis nos estados do sul de poder Espanhol. Realizaram um trabalho de catequização
com ensinamentos de artes e ofícios, através da retórica, literatura, música, teatro, dança,
pintura, escultura e outras artes manuais. A companhia de Jesus promoveu essas formas
artísticas, cultivando as formas ibéricas da alta idade média e renascentista, assimilando
também as locais. Esse trabalho educacional perdurou aproximadamente por 250 anos de
1.500 a 1.759, e teve influência na manifestação cultural e popular das regiões. No governo
do Marquês de Pombal, os Jesuítas foram expulsos do território do Brasil Colônia e
estabelece a Reforma Pombalina, onde dava ênfase ao ensino das ciências naturais e dos
estudos literários. Os espaços foram substituídos por colégio-seminário de outras
congregações religiosas.
No início do século XIX, incluíram em seus currículos o Colégio-seminário de
Olinda e o Franciscano do Rio de Janeiro os estudos do desenho associado à matemática e
da harmonia da música.
Em 1.808, com a vinda da família real de Portugal para o Brasil, iniciam-se obras e ações
para acomodar em termos materiais e culturais a corte portuguesa: E chega ao Brasil um
grupo de artistas franceses encarregados da fundação da Academia de Belas Artes, na qual
os alunos poderiam aprender as artes e ofícios artísticos, o grupo obedecia ao estilo
neoclássico, fundamentado no culto à beleza clássica, e exercícios na cópia e reprodução de
68
obras consagradas. Com o fim dos colégios-seminário, transformou-se em estabelecimentos
públicos.
No Paraná foi fundado o Liceu de Curitiba (1846), hoje Colégio Estadual do Paraná;
a Escola Normal (1876), atual Instituto de Educação para a formação em magistério e a
“Escola Profissão feminina“ (1886) oferecendo, além de desenho e pintura, cursos de corte
e costura, arranjos de flores e bordados, que faziam parte da formação da mulher.
Em 1.890 surge à primeira reforma educacional do Brasil República, onde
valorizava em Arte, o ensino do desenho geométrico, como forma de desenvolver a mente
para o pensamento científico e os liberais baseando no desenvolvimento econômico e
industrial, preocupados com a preparação do trabalhador.
Essa concepção de ensino esteve presente, no período do governo de Getulio Vargas
(1.930-1.945) com a generalização do ensino profissionalizante nas escolas públicas; na
ditadura militar (1.964-1.985) com o direcionamento às habilidades e técnicas; e na
segunda metade dos anos 90 com a pedagogia das competências e habilidades que
fundamentam as práticas pedagógicas.
No Paraná, observam-se reflexos de vários processos pelos quais passou o ensino de
arte até tornar disciplina obrigatória. Esses processos acentuam-se a partir do século XIX
com o movimento imigratório, onde os artistas imigrantes trouxeram novas idéias e
experiências culturais diferentes como expressão individual.
A disciplina e exemplo vivo da diversidade cultural dos povos e expressam a
riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares, adapta-se a realidade de artistas
imigrantes junto com os artistas locais, tendo características próprias com valorização local.
Em contato com essas produções, o aluno pode exercitar suas capacidades
cognitivas, sensitivas, afetivas e imaginárias, organizada em torno da aprendizagem
artística e escrita.
Em conjunto com as outras áreas do conhecimento trabalhadas na escola, pode-se
articular entre a produção, a critica, a historia e estética da arte também o pensamento,
ações, atitudes, valores e princípios a Ética, meio ambiente, saúde, cidadania, comunicação,
trabalho e consumo.
O ensino da Arte enfoca expressividade, espontaneidade e criatividade, e usa a
genialidade individual. Tem a finalidade de ensinar o aluno a expandir suas potencialidades
criativas e assegurar o desenvolvimento da imaginação e autonomia do mesmo.
69
A arte sempre esteve ligada a historia do homem e envolve tudo o que ele produz, vê e
representa com seus sentimentos e visões de mundo, com este conceito o professor tem
argumentos para justificar a seleção dos conteúdos.
Arte e área de conhecimento e não meios para destacar dons inatos, entretenimento
e terapia.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Artes, no Ensino Fundamental é viabilizar ao aluno o acesso sistematizado aos


conhecimentos em linguagens das artes visuais, da dança, da música e do teatro por meio
de diferentes linguagens artísticas que o permita utilizar o conhecimento estético na
compreensão das diversas manifestações culturais, experimentar e explorar as
possibilidades de cada linguagem. A arte busca propiciar aprendizagens socialmente
significativas para o aluno, sem estabelecer parâmetros comparativos entre os alunos
levando em conta a sistematização do conhecimento para a leitura da realidade, ensina a ver
e ter uma visão mais critica e lúdica, trazendo informações sobre a técnica utilizada pelo
artista, os materiais e suportes, sobre o estilo particular e a biografia, partindo para o fazer
artístico e a leitura da obra de arte na contextualização histórica (social, política, econômica
e cultural).

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

 Elementos básicos das linguagens artísticas


 Produções/manifestações artísticas
 Elementos Contextualizadores

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
5ª SÉRIE

 Cor e luz
 Linha
 Ponto
70
 Formas geométricas
 Tangran
 Desenho
 Letras
 Números
 Releitura de obras
 Fundo e figura
 Expressão corporal
 Introdução ao teatro
 Qualidade do som
 Ritmo e melodia
 Folclore

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

 Elementos básicos das linguagens artísticas


 Produções/manifestações artísticas
 Elementos Contextualizadores

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
6ª SÉRIE

 Recursos geométricos
 Comunicação visual (história em quadrinhos)
 Ampliação
 Redução
 Percepção de cores
 Movimento, Ritmo e equilíbrio
 Contraste e simetria
 Desenho – Releitura
 Folclore
 Elementos do som
71
 Harmonia do som
 História do teatro
 Coreografias improvisadas
 Dinâmicas no teatro
 Expressão vocal

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

 Elementos básicos das linguagens artísticas


 Produções/manifestações artísticas
 Elementos Contextualizadores

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
7ª SÉRIE

 Cores (luz e sombra)


 Textura (tátil e gráfica)
 Perspectiva
 Geometria (mosaico, vitral)
 Desenho abstrato
 Estilização
 Releitura
 Cartaz
 Gravura
 Instrumentos musicais
 Peças teatrais
 Expressão facial
 Danças culturais
 Danças folclóricas

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

 Elementos básicos das linguagens artísticas


72
 Produções/manifestações artísticas
 Elementos Contextualizadores

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
8ª SÉRIE
 Cores
 Publicidade
 Pintura-pigmento
 Caricatura
 Releitura
 Escultura
 Música pura e descritiva
 Estruturas musicais
 Mini peças
 Expressões gestuais
 Danças culturais
 Danças folclóricas

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
 Datas comemorativas
 Cultura afro-Brasileira
 Educação no Campo
 tecnologia

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

A arte compreendida como produção, expressa as relações desta com a cultura por
meio das manifestações materiais e imateriais.
A tarefa desta disciplina não se desvincula da forma de organização da nossa
sociedade, levando em consideração que a transformação determina condições para uma

73
nova atitude estética. Pois educar esteticamente é ensinar a ver, ouvir criticamente,
interpretar a realidade, a fim de ampliar as possibilidades de função e expressão artística.
Para que a informação se transforme em conhecimento, e necessário interpretar e
questionar. O lado humano e lúdico tem fundamental importância na concepção de vida de
cada um de nos. Por isso, o ensino da arte é imprescindível, através da arte trabalha-se o
desenho, a pintura, a musica, a expressão corporal, o teatro e a dança, eles desenvolvem um
processo profundo de conhecimento de si próprios, do outro e do mundo em que estão
inseridos.
O ensino da arte amplia suas aptidões para ler o mundo e resolver problemas,
através de recursos tecnológicos e manuais e culturais tornando os alunos mais sensíveis e
mais críticos.
A leitura da obra de arte ajuda a decodificar os códigos visuais que foram feitos
agora e no passado, e a apreciá-los.
A História da Arte é a informação estética de todas as classes sociais,
proporcionando a multiculturalidade brasileira uma aproximação de códigos culturais de
diferentes grupos (Ana Mae Barbosa).

CRITÉRIOS DE AVALIACÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação deve ser um processo contínuo no sentido de diagnóstico para o


professor, o aluno e a escola. Na disciplina de Artes avaliar é estimular o aluno para a busca
do conhecimento e reorientar ou não os caminhos da ação educativa, devendo possibilitar
ao aluno uma análise de seus conhecimentos em relação aos conteúdos que foi trabalhado.
Ao educador é o momento de questionamento e de reorganização. Tendo esta
reflexão sobre avaliação ela deixa de ser um método contra o aluno e não estabelece o
professor como detentor do poder arbitrário de classificação. O professor deve deixar claro
aos alunos os objetivos e critérios de avaliação e correções, abrir debates sobre a
necessidade de mudanças, auxiliar seus alunos a superar as dificuldades apresentadas,
analisar se os instrumentos de avaliação estão de acordo com os objetivos, conteúdos e
habilidades desenvolvidas em sala de aula, devendo sempre o professor reavaliar sua
prática em função dos resultados.

74
Em se tratar da avaliação em Artes, é necessário referir-se ao conhecimento
específico das linguagens artísticas, tanto em seus aspectos experiências (práticos) quanto
conceituais (teóricos), pois avaliação consistente e fundamentada, permite ao aluno
posicionar-se em relação aos trabalhos artísticos estudados e produzidos.

Avaliação nesta disciplina supera dessa forma, o papel de mero instrumento de


medição de apreensão de conteúdos, busca propiciar aprendizagens socialmente
significativas para o aluno, discutindo dificuldades e progressos de cada um a partir da sua
própria produção. As propostas devem ser socializadas em sala, possibilitando
oportunidades para o aluno apresentar, refletir e discutir a sua produção e a dos colegas,
sem perder de vista a dimensão sensível contida no processo de aprendizagem dos
conteúdos das linguagens artísticas.

BIBLIOGRAFIA

BARBOSA, Ana Mãe. Arte/Educação Contemporânea. São Paulo. Ed. Cortez, 2005
RADESPIEL, Maria. Alfabetização sem Segredos. Eventos Escolares – Contagem, MG.
Ed. IEMAR, 1999
Música, Movimento e Artes Visuais – 1ª ed. São Paulo. Ed. DCL, 2006 (coleção novos
caminhos. Formação continuada na sala de aula/ coura. Aline Corrêa de Souza).
FERREIRA, A B.H. Dicionário Aurélio básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro.
Ed. Nova Fronteira, 1995
CHAUI, M. Convite à filosofia. Universo das Artes. Arte e Sociedade. São Paulo. Ed.
Ática, 2003
FERRAZ, M. Fusari, M.R. Metodologia do Ensino de Arte. 2ª ed. São Paulo. Ed. Cortez,
1993
Diretrizes Curriculares de Artes Para o Ensino Fundamental – SEED / VERSÃO
PRELIMINAR JULHO/2006.

75
DISCIPLINA: CIÊNCIAS - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA.

Nos últimos anos o ensino de ciências passou por muitas mudanças, deixando de ser
vista como um corpo de conhecimentos estabelecidos, a Ciência passou a ser tratada como
uma atividade humana, acentuando-se de forma progressiva o caráter experimental dos
processos e procedimentos científicos, que são amplos e variados.
Os conteúdos específicos envolvem um vasto campo de conhecimentos produzidos
pela humanidade no decorrer de sua história, daí a necessidade de articularmos os saberes
necessários entre os diferentes conhecimentos físicos, químicos e biológicos, possibilitando
assim um novo encaminhamento pedagógico a medida em que se propõe partir desta
realidade como um todo para a especificidade teórico-prática da sala de aula.
A Ciência é uma disciplina que perpassa todas as dimensões da existência humana
em nossa sociedade. Somos todos afetados pelas relações da Ciência com a cultura e com
os problemas éticos e filosóficos. A Ciência não só interfere como tem alterado nosso modo
de viver e agir.
Estudar Ciências não é apenas observar a natureza, mas também pesquisar,
raciocinar, levantar hipóteses, tirar conclusões e conscientizar da necessidade de preservar o
meio ambiente.
Historicamente a Ciência está relacionada e integrada aos processos que constituem
a própria história da sociedade humana. Todas as diferentes visões de mundo e suas teorias
correspondem a diferentes abordagens do fenômeno cientifico, da produção cientifica e
como esta implica na construção humana coletiva. O conhecimento científico está em
permanente transformação: as afirmações científicas são provisórias e nunca podem ser
aceitas como completas e definitivas.
O processo de ensino/aprendizagem de Ciências constitui-se em um meio para o
aluno compreender as relações e inter-relações que se estabelecem na sociedade entre
homem –homem e homem-natureza, bem como suas respectivas implicações. As noções e
conceitos científicos podem ser trabalhados de forma critica e reflexiva, fornecendo
76
elementos para a compreensão e aplicação destes conhecimentos no cotidiano adequando-
os ás suas necessidades e interesses, passando a interagir de maneira saudável no meio em
que vive.
Finalmente, percebemos que o ensino de ciências em cada momento histórico, tem o
seu desenvolvimento ligado a uma trajetória de acordo com interesses políticos econômicos
e sociais de cada período, determinando assim, a mudança de foco do processo de ensino e
de aprendizagem. Isso alterou a concepção de aluno, professor, ensino aprendizagem,
escola e educação, contribuindo para a formação em diferentes épocas. De novos cientistas,
de cidadãos pensamento lógico e crítico, de mão-de-obra qualificada para o mercado, de
cidadãos críticos, participativos e transformadores.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

O processo ensino/aprendizagem de ciências deve contribuir para o


desenvolvimento das competências cognitivas em que o professor e aluno possam entender
e relacionar teoria e prática, pois tendo o conhecimento da realidade é possível viver e
atuar, onde educandos e educadores não se tornem alienados e alienantes, capazes de
estabelecer uma inter-relação entre ciência e tecnologia e entre várias disciplinas
cientificas. Desenvolvendo atitudes de curiosidade, interesse, objetividade, perseverança,
responsabilidade, colaboração e gostar de ciência.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Corpo Humano e Saúde
 Ambiente
 Matéria e energia
 Tecnologia

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
5ª SÉRIE
FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO
Universo Sistema solar (sol, planetas e A conquista do
Galáxias satélites) espaço
Constelações
77
Movimentos dos astros
Estações do ano

1.1 Planeta Terra:


QUÍMICO BIOLÓGICO
 Origem da Terra;  Estrutura da Terra (atmosfera,
 Constituição da crosta terrestre; litosfera e hidrosfera).

1.2 Solo e Ecossistema:


FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO
 Forma da Terra;  Rochas e Solo;  Os seres vivos e os
 Movimentos da  Utilização e ecossistemas;
crosta terrestre; preparação do solo  Solo e Saúde.

1.3 A Água na Natureza:


FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO
 Estados  Composição  Ciclo natura da água;
físicos da da água;  Água e os seres vivos;
água;  Contaminação da água;
 Preservação e tratamento;
 Água e Saúde.
1.4 O Ar no Ecossistema:
FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO
 A existência do ar;  Composição do  O ar e os seres vivos;
 Movimentos do ar; ar;  Poluição e contaminação
 Meteorologia e do ar;
previsão do tempo;  O ar e saúde.

6ª SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Corpo Humano e Saúde

78
 Ambiente
 Matéria e energia
 Tecnologia

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO
Capilaridade; Osmose; Absorção; Os seres vivos e os ecossistemas
Fototropismo; Fotossíntese, respiração, (nascimento, reprodução, crescimento e
Geotropismo; transpiração e gutação, desenvolvimento).
movimento e fermentação,  Classificação e nomenclatura.
locomoção. decomposição e  Vírus ;
Diagnósticos: exames hibridação.  Os seres unicelulares (moneras e
clínicos por imagens, Imunização artificial: protistas);
tratamento: soros, vacinas,  Os fungos:
radioterapia; medicamentos;  Reino animal;
intoxicações por Diagnósticos: exames  Doenças causadas por animais e
agentes físicos: clínicos, tratamento: por microorganismos.
elementos radioativos, quimioterapia.  Reino das plantas vegetgais:
pilhas, baterias dentre raiz, caule, folha, fruto e
outros. semente.
 Reprodução e herediateriedade .
 Biotecnologia e utilização dos
vegetais na indústria
farmacêutica, química e
alimentícia.

7ª SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Corpo Humano e Saúde
 Ambiente
 Matéria e energia
79
 Tecnologia

FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO


 Unidades de medida; Conceitos básicos: colóides, Tamanho e forma da
 Equipamentos para osmose, difusão, substância célula;
observação e orgânicas e inorgânicas. Estrutura celular; divisão
descrição de células.  Sabores, odores e celular; estrutura e função
 Ação mecânica da texturas; dos tecidos;
digestão;  Necessidades Os sistemas nervoso e
 Transporte de nutricionais; endócrino, sensorial,
nutrientes;  Hábitos alimentares; digestório, respiratório,
 Pressão arterial;  Alimentos diet e light; circulatório, excretor e
 Ação mecânica da  Ação química da reprodutor e problemas à
respiração; digestão; eles relacionados.
 O olho humano como  reações químicas e Aspectos preventivos de
instrumento óptico; transformação doenças do organismo
 O som e a audição; energética; humano:
 Aparelhos e  eliminação de resíduos;  Métodos anti
instrumentos que o  hemodiálise; concepcionais;
homem constrói para  substâncias tóxicas de  DST’s e prevenção;
corrigir algumas uso agrícola e  Tipos de parto;
deficiências físicas. domésticos;  Noções de
 composição química do genética;
álcool e teor alcoólico
das bebidas.

8ª SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Corpo Humano e Saúde
 Ambiente
 Matéria e energia
 Tecnologia
80
BIOLÓGICOS QUÍMICO FÍSICO
Prevenção e tratamento Introdução à Química: Introdução à Física:
das doenças  História da Química;  Grandezas
relacionadas a poluição  A Química – Ciência físicas;
e contaminação do experimental e no cotidiano. Cinemática:
solo, do ar e da água A Matéria e suas propriedades.  Tipos de
por agentes químicos; Substâncias, Misturas e Combinações. movimento
 Biodigestor;  Elemento Químico; quanto á
 Fenômenos:  Substancia Química. velocidade do
superaquecime O átomo: móvel.
nto do planeta,  História do átomo; Dinâmica:
buraco na  Forças e
 As partículas elementares do
camada de Movimento;
átomo;
ozônio e seus  Princípios da
 Características do átomo;
efaitos nocivos Dinâmica;
 Isoátomos;
aos seres vivos 1.10 Calor e
 Ìons.
e ao ambiente. Temperatura:
Tabela Periódica:
 Acidentes de 1.11 Tipos de Energia;
 Classificação dos elementos
transito  Energia térmica,
químicos;
relacionado ao sonora, luminosa,
 Símbolos dos elementos
uso de Drogas etc.
químicos;
(álcool); 1.12 Eletricidade e
Ligações Químicas.
 Prevenção de Magnetismo;
Funções Químicas (ácidos, bases, sais
acidentes.  Fenômenos
e óxidos).
elétricos.
Reações químicas
Movimento,
Segurança no trânsito:
deslocamento,
Teor alcoólico das bebidas e suas
trajetória e
conseqüências no trânsito.
referencial;
velocidade e
aceleração; distância,
tempo, inércia,
81
resistência do ar.
Forças.

METODODOLOGIA DA DISCIPLINA

Ao desenvolvermos o ensino de Ciências, devemos partir de uma visão que


considere o aluno como um sujeito constituído por seu grupo social, que lida com
diferentes tipos de conhecimentos, interpretando-os a partir de suas idéias, seus valores e
crenças, os quais por sua vez provêm de suas influencias sócio-culturais que fazem parte de
suas vivências. Dessa maneira, cada aluno é constituído por cultura, por suas experiências –
relacionadas à sua maneira de perceber, vivenciar e interpretar o mundo que conhece.
Partindo dessa perspectiva e focalizando um trabalho na área de ciências naturais,
poderíamos investigar quantas e quais seriam as visões de Natureza em uma sala de aula, e
a partir daí trabalharmos com suas incoerências, seus limites, seus problemas éticos.
Concebendo o ensino de Ciências, é necessário a implementação de atividades que
possibilitem uma participação enquanto sujeito ativo que colabora progressivamente na
construção do seu conhecimento. Nesse sentido, ressalta-se a importância da
experimentação formal em laboratórios didáticos, porém lembrando que somente aulas
práticas por si só, não resultam na apropriação dos conteúdos/conceitos pelos alunos, teoria
e pratica devem estar intrinsecamente ligadas.
Ao ensinarmos Ciências, transferimos a todo e qualquer indivíduo, e
compartilhamos com ele a responsabilidade de contribuir por meio de uma articulação entre
os conhecimentos físicos, químicos e biológicos. Os conteúdos específicos serão tratados,
respeitando principalmente o nível cognitivo dos alunos, a realidade local, a diversidade
cultural, as diferentes formas de apropriação dos conteúdos por parte dos alunos.
Pressupomos que o aprendizado dos alunos se dê pela interação
professor/aluno/conhecimento, ao se estabelecer um diálogo entre as idéias prévias dos
alunos e a visão científica atual. A integração interdisciplinar também é uma estratégia
importante de ensino e que deve estar acontecendo com freqüência.
A inserção de assuntos decorrentes da história e cultura afro-brasileira e africana na
disciplina de Ciências, será um componente principal, uma vez que os alunos devem
educar-se enquanto cidadãos participativos e uma sociedade multicultural e pluriétnica.
82
Dentro dos conteúdos a serem trabalhados estaremos incluindo assuntos como:
contribuição histórico-cultural dos povos negros e indígenas; desmistificação das teorias
racistas e contribuições dos povos africanos e de seus descendentes para os avanços da
Ciência e da Tecnologia; A população brasileira e a miscigenação dos povos; a origen dos
grupos étnicos que foram trazidos para o Brasil.

Também serão realizadas pesquisas na internet, nos seguintes sites:


 www.portalafro.com.br
 www.mundonegro.com.br
 www.diadiaeducação.com.br
 www.nem.org.br
 www.geledes.com.br
 www.app.com.br

alguns filmes que podem ser trabalhados com os alunos:


 A cor púrpura
 Amistad
 Hotel Amanda
 Meu mestre minha vida
 O poder de um jovem

CRITÉRIOS DE AVALIAÇAO ESPECIFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação ocorre durante o processo de ensino-aprendizagem, através da


convivência diária com os alunos, analisando de que forma o aluno se apropria dos
conteúdos trabalhados.
Cada passo da avaliação deve estar marcado por uma decisão clara e explicita do
que se está fazendo e para onde possivelmente está encaminhando os resultados de sua
ação. A avaliação, neste contexto não poderá ser uma ação mecânica. Ao contrário, terá de
83
ser uma atividade racionalmente definida, a favor da competência de todos para a
participação democrática da vida social.
Nós professores estaremos procurando tornar a avaliação da aprendizagem como um
ato amoroso, no sentido de que esta avaliação seja um ato acolhedor, integrativo e
principalmente inclusivo. Entendendo que a avaliação da aprendizagem na escola deverá
auxiliar o educando no seu desenvolvimento pessoal, a partir do processo de ensino
aprendizagem, bem como a mesma deverá responder a sociedade pela qualidade do
trabalho educativo realizado.

BIBLIOGRAFIA

CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Ensino de Ciências, Unindo a Pesquisa e a Prática,
(org). São Paulo: Pioneira Thonson Learning, 2006.
CRUZ, Daniel.Ciências e Educação Ambiental. São Paulo: Ática , 2002.
OLIVEIRA, Daisy Lara de.Ciências nas salas de aula/ org. de– Porto Alegre: Mediação,
1997.
DCE da Rede de Educação Básica do Estado do Paraná – Ciências
SOS Ciências/ Íris Stern. Arco-Íris, 1993.
VALLE, Cecília.Tcnologia e Sociedade: Manual do professor/– 1ª ed. – Curitiba:
Positivo, 2004 (coleção Ciências).
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem Escolar: estudos e
proposições/ – 17ªed. São Paulo: Cortez, 2005.
Diretrizes Curriculares SEED/ julho2006.

DISCIPLINA: EDUCAÇÃO FÍSICA - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Ao considerar que o ser humano é um todo somáticamente indivisível, que não há


como isolar os domínios cognitivo, afetivo-social e psicomotor, e que as ações estão a
mercê dos movimentos (...), é impossível negar que a Educação Física é uma disciplina das
mais abrangentes na diversidade de conteúdos.
84
Não devemos apresentar conteúdos únicos da área, e também conteúdos que a área
não possa desenvolver, pois tudo está relacionado ao individuo e ao movimento.
A Educação Física não se encontra só na escola, mas também em outros setores da
sociedade (academias, clubes, na medicina preventiva e demais terapêuticas), inclusive
como sustentadora da defesa ao grande mal dos últimos tempos: o estresse mental.
A escola não é um fragmento da sociedade, pois a função desta é preparar para a
sociedade. A educação física então se apresenta como disciplina a desenvolver o indivíduo
tendo como maior instrumento o movimento, visto que, desde os primórdios o movimento
acontece.
Na pré-história o homem tinha duas preocupações atacar e defender-se, que era
extremamente necessário para o homem primitivo sobreviver. Por isto, eram considerados
os homens mais músculos do que cérebro. Realizavam exercícios naturais, praticando uma
verdadeira educação física natural e espontânea.
Desde o começo, o aprendizado era transmitido de geração a geração pelo método
de observação e imitação, possibilitando maior vivência no meio hostil, apurando seus
sentidos, força e habilidade.
Os habitantes consideravam sua sobrevivência um favor dos Deuses dando a sua
vida um sentido ritual, sem muito espaço para a competição. Os exercícios se resumiam às
danças nas grandes festividades e nos cultos aos mortos. Ainda nesta época existiram
expressões de jogos utilitários e recreativos com suas regras e tanto vencedores quanto
vencidos aceitavam os resultados.

A continuação se deu na Grécia, onde os vencedores se tornavam verdadeiros


deuses. Porem, quando os romanos dominaram a Grécia, os jogos tornaram-se apenas
provas atléticas sem maior interesse.
Entrando na Idade Media, a igreja tratava com total descaso as coisas materiais e
estabelecia uma grande separação entre o físico e o intelectual. Somente no renascimento a
educação física voltou a ser bem vista, pois havia preocupação do desenvolvimento do
homem de forma completa.
A Educação Física no Brasil nos leva à época do descobrimento, os portugueses
quando chegaram aqui encontraram indígenas habituados à pratica de atividades físicas, da
mesma forma que o homem primitivo, pois os mesmos possuíam habilidades naturais.
85
De forma sistematizada, a Educação Física no Brasil começou dentro de uma escola
militar, servindo ao propósito militarista de adestramento e preparação para a defesa da
pátria, reforçando os sentimentos relacionados à eugenia da raça, reflexo da ideologia social
dominante naquela sociedade.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Pretende-se através da Educação Física, proporcionar aos alunos os benefícios na


área de saúde, bem como tornar do conhecimento dos alunos de forma teórica estes
benefícios. É também de interesse da Educação Física que a atividade física seja prazerosa
aos praticantes e também um meio de socialização e de qualidade de vida.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Expressividade Corporal
 Manifestações Esportivas
 Manifestações Ginásticas
 Brincadeiras, Brinquedos e Jogos
 Manifestações Estéticas – Corporais na Dança e no Teatro

CONTEUDOS POR SERIE / ANO - 5ª a 8ª

 Expressividade Corporal
- Perceber os limites corporais na vivência dos movimentos rítmicos e expressivos;
- Superação dos educandos sobre seus limites nas vivências rítmicas e expressivas;
- Valorização e exploração dos movimentos corporais.

 Manifestações Esportivas
- Futsal
- Voleibol
86
- Handebol
- Basquetebol
- Tênis de Mesa
- Xadrez

 Manifestações Ginásticas
- Ginástica Formativa
- Ginástica Corretiva
- Ginástica Coreográfica
- Atividades recreativas com bola, arco, bastão e corda
 Brincadeiras, Brinquedos e Jogos
- Jogos Intelectivos
- Jogos de Disputa
- Jogos de Perseguição
- Brincadeiras Cantadas

 Manifestações Estéticas – Corporais na Dança e no Teatro


- Danças Folclóricas
- Danças de Salão
- Danças Diversas
- Representações Teatrais
- Teatro de Fantoche

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
 Cultura Afro
 Tecnologia
 Educação no Campo

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

87
É importante que o professor potencialize a aula a favor de todos os alunos, não
exigindo somente a competitividade e a performance ( motivos de evasão ), mas respeite os
limites e a cultura corporal dos alunos, levando em conta 3 momentos: proposição da
atividade – apresentação dos conteúdos e discussão da maneira como realizar as atividade;
execução – é a fase em que desenvolve-se a atividade proposta. É durante essa fase que o
professor observa, analisa e intervem quando necessário; reflexão – é o momento em que
professor e aluno refletem sobre sua prática, analisando pontos positivos e negativos.
Na aprendizagem e no ensino da cultura corporal de movimentos, trata-se
basicamente de acompanhar a experiência prática e reflexiva dos conteúdos na aplicação
dentro dos contextos significativos. Durante este acompanhamento, diversificando
estratégias de abordagem dos conteúdos, professor e aluno podem participar de uma
integração cooperativa de construção e descoberta, em que o professor promove uma visão
organizada do processo, e o aluno contribui com seus conhecimentos prévios.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÂO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

Ao avaliar o aluno em Educação Física, pretende-se observar se o aluno aceita as


limitações impostas pelas situações do jogo tanto no que se refere às regras quanto no que
diz respeito ao seu desempenho e integração com o grupo. Espera-se que o aluno seja
capaz de perceber que os benefícios para a saúde decorrem da realização de atividades
corporais regulares e que esse avanço decorre da perseverança.
Essa avaliação será um processo contínuo, permanente e cumulativo e caberá ao
professor organizar o seu trabalho de modo a abranger as diversas manifestações corporais
evidenciadas nas formas ginásticas, do esporte, dos jogos e da dança, possibilitando assim
que os alunos reflitam e se posicionem criticamente, superando as desigualdades e
dificuldades que cada um possua.

88
BIBLIOGRAFIA

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da educação física. São Paulo:


Cortez, 1992.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1995.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA O ENSINO MEDIO. Versão preliminar 07/2006.
gov. PR. Séc. de est. Da educação . superintendência da educação.

89
DISCIPLINA: ENSINO RELIGIOSO - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A educação no Brasil foi desenvolvida sob a responsabilidade dos padres Jesuítas,


ao longo dos períodos do colonialismo e do Império brasileiro (séculos XV a XIX),
centrada na concepção humanista. O ensino da religião é questão de cumprimento dos
acordos estabelecidos entre a Igreja católica e o Reino de Portugal, denominado “acordo do
Padroado”, que consistia na evangelização do povo para aderir ao catolicismo, religião
oficial do Império determinado pela constituição de 1824.
Após a proclamação da República o ensino passou a ser laico, público, gratuito e
obrigatório, rejeitando portanto, o monopólio da igreja católica sobre o ensino. A partir da
constituição de 1934, o Ensino Religioso passou a ser admitido como disciplina na
disciplina na escola pública, porém com matrícula facultativa.
Nas constituições de 1937,1946 e 1967 o Ensino religioso foi mantido como
disciplina do currículo, de freqüência livre para o aluno e de caráter confessional coerente
com o credo da família. Na década de 60 ocorreram muitos debates e questionamentos a
cerca da liberdade religiosa devido à manifestação do pluralismo religioso, mas na prática
as aulas continuavam a ser ministradas por professores leigos, com caráter proselista.
Em decorrência da Lei 5692/71, o Ensino Religioso foi implantado como disciplina
escolar em 1972 no estado do Paraná, a partir da criação da Associação Interconfessional de
Curitiba (Assintec). O resultado do trabalho dessa Associação foi o programa Nacional de
Tele Educação (PRONTEL), elaborado em 1972, que propôs a implantação do Ensino
religioso radiofonizado nas unidades escolares, municipais, o que fomentou as discussões
para a Educação Religiosa na Legislação Brasileira.
As discussões foram intensificadas com a promulgação da constituição em 1988,
por meio da organização o de um movimento nacional para garantir o Ensino Religioso
como disciplina escolar. Durante esse processo, o Estado do Paraná elaborou o Currículo
Básico, em 1990 e em 1992 foi publicado um caderno para o Ensino Religioso, seguindo os
moldes do Currículo Básico, no entanto, a sua elaboração ficou sob responsabilidade da
Assintec, com a colaboração da SEED.

90
Somente a partir das discussões da LDBEN 9394/96, é que o Ensino Religioso
passou a ser compreendido como disciplina escolar. Por isso, sua implementação nas
escolas públicas do país foi regulamentada. Como estabelece a Lei 9475/97:
Art 33 – o Ensino Religioso de matricula facultativa, é parte integrante da
formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas
de Educação Básica assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil,
vedadas quaisquer formas de proselitismo.
Quanto ás políticas do Estado Paranaense, somente em 2002 o Conselho Estadual de
Educação do Paraná aprovou a Deliberação 03/02 que regulamenta o Ensino Religioso nas
Escolas públicas do Sistema Estadual de Ensino do Paraná.
A deliberação número 01/06 aprovado pelo CEE em, 10/02/2006, contribuiu para o
avanço do repensar do objeto da área, o compromisso com a formação docente, a
consideração da diversidade religiosa no Estado, a necessidade do diálogo/estudo na escola
sobre as diferentes leituras do sagrado na sociedade.
Portanto, o Ensino Religioso visa trabalhar o entendimento, o conhecimento das
manifestações religiosas, das crenças e a forma de interpretar o sagrado e sobretudo
aprender a respeitar diversidade religiosa, levando os educandos ao confronto e respeito de
idéias na construção do conhecimento.
“Dentre os desafios para o Ensino Religioso na atualidade, pode-se destacar a
necessária superação das tradicionais aulas de religião, e a inserção de conteúdos que
tratem da diversidade de manifestações religiosas, dos seus ritos, das suas paisagens e
símbolos, sem perder de vista as relações culturais, sociais, políticas e econômicas de que
são impregnadas.” (Seed, p.12, 2006).
As religiões são objetos de estudo nas aulas de Ensino Religioso. As diferenças
culturais são estudadas, com o fim de compreender a diversidade religiosa como expressão
da cultura, elaborada historicamente, e que, por isso, são marcadas por aspectos
econômicos, políticos e sociais.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

O Ensino Religioso proporciona ao aluno o conhecimento das diferentes expressões


religiosas advindas da elaboração cultural, considerando o igual direito às histórias e
91
cultura que compõem a nação brasileira. Essa reflexão tem a função de proporcionar uma
formação integral do educando, contemplando os aspectos: estéticos, éticos, cognitivo,
afetivo, cultural, biológico, social e religioso.
O aluno conhecendo as diferentes manifestações religiosas, poderá viver no seu
cotidiano o respeito à diversidade, garantida na Constituição Brasileira, art. 5º, inciso VI, a
liberdade de crença expressão da mesma.
Portanto, com o conhecimento e entendimento das diferentes crenças religiosas, o
aluno perceberá inserido na cultura, repudiando a toda e qualquer forma de preconceitos e
discriminações. Pois, o objetivo precípuo do Ensino Religioso é formar cidadãos éticos, que
priorizem a igualdade.
As Diretrizes Curriculares para o Ensino Religioso definem como objeto de estudo
o sagrado, favorecendo assim, uma abordagem ampla de conteúdos específicos da
disciplina.
Seu objetivo é analisar e compreender o sagrado como ênfase da experiência
religiosa do cotidiano que foi contextualizado no universo cultural. O Ensino Religioso terá
também a preocupação, com os processos históricos de constituição do sagrado, em busca
dos caminhos percorridos até a concretização da simbologia e espaços que se organizam em
territórios sagrados, ou seja, o surgimento das tradições. A dimensão cultural influencia a
compreensão de mundo e a maneira como o homem vive o seu cotidiano, pois o que é
normal para uns pode não ser para outros.
O estudo do Ensino Religioso busca superar as aulas de religião, através de um
enfoque de entendimento com base cultural sobre o sagrado, de modo a promover um
espaço de reflexão na sala de aula em relação á diversidade religiosa.

CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO

CONTEÚDOS ESTRURURANTES
 Paisagem Religiosa
 Texto sagrado
 símbolo

92
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
5ª SÉRIE
O Ensino Religioso na Escola Pública.
 Orientações legais
 Objetivos
 Principais diferenças entre as aulas de Religião e o Ensino Religioso como
disciplina escolar.
I RESPEITO À DIVERSIDADE RELIGIOSA
Instrumento legais que visam assegurar a liberdade religiosa.
 Declaração Universal dos Direitos Humanos e Constituição Brasileira: respeito À
liberdade religiosa
 Direito de professar fé e liberdade de opinião e expressão
 Direito á liberdade de reunião a associação pacíficas
 Direitos Humanos e sua vinculação com o Sagrado
II LUGARES SAGRADO
Caracterização dos lugares e templos sagrados; lugares de peregrinação, de relevância, de
culto, de identidade, principais práticas de expressão do sagrado nestes locais.
 Lugares na natureza: Rios, lagos, montanhas, grutas, cachoeiras, etc.
 Lugares construídos: Templos, Cidades sagradas, etc.
III TEXTOS ORAIS E ESCRITOS – SAGRADOS
Ensinamentos sagrados transmitidos de formas oral e escrita pelas diferentes culturas
religiosas.
 Literatura oral e escrita (Cantos, narrativas, poemas, orações, etc)
( Exemplos: Vedas – Hinduísmo, Escrituras Bahá’l, Tradições Orais
Africanas, Afro-brasileiras e ameríndias, Alcorão – Islamismo, etc.

IV ORGANIZAÇOES RELIGIOSAS

As organizações religiosas compõem os sistemas religiosos organizados institucionalmente.


Serão tratadas como conteúdos, destacando-se as suas principais características de

93
organização, estrutura e dinâmica social dos sistemas religiosos que expressam as
diferentes formas de compreensão e de relações com o sagrado.
 Fundadores e/ ou líderes religiosos.
 Estruturas Hierárquicas.
Exemplos de Organizações religiosas Mundiais e religiosas: Budismo,
Confucionismo, Espiritismo, Taoísmo etc.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
6ª SÉRIE
I UNIVERSO SIMBÓLICO RELIGIOSO
Os significados simbólicos dos gestos, sons, formas, cores e textos:
 Nos Ritos
 Nos Mitos
 No cotidiano
Exemplos: Arquitetura Religiosa, Mantras, paramentos, Objetos, etc.
II RITOS
São práticas celebrativas das tradições/manifestações religiosas, formadas por um conjunto
de rituais. Podem ser compreendidos como recapitulação de um acontecimento sagrado
anterior, é imitação, serve À memória e á preservação da identidade de diferentes
tradições/manifestações religiosas e também podem remeter a possibilidades futuras a partir
de transformações presentes.
 Ritos de passagem
 Mortuários
 Propiciatórios
 Outros

III FESTAS RELIGIOSAS


São os eventos organizados pelos diferentes grupos religiosos, com objetivos diversos:
confraternização, rememoração dos símbolos, períodos ou datas importantes.

IV VIDA E MORTE

94
As respostas elaboradas para vida além da morte nas diversas tradições/manifestações
religiosas e sua relação com o sagrado.
 O sentido da vida nas tradições/manifestações religiosas
 Reencarnação
 Ressurreição – ação de voltar à vida
 Além Morte
 Ancestralidade – vida dos antepassados – espíritos dos antepassados se tornam
presentes
 Outras interpretações.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

As Diretrizes Curriculares para o Ensino Religioso propõem um encaminhamento


metodológico centrado num constante repensar do professor das ações que fundamentarão
o seu trabalho, sendo pautadas no respeito às diversas manifestações religiosas, valorizando
o universo cultural do aluno.
Os conteúdos específicos serão apresentados a partir de expressões do sagrado
desconhecidas pelos alunos, para evitar a restrição dos conteúdos da disciplina às
manifestações religiosas hegemônicas que serão trabalhadas posteriormente, pois “todo
conteúdo a ser tratado nas aulas de Ensino Religioso contribuirá para a superação; do
preconceito à ausência ou à presença de qualquer crença religiosa; de toda forma de
proselitismo, bem como da discriminação de qualquer expressão do sagrado.” (Seed, p. 27,
2006).
Segundo Figueredo (1994, p.113), o ensino Religioso é parte de um Projeto
Educativo Global. Tal projeto visa o desenvolvimento harmônico de todas as
potencialidades do educando, onde estão presentes os aspectos biológicos, psíquicos,
racionais, sociais, filosóficos e outros mais”. Portanto, a função da disciplina é contribuir na
formação de cidadãos aptos par viverem numa sociedade democrática, por isso os
conteúdos serão selecionados e trabalhados para que os alunos aprendam o respeito aos
diversos credos, tenham a sensibilidade diante das situações desumanas e lutem a favor dos
mecanismos geradores de vida (união, participação),bem como para a formação da

95
consciência ecológica, ou seja, a preocupação com a qualidade de vida de todos, sabendo
preservar e fazer bom uso das tecnologias.
A organização das atividades será pautada no dialogo, reflexão e interação entre
professor, aluno e conteúdo, levando em consideração o conhecimento cotidiano do
educando. Pois, professor e aluno irão juntos elaborar, (re)significar o conhecimento, numa
relação dialógica.

Nesse sentido, o professor considerará o aluno como ser sistêmico, capaz de


aprender, pois aprendemos de maneiras, formas e caminhos diferentes, em momentos
diferentes e a postura dialógica do educador viabilizará a aprendizagem efetiva do aluno,
respeitando a sua singularidade.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

O aluno é um ser único e como indivíduo inserido no coletivo, a sua singularidade


precisa ser considerada, por isso, o processo avaliativo será conduzido na perspectiva do
aluno vir aprender. Isto significa dizer, que o aluno pode não estar aprendendo, mas com a
reflexão e mediação do professor, o mesmo poderá obter uma aprendizagem efetiva, pois a
intervenção do professor deve ser desafiadora, não coercitiva, visando incluir todos no
processo educacional, considerando as limitações de cada aluno e valorizando as suas
habilidades, sabendo que o mesmo é um ser histórico, capaz de refletir e agir sobre o seu
contexto. Por isso, é coerente diversificar os instrumentos de avaliação, utilizando várias
estratégias para avaliar, como por exemplo: prova objetiva, dissertativa, seminário, trabalho
em grupo, relatório individual.
A avaliação está inserida no processo ensino/aprendizagem e resultará de várias
atividades que serão realizadas com o objetivo de verificar o nível de aprendizagem dos
conteúdos propostos. Com esses dados em mãos, professores e alunos poderão refletir sobre
o resultado atingido, tomando novas decisões sobre as formas mais eficazes de ensinar e
aprender.
A disciplina de Ensino Religioso é facultativa para o aluno, por isso, não terá
registro de notas na documentação escolar, no entanto, não deixa de ser importante a
implementação de práticas avaliativas pelo professor que asseguram o acompanhamento
96
do processo de apropriação de conhecimentos pela turma, baseados nos conteúdos e os seus
objetivos, finalizando identificar em que medida os conteúdos passam a ser referencias para
a compreensão das manifestações do sagrado pelos alunos.
Este diagnóstico poderá ser observado em que medida o aluno respeita as opções
religiosas dos colegas, isso dará subsídios para o professor planejar as necessárias
intervenções no processo ensino e aprendizagem, retomando o conteúdo ou aprofundando
nos conteúdos posteriores. Através do processo avaliativo o professor terá elementos para
fazer uma auto-avaliação que orientará a continuidade do trabalho ou a reorganização do
que tenha trabalhado.
É essencial que o professor faça o registro formal do processo avaliativo, permitindo
à escola, pais, ao aluno identificarem os progressos obtidos na disciplina.
Só a avaliação comprometida com a sensibilidade, respeitando os fatores biológicos,
afetivos, sociais e cognitivos poderá surtir os efeitos esperados.
A avaliação, independente da disciplina, precisa ser feita visando a totalidade do
sujeito, contemplando a percepção, pensamento, imaginação, emoção, expectativas etc.,
considerando a historia do aluno na construção do conhecimento. Pois, a função da
avaliação não é discriminar, punir, mas diagnosticar quais as reais causas que impedem a
aprendizagem do aluno. Na perspectiva de Lukesi, avaliação pressupõe acolhimento, tendo
em vista a transformação. Pois o acolhimento integra e o julgamento afasta. Por isso, a
avaliação é um ato amoroso, por si só, é um ato acolhedor, integrativo, inclusivo.

97
BIBLIOGRAFIA
LUCKESI, Cipriano Carlos – Avaliação da Aprendizagem Escolar: estudos e
proposições – 17ª ed. – São Paulo: Cortez, 2005.
FIGUEREDO, A. P. Ensino Religioso: Perspectivas Pedagógicas. Petrópolis, RJ: Vozes,
1994.
SECRETARIA DE EDUAÇAO DO ESTADO DO PARANÁ. Diretriz Curricular para o
Ensino Religioso. 2006.

98
DISCIPLINA: GEOGRAFIA - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A geografia era meramente descritiva ou matemática, na Antiguidade. Egípcios,


Gregos, Romanos, dentre outros povos, desenvolveram um conhecimento geográfico
independente e diferenciado dos demais, de acordo com as suas próprias necessidades de
entendimento do mundo que os cercavam.
A ciência geográfica neste período mantém seu caráter descritivo e se dedica a
registrar datas e nomes dos objetos e fenômenos.
È no século XIX que ela começa superar seu caráter descritivo.
Somente após os estudos de Humboldt e Ritter, que a Geografia deixa de ser meio
“saber” para se tornar uma verdadeira ciência, no século XIX, em torno de 1870,
contemporâneos, desenvolvem uma sistematização destes conhecimentos geográficos
passado e presente, dando uma característica própria e exclusiva à geografia, tentando a
unicidade Humanidade – Natureza, enquanto método de estudo da realidade.
A geografia durante o seu desenvolvimento, teve e ainda tem, alguns paradigmas
principais que norteiam a produção científica dos geógrafos,
É nesta perspectiva que nos dias atuais a Geografia procura fundamentar-se numa
abordagem teórica e metodológica, que procura complementar os principais avanços que
ocorreram no interior dessa disciplina, partindo dos métodos de interpretação da realidade
de cada cientista. O determinismo ambiental; método regional; nova geografia; geografia
crítica. Essa corrente procurava agir de maneira diferente de todas as outras anteriores,
justamente por não atender as conveniências governamentais.
Vê-se, portanto, que a geografia já nasceu profundamente atrelada aos interesses das
classes dominantes sempre procurando atender as necessidades das mesmas, somente a
partir da década de 70 é que a ciência geografia. Começa a procurar satisfazer as
aspirações da sociedade como um todo, buscando soluções tanto p/ questões internas da
própria geografia como a definição do seu objeto e de suas categorias de análise, quanto
p/os problemas sócio – ambientais que estão hoje colocados de maneira tão evidente. O
ensino da geografia atravessou de forma capenga a segunda revolução industrial
especialmente no seu Apogeu. Esse ensino foi gerado pela primeira revolução industrial,
99
com o avanço do fordismo e em especial da internacionalidade da economia notadamente
após a 2º guerra mundial, essa disciplina escolar nacionalista e voltada para a memorização
sofreu muito e não sobrevive. Em alguns países, essa disciplina foi até retiradas dos
currículos escolares sendo fragmentada e incluída, junto com a história e o sociologia sob o
rótulo de estudos sociais mas a terceira revolução industrial veio mudar esse quadro, no
final dos anos 80, os EUA aboliram a disciplina estudos sociais e colocaram novamente a
geografia nas escolas elementares e médias.
O retorno do ensino da geografia, consolidado no séc. XIX até os dias de hoje, veio
apresentando significativas mudanças teóricas e metodológicas. Frente a isto pode-se dizer
que o ensino da geografia deve ensinar, ou melhor, deixar o aluno descobrir o mundo em
que vivemos, com especial atenção para a globalização e as escalas locais e nacionais,
enfocando criticamente a questão ambiental e as relações sociedades/ natureza. É por esse
caminho, que a geografia escolar vai sobrevivendo e até mesmo ganhando novos espaços
nos melhores sistemas educacionais.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Considerar que nas diretrizes pretende-se formar um aluno consciente das relações
socio-espaciais de seu tempo, assume-se o quadro conceitual das teorias criticas da
Geografia, ou seja, desconsidera as linhas de pensamento que negam, em suas construções
conceituais, os conflitos e as contradições sociais, econômicas, culturais e políticas que
constituem o espaço geográfico.
Cabe salientar que a relação dos conceitos de paisagem, natureza, lugar e sociedade,
vinculada as teorias críticas da Geografia, contemplam os estudos apenas de alguns autores
que desenvolvem pesquisas neste campo teórico.
Sendo assim, a Geografia tem como objetivo compreender a vida de cada um,
desvendando os sentidos, os porquês conceitos em que vivemos
O estudo da Geografia insere-se na perspectiva de dar conta de como fazer a leitura
do mundo, incorporando o estudo do território como fundamental para que possa entender
as relações que ocorrem entre os homens, estruturadas em um determinado tempo e espaço.

100
CONTEÚDO ESTRUTURANTE
 A Dimensão Econômica da Produção do/ no espaço.
 Geopolítica
 A Dimensão Sócio – Ambiental
 A Dinâmica Cultural Demográfica

CONTEÚDOS DA DISCIPLINA
5ªSÉRIE
 Desvendando as paisagens;
 Espaço e tempo;
 O tempo da natureza;
 Aprendendo a orientar-se;
 Aprendendo a localizar-se:
 Os paralelos;
 Os meridianos;
 As coordenadas geográficas.
 A representação do espaço por meio de mapas;
 A linguagem cartográfica;
 O movimento de rotação da Terra:
 As fases da Lua: a base da divisão do tempo em semanas e meses.
 O movimento de translação da Terra;
 O ambiente urbano e rural;
 A natureza é a fonte da vida;
 O trabalho humano;
 A natureza é transformada em produto pelo trabalho humano;
 Revoluções industriais, impactos nas sociedades e na natureza;
 A agropecuária e as condições ambientais;
 O extrativismo mineral e o meio ambiente.
 Cultura Afro-Brasileira
 Cidadania
101
 Trânsito
 Drogas
 Meio Ambiente

CONTEÚDO ESTRUTURANTE
 A Dimensão Econômica da Produção do/ no espaço.
 Geopolítica
 A Dimensão Sócio – Ambiental
 A Dinâmica Cultural Demográfica

6ª SÉRIE
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

 O Brasil indígena já existia antes do Brasil português;


 A apropriação do espaço indígena e a construção de espaço geográficos;
 A construção de espaços geográficos no Brasil;
 Sudeste: a mineração e a cafeicultura;
 Sul e Centro-Oeste: A construção e a reconstrução de espaços geográficos;
 Aspectos físicos, econômicos e sociais do Estado do Paraná;
 Norte ou Amazônia: A construção de espaços geográficos;
 Brasil: País de industrialização ou retardatária;
 As fontes de energia utilizadas na produção e nos transportes;
 A urbanização brasileira no século XX e seus problemas;
 Panorama da agropecuária no Brasil;
 Domínios morfoclimáticas e o ambientalismo.
 Cultura Afro-Brasileira
 Cidadania
 Trânsito
 Drogas
 Meio Ambiente

102
CONTEÚDO ESTRUTURANTE
 A Dimensão Econômica da Produção do/ no espaço.
 Geopolítica
 A Dimensão Sócio – Ambiental
 A Dinâmica Cultural Demográfica

7ª SÉRIE
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

 A Geografia da diversidade de paisagens naturais e a regionalização;


 A formação e a distribuição dos continentes resultam da história da natureza;
 Os países ou Estados resultam da história das sociedades humanas;
 Na diversidade étnica ou cultural está a unidade da humanidade;
 A Geografia da diversidade socioeconômica espacial;
 Globalização e regionalização;
 O mercado desenhando novas fronteiras;
 As bases históricas do subdesenvolvimento;
 Subdesenvolvimento: idéias falsas e fatores internos;
 A América: regionalizações e paises de industrialização tardia;
 Países americanos com economia baseada na exportação de produtos primários;
 África: um continente sofrido e explorado;
 A Ásia subdesenvolvida e o estudo de Israel;
 Desigualdade social e problemas ambientais sociais e regionais;
 Cultura Afro-Brasileira
 Cidadania
 Trânsito
 Drogas
 Meio Ambiente

103
CONTEÚDO ESTRUTURANTE
 A Dimensão Econômica da Produção do/ no espaço.
 Geopolítica
 A Dimensão Sócio – Ambiental
 A Dinâmica Cultural Demográfica

8ª SÉRIE
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

 Modernização, Globalização e sociedade de consumo;


 A Geografia das cidades globais;
 Problemas ambientais locais e regionais;
 Os acordos internacionais sobre o meio ambiente e as mudanças climáticas globais;
 O Canadá;
 Os Estados Unidos: a potência mundial;
 A Europa Ocidental;
 A Europa Oriental;
 O Japão e os Tigres Asiáticos;
 China: O dragão asiático;
 Oceania;
 Antártida;
 Perspectiva para o século XXI: A nova ordem mundial.
 Cultura Afro – Brasileira
 Cidadania
 Trânsito
 Drogas
 Meio Ambiente

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
 Cidadania

104
 Trânsito
 Meio Ambiente
 Drogas.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

A Geografia procura fundamentar-se numa abordagem teórica e metodológica, que


procura complementar os principais avanços que ocorram no interior dessa disciplina. A
disciplina deve prestar-se para desenvolver no aluno a capacidade de observar, interpretar,
analisar e pensar criticamente. A realidade que o cerca, para melhor compreende-la é
identificar as possibilidades de transformação no sentido de atingir suas principais
competências educacionais, sociais, políticas, econômicas e culturais. O ensino da
Geografia pode levar os alunos a compreenderem de forma mais ampla a realidade,
possibilitando que nela interfiram de mais consciente e propositiva.
Além de trabalhar os conteúdos específicos de geografia em sala de aula, o
professor quando necessário pode promover aulas de campo, pois a compreensão da
realidade será mais completa quanto maior for o contato do aluno com a percepção da
complexidade do mundo.
Destaca-se ainda o uso da linguagem cartográfica, pois esta resulta de uma
construção teórica e prática que vem desde as séries iniciais e que deve seguir até o final da
educação básica.
Cabe ressaltar a importância do papel do professor, enquanto pesquisador, na
formação de futuros pesquisadores.
Essa iniciação pode ocorrer através da construção e desenvolvimento, em conjunto com os
alunos, de projetos que busquem estimular e ampliar os conteúdos específicos. Com essa
abordagem, propõe-se que ao final do ensino fundamental, o aluno possa entender o espaço
geográfico, onde os elementos não estejam segregados ou como se estivessem se parados
em “gavetas” sem ter uma ligação entre si.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

105
A avaliação é um processo abrangente da existência humana, que implica uma
reflexão crítica sobre a prática, no sentido de se captar seus avanços, suas resistências, suas
dificuldades e possibilitar uma tomada de decisões sobre o que fazer para superar os
obstáculos.

Nosso trabalho se coloca numa dupla perspectiva: inicialmente, tentar despertar o


querer mudar em todos sentidos, através de uma crítica ao problema para possibilitar o
desequilíbrio, o acordar, o aprofundamento da compreensão, a tomada de consciência da
contradição; em seguida, a partir de um redirecionamento de perspectivas, oferecer alguns
subsídios para orientar concretamente os que querem realmente mudar.
Procurar realizar uma avaliação diagnóstica para o educando onde o mesmo será
avaliado no cotidiano escolar através do seu interesse nos conteúdos trabalhados; atuação
nos trabalhos coletivos e individuais na sala; apresentação de seminários e avaliações
descritivas.
Transportando essa compreensão para a aprendizagem, podemos entender a
avaliação da aprendizagem escolar como um ato de sociabilização, na medida em que a
avaliação tem por objetivo diagnosticar e incluir o educando, pelos mais variados meios, no
curso da aprendizagem satisfatório, que integre todas as suas experiências de vida.
Assim sendo, a avaliação da aprendizagem escolar auxilia o educador e o educando
na sua viagem comum de crescimento e a escola na sua responsabilidade social.

106
BIBLIOGRAFIA

VESENTINI, José Willian –1950. Geografia Crítica. São Paulo: Ática, 2002.
ADAS, Melhen – 1938. Comunicação Cartográfica. 4ª edição. São Paulo: Moderna,
2002.
NESTOR, André Kaercher. Geografia em sala de aula. Práticas e reflexões.
ACÁCIA Kuenzer. Avaliação.
SANTOS, Celso Vasconcelos dos. Avaliação: Concepção dialética – libertadora.
Diretrizes Curriculares de Geografia Para o Ensino Fundamental. Versão Preliminar.
Julho 2006.

107
DISCIPLINA DE HISTÓRIA

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


Até a década de 1970 o ensino de história seguia a linha tradicional, valorizando
alguns personagens como sujeitos da historia, e sua atuação em fatos políticos, os
conteúdos históricos eram abordados de forma factual e linear: a pratica era expositiva e
aos alunos cabia a memorização e repetição.
A obrigatoriedade do ensino de História data a criação do Colégio D. Pedro II em
1837, neste ano foi criado o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), que
instituiu a História como disciplina acadêmica, seus professores construíram os programas
escolares, os manuais didáticos e as orientações dos conteúdos a serem ensinados, os quais
foram elaborados de acordo com a Escola Metódica e Positivismo, caracterizando a
História política, uso restrito de documentos oficiais e escritos e valorização dos heróis.
A narrativa histórica apresentava o modelo de nação brasileira, como extensão da
História da Europa Ocidental, propondo a nacionalidade sintetizada na raça branca, índia e
negra, predominando a ideologia do branqueamento. Era conservadora, objetivava legitimar
os valores aristocráticos e excluindo as pessoas comuns como sujeitos históricos.
Este modelo foi mantido no inicio da Republica (1889), o Colégio D.Pedro II
continuou a ser referência para a organização educacional brasileira. Tendo sido alterado o
currículo em 1901, quando foi inserido na História Universal.
Retornou o tema História do Brasil no Governo de Getúlio Vargas (1882-1954)
vinculado ao projeto político nacionalista do estado novo, por meio da Lei Orgânica do
Ensino Secundário de 1942, restrito para a elite, contribuiu para a legitimidade do projeto
nacionalista.
Foi marcado por debates teóricos sobre a inclusão dos Estudos Sociais desde os
anos 1930, passando a fazer parte dos debates educacionais por meio da Escola Nova. Na
década de 1950 é instituído o Programa de assistência Brasileiro Americano ao Ensino
Elementar (PABAEE), cujo objetivo era implantar o Ensino de Escola Normal Primária,
servindo de referência para implantação dos Estudos Sociais no Ensino de 1º grau, por
força da Lei 5.692/71.
No regime militar de 1964 manteve seu caráter político, pautado no estudo de fontes
oficiais, mantendo os grandes heróis como sujeitos da História e exemplo para as novas

108
gerações. O ensino continuou hierarquizado e nacionalista sem espaço para crítica e
interpretações dos fatos, visando a formação de indivíduos passivos.
O Estado figurava o principal sujeito histórico, exemplificado nas obras dos
governantes e elites condutoras do país.
A partir da Lei nº 5692/71 o Estado organizou o primeiro grau de oito anos e o
segundo grau profissionalizante. O ensino centrado numa formação tecnicista preparatória
para o trabalho, assim as disciplinas de Ciências Humanas perderam espaço no currículo,
sendo que as disciplinas de História e Geografia foram consideradas como área de Estudos
sociais, dividindo espaço com Educação moral e cívica (EMC) no 2.º grau a carga de
História foi reduzida com a inserção de Organização Social e Política Brasileira (OSPB).
O ensino de História tinha como prioridade ajustar o aluno ao cumprimento de seus
deveres patrióticos privilegiando noções e conceitos básicos adaptados à realidade,
distanciado da produção histórico-gráfico acadêmico. Em 1980, com o fim da Ditadura
Militar e o inicio de redemocratização de sociedade houve a aproximação entre a educação
básica e a superior.
No inicio dos anos 1990, cresceram os debates em torno das reformas democráticas
na área educacional, surgindo novas propostas do Ensino de História, o que levou à
produção de materiais didáticos e paradidáticos, incorporando a nova historiografia.
No Paraná, a proposta de renovação do ensino de história, fundamentou-se na
pedagogia histórico-crítica, por meio do Currículo Básico para a Escola Pública do Estado
do Paraná (1990) coerente com a redemocratização política do Brasil, valorizando as ações
dos sujeitos, relacionadas ao processo histórico social, incluindo o estudo da produção do
conhecimento histórico, contrariando os pressupostos teóricos do ensino da história
tradicional baseado na memorização, exercícios de fixação e livros didáticos. No segundo
grau, o documento Reestruturação do Ensino de 2º grau no Paraná (1990) que apresentava
uma proposta pedagógica a partir da formação de capitalismo no mundo ocidental e a
integração do Brasil.
Ao final dos anos 1990, o Paraná incorporou os Parâmetros Curriculares Nacionais
como referência para a Organização Curricular da rede pública estadual. As escolas
estaduais que ofertavam o 2º grau foram orientadas a partir de 1998, pela SEED, e elaborar
suas propostas curriculares de acordo com os PCNS. O reconhecimento dos novos cursos
de ensino médio, vinculados a estrutura do ambiente escolar com bibliotecas, laboratórios,
109
informática etc. visando a preparação para o trabalho, de acordo com os princípios
propostos pela Unesco, o ensino de História contextualizado em função do mercado de
trabalho até o final de 2002.
Em 2003 a SEED organizou um projeto de formação continuada para os
professores, articulado as diretrizes curriculares, visando a orientação comum ao Ensino de
História para a rede pública, com destaque para a aprovação da lei n.º 13.381/01 que torna
obrigatório no ensino fundamental e médio os conteúdos de História do Paraná, a lei n.º
10.639/03 que altera a lei n.º 9394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional, incluindo no currículo a obrigatoriedade de História e Cultura Afro-Brasileira,
seguida das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações étnico –
Racionais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

No ensino de História devemos ter sempre como perspectiva, além dos objetivos
inerentes à própria disciplina, a formação da cidadania e dos valores democráticos tarefa
complexa e cheia de riscos, especialmente por que não temos uma tradição de vida
democrática. A ênfase no respeito às diferenças culturais e na defesa da pluralidade deve
pautar o ensino e as atividades de reflexão, pesquisa e debates na sala de aula.
É fundamental que o aluno tome consciência de que é parte do mundo e agente
transformador da realidade. Daí a necessidade de estimular um olhar crítico sobre a história
e incentivar a leitura, a reflexão, a análise e as exposições escritas e orais, pessoais e em
grupo.
Outro aspecto fundamental refere-se ao fato de se garantir que os diferentes temas,
assuntos que venham a ser trabalhados se relacionam com o universo amplo ou particular
de diferentes sujeitos sociais situados nos mais variados contextos sociais, espaciais e
temporais. Essa condição constitui-se, portanto, em um princípio fundamental que pode
contribuir decisivamente para que os educandos se percebam como sujeitos sociais e
construtores de conhecimentos.

110
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

 A importância da história no cotidiano.


 A humanidade e sua história.
 Povo Indígenas no Brasil.
 A chegada dos Europeus na América.
 A Europa medieval e o oriente.
 A expansão marítima e comercial.
 A Europa moderna.
 A colonização do Brasil e o processo de Independência do Brasil.
 Pensando a nacionalidade do século XVIII ao XX.
 A constituição do Ideário de Nação no Brasil.
 Primeira Guerra Mundial e mudanças.
 A eclosão de movimentos sociais de 1900 à 1920.
 O poder do Estado 1920 à 1945.
 O mundo Bipolarizado 1945-1986.
 O mundo Globalizado de 1990 a atualidade.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
5º Série
 O que estuda a história.
 A história do passado e do presente.
 Nossa origem, sociedade e cultura primitiva.
 Pré-história da América.
 Arqueologia no Brasil.
 As primeiras civilizações na África, Europa e Ásia.
 Formação da Sociedade Brasileira e Americana
6º Série
 Descentralização do poder, a sociedade, a religião e a cultura.
 As grandes navegações e descobertas.
 O comércio e propriedade
111
 As grandes civilizações da América.
 Uma nova visão do homem e do mundo reforma e contra-reforma.
 Reforma e contra-reforma.
 Administração da Colônia.
 Os ciclos econômicos engenhos e a escravidão.
 União Ibérica e as invasões e Rebeliões coloniais.
 Mudanças e ouro no Brasil Colonial.
7º Série
 Acontecimentos mundiais no século XVIII.
 Os iluministas e a representação de suas idéias.
 O fim do antigo regime
 Reflexos do Iluminismo e liberalismo.
 Revolução Industrial e relações de trabalho XIX e XX.
 As revoluções americana e francesa e sua influência no Brasil.
 A vinda da família real para o Brasil.
 A construção da nação brasileira.
 A guerra do Paraguai.
 O processo de abolição
 O surgimento das grandes potências no século XIX.
 O desenvolvimento industrial no século XIX.
 A expansão imperialista.
 O imperialismo e o neocolonialismo
 Colonização da África e da Ásia.
 Revolução Russa.
 A República no Brasil primeiros anos.
8º Série
 Brasil na primeira República oligarquias é opressões.
 Semana da Arte Moderna.
 Período Vargas
 Revolução Russa.
112
 Crise de 1929.
 Movimentos populares na América Latina.
 Europa Pós-Guerra.
 Segunda Guerra Mundial.
 Guerra Fria e os Regimes Militares da América Latina.
 Independência das Colônias Afro-Asiáticos.
 Movimento de contestação no Brasil e no mundo.
 Nova ordem mundial.
 Mudanças nos blocos Soviéticos.
 Globalização e Neoliberalismo.

CONTEÚDO COMPLEMENTARES
 A história do povo local e regional:
 Usos e costumes
 Povos indígenas no Paraná.
 Datas Comemorativas e Folclóricas
 A colonização do território Paranaense.
 Cidadania
 Folclore
 Emancipação Política do Paraná.
 Valorização dos bens públicos.
 Ética e Cidadania.
 O movimento micienicos no Paraná.
 Folclore local e no Brasil.
 Valores e Preconceitos.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA
Uma proposta de ensino que venha a se construir na base orientadora para a
elaboração de materiais didáticos, observadas pelo professor no tratamento dos conteúdos.

113
Este conjunto de valores educativos e de elementos são essenciais para que essa abordagem
represente a melhoria qualitativa no ensino de história.
Os conteúdos curriculares não são o fim de si mesmo, mas meios básicos para auxiliar no
desenvolvimento de habilidades por partes dos educadores priorizando-as, sobre as
informações.
As linguagens são indispensáveis para a construção de conhecimentos e de
habilidades. A utilização de metodologia que de forma permanente, estimulam à pesquisa, à
experimentação e à resolução de problemas do passado e dos problemas do presente.
Relatividade cultural a ela o que se diferencia do relativismo para a qual não existe
consenso possível sobre o conhecimento e a ética.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


Partindo do principio fundamental de que a avaliação é um processo de verificação
da aprendizagem decorrentes de cada etapa do desenvolvimento caracterizando o
desempenho do educando.
A avaliação deve ser vista principalmente como um instrumento que ajuda o aluno a
aprender, isto é, deve promover a aprendizagem. Deve ser realizada levando em conta os
conhecimentos prévios do educando, promovendo a aprendizagem funcional a partir de
situações diferenciadas de aprendizagem.
Através da avaliação diagnóstica, que permitirá ao professor a compreensão do
estágio da aprendizagem em que se encontra o aluno, rever as práticas desenvolvidas,
identificar lacunas no processo de ensino e aprendizagem,. No diálogo entre alunos e
professores, envolverá questões relativas aos critérios adotados, a função da avaliação e a
necessidade de tomada de decisões que poderão ser individuais ou coletivas.
O aprendizado e a avaliação constituirão um fenômeno compartilhado, sem um
instante específico para ocorrer, sem uma definição rigorosa que separe o momento de
aprender e o de demonstrar o conhecimento; com diferentes graus de complexidade e
levando em conta as diferentes habilidades desenvolvidas ao longo do processo.
A avaliação não pode enfocar somente a aquisição de conteúdos programáticos, mas
principalmente os conceitos, as habilidades, as atitudes e procedimentos. É preciso que
consista numa reflexão contínua das nossas ações quanto do caminho trilhado pelo aluno na
construção do conhecimento.
114
115
BIBLIOGRAFIA

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação: Concepção dialética libertadora do


processo de avaliação escolar, 1956.
ANTONIO, Pedro. História da Civilização Ocidental, Ensino Médio – Volume único.
São Paulo, FDT, 2004.
FIGUEIRA, Divalte Garcia. História – Ensino Médio. Volume Único. Editora Ática,
2006.
PÁTIO. Ano 10 – Revista Pedagógica. Artmed – Editora – Fevereiro/abril/2006.
NEVES, Léo de Almeida, 1932. Vivência de Fatos Históricos. São Paulo: Paz e Terra,
2002.
HUGLES, Warrington, Marnie. 50 grandes pensadores da História. São Paulo, Editora
Contexto, 2005.
RIBEIRO, Darcy, 1992. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas
no Brasil moderno. Editora Schwarcz Ltda.
STECA, Lucinéia Cunha. História do Paraná: do século XVI a década de 1950. Editora
Eduel.
Diretriz de História ensino fundamental – seed – 2006.

116
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Sendo o português brasileiro um continuador histórico do português europeus que


aqui chegou aos poucos com Cabral e continuou chegando durante os três séculos de
colonização e depois ainda com os imigrantes do século XIX, há que se compreender e
interpretar as coincidências e as divergências lingüísticas entre essas duas variedades da
língua portuguesa. O português europeu é fruto da sua sócio-história que é profundamente
distinta da sócio-história do português brasileiro.
O português brasileiro, como sabemos, resulta, sem dúvida, do contato entre
falantes do português europeu, língua hegemônica de dominação, com os falantes das
numerosas línguas indígenas autóctones, com as chamadas línguas gerais indígenas, e
ainda do contato com os falantes africanos, de várias línguas, e seus descendentes e, a partir
do século XIX, com os falantes dos diversificados grupos de emigrantes que aqui se
estabeleceram. Constituiu-se assim o português brasileiro em um complexo contexto
multilingüístico que há de ser rigorosamente escrutinado para que se possa afirmar de que
decorre o que tipifica, numa perspectiva histórica, o português brasileiro.
A tradição filológica da primeira metade do século XX, que se dedicou a esse tema,
muito simplificou e generalizou sobre essa questão, a depender do viés africanista,
indianista ou lusitanista de seus autores. Nesse primeiro momento de estudo sobre a
formação do português brasileiro, sem dúvida, foi Serafim da Silva Neto, apesar de seu viés
lusitanista, ideologicamente fundado na tese da vitória da superioridade cultural dos
europeus, aquele que buscou, embora de maneira assistemática e rarefeita, em fontes de
nossa história social, informações para uma reconstituição da sócio-história da língua
portuguesa no Brasil, para usar a sua designação.
A história do léxico português - basicamente de origem latina - reflete a história da
língua portuguesa e os contactos dos seus falantes com as mais diversificadas realidades
lingüísticas, a partir do romanço lusitânico. Esse acervo apresenta um núcleo de base latina
popular (resultante da assimilação e das transformações do latim pelas populações nativas
ibéricas), complementado por contribuições pré-românicas e pós-românicas ( de substrato,
em que a população conquistada absorve a língua dos dominadores; de superstrato, em que
117
os dominadores adoptam a língua dos dominados; e de adstrato, em que as línguas
coexistem, podendo haver até um bilingüismo). Além desse núcleo, é imensa a participação
de empréstimos a outras línguas ( empréstimos culturais) e ao próprio latim (termos
eruditos tomados ao latim clássico a partir do século XVI). Foram os termos populares que
deram feição ao léxico português, quer na sua estrutura fonológica, quer na sua estrutura
morfológica. Mesmo no caso de empréstimos de outras línguas, foi o padrão popular que
determinou essas estruturas.
O vocabulário fundamental do português -- compreendendo nomes de parentesco,
de animais, partes do corpo e verbos muito usuais - é formado sobretudo de palavras
latinas, de base hereditária. Esse fundo românico usado na conversação diária constitui,
assim, a grande camada na formação do léxico.
A língua configura um espaço de interação estes sujeitos que se constituem através
dessa interação. Ela mesma, a língua, só se constitui pelo uso, ou seja, movida pelos
sujeitos que interagem.
As propostas de transformação do ensino de Língua Portuguesa consolidaram-se em
práticas de ensino em que tanto o ponto de partida quanto o ponto de chegada é o uso da
linguagem. Pode-se dizer que hoje é praticamente consensual que as práticas devem partir
do uso possível aos alunos para permitir a conquista de novas habilidades lingüísticas.
Aquilo que se diz ou que se escreve constitui o enunciado ou discurso, o qual se
realiza em momentos interativos. Nesse processo, os interlocutores vão construídos
sentidos e significados ao longo das suas trocas lingüísticas, orais ou escritas.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Um dos grandes objetivos da disciplina é compreender e usar os sistemas


simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade
pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. O ensino da
Língua Portuguesa requer clareza dos princípios da linguagem verbal, pois é dela que o
homem se serve antes de tudo para construir o seu mundo e sua história. Dentro do sistema
lingüístico, Linguagem Verbal é a soma do homem e de sua representação sócio-cultural.

118
A língua é uma das realidades mais fantásticas: vivemos entrelaçados pelas
palavras; ela estabelece todas as nossas relações e nossos limites que se constitui através
dessa interação.
Os textos literários abrem um fértil espaço para um trabalho integrado com outros
textos, criando uma rede para múltiplas leituras do mundo e para a compreensão e
apreensão do potencial expressivo da linguagem.Permitindo também um trabalho integrado
com outras linguagens.(artes plásticas, música, cinema), criando condições para a
percepção do fazer artístico em geral, seja de suas especificidades, seja de suas dimensões
histórico-culturais.
Na linguagem o homem se reconhece humano, interage e troca experiências,
compreende a realidade em que está inserido e o papel como participante da sociedade,
para que isso ocorra os objetivos devem seguir uma fundamentação em todo processo
ensino/aprendizagem.
Ao empregar a oralidade em suas diferentes situações de uso, o educando precisa
adequá-la em seu contexto, descobrindo as intenções que estão implícitas nos discursos do
cotidiano e posicionando –se diante dos mesmos, compreendendo a linguagem como
interação social e ampliando o reconhecimento do outro e de si próprio, aproximando-se
cada vez mais o entendimento mútuo.
Os conhecimentos adquiridos por meio da prática e análise lingüística ajudam
expandir a capacidade de monitoração das possibilidades de uso da linguagem, ampliando a
capacidade de análise crítica. As reflexões sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos,
atualizam o gênero e o tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na
sua organização.

CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

O conceito de conteúdos estruturantes lança um novo olhar sobre esse


aspecto por que são constituídos dentro da mobilidade histórica.

 Leitura;
119
 Oralidade;
 Escrita;
 Discurso.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

5ª SÉRIE
 Comparar textos, buscando semelhanças e diferenças quanto às idéias e à forma;
 Aprimorar a leitura oral, exercitando-a a partir de orientações sobre entonação;
 Desenvolver habilidades de leitura de textos de linguagem transverbal;
 Conhecer a estrutura do dicionário e saber consulta-lo de modo rápido e eficiente;
 Produção de texto (descrição);
 Leitura e Interpretação de texto;
 Substantivo e classificação;
 Flexão dos adjetivos;
 Artigos;
 Flexão e classificação dos artigos;
 Numeral e classificação;
 Interjeição;
 Letra, fonema e dígrafo;
 Encontro consonantal;
 Pronomes e classificação;
 Encontro vocálico;
 Divisão de silabas;
 Sílaba tônica e átona;
 Palavras axítonas, paroxítonas e proparoxítonas;
 Acento gráfico;
 Verbo, tempos verbais;
 Verbo na construção do texto;
 Conjunções;
 Advérbios;

120
 Pontuação.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
O conceito de conteúdos estruturantes lança um novo olhar sobre esse
aspecto por que são constituídos dentro da mobilidade histórica.

 Leitura;
 Oralidade;
 Escrita;
 Discurso.

6ª SÉRIE
 Leitura e interpretação de texto;
 Produção de texto;
 Grau dos substantivos e adjetivos;
 Verbos;
 A estrutura do verbo;
 Sujeito e predicado;
 Tipos e sujeito e classificação;
 Ortografia;
 Verbo de ligação;
 Predicativo do sujeito;
 Objeto direto e indireto;
 Porônimos;
 Pronomes na função de complementos verbais;
 Variações dos oblíquos;
 Linguagem e interação;
 Coerência e coesão;
 Tipos de predicado;
 Plural dos substantivos compostos;
 Plural dos adjetivos compostos;

121
 Adjunto adverbial;

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
O conceito de conteúdos estruturantes lança um novo olhar sobre esse
aspecto por que são constituídos dentro da mobilidade histórica.

 Leitura;
 Oralidade;
 Escrita;
 Discurso.

7ª SERIE
 Leitura e produção de texto;
 Produção de texto;
 Sujeito indeterminado;
 Oração sem sujeito;
 Verbos impessoais;
 O discurso;
 O discurso citado nos gêneros narrativos;
 O discurso direto e indireto;
 Vozes do verbo;
 A crônica;
 O predicativo do objeto e predicado verbo nominal;
 Denotação e conotação;
 O modo imperativo;
 Acentuação;
 Figuras de linguagem;
 Complemento nominal;
 Anúncio;
 Ortografia;
 Aposto e vocativo;

122
 Pontuação;
 Conjunção;
 Período simples e composto;

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
O conceito de conteúdos estruturantes lança um novo olhar sobre esse
aspecto por que são constituídos dentro da mobilidade histórica.

 Leitura;
 Oralidade;
 Escrita;
 Discurso.

8ª SÉRIE
 Leitura e interpretação de texto;
 Produção de texto;
 O conto;
 Orações subordinadas substantivas;
 Pronome relativo e demonstrativo;
 Orações subordinadas adjetivas e adverbiais;
 Período composto por coordenação: as orações coordenadas.
 Pontuação;
 Figuras de sintaxe;
 Versificação;
 Estrutura das palavras;
 Ortografia;
 Concordância nominal e verbal;
 Sintaxe de regência (verbal e nominal);a crase;
 Colocação pronominal;

123
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES

 Temas Transversais: Meio Ambiente, Água, Família Saúde, Ética,


Cidadania,Gravidez na Adolescência,D.S.T.,Drogas,etc.
 Tecnologia Educacional.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

A aprendizagem não se dá de maneira linear, ela procura abarcar todos os


mecanismos envolvidos no processo de interação. Somente desse modo é possível entender
como uma criança de três anos já produz enunciados tão complexos e significativos.
Dessa forma, a seleção de conteúdos deve considerar o aluno como sujeito de um
processo histórico, social, detentor de um repertório lingüístico que precisa ser considerado
na busca da ampliação de sua competência comunicativa.
É preciso ver o aluno, portanto, como um ser construído e em construção por meio
dessas vivências. A oralidade é vista como uma “prática social interativa” utilizada em
momentos de comunicação através de vários gêneros e formas com fundamentação na
realidade sonora. Precisam ser desenvolvidas em sala de aula atividades que favoreçam o
desenvolvimento das habilidades de falar e ouvir.
A leitura precisa ser vista na escola, como uma prática consistente do leitor perante
a realidade. É importante que a leitura seja vista em função de uma concepção
interacionista de linguagem, segundo o qual busca-se formar leitores no âmbito escolar.
A escrita deve ser pensada e trabalhada em uma perspectiva discursiva que aborda o
texto como unidade potencializadora de sentidos, através da prática textual.
A Educação Inclusiva é um dos temas relevantes da atualidade. Com ele temos o
desafio de pensar e organizar o contexto educacional (em particular a escola) objetivando a
construção de uma sociedade mais justa, que respeite e valorize as diferenças das condições
físicas, psíquicas, mentais, culturais e econômicas de todas as pessoas, oferecendo assim,
concretas possibilidades de participação social com qualidade de vida.
Na educação inclusiva, devemos integrar o educando portador de deficiências
especiais a sua inclusão aos demais, de forma igualitativa ,visando novos métodos
educativos possibilitando-os a reintegração de seus valores culturais e morais dentro da
124
sociedade . Quanto mais inseridos melhor será sua adaptação no seu desenvolvimento e
melhorando as suas limitações .

CRITÉRIOS DE AVALIAÇAO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação deve ser compreendida como conjunto de ações organizadas com a


finalidade de obter informações sobre o que o aluno aprendeu, de que forma e em quais
condições. Para tanto, é preciso elaborar um conjunto de procedimentos investigativos que
possibilitem o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para tornar possível o ensino
e aprendizagem de melhor qualidade.
O desempenho do aluno ao longo do ano letivo, dá destaque à chamada avaliação
formativa, vista como mais adequada. Vale ressaltar que a avaliação só tem sentido se puder
contribuir para o desenvolvimento cognitivo dos alunos, convertendo-se em uma
ferramenta pedagógica, em um elemento que tem influencia na aprendizagem do aluno e na
qualidade do ensino.
Na oralidade será avaliada progressivamente considerando a participação do aluno
nos diálogos, relatos, discussões, a clareza que ele mostra ao expor suas idéias, a fluência
da sua fala, o seu desembaraço, a argumentação que ele apresenta ao defender seus pontos
de vista e, de modo especial, a sua capacidade de adequar o discurso/texto aos diferentes
interlocutores e situações.
Quanto à leitura, o professor pode propor aos alunos questões abertas, discussões,
debates e outras atividades que lhe permitam avaliar as estratégias que eles empregaram no
decorrer da leitura, a compreensão do texto lido e o seu posicionamento diante do tema,
bem como valorizar a reflexão que o aluno faz a partir do texto. Deve considerar as
estratégias que os estudantes empregaram no decorrer da leitura, a compreensão do texto
lido, o sentido construído para o texto, sua reflexão e sua resposta ao texto, considerar
também as diferenças de leituras de mundo e repertório de experiências dos alunos.
Em relação a escrita, é preciso ver os textos de alunos como uma fase do processo
de produção, nunca como um produto final. “Só se pode avaliar a qualidade e adequação
de um texto quando ficam muito claras as regra do ‘jogo’ de sua produção”. (Koch e
Travaglia (1990). Portanto, é preciso haver clareza na proposta de produção textual: os
parâmetros em relação ao que se vai avaliar devem estar bem definidos).
125
Como é no texto que a língua se manifesta em todos os seus aspectos-discursivos,
textuais, ortográficos e gramaticais-os elementos lingüísticos utilizados nas produções dos
alunos precisam ser avaliados em uma prática reflexiva, contextualizada, que possibilite aos
alunos a compreensão desses elementos no interior do texto.
É utilizando a língua oral e escrita em práticas sociais, sendo avaliados
continuamente em termos desse uso, efetuando operações com a linguagem e refletindo
sobre as diferentes possibilidades de uso da língua, que os alunos, gradativamente, chega a
almejada proficiência em leitura e escrita, ao letramento.
Pensar a prática da avaliação é ter que ,tanto o professor quanto o aluno necessitam
primeiramente, planejar o que será produzido.

126
BIBLIOGRAFIA
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. Tradução de: Michel e Yara
Vieira. 6ª edição. São Paulo: Hucitec, 1992.
GERALDI, C; FIORENTINE, D; PEREIRA, E. (orgs). Cartografia do trabalho docente.
Campinas, SP: Mercado das Letras, 1996.
BARTHES, Roland. O rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
PÉCORA, Alcir. Problemas de redação. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
MARCUSCHI, Luiz Antonio. Da fala para a escrita. São Paulo: Cortez, 2001.
CEREJA, Willian Roberto; MAGALHÃES, T. C. Português: linguagens. São Paulo: Atual,
2002.
Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná.
Currículo Inclusivo do Estado do Paraná.
Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a Construção de Currículos
Inclusivos.
http://www.educacaoonline.pro.br/

127
DISCIPLINA DE MATEMÁTICA - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Toda atividade humana requer um determinado conhecimento para compreender o


mundo que o rodeia, seja ela individual ou coletiva, pois não basta conhecer os fenômenos,
importa compreendê-los, determinar as razões da sua produção, descortinar as ligações de
uns com outros.
Já que, quanto mais alto for o grau de compreensão dos fenômenos naturais e
sociais, tanto melhor o homem se poderá defender dos perigos que o rodeiam.
Nesse sentido é necessário um breve olhar para a história da matemática, que nos
mostra que após um período de utilização prática com os egípcios e os babilônios, surge
uma fase de grande sistematização na Grécia, pois os gregos acreditavam que a matemática
era uma ciência capaz não só de tratar de questões práticas, mas de dar respostas a todo e
qualquer fenômeno que nos rodeia. Nesse período, Euclides atinge seu auge com os
elementos, no século III a . C.
A esse período de pujança grega, segue-se outro com os Hindus e Árabes que não
trabalhavam de forma axiomática como os gregos, mas desenvolveram interessantes
resultados, em especial na álgebra. No século XV, com Descartes, Leibniz e Newton entre
outros, é que surge um novo período de sistematização que estimula no século XVIII, um
grande progresso científico até a primeira metade do século XIX, quando o acúmulo de
resultados práticos leva a uma nova etapa de sistematização e, principalmente, de crítica
dos fundamentos, surgindo um novo período de sistematização das geometrias não
Euclidianas, com Lobachevsky e Riemann, que ganharam destaque por serem utilizadas
pela teoria da relatividade de Einstein na interpretação do universo.
No Brasil, até o final da década de 50 predominava a chamada matemática Clássica,
enfatizava-se o modelo euclidiano, com o ensino expositivo centrado no professor.
Esse período foi seguido por uma busca na modernização do ensino da matemática
em função de mudanças ocasionadas pela industrialização nacional e desenvolvimento da
agricultura, aumento populacional e o cenário político internacional pós Guerra.

128
Nas últimas décadas, a preocupação com o ensino da matemática traduziu-se em
alguns movimentos bem definidos. Nos anos 60, foi a “matemática moderna”, que buscou
soluções no formalismo e nas estruturas. Nos anos 70, o “retorno ao básico”, de certa forma
uma reação diante do malogro da matemática moderna. Para os anos 80, muitos educadores
matemáticos eminentes chegaram a eleger a “ resolução de problemas” com a grande
prioridade do ensino de matemática.
Em 1987, o estado do Paraná através da Secretaria Estadual de Educação – SEED,
iniciou, discussões com os professores da Rede Pública Estadual para elaborar uma
proposta para seu sistema de ensino.
A questão central residia em repensar o ensino de segundo grau como condição para
ampliar as oportunidades de acesso ao conhecimento e, portanto, de participação social
mais ampla do cidadão. Nesse contexto, o ensino da Matemática é visto como instrumento
para a compreensão, a investigação, a inter-relação com o ambiente, e seu papel de agente
de modificações do indivíduo, provocando mais que simples acúmulo de conhecimento
técnico, o progresso do discernimento político.
No final da década de 1980 início da década de1990, o Estado do Paraná, fez um
movimento no sentido de produzir um documento de referência curricular para sua rede
pública de Ensino Fundamental. O texto de Matemática teve como fundamentação teórica
uma forte influência da tendência hitórico-crítica. Na leitura do texto são evidentes as idéias
da Educação Matemática começavam a se firmar no Brasil.
A partir da aprovação da LDBEN 9394/96, e dos PCNs, 1998, especialmente com
relação a disciplina de Matemática, fica fortemente a indicação para um trabalho voltado as
aplicações da Matemática na vida prática, minimizando o valor científicos da disciplina e
seus contextos internos.
A partir de 2003, a SEED inicia um processo de discussão coletiva com os
professores da Rede Pública Estadual que lecionam nos diferentes níveis de modalidades de
ensino, resgatando importantes considerações a respeito de abordagens sobre o ensino e
aprendizagem da Matemática.

Atualmente vem-se constatando a necessidade de mudanças no ensino da


Matemática tendo em vista vários fatores que fizeram com que se repensasse este ensino
em favor de uma visão mais progressista: a de uma educação Matemática.
129
Dentro desta visão, a Matemática é considerada uma ciência em constante
construção que se desenvolve enquanto é experimentada no processo de investigação e
resolução de problemas, abrindo portas para a criação e para a emoção.
Sendo assim a finalidade da Educação Matemática é fazer com que os alunos
compreendam e se apropriem da própria matemática concebida como um conjunto de
resultados, procedimentos, algoritmos, etc; fazendo com que o mesmo construa por
intermédio do conhecimento matemático, valores e atitudes de natureza diversa, visando a
formação integral do ser humano e particularmente do cidadão, isto é, do homem público.
Assim o ensino de Matemática será organizado para adaptar-se ao nível de
conhecimento e progresso de alunos com diferentes interesses e capacidades, criando
condições para sua inserção num mundo em mudanças e, ao mesmo tempo, contribuir para
desenvolver as capacidades que deles serão exigidas em sua vida social e profissional. Isso
porque acreditamos que, num mundo onde as necessidades sociais, culturais e profissionais
ganham novos contornos requerem a compreensão de conceitos e procedimentos
matemáticos necessários para o cotidiano, tanto para o cidadão tirar conclusões e fazer
argumentações, quanto para agir como consumidor prudente ou tomar decisões em suas
vidas pessoais e profissionais.
Nesse aspecto a Matemática dará sua contribuição à formação de um estudante
crítico, capaz de agir com autonomia nas suas relações sociais ao se apropriar de
conhecimentos matemáticos.
Um outro ponto a ser considerado é a influencia das mudanças tecnológicas nos
meios de produção imprimindo novos sistemas organizacionais ao trabalho, exigindo
trabalhadores versáteis, dotados de iniciativa e autonomia, capazes de resolver problemas
em equipe, de interpretar informações e de adaptar-se a novos ritmos e de comunicar-se
fazendo uso de diferentes formas de representação.
Desta forma, o ensino da Matemática tratará a construção do conhecimento
matemático, por meio de uma visão histórica em que os conceitos forem apresentados,
discutidos, construídos e reconstruídos, influenciando na formação do pensamento humano
e na produção de sua existência por meio das idéias e das tecnologias.
Enseja-se um ensino que aponte para concepções, cuja postura possibilite aos alunos
realizar análises, discussões, conjecturas, apropriação de conceitos e formulação de idéias
sendo possível criticar questões sociais, políticas, econômicas e históricas.
130
Em seu papel formativo, a Matemática contribui para ao pensamento e a aquisição
de linguagens e atitudes cuja utilidade ultrapassa o âmbito da própria Matemática, podendo
formar no aluno a capacidade de resolver problemas, elaborar representações da realidade,
gerando hábitos de investigação, proporcionando confiança e desprendimento para analisar
situações novas, propiciando a formação de uma visão ampla e científica da realidade, a
percepção da beleza e da harmonia, o desenvolvimento da criatividade e de outras
capacidades pessoais.
Assim é importante refletir a respeito da colaboração que a Matemática tem a
oferecer com vista à formação da cidadania, refletir sobre as condições humanas de
sobrevivência, sobre a inserção dos alunos no mundo do trabalho, das relações e da cultura
e sobre o desenvolvimento da crítica e do posicionamento diante das questões sociais.
Nesta perspectiva o trabalho na sala de aula se dará de modo articulado onde os
conteúdos foram organizados em todas as séries com vistas a interação dos conteúdos
estruturantes fundamentais da matemática: Números, Operações e Álgebra, Medidas,
Geometria e tratamento da Informação.
Pois, para obtermos resultados satisfatórios devemos fazer essa interação e o
trabalho com os conteúdos ganhará significado na medida em que seus estudos partam das
relações que possam ser estabelecidas com contextos históricos, sociais e culturais e que
incluam nos contextos internos a própria Matemática.
Somente desse modo, poderemos estar seguros de que o aluno estará capacitado
para agir de modo transformador sobre si mesmo e a realidade que o cerca.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

A Matemática assim com as demais ciências, reflete as Leis do mundo que nos
rodeia e servem de potente instrumento para o conhecimento e domínio da natureza.

Embora, pelo alto nível de abstração as matemáticas trazem consigo a falsa impressão de
que é conhecimento só para especialistas. É fato que a matemática possui problemas
próprios, que não tem ligação imediata com outros problemas da vida social. Mas não há
duvida também de que os seus fundamentos mergulham tanto como os de outro qualquer
ramo da ciência, na vida real.
131
No ensino da Matemática não podemos perder de vista o fato de que além desta
disciplina estar relacionada a vida real, ela tem sua origem no mundo real e reconhecer que
a matemática surgiu da necessidade humana, é requisito prévio e importante para entendê-
la.
Sendo que a Matemática foi historicamente desenvolvida a partir das necessidades
da realidade humana, constatamos que ela, não esta pronta e acabada, ou seja, é um
processo em construção. A cada momento o ser humano se depara com novas necessidades
e precisa buscar soluções para as mesmas, portanto, somos agentes desse processo.
Desmistificar que a Matemática é um saber para poucos, e para isso não devemos
concebê-la da forma tradicional onde a interação nas aulas dessa disciplina é tida de forma
que os alunos não precisam estar envolvidos em qualquer pensamento matemático para que
possam participar da aula. Essa visão não é mais aceitável se desejamos que o aluno
construa o conhecimento. Precisamos propor situações que possibilitem a reflexão. São as
reflexões que permitirão uma melhor compreensão, um estabelecimento por parte dos
alunos da conexão entre o conhecimento que trazem consigo e o que está sendo construído.
Dessa forma a matemática poderá contribuir para a formação do cidadão. Com esse
objetivo nas aulas de matemática do ensino fundamental deve estar aberta para a interação
professor/aluno, valorizando as diferentes formas de expressão e os diferentes meios
culturais aos quais estão inseridos.
Assim a disciplina de Matemática transpõe para a prática docente, a construção da
história, possibilitando ao estudante ser um conhecedor desse objeto.
Entende-se que o ensino de matemática tem dois objetivos principais:

 Formativo (o conhecimento matemático desenvolve abstração, organização mental,


raciocínio lógico, quantitativo e geométrico).
 Pragmático (o conhecimento matemático é útil socialmente tem diversas aplicações
e é porta de entrada para a maioria das ciências).
Para se aproximar desses objetivos, a matemática na medida certa
alia transmissão do conhecimento com atividades que desenvolvem autonomia.

Esses recursos são coerentes com uma visão de ensino, que recorrem a importância
da participação ativa dos alunos no processo de ensino aprendizagem.
132
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS - 5º SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
 História dos números;
 Símbolos e regras;
 Sistema de Numeração Decimal;
 Números naturais e os processos de
 Números
contagem;
 Reta numérica;
 Conceito de números fracionários e
números decimais.
 As idéias da adição e subtrações e álgebra;
 Cálculo mental nas adições e subtrações;
 Estimando arredondamento;
 As idéias da multiplicação e divisão;
 Expressões numéricas;
 Operações e Álgebra
 Propriedade distributiva da multiplicação;
 Potenciação;
 Raiz quadrada;
 Múltiplos e divisores;
 Operações com frações.
 O que é medir;
 Sistema Métrico Sistemal;
 Medidas  Medidas de área;
 Medindo volumes;
 Perímetro;
 Formas planas e não plana;
 Ângulos – elementos e representação;
 Polígonos;
 Geometria
 Triângulos;
 Quadriláteros;
 Circunferências.
 Tratamento da Informação  Dados, tabelas e gráficos e barras.
133
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS - 6º SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
 Números decimais e fracionários;
 Frações e números decimais na reta numérica;
 Números negativos.
 Números  Potenciação e radiação de números decimais;
 Adição e subtração com números negativos;
 Multiplicação e divisão com números
negativos; potenciação com base negativa
 Expressões numéricas;
 Comparando grandezas: direta ou
 Operações e Álgebra inversamente proporcionais;
 Razão e porcentagem;
 Equações.
 Áreas e volumes;
 Área – medida de superfície;
 Medidas
 Relações entre as unidades;
 Medidas de massa e medidas de tempo.
 Sólidos geométricos;
o Poliedros;
o Prismas e pirâmides;
o Cilindros, cones e esferas;
 Geometria  Ângulos:
o Suplementares;
o Complementares;
o Opostos pelo vértice;
o Grau e subdivisão do grau.

134
 Construção e interpretação de gráficos.
 Porcentagens e gráficos;
 Tratamento da Informação  Pictogramas;
 Medias;
 Moda.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS - 7º SÉRIE

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

 conjunto numéricos:
o Naturais;
o Inteiros;
o Racionais;
 Números
o Irracionais;
o Reais.
 Potenciação e notação cientifica
o Propriedades das potências;
o Radiação;
 Operações e expressões algébricas;
o Produtos notáveis;

 Operações e Álgebra o Operações com frações algébricas;


o Sistemas de equações;
o Sistemas cartesiano.
 Medidas  Medidas de arcos e de ângulos
 Ângulos e polígonos
 Geometria
 Circunferência e circulo.
 Possibilidades e estatística
 Tratamento da Informação
 Gráficos de segmentos.

135
CONTEÚDOS 8º SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
 Conjunto dos números reais.
 Potenciação:
o Expoentes naturais, inteiros,
racionais.
 Números
o Radiação:
o Propriedades, simplificação,
operações com radicais e
racionalização.
 Equações do 2º grau
o Forma geral;
o Trinômio quadrado perfeito;
o Fórmula geral;
 Operações e Álgebra o Resolução de problemas.
 Funções
o Conceitos e suas aplicações.
 Porcentagem
 Desconto, acréscimo e juros.
 Trigonometria no triângulo retângulo
o Relações métricas no triângulo
retângulo
 Medidas
 Área do circulo;
 Área da superfície e volume de um
cilindro.
 Congruência e semelhança de figuras:
o Polígonos, triângulos;
 Geometria
o Teorema de tales;

 Circulo e cilindro.
 Tratamento da Informação  Possibilidades e estatística
 População e amostra;
136
 Leitura e interpretação de gráficos.

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
 Cultura Afro
 Educação no campo
 Tecnologia

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

Todo conhecimento matemático, desenvolvido no Ensino Fundamental, deve ter


explicação acessível para o aluno e ela deva ser fornecida integralmente.
Analisar os aspectos e as funções da Matemática leva-nos a pensar que ensinar
Matemática é mais do que fazer com que o aluno memorize resultados dessa ciência, isto é,
a aquisição do conhecimento matemático está vinculada ao domínio de um saber fazer na
Matemática. Daí a importância de atividades realmente instigantes, lúdicas, aplicadas e
diversificadas.
Utilizando para tanto diferentes metodologias, como resoluções de problemas,
Etnomatemática, Modelagem Matemática, Mídias tecnológicas e Histórias da Matemática.
A resolução de problemas possibilita aos alunos compreenderem os argumentos
matemáticos e ajuda a vê-los como um conhecimento passível de ser aprendido por todos
os sujeitos presentes no processo de ensino aprendizagem, podendo ser potencializado,
quando se problematizam situações do cotidiano.
A Etnomatemática surgiu em meados da década de 1970, quando Ubiratan
D’Ambrósio propôs que os programas educacionais necessitavam dar ênfase as
matemáticas produzidas pelas diferentes culturas. A Etnomatemática considera uma
organização da sociedade que permite o exercício da crítica e análise da realidade.
A modelagem matemática consiste na arte de transformar problemas reais com os
problemas matemáticos e resolve-los interpretando suas soluções na linguagem do mundo
real.
Os recursos tecnológicos sejam eles o software, a televisão, as calculadoras, os
aplicativos da internet entre outros, tem favorecido as experimentações matemáticas,
137
potencializando formas de resolução de problemas. A construção de gráficos, por exemplo,
com o uso dos computadores ampliam as possibilidades de observação e investigação.
A internet é outro recurso que também pode favorecer a aprendizagem, através da
formação de várias comunidades virtuais, reunindo professores, alunos e interessados na
área.
Abordar atividades matemáticas com os recursos tecnológicos enfatizam um aspecto
fundamental na disciplina: a experimentação. Os estudantes vão desenvolver argumentos e
conjecturas relacionadas às atividades com as quais se envolvem.
A História da matemática é necessária para que os estudantes compreendam a
natureza da matemática e a sua relevância na vida da humanidade. É pela Historia da
matemática que se tem possibilidade do estudante entender como o conhecimento
matemático é construído historicamente.
Elaborar problemas, partindo da História da matemática, é oportunizar ao aluno
conhecer a Matemática como campo do conhecimento que se encontra em construção
dividindo com os mesmos as dúvidas e questionamentos.
Pensar numa prática docente a partir da Educação Matemática implica pensar na
sociedade em que vivemos, constituindo-se assim o ato de ensinar numa ação reflexiva e
política.
Assim antes de escolhermos a forma com a qual vamos trabalhar, iremos primeiro
conhecer os alunos, pois é de suma importância que primeiro se conheça seus alunos, suas
origens, sua cultura, para a partir daí começar a desenvolver o trabalho.
Numa perspectiva de trabalho em que se considere o aluno como protagonista da
construção de sua aprendizagem, o papel do professor ganha novas dimensões. Pois, o
mesmo deverá ser organizador, facilitador, mediador e incentivador da aprendizagem dos
alunos, e deverá ainda ser o avaliador dos resultados obtidos.
Embora o objeto de estudo da Educação Matemática, ainda encontre-se em processo
de construção, pode-se dizer que ela está centrada na prática pedagógica, mas não existe um
caminho que possa ser identificado como único e melhor para o ensino de qualquer
disciplina. No entanto, conhecer diversas possibilidades de trabalho em sala de aula é
fundamental para que o professor construa sua prática.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


138
Em todo trabalho pedagógico a avaliação é componente fundamental, tendo como
função identificar avanços e dificuldades referentes à compreensão do conteúdo deve
oferecer possibilidades ao aluno para se expressar, retomar e aprofundar a sua visão dos
conteúdos.
A avaliação vai possibilitar fundamentalmente ao professor condições de repensar a
sua prática diária, a metodologia empregada os recursos humanos e materiais empregados,
os conteúdos matemáticos da série e sua adequação.
De acordo com D’Ambrosio, a “avaliação” deve ser uma orientação para o
professor na construção de sua prática docente e jamais um instrumento para reprovar ou
reter alunos na construção de seus esquemas de conhecimento teórico e prático. Selecionar,
classificar, filtrar, reprovar e aprovar indivíduos para isto ou aquilo não são missão de
educador.
Dessa forma vemos que a avaliação não deve ser um processo classificatório utilizada
como instrumento de aprovação ou reprovação, ela deve ser antes de tudo, um ato amoroso,
acolhedor, integrativo e inclusivo. Para tanto a avaliação deve seguir alguns princípios
básicos:
 Ser um processo contínuo e sistemático; portanto, deve ser constante
e planejada, fornecendo feedback ao professor e permitindo a recuperação do aluno;
 Funcional, porque verifica se os objetivos previstos estão sendo
atingidos;
 Orientadora, pois permite ao aluno conhecer erros e corrigi-los o
quanto antes;

A avaliação não deve ser vista como um instrumento de exclusão, antes disso ela deve
valorizar as peculiaridades de cada aluno, atender a todos na escola, incorporar a
diversidade, sem nenhum tipo de distinção, sejam essas diversidades culturais, étnicas,
raciais, sociais, físicas etc.

139
Finalmente observamos que não podemos avaliar somente através de provas e testes ,
devemos levar em consideração o desenvolvimento de modo geral do aluno durante todo o
processo de construção do conhecimento.

140
BIBLIOGRAFIA

ANDRINI, Álvaro e VASCONCELOS, Maria José: Coleção Praticando Matemática. São


Paulo: Editora do Brasil, 2002.
GUELLI, Oscar. Coleção Uma aventura do pensamento. São Paulo, Ática, 2002.
TOSATTO, Claudia Miriam; PERCCHI, Edilaine do Pilar F. e ESTEPHAN, Violeta m.
Coleção idéias e Relações. Curitiba: Positivo, 2002.
JAKUBOVIC, José; LELLIS, Marcelo e CENTURIÓN, Marília. Coleção Matemática na
Medida Certa. São Paulo, Scipione, 2001.
MATSUBARA, Roberto e ZANIRATTO, Ariovaldo Antonio. Coleção Big mat. São Paulo.
Ibep. 2002
LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo. Cortez, 2005.
ISOLANI, Célia Maria Martins; MIRANDA, Diair T. lima; ANZZOLIN, Vera Lucia
Andrade e MELÃO, Valderez Soares. Coleção Matemática. Curitiba. Módulo, 2002.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação.
Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Orientações Curriculares. Curitiba:
SEED/DEPG.2005.
D’AMBRÓSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo
Horizonte: Autêntica,2001.
CARAÇA, Bento de Jesus, Conceitos Fundamentais da Matemática. Portugal, Lisboa.
Gradiva,2005.
Krulik, Stephen; Reys, Robert E., A Resolução de Problemas na Matemática Escolar.
São Paulo. Atual Editora, 2005.

141
DISCIPLINA L. E. M. - INGLES - ENSINO FUNDAMENTAL

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

O ensino das línguas modernas só começou a ser valorizado depois da chegada da


família real portuguesa ao Brasil, em 1808. no ano de 1809, com a assinatura do decreto de
22 de junho pelo príncipe regente D. João VI, cria-se as cadeiras de inglês e francês com o
objetivo de melhorar a instrução pública e atender as demandas advindas da abertura dos
portos ao comércio. Assim por toda a extensão territorial do Brasil foram criadas as
colônias de imigrantes. No sul do país, particularmente no Paraná, as colônias maiores
foram as de imigrantes italianos, alemães, ucranianos, russos, poloneses e japoneses. Numa
tentativa de preservar suas culturas, muitas colonos organizaram-se para construir e manter
escolas para os seus filhos uma vez que a escolarização já fazia parte da vida dessas
populações em seus países de origem e o estado brasileiro não ofertava atendimento escolar
a toda as crianças.
É também por esta razão que ainda é possível encontrar comunidades bilíngües no
Paraná. O ensino da língua portuguesa, quando ministrado, era tido como uma língua
estrangeira que não deveria ter apenas fins instrumentais, mas também educativos, a fim de
contribuir na formação da mentalidade do aprendiz e de desenvolver hábitos de observação
e reflexão culturais, para conhecimento das civilizações estrangeiras e das tradições
daqueles povos.
No ensino permitia-se o uso da língua materna com o intuito de verificar a
compreensão dos conceitos, sendo que a gramática era explicada de forma dedutiva. A
partir de então, o foco do ensino na oralidade cedeu espaço ao ensino de todas as
habilidades lingüísticas: falar, ouvir, ler e escrever.
Nessa conjuntura, pode-se identificar o predomínio da oferta de língua inglesa que
continua ser prestigiada pelos estabelecimentos de ensino, por corresponder mais
diretamente as demandas da sociedade. Este argumento pragmático para seleção de saberes
implica numa prática excludente contribuindo par manutenção das desigualdades sociais,
ao desconsiderar a escola enquanto espaço de conhecimento, bem como a sua função
educacional na formação dos sujeitos alunos ao longo da educação básica.

142
O aprendizado de uma Língua Estrangeira pode proporcionar consciência sobre o
que seja língua e suas potencialidades na interação humana, pois os alunos precisam ser
expostos à diversas manifestações da língua na sociedade, entendendo suas implicações
político-ideológicas.
A disciplina de Língua Estrangeira tem como finalidade específica ampliar o contato
com outras formas de conhecer outros procedimentos interpretativos de construção da
realidade, possibilitando maneiras diferentes de produzir sentidos e de perceber o mundo.
Ensinar e aprender línguas é também ensinar e aprender percepções e maneiras de construir
e formar subjetividade independentemente do grau de proficiência atingido.
Concebendo-se a língua como discurso, conhecer e ser capaz de usar uma Língua
Estrangeira permite aos indivíduos perceberem-se como parte integrante da sociedade e
como participantes ativos do mundo em que vivem.
É preciso entender sobre o papel das línguas nas sociedades como mais do que
meros instrumentos de acesso à informação: As Línguas Estrangeiras são também
possibilidades de conhecer, expressar e transformar modos de entender e de construir
significados,
É possível pensar que o verdadeiro propósito do ensino de línguas estrangeiras e
formas individuais capazes de interagir com pessoas, para tanto é necessário criar
condições para que o educando seja um leitor crítico e que reaja aos diferentes textos com
que se depare desenvolvendo assim o domínio dos códigos lingüísticos.
Então, pode-se afirmar que a língua estrangeira deve estar baseada nos conteúdos
estruturantes e em ações desenvolvidas em sala de aula, cabendo ao docente desenvolver a
consciência crítica e interpretativa com relação ao desempenho lingüístico discursivo da
Língua Estrangeira.
A língua pode ser vista como uma estrutura que faz intermediações entre o mundo e
o indivíduo, ou seja, o agir e o interagir no mundo seriam possibilitados pelas estruturas da
língua, ela seria um elemento de ligação entre os dois. Tal concepção percebe a língua
como exterior ao mundo e ao indivíduo, e os significados como sendo produzidos
exteriormente tanto ao mundo quanto ao indivíduo tal exteriormente promove uma
dissociação entre língua e significação, entre língua e subjetividade, entre língua e
construção de identidades.

143
A concepção de língua não a segmenta em habilidades: ler, falar, escrever, ouvir
considerando que essas práticas não se separam em situações concretas de comunicação e,
logicamente, naquelas efetivadas em sala de aula. Daí o conceito tradicional das “quatro
habilidades” isoladas que pressupõe uma visão de linguagem como totalidade homogênea.
E assim, propõe-se ensinar, na sala de Língua estrangeira, não apenas uma língua,
mas os discursos que a compõem dentro de uma sociedade, ou seja, os discursos,
manifestados em formas de textos de diferentes naturezas (Bakhtin 1988).
Com base nesses pressupostos, cabe salientar que se trata de fazer da aula de língua
estrangeira um espaço de acesso a diversos discursos que circulam globalmente, para
construir outros discursos alternativos que possam colaborar na luta política contra a
hegemonia, pela diversidade, pela multiplicidade da experiência humana, e ao mesmo
tempo, colaborar na inclusão de grande parte dos brasileiros excluídos dos tipos de [...]
[ conhecimentos necessários] para a vida contemporânea, estando entre eles os
conhecimentos [ em língua estrangeira] (Moita Lopes 2003, p 43) .
Assim, ao ensinar e aprender uma Língua Estrangeira, sob o viés da abordagem por
letramento crítico, os alunos e professores percebem que é possível construir significados
além daqueles permitidos pela língua materna. Desse modo, os sujeitos envolvidos no
processo de ensino e de aprendizagem não aprendem apenas novos significados e nem a
reproduzi-los, mas sim aprendem outras maneiras de produzir sentidos, outros
procedimentos interpretativos que alargam suas possibilidades de entendimento do mundo.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício


de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando no di-a-dia atividades, cooperação,
respeitando o outro. Contemplar as diferenças, o grau de proficiência a ser atingido
dependendo das condições disponíveis para o ensino em cada ambiente escolar. Entretanto,
espera-se que o aprendizado dê ao aluno subsídios suficientes para que seja capaz de
compreender e ser compreendido na Língua Estrangeira de modo a vivenciar formas de
comunicação que lhe permitam perceber a importância deste conhecimento. Assim espera-
se que o aluno tenha podido experimentar, na aula de Língua Estrangeira formas de
participação que lhe possibilitem estabelecer relações entre ações individuais e coletivas.
144
Propiciar ao aluno a chance de fazer uso da língua que está aprendendo em situações
significativas, isto é, reconhecidamente relevantes e não como mera prática de formas
lingüísticas. Deste modo, não se trata de restringir o ensino as estruturas consideradas
fundamentais, mas sim de estabelecer objetivos realistas e sensíveis as diferenças regionais
e individuais. Neste sentido, é preciso levar em conta que a língua estrangeira está sendo
ensinada com valor educacional e com finalidades pragmáticas na formação do indivíduo
para participação efetiva na sociedade, formação crítica a sociedade idealista, formação
integral do ser humano numa dimensão sociocultural e histórica, possibilitar a ampliação da
percepção do homem como um ser integrante de um modo dinâmico e complexo, onde se
possibilite a inserção social, econômica, política e também a formação do cidadão crítico.
No processo educativo deve-se despertar no aluno a motivação, o desejo de
aprender por um motivo intrínseco, que encontra tanto sua fonte como sua recompensa em
seu próprio exercício. O desejo de aprender deve ser resultante de uma discussão em grupo
o que é muito eficiente e duradoura, o indivíduo é solicitado a participar, a confrontar suas
idéias com as dos outros, pois a participação em grupo é de fundamental importância,
contribui para a aprendizagem da convivência social, do respeito a idéias divergentes, da
elaboração pessoal do conhecimento.
Quando se tratar da dimensão cognitiva, o ensino da língua estrangeira tem como
objetivo primordial desenvolver os processos de pensamentos do aluno e melhorar sua
capacidade para resolver problemas, adquirir capacidade de julgamento, preparar os
educando para a vida democrática, para a participação social, dando preferência à
aprendizagem por descoberta.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

O aprendizado de uma Língua Estrangeira pode proporcionar consciência sobre o


que seja língua e suas potencialidades na interação humana, pois os alunos precisam ser
expostos à diversas manifestações da língua na sociedade, entendendo suas implicações
político-ideológicas.
A disciplina de Língua Estrangeira tem como finalidade específica ampliar o contato
com outras formas de conhecer outros procedimentos interpretativos de construção da
realidade, possibilitando maneiras diferentes de produzir sentidos e de perceber o mundo.
145
Ensinar e aprender línguas é também ensinar e aprender percepções e maneiras de construir
e formar subjetividade independentemente do grau de proficiência atingido.
Concebendo-se a língua como discurso, conhecer e ser capaz de usar uma Língua
Estrangeira permite aos indivíduos perceberem-se como parte integrante da sociedade e
como participantes ativos do mundo em que vivem.
É preciso entender sobre o papel das línguas nas sociedades como mais do que
meros instrumentos de acesso à informação: As Línguas Estrangeiras são também
possibilidades de conhecer, expressar e transformar modos de entender e de construir
significados,
É possível pensar que o verdadeiro propósito do ensino de línguas estrangeiras e
formas individuais capazes de interagir com pessoas, para tanto é necessário criar
condições para que o educando seja um leitor crítico e que reaja aos diferentes textos com
que se depare desenvolvendo assim o domínio dos códigos lingüísticos.
Então, pode-se afirmar que a língua estrangeira deve estar baseada nos conteúdos
estruturantes e em ações desenvolvidas em sala de aula, cabendo ao docente desenvolver a
consciência crítica e interpretativa com relação ao desempenho lingüístico discursivo da
Língua Estrangeira.

 Discurso
 Conhecimentos lingüísticos
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
 Vocabulário
 Estrutura gramatical
 Funções da língua
 Estudos morfossintáticas
 Gêneros textuais
 Gêneros discursivos
 Textos literários

146
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

A língua pode ser vista como uma estrutura que faz intermediações entre o mundo e
o indivíduo, ou seja, o agir e o interagir no mundo seriam possibilitados pelas estruturas da
língua, ela seria um elemento de ligação entre os dois. Tal concepção percebe a língua
como exterior ao mundo e ao indivíduo, e os significados como sendo produzidos
exteriormente tanto ao mundo quanto ao indivíduo tal exteriormente promove uma
dissociação entre língua e significação, entre língua e subjetividade, entre língua e
construção de identidades.
A concepção de língua não a segmenta em habilidades: ler, falar, escrever, ouvir
considerando que essas práticas não se separam em situações concretas de comunicação e,
logicamente, naquelas efetivadas em sala de aula. Daí o conceito tradicional das “quatro
habilidades” isoladas que pressupõe uma visão de linguagem como totalidade homogênea.
E assim, propõe-se ensinar, na sala de Língua estrangeira, não apenas uma língua,
mas os discursos que a compõem dentro de uma sociedade, ou seja, os discursos,
manifestados em formas de textos de diferentes naturezas (Bakhtin 1988).
Com base nesses pressupostos, cabe salientar que se trata de fazer da aula de língua
estrangeira um espaço de acesso a diversos discursos que circulam globalmente, para
construir outros discursos alternativos que possam colaborar na luta política contra a
hegemonia, pela diversidade, pela multiplicidade da experiência humana, e ao mesmo
tempo, colaborar na inclusão de grande parte dos brasileiros excluídos dos tipos de [...]
[ conhecimentos necessários] para a vida contemporânea, estando entre eles os
conhecimentos [ em língua estrangeira] (Moita Lopes 2003, p 43) .
Assim, ao ensinar e aprender uma Língua Estrangeira, sob o viés da abordagem por
letramento crítico, os alunos e professores percebem que é possível construir significados
além daqueles permitidos pela língua materna. Desse modo, os sujeitos envolvidos no
processo de ensino e de aprendizagem não aprendem apenas novos significados e nem a
reproduzi-los, mas sim aprendem outras maneiras de produzir sentidos, outros
procedimentos interpretativos que alargam suas possibilidades de entendimento do mundo.

 Conhecimentos lingüísticos
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
147
 Vocabulário
 Estrutura gramatical
 Funções da língua
 Estudos morfossintáticas
 Gêneros textuais
 Gêneros discursivos
 Textos literários

CONTEUDO ESTRUTURANTE
 Discurso

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS - 5ª SÉRIE


 Conhecimentos lingüísticos
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
 Vocabulário
 Estrutura gramatical
 Funções da língua
 Estudos morfossintáticas
 Gêneros textuais
 Gêneros discursivos
 Textos literários

CONTEÚDO ESTRUTURANTE
 Discurso

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS – 6ª SÉRIE


 Conhecimentos lingüísticos
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
 Vocabulário
 Estrutura gramatical

148
 Funções da língua
 Estudos morfossintáticas
 Gêneros textuais
 Gêneros discursivos
 Textos literários

CONTEÚDO ESTRUTURANTE
 Discurso

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS – 7ª SÉRIE


 Conhecimentos lingüísticos
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
 Vocabulário
 Estrutura gramatical
 Funções da língua
 Estudos morfossintáticas
 Gêneros textuais
 Gêneros discursivos
 Textos literários

CONTEÚDO ESTRUTURANTE
 Discurso

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS – 8ª SÉRIE


 Conhecimentos lingüísticos
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
 Vocabulário
 Estrutura gramatical
 Funções da língua
 Estudos morfossintáticas

149
 Gêneros textuais
 Gêneros discursivos
 Textos literários

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

A partir das reflexões em torno da abordagem comunicativa e das implicações desta


no ensino de Língua Estrangeira, serão apresentados os fundamentos teórico-metodológicos
que, destacam-se alguns princípios educacionais fundamentais.
 O atendimento as necessidades da sociedade contemporânea brasileira e a garantia de
qualidade no tratamento da disciplina de Língua Estrangeira em relação as demais
obrigatórias do currículo.
 O resgate da função social e educacional do ensino de Língua Estrangeira.
 O respeito a diversidade (cultural, identitária, lingüística) pautado no ensino de línguas
que não priorize a manutenção da hegemonia cultura.

Entende-se que a escolarização tem o compromisso de prover aos alunos meios


necessários para que não apenas assimilem o saber enquanto resultado, mas aprendam o
processo de sua produção, bem como as tendências de sua transformação. Deste modo, a
escola tem o papel de informar, mostrar, desnudar, ensinar regras, não apenas para que
sejam seguidas, mas principalmente para que possam ser modificadas. Inspirando-se nas
palavras de Simom.
Diante da abordagem de ensino por letramento crítico, o qual implica em engajar os
alunos sujeitos em atividades críticas e problematizadoras, que se concretizam por meio de
língua com a prática social. O trabalho com a língua estrangeira em sala de aula precisa a
partir do entendimento do papel das línguas nas sociedades como mais do que menos
instrumentos de acesso a informação, as línguas estrangeiras são também possibilidades de
conhecer, expressar e transformar modos de entender o mundo e de construir significados,
como um espaço para a discussão de temáticas fundamentais para o desenvolvimento
intercultural, manifestados por um pensar e agir crítico, por uma prática cidadã imbuída de
respeito as diferentes culturas, crença e valores, a capacidade de analisar e refletir sobre os

150
fenômenos lingüísticos e culturais como realizações discursivas, as quais se revelam pela
história dos sujeitos que fazem parte deste processo.
Trata-se, portanto, de abordar o uso da língua estrangeira como espaço de construção de
significados dependentes da situação de uso, dos propósitos, dos interlocutores e dos
recursos lingüísticos de que dispõem, pensam que o falante / escritor tem papel ativo na
construção de significados da interação, assim como o seu interlocutor .
Na aula de língua estrangeira será possível fazer discussões orais sobre sua
compreensão, bem como produzir textos orais, escritos e/ou visuais a partir do texto lido,
integrando todas as práticas discursivas no processo da utilização de recursos visuais para
auxiliar o trabalho pedagógico em sala de aula. Neste caso os alunos com deficiência
auditiva, terão possibilidades de participar da aula, nos quais os diversos sentidos são
mobilizados para a aprendizagem de língua (visuais, orais, cognitivos).
A língua enquanto prática social, os alunos são encorajados a ter uma postura crítica
frente aos textos, envolvendo questionamentos acerca das visões de mundo que os
subjazem.
O estudo gramatical por si não garantem que os textos sejam, interpretados de acordo
com as expectativas do professor. A leitura é um processo de negociação de sentidos, de
contestação de significações possíveis como um embate, leitura consensuais dependem do
uso de estratégias acordadas entre as partes. Assim, o papel da gramática relaciona-se ao
entendimento, quando necessário, dos procedimentos para construção de significados
utilizados na língua estrangeira. O trabalho com a gramática, portanto, estabelece-se como
importante na medida em que permite o entendimento dos significados possíveis das
estruturas apresentadas, criando estratégias para que os sujeitos percebam a
heterogeneidade da língua.
Pode ser interessante trabalhar com textos que apresentem um grande número de
palavras transparentes, principalmente para turmas iniciantes. Isto pode auxiliar o aluno
perceber que é possível ler um texto em língua estrangeira sem muito conhecimento da
língua. No entanto, é preciso conscientizar os alunos da complexidade do ato de ler e que o
texto não é portados de um significado único e fechado em si mesmo. Na conscientização
da língua é apresentar um texto com cognatos e termos transparentes e o outro no qual os
conhecimentos de língua materna não favoreçam a sua compreensão imediata. A pesquisa
de palavras no dicionário também pode auxiliar essa conscientização, na medida que os
151
alunos percebam os possíveis sentidos apresentados para tais palavras, podendo ser
produzidos outros adequados a determinados contextos.
O livro didático faz parte do papel do professor na abordagem de ensino como
Letramento Crítico. Será preciso utilizar o material didático disponível na prática
pedagógica, livro didático, dicionários, livros paradidáticos, DVDS, fita de áudio, CD-
Roms, Internet etc., sob a ótica de seu público e das propostas. Cumpre descartar que a
elaboração local de materiais didáticos, pautado nessa proposta, poderá permitir a
flexibilidade para incorporação de especificidade e interesses dos alunos, bem como
contemplar a diversidade regional.
Por fim, entende-se que ao tratar os conteúdos de Língua Estrangeira na perspectiva do
Letramento Crítico, o professor proporcionará ao aluno pertencentes a uma determinada
cultura ir ao encontro de outras línguas e culturas. Espera-se que possa surgir a consciência
do lugar que se ocupa no mundo, extrapolando assim o domínio lingüístico que o aluno
possa vir a ter.
As questões de ordem estrutural terão influência sobre as escolhas de atividades
(número de alunos em sala, tempo e materiais disponíveis, ambiente físico), é preciso, em
qualquer caso, que essas escolhas estejam coerentes com os princípios e objetivos gerais
delineados. É preciso levar em conta que o aluno é parte integrante do processo e deve ser
considerado como agente ativo da aprendizagem. Esta colocação remete a visão de que o
ensino não é transmissão de conhecimento e que a aprendizagem acontece nas interações
sociais. De acordo com esta perspectiva os alunos poderão ser envolvidos em tarefas
diversificadas que exijam negociação de significados. Ocasionalmente poderá ser
privilegiada uma ou mais das habilidades lingüísticas (ler, falar, ouvir, escrever), embora
estejam todas integradas na concepção de língua adotada.
É preciso levar em conta também que as escolhas metodológicas dependem do perfil
dos alunos e dos professores, cuja formação fornece os contornos de suas possibilidades de
atuação.
É sabida a necessidade de adoção de livro didático em função dos efeitos,
proporcionando previsibilidade, facilidade para planejamento de aulas, acesso a textos, etc.
suas vantagens também são percebidas em relação dos alunos que podem dispor de material
para estudos, consulta, exercícios, enfim acompanhar de modo mais efetivo as atividades
planejadas. Assim, os materiais poderão dar aos alunos a sensação de progresso nos
152
estudos, na medida em que forem baseadas na seqüência programática estabelecida, as
visões de língua e de aprendizagem.
Para trabalhar os conteúdos relacionados à cultura Afro, pode-se utilizar pesquisa,
leitura informativa: características do negro, tradução, trabalho em grupo, inclusão do negro
na escola, vinculação das relações entre negros, indígenas e brancos, assumir
responsabilidades por interligações étnico-raciais, enfrentamento de conflitos, contestações
valorizando os contrastes das diferenças culturais, palestra e filmes.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A Língua Estrangeira tem como concepção de avaliação, a formação do cidadão, sua


inclusão social, o reconhecimento da diversidade cultural, em que o aluno pode atuar, os
sentidos possíveis de reconstruir sua identidade, partilhando das responsabilidades sobre os
processos de construção de conhecimentos e sentir-se capaz de transformar onde vive
Ainda no processo avaliativo é necessário que o professor desenvolva as quatro
habilidades lingüísticas da Língua Estrangeira como: falar, escrever, ler e compreender
auditivamente.
Na visão de educação adotada, o aluno precisa ser envolvido no processo de
avaliação, uma vez que também é construtor do conhecimento. É preciso considerar as
diferentes naturezas da avaliação (diagnostica, somativa e formativa), que se articulam com
os objetivos específicos e conteúdos definidos nas escolas, respeitando as diferenças
individuais e escolares. Assim, espera-se diversidade nos formatos de avaliação, de modo a
oferecer diferentes oportunidades para que o aluno demonstre seu progresso.
A avaliação terá que ser entendida como um dos aspectos do ensino pelo qual o
professor estuda e interpreta os dados de aprendizagem e de seu próprio trabalho, com as
finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem
como diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes valor.
Para isso serão utilizados técnicas e instrumentos diversificados, preponderando
sempre os aspectos qualitativos da aprendizagem, considerando também a
interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade dos conteúdos.

153
Nesses aspectos a avaliação deverá ser contínua e permanente. Ao propor reflexões
sobre práticas avaliativas, objetiva-se favorecer entre tais aspectos (avaliação, concepção de
língua e objetivos de ensino) e o processo de ensino e de aprendizagem.
Segundo Luckesi, a avaliação da aprendizagem necessita, para cumprir o seu
verdadeiro significado, assumir a função de subsidiar a construção da aprendizagem bem
sucedida. Assim, tanto o professor quanto os alunos poderão acompanhar o percurso
desenvolvido até então e identificar dificuldades, bem como planejar e propor outros
encaminhamentos que visem a superação das dificuldades constatadas.
A explicitação e o uso de seus resultados pode favorecer atividades menos
resistentes ao aprendizado de Língua estrangeira e permitir que toda a comunidade, não
apenas a escolar reconheça o valor desse conhecimento
A avaliação atravessa o ato de planejar e executar; por isso, contribui em todo o
percurso da ação planificada. A avaliação se faz presente não só na identificação da
perspectiva político-social, como também na seleção de meios alternativos e na execução
do projeto, tendo em vista a sua construção. Ou seja, a avaliação, como crítica de percurso,
é uma ferramenta necessária ao ser humano no processo de construção dos resultados que
planificou produzir, assim como é no redimensionamento da direção em ação, é uma
ferramenta da qual o docente não se livra. Ela faz parte de seu modo de agir e, por isso, é
necessário que seja usada da melhor forma possível.
O sistema de avaliação da abordagem estrutural é considerado o mais científico de
todos por considerar critérios de validade e confiabilidade derivados da psicometria. Isso
foi possível porque compartimentalizou-se a língua de forma que as resposta pudessem ser
restritas e objetivas.
A abordagem comunicativa surgiu propondo o resgate da língua como um todo, da
forma como ela ocorre na comunicação. Sua fundamentação teórica tem origem nos
estudos em análise do discurso, na psicologia cognitiva e na gramática gerativa –
transformacional de Chomsky.
As abordagens cognitivas contribuem, então, como fatores tais como: deve-se
respeitar as características individuais do aprendiz e seu processo de aprendizagem, as
condições em que ele aprende, seu contexto social e o grau de competência que ele
pretende alcançar; e fazê-lo consciente da sua responsabilidade para alcançar essa
proficiência.
154
155
AVALIAÇÃO E AUTO – ESTIMA NA EDUCAÇÃO

A auto – estima é um sentimento, é portanto ato mental ou sensação subjetiva que


dispara emoções. Um sentimento, portanto, é uma percepção de um estado do corpo
envolvido por uma emoção. A auto – estima é o sentimento de querer-se bem, de apreciar-
se, de sentir ao mesmo tempo, amor a si mesmo, visão do próprio eu e autoconfiança. É a
saborosa emoção da felicidade de ser.
A visão do próprio eu constrói-se com a consciência das qualidades e dos defeitos e
se sobrepõe aos fatos, pois não importa o que quer que se tenha ou não conquistado, a visão
de si mesmo é a sólida convicção de que se possui qualidades e defeitos, potencialidades e
limitações.
Enquanto a visão do próprio eu consolida-se independente das coisas que fazemos, a
autoconfiança fundamenta-se em nossos atos e no julgamento que dos mesmos fazemos.
Ser confiante é pensar que se é capaz, de maneira competente, nas mais difíceis
circunstâncias. Três palavras sintetizam a auto – estima: o amor a si mesmo, a convicção do
que se é e a certeza de que competência jamais nos faltará.
A auto – avaliação a escola tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento e
a realização do ser humano, educando a criança para o autoconhecimento e a participação,
permitindo que ela desenvolva sua criatividade, tudo isso para que ela possa avaliar
constantemente sua ação. Ninguém aprende a se avaliar automaticamente, de um momento
para o outro. Quando se torna adulto, a auto – avaliação é aprendida aos poucos, durante o
desenvolvimento. E cabe a escola parcela significativa de responsabilidade no
desenvolvimento da capacidade de auto – avaliação por parte dos alunos.

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

Entre vários instrumentos que podem ser utilizados para a verificação da


aprendizagem, os mais empregados são os testes objetivos, as provas orais, as dissertações
e os trabalhos livres.
Testes objetivos, na verdade não são tão objetivos. Na formulação das perguntas, na
escolha da matéria que vai ser incluída ou que vai ficar de fora e na própria seleção da
resposta correta entra muito da subjetividade do professor que elabora os testes. Os testes
156
objetivos mais conhecidos são os seguintes: falso ou verdadeiro, múltipla escolha,
complemento ou lacunas e acasalamento.
A elaboração de testes objetivos é demorada, mas sua correção é tão simples que
pode ser feito por qualquer pessoa, desde que tenha a lista das respostas. Estas não
permitem variação e, por isso, afirma-se que a avaliação é mais objetiva, mais neutra. A
correção pode ser feita, inclusive, por computador, o que aumenta a rapidez, fazendo com
que tais testes sejam os preferidos quando o número de examinados é muito grande, como,
por exemplo, nos concursos e vestibulares.
Provas orais possibilitam ao professor um maior conhecimento do aluno e, também,
uma interação saudável entre professor e aluno.
Trabalhos livres com maior liberdade de trabalho, crescem a participação pessoal, o
interesse, o entusiasmo. E os resultados, em termos de rendimento escolar e de realização
pessoal, serão muito mais significativos.

157
BIBLIOGRAFIA
LUCKESI, C.C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo: Cortez, 1995
FRANCO, M.L.P.B. Pressupostos Epistemológicos da Avaliação Educacional. Caderno
de Pesquisa (74). São Paulo: 1990
OSÓRIO, Débora (*) A Avaliação do Rendimento Escolar: Como Ferramenta da
Inclusão Social. Rio de Janeiro: 2002
PARANÁ/SEED. Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira para o Ensino
Fundamental. Curitiba versão Preliminar – julho 2006

158
DISCIPLINA: ARTE - ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A Arte está presente desde os primórdios da humanidade, no período denominado


pré-história. Ela é um processo de humanização e o ser humano, como criador produz
novas maneiras de ver e sentir, que são diferentes em cada momento histórico e em cada
cultura, tendo este referencial como pressuposto e visando pensar o aluno como um sujeito
histórico e social. São apontadas três interpretações fundamentais em arte: Arte e Ideologia,
Arte e seu conhecimento e Arte e o trabalho criador. A arte tem como enfoque a
expressividade, espontaneidade e criatividade. Na educação, o ensino de arte amplia o
repertório cultural do aluno a partir dos conhecimentos estético, artístico e contextualizado,
aproximando-o do universo cultural da humanidade nas suas diversas representações. Em
arte, a prática pedagógica contemplara as Artes Visuais, a dança, a música e as Artes
Cênicas.
Durante o período colonial, nas vilas e reduções Jesuíticas, ocorreu à primeira forma
registrada de Arte na educação, a qual se desenvolveu no Brasil uma educação de tradição
religiosa, para grupos de origem Portuguesa, Indígena e Africana, e para as missões
Guaranis nos estados do sul de poder Espanhol. Realizaram um trabalho de catequização
com ensinamentos de artes e ofícios, através da retórica, literatura, música, teatro, dança
pintura, escultura e outras artes manuais. A companhia de Jesus promoveu essas formas
artísticas, cultivando as formas ibéricas da alta idade média e renascentista, assimilando
também as locais. Esse trabalho educacional perdurou aproximadamente por 250 anos de
1.500 a 1.759, e teve influência na manifestação cultural e popular das regiões. No governo
do Marquês de Pombal, os Jesuítas foram expulsos do território do Brasil Colônia e
estabelece a Reforma Pombalina, onde dava ênfase ao ensino das ciências naturais e dos
estudos literários. Os espaços foram substituídos por colégio-seminário de outras
congregações religiosas.
No início do século XIX, incluíram em seus currículos o Colégio-seminário de
Olinda e o Franciscano do Rio de Janeiro os estudos do desenho associado à matemática e
da harmonia da música.

159
Em 1.808, com a vinda da família real de Portugal para o Brasil, iniciam-se obras e
ações para acomodar em termos materiais e culturais a corte portuguesa: E chega ao Brasil
um grupo de artistas franceses encarregado da fundação da Academia de Belas Artes, na
qual os alunos poderiam aprender as artes e ofícios artísticos, o grupo obedecia ao estilo
neoclássico, fundamentado no culto à beleza clássica, e exercícios na cópia e reprodução de
obras consagradas. Com o fim dos colégios-seminário, transformou-se em estabelecimentos
públicos.
No Paraná foi fundado o Liceu de Curitiba (1846), hoje Colégio Estadual do Paraná;
a Escola Normal (1876), atual Instituto de Educação para a formação em magistério e a
“Escola Profissão feminina“ (1886) oferecendo, além de desenho e pintura, cursos de corte
e costura arranjos de flores e bordados, que faziam parte da formação da mulher.
Em 1.890 surge à primeira reforma educacional do Brasil República, onde
valorizava em arte, o ensino do desenho geométrico, como forma de desenvolver a mente
para o pensamento científico e os liberais baseando no desenvolvimento econômico e
industrial, preocupados com a preparação do trabalhador.
Essa concepção de ensino esteve presente, no período do governo de Getulio Vargas
(1.930-1.945) com a generalização do ensino profissionalizante nas escolas públicas; na
ditadura militar (1.964-1.985) com o direcionamento às habilidades e técnicas; e na
segunda metade dos anos 90 com a pedagogia das competências e habilidades que
fundamentam as práticas pedagógicas.
No Paraná a arte passou por vários processos ate tornar-se disciplina obrigatória,
houve uma reflexão a respeito da importância da arte para o desenvolvimento de uma nova
sociedade, tendo como alicerces características próprias, baseadas numa valorização da
realidade local.
O ensino de arte deixa de ser coadjuvante no sistema educacional e passa também a
se preocupar com o desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade construída
historicamente e em constante transformação. Pela arte, o ser humano se torna consciente
de sua existência individual e social, ele se percebe e se interroga, sendo levado a
interpretar o mundo e a si mesmo. Nessa perspectiva, educar os alunos esteticamente é
ensinar a ver, a ouvir criticamente, a interpretar a realidade, a fim de ampliar as suas
possibilidades de fruição e expressão artística. Atualmente a arte tem grande importância na
vida dos povos e suas mais diversas manifestações tem sido alvo de estudos e pesquisas
160
comprovando o fato de que a educação através da arte tem realizado inúmeros progressos
que beneficiam o homem, pois visa o desenvolvimento de personalidade integrada e
harmoniosa com estilos bem diferenciados. A Arte consiste em revelar beleza livres a
fantasia, a imaginação, a percepção, a combinação de imagens e representações de como o
artista vê o mundo que o cerca.

OBJETIVOS GERAIS

A arte tem como objetivo desenvolver um trabalho artístico e de sentir e perceber as


obras em análise. Possibilitar aos alunos, o acesso a elementos formais, a composição,
movimentos e períodos, o tempo e espaço, para que os mesmos possam familiariza-se com
as diversas formas de produção de arte, fatos históricos, culturais e sociais.
A arte envolve a apreciação e apropriação dos objetos da natureza e da cultura em
uma dimensão estética, interpreta as obras e a realidade, transcendendo as aparências,
aprendendo, através da arte, parte da totalidade da realidade humana social e também
mostra as relações que cada movimento e período tem com os de outras áreas da arte, e
como apresentam pontos em comum em determinados momentos.
Assim, um dos objetivos primordiais, nesta disciplina é possibilitar ao educando um
novo olhar, um ouvir mais crítico, um interpretar da realidade além das aparências com a
criação de uma nova realidade, no imaginário, bem como a ampliação das possibilidades de
fruição e expressão artística, dentro de um processo criador que transforma o real
produzindo novas maneiras de ver e sentir o mundo.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Elementos formais
 Composição
 Movimentos e períodos
 Tempo e espaço

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
2º ANO

161
 Análise da história da arte
 Arte Renascimento
 Barroco
 Rococó
 Romantismo
 Realismo
 Art Nouveau
 Impressionismo
 Pós-Impressionismo
 Expressionismo
 Apreciação aos estilos musicais
 Ritmo
 Melodia
 Harmonia
 Gêneros e técnicas teatrais
 Análise da história da arte
 Arte pré-histórica
 Arte Egípcia
 Arte Grego-Romana
 Arte Pré-Colombiana
 Arte Bizantina
 Arte Românica
 Arte Gótica
 Técnicas, materiais e suportes
 Apreciação das artes visuais
 Reflexão sobre as artes visuais e a cultura Brasileira
 Gêneros musicais, períodos da história
 Progressões da dança

162
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Elementos formais
 Composição
 Movimentos e períodos
 Tempo e espaço

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
3º ANO
 Análise da história da arte
 Movimentos artísticos século XX
 Fauvismo
 Cubismo
 Abstracionismo
 Dadaísmo
 Surrealismo
 Op-Art
 Pop-Art
 Arte Brasileira
 Arte Paranaense
 Arte Contemporânea
 Música eletrônica
 Rap, Funk, Techo
 Dança moderna
 Hip-Hop
 Roteiros e jogos teatrais
 Surgimento histórico do teatro

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
 Conscientização e meio ambiente

163
 Prevenção/Drogas
 Análises literárias
 Cultura Afro-brasileira
 Educação no campo
 Tecnologia

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

Precisamos direcionar o pensamento para o método a ser aplicado: para quem,


como, porque e o que. Deve-se pautar pela relação que o ser humano tem com a arte: Sua
relação é de produzir arte, desenvolver um trabalho artístico ou de sentir e perceber a arte.
O objeto de trabalho é o conhecimento, e um trabalho mais sistematizado,
superando o senso comum do conhecimento empírico. È possibilitar aos alunos o acesso às
obras artísticas e tecnológicas para se familiarizar com as diversas formas de produção de
arte. O professor possibilita o acesso e media a leitura com o conhecimento sobre a arte,
para que o aluno interprete a arte e a realidade, aprendendo a realidade humana social.
A arte é um campo do conhecimento humano estruturado por um saber que tem uma
origem e cada conteúdo tem sua história, transforma-se, através do tempo, em função dos
modos de produção social, a maneira pela qual a sociedade estrutura-se historicamente.
O exercício da imaginação e criação nesta prática é fundamental, pois a produção do
aluno acontece quando ele interioriza e se familiariza com os processos artísticos e
humaniza os sentidos, é preciso planejar as aulas com recursos e metodologia específica
para cada um desses momentos.
A formação integral do homem e sua adaptação ao meio social, o estimulado a uma
atividade criadora diante de todas as manifestações da vida, capacitando-o a situar-se dentro
da cultura de sua época tendo como terceiro objetivo integrador capacitar o aluno a reagir
criativamente a novos estímulos e a situações novas buscando a imaginação, originalidade,
espontaneidade, inventividade e concentração.

164
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação deve ser um processo contínuo no sentido de diagnóstico para o


professor, o aluno e a escola. Na disciplina de Artes avaliar é estimular o aluno para a busca
do conhecimento e reorientar ou não os caminhos da ação educativa, devendo possibilitar
ao aluno uma análise de seus conhecimentos em relação aos conteúdos que foi trabalhado.
Ao educador é o momento de questionamento e de reorganização. Tendo esta
reflexão sobre avaliação ela deixa de ser um método contra o aluno e não estabelece o
professor como detentor do poder arbitrário de classificação. O professor deve deixar claro
aos alunos os objetivos e critérios de avaliação e correções, abrir debates sobre a
necessidade de mudanças, auxiliar seus alunos a superar as dificuldades apresentadas,
analisar se os instrumentos de avaliação estão de acordo com os objetivos, conteúdos e
habilidades desenvolvidas em sala de aula, devendo sempre o professor reavaliar sua
prática em função dos resultados.
Para possibilitar essa avaliação individual e coletiva é necessário utilizar vários
instrumentos de avaliação, por exemplo o conteúdo a ser trabalhado com o aluno que
possui um conhecimento, técnica ou habilidade deve servir para que ele possa amplia-lo e
principalmente sistematiza-lo dentro do percurso escolar desenvolvendo amplitudes do
conhecimento artístico (musica, artes visuais, teatro e dança). Este processo deve ser
redirecionado constantemente durante o percurso, utilizando-se de trabalhos em grupo,
trabalhos artísticos, pesquisas, provas teóricas e praticas entre outras. Observando o
desenvolver das habilidades dos alunos em todas as dimensões artísticas.

165
BIBLIOGRAFIA

BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: àtica, 1991


FISCHER, Ernest. A necessidade da Arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
KUENZER, Acácia Zeneida. Ensino Médio: Construindo uma proposta para os que
vivem do trabalho. São Paulo: Cortez, 2000.
OSTROWER, Fayga. Universos da Arte. Rio de Janeiro: Campus, 1983.
RADESPIEL, Maria. Alfabetização sem segredos: Eventos escolares/Maria Radespiel –
Contagem, MG: Editora Iema, 1999.
Diretrizes Curriculares de Arte para o Ensino Médio – SEED/ VERSÃO
PRELIMINAR JULHO/2006

166
DISCIPLINA: BIOLOGIA - ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

As Ciências Físicas e Biológicas tiveram início com os herdeiros dos filósofos, que
tentaram explicar os fenômenos naturais na antiguidade, aos naturalistas que se ocupavam
da descrição das maravilhas naturais do novo mundo.
A preocupação do homem com a necessidade de garantir sua sobrevivência, levou-o
a diferentes concepções de vida, de mundo. Nos registros feitos pelo homem primitivo nas
suas pinturas rupestres, representam o interesse em explorar a natureza.
O desenvolvimento da Biologia teve, como principais pensadores e estudiosos, os
filósofos Platão (428/27 a.C. – 347/a.C.) e Aristóteles (384 a.C.- 322 a.C.), que deixaram
contribuições relevantes quanto a classificação dos seres vivos.
O pensamento biológico descritivo surgiu com Linné, o fundador do sistema
moderno de classificação científica dos organismos. O filósofo Francis Bacon (1561 -
1626) contribui com a nova visão da ciência recuperando o domínio do homem sobre a
natureza através da investigação, “substituir a revelação mística da verdade pelo caminho
qual ela foi obtida”.
No inicio do século XIX, o naturalista britânico Charles Darwin (1809 – 1882),
apresenta suas idéias sobre a evolução das espécies. Com Darwin, a concepção teológica
criacionista, que falava das espécies imutáveis desde a sua criação do lugar a reorganização
temporal do homem. Darwin utilizou-se de evidências evolutivas as quais foram
consideradas provas que as sustentava: “o registro dos fósseis, a distribuição geográfica das
espécies, anatomia e embriologia comparadas e a modificação de organismos
domesticados”.
Mendel,em 1865, apresentou sua pesquisa sobre a transmissão de características
entre os seres vivos, baseando-se em conhecimento já desenvolvidos por outros
pesquisadores, acrescidos por sua formação matemática e de cuidados especiais no
planejamento e na execução das experiências, realizou diversos cruzamentos entre ervilhas
para observar como as características eram transmitidas. Ainda no século XIX a Biologia
fez grandes progressos, com a proposição da teoria celular, a partir de descrições feitas pelo
botânico Schleiden (1804-1881), pelo naturalista Schwann (1810-1882), afirmando que
167
todas as coisas vivas animais e vegetais, eram compostas por células e com
aperfeiçoamento dos estudos sobre a origem da vida.
As etapas históricas do desenvolvimento da Biologia tiveram como finalidade
representar como se deu a construção do pensamento biológico, identificando dessa forma
os recortes históricos importantes para fundamentar esta disciplina. Sendo assim, organizar
os conhecimentos biológicos constituídos ao longo da história da humanidade e adequá-la
ao sistema de ensino, requer compreensão de todos os seus contextos.
A Biologia representa o estudo da vida, em todos os seus aspectos, contribuindo
assim para a compreensão e aprofundamento do mundo dos seres vivos, especialmente sob
o olhar cientifico e tecnológico da vida moderna.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Diante das novas mudanças, a Biologia deve preparar os jovens para enfrentar e
resolver problemas, alguns dos quais com nítidos componentes biológicos, como o aumento
da produtividade agrícola, a população do ambiente, a violência etc. De acordo com essa
concepção, objetivamos um ensino de Biologia voltado para: aprender conceitos básicos,
analisar o processo de investigação cientifica e analisar as implicações sociais e da
tecnologia.
A formação biológica deve contribuir para que cada aluno seja capaz de
compreender e aprofundar as explicações atualizadas de processos e de conceitos
biológicos, a importância da ciência e da tecnologia na vida moderna, enfim, o interesse
pelo mundo dos seres vivos. Queremos que nosso aluno entenda que: “A Biologia ensina
nossos ouvidos a ouvir a natureza, nossos olhos a enxergá-la, nosso celebro a entender e a
respeitar a vida”.
Ao adotarmos esse conjunto de objetivos, determinaremos que novos assuntos farão
parte do ensino da Biologia, incluindo não só aspectos de ciência pura, como também
aqueles que tratam da aplicação da ciência para a solução de problemas concretos. Por
exemplo, o estudo da fisiologia passa a ter importância como subsídio para analise dos
fenômenos biossociais e da biotecnologia. A análise da história da Biologia permitirá aos
alunos entender a evolução de idéias e da metodologia científica em diferentes contextos.

168
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Organização dos seres vivos;
 Mecanismos biológicos;
 Biodiversidade;
 Implicações dos avanços biológicos no fenômeno vida.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
1º ANO
 Os seres vivos e seus níveis de organização;
 Os níveis de organização e o equilíbrio biológico;
 Bioquímica celular;
 Introdução à citologia;
 A estrutura da célula;
 Metabolismo energético da célula;
 Histologia animal e vegetal.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Organização dos seres vivos;
 Mecanismos biológicos;
 Biodiversidade;
 Implicações dos avanços biológicos no fenômeno vida.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
2º ANO
 Os seres vivos e os vírus;
 Sistema de classificação dos seres vivos;
 Vírus: características gerais;
 Reino monera;
 Reino protista;

169
 Reino fungi;
 Reino animal (porífera, cnidária, platyhelminthes, nematelminthes, moluscos,
anelídeos, artrópodes, ecnodermata, cordata, peixes, anfíbios, répteis, aves, e
mamíferos);
 Reino das plantas (algas pluricelulares, briófitas, pteridófitas, gimnospermas,
angiospermas);
 Fisiologia vegetal e animal.
 Análise e reflexão sobre o panorama da saúde dos africanos.
 Conflitos entre epidemias e endemias e o atendimento a saúde, bem como índice de
desenvolvimento humano (IDH).

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Organização dos seres vivos;
 Mecanismos biológicos;
 Biodiversidade;
 Implicações dos avanços biológicos no fenômeno vida.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
3º ANO
 Origem da vida;
 Geração espontânea;
 Teoria da biogênese;
 Embriologia animal;
 1ª Lei de Mendel;
 Dominância gênica;
 2ª Lei de Mendel;
 Genética de populações;
 Herança ligada ao sexo;
 Grupos sanguíneos;
 Biologia molecular;

170
 Engenharia genética;
 Biotecnologia;
 Mecanismos evolutivos;
 Adaptação e Teorias evolutivas;
 Evidências evolutivas;
 Especiação.
 Estudo das características biológicas (biótipo dos diversos povos)

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES

 Aborto,
 Câncer,
 Síndromes,
 Eutanásia,
 Transgênico,
 Células – tronco,
 Clonagem,
 Ética,
 Educação sexual.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

Como proposta metodológica para ensinarmos Biologia, propõe-se a utilização do


método da pratica social que e aquele que está concentrado na valorização e socialização
dos conhecimentos da Biologia ás camadas populares, entendendo a apropriação crítica e
histórica do conhecimento enquanto instrumento de compreensão da realidade social e
atuação crítica para transformação da realidade.
A interdisciplinaridade e a contextualização serão utilizadas em Biologia como
recursos complementares com os quais poderemos criar e aumentar as possibilidades de
interação entre as disciplinas, tornando a aprendizagem mais significativa.

171
A integração dos diferentes conhecimentos, cria condições necessárias para uma
aprendizagem motivadora. Oferecendo ao professor e ao aluno uma maior liberdade para
relacionar os conteúdos a problemas que dizem respeito a vida da comunidade. O ensino de
Biologia deve confrontar os saberes do aluno com o saber elaborado, na perspectiva da
apropriação da concepção de ciências da realidade social e da intervenção nesta realidade,
possibilitando acesso à cultura científica, socialmente valorizada, tendo como objetivo a
formação do sujeito critico e reflexivo.
Atualmente o que se espera da escola, é que a mesma tenha uma grande participação
com a comunidade. Com essa visão, o ensino de Biologia incluirá necessariamente, uma
maior comunicação, envolvendo os alunos na discussão de problemas que estejam vivendo
e fazem parte de sua própria realidade.
De acordo com a Lei 10.639, em Biologia além da inserção dos conteúdos,
estaremos fazendo com que o aluno pesquise a cultura afro, quanto a resistência, no sentido
de respeitar e conhecer os seus valores e a sua contribuição na formação da nossa cultura
como: alimentação, tipos de doenças, resistência da pele. Esses conteúdos estarão sendo
complementares com alguns conteúdos tais como: A cor púrpura, Amistad, Hotel Huanda,
Meu mestre minha vida e outros.

Na Internet o aluno fará pesquisas em alguns sites como:


 www.portalafro.com.br
 www.mundonegro.com.br
 www.diadiaeducação.com.br

Propiciar ao aluno o domínio das novas tecnologias para auxiliar e melhorar o


desenvolvimento do seu trabalho desta forma ele encontrará motivação e condições para
continuar a sua vida no campo.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação é um elemento componente da atividade humana que está presente em


todos os setores e, com o avanço da tecnologia e da pesquisa tornou-se um mecanismo de

172
controle que em última análise, pretende obter informações que permitam uma melhoria ao
nível de desempenho dos indivíduos em diferentes situações.
Em Biologia, propomos uma avaliação como um projeto educacional, onde será
incluída a idéia sobre o significado dos conteúdos, sendo que a reflexão, não será excluída a
consciência do sujeito que será avaliado. Desta forma a avaliação, não será o momento
final, mas aquele que dá continuidade à aquisição de conhecimento, abrindo novas
perspectivas de aprendizagem, ao mesmo tempo em que permite verificar se o aluno
adquiriu os pré-requisitos necessários para a compreensão do conhecimento que virá a
seguir.
Além do processo convencional, (provas e testes) o aluno será avaliado pela
participação nos trabalhos em grupo, em debates, seminários, investigação experimental,
visita a instituições de ensino, visita às empresas e interesses em estudos de campo. Sem
dúvida, como professores, devemos considerar o ensinar a pensar, como estratégia final
para a aprendizagem de nossos alunos.
Diante da multiplicidade das funções da avaliação, é necessário ter cautela no
momento de decidir sobre a escolha, a construção e a ampliação dos instrumentos de
verificação do aprendizado e sobre a análise dos resultados. O processo avaliativo, será
entendido como uma alavanca, que impulsionará o êxito dos alunos e da escola como um
todo. Para tanto, será contínua e evolutiva, o que dará ao professor subsídios para
percepção de dificuldades e dos avanços dos alunos, ocorrendo dessa forma paralelamente
ao processo de construção do conhecimento.
A avaliação é, portanto, uma ação ampla que abrange o cotidiano do fazer
pedagógico tendo como objetivo, fazer desafios superáveis aos alunos.
Por tanto, pensar a avaliação de forma a superar sua visão estática e classificatória
significa pensar no processo de ensino-aprendizagem como um todo, faze-lo trabalhar a
favor da permanência do aluno no sistema de ensino, buscando uma aprendizagem efetiva e
significativa. A avaliação transformadora não se limita ao processo final: ela acompanha em
sua trajetória de construção cotidiana. Busca identificar padrões culturais dos alunos que
chegam às escolas e os elementos necessários para ampliar esses padrões, através de uma
relação de diálogo no dia-a-dia das práticas de ensino.

173
BIBLIOGRAFIA

CASTRO, Ronaldo Souza de, & Carlos Frederico Bernardo Loureiro, Plilippe Pomier
Layrarques. Educação ambiental: repensando o espaço da cidadania/, (orgs.) 3ª edição –
São Paulo: Cortez, 2005.
SANTOS, Maria Ângela dos. Biologia Educacional –, 17ª edição 4º impressão – editora
Ática – 2005.
LUCKESI, Cipriano C. Avaliação e Aprendizagem Escolar –- 17 ª edição Cortez Editora
– 2005.
KRASILCKIK, Myriam. Prática de Ensino de biologia –– 4ª edição – Edusp- Editora da
universidade de São Paulo – 2005
Diretrizes Curriculares SEED / Julho/2006.

174
DISCIPLINA – EDUCAÇÃO FÍSICA - ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Ao considerar que o ser humano é um todo somaticamente indivisível, que não há


como isolar os domínios cognitivo, afetivo-social e psicomotor, e que as ações estão a
mercê dos movimentos (...), é impossível negar que a Educação Física é uma disciplina das
mais abrangentes na diversidade de conteúdos.
Não devemos apresentar conteúdos únicos da área, e também conteúdos que a área
não possa desenvolver, pois tudo está relacionado ao individuo e ao movimento.
A Educação Física não se encontra só na escola, mas também em outros setores da
sociedade (academias, clubes, na medicina preventiva e demais terapêuticas), inclusive
como sustentadora da defesa ao grande mal dos últimos tempos: o estresse mental.
A escola não é um fragmento da sociedade, pois a função desta é preparar para a
sociedade. A educação física então se apresenta como disciplina a desenvolver o indivíduo
tendo como maior instrumento o movimento, visto que, desde os primórdios o movimento
acontece.
Na pré-história o homem tinha duas preocupações atacar e defender-se, que era
extremamente necessário para o homem primitivo sobreviver. Por isto, eram considerados
os homens mais músculos do que cérebro. Realizavam exercícios naturais, praticando uma
verdadeira educação física natural e espontânea.
Desde o começo, o aprendizado era transmitido de geração a geração pelo método
de observação e imitação,possibilitando maior vivencia no meio hostil, apurando seus
sentidos, força e habilidade.
Os habitantes consideravam sua sobrevivência um favor dos Deuses dando a sua
vida um sentido ritual, sem muito espaço para a competição. Os exercícios se resumiam às
danças nas grandes festividades e nos cultos aos mortos. Ainda nesta época existiram
expressões de jogos utilitários e recreativos com suas regras e tanto vencedores quanto
vencidos aceitavam os resultados.

175
A continuação se deu na Grécia, onde os vencedores se tornavam verdadeiros
deuses. Porem, quando os romanos dominaram a Grécia, os jogos tornaram-se apenas
provas atléticas sem maior interesse.
Entrando na Idade Media, a igreja tratava com total descaso as coisas materiais e
estabelecia uma grande separação entre o físico e o intelectual. Somente no renascimento a
educação física voltou a ser bem vista, pois havia preocupação do desenvolvimento do
homem de forma completa.
A Educação Física no Brasil nos leva à época do descobrimento, os portugueses
quando chegaram aqui encontraram indígenas habituados à pratica de atividades físicas, da
mesma forma que o homem primitivo, pois os mesmos possuíam habilidades naturais.
De forma sistematizada, a Educação Física no Brasil começou dentro de uma escola
militar, servindo ao propósito militarista de adestramento e preparação para a defesa da
pátria, reforçando os sentimentos relacionados à eugenia da raça, reflexo da ideologia social
dominante naquela sociedade.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Oportunizar a todos os alunos desenvolver suas potencialidades de forma


democrática e não seletiva, visando seu aprimoramento como ser humano, permitindo-se
utilizar as atividades de forma prazerosa e recreativa em beneficio do exercício critico da
cidadania e da qualidade de vida.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Esportes
 Jogos
 Ginástica
 Lutas

CONTEÚDOS ESPECIFICOS POR SERIE / ANO - 1º a 3º


 Esportes
- Futsal

176
- Voleibol
- Handebol
- Basquetebol
- Tênis de Mesa
- Xadrez

 Jogos
- Jogos Intelectivos
- Jogos Cooperativos

 Ginástica
- Ginástica Laboral
- Ginástica Aeróbica

 Lutas
- Capoeira
- Karate
- Judô

 Dança
- Danças de Salão
- Danças Típicas Nacionais
- Danças diversas (funk, axé, de rua)

CONTEÚDOS COMPLEMNETARES
 Cultura – Afro
 Tecnologia
 Educação no campo

177
METODOLOGIA DA DISCIPLINA

Nas aulas de Educação Física a metodologia utilizada será a Crítico Superadora,


onde trabalha-se os mesmos conteúdos na diferentes series, somente aumentando sua
complexidade, ou seja, os conteúdos são mais aprofundados.
Essa metodologia tem as seguintes estratégias de ensino: prática - social – vem
ser o lançamento de um assunto, onde o professor deve levar em consideração o
conhecimento dos alunos; problematização – é uma forma do aluno buscar o
conhecimento, seja através de pesquisa, leitura, conhecimento via mídia;
instrumentalização – é a forma que o professor ira utilizar para tornar o conhecimento
assimilado, verificando se o aluno incorporou à sua vida os conhecimentos por ele
assimilados, para desta forma libertar-se da condição de subdesenvolvido; catarse – é a
fase em que o aluno demonstra que aprendeu o conteúdo, podendo escrever ou até mesmo
debater de forma mais aprofundada sobre os conteúdos estudados; retorno à pratica social
– é a reformulação do conteúdo de forma clara, isto é, aprofundamento do conhecimento
que já fazia parte do saber do aluno.
A cultura Afro será trabalhada através da capoeira, que trará muitos benefícios à
saúde, aumentando a auto-estima e também ampliando o conhecimento histórico da cultura
brrasileira.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação deve ser um instrumento em que tanto alunos como professor possam
dimensionar os avanços e dificuldades dentro do processo de ensino-aprendizagem e torna-
lo cada vez mais produtivo.
Será ainda um processo continuo, permanente e cumulativo, possibilitando ao aluno
e ao professor uma reorganização frente ao esporte, dança, lutas, jogos e ginástica.

178
BIBLIOGRAFIA

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da educação física. São Paulo:


Cortez, 1992.
Diretrizes Curriculares Para o Ensino Medio. Versão preliminar 07/2006. gov. PR. Séc.
de est. Da educação . superintendência da educação.

179
DISCIPLINA DE FILOSOFIA

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A Filosofia, enquanto disciplina escolar, figura nos currículos escolares brasileiros


desde o ensino jesuítico, ainda nos tempos coloniais. No entanto, essa aparente “tradição”
do ensino de Filosofia é bastante questionável, a partir de um olhar mais atento sobre os
objetivos, as “utilidades” e os conteúdos que historicamente constituíram-na como
disciplina escolar. Com a Proclamação da República, a Filosofia passou a fazer parte dos
currículos oficiais, até mesmo como disciplina obrigatória. Essa presença não significou,
porém, um movimento de crítica à configuração social e política brasileira que oscilou entre
a democracia formal, o populismo e a ditadura. A partir de um dos documentos
educacionais mais importantes de então – o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova de
1932 -, que pretendia reconstruir a educação no Brasil, percebe-se que os currículos
escolares sofreram uma queda significativa da participação das humanidades. A nova
política educacional previa o desenvolvimento da educação técnica profissional, de nível
secundário e superior, como base da economia nacional, com a necessária variedade de
tipos de escola.
Com a Lei nº 4.024/61, a Filosofia deixava de ser obrigatória, e, sobretudo, com a
Lei nº 5.692/71, em pleno regime militar, o currículo escolar não deu espaço para o ensino
e estudo da Filosofia, que desapareceria dos currículos escolares do Segundo Grau durante
a ditadura, sobretudo por não servir aos interesses econômicos e técnicos do momento. O
pensamento crítico deveria ser reprimido, bem como as possíveis ações dele decorrentes.
Dois exemplos ilustrativos dados por Corbisier (1986, p. 84): O Instituto Brasileiro de
Filosofia (IBF), fundado em 1951, “atravessou incólume os 15 anos de ditadura militar,
sem que nada acontecesse. Ao longo desses 15 anos, de opressão e repressão, de prisão,
tortura e morte, nenhum diretor ou professor desse Instituto foi processado ou preso (...)”.
O outro exemplo envolve o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), fundado em
1954 que foi extinto, por decreto, dias depois do golpe militar de 1964. Porque um
permaneceu aberto, em funcionamento, e o outro foi fechado e extinto pela ditadura
fascista. A Filosofia torna-se perigosa, subversiva, a partir do momento que deixa de ser

180
essa interminável e estéril ruminação no interior da própria Filosofia, esse eterno repisar
dos mesmos problemas, insolúveis no plano da pura teoria, para tornar-se (...) prática.
Esses dois exemplos são um referencial importante para indicar qual Filosofia se
pretende nesta Diretriz e como pode ser estudada e ao pensar o ensino de Filosofia, esta
Diretriz faz ver, a partir da compreensão expressa por Appel (1999), que não há como atuar
no campo politico e cultural, avançar e consolidar a democracia quando se perde o direito
de pensar, a capacidade de discernimento, o uso autônomo da razão. Quem pensa opõe
resistência.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Tem por objetivo definir os conceitos fundamentais e deve ter claro que o processo
de ensino aprendizagem em Filosofia possui uma peculiaridade que a faz diferente de todas
as outras disciplinas. O aprender e o ensinar em Filosofia só se concretiza na experiência
que acontece em cada aula, superando a passividade, o senso comum e os preconceitos que
trazem do seu dia-a-dia. Na busca de objetivos para o ensino de Filosofia no ensino médio,
deve-se considerar o ensino como problemática central, que exige uma tomada de posição
teórica e prática dos agentes envolvidos no processo.
Desse modo, consideramos algumas práticas que julgamos relevantes para o
entendimento da abordagem, tais como: construir o desenvolvimento e a autonomia do
educando; o diálogo como experiência primordial; substituir o verticalismo e o
autoritarismo pela discussão coletiva e pela participação consciente e responsável dos
educandos.
O ensino de Filosofia não tem apenas por objetivo ensinar algumas filosofias, nem
conteúdos prontos e acabados e não se resume a uma simples técnicas didáticas, e também
não é um treinamento para uma reprodução mecânica de conhecimentos adquiridos através
de uma atividade problematizadora na busca de inteligibilidade daquilo que se apresenta
como problema e como algo interrogativo. E cabe ao docente elaborar o seu programa de
curso, para que possa orientá-lo numa perspectiva que contemple os interesses dos
estudantes de acordo com suas necessidades aplicando com rigor, radicalidade e totalidade.
Fundamentar nas ações, decisões humanas contextualizadas, mediadas pela
linguagem e por uma leitura que manifeste o essencial da experiência filosófica, levando o
181
aluno a analisar o texto filosófico de forma a articular a sua linguagem a sua linguagem
com as construções argumentativas sem trazer prejuízos no todo da obra e no seu
entendimento.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

Os conteúdos estruturantes são conhecimentos basilares de uma disciplina, que se


constituíram historicamente, em contexto e sociedades diferentes, mas que neste momento
ganham sentido político, social e educacional, tendo em vista o estudante do Ensino Médio.
Estas Diretrizes Curriculares propõem a organização do ensino de Filosofia por
meio dos seguintes conteúdos estruturantes:
 Mito e Filosofia;
 Teoria do conhecimento;
 Ética;
 Filosofia política;
 Estética;
 Filosofia da Ciência.

Dada a sua formação, sua especialização, suas leituras, professor de Filosofia poderá
fazer seu planejamento a partir dos conteúdos estruturantes e fará o recorte do específico –
que julgar possível e adequado. Por exemplo: para trabalhar os conteúdos estruturantes
Ética e/ou Filosofia Política, o professor poderá fazer um recorte a partir da perspectiva da
Filosofia latino-americana ou de qualquer outra filosofia, tendo em vista a pluralidade
filosófica da conteiporaneidade. Importante é que o ensino de Filosofia se dê na perspectiva
do diálogo filosófico, sem dogmatismo, puritanismos, niilismo, doutrinação, portanto, sem
qualquer condicionamento do estudante para o ato de filosofar.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

É fundamental os múltiplos instrumentos metodológicos, os quais devem adequar-se


aos possíveis desdobramentos dos conteúdos específicos e conteúdos estruturantes da
182
Filosofia os quais devem ser apresentados em quatro momentos abrangendo a
sensibilização; a problematização; a investigação; a criação de conceitos. O ensino de
Filosofia deve nortear na quem dialoga com a vida, por isso, é importante que, na busca de
resolução do problema, haja preocupação também com uma análise da atualidade, com uma
abordagem contemporânea que remeta o estudante à sua própria realidade. Dessa forma, a
Filosofia ajuda a entender e analisar filosoficamente o problema em questão a ser trazido
para o presente com o intuito de entender o que ocorre hoje e como podemos atuar sobre
eles diante de nossa sociedade.
O Livro Didático Público de Filosofia incorporou, conforme seus limites e
possibilidades, os quatro eixos do ensino de Filosofia: a sensibilização, a problematização,
a investigação e a criação de conceitos, porém sabemos que o livro didático deve ser
aproveitado para enriquecer a investigação filosófica, este conhecimento deve ir muito além
de uma simples investigação dos fenômenos da realidade social. É tarefa primordial do
conhecimento filosófico explicar e explicitar as problemáticas sociais concretas e
contextualizadas, para a clareza que se pretende atingir no sentido da compreensão e
reflexão dos conteúdos pelo aluno. Por fim, entendemos que não só o aluno, mas também
professores e a instituição escolar devem renovar constantemente suas práticas
metodológicas com qualidade e democracia.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação em Filosofia não pode ser concebido como um processo separado, mas
na sua função diagnóstica, ou seja, tem a finalidade de subsidiar e mesmo redirecionar o
curso da ação no processo ensino-aprendizagem, pela qualidade com que professores,
estudantes e a própria instituição de ensino o constróem coletivamente. Por isso, a
avaliação não se restringiria a quantidade de conteúdo que o aluno assimilou, pois o que é
essencial é a capacidade dele argumentar ao assumir suas posições.
O que deve ser levado em conta é a atividade com conceitos, a capacidade de
construir e tomar posições, de detectar os princípios e interesses subjacentes aos temas e
discursos.
Assim, torna importante avaliar a capacidade do aluno do Ensino Médio de
trabalhar e criar conceitos, sob os seguintes pressupostos:
183
- qual conceito trabalhou e criou/recriou;
- qual discurso tinha antes;
- qual discurso tem após o estudo da Filosofia.
Portanto, a avaliação da Filosofia se inicia com a sensibilização, com a coleta do
que o estudante pensava antes e o que pensa após o estudo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 SEED. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do


Paraná. Filosofia.
 REALE, G; ANTISERE, D. História da Filosofia: patrística e escolástica. São Paulo:
Paulus.
 CORBISIER, R. Introdução à Filosofia. 2ª edição. Rio de Janeiro. Civilização
Brasileira, 1986, v.1.
 FERRATER MORA. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Loyola, 2001.
 KONDER, Leandro – O futuro da filosofia da Práxis – O pensamento de Marx no
século XXI, 2006.
 SEED, Livro Didático – Filosofia – Ensino Médio.

DISCIPLINA: FÍSICA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A Física, incorporada em nossa cultura e no aparato social e tecnológico de nossos


dias, torna-se ao mesmo tempo, um instrumento necessário para a compreensão desse
mundo em que vivemos e para a atuação naquele que antivemos sendo seu conhecimento
indispensável a construção da cidadania contemporânea.
Diante disso, entendemos que a Física deve contribuir para a formação dos sujeitos,
porem através de conteúdos que dêem conta do entendimento do objeto de estudo da Física,
ou seja, a compreensão do universo, sua evolução, suas transformações e as interações que
se apresentam.
184
A Física tem como objeto de estudo o universo, em toda a sua complexidade, assim
a astronomia é, talvez, a mais antiga das ciências é o inicio do estudo dos movimentos.
Os gregos deram um enorme salto ao formular racionalmente os princípios
explicativos do movimento, valorizando muito as idéias e pouco a experimentação.
A ampliação da sociedade comercial criou um ambiente próprio para a renovação
cultural que lançou as bases da ciência moderna. Nesse contexto surgiu no século XVI o
personagem símbolo dessa ciência Galileu Galilei com uma nova forma de se conceber o
universo, através da descrição matemática dos fenômenos físicos. Além disso, a
necessidade de testar com experiências concretas, as formulações teóricas.
Outro momento importante ligado a nova ciência vem a partir de Newton e seus
sucessores, ele realizou a síntese da historia da Física através da formulação das leis gerais.
Criou ainda um sistema matemático para resolver problemas de Física.
A partir dos fundamentos lançados por Newton ocorrem importantes inovações
cientificas e técnicas. A aplicação da ciência no desenvolvimento industrial foi tão intensa
que a Europa viveu a Revolução Industrial.
O inicio do século XX é marcado por uma nova revolução no campo cientifico: a
teoria da relatividade, publicada por Einstein em 1905.

De lá para cá, os avanços foram enormes, principalmente com o desenvolvimento da


eletrônica e da computação.
Dessa forma busca-se construir um ensino de Física centrado em conteúdos e
metodologias capazes de levar aos estudantes, uma reflexão sobre o mundo das ciências.
Mas também percebam a não neutralidade de sua produção bem como os aspectos sociais,
políticos, econômicos e culturais desta ciência, seu comprometimento, voltado à formação
de sujeitos que agreguem a visão da natureza, das produções e das relações humanas.
Finalmente, devemos reconhecer a Física enquanto construção histórica, como
atividade social humana, parte de sua cultura, permitindo assim também reconhecer sua
presença no processo produtivo e sua incorporação no saber tecnológico.

185
OBJETIVOS GERAIS DA DISCPLINA

O sucesso do processo ensino-aprendizagem depende em grande parte da interação


professor-aluno e um ambiente favorável ao resgate do prazer em aprender Física.
Entende-se então que a Física deve educar para a cidadania contribuindo para o
desenvolvimento de um sujeito crítico, capaz de admirar a beleza da produção científica ao
longo da história e compreende a necessidade desta dimensão do conhecimento para o
estudo e o entendimento do universo de fenômeno que o cerca.
Que em conjunto sejam compartilhados significados na busca da aprendizagem
quando novas informações interagirem com o conhecimento prévio e que adicionam,
diferenciam, integrem, modifiquem e enriqueçam o conhecimento já existente.
Que a Física contribua para a formação de uma cultura cientifica efetiva, permitindo
ao indivíduo a interpretação de fatos, fenômenos e processos naturais, redimensionando sua
relação com a natureza em transformação na transmissão de conhecimento, valorizando
desde conteúdos específicos até suas implicações históricas.
Nesse sentido devemos reconhecer a Física enquanto construção humana, aspectos
de sua história e relações com o contexto cultural, social, político e econômico, para que o
aluno desenvolva suas próprias potencialidades e habilidades para exercer seu papel na
sociedade compreendendo as etapas do método científico e estabelecendo um diálogo com
temas do cotidiano que se articulem com outras áreas do conhecimento.

Cabe à escola contribuir para esse desenvolvimento promovendo um ensino voltado


a uma formação sólida e ampla, que tenha como foco principal as exigências da vida social
e profissional, apresentado de modo prático e vivencial, privilegiado a interdisciplinaridade
e visão não fragmentada da ciência afim de que o ensino possa ser articulado e dinâmico.

CONTEUDOS POR SÉRIE/ANO

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
- O estudo dos movimentos
- Termodinâmica
- Eletromagnetismo
186
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

1ª SERIE
Estudos dos movimentos
Entidades Fundamentais: espaço, Tempo e massa.
Conceitos Fundamentais: Inércia, Momentum de um corpo, a variação do Momentun e
suas conseqüências.
Conteúdos específicos:
Quantidade de movimento (momentum) e inércia, o papel da massa.
A conservação do momentum;
Variação da quantidade de movimento e impulso: 2ª lei de Newton – a idéia de força;
Conceito de Equilíbrio e 3ª Lei de Newton;
Potência;
Movimentos retilíneos e curvilíneos;
Gravitação universal;
A energia e o princípio da conservação da energia;
Sistemas oscilatórios: movimentos periódicos, oscilações num sistema massa mola,
ondulatória, acústica;
Movimento dos Fluídos: propriedades físicas da matéria, estados de agregação, viscosidade
dos fluídos, comportamento de superfícies e interfaces, estrutura dos materiais;
introdução a sistemas caóticos.

2ª SÉRIE
Termodinâmica
Entidades fundamentais: Calor e entropia
Conceitos fundamentais: Temperatura e calor, reversibilidade e irreversibilidade dos
fenômenos físicos, a conservação da energia.
Conteúdos específicos:
Temperatura e calor
Leis da Termodinâmica: Lei zero da Termodinâmica, equilíbrio térmico, propriedades
termométricas, medidas de temperatura;
187
1ª Lei da Termo: idéia de calor como energia, sistemas termodinâmicos que realizam
trabalho, a conservação da energia;
2ª Lei da Termo: máquinas térmicas, a idéia de entropia, processo irreversíveis/reversíveis;
3ª Lei da Termo: as hipóteses da sua formulação, o comportamento da matéria nas
proximidades do zero absoluto.
As idéias da termodinâmica desenvolvidas no âmbito da Mecânica Quântica e da Mecânica
Estatística. A equalização da energia no contexto da Termodinâmica.

3ª SÉRIE
Entidades Fundamentais: Carga, n pólos magnéticas e campos;
Conceitos Fundamentais: As quatro Leis de Maxwell, a luz como onda eletromagnética.
Conteúdos específicos:
Conceitos de carga e pólos magnéticos;
As Leis de Mxwell: Lei de Coulomb, Leis de Gaus, Leis de Faraday, Lei de Ampere e Lei
de Lenz.
Campo elétrico e magnético, as linhas de campo;
Força elétrica e magnética, Força de Lorentz.
Circuitos elétricos e magnéticos: elementos do circuito, fontes de energia num circuito; as
ondas eletromagnéticas: a luz como onda eletromagnética; Propriedades da luz como uma
onda e como uma partícula: a dualidade onda-partícula; Óptica Física e Geométrica. A
dualidade da matéria;
As interações eletromagnéticas, a estrutura da matéria

CONTEUDOS COMPLEMENTARES
- Evolução da Física (teoria e criadores)
- Matéria e Universo: cosmologia Física
- Eletricidade/eletrônica
- Mecânica de carros
- Física do meio ambiente
- Astronomia
- Física do corpo humano
- Fibras óticas
188
- Laser
- Radioatividade
- Relatividade
- O calor solar e o efeito estufam
- Teoria do caos
- Teoria quântica
- A eletrônica e os computadores
- Hardware e Software
- Raios X e raios Gama
- O efeito fotoelétrico
- Física Moderna e Clássica
- Tópicos da Física contemporânea e tecnológica

189
METODOLOGIA DA DISCIPLINA

O aluno que educamos hoje mudará muito provavelmente de atividade profissional,


várias vezes durante a vida. Para que sejam preparados para a mobilidade, os mesmos
devem desenvolver uma profunda concepção dos conceitos e princípios da Física, tem de
raciocinar claramente e comunicar de modo eficaz, tem de reconhecer aplicações físicas no
mundo que os rodeia e enfrentar problemas de Física, por isso necessitarão de capacidades
básicas que lhes permitam aplicar os seus conhecimentos.
Ressaltamos a importância de um enfoque conceitual, mas que não leve em conta
apenas uma equação matemática, mas que considere o conhecimento cientifico como uma
construção humana com significado histórico e social. Onde nossos alunos possam:
comparar, generalizar, interferir de algum modo e ainda serem capazes de se desenvolver
discussões física, aprendendo a fazer suas próprias investigações sobre os conceitos físicos.
Uma parte significativa dessa forma de proceder, traduz-se em questões e
problemas a serem resolvidos impregnados ao cotidiano dos saberes e fazeres. Como ponto
de partida, trataremos de estimular a observação, classificação e organização dos fatos e
fenômenos a nossa volta segundo os aspectos físicos e funcionais relevantes.
Além disso, que o processo de ensino-aprendizagem parta também do conhecimento
prévio trazido pelos alunos, como fruto de sua experimentação, contribuindo para fazer a
ligação entre a teoria e prática, proporcionando uma melhor interação, para o
desenvolvimento cognitivo e social dos alunos. Oportunizar idênticas possibilidades e
direitos, ainda que apresentem diferenças sociais culturais e pessoais, efetivando-se a
igualdade de oportunidades, considerando a cultura dos povos do campo como processo de
apropriação e ampliação de novos conhecimentos.
Que o conhecimento da Física comece pela pergunta, pela inquietação, pelas
existências de problema e pela curiosidade voltada para os fenômenos físicos, enfatizando-
os qualitativamente, porém sem perda da consciência teórica, incluindo assim a
experimentação para uma melhor compreensão dos fenômenos físicos.
Por isso entende-se também que abordagem histórica dos conteúdos se apresenta
como útil, rica e articulada, pois pode auxiliar os aluno a reconhecerem a ciência, tornado o
conteúdo mais interessante e compreensível.

190
Destaca-se também a presença da tecnologia na educação especialmente o uso dos
computadores que essa tecnologia seja inserida no ensino da física como fonte de
informação, poderoso recurso para alimentar o processo de ensino e aprendizagem, grande
aliado do desenvolvimento cognitivo dos alunos, possibilitando assim um trabalho em
diferentes ritmos de aprendizagem.
Consideramos também que a física deverá ser desenvolvida de forma dinâmica,
motivando os alunos a buscarem o conhecimento, despertando o interesse e podendo ser
prático, mas permitindo ultrapassar o interesse imediato e conduzindo ao raciocínio
levando-os a perceber que a causa e o efeito de um fenômeno devem estar relacionados.
Evidentemente, caberá ao professor que melhor conhece a realidade de seus alunos,
do ponto de vista social, econômico, cultural e pessoal, elaborar a partir dos conteúdos qual
metodologia de ser utilizada para efetivar o ensino-aprendizagem, possibilitando saber qual
o ponto de partida e o de chegada para cada conteúdo. Se pensarmos em termos do
desenvolvimento integral do cidadão, alem da interação dos conteúdos específicos da
Física, temos de acrescentar outros, de outras áreas de conhecimento, o que nos levara à
interdisciplinaridade e transdisciplinaridade.
Assim sendo temos de reconhecer, respeitar, valorizar a cultura-afro, a diversidade
da nação brasileira, a sua descendência, a cultura e história, uma vez que devem educar-se
enquanto cidadãos atuantes no seio de sociedade multicultural e pluriétnica.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação estará inserida no processo ensino e aprendizagem e resultará de várias


atividades que serão realizadas, considerando os aspectos, conceituais e culturais, a
evolução das idéias em Física, a não neutralidade da ciência com o objetivo de verificar o
nível de aprendizagem dos conteúdos propostos levando em conta o progresso do aluno
quanto a esses aspectos.
Dessa forma, a avaliação deve ter um caráter diversificado, levando em
consideração todos os aspectos: a compreensão dos conceitos físicos; a capacidade de
análise de um texto, emissão de opinião que leve em conta o conteúdo físico, a capacidade

191
de elaborar um relatório, atividades a serem apresentadas, avaliações escritas, participação
em seminários trabalhos em equipes, pesquisas dentre outros.
A avaliação deve ser vista como um processo formativo, continuo, processual,
interativo e referencial, capaz de colocar informações mais precisas, mais qualitativas sobre
os processos de aprendizagem que visem ao desenvolvimento do aluno levando-o a
progredir e atingir novos patamares do conhecimento.
O processo avaliativo consiste basicamente na determinação de quanto os objetivos
educacionais estão sendo atingidos, verificando o grau das mudanças desejáveis nos
padrões de comportamento do aluno possibilitando o aperfeiçoamento do processo ensino-
aprendizagem.
Tendo em vista que estamos tratando da avaliação de atividades escolares, esta etapa
também deve estar em sintonia com os objetivos que pretende para o processo educativo,
contribuindo para a formação do espírito crítico e transformativo dos alunos.
A avaliação assumirá um caráter formativo, favorecedor do progresso pessoal e da
autonomia do aluno, integrado ao processo de ensino – aprendizagem, para permitir ao
aluno consciência de seu próprio caminhar em relação ao conhecimento e permitir ao
professor controlar e melhorar a sua prática pedagógica.
Nesse sentido, deve ser considerados o desenvolvimento da capacidade de ser
preocupar com o todo social e com a cidadania, necessárias para a avaliação da veracidade
de informações ou para a emissão de opiniões e juízos de valor em relação a situações
sociais nas quais os aspectos físicos sejam relevantes.
A observação permite ao professor obter informações tanto sobre as habilidades
cognitivas como também sobre os processos utilizados pelos alunos para resolver diferentes
situações-problema e suas atitudes em relação ao conhecimento físico.
Finalmente, podemos afirmar que a avaliação é um elemento significativo do
processo de ensino-aprendizagem envolvendo a pratica pedagógica do professor, o
desempenho do aluno e os princípios que norteiam o trabalho escolar. Ou seja, avaliar só
tem sentido quando utiliza um instrumento para intervir no processo de aprendizagem dos
alunos visando o seu crescimento.

192
BIBLIOGRAFIA
SAUL, Ana Maria - avaliação Emancipatória: Desafio à Teoria e a pratica de currículo,
2ª edição – São Paulo: Artes – 1994.
KUENGER, Acácia Zeneida – Ensino Médio- Construindo uma proposta para os que
vivem do trabalho, 4ª edição – São Paulo – Artez – 2005.
SILVA, Djalma Nunes – Física do Paraná – Novo Ensino médio – 6ª edição – São Paulo
– Ed. Ática- 2003.
PARANÁ/SEED - Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino médio – Curitiba –
SEED, 2006
PARANÁ/Colégio Estadual professor João farias da Costa, proposta pedagógica do
ensino médio- Nova Cantu – Paraná – 2002.
MAXIMIO, Antonio; Física – Volume único – Beatriz Alvarenga – São Paulo – scipione
– 2001.
AMBROSIO D. Ubiratan – etnomatemática – Ela entre a tradição e a modernidade - 2ª
edição – 2005.
LUCKESI, Cipriano Carlos – Avaliação da Aprendizagem Escolar: estudos e
proposições – 17ª ed. – São Paulo: Cortez, 2005.
APPLE, Michael W. – Educação e Poder – Porto Alegre: artmed, 2002.

193
DISCIPLINA: GEOGRAFIA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A geografia era meramente descritiva ou matemática, na Antiguidade. Egípcios,


Gregos, Romanos, dentre outros povos, desenvolveram um conhecimento geográfico
independente e diferenciado dos demais, de acordo com as suas próprias necessidades de
entendimento do mundo que os cercavam.
A ciência geográfica neste período mantém seu caráter descritivo e se dedica a
registrar datas e nomes dos objetos e fenômenos.
É no século XIX que ela começa superar seu caráter descritivo. Somente após os
estudos de Humboldt e Ritter, que a Geografia deixa de ser meio “saber” para se tornar uma
verdadeira ciência, no século XIX, em torno de 1870, contemporâneos, desenvolvem uma
sistematização destes conhecimentos geográficos passado e presente, dando uma
característica própria e exclusiva à geografia, tentando a unicidade Humanidade –
Natureza, enquanto método de estudo da realidade.
A geografia durante o seu desenvolvimento, teve e ainda tem, alguns paradigmas
principais que norteiam a produção científica dos geógrafos,
É nesta perspectiva que nos dias atuais a Geografia procura fundamentar-se numa
abordagem teórica e metodológica, que procura complementar os principais avanços que
ocorreram no interior dessa disciplina, partindo dos métodos de interpretação da realidade
de cada cientista. O determinismo ambiental; método regional; nova geografia; geografia
crítica. Essa corrente procurava agir de maneira diferente de todas as outras anteriores,
justamente por não atender as conveniências governamentais.
Vê - se portanto, que a geografia já nasceu profundamente atrelada aos interesses
das classes dominantes sempre procurando atender as necessidades das mesmas, somente a
partir da década de 70 é que a ciência geografia. Começa a procurar satisfazer as aspirações
da sociedade como um todo, buscando soluções tanto p/ questões internas da própria
geografia como a definição do seu objeto e de suas categorias de análise, quanto p/os
problemas sócio – ambientais que estão hoje colocados de maneira tão evidente. O ensino
da geografia atravessou de forma capenga a segunda revolução industrial especialmente no

194
seu Apogeu. Esse ensino foi gerado pela primeira revolução industrial, \com o avanço do
fordismo e em especial da internacionalidade da economia notadamente após a 2º guerra
mundial, essa disciplina escolar nacionalista e voltada para memorização sofreu muito e
sobrevive. Em alguns países, essa disciplina foi até retiradas dos currículos escolares sendo
fragmentada e incluída, junto com a história e o sociologia sob o rótulo de estudos sociais
mas a terceira revolução industrial veio mudar esse Quadro, no final dos anos 80, os EUA
aboliram a disciplina estudos sociais e colocaram novamente a geografia nas escolas
elementares e médias.
O retorno do ensino da geografia, consolidado no séc. XIX até os dias de hoje, veio
apresentando significativas mudanças teóricas e metodológicas. Frente a isto pode-se dizer
que o ensino da geografia deve ensinar, ou melhor, deixar o aluno descobrir o mundo em
que vivemos, com especial atenção para a globalização e as escalas locais e nacionais,
enfocando criticamente a questão ambiental e as relações sociedades/ natureza. É por esse
caminho, que a geografia escolar vai sobrevivendo e até mesmo ganhando novos espaços
nos melhores sistemas educacionais.
Os profissionais no ensino de Geografia buscam através do seu fazer pedagógico
ampliar o conhecimento do aluno sobre o mundo, sobre as relações entre a sociedade e a
natureza, das quais participa, e promover valores e atitudes que concorram para a
construção de uma sociedade melhor.
O Ensino Médio constitui a etapa final do ensino básico. É portanto, o momento em
que devem ser consolidados, complementado e aprofundados os conteúdos. Nesta etapa, na
qual se amplia o domínio cognitivo, instrumental afetivo, valorativo, é importante que o
docente tenha, um bom conhecimento, de sua área de atuação.è a geografia a disciplina que
assume como objeto principal de atenção, na área de sociedade e cultura do ensino médio,
a análise dos fenômenos socioambientais na perspectiva de sua especialidade e que toma
como orientações privilegiadas de trabalho aquelas quê tem sido adotadas entre os
professores preocupados com a mudanças na prática que desenvolvem.

195
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Buscar-se no ensino médio orientar a formação de um cidadão para aprender a


conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Isto é, deve buscar um
modo de transformar indivíduos tutelados e infantilizados em pessoas em pleno exercício
da cidadania, cujos saberes se revelem em competência cognitivas, sócio-afetivas e
psicomotoras e nos valores de sensibilidade e solidariedade necessários ao aprimoramento
da vida neste país e neste planeta.
No ensino médio o processo de ensino- aprendizagem indicam a sistematização de
um conjunto de disposições e atitudes como pesquisar, selecionar informações, analisar,
sintetizar, argumentar, negociar significados, cooperar de forma que o aluno possa
participar do mundo social, incluindo-se aí a cidadania, o trabalho e a continuidade dos
estudos.

CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
 Dimensão Sócio-Ambiental
 A Dimensão Econômica da Produção no Espaço
 Dinâmica Cultural e Democrática.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
1º ANO
Paisagem e Espaço Geográfico;
 A Sociedade Tecnológica;
 A Internacionalização da Economia . A Globalização;
 Os Blocos Econômicos e a Formação dos Grandes Mercados;
 Estatística Expressa em Gráfico;
 A Dinâmica da População;
 Distribuição da População Mundial;

196
 O Crescimento Demográfico;
 Pirâmides Etária;
 Países Desenvolvidos e Países Subdesenvolvidos;
 Políticas Demográficas Contemporâneas;
 As Migrações Internacionais e seus problemas;
 Os Conflitos no Mundo Contemporâneo;
 As Atividades Agropecuária e os Sistemas Agrários;
 A Atividade Industrial no Mundo;
 Energia. O motor da vida Moderna;
 A Destruição da Natureza;
 As Atividades Humanas;
 Impactos Ambientais;
 A Destruição da Natureza, Erosão e Poluição do Solo por Agrotóxicos;
 O Lixo Urbano e os Impactos Ambientais causados pela Poluição

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
 Dimensão Sócio-Ambiental
 A Dimensão Econômica da Produção no Espaço
 Dinâmica Cultural e Democrática.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
2º ANO
O Capitalismo e a Construção do Espaço Geográfico;
 O Socialismo;
 O Capitalismo X Socialismo, e a Guerra Fria;
 O Mundo Pós- Guerra Fria;
 O Subdesenvolvimento;
 Novos Países Industrializados; Substituição das Importações;
 O Comércio Mundial;
 As Novas Migrações Internacionais e a Xenofobia;

197
 A Urbanização e o Espaço Mundial;
 A Industrialização e os Impactos Ambientais no Espaço Urbano;
 O Modo de Vida da Sociedade Urbana- Industrial;
 O Desemprego e a Economia Informal;
 Os Processos de Terciarização da Economia e Terceirização;
 A Modernização da Agropecuária no Mundo.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
 Dimensão Sócio-Ambiental
 A Dimensão Econômica da Produção no Espaço
 Dinâmica Cultural e Democrática.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
3º ANO
 A Formação e a Expansão do Território Brasileiro;
 O Clima do Brasil;
 Ecossistema Brasileiro;
 Brasil, Estrutura Geológica e Relevo;
 O Espaço Agropecuário Brasileiro;
 Recursos Minerais do Brasil;
 Os Transportes no Brasil;
 Recursos Energéticos do Brasil;
 Os Domínios Vegetais no Brasil;
 O Sertão Nordestino;
 A Industria da Seca;
 Cartogramas e Mapas Temáticos;
 A Primeira Ocupação do Território Brasileiro;
 A Imigração no sul do Brasil- O Colonato de Posse;
 A Imigração em São Paulo- Assalariamento;
 As Migrações no Espaço Brasileiro;

198
 Distribuição Atual da População Brasileira;
 O Crescimento Demográfico Brasileiro;
 Indicadores Sócio- Culturais da População Brasileira.

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES.
- Política na atualidade.
- Economia no Brasil.
- Cidadania.
- Ecologia
- Impactos ambientais.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

O trabalho em grupo é uma das maneiras dos indivíduos exercitarem a


“convivência”, a socialização valores humanos interagem e constroem uma consciência
coletiva. Ele é estratégia fundamental para a troca de experiências e montagem dos
esquemas de trabalho pedagógico. No momento em que os grupos vão atuar, objetivos de
trabalho, dinâmica de atuação, etapas previstas e papéis de cada um no grupo já devem
estar definidos, bem como as fases anteriores do processo, com a ajuda do professor e de
acordo com o nível de desenvolvimento dos alunos. Os dados por eles coletados deverão
ser discutidos, analisados, fundamentados e sintetizados de acordo com os objetivos
propostos para o trabalho.
O ensino de Geografia, desta perspectiva teórica implica numa alfabetização
geográfica, ou seja, ensinar o aluno a ler o Espaço Geográfico. A busca da compreensão das
escolhas das localizações e das relações políticas, sociais, culturais e econômicas que as
orientam, nos remete a necessidade de pensar no referencial teórico que sustenta toda esta
reflexão.
A natureza, diversificada em toda a extensão da superfície terrestre, obrigou o
homem a adaptar-se a ela e ele o fz, criando formas, desenvolvendo técnicas, hábitos, usos
e costumes, que lhe permitiram utilizar os recursos naturais disponíveis.

199
As teorias críticas da geografia, procuram entender a sociedade em todos os seus
aspectos e nas relações que estabelece com a natureza para produção do espaço geográfico.
Ou seja, a sociedade é entendida como aquela que produz um intercâmbio com a natureza,
transformando-a em função de seus interesses econômicos e ao mesmo tempo sendo
influenciado por ela, criando desta forma, seus espaços de acordo com as relações políticas
e as manifestações culturais.
O conceito de sociedade é discutido também a partir das relações que se
estabelecem entre sua composição local, em suas relações com sociedades distantes
(relação global – local) e com os migrantes que têm fortes ligações com seu espaço de
origem e que ao se movimentarem levam influência do mesmo. Cabe destacar ainda que o
conceito de sociedade deve continuar associado aos estudos estatísticos, importantes para as
discussões políticas sobre planejamento ambiental, rural, industrial e urbano,
demonstrando, desta forma, as contradições sociais (etnia, religião, gênero, faixa-etária,
distribuição populacional, entre outros) existentes de dentro de uma mesma sociedade.
Considera-se que o ensino de geografia deve subsidiar os alunos a pensar e agir
criticamente, buscando elementos que permitam compreender e explicar o mundo, cabendo
assim a disciplina a função de preparar o aluno para uma leitura crítica da produção social
do espaço, negando a “naturalidade” dos fenômenos que imprimem uma passividade aos
indivíduos.
A partir desses apontamentos, cabe à escola, como um dos lugares onde se analisa,
produz e sistematiza-se conhecimentos, subsidiar os alunos no enriquecimento e
sistematização dos saberes para que sejam sujeitos capazes de interpretar com olhar crítico,
o mundo que os cerca.
Vale, ainda, ressaltar que o ensino de geografia, numa proposta que supere a
memorização e a identificação como únicas formas de saber, requer uma análise mais
integrada e integradora, que não se ausente de observação e da descrição, mas que chegue
à análise, a compreensão e ao desvendamento da realidade, utilizando-se de procedimentos
metodológicos que incorporem entrevistas, a população, aplicação de questionários,
formação de série fotográficos, análise de materiais de jornais, tabelamento de dados, ou
seja, superando os limites do livro didático, aproximando o educando da realidade em que
se insere, criando a possibilidade de desvendar/ criar.

200
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação realizada com os alunos possibilita ao sistema de ensino verificar como


está atingindo seus objetivos, portanto, nesta avaliação ele tem uma possibilidade de
autocompreensão.
O professor na medida em que está atento ao andamento dos seus alunos, poderá,
através da avaliação da aprendizagem, verificar o quanto o seu trabalho está sendo eficiente
e em que pode melhorar.
Procurar realizar uma avaliação diagnóstica para o educando onde o mesmo será
avaliado no cotidiano escolar através do seu interesse nos conteúdos trabalhados; atuação
nos trabalhos coletivos e individuais na sala; apresentação de seminários e avaliações
descritivas.
Transportando essa compreensão para a aprendizagem, podemos entender a
avaliação da aprendizagem escolar como um ato de sociabilização, na medida em que a
avaliação tem por objetivo diagnosticar e incluir o educando, pelos mais variados meios, no
curso da aprendizagem satisfatório, que integre todas as suas experiências de vida.
Os profissionais no ensino de Geografia buscam através do seu fazer pedagógico
ampliar o conhecimento do aluno sobre o mundo, sobre as relações entre a sociedade e a
natureza, das quais participa, e promover valores e atitudes que concorram para a
construção de uma sociedade melhor.
Avaliação é um processo abrangente da existência humana, que implica uma
reflexão crítica sobre a prática, no sentido de se captar seus avanços, suas resistências, suas
dificuldades e possibilitar uma tomada de decisões sobre o que fazer para superar os
obstáculos.
Nosso trabalho se coloca numa dupla perspectiva: inicialmente, tentar despertar o
querer mudar em todos sentidos, através de uma crítica ao problema para possibilitar o
desequilíbrio, o acordar, o aprofundamento da compreensão, a tomada de consciência da
contradição; em seguida, a partir de um redirecionamento de perspectivas, oferecer alguns
subsídios para orientar concretamente os que querem realmente mudar.

201
Desta perspectiva, a avaliação formativa deve ser diagnóstica e continuada, pois dá
ênfase ao aprender. Considera que os alunos possuem rítmos e processos de aprendizagem
diferentes e, por ser contínua e diagnóstica, aponta as dificuldades, possibilitando assim que
a intervenção pedagógica aconteça a todo o tempo. Informa os sujeitos do processo
(professor e alunos) ajuda-os a refletir.

202
BIBLIOGRAFIA

CALLAI, Helena Capetti – Geografia em sala de aula; Marina, Lucia, Osvaldo Riffer e
Acácia Kuenzer. – edições Compactado;
VASCONCELLO, Celso dos Santos – Avaliação.
PARANÁ SEED – Diretrizes Curriculares de Geografia do Ensino Médio.

203
DISCIPLINA: HISTÓRIA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Até a década de 1970 o Ensino de História seguia a linha tradicional, valorizando


alguns personagens como sujeitos da historia, e sua atuação em fatos políticos, os
conteúdos históricos eram abordados de forma factual e linear: a pratica era expositiva e
aos alunos cabia a memorização e repetição.
A obrigatoriedade do Ensino de História data a criação do Colégio D. Pedro II em
1837, neste ano foi criado o instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), que
instituiu a História como disciplina acadêmica, seus professores construíram os programas
escolares, os manuais didáticos e as orientações dos conteúdos a serem ensinados, os quais
foram elaborados de acordo com a Escola Metódica e Positivismo, caracterizando a
História política, uso restrito de documentos oficiais e escritos e valorização dos heróis.
A narrativa histórica apresentava o modelo de nação brasileira, como extensão da
História da Europa Ocidental, propondo a nacionalidade sintetizada na raça branca, índia e
negra, predominando a ideologia do branqueamento. Era conservadora, objetivava legitimar
os valores aristocráticos e excluindo as pessoas comuns como sujeitos históricos.
Este modelo foi mantido no início da República (1889), o Colégio D.Pedro II
continuou a ser referência para a organização educacional brasileira. Tendo sido alterado o
currículo em 1901, quando foi inserido na História Universal. Retornou o tema História do
Brasil no Governo de Getúlio Vargas (1882-1954) vinculado ao projeto político nacionalista
do estado novo, por meio da Lei Orgânica do Ensino Secundário de 1942, restrito para a
elite, contribuiu para a legitimidade do projeto nacionalista.
Foi marcado por debates teóricos sobre a inclusão dos Estudos Sociais desde os anos 1930,
passando a fazer parte dos debates educacionais por meio da Escola Nova. Na década de
1950 é instituído o Programa de assistência Brasileiro Americano ao Ensino Elementar
(PABAEE), cujo objetivo era implantar o Ensino de Escola Normal Primária, servindo de
referencia para implantação dos Estudos Sociais no Ensino de 1º grau, por força da Lei
5.692/71.

204
No Regime Militar de 1964 manteve seu caráter político, pautado no estudo de
fontes oficiais, mantendo os grandes heróis como sujeitos da História e ex: para as novas
gerações. O ensino continuou hierarquizado e nacionalista sem espaço para crítica e
interpretações dos fatos, visando à formação de indivíduos passivos.
O Estado figurava o principal sujeito histórico, exemplificado nas obras dos
governantes e elites condutoras do país.
A partir da Lei nº 5692/71 o Estado organizou o primeiro grau de oito anos e o
segundo grau profissionalizante. O ensino centrado numa formação tecnicista preparatória
para o trabalho, assim as disciplinas de Ciências Humanas perderam espaço no currículo,
sendo que as disciplinas de História e Geografia foram consideradas como área de Estudos
sociais, dividindo espaço com Educação moral e cívica (EMC) no 2.º grau a carga de
História foi reduzida com a inserção de Organização Social e Política Brasileira (OSPB).
O ensino de História tinha como prioridade ajustar o aluno ao cumprimento de seus
deveres patrióticos privilegiando noções e conceitos básicos adaptados à realidade,
distanciado da produção historiográfico acadêmico. Em 1980, com o fim da Ditadura
Militar e o inicio de redemocratização de sociedade houve a aproximação entre a educação
básica e a superior.
No início dos anos 1990, cresceram os debates em torno das reformas democráticas
na área educacional, surgindo novas propostas do Ensino de História, o que levou à
produção de materiais didáticos e paradidáticos, incorporando a nova historiografia.
No Paraná, a proposta de renovação do ensino de História, fundamentou-se na
pedagogia histórico-crítica, por meio do Currículo Básico para a Escola Pública do Estado
do Paraná (1990) coerente com a redemocratização política do Brasil, valorizando as ações
dos sujeitos, relacionadas ao processo histórico social, incluindo o estudo da produção do
conhecimento histórico, contrariando os pressupostos teóricos do ensino da história
tradicional baseado na memorização, exercícios de fixação e livros didáticos. No Segundo
Grau, o documento reestruturação do Ensino de 2º grau no Paraná (1990) que apresentava
uma proposta pedagógica a partir da formação de capitalismo no mundo ocidental e a
integração do Brasil. O reconhecimento dos novos cursos de ensino médio, vinculados a
estrutura do ambiente escolar com bibliotecas, laboratórios, informática etc. visando a

205
preparação para o trabalho, de acordo com os princípios propostos pela Unesco, o ensino de
História contextualizado em função do mercado de trabalho até o final de 2002.
Em 2003 a SEED organizou um projeto de formação continuada para os
professores, articulado as diretrizes curriculares, visando a orientação comum ao Ensino de
História para a rede pública, incluindo no currículo a obrigatoriedade de História e Cultura
Afro-Brasileira, seguida das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das
Relações étnico –Racionais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA

No ensino de História devemos ter sempre como perspectiva, além dos objetivos
inerentes a própria disciplina, a formação da cidadania e dos valores democráticos tarefas
complexa e cheia de riscos especialmente porque não temos uma tradição de vida
democrática. As diferenças culturais e na defesa da pluralidade deve pautar o ensino e as
atividades de reflexão pesquisa e debates na sala de aula.
Conscientizar ao educando que este e parte do mundo e agente transformador da
realidade. É necessário estimular um olhar critico sobre a história e leitura , a reflexão , a
análise e as exposições escritas e orais , pessoais e em grupo. Outro aspecto fundamental
refere-se ao fato de se garantir que os diferentes temas assuntos que venham a ser
trabalhados se relacionam com o universo amplo ou particular de diferentes sujeitos sociais
situados nos mais variados contextos sociais, especiais e temporais. Essa condição
constitui-se, em um principio fundamental que pode contribuir decisivamente para que os
educandos se percebam como sujeitos sociais e construtores de conhecimento histórico.
Tendo como objetivos de estudos as ações e realizações humanas praticadas no
tempo , que são as formas de agir , de pensar , de representar , imaginar, instituir ou seja de
se relacionar social, cultural e politicamente.
Estas relações condicionam os limites as possibilidades de transformação das
estruturas sócio-históricas, que mesmo condicionadas, estas ações permitem espaços para
escolhas e projetos de futuro.

206
Deve-se estudar as relações dos seres humanos com os fenômenos naturais, tais
como condições geográficas físicas e biológicas de uma determinada época e locais ,numa
constante reformulação do conhecimento históricos. Todas as atividades cotidianas devem
ser estudadas ;o trabalho, o pensamento,as crendices populares, a sexualidade, a literatura,
a vida da mulher, práticas de higiene etc.
Nas questões políticas, econômicas e culturais: relações pessoais, familiares, étnicas
de gêneros, ritos, símbolos, meios de comunicação e transmissão de tradições. As pesquisas
são múltiplas: através de imagens cartas pessoais, grafites, letras de músicas, depoimentos
de pessoas comuns, manifestações artísticas, permitindo a vivência em um mundo
globalizado , diversificado e plural , mas propenso ao choque de culturas, aos confortos do
senso comum e as escalas de valores.
Pode compreender e atualizar com conhecimentos de causa as contribuições da
ciência e da tecnologia, onde possa ampliar a experiência educativa, estabelecendo relações
positivas com a comunidade e a sociedade e os espaços virtuais. Tornar se conhecedor de
sua própria história e da pluralidade de histórias presentes e passadas, aprendendo a realizar
análises.interpretações a cerca da sociedade atual.

CONTEÚDO ESTRUTURANTES
 Relações de Trabalho
 Relações de Poder
 Relações culturais

CONTEÚDO ESPECÍFICO
1º ANO
 Cultura, natureza evolução cultural, evolução biológica, nomadismo, sedentarismo,
sitio arqueológico e migrações.
 Moda de produção asiática.
 Estado, monarquia teocrática, civilização ,império.
 Agricultura de regadio.
 Comunidade primitiva, classe social, democracia, oligarquia, aristocracia, tirania,
império.

207
 Contradição, conjuntura, crise.
 República.
 Aculturação.
 Feudalismo, subsistência poder pessoal, vassalagem, senhoria servidor, baixa
produtividade, troca natural, comparações de ofícios.
 Manoteismo, estado teocrático Heresia burocracia.
 Cosmoplita.
 Trocas culturais.- Cultura Afro.

CONTEUDOS COMPLEMENTARES
 A importância da nossa cultura local e regional no Paraná
 Agenda 21.

CONTEÚDO ESTRUTURANTES
 Relações de Trabalho
 Relações de Poder
 Relações culturais

CONTEÚDO ESPECÍFICO
2º ANO
 A centralização do poder.
 O Renascimento e o humanismo.
 Os europeus chegar a América.
 Reforma e contra –reforma e o antigo regime.
 As sociedades da mesoamérica.
 Os povos do sul. Incas e Tupis a ocupação do continente americano.
 A colonização portuguesa na América e o doce sabor do açúcar – os trabalhadores
do açúcar.
 A União Ibérica.
 A Supremacia inglesa na Europa.

208
 A colonização inglesa na América do norte.
 Portugal sob a proteção da Inglaterra – as cidades de ouro – sob a égide do Marques
de Pombal.
 Revolução Industrial – O iluminismo.
 A independência das treze colônias inglesa.
 A revolução Francesa, o período napoleônico.
 A independência das colônias da América espanhola
 Rebeliões na América portuguesa.
 A família real no Brasil
 Independência ou Morte.
 Os Estrangeiros em nossa Terra- colonização, Política, a greve operaria, Escravidão
no Paraná, Povoamento.

CONTEUDOS COMPLEMENTARES
 Comemorações folclóricas e cívicas
 Ética e cidadania.

CONTEÚDO ESTRUTURANTES

 Relações de Trabalho
 Relações de Poder
 Relações culturais

CONTEÚDO ESPECÍFICO
3º ANO
 Liberalismo, nacionalismo e socialismo na Europa.
 Itália e Alemanha, a unificação tardia.
 O imperialismo.
 Brasil o estado nacional se organiza.
 Da regência ao segundo reinado a construção da ordem.

209
 A republica é implantada no Brasil.
 A primeira guerra mundial e a Revolução Russa.
 Brasil a Política na República do café – com – leite e revoltas de norte a sul.
 A república em crise e a segunda guerra mundial.
 O Brasil de Vargas.
 Capitalismo e Socialismo: o mundo em guerra fria.
 Descolonização da África, Ásia, América latina e Estados Unidos.
 O Brasil em tempos de democracia.
 A desintegração da União Soviética, a globalização, os paises riscos, os paises
pobres e em desenvolvimentos.
 Brasil a construção do futuro.
 Cultura Paranaense- conflitos de terra no Paraná, o território do Iguaçu, a revolta
dos posseiros, contestado , a Historia e sua economia Paranaense , ouro
tropeirismo , mate, madeira, café, suinocultura.

CONTEUDOS COMPLEMENTARES
 Ética e cidadania
 Agenda 21.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

Sendo o ensino de história, uma articulação do passado com o presente, é necessário


que seja organizado de forma seletiva e critica, englobando fragmentos ou ruínas do
passado, que deverão ser analisados segundo seguindo determinados valores, idéias e
procedimentos históricos com o objetivo de reconstituir fatos e vidas das sociedades e
culturas do passado, sua interligação e influência nas sociedades atuais.
Os conteúdos foram propostos de tal forma a construção da identidade pessoal do
educando, da formação de uma personalidade democrática, através do estudo de temas e
conceitos referentes á vida, propiciadora de participações sociais organizadas,
providenciadores dos exercícios da cidadania.

210
Dentro deste contexto devemos possibilitar o educando portador de deficiências sua
inclusão aos demais de forma igualitária visando novos métodos educativos possibilitando-
os a reintegração de seus valores culturais e morais dentro da sociedade. Quanto mais
inseridos melhor, sua adaptação e independência.
A organização dos conhecimentos adquiridos, desenvolvidos pelos educandos no
exercício de sua escolaridade, contemplando a linguagem escrita ou linguagens disponíveis
nas tecnologias da comunicação. Distinguir os diferentes.
Modos das convivências nelas existentes, proporcionando iniciativas e autonomias
na realização de trabalhos individuais e coletivos, voltados para as grandes transformações
tecnológicas e impactos que elas produzem na vida das sociedades.
A história para os alunos do ensino médio proporcionara condições para que ele
amplie conceitos introduzidos nas séries anteriores do ensino fundamental,contribuindo
assim para a construção de laços de identidade, pais o ensino de história passará a
desempenhar um importante papel na configuração de identidade, nas relações pessoais
com grupo de convívio com as classes, grupos sociais, culturais valores e gerações do
passado e do presente.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

Avaliação é um processo abrangente da existência humana que implica uma


reflexão crítica sobre a prática no sentido de captar seus avanços, suas resistências, suas
dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que fazer para superar os
obstáculos e poder garantir a formação integral do sujeito pela mediação da construção do
conhecimento e aprendizagem do aluno. Dentro da proposta a avaliação não deve ser
realizada em momentos separados do processo do ensino aprendizagem e verificar o nível
de aprendizagem, dos conteúdos propostos. Com esses dados o educador e educando
poderão refletir sobre o resultado atingido, tomando novas decisões sobre as formas mais
eficazes de ensinar e aprender. Sempre que for necessário o professor deverá buscar novos
modelos, metodologias de ensino, tornando a aprendizagem mais significativa para o aluno,
o que provavelmente resultará num melhor resultado.

211
O avaliar deverá estar presente durante todo o processo educacional e não em
períodos específicos, deverá estar em conformidade com os objetivos bem claros como
norteadores do processo educacional nos comportamentos dos domínios cognitivos, afetivo
e psicomotor. Deve-se levar em conta todo o rendimento escolar através da percepção,
pensamento, emoção, expectativa do educando.
É importante ressaltar que os conteúdos de história sejam significativos porque
ajudam os alunos a entender o presente, sobretudo porque algo do presente os preocupa e,
por isto, constroem o seu diálogo.

212
BIBLIOGRAFIA

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação: Concepção dialética libertadora do


processo de avaliação escolar, 1956.
ANTONIO, Pedro. História da Civilização Ocidental, Ensino Médio – Volume único.
São Paulo, FDT, 2004.
FIGUEIRA, Divalte Garcia. História – Ensino Médio. Volume Único. Editora Ática,
2006.
PÁTIO. Ano 10 – Revista Pedagógica. Artmed – Editora – Fevereiro/abril/2006.
NEVES, Léo de Almeida, 1932. Vivência de Fatos Históricos. São Paulo: Paz e Terra,
2002.
HUGLES, Warrington, Marnie. 50 grandes pensadores da História. São Paulo, Editora
Contexto, 2005.
RIBEIRO, Darcy, 1992. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas
no Brasil moderno. Editora Schwarcz Ltda.
STECA, Lucinéia Cunha. História do Paraná: do século XVI a década de 1950. Editora
Eduel.
Paraná SEED – Diretrizes Curriculares de História para o Ensino Médio – Curitiba
SEED - 2006

213
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Em meados do século XVIII, o Marquês de Pombal torna obrigatório o ensino da


língua portuguesa em Portugal e no Brasil. Em 1837, o estudo da Língua Portuguesa foi
incluído no currículo sob as formas das disciplinas de Gramática, Retórica e Poética:
abrangendo, esta última, a Literatura somente no século XIX, o conteúdo gramatical
ganhou a denominação de português e, em 1871 foi criado, no Brasil, por decreto imperial,
o cargo de Professor de Português.
No século XIX, o ensino de língua materna relacionava-se a uma tradição de teoria
e análise com raízes na filosofia grega, em que a linguagem era usada como expressão de
pensamento. Só no início do século XX, com as novas teorias lingüísticas, começam a se
ouvir os ecos de uma mudança, mas, ainda assim, o ensino de Língua Portuguesa se
mantinha voltado à tradição gramatical, buscando-se a homogeneidade padronizada e
desprezando-se a heterogeneidade dialetal.
O ensino da Língua portuguesa manteve a sua característica elitista até meados do
século XX, quando se iniciou, no Brasil a partir de 1967, um processo de “democratização”
do ensino, com a ampliação de vagas, a eliminação dos chamados exames de admissão,
entre outros fatores. (Frederico e Osakabe, 2004, p.61).
Como conseqüência desse processo de “democratização”, a multiplicação de alunos,
as condições escolares e pedagógicas, as necessidades e as exigências culturais passam a
ser outras bem diferentes. A disciplina de português, com a lei 5692/71, passou a
denominar-se, no primeiro grau, Comunicação e expressão (nas quatro primeiras séries) e
comunicação em Língua Portuguesa (nas quatro últimas séries), baseando-se,
principalmente, nos estudos de Jakobson, referentes à teoria da comunicação.
Segundo Geraldi (1977), se, por um lado, tais pesquisas trouxeram avanços para o
ensino de Língua Portuguesa, por outro, tornaram-se hegemônicos em relação aos estudos
literários, trazendo o desprestígio da função poética em proveito da função referencial da
linguagem.

214
A partir dos anos 70, o ensino da literatura restringiu-se ao então 2º grau, com
abordagens estruturalistas ou historiográficas do texto literário. Na análise do texto
poético, por exemplo, utilizava-se o método francês de análise literária, ou seja, propunha-
se à análise do texto, segundo as estruturas formais, rimas, canção de versos, ritmo,
estrofes, etc. nesse processo de ensino, cabia ao professor a conclusão da análise literária e
aos alunos a condição de meros ouvintes.
A busca da superação desse ensino normativo, historiográfico, tanto com a quebra
do cânone e a crescente valorização do leitor, bem como com a percepção da
impossibilidade de totalização ou centralização referencial, só recentemente tem alcançado
os estudos curriculares e, particularmente, o ensino de Língua e Literatura, seja através do
impacto dos pensadores contemporâneos como Deleuze, Foucault, Derrida e Barthes, seja
através dos novos campos de saber ou novos espaços teóricos como Análise do Discurso,
teoria da Enunciação, Teorias da Leitura, Pensamento da desconstrução, etc.
Um dos grandes objetivos da disciplina é compreender e usar os sistemas
simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade
pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação.
Torna-se, pois fundamental, compreender que as significações dadas às várias
manifestações contribuem com a formação geral dos alunos e, nesse sentido, a linguagem
na escola passa ser o objetivo de reflexão e análise, permitindo ao aluno a superação e/ou a
transformação dos significados veiculados.
Na perspectiva de superação efetiva dessa postura, estas Diretrizes fundamentam o
trabalho pedagógico com a Língua Portuguesa/Literatura, considerando o processo
dinâmico e histórico dos agentes na interação verbal, tanto na constituição social da
linguagem, quanto dos sujeitos que por meio dela interagem.
A LDB nº 9394, de 20/12/1996, estabelece, em seu Art.36, que a língua portuguesa
será encarada como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da
cidadania, contemplando, assim, todas as modalidades expressivas, sem encará-las de
forma privilegiada ou não. Os ensinos de 1º e 2º graus passam, respectivamente, a ensinos
fundamental e médio.

215
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Um dos grandes objetivos da disciplina é compreender e usar os sistemas


simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade
pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação, O ensino da
Língua Portuguesa e da Literatura requer clareza dos princípios da linguagem verbal, pois é
dela que o homem se serve antes de tudo para construir o seu mundo e sua história. Dentro
do sistema lingüístico. Linguagem verbal é a soma do homem e de sua representação
sócio-cultural.
A língua é uma das realidades mais fantásticas: vivemos entrelaçados pelas
palavras; ela estabelece todas as nossas relações e nossos limites que se constitui através
dessa interação.
Os textos literários abrem um fértil espaço para um trabalho integrado com outros
textos, criando uma rede para múltiplas leituras do mundo e para a compreensão e
apreensão do potencial expressivo da linguagem. Permitindo também um trabalho
integrado com outras linguagens.(artes plásticas, música, cinema), criando condições para a
percepção do fazer artístico em geral, seja de suas especificidade, seja de suas dimensões
histórico-culturais.
Na linguagem o homem se reconhece humano, interage e troca experiências,
compreende a realidade em que está inserido e o papel como participante da sociedade,
para que isso ocorra os objetivos devem seguir uma fundamentação em todo processo
ensino/aprendizagem.
Ao empregar a oralidade em suas diferentes situações de uso, o educando precisa
adequá-la em seu contexto, descobrindo as intenções que estão implícitas nos discursos do
cotidiano e posicionando –se diante dos mesmos, compreendendo a linguagem como
interação social e ampliando o reconhecimento do outro e de si próprio, aproximando-se
cada vez mais o entendimento mútuo.
Os conhecimentos adquiridos por meio da prática e análise lingüística ajudam
expandir a capacidade de monitoração das possibilidades de uso da linguagem, ampliando a
capacidade de análise crítica. As reflexões sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos,

216
atualizam o gênero e o tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na
sua organização.
A língua escrita em situações discursivas realizadas por meios de práticas sociais,
propicia a interação, aprimorando o contato com textos literários, a capacidade de
pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos através da literatura, constituindo
um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do trabalho com práticas da oralidade,
da leitura e da escrita.

CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

 Texto Literário e não Literário;


 Historiografia e Pesquisa e Análise Literária.
 Argumentação;
 Variações Lingüísticas;
 Análise do Discurso;
 Contextualização;
 Morfologia;
 Sintaxe;
 Formação de Palavras;
 Semântica;
 Sintagma Nominal e Verbal;
 Termos Integrantes da Oração;
 Estrutura e Formação das Palavras;
 Recursos de Estilo;
 Temas Transversais (Meio Ambiente, Saúde, Drogas, D.S.T, Ética, Cidadania,
Família),
 Tecnologia Educacional
.

217
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

1º ANO
 Leitura e análise de textos;
 Produção de textos;
 Linguagem, língua e fala;
 Sílaba;
 Significado da palavra;
 Denotação e conotação;
 Fonologia;
 Funções da linguagem; Ortografia; Acentuação;
 Pontuação; Poesia e Versificação;
 Tipos de textos e suas linguagens; Gêneros Literários;
 Origem da Língua Portuguesa.

2º ANO
 Leitura e compreensão de textos;
 Produção de textos;
 Humanismo;
 Literatura Informativa sobre o Brasil;
 O Barroco em Portugal;
 O Barroco no Brasil; Arcadismo;
 Romantismo em Portugal;
 Romantismo no Brasil;
 Realismo no Brasil;
 Ortografia e Pontuação;
 Crase;
 Classes de Palavras;
 Concordância nominal;

218
 Concordância Verbal.

3º ANO
 Articulação entre o texto e conteúdo;
 Produção de textos orais e escritos;
 Análise lingüística (propaganda, Jornal);
 Diferentes tipos de textos;
 Ortografia;
 Acentuação (crase);
 Pronomes demonstrativos;
 Classes de palavras (revisão);
 Complemento Nominal;
 Complemento Verba;
 Aposto e vocativo;
 Semântica;
 Pré-Modernismo em Portugal e no Brasil;
 Contexto histórico e social;
 Principais autores e obras;
 Modernismo em Portugal;
 Modernismo no Brasil;
 Literatura Contemporânea.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

Fundamentar a metodologia do trabalho pedagógico com a Língua Materna na


natureza social do discurso e da própria língua significa compreender que são os produtos
das ações com a linguagem que constituem os objetos de ensino.

219
Nessa perspectiva, a partir das experiências dos educandos que a língua se transforma em
objeto de reflexão, tendo em vista o resultado de sua produção oral ou escrita ou de sua
leitura.
A Oralidade é vista como uma prática social interativa utilizada em momentos de
comunicação através de vários gêneros formas com fundamentação na realidade sonora.
Precisam ser desenvolvidas em sala de aula atividades que favoreçam o desenvolvimento
das habilidades de falar e ouvir.
As possibilidades de trabalho com a oralidade são muito ricas e nos apontam
diferentes caminhos: debates, discussões, seminários, transmissão de informações, de troca
de opiniões, defesa de ponto de vista (argumentação), contação de histórias, declamação de
poemas, representação teatral, relatos de experiência, entrevistas, etc. Além disso, podemos
analisar a linguagem em uso: em programas televisivos, como jornais, novelas,
propagandas: em programas radiofônicos: no discurso do poder em suas diferentes
instâncias: no discurso público: no discurso privado, enfim, nas mais diversas realizações
do discurso oral. Na literatura oral, cabe considerar a potência dos textos literários como
Arte, produzindo a necessidade de considerar seus estatutos, sua dimensão estética e suas
forças políticas particulares.
A Leitura compreende o contato do aluno com uma ampla variedade de textos e
precisa ser vista na escola como uma prática consistente do leitor perante a realidade. O ato
de ler é identificado como o de familiarizar-se com diferentes textos produzidos em
diferentes práticas sociais (notícias, crônicas, piadas, poemas, artigos científicos, ensaios,
reportagens, propagandas, informações, charges, romances, contos, fábulas, etc.),
percebendo em cada texto presença de um sujeito histórico, de uma intenção. A construção
dos significados de um texto é de responsabilidade do leitor. A escola, no processo de
leitura, não pode deixar de lado as linguagens não verbais - a leitura das imagens (fotos,
outdoors, propagandas, imagens digitais e virtuais, figura) que povoam, com intensidade
crescente, nosso universo cotidiano _ precisa contemplar o multiletramento mencionado na
fundamentação teórica dessas diretrizes e a própria condição da Língua materna, de suporte
e condição para todo o conhecimento.

220
É importante que a leitura seja vista em função de uma concepção interacionista de
linguagem, segundo o qual busca-se formação de leitores. A formação de leitores contará
com atividades que contemplem as linhas que tecem a leitura, que Yunes (1985) aponta
como sendo: Memória, Intersubjetividade, Interpretação, Fruição, Intertextualidade.
A Escrita e ser trabalhada em uma perspectiva discursiva que aborda o texto como
uma unidade potencializadora de sentidos, através da pratica textual.
Pensar na prática da escrita é ter em mente que tanto o professor quanto o aluno
necessitam primeiramente, planejar o que será produzido. O que se sugere, sobretudo, é a
noção de uma escrita como formadora de subjetividade.
A ação com a língua escrita deve valorizar a experiência lingüística do estudante em
situações específicas, e não a língua ideal. A norma real, aquela usada socialmente, mesmo
se tratando da norma padrão ou da norma culta, aprende-se lendo e escrevendo e não a
partir de conceitos. É nas experiências concretas de produção de textos que o estudante vai
aumentando seu universo referencial e aprimorando sua competência de escrita. . È
analisando seu texto segundo as intenções e as condições de sua produção que o ele vai
adquirindo a necessária autonomia para avaliar seus próprios textos e o universo de textos
que o cercam.
Produzir textos argumentativos, descritivos, de notícia, narrativos, cartas ou
memorandos, poemas, abaixo assinados, crônicas ou textos de humor, informativos ou
literários, quaisquer que possam ser os gêneros, deve sempre constituir resposta a uma
intenção e uma situação, para que o estudante posicione-se como sujeito daquele texto,
daquele discurso, naquela determinada circunstância, naquela esfera de atuação, e para que
ele perceba seu texto com o elo de interação, também pleno de expectativa de atitudes,
responsáveis ativas por parte de seu possíveis leitores. Também é relevante lembrar de que
o trabalho com a escrita é um processo, e não algo acabado, dessa forma, fazem-se
necessárias atividades que permitam ao aluno refletir sobre se texto e reelaborá-lo de forma
individual ou em grupo, valorizando, antes de tudo, o esforço daquele que escreve,
desconfia, rasga e reescreve, tantas vezes quantas julga necessária, até que o texto lhe
pareça bom para atender à intenção e claro para o outro que o lerá.

221
A Literatura é um universo rico de significados – as obras literárias de todas as
épocas e nacionalidades, patrimônio cultural da humanidade. Por isso, ao ler Literatura e
escrever a partir dela, o estudante aprende a ler e escrever a existência humana, atribuindo-
lhe sentido, independentemente de seu conteúdo e forma individual. Ela manifesta, através
de cada escritor, em cada obra ou em cada ato de leitura, múltiplas significações e diversas
ordens de significados, mas, acima de tudo, possui uma supersignificação. Tal fenômeno
possibilita que seja vista como algo que acontece, que é fato, não é estático, está em
permanente processo.
A Análise Lingüística deve estar presente no ensino de Língua Portuguesa como
ferramenta que perpasse as atividades de leitura, oralidade e escrita.
A fala, leitura e escrita são, segundo ROJO (2004), atos de interação que constróem
a vida social e nela são constituídos, envolvendo a construção de significados, de
conhecimentos, de identidade dos sujeitos. Esta interação é situada, a linguagem tem as
marcas sociais de gênero, sexualidade, classe social, religião, profissão, etc. e tem as macas
contextuais, sejam elas de natureza sincrônica ou diacrônica.
Esta reflexão permanente sobre a linguagem abre espaço para os alunos serem
operadores textuais, ele precisa ampliar sua capacidades discursivas em atividades de uso
da língua, a partir das quais o professor vai explorar os aspectos textuais e as exigências
específicas de adequação da linguagem (por exemplo: operadores argumentativos, aspectos
de coerência, coesão, situacionalidade, intertextualidade, informatividade, referenciação,
concordância, regência, formalidade/informalidade, entre outros).
O aluno precisa ampliar suas capacidades discursivas em atividades de uso da
língua, a partir das quais o professor vai explorar os aspectos textuais e as exigências
específicas de adequação da linguagem (por exemplo: operadores argumentativos, aspectos
de coerência, coesão, situcionalidade, intertextualidade, informatividade, referenciação,
concordância, regência, formalidade/informalidade).
A língua torna-se objeto de reflexão e de discussão das questões lingüísticas, sem se
afastar do contexto inicial de produção, a reflexão e a discussão estão a serviço de ajustes
necessários na produção do aluno, naquela situação específica de interpretação ou
produção.

222
A inclusão da cultura Afro nos currículos da educação básica, trouxe fortes
repercussões pedagógicas principalmente na formação docente. Com esta iniciativa,
resgatou os valores históricos e culturais de nosso povo reparando algumas diferenças
ocorridas no passado, educando os cidadãos a buscar sua identidade e seus direitos, sendo
assim capazes de construir uma nação democrática.
No que diz respeito a cultura Afro-brasileira pode-se trabalhar com os alunos
elaborando pesquisas como: (alimentação, música, linguagem, dança, racismo, mercado de
trabalho, religião etc.), destacando assim a importância da auto-estima.

Educação no Campo
Para que aconteça a Educação no Campo é preciso juntar as experiências adquiridas
pelos alunos e professores repensando os saberes escolares de acordo com a realidade de
cada comunidade.
Garantir que a realidade do campo, com sua diversidade esteja presente em toda
organização curricular.
Introduzir à pesquisa de forma individual e coletiva e eleger temas centrais para a
prática pedagógica escolar, elaboração de projetos interdisciplinares parcerias com
cooperativas, palestras com agrônomos, feiras agrícolas, passeios ecológicos valorizando o
meio ambiente.

Tecnologia

O uso da tecnologia na educação no mundo moderno veio ao encontro com o


desenvolvimento e avanços tecnológicos educacionais, facilitando a prática docente
superando a passividade pela atividade criativa.
A prática docente é renovadora propondo atividades diversificadas bem como:
(pesquisas, trabalhos, troca de conhecimentos básicos da própria tecnologia etc.)

223
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

Quando se reconhece a linguagem como processo dialógico, discursivo, a avaliação


precisa ser analisada sob novos parâmetros, dar ao professor pistas concretas do caminho
que o aluno está trilhando para aprimorar sua capacidade lingüística e discursiva em
praticas de oralidade, leitura e escrita.
Toda avaliação deve ter como critério o aluno que está sendo avaliado, suas
aptidões e interesses, deve servir para aumentar a confiança do aluno em sua própria
capacidade, pois, é um meio, um instrumento, que deve servir como ponto de referencia
para o aluno, para que ele saiba em que direção está avançando, em que direção os outros
estão avançando, se esta aproximando ou não dos objetivos estabelecidos. Para o professor
a avaliação também deve servi de meio de análise dos resultados de seu próprio trabalho.
Nessa concepção, a avaliação formativa, que considera ritmos e processos de
aprendizagem diferentes nos estudantes e, na sua condição de contínua e diagnóstica,
aponta as dificuldades, possibilita que a intervenção pedagógica aconteça a tempo.
Na oralidade será avaliada progressivamente, considerando a participação do aluno
nos diálogos, relatos, discussões, a clareza que ele mostra ao expor suas idéias, a fluência
da sua fala, o seu desembaraço, a argumentação que ele apresenta ao defender seus pontos
de vista e, de modo especial, a sua capacidade de adequar o discurso/texto aos diferentes
interlocutores e situações.
Quanto à leitura, o professor pode propor aos alunos questões abertas, discussões,
debates e outras atividades que lhe permitam avaliar as estratégias que eles empregaram no
decorrer da leitura, a compreensão do texto lido e o seu posicionamento diante do tema,
bem como valorizar a reflexão que o aluno faz a partir do texto. Deve considerar as
estratégias que os estudantes empregaram no decorrer da leitura, a compreensão do texto
lido, o sentido construído para o texto, sua reflexão e sua resposta ao texto, considerar
também as diferenças de leituras de mundo e repertório de experiências dos alunos.
Em relação a escrita, é preciso ver os textos de alunos como uma fase do processo
de produção, nunca como um produto final. “Só se pode avaliar a qualidade e adequação
de um texto quando ficam muito claras as regra do ‘jogo’ de sua produção”. (Koch e

224
Travaglia (1990). Portanto, é preciso haver clareza na proposta de produção textual: os
parâmetros em relação ao que se vai avaliar devem estar bem definidos).

Como é no texto que a língua se manifesta em todos os seus aspectos-discursivos,


textuais, ortográficos e gramaticais, os elementos lingüísticos utilizados nas produções dos
alunos precisam ser avaliados em uma prática reflexiva, contextualizada, que possibilite aos
alunos a compreensão desses elementos no interior do texto.
É utilizando a língua oral e escrita em práticas sociais, sendo avaliados
continuamente em termos desse uso, efetuando operações com a linguagem e refletindo
sobre as diferentes possibilidades de uso da língua, que os alunos, gradativamente, chega a
almejada proficiência em leitura e escrita, ao letramento.
Na Literatura - Ler é um dos processos mais ricos que temos para desenvolver a
percepção da vida e o reconhecimento do outro. Através da leitura literária, adquirimos
conhecimento e saberes objetivos, mas, principalmente, ocupamos nossa capacidade de
pensar e sentir. Por esse motivo, a leitura literária tem a potencialidade de sozinha ou
agregada às demais áreas de conhecimento, mobilizar o estudante a ampliar o seu horizonte
de expectativas, conforme Iser (1996) preparando-o para ser um sujeito autônomo, fazer de
seu entorno social um espaço de convivência respeitosa e solidária, conhecer sua história,
suas origens e sua cultura e aprender a valorizar as manifestações simbólicas do ser
humano, seu mundo imaginário e as formas de interlocução que ele pratica.

225
BIBLIOGRAFIA
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. Tradução de: Michel e Yara
Vieira. 6ª edição. São Paulo: Hucitec, 1992.
GERALDI, C. FIORENTIN. D.PEREIRA, E (orgs). Cartografia do trabalho
docente.Campinas, SP. Mercado das Letras, 1996.
BARTHES, Roland. O rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
PÉCORA, Alcir. Problemas de redação. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
MARCUSCHI,Luiz Antonio. Da fala para a escrita. São Paulo: Cortez, 2001.
CEREJA, Willian Roberto, MAGALHÃES, T.C. Português: linguagens. São Paulo: Atual,
2002.
PILETTI, Nelson -Psicologia Educacional, 17ª edição. Editora Ática.
DIRETRIZES CURRICULARES DE LÌNGUA PORTUGUESA PARA O ENSINO
MÈDIO. Governo do Estado do Paraná – Secretaria de Estado da Educação-
Superintendência da Educação. Versão Preliminar-2006.
DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL DA REDE DE
EDUCAÇÃO BÀSICA DO ESTADO DO PARANÀ. Versão Preliminar. 2006.
HTTP: //WWW.FILOLOGIA.ORG.BR/VICNLF/ANAIS/CADERNO06-05.HTML

226
DISCIPLINA: MATEMÁTICA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

Toda atividade humana requer um determinado conhecimento para compreender o


mundo que o rodeia, seja ela individual ou coletiva, pois não basta conhecer os fenômenos,
importa compreende-los, determinar as razões da sua produção, descortinar as ligações de
uns com outros.
Já que, quanto mais alto for o grau de compreensão dos fenômenos naturais e
sociais, tanto melhor o homem se poderá defender dos perigos que o rodeiam.
Nesse sentido é necessário um breve olhar para a história da matemática, que nos
mostra que após um período de utilização prática com os egípcios e os babilônios, surge
uma fase de grande sistematização na Grécia, pois os gregos acreditavam que a matemática
era uma ciência capaz não só de tratar de questões práticas, mas de dar respostas a todo e
qualquer fenômeno que nos rodeia. Nesse período, Euclides atinge seu auge com os
elementos, no século III a . C.
A esse período de pujança grega, segue-se outro com os Hindus e Árabes que não
trabalhavam de forma axiomática como os gregos, mas desenvolveram interessantes
resultados, em especial na álgebra. No século XV, com Descartes, Leibniz e Newton entre
outros, é que surge um novo período de sistematização que estimula no século XVIII, um
grande progresso científico até a primeira metade do século XIX, quando o acúmulo de
resultados práticos leva a uma nova etapa de sistematização e, principalmente, de crítica
dos fundamentos, surgindo um novo período de sistematização das geometrias não
Euclidianas, com Lobachevsky e Riemann, que ganharam destaque por serem utilizadas
pela teoria da relatividade de Einstein na interpretação do universo.
No Brasil, até o final da década de 50 predominava a chamada matemática Clássica,
enfatizava-se o modelo euclidiano, com o ensino expositivo centrado no professor.
Esse período foi seguido por uma busca na modernização do ensino da matemática
em função de mudanças ocasionadas pela industrialização nacional e desenvolvimento da
agricultura, aumento populacional e o cenário político internacional pós Guerra.

227
Nas últimas décadas, a preocupação com o ensino da matemática traduziu-se em
alguns movimentos bem definidos. Nos anos 60, foi a “matemática moderna”, que buscou
soluções no formalismo e nas estruturas. Nos anos 70, o “retorno ao básico”, de certa forma
uma reação diante do malogro da matemática moderna. Para os anos 80, muitos educadores
matemáticos eminentes chegaram a eleger a “ resolução de problemas” com a grande
prioridade do ensino de matemática.
Atualmente vem-se constatando a necessidade de mudanças no ensino da
Matemática tendo em vista vários fatores que fizeram com que se repensasse este ensino
em favor de uma visão mais progressista: a de uma educação Matemática.
Dentro desta visão, a Matemática é considerada uma ciência em constante
construção que se desenvolve enquanto é experimentada no processo de investigação e
resolução de problemas, abrindo portas para a criação e para a emoção.
Sendo assim a finalidade da Educação Matemática é fazer com que os alunos
compreendam e se apropriem da própria matemática concebida como um conjunto de
resultados, procedimentos, algoritmos, etc; fazendo com que o mesmo construa por
intermédio do conhecimento matemático, valores e atitudes de natureza diversa, visando a
formação integral do ser humano e particularmente do cidadão, isto é, do homem público.
Assim o ensino de Matemática será organizado para adaptar-se ao nível de
conhecimento e progresso de alunos com diferentes interesses e capacidades, criando
condições para sua inserção num mundo em mudanças e, ao mesmo tempo, contribuir para
desenvolver as capacidades que deles serão exigidas em sua vida social e profissional. Isso
porque acreditamos que, num mundo onde as necessidades sociais, culturais e profissionais
ganham novos contornos requerem a compreensão de conceitos e procedimentos
matemáticos necessários para o cotidiano, tanto para o cidadão tirar conclusões e fazer
argumentações, quanto para agir como consumidor prudente ou tomar decisões em suas
vidas pessoais e profissionais.
Nesse aspecto a Matemática dará sua contribuição à formação de um estudante
crítico, capaz de agir com autonomia nas suas relações sociais ao se apropriar de
conhecimentos matemáticos.

228
Um outro ponto a ser considerado é a influencia das mudanças tecnológicas nos
meios de produção imprimindo novos sistemas organizacionais ao trabalho, exigindo
trabalhadores versáteis, dotados de iniciativa e autonomia, capazes de resolver problemas
em equipe, de interpretar informações e de adaptar-se a novos ritmos e de comunicar-se
fazendo uso de diferentes formas de representação.
Desta forma, o ensino da Matemática tratará a construção do conhecimento
matemático, por meio de uma visão histórica em que os conceitos forem apresentados,
discutidos, construídos e reconstruídos, influenciando na formação do pensamento humano
e na produção de sua existência por meio das idéias e das tecnologias.
Enseja-se um ensino que aponte para concepções, cuja postura possibilite aos alunos
realizar análises, discussões, conjecturas, apropriação de conceitos e formulação de idéias
sendo possível criticar questões sociais, políticas, econômicas e históricas.
Em seu papel formativo, a Matemática contribui para o pensamento e a aquisição de
linguagens e atitudes cuja utilidade ultrapassa o âmbito da própria Matemática, podendo
formar no aluno a capacidade de resolver problemas, elaborar representações da realidade,
gerando hábitos de investigação, proporcionando confiança e desprendimento para analisar
situações novas, propiciando a formação de uma visão ampla e científica da realidade, a
percepção da beleza e da harmonia, o desenvolvimento da criatividade e de outras
capacidades pessoais.
Assim é importante refletir a respeito da colaboração que a Matemática tem a
oferecer com vista à formação da cidadania, refletir sobre as condições humanas de
sobrevivência, sobre a inserção dos alunos no mundo do trabalho, das relações e da cultura
e sobre o desenvolvimento da crítica e do posicionamento diante das questões sociais.
Nesta perspectiva o trabalho na sala de aula se dará de modo articulado onde os
conteúdos foram organizados em todas as séries com vistas a interação dos conteúdos
estruturantes fundamentais da matemática: Números, Operações e Álgebra, Medidas,
Geometria e tratamento da Informação.
Pois, para obtermos resultados satisfatórios devemos fazer essa interação e o
trabalho com os conteúdos ganhará significado na medida em que seus estudos partam das
relações que possam ser estabelecidas com contextos históricos, sociais e culturais e que
incluam nos contextos internos; a própria Matemática.

229
Somente desse modo, poderemos estar seguros de que o aluno estará
capacitado para agir de modo transformador sobre si mesmo e a realidade que o
cerca.

OBJETIVOS GERAIS

Com o desenvolvimento da disciplina de matemática, busca-se a formação do


desenvolvimento intelectual dos alunos, promovendo sua autoridade, trabalhando a leitura e
interpretação de textos matemáticos, também a compreensão da linguagem simbólica e a
sua aplicação em outras ciências, como novas tecnologia incorporadas ao seu cotidiano,
utilizar forma adequada e investigativa os recursos tecnológicos como calculadora,
computador, etc., contribuindo assim para o seu desenvolvimento cognitivo, cientifico e
tecnológico.
A compreensão e a utilização precisa da linguagem e demonstração matemática
deve levar o aluno a utilização de raciocínios dedutivo e indutivo compreendendo os fatos
conhecidos e sistematizados por meio de propriedades e relações.
Através da interpretação da linguagem do movimento da matemática na física e
química, buscando sempre que possíveis problemas que mostrem ligação com outras
ciências.
O desenvolvimento do conhecimento matemático aplicado em situações reais
permitindo a utilização não apenas na interpretação do real, mas também quando necessário
como forma de intervenção.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Números
 Álgebra
 Geometria
 Funções
 Tratamento da Informação

230
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:
1ª SÉRIE
 Os conjuntos numéricos
 A Potenciação e Radiciação no conjunto dos números reais.
 Introdução à teoria dos conjuntos.
 O Sistema de Coordenadas cartesianas.
 A trigonometria no triângulo retângulo
 Relações trigonométricas em um triângulo qualquer.
 Introdução a Funções.
 Função Afim
 Função Quadrática.
 Progressão Aritmética
 Progressão Geométrica
 Função Exponencial
 Função Logarítmica
 Composição e Inversão de Função.
 Função modular
 Trigonometria na circunferência
 Razões trigonométricas e circunferência de Raio Unitário
 Funções trigonométricas
 Operações em arcos

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Números
 Álgebra
 Geometria
 Funções
 Tratamento da Informação

231
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:
2ª SÉRIE
 Introdução a estatística
 Geometria Plana
 Geometria Espacial
 Analise Combinatória
 Probabilidades
 Sistemas lineares
 Binômio de Newton

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Números
 Álgebra
 Geometria
 Funções
 Tratamento da Informação

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:
3ª SÉRIE
 Matrizes
 Determinantes
 Geometria Analítica
 Polinômios
 Números Complexos
 Equações Algébricas

CONTEÚDOS COMPLEMENTARES

Em função dos problemas existentes atualmente, na sociedade de um modo geral,


paralelamente aos conteúdos inerentes da matemática, deverão ser abordadas questões, tais

232
como: Drogas, DSTS, Ética, Cidadania, Gravidez na Adolescência, Uso racional da Água,
Lixo e Reciclagem, Política, Preservação do meio Ambiente, etc...

Além desses temas deverão ser trabalhadas nas aulas de matemática, atividades
relacionadas ao desenvolvimento do raciocínio e concentração através de jogos para treinar
o cérebro, como o Sudoku, Xadrez e outros.
Cultura Afro
Educação no Campo
Tecnologia

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

Tendo em vista que a formação do estudante crítico, capaz de agir com autonomia
nas suas relações sociais é preciso que ele se aproprie de conhecimento, dentre eles, o
matemático.
Para que o aluno possa se apropriar desse conhecimento, é necessário que o
professor use diferentes procedimentos metodológicos, tais como: resolução de problemas,
étno - matemática, modelagem matemática, mídias tecnológica e história da matemática.
Resolver problemas é da própria natureza humana. Podemos caracterizar o homem
como o “animal que resolve problemas.” Pela sua própria história a matemática mostra que
foi construída em resposta a perguntas motivadas por problemas, seja de ordem prática
(como divisão de terras, cálculos de questões financeira, etc) seja vinculada às outras
disciplinas (como Física, a Química, etc.) ou ainda ligados a própria matemática.
Dessa forma a resolução de problemas é da própria essência da Matemática,
funcionando como um grande organizador do processo de aprendizagem.
A etnomatemática procura, resolver e registrar questões de relevância social que
produzem conhecimento matemático, priorizando um ensino que valoriza a história dos
estudantes através do reconhecimento e respeito de suas raízes culturais, dessa maneira os
conteúdos matemáticos devem ser desenvolvidos de forma contextualizada, observando a
realidade do aluno.

233
A modelagem Matemática propõe a valorização do aluno no contexto social,
transformando problemas reais com problemas matemáticos e resolve-los interpretando
suas soluções na linguagem do mundo real.

Em face de grande evolução dos meios tecnológicos, (tais como: computador,


Internet, TV, vídeo, calculadoras, etc. estes devem ser utilizados nas aulas de matemática
de forma a favorecer as experimentações matemáticas, potencializando a inserção de
diferentes jeitos de ensinar e aprender.
Enfim conhecer a história da matemática e utiliza-la na elaboração de problemas é
permitir ao aluno perceber a matemática como campo do conhecimento que se encontra em
construção e que somos agentes desse processo.
Portanto entendemos que não existe uma receita pronta para o ensino e
aprendizagem da matemática, temos que manter um diálogo contínuo buscando sempre a
sua evolução.
Visando a valorização da história e cultura dos afro-brasileiros e dos africanos e que os
negros reconheçam sua cultura nacional que passam expressar visões de mundo próprias,
manifestar com autonomia, individual e coletiva, seus pensamentos, a disciplina de
matemática deve abordar nos conteúdos situações, como:
 Análise dos dados do IBGE sobre a composição da população brasileira e por cor, renda
e escolaridade no país e no município.
 Análise de pesquisas relacionadas ao negro e mercado de trabalho no país.
 Realização com os alunos de pesquisas de dados no município com relação à população
negra.
Buscando a valorização do homem do campo os conteúdos escolares serão selecionados
e priorizados a partir de seu contexto social, através da investigação por parte do professor,
dos conteúdos históricos que contribuem nos diversos momentos pedagógicos para a
ampliação dos conhecimentos dos educandos e seu acesso às tecnologias.

234
CRITERIOS DE AVALIAÇÃO ESPECIFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação deve ser um processo que possibilite o progresso pessoal do aluno,


servindo também como indicativo sobre o conhecimento e a compreensão de conceitos e
procedimentos desenvolvidos e ainda como verificador da maneira que os professores se
comunicam com os mesmos.

Dessa forma vemos que a avaliação não deve ser um processo classificatório
utilizada como instrumento de aprovação ou reprovação, ela deve ser antes de tudo, um ato
amoroso, acolhedor, integrativo e inclusivo. Para tanto a avaliação deve seguir alguns
princípios básicos:
 Ser um processo contínuo e sistemático; portanto, deve ser constante
e planejada, fornecendo feedback ao professor e permitindo a
recuperação do aluno;
 Funcional, porque verifica se os objetivos previstos estão sendo
atingidos;
 Orientadora, pois permite ao aluno conhecer erros e corrigi-los o
quanto antes;
 Integral, pois considera o aluno como um todo, ou seja, não são
apenas os aspectos cognitivos que são analisados, mas os
comportamentais e sua habilidade psicomotora também.

Finalmente observamos que não podemos avaliar somente através de provas e


testes, devemos levar em consideração o desenvolvimento de modo geral do aluno durante
todo o processo de construção do conhecimento.

235
BIBLIOGRAFIA

KRULIK, Etephen. Etephen Krulik, Roberto E.Reys: trad. Hygino H. Domingues, Olga
Carbo. A Resolução de Problemas na Matemática Escolar- São Paulo – 1997.
CARAÇA, Bento de Jesus.Conceitos Fundamentais da Matemática –.Longen, Adilson –
Curitiba Paraná – positivo, 2004.
SPINELLI, Valter Souza, Matemática – São Paulo, Editora Ática, 2001.
UBIRATÃ, D’Ambrosio, – Etnomatematica, Elo entre as tradições e a modernidade –
Belo horizonte, Editora Autentica, 2005.
LUCKSI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem Escolar, 17º Edição – São Paulo,
2005.
CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos Fundamentais da Matemática. Portugal, Lisboa.
Gradiva,2005.
KRULIK, Stephen; Reys, Robert E., A Resolução de Problemas na Matemática Escolar.
São Paulo. Atual Editora, 2005.
Diretrizes Curriculares da Disciplina de Matemática Ensino Médio/SEED – Versão
Preliminar 2006

236
DISCIPLINA: QUÍMICA - ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A Química começou com o homem primitivo, quando ele aprendeu à “ produzir o


fogo”, a cozer os alimentos, a fazer tintas para se pintar, a usar plantas como remédio para
suas doenças, etc.
Posteriormente, o homem aprendeu a fazer o pão, a produzir bebidas alcoólicas, a
curtir couro, etc. No começo da era Cristã, surgiram os chamados alquimistas, que
sonhavam em descobrir o “elixir da longa vida” e também algum processo para transformar
metais comuns em ouro. Enfim, a Química nunca parou de evoluir.
A Química moderna surgiu no final do século XVIII e no início do século XIX, e
está associada a muitas pessoas. Vamos citar apenas duas como ponto de referências: o
francês Antoine L. Lavoisier (1743 – 1794) e o inglês John Dalton (1766 – 1844).
Considera-se que a certidão de nascimento “da Química Moderna” seja o livro de
Lavoisier, Traité Elémentaire de Chimie, que veio a lume em 1789.
A Química como ciência, representa uma significativa evolução humana, não só na
elegância da própria disciplina, mas também na sua capacidade em auxiliar na resolução de
muitos problemas de uma população burguesa, num mundo de recursos tão limitados.
Há muitas razões que explicam o porquê do estudo da Química. A mesma atua como
um instrumento prático para o conhecimento e a resolução de problemas em muitas áreas
de atuação da vida humana. É usada rotineira e extensivamente em inúmeros campos de
estudos, que ajuda a adquirir um útil discernimento dos problemas da sociedade com
aspecto científico e técnico.
O prazer em aprender e descobrir a origem dos fatos é o combustível necessário
para a motivação, conseqüentemente, a partir do momento em que o aluno consegue esses
ingredientes, passa a ter domínio do assunto e torna-se capaz de ampliar seu campo de
visão e aplicar os conceitos estudados a fatos comuns do cotidiano.
As informações científicas, ajudam-nos a compreender os acontecimentos e a nos
posicionarmos perante eles, como cidadãos informados e conscientes. Quanto mais pessoas
perceberem que a Química é uma ciência que ajuda a compreender melhor o mundo em que

237
vivemos e os conhecimentos químicos forem usados com sabedoria e ética, haverá, sem
dúvida, uma melhoria das condições de vida de todos os cidadãos.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

A Química tem muitos objetivos, alguns dos quais coincidentes com outros da
Física e da Biologia, e isso, de um lado, mostra que o objetivo é conhecer alguns aspectos
da natureza e favorecer aos alunos o exercício de observar, indagar e avaliar dados, tirar
conclusões a respeito de fenômenos, dentre outras habilidades. Nessas circunstâncias, os
alunos podem aprender a admitir e respeitar idéias diferentes, exercitar a argumentação e
desenvolver o pensar e o espírito de cooperação.
É bom lembrar que, na escola a Química oferece uma visão introdutória que permite
compreendê-la como uma ciência agradável de ser estudada e cujos reflexos podem ser
sentidos no dia-a-dia, de forma a propiciar ao estudante uma ampla formação que permita a
sua melhor inserção na realidade do mundo globalizado, desenvolvendo suas habilidades de
comunicação, as conexões interdisciplinares de conteúdos, habilidades de trabalho em
equipe e, ao mesmo tempo, de independência intelectual, de modo a permitir aos estudantes
desenvolverem suas futuras carreiras numa base sólida. Portanto, nosso principal objetivo é
dar condições aos alunos para participarem ativamente do processo de aprendizagem, o que
acreditamos ser essencial para que eles aprendam significadamente o conteúdo de Química,
exercendo melhor seus direitos.
Apesar da Química, que se encontra na base dos problemas ambientais ser muitas
vezes, extremamente complexa, seus aspectos centrais podem ser entendidos e apreciados
apenas com um conhecimento de Química básico.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Matéria e sua Natureza;
 Biogeoquímica;
 Química sintética.

238
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
1º ANO
O átomo: da história à sua constituição:
 Histórico;
 Modelos atômicos;
 O núcleo e a caracterização do átomo;
 Número atômico e de massa;
 Isoátomos;
 Diagrama de Linus Pauling;
 Eletrosfera: distribuição eletrônica com base nos níveis e subníveis de energia e
com base nos orbitais.
Elementos químicos: classificação periódica:
 Tabela de Mendeleiev;
 Classificação periódica atual;
 Localização dos elementos nos grupos e nos períodos;
 Propriedades periódicas e aperiódicas dos elementos químicos.
Ligações Químicas: formação de substâncias:
 Por que os átomos se associam;
 Tipos de ligações químicas;
 Propriedades das substâncias metálicas.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Matéria e sua Natureza;
 Biogeoquímica;
 Química sintética.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
2º ANO
Reações químicas: transformações de substâncias:
 Equação química;

239
 Balanceamento de equações;
 Tipos de reações químicas;
 Mol – a quantidade de matéria.
Funções Inorgânicas: noções fundamentais:
 Ácidos (propriedades funcionais, fórmulas moleculares, nomenclatura,
classificação);
 Bases (propriedades funcionais, fórmulas moleculares, nomenclatura, classificação);
 Sais (propriedades funcionais, fórmulas moleculares, nomenclatura, classificação);
 Óxidos (propriedades funcionais, fórmulas moleculares, nomenclatura,
classificação);
 Oxi-redução.
O estado gasoso: um conceito expansivo:
 O estado gasoso;
 Mistura dos gases;
 Massa molar de misturas.
 Estudo das soluções:
 Misturas.
 Termoquímica;
 Transformações de energia;
 Entalpia.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Matéria e sua Natureza;
 Biogeoquímica;
 Química sintética.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
3º ANO
Química Orgânica: o estudo do carbono:
 O histórico da Química Orgânica;

240
 Características dos compostos orgânicos;
 Características do átomo do carbono;
 Classificação do carbono na cadeia carbônica;
 Classificação dos compostos orgânicos.
 Os clãs da Química Orgânica:
Função Orgânica;
 Nomenclatura oficial.
 Comparando compostos orgânicos;
 Séries orgânicas;
 Propriedades físicas.
Função Hidrocarboneto:
 Hidrocarbonetos (alcanos, alcenos, alcinos, alcadienos, aromáticos).
Função Oxigenada:
 Álcoois;
 Aldeídos;
 Fenóis;
 Enóis;
 Ácidos Carboxílicos.
Função halogenada:
 Haletos orgânicos.
Função Nitrogenada:
 Aminas, Amidas, Nitrilas.
Função sulfurada:
 Ácidos sulfônicos.
Compostos organometálicos.
Compostos de função mista.
Isomeria.

241
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES

 Biografia dos descobridores das sub-partículas atômicas;


 Radiatividade; o lado útil e o destrutivo; efeitos da radiação;
 Os constituintes básicos do Universo;
 A cor da chama depende do elemento químico;
 O elemento químico no cotidiano;
 A fórmula do corpo humano;
 Desenvolvimento de novas ligas metálicas;
 Chuva ácida;
 Efeito estufa;
 Camada de ozônio;
 Funções inorgânicas no cotidiano;
 Composição do petróleo;
 Hulha;
 Gás natural;
 Etanol;
 Metanol;
 Aldeídos no cotidiano;
 Cetonas no cotidiano;
 Ácidos carboxílicos no cotidiano;
 Flavorizantes;
 Aminas e Amidas no cotidiano.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

A metodologia no Ensino Médio de Química, tem a preocupação de fornecer


subsídios tanto ao professor, quanto ao aluno para que o binômio ensino/aprendizagem seja
alcançado e situe o estudante como parte do espaço em que vive, orientando-o para a

242
educação ambiental. Com isso, queremos que nosso aluno aprenda, além do conteúdo
básico necessário, a respeitar a Natureza, sabendo porque e como preserva-la.

A concepção de que para ensinar e aprender Química é imprescindível para que a


proposta metodológica funcione sobre o aspecto de enxergar no aluno o ser social que ele é:
possuidor de suas próprias referências de vida e ter conhecimento de como o pensamento
científico vem sendo modificado através dos tempos, sempre a partir de novas descobertas
que se apóiam em antigos conceitos e práticas; com isso, valoriza-se o passado como um
suporte do presente, e o presente como um suporte do futuro.
A experimentação desempenha uma função essencial na caracterização do papel
investigativo e de sua função pedagógica em auxiliar o aluno na explicitação,
problematização, discussão, enfim, na elaboração de conceitos. É necessário perceber que o
experimento faz\ parte do contexto normal de sala de aula, porém que dicotomiza teoria e
prática.
A aprendizagem de Química pode ser uma oportunidade ímpar para a formação do
indivíduo, na medida que favorece a compreensão de processos de produção de
conhecimento e o exercício da abstração, através de uma atitude crítica e atuação
transformadora na direção de uma sociedade justa.
A química não deve ser vista pelo educando com preocupação exagerada de acertar
ou de decorar fórmulas e nomes, mas sobretudo de aplicar seus conhecimentos adquiridos
no seu cotidiano, seja na zona rural ou urbana, utilizando recursos tecnológicos, cada vez
mais avançados, aprimorando qualidade de suas necessidades.
Uma vez que o Brasil, um país multi-étnico e pluricultural, de organizações
escolares que visam a inclusão, é relevante aprender e ampliar conhecimentos, valorizando
a história e cultura afro-brasileira e africana em que todos devam educar-se enquanto
cidadãos atuantes no seio de uma sociedade capaz de construir uma nação democrática.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação tem a finalidade de verificação da aprendizagem e subsidiar,


redirecionando o curso da ação do professor no processo ensino/aprendizagem, tendo em

243
vista garantir a qualidade do processo educacional desenvolvido no coletivo da escola,
portanto deve ser concebida de forma processual e formativa, sob as condicionantes do
diagnóstico e da continuidade. Esse processo ocorre por meio de interação recíproca, no
dia-a-dia, no transcorrer da própria aula e não apenas de modo pontual, portanto sujeita a
alterações no seu desenvolvimento. O professor deve usar instrumentos de avaliação, tais
como: seminário, debates, leituras, testes classificatórios, produções de textos, paródias,
poemas, resolução de exercícios, trabalhos através de experiências laboratoriais, etc.
Só atingirá suas finalidades quando der publicidade aos resultados alcançados,
permitindo a comunidade acompanhar os resultados do trabalho educativo.

244
BIBLIOGRAFIA

Russeall, Jhon B., Quimica Geral, tradução e revisão técnica Márcia Guekezian I et. Al. I
– 2º Edição – São Paulo, Pearson Markron Books - 1994.
Utimura,Yamoto Veruko, Maria Linguamoto; – Ilustrações de Exata Editoração SC LTDA –
São Paulo – FTD, 1998.
Peruzzo, Tito Miragia, Eduardo leite do Canto. Coleções básica: Quimiva Volume único -
ª edição – São Paulo – Ed. Moderna, 1999.
DEM – Orientação Curriculares – Química – SEED.
MALDANER, Otavio Aloísio - A formação Inicial Continuada de professores de
Química professor/pesquisador – 2ª edição Revista Ijui Ed. Unijui, 2003.
CORREA, Colim; tradução Maria Angeles Lobo Recio e Luiz Carlos Marques Correa – 2ª
edição – Porto Alegre :Bookman, 2002.
KUENZER, Acácia Zeneida – Ensino médio: construindo uma proposta para os que
vivem do trabalho – 4ª edição – são Paulo – Editora Cortez, 2005.
ROMANELLI, Lilavate izapovitz e Rosaria da Silva Justi – Ijui – Editora Inijui, 2005.
Cruz, Daniel – Química e Física , livro do professor – São Paulo : Ática, 2002.
Diretrizes Curriculares SEED / Julho/2006
Lembo – Realidade e Contexto – 1 edição, Editora Àtica, volume único, 2004.

245
DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A Sociologia é o estudo sistemático das sociedades humanas, dando ênfase especial


a sistemas modernos e industrializados.
Hoje vivemos num mundo preocupante, porem repleto das mais extraordinárias
promessas para o futuro. Um mundo cheio de mudanças, marcado por enormes conflitos,
tensões e divisões sociais, como também pelo ataque destrutivo da tecnologia moderna ao
ambiente natural. Mesmo assim temos a possibilidade, de controlar nosso destino e moldar
nossas vidas para melhor. Poder contribuir para a critica social e para reforma social
pratica, nos fornecendo os meios de aumentar nossas sensibilidades culturais permitindo
que as políticas se baseiem em uma consciência de valores culturais divergentes. Fornece
auto - esclarecimento, e oportunidade aperfeiçoada de alterar as condições de suas próprias
vidas.
A maioria de nós vê o mundo a partir de características familiares a nossas próprias
vidas. A Sociologia mostra a necessidade de assumir uma visão mais ampla, sobre porque
somos, como somos e por que agimos como agimos. Ela nos ensina que os dados de nossa
vida são fortemente influenciada por força históricas e sociais.
A Sociologia surgiu como uma tentativa de entender as mudanças abrangentes que
ocorreram nas sociedades humanas no decorrer dos últimos séculos, e ao impacto das
mudanças trazidas pela modernização no mundo social.
O conhecimento sociológico, crítica das relações sociais tem a finalidade de resgatar
dialeticamente o movimento histórico real e do pensamento a partir dos grupos e classes
que compõem a maioria (excluída) do povo brasileiro: índios negros, mulheres, migrantes,
trabalhadores da cidade e do campo, através da apreensão e compreensão do saber
sistematizado, da trama das relações sociais de classe, gênero e etnia, na qual os sujeitos
da sociedade capitalista neoliberal estão inseridos.

246
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Tem por objetivo definir os conceitos fundamentais com precisão e uma linguagem
bastante acessível, vem contribuir para reflexão sobre mudanças nas condições sociais,
econômicas e políticas advindas do processo social moderno, despertando interesse e
curiosidade pela analise objetiva da sociedade que o cerca.
Tem por objetivo a compreensão da vida cotidiana, da visão de mundo e do
horizonte de expectativas nas relações com diversos grupos sociais já produzidos pela
humanidade ao longo de sua historia.
Inserir o educando sobre o processo de formação de uma nova sociedade, que se
define como novo modo de produção, capitalismo, e coloca-lo no conhecimento da nova
divisão do trabalho social capitalista contribuindo significativamente para os exercícios da
cidadania.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Processo de socialização e instituição sociais:
 Cultura e indústria cultural;
 Trabalho, produção e classes sociais;
 Poder, política e Ideologia;
 Direito, cidadania, movimentos sociais.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
1º ANO
 O estudo da sociedade humana;
 Conceitos básicos para compreensão da vida social;
 Comunidades, cidadanias e minorias;
 Agrupamentos sociais;
 Principais grupos sociais, com suas característica e valores sociais;
 Fundamentos econômicos da sociedade;
 Visão geral sobre o processo de produção, trabalho;
 Matéria –prima e recursos naturais;

247
 Estratificação e mobilidade social – divisão da sociedade em camadas e as classes
sociais
 Cultura e educação, com seus traços culturais na diversidade;
 O estudo da contra cultura: socialização e controle social;
 Instituições sociais: diferenças e relações;
 As mudanças sociais e subdesenvolvimento;
 A Sociologia no mundo atual e uso da tecnologia.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

São necessárias ações para garantir que os conteúdos propostos se desenvolvam de


uma forma dinâmica e crítica garantindo uma construção a partir da realidade do aluno,
relacionando o conhecimento do senso comum com o conhecimento cientifico, com leituras
sistematizadas.
Não deverá ser negado o saber cotidiano da população, porem não devemos reduzir
a ciência a catalogação e a reprodução deste saber do senso comum.
A preocupação com o estudo do mundo moderno tem se concentrado em refletir as
questões relacionadas a raça, gênero e minoria sociais e sua participação política,
entendendo essa complexidade na caracterização do curso do capitalismo, caracterizando a
angústia das massas populares, catástrofes, constatação da degradação acelerada das
condições de existência, da permanência do desemprego, da destruição da população social
e do surgimento da fome e da arrogância das classes dirigentes que não se envergonham de
exibir suas riquezas aos olhos de quem nada tem.
São fundamentais os múltiplos instrumentos metodológicos , os quais devem
adequar-se aos possíveis desdobramentos dos conteúdos específicos à sua dimensão
pretendida, seja a exposição, a leitura e esclarecimento do significado dos conceitos e da
lógica dos textos (teóricos, temáticos, literários), a analise, a discussão, a pesquisa de capo
e bibliografia ou outros, pois assim como os conteúdos estruturantes – e os conteúdos
específicos deles derivados – os encaminhamentos metodológicos e o processo de avaliação
ensino – aprendizagem também devem estar relacionados à própria construção histórica da
Sociologia crítica.

248
O conhecimento sociológico deve ir muito além da definição, classificação,
descrição e estabelecimento de correlações dos fenômenos da realidade social. É tarefa
primordial do conhecimento sociológico explicitar as problemáticas sociais concretas e
contextualizadas, desconstruindo pré-noções e pré-conceitos que sempre dificultam o
desenvolvimento da autonomia intelectual e de ações políticas direcionadas à
transformação social.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECIFICOS DA DISCIPLINA

Sociologicamente, a avaliação da aprendizagem, utilizada de forma fetichizada é


bastante útil para o processo de seletividade social. Se os procedimentos da avaliação
estivessem articulados com o processo de ensino-aprendizagem propriamente dito, não
haveria a possibilidade de dispor-se deles como se bem entende. Estariam articulados com
os procedimentos de ensino e não poderiam, por isso mesmo, conduzir ao arbítrio.
No caso, a sociedade é estruturada em classes e, portanto desigual. A avaliação da
aprendizagem então, pode ser posta sem a menor dificuldade, a favor do processo de
seletividade, desde que utilizada independentemente da construção da própria
aprendizagem.
Então para cumprir seu verdadeiro significado necessita assumir a função de
subsidiar a construção da aprendizagem bem sucedida. A condição necessária para que isso
aconteça é de que a avaliação deixe de ser utilizada como um recurso de autoridade, que
decide sobre os destinos do educando, e assuma o papel de auxiliar o crescimento.(Cipriano
C.Luckesi).
Avaliar, se refere a qualquer processo por meios do qual alguma ou varias
características de um aluno, de um grupo de estudante, de um ambiente educativo, de
objetivos educativos, de materiais, professores, programas, etc. recebem a atenção de quem
avalia, analisa e valoriza as características e condições existentes, em função de alguns
critérios ou pontos de referência para emitir um julgamento que seja relevante para a
educação.
As formas de avaliação em Sociologia, portanto, acompanham as próprias prática de
ensino e de aprendizagem da disciplina, seja a reflexão crítica nos debates, que

249
acompanham os textos ou filmes, seja a participação nas pesquisas de campo, seja a
produção de textos que demonstrem capacidade de articulação entre teoria e prática, enfim
várias podem ser as formas, desde que se tenha como perspectiva ao selecioná-la, a clareza
dos objetivos que se pretende atingir, no sentido da apreensão/compreensão/reflexão dos
conteúdos pelo aluno. Por fim, entendemos que não só o aluno, mas também professores e a
instituição escolar devem constantemente ser avaliados em suas dimensões práticas e
discursiva e principalmente em seus princípios políticos com a qualidade e a democracia.

250
BIBLIOGRAFIA

OLIVEIRA, Pérsio Santos de – Introdução à Sociologia – Ed. Ática 2002.


FERREIRA Pinto – Editora Revistas dos tribunais,2004.
Sociologia e Ensino em Debates: experiências e discussões de sociologia no Ensino
médio. Leyune, Mato Grosso de carvalho
GIDESN, Anthony – ed. Artimed 4ª edição, 2005. SEED. Diretrizes Curricular de
Sociologia para o Ensino Médio – julho 2006.
JU CHESI, Cipriano - Avaliação e Aprendizagem Escolar. Editora Cortez – 20065.
SANCRISTAN, J. Gineno Perez - Editora Artimede – 2000. BIBLIOGRAFIA
BAKHTIN, M. Marxismo e Filosofia da Linguagem, São Paulo,1988.
LEFFA, V.J. Metodologia do Ensino de Línguas,Tópicos lingüístico aplicada.
Forianopolis : Ed. Da UFSC, 1988
MEIRELES, S.M. Língua Estrangeira e Autonomia, In Educar em revista, Curitiba –
UFPR, 2002.
Diretrizes Curriculares SEED/julho 2006.

251
DISCIPLINA: LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A abordagem histórica da Língua Estrangeira na educação brasileira contribui para o


desenvolvimento de um trabalho de construção das diretrizes, sem fazer do ensino da
Língua Estrangeira fator de submissão às outras culturas.
Foi em 1776, após a expulsão dos padres jesuítas do Brasil, os quais tinham até
então toda a responsabilidade do ensino, que o ministro Marquês de Pombal implantou o
sistema de ensino régio, com professores não – religiosos, a cargo do estado.
Em 1776, uma escola no Rio de Janeiro começou a ensinar o hebraico. Duas escolas
de Vila Rica, no apogeu da mineração em 1774, ensinavam latim. Em 1790, o rei de
Portugal ordenou que se remunerasse melhor os professores e se lhes desse uma
aposentadoria digna, e aos melhores alunos, uma medalha. Determinou também que se
desse apoio ao ensino do latim e do grego,
Enquanto, predominaram nas escolas do Brasil as línguas clássicas: o grego e o
latim. Eram por meio dessas línguas que se ensinava o vernáculo, história e geografia. O
ensino das línguas modernas teve um leve sopro de incremento com a chegada da família
real, em 1808. Mais tarde, em 1937 quando se fundou o Colégio Pedro II, e finalmente, a
reforma de 1885, trouxe maior importância ao crescimento do ensino das línguas modernas.
O ensino de línguas no período do império mostrava duas fragilidades: uma dizia
respeito à metodologia, que era a mesma tanto no caso das línguas vivas quanto das línguas
mortas – aplicava-se a tradução e a análise gramatical. A outra, por um caráter burocrático
de administração, afunilava-se na escassa competência das congregações dos colégios em
gerir as dificuldades que se apresentavam com este tipo de ensino.
A História nos conta que o ensino de línguas no Brasil, em relação as línguas
escolhidas e à metodologia, apresentou, de forma geral, algumas décadas de atraso em
relação a outros países. Somente trinta anos após a França ter adotado o método direto, é
que este foi implantado no Brasil, em 1931.

252
Visto de uma perspectiva histórica, as décadas de 40 e 50, sob a Reforma
Capanema, formam os anos dourados das línguas estrangeiras no Brasil. (Leffa, UnP)
A LDB de 1961 descentralizou o ensino criando o Conselho Federal de Educação
que, entre muitas outras responsabilidades, ficou com a da indicação, para todos os sistemas
de ensino médio, de até cinco disciplinas obrigatórias, e aos Conselhos Estaduais de
Educação coube a responsabilidade de completar o número de disciplinas e indicar as que
poderiam, optativamente, ser adotadas pelos estabelecimentos de ensino. Coube também
aos Conselhos Estaduais, as decisões sobre o ensino de Língua Estrangeira. Foi assim que o
francês teve sua carga semanal diminuída ou foi retirado do currículo, o latim seguiu o
mesmo caminho, salvo algumas exceções e o inglês não sofreu grandes alterações.
A aprendizagem de língua estrangeira é uma possibilidade de aumentar a auto
-percepção do aluno como ser humano e como cidadão. Por esse motivo, ela deve centrar-
se no engajamento discursivo do aprendiz, ou seja, em sua capacidade de se engajar e
engajar outros no discurso de modo a poder agir no mundo social.
Para que isso seja possível, é fundamental que o ensino de língua estrangeira seja
centrada pela função social desse conhecimento na sociedade brasileira. Tal função está,
principalmente, relacionada a uso que se faz de língua estrangeira via leitura, embora se
possa também considerar outras habilidades comunicativas em função da especificidade de
algumas línguas estrangeiras e das condições existentes no contexto escolar. Além disso,
em uma política de pluralismo lingüístico, condições pragmáticas apontam a necessidade de
considerar três fatores para orientar a inclusão de uma determinada língua estrangeira no
currículo: fatores relativos a história, as comunidades locais e a tradição.
Pode-se dizer que é compreendida como uma forma de se estar no mundo com
alguém e é, igualmente, situada na instituição, na cultura e na história.
Os processos cognitivos têm uma natureza social, sendo gerados por meio da
interação entre um aluno e um parceiro mais competente.
Em sala de aula, esta interação tem, em geral, caráter assimétrico, o que coloca
dificuldade específica para construção do conhecimento.
Os temas centrais desta proposta são a cidadania, a consciência crítica em relação a
linguagem e os aspectos sócio políticos, aprendizagem de língua estrangeira.

253
Este tema se articula com os temas transversais dos Parâmetros Curriculares
Nacionais, notadamente, na possibilidade de se usar a aprendizagem de língua como espaço
para se compreender na escola as várias maneiras de se viver a experiência humana. Duas
questões teóricas em coram os parâmetros de línguas estrangeiras numa visão
sociointeracional da linguagem e da aprendizagem. O enfoque sociointeracional da
linguagem indica que, ao se engajarem no discurso, as pessoas consideram aqueles a quem
se dirigem ou quem dirigiu a elas na construção social do significado. É determinante nesse
processo o posicionamento das pessoas na instituição, na cultura e na história. Para que essa
natureza sociointeracional seja possível, o aprendiz utiliza conhecimento sistêmico de
mundo e sobre a organização textual, além de ter e aprender como usá-lo na construção
social dos significados via língua estrangeira. A consciência desses conhecimentos e a de
seu uso são essenciais na aprendizagem, posto que focaliza aspectos metacognitivos e
desenvolve a consciência crítica do aprendiz no que se refere como a linguagem é usada no
mundo social, como reflexos de crenças, valores e projetos políticos.
O conhecimento do mundo se refere ao conhecimento convencional que as pessoas
tem sobre as coisas do mundo, isto é, sempre é conhecimento do mundo. FicaM
armazenados na memória das pessoas conhecimentos sobre várias coisas e ações, por
exemplo, festas de aniversário, casamento etc.
Estes conhecimentos, organizados na memória em blocos de informação, variam de
pessoa para pessoa, pois refletem as experiências que tiveram, os livros que leram, os pais
onde vivem etc.
É esse tipo de conhecimento que permite a uma pessoa que vive no norte do Brasil,
por exemplo, compreender o enunciado. Da mesma forma, ausência de conhecimento de
mundo adequado pode constituir dificuldade para um profissional da área de Química, por
exemplo, compreender um texto, escrito em sua língua materna, sobre o ensino de línguas,
por lhe faltar conhecimento específico sobre essa área de conhecimento, embora não tenha
nenhuma dificuldade com aspectos do texto relacionado ao conhecimento sistêmico.
No Estado do Paraná a partir da década de 70, tais questões geram movimentos de
professores insatisfeitos com a reforma do ensino. Esse movimento se fez presente, no
Colégio Estadual do Paraná, fundado em 1846, que constava já com professores de latim,
grego, francês, inglês e espanhol.

254
Uma das forma encontradas para manter a oferta de línguas estrangeiras nas escolas
públicas após o parecer 581/76, bem como uma tentativa de rompimento com a hegemonia
de um único idioma ensinado nas escolas foi a criação do Centro de Línguas Estrangeiras
no Colégio Estadual do Paraná, em 1982, o qual passou a oferecer aulas de inglês,
espanhol, francês e alemão, aos alunos, no contraturno. O reconhecimento da importância
da diversidade de idiomas, também foi percebido na medida que a UFPR, a partir de 1982,
incluiu no vestibular as línguas espanhola, italiana e alemã. Esse fato estimulou a demanda
de professores que pudessem ensinar estas línguas.
Em meados de 1980 a redemocratização do país era o cenário propicio para que os
professores organizados em associações liderassem um amplo movimento pelo retorno da
pluralidade de oferta de língua estrangeira nas escolas públicas. Em decorrência de tais
mobilizações a Secretaria de Estado da Educação criou, oficialmente os Centros de Línguas
Estrangeiras Modernas (CELEMs) no estado do Paraná, em 15 de agosto de 1986, como
forma de valorização da diversidade étnica que marca a história do Estado.
Em 1996, a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional nº 9.394, determinou
que a oferta obrigatória de pelo menos uma língua estrangeira moderna no ensino
fundamental, a partir da 5ª série, sendo que a escolha do idioma foi atribuída a comunidade
escolar, dentro das possibilidades da instituição (Art. 26, §5º). Referindo-se ao Ensino
Médio, a lei determina ainda que seja incluída uma língua estrangeira moderna, como
disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter
optativo, dentro das disponibilidade da instituição. (Art. 36, Inciso III).
Ao historicizar o ensino da língua estrangeira, pretendeu-se, suscintamente,
problematizar as questões que envolvem o ensino da disciplina, de modo a desnaturalizar os
aspectos que têm marcado o seu ensino, sejam eles políticos, econômicos, sociais, culturais
e educacionais.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Ultrapassar as questões as questões técnicas e instrumentais e centrar-se na


educação é um dos objetivos fundamentais no trabalho com a disciplina do ensino de uma

255
língua estrangeira. O professor deverá, acima de tudo, ser educador, ensinar aos alunos
maneiras de construir significados, elaborar procedimentos interpretativos e construir
significados do mundo. Trabalhar a língua enquanto discurso entendido como prática social
significativa, compreender num texto concreto e preciso sua significação numa enunciação
particular
Proporcionar ao aluno uma prática significativa, na qual ele tenha acesso a discursos
variados, orais e escritos, a qual possa se sentir inserido numa determinada realidade capaz
de interagir com ela, só assim o sujeito terá possibilidade de ampliar seu conhecimento de
mundo e desenvolver seu espírito crítico com relação ao outro e a si mesmo. O aluno
deverá ser capaz de perceber a língua como algo que constrói e é construído por uma
determinada comunidade, constatar outras culturas com a sua própria, afirmar a sua
identidade cultural e, até mesmo modificar a partir do contato com os outros. Proporcionar
subsídios para que seus alunos sejam capazes de atribuir significados na língua, ensinar
estruturas consideradas fundamentais em sua prática de ensino, ir além das questões
lingüísticas incluindo questões culturais e extralingüísticas. A Língua Estrangeira no Ensino
Médio é orientar no sentido da formação integral do sujeito, será articulada como as demais
disciplinas do currículo, desenvolver formas de pensamento relacionado aos vários
conhecimentos.
Preparar o aluno do Ensino Médio para o trabalho e para a continuidade nos estudos
que serão atingidos na medida em que o objetivo maior for alcançado, que os alunos
conclua o Ensino Médio como sujeito capaz de interagir criticamente o mundo a sua volta,
estará também apto tanto para dar continuidade aos seus estudos como para enfrentar o
mundo do trabalho.
Compreender a relevância do conhecimento dessa língua, como instrumento de
comunicação que lhe possibilitará desenvolver-se cultural e profissionalmente.
Permitir ao estudante aproximar-se de várias culturas e, consequentemente,
propiciam sua interação num mundo globalizado.
Levar o aluno a entender, falar, ler e escrever, acreditando que, a partir disso, ele
será capaz de usar o novo idioma em situações reais de comunicação.

256
Entender a comunicação como uma ferramenta imprescindível do mundo moderno,
com vista à formação profissional, acadêmico ou pessoal, deve ser a grande meta do ensino
de Línguas Estrangeiras no Ensino Médio.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Discurso

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
1º ANO
 Conhecimentos lingüísticos
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
 Vocabulário
 Estrutura gramatical

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Discurso

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
2º ANO
 Conhecimentos lingüísticos
 Gêneros textuais
 Gêneros discursivos
 Textos com cognatos e termos transparentes
 Vocabulário
 Práticas de leitura, escrita e oralidade

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
 Discurso

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

257
3º ANO
 Práticas de leitura, escrita e oralidade
 Estudo morfossintáticas
 Funções da língua
 Estrutura gramatical
 Vocabulário

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

A aquisição da linguagem é entendida como resultado da interação entre o


organismo e o ambiente, através de assimilações e acomodações responsáveis pelo
desenvolvimento da inteligência.
Esta diretriz fundamenta o trabalho com a língua estrangeira, considerando o
processo dinâmico e histórico das diferentes e suas contribuições e contradições.
A competência comunicativa deve ser voltada para o uso efetivo da língua e não
apenas a busca da interação e não apenas da precisão, para autenticidade da língua e
contexto, atendendo às necessidades dos alunos no mundo real. O ensino de língua
estrangeira deve ultrapassar as questões técnicas e instrumentais e se centrar na educação,
pois para que o aluno reflita e transforme a realidade que lhe apresenta, é preciso que
entenda essa realidade, seus processos sociais, políticos, econômicos, tecnológicos e
culturais e, inclusive, perceba que esta realidade não é estática e nem definitiva, mas
inacabada, está em constante movimento e transformação.
Destaca-se, assim, a necessidade dos professores nas aulas de línguas estrangeiras
explorarem com seus alunos os diversos tipos de textos, comparando: a unidades temáticas,
lingüísticas e composicionais de um texto com outros textos e construindo a sua estrutura a
partir das reflexões da sala de aula; textos de países que falam o mesmo idioma estudados
na escola e observar aspectos culturais que ambos veiculam; textos publicados nacional e
internacionalmente sobre o mesmo tema e observar as abordagens de tais publicações e,
ainda, as estruturas fonéticas, sintáticas e morfológicas da língua estrangeira estudada com
a da língua materna.

258
Essa perspectiva permite que, tanto alunos como professores percebam que é
possível construir significados, além daqueles que são possíveis na língua materna,
percebam que há outras possibilidades de se entender o mundo.
Dentro dessa perspectiva, é fundamental auxiliar os alunos a entenderem que ao
interagir com a língua, estão interagindo com pessoas específicas em que é preciso levar em
conta que para entender um enunciado em particular ter em mente que disse o que, para
quem, onde e porque é imprescindível.
Outro grande desafio se coloca em se abordar uma prática social, capacitar uma
pessoa a se mover do estado de viver de forma relativamente restrita ao seu mundo
cotidiano até tornar-se um sujeito razoavelmente ativo na mudança de seu ambiente, o que
requer uma compreensão acurada da realidade na qual está inserido. É partindo desse
principio que entende-se que embora a escola regular seja o local preferencial para a
promoção da aprendizagem e inclusão de alunos com necessidades educacionais e
dificuldades de aprendizagem, no entanto, essa é uma tarefa que não depende apenas do
compromisso técnico e político dos governos, mas de pais, familiares, professores,
profissionais, enfim, de todos os membros da sociedade, pois o processo de inclusão exige
planejamento e mudanças.
Diante disso o desafio da inclusão escolar é enfrentado como uma nova forma de
repensar reestruturar políticas e estratégias educativas, de maneira a não criar a penas
oportunidade efetivas de acesso para crianças e adolescentes com dificuldades, mas, sobre
tudo, garantir condições indispensáveis para que possa manter-se na escola e aprender
Levando-se que o homem é um indivíduo que aprende a conhecer a
responsabilidade e a importância de ser, enquanto cidadão, e do ser do cosmos, é também
um indivíduo culto, sensível, ético e holístico. Ao elaborar esta concepção, o ensino da
Língua estrangeira deve propiciar espaços cognitivos e afetivos do aluno, buscando a
formação de um homem crítico e auto-crítico, democrático, com capacidade de
compreensão, produção de mensagens, de relacionar os novos conhecimentos com os já
adquiridos e de expressar a sua afetividade, de forma atuante e transformadora.
Assim, o professor precisa criar estratégias para que os sujeitos alunos percebam a
heterogeneidade da língua, cujos sentidos possíveis atribuíveis são as necessidades

259
específicas dos alunos, a fim de que possam expressar-se ou construir sentidos com os
textos.
O professor, portanto, nos trabalhos concebidos precisa valorizar o conhecimento de
mundo e as experiências dos alunos, por meio de discussões referentes aos assuntos
abordados, explorando todos os sentidos possíveis.
Nesse sentido, o aluno, agente ativo do processo de ensino e de aprendizagem, deve
ser instigado pelo professor a buscar respostas e soluções aos seus questionamentos,
necessidades e anseios relacionados à aprendizagem.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECIFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação está inserida no processo ensino e aprendizagem que resultara em


múltiplas atividades que serão realizadas com o objetivo de verificar o nível de
aprendizagem dos conteúdos propostos. É considerado instrumento de avaliação, qualquer
recurso que julgar importante.
A Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional em 1996, determina que a
avaliação seja contínua e comutativa e que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os
quantitativos.
Além de ser útil para a verificação da aprendizagem dos alunos, a avaliação servirá,
principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e planeje as aulas de
acordo com as necessidades de seus alunos. É através dela que é possível perceber quais
são os conhecimentos lingüísticos, discursivos, sócio-pragmáticos ou culturais e as práticas
leituras, escritas ou oralidade – que ainda não foram suficientemente trabalhados e que
precisam ser abordados mais exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com
os discursos em língua estrangeira.
Na apreciação dos aspectos qualitativos deverão ser consideradas a compreensão e o
discernimento dos fatos e a percepção de suas relações; a aplicabilidade dos
conhecimentos; a capacidade de análise e síntese, além de outras habilidades intelectivas
que advierem do processo de atitudes demonstrada.

260
Possibilitar o aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem e deverá
organizar-se aproveitando material vivo, isto é, textos reais, efetivamente presentes na
interação.
É essencial que se faça uma reflexão sobre o que será avaliado, bem como, sob
quais condições o ensino se realiza. O educando não pode e não deve refletir literalmente o
que lhe foi ensinado. Ele deve manipular o que aprendeu e explicar esses conhecimentos
em situações novas, de maneira criativa, devem ser seguidos às determinações da norma
culta sem, contudo, se desrespeitar a linguagem do aluno.
A participação do aluno em sala de aula deve ser avaliada. A avaliação deve prever a
análise criteriosa das condições gerais dos alunos de forma a permitir uma ordenação de
dados reais e concretos sobre os mesmos para consubstanciar decisões didático –
metodológicas em relação a ciclos de aprendizagem.
No Ensino Médio iremos trabalhar com auto-avaliação, pois assim permitira ao
aluno detectar seu próprio progresso e deficiência; e ao professor sua ação educativa. A
avaliação pelos grupos suscita o debate, a maior responsabilidade engajado de seus
participantes na solução mais efetiva do problema existentes em sala de aula, pela maior
socialização do processo ensino-aprendizagem.
As leituras, as pesquisas, as tarefas, os trabalhos em grupos, as apresentações e
demais atividades são todas as formas diferentes e necessárias para avaliar e ser avaliado,
uma vez que possibilitam a análise e descrição do processo que o aluno e professor usam
para se orientar e realizar suas tarefas.
A avaliação deverá ser contínua e cumulativa. Ela também poderá ser pontual, isto
é, enfocar, a cada mês ou a cada bimestre, os aspectos gramaticais, de vocabulário e de uso
estudados naquele período, visando um teste do seu grau de fixação. O importante é que
esses testes tenham uma efetiva dimensão educativa, sirvam de instrumento de diagnóstico
para o professor e igualmente para o aluno com vistas à medida compensatórias e eventuais
insuficiências.

261
BIBLIOGRAFIA

FILHO, José Carlos P. de Almeida. O Professor de Língua Estrangeira em Formação.


LUCKESI, C.C. Avaliação da Aprendizagem escola. São Paulo: Cortez.
BAKHTEN, M. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: 1998.
LEFFA, V.J. Metodologia do Ensino de Línguas, Tópicos Lingüístico Aplicada.
Florianópolis: Editora da UFSC, 1988.
MEIRELES, S.M. Língua Estrangeira e Autonomia, In Educar em Revista. Curitiba:
UFPR, 2002.
AFONSO, Almeirindo J. (2002). Avaliação Educacional: Regulação e Emancipação. São
Paulo: Cortez.
Paraná SEED-Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira Para o Ensino Médio
-Curitiba –SEED/2006
SAUL, Ana Maria – Avaliação Emancipatória: Desafio à Teoria e a prática de Curriculo –
2ª edição – São Paulo: Artes 1994.

262
DISCIPLINA DE FILOSOFIA

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

A Filosofia, enquanto disciplina escolar, figura nos currículos escolares brasileiros


desde o ensino jesuítico, ainda nos tempos coloniais. No entanto, essa aparente “tradição”
do ensino de Filosofia é bastante questionável, a partir de um olhar mais atento sobre os
objetivos, as “utilidades” e os conteúdos que historicamente constituíram-na como
disciplina escolar. Com a Proclamação da República, a Filosofia passou a fazer parte dos
currículos oficiais, até mesmo como disciplina obrigatória. Essa presença não significou,
porém, um movimento de crítica à configuração social e política brasileira que oscilou entre
a democracia formal, o populismo e a ditadura. A partir de um dos documentos
educacionais mais importantes de então – o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova de
1932 -, que pretendia reconstruir a educação no Brasil, percebe-se que os currículos
escolares sofreram uma queda significativa da participação das humanidades. A nova
política educacional previa o desenvolvimento da educação técnica profissional, de nível
secundário e superior, como base da economia nacional, com a necessária variedade de
tipos de escola.
Com a Lei nº 4.024/61, a Filosofia deixava de ser obrigatória, e, sobretudo, com a
Lei nº 5.692/71, em pleno regime militar, o currículo escolar não deu espaço para o ensino
e estudo da Filosofia, que desapareceria dos currículos escolares do Segundo Grau durante
a ditadura, sobretudo por não servir aos interesses econômicos e técnicos do momento. O
pensamento crítico deveria ser reprimido, bem como as possíveis ações dele decorrentes.
Dois exemplos ilustrativos dados por Corbisier (1986, p. 84): O Instituto Brasileiro de
Filosofia (IBF), fundado em 1951, “atravessou incólume os 15 anos de ditadura militar,
sem que nada acontecesse. Ao longo desses 15 anos, de opressão e repressão, de prisão,
tortura e morte, nenhum diretor ou professor desse Instituto foi processado ou preso (...)”.
O outro exemplo envolve o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), fundado em
1954 que foi extinto, por decreto, dias depois do golpe militar de 1964. Porque um
permaneceu aberto, em funcionamento, e o outro foi fechado e extinto pela ditadura
fascista. A Filosofia torna-se perigosa, subversiva, a partir do momento que deixa de ser

263
essa interminável e estéril ruminação no interior da própria Filosofia, esse eterno repisar
dos mesmos problemas, insolúveis no plano da pura teoria, para tornar-se (...) prática.
Esses dois exemplos são um referencial importante para indicar qual Filosofia se
pretende nesta Diretriz e como pode ser estudada e ao pensar o ensino de Filosofia, esta
Diretriz faz ver, a partir da compreensão expressa por Appel (1999), que não há como atuar
no campo politico e cultural, avançar e consolidar a democracia quando se perde o direito
de pensar, a capacidade de discernimento, o uso autônomo da razão. Quem pensa opõe
resistência.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

Tem por objetivo definir os conceitos fundamentais e deve ter claro que o processo
de ensino aprendizagem em Filosofia possui uma peculiaridade que a faz diferente de todas
as outras disciplinas. O aprender e o ensinar em Filosofia só se concretiza na experiência
que acontece em cada aula, superando a passividade, o senso comum e os preconceitos que
trazem do seu dia-a-dia. Na busca de objetivos para o ensino de Filosofia no ensino médio,
deve-se considerar o ensino como problemática central, que exige uma tomada de posição
teórica e prática dos agentes envolvidos no processo.
Desse modo, consideramos algumas práticas que julgamos relevantes para o
entendimento da abordagem, tais como: construir o desenvolvimento e a autonomia do
educando; o diálogo como experiência primordial; substituir o verticalismo e o
autoritarismo pela discussão coletiva e pela participação consciente e responsável dos
educandos.
O ensino de Filosofia não tem apenas por objetivo ensinar algumas filosofias, nem
conteúdos prontos e acabados e não se resume a uma simples técnicas didáticas, e também
não é um treinamento para uma reprodução mecânica de conhecimentos adquiridos através
de uma atividade problematizadora na busca de inteligibilidade daquilo que se apresenta
como problema e como algo interrogativo. E cabe ao docente elaborar o seu programa de
curso, para que possa orientá-lo numa perspectiva que contemple os interesses dos
estudantes de acordo com suas necessidades aplicando com rigor, radicalidade e totalidade.

264
Fundamentar nas ações, decisões humanas contextualizadas, mediadas pela
linguagem e por uma leitura que manifeste o essencial da experiência filosófica, levando o
aluno a analisar o texto filosófico de forma a articular a sua linguagem a sua linguagem
com as construções argumentativas sem trazer prejuízos no todo da obra e no seu
entendimento.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

Os conteúdos estruturantes são conhecimentos basilares de uma disciplina, que se


constituíram historicamente, em contexto e sociedades diferentes, mas que neste momento
ganham sentido político, social e educacional, tendo em vista o estudante do Ensino Médio.
Estas Diretrizes Curriculares propõem a organização do ensino de Filosofia por
meio dos seguintes conteúdos estruturantes:
 Mito e Filosofia;
 Teoria do conhecimento;
 Ética;
 Filosofia política;
 Estética;
 Filosofia da Ciência.

Dada a sua formação, sua especialização, suas leituras, professor de Filosofia poderá
fazer seu planejamento a partir dos conteúdos estruturantes e fará o recorte do específico –
que julgar possível e adequado. Por exemplo: para trabalhar os conteúdos estruturantes
Ética e/ou Filosofia Política, o professor poderá fazer um recorte a partir da perspectiva da
Filosofia latino-americana ou de qualquer outra filosofia, tendo em vista a pluralidade
filosófica da conteiporaneidade. Importante é que o ensino de Filosofia se dê na perspectiva
do diálogo filosófico, sem dogmatismo, puritanismos, niilismo, doutrinação, portanto, sem
qualquer condicionamento do estudante para o ato de filosofar.

265
METODOLOGIA DA DISCIPLINA

É fundamental os múltiplos instrumentos metodológicos, os quais devem adequar-se


aos possíveis desdobramentos dos conteúdos específicos e conteúdos estruturantes da
Filosofia os quais devem ser apresentados em quatro momentos abrangendo a
sensibilização; a problematização; a investigação; a criação de conceitos. O ensino de
Filosofia deve nortear na quem dialoga com a vida, por isso, é importante que, na busca de
resolução do problema, haja preocupação também com uma análise da atualidade, com uma
abordagem contemporânea que remeta o estudante à sua própria realidade. Dessa forma, a
Filosofia ajuda a entender e analisar filosoficamente o problema em questão a ser trazido
para o presente com o intuito de entender o que ocorre hoje e como podemos atuar sobre
eles diante de nossa sociedade.
O Livro Didático Público de Filosofia incorporou, conforme seus limites e
possibilidades, os quatro eixos do ensino de Filosofia: a sensibilização, a problematização,
a investigação e a criação de conceitos, porém sabemos que o livro didático deve ser
aproveitado para enriquecer a investigação filosófica, este conhecimento deve ir muito além
de uma simples investigação dos fenômenos da realidade social. É tarefa primordial do
conhecimento filosófico explicar e explicitar as problemáticas sociais concretas e
contextualizadas, para a clareza que se pretende atingir no sentido da compreensão e
reflexão dos conteúdos pelo aluno. Por fim, entendemos que não só o aluno, mas também
professores e a instituição escolar devem renovar constantemente suas práticas
metodológicas com qualidade e democracia.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

A avaliação em Filosofia não pode ser concebido como um processo separado, mas
na sua função diagnóstica, ou seja, tem a finalidade de subsidiar e mesmo redirecionar o
curso da ação no processo ensino-aprendizagem, pela qualidade com que professores,
estudantes e a própria instituição de ensino o constróem coletivamente. Por isso, a
avaliação não se restringiria a quantidade de conteúdo que o aluno assimilou, pois o que é
essencial é a capacidade dele argumentar ao assumir suas posições.

266
O que deve ser levado em conta é a atividade com conceitos, a capacidade de
construir e tomar posições, de detectar os princípios e interesses subjacentes aos temas e
discursos.
Assim, torna importante avaliar a capacidade do aluno do Ensino Médio de
trabalhar e criar conceitos, sob os seguintes pressupostos:
- qual conceito trabalhou e criou/recriou;
- qual discurso tinha antes;
- qual discurso tem após o estudo da Filosofia.
Portanto, a avaliação da Filosofia se inicia com a sensibilização, com a coleta do
que o estudante pensava antes e o que pensa após o estudo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 SEED. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do


Paraná. Filosofia.
 REALE, G; ANTISERE, D. História da Filosofia: patrística e escolástica. São Paulo:
Paulus.
 CORBISIER, R. Introdução à Filosofia. 2ª edição. Rio de Janeiro. Civilização
Brasileira, 1986, v.1.
 FERRATER MORA. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Loyola, 2001.
 KONDER, Leandro – O futuro da filosofia da Práxis – O pensamento de Marx no
século XXI, 2006.
 SEED, Livro Didático – Filosofia – Ensino Médio.

267
13- PROJETOS EM DESENVOLVIMENTO E A SEREM DESENVOLVIDOS

1) Agenda 21 Escolar

Introdução:

Diante dos fatos que vem acontecendo temos cada vez mais a certeza que o
atual modelo de crescimento econômico tem gerado enormes desequilíbrios ecológicos.
Temos consciência que o desenvolvimento é necessário, mas tem que ser respeitado o meio
ambiente. Com a elaboração da Agenda 21 escolar teremos como principal desafio, elaborar
um planejamento voltado para a ação compartilhada na construção de propostas voltadas
para a elaboração de uma visão de futuro entre todos os envolvidos com a realização do
Fórum abordando abordando os aspectos ambientais, sociais e econômicos locais iremos
definir as ações que levará a escola e comunidade contribuírem para um futuro desejado.
“Agenda 21” é um programa de ação para viabilizar a adoção do desenvolvimento
sustentável e ambientalmente racional em todos os países. Nesse sentido, o documento da
Agenda constitui, fundamentalmente, um roteiro para a implementação de um novo modelo
de desenvolvimento que se quer sustentável quanto ao manejo dos recursos naturais e
preservação da biodiversidade, equânime e justo tanto nas relações econômicas entre os
países como na distribuição da riqueza nacional entre os diferentes segmentos sociais,
economicamente eficiente e politicamente participativo e democrático. No Brasil, as
instituições não-governamentais e os governos locais têm se mostrado muito mais
sensibilizados e ativos do que o governo federal na elaboração da Agenda 21 e na
incorporação dos princípios da sustentabilidade às políticas públicas, programas, projetos e
até mesmo aos padrões de consumo e comportamento.

Os objetivos da Agenda 21 estão primeiramente no sentido de sensibilizar,


amadurecer a comunidade escolar quanto à importância de se trabalhar coletivamente.

268
Durante a realização do Fórum queremos dar ênfase a três planos tais como:
- Jardinagem Escolar
- Horta Escolar
- Lixo Escolar
Com a elaboração da Agenda 21 queremos desenvolver um trabalho voltado para:
- Dimensões sociais e econômicas no sentido de haver uma maior integração entre meio
ambiente e desenvolvimento.
- Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento no sentido de incentivar o
plantio de árvores e arbustos e outras plantas contribuindo para um ambiente mais
agradável.
- Fortalecimento do papel dos grupos principais no sentido de reconhecer e considerar o
papel das populações, respeitando a diversidade étnica-racial em especial a negra.
- Os meios de implantação serão de forma reorientar a comunidade local no sentido de
buscar um desenvolvimento sustentável, desejável e correto.
Em análise com a comunidade verificamos primeiramente que são
necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida.
Sabemos que as bases da segurança global estão ameaçadas e é imperativo que nós povos
da Terra, declaremos responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade
da vida e com as futuras gerações.

1.1 -Lixo na Escola:


Introdução:
Sabemos que o lixo é um problema sério para nossa comunidade. O problema atinge
a todos porque colabora com a proliferação de insetos e vírus. Mesmo uma escola bem
limpa e bem cuidada pode e deve incorporar o problema do lixo como uma questão a ser
refletida no sei dia-a-dia. Uma escola preocupada com a questão ambiental deve analisar o
lixo que produz e pensar na possibilidade de reaproveitá-lo, reutiliza-los ou recicla-lo.
Objetivos:
- Estimular a mudança de atitudes e a formação de novos hábitos com a relação à utilização
dos recursos naturais e favorecer a reflexão sobre a responsabilidade ética de nossa espécie
como o próprio planeta com um todo.

269
- Refletir sobre a importância de evitar o desperdício para tornar melhor a qualidade de
vida, já que vivemos numa sociedade de consumo.
Estratégias:
- Confeccionar lixeiras reaproveitando latões de plásticos ou metal, decorando-as.
- Cada grupo de aluno encarrega-se de decorar uma lixeira para sua sala de aula e outra
para o pátio.
- A cada ano pode-se inovar as lixeiras fazendo com que novas turmas se envolvam no
projeto.
- Palestras voltadas para os alunos, pais, funcionários de apoio e comunidade.
- Separar o lixo, principalmente o papel produzido pelos alunos e escola, para repassar aos
catadores de papel.

1.2 - Horta na Minha Escola

Esse Projeto surgiu da necessidade de trabalhar com diversos aspectos ligados ao


meio ambiente.Pois queremos uma horta bem planejada proporcionando boa qualidade de
vida para nossos alunos.Neste Projeto, os alunos podem atuar como responsáveis pela
seleção das espécies a serem cultivadas na horta. A horta e o jardim são projetos
complementares, pois seus objetivos se aproximam. Neste Projeto todos os professores e
alunos podem se envolver.
Objetivos:
Buscar mudanças na qualidade de vida que vivem a harmonia entre os seres
humanos e outras formas de vida.

- Dar oportunidade aos alunos de aprender a cultivar plantas utilizadas como alimento.
- Criar na escola, uma área verde produtiva pela qual todos se sintam responsáveis.
- Resgatar da trajetória familiar as espécies que costumam ser cultivadas na região.
- Identificar os canteiros com o nome das plantas cultivadas e as séries responsáveis.
- Pesquisar receitas junto às famílias e outras pessoas da comunidade que contenham os
alimentos cultivados na horta.
Estratégias:

270
- Preparar o solo, com ajuda de Engenheiros ou Técnicos locais.
- Selecionar as espécies a serem cultivadas e dividir essa tarefa para os professores,
distribuírem para os alunos.
- Cada Equipe decide o que cultivar e a época propícia, sendo o período de semeadura e
colheita.
- Sempre verificar se a colheita implicará na retirada de toda a planta ou de apenas parte.
- Desenvolver atividades para melhorar e preservar o meio ambiente e o patrimônio de
nossa escola e comunidade.
- Levar o aluno a respeitar a natureza promovendo a integração homem-meio-ambiente a
fim de torna-lo um ser consciente preocupado com o futuro de nosso planeta.
- Reconhecer a escola como um espaço privilegiado de formação de cidadãos que
respeitem o meio em que vivem, de forma a cuidarem e preservarem cotidianamente os
espaços em que estão inseridos (casas, ruas, praças, escolas, córregos, rios, etc.)
- Utilizar o próprio ambiente escolar com a finalidade educativa e uma ampla gama de
métodos para transmitir e adquirir o conhecimento sobre o meio ambiente, ressaltando
principalmente atividades práticas e as experiências pessoais.

1.3 - O Jardim da Escola

Introdução:
As áreas externas de uma escola são na realidade, o seu cartão de visitas,
pois ao entrar numa escola a primeira coisa que se deparamos é com o espaço entre o
portão é a primeira edificação. Organizar um jardim na escola é algo que não tem um
tempo pré-denominado. Desde 1998 deu-se início a organização de um jardim e com o
passar dos anos foram sendo realizadas manutenções permanentes, por que a jardinagem foi
incorporada como um projeto permanente na escola, no qual a cada ano novas turmas são
envolvidas.
Envolvimento:
Professores, funcionários, alunos e pais tem dado sua parcela de contribuição
para a realização deste projeto.
Objetivos:

271
Criar na escola uma área verde produtiva, pela qual todos se sintam
responsáveis, que tome as áreas externas e outros espaços da escola mais agradáveis e
prazeroso de se estar.
Resultado:
O resultado desse trabalho é o próprio jardim, que torna os espaços mais
agradáveis e que os alunos aprendam os cuidados necessários para mantê-lo. Por outro
lado, os alunos poderão ser envolvidos em pesquisas complementares, com conteúdos de
Arte, Língua Portuguesa, Ciências, Geografia e outras.
Atividades a Serem Desenvolvidas Futuramente:
- Organizar um livro sobre as plantas típicas da região. Através de entrevistas com a
comunidade e também consultar livros e enciclopédias sobre o assunto.
- Elaborar ilustrações das plantas da região, que poderão ser inseridas no livro, usa-las
como ilustração para calendários ou simplesmente como enfeite nas paredes da escola.

- Realizar seminários sobre jardinagem, apresentando as espécies que foram cultivadas,


dando dicas de plantio e manutenção e, até discorrer sobre as possíveis utilidades de
algumas espécies.
- Montar um catálogo de flores e folhas secas com a classificação das plantas e uma
descrição das suas características, que ser transformado em um material de pesquisa para os
alunos.
- Montagem de quadros decorativos com folhas e folhas secas com vidro e espelho.

2- EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A inclusão educacional implica no reconhecimento e atendimento às


diferenças de qualquer aluno que, seja por causas endógenas ou exógenas, temporárias ou
permanentes, apresenta dificuldades de aprendizagem. Outra abordagem simplista que é
observada, tanto na maioria das narrativas dos autores quanto nos discursos, é a afirmação
de que o fenômeno da inclusão é o inverso da exclusão. Ao contrário: o avesso da inclusão
pode ser uma inclusão precária, instável e marginal decorrente de inúmeros fatores dentre
os quais a “sociedade capitalista que desenraiza, exclui, para incluir de outro modo,

272
segundo suas próprias regras, segundo sua própria lógica. O problema está justamente
nessa inclusão” (Martins, apud Amaral, 2002, p.32).
A inclusão educacional para efetivar-se necessita do suporte da Educação
Especial, incluindo a implantação e/ou implementação de uma rede de apoio. No Paraná, a
inclusão educacional é um projeto gradativo, dinâmico e em transformação, que exige do
Poder Público, em sua fase de transição, o absoluto respeito e reconhecimento às diferenças
individuais dos alunos e a responsabilidade quanto à oferta e manutenção dos serviços mais
apropriados ao seu atendimento, tais como, Sala de Recursos de 5ª a 8ª séries na área da
Deficiência Mental e Distúrbios de Aprendizagem, Sala de Recursos na área da
Superdotação/Altas Habilidades para enriquecimento curricular, Profissional Intérprete para
educandos surdos com domínio da língua de sinais/LIBRAS e Professor de Apoio
Permanente para a alunos com acentuado comprometimento físico/neuromotor e de fala.No
Paraná, a Deliberação nº 02/03 – CEE, que fixa as
normas para a Educação Especial, modalidade da Educação Básica para alunos com
necessidades educacionais especiais no Sistema de Ensino do Estado do Paraná, assegura a
oferta de atendimento educacional especializado aos alunos que apresentam necessidades
educacionais especiais decorrentes de:
I. deficiências mental, física/neuromotora, visual e auditiva;
II. condutas típicas de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos ou
psiquiátricos; e
III. superdotação/altas habilidades.
Esse novo ponto de vista sinaliza para a necessária revitalização dos Projetos
Políticos Pedagógicos das escolas e da provisão de recursos humanos, materiais, técnicos e
tecnológicos pelos Sistemas de Ensino, conforme prevê a Deliberação nº 02/03 – CEE. Para
incluir (inserir, colocar em) um aluno com características diferenciadas numa turma dita
comum, há necessidade de se criar mecanismos que permitam, com sucesso, que ele se
integre educacional, social e emocionalmente com seus colegas e professores e com os
objetos do conhecimento e da cultura.
O principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças
devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades
ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às

273
necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de
aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade à todos através de um currículo
apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria com as
comunidades. Na verdade, deveria existir uma continuidade de serviços e apoio
proporcional ao contínuo de necessidades especiais encontradas dentro da escola. Dentro
das escolas inclusivas, crianças com necessidades educacionais especiais deveriam receber
qualquer suporte extra requerido para assegurar uma educação efetiva. As escolas especiais
podem servir como centro de treinamento e de recurso para os profissionais das escolas
regulares. Finalmente, escolas especiais ou unidades dentro das escolas inclusivas podem
continuar a prover a educação mais adequada a um número relativamente pequeno de
crianças portadoras de deficiências que não possam ser adequadamente atendidas em
classes ou escolas regulares. Investimentos em escolas especiais existentes deveriam ser
canalizados a este novo e amplificado papel de prover apoio profissional às escolas
regulares no sentido de atender às necessidades educacionais especiais. Uma importante
contribuição às escolas regulares que os profissionais das escolas especiais podem fazer
refere-se à provisão de métodos e conteúdos curriculares às necessidades individuais dos
alunos.A vasta maioria de alunos com necessidades especiais, especialmente nas áreas
rurais, é consequentemente, desprovida de serviços. De fato, em muitos países em
desenvolvimento, estima-se que menos de um por cento das crianças com necessidades
educacionais especiais são incluídas na provisão existente. Além disso, a experiência sugere
que escolas inclusivas, servindo a todas as crianças numa comunidade são mais bem
sucedidas em atrair apoio da comunidade e em achar modos imaginativos e inovadores de
uso dos limitados recursos que sejam disponíveis. Planejamento educacional da parte dos
governos, portanto, deveria ser concentrado em educação para todas as pessoas, em todas as
regiões do país e em todas as condições econômicas, através de escolas públicas e privadas.
O currículo para estudantes mais maduros e com necessidades educacionais especiais
deveria incluir programas específicos de transição, apoio de entrada para a educação
superior sempre que possível e conseqüente treinamento vocacional que os prepare a
funcionar independentemente enquanto membros contribuintes em suas comunidades e
após o término da escolarização. Tais atividades deveria ser levadas a cabo com o
envolvimento ativo de aconselhadores vocacionais, oficinas de trabalho, associações de

274
profissionais, autoridades locais e seus respectivos serviços e agências. O papel das famílias
e dos pais deveria ser aprimorado através da provisão de informação necessária em
linguagem clara e simples; ou enfoque na urgência de informação e de treinamento em
habilidades paternas constitui uma tarefa importante em culturas aonde a tradição de
escolarização seja pouca.O envolvimento comunitário deve ser buscado no sentido de
suplementar atividades na escola, de prover auxílio na concretização de deveres de casa e
de compensar a falta de apoio familiar. Neste sentido, o papel das associações de bairro
deveria ser mencionado no sentido de que tais forneçam espaços disponíveis, como também
o papel das associações de famílias, de clubes e movimentos de jovens, e o papel potencial
das pessoas idosas e outros voluntários incluindo pessoas portadoras de deficiências em
programas tanto dentro como fora da escola. Sempre que ação de reabilitação comunitária
seja provida por iniciativa externa, cabe à comunidade decidir se o programa se tornará
parte das atividades de desenvolvimento da comunidade. Aos vários parceiros na
comunidade, incluindo organizações de pessoas portadoras de deficiência e outras
organizações não-governamentais deveria ser dada a devida autonomia para se tornarem
responsáveis pelo programa. Sempre que apropriado, agências governamentais em níveis
nacional e local também deveriam prestar apoio.
Nossa escola procurará se organizar da seguinte forma para desenvolver uma
verdadeira educação inclusiva:
- Espaço físico adequado, equipamentos para desenvolver as suas
potencialidades;
- A escola deve estar preparada não só para respeitar as diferenças,
mas trabalha-las ofertando um serviço especializado promovendo o
desenvolvimento das potencialidades existentes;
- Ver o deficiente como uma pessoa com necessidades intelectuais
como qualquer outra e levar em conta sua capacidade e vontade de
aprender, auxiliando quando necessário.
- Criar sala de recursos com profissionais especializados para
atender as necessidades especiais dos alunos;

275
- Trabalhar potencializando as habilidades que os alunos deficientes
apresentam para que os mesmos possam ser incluídos na
sociedade;
- Capacitar os profissionais da educação;
- Adequar o número de alunos por turma;
- O Projeto político pedagógico da escola deveria prever uma
capacitação para que o funcionário possa melhor interagir com a
presença dos alunos com necessidades especiais, pois os mesmos
estarão em contato com esses alunos, na secretaria, na biblioteca,
no refeitório e no pátio. O funcionário não estando capacitado pode
até deixar o aluno constrangido.
- Quanto aos alunos com deficiências leves temos procurado fazer
com que o mesmo sinta-se incluso no ambiente escolar. Caso a
escola venha receber alunos com deficiência visual ou deficiências
severas teremos dificuldades em trabalhar com eles, pois não
dispomos de materiais adequados, espaço físico e profissional
capacitado.

3) CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA

Fundamentação
A inserção da população negra na sociedade brasileira se deu pelo trabalho,
base da organização econômica e da convivência familiar, social e cultural. A cultura afro-
brasileira é uma das que mais se destacam no cenário do sincretismo religioso no Brasil. A
música e a dança dos descendentes africanos são exemplos vivos do que é o patrimônio
cultural do continente negro amadurecido ao longo do milênio. Uma história antiga e
valiosa pode ser contada através da música, da dança, do teatro, do artesanato, da
indumentária e das tradições. O ensino da história e cultura afro em nossa escola é de
fundamental importância para o desenvolvimento de uma educação voltada para a inclusão,

276
pois o que até hoje temos nas escolas é apenas o ensino onde o negro aparece apenas como
raça escravizada, inferiorizada...
Em nosso entendimento percebemos a raça negra como parte importante na
constituição do povo brasileiro e deve ser vista e respeitada como tal. A diversidade
historicamente tem sido representada como algo exótico, folclórico. A abordagem
superficial e distante do cotidiano escolar reforça estereótipos, naturaliza os problemas
raciais e sociais, justificando-os por meio de recursos da psicologia. Isso tem mudado com
ações educativas dos movimentos sociais e a reivindicação de uma nova postura da escola
em relação aos grupos étnicos-raciais que compõem o povo brasileiro. A música, a dança,
as tradições, as festas, os ritos, as religiões brasileiras receberam contribuições de inúmeros
povos. A maneira como estas tem sido expostas e intermediadas tem criado modelos de
representação pejorativa da maioria brasileira, desvalorizando sua riqueza cultural,
mantendo-se bem longe da perspectiva da afirmação multiculturalista. O “ideal de
branqueamento” tem feito desaparecer a memória e a identidade de diversos grupos,
enfraquecendo-os na luta pela sobrevivência, reconhecimento de suas diferenças, direitos e
importância na conformação da identidade nacional.
O movimento negro tem pressionado e realizado ações que culminaram
neste momento com a Lei nº 10.639 que inclui a Cultura Afro nos currículos de ensino
fundamental e médio. Sancionada em 09 de janeiro de 2003 pelo presidente da República,
torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-brasileira. Essa última parte estará
presente em todo o currículo, especialmente na Literatura, História e, principalmente,
Educação Artística. Se considerarmos os conhecimentos e saberes dos afrodescendentes em
sala de aula perceberemos o quanto a cultura afro-brasileira está presente. Ouviremos vozes
silenciadas há séculos e numa nova temporalidade criaremos outros caminhos para a
Educação.
Desenvolvimento
Já na escolha do tema para a Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo
meio ambiente, escolhemos o tema Diversidade Étnico-Racial, porque sabemos que o
Brasil é um País multicultural e que tem a presença de muitos povos. Queremos valorizar e
respeitar essa diversidade dentro da nossa escola através de projetos especiais ou ainda
pequenas atividades do cotidiano escolar voltadas para o resgate das diferentes culturas.

277
Neste ano de 2005 já desenvolvemos um Projeto voltado para o resgate da cultura afro
brasileira onde procuramos conhecer a África de ontem e hoje bem como a história do
Brasil contada na perspectiva do negro, onde reafirmamos a presença africana em nosso
meio. Pesquisa na Internet sobre os costumes herdados dos africanos, e que estão presentes
na Cultura Brasileira, e logo em seguida selecionar os mais praticados ou vivenciados
atualmente em nossa cidade.
Objetivos
- Apoiar e promover projetos temáticos culturais afro-brasileiros de modo a aumentar
a produção e a difusão inclusiva da cultura afro-brasileira junto à identidade cultural
nacional.
- Implementar ações voltadas para a valorização do desenvolvimento das
comunidades de tradição afro-brasileira, inclusive as comunidades remanescentes
de quilombo, de modo a assegurar seu etno-desenvolvimento coerente com suas
necessidades histórica, religiosa e cultural.

4) MONITORIA E REFORÇO ESCOLAR

Pesquisas da Unesco mostram que o Brasil é um dos países com maior


índice de reprovação de alunos. Este é, sem dúvida um grave problema da educação
brasileira, afinal, a reprovação também pode provocar a evasão escolar. Transformar
essa realidade não é fácil, mas é possível. Grupos de voluntários podem ajudar alunos a
alcançarem sucesso na escola sendo monitores e organizando grupos de estudo e
reforço escolar. . Todo mundo pode aprender, não importa quanto tempo leve ou
quantas vezes preciso ensinar. . Não há o que discutir todos tem direito à educação de
qualidade. Entretanto não é bem isso que acontece, pois muitas pessoas não chegam a
completar o ciclo básico.
Ações:
- Formar grupo de voluntários que possam dar aulas de reforço em diferentes matérias.
Cada um escolhe ensinar aquilo que mais gosta e tem facilidade. Os voluntários podem
ser alunos do Ensino Médio ajudando alunos da 5ª série.

278
- Cumprir o combinado e escolher horários que sejam convenientes para todos. Isto é
essencial para que esta ação tenha bons resultados.
- Convidar um professor para ser o orientador do grupo, pois, durante os estudos, os
voluntários podem ter alguma dúvida sobre a matéria, e ele é a melhor pessoa para
ajudar.
- Pode estender ainda mais. Fazendo-se um levantamento dos analfabetos da comunidade
local e incentiva-loa a freqüentar um curso de alfabetização.
- Identificar os alunos que estão faltando muito as aulas e incentiva-los a freqüentar a
escola.
- Fazer e manter uma biblioteca bem alegre e acolhedora, mostrando que a leitura é um
prazer.

5) EDUCAÇÃO FISCAL

O Programa Nacional de Educação fiscal (PNEF), foi criado em 1997 e


regulamentado em 2002 pela portaria nº 413 – Ministério da Fazenda e Ministério da
educação, com o objetivo de conscientizar a população sobre a questão tributária, formando
cidadãos críticos, pois estes participarão na gestão governamental, nos níveis municipal,
estadual e federal.
Vivemos atualmente num mundo globalizado, onde o conhecimento é primordial
para viver em sociedade, por isso, o direito à educação é essencial para o exercício da
cidadania. Nesse sentido a educação fiscal busca mostrar à sociedade a função do estado ao
arrecadar impostos e o dever do cidadão ao contribuir. Pois, muitas vezes, o governo
assume uma posição paternalista ou assistencialista, não permitindo ao povo a percepção da
sua responsabilidade na administração do dinheiro público, devendo ser investido para o
desenvolvimento do município, estado e país.
Além dos impostos diretos (IR, IPTU, IPVA), é importante que os discentes
conheçam os impostos indiretos (IPI, ICMS, ISS), que representam cerca de 70% da receita
tributária e que pagamos muitas vezes sem perceber.
Portanto, a educação fiscal é um trabalho de sensibilização da população para
função sócioeconômica do tributo. Conhecendo a sua função, o aluno terá condições de

279
acompanhar a administração dos governantes e cobrá-los, bem como votar com mais
responsabilidade, sabendo que o tributo deve ser pago para retornar à população na
aplicação dos recursos em benefício desta.
A educação fiscal vai ser trabalhada em forma de projetos, de maneira
contextualizada, sendo que o programa contemplará todas as disciplinas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- ALMEIDA, M. E. B. de. Educação, projetos, tecnologia e conhecimento. São Paulo:


PROEM, 2002.
- ALMEIDA, M. E. B. de. O eu e o outro no grupo. São Paulo, Publicação interna em
documentos disponibilizados em cursos promovidos pelo Programa de Pós-Graduação em
Educação: Currículo da PUC-SP, 2004.
- BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº
9394/96. Brasília: MEC, 1996.
- BRASIL. Leis, decretos, etc. Lei Federal nº 8069/90, de 13 de junho de 1990: dispõe
sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, e dá outras providências. Brasília, 1990.
- CARVALHO, Rosita Edler. Temas em educação especial. Rio de Janeiro: WVA, 1998.
- CARVALHO, Rosita Edler. Removendo barreiras para a aprendizagem. Rio de
Janeiro: WVA, 2000.

- FERREIRA, Naura Syria Carapeto. (org.). Gestão da Educação : impasses, perspectivas


e compromissos. Cortez, 2000.

- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa . São


Paulo: Paz e Terra, 1996.

- FREIRE, F. M. P. & PRADO, M. E. B. B. Projeto Pedagógico: Pano de fundo para


escolha de um software educacional. In: Valente, J.A. (org.). O computador na Sociedade
do Conhecimento. Campinas, SP: UNICAMP-NIED, 1999. p. 111-129.

- GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã . Polêmicas do nosso tempo. São Paulo: Cortez/
Autores Associados, 1992.

280
- PARANÁ. Conselho Estadual de Educação. Deliberação CEE nº 02/2003: normas para
a educação especial, modalidade da educação básica para alunos com necessidades
educacionais especiais, no Sistema de Ensino do Estado do Paraná. Curitiba: CEE, 2003.
- PRADO, M. E. B. B. Articulando saberes e transformando a prática. Boletim do
Salto para o Futuro. Série Tecnologia e Currículo, TV-ESCOLA-SEED-MEC, 2001.
Disponível no site: http:www.tvebrasil.com.br/salto.
- PRADO, M. E. B. B. Pedagogia de Projetos: Fundamentos e Implicações. Boletim do
Salto para o Futuro. Série Pedagogia de Projetos e integração de mídias, TV-ESCOLA-
SEED-MEC, 2003. Disponível no site: http:www.tvebrasil.com.br/salto.

- SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico – crítica: primeiras aproximações. 3ª ed.


São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1992.

- VEIGA, Ilma Passos A. Projeto Político-Pedagógico da escola: uma construção


coletiva. in Projeto Político-Pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas:
Papirus, 1995.

281