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XXXIII SEMANA DE ENFERMAGEM

16 a 18 de junho de 2010 em Uberlândia, Minas Gerais

Tema: “Dimensões do Exercício Profissional:


desafios para a equipe de enfermagem”

RESUMOS

Organizadores:
Ana Carolina Gonçalves Correia
Aparecida de Fátima Soane Lomônaco
Clélia Regina Cafer de Oliveira
Dnieber Chagas de Assis
Emerson Piantino Dias
Inês Laluci Durighetto
Lázara Cristina da Silva
Lúcia Helena Pereira dos Santos
Mário Paulo Amante Penatti
Noriel Viana Pereira
Reginaldo dos Santos Pedroso
Ricardo Gonçalves Holanda
Leila Aparecida Kauchakje Pedrosa
Samara dos Santos Rodrigues Gomes
Sandra Regina Toffolo
Tatiana Carneiro Resende
Terezinha Rezende Carvalho de Oliveira

Uberlândia, 2010
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Semana da Enfermagem (33. : 2010 : Uberlândia, MG)


S471r Resumos / XXXIII Semana de Enfermagem, 16 a 18 de junho de
2010 em Uberlândia, Minas Gerais ; organizadores: Ana Carolina
Gonçalves Correia ... [et al.]. - Uberlândia : UFU, Escola Técnica de
Saúde, 2010.
1 CD-ROM.

Tema: “Dimensões do exercício profissional : desafios para a


equipe de enfermagem”.
Inclui bibliografia.

1. Enfermagem - Congressos. I. Correia, Ana Carolina Gonçalves.


II. Universidade Federal de Uberlândia, Escola Técnica de Saúde. III.
Título.

CDU: 616-083(061.3)
Elaborado pelo Sistema de Bibliotecas da UFU / Setor de Catalogação e Classificação
XXXIII SEMANA DE ENFERMAGEM

Apresentamos os Resumos da XXXIII Semana de Enfermagem – “Dimensões do Exercício


Profissional: desafios para a equipe de enfermagem”, promovida pelo Curso Técnico em
Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de Uberlândia – MG,
nos dias 16, 17 e 18 de junho de 2010. Os Resumos da XXXIII Semana de Enfermagem
referem-se aos trabalhos apresentados na forma de pôster durante o evento. Os conteúdos
dos trabalhos são de inteira responsabilidade dos autores.

Mais Informações:
Coordenação Curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde - UFU
Fone: 3218-2407
e-mail: coenf@estes.ufu.br
SUMÁRIO

A HIGIENIZAÇÃO BUCAL EM PACIENTES COM DÉFICIT DE AUTOCUIDADO, 07


INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Faleiros, C. M.; Faleiros, E. M.; Toniollo, M. B.; Watanabe, M. G. C.; Mattos, M. G. C.

ABSENTEÍSMO DOS TRABALHADORES EM ENFERMAGEM: UM ESTUDO SOBRE 08


ESTA OCORRÊNCIA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Souza, H. T. ; Alves, M. A.; Ferreira, M. B. G.; Assis, D. C.; Carvalho, G.

ACIDENTES DE TRABALHO COM A EQUIPE DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO 09


SOBRE SUA OCORRÊNCIA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Lacerda, R. B.; Alves, M. A.; Silva, A. M. B.

ACONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS DE MERCÚRIO UTILIZADO EM 10


EQUIPAMENTO HOSPITALAR E AMÁLGAMA EM ODONTOLOGIA
Martins, B. R.; Resende, A. M. P.; Couto, L. C. R.; Gomes, F. A.

ANÁLISE DE EXAME DE FALCIZAÇÃO DE HEMÁCIAS PARA DOENÇA 11


FALCIFORME E IMPLICAÇÕES PARA ATENDIMENTO HUMANIZADO DO DOENTE
Melo, D. B. M.; Tafuri, S. M.

ASMA: UMA EMERGÊNCIA RESPIRATÓRIA PREVALENTE NA INFÂNCIA 12


Amaral, A. M.; Santos, L. H. P.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO CLIENTE SUBMETIDO À CIRURGIA DE 13


RETOSSIGMOIDECTOMIA
Souza, C. M. P.; Nascimento, K. V.; Toffolo, S. R.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM REDUZINDO RISCOS DE MICOBACTERIOSE EM 14


VIDEOCIRURGIA
Silva, K. A.; Deus, K. G.; Ferreira, F. A.; Vigineski, I. W. S.

ATUALIZAÇÃO DA ENFERMAGEM SOBRE CONTROLE DOMICILIAR DO DIABETES 15


MELLITUS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Garcia, A. F.; Martins, M. C. C.; Nunes, Â. M.; Rocha, F. L.; Sant’Anna, L. R.
AUDITORIA DE ENFERMAGEM: AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE ASSISTÊNCIA 16
POR MEIO DAS ANOTAÇÕES REGISTRADAS EM PRONTUÁRIOS
Tomás, F. S.; Dias, E. P.

AVALIAÇÃO E MENSURAÇÃO DA DOR PÓS-OPERATÓRIA NOS PACIENTES 17


SUBMETIDOS A CIRURGIAS DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA
Rezende, G. J.; Souza, M. I. T. P.

BRONQUIOLITE NA INFÂNCIA 18
Amaral, A. M.; Santos, L. H. P.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM CATETERES VESICAIS DE DEMORA 19


Morais, N. F.; Costa, F. A.; Ferreira, F. S.; Ribeiro, V. C.; Silva, G. A.; Magalhães, R.
B.; Toffolo, S. R.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO DE MICRO CIRURGIA 20


CEREBRAL ENDOSCÓPICA
Garcia, A. F.; Magalhães, R. B.; Toffolo, S. R.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DE FRATURA DE 21


OSSOS DO ANTEBRAÇO
Nunes, Â. M.; Roberto, R. A.; Magalhães, R. B.; Toffolo, S. R.

FORMAÇÃO INICIAL DO ACS DAS GRS DE UBERLÂNDIA E ITUIUTABA: 22


PROPOSTA E REALIDADE
Faleiros, E. M.; Lomônaco, A. F. S.

INFECÇÃO HOSPITALAR: MUITO A REFLETIR SOBRE O PAPEL DA EQUIPE DE 23


ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO
Campos, A. S.; Viana, C. P. C,; Rodrigues, C. D.; Picoli, K. R.; Teles, E. C.; Oliveira,
C. R C.;Moraes, Castro, A. O.

NOVO PARADIGMA PARA AS MULHERES EM SITUAÇÃO DE ABORTO: UMA 24


REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Berti, R. A. L.; Berti, R. A.
O REPROCESSAMENTO DE ARTIGOS MÉDICOS DE USO ÚNICO: REVISÃO DE 25
LITERATURA
Silva, A. M. B.; Paiva, L.; Assis, D. C.; Resende, D. V.; Miranzi, M. A. S.

O TÉCNICO DE ENFERMAGEM: CUIDADOS NO TRANSPLANTE CARDÍACO 26


Pascoal, J. R.; Moura, K. V.; Magalhães, R. B.; Toffolo, S. R.

OS TRÊS COMPONENTES QUE PODEM MATAR DURANTE A GESTAÇÃO 27


Morais, N. F.; Costa, F. A.; Ribeiro, I.; Berti, R. A. L.

OFICINAS TERAPÊUTICAS NA ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL 28


Martins, M. C. C.; Garcia, A. F.; Correia, A. C. G.

PROJETO ANINHAR: HUMANIZAÇÃO DAS AÇÕES DE ENFERMAGEM NA 29


UNIDADE DE ATENDIMENTO INTEGRADO TIBERY (UAI)- UBERLÂNDIA-MG
Naves, G. L.; Lomônaco, A. F. S.

REFLEXÃO SOBRE O ENSINO TÉCNICO EM SAÚDE – PEDAGOGIA DAS 30


COMPÊTENCIAS – UMA REVISÃO DA LITERATURA
Oliveira, C. R. C.; Pereira, N. V.; Moraes, A. O. C.; Sant’Anna, L. R. ; Correia, A. C. G.

SANEAMENTO AMBIENTAL NA PROMOÇÃO DE SAÚDE DAS FAMÍLIAS DO 31


ASSENTAMENTO DE REFORMA AGRÁRIA BOM JARDIM NO MUNICÍPIO DE
ARAGUARI –MG
Silva, J. B.; Lemos, J. C.

TRATAMENTO DE ÚLCERAS ISQUÊMICAS DE PACIENTES COM ESCLEROSE 32


SISTÊMICA COM CURATIVOS DE ALGINATO CÁLCIO E COLAGENO: UM
TRABALHO CONTROLADO E RANDOMIZADO
Toffolo,S. R.;Furtado, R. N. V.; Klein, A. W., Andrade, L. E. C.; Natour, J.

UTILIZAÇÃO DE ÁCIDO FÓLICO NA GESTAÇÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA 33


Almeida, B. L. F.; Ribeiro, M. A. M.; Kawata, L. S.
A HIGIENIZAÇÃO BUCAL EM PACIENTES COM DÉFICIT DE AUTOCUIDADO,
INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
Faleiros, C. M.1; Faleiros, E. M.2; Toniollo, M. B.3; Watanabe, M. G. C.4; Mattos, M. G. C.5

A infecção é uma complicação frequente de elevada mortalidade nos pacientes internados em


Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em relação à topografia das infecções mais incidentes nas
UTIs, observa-se que as infecções respiratórias são elevadas no panorama mundial,
merecendo destaque as pneumonias. Patógenos comumente responsáveis pela pneumonia
nosocomial são encontrados colonizando os dentes e a mucosa bucal dos pacientes. Desta
forma, evidencia-se a importância da higiene bucal como um meio de prevenção das patologias
diversas. Este trabalho objetivou realizar um levantamento bibliográfico sobre o que se
preconiza para uma higienização bucal eficiente em pacientes com déficit no autocuidado,
internados em UTI. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica descritiva. Foram
consultadas as bases de dados: Medline, LILACS e SCIELO e selecionados teses e artigos
científicos relacionados ao tema, no período de 2007 a 2009. Após análise da literatura
consultada, concluiu-se: boa técnica de higienização bucal é capaz de prevenir as patologias
orais e o avanço da infecção da cavidade bucal para o trato respiratório; as técnicas para a
higienização bucal eficiente compreendem medidas de controle mecânico (escovação de
dentes e língua e utilização de fio dental) e controle químico (solução antimicrobiana); há
necessidade da criação de protocolos considerando a composição da equipe e da realidade
local, contemplando método, freqüência de escovação, tipos de materiais/ instrumentais
adequados aos pacientes com déficit de autocuidado; a inclusão de um dentista na equipe
multiprofissional da UTI é fundamental, no sentido de contribuir para o aperfeiçoamento e
melhoria do desempenho da Enfermagem nos cuidados em relação à saúde bucal dos
pacientes internados.

Palavras-chave: Enfermagem, Unidade de Terapia Intensiva, Higiene bucal, Pneumonia.

¹Enfermeira, Docente da Escola Técnica de Saúde da UFU– e-mail: camilamf2008@hotmail.com


²Mestre em Educação, Enfermeira, Docente da Escola Técnica de Saúde da UFU.
³Cirurgião-Dentista, Mestrando pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto/USP.
4
Professor Associado, Docente da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto/USP.
5
Professor Titular, Docente da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto/USP.
ABSENTEÍSMO DOS TRABALHADORES EM ENFERMAGEM: UM ESTUDO
SOBRE ESTA OCORRÊNCIA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Souza, H. T. 1; Alves, M. A.2; Ferreira, M. B. G.3; Assis, D. C.4; Carvalho, G.5

Nas instituições de saúde, o número adequado de trabalhadores é imprescindível para


assegurar a qualidade da assistência de enfermagem em tempo integral. Porém, pode ser
observada nas organizações de saúde, sobretudo nas públicas, comprovado através de
pesquisas e relatos de gestores, a execução do trabalho com recursos humanos limítrofe ou
deficitário devido ao alto índice de absenteísmo. Justifica-se a pesquisa pela necessidade de
compreender o absenteísmo em sua dimensão quantitativa visando prevenir tal ocorrência a
fim de assegurar as condições para uma assistência qualificada. Estudo exploratório,
retrospectivo e descritivo, resultante de pesquisa fomentada pela Fapemig, teve como objetivo
mensurar o absenteísmo da equipe de enfermagem da unidade de Pronto Socorro do Hospital
de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) de janeiro a dezembro de
2009, e descrever a distribuição dos tipos de ausências apresentadas por este grupo de
trabalhadores. A análise dos dados demonstrou que os meses que apresentaram maiores
taxas de absenteísmo foram os meses de fevereiro (80,2%), novembro (65%) e julho (58,3%).
Já os meses que apresentaram menores taxas foram os meses de abril, maio e agosto (0,5%),
outubro (0,7%) e setembro (0,8%). A categoria profissional que apresentou maior percentual de
absenteísmo foi enfermeiro (80,2%), auxiliar em enfermagem (58,3%) e técnico em
enfermagem (56,3%). O enfermeiro apresentou por 6 meses maiores taxas de absenteísmo,
seguido pelo técnico em enfermagem 4 meses, e o auxiliar por 2 meses. As causas mais
freqüentes do absenteísmo entre os profissionais foram, respectivamente, licença saúde e
falta. Os dados apresentados possibilitaram concluir que os índices de absenteísmo entre os
trabalhadores de enfermagem da unidade estudada apresentam-se elevados, indicando a
necessidade de estudos mais específicos que possibilitem um diagnóstico sobre os principais
motivos das ausências não previstas, constituídas por licença saúde e falta, para
implementação de estratégias visando à redução.

Palavras-chave: absenteísmo, enfermagem, recursos humanos.

¹Aluna do 4º período do curso Técnico em Enfermagem do Centro de Formação Especial em Saúde/CEFORES –


UFTM, pesquisadora bolsista.
²Enfermeiro, Mestre e Doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia, Professor do CEFORES – UFTM,
pesquisador responsável.
³Enfermeira, Mestranda em Atenção à Saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, Professora
Substituta do CEFORES – UFTM, pesquisadora co-orientadora.
4
Enfermeiro, Mestrando em Atenção à Saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, Professor
ESTES – UFU, pesquisador co-orientador.
5
Aluna do 4º período do curso Técnico em Enfermagem do CEFORES – UFTM, pesquisadora voluntária.
ACIDENTES DE TRABALHO COM A EQUIPE DE ENFERMAGEM: UM
ESTUDO SOBRE SUA OCORRÊNCIA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Lacerda, R. B.1; Alves, M. A.2; Silva, A. M. B.3

No ambiente hospitalar os acidentes de trabalho (AT) estão relacionados a fatores de riscos


diversos, vinculados às condições laborais e ao desempenho do trabalhador. Os AT
configuram para o país um problema de saúde pública e de relativa significância no setor
econômico. O estudo teve como objetivos verificar a incidência de acidentes entre os
profissionais de enfermagem nas unidades de clínica médica e cirúrgica no ano de 2008 e
2009 no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro; avaliar as
condições em que ocorreu o acidente e traçar o perfil dos profissionais acidentados. Trata-se
de um estudo descritivo com abordagem quantitativa. A coleta de dados ocorreu após a
aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), utilizou-se para o levantamento de dados,
questionário semi-estruturado, compostos por perguntas de múltipla escolha e questões
abertas. Abrangendo conhecimento sobre biossegurança e fatores de risco para a exposição
do AT. Foram avaliadas as variáveis categóricas relacionadas ao sexo, tempo de formação,
jornada de trabalho, números e tipos de AT, co-relacionando com o tipo de material.
Evidenciou-se que (25,86%) são do sexo masculino e (74,14) do sexo feminino; (44,83%) tem
de 1 a 5 anos de formação; (46,55%) trabalham com jornada de 12 horas; (43,11%) já sofreram
algum tipo de acidente de trabalho. Dentre os fatores predisponentes à ocorrência dos AT
destacam-se a baixa experiência profissional e a extensa jornada de trabalho. As agulhas
foram os principais objetos causadores de lesões (64,0%), a punção venosa, a administração
de injetáveis e cuidados gerais foram as atividades mais citadas no momento da ocorrência do
acidente. Com base nos resultados obtidos conclui-se que programas educacionais preventivos
que assegurem a saúde do trabalhador devem ser oferecidos de modo a tornar compatível
permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do
trabalhador.

Palavras-chave: Acidentes de trabalho; Prevenção; Trabalhadores de Enfermagem.

¹ Aluna do 4º período do curso Técnico em Enfermagem do Centro de Formação Especial em Saúde da UFTM.
²Enfermeiro, Mestre e Doutorando pela Universidade Federal de Uberlândia, Professor Adjunto do Centro de
Formação Especial em Saúde da UFTM.
³Enfermeira, Mestranda em Atenção à Saúde pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro – UFTM, Professora
Substituta do Centro de Formação Especial em Saúde da UFTM.
ACONDICIONAMENTO DOS RESÍDUOS DE MERCÚRIO UTILIZADO EM
EQUIPAMENTO HOSPITALAR E AMÁLGAMA EM ODONTOLOGIA
Martins, B. R.¹; Resende, A. M. P.²; Couto, L. C. R.³; Gomes, F. A. 4

Este trabalho teve como objetivo normatizar o acondicionamento para o tratamento ou


disposição final específico do resíduo de mercúrio utilizado em equipamento hospitalar e
amálgama em odontologia. Foi realizado um estudo bibliográfico cuja trajetória metodológica
apoiou-se na leitura de artigos científicos. Quanto a analise dos resultados vê-se que a para a
Resolução Diretoria Colegiada (RDC) n˚. 306/04, que dispões sobre o Regulamento Técnico
para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde e a Associação Brasileira de
Normas Técnicas (NBR) n˚. 7500/2002, que dispõe sobre a identificação para o transporte
terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos, os resíduos de compostos
de mercúrio, devem ser segregado separado e acondicionado de forma isolada em recipiente
constituído de material compatível com o líquido armazenado, resistente, rígido (não
quebrável), com tampa rosqueada/vedante em recipientes sob selo d’água, identificado através
do símbolo de risco e o nome da substância química, frases de risco e encaminhados para
recuperação e ou destino final especifico em saco plástico da cor amarela. Conclui-se que é
relevante que o profissional de saúde e outros profissionais envolvidos em gerenciamento de
resíduos obedeçam às leis pertinentes ao acondicionamento e o destino final dos resíduos,
para preservar a saúde e o meio ambiente.

Palavras-chave: Acondicionamento, resíduo, mercúrio, equipamento e amálgama.

¹Graduação em Enfermagem na Faculdade do Trabalho – Uberlândia-MG. E-mail: brunoricardo-99@hotmail.com


²Pós Graduação: Auditora em Sistema de Saúde e enfermeira no HCUFU. São Camilo. E-mail:
anasende@yahoo.com.br.
³Acadêmica Bacharelado em Sistemas de Informação- UFU. e-mail: larinha1612@gmail.com
4
Especialização em Saúde Baseada em Evidências - UFU e enfermeira em Clínica de Cirurgia Plástica - Uberlândia-
MG.E-mail: deassisufu@bol.com.br
ANÁLISE DE EXAME DE FALCIZAÇÃO DE HEMÁCIAS PARA DOENÇA
FALCIFORME E IMPLICAÇÕES PARA ATENDIMENTO HUMANIZADO DO
DOENTE
Melo, D. B. M.¹; Tafuri, S. M.²

Doença Falciforme é uma doença genética que consiste na forma alterada de foice da hemácia
que transporta a hemoglobina que por sua vez leva O2 e tira CO2 do sangue e tecidos. A forma
alterada da hemácia causa dores, hemorragias, acidentes vasculares cerebrais, anemia,
icterícia, falência renal, disfunções cardíacas, úlceras de difícil cicatrização, necrose de tecidos
e perda de órgãos, atrasos de desenvolvimento psicomotor dentre outros. Não existe cura mas
o agravamento de sintomas pode ser prevenido com diagnóstico e acompanhamento
multidisciplinar precoce. Esta doença atinge cerca de 4% da população brasileira e em
algumas regiões essa incidência pode aumentar. Para obter os dados por faixa etária e os
cuidados que se deve ter para prestar atendimento humanizado multidisciplinar adequado a
cada grupo de doentes transcreveu-se e analisou-se 313 resultados de exames de eletroforese
de hemoglobina para o fenômeno da falcização, realizados no Laboratório de Análises Clínicas
UFU/FAEPU (2007-2009). Obteve-se 49 falcizações positivas concluindo que cuidados de
vacinação e nutrição devem ser prestados às crianças por causa da mortalidade infantil;deve
ser fornecido acompanhamento escolar para problemas de aprendizagem escolar;
acompanhamento psicológico a adolescentes e jovens para problemas de afetividade, atraso
na maturação sexual e intelectual; acompanhamento de adultos em idade reprodutiva e
produtiva devido dores, infertilidade, nascimento prematuro; e atenção aos idosos devido
maior risco de úlceras.

Palavras-chave: doença falciforme; falcização; cuidado multidisciplinar; atendimento


humanizado.

¹Graduada em Letras, estudante da Escola Técnica de Saúde (ESTES/UFU): denise_melo2003@yahoo.com


²Farmacêutico e Bioquimico; docente da Escola Técnica de Saúde (ESTES/UFU)
ASMA: UMA EMERGÊNCIA RESPIRATÓRIA PREVALENTE NA INFÂNCIA
Amaral, A. M.¹; Santos, L. H. P.²

A asma é uma doença muito comum em crianças e representa parcela significativa da procura
aos serviços de emergência. Apresenta alta morbidade, altera a qualidade de vida e é
responsável pelo absenteísmo escolar prolongado. Assim, este estudo teve como objetivo
apresentar uma revisão da abordagem clínica e terapêutica da asma, ressaltando algumas
características que auxiliam os profissionais de saúde na prestação dos serviços. Tratou-se de
uma revisão da literatura feita através de um levantamento bibliográfico em diversos bancos e
bases de dados, livros e revistas, onde foram selecionados os artigos e textos mais
significativos e relevantes referentes ao assunto. A asma é uma doença inflamatória crônica
das vias áreas, que resulta na redução ou obstrução no fluxo de ar. Sua fisiopatologia está
relacionada à interação entre fatores genéticos e ambientais, que se manifestam como crises
de falta de ar devido ao edema da mucosa brônquica, à hiperprodução de muco nas vias
aéreas e à contração da musculatura lisa das vias aéreas, com conseqüente diminuição de seu
diâmetro. O estreitamento das vias aéreas é geralmente reversível, porém, em pacientes com
asma crônica, a inflamação pode determinar obstrução irreversível ao fluxo aéreo. O
tratamento é feito basicamente por medicamentos antiinflamatórios para manutenção e por
broncodilatadores para as crises e tem como objetivos principais controlar os sintomas,
prevenir limitação crônica ao fluxo aéreo, permitir atividades normais de escola e lazer, manter
a função pulmonar normal ou a melhor possível, evitar crises, idas à emergência e
hospitalizações. Considerando-se a gravidade dessa emergência respiratória e as possíveis
conseqüências para o desenvolvimento das crianças, tornam-se necessários estudos
periódicos para a divulgação dos conhecimentos e conseqüente melhora no atendimento a
estes pacientes.

Palavras-chave: Asma. Emergência Respiratória. Infância.

¹ Enfermeira, Pós-graduada em Urgência e Emergência pelo Instituto Passo 1. Uberlândia, MG. Email:
alinelilite@yahoo.com.br
² Enfermeira, Doutora em Enfermagem Psiquiátrica pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto Universidade de
São Paulo. Docente na ESTES-UFU. e-mail: lhsantos@estes.ufu.br
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO CLIENTE SUBMETIDO À CIRURGIA DE
RETOSSIGMOIDECTOMIA
Souza, C. M. P.¹; Nascimento, K. V.²; Toffolo, S. R.³

O Câncer colorretal é uma das mais freqüentes doenças do trato gastrintestinal, com incidência
aumentada nos últimos anos. Afeta ambos os sexos, acima de cinqüenta anos, sendo,
cirurgicamente tratável muitas vezes com a construção de um estoma intestinal. Portanto, a
assistência qualificada de enfermagem no pós-operatório passa ser condição sine qua no para o
sucesso desta cirurgia. O estudo teve como objetivo apresentar os cuidados de enfermagem no
pós-operatório de retossigmoidectomia. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica, revistas
impressas e bases de dados científicas como Lilacs, Scielo e Bireme. De acordo com o
levantamento os cuidados de enfermagem dispensados aos pacientes neste período,
preconizam: a primeira troca da bolsa de colostomia de 48 a 72 horas após a cirurgia, ou antes,
quando houver descolamento da placa; administração de medicamentos (analgésicos,
antieméticos e antibióticos) e notificação da presença de efeitos colaterais; realizar os cuidados
com SNG (sonda nasogástrica); orientar quanto a reintrodução gradativa de alimentos (íleo
paralitico) e comportamentos saudáveis de alimentação; registrar balanço hídrico; orientar ações
específicas relativas ao estoma (características do estoma e da pele periestoma, cuidados com a
bolsa de colostomia enfatizando a remoção dos efluentes e troca); prevenir e ou detectar
complicações da pele periestoma e estoma mediante observação sistemática quanto à coloração
(róseo e vermelho vivo brilhante), protusão, localização, controle do efluente da ostomia
(observando a presença de sangramento) e avaliação da aderência da placa, para evitar o
vazamento ou infiltração; oferecer suporte emocional respeitando as reações emocionais
geradas pelo impacto da ostomia. Os cuidados de enfermagem do paciente/cliente pós
operatório de retossigmoidectomia são específicos, havendo a necessidade de um profissional
qualificado e treinado portador de conhecimentos relativo os cuidados com a ostomia,
contribuindo assim, não só para redução de complicações do estoma, mas também no
enfrentamento das alterações físicas, sociais e emocionais, resultantes da cirurgia.

Palavras-chave: Câncer colorretal, cuidados de enfermagem na retossigmoidectomia, assistência


de enfermagem em ostomia.

¹Aluno do curso Técnico em Enfermagem ESTES/UFU. e-mail: karlos-prado@hotmail.com


²Enfermeira, aluna da Licenciatura em Enfermagem FAMED
³Mestre, docente do curso Técnico em Enfermagem ESTES/UFU, orientadora do trabalho
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM REDUZINDO RISCOS DE
MICOBACTERIOSE EM VIDEOCIRURGIA
Silva, K. A.1; Deus, K. G.2; Ferreira, F. A.3; Vigineski, I. W. S.4

Infecção hospitalar é qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se


manifeste durante a internação, ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a
internação ou procedimentos hospitalares. A Videocirurgia é um procedimento operatório
minimamente invasivo que permite monitorar o ato operatório em tela de vídeo e realizar
intervenções complexas por meio de abordagem cirúrgicas, a partir de minúsculas incisões de
acesso a cavidades e espaços corpóreos. O meio ambiente hospitalar pode estar relacionado
com as infecções hospitalares se as boas práticas de controle de infecção não forem adotadas.
Sabe-se, contudo, que o ambiente não é o principal meio de transmissão das infecções, sendo
precedido pela microbiota do paciente, pelas mãos dos profissionais e pelos artigos e
procedimentos invasivos. As práticas de controle de infecção hospitalar são vitais para
prevenção desse agravo à saúde da pessoa, família e coletividade e a enfermagem tem o
papel fundamental no controle de infecções. O objetivo do presente estudo é mostrar a
importância da atuação da equipe de enfermagem sendo esta modificadora de realidades em
relação à prevenção de infecção por micobacteriose em videocirurgia. Desenvolvemos este
estudo por meio de revisões bibliográficas e discussões em grupo sobre o tema abordado.
Identificamos a importância do conhecimento pelo profissional de enfermagem das formas de
transmissão de infecções por micobactérias bem como de todas as medidas de prevenção e
controle dessa infecção, incluindo desde o preparo do material até o termino de todos os
procedimentos. Para que o paciente que foi submetido a uma videocirurgia retorne ao seu
cotidiano sem risco de infecção por micobactérias, a enfermagem é uma peça fundamental
pois sua atuação eficaz é baseada em conhecimento científico, e de suma importância para a
recuperação do indivíduo, evitando e reduzindo transtornos à sua saúde.

Palavras-chave: Micobacteriose em videocirurgia; enfermagem em videocirurgia; enfermagem


redução de riscos.
1
Enfermeira Mestranda em Ciências da Saúde / Especialista em Administração Hospitalar pela Faculdade São
Camilo/ Formação Pedagógica em Educação Profissional na Área da Saúde – Enfermagem – Licenciatura Pela
UFMG / Chefe da Central de Material e Esterilização do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia
HC-UFU camilarain@hotmail.com
2
Técnico em Enfermagem do Centro Cirúrgico do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia HC-
UFU / Graduando do Curso de Enfermagem e Licenciatura pela Universidade Federal de Uberlândia.
klebergontijo@yahoo.com.br
3
Enfermeiro Graduado com Licenciatura em Enfermagem pela Universidade Federal de Uberlândia / Pós –
graduando em UTI e Enfermagem do Trabalho pela Instituição Passo 1. fabbio.alberto@hotmail.com
4
Técnica em Enfermagem do Centro Cirúrgico do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia HC-
UFU / Instrumentadora Cirúrgica / Graduanda do Curso de Enfermagem e Licenciatura pela Universidade Federal de
Uberlândia. ivanavigineski@hotmail.com
ATUALIZAÇÃO DA ENFERMAGEM SOBRE CONTROLE DOMICILIAR DO
DIABETES MELLITUS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Garcia, A. F.³; Martins, M. C. C.²; Nunes, Â. M.²; Rocha, F. L.²; Sant’Anna, L. R.¹

O diabetes mellitus tipo 1 é uma das mais frequentes doenças crônicas da infância e da
adolescência. O tratamento para estes pacientes é obrigatório e contínuo. Além da insulina,
requer: dieta adequada, atividades físicas regulares, apoio psicológico e social. Após o
diagnóstico, o primeiro contato da criança ou adolescente diabético com o profissional de
saúde envolve uma atmosfera de ansiedade e dúvidas. A partir desse momento, orientar o
paciente e a seus cuidadores é papel da enfermagem, a fim de diminuir o clima de tensão,
ansiedade e dúvidas advindas principalmente dos pais. Esta pesquisa objetivou promover
maior conhecimento aos profissionais de enfermagem sobre o controle domiciliar do diabetes
mellitus tipo 1 em crianças e adolescentes. A metodologia escolhida foi revisão bibliográfica,
utilizando artigos publicados no banco de dados Lilacs e Scielo, no período de 2006 à 2010.
Foram encontradas orientações na literatura relativas ao monitoramento da glicemia domiciliar
(MGD), a dieta adequada para diabético, o incentivo a atividade física, a insulinoterapia
conforme prescrição, o armazenamento e a auto-aplicação de insulina, o rodízio do sitio de
injeção subcutânea, a velocidade de absorção e tipos de insulinas, o descarte correto da
seringa e da agulha. Portanto, tais orientações irão subsidiar o processo educativo do
profissional de enfermagem, possibilitando a qualidade da assistência às crianças e
adolescentes com diabetes mellitus tipo 1 e seus cuidadores.

Palavras-chave: criança; adolescente; diabetes mellitus tipo 1; enfermagem.

¹Enfermeira, Especialista em Saúde Pública, Docente da Escola Técnica de Saúde, da Universidade Federal de
Uberlândia.
²Alunos do 3°Período do Curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde, da Universidade Federal de
Uberlândia.
³ Aluna do 3°Período do Curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde, da Universidade Federal de
Uberlândia. e-mail: alyneegarcia@hotmail.com
AUDITORIA DE ENFERMAGEM: AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE ASSISTÊNCIA
POR MEIO DAS ANOTAÇÕES REGISTRADAS EM PRONTUÁRIOS
Tomás, F. S.¹; Dias, E. P.²

A importância das anotações contidas no prontuário vai além de possibilitar e facilitar as decisões
e condutas no que diz respeito à assistência ao cliente. Auxilia também os setores administrativos,
como o faturamento, planejamento e custos; e fornece dados para investigações e estatísticas. É
ainda instrumento para educação profissional e suporte legal quando questionamentos jurídicos
e/ou processuais. Nele são encontradas anotações e informações de todos os componentes da
equipe multiprofissional, cuja função é: avaliar a existência de informações pertinentes ao
atendimento prestado registrando em impressos institucionais, identificando, propondo, avaliando
a qualidade do atendimento com ações de melhoria. O estudo teve como objetivo avaliar a
qualidade de assistência de enfermagem por meio das anotações registradas nos prontuários
através de auditoria. Trata-se de um estudo de revisão literária, com levantamento bibliográfico
entre os anos de 2000 a 2007. Pode-se considerar que existe correlação positiva entre os
registros e a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes; portanto, os cuidados podem ser
avaliados pelos registros, refletindo assim na qualidade de assistência de enfermagem. A
qualidade hoje é uma meta de todos, por isso “melhorar a qualidade da assistência de
enfermagem” deve ser foco de atenção dos enfermeiros (as) para que possam estar em
consonância com a expectativa do cliente, que busca respostas para os problemas que o afligem.
Quanto mais consciência os membros da equipe de enfermagem tiverem sobre a finalidade dos
registros, mais eles o farão com riqueza de conteúdo e qualidade, colaborando assim,
efetivamente, para a elaboração dos cuidados individualizados aos pacientes, melhorando a
qualidade da assistência.

Palavras-chave: Auditoria; Anotações de Enfermagem; Prontuário.

1
Enfermeira Especialista em Auditoria pelo Instituto Passo 1 Uberlândia.
² Enfermeiro Especialista em UTI, Docente da ESTES/UFU. e-mail: emersonpiantino@hotmail.com
AVALIAÇÃO E MENSURAÇÃO DA DOR PÓS-OPERATÓRIA NOS PACIENTES
SUBMETIDOS A CIRURGIAS DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA
Rezende, G. J.¹; Souza, M. I. T. P.²

A dor é uma desagradável experiência sensorial e emocional resultante de um dano real ou em


potencial ao tecido. A definição de dor proposta pela enfermagem é qualquer dor no corpo que
o usuário diga que tem, existindo quando ele diz que dói e é considerada como uma
experiência genuinamente subjetiva e pessoal. O estudo teve como objetivo avaliar a dor dos
pacientes submetidos a cirurgias de ortopedia e traumatologia. Trata-se de uma pesquisa de
campo realizada na enfermaria cirúrgica I do Hospital de Clinicas (HC). Foram entrevistados 20
pacientes submetidos a diferentes procedimentos cirúrgicos eletivo pela Ortopedia e
Traumatologia. Dividimos o POI em dois intervalos de 12 horas e em cada intervalo os
pacientes foram argüidos sobre sua dor de acordo com a escala de mensuração da mesma
implantada pelo HC (CEP760/08). Houve prevalência de 80% do sexo masculino e 40% de
jovens com idade entre dezoito e trinta anos, 45% das cirurgias foram de MMII e atribuímos
isso ao grande número de jovens motoqueiros envolvidos nos acidentes de trânsito com altos
índices de fraturas de MMII. Na primeira etapa da avaliação 75% dos pacientes referiam dor de
fraca intensidade à insuportável. Na segunda etapa 70% dos pacientes permaneciam com dor
de fraca intensidade à insuportável. Analgésicos simples como a dipirona, tenoxican e o
tramadol estavam prescritos para 90% dos pacientes e opióides potentes como Dolantina e
morfina apenas em 15%. Concluímos que a dor se fez presente na grande maioria dos
pacientes analisados. Em relação ao esquema analgésico prescrito há preferência pela
prescrição de analgésicos simples e uma baixa incidência terapêutica com opióides potentes.
Observamos que muito se avançou no tratamento da dor, mas percebemos que muito ainda
precisa ser feito para combatermos a mesma, principalmente no que diz respeito à
conscientização e preparo dos profissionais de saúde.

Palavras-chave: POI. Dor. 5º sinal vital

¹ Graduado em Enfermagem Bacharel/Licenciatura pela Universidade Federal de Uberlândia.


g.jr.rezende@bol.com.br.
² Mestre, Docente da faculdade de medicina da Universidade Federal de Uberlândia, curso de graduação em
Enfermagem.
BRONQUIOLITE NA INFÂNCIA
Amaral, A. M.¹; Santos, L. H. P. ²

A bronquiolite é uma infecção respiratória aguda, que compromete as vias aéreas de pequeno
calibre, através de um processo inflamatório agudo, levando a um quadro respiratório do tipo
obstrutivo com graus variáveis de intensidade. Constitui-se na infecção do trato respiratório
inferior mais freqüente nos primeiros anos de vida, principalmente em lactentes. Em função da
sua alta prevalência e da sua potencial morbidade, existem muitas preocupações quanto à
terapêutica ideal a ser instituída nesses pacientes, tornado-se necessários novos estudos para
a atualização dos conhecimentos e conseqüente melhora no atendimento a essa doença. De
acordo com o exposto, este estudo teve como objetivo apresentar uma revisão da abordagem
clínica e terapêutica da bronquiolite, ressaltando algumas características que auxiliam os
profissionais de saúde na prestação dos serviços. O presente estudo tratou-se de uma revisão
da literatura feita através de um levantamento bibliográfico em diversos bancos e bases de
dados, livros e revistas. Foram selecionados os artigos e textos mais significativos e relevantes
referentes ao assunto. O quadro clínico da bronquiolite inicia-se com quadro de infecção do
trato respiratório superior e segue-se com tosse, aumento da freqüência respiratória, vômitos,
batimentos de asa do nariz, agitação, retração intercostal e subdiafragmática, sibilos,
estertores, dificuldade de entrada de ar, assincronia toracoabdominal, palpação de fígado e
baço e febre. A freqüência respiratória está aumentada e a pressão de oxigênio alveolar
diminuída. O tratamento baseia-se em medidas de suporte, como oxigenoterapia, hidratação e
inalação. A ribavirina foi aprovada para uso na forma aerossolizada para crianças
hospitalizadas com bronquiolite. Outras medicações têm sido estudadas com resultados
controversos. Embora alguns estudos apontem para melhora clínica com broncodilatadores,
esses resultados não têm sido repetidos em outros estudos. O uso de corticosteróides
sistêmicos tem mais estudos com resultados negativos que positivos.

Palavras-chave: Bronquiolite. Infância. Quadro clínico. Tratamento.

¹ Enfermeira, Pós-graduada em Urgência e Emergência pelo Instituto Passo 1. Uberlândia, MG. Email:
alinelilite@yahoo.com.br
² Enfermeira, Doutora em Enfermagem Psiquiátrica pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto Universidade de
São Paulo. Docente na ESTES-UFU. e-mail: lhsantos@estes.ufu.br
CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM CATETERES VESICAIS DE DEMORA
Morais, N. F.1; Costa, F. A.1; Ferreira, F. S.1; Ribeiro, V. C.1; Silva, G. A.1; Magalhães, R. B.²;
Toffolo, S. R.3

A sondagem é um dos procedimentos mais freqüentes no meio hospitalar e entre suas


principais indicações encontramos alguns trans-operatórios, instalações de medicamentos e
drenagem urinária. Juntamente com os benefícios encontramos problemas e riscos associados
à manipulação desse dispositivo como a infecção urinária que é a mais comum infecção
hospitalar. O estudo teve o objetivo de realizar um levantamento dos cuidados de enfermagem
com relação aos cateteres vesicais de demora. Foi realizado levantamento bibliográfico dos
últimos 5 anos. Foram levantados como cuidados de enfermagem em relação às técnicas
cateterização, escolha do diâmetro do cateter, uso de lubrificantes para introdução do cateter
urinário, cuidado ao insuflar o balão de retenção (volume e solução usada), local de fixação da
SVD em homens e mulheres. Em relação à permanência do cateter vesical de demora foram
selecionados cuidados como a lavagem de mãos; utilizar de sistema de coleta fechado;
higienizar o meato uretral com água e sabão uma vez ao dia durante o banho; observar cor,
volume e aspecto da urina drenada; monitorar se há dobras e/ou tração do tubo; verificar se há
indicação de desconexão e/ou obstrução; verificar a necessidade de troca do cateter;
proporcionar a remoção precoce do cateter urinário. Os cuidados de enfermagem levantados
enfatizam que a técnica de cateterização vesical deve ser realizada com responsabilidade,
seriedade e por profissionais capacitados e devidamente treinados, considerando os riscos que
podem trazer ao paciente.

Palavras-chave: Cateteres urinários; cuidados de enfermagem; cateter vesical de demora.

1
Alunos do 3º período do Curso Técnico em Enfermagem ESTES\UFU. e-mail: nilzapereira73@hotmail.com
² Enfermeira – Estagiária da Licenciatura em Enfermagem – FAMED\UFU
³ Mestre, docente da ESTES\UFU e Orientadora do trabalho
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO DE MICRO
CIRURGIA CEREBRAL ENDOSCÓPICA
Garcia, A. F.¹; Magalhães, R. B.²; Toffolo, S. R.³

Cistos colóides são tumores benignos de crescimento lento. Classicamente ocorrem na parte
anterior do terceiro ventrículo, bloqueando o forame interventricular e causando hidrocefalia
obstrutiva. Sendo indicada, a micro cirurgia cerebral endoscópica (MCE), para descompressão
microvascular e para biópsia endoscópica da lesão. As vantagens da neuroendoscopia incluem
melhora dos resultados pós-operatórios, tempos de hospitalização mais curtos e menos
complicações pós-operatórias. O trabalho teve o objetivo de enfatizar os cuidados de
enfermagem para pacientes submetidos à micro cirurgia cerebral endoscópica, por cisto
colóide. Foi adotado levantamento bibliográfico, dos últimos cinco anos. Foram levantados
como cuidados de enfermagem o controle dos sinais vitais, de acordo com a rotina da
instituição (temperatura, respiração, pulso e pressão arterial); avaliação do paciente pela
escala de coma de Glasgow (abertura ocular, resposta verbal, resposta motora) a cada 2
horas; antibiótico terapia; manter a cabeceira do leito elevada 30º; manter o ambiente calmo e
tranquilo; evitar os estímulos visuais, auditivos e fatores estressantes, como iluminação e
ruídos; controle dos eventos adversos (tremores) pelo uso de anticonvulsivantes; atentar para
presença de náuseas e vômitos; curativo com técnica estéril; observar presença de cefaléia e
perda da visão. Esse estudo proporcionou maior conhecimento e atenção na assistência de
enfermagem ao paciente submetidos à micro cirurgia cerebral endoscópica por cisto colóide.

Palavras-chave: enfermagem; micro cirurgia cerebral; cisto colóide.

1
Aluna do 3º período do Curso Técnico em Enfermagem ESTES\UFU. e-mail: alyneegarcia@hotmail.com
²Enfermeira – Estagiária da Licenciatura em Enfermagem – FAMED\UFU
³Docente da ESTES\UFU e Orientadora do trabalho do estágio em Centro Cirúrgico HC\UFU
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DE
FRATURA DE OSSOS DO ANTEBRAÇO
Nunes, Â. M.¹; Roberto, R. A.¹; Magalhães, R. B.²; Toffolo, S. R.³

Fratura de ossos do antebraço é ocasionada por quedas sobre a mão com o punho estendido
no momento do trauma. Tem como sinais e sintomas edema, dor, deformidade e impotência
funcional do membro. O procedimento cirúrgico visa aliviar a dor, auto-assistência aprimorada
e devolver os movimentos de lateralidade, rotação, extensão e flexão, através da passagem de
fios de Kirschner com estabilização, realinhamento e união dos fragmentos, sendo necessária
utilização de aparelho gessado do antebraço até a mão, englobando o polegar. O trabalho teve
como objetivo levantar os cuidados de enfermagem no intra e pós-operatório de fratura de
ossos do antebraço. Foi adotado levantamento bibliográfico, dos últimos cinco anos. De acordo
com o levantamento, os cuidados de enfermagem no intra-operatório consistem manter o
paciente em jejum de 12 horas; verificação de sinais vitais (temperatura, pulso, pressão arterial,
respiração, dor e perfusão do membro acometido); posicionamento do braço na mesa cirúrgica
em ângulo menor que 90º (anestesia e cirurgia); antissepsia com clorexidina degermante e
alcoólica 5%. No pós-operatório imediato controlar os sinais vitais (primeira hora - 15 em 15
minutos e segunda hora - 30 em 30 minutos), avaliando nível de consciência; no membro
gessado avaliar motricidade, perfusão periférica, pulso, dor, edema, paresia e parestesia. No
pós-operatório mediato avaliar membro e inspecionar gesso à procura de fissuras, mantendo-o
seco, orientando uso de saco plástico durante banho; utilização da tipóia (6 a 9 semanas);
orientar paciente a não coçar a pele sob o gesso. A busca por conhecimento na área de
traumato-ortopedia permitiu-nos aproximar dos conceitos e técnicas existentes, aperfeiçoando
os cuidados de enfermagem ao paciente com disfunções músculo-esqueléticas.

Palavras-chave: Cuidados de enfermagem; aparelho gessado; fratura de ossos do antebraço.

1
Alunas do 3º período do Curso Técnico em Enfermagem - ESTES\UFU. E-mail:angelamarianunes_@hotmail.com
²Enfermeira – Estagiária da Licenciatura em Enfermagem – FAMED\UFU
³Mestre, docente da ESTES\UFU e Orientadora do trabalho
FORMAÇÃO INICIAL DO ACS DAS GRS DE UBERLÂNDIA E ITUIUTABA:
PROPOSTA E REALIDADE
Faleiros, E. M.1; Lomônaco, A. F. S.2

A profissão do Agente Comunitário em Saúde – ACS foi reconhecida pela Lei Federal n°
10507/2002, tendo como requisito de escolaridade o ensino fundamental. A importância do
ACS no contexto de mudanças das práticas de saúde, seu papel social junto às comunidades
apontaram para uma formação técnica de nível médio. O Ministério da Saúde reconhecendo e
valorizando a formação dos trabalhadores, propôs ao MEC a habilitação técnica do ACS a ser
implementada em âmbito nacional por meio de três etapas formativas, financiando a primeira
etapa. A Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de Uberlândia, em parceria com a
Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais assumiu a formação inicial dos ACS por
meio do projeto Formação Inicial do ACS das Gerências Regionais de Saúde - GRS de
Uberlândia e de Ituiutaba. Este trabalho propõe relatar o projeto utilizando a pesquisa
bibliográfica e análise documental. O projeto teve como objetivo capacitar 857 ACS das GRS
de Uberlândia e Ituiutaba e a capacitação pedagógica de toda a equipe (professores,
instrutores, coordenadores, supervisores) totalizando 200 educadores. A metodologia adotada
teve como base a pedagogia problematizadora, a interação escola-serviço-comunidade e a
observação do princípio da descentralização. Nesta perspectiva, o curso foi executado em 12
municípios sedes contemplando 26 municípios em sua abrangência, totalizando 26 turmas.
Dos 857 ACS, 819 concluíram o curso correspondendo a 95,5%; as desistências (4,5%)
tiveram como causa a demissão dos ACS dos ESF que trabalhavam. As atividades de
acompanhamento, supervisão e avaliação apontaram mudanças comportamentais dos
profissionais de saúde envolvidos, obtendo com isso, melhorias significativas na qualidade da
prestação de serviços à comunidade.

Palavras-chave: Agente Comunitário em Saúde; Formação Técnica; Educação Profissional

¹Mestre em Educação, docente da Escola Técnica de Saúde da UFU – enfaleiros@estes.ufu.br


²Mestre em Educação, docente da Escola Técnica de Saúde da UFU
INFECÇÃO HOSPITALAR: MUITO A REFLETIR SOBRE O PAPEL DA EQUIPE
DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO
Campos, A. S. 1; Viana, C. P. C2; Rodrigues, C. D. 3; Picoli, K. R. 4; Teles, E. C. 5; Oliveira, C. R
C. 6; Moraes, Castro, A. O. 7

A infecção hospitalar é uma síndrome infecciosa (infecção) que o indivíduo adquire após a sua
hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial. Este estudo teve por objetivo fazer
uma reflexão sobre o conceito de infecção hospitalar e as principais ações desenvolvidas pela
equipe de enfermagem na sua prevenção, ressaltando questões e impasses atuais. A despeito
de inúmeras ações práticas desenvolvidas pela equipe de enfermagem no âmbito da
prevenção de infecção hospitalar, ao longo de anos a higienização das mãos é considerada a
ação básica e hábito básico, que efetivamente previne e reduz infecções, promovendo a
segurança de pacientes, profissionais e demais usuários dos serviços de saúde. Estratégias e
parcerias entre a Organização Mundial da Saúde (OMS), Anvisa e diversos hospitais do país
vêm permitindo ampliar o debate sobre a importância dessa prática tida como básica e da
adesão desta ação pelos profissionais de saúde. Mesmo assim, é necessário que a equipe de
enfermagem que tem maior representatividade profissional dentro do ambiente hospitalar deva
manter-se vigilante, atualizada e atenta a fim de evitar retrocessos neste processo.

Palavras-chave: Infecção hospitalar, prevenção e controle, enfermagem.

1
Aluno do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
e-mail: anderson-silvacampos@hotmail.com
2
Aluna do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
3
Aluna do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
4
Aluna do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
5
Aluna do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
6
Enfermeira, Mestre em Ciências da Saúde. Professora da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
7
Farmacêutica, Especialista em Analíses Clínicas pela UFBA, Salvador, Brasil.
NOVO PARADIGMA PARA AS MULHERES EM SITUAÇÃO DE ABORTO: UMA
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Berti, R. A. L.¹; Berti, R. A.²

Anualmente, ocorrem no mundo 75 milhões de gestações não desejadas, 35 a 50 milhões de


abortos induzidos e 20 milhões de abortos inseguros segundo a Organização de Saúde (OMS,
2004).No Brasil, calcula-se que ocorrem a cada ano cerca de um milhão de abortos. Desse
total, 250 mil milhões são internadas no Sistema Único de Saúde (SUS), em decorrência de
complicações de abortos realizados em condições inseguras, esta situação coloca o Brasil em
patamares elevados em relação a outros países.As novas políticas de saúde da atenção à
mulher em situação de aborto propõem um modelo novo de humanização, no qual a mulher
deverá ser acolhida, orientada e informada sem ser imputado culpa ou condenação.Esta
pesquisa objetivou realizar levantamento Bibliográfico de publicações recentes sobre os
objetivos das novas políticas do Aborto Humanizado.A metodologia escolhida foi revisão
bibliográfica no período de 2008 à 2010 e artigos publicados em banco de dados Lilacs,
PubMed e Medline seguido de literatura e seleção de informações relevantes ao
tema.Observou-se que o abortamento resulta das necessidades não satisfeitas de
planejamento reprodutivo envolvendo as falhas no uso dos contraceptivos muitas vezes por
falta de conhecimento ou uso incorreto do método utilizado.Incentivar os profissionais de saúde
a orientar e estimular a utilização de métodos preventivos, contraceptivos para uma próxima
gravidez.Estabelecer um vínculo afetivo entre cliente e profissional de saúde na hora do
acolhimento as mulheres em processo de abortamento, provocará um novo impacto de
humanização e mudanças no atendimento a mulher.

Palavras-chave: Humanização; aborto.

¹ Enfermeira especialista em Saúde Pública,Docente da Escola Técnica de Saúde,da Universidade Federal de


Uberlândia.e-mail.rosalinda@estes.ufu.br
²Aluna do sexto período de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia
O REPROCESSAMENTO DE ARTIGOS MÉDICOS DE USO ÚNICO: REVISÃO DE
LITERATURA
Silva, A. M. B. ; Paiva, L. ; Assis, D. C.3; Resende, D. V.4; Miranzi, M. A. S.5
1 2

O reprocessamento de artigos de uso único tem implicações de ordem técnica, ética, legal e
econômica e tem sido uma prática amplamente encontrada nos serviços de saúde, e não há
um consenso nacional com protocolos estabelecidos. O estudo teve como objetivos identificar
e analisar a produção científica brasileira sobre o reprocessamento de artigos hospitalares
objetivando evidenciar as possibilidades e limitações desta prática. Foi realizado um
levantamento bibliográfico nas bases de dados LILACS, MEDLINE e PUBMED/MEDLINE,
utilizando as palavras-chave: esterilização e reutilização de equipamentos. Foram encontrados
363 trabalhos sobre o tema, sendo selecionados três artigos que abordaram aspectos
relevantes que merecem consideração no reprocessamento de artigos hospitalares. Este
estudo evidenciou que a produção científica ainda é incipiente no reprocessamento de artigos.
Contudo, foi possível perceber uma variedade de informações, conceitos, descrições sobre o
reuso de materiais hospitalares. Das três produções selecionadas, duas avaliaram as práticas
de reprocessamento dos artigos. A aplicação destes processos deu-se em diferentes cenários,
mostrando a viabilidade do reprocessamento no ambiente hospitalar. O reuso de artigos de uso
único ainda é controverso. Esta revisão possibilitou detectar a aplicabilidade do
reprocessamento de artigos hospitalares, cabendo as instituições, que optarem pelo reuso,
garantir condições para testes de funcionalidade considerando a particularidade dos diferentes
materiais, considerando eventuais adsorções ou agressões que esse produto possa sofrer
durante a intervenção, garantindo, com isso, a segurança neste processo. Os resultados
apresentados mostram que a opção pelo reuso de maneira segura, ainda é insipiente
considerando o número de publicações encontradas. No entanto, foi possível perceber os
benefícios obtidos nestas iniciativas pontuais que comungam com a regulamentação para
reprocessamento da ANVISA.

Palavras-chave: esterilização, reutilização, artigos hospitalares

¹Mestranda em Atenção à Saúde. Universidade Federal do Triângulo Mineiro. E-mail: andrea-


bernardes@hotmail.com
²Doutoranda na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto no Programa de Doutoramento Interunidades.
³Mestrando em Atenção à Saúde. Docente da Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de Uberlândia.
4
Doutoranda em Medicina Tropical e Infectologia. Universidade Federal do Triângulo Mineiro.
5
Doutor em Saúde Coletiva. Docente da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.
O TÉCNICO DE ENFERMAGEM: CUIDADOS NO TRANSPLANTE CARDÍACO
Pascoal, J. R.¹; Moura, K. V.²; Magalhães, R. B.²; Toffolo, S. R.³

Neste ano a Associação Brasileira de transplante (ABTO) junto a São Paulo Interior
Transplante (SPIT) fazem 24 anos de existência, sendo o hospital de Clínica de São Paulo o
primeiro a realizar o transplante de coração do Brasil. Consequentemente o grau de
complexidade desses pacientes leva ao desenvolvimento e aperfeiçoamento da assistência
prestada pela equipe de enfermagem no transplante cardíaco. O estudo teve como objetivo
abordar os cuidados de enfermagem prestados pelo técnico em enfermagem ao paciente
submetido ao transplante cardíaco. Realizada uma revisão da literatura em artigos publicados
nos últimos cinco anos. De acordo com o levantamento realizado os cuidados de enfermagem
prestados pelo técnico em enfermagem no pré-operatório estão relacionados ao preparo do
paciente, orientação do paciente/família, comunicação com as unidades de apoio; no intra-
operatório - cuidados com o posicionamento, tricotomia, sondagem vesical, hemorragias e
hipotermia; no pós-operatório avaliação cardiopulmonar, estado de hidratação, balanço hídrico
rigoroso, exames clinico - laboratoriais, manejo do controle de dor, acessos vasculares, drenos,
sondas, hemorragias, estimular a deambulação, prevenção de infecções, visando minimizar as
complicações. O papel do técnico em enfermagem é de fundamental relevância aos cuidados
prestados ao paciente em transplante cardíaco, logo faz se necessário o
aprimoramento/capacitação desses profissionais, com uma abordagem holística,
comprometendo-se com a vida em sua integridade.

Palavras-chave: transplante cardíaco, cuidados de enfermagem, transplante.

¹Aluno do 3º período do curso de técnico em enfermagem ESTES,UFU. E-mail: rosa.jair80@gmail.com


²Enfermeiras, e estagiárias do curso em licenciatura da FAMED\UFU
³Mestre e docente da ESTES\UFU e orientadora do trabalho
OS TRÊS COMPONENTES QUE PODEM MATAR DURANTE A GESTAÇÃO
Morais, N. F.¹; Costa, F. A¹.; Ribeiro, I.¹; Berti, R. A. L.²

Na década de 60,o uso de Talidomida,chamou a atenção de profissionais de saúde e pacientes


sobre o perigo do uso de drogas novas ou pouco estudadas durante a gestação.A maioria das
drogas passam a barreira placentária.Estima-se que1 a5% dos efeitos congênitos sejam
causados pelas drogas.A incidência do uso de cocaína e crack vem aumentando
significativamente em mulheres grávidas que fazem uso das drogas durante a gestação
provocando no recém nascido depressão respiratória ao nascer. As gestantes com doença
hipertensiva específica da gravidez devem evitar o sal provocador de retenção de líquido no
organismo levando a edemas e ganho de peso .Realizar uma dieta hipossódica,com menos de
3gramas de sal por dia é aconselhável para evitar a eclampsia durante a gravidez.O terceiro
componente é o açúcar branco,responsável por cerca de 85% das doenças modernas como
varizes,enxaquecas,insônias,asma,doenças crônicas como diabetes.A gestantes diabéticas se
caracterizam pela intolerância a glicose provocando oscilações glicêmicas maternos que estão
relacionados diretamente com a morbimortalidade dos seus recém-nascidos. Esta pesquisa
objetivou a importância de orientar a gestante sobre o cuidado com esses três componentes
para levar uma gravidez sadia e chegar a termo com qualidade de vida durante a gestação.A
metodologia de escolha foi a revisão bibliográfica,no período de 2008 à 2010 e artigos
publicados no banco de dados Scielo,LIlacs.Observa-se na literatura que a orientação às
gestantes em relação ao cuidado com esses componentes pode levar a um bom
desenvolvimento da gravidez e do feto em formação.

Palavras- chave: gravidez; drogas; açúcar branco; cocaína; crack.

¹Aluna do 3º período do curso Técnico em enfermagem da ESTES/UFU nilzapereira73@hotmail.com .


¹Aluno do 3º período do curso Técnico em enfermagem da ESTES/UFU.
¹Aluno do 3º período do curso Técnico em enfermagem da ESTES/UFU.
²Enfermeira,especialista em Saúde Coletiva/PSF,Docente da ESTES/UFU
OFICINAS TERAPÊUTICAS NA ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL
Martins, M. C. C.¹; Garcia, A. F.²; Correia, A. C. G.³

O trabalho com oficinas terapêuticas desenvolve e potencializa a criatividade, a auto-estima, o


relacionamento interpessoal, além da coordenação motora. Na assistência em saúde mental,
diferentes oficinas podem ser realizadas, incluindo atividades desenvolvidas por profissionais
da enfermagem. Nesse sentido, a enfermagem precisa ser criativa e inovadora no
desenvolvimento de atividades que busquem trazer seus pacientes de volta às rotinas normais,
fortalecidos contra possíveis recaídas. Este estudo trata de um relato de experiência, sobre a
utilização de oficinas como métodos terapêuticos para pacientes usuários do serviço de saúde
mental, com o objetivo de resgatar a auto-estima e a socialização, envolvendo a humanização
na assistência de enfermagem. As oficinas foram realizadas durante aulas práticas de saúde
mental, onde foi possível desenvolver, com os pacientes usuários desse serviço, atividades de
confecção de desenho, bingo, jogos esportivos, momento da beleza e educação em saúde
bucal. Inicialmente, obteve-se uma resistência de alguns pacientes para participação nas
oficinas. Contudo, no seu decorrer, foi possível conseguir a interação entre de todos os
presentes. Ao final das atividades, os participantes sentiam-se à vontade, sugerindo, inclusive,
que as oficinas se tornassem frequentes. A realização das oficinas permitiu a prática de uma
assistência acolhedora, compreendendo, além de pacientes em tratamento em saúde mental,
seres humanos dignos de respeito e atenção. Pôde-se perceber também que, a partir do
momento que os pacientes conseguiam completar uma tarefa, como modelar algo com suas
próprias mãos, sentiam-se fortalecidos e capazes de remodelar suas próprias vidas. Por meio
das oficinas, foi possível perceber a importância de uma assistência mais humanizada, voltada
para os pacientes em recuperação de saúde mental, visto que são pessoas estigmatizadas
pela sociedade, onde ainda existem o preconceito e a discriminação.

Palavras-chave: saúde mental, enfermagem em saúde mental, oficinas terapêuticas.

¹ Aluna do 3° Período do Curso Técnico de Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de
Uberlândia. e-mail: luluzinha_krolzinha@hotmail.com
²Aluna do 3° Período do Curso Técnico de Enfermagem da Escola Técnica de Saúde da Universidade Federal de
Uberlândia.
³ Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho, Docente da Escola Técnica de Saúde da Universidade
Federal de Uberlândia. Orientadora do trabalho.
PROJETO ANINHAR: HUMANIZAÇÃO DAS AÇÕES DE ENFERMAGEM NA
UNIDADE DE ATENDIMENTO INTEGRADO TIBERY (UAI)- UBERLÂNDIA-MG
Naves, G. L.¹; Lomônaco, A. F. S.²

O Programa Nacional de Triagem Neonatal,conhecido no Brasil como “Teste do Pezinho”, é


uma política pública de saúde que visa identificar precocemente portadores de doenças para
tratamento, evitando sequelas irreversíveis. Em Uberlândia, a implantação ocorreu em abril de
1994 no Laboratório Central e a descentralização em 2003. Na UAI Tibery, a Triagem Neonatal
iniciou-se em março de 2004. Atualmente, a coleta é realizada nas oito UAIs e nas
maternidades com UTI Neonatal, triando para Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria,
Anemia Falciforme e Fibrose Cística. O sangue coletado é encaminhado para o Núcleo de
Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (NUPAD-UFMG). Casos positivos tem a consulta
agendada em Belo Horizonte e Uberlândia conforme patologia. O presente estudo trata-se de
relato de experiência utilizando como metodologia a revisão bibliográfica e consulta aos
arquivos da unidade. Em Uberlândia, o Projeto Aninhar, com implantação na UAI Tibery em
agosto de 2006 ,foi criado com o objetivo de oferecer uma atenção integral ao recém-nascido e
família e de humanizar o atendimento . O espaço físico foi redimensionado e decorado para
possibilitar um atendimento individualizado ao recém- nascido e familiares. Os profissionais de
Enfermagem são capacitados para oferecer as orientações de aleitamento materno e ordenha
manual nos casos de ingurgitamento mamário; avaliação da condição mamilar com orientação
sobre pega correta e auxílio no ato de amamentar; aconselhamento sobre cuidados com
higiene do coto umbilical, higiene genital e imunização, avaliação da icterícia, além de outros
cuidados com recém-nascidos. Na puérpera é feita a avaliação da cicatriz cirúrgica para
identificação de sinais de infecção, vacinação pós-parto e agendamento da consulta. A
avaliação do Projeto sugere uma consolidação da atuação da Enfermagem de forma integral e
humanizada, em consonância com políticas públicas capazes de contribuir com a redução da
morbi-mortalidade materno-infantil.

Palavras-chave: Triagem neonatal- Humanização- Enfermagem

¹Enfermeira Graduada pela Universidade Federal de Uberlândia atuando no ambulatório da UAI Tibery -
gleinemarisol@hotmail.com
²Professora, Mestre em Educação da ESTES-UFU
REFLEXÃO SOBRE O ENSINO TÉCNICO EM SAÚDE – PEDAGOGIA DAS
COMPÊTENCIAS – UMA REVISÃO DA LITERATURA
Oliveira, C. R. C.¹; Pereira, N. V.²; Moraes, A. O. C.³; Sant’Anna, L. R. 4; Correia, A. C. G. 5

Em tempos de mudanças profundas no campo da educação, a proposta deste estudo é levar o


docente do ensino técnico em saúde a refletir sobre a sua prática, ao abordar uma das atuais
correntes pedagógicas embasadas no construtivismo: a pedagogia das competências. Assim,
foi realizado um estudo bibliográfico utilizando os referenciais de estudiosos contemporâneos
que defendem a constituição de competências para ensinar. A reflexão do tema abre novas
perspectivas do processo ensino – aprendizagem e de uma renovação nas práticas de ensino.

Palavras-chave: Educação, Tendências e Pessoal Técnico de Saúde.

1
Enfermeira, Mestre em Ciências da Saúde, docente da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
²Enfermeiro, Mestrando da UFU, Especialista em Nutrição Clínica, docente da Escola Técnica de Saúde da UFU,
Uberlândia, Brasil.
³Farmacêutica, Especialista em Análises Clínicas da UFBA, Salvador, Brasil. e-mail- aocmoraes@gmail.com.br
4
Enfermeira, Especialista em Saúde Pública com ênfase em Programa Saúde da Família, docente da Escola
Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia, Brasil.
5
Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho, docente da Escola Técnica de Saúde da UFU, Uberlândia,
Brasil.
SANEAMENTO AMBIENTAL NA PROMOÇÃO DE SAÚDE DAS FAMÍLIAS DO
ASSENTAMENTO DE REFORMA AGRÁRIA BOM JARDIM NO MUNICÍPIO DE
ARAGUARI –MG
Silva, J. B.¹; Lemos, J. C.²

O saneamento é considerado dentre as atividades de saúde pública, um dos meios de maior


relevância para prevenção e controle de doenças, principalmente, as parasitárias. A ausência
de sistemas adequados de coleta e destinação final de dejetos humanos leva a contaminação
do meio e coloca em risco a população. Isto porque são inúmeras as doenças que podem ser
veiculadas pela má disposição destes dejetos, como: Ancilostomíase, Ascaridíase, Amebíase,
Cólera, Diarréia Infecciosa, Disenteria Bacilar, Esquistossomose, Estrongiloidíase, Febre
Tifóide, Febre Paratifóide, Salmonelose, Teníase e Cisticercose. Estas doenças podem atingir o
ser humano pelo contato direto da pele com o solo contaminado por larvas de helmintos, pela
veiculação hídrica ou por vetores - moscas, mosquitos, baratas, ratos e outros. O trabalho teve
como objetivo implantar Sistemas de Saneamento Ambiental com utilização de Fossas
Sépticas Biodigestoras nos peridomicílios das residências dos lotes do Assentamento de
Reforma Agrária Bom Jardim, no município de Araguari, Minas Gerais. As Fossas Sépticas
Biodigestoras são constituídas de três caixas de 1000l cada, com tampa e conectadas uma a
outra com tubos de PVC. A primeira recebe o efluente apenas do vaso sanitário. O tratamento
é feito com fezes de bovino fresca, colocadas mensalmente na primeira caixa. O sistema é
anaeróbio. Na última caixa fica o adubo líquido orgânico livre de contaminantes. Resultados:
Foram instalados 30 módulos da fossa biodigestora no assentamento. Além de colaborar na
promoção da saúde e prevenção de doenças infecciosas, e ainda na não contaminação do
meio ambiente, os moradores beneficiados estão utilizando o adubo orgânico de qualidade
proveniente do processo de tratamento do efluente. Os moradores ainda podem ter economia
com aquisição de adubo químico. Trabalhos como este se faz necessários para proporcionar
saúde e qualidade de vida para indivíduos que não tem acesso à rede de saneamento coletivo.

Palavras-chave: Saneamento ambiental, Assentamento de Reforma Agrária,


Qualidade de vida, Fossas Sépticas Biodigestoras.

1
Enfermeira graduada pela Universidade Federal de Uberlândia. jaelbs@yahoo.com.br
2
Doutora, Docente da ESTES - Escola Técnica de Saúde /UFU -Universidade Federal de Uberlândia
TRATAMENTO DE ÚLCERAS ISQUÊMICAS DE PACIENTES COM
ESCLEROSE SISTÊMICA COM CURATIVOS DE ALGINATO CÁLCIO E
COLAGENO: UM TRABALHO CONTROLADO E RANDOMIZADO
Toffolo,S. R.¹;Furtado, R. N. V.²; Klein, A. W.², Andrade, L. E. C.²; Natour, J.²

O tratamento das úlceras isquêmicas na esclerose sistêmica ainda é um desafio para a


reumatologia. O estudo teve como objetivo comparar a efetividade a médio prazo de dois tipos
de curativos para o tratamento de úlceras isquêmicas em pacientes com esclerose
sistêmica(ES). Estudo controlado e randomizado com avaliador “cego” em pacientes com ES
(CEP 743\01). Intervenção: Randomização por sorteio simples com segredo de alocação,
dividido em grupo I (alginato mais colágeno) e grupo II (solução fisiológica). Avaliações em 4
tempos (T0, T3, T7 e T11 semanas). Os instrumentos de avaliação foram questionário genérico
de qualidade de vida SF-36, questionário Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH),
dinamômetro tipo pinch gauche e escala visual analógica (EVA). Considerou-se significância
estatística de 5%. Foram estudadas 44 úlceras em 24 pacientes (grupo I, 12 pacientes com 21
úlceras; grupo II, 12 pacientes com 23 úlceras). Não observou-se diferença estatística entre os
grupos alginato mais colágeno e solução fisiológica, quanto as variáveis: menor diâmetro,
maior diâmetro, área da úlcera, DASH e EVA. Observou-se diferença estatística em todos os
grupos sempre a favor do alginato mais colágeno para as variáveis: SF36 capacidade funcional
(p = 0,002); SF36 aspectos físicos (p = 0,002); SF36 dor (p = 0,005); SF36 estado geral de
saúde (p < 0,001); SF36 vitalidade (p < 0,001); SF36 aspectos sociais (p < 0,001); SF36
aspectos emocionais (p = 0,006); SF36 saúde mental (p = 0,01); pinch polpa-polpa (p < 0,005);
pinch tripode (p < 0,02); pinch chave (p = 0,001). Apesar do tempo de avaliação das úlceras
tenha sido semelhante nos dois grupos, o uso do curativo de alginato mais colágeno no
tratamento de úlceras isquêmicas em pacientes com ES mostrou-se mais efetivo que o com a
solução fisiológica, nas variáveis de qualidade de vida e força de pinça digital.

Palavras-chave: esclerose sistêmica, úlceras, úlceras digitais, curativos

1
Mestre, docente do Curso Técnico em Enfermagem ESTES\UFU (email: sandratoffolo@estes.ufu.br)
2
Disciplina de Reumatologia - Universidade Federal de São Paulo\UNIFESP
UTILIZAÇÃO DE ÁCIDO FÓLICO NA GESTAÇÃO: UMA REVISÃO DE
LITERATURA
Almeida, B. L. F.¹; Ribeiro, M. A. M.²; Kawata, L. S.3

Os defeitos do tubo neural são malformações que ocorrem na fase inicial do desenvolvimento
fetal, levando à: anencefalia e espinha bífida. O ácido fólico é o mais importante fator de risco
para os defeitos do tubo neural identificado até hoje. O presente estudo tem por objetivo geral
analisar as informações existentes na literatura acerca da importância da suplementação com
ácido fólico durante o período gestacional. Trata-se de uma revisão de literatura, na abordagem
qualitativa. Foram consultados artigos nacionais, produzidos nos últimos 10 anos, nas bases de
dados: LILACS, SCIELO, MEDLINE. Os descritores utilizados foram: ácido fólico, gravidez,
anormalidades congênitas. Para análise de dados, utilizamos a análise temática. Identificamos
os temas: “Uso de ácido fólico como fator fundamental na diminuição de risco de defeitos
congênitos”; “Características de gestantes e a relação com uso do ácido fólico”; “Cuidados pré-
natal e uso do ácido fólico”. A suplementação periconcepcional durante o primeiro trimestre de
gravidez tem reduzido tanto o risco de ocorrência como o de recorrência para os defeitos do
tubo neural em cerca de 50 a 70%. O baixo nível educacional e sócio econômico, a menor
idade materna, a falta de um parceiro e a gestação não planejada são fortes preditores do uso
reduzido de ácido fólico no período periconcepcional da gestação. A adequação de cuidados
no pré-natal é fator necessário na utilização correta de ácido fólico. A avaliação do consumo de
ácido fólico no período gestacional e a identificação do aporte nutricional inadequado deste
nutriente, possibilita fornecer subsídios para elaboração de medidas de intervenção a serem
implementadas pelo profissional de saúde que atue na assistência pré-natal, na tentativa de
suprir a necessidade total desse nutriente à gestante e minimizar os riscos de defeitos do tubo
neural associados ao consumo inadequado.

Palavras-chave: Ácido fólico; Gestação; Defeitos congênitos.

¹Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de


Uberlândia / FAMED - UFU. Email: bruninhaligia@yahoo.com.br
²Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de
Uberlândia / FAMED - UFU.
³Professora Assistente I do Curso de Graduação em Enfermagem da FAMED – UFU. Doutoranda pela Escola de
Enfermagem de Ribeirão Preto – USP.