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Demonstrações especiais 1
os fundamentos
da física Demonstrações especiais
2 Demonstrações especiais
1a) FÓRMULA DOS FABRICANTES DE LENTES
1a)Vamos
FÓRMULA DOS FABRICANTES DE LENTES
inicialmente calcular o desvio angular ∆ que a
luzVamos
sofre aoinicialmente calcular
atravessar um desvio
prismaode angular
ângulo ∆ que a
de refringência A
luzpequeno
A sofre ao atravessar
(até cerca um prisma
de 10°) de ângulo
e sob ângulo de
de incidência
refringência
i1 A
A pequeno
também (até cerca
pequeno. de 10°)
Sendo A e ie1 sob ânguloresulta
pequenos, que r1, ri12
de incidência ∆
N1
também pequeno.
e i2 também Sendo A Podemos,
são pequenos. e i1 pequenos, resulta
então, que r1,os
aproximar r2 ∆ N2
N1i1 i2
e i2 também
senos são pequenos.
dos ângulos Podemos,
aos próprios então,
ângulos aproximar
em radianos. os
Pela N2
i1 n ni12
senos dos ângulos aostemos:
próprios ângulos em radianos. Pela
1 r1 r2
lei de Snell-Descartes,
n1 n2 r2 n1
r1
lei de Snell-Descartes,
n1 temos:
� i1 � n2 � r1 �
n2
n1 � i12 � n2 � r12 �
Somando � e �n,1temos:
� i2 � nn2 1�(ir12 ��
i2) � n2(r1 � r2)
Somando 2 �eA.
Mas r1 � r� , temos: n1(i1 � i2) � n2(r1 � r2)
�Logo:
Mas r1 � r2 � A. Logo: n2
i1 � i 2 � �A
n21
i1 � i 2 � �A
Porém, ∆ � i1 � i2 � A. Portanto: n1
Porém, ∆ � i1 � i2 � A. Portanto:
n n 
∆� 2 �A�A⇒ ∆ �  2 � 1 � A
n  n 
∆ � 21 � A � A ⇒ ∆ �  21 � 1 � A
n1  n1 
Na figura representamos um raio de luz atravessan-
do Na
umafigura
lenterepresentamos um raio
esférica. Traçando pordeI1 luz
e I2atravessan-
os planos
A
do uma lente
tangentes esférica.
às faces Traçando
da lente, por Ique
notamos 1 e Iela
2 osseplanos
com-
A
tangentes
porta comoàsum
faces da lente,
prisma notamos que ela se com-
de ângu- N1
porta como um prisma
lo de refringência de ângu-
A. Sendo a len- N1 I1
i1 N2
lo de
te refringência
delgada A. Sendo
e os raios de luz apara-
len- I1
i1 r1 I2 N2
te delgada
axiais, e os raios
concluímos de oluz
que para-
ângulo r2
R2 r1 C rA I2 i2 ∆
axiais,
A, assimconcluímos que o ângulo
como os ângulos i1, r1, r2 2 Ri12
α2
R2 A α1 ∆' ∆
A,
e iassim C
2 são como os ângulos
pequenos. Logo,i1pode-
, r1, r2
O2 I'1 C' I'2 αR1O∆1' F'
α2 1
e
mosi2 são pequenos. Logo, pode-
escrever: O2 I'1 C' I'2 O1 F'
mos escrever: n1 n2 n1
n 
∆ �  2 � 1 � A n1 n2 n1
 n 
∆ �  21 � 1 � A
 n1 
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Demonstrações especiais

No triângulo O1CO2, temos: A � α1 � α2. Logo:


n 
∆ �  2 � 1 � (α 1 � α 2 ) �
 n1 
Sendo a lente delgada, podemos considerar os pontos I1, I2 e C praticamente coinci-
dentes, assim como I 1’ , I 2’ e C’. Nessas condições, os ângulos ∆ e ∆’ são iguais.
Assim, temos:

I1 � I2 � C

R2 d R1
α2 α1 ∆ F'
O2 O O1

Sendo os ângulos α1, α2 e ∆ muito pequenos temos:


d d
• no triângulo O2I2O: α2 � sen α2 � ⇒ α2 � �
O2I2 R2
d d
• no triângulo O1I1O: α1 � sen α1 � ⇒ α1 � �
O1I1 R1
d d
• no triângulo F ’CO: ∆ � tg ∆ � ⇒∆� �
OF ’ f
Substituindo �, � e � em �, vem:

d n  d d 
�  2 � 1 �  � 
f  n1   R1 R2 

1 n   1 1
�  2 � 1 �  � 
f  n1   R1 R2 

2a) LENTES JUSTAPOSTAS


Considere duas lentes delgadas L 1 e L 2 justapostas. A um ponto objeto P a lente L1
conjuga um ponto imagem P ’1. O ponto P ’1 funciona como objeto virtual em relação à
lente L 2, a qual conjuga um ponto imagem P 2’ .

L1 L2

P O1 O2 P'2 P'1
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Demonstrações especiais

Como as lentes delgadas são justapostas, podemos considerar O1 e O2 coincidentes e


chamá-los simplesmente de O.
Assim, sendo f1 e f2 as distâncias focais de L 1 e L 2, respectivamente, podemos escrever:
1 1 1 1 1 1
Lente L 1: � � ⇒ � � �
f1 PO1 P ’1O1 f1 p p 1’
1 1 1 1 1 1
Lente L 2: � � ⇒ � � �
f2 �P 1’ O2 P 2’ O 2 f2 �p ’1 p 2’
As duas lentes dadas podem ser substituídas por uma só (lente equivalente) de modo
que a um ponto objeto P ela conjuga um ponto imagem P ’2:

P O P'2
p p'2

Sendo f a distância focal da lente equivalente, vem:


1 1 1 1 1 1
� � ⇒ � � �
f PO P 2’ O f p p ’2

Fazendo � � �, vem:
1 1 1 1
� � �
f1 f2 p p ’2

Levando-se em conta �, resulta:

1 1 1
� �
f1 f2 f

ou

D1 � D2 � D

Assim, demonstramos que a associação de duas lentes justapostas apresenta vergência


D igual à soma algébrica das vergências D1 e D2 das lentes associadas.
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3a) VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DE UM PULSO TRANSVERSAL


EM MEIOS UNIDIMENSIONAIS
v
Um pulso se propaga para a direita com veloci-
dade v, ao longo de uma corda esticada. Seja T a
intensidade da força de tração na corda, suposta v
constante, isto é, admitimos que a intensidade da
força de tração não se altera pela presença do pul-
so. Estamos também considerando a amplitude v
muito pequena em relação à extensão do pulso, para
podermos considerar a propagação unidimensional.
Vamos imaginar um sistema de referência que se
desloque com a mesma velocidade v do pulso. Em relação a esse sistema, o pulso perma-
nece fixo e cada ponto da corda se move com velocidade de módulo v, mas para a
esquerda, descrevendo exatamente a forma do pulso. Essas hipóteses visam dar um cará-
ter mecânico à demonstração.
Vamos considerar um elemento de corda de comprimento ∆L, com a forma de uma
circunferência de raio R. Seja ∆m sua massa e T a intensidade da força de tração em cada
extremidade.
v

∆L
θ θ θ θ
θ θ T T
∆L FR
T R T
O
O

A força resultante que age no elemento de corda tem intensidade FR � 2T � sen θ. Essa
resultante é centrípeta. Logo:
v2
2T � sen θ � ∆m �

R
Sendo θ um ângulo muito pequeno, podemos fazer a aproximação sen θ � θ.
∆L ∆L
Mas: 2θ � ou θ �
R 2R
Logo, de �, vem:
∆L v2 ∆m
2T � � ∆m � ⇒ T� � v2
2R R ∆L
∆m
Mas: � µ (densidade linear)
∆L
T
Assim: T � µ � v 2 ou v�
µ