Você está na página 1de 71

Aula 05 - Prof.

Sérgio Mendes

Administração Pública p/ AFRFB - 2014 (com videoaulas)


Professores: Rodrigo Rennó, Sérgio Mendes

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

AULA 5: Receita Pública


APRESENTAÇÃO DO TEMA
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DO TEMA ........................................................................ 1
1. CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DA RECEITA (POR CATEGORIAS) ............ 3
2. CLASSIFICAÇÃO POR FONTES (OU POR DESTINAÇÃO DE RECURSOS) ......15
3. CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO
PRIMÁRIO .............................................................................................19
4. OUTRAS CLASSIFICAÇÕES ..................................................................20
5. DÍVIDA ATIVA ....................................................................................23
MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - ESAF ..............................33
MEMENTO V ..........................................................................................54
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ......................................59
GABARITO.............................................................................................70

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

Motivação é quando se tem uma razão para agir. Ter motivação significa ter
um desejo por trás de suas ações. Ela é responsável pela persistência de uma
pessoa para atingir uma meta.

Há casos em que a motivação existe de forma fácil e natural no aluno. Ela


pode surgir pela própria curiosidade ou pela vontade de se progredir na vida.
Entretanto, para muitos, manter-se motivado é um desafio.

Uma excelente forma de motivação é através da visualização. Visualizar seu


objetivo e sentir as sensações do sucesso — como se ele já tivesse acontecido
— faz com que você se torne mais confiante. Se o seu objetivo é passar em
um grande concurso, imagine você sendo aprovado, depois de tanto esforço e
dedicação. Sinta a emoção como se você tivesse acabado de ver o seu nome
na lista de aprovados.

Outra maneira de obter motivação é mantendo contato com pessoas com os


mesmos sonhos e ideais que o seu. Criar grupos de estudo com pessoas
otimistas e animadas — um incentivando e ajudando o outro — faz com que
todos se mantenham ativos e estudando de forma eficiente. (extraído de texto
da Simplus, com adaptações).

Vamos lá! Mantenha a motivação! Vamos estudar nesta aula a Receita Pública.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

A palavra receita é utilizada em todo o mundo pela contabilidade para


evidenciar a variação positiva da situação líquida patrimonial resultante do
aumento de ativos ou da redução de passivos de uma entidade. A receita
pública pode ser definida em sentido amplo (lato) e em sentido restrito
(stricto).
Receita pública em sentido amplo (lato sensu) ou ingresso público: são
todas as entradas ou ingressos de bens ou direitos a qualquer título, em certo
período de tempo, que o Estado utiliza para financiar seus gastos, podendo ou
não se incorporar ao seu patrimônio e independente de haver contrapartida no
passivo. Exemplos: receitas tributárias, operações de crédito, operações de
crédito por antecipação de receita, cauções etc.
Receita pública em sentido estrito (stricto sensu): são todas as entradas
ou ingressos de bens ou direitos, em certo período de tempo, que se
incorporam ao patrimônio público sem compromisso de devolução posterior.
Exemplos: alienação de bens, receita de contribuições, receitas industriais etc.

No processo orçamentário, é notável a relevância da receita pública, cuja


previsão dimensiona a capacidade governamental em fixar a despesa pública
e, no momento da sua arrecadação, torna-se instrumento condicionante da
execução orçamentária da despesa.
A receita está envolvida em situações singulares na Administração Pública,
como a sua distribuição e destinação entre as esferas governamentais e o
estabelecimento de limites legais impostos pela lei de responsabilidade fiscal.
Dessa forma, assume fundamental importância ao permitir estudos e análises
acerca da carga tributária suportada pelos diversos segmentos da sociedade.

O conhecimento dos conceitos e da classificação da receita possibilita a


cidadania no processo de fiscalização da arrecadação, bem como o efetivo
controle social sobre as contas dos Governos Federal, Estadual, Distrital e
Municipal. Da mesma forma, do lado dos servidores públicos, o conhecimento
das receitas públicas, principalmente em face da LRF, contribui para a
transparência das contas públicas e para o fornecimento de informações de
melhor qualidade aos diversos usuários.
As classificações orçamentárias de receitas e despesas são de fundamental
importância para a transparência das operações constantes de um orçamento.
Toda a informação orçamentária é organizada e veiculada segundo um tipo de
classificação. Ademais, é por meio das várias classificações, ainda, que se
implementam planos, que se explicitam os objetivos e prioridades da ação
pública, orçamento e gestão das organizações do setor público, ilustrando,
desse modo, o direcionamento político da ação governamental.

Nesta aula abordaremos as classificações da Receita Pública. Na seguinte,


trataremos das classificações da Despesa Pública. Em ambos falaremos
bastante do que está previsto no atual Manual de Contabilidade Aplicada
ao Setor Público - MCASP, no atual Manual Técnico de Orçamento -
MTO e nas Portarias que regem as classificações.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

1. CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DA RECEITA (POR CATEGORIAS)

As naturezas de receitas orçamentárias procuram refletir o fato gerador que


ocasionou o ingresso dos recursos aos cofres públicos. É a menor célula de
informação no contexto orçamentário para as receitas públicas, devendo,
portanto, conter todas as informações necessárias para as devidas vinculações.
Em face da necessidade de constante atualização e melhor identificação dos
ingressos aos cofres públicos, o esquema inicial de classificação foi desdobrado
em níveis, que formam o código identificador da natureza de receita:
 1.º Nível: Categoria Econômica
 2.º Nível: Origem
 3.º Nível: Espécie
 4.º Nível: Rubrica
 5.º Nível: Alínea
 6.º Nível: Subalínea

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

1.º nível - Categoria econômica da receita

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

Receitas correntes: classificam-se nessa categoria aquelas receitas oriundas


do poder impositivo do Estado – tributária e de contribuições; da exploração de
seu patrimônio – patrimonial; da exploração de atividades econômicas –
agropecuária, industrial e de serviços; as provenientes de recursos financeiros
recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a
atender despesas classificáveis em despesas correntes – transferências
correntes; e as demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores –
outras receitas correntes.

Receitas de capital: são as provenientes da realização de recursos


financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de
bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

privado, destinados a atender despesas classificáveis em despesas de capital


e, ainda, o superávit do orçamento corrente.
Em geral, as receitas de capital são representadas por mutações patrimoniais
que nada acrescentam ao patrimônio público, só ocorrendo uma troca de
elementos patrimoniais, isto é, um aumento no sistema financeiro (entrada de
recursos financeiros) e uma baixa no sistema patrimonial (saída do patrimônio
em troca de recursos financeiros).

Na Lei 4320/1964:

Art. 11 - A receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas:


Receitas Correntes e Receitas de Capital.
§ 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de contribuições,
patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as
provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito
público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em
Despesas Correntes.
§ 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos
financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de
bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou
privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital
e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente.

Segundo a Lei 4.320/1964, o superávit do orçamento corrente resulta do


balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, porém não
constituirá item de receita orçamentária. Isso ocorre para evitar a dupla
contagem, porque ela já foi considerada no orçamento corrente. Por exemplo,
ao final de 2011, em determinado ente, a diferença entre as receitas correntes
arrecadadas, no valor de R$ 10 bilhões, e as despesas correntes realizadas, de
R$ 8 bilhões, é considerada superávit do orçamento corrente e receita de
capital.

O superávit do orçamento corrente é receita


de capital, porém não é receita
orçamentária.

Receitas intraorçamentárias: são receitas oriundas de operações realizadas


entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes do
orçamento fiscal e da seguridade social de uma mesma esfera de governo. São
chamadas também de ingressos intraorçamentários. Têm a finalidade de
discriminar as receitas referentes às operações entre órgãos, fundos,
autarquias, fundações públicas, empresas estatais dependentes e outras
entidades integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

O elemento motivador da criação dessas receitas foi a inclusão, na Portaria


Interministerial STN/SOF 163, de 4 de maio de 2001, da modalidade de
aplicação “91 – Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos
e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social”.

As receitas intraorçamentárias são receitas


oriundas de operações realizadas entre órgãos e
demais entidades da Administração Pública
integrantes do Orçamento Fiscal e da
Seguridade Social de uma mesma esfera de
governo.
Receitas Intraorçamentárias Não inclui o Orçamento de Investimento das
Estatais.

As novas naturezas de receitas intraorçamentárias são constituídas


substituindo-se o primeiro nível (categoria econômica “1” ou “2”) pelos dígitos
“7”, se receita corrente intraorçamentária, e “8”, se receita de capital
intraorçamentária, mantendo-se o restante da codificação.

As classificações incluídas não constituem novas categorias econômicas de


receita, mas sim meras especificações das categorias corrente e de capital, a
fim de possibilitar a identificação das respectivas operações intraorçamentárias
e, dessa forma, evitar a dupla contagem de tais receitas.

1) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013)


Segundo as categorias econômicas, as receitas podem ser classificadas
em receitas correntes ou receitas de capital.

A receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas


Correntes e Receitas de Capital (art. 11, caput, da Lei 4320/1964).
Resposta: Certa

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

2.º nível - Origem

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

É a subdivisão das categorias econômicas que tem por objetivo identificar a


origem das receitas no momento em que estas ingressam no patrimônio
público. Identifica a procedência dos recursos públicos, em relação ao fato
gerador dos ingressos das receitas (derivada, originária, transferências e
outras). No caso das receitas correntes, tal classificação serve para identificar se
as receitas são compulsórias (tributos e contribuições), provenientes das
atividades em que o Estado atua diretamente na produção (agropecuárias,
industriais ou de prestação de serviços), da exploração do seu próprio
patrimônio (patrimoniais), se provenientes de transferências destinadas ao
atendimento de despesas correntes, ou, ainda, de outros ingressos. No caso das
receitas de capital, distinguem-se as provenientes de operações de crédito, da
alienação de bens, da amortização dos empréstimos, das transferências
destinadas ao atendimento de despesas de capital, ou, ainda, de outros
ingressos de capital.

Os códigos da origem para as receitas correntes e de capital são:

ORIGENS DAS RECEITAS

RECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL

1. Receita Tributária
2. Receita de Contribuições 1. Operações de Crédito
3. Receita Patrimonial 2. Alienação de Bens
4. Receita Agropecuária 3. Amortização de Empréstimos
5. Receita Industrial 4. Transferências de Capital
6. Receita de Serviços 5. Outras Receitas de Capital
7. Transferências Correntes
9. Outras Receitas Correntes

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

2.1 Origens das receitas correntes

2.1.1 Receitas tributárias

Para que o Estado possa custear suas atividades, são necessários recursos
financeiros. Uma de suas fontes é o tributo, o qual é definido pelo art. 3º do
Código Tributário Nacional – CTN:
“Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo
valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída
em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.”

Apresento também o conceito da Lei 4320/1964, pois pode aparecer em prova


cobrando a literalidade do dispositivo:
Tributo é a receita derivada instituída pelas entidades de direito publico,
compreendendo os impostos, as taxas e contribuições nos termos da
constituição e das leis vigentes em matéria financeira, destinando-se o seu
produto ao custeio de atividades gerais ou especificas exercidas por essas
entidades (art. 9º da Lei 4320/1964).

Independentemente do nome ou da destinação, o que vai caracterizar o tributo


é o seu fato gerador, o qual é a situação definida em lei como necessária e
suficiente à sua ocorrência. Assim, são irrelevantes sua denominação e a
destinação legal do produto de sua arrecadação.

O art. 5º do CTN define que as espécies de tributos são impostos, taxas e


contribuições de melhorias:

 Imposto: conforme o art. 16, “imposto é o tributo cuja obrigação tem


por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade
estatal específica, relativa ao contribuinte”. Sempre que possível, os
impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade
econômica do contribuinte, facultado à Administração Tributária,
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar,
respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os
rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
 Taxa: de acordo com o art. 77, “as taxas cobradas pela União, pelos
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas
respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do
poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público
específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua
disposição”. As taxas não poderão ter base de cálculo própria de
impostos.
 Contribuição de melhoria: segundo o art. 81, “a contribuição de
melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou
pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é
instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e


como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para
cada imóvel beneficiado”.

Nas classificações orçamentárias, os impostos,


taxas e contribuições de melhorias são
receitas tributárias.
As demais contribuições são receitas de
contribuições.
Contribuição de melhoria

2.1.2 Receitas de contribuições

As receitas de contribuições correspondem ao ingresso proveniente de


contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e para o custeio de
serviço de iluminação pública, como instrumento de intervenção nas
respectivas áreas. Exemplos: contribuição para o salário-educação,
contribuições sobre a receita de concursos de prognósticos (loterias),
contribuição para o fundo de saúde das Forças Armadas etc. Apesar da
controvérsia doutrinária sobre o tema, suas espécies podem ser definidas da
seguinte forma:
 Contribuições sociais (1210.00.00): destinadas ao custeio da
seguridade social, que compreende a previdência social, a saúde e a
assistência social.
 Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (1220.00.00):
a CIDE é classificada no orçamento público como uma espécie de
contribuição que atinge um determinado setor da economia, com
finalidade qualificada em sede constitucional, instituída mediante um
motivo específico. Essa intervenção se dá pela fiscalização e por
atividades de fomento, como, por exemplo, desenvolvimento de
pesquisas para crescimento do setor e oferecimento de linhas de crédito
para expansão da produção. Um exemplo de CIDE é o Adicional sobre
Tarifas de Passagens Aéreas Domésticas, voltado à suplementação
tarifária de linhas aéreas regionais de passageiros, de baixo e médio
potencial de tráfego.
 Contribuição para o Custeio de Serviço de Iluminação Pública
(1230.00.00): sob a ótica da classificação orçamentária, também é
espécie da origem Contribuições, que integra a categoria econômica
Receitas Correntes. Foi instituída pela Emenda Constitucional nº 39, de
19 de dezembro de 2002, que acrescentou o art. 149-A à CF/1988, e
possui a finalidade de custear o serviço de iluminação pública. A
competência para instituição é dos Municípios e do Distrito Federal.

As Contribuições de Interesse das Categorias Profissionais ou


Econômicas se caracterizam por atender a determinadas categorias

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

profissionais ou econômicas, vinculando sua arrecadação às entidades que as


instituíram. Não transitam pelo orçamento da União. Essas contribuições
são destinadas ao custeio das organizações de interesse de grupos
profissionais, como, por exemplo, Ordem dos Advogados do Brasil – OAB,
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA, Conselho Regional de
Medicina – CRM, entre outros.

2.1.3 Demais origens

 Receita patrimonial: é o ingresso proveniente de rendimentos sobre


investimentos do ativo permanente, de aplicações de disponibilidades
em operações de mercado e outros rendimentos oriundos de renda de
ativos permanentes. Por exemplo, temos as receitas de arrendamentos,
como o que acontece quando se arrenda os terrenos da União, em que
o Poder Público concede à outra parte o gozo temporário de um terreno
mediante retribuição. Tal retribuição se torna receita patrimonial.
Outros exemplos: aluguéis, foros e laudêmios, taxas de ocupação de
imóveis, juros de títulos de renda, dividendos, participações, bônus de
assinatura de contrato de concessão, remuneração de depósitos
bancários, remuneração de depósitos especiais e remuneração de
saldos de recursos não desembolsados.
 Receita agropecuária: é o ingresso proveniente da atividade ou da
exploração agropecuária de origem vegetal ou animal. Incluem-se nessa
classificação as receitas advindas da exploração da agricultura (cultivo do
solo), da pecuária (criação, recriação ou engorda de gado e de animais
de pequeno porte) e das atividades de beneficiamento ou transformação
de produtos agropecuários em instalações existentes nos próprios
estabelecimentos.
 Receita industrial: é o ingresso proveniente da atividade industrial de
extração mineral, de transformação, de construção e outras,
provenientes das atividades industriais definidas como tal pela Fundação
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
 Receita de serviços: é o ingresso proveniente da prestação de serviços
de transporte, saúde, comunicação, portuário, armazenagem, de
inspeção e fiscalização, processamento de dados, vendas de mercadorias
e produtos inerentes à atividade da entidade e outros serviços.
 Transferência corrente: é o ingresso proveniente de outros entes ou
entidades, referente a recursos pertencentes ao ente ou entidade
recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediante
condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, desde
que o objetivo seja a aplicação em despesas correntes.
 Outras receitas correntes: são os ingressos correntes provenientes de
outras origens não classificáveis nas anteriores. Exemplos: recebimento
de dívida ativa, multas em geral, restituições etc.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

Das “demais origens”, a mais cobrada em provas é a receita patrimonial!

Mas afinal, o que é laudêmio?

Para responder a pergunta tema desta página é necessário fazermos um breve


esclarecimento sobre o instituto da enfiteuse, também conhecido pelo nome de
aforamento, pois o laudêmio advém desse instituto que é o mais amplo dos
direitos reais sobre coisa alheia. Para que todos possam entender a enfiteuse,
quando dizemos "todos" incluímos os que não são operadores do direito,
citemos um simples contrato de locação de imóvel como exemplo para uma
analogia. No contrato de locação de imóvel temos o "locador", proprietário, e o
"locatário", pessoa que alugou o imóvel para fins residenciais ou comerciais,
obrigando-se a pagar um aluguel àquele. No contrato de enfiteuse temos o
"senhorio direto", proprietário, e o "enfiteuta" (ou "foreiro"), este pessoa que
adquiriu o domínio útil do imóvel e se obrigou a pagar uma pensão anual (foro)
àquele. Fazendo uma analogia entre os dois contratos, no de locação o prazo é
determinado, no de enfiteuse é perpétuo, no de locação o locatário não pode
alienar (vender) os direitos que exerce sobre a propriedade, já no de enfiteuse
o enfiteuta pode alienar o domínio útil do imóvel.

À vista da analogia acima feita entre os dois contratos, observamos que o


enfiteuta pode alienar os seus direitos porque adquire uma parte do domínio
do imóvel chamada de útil, que significa, de forma simplória, o direito de
usufruir o imóvel do modo mais completo. O senhorio direto conserva uma
outra parte para si do imóvel denominada domínio direto. Pois bem, unindo-se
o domínio direto com o útil temos o domínio pleno, que é exatamente o tipo de
domínio que permanece com o locador no contrato de locação.

A partir deste ponto, deixemos de lado o contrato de locação. Pois bem, para o
enfiteuta alienar o seu domínio útil deverá primeiramente consultar o senhorio
direto, pois este tem preferência na compra. Uma vez que o senhorio declina
no seu direito de preferência e deixa de consolidar o domínio pleno do imóvel
em suas mãos, surge a obrigação do enfiteuta de pagar o LAUDÊMIO. O
mesmo é devido somente nas transações onerosas, portanto, nas transações
não onerosas inexiste a obrigação do pagamento de laudêmio. Os foreiros ou
ocupantes de imóvel da União com renda familiar inferior ou igual a cinco
salários mínimos, podem requerer a isenção do pagamento.

O laudêmio não é tributo, portanto, não é imposto. Trata-se de uma


contraprestação pecuniária em que se obrigou o particular (foreiro) quando

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

firmou o contrato de enfiteuse com o proprietário (senhorio direto) do imóvel.


A obrigação não nasce diretamente da lei como no caso do tributo, tem origem
numa relação contratual. O mesmo diga-se do ocupante de terra que foi
autorizado a ocupar.

Fonte: ENTENDA O QUE É LAUDÊMIO. Desenvolvido por Rodrigo Marcos Antonio Rodrigues.
Esclarecimentos sobre a cobrança de laudêmio. Disponível em: http://www.laudemio.com.br. Acesso em:
09/11/2012.

2) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT – 2013)


Considere que um posto de fiscalização de controle da ANTT,
localizado às margens de uma rodovia, após uma pequena
reestruturação organizacional, tenha sido desativado, e a área de
ocupação haja sido submetida a licitação pública pela ANTT para
exploração comercial privada. Nesse caso, a receita proveniente do
aluguel seria classificada como receita de capital, pois remunera o
investimento da ANTT no imóvel.

No caso em tela, a receita proveniente do aluguel seria classificada como


receita corrente patrimonial, pois remunera o investimento da ANTT no
imóvel. A receita patrimonial deriva da fruição de elementos patrimoniais.
Resposta: Errada

3) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Considere
que, devido à reestruturação de determinado órgão público, algumas
unidades imobiliárias originalmente ocupadas e pertencentes ao
Estado deixem de ser utilizadas. Para evitar a degradação dos
edifícios, e sem nova função programada para eles, suponha que a
autoridade governamental os venda mediante os instrumentos legais
apropriados. Nessa situação hipotética, as receitas obtidas pela
conversão em espécie desses bens são classificadas como receitas de
capital.

Trata-se de uma alienação de bens, portanto, receita de capital.


Resposta: Certa

4) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – 2013) O


Estado somente pode exigir taxa em virtude da utilização efetiva do
serviço público pelo contribuinte, como a taxa de emissão de
passaportes.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

De acordo com o art. 77 do CTN, “as taxas cobradas pela União, pelos Estados,
pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas
atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou
a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível,
prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”.
Resposta: Errada

2.2 Origens das receitas de capital

 Operações de crédito: são os ingressos provenientes da colocação de


títulos públicos ou da contratação de empréstimos e financiamentos
internos ou externos obtidos junto a entidades estatais ou privadas. Para
efeitos de classificação orçamentária, os empréstimos compulsórios
também são classificados como operações de crédito.
 Alienação de bens: é o ingresso proveniente da alienação de bens
móveis ou imóveis de propriedade do ente. Exemplos: privatizações,
venda de um prédio público etc.
 Amortização de empréstimos: é o ingresso referente ao recebimento
de parcelas de empréstimos ou financiamentos concedidos em títulos ou
contratos, ou seja, representam o retorno dos recursos anteriormente
emprestados pelo poder público.
 Transferências de capital: é o ingresso proveniente de outros entes ou
entidades, referente a recursos pertencentes ao ente ou entidade
recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediante
condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, desde
que o objetivo seja a aplicação em despesas de capital.
 Outras receitas de capital: são os ingressos de capital provenientes de
outras origens não classificáveis nas anteriores. Exemplos: integralização
de capital de empresas estatais, resultado positivo do Banco Central e
remuneração das disponibilidades do tesouro.

Transferência corrente ≠ Transferência de capital.

O que interessa para diferenciar as transferências é a aplicação da receita e


não a sua procedência. Se for aplicada em despesas de capital, será
transferência de capital; se for aplicada em despesas correntes, será
transferência corrente.

5) (CESPE – Analista Administrativo – Contábeis - ANTT – 2013) O


valor arrecadado com a emissão de títulos da dívida pública é uma
receita de capital.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

As operações de crédito correspondem aos ingressos provenientes da


colocação de títulos públicos ou da contratação de empréstimos e
financiamentos internos ou externos obtidos junto a entidades estatais ou
privadas. São receitas de capital.
Resposta: Certa

6) (CESPE – Técnico Administrativo – ANTT – 2013) As receitas


advindas de operações de crédito são oriundas da venda de títulos
públicos ou da contratação de empréstimos e financiamentos internos
ou externos, auferidos junto a entidades estatais ou privadas, e devem
ser classificadas como receitas de capital.

As operações de crédito correspondem aos ingressos provenientes da


colocação de títulos públicos ou da contratação de empréstimos e
financiamentos internos ou externos obtidos junto a entidades estatais ou
privadas. São receitas de capital.
Resposta: Certa

3.º nível - Espécie

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

É o nível de classificação vinculado à origem, composto por títulos que


permitem qualificar com maior detalhe o fato gerador dos ingressos de tais
receitas. Por exemplo, dentro da origem receita tributária (receita proveniente
de tributos) podemos identificar as suas espécies, tais como impostos, taxas e
contribuições de melhoria (conforme definido na CF/1988 e no CTN), sendo
cada uma dessas receitas uma espécie de tributo diferente das demais.

4.º nível – Rubrica

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

É o detalhamento das espécies de receita. A rubrica busca identificar dentro de


cada espécie de receita uma qualificação mais específica. Agrega determinadas
receitas com características próprias e semelhantes entre si.

5.º nível – Alínea

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

Funciona como uma qualificação da rubrica. A alínea é o nível que apresenta o


nome da receita propriamente dita e que recebe o registro pela entrada de
recursos financeiros.

6.º nível – Subalínea

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

Constitui o nível mais analítico da receita, o qual recebe o registro de valor,


pela entrada do recurso financeiro, quando houver necessidade de maior
detalhamento da alínea.

Detalhamento de código

Para atender às necessidades internas, a União, os estados, o Distrito Federal


e os municípios poderão detalhar as classificações orçamentárias a partir do
nível ainda não detalhado, sendo que, se o detalhamento ocorrer no nível de
alínea (quinto e sexto dígitos) ou subalínea (sétimo e oitavo dígitos), deverá
ser a partir do 51. A administração dos níveis já detalhados cabe à União.
Poderá haver um sétimo nível (nono e décimo dígitos), denominado de
detalhamento facultativo, a ser criado, opcionalmente, pelo ente.

Exemplo de uma estrutura completa da natureza da receita: 1112.04.10

1 – Categoria Econômica: Receitas Correntes


1 – Origem: Receitas Tributárias
1 – Espécie: Impostos
2 – Rubrica: Impostos sobre o Patrimônio e a
Renda
04 – Alínea: Imposto sobre a Renda e
Proventos de Qualquer Natureza
10 – Subalínea: Pessoas Físicas
Detalhamento de código: não há.
Fonte MCASP

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

2. CLASSIFICAÇÃO POR FONTES (OU POR DESTINAÇÃO DE RECURSOS)

É uma classificação tanto da receita como da despesa. Vimos que a


classificação por natureza da receita busca a melhor identificação da origem do
recurso segundo seu fato gerador. No entanto, existe a necessidade de
classificar a receita conforme a destinação legal dos recursos arrecadados.

As fontes de recursos constituem-se de determinados agrupamentos de


naturezas de receitas, atendendo a uma determinada regra de destinação
legal, e servem para indicar como são financiadas as despesas orçamentárias.
É a individualização dos recursos de modo a evidenciar sua aplicação segundo
a determinação legal, sendo, ao mesmo tempo, uma classificação da receita e
da despesa.

Por meio da classificação por fontes, possibilita-se o atendimento dos


seguintes dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal:
 Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados
exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em
exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso (art. 8º, parágrafo
único, da LRF);
 A disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os
recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem
identificados e escriturados de forma individualizada (art. 50, I, da LRF).

A classificação por fontes de recursos consiste em um código de três dígitos,


sendo que o primeiro indica o grupo de fontes de recursos, e o segundo e
terceiro, a especificação das fontes de recursos. O grupo de fontes de recursos
identifica se o recurso é ou não originário do Tesouro Nacional e se pertence ao
exercício corrente ou a exercícios anteriores.

1.º DÍGITO: GRUPO DE FONTES DE RECURSOS

1 – Recursos do Tesouro – Exercício Corrente

2 – Recursos de Outras Fontes – Exercício Corrente

3 – Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores

6 – Recursos de Outras Fontes – Exercícios Anteriores

9 – Recursos Condicionados

Definições:
 Recursos do Tesouro: são aqueles geridos de forma centralizada pelo
Poder Executivo, que detém a responsabilidade e o controle sobre as
disponibilidades financeiras. Essa gestão centralizada se dá,
normalmente, por meio do Órgão Central de Programação Financeira, a
Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

STN, que administra o fluxo de caixa, fazendo liberações aos órgãos e


entidades, de acordo com a programação financeira e com base nas
disponibilidades e nos objetivos estratégicos do Governo.
 Recursos de outras fontes: são aqueles arrecadados e controlados de
forma descentralizada e cuja disponibilidade está sob a responsabilidade
desses órgãos e entidades, mesmo nos casos em que dependam de
autorização do Órgão Central de Programação Financeira para dispor
desses valores. De forma geral, esses recursos têm origem no esforço
próprio das entidades, seja pelo fornecimento de bens, prestação de
serviços ou exploração econômica do patrimônio próprio.
 Exercício corrente e exercícios anteriores: corresponde à
segregação entre recursos arrecadados no exercício corrente daqueles
arrecadados em exercícios anteriores, informação importante, uma vez
que os recursos vinculados deverão ser aplicados no objeto para o qual
foram reservados, ainda que em exercício subsequente ao ingresso (art.
8º da LRF). Ressalta-se que os códigos 3 e 6 deverão ser utilizados para
registro do superávit financeiro do exercício anterior, que servirá de base
para a abertura de créditos adicionais, respeitando as especificações das
destinações de recursos.
 Recursos condicionados: são aqueles incluídos na previsão da receita
orçamentária, mas que dependem da aprovação de alterações na
legislação para a integralização dos recursos. Quando confirmadas tais
proposições, os recursos são remanejados para as destinações
adequadas e definitivas.

Os dígitos seguintes são bastante variados. O estudante deve saber que a


fonte de recursos é composta por 3 dígitos e quais são os grupos do 1.°
dígito.

Exemplos de fontes:
 Fonte 100: Recursos do Tesouro – Exercício Corrente (1); Recursos
Ordinários (00);
 Fonte 152: Recursos do Tesouro – Exercício Corrente (1); Resultado do
Banco Central (52);
 Fonte 150: Recursos do Tesouro – Exercício Corrente (1); Recursos
Próprios Não Financeiros (50);
 Fonte 250: Recursos de Outras Fontes – Exercício Corrente (2); Recursos
Próprios Não Financeiros (50);
 Fonte 300: Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores (3); e Recursos
Ordinários (00).

O MCASP traz algumas observações importantes:

 Como mecanismo integrador entre a receita e a despesa, o código de


destinação/fonte de recursos exerce um duplo papel na execução
orçamentária. Para a receita orçamentária, esse código tem a finalidade

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

de indicar a destinação de recursos para a realização de determinadas


despesas orçamentárias. Para a despesa orçamentária, identifica a
origem dos recursos que estão sendo utilizados. Assim, o mesmo código
utilizado para controle das destinações da receita orçamentária também
é utilizado na despesa, para controle das fontes financiadoras da despesa
orçamentária.
 A destinação de recursos é o processo no qual os recursos públicos são
correlacionados a uma aplicação, desde a previsão da receita até a
efetiva utilização dos recursos. A destinação pode ser classificada em
destinação vinculada e destinação ordinária. A destinação vinculada é o
processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos, em
atendimento às finalidades específicas estabelecidas pela norma. Já a
destinação ordinária é o processo de alocação livre entre a origem e a
aplicação de recursos, para atender a quaisquer finalidades.
 O argumento utilizado na criação de vinculações para as receitas é o de
garantir a despesa correspondente, seja para funções essenciais, seja
para entes, órgãos, entidades e fundos. Deve ser pautado em
mandamentos legais que regulamentam a aplicação de recursos. Outro
tipo de vinculação é aquela derivada de convênios e contratos de
empréstimos e financiamentos, cujos recursos são obtidos com finalidade
específica.
 Na execução orçamentária, a codificação da destinação da receita indica
a vinculação, evidenciando, a partir do ingresso, as destinações dos
valores. Quando da realização da despesa, deve estar demonstrada qual
sua fonte de financiamento (fonte de recursos), estabelecendo-se a
interligação entre a receita e a despesa.
 Assim, no momento do recolhimento/recebimento dos valores, é feita
classificação por natureza de receita e destinação de recursos, sendo
possível determinar a disponibilidade para alocação discricionária pelo
gestor público, e aquela reservada para finalidades específicas, conforme
vinculações estabelecidas.
 Portanto, o controle das disponibilidades financeiras por fonte de
recursos deve ser feito desde a elaboração do orçamento até a sua
execução, incluindo o ingresso, o comprometimento e a saída dos
recursos orçamentários.

7) (CESPE – Especialista – Contabilidade - ANTT – 2013) A


classificação por fonte de receita permite o acompanhamento da
arrecadação de cada modalidade de receita orçamentária e constitui-
se na classificação básica para as análises econômico-financeiras
sobre o financiamento das ações governamentais.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

As fontes de recursos constituem-se de determinados agrupamentos de


naturezas de receitas, atendendo a uma determinada regra de destinação
legal, e servem para indicar como são financiadas as despesas orçamentárias.
É a individualização dos recursos de modo a evidenciar sua aplicação segundo
a determinação legal, sendo, ao mesmo tempo, uma classificação da receita e
da despesa.
Resposta: Certa

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

3. CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO


PRIMÁRIO

A receita é classificada, ainda, como primária (P), quando seu valor é incluído
na apuração do resultado primário e não primária ou financeira (F), quando
não é incluída nesse cálculo.

As receitas financeiras surgiram com a adoção, pelo Brasil, da metodologia


de apuração do resultado primário, oriundo de acordos com o Fundo Monetário
Internacional – FMI. Desse modo, passou-se a denominar como receitas
financeiras aquelas receitas que não são consideradas na apuração do
resultado primário, como as derivadas de aplicações no mercado financeiro ou
da rolagem e emissão de títulos públicos, assim como as provenientes de
privatizações, entre outras. Outro bom exemplo são as receitas oriundas de
operações de crédito.

As demais receitas, provenientes dos tributos, contribuições, patrimoniais,


agropecuárias, industriais e de serviços, são classificadas como primárias.

8) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) No


Brasil, a receita pública classifica-se segundo sua natureza, fonte
(destinação) do recurso e risco fiscal.

No Brasil, a receita pública classifica-se segundo sua natureza, fonte


(destinação) do recurso e Identificador de Resultado Primário.
Resposta: Errada

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

4. OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

Segundo a doutrina, a receita pública pode ainda ser classificada nos seguintes
aspectos: forma de ingresso ou natureza, coercitividade ou procedência, poder
de tributar, afetação patrimonial e regularidade:

Forma de ingresso ou natureza:

 Orçamentárias: são entradas de recursos que o Estado utiliza para


financiar seus gastos, transitando pelo patrimônio do Poder Público.
Segundo o art. 57 da Lei 4.320/1964, serão classificadas como receita
orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas,
inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não
previstas no orçamento.

A receita pública pode ser considerada


orçamentária mesmo se não estiver
incluída na lei orçamentária anual.
São chamadas também de ingressos
orçamentários.
Receita orçamentária

 Extraorçamentárias: tais receitas não integram o orçamento público e


constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento
não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem
caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. São
chamadas de ingressos extraorçamentários. São exemplos de
receitas extraorçamentárias: depósito em caução, antecipação de
receitas orçamentárias – ARO, consignações diversas, cancelamento de
restos a pagar, emissão de moeda e outras entradas compensatórias no
ativo e passivo financeiros.

operações de crédito ≠ operações de crédito por ARO

As operações de crédito são receitas orçamentárias e as operações de


crédito por antecipação de receita são receitas extraorçamentárias.

Observação: uma receita extraorçamentária pode se tornar orçamentária. Por


exemplo, pode ser exigido de um licitante um depósito em caução para a
participação em uma licitação. O depósito em caução é uma receita
extraorçamentária do órgão, sujeita à devolução. Se o licitante der um lance

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

vencedor e não honrá-lo no prazo previsto, perderá a caução em favor do


Erário, que a incorporará como receita orçamentária.

Vários autores utilizam o termo “natureza” nessa classificação. Atente para não
confundir com a classificação por natureza da receita. Entendo que o termo
“forma de ingresso” é o mais apropriado neste caso.

Coercitividade ou Procedência:
 Originárias: denominadas também de receitas de economia privada ou
de direito privado. Correspondem àquelas que provêm do próprio
patrimônio do Estado. São resultantes da venda de produtos ou serviços
colocados à disposição dos usuários ou da cessão remunerada de bens e
valores.
 Derivadas: denominadas também de receitas de economia pública ou
de direito público. Correspondem àquelas obtidas pelo Estado mediante
sua autoridade coercitiva. No nosso ordenamento jurídico se
caracterizam pela exigência do Estado para que o particular entregue de
forma compulsória uma determinada quantia na forma de tributos, de
contribuições ou de multas.

Poder de tributar: classifica as receitas de acordo com o poder de tributar


que compete a cada ente da Federação, considerando e distribuindo as receitas
obtidas como pertencentes aos respectivos entes, quais sejam: Governo
Federal, Estadual, do Distrito Federal e Municipal.

Afetação patrimonial:
 Efetivas: contribuem para o aumento do patrimônio líquido, sem
correspondência no passivo. São efetivas todas as receitas correntes,
com exceção do recebimento de dívida ativa, que representa fato
permutativo e, assim, é não efetiva.
 Não efetivas ou por mutação patrimonial: nada acrescentam ao
patrimônio público, pois se referem às entradas ou alterações
compensatórias nos elementos que o compõem. São não efetivas todas
as receitas de capital, com exceção do recebimento de transferências de
capital, que causa acréscimo patrimonial e, assim, é efetiva.

Regularidade ou periodicidade:
 Ordinárias: compostas por ingressos permanentes e estáveis, com
arrecadação regular em cada exercício financeiro. Assim, são perenes e
possuem característica de continuidade, como a maioria dos tributos: IR,
ICMS, IPVA, IPTU etc.
 Extraordinárias: não integram sempre o orçamento. São ingressos de
caráter não continuado, eventual, inconstante, imprevisível, como as
provenientes de guerras, doações, indenizações em favor do Estado etc.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

9) (CESPE – Técnico Administrativo - ANS – 2013) As receitas


correntes patrimoniais e de serviços são tipos de receitas derivadas.

As receitas correntes patrimoniais e de serviços são tipos de receitas


originárias, pois provêm do próprio patrimônio do Estado.
Resposta: Errada

10) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) A receita
orçamentária é definida como o ingresso de recursos financeiros
durante determinado exercício orçamentário, sendo um novo elemento
para o patrimônio público.

As receitas orçamentárias são entradas de recursos que o Estado utiliza para


financiar seus gastos, transitando pelo patrimônio do Poder Público. Segundo
o art. 57 da Lei 4.320/1964, serão classificadas como receita orçamentária,
sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas, inclusive as
provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no orçamento.
Resposta: Certa

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

5. DÍVIDA ATIVA

Neste tópico, selecionei os principais pontos do tema abordado no MCASP e na


legislação que o rege. São várias páginas no Manual, mas a maior parte se
refere aos lançamentos contábeis. Logo, serão abordadas as partes
relacionadas à AFO/Direito Financeiro e que foram ou podem ser cobradas nas
provas de nossa matéria.

No art. 39 da Lei 4.320/1964:

Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza


tributária ou não tributária, serão escriturados como
receita do exercício em que forem arrecadados, nas
respectivas rubricas orçamentárias.

§ 1º Os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo transcurso do prazo


para pagamento, serão inscritos, na forma da legislação própria, como Dívida
Ativa, em registro próprio, após apurada a sua liquidez e certeza, e a
respectiva receita será escriturada a esse título.

§ 2º Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza,


proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e
multas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda
Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições
estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, exceto as
tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas
processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos,
indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis
definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em
moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia,
de contratos em geral ou de outras obrigações legais.

§ 3º O valor do crédito da Fazenda Nacional em moeda estrangeira será


convertido ao correspondente valor na moeda nacional à taxa cambial oficial,
para compra, na data da notificação ou intimação do devedor, pela autoridade
administrativa, ou, à sua falta, na data da inscrição da Dívida Ativa, incidindo,
a partir da conversão, a atualização monetária e os juros de mora, de acordo
com preceitos legais pertinentes aos débitos tributários.

§ 4º A receita da Dívida Ativa abrange os créditos mencionados nos parágrafos


anteriores, bem como os valores correspondentes à respectiva atualização
monetária, à multa e juros de mora e ao encargo de que tratam o art. 1º do
Decreto-lei nº 1.025, de 21 de outubro de 1969, e o art. 3º do Decreto-lei nº
1.645, de 11 de dezembro de 1978.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

§ 5º A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procuradoria da


Fazenda Nacional.

Assim o crédito da dívida ativa é cobrado por meio da emissão da certidão da


dívida ativa da Fazenda Pública da União inscrita na forma da lei, valendo
como título de execução, o que lhe garante liquidez. São os créditos da
Fazenda Pública de natureza tributária (proveniente da obrigação legal
relativa a tributos e respectivos adicionais, atualizações monetárias, encargos
e multas tributárias) ou não tributária (demais créditos da Fazenda Pública)
exigíveis em virtude do transcurso do prazo para pagamento. As receitas
decorrentes de dívida ativa tributária ou não tributária devem ser classificadas
como “outras receitas correntes”.

As receitas decorrentes de dívida ativa tributária ou não


tributária devem ser classificadas como “outras
receitas correntes”.

A dívida ativa é uma espécie de crédito público, cuja matéria é definida desde
a Lei 4.320/1964, sendo sua gestão econômica, orçamentária e financeira
resultante de uma conjugação de critérios estabelecidos em diversos outros
textos legais.

O conjunto de procedimentos de registro e acompanhamento dos créditos da


dívida ativa buscou, a partir da tradição patrimonialista, tratar contabilmente
os créditos desde a efetivação até o momento da inscrição propriamente dita
em dívida ativa, atribuindo ao órgão ou unidade do ente público responsável
pelo crédito a iniciativa dos lançamentos contábeis. O envio dos valores para o
órgão ou unidade competente para inscrição é tratado como uma transferência
de gestão de créditos, ainda no âmbito de um mesmo ente federativo.

A dívida ativa abrange os créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e


liquidez foram apuradas, por não terem sido efetivamente recebidos nas datas
aprazadas. É, portanto, uma fonte potencial de fluxos de caixa, com impacto
positivo pela recuperação de valores, espelhando créditos a receber, sendo
contabilmente alocada no ativo.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

A Dívida Ativa não se confunde com a Dívida Pública (Passiva),


que representa as obrigações do Ente Público para com
terceiros. A Dívida Ativa abrange os créditos a favor da
Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram apuradas, por
não terem sido efetivamente recebidos nas datas aprazadas.

A inscrição em dívida ativa é ato jurídico que visa legitimar a origem do crédito
em favor da Fazenda Pública, revestindo o procedimento dos necessários
requisitos jurídicos para as ações de cobrança.

No âmbito federal, os créditos inscritos em dívida ativa compõem o Cadastro


de Dívida Ativa da União. A competência para a gestão administrativa e judicial
da dívida ativa da União é da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN.
As autarquias e fundações públicas federais devem manter cadastro e controle
próprio dos créditos inerentes às suas atividades. A competência para a
apuração de certeza e liquidez, inscrição em dívida ativa e gestão
administrativa e judicial desses créditos é da Procuradoria-Geral Federal – PGF.

Assim, como regra geral, as competências são distribuídas do seguinte modo:


 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN: é responsável
pela apuração da liquidez e da certeza dos créditos da União, tributários
ou não, a serem inscritos em dívida ativa, e pela representação legal da
União.
 Procuradoria-Geral Federal – PGF: é competente para apurar a
certeza e a liquidez dos créditos das autarquias e fundações públicas
federais, inscrevê-los em dívida ativa e proceder à cobrança amigável e
judicial, bem como pela representação judicial e extrajudicial dessas
entidades. Excetuam-se a essa regra as contribuições sociais
previdenciárias e a representação do Banco Central do Brasil.

As demais esferas governamentais, estados, Distrito Federal e municípios,


disporão sobre competências de órgãos e entidades para gestão administrativa
e judicial da dívida ativa pertinente.

A execução judicial para cobrança da dívida ativa da União, dos estados, do


Distrito Federal, dos municípios e respectivas autarquias será regida pela Lei
6.830, de 22 de setembro de 1980, conhecida como Lei de Execuções Fiscais –
LEF, e, subsidiariamente, pelo Código de Processo Civil.
O art. 2º da referida lei dispõe que cabe ao órgão competente apurar a liquidez
e certeza dos créditos, qualificando a inscrição como ato de controle
administrativo da legalidade. Depreende-se, portanto, que os entes públicos
deverão outorgar a um órgão a competência para este procedimento,
Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

dissociando, obrigatoriamente, a inscrição do crédito em dívida ativa e a


origem desse crédito.

A inscrição, que se constitui no ato de controle administrativo da


legalidade, será feita pelo órgão competente para apurar a liquidez e
certeza do crédito e suspenderá a prescrição, para todos os efeitos de
direito, por 180 dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se esta
ocorrer antes de findo aquele prazo.

A dívida ativa inscrita goza da presunção de certeza e liquidez, e tem


equivalência de prova pré-constituída contra o devedor. O ato da inscrição
confere legalidade ao crédito como dívida passível de cobrança, facultando ao
ente público, representado pelos respectivos órgãos competentes, a iniciativa
do processo judicial de execução.

A presunção de certeza e liquidez da dívida


ativa, no entanto, é relativa, pois pode ser
derrogada por prova inequívoca, cuja
apresentação cabe ao sujeito passivo.
Presunção de certeza e liquidez

A dívida ativa compreende, além do valor principal, atualização monetária,


juros, multa e demais encargos previstos. Portanto, a incidência desses
acréscimos, previstos desde a Lei 4.320/1964, é legal e de ocorrência natural,
cabendo o registro contábil oportuno. Já o pagamento de custas e
emolumentos foi dispensado para os atos judiciais da Fazenda Pública, de
acordo com o art. 39 da LEF.

A dívida ativa compreende, além do valor principal,


atualização monetária, juros, multa e demais
encargos previstos.

Os créditos de natureza tributária, regularmente inscritos em dívida ativa, não


estão submetidos a sigilo fiscal. Segundo o § 3º do art. 198 do CTN, não é
vedada a divulgação de informações relativas a:
I – representações fiscais para fins penais.
II – inscrições na dívida ativa da Fazenda Pública.
III – parcelamento ou moratória.

As baixas da dívida ativa podem ocorrer pelo recebimento, pelos abatimentos


ou anistias previstos legalmente, e pelo cancelamento administrativo ou
judicial da inscrição.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

As formas de recebimento da dívida ativa são definidas em lei, destacando-se


duas: em espécie ou na forma de bens, tanto pela adjudicação quanto pela
dação em pagamento. A receita relativa à dívida ativa tem caráter
orçamentário, e pertence ao exercício em que for realizada (arrecadada), no
enfoque orçamentário. No caso de recebimento de dívida ativa na forma de
bens, caso haja previsão de receita orçamentária específica para esta
transação, haverá registro de receita orçamentária mesmo que não tenha
havido o ingresso de recursos financeiros, bem como a incorporação do bem
ou direito correspondente com reconhecimento de despesa orçamentária.

Alternativamente ao recebimento, existe ainda a possibilidade de compensação


de créditos inscritos em dívida ativa com créditos contra a Fazenda Pública. A
compensação de créditos inscritos em dívida ativa com créditos contra a
Fazenda Pública também é orientada na forma da lei específica, porém não
resulta em ingresso de valores ou bens, configurando fato permutativo dentro
do patrimônio do ente público.

O abatimento ou anistia de quaisquer créditos a favor do Erário depende de


autorização por intermédio de lei, servindo como instrumento de incentivo em
programas de recuperação de créditos, observando o art. 14 da LRF, que trata
da renúncia de receitas.
O eventual cancelamento, por qualquer motivo, do crédito inscrito em dívida
ativa representa a sua extinção e provoca diminuição na situação líquida
patrimonial, relativamente à baixa do direito que é classificado como variação
patrimonial diminutiva independente da execução orçamentária ou
simplesmente variação passiva extraorçamentária. Da mesma forma são
classificados os registros de abatimentos, anistia ou quaisquer outros valores
que representem diminuição dos valores originalmente inscritos em dívida
ativa, mas não decorram do efetivo recebimento.

Na ótica contábil, todos os valores inscritos em dívida ativa são créditos


vencidos a favor da Fazenda Pública. Nessa condição, a dívida ativa encontra
abrigo nas Normas Internacionais de Contabilidade e nos Princípios
Fundamentais de Contabilidade como integrante do ativo do ente público.
No Brasil, por força do texto legal, ainda atende a requisitos jurídicos de
legalidade e transparência.

Tribunal de Contas da União

O Plenário do TCU manifestou-se que: “na verdade, os débitos e multas


impostas pelo Tribunal não necessitam inscrição prévia na Dívida Ativa
para serem executados como salientado pelo Procurador-Geral em razão de
dispositivo constitucional e legal. Por outro lado, tendo-se em vista as outras
finalidades da inscrição dos diversos débitos para com a Fazenda Nacional,

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

conforme apontado pelo Secretário da ADCON, há que se proceder à inscrição


de todo e qualquer débito de natureza, tributário ou não. Nesse sentido,
correto o entendimento do titular da referida unidade no sentido de que as
multas e débitos imputados por esta Corte de Contas também devem
ser objeto de inscrição na Dívida Ativa, procedimento regular em atenção
do disposto no § 1º do art. 39 da Lei nº 4.320/64. (Decisão 472/2002 –
Plenário – DC-0472-14/02-P).” (Grifos nossos)

Vou explicar esse julgado. O art. 71 da CF/1988 garante aos acórdãos da corte
de contas a natureza de título executivo (“§ 3º As decisões do Tribunal de
que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo”). Assim, os créditos oriundos do TCU podem ser imediatamente
cobrados, sendo desnecessária a inscrição em dívida ativa e a abertura de
novo processo administrativo.
No entanto, nos casos em que a Administração Pública já possui um título
executivo devidamente constituído, ela pode optar, de acordo com a situação
concreta, pela inscrição do crédito em dívida ativa ou pelo ajuizamento de ação
de cobrança.
Assim, no caso dos acórdãos do TCU, a inscrição em dívida ativa não se dá
com o objetivo de criação de um título executivo, mas sim para a utilização de
um rito de execução privilegiado, bem como um acompanhamento mais
apurado acerca dos créditos da Fazenda Pública.

Superior Tribunal de Justiça

Segundo o STJ, o INSS tem, sem sombra de dúvidas, o direito de ser


ressarcido por danos materiais sofridos em razão de concessão de
aposentadoria fraudulenta, devendo o beneficiário responder, solidariamente,
pela reparação dos referidos danos. No entanto, o conceito de dívida ativa
não tributária, embora amplo, não autoriza a Fazenda Pública a tornar-
se credora de todo e qualquer débito. A dívida cobrada há de ter relação
com a atividade própria da pessoa jurídica de direito público. In casu, pretende
o INSS cobrar, por meio de execução fiscal, prejuízo causado ao seu
patrimônio, apurados em “tomada de contas especial”. A apuração de tais
fatos deve ser devidamente feita em processo judicial próprio,
assegurado o contraditório e a ampla defesa. Inexistência de discussão se
a Lei 4.320/1964 excetua ou inclui como dívida ativa não tributária os valores
decorrentes de indenizações e restituições.

11) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da


Integração - 2013) Os créditos da fazenda pública, de natureza
tributária ou não tributária, serão reconhecidos como receita do
Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas


orçamentárias.

Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão


escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas
respectivas rubricas orçamentárias (art. 39, caput, da Lei 4320/1964).
Resposta: Certa

12) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013) O


órgão público que disponha de crédito, em moeda estrangeira, que não
tenha sido pago depois de transcorrido o prazo contratual deve
inscrevê-lo na dívida ativa, convertendo o seu valor em moeda
nacional à taxa de câmbio oficial para compra na data da notificação
ou da intimação do devedor ou, à sua falta, na data da inscrição na
dívida ativa.

O valor do crédito da Fazenda Nacional em moeda estrangeira será convertido


ao correspondente valor na moeda nacional à taxa cambial oficial, para
compra, na data da notificação ou intimação do devedor, pela autoridade
administrativa, ou, à sua falta, na data da inscrição da Dívida Ativa, incidindo,
a partir da conversão, a atualização monetária e os juros de mora, de acordo
com preceitos legais pertinentes aos débitos tributários (art. 39, § 3º, da Lei
4320/1964).
Resposta: Certa

13) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) A


dívida ativa é composta por créditos a favor da fazenda pública, os
quais não foram efetivamente recebidos nas datas aprazadas e cuja
certeza e liquidez foram apuradas. Constitui, portanto, fonte certa de
recursos.

A dívida ativa é composta por créditos a favor da fazenda pública, os quais não
foram efetivamente recebidos nas datas aprazadas e cuja certeza e liquidez
foram apuradas.

Entretanto, não constitui fonte certa de recursos, pois a presunção de certeza


e liquidez da dívida ativa é relativa, já que pode ser derrogada por prova
inequívoca, cuja apresentação cabe ao sujeito passivo.

Resposta: Errada

14) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) A dívida
ativa é constituída por valores cuja liquidez e certeza foram apuradas,
sendo uma possível fonte de receitas por meio da recuperação dos
créditos nela registrados.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

A dívida ativa abrange os créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e


liquidez foram apuradas, por não terem sido efetivamente recebidos nas datas
aprazadas. É, portanto, uma fonte potencial de fluxos de caixa, com impacto
positivo pela recuperação de valores, espelhando créditos a receber, sendo
contabilmente alocada no ativo.
Resposta: Certa

15) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Incluem-


se tanto na natureza tributaria da divida ativa quanto na não tributaria
os creditos da fazenda publica provenientes de obrigações legais
relativas a tributos e respectivas multas.

Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza,


proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos
adicionais e multas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da
Fazenda Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios,
contribuições estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza,
exceto as tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação,
custas processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos
públicos, indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis
definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em
moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia,
de contratos em geral ou de outras obrigações legais (art. 39, § 2º, da Lei
4320/1964).
Resposta: Errada

16) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/RJ – 2012)


Considerando que determinado gestor público tenha sido julgado em
alcance pelo Tribunal de Contas da União, por não ter arrecadado as
taxas atribuídas pela legislação ao órgão que ele dirigia, o montante
definido para ressarcimento ao erário, se não for pago até o
vencimento fixado, constituirá dívida ativa não tributária.

Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza,


proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e
multas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda
Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições
estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, exceto as
tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas
processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos,
indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis
definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em
moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia,
de contratos em geral ou de outras obrigações legais (art. 39, § 2º, da Lei
4320/1964).
Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

Resposta: Certa

17) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Quando


determinado órgão publico inscreve uma obrigação legal relativa a
tributos na divida ativa, todos os respectivos adicionais e multas
correspondentes a essa obrigação integram o conceito de divida ativa
tributária.

Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza,


proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e
multas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda
Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições
estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, exceto as
tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas
processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos,
indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis
definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em
moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia,
de contratos em geral ou de outras obrigações legais (art. 39, § 2º, da Lei
4320/1964).
Resposta: Certa

18) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – CNJ - 2013) A dívida


ativa constitui os créditos da fazenda pública que independem de
autorização orçamentária, tendo sido contraída mediante emissão de
títulos para atender a desequilíbrio orçamentário.

A dívida ativa não se confunde com a Dívida Pública (Passiva), a qual


representa as obrigações do Ente Público para com terceiros, como seria o
caso de dívida contraída mediante emissão de títulos. A Dívida Ativa abrange
os créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram
apuradas, por não terem sido efetivamente recebidos nas datas aprazadas.
Resposta: Errada

19) (CESPE – Analista Administrativo – Direito - ANTT – 2013) As


multas aplicadas pela ANTT como sanção por descumprimento das
normas de conduta dispostas e não pagas devem ser inscritas na
dívida ativa de natureza não tributária.

Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza,


proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e
multas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda
Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições
estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, exceto as
tributárias, foros, laudêmios, aluguéis ou taxas de ocupação, custas
processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos,

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis


definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em
moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia,
de contratos em geral ou de outras obrigações legais (art. 39, § 2º, da Lei
4320/1964).
Resposta: Certa

20) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT – 2013)


A inclusão do contribuinte na dívida ativa tem como requisito a
apuração da certeza e liquidez da dívida.

A dívida ativa abrange os créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e


liquidez foram apuradas, por não terem sido efetivamente recebidos nas datas
aprazadas.
Resposta: Certa

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - ESAF

21) (ESAF – Analista de Finanças e Controle - STN – 2013) Identifique


o conceito de receita pública que não é pertinente à sua definição.
a) A multa é uma receita de caráter não tributário.
b) As taxas são receitas tributárias.
c) As receitas correntes aumentam a disponibilidade financeira do
Estado, com efeito positivo no patrimônio líquido.
d) Quanto às fontes de recursos, as receitas são classificadas em
corrente e capital.
e) As receitas de capital aumentam as disponibilidades do Estado, mas
não provocam efeito sobre o patrimônio líquido.

a) Correta. A multa é uma receita de caráter não tributário. É penalidade


pecuniária aplicada pela Administração Pública aos administrados e depende,
sempre, de prévia cominação em lei ou contrato. Podem decorrer do regular
exercício do poder de polícia por parte da Administração (multa por auto de
infração), do descumprimento de preceitos específicos previstos na legislação,
ou de mora pelo não pagamento das obrigações principais ou acessórias nos
prazos previstos. Multas são receitas correntes.

b) Correta. As taxas são receitas correntes tributárias.

c) Correta. As receitas correntes, em geral, são efetivas, pois aumentam a


disponibilidade financeira do Estado, com efeito positivo no patrimônio líquido.

d) É a incorreta. Quanto à categoria econômica, as receitas são classificadas


em corrente e capital.

e) Correta. As receitas de capital, em geral, são não efetivas, pois aumentam


as disponibilidades do Estado, mas não provocam efeito sobre o patrimônio
líquido.

Resposta: Letra D

22) (ESAF – Analista de Finanças e Controle - STN – 2013) A receita


pública derivada ou de economia pública é caracterizada pelo
constrangimento legal para sua arrecadação. Sob esta classificação,
identifique a única opção correta.
a) Receitas de tributos.
b) Receita de vendas de bens intermediários.
c) Receita de prestação de serviços públicos.
d) Receita de venda de bens finais.
Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

e) Receita de depósitos de terceiros.

Quanto à Coercitividade, as receitas públicas são classificadas como:

_ Originárias: denominadas também de receitas de economia privada ou de


direito privado. Correspondem àquelas que provêm do próprio patrimônio do
Estado. São resultantes da venda de produtos ou serviços colocados à
disposição dos usuários ou da cessão remunerada de bens e valores.

_ Derivadas: denominadas também de receitas de economia pública ou de


direito público. Correspondem àquelas obtidas pelo Estado mediante sua
autoridade coercitiva. No nosso ordenamento jurídico se caracterizam pela
exigência do Estado para que o particular entregue de forma compulsória uma
determinada quantia na forma de tributos, de contribuições ou de multas.

Logo, são derivadas as receitas de tributos.

Resposta: Letra A

23) (ESAF - Analista Administrativo - DNIT – 2013) Classifica-se como


receita extraorçamentária:
a) doação.
b) tributos relativos a exercícios anteriores.
c) antecipação de receitas orçamentárias.
d) receita de serviços não prevista no orçamento.
e) venda de bens inservíveis.

Na alternativa “C”, as receitas extraorçamentárias não integram o orçamento


público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu
pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque
possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. São
exemplos de receitas extraorçamentárias: depósito em caução, antecipação
de receitas orçamentárias – ARO, consignações diversas, cancelamento de
restos a pagar, emissão de moeda e outras entradas compensatórias no ativo
e passivo financeiros.

As demais alternativas apresentam receitas orçamentárias.

Resposta: Letra C

24) (ESAF - Analista Administrativo – Contábil - DNIT – 2013) A


respeito da classificação e contabilização das receitas orçamentárias
de capital nos entes públicos, é correto afirmar:
a) os ingressos recebidos como transferências de outros entes de
direito público são classificados como receitas de capital e pressupõem
a contraprestação direta ao ente transferidor.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

b) os ingressos oriundos da alienação de bens móveis e imóveis


pertencentes aos entes públicos são classificados e contabilizados
como receita de capital, não sendo permitida a sua aplicação em
despesas correntes.
c) o recebimento de recursos oriundos da amortização de empréstimos
concedidos tem seu principal classificado como receita de capital,
enquanto os juros relacionados são classificados como receita
corrente.
d) as operações de créditos, tanto internas quanto externas,
proporcionam a entrada de recursos no caixa do ente público, sendo
que somente as da dívida mobiliária são classificadas e contabilizadas
como receitas de capital.
e) os ingressos decorrentes da atuação do Estado na atividade
industrial são, por força de lei, classificados como despesas de capital.

a) Errada. A transferência de capital corresponde ao ingresso proveniente de


outros entes ou entidades, referente a recursos pertencentes ao ente ou
entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediante
condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, desde que
o objetivo seja a aplicação em despesas de capital.

b) Errada. Os ingressos oriundos da alienação de bens móveis e imóveis


pertencentes aos entes públicos são classificados e contabilizados como receita
de capital, sofrendo restrições para a sua aplicação em despesas correntes.
Logo, não se pode dizer que é proibida a aplicação em despesas correntes.

c) Correta. O recebimento de recursos oriundos da amortização de


empréstimos concedidos tem seu principal classificado como receita de capital,
enquanto os juros e encargos relacionados são classificados como receita
corrente.

d) Errada. As operações de créditos, tanto internas quanto externas,


proporcionam a entrada de recursos no caixa do ente público, sendo
classificadas e contabilizadas como receitas de capital. Não são receitas de
capital apenas as relacionadas a um determinado tipo de dívida.

e) Errada. As receitas industriais são receitas correntes.

Resposta: Letra C

25) (ESAF - Analista Administrativo – Contábil - DNIT – 2013) A


respeito dos créditos relacionados à dívida ativa de que tratam a Lei n.
4.320/1964, bem como seu reflexo no patrimônio do ente público, é
correto afirmar, exceto:
a) créditos que não de origem tributária podem ser inscritos em dívida
ativa.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

b) os créditos não recebidos no exercício e inscritos em dívida ativa


são reconhecidos como receita orçamentária somente no exercício do
recebimento.
c) quando o crédito a ser inscrito em dívida ativa estiver em moeda
estrangeira, deverá ocorrer a conversão para moeda nacional na data
da inscrição.
d) os juros, as multas de mora e as atualizações incidentes sobre os
créditos também constituem receitas da dívida ativa.
e) no âmbito da União, a apuração e inscrição da dívida ativa devem
ser realizadas pelos órgãos da administração detentores dos créditos.

a) Correta. A dívida ativa corresponde aos créditos da Fazenda Pública de


natureza tributária (proveniente da obrigação legal relativa a tributos e
respectivos adicionais, atualizações monetárias, encargos e multas tributárias)
ou não tributária (demais créditos da Fazenda Pública) exigíveis em virtude do
transcurso do prazo para pagamento (art. 39, caput e § 1 º, da Lei
4320/1964).

b) Correta. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não


tributária, serão escriturados como receita do exercício em que forem
arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias (art. 39, caput, da Lei
4320/1964).

c) Correta. O valor do crédito da Fazenda Nacional em moeda estrangeira será


convertido ao correspondente valor na moeda nacional à taxa cambial oficial,
para compra, na data da notificação ou intimação do devedor, pela autoridade
administrativa, ou, à sua falta, na data da inscrição da Dívida Ativa, incidindo,
a partir da conversão, a atualização monetária e os juros de mora, de acordo
com preceitos legais pertinentes aos débitos tributários (art. 39, § 3º, da Lei
4320/1964).

d) Correta. Os juros, as multas de mora e as atualizações incidentes sobre os


créditos também constituem receitas da dívida ativa (art. 39, § 4º, da Lei
4320/1964).

e) É a incorreta. A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na


Procuradoria da Fazenda Nacional art. 39, § 5º, da Lei 4320/1964).

Resposta: Letra E

26) (ESAF – AFC/CGU - 2008) Sobre os conceitos e classificações


relacionados com Receita Pública, assinale a opção correta.
a) Toda receita orçamentária efetiva é uma receita primária, mas nem
toda receita primária é uma receita orçamentária efetiva.
b) São exemplos de receitas correntes as receitas tributárias e as
oriundas de alienação de bens.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

c) São exemplos de receitas de capital aquelas derivadas de alienações


de bens imóveis e de recebimento de taxas por prestação de serviços.
d) As receitas intra-orçamentárias constituem contrapartida das
despesas realizadas entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes dos
Orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de investimento das
empresas.
e) O ingresso de recursos oriundo de impostos se caracteriza como
uma receita derivada, compulsória, efetiva e primária.

a) Errada. Nem toda receita orçamentária efetiva é uma receita primária. Por
exemplo, a receita de juros de empréstimos concedidos pela União é efetiva e
financeira.

b) Errada. São exemplos de receitas correntes as receitas tributárias. As


oriundas de alienação de bens são receitas de capital.

c) Errada. São exemplos de receitas de capital aquelas derivadas de alienações


de bens imóveis. As oriundas de recebimento de taxas por prestação de
serviços são receitas correntes.

d) Errada. As receitas intraorçamentárias são receitas oriundas de operações


realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública
integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social de uma mesma
esfera de governo. Não inclui o Orçamento de Investimento das Estatais.

e) Correta. O ingresso de recursos oriundo de impostos se caracteriza como


uma receita derivada e compulsória, pois é obtida pelo Estado mediante sua
autoridade coercitiva. É uma receita primária porque seu valor é incluído na
apuração do Resultado Primário. É efetiva porque contribui para o aumento do
patrimônio líquido, sem correspondência no passivo.

Resposta: Letra E

27) (ESAF – AUFC – TCU – 2006) Consoante o disposto na Lei Federal


n. 4.320/64 a receita classificar-se-á nas seguintes categorias
econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital. Aponte a opção
falsa com relação a esse tema.
a) As Receitas de Capital são as provenientes de operações de crédito,
cobrança de multas e juros de mora, alienação de bens, de
amortização de empréstimos concedidos, de indenizações e
restituições, de transferências de capital e de outras receitas de
capital.
b) São Receitas Correntes as receitas tributárias, patrimonial,
agropecuária, industrial, de contribuições, de serviços e diversas e,
ainda, as transferências correntes.
c) Os tributos são receitas que a doutrina classifica como derivadas.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

d) Conceitua-se como Receita Tributária a resultante da cobrança de


tributos pagos pelos contribuintes em razão de suas atividades, suas
rendas e suas propriedades.
e) Será considerada Receita de Capital o superávit do Orçamento
Corrente, segundo disposição da Lei Federal n. 4.320/64.

a) É a incorreta. As Receitas de Capital são as provenientes de operações de


crédito, alienação de bens, de amortização de empréstimos concedidos, de
transferências de capital e de outras receitas de capital. As receitas de
indenizações e restituições e de cobrança de multas e juros de mora
constituem receitas correntes.

b) Correta. São Receitas Correntes as receitas tributárias, patrimonial,


agropecuária, industrial, de contribuições, de serviços e diversas e, ainda, as
transferências correntes.

c) Correta. As receitas derivadas são aquelas obtidas pelo Estado mediante sua
autoridade coercitiva. Dessa forma, o Estado exige que o particular entregue
uma determinada quantia na forma de tributos ou de multas, exigindo-as de
forma compulsória. São devidas por pessoas físicas ou jurídicas de direito
privado, que desenvolvam atividades econômicas, exceto as que desfrutem de
imunidade ou isenção.

d) Correta. A Receita Tributária pode ser definida como a resultante da


cobrança de tributos pagos pelos contribuintes em razão de suas atividades,
suas rendas e suas propriedades.

e) Correta. Segundo o art. 11 da Lei 4320/1964:


§ 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos
financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de
bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou
privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital
e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente.

Resposta: Letra A

28) (ESAF - Analista de Planejamento e Orçamento - MPOG -2005 -


Adaptada) A Receita Orçamentária é a consubstanciada no orçamento
público e consignada na Lei Orçamentária. Aponte a única opção
incorreta no que diz respeito às origens de receitas.
a) O imposto é um tributo cuja obrigação tem como fato gerador uma
situação, independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte, sendo pago coativamente.
b) A receita de contribuições é uma origem de receitas correntes.
c) A contribuição de melhoria corresponde à especialização de serviço
público, em proveito direto ou por ato de contribuinte.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

d) Outras receitas correntes são receitas correntes originárias da


cobrança de multas e juros de mora, indenizações e restituições,
receita da dívida ativa e receitas diversas.
e) As receitas de capital são as provenientes de operações de crédito,
alienação de bens, de amortização de empréstimos concedidos, de
transferências de capital e de outras receitas de capital.

A questão foi adaptada porque trazia o antigo termo “fonte” que foi substituído
pelo termo atual “origem”. Atualmente existe a classificação por fontes, mas
não guarda relação com o emprego antigo do termo.

a) Correta. Conforme o art. 16 do CTN, “imposto é o tributo cuja obrigação


tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica, relativa ao contribuinte”.

b) Correta. As origens das receitas correntes são: Tributária e de


Contribuições; da exploração de seu patrimônio – Patrimonial; da exploração
de atividades econômicas - Agropecuária, Industrial e de Serviços; as
provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito
público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em
Despesas Correntes – Transferências Correntes; e as demais receitas que não
se enquadram nos itens anteriores – Outras Receitas Correntes.

c) É a incorreta. A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados,


pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas
atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que
decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e
como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada
imóvel beneficiado.

d) Correta. São exemplos da origem “outras receitas correntes”: multas e


juros de mora, indenizações e restituições e receita da dívida ativa.

e) Correta. As origens das receitas de capital são operações de crédito,


alienação de bens, amortização de empréstimos concedidos, transferências de
capital e outras receitas de capital.

Resposta: Letra C

29) (ESAF – AFC/CGU – Auditoria e Fiscalização - 2006) No que diz


respeito à receita pública, indique a opção falsa.
a) A Lei n. 4.320/64 classifica receita pública em orçamentária e
extra-orçamentária, sendo que esta apresenta valores que não
constam do orçamento.
b) A receita orçamentária divide-se em dois grupos: correntes e de
capital.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

c) As receitas correntes compreendem as receitas tributárias, de


contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, de
alienação de bens, de transferências e outras.
d) A receita pública é definida como os recursos auferidos na gestão,
que serão computados na apuração do resultado financeiro e
econômico do exercício.
e) A receita extra-orçamentária não pertence ao Estado, possuindo
caráter de extemporaneidade ou de transitoriedade nos orçamentos.

a) e) Corretas. A Lei 4.320/1964 classifica receita pública em orçamentária e


extraorçamentária. As receitas extraorçamentárias não integram o
orçamento público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o
seu pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque
possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público.

b) Correta. Entenda o termo “grupos” com um sentido genérico, porque na


verdade são duas categorias econômicas: corrente e de capital.

c) É a incorreta. Classificam-se na categoria receitas correntes aquelas


oriundas do poder impositivo do Estado - Tributária e de Contribuições; da
exploração de seu patrimônio – Patrimonial; da exploração de atividades
econômicas - Agropecuária, Industrial e de Serviços; as provenientes de
recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado,
quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes –
Transferências Correntes; e as demais receitas que não se enquadram nos
itens anteriores – Outras Receitas Correntes. A receita de alienação de bens é
classificada como receita de capital.

d) Correta. Uma das possíveis definições de receita pública: recursos auferidos


na gestão, que serão computados na apuração do resultado financeiro e
econômico do exercício.

Resposta: Letra C

30) (ESAF – Analista Contábil-Financeiro – SEFAZ/CE – 2007) As


receitas públicas, quanto à afetação patrimonial, são divididas em
receitas efetivas e receitas por mutações patrimoniais. Entre as opções
abaixo, aponte a que é exemplo de receita efetiva.
a) Operações de crédito.
b) Receita de alienação de bens.
c) Receita patrimonial.
d) Amortização de empréstimos.
e) Transferências de capital.

A receita patrimonial é uma receita corrente efetiva, pois contribui para o


aumento do patrimônio líquido, sem correspondência no passivo. Operações de

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

crédito, alienação de bens e amortização de empréstimos são receitas de


capital não-efetivas ou por mutação patrimonial, já que nada acrescentam
ao patrimônio público, pois se referem às entradas ou alterações
compensatórias nos elementos que o compõe.

No entanto, as transferências de capital também são receitas efetivas.


Todas as receitas de capital são não-efetivas, com exceção do recebimento
de transferências de capital, que causa acréscimo patrimonial e, assim, é
efetiva.
Portanto, a questão apresenta duas respostas: “C” e “E”.
Resposta: Anulada

31) (ESAF – Analista de Finanças e Controle - STN - 2008) Do ponto de


vista fiscal, o déficit público é medido a partir do Resultado Primário.
Isso posto, é correto afirmar:
a) o Resultado Primário corresponde à diferença entre receitas não-
financeiras e despesas não-financeiras.
b) entende-se por receita não-financeira: a receita orçamentária
arrecadada, mais as operações de crédito, as receitas de privatização e
as receitas provenientes de rendimentos de aplicações financeiras.
c) entende-se por despesa não-financeira: a despesa total, aí incluídas
aquelas com amortização e encargos da dívida interna e externa
(amortização mais juros).
d) do ponto de vista fiscal, ou pelo critério “acima da linha”, ocorre
déficit público quando o total das receitas não-financeiras é superior
às despesas não-financeiras.
e) nos casos em que o total das receitas próprias de um ente público
(sem considerar empréstimos) é inferior às despesas realizadas,
temos um superávit primário.

a) Correta. O resultado primário corresponde à diferença entre as receitas


arrecadadas e as despesas empenhadas, não considerando o pagamento do
principal e dos juros da dívida, tampouco as receitas financeiras, ou seja,
corresponde à diferença entre receitas não financeiras e despesas não
financeiras.

b) Errada. Entende-se por receita não financeira: a receita orçamentária


arrecadada, menos as operações de crédito, as receitas de privatização e as
receitas provenientes de rendimentos de aplicações financeiras.

c) Errada. Entende-se por despesa não financeira: a despesa total, aí


excluídas aquelas com amortização e encargos da dívida interna e externa
(amortização mais juros).

d) Errada. A receita é classificada como Primária ou Não Financeira quando seu


valor é incluído na apuração do Resultado Primário no conceito acima da linha,

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

e Não Primária ou Financeira quando não é incluída nesse cálculo. O critério


“acima da linha” ocorre por meio da análise das receitas e despesas do setor
público. Permite conhecer os fatores que levaram ao resultado. Ocorre déficit
público quando o total das receitas não-financeiras é inferior às despesas
não-financeiras

e) Errada. Temos um superávit primário quando o total das receitas primárias


(não financeiras) é superior ao total das despesas primárias (não financeiras).

Resposta: Letra A

32) (ESAF – AFC/STN – Contábil – Financeiro - 2005) Assinale a opção


falsa em relação à receita pública, de acordo com o que dispõe o
Manual de Procedimentos da Receita Pública, de que trata a Portaria
STN nº 219, de 29.04.2004.
a) Receita pública são todos os ingressos de caráter não devolutivo
auferidos pelo poder público.
b) A receita pública efetiva é aquela em que os ingressos de
disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de
reconhecimento do direito e não constituem obrigações
correspondentes.
c) Os ingressos provenientes da prestação de serviços são
classificados como Receitas Correntes.
d) A receita pública pode ou não provocar variação na situação
patrimonial líquida.
e) As receitas de capital somente podem ser aplicadas em despesa de
capital.

a) Correta. É a definição de receita pública em sentido estrito (stricto sensu):


são todas as entradas ou ingressos de bens ou direitos, em certo período de
tempo, que se incorporam ao patrimônio público sem compromisso de
devolução posterior.

b) Correta. A receita pública efetiva é aquela em que os ingressos de


disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de
reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes.
Assim, contribuem para o aumento do patrimônio líquido, sem correspondência
no passivo.

c) Correta. As receitas de prestações de serviços são receitas correntes.

d) Correta. A receita pública pode ou não provocar variação na situação


patrimonial líquida, conforme seja, respectivamente, efetiva ou não-efetiva
(por mutação patrimonial).

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

e) É a incorreta. A legislação atual atribui uma série de restrições para


aplicação de determinadas origens da receita de capital em despesas
correntes, porém há essa possibilidade. Em suma, é possível a aplicação de
receita de capital em despesas correntes, desde que observadas as
vedações legais.

Resposta: Letra E

33) (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento – MPOG – 2010)


Assinale a opção que indica uma afirmação verdadeira a respeito da
conceituação e classificação da receita orçamentária.
a) As receitas orçamentárias são ingressos de recursos que transitam
pelo patrimônio do poder público, podendo ser classificadas como
efetivas e não-efetivas.
b) As receitas orçamentárias decorrem de recursos transferidos pela
sociedade ao Estado e são classificadas como permanentes e
temporárias.
c) Todos os ingressos de recursos, financeiros e não-financeiros, são
classificados como receita orçamentária, porque transitam pelo
patrimônio público.
d) As receitas orçamentárias restringem-se aos ingressos que não
geram contrapartida no passivo do ente público.
e) Recursos financeiros de qualquer origem são registrados como
receitas orçamentárias para que possam ser utilizados pelos entes
públicos.

a) Correta. As receitas orçamentárias são entradas de recursos que o Estado


utiliza para financiar seus gastos, transitando pelo Patrimônio do Poder Público.
Segundo o art. 57 da Lei 4.320/1964, serão classificadas como receita
orçamentária, sob as rubricas próprias, todas as receitas arrecadadas,
inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda que não previstas no
Orçamento. Quanto à afetação patrimonial, podem ser efetivas ou não
efetivas.

b) Errada. Quanto à regularidade, as receita podem ser ordinárias ou


extraordinárias.

c) Errada. Temos as receitas extraorçamentárias que não integram o


orçamento público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o
seu pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque
possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público.

d) Errada. O que caracteriza a receita orçamentária é o fato de serem entradas


de recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, transitando pelo
Patrimônio do Poder Público. Há situações em que são gerados passivos,

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

por exemplo, quando é realizada uma operação de crédito, a qual é


acompanhada de um passivo decorrente da obrigação de pagamento futuro.

e) Errada. Os recursos financeiros também podem ser extraorçamentários.

Resposta: Letra A

34) (ESAF - Auditor Fiscal - Receita Federal do Brasil – 2005) A Lei nº


4.320/64 classifica a receita segundo as categorias econômicas em
receitas correntes e de capital e define as fontes que compõem cada
categoria. Posteriormente, face à necessidade de melhor identificação
dos ingressos nos cofres públicos, o esquema inicial foi desdobrado em
subníveis que formam o código identificador de receita.
Indique o desdobramento não pertinente.
a) alínea
b) subalínea
c) rubrica
d) elemento
e) subfonte

Em face da necessidade de constante atualização e melhor identificação dos


ingressos aos cofres públicos, o esquema inicial de classificação por natureza
da receita foi desdobrado em níveis, que formam o código identificador da
natureza de receita:

X Y Z W TT KK

Categoria
Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea
Econômica

A questão está desatualizada apenas na alternativa E, pois não existe mais o


termo subfonte. Ele foi substituído pelo termo espécie.
O termo não pertinente à receita é o elemento, que é desdobramento da
despesa.
Resposta: Letra D

35) (ESAF – AUFC – TCU – 2000) Assinale, entre as opções a seguir, a


que é incompatível com as receitas extra-orçamentárias.
a) Os depósitos de terceiros representados por títulos são convertidos
em receita extra-orçamentária quando não reclamados pelo
depositante no prazo legal.
b) A arrecadação das receitas extra-orçamentárias não depende de
autorização legislativa.
c) Os valores recebidos em dinheiro, a título de receita extra-
orçamentária, integram-se ao balanço financeiro.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

d) Cauções e outros valores recebidos em dinheiro, como garantia do


cumprimento de contratos, representam exigibilidades para o ente
público contratante.
e) Doações recebidas em bens tangíveis são incorporadas diretamente
ao patrimônio público.

Na alternativa “A”, os depósitos de terceiros já são receitas


extraorçamentárias. Serão convertidos em receita orçamentária quando
não reclamados pelo depositante no prazo legal.
As demais alternativas estão corretas.
Resposta: Letra A

36) (ESAF – AUFC – TCU - 1999) Entre as principais categorias que


compõem as receitas públicas, não estão computados as (os)
a) receitas de subsídios
b) receitas de transferências
c) contribuições parafiscais
d) lucros das empresas públicas
e) vendas de ativos reais e financeiros

Subsídios não são receitas. Em geral, são fornecidos a empresas (comércio e


indústrias) e possuem o intuito de baixar o preço final dos produtos vendidos.
Resposta: Letra A

37) (ESAF – AUFC – TCU - 1999) As operações realizadas pela


Administração Pública, que resultarem em acréscimo ao patrimônio
público, caracterizam-se como:
a) correntes
b) de capital
c) ordinárias
d) extraordinárias
e) compensatórias

A questão originalmente foi anulada porque faltou a palavra “Receita”.


Operações poderiam ser também despesas, e nesse caso não teriam como
aumentar o patrimônio público.

Entretanto, fazendo essa ressalva, podemos aproveitar a questão.

As receitas correntes, como regra geral, são efetivas, ou seja, contribuem para
o aumento do patrimônio líquido, sem correspondência no passivo.

Por outro lado, em geral, as receitas de capital são não efetivas, ou seja, são
representadas por mutações patrimoniais que nada acrescentam ao patrimônio
público, só ocorrendo uma troca de elementos patrimoniais, isto é, um

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

aumento no sistema financeiro (entrada de recursos financeiros) e uma baixa


no sistema patrimonial (saída do patrimônio em troca de recursos financeiros).

As demais alternativas trazem características que independem de alteração no


patrimônio.

Assim, fazendo a correção, a resposta da questão seria Alternativa "A"


Resposta: Letra A

38) (ESAF - Analista de Finanças e Controle – CGU – 2002) A receita


pública caracteriza-se como um ingresso de recursos ao patrimônio
público. Assinale a opção que não é considerada como receita
corrente:
a) receita de contribuições.
b) receita da conversão, em espécie, de bens e direitos.
c) receita patrimonial.
d) receita agropecuária.
e) receita industrial.

Classificam-se como Receitas Correntes aquelas oriundas do poder impositivo


do Estado – Tributária e de Contribuições; da exploração de seu patrimônio –
Patrimonial; da exploração de atividades econômicas – Agropecuária,
Industrial e de Serviços; as provenientes de recursos financeiros recebidos de
outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender
despesas classificáveis em Despesas Correntes – Transferências Correntes; e
as demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores – Outras
Receitas Correntes.
Já as Receitas de Capital são as provenientes da realização de recursos
financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie,
de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público
ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de
Capital e, ainda, o Superávit do Orçamento Corrente.

Logo, a receita da conversão, em espécie, de bens e direitos é de capital. As


demais são correntes.
Resposta: Letra B

39) (ESAF - Técnico de Finanças e Controle – CGU – 2001) A Lei n°


4.320, de 17/03/1964, que estatui as normas gerais do Direito
Financeiro, classifica as receitas públicas em receitas correntes e
receitas de capital.
Indique, entre as opções abaixo, aquela que representa corretamente
as receitas de capital.
a) Receitas tributárias, receitas dos contribuintes, receitas
patrimoniais, transferências de capital e outras receitas de capital.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

b) Operações de crédito, alienação de bens, amortização de


empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital.
c) Operações de crédito, alienação de bens, receitas patrimoniais,
receitas agropecuárias e receitas industriais.
d) Receitas tributárias, receitas de serviços, amortizações de
empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital.
e) Operações de crédito, receitas tributárias, receitas patrimoniais,
transferências de capital e outras receitas de capital.

a) Errada. Receitas tributárias, receitas de contribuições e receitas


patrimoniais são correntes.

b) Correta. Todas são receitas de capital: Operações de crédito, alienação de


bens, amortização de empréstimos, transferências de capital e outras receitas
de capital

c) Errada. Receitas patrimoniais, receitas agropecuárias e receitas industriais


são correntes.

d) Errada. Receitas tributárias e receitas de serviços são correntes.

e) Errada. Receitas tributárias e receitas patrimoniais são correntes.

Resposta: Letra B

40) (ESAF - Analista de Finanças e Controle – Correição - CGU – 2006)


A Receita Patrimonial é uma receita decorrente da fruição do
patrimônio imobiliário e mobiliário do Ente Público. Identifique a
definição incorreta relativa à subdivisão da Receita Patrimonial.
a) Receitas imobiliárias são receitas provenientes da utilização do
patrimônio imobiliário do Ente Público, na forma de locação,
aforamento ou cessão de uso.
b) Aluguéis são receitas originárias que resultam da atuação do Estado
sob o regime de direito privado na exploração de atividade econômica.
c) Dividendos são receitas provenientes de resultados nas empresas
públicas ou não, regidas pela regulamentação observada pelas
sociedades anônimas, cuja destinação legal é amortização da dívida
pública federal.
d) Remuneração de depósitos bancários é uma receita proveniente da
aplicação das disponibilidades financeiras dos recursos gerenciados
pelos diversos órgãos públicos, autorizados por lei.
e) Laudêmios são receitas decorrentes da transferência do domínio útil
do imóvel da União de um foreiro a outro, aplicados nos casos de
sucessão hereditária.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

Na alternativa "E", laudêmio é um valor a ser pago à União quando de uma


transação com escritura definitiva de compra e venda, em terrenos de
marinha. É uma receita corrente patrimonial.

As demais alternativas estão corretas.


Resposta: Letra E

41) (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento - MPOG - 2008)


Segundo o Manual Técnico do Orçamento - 2008, a classificação da
receita por natureza busca a melhor identificação da origem do
recurso, segundo seu fato gerador. Indique a opção incorreta quanto
aos desdobramentos dessa receita.
a) Sub-rubrica.
b) Origem e espécie.
c) Rubrica.
d) Categoria econômica.
e) Alínea e subalínea.

A nossa questão trata do MTO/2008, porém podemos resolvê-la pelo atual


MTO. O examinador pede a alternativa que não faz parte dos desdobramentos
da classificação da receita por natureza. Os níveis são: categoria econômica,
origem, espécie, rubrica, alínea e subalínea. Logo, não há previsão de sub-
rubrica.
Resposta: Letra A

42) (ESAF – Analista Contábil-Financeiro – SEFAZ/CE – 2007) Com


base na conceituação da receita orçamentária brasileira, assinale a
única opção errada.
a) Tributo é a prestação pecuniária, pois o conceito legal exclui
qualquer prestação que não seja representada por dinheiro.
b) Tributo é compulsório, pois a obrigatoriedade faz parte de sua
essência.
c) A criação ou instituição de um tributo depende exclusivamente da
lei, não sendo admitidas outras maneiras de criá-lo.
d) A cobrança do tributo é uma atividade privada da administração
pública que não pode ser exercida por nenhuma outra pessoa.
e) No art.145 da Constituição Federal do Brasil, foram definidas as
espécies de tributos, quais sejam: impostos e taxas.

a) Correta. O conceito legal de tributo exclui qualquer prestação que não seja
pecuniária, ou seja, que não seja representada por dinheiro.

b) Correta. Além de ser em dinheiro, a exigência de tributo é compulsória, pois


a obrigatoriedade faz parte de sua essência.

c) Correta. A instituição de tributo deve ocorrer sempre por lei.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

d) Correta. O tributo é cobrado mediante atividade administrativa plenamente


vinculada.

e) É a incorreta. No art.145 da Constituição Federal do Brasil, foram definidas


as espécies de tributos, quais sejam: impostos, taxas e contribuições de
melhoria.

Resposta: Letra E

43) (ESAF – Analista Tributário – Receita Federal do Brasil – 2009) A


respeito da classificação orçamentária da receita, é correto afirmar:
a) alienação de bens de qualquer natureza integrantes do ativo
redunda em receita de capital.
b) receitas de contribuições integram as receitas de capital quando
oriundas de intervenção no domínio econômico.
c) as receitas agropecuárias se originam da tributação de produtos
agrícolas.
d) as receitas intraorçamentárias decorrem de pagamentos efetuados
por entidades integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.
e) receitas correntes para serem aplicadas em despesa de capital
dependem da inexistência de receitas de capital no exercício.

a) Errada. São receitas de capital as alienações de bens provenientes de


componentes do ativo imobilizado ou intangível. Exemplo: privatizações,
venda de um prédio público, etc.

b) Errada. As receitas de contribuições são correntes.

c) Errada. As receitas agropecuárias correspondem aos ingressos provenientes


da atividade ou da exploração agropecuária de origem vegetal ou animal.
Incluem-se nessa classificação as receitas advindas da exploração da
agricultura (cultivo do solo), da pecuária (criação, recriação ou engorda de
gado e de animais de pequeno porte) e das atividades de beneficiamento ou
transformação de produtos agropecuários em instalações existentes nos
próprios estabelecimentos. As receitas que se originam da tributação de
produtos agrícolas são receitas tributárias.

d) Correta. As receitas intraorçamentárias são aquelas oriundas de operações


realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública
integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social de uma mesma esfera
de governo. Têm a finalidade de discriminar as receitas referentes às
operações entre órgãos, fundos, autarquias, fundações públicas, empresas
estatais dependentes e outras entidades integrantes do orçamento fiscal e da
seguridade social. A Banca considerou a alternativa correta, mas na verdade o

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

termo “por” no lugar de “entre” a tornaria incorreta. Assim, a questão deveria


ter sido ser anulada.

e) Errada. Não há restrições desse tipo. Em geral, as restrições são para


aplicação de receitas de capital em despesas correntes, como ocorre na
regra de ouro, que proíbe a realização de operações de créditos que excedam
o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante
créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo
Poder Legislativo por maioria absoluta.

Resposta: Letra D

44) (ESAF – Procurador – TCE/GO - 2007) As receitas públicas


agrupam-se em duas grandes categorias econômicas: Receitas
Correntes e Receitas de Capital. Nesse contexto, as operações de
crédito constituem:
a) Receita de Capital.
b) Despesa de Capital.
c) Transferência Corrente.
d) Transferência de Capital.
e) Receita Corrente.

As operações de crédito são os ingressos provenientes da colocação de


títulos públicos ou da contratação de empréstimos e financiamentos obtidos
junto a entidades estatais ou privadas. As operações de crédito são receitas
de capital.
Resposta: Letra A

45) (ESAF – AFC/STN – 2005) A receita na Administração Pública


representa as operações de ingressos de recursos financeiros nos
cofres públicos. Identifique a opção não pertinente em relação às
receitas correntes.
a) receitas imobiliárias
b) receitas de contribuições sociais
c) contribuição de melhoria
d) receita de serviços
e) alienação de bens móveis e imóveis

Receitas imobiliárias (que são patrimoniais), de contribuições sociais, de


contribuição de melhoria e de serviços são receitas correntes. A alienação de
bens móveis e imóveis constitui uma receita de capital.
Resposta: Letra E

46) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Classificam-se como


Receitas Correntes Derivadas as receitas:
a) de contribuições e de serviços.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

b) patrimonial, agropecuária e industrial.


c) patrimonial, agropecuária, industrial e de serviços.
d) tributária e de contribuições.
e) tributária e de serviços.

As receitas derivadas, denominadas também de receitas de Economia Pública


ou de Direito Público, correspondem àquelas obtidas pelo Estado mediante sua
autoridade coercitiva. No nosso ordenamento jurídico se caracterizam pela
exigência do Estado para que o particular entregue de forma compulsória uma
determinada quantia na forma de tributos (em sentido amplo do direito
tributário, que inclui as contribuições) ou de multas.
Resposta: Letra D

47) (ESAF - APOFP - SEFAZ/SP - 2009) Constituem modalidade de


receita derivada, exceto:
a) tributos.
b) penalidades pecuniárias.
c) multas administrativas.
d) preços públicos.
e) taxas.

A tarifa e o preço público são receitas não-tributárias e originárias.


Todas as outras alternativas são modalidades de receita derivada, pois são
obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva.
Resposta: Letra D

48) (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento – MPOG - 2008) A


Receita da Administração Pública pode ser classificada nos seguintes
aspectos: quanto à natureza, quanto ao poder de tributar, quanto à
coercitividade, quanto à afetação patrimonial e quanto à regularidade.
Quanto à sua regularidade, as receitas são desdobradas em:
a) receitas efetivas e receitas por mutação patrimonial.
b) receitas orçamentárias e receitas extraorçamentárias.
c) receitas ordinárias e receitas extraordinárias.
d) receitas originárias e receitas derivadas.
e) receitas de competência Federal, Estadual ou Municipal.

a) Errada. Quanto à afetação patrimonial, as receitas podem ser efetivas ou


por mutação patrimonial.

b) Errada. Quanto à forma de ingresso, as receitas podem ser orçamentárias


ou extraorçamentárias.

c) Correta. Quanto à regularidade, as receitas podem ser ordinárias ou


extraordinárias.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

d) Errada. Quanto à coercitividade, as receitas podem ser originárias ou


derivadas.

e) Errada. Quanto ao poder de tributar, podem ser classificadas em


competência Federal, Estadual ou Municipal.

Resposta: Letra C

49) (ESAF – Analista de Finanças e Controle – CGU - 2012) A respeito


da classificação econômica da receita de que tratam a Lei n. 4.320/64
e a Portaria SOF/STN 163/2001, é correto afirmar, exceto:
a) ingressos extraorçamentários são recursos financeiros de caráter
temporário que entram no caixa do ente público mediante a
constituição de passivos.
b) o conceito de natureza da receita e a correspondente classificação
somente se aplica ao governo federal.
c) quanto ao impacto no patrimônio, as receitas são classificadas como
efetivas e não efetivas.
d) o conceito de receita originária e derivada não é utilizado como
classificador na receita pública.
e) a receita intraorçamentária se origina de operações com órgãos e
entidades do mesmo orçamento.

a) Correta. As receitas extraorçamentárias não integram o orçamento público e


constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não
está sujeito à autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem caráter
temporário, não se incorporando ao patrimônio público. São chamadas de
ingressos extraorçamentários. São exemplos de receitas extraorçamentárias:
depósito em caução, antecipação de receitas orçamentárias - ARO,
consignações diversas, cancelamento de restos a pagar, emissão de moeda e
outras entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros.

b) É a incorreta. O conceito de natureza da receita e a correspondente


classificação é de aplicação obrigatória a todos os entes da Federação.

c) Correta. Quanto ao impacto no patrimônio ou afetação patrimonial, as


receitas são classificadas como efetivas (contribuem para o aumento do
patrimônio líquido) e não efetivas (não contribuem).

d) Correta. O conceito de receita originária e derivada é doutrinário, logo não é


utilizado como classificador na receita pública para fins legais. Faltou clareza
nesse item.

e) Correta. As receitas intraorçamentárias são aquelas oriundas de operações


realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social de uma mesma esfera


de governo.

Resposta: Letra B

50) (ESAF – Técnico de Nível Superior/SPU – MPOG – 2006) Assinale a


opção que expressa, corretamente, uma receita de capital.
a) a receita tributária.
b) a receita patrimonial.
c) a conversão, em espécie, de bens ou direitos.
d) a receita industrial.
e) a receita de serviços.

As receitas de capital são as provenientes da realização de recursos financeiros


oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e
direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou
privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital
e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente. As receitas tributárias,
patrimoniais, industriais e de serviços são receitas correntes.
Resposta: Letra C

E assim terminamos a aula 5.

Na próxima aula trataremos da Despesa Pública.

Forte abraço!

Sérgio Mendes

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

MEMENTO V

CLASSIFICAÇÕES DA RECEITA

CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA POR NATUREZA

1.º nível: Categoria Econômica da Receita

1. Receitas Correntes;
2. Receitas de Capital;
7. Receitas Correntes Intraorçamentárias;
8. Receitas de Capital Intraorçamentárias.

Na Lei 4320/1964:

Art. 11 - A receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas


Correntes e Receitas de Capital.
§ 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de contribuições, patrimonial,
agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos
financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando
destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes.
§ 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros
oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os
recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a
atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do
Orçamento Corrente.

2.º nível: Origens

Receitas Correntes Receitas de Capital

1. Receita Tributária
2. Receita de Contribuições
1. Operações de Crédito
3. Receita Patrimonial
2. Alienação de Bens
4. Receita Agropecuária
3. Amortização de Empréstimos
5. Receita Industrial
4. Transferências de Capital
6. Receita de Serviços
5. Outras Receitas de Capital
7. Transferências Correntes
9. Outras Receitas Correntes

Origens das Receitas Correntes:

Tributária: receita proveniente das seguintes espécies:


 Impostos: é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação
independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.
 Taxas: cobradas por União, Estados, DF ou Municípios, no âmbito de suas
respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de
polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e
divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
 Contribuição de Melhoria: cobrada por União, Estados, DF ou Municípios, no

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de


obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a
despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra
resultar para cada imóvel beneficiado.
Contribuições: receita proveniente de contribuições sociais, de intervenção no
domínio econômico e para o custeio de serviço de iluminação pública;
Receita Patrimonial: é o ingresso proveniente de rendimentos sobre investimentos
do ativo permanente, de aplicações de disponibilidades em operações de mercado e
outros rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes. Exemplos:
arrendamento, aluguéis, foros e laudêmios, taxas de ocupação de imóveis, juros de
títulos de renda, dividendos, participações, bônus de assinatura de contrato de
concessão, remuneração de depósitos bancários, remuneração de depósitos especiais e
remuneração de saldos de recursos não desembolsados.
Agropecuária: receita proveniente de produção vegetal, produção animal e derivados
e outras;
Industrial: receita proveniente da indústria extrativa mineral, de transformação e de
construção;
Serviços: transporte, comunicação, armazenagem e outros;
Transferências Correntes: receita proveniente de transferências
intergovernamentais, de instituições privadas, do exterior, de pessoas, de convênios e
para o combate à fome;
Outras Receitas Correntes: receitas provenientes de multas e juros de mora,
indenizações e restituições, dívida ativa, entre outras.

Origens das Receitas de Capital:

Operações de Crédito: receita proveniente de operações de crédito internas e


externas;
Alienação de Bens: receita proveniente da alienação de bens móveis e imóveis;
Amortizações de Empréstimos: recebimento do principal de um empréstimo
concedido;
Transferências de Capital: receita proveniente de transferências intergovernamentais,
de instituições privadas, do exterior, de pessoas, de convênios e para o combate à fome;
Outras Receitas de Capital: receita proveniente da integralização do capital social, da
remuneração das disponibilidades do Tesouro e outras.

3.º nível: Espécie

4.º nível: Rubrica

5.º nível: Alínea

6.º nível: Subalínea

CLASSIFICAÇÃO POR FONTES

As fontes de recursos constituem-se de determinados agrupamentos de naturezas de


receitas, atendendo a uma determinada regra de destinação legal, e servem para
indicar como são financiadas as despesas orçamentárias.

É a individualização dos recursos de modo a evidenciar sua aplicação segundo a

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

determinação legal, sendo, ao mesmo tempo, uma classificação da receita e da


despesa.

1.º DÍGITO: GRUPO DE FONTES DE RECURSOS

1 – Recursos do Tesouro – Exercício Corrente

2 – Recursos de Outras Fontes – Exercício Corrente

3 – Recursos do Tesouro – Exercícios Anteriores

6 – Recursos de Outras Fontes – Exercícios Anteriores

9 – Recursos Condicionados

FORMA DE INGRESSO:

Orçamentárias: são entradas de recursos que o Estado utiliza para financiar seus
gastos, transitando pelo Patrimônio do Poder Público. Segundo o art. 57 da Lei
4.320/1964, serão classificadas como receita orçamentária, sob as rubricas próprias,
todas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operações de crédito, ainda
que não previstas no Orçamento.

Extraorçamentárias: tais receitas não integram o orçamento público e constituem


passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está sujeito à
autorização legislativa. Isso ocorre porque possuem caráter temporário, não se
incorporando ao patrimônio público. São chamadas de ingressos
extraorçamentários. São exemplos de receitas extraorçamentárias: depósito em
caução, antecipação de receitas orçamentárias – ARO, consignações diversas,
cancelamento de restos a pagar, emissão de moeda e outras entradas compensatórias
no ativo e passivo financeiros.

PODER DE TRIBUTAR:

Governo Federal, Estadual, do Distrito Federal e Municipal

QUANTO À AFETAÇÃO PATRIMONIAL:

Efetivas: contribuem para o aumento do patrimônio líquido, sem correspondência no


passivo. São efetivas todas as receitas correntes, com exceção do recebimento de
dívida ativa, que representa fato permutativo e, assim, é não efetiva.

Não efetivas ou por mutação patrimonial: nada acrescentam ao patrimônio


público, pois se referem às entradas ou alterações compensatórias nos elementos que
o compõem. São não efetivas todas as receitas de capital, com exceção do
recebimento de transferências de capital, que causa acréscimo patrimonial e, assim,
é efetiva.

QUANTO À REGULARIDADE (OU PERIODICIDADE):

Ordinárias: compostas por ingressos permanentes e estáveis, com arrecadação


regular em cada exercício financeiro. Assim, são perenes e possuem característica de

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

continuidade, como a maioria dos tributos: IR, ICMS, IPVA, IPTU, etc.

Extraordinárias: não integram sempre o orçamento. São ingressos de caráter não


continuado, eventual, inconstante, imprevisível, como as provenientes de guerras,
doações, indenizações em favor do Estado, etc

COERCITIVIDADE:

Originárias: receitas que provêm do próprio patrimônio do Estado.

Derivadas: receitas obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

Complemento do aluno

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013) Segundo as


categorias econômicas, as receitas podem ser classificadas em receitas
correntes ou receitas de capital.

2) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT – 2013)


Considere que um posto de fiscalização de controle da ANTT, localizado às
margens de uma rodovia, após uma pequena reestruturação organizacional,
tenha sido desativado, e a área de ocupação haja sido submetida a licitação
pública pela ANTT para exploração comercial privada. Nesse caso, a receita
proveniente do aluguel seria classificada como receita de capital, pois
remunera o investimento da ANTT no imóvel.

3) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade


Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Considere que, devido à
reestruturação de determinado órgão público, algumas unidades imobiliárias
originalmente ocupadas e pertencentes ao Estado deixem de ser utilizadas.
Para evitar a degradação dos edifícios, e sem nova função programada para
eles, suponha que a autoridade governamental os venda mediante os
instrumentos legais apropriados. Nessa situação hipotética, as receitas obtidas
pela conversão em espécie desses bens são classificadas como receitas de
capital.

4) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – 2013) O Estado


somente pode exigir taxa em virtude da utilização efetiva do serviço público
pelo contribuinte, como a taxa de emissão de passaportes.

5) (CESPE – Analista Administrativo – Contábeis - ANTT – 2013) O valor


arrecadado com a emissão de títulos da dívida pública é uma receita de capital.

6) (CESPE – Técnico Administrativo – ANTT – 2013) As receitas advindas de


operações de crédito são oriundas da venda de títulos públicos ou da
contratação de empréstimos e
financiamentos internos ou externos, auferidos junto a entidades estatais ou
privadas, e devem ser classificadas como receitas de capital.

7) (CESPE – Especialista – Contabilidade - ANTT – 2013) A classificação por


fonte de receita permite o acompanhamento da arrecadação de cada
modalidade de receita orçamentária e constitui-se na classificação básica para
as análises econômico-financeiras sobre o financiamento das ações
governamentais.

8) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) No Brasil, a


receita pública classifica-se segundo sua natureza, fonte (destinação) do
recurso e risco fiscal.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

9) (CESPE – Técnico Administrativo - ANS – 2013) As receitas correntes


patrimoniais e de serviços são tipos de receitas derivadas.

10) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) A receita
orçamentária é definida como o ingresso de recursos financeiros durante
determinado exercício orçamentário, sendo um novo elemento para o
patrimônio público.

11) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) Os créditos da fazenda pública, de natureza tributária ou não tributária,
serão reconhecidos como receita do exercício em que forem arrecadados, nas
respectivas rubricas orçamentárias.

12) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013) O órgão público


que disponha de crédito, em moeda estrangeira, que não tenha sido pago
depois de transcorrido o prazo contratual deve inscrevê-lo na dívida ativa,
convertendo o seu valor em moeda nacional à taxa de câmbio oficial para
compra na data da notificação ou da intimação do devedor ou, à sua falta, na
data da inscrição na dívida ativa.

13) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – CNJ - 2013) A dívida ativa é


composta por créditos a favor da fazenda pública, os quais não foram
efetivamente recebidos nas datas aprazadas e cuja certeza e liquidez foram
apuradas. Constitui, portanto, fonte certa de recursos.

14) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) A dívida ativa é
constituída por valores cuja liquidez e certeza foram apuradas, sendo uma
possível fonte de receitas por meio da recuperação dos créditos nela
registrados.

15) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Incluem-se tanto


na natureza tributaria da divida ativa quanto na não tributaria os creditos da
fazenda publica provenientes de obrigações legais relativas a tributos e
respectivas multas.

16) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/RJ – 2012)


Considerando que determinado gestor público tenha sido julgado em alcance
pelo Tribunal de Contas da União, por não ter arrecadado as taxas atribuídas
pela legislação ao órgão que ele dirigia, o montante definido para
ressarcimento ao erário, se não for pago até o vencimento fixado, constituirá
dívida ativa não tributária.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

17) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Quando


determinado órgão publico inscreve uma obrigação legal relativa a tributos na
divida ativa, todos os respectivos adicionais e multas correspondentes a essa
obrigação integram o conceito de divida ativa tributária.

18) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – CNJ - 2013) A dívida ativa


constitui os créditos da fazenda pública que independem de autorização
orçamentária, tendo sido contraída mediante emissão de títulos para atender a
desequilíbrio orçamentário.

19) (CESPE – Analista Administrativo – Direito - ANTT – 2013) As multas


aplicadas pela ANTT como sanção por descumprimento das normas de conduta
dispostas e não pagas devem ser inscritas na dívida ativa de natureza não
tributária.

20) (CESPE – Analista Administrativo – Administrativa - ANTT – 2013) A


inclusão do contribuinte na dívida ativa tem como requisito a apuração da
certeza e liquidez da dívida.

21) (ESAF – Analista de Finanças e Controle - STN – 2013) Identifique o


conceito de receita pública que não é pertinente à sua definição.
a) A multa é uma receita de caráter não tributário.
b) As taxas são receitas tributárias.
c) As receitas correntes aumentam a disponibilidade financeira do Estado, com
efeito positivo no patrimônio líquido.
d) Quanto às fontes de recursos, as receitas são classificadas em corrente e
capital.
e) As receitas de capital aumentam as disponibilidades do Estado, mas não
provocam efeito sobre o patrimônio líquido.

22) (ESAF – Analista de Finanças e Controle - STN – 2013) A receita pública


derivada ou de economia pública é caracterizada pelo constrangimento legal
para sua arrecadação. Sob esta classificação, identifique a única opção correta.
a) Receitas de tributos.
b) Receita de vendas de bens intermediários.
c) Receita de prestação de serviços públicos.
d) Receita de venda de bens finais.
e) Receita de depósitos de terceiros.

23) (ESAF - Analista Administrativo - DNIT – 2013) Classifica-se como receita


extraorçamentária:
a) doação.
b) tributos relativos a exercícios anteriores.
c) antecipação de receitas orçamentárias.
d) receita de serviços não prevista no orçamento.
e) venda de bens inservíveis.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 61 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

24) (ESAF - Analista Administrativo – Contábil - DNIT – 2013) A respeito da


classificação e contabilização das receitas orçamentárias de capital nos entes
públicos, é correto afirmar:
a) os ingressos recebidos como transferências de outros entes de direito
público são classificados como receitas de capital e pressupõem a
contraprestação direta ao ente transferidor.
b) os ingressos oriundos da alienação de bens móveis e imóveis pertencentes
aos entes públicos são classificados e contabilizados como receita de capital,
não sendo permitida a sua aplicação em despesas correntes.
c) o recebimento de recursos oriundos da amortização de empréstimos
concedidos tem seu principal classificado como receita de capital, enquanto os
juros relacionados são classificados como receita corrente.
d) as operações de créditos, tanto internas quanto externas, proporcionam a
entrada de recursos no caixa do ente público, sendo que somente as da dívida
mobiliária são classificadas e contabilizadas como receitas de capital.
e) os ingressos decorrentes da atuação do Estado na atividade industrial são,
por força de lei, classificados como despesas de capital.

25) (ESAF - Analista Administrativo – Contábil - DNIT – 2013) A respeito dos


créditos relacionados à dívida ativa de que tratam a Lei n. 4.320/1964, bem
como seu reflexo no patrimônio do ente público, é correto afirmar, exceto:
a) créditos que não de origem tributária podem ser inscritos em dívida ativa.
b) os créditos não recebidos no exercício e inscritos em dívida ativa são
reconhecidos como receita orçamentária somente no exercício do recebimento.
c) quando o crédito a ser inscrito em dívida ativa estiver em moeda
estrangeira, deverá ocorrer a conversão para moeda nacional na data da
inscrição.
d) os juros, as multas de mora e as atualizações incidentes sobre os créditos
também constituem receitas da dívida ativa.
e) no âmbito da União, a apuração e inscrição da dívida ativa devem ser
realizadas pelos órgãos da administração detentores dos créditos.

26) (ESAF – AFC/CGU - 2008) Sobre os conceitos e classificações relacionados


com Receita Pública, assinale a opção correta.
a) Toda receita orçamentária efetiva é uma receita primária, mas nem toda
receita primária é uma receita orçamentária efetiva.
b) São exemplos de receitas correntes as receitas tributárias e as oriundas de
alienação de bens.
c) São exemplos de receitas de capital aquelas derivadas de alienações de
bens imóveis e de recebimento de taxas por prestação de serviços.
d) As receitas intra-orçamentárias constituem contrapartida das despesas
realizadas entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos
Fiscal, da Seguridade Social e de investimento das empresas.
e) O ingresso de recursos oriundo de impostos se caracteriza como uma
receita derivada, compulsória, efetiva e primária.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

27) (ESAF – AUFC – TCU – 2006) Consoante o disposto na Lei Federal


n. 4.320/64 a receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas:
Receitas Correntes e Receitas de Capital. Aponte a opção falsa com relação a
esse tema.
a) As Receitas de Capital são as provenientes de operações de crédito,
cobrança de multas e juros de mora, alienação de bens, de amortização de
empréstimos concedidos, de indenizações e restituições, de transferências de
capital e de outras receitas de capital.
b) São Receitas Correntes as receitas tributárias, patrimonial, agropecuária,
industrial, de contribuições, de serviços e diversas e, ainda, as transferências
correntes.
c) Os tributos são receitas que a doutrina classifica como derivadas.
d) Conceitua-se como Receita Tributária a resultante da cobrança de tributos
pagos pelos contribuintes em razão de suas atividades, suas rendas e suas
propriedades.
e) Será considerada Receita de Capital o superávit do Orçamento Corrente,
segundo disposição da Lei Federal n. 4.320/64.

28) (ESAF - Analista de Planejamento e Orçamento - MPOG -2005 - Adaptada)


A Receita Orçamentária é a consubstanciada no orçamento público e
consignada na Lei Orçamentária. Aponte a única opção incorreta no que diz
respeito às origens de receitas.
a) O imposto é um tributo cuja obrigação tem como fato gerador uma
situação, independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao
contribuinte, sendo pago coativamente.
b) A receita de contribuições é uma origem de receitas correntes.
c) A contribuição de melhoria corresponde à especialização de serviço público,
em proveito direto ou por ato de contribuinte.
d) Outras receitas correntes são receitas correntes originárias da cobrança de
multas e juros de mora, indenizações e restituições, receita da dívida ativa e
receitas diversas.
e) As receitas de capital são as provenientes de operações de crédito,
alienação de bens, de amortização de empréstimos concedidos, de
transferências de capital e de outras receitas de capital.

29) (ESAF – AFC/CGU – Auditoria e Fiscalização - 2006) No que diz respeito à


receita pública, indique a opção falsa.
a) A Lei n. 4.320/64 classifica receita pública em orçamentária e extra-
orçamentária, sendo que esta apresenta valores que não constam do
orçamento.
b) A receita orçamentária divide-se em dois grupos: correntes e de capital.
c) As receitas correntes compreendem as receitas tributárias, de contribuições,
patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, de alienação de bens, de
transferências e outras.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

d) A receita pública é definida como os recursos auferidos na gestão, que serão


computados na apuração do resultado financeiro e econômico do exercício.
e) A receita extra-orçamentária não pertence ao Estado, possuindo caráter de
extemporaneidade ou de transitoriedade nos orçamentos.

30) (ESAF – Analista Contábil-Financeiro – SEFAZ/CE – 2007) As receitas


públicas, quanto à afetação patrimonial, são divididas em receitas efetivas e
receitas por mutações patrimoniais. Entre as opções abaixo, aponte a que é
exemplo de receita efetiva.
a) Operações de crédito.
b) Receita de alienação de bens.
c) Receita patrimonial.
d) Amortização de empréstimos.
e) Transferências de capital.

31) (ESAF – Analista de Finanças e Controle - STN - 2008) Do ponto de vista


fiscal, o déficit público é medido a partir do Resultado Primário. Isso posto, é
correto afirmar:
a) o Resultado Primário corresponde à diferença entre receitas não-financeiras
e despesas não-financeiras.
b) entende-se por receita não-financeira: a receita orçamentária arrecadada,
mais as operações de crédito, as receitas de privatização e as receitas
provenientes de rendimentos de aplicações financeiras.
c) entende-se por despesa não-financeira: a despesa total, aí incluídas aquelas
com amortização e encargos da dívida interna e externa (amortização mais
juros).
d) do ponto de vista fiscal, ou pelo critério “acima da linha”, ocorre déficit
público quando o total das receitas não-financeiras é superior às despesas não-
financeiras.
e) nos casos em que o total das receitas próprias de um ente público (sem
considerar empréstimos) é inferior às despesas realizadas, temos um superávit
primário.

32) (ESAF – AFC/STN – Contábil – Financeiro - 2005) Assinale a opção falsa


em relação à receita pública, de acordo com o que dispõe o Manual de
Procedimentos da Receita Pública, de que trata a Portaria STN nº 219, de
29.04.2004.
a) Receita pública são todos os ingressos de caráter não devolutivo auferidos
pelo poder público.
b) A receita pública efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades
de recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e
não constituem obrigações correspondentes.
c) Os ingressos provenientes da prestação de serviços são classificados como
Receitas Correntes.
d) A receita pública pode ou não provocar variação na situação patrimonial
líquida.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

e) As receitas de capital somente podem ser aplicadas em despesa de capital.

33) (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento – MPOG – 2010) Assinale a


opção que indica uma afirmação verdadeira a respeito da conceituação e
classificação da receita orçamentária.
a) As receitas orçamentárias são ingressos de recursos que transitam pelo
patrimônio do poder público, podendo ser classificadas como efetivas e não-
efetivas.
b) As receitas orçamentárias decorrem de recursos transferidos pela sociedade
ao Estado e são classificadas como permanentes e temporárias.
c) Todos os ingressos de recursos, financeiros e não-financeiros, são
classificados como receita orçamentária, porque transitam pelo patrimônio
público.
d) As receitas orçamentárias restringem-se aos ingressos que não geram
contrapartida no passivo do ente público.
e) Recursos financeiros de qualquer origem são registrados como receitas
orçamentárias para que possam ser utilizados pelos entes públicos.

34) (ESAF - Auditor Fiscal - Receita Federal do Brasil – 2005) A Lei nº


4.320/64 classifica a receita segundo as categorias econômicas em receitas
correntes e de capital e define as fontes que compõem cada categoria.
Posteriormente, face à necessidade de melhor identificação dos ingressos nos
cofres públicos, o esquema inicial foi desdobrado em subníveis que formam o
código identificador de receita.
Indique o desdobramento não pertinente.
a) alínea
b) subalínea
c) rubrica
d) elemento
e) subfonte

35) (ESAF – AUFC – TCU – 2000) Assinale, entre as opções a seguir, a que é
incompatível com as receitas extra-orçamentárias.
a) Os depósitos de terceiros representados por títulos são convertidos em
receita extra-orçamentária quando não reclamados pelo depositante no prazo
legal.
b) A arrecadação das receitas extra-orçamentárias não depende de autorização
legislativa.
c) Os valores recebidos em dinheiro, a título de receita extra-orçamentária,
integram-se ao balanço financeiro.
d) Cauções e outros valores recebidos em dinheiro, como garantia do
cumprimento de contratos, representam exigibilidades para o ente público
contratante.
e) Doações recebidas em bens tangíveis são incorporadas diretamente ao
patrimônio público.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

36) (ESAF – AUFC – TCU - 1999) Entre as principais categorias que compõem
as receitas públicas, não estão computados as (os)
a) receitas de subsídios
b) receitas de transferências
c) contribuições parafiscais
d) lucros das empresas públicas
e) vendas de ativos reais e financeiros

37) (ESAF – AUFC – TCU - 1999) As operações realizadas pela Administração


Pública, que resultarem em acréscimo ao patrimônio público, caracterizam-se
como:
a) correntes
b) de capital
c) ordinárias
d) extraordinárias
e) compensatórias

38) (ESAF - Analista de Finanças e Controle – CGU – 2002) A receita pública


caracteriza-se como um ingresso de recursos ao patrimônio público. Assinale a
opção que não é considerada como receita corrente:
a) receita de contribuições.
b) receita da conversão, em espécie, de bens e direitos.
c) receita patrimonial.
d) receita agropecuária.
e) receita industrial.

39) (ESAF - Técnico de Finanças e Controle – CGU – 2001) A Lei n° 4.320, de


17/03/1964, que estatui as normas gerais do Direito Financeiro, classifica as
receitas públicas em receitas correntes e receitas de capital.
Indique, entre as opções abaixo, aquela que representa corretamente as
receitas de capital.
a) Receitas tributárias, receitas dos contribuintes, receitas patrimoniais,
transferências de capital e outras receitas de capital.
b) Operações de crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos,
transferências de capital e outras receitas de capital.
c) Operações de crédito, alienação de bens, receitas patrimoniais, receitas
agropecuárias e receitas industriais.
d) Receitas tributárias, receitas de serviços, amortizações de empréstimos,
transferências de capital e outras receitas de capital.
e) Operações de crédito, receitas tributárias, receitas patrimoniais,
transferências de capital e outras receitas de capital.

40) (ESAF - Analista de Finanças e Controle – Correição - CGU – 2006) A


Receita Patrimonial é uma receita decorrente da fruição do patrimônio
imobiliário e mobiliário do Ente Público. Identifique a definição incorreta
relativa à subdivisão da Receita Patrimonial.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

a) Receitas imobiliárias são receitas provenientes da utilização do patrimônio


imobiliário do Ente Público, na forma de locação, aforamento ou cessão de uso.
b) Aluguéis são receitas originárias que resultam da atuação do Estado sob o
regime de direito privado na exploração de atividade econômica.
c) Dividendos são receitas provenientes de resultados nas empresas públicas
ou não, regidas pela regulamentação observada pelas sociedades anônimas,
cuja destinação legal é amortização da dívida pública federal.
d) Remuneração de depósitos bancários é uma receita proveniente da
aplicação das disponibilidades financeiras dos recursos gerenciados pelos
diversos órgãos públicos, autorizados por lei.
e) Laudêmios são receitas decorrentes da transferência do domínio útil do
imóvel da União de um foreiro a outro, aplicados nos casos de sucessão
hereditária.

41) (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento - MPOG - 2008) Segundo o


Manual Técnico do Orçamento - 2008, a classificação da receita por natureza
busca a melhor identificação da origem do recurso, segundo seu fato gerador.
Indique a opção incorreta quanto aos desdobramentos dessa receita.
a) Sub-rubrica.
b) Origem e espécie.
c) Rubrica.
d) Categoria econômica.
e) Alínea e subalínea.

42) (ESAF – Analista Contábil-Financeiro – SEFAZ/CE – 2007) Com base na


conceituação da receita orçamentária brasileira, assinale a única opção errada.
a) Tributo é a prestação pecuniária, pois o conceito legal exclui qualquer
prestação que não seja representada por dinheiro.
b) Tributo é compulsório, pois a obrigatoriedade faz parte de sua essência.
c) A criação ou instituição de um tributo depende exclusivamente da lei, não
sendo admitidas outras maneiras de criá-lo.
d) A cobrança do tributo é uma atividade privada da administração pública que
não pode ser exercida por nenhuma outra pessoa.
e) No art.145 da Constituição Federal do Brasil, foram definidas as espécies de
tributos, quais sejam: impostos e taxas.

43) (ESAF – Analista Tributário – Receita Federal do Brasil – 2009) A respeito


da classificação orçamentária da receita, é correto afirmar:
a) alienação de bens de qualquer natureza integrantes do ativo redunda em
receita de capital.
b) receitas de contribuições integram as receitas de capital quando oriundas de
intervenção no domínio econômico.
c) as receitas agropecuárias se originam da tributação de produtos agrícolas.
d) as receitas intraorçamentárias decorrem de pagamentos efetuados por
entidades integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

e) receitas correntes para serem aplicadas em despesa de capital dependem


da inexistência de receitas de capital no exercício.

44) (ESAF – Procurador – TCE/GO - 2007) As receitas públicas agrupam-se em


duas grandes categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital.
Nesse contexto, as operações de crédito constituem:
a) Receita de Capital.
b) Despesa de Capital.
c) Transferência Corrente.
d) Transferência de Capital.
e) Receita Corrente.

45) (ESAF – AFC/STN – 2005) A receita na Administração Pública representa


as operações de ingressos de recursos financeiros nos cofres públicos.
Identifique a opção não pertinente em relação às receitas correntes.
a) receitas imobiliárias
b) receitas de contribuições sociais
c) contribuição de melhoria
d) receita de serviços
e) alienação de bens móveis e imóveis

46) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Classificam-se como


Receitas Correntes Derivadas as receitas:
a) de contribuições e de serviços.
b) patrimonial, agropecuária e industrial.
c) patrimonial, agropecuária, industrial e de serviços.
d) tributária e de contribuições.
e) tributária e de serviços.

47) (ESAF - APOFP - SEFAZ/SP - 2009) Constituem modalidade de receita


derivada, exceto:
a) tributos.
b) penalidades pecuniárias.
c) multas administrativas.
d) preços públicos.
e) taxas.

48) (ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento – MPOG - 2008) A Receita


da Administração Pública pode ser classificada nos seguintes aspectos: quanto
à natureza, quanto ao poder de tributar, quanto à coercitividade, quanto à
afetação patrimonial e quanto à regularidade. Quanto à sua regularidade, as
receitas são desdobradas em:
a) receitas efetivas e receitas por mutação patrimonial.
b) receitas orçamentárias e receitas extraorçamentárias.
c) receitas ordinárias e receitas extraordinárias.
d) receitas originárias e receitas derivadas.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

e) receitas de competência Federal, Estadual ou Municipal.

49) (ESAF – Analista de Finanças e Controle – CGU - 2012) A respeito da


classificação econômica da receita de que tratam a Lei n. 4.320/64 e a Portaria
SOF/STN 163/2001, é correto afirmar, exceto:
a) ingressos extraorçamentários são recursos financeiros de caráter temporário
que entram no caixa do ente público mediante a constituição de passivos.
b) o conceito de natureza da receita e a correspondente classificação somente
se aplica ao governo federal.
c) quanto ao impacto no patrimônio, as receitas são classificadas como
efetivas e não efetivas.
d) o conceito de receita originária e derivada não é utilizado como classificador
na receita pública.
e) a receita intraorçamentária se origina de operações com órgãos e entidades
do mesmo orçamento.

50) (ESAF – Técnico de Nível Superior/SPU – MPOG – 2006) Assinale a opção


que expressa, corretamente, uma receita de capital.
a) a receita tributária.
b) a receita patrimonial.
c) a conversão, em espécie, de bens ou direitos.
d) a receita industrial.
e) a receita de serviços.

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 70

-
Administração Pública p/ RFB
Auditor Fiscal Com videoaulas
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Rodrigo Rennó Aula 05

GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C E C E C C C E E C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C C E C E C C E C C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
D A C C E E A C C *
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
A E A D A A A B B E
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
A E D A E D D C B C

*Anulada

Prof. Sérgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 70