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Final Cut Pro 5

 Apple Brasil Final Cut Pro 5 Apostila Oficial

Apostila Oficial

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da execução e uso destes produtos .

Publicado no Brasil.

Esta Apostila foi desenvolvida utilizando computadores Macintosh PowerMac G5 Dual 2.7Ghz, PowerBook G4 1.5Mhz, Sistema Operacional Mac OS X Tiger, Apple Final Cut Studio, Adobe CS2 e demais recursos tecnologias do Sistema.

Projeto gráfico, pesquisa e desenvolvimento Emanuel Aguiar

Coordenação

Rafael Scucato

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Introdução ao Video Digital

Video Digital

O vídeo digital é uma evolução tecnológica do vídeo analógico. Em-

bora ambos utilizem em comum a codificação elétrica e magnética, a diferença se faz na forma como os sinais são interpretados, gerados ou gravados.

O vídeo digital é gerado pela variação de ondas eletromagnéticas

que se encontram em uma faixa de radiação perceptível pelo olho. A va-

riação das informações se fazem pela modificação das frequências que são responsáveis pela luminosidade e pelas cores que compreendemos através de visão.

e pelas cores que compreendemos através de visão. Essas variações de radiação são interpretadas pelos

Essas variações de radiação são interpretadas pelos sistemas elétri- cos utilizados na geração e transmissão de vídeos e codificadas através de impulsos elétricos que descrevem sua formação e os gravam em fitas magnéticas. Ao serem lidos a partir das fitas reproduzem os sinais e ge- ram novamente o vídeo.

Há duas formas de se codificar e decodificar os sinais de vídeo:

Vídeo Analógico

O sinal de vídeo é gerado a partir da leitura seqüêncial, da esquerda

para a direita e de cima para baixo, da intensidade da voltagem de cada ponto do chip sensor ( CCD ) onde a imagem é projetada através das len- tes da câmera. Quanto maior a intensidade de luz em determinado ponto, maior a voltagem produzida pelo mesmo.

Esses sinais descrevem as características das ondas eletromagnéti- cas conforme as suas propriedades de freqüência (Hue) – que define as distâncias entre cada pico das ondas, Amplitude (Saturation) – que define a altura ou intensidades das ondas e o quantidade (Brightness) de radia- ção de cada uma das cores primárias da luz que são Vermelho (RED), Verde (GREEN) e Azul (BLUE) – RGB.

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cores primárias da luz que são Vermelho (RED), Verde (GREEN) e Azul (BLUE) – RGB. 

Dessas características são ainda analisados o conjunto resultantes das radiações que identificam a variação de luminosidade, variação tonal, con-

traste etc

como são manipulados os sinais.

A várias formas de codificar esses sinais com base na forma

O processo de gravação / transmissão de sinais elétricos é sempre su-

jeito a várias interferências e perdas, que aumentam e se propagam quan- do o mesmo é copiado de um meio a outro (degradação da imagem).

Essas degradações podem ocorrer com muita intensidade a partir de eventuais danos que os “meios” podem proporcionar. Fungos e oxidação das fitas, perda de corrente elétrica nos cabos e tipos diferentes de manipu- lação dos sinais podem afetar a qualidade e a precisão dos sinais.

Vídeo Digital

O vídeo digital tem a mesma interpretação das radiações eletromagnéti-

cas mas diferencia-se por mapear os sinais em códigos compostos por dígitos binários. Esses dígitos descrevem e registram os sinais exatamente como são compreendidos e são decodificados com precisão toda vez que é lido.

e são decodificados com precisão toda vez que é lido. Para cada uma das radiações RGB

Para cada uma das radiações RGB é atribuído 8 bits que permitem registra até 256 variações que combinadas possibilitam até 16.7 milhões de variações.

A grande vantagem que o sinal digital tem sobre o analógico é o fato

destas perdas poderem ser virtualmente eliminadas. Assim por exemplo, se os ‘1’s e ‘0’s forem representados por voltagem 1V e 0V, é muito fácil um circuito eletrônico reconstruir um sinal que chegou a seu destino como 1 - 0 - 0,8 - 0,3 - 1 - 1 ao invés de 1 - 0 - 1 - 0 - 1 - 1 (houve danificação e o ‘1 V’ chegou como ‘0,8 V’, assim como o ‘0 V’ chegou como ‘0,3 V’) pois sabe-se que o sinal só pode ser 0 ou 1 V, então 0,8 é ‘consertado’ para 1 e 0,3 para 0.

Por proporcionar uma quantidade maior de informações necessárias para registrar os sinais, o sinal digital necessita de compressão para que possa oferecer desempenho. Há vários padrões e métodos de compressão.

Quanto maior a taxa de compressão utilizada para reduzir o tamanho ocupado por um sinal de vídeo digitalizado, maior a probabilidade de sur- girem ‘defeitos’ na imagem final descomprimida. Isto ocorre porque os processos de compressão utilizados para comprimir sinais de vídeo ge- ralmente acarretam perdas de detalhes durante a compressão e não há como reconstrui-los no processo inverso (descompressão). Estes defeitos são mostrados na imagem na forma de falhas em cores ou resolução em determinados pontos da imagem.

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Sinais de vídeo

O vídeo, quando transmitido de forma analógica, ou seja, através da propagação das ondas eletromagnéticas, são enviados e/ou recebidos de acordo com diferentes métodos de envio das ondas eletromagnéticas e de diferentes formas de conexão com os equipamentos reprodutores.

Em outras palavras, as ondas eletromagnéticas precisam ser envia- das conforme suas propriedades e as características dos equipamentos reprodutores ou gerados de sinais de vídeo.

Essas propriedades envolvem desde os limites de capacidade de re- produção como resolução até as características da eleticidade que os per- mitem gerar e/ou reproduzir os sinais de vídeo.

Vídeo Componente

Neste tipo de sinal as informações da imagem são separadas em 3 partes: luminância (a parte que controla o brilho - quantidade de lumi- nosidade - na imagem) , crominância -1 e crominância -2 (partes que con- trolam as informações de cor na imagem).

(partes que con- trolam as informações de cor na imagem). Estes componentes são obtidos a partir
(partes que con- trolam as informações de cor na imagem). Estes componentes são obtidos a partir

Estes componentes são obtidos a partir do sinal original da imagem em RGB: a luminosidade total da imagem forma um primeiro compo- nente, denominado sinal ‘ Y ‘ . Subtraindo-se este sinal do sinal R (red) do RGB, obtém-se o segundo componente (crominância -1, denominado sinal ‘ U ‘ ), logo U = R - Y . Subtraindo-se agora o sinal Y do sinal B (blue) do RGB, obtém-se o terceiro componente (crominância -2, denominado sinal ‘ V ‘ ), logo V = B - Y .

Assim, é possível registrar os dados da imagem através de 3 sinais, um para luminosidade e dois para cor. No momento da decodificação, um circuito eletrônico recupera o sinal G (green) do RGB através do cálculo da diferença de (R+B) em relação à luminosidade total Y.

Formatos de vídeo profissionais analógicos gravam o sinal compo- nentes YUV diretamente nas fitas magnéticas, como por exemplo Beta- cam SP. Formatos digitais o digitalizam e a seguir o comprimem, como por exemplo DV.

Este tipo de sinal, por manter as informações de cor separadas, possui uma melhor definição de cores do que a de outros sinais, como o Y/C, o composto e o RF (nessa ordem, ordenados da maior para a menor qualidade).

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Composite Video

Ao contrário do Y/C, neste tipo de sinal as informações de cor e lu- minosidade são combinadas gerando um único sinal. Posteriormente (no momento da exibição por exemplo) estes sinais são novamente separados.

A transformação acaba acarretando perda de qualidade devido a in-

terferências e distorções geradas no processo, onde os sinais recuperados na separação não são exatamente idênticos ao que eram na fase de codi- ficação em sinal único. Este tipo de sinal é utilizado no formato VHS por exemplo e na transmissão de TV a cabo.

no formato VHS por exemplo e na transmissão de TV a cabo. RF - Radio frequence

RF - Radio frequence

exemplo e na transmissão de TV a cabo. RF - Radio frequence Ao contrário do sinal

Ao contrário do sinal do tipo composto, neste tipo de sinal as infor- mações de imagem, já reunidas em um único sinal, são combinadas com o sinal de som, gerando um novo único sinal. Posteriormente (no momento da exibição por exemplo) estes sinais são novamente separados.

por exemplo) estes sinais são novamente separados. A transformação acaba acarretando bastante perda de
por exemplo) estes sinais são novamente separados. A transformação acaba acarretando bastante perda de

A transformação acaba acarretando bastante perda de qualidade de-

vido a interferências e distorções geradas no processo, onde os sinais recu-

perados na separação não são exatamente idênticos ao que eram na fase de codificação em sinal único.

Este tipo de sinal é enviado às torres transmissoras de TV e captado por antenas comuns nas residências. Opcionalmente, além de ser enviado à torres transmissoras terrestres é também enviado a satélites retransmis- sores, podendo então ser captado por antenas parabólicas.

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RGB (Red, Green, Blue)

Tipo de sinal em que as informações de cor são transmitidas de modo separado, em 3 componentes, vermelho, verde e azul (o cabo que carrega este sinal possui um fio exclusivo para cada uma destas cores básicas). Estas cores são as cores básicas do modelo de cor RGB.

Estas cores são as cores básicas do modelo de cor RGB. Y/C ou S-Video Ao contrário
Estas cores são as cores básicas do modelo de cor RGB. Y/C ou S-Video Ao contrário

Y/C ou S-Video

Ao contrário do componente, neste tipo de sinal as informações de cor são combinadas gerando um único sinal, ao passo que as in- formações de luminosidade constituem um sinal independente. Poste- riormente (no momento da exibição por exemplo) os sinais de cor são novamente separados.

A transformação acaba acarretando pequena perda de qualidade de- vido a interferências e distorções geradas no processo, onde os sinais de cor recuperados na separação não são exatamente idênticos ao que eram na fase de codificação em sinal único. Este tipo de sinal é utilizado no formato SVHS por exemplo.

Este tipo de sinal é utilizado no formato SVHS por exemplo.  Apple Brasil Final Cut

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de sinal é utilizado no formato SVHS por exemplo.  Apple Brasil Final Cut Pro 5

A formação das imagens

O sinal de vídeo analógico é propagado através de diferentes formas

de transmissão. Embora atualmente as transmissões via satélite ou cabo

permitam a transmissão digital dos sinais, (envio dos dígitos binários usa- dos na codificação das ondas eletromagnéticas), o mais utilizado no Brasil

e em diversos países do mundo, ainda se faz por antenas que transmitem as ondas eletromagnéticas para os receptores.

Mesmo alguns equipamentos que armazenam os sinais em fitas ou cassetes, utilizam padrões de gravação que “respeitam” a forma como os receptores recebem e reproduzem os sinais de vídeo.

Atualmente o mundo experimenta mudanças significativas nos pa- drões adotados desde que iniciaram as primeiras transmissões de TV. A tecnologia digital esta proporcionando mudanças em todos os aspectos da produção de vídeos nos mais diferentes setores.

da produção de vídeos nos mais diferentes setores. Analógico x Digital A HDTV - Televisão de

Analógico x Digital

A HDTV - Televisão de alta definição, base da TV Digital e da conver-

gência de diversas tecnologias digitais como a Internet, está atingindo evo- luções significativas em diversos países como EUA, Japão e grande parte

da Europa.

Essa mudança já tem feito a Indústria de Eletrodomésticos a promover

o fim dos aparelhos de tubo (CRT) com a parada total de produção dos tu-

bos em 2006 e ,promover o uso de monitores de LCD e outras tecnologias de telas finas e planas.

Embora já seja observada no Brasil com a disponibilidade de vendas de monitores de TV digitais progressivos em LCD ou Plasma, ainda não foi definido o futuro da Televisão Digital.

As políticas do governo de Inclusão Social e Digital, apontam para um aproveitamento do parque instalado de TVs. Segundo dados coletados até

o final de 2005, em torno de 86% dos lares possuem pelo menos um Apare-

lho de TV contra 11% dos lares que de alguma forma acessam a Internet.

De qualquer forma para os próximos anos, a utilização de transmis- sões e recepções de sinais de vídeo analógico e digital deverão conviver até que novos padrões sejam enfim implementados e acessíveis a população brasileira. Sendo assim, vamos compreender um pouco mais sobre como os sinais de vídeo são gerados e recebidos para que possamos assistir nos- sa programação favorita na TV e ter acesso à outras mídias como o DVD.

Padrões de sinais

Por ser uma propagação de ondas eletromagnéticas, os sinais de vídeo dependem de fatores físicos para serem gerados e recebidos nos monitores de TV. Esses fatores compreendem as características elétricas das regiões onde são transmitidas/recebidas e de padrões específicos para formação das imagens.

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Vamos compreender melhor essas características observando os pa- drões mundiais e suas características peculiares.

NTSC - National Television Standards Committee

Em 1945, a US Federal Communications Commission, dividiu o es- pectro de transmissão de altas frequências VHF em 13 canais, determi- nando assim o tamanho máximo de banda para cada um desses canais.

Com base nessas informações os engenheiros do comitê NTSC (for- mado por emissoras e fabricantes de equipamentos nos EUA) definiram as especificações para a transmissão e recepção das informações que de- veriam “caber” na banda especificada para imagens em Preto e Branco.

Foi estabelecido então que as imagens do padrão NTSC deveriam ser de 60 quadros por segundo, conforme a característica de 60 hertz (ciclos) da rede elétrica, composta de 525 linhas por quadro e que a resolução seria de 330 linhas e o áudio Monoaural (mono).

Como a Largura de Banda não suportava a quantidade de informa- ções necessárias para formar a imagem, cada quadro da imagem foi di- vido em duas partes. Uma para as linhas ímpares e outras para as linhas pares, que seriam mostradas alternadamente a cada 1/60 cilos.

Com base dessa especificação, denominada Vídeo Entrelaçado, 1 se- gundo de vídeo teria 60 campos ou 30 quadros por segundo.

gundo de vídeo teria 60 campos ou 30 quadros por segundo. O padrão NTSC foi implementado

O padrão NTSC foi implementado no início da década de 60, sendo acrescido as especificações para geração de imagens em cores.

Como não havia espaço suficiente para aumentar a banda, os enge- nheiros criaram um segundo sinal específico para a cor que seria mistu- rado de forma codificado a o primeiro sinal, responsável pela luminância da imagem. Esse sinal passou a ser denominado Composto.

Mais adiante, conforme surgiram as necessidades, o padrão NTSC foi novamente revisto para implementação de áudio Estéreo, Legendas para surdos, suporte multilíngua (SAP), áudio Surround (5.1) e vídeo em alta definição HDTV.

Vários países adotaram o padrão NTSC como Bahamas, Barbados, Bermudas, Bolívia, Cambodja, Canadá, Chile,Colômbia, Coréia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Guatemala, Honduras, Japão, México, Panamá, Peru, Porto Rico, República Domini- cana, Suriname, Trinidade e Tobago e Venezuela.

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PAL - Phase Alternate Lines

No final da década de 60, foi criado na Alemanha um outro padrão geração de imagens denominado PAL.

Esse novo padrão foi criado com o objetivo de eliminar alguns proble- mas existentes no padrão NTSC referentes a reprodução de cores.

A solução encontrada foi inverter a fase do sinal de cor. Esse procedi-

mento resultou em uma melhoria significativa na precisão da geração das cores na imagem.

O padrão foi adotado por vários países, exceto os que já estavam com-

prometidos com o padrão NTSC.

Na maioria desses países a corrente elétrica alternada, ao contrário dos que adotaram o padrão NTSC, era de 50 Hertz (ciclos). Para atender a essa característica, a geração das imagens foi especificada para 50 campos por segundo e sendo transmitidas a 25 quadros por segundo.

Para compensar a perda de qualidade visual provocada pela redução dos quadros de 30 para 25, a quantidade de linhas foi aumentada para 625 contra as 525 do padrão NTSC.

As mudanças das especificações implementadas no padrão PAL pro- porcionou outras melhorias na qualidade do sinal como a maior definição de contraste e maio nível de detalhamento, uma vez que há mais “sobra de espaço da banda do sinal de luminância. O sinal de cor (crominância) ocu- pa menos espaço que no padrão NTSC.

A alternância de fase no sinal de crominância exige mais campos para

gerar o ciclo completo de cor, limitando a precisão dos equipamentos neste

padrão em relação ao NTSC.

Ainda em relação ao NTSC, o padrão PAL de 625 linhas proporcionam interferências de um equipamento para outro, em função da exigência de uma banda maior ou provocando mudanças na saturação de cores, desca- racterizando a transmissão original.

O padrão PAL possui variações de suas especificações conforme as

características dos países que o adotaram. O Brasil, um dos que adotaram o padrão, a corrente elétrica é de 60 Hertz e as especificações definiram o padrão PAL-M (usado apenas no Brasil) cujas características são a utili- zação de 60 Herts o que define o Sistema em 60 campos por segundo / 30 quadros por segundo e a utilização de 525 linhas (como no NTSC) ao invés das 625 linhas do PAL original.

Alguns países que utilizam PAL: Açores, Afeganistão, África do Sul, Albânia, Alemanha, Algéria, Angola, Argentina, Austrália, Áustria, Ban- gladesh, Bélgica, Botswana, Camarões, China, Dinamarca, Emirados Ára- bes, Espanha, Etiópia, Finlândia, Gâmbia, Gibraltar, Grécia, Hong Kong, Ilhas Canárias, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Iugoslávia, Jordânia, Isra- el, Kuwait, Libéria, Luxenburgo, Madeira, Malásia, Malta, Namíbia, Ne- pal, Nova Zelândia, Paquistão, Paraguai, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Serra Leoa, Singapura, Somália, Sudão, Suécia, Suíça , Tailândia, Tanzânia, Turquia, Uganda, Uruguai, Vietnam, Yemen, Zâmbia, Zimbabwe.

As variações do padrão PAL que foi adotado por países com caracte- rísticas diferentes das especificações originais são:

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PAL-B variação do padrão PAL, utilizando 5,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao PAL-G e PAL-H ; alguns países que o utilizam: Alemanha, Açores, Albânia, Algéria, Austrália, Áustria, Ban- gladesh, Bélgica, Camarões, Dinamarca, Espanha, Etiópia, Finlândia, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Jordânia, Kuwait, Libéria, Madeira, Malásia, Mal- ta, Nepal, Nigéria, Nova Zelândia, Paquistão, Por- tugal, Singapura, Sudão, Suécia, Suíça, Tailândia, Tanzânia, Turquia, Uganda, Vietnam, Zâmbia, Zimbabwe.

PAL-D

variação do padrão PAL, utilizando 6,0 Mhz como largura de banda (em alguns tipos como PAL-M e PAL-N a largura é menor); alguns países que o utilizam: China, Romênia.

PAL-G

variação do padrão PAL, utilizando 5,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao PAL-B e PAL-H ; alguns países que o utilizam: República Tcheca, Suécia e Suíça (em UHF).

PAL-H

variação do padrão PAL, utilizando 5,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao PAL-B e PAL-G ; alguns países que o utilizam, em UHF: Gi- braltar, Libéria, Malta.

PAL-I variação do padrão PAL, utilizando 5,5 Mhz como largura de banda ; alguns países que o utilizam:

África do Sul, Angola, Botswana, Gâmbia, Irlanda, Namíbia, Reino Unido (em UHF).

PAL-M

variação do padrão PAL, utilizando 30 quadros por segundo ao invés de 25 e 525 linhas ao invés de 625; utilizado somente no Brasil.

PAL-N variação do padrão PAL, utilizando 4,2 Mhz como largura de banda (a mesma do PAL-M): nos de- mais tipos a largura é maior; alguns países que o utilizam: Argentina, Paraguai.

Em alguns dos países que adotaram o PAL, há mais de um padrão em uso como no Brasil que utiliza o NTSC e o PAL-M, resultados de ser- viços como TV à cabo ou uso de satélite.

Em alguns países existe diferença de padrão quando a transmissão /recepção é feita em VHF ou UHF. No Brasil em ambos sistemas utilizam o padrão PAL-M.

O sinal de um sistema geralmente não é compatível com outro: de- pendendo do sistema, uma fita gravada em PAL por exemplo pode não apresentar imagem alguma em um VCR do sistema SECAM por exemplo, ou mostrar imagens em preto e branco.

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SECAM - Systeme Electronique Couleur Avec Memoire

Desenvolvido também no final da década de 60, na França, o padrão SECAN é semelhante ao PAL. Utiliza Corrente elétrica de 50 Hertz (exceto Colombia e Jamaica que usam corrente de 60 Hertz).

As diferenças entre o padrão PAL e SECAM são tão pequenas que a conversão entre os mesmos pode ser feita por um simples decodificador e a maioria dos receptores PAL é capaz de exibir imagens (em preto e branco) transmitidas em SECAM.

Uma das incoveniências do padrão SECAN é a impossibilidade de sin- cronizar dois sinais a fim de mixá-los, devido a suas características.

A maioria dos estúdios em emissoras costumam gerar os programas

em PAL, editá-los deste modo e só então convertê-los para SECAM no mo- mento da transmissão.

A quantidade de linhas no sistema SECAM é sempre 625. Os sistemas

SECAM que utilizam 25 quadros/seg sofrem com a redução na cadência de mudança das imagens: isto faz com que as mesmas sejam um pouco mais ‘visíveis’ do que no padrão NTSC - a imagem ‘pisca’ mais.

Também em relação ao NTSC são desvantagens: menor resolução e brilho excessivo em desenhos compostos por linhas muito próximas entre si (moiré paterns) mais frequente. Por outro lado a saturação de cores é bem mais estável do que no padrão NTSC.

Alguns dos países que adotaram o padrão SECAM são: Afeganistão, Arábia Saudita, Bulgária, Burundi, Chad, Colômbia, Coréia (Norte), Egito, Estônia, França, Gabão, Guadalupe, Guiana Francesa, Grécia, Hungria, Irã, Iraque, Jamaica, Líbano, Líbia, Luxenburgo,Madagascar, Mali, Marrocos, Martinica, Mauritânia, Mônaco, Mongólia, Nigéria, Polônia, Polinésia, Ru- anda, Rússia, Senegal, Síria, Tahiti, Tunísia, Zaire.

Da mesma forma que o PAL o SECAN possui variações de suas espe- cificações conforme as características de cada país que o adotou:

SECAM-B

variação do padrão SECAM, utilizando 5,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao SE- CAM-G e SECAM-H ; alguns países que o utilizam:

Afeganistão, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Líbano, Lí- bia, Marrocos, Mauritânia, Síria, Tunísia.

SECAM-G

variação do padrão SECAM, utilizando 5,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao SECAM-B e SECAM-H ; alguns países que o utilizam: Arábia Sau- dita, Egito, Irã, Líbano, Líbia (todos em UHF)

SECAM-H

variação do padrão SECAM, utilizando 5,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao SE- CAM-B e SECAM-G .

SECAM-D

variação do padrão SECAM, utilizando 6,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao SE- CAM-D, SECAM-K, SECAM-K1 e SECAM-L ; al- guns países que o utilizam: Bulgária, Coréia (Norte), Hungria, Mongólia, Polônia, Rússia.

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SECAM-K variação do padrão SECAM, utilizando 6,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao SECAM-D, SECAM-K, SECAM-K1 e SECAM-L ; alguns países que o utilizam: Bulgária, Estônia, Hungria, Polônia, Rússia (todos em UHF).

SECAM-K1 variação do padrão SECAM, utilizando 6,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao SECAM-D, SECAM-K, SECAM-K1 e SECAM-L ; alguns países que o utilizam: Burundi, Chad, Po- linésia, Gabão, Guadalupe, Guiana Francesa, Ma- dagascar, Mali, Martinica.

SECAM-L variação do padrão SECAM, utilizando 6,0 Mhz como largura de banda ; muito semelhante ao SE- CAM-D, SECAM-K, SECAM-K1 e SECAM-L ; al- guns países que o utilizam: França, Luxemburgo, Mônaco.

 

The Most Popular Video Formats

 

Type of Signal

Resolution

Horizontal Frequency

Vertical Frequency

NTSC

525

5.734 kHz

60

Hz

PAL

625

15.625

kHz

50

Hz

SECAM

625

15.625

kHz

50

Hz

PAL-M

525

15.750

kHz

60

Hz

Vídeo entrelaçado x Vídeo Progressivo

Como visto anteriormente, o sinal de vídeo analógico produz vídeo

através de uma varredura entrelaçada, onde cada quadro, é construido através da alternância de dois campos: o ímpar com a varreduras das

linhas 1,3,5 etc

e o par coma varredura das linhas 2,4,6 etc

linhas 1,3,5 etc e o par coma varredura das linhas 2,4,6 etc O vídeo entrelaçado, embora

O vídeo entrelaçado, embora construa os quadros de um vídeo de uma forma rápida e quase imperceptível ao olho humano, apresenta al- guns problemas técnicos que, dependendo da situação, podem ocasionar problemas de percepção e uso mais ou menos complexos.

Ao ser visto de perto em um monitor de tela grande, 42 polegadas por exemplo, é possível identificar a varredura e ter a sensação de que a imagem apresenta algum tipo de problema de qualidade.

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Outro problema comum nos dias de hoje é a captura de um quadro para uso como imagem estática. Nesse caso a imagem capturada ou expor- tada, na maioria das vezes contém apenas um dos campos (ímpar ou par), causando uma vibração visual (Flicker) quando observada em um monitor de padrão entrelaçado.

Isso ocorre em função da não existência de uma dos campos e a essa ausência faz a imagem variar sua exibição apenas em um único campo.

a imagem variar sua exibição apenas em um único campo. Outro problema comum é quando podemos

Outro problema comum é quando podemos capturar os dois campos do quadro, num padrão compatível com o sinal de vídeo e, em decorrência de da imagem envolver um movimento mais rápido, parte do movimento é registrado no primeiro campo e sua continuidade no campo seguinte.

Nesse caso teremos um quadro com o registro de informações que variam em função de pertencerem a campos diferentes no original.

em função de pertencerem a campos diferentes no original. O vídeo progressivo (ou não-entrelaçado) utiliza

O vídeo progressivo (ou não-entrelaçado) utiliza diferentes métodos para formar as imagens. Ao invés de promover a varredura dos quadros em dois campos (ímpar e par), utiliza um único campo.

em dois campos (ímpar e par), utiliza um único campo. Existem diferentes formas de compor o

Existem diferentes formas de compor o quadro progressivo. Um deles realiza a duplicação de um dos campos (line Repeat). Processo mais barato no que diz respeito a aquisição de recursos e o rápido.

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Outro que muito utilizado atualmente, é baseado numa compensa- ção de movimento (Motion Compensation) e “deduz” como deverá ser for- mado segundo campo, com base na movimentação ou no que realmente se move no quadro, mantendo o que não se move e recriando apenas as regiões onde existem mudanças em função do movimento.

Obviamente este método, existente em DVD players e no processo de codificação Mpeg-2, exige mais processamento é um pouco mais caro em termos de custo de equipamentos e softwares.

Imagem estática: Analógica x Digital?

As diferenças entre imagens progressivas e entrelaçadas exigem al- guns cuidados quando precisamos alternar entre imagens estáticas (still) e em movimento (vídeo).

De vídeo para still

Ao exportar uma imagem de vídeo em um padrão analógico entre- laçado, é importante observar os recursos disponíveis no Editor de Ima- gens, para corrigir eventuais problemas com as varreduras.

A maioria dos softwares de tratamento de imagens como o Adobe Photoshop, dispõe de filtros denominados De-Interlaced, que, dependen- do de suas características, empregam procedimentos para compensar a ausência de um dos campos que compõe a imagem.

Alguns formatos de imagem, dependendo também do software uti- lizado para editar e/ou tratar os vídeos, possuem recursos manuais ou automáticos para exportar as imagens já com as devidas compensações.

Alguns formatos de vídeo digital, como o Mpeg e suas variações, em- bora possam, dependendo do software utilizado, permitir a exportação de quadros progressivos, podem oferecer outros tipos de problemas.

Normalmente os problemas são ocasionados em função dos métodos de compressão empregados nesses formatos para redução do tamanho dos arquivos.

nesses formatos para redução do tamanho dos arquivos.  Apple Brasil Final Cut Pro 5 •

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De still para vídeo

Nesse caso é importante observar o formato do arquivo de ima- gem estática. Alguns formatos de imagem still, utiliza algorítmos de compressão que podem ser “evidenciados” quando convertidos para o sistema entrelaçado.

Formatos que utilizam compressões espaciais como o JPEG, depen- dendo da forma como foram gerados, apresentam problemas semelhantes ao que vimos quando exportamos de vídeo Mpeg para Still.

Softwares como o Apple Final Cut suportam formatos de imagem pa- drão do Photoshop (PSD). Nesse caso algumas propriedades como Layers e fundos transparentes são “respeitados” e mantidos quando importados para uso na edição do vídeo.

Existe uma variedade de outros formatos de imagens still. Observe no Manual do seu software quais os mais adequados a utilização com vídeo.

Principais formatos Still suportados pelo Final Cut Pro

BMP

Formato Bitmapped do MS-Windows

FlashPix

Formato de imagens fotográficas profissional, para armazenamento de imagens.

GIF

Formato limitado a 256 cores utilizado para uso na Internet.

JPEG

Formato com altas taxas de compressão.

PSD Formato nativo do Adobe Photoshop. Oferece ex- celente qualidade para as imagens, além de ter al- gumas de suas propriedades como transparência e layers suportado na íntegra.

PIC

Formato bitmapped nativo do Macintosh.

PNG

Formato criado para substituir o GIF. Possui mais capacidade de cores oferece diversas propriedades. Utiliza altas taxas de compressão.

SGI

Formato de imagem padrão da Silicon Graphics

TGA

Formato de imagens sem compressão e compatível com os sistemas de sinais de vídeo.

TIF

Formato de imagem da Adobe com diversas pro- priedades e diversos métodos de compressão.

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Formatos de vídeo

Existem diversos formatos de vídeo analógico e digital atualmente. Várias empresas como Sony, JVC e Panassonic desenvolveram ao longo dos anos di- versos padrões para uso doméstico, semi-profissional e profissional e alguns deles foram adotados pelo mercado de acordo com os recursos e o “momento” onde as tecnologias foram se firmando. Os principais formatos de vídeo são:

8 mm

Formato analógico utilizado no segmento consumidor, criado pela Kodak em 1984. Utiliza fita de 8 mm. Devido ao pequeno tamanho do cassete propiciou o surgimento de câmeras mais leves e menores do que as tradicionais.

Betacam

Formato analógico utilizado no segmento profissional. Criado pela Sony em 1982, utiliza fita de 1/2 pol (+/- 13 mm), com cassete e meio de transporte de fita similar ao antigo formato Betamax , porém gravando o sinal de vídeo no sistema componentes. Com este formato a Sony intro- duziu as primeiras camcorders

Betamax

Formato analógico, foi o primeiro formato desenvolvido para o seg- mento consumidor. Criado pela Sony em 1975, utilizava fita de 1/2 pol (+/- 13 mm). Com a competição do formato VHS, desenvolvido pela JVC, foi perdendo força no mercado (entre outras vantagens, além do custo mais baixo o VHS podia gravar 2 horas em uma fita contra 1 no Betamax, faci- litando assim a gravação de filmes) até desaparecer completamente.

Digital-8

Formato utilizado no segmento consumidor. Desenvolvido pela Sony no final dos anos 90, utiliza o mesmo algorítimo de compressão do for- mato DV, porém gravando em fitas comuns dos formatos Hi8 / 8 mm. Para câmeras deste tipo (que também podem gravar no formato Hi8 / 8

mm) a fita, ao ser gravada / reproduzida no formato Digital-8 roda a uma

velocidade 2 vezes maior do que em Hi8 / 8 mm - e portanto o tempo de gravação da mesma fita cai pela metade.

Digital Betacam

Formato utilizado no segmento profissional. Desenvolvido em 1993 pela Sony, possui algumas semelhanças com o formato DV (também uti-

liza o algorítimo DCT no processo de digitalização da imagem por exem-

plo), mas, por ser voltado ao segmento profissional, possui características

especiais para utilização neste meio.

Assim, em comparação com o formato DV possui melhor qualidade de imagem ao utilizar menor compressão (1,6:1 para 5,0:1 no DV), maior freqü- ência de sampling na digitalização dos sinais UV de cor (6,75 Mhz para 3,37 Mhz no DV), maior banda para armazenar informações de cor (3 Mhz para 1,5 Mhz no DV), time code do tipo utilizado do meio profissional (SMPTE para Drop Frame no DV), cassete com maior capacidade e outros.

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DV

Formato digital utilizado no segmento semi-profissional. Criado em 1995 por um consórcio formado por 10 empresas: Sony, JVC, Matsushita (Panasonic), Philips, Sharp, Toshiba, Sanyo, Mitsubishi, Thompson e Hita- chi, inicialmente como DVC (Digital Video Cassete) e posteriormente mu- dado para DV (Digital Video).

Utiliza para gravação fitas do tipo ME - Metal Evaporate. A imagem, após capturada pela câmera no formato analógico RGB através do CCD, é convertida e digitalizada em uma primeira etapa para o formato vídeo componentes. Na etapa seguinte o sinal obtido é comprimido em uma pro- porção de cerca de 5:1 utilizando um conjunto de diferentes algorítimos (DCT, weighting, quantization, motion detection, run length amplitude, de- cimating, Huffman code), sendo o principal deles o algorítimo denominado DCT. A seguir, o sinal resultante comprimido é gravado na fita.

O DV foi desenvolvido com o objetivo de ser utilizado principalmente

como um meio de aquisição e edição de alta qualidade. Existem 2 tama- nhos de cassetes utilizados neste sistema: Mini DV (66 x 48 x 12,2 mm) e Standard (125 x 78 x 14,6 mm) - para cada um, existem câmeras específicas, porém o padrão é o mesmo.

O cassete Mini DV, devido a suas dimensões extremamente reduzi-

das, permite a fabricação de câmeras digitais com tamanhos bastante re- duzidos. Assim como no padrão VHS existem duas velocidades (SP e LP) de gravação. Existem cassetes Mini DV de 30 e de 60 minutos (vel. SP). O modo LP - nem todas câmeras o possuem - grava 90 min. Na fita de 60 É parte opcional do padrão DV o uso de cassetes com memória: um micro-chip de memória (geralmente de 4K) instalado no cassete armazena

informações tais como conteúdo da fita, títulos, data de gravação, etc

sociadas à localização (trecho) da fita na qual estão gravados, permitindo desta forma o acesso rápido aos mesmos.

as-

DVCAM

Formato digital utilizado no segmento profissional. Desenvolvido pela Sony nos anos 90.

DVCPRO

Formato digital utilizado no segmento profissional, desenvolvido pela Panasonic nos anos 90. Possui semelhanças com o formato DV no processo de captura de informações. Utiliza cassete de fita de tamanho intermedi- ário entre os Mini DV e Standard DV. Utiliza somente um par de trilhas sonoras estéreo, entre outras diferenças. Também conhecido como D-7 .

DVCPRO 100HD

Formato digital utilizado no segmento profissional, desenvolvido pela Panasonic. Derivado do formato DVCPRO, da própria Panasonic, é voltado para uso no mercado HDTV.

DVCPRO50

Formato digital utilizado no segmento profissional, semelhante ao DVCPRO, porém com o dobro de capacidade de armazenamento de infor- mações por segundo (50 Mbs - mega bits / seg - contra 25 Mbs dos forma- tos DV, DVCAM e DVCPRO. Também desenvolvido pela Panasonic.

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HI8 (High-band 8 mm)

Formato analógico utilizado no segmento semi-profissional. Desen- volvido pela Sony em 1986, utiliza sinal do tipo Y/C ao invés do sinal com- posto (como no formato 8 mm). Utiliza fita de 8 mm.

Mini-DV

Um dos dois formatos DV existentes que utiliza um fita menor para gravação dos vídeos

SVHS (Super VHS)

Formato analógico utilizado no segmento semi-profissional. Desen- volvido pela Matsushita (JVC) em 1987, foi introduzido como melhoria do formato VHS, utilizando, ao invés do sinal composto como no VHS,

o sinal Y/C. O tipo de fita utilizado, apesar de idêntico em dimensões ao

utilizado no formato VHS (1/2 pol (+/- 13 mm)) difere em sua composição, melhorada para ser capaz de registrar os sinais de maior resolução deste formato. Assim, é possível gravar sinais no formato VHS em uma fita SVHS, mas o contrário não apresenta resultado satisfatório.

U-Matic

O mesmo que 3/4 pol . Formato analógico utilizado no segmento profis-

sional, criado em 1970 e dominante nessa década. Utiliza fita de 3/4 pol (+/- 20 mm). Foi o primeiro formato utilizado largamente com fita em cassete ao invés de carretéis. Na época, a Sony era líder na fabricação de equipamentos neste formato. Uma versão melhorada deste formato, com melhor resolução de cor, foi lançada alguns anos mais tarde. As duas versões passaram então

a denominar-se U-Matic LB (Low Band) e U-Matic HB (High Band).

VHS (Video Home System)

Formato analógico desenvolvido pela JVC em 1976, foi o segundo for- mato criado para o segmento consumidor, após o Betamax . Utiliza fita de

1/2 pol (+/- 13 mm). A primeira camcorder VHS no entanto foi criada somen-

te em 1985.

VHS-C (VHS Compact)

Formato analógico utilizado no segmento semi-profissional. Criado pela JVC em 1983 como VideoMovie, passou a ser chamado VHS-C pela JVC a partir de 1985. Possui as mesmas características que o formato VHS, exceto pelo tamanho da fita, reduzida em seu comprimento (não largura), acarretando com isso um cassete com tamanho também redu- zido e com isso câmeras mais leves e compactas. O cassete VHS-C pode ser inserido em um adaptador especial (com dimensões idênticas às do cassete VHS) que possibilita sua utilização em um equipamentos VHS.

DVD-Vídeo (Digital Versatile Disc)

Formato digital utilizado para distribuição e exibição de vídeo digital comprimido através do algorítimo MPEG-2. O DVD é uma evolução do CD (Compact Disc) e assim como este possibilita a gravação de áudio, vídeo ou software.

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Enquanto um CD armazena em torno de 650 Mb de dados, um DVD armazena de 6 a 13 Gb de dados (pode ser gravado em uma, duas ou três camadas). Enquanto a resolução horizontal de uma imagem gravada no for- mato VHS é de 240 linhas, no formato DVD a mesma atinge 400 a 500 linhas. Formatos existentes de CDs / DVDs:

CD-Áudio

Som digitalizado sem compressão; não pode ser re- gravado

CD-Vídeo (VCD)

vídeo digitalizado com compressão (MPEG-1); não pode ser regravado novamente.

CD-Vídeo (SVCD)

vídeo digitalizado com compressão (MPEG-2, em um processo com qualidade intermediária entre o VCD e o DVD); não pode ser regravado novamente.

CD-R

permite gravar dados / som vídeo digitalizado (MPEG- 1); pode ser gravado uma única vez

CD-RW

permite gravar dados / som vídeo digitalizado (MPEG- 1); pode ser regravado inúmeras vezes

DVD-Vídeo

vídeo digitalizado gravado com compressão (MPEG- 2); não pode ser regravado novamente.

DVD-R / +R

permite gravar dados / som vídeo digitalizado (MPEG- 2); pode ser gravado uma única vez

DVD-RW/ RAM permite gravar dados / som vídeo digitalizado (MPEG- 2); pode ser gravado inúmeras vezes; são formatos semelhantes desenvolvidos por diferentes empresas na busca de um padrão único: Pioneer (DVD-RW), Sony-Phillips (DVD+RW), Panasonic-Hitachi-Toshiba (DVD-RAM)

HDVD Permite gravar vídeos em HDTV através de compres- são H264 (Mpeg-4). Utiliza Laser Azul e possui uma capacidade bem maior que dos atuais padrões de DVDs de vídeo standard.

BLUE RAY

Permite a gravação de vídeos em HDTV e é o concor- rente direto do HDVD.

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Qualidade da imagem

O quadro abaixo mostra diversos formatos de vídeo ordenados, em termos de qualidade de imagem, da melhor para a pior, indicando o seg- mento de mercado onde o mesmo é geralmente utilizado e o tipo de for- mato (analógico / digital); formatos diferentes dentro de um mesmo box possuem qualidade semelhante de imagem:

Formato

Segmento

Tipo

Digital Betacam

profissional

digital

Digital-S

profissional

digital

DVCPRO / 50

profissional

digital

DVCAM

profissional

digital

DV

semi-profissional

digital

Betacam SP

profissional

Analógico

Digital-8

consumidor

digital

SVHS

semi-profissional

digital

Hi8

semi-profissional

Analógico

8 mm

consumidor

Analógico

HDV

Profissional

Digital

Resolução de imagem x formato

Diferentes formatos de vídeo oferecem imagem com diferentes reso- luções horizontais :

Formato

Resolução aproximada (número de linhas)

VHS

240 (sinal composto)

8 mm

240 (sinal composto)

SVHS

400 (sinal Y/C) 330 (sinal composto)

Hi8

400 (sinal Y/C) 330 (sinal composto)

DV

500

Digital Betacam

500

HDV

1080

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O Vídeo Digital

Agora que temos uma compressão geral do universo do vídeo, vamos abordar aspectos importantes do vídeo digital para que possamos com- preender melhor suas características e os rumos que a tecnologia está nos reservando para um futuro próximo.

O Vídeo digital de qualidade Broadcasting já estava sendo desenvolvi- do desde o início da década de 80 pelas principais empresas de tecnologia de imagem.

Embora já existissem vários padrões de vídeo digital sendo testados na indústria da televisão e do vídeo, a possibilidade de utilizar o computa- dor como plataforma deu início no início da década de 90, quando a Apple Computer introduziu o QuickTime.

Algumas empresas de tecnologia de vídeo, já experimentava a utilização de padrões de vídeo digital, de onde destacamos os seguintes formatos:

D-1

Criado pela Sony em 1984, era um formato de vídeo digital utilizado no segmento profissional. Não utiliza compressão e oferecia um alto consumo de fita é alto e embora estivesse voltado apenas para uso em Vídeo Cassetes (VTRs) teve seu uso comercial inicialmente inviável.

D-2

Criado pela Ampex em 1986, era um formato de vídeo digital utilizado no segmento profissional. Da mesma forma que o D-1, era voltado para uso em VTRs e o processo consistia na digitalização e gravação do sinal com- posto de vídeo.

D-3

Criado pela Panasonic em 1992,, é um formato de digital utilizado no segmento profissional digital. Semelhante ao processo D-2 da Ampex, di- gitalizava e gravava o sinal composto de vídeo, mas além dos VTRs tam- bém era utilizado em câmeras.

D-4

Uma curiosidade! Da mesma forma que o número 13 não é usado em edifícios nos EUA, o nome não foi dado a nenhum padrão de nenhuma empresa, em decorrência das empresas asiáticas estarem a frente no desen- volvimento do vídeo digital, e 4 nessa região não é empregado em função da superstição em relação a esse número 4.

D-5

Criado pela Panasonic em 1993, o formato era similar ao D-1 desenvol- vido pela Sony.

D-5 HD

Criado pela Panasonic nos anos 90, era similar ao D-5, mas utilizava alta definição em função da HDTV

D-6

Criado pela Toshiba e pela BTS nos inícios dos anos 90, se assemelhava ao D-5HD e visava o mercado profissional de HDTV.

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D-7

 

O

mesmo que DVCPRO.

D-8

Outra curiosidade! O nome D-8 não foi criado afim de evitar confu- são com o termo que já era utilizado em áudio e gravadores de dados.

D-9

O mesmo que Digital-S, Criado pela JVC no final dos anos 90 e seme-

lhante ao DVCPRO50 da Panasonic, também possui o dobro de capacida- de de armazenamento de informações por segundo.

D-9 HD

Criado pela JVC em meados da década de 80, era um formato de vídeo digital voltado ao segmento profissional. Era equivalente ao forma- to DVCPRO 100HD da Panasonic para o mercado HDTV.

DDD-1000

Criado pela Sony no final dos anos 80, foi criado em caráter experimen- tal para ser utilizado no segmento profissional do mercado de HDTV.

Digital Betacam

Formato utilizado no segmento profissional. Desenvolvido em 1993 pela Sony, possui algumas semelhanças com o formato DV (também uti- liza o algorítimo DCT no processo de digitalização da imagem por exem- plo), mas, por ser voltado ao segmento profissional, possui características especiais para utilização neste meio.

Em comparação com o formato DV possui melhor qualidade de ima- gem ao utilizar menor compressão (1,6:1 para 5,0:1 no DV), maior freqü- ência de sampling na digitalização dos sinais UV de cor (6,75 Mhz para 3,37 Mhz no DV).

Tem ainda maior banda para armazenar informações de cor (3 Mhz para 1,5 Mhz no DV), time code do tipo utilizado do meio profissional (SMPTE para Drop Frame no DV), cassete com maior capacidade dentre outras características.

cassete com maior capacidade dentre outras características.  Apple Brasil DV Criado por um consórcio de
cassete com maior capacidade dentre outras características.  Apple Brasil DV Criado por um consórcio de

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DV

Criado por um consórcio de 10 empresas: Sony, JVC, Panasonic, Phi- lips, Sharp, Toshiba, Sanyo, Mitsubishi, Thompson e Hitachi, é um forma- to de vídeo digital voltado para o mercado semi-profissional e que acabou proporcionando uma grande revolução digital no final do Século XX.

Utilizando fitas de Metal Evaporado (ME), a imagem é capturada pela câmera no formato analógico RGB através de CCDs (Charged Cou- pled Devices) que converte e digitaliza em um primeiro momento para o formato vídeo componente. Em seguida o sinal obtido é comprimido em uma proporção de cerca de 5:1 utilizando um conjunto de diferentes algo- rítimos sendo o mais importante o DCT (Discrete Cosine Transform).

O DCT basicamente “resolve” a compressão do vídeo codificando de

forma linear as propriedades do sinal (Amplitude, Freqüência e Satura- ção) em blocos de pixels. Esses blocos são em média de 8x8 pixels por amostragem. Ao final desse processo, o sinal resultante comprimido é gravado em uma fita.

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O DV foi criado com o intuito de ser uma formato de vídeo digital para

a captura e edição em alta qualidade, atingindo cerca de 525 linhas de re-

solução horizontal máxima.

O DV utiliza dois formatos de fitas para armazenamento do vídeo gra-

vado: Standard (125 x 78 x 14,6 mm) e Mini DV (66 x 48 x 12,2 mm). A lar- gura é a mesma para os dois formatos (6,35 mm).

Para cada um dos formatos, existem câmeras específicas. No entanto o padrão de gravação dos sinais é o mesmo.

O cassete Mini DV, por ser extremamente reduzido, permitiu a fabrica-

ção de câmeras digitais com tamanhos bastante reduzidos e como possui uma grande capacidade de armazenamento de dados, acabou por contri- buir com a difusão do vídeo digital no final dos anos 90.

A fita Mini-DV percorre as cabeças de gravação à velocidade de 18,812mm/seg e suas trilhas possuem tamanho extremamente reduzido:

um minuto de vídeo neste formato ocupa pouco menos de 2 metros de fita, conseguindo armazenar cerca de 200Mb de informação.

No cassete inteiro, cabem cerca de 13GB de informação. Quando arma- zenado em um disco rígido de microcomputador, o sinal DV ocupa 3,5Mb de espaço por segundo.

Embora possam ser gravados vídeos em duas velocidades como no VHS, (SP - 60minutos e LP - 90 minutos) nem todas câmeras suportam as duas velocidades sendo mais comum o padrão SP.

Outra característica interessante do padrão DV, consiste na utilização de um micro-chip de memória (geralmente de 4K) instalado no cassete e que armazenam informações Metadados como conteúdo da fita, títulos, data de gravação, etc., permitindo desta forma o acesso rápido aos dados.

DVCAM

Criado pela Sony em 1996, é um formato de vídeo digital utilizado no segmento profissional. Possui qualidade intermediária entre o formato DV

e o DVCPRO. Utiliza o mesmo sinal do formato DV, o que conseqüentemen- te garante a mesma qualidade de imagem.

Por ser um formato criado para uso no segmento profissional (enquan-

to que o DV abrange todos os segmentos), possui algumas diferenças com

o formato DV em relação aos processos utilizados durante a gravação / reprodução.

Embora utilize o mesmo tipo de fita - Metal Evaporado (ME), as dife- renças estão presentes nas características de uso das fitas e do armazena- mento da gravação.

Para resistir ao uso mais intensivo, típico das aplicações profissionais,

uso mais intensivo, típico das aplicações profissionais, a fita DVCAM é mais durável e resistente, manufaturada

a

fita DVCAM é mais durável e resistente, manufaturada com mais precisão

e

com mais robustez.

A camada de Cobalto utilizada (onde estão as partículas magnéticas) é

mais densa do que a do formato DV.

A velocidade da fita também é maior (28,193mm/seg, contra 18,812mm/

seg do DV no modo SP e 12,56mm/seg do DV no modo LP), diminuindo a

influência de pequenos defeitos no resultado final.

Existem 2 tamanhos de cassetes utilizados neste sistema: Standard (125 x 78 x 14,6 mm) e Mini-DVCAM (66 x 48 x 12,2 mm).

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Também existe para cada formato de cassete câmeras específicas, porém o padrão é o mesmo. Câmeras que trabalham com o formato Stan- dard geralmente também aceitam o formato reduzido.

A largura da fita utilizada é de 6,35 mm (+/- 1/4 pol). Enquanto a fita DV-

CAM Standard grava até 184 minutos, a fita Mini-DVCAM grava 40 minutos.

O processo de gravação DVCAM emprega trilhas mais largas (track pi-

tch) do que as do DV, garantindo melhor tolerância a pequenas diferenças entre câmeras/VCRs onde a fita é gravada / reproduzida, situação típica do uso profissional (uma mesma fita utilizada em vários equipamentos).

Também deixa a fita mais independente de eventuais contrações e dilatações (permite utilização em uma gama maior de ambientes e tem- peraturas). Enquanto o track pitch do formato DV é de 10 microns, no DVCAM é de 15 microns

DVCPRO

Também conhecido como D-7, foi criado pela Panasonic em 1995 e é um formato de vídeo digital utilizado no segmento profissional.

Utiliza sinal idêntico ao do formato DV, tendo a mesma qualidade de imagem. Por ser um formato criado para uso no segmento profissional (enquanto que o DV abrange todos os segmentos), possui algumas dife- renças com o formato DV em relação aos processos utilizados durante a gravação / reprodução proporcionando uma melhor qualidade.

Utiliza dois tipos de cassete: Standard, do mesmo tamanho que o do formato Standard DV e Medium ou Small (97,5 x 64,5 x 14,6 mm).

A velocidade da fita é quase 2x maior do que a do formato DV (33,82mm/

seg contra 18,812mm/seg no modo SP (Standard Play) e 12,56mm/seg no modo LP (Long Play)). Utiliza somente um par de trilhas sonoras estéreo

e fita do tipo MP (Metal particle), entre outras diferenças.

DVCPRO50

Formato digital utilizado no segmento profissional, semelhante ao DVC- PRO, porém com o dobro de capacidade de armazenamento de informações por segundo (50 Mbs - mega bits / seg - contra 25 Mbs dos formatos DV, DVCAM e DVCPRO. Também desenvolvido pela Panasonic, em 2000.

HDV

Conhecido como High Definition Digital Video, foi proposto pela JVC em 2003 e recebeu a adesão da Canon, Sharp e Sony, que auxiliaram na formação das suas especificações.

É um formato voltado para segmentos consumidor e semi-profissional.

Ao contrário dos sistemas convencionais, onde diferentes formatos de vídeo possuem diferentes valores de resolução horizontal mas man- tém a mesma resolução vertical (para compatibilidade com os padrões

tradicionais NTSC, PAL e SECAM), nos sistemas de alta definição, como

o HDV e o HDTV a resolução vertical não segue os valores tradicionais, possuindo um número maior de linhas.

O Aspect Ratio utilizado neste formato é do tipo widescreen , na pro-

porção 16x9 nativamente, ou seja, cada quadro é armazenado na fita com uma quantidade maior de pixels na dimensão horizontal do que na di-

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mensão vertical (ao contrário do widescreen obtido com sistemas tradicio- nais no formato 4:3 - exceto no sistema ótico que utiliza uma lente especial para comprimir a imagem - onde ou a imagem é cortada acima e abaixo do quadro widescreen embutido no quadro 4:3 ou é feita simulação eletrônica da lente compressora, processos que acarretam perda de definição).

Embora seu sinal possa ser exibido em TVs comuns do tipo SD, seu ob- jetivo é exibir uma imagem no formato 16:9 de alta resolução (HD) em TVs de alta definição (plasma, LCD, CRT, projetores DLP e outros). Em equipa- mentos comuns SD, a maior qualidade da sua imagem não é perceptível, sendo comparável à imagem de câmeras comuns SD (como Mini-DV por exemplo) de 3 CCDs.

É um formato aberto, como o DV, ou seja, uma fita gravada em HDV pode ser reproduzida em equipamentos HDV de diferentes fabricantes.

O formato HDV permite a gravação de imagens com 720 linhas de

resolução vertical , no modo Progressive Scan a 30 ou 60 quadros/seg e de 1080 linhas de resolução vertical no modo interlaced também a 30fps.

O modo interlaced, criado com o sistema NTSC devido, entre outros

fatores, à restrição no tamanho de banda do sinal transmitido existente na década de 50, é agora utilizado para proporcionar um maior número de linhas - maior quantidade de dados, resultando em maior detalhamento e resolução das imagens.

No entanto, a diferença de 1/60seg entre os campos permanece, acar- retando os mesmos efeitos do sistema NTSC, como as imperfeições exis- tentes em imagens de movimento “congeladas”. O quadro abaixo mostra as possibilidades de resolução e frame rate do formato:

Versões equivalentes também existem para sistemas PAL: 720p (50), 720p (25) e 1080i (25).

O formato HDV, ao contrário do DV (gravado também no mesmo tipo

de fita, em uma estratégia para reduzir custos e aumentar as possibilida- des de expansão) emprega compressão MPEG-2 (do tipo MPEG-2 HDV) e como utiliza a mesma velocidade e track pitch do sistema DV, permite o mesmo tempo de gravação na fita (60 minutos na fita mini e 276 minutos na fita standard).

Assim, da mesma forma que no formato Digital-8, criado utilizando as fitas de um formato já existente (Hi8), não existe “fita HDV”. Fitas comer- cializadas como “HDV” são fitas Mini-DV fabricadas com um processo ME - Metal Evaporate de segunda geração, que diminui eventuais ocorrências de Drop Outs e aumenta sua qualidade.

O dados de imagem e som são gravados utilizando valores de fluxo de

dados menores ou iguais aos empregados no formato DV: enquanto este trabalha com 25Mbps (25 milhões de bits por segundo), pertencendo à classe DV25 dos formatos DV, o HDV trabalha com 19Mbps em sua forma 720p e com 25Mbps em sua forma 1080i. No entanto, as altas taxas de com- pressão do formato MPEG-2 permitem armazenar muito mais informações na fita do que no formato DV, mesmo utilizando fluxo de dados menor ou igual.

O áudio é gravado em 2 trilhas de alta fidelidade, utilizando sampling

de 48Khz com 16 bits (o mesmo das trilhas de alta fidelidade do formato DV) e comprimido utilizando o formato “.MPEG-2” (MPEG-1 Audio Layer

2).

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O Layer 2 do padrão MPEG-1 (“.MPEG-2”) estabelece faixas de com-

pressão do som de 6:1 a 8:1, enquanto o Layer 3 (“.MP3”) estabelece faixas

de 10:1 a 12:1. No entanto, para obter taxas maiores de compressão o co- dec utilizado tem que ser mais complexo, opção não adotada no HDV.

A imagem no HDV é comprimida empregando a técnica multi-frame

de compressão do formato MPEG-2. Nesta técnica, somente alguns qua- dros da imagem são gravados com todas as informações, os demais con- tém apenas informações que permitem sua reconstrução a partir desses quadros completos.

Esse processo normalmente dificulta a exibição da imagem em ope- rações na câmera do tipo fast-forward ou slow-motion por exemplo. No HDV isto não ocorre, pois existe uma área reservada na fita para arma- zenar dados que propiciem a execução satisfatória dessas operações na câmera. A taxa de sampling de cor empregada é 4:2:0.

O formato HDV é compatível com o padrão IEEE-1394: a conexão de

câmeras HDV a computadores é feita através do mesmo cabo FireWire utilizado no formato DV.

HDCAM

Formato criado pela Sony em 1997 para o mercado profissional de HDTV. Utiliza fitas de 1/2 polegada e possui características de compres- são de gravação de sinais de alta qualidade.

Utiliza uma taxa de compressão reduzida (4.4 /1) e exige uma grande capacidade de armazenamento em função da sua taxa de 185Mbytes/sec. Segundo uma lenda urbana, a Sony desenvolveu o padrão para atender as necessidades do diretor de cinema George Lucas, que desejava produzir a segunda trilogia de Guerras nas Estrelas em ambiente totalmente digital.

DVCPROHD

Formato criado pela Panasonic voltado para o mercado profissional de HDTV e semelhante ao HDCAM. Também utiliza fitas de 1/2 polegada e possui características de compressão de gravação de sinais de alta qualida- de.

de compressão de gravação de sinais de alta qualida- de.  Apple Brasil Final Cut Pro

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Características do Vídeo Digital

Um formato de vídeo digital é caracterizado por algumas especifica- ções que distinguem diversos fatores de sua funcionalidade e objetivo. As principais são:

Size

Tamanho da área de exibição das imagens com base em suas di- mensões horizontais (width) e vertical (height) NTSC 720x480, PAL, 720x 576, etc.

Os formatos de vídeo denominados NTSC SD (inclusive Be- tacam Digital) utiliza 720x486 ao invés de 720x480 dos formatos DV, DVDCPRO, etc.

A diferença está no fato de que 480 é divisível por 16 enquanto que 486 não. Essa divisibilidade é importante porque alguns Codecs como os padrões MPEG, trabalham com blocos de 16x16 pixels)

No universo analógico, onde predomina o NTSC SD, a con- versão de uma imagem 720x486 para o padrão digital é realizada de forma eficiente. Mas a codificação inversa poderá resultar em falhas de exibição em televisões analógicas.

Standard

em falhas de exibição em televisões analógicas. Standard Padrão do sinal suportado. NTSC, PAL, ATSC etc.

Padrão do sinal suportado. NTSC, PAL, ATSC etc.

Aspect Ratio

do sinal suportado. NTSC, PAL, ATSC etc. Aspect Ratio 2  Final Cut Pro 5 •
do sinal suportado. NTSC, PAL, ATSC etc. Aspect Ratio 2  Final Cut Pro 5 •

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Proporção da área de exibição. 1.33:1 ou 4x3, 1.78.1 ou 16x9.

Frame Dimenssions

Taxa de linhas por quadro. As dimensões podem ser identifica- das através do número de linhas empregadas para gerar o quadro:

NTSC 525, PAL 625, PAL-M 525, etc. E através da taxa de amostras

525, PAL 625, PAL-M 525, etc. E através da taxa de amostras de pixels por linha.

de pixels por linha. NTSC 720, PAL 720, etc.

Frame Rate

Taxa de apresentação dos quadros em um segundo NTSC 29.97,

Taxa de apresentação dos quadros em um segundo NTSC 29.97,  Apple Brasil Final Cut Pro

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PAL 25, etc.

Scanning Method

PAL 25, etc. Scanning Method Entrelaçado Progressivo Método empregado na varredura. Interlaced, Progressive etc. Field

Entrelaçado

Progressivo
Progressivo

Método empregado na varredura. Interlaced, Progressive etc.

Field Dominance

A dominância do campo define qual dos campos de uma vídeo entre- laçado deverá ser gerada primeiro. A importância de determinar qual a do- minância do campo, reside no fato de ao transferir um vídeo com o campo ímpar para um gerador que usa o campo par como dominante, a imagem poderá apresentar defeitos visuais principalmente em áreas da imagem onde existam informações de aparência diagonal.

Os campos são identificados da seguinte forma: Linhas ímpares são deno- minadas Campo 1 ou Lower e as pares são denominadas Campo 2 ou Upper.

Color Method

e as pares são denominadas Campo 2 ou Upper. Color Method Tipo de codificação do sinal

Tipo de codificação do sinal de vídeo. RGB, YUV. Y/C, Composite, etc.

Color Sampling Ratio

Taxa de amostragem da luminância e da crominância. 4:4:4, 4:2:2, 4:1:1.

Número de “exemplos” ou amostragens por segundo. Cada um repre-

de “exemplos” ou amostragens por segundo. Cada um repre- 30 Final Cut Pro 5 • Apostila

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senta a intensidade do sinal quanto a luminosidade e cor.

No padrão NTSC o sinal é gravado com amostras de vídeo em exa- tamente 4 amostragens da freqüência do sinal ao mesmo tempo. (3.58Mhz x 4). Em padrões como YUV, é comum encontrar representações desse valor para a luminância Y e variações da quantidade de amostragens bar Cr e Cb. Numa representação 4:4:4, podemos afirmar que nada do sinal gravado foi perdido. Obviamente essa amostragem representa também

foi perdido. Obviamente essa amostragem representa também que não houve nenhuma compressão na gravação do sinal.
foi perdido. Obviamente essa amostragem representa também que não houve nenhuma compressão na gravação do sinal.

que não houve nenhuma compressão na gravação do sinal.

Bit Depth

Profundidade do sinal, onde cada conjunto de bits associados ao sinal, determina o nível de intensidade e fidelidade das informações da imagem.

A maioria dos formatos de vídeo digital utiliza uma profundidade de 8 Bits para cada um dos componentes do sinal. 8 para Y, 8 para Cr e 8 para Cb. Cada conjunto de 8 Bits permite uma amostragem de 256 varia- ções. Outros formatos como HDCAM usa uma profundidade de 10 Bits por componente o que proporciona uma variação de 1024 níveis contra os 256 níveis dos formatos digitais que usam 8 Bits de profundidade. Obvia- mente as imagens em 10 Bits apresentam mais variações de intensidade.

Obs. É importante que o software que você utilize tenha ca- pacidade de processar esses sinais uma vez que os arquivos ficam muito grandes. O Final Cut Pro realiza os cálculos de ponto flutuan-

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Final Cut Pro 5 • Apostila Oficial de Treinamento

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te, usando 32 Bits , atendendo com sobra as exigências.

Codec

Compressor e decompressor utilizado no arquivo para redução do tamanho do arquivo e o método empregado para garantir mais ou menos fidelidade ao original.

A compressão de vídeo digital emprega uma variedade de for- matos e padrões de compressão. Alguns desses formato utilizam al- gorítimos que não prejudicam a qualidade da imagem. Outros com- pensam a redução do tamanho do arquivo diminuindo alguma (s) propriedade (s) do vídeo prejudicando a qualidade para outras ativi- dades que não a sua visualização apenas.

Compressão sem perdas - LOSSLESS

As compressões sem perda (LossLess) empregada na gravação já em fita de formatos como o DV, DVCAM e DVCPRO, basicamente reor- ganizam as informações dos Bits “enxugando” o espaço ocupado.

Exemplo:

0000000000000000000000001111111111111111000000000000000000000000

Esse código binário que representa parte de uma imagem possui 64 Bits para armazenar a informação.

Usamos uma compressão LossLess e o algorítimo, de forma ana-

lítica compreendeu as seqüência binárias como sendo 24 “zeros” seguidos de 16 “uns” e depois mais 24 “zeros”. Em outras palavras, o algorítimo “enxergou a se- guinte fórmula decimal:

0 x 24, 1 x 16, 0 x 24

O resultado foi

0 [11000], 1 [10000], 0 [11000]

Onde antes precisávamos armazenar 64 Bits, agora só precisamos armazenar 18.

Compressão com perdas - LOSSY

A diferentes métodos para reduzir o tamanho de uma imagem “perdendo” algumas de suas propriedades. LUminância, Crominância, Tamanho, Frame Rate, Frames, Colo Sampler, etc.

Para compreender melhor um desses algorítimos, utilizaremos uma parte de um algorítimo complexo denominado DCT, que é empregado em diversos forma- tos como Mpeg-2 (DVDs) IMX e mesmo o formato de alta definição HDV.

Os quadros que compõe uma imagem ao longo de um segundo, são analisados pelo algorítimo, que dependendo do método empregado, utilizará uma estrutura de- nominada GOP - Group Of Pictures que classifica um grupos de quadros a cada pe- ríodo de tempo estabelecido. Aqui no vamos utilizar um Grupo de 15. Logo teremos

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dois grupos a cada segundo, num vídeo de 30 quadros por segundo (30 fps).

Em seguida o Algorítimo atribui ao Primeiro frame de cada grupo um re- gistro para não comprimir esse quadro. Esse quadro passa a ser denominado pelo algorítimo um I-Frame.

Em seguida, com base no movimento dos pixels dos quadros seguintes, ou na movimentação das cenas do vídeo, algorítimo codifica apenas as regiões dos quadros onde houveram mudanças em relação ao I-Frame. As regiões onde não houveram modificações são descartadas e não são gravadas no arquivo. Esses frames são denominados P-Frames.

Essa “padrão” denominado IP é então aplicado em todo o vídeo que está

denominado IP é então aplicado em todo o vídeo que está sendo comprimido pelo CODEC. Caso

sendo comprimido pelo CODEC.

Caso haja necessidade de mais compressão, é possível adicionar um outro procedimento do algorítimo que, ao invés de reproduzir inteiramente a região “visível” do P-Frame, ao longo de todo o GOP, alternadamente entre cada dois P- Frames, ele introduz um novo método, onde as imagens codificadas são mescla- das com bases dos P-Frames e gravadas com um mínimo de informações. Como se fosse resíduos da imagem. Esse Frame é então denominado B-Frame.

A inclusão do B-Frame permite então criar combinações de métodos na compressão com base nos padrões. Ao invés de termos apenas o padrão IP, pas-

nos padrões. Ao invés de termos apenas o padrão IP, pas- samos a ter as seguintes
nos padrões. Ao invés de termos apenas o padrão IP, pas- samos a ter as seguintes

samos a ter as seguintes possibilidades IP, IBP e IBBP

Uncompressed

Aqui o algorítimo utilizado é nulo. O Formato não utiliza ne- nhum Codec e o vídeo então é gravado na íntegra.

Dependendo do formato digital adotado, o armazenamento do vídeo sem compressão exigirá a utilização de Raids ou Unidades de ar- mazenamento de alta capacidade e poder de transferência de dados.

Bit Rate

Taxa de compressão utilizada para reduzir o tamanho do arquivo.

Taxa de transferência de Bits por segundo (Bps) que permite delimi- tar o máximo de informações que deverão ser enviadas. Quanto menor for o Bit Rate maior será a compressão e a perda de qualidade do vídeo.

Os valores de Bit Rate são estabelecidos com base em diversas características do CODEC empregado na compressão, nas caracterís- ticas do vídeo resultante e no sistema que será empregado para sua

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reprodução no final.

Data Rate

Taxa de transferência de dados para gravação/reprodução.

A transferência de bits de um arquivo de vídeo digital embora seja

muito alta é de extrema necessidade para reproduzir os sinais de forma correta e na velocidade estabelecida pelo Frame Rate.

As informações que acompanham cada quadro envolvem um volume muito grande de dados que precisam ser reproduzidos de forma adequada e evitar problemas como Droped Frame (perda de frames) numa captura, Drop Outs (perda de sinal) e muitos outros inconvenientes.

Drop Outs (perda de sinal) e muitos outros inconvenientes. A taxa de transmissão de dados depende

A taxa de transmissão de dados depende do formato de vídeo digital

utilizado e de suas características.

A Tabela acima apresenta as taxas de transferência de dados dos prin-

cipais formatos de vídeo digital com base na duração de 1 segundo de ma- terial gravado.

A escolha da unidade de armazenamento que será utilizada envolve

diversos fatores que são vitais para a guarda e utilização dos arquivos.

Capacidade de armazenamento, Taxa de transferência de dados, ve- locidade de rotação, qualidade do dispositivo, protocolo de comunicação, memória cache, dente outras características devem ser avaliadas antes de adquiri uma unidade de armazenamento.

Definindo a capacidade de armazenamento

Com base no formato utilizado e na duração do vídeo que está sendo editado, capturado ou gravado, é importante definir a capacidade de arma- zenamento.

Antes disso, não se esqueça que outros dados vinculados ao vídeo

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como arquivos de render, cópias de segurança dos projetos, dentre ou- tros poderão ser adicionados

como arquivos de render, cópias de segurança dos projetos, dentre ou- tros poderão ser adicionados ao resultado final

Unidades de armazenamento

Existem diversos tipos e padrões de equipamentos para armazena- mento de dados. Hard Disk, Raids, Discos óticos, etc. São facilmente en- contrados no mercado com capacidades que variam de 80 Gbytes (Hard Disk) até 12 TBytes (Raids).

Os atuais padrões como SCSI, UATA, SATA possuem características que atendem a maioria dos padrões de vídeo digital.

Se você utilizará o padrão DV em suas atividades, não terá dificulda- des de encontrar unidades de armazenamento adequadas as exigências do formato e de custos relativamente baixos.

É comum encontrar Hard Disk Externos, que utilizam o protocolo FireWire, FireWire 800 e USB 2, com capacidades elevadas e de custos inferiores à US$ 1,000.00.

No entanto, se utilizará formatos de vídeo digital sem compressão ou mesmo o padrões de vídeo de alta definição, a necessidade de armazena- mento aumenta juntamente com a necessidade de transferir mais quanti- dade de informação.

Nesses casos o custo aumentará em função da necessidade de es- paço, de uso de protocolos rápidos e seguros para as transferências e de

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Instalando o Final Cut Studio

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O Final Cut Pro, em sua versão 5 é na realidade o “carro-chefe” de

uma suíte de aplicativos denominada Final Cut Studio.

A Suíte, oferece além do clássico software de Edição de vídeo digital,

outras ferramentas que completam as necessidades das produtoras e es-

túdios de vídeo e cinema.

Os componentes da suíte são:

Final Cut Pro 5

Aplicativo de edição de vídeo e composição;

Motion 2

Aplicativo para criação de imagens e animações gráficas;

Live Type 2

Aplicativo para criação de legendas, textos e vi- nhetas. Acompanha duas coleções de bibliotecas de efeitos e recursos;

Soundtrack Pro 2 Aplicativo para criação de trilhas sonoras e trata- mento de áudio digital. Acompanha 1 biblioteca de loops de áudio;

Compressor

Aplicativo para codificação e transcodificação de vídeo com suporte para diversos padrões profis- sionais;

DVD Studio Pro 4

Aplicativo para autoração de DVDs. Acompanha bibliotecas de modelos e transições.

Ao instalar o Final Cut Studio, o usuário poderá escolher quais apli- cativos deverão ser incluídos ou não no Hard Disk.

Para iniciar o processo de instalação, insira o DVD do Final Cut Stu- dio, localize o número de série que acompanha o produto e execute o aplicativo: Install Final Cut Studio.

de série que acompanha o produto e execute o aplicativo: Install Final Cut Studio.  Apple

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A le DVD St dio Pro

Ao ser iniciado, o instalador enviará uma informação, afirmando que ao processo contém componentes que deverão ser determinados opcio- nalmente pelo usuário. Verifique se todos os DVDs que contém os aplicati- vos que você deseja instalar estão disponíveis e pressione Continue.

deseja instalar estão disponíveis e pressione Continue. Em seguida será apresentado um texto informativo sobre o

Em seguida será apresentado um texto informativo sobre o produto e o detalhes de como poderá ser realizado a instalação dos componentes da suíte. Leia e pressione Continue.

dos componentes da suíte. Leia e pressione Continue. Confirmado, o instalador apresentará a Licença de uso

Confirmado, o instalador apresentará a Licença de uso do software, onde serão encontrados as informações sobre como você deverá utilizar os aplicativos sem estar violando alguma de direito autoral ou industrial. Es- colha o idioma que deseja ler e em seguida pressione Continue. Em seguida uma Caixa de Diálogos onde deverá ser escolhido se o usuário concorda ou discorda do contrato. Pressione Concordar para prosseguir.

discorda do contrato. Pressione Concordar para prosseguir. Defina em qual volume de armazenamento deverá ser instalado
discorda do contrato. Pressione Concordar para prosseguir. Defina em qual volume de armazenamento deverá ser instalado

Defina em qual volume de armazenamento deverá ser instalado os aplica- tivos. A recomendação é instalar no mesmo volume onde se encontra o Sistema Mac OS X. Uma boa parte dos recursos, independente do volume definido será instalado no volume do sistema, objetivando dar suporte as funcionalidades dos aplicativos e integrar as ferramentas com os recursos do Sistema OS X.

e integrar as ferramentas com os recursos do Sistema OS X. 3  Final Cut Pro

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O Próximo passo é entrar com as suas informações de registro do

software. Informe os dados do usuário ou da empresa e o número de série

da licença que acompanha a sua cópia do Final Cut Studio. Em seguida pressione Continue.

cópia do Final Cut Studio. Em seguida pressione Continue. Se a sua licença for Upgrade, o

Se a sua licença for Upgrade, o instalador então pedirá que você infor- me os números de série das versões anteriores dos aplicativos. Esse pro- cedimento é para confirmar a realização do Upgrade e garantir o contrato de licença de uso. Informe os números de série e pressione OK para confirmar.

Informe os números de série e pressione OK para confirmar. A seguir, o instalador apresentará uma

A seguir, o instalador apresentará uma lista de opções de instalação

que compõe os aplicativos, suas bibliotecas e demais componentes da suíte. Clique no botão de seleção (quadradinho) para ligar ou desligar as opções e ao final, pressione Continue.

ou desligar as opções e ao final, pressione Continue. Após as escolhas e a confirmação, o

Após as escolhas e a confirmação, o instalador apresentará uma nova Caixa de Diálogos com a listagem dos componentes escolhidos para ve- rificação do usuário. Verifique se está tudo certo e em seguida pressione Continue Installation.

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e em seguida pressione Continue Installation.  Apple Brasil Final Cut Pro 5 • Apostila Oficial

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Antes de iniciar a instalação do Final Cut Studio, será necessário au- tenticar o procedimento junto ao Sistema Operacional (Mac OS X). Essa autenticação só poderá ser realizada por um usuário com “poder” de admi- nistrador do sistema. Se você possuir autorização para instalar aplicativos, faça a autenticação e pressione OK. Caso contrário procure o responsável pelo suporte técnico de sua empresa.

procure o responsável pelo suporte técnico de sua empresa. Após a autenticação, será iniciado o processo

Após a autenticação, será iniciado o processo de instalação. De acor- do com os componentes selecionado para instalação, o Instalador deverá solicitar a troca dos DVDs que contém os aplicativos, a medida que for cumprindo os processos.

os aplicativos, a medida que for cumprindo os processos. Ao final, o instalador, dependendo das opções

Ao final, o instalador, dependendo das opções escolhidas e da ver- são dos aplicativos, Upgrade, Bundle, etc., será necessário ou não reini- cializar o Macintosh.

Observações

1 - Após a reinicialização o finalização da instalação, verifique eventu-

ais atualizações através do Software Update. Muitas vezes as atualizações corrigem eventuais problemas e implementam novos recursos aos aplica- tivos. Se desejar poderá “baixar” as atualizações pelo site da Apple: www. apple.com/downloads/apple

2 - Se o usuário optou por uma instalação onde um dos componentes

não foi selecionado e depois deseja que ele então seja incluído, basta repetir o processo de instalação e selecionar o componente. O Instalar fará a inclu- são do aplicativo sem comprometer os demais já instalados.

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A Interface do Final Cut Pro

O Ambiente de trabalho do Final Cut Pro (Project Windows) é divido em 4 janelas: Browser,

Viewer, Canvas e Timeline. Embora componham toda a funcionalidade do FCP, cada uma dessas janelas atuam de forma independente e possuem funções e controles próprios.

O Canvas e a Timeline somente apresentam sequências abertas. Se o projeto em que estiver

trabalhando não conter qualquer sequência ou se alguma sequência não estiver aberta, o Canvas e a Timeline não poderão mostrar qualquer informação do Projeto

Ao executarmos o FCP pela primeira vez, as janelas que compõe o project Windows, serão dispostas conforme o padrão de Fábrica. Você poderá alterar a arrumação das janelas Browser, Viewer, Canvas e Timeline a qualquer momento através de alguns modelos ou criar a sua própria organização, tornando a operação do FCP confortável e adequada as tarefas que estiver desenvolvendo. Mais adiante trataremos desse assunto.

As janelas também podem ser desligadas ou ligadas a qualquer momento, permitindo que haja um melhor aproveitamento da área de trabalho do seu monitor. Para ligar ou desligar qualquer uma das janelas do FCP, vá ao menu WINDOW e ative ou desative o comando referente a janela que você que ligar/desligar

o comando referente a janela que você que ligar/desligar O Browser O Browser é a janela

O Browser

O Browser é a janela que organiza e administra o material que será editado e os efeitos

que poderão ser aplicados a edição. Ao iniciar um projeto, o FCP identifica no Browser o

nome do mesmo e distribui os materiais que serão editados em estruturas que permitem uma melhor organização dos materiais.

Os materiais poderão ser distribuídos de forma solta (clipes, áudio, imagens, etc) ou organizados em folders (Bins) que poderão estar classificados conforme a estrutura do vídeo a ser editado.

O FCP possibilita a edição de vários projetos simultaneamente. Dessa forma se for preciso

obter algum material de um projeto para outro, basta arrastar o arquivo disposto na lista

do projeto onde se encontra até a lista do novo projeto.

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O Browser não lista os arquivos que se encontram na sua unidade de armazenamento.

Ele lista as referências a esses arquivos. Em outras palavras, a manipulação de qualquer item listado no Browser não altera o arquivo original que se encontra gravado no Hard Disk. Os arquivos originais são preservados e toda alteração é feita nas referências que estão listadas no Browser.

é feita nas referências que estão listadas no Browser. O Browser pode apresentar até 45 colunas

O Browser pode apresentar até 45 colunas de informação aos itens listados. Para podermos

ver essas colunas, basta abrir a janela pelo canto inferior direito.

Dentre as informações que estão dispostas nas colunas, você pode identificar duração, tipo de áudio, notas, marcas de In e Out e quantidade de pistas de vídeo e áudio.

de In e Out e quantidade de pistas de vídeo e áudio. As listas são dispostas

As listas são dispostas através de uma relação com o nome dos arquivos antecedidos de

um pequeno ícone. Se desejar você pode alterar a lista para pequenos ou grandes ícones. Nessas opções qualquer material de imagem, serão identificados por uma miniatura de seu conteúdo (Thumbnail), possibilitando uma rápida identificação do seu conteúdo. Mais adiante abordaremos o assunto com mais detalhamento.

Você pode abrir qualquer Clipe ou Sequência diretamente do Browser para analisar seu conteúdo. Para isso basta dar um duplo clique no ícone do item desejado que o mesmo será aberto e apresentado na janela VIEWER.

Além da relação de materiais a serem editados, a Janela Browser possui uma listagem de efeitos de filtros e transições. Para ter acesso a essa listagem, basta clicar na aba Effects.

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a essa listagem, basta clicar na aba Effects.  Apple Brasil Final Cut Pro 5 •

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Viewer

O Viewer é o seu monitor de origem. Através dele é que analisamos os arquivos listados no Browser e marcamos o início o fim de uma sequência - Mark In e Mark Out. As marcações realizadas no Viewer delimitam a área do clipe que deverá ser inserida na Timeline e assumem estas marcações diretamente no arquivo do Browser. Se desejar definir uma outra sequência do mesmo clipe, basta modificar as marcas In e Out no Viewer, depois que a sequência anterior tiver sido inserida na Timeline.

Através do Viewer é possível ainda modificar os parâmetros de filtros e transições, preparando-as para edição na Timeline.

O Viewer ainda permite que uma sequência seja modificada a partir da Timeline e eventuais

filtros e transições tenham seus parâmetros modificados bastando que o clipe seja ativado

através de um duplo clique na sequência. O mesmo procedimento deverá ser feito para modificar os parâmetros de um efeito de transição ou filtro.

A janela Viewer oferece uma série de controles para “tocar” avançar e retroceder uma

sequência e demais componentes da edição. É possível ainda no Viewer ampliar ou reduzir

a visão das imagens (Zoom), visualizar os componentes de geração da imagem como

máscaras e degradés, além de efetuar ajustes em textos de legendas e titulagem.

além de efetuar ajustes em textos de legendas e titulagem. Mudando as tabelas (orelhas) no alto

Mudando as tabelas (orelhas) no alto da janela Viewer é possível alternar os controles de um Clipe com base na sua estrutura:

vídeo

Controles de marcações In e Out das sequências e navegação do clipe.

áudio

Visão das ondas de áudio (Waveforms) separadas nos canais esquerdo L (left) e direito R (right), ajustes dos níveis (Levels) em DBs (decibéis), Stereo Pan (Spreads), marcações de In e Out para sequências e criação de frames-chave (Keyframes) objetivando modificar os ajustes do áudio em determinado ponto do áudio.

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Filters Ajustes dos controles e recursos de filtros, efeitos de transições e geradores de textos

Filters Ajustes dos controles e recursos de filtros, efeitos de transições e geradores de textos e fundos (Mate). Permite ainda a definição de Keyframes que permitem a modificação dos parâmetros dos efeitos ao longo do Clipe.

modificação dos parâmetros dos efeitos ao longo do Clipe. Motion Contém os ajustes de movimentos de

Motion Contém os ajustes de movimentos de um clipe como tamanho, rotação, distorção, corte, posicionamento, dentre outros que possibilitam a manipulação da imagem do clipe na edição. Seus recursos permitem criar animações ao longo do vídeo através da utilização de Keyframes que determinam os pontos onde tais efeitos deverão ocorrer.

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Controls

tais efeitos deverão ocorrer.  Apple Brasil Controls Os controles somente são visualizados no Viewer quando

Os controles somente são visualizados no Viewer quando adicionamos algum gerador como o de legendas. Através do Controls podemos criar o texto, modificar as propriedades da tipologia e aplicar efeitos especiais como sombras, contornos e brilhos.

e aplicar efeitos especiais como sombras, contornos e brilhos. Final Cut Pro 5 • Apostila Oficial

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Canvas

O Canvas é semelhante ao monitor de gravação do vídeo utilizado para acompanhar o

resultado da gravação no Vídeo Tape. Sua estrutura visual é semelhante a do Viewer mas diferencia-se por possuir mais recursos de edição.

mas diferencia-se por possuir mais recursos de edição. Você pode realizar uma série de ações de

Você pode realizar uma série de ações de edição diretamente no canvas. Inserções, sobreposições, substituições, preenchimentos e super-imposição. Inserções e sobreposições podem ser realizadas juntamente com transições já aplicadas.

O Canvas segue exatamente a mesma posição de tempo da Timeline. Para realizar qualquer

ação a partir do canvas é necessário que a posição de edição esteja correta na Timeline.

Há duas maneiras de se editar no Canvas:

1 Arraste o clipe a partir do Browser para a Janela Canvas e imediatamente surgirá as opções de edição, leve o clipe para a opção desejada e solte. O resultado será aplicado imediatamente na Timeline.

solte. O resultado será aplicado imediatamente na Timeline. 2 Selecione o clipe no browser (com um

2 Selecione o clipe no browser (com um único clique do mouse ele fica destacado dos demais) e acione uma das opções de edição, disponíveis sob a forma de botões, na base da janela Canvas.

sob a forma de botões, na base da janela Canvas.  Final Cut Pro 5 •

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Timeline

O Timeline mostra de forma cronológica (no decorrer do tempo) as sequências abertas no projeto. Cada sequência colocada na Timeline é denominada sequência aberta e você pode aplicar múltiplas sequências em cada projeto.

A Timeline disponibiliza inicialmente 1 pista de vídeo e 2 de áudio (estéreo – L e R). O FCP permite a utilização de até 99 pistas de vídeo e 99 pistas de áudio.

As pistas são distribuídas em ordem descendente. Se você estiver trabalhando em um projeto com duas pistas de vídeo por exemplo, a imagem da pista V2 irá sobrepor a V1. Similar aos Layers de um software de edição de imagem como o Photoshop.

de um software de edição de imagem como o Photoshop. Cada pista possui controles de visibilidade

Cada pista possui controles de visibilidade e travamento (lock), além do controle que permite definir o tamanho de visibilidade das pistas. (Track Height) localizado a direita, no final da janela Timeline. Os controles e recursos da Timeline e serão abordados mais adiante.

Tool Palette

Contém as ferramentas para edição, controles de zoom, corte e distorção dos itens dispostos na Timeline

de zoom, corte e distorção dos itens dispostos na Timeline Algumas ferramentas possuem opções que tornam

Algumas ferramentas possuem opções que tornam o trabalho mais ágil. Para ter acesso a essas opções basta pressionar o botão do mouse durante algum tempo sobre a ferramenta desejada.

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As ferramentas oferecidas pelo Final Cut são:

Selection

Utilizada para as ações de mover, arrastar, selecionar e operar os clipes, sequências, bem como acessar comandos, menus e recursos do FCP.

Edit

Ferramentas para selecionar grupos e conjuntos de clipes e sequências, tornando-os selecionados.

Trak

Ferramentas de edição e seleção de pistas (tracks)

Roll e Ripple

Ferramentas para ajustes de posicionamento de In e Out das sequências através de cortes precisos que não afetam o vídeo na edição.

Slip e Slide

Ferramentas de ajustes dos clipes e sequências na Timeline que possibilitam ajustes precisos na edição.

Razor Blades

Ferramentas para cortar slipes e sequências na Timeline

Zoom In e Out,

Ferramentas de navegação da Time Line que possibilitam

ampliar Hands e Scrub ou reduzir a área visível ou deslizar pela barra de rolagem.

reduzir a área visível ou deslizar pela barra de rolagem. Crop e Distort Ferramentas para recortar

Crop e Distort

Ferramentas para recortar e distorcer clipes e sequências dispostas na Timeline diretamente no Canvas.

Pens

Ferramentas para edição dos caminhos (Paths) que orientam os movimentos dos clipes e sequências (Motion) diretamente no Canvas.

Áudio Meters

O Áudio Meters (medidor de áudio) permite monitorar o áudio e identificar como está

a sua modulação.

o áudio e identificar como está a sua modulação. Trim Edit O Trim Edit permite realizar

Trim Edit

O Trim Edit permite realizar edições precisas entre dois clipes dispostos na Timeline. Você

pode realizar o mesmo tipo de edição proposta pelo Trim Edit através das ferramentas Ripple, Slide e Slip ou através de atalhos de teclado. Estas ferramentas podem ser utilizadas em edições no Viewer, Timeline e Trim Edit.

Ao ser acionado o Trim edit abre uma nova janela que oferece a visão dos dois clipes a serem editados. Na janela da esquerda está o clipe anterior onde será definido o Mark Out e a direita o clipe posterior onde será definido o Mark In.

Você ainda conta com controles de navegação que permitem ajustar a posição dos marcadores de forma precisa, movendo-se frame-a-frame, de cinco em cinco frames ou livremente através dos controles de Jog e Shuttle.

ou livremente através dos controles de Jog e Shuttle.  Final Cut Pro 5 • Apostila

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Capturando e distribuindo mídia

Utilize o comando Log and Capture e o comando Import para transportar os materiais a serem editados no Final Cut Pro. Os materiais importados e capturados podem ser exportados em uma infinidades de formatos e caminhos, possibilitando a utilização dos vídeos editados em todas as necessidades.

A tecnologia utilizada pelo Final Cut para distribuir os vídeo editados é o Apple QuickTime.

O QT é a primeira e mais completa tecnologia de vídeo digital. Suporta os principais

Codecs (compressores e descompressores) de vídeo padrão do mercado e possibilita a exportação dos vídeos para utilizações que vão desde produções Broadcasting para TV e cinema até streaming de vídeo para Internet.

Log and capture

O processo de captura de um vídeo, depende das configurações e ajustes que permitam

descrever o tipo edição.

de equipamento utilizado e o padrão que desejamos utilizar na

O comando Log and capture é acionado através do menu File do FCP.

Log and capture é acionado através do menu File do FCP. Os padrões de vídeo digital

Os padrões de vídeo digital como DV, MiniDV, DVCAM, DVCPRO, Digital 8, Digital Beta etc

podem ser controlados diretamente pelo Final Cut e dessa forma permitem uma precisão maior e um melhor controle no processo de Captura. Já os padrões de vídeo analógicos como VHS, S-VHS, H8, Beta etc, não possibilitam tal controle e os controles deverão ser

feitos no próprio equipamento de vídeo.

Os controles digitais podem ser feitos diretamente do FCP devido as vantagens em

utilizar o Firewire. Através de uma cabo que conecta o equipamento de vídeo digital

ao Macintosh e velocidade de transmissão de dados do Firewire, o processo de captura torna-se rápido e apurado.

Se o seu equipamento possui o controle de dispositivo, você poderá tocar, avançar,

retroceder, para, posicionar o ponto da fita direto do Timecode, além de outros controles.

Se não possuir esse controle, todos esses procedimentos deverão ser feitos diretamente

nos equipamentos de vídeo.

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Print to Vídeo

Através desse comando, também acionado através do menu File do FCP, é possível gravar todo o material editado e disposto na Timeline diretamente para a fita de vídeo.

Você ainda pode inserir elementos como Barra de Cores (Color Bar). O equipamento não precisa ter o controle de dispositivo para utilizar esses recursos e portanto poderão ser gravados em equipamentos digitais e analógicos.

ser gravados em equipamentos digitais e analógicos. Edit to tape Se o seu equipamento de vídeo

Edit to tape

Se o seu equipamento de vídeo suporta Controle de Dispositivo, você pode editar diretamente do Vídeotape usando o recurso Edit to Tape do FCP.

Através de uma janela similar ao Canvas, os clipes são editados diretamente da fita para a Timeline possibilitando a devolução do material editado diretamente para o Vídeotape após o processo.

Você pode editar várias sequências ao longo do projeto ou editar um clipe ou sequência utilizando mais marcações de In e Out. As funções e capacidades da edição dependem dos recursos oferecidos pelo seu Vídeotape.

Gerenciando mídias e arquivos de render

O Browser, Media Manager e Render Manager ajudam no gerenciamento das mídias e

arquivos. O Browser descreve e lista e permite a organização dos componentes da edição além de permitir a geração de sequências a serem dispostas na Timeline.

Media manager

O Media manager permite o gerenciamento de arquivos diretamente do Final Cut, sem a

necessidade de sair da aplicação e realizar a tarefa no Finder do Mac OS.

Através do Media Manager e possível mover, copiar e recomprimir clipes, sequências e projetos, mantendo as associações que tiverem na edição sem que sejam perdidos os vínculos que existirem no projeto.

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Render Manager

Utilize o Render Manager para apagar arquivos de render que não são mais necessários e assim liberar espaço para armazenamento.

Toda vez que for necessário como na utilização de filtros e efeitos, o Final Cut cria arquivos de render com o objetivo de otimizar sua exibição em Tempo Real no projeto.

Esses arquivos são criados toda vez que solicitamos ao FCP o recurso de Render. Esses arquivos não são eliminados automaticamente pelo FCP no final de um projeto e portanto devem se excluídos manualmente.

de um projeto e portanto devem se excluídos manualmente. Menus, atalhos de comandos e controles O

Menus, atalhos de comandos e controles

O Final Cut oferece vários métodos para aumentar a performance e a produtividade das

tarefas de edição. Um desses métodos é a utilização de combinações de teclas no teclado,

denominadas Shortcuts. Outros métodos combinam ainda o Mouse permitindo que alguns comandos de Menu sejam apresentados conforme o contexto da tarefa.

Os atalhos e menus de contexto são aplicados na janela ativa. Antes de utilizá-los verifique se você está na janela correta.

Atalhos de Teclados

O FCP oferece uma variedade de atalhos de teclados para operações de gerenciamento de arquivos,

acesso a comandos de menus e recursos de edição que aceleram a execução das tarefas.

Os atalhos de teclados estão descritos no FCP User Guide que acompanham o software ou através Help On Line (Menu Help).

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1

Atalhos de Menus

Mais conhecido como Menu de Contexto, contém informações específicas as ações que estão sendo executadas. Para que possa mostrar os atalhos, deve ser executado pressionando-se o botão do mouse com a tecla CTRL pressionada e com o cursor posicionado no local ou item desejado.

ToolTips Informação automática que informa sobre um recurso. Ao aproximar de um botão, controle ou outro recurso do FCP como o cursor e aguardar um instante, imediatamente surgirá uma caixa de texto que descreve aquele item.

Tabbed Windows - Abas de janelas

que descreve aquele item. Tabbed Windows - Abas de janelas O FCP oferece em suas janelas

O

FCP oferece em suas janelas abas que separam os controles e ajustes de acordo com

o

que está sendo executado.

Essas abas podem ser removidas ou inseridas em uma janela livremente, bastando apenas, que a mesma seja manipulada com o cursor do mouse em movimento de arraste.

manipulada com o cursor do mouse em movimento de arraste.  Arraste a aba para que

Arraste a aba para que a mesma seja solta de sua janela.

 Arraste a aba para que a mesma seja solta de sua janela. Arraste a aba

Arraste a aba de volta para a janela onde se encontrava.

Arraste a aba de volta para a janela onde se encontrava. 2 Final Cut Pro 5

2

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Controles de Playback do Viewer e Canvas

Os controles de Playback permitem que um clipe ou sequência sejam exibidos nas janelas Viewer ou Canvas, de diferentes formas e situações. Esses controles tocam clipes e sequências em velocidade real (100%).

Tabela de controles de Playback

em velocidade real (100%). Tabela de controles de Playback Controle Atalho Função Previous Edit Seta

Controle

Atalho

Função

Previous Edit

Seta Acima

Mover a cabeça para o início da sequência, conforme a marcação de In.

Play In to Out

Shift + \

Move a cabeça para a posição In da sequência

 

toca seu conteúdo até encontra a marcação Out.

e

Play

Barra de espaço

Toca o clipe ou sequência a partir da posição definida na Timeline. Para deve ser pressionado de novo.

Play Arround Center \ Toca o clipe ou sequência selecionado posicionando a cabeça no inicio (In) até a posição que o ponteiro se encontra. Como utiliza os ajustes de Pre-Roll, normalmente para após o tempo descrito no ajuste antes de se posicionar novamente no local onde estava

o ponteiro.

Next Edit

Seta Abaixo

Move a cabeça para o fim da sequência, conforme as marcação de Out

Controles de Cabeça (Playhead)

Existem três controles para navegar no Clipe ou Sequência.

Existem três controles para navegar no Clipe ou Sequência. Controle Atalho Função Shuttle J - voltar

Controle

Atalho

Função

Shuttle

J - voltar K - parar

Permite avançar e retroceder o clipe ou seqüêcia com ajustes de velocidade.

Movendo

L - avanço levemente o controle para esquerda ou direita

você retrocede ou avança o vídeo lentamente. Se mover o controle ao extremo a velocidade de avanço ou retrocesso se faz de forma mais rápida. Pressione J ou L até 4 vezes seguidas para aumentar a velocidade.

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3

Jog

Permite avançar e retroceder o clipe ou sequência frame-a-frame. Esse controle permite movimentos precisos tanto no Viewer quanto no canvas. Utilize as setas do teclado para mover frame-a-frame em retrocesso ou avanço do vídeo. Combinando as setas coma tecla Shift, o avanço ou retrocesso será de Segundo-a-segundo.

Playhead e

Os mesmos

Scrubber Bar permite que você vá a qualquer

Scrubber Bar do Jog. ponto do clipe ou sequência de forma rápida

e direta. Você pode arrastar o Playhead

(cabeça) diretamente para o ponto que deseja ou simplesmente clique no local dentro do Scrubber Bar para que a cabeça seja direcionada para o ponto desejado. Para ir direto para o início ou fim do clipe, basta clicar nos pequenos quadrados cinza, localizados nos extremos do Scrubber Bar.

Controles de Marcação

Estes controles permitem que marcas de In e Out e Keyframes (quadros-chave) sejam inseridos no projeto, em clipes, sequências e áudio.

sejam inseridos no projeto, em clipes, sequências e áudio. Ilustração Controle Atalho Função Match Frame

Ilustração

Controle

Atalho

Função

Match Frame F Utilizado para marcar um frame de um clipe no Canvas juntamente com o frame original do arquivo exibido no Viewer. Este marcador

e utilizado para sincronizar áudio e vídeo ou localizar frames específicos com precisão.

Mark Clip

X

Limpa eventuais marcas de In e Out, tornando todo o conteúdo de um arquivo ou clipe conforme importado ou capturado.

Add KeyFrame K Importante para aplicação de efeitos e movimentos, o KeyFrame fixa o quadro como sendo uma chave para fixação de um efeito ou movimento no canvas ou no Viewer ou identificar as etapas desse movimento ao longo da duração da sequência.

Add Marker M Marca a posição que se encontra a cabeça no Canvas ou Timeline, permitindo identificar pontos no Clipe ou sequência que possibilitarão aplicar efeitos o movimento com precisão.

Mark In

I

Define o início de uma sequência na Timeline. Shift + I, posiciona a cabeça automaticamente na marca.

Mark Out

O

Define o fim de uma sequência no clipe ou Timeline. Shift + O, posiciona a cabeça automaticamente na marca.

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Timecode Timecode é um registro de gravação que informa a posição do vídeo em relação

Timecode

Timecode é um registro de gravação que informa a posição do vídeo em relação ao seu tempo de duração. Existem vários tipos de Timecode. O Final Cut utiliza o padrão SMPTE que informa Horas, Minutos, Segundos e Frames de um vídeo.

Droped Frame e Non-Droped Frame Timecode

Há dois tipos de Timecode: Non-Droped Frame utilizado no padrão PAL que utiliza 25 quadros para cada segundo de vídeo e Droped Frame utilizado no padrão NTSC que utiliza 29.97 quadros para cada segundo de vídeo.

O Timecode Droped Frame compensa a “perda” de 0.03 quadros por segundo,

preenchendo buraco na taxa de Frame Rate de 30 Quadros por segundo que o FCP ignora

na edição. De fato nenhum frame é perdido (Droped) quando se utiliza o Droped Frame. Somente os números decimais são ignorados quando o vídeo é tocado.

O padrão NTSC também permite a utilização do Timecode Non-Droped Frame

O Timecode Non-Droped Frame separa as marcações de tempo utilizando o sinal de dois

pontos (:) ex. 00:00:00:00. Já o Droped Frame substitui os dois pontos por ponto e vírgula

no separado de frames. Ex. 00:00:00;00.

Para definir o tipo de Timecode, ligue ou desligue a opção Droped Frame, da Aba Timeline Options, através do comando Settings do menu Sequence.

Options, através do comando Settings do menu Sequence. Entrando com informação de Timecode Para entrar com

Entrando com informação de Timecode

Para entrar com informações de Timecode em qualquer campo que permita alterar esses registros, não há necessidade de escrever os sinais de : ou ; . Basta digitar os números em ordem inversa (do frame a hora) e pressionar a tecla Return.

Ex. Para modificar uma posição da cabeça, basta digitar a nova posição no campo e pressionar a tecla Return. Ex. Para ir a posição 15 segundos e 4 frames digite 1504 e pressione Return. Para ir a posição 01 hora, 12 minutos, 15 segundos e 4 frames, digite 01121504 e pressione Return.

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Campos de Timecode

As janelas Viewer e Canvas oferecem dois campos de Timecode:

Timecode Duration Especifica o tempo entre as marcas de In e Out de um Clipe ou sequência. Se não haver nenhuma marcação será mostrado a duração de todo o clipe.

Current Timecode Representa a posição da cabeça (Playhead)

Timecode Representa a posição da cabeça (Playhead) Na janela Browser é possível identificar o Timecode dos

Na janela Browser é possível identificar o Timecode dos arquivos listados alem das eventuais marcas In e Out.

dos arquivos listados alem das eventuais marcas In e Out. Alterando o Layout das janelas A

Alterando o Layout das janelas

A organização das janelas permite que a disposição dos seus elementos sejam distribuídos conforme as etapas de edição ou conforto do editor.

Se você está compondo o material, é possível reduzir a área ocupada pelas janelas Viewer

e

Canvas e aumentar a janela Timeline de forma a otimizar os espaços.

O

FCP oferece alguns formatos de Layout e para acessá-los basta ativar a opção desejada

no comando Arrange disponível no menu Window.

desejada no comando Arrange disponível no menu Window.  Final Cut Pro 5 • Apostila Oficial

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Após a escolha o FCP organiza as janelas distribuindo o Browser, Viewer, Canvas, Timeline, Tools e Áudio Metters automaticamente.

Canvas, Timeline, Tools e Áudio Metters automaticamente. Se você preferir organizar suas janelas em outro layout,

Se você preferir organizar suas janelas em outro layout, poderá personalizar um layout e gravá-lo como padrão para que possa ser utilizado novamente se modificar a organização por qualquer necessidade. Para gravar seu layout, acione a opção Set Custom Layout no comando Arrange, mantendo a tecla Option pressionada.

no comando Arrange, mantendo a tecla Option pressionada. Quando desejar recuperar seu layout, basta ativar a

Quando desejar recuperar seu layout, basta ativar a opção Custom Layout que aparecerá quando chamar o comando Arrange.

Arrependendo-se de uma ação no Final Cut Pro

O Final Cut permite o arrepender-se de uma ação (undo) ou arrepender-se de ter se

arrependido (redo). Por padrão é possível executar esse recurso para os 10 últimas ações.

Se desejar aumentar ou reduzir esses valores, poderá definir de 1 até 99 ações, modificando

o limite no Preferences do FCP.

Para utilizar o comando Undo, escolha a opção disponível no menu Edit ou utilize o atalho Command+Z. Para desfazer o arrependimento, utilize o comando Redo localizado no menu Edit ou utilize o atalho Command+Y.

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Controles da Timeline

A Timeline oferece em sua interface controles que possibilitam acompanhar o processo de edição e facilitar a utilização dos recursos. Esses controles se encontram na barra inferior ou Direita da janela Timeline e são:

Clip Keyframes

Permite visualizar áreas das sequências onde há Key Frames.

Clip Overlays

Permite visualizar os overlays que demonstram o posicionamento de opacidade e nível de áudio, além de eventuais movimentos na sequência (Motion).

Track Height

Define o tamanho de visualização das sequências

Timecode

Mostra a posição da cabeça na Timeline e permite reposicioná-la, bastando digitar a nova posição e pressionar a tecla return.

Timeline Scale

Define o Zoom da Timeline.

Horiz. Scrool Bar

Permite rolar a tela horizontalmente de forma a posicionar o editor na região desejada.

Vert. Scrool bar

Permite rolar a tela vertical de forma a posicionar o editor na região desejada.

Gerenciando arquivos e projetos

O gerenciamento de arquivos e projetos é similar aos outros aplicativos gráficos e se encontra no menu File. Os principais recursos são:

e se encontra no menu File. Os principais recursos são: New project Cria um novo projeto.

New project

Cria um novo projeto.

New

Cria uma nova sequência, Folder ou Arquivo Offline.

Open

Abre um projeto.

Close Window

Fecha a janela ativa.

Close Tab

Fecha a aba ativa (tabbed window) de uma janela.

Close Project

Fecha o projeto atual.

Save Project

Salva o projeto (que já tenha sido nomeado)

Save Project As

Salva o projeto e permite dar-lhe um nome e local para ser gravado

Save All

Salva tudo o que estiver desatualizado. Inclusive o projeto

Revert Project

Recupera a última versão salva do projeto (por Save ou Save As)

Restore Project

Recupera a última versão salva do projeto (por autosave)

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Ajustando o Final Cut Pro

O Final Cut oferece uma série de ajustes que possibilitam conforto, personalização e

procedimentos adequados a utilização de seus recursos e potencialidades.

Ajustes Iniciais

Ao iniciar o FCP pela primeira vez aparece uma Caixa de Diálogo que solicita ao usuário as especificações para o projeto que irá editar.

Essa informação é importante para que o FCP possibilite a estruturação de seus recursos de forma adequada ao projeto, além de criar as pastas onde deverão estar os arquivos temporários de render, captura, áudio, etc.

os arquivos temporários de render, captura, áudio, etc. Os padrões poderão ser definidos pelo usuário, que

Os padrões poderão ser definidos pelo usuário, que através de Presets (Pré-ajustes) poderá acionar recursos complementares de hardware placas de vídeo Real Time (tempo real) como a Matrox RT Mac ou Pinnacle CinéWave.

Dando continuidade ao processo de inicialização, O FCP procura identificar o hardware disponível e se não localizar algum componente ou dispositivo, envia um alerta informando a ausência do mesmo, que pode estar desligado ou eventualmente mal conectado.

que pode estar desligado ou eventualmente mal conectado. Uma vez iniciado os ajustes seguintes poderão ser

Uma vez iniciado os ajustes seguintes poderão ser realizados a partir de comandos específicos disponíveis nos Menus de Comandos.

Se você estiver utilizando o FCP no Mac OS X, os ajustes de Preferences e Áudio e Vídeo Settings

estarão disponíveis no Menu do aplicativo e se estiver utilizando o Mac OS 9, no Edit Menu.

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e se estiver utilizando o Mac OS 9, no Edit Menu.  Apple Brasil Final Cut

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Ajustando as Preferências do FCP

Os ajustes de preferências possibilitam ajustar o FCP de acordo com o projeto que será editado ou em função dos recursos que deverão ser utilizados durante o trabalho.

Ao ser acionado, surge uma Caixa de Diálogo que através de abas ou “orelhas” (Tabbed Windows) classificam os ajustes conforme as necessidades do projeto.

classifi cam os ajustes conforme as necessidades do projeto. General Preferences Opção Função Levels Of Undo

General Preferences

Opção

Função

Levels Of Undo

Determina a quantidade de arrependimentos. Quanto maior for o índice mais memória RAM será alocada para armazenar as ações e possibilitar o arrependimento.

List Recent Clips

Ajusta o número de clipes mais recentes, que aparece no menu “Recent Clips, na janela Viewer

Mult-frame Trim Size

Ajusta o número de quadros para configurar o tamanho do trim multi-frame. máximo é 9. Este número aparece nos botões de trim multi-frame na janela Trim Edit

Sync Adjust Movies Over Permite definir a duração da análise de amostragem do áudio em captura para que o mesmo seja ajustado se houver variação da faixa de Frequência.

Real-time Áudio Mixing Escolha um número de trilhas de áudio a serem mixadas em tempo real. O máximo aceitável é 8. O número máximo de trilhas depende de vários fatores. A velocidade do seu processador, o número e tipo de filtros utilizados, velocidade de acesso do seu disco rígido, e memória RAM disponível são todos fatores que determinam o número máximo de trilhas que podem ser mixadas em tempo real

Áudio Playback Quality

Determina qual a qualidade de reprodução do áudio no FCP. Esse ajuste não altera os arquivos originais.

Still/Freeze Duration Ajusta o tempo de duração entre os pontos In e Out para imagens estáticas importadas. Por padrão, imagens estáticas importadas têm duração de 10 segundos

Preview Pre-rol/Post-roll

Ajusta a duração do tempo de um clipe a ser reproduzido, quando você apertar o botão “Play Around Current”. Isto aplica-se a todos os clipes gravados em disco

Thumbnail Cache (Disk/Ram) Especifica o tamanho do cache nestas caixas de texto, para mudar a quantidade de memória alocada como cache, para os thumbnails (pequenas imagens geradas para visualização rápida do conteúdo de um clipe). Para selecionar o local de armazenamento do thumbnail cache, leia sobre “Scratch Disk Preferences”, citado adiante neste documento

0

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Show Tool Tips

Habilita a visualização da descrição (como o nome e atalho de teclado) de elementos da Interface, quando você posicionar o ponteiro do mouse sobre estes.

Warm Visibility Changes Delete Render Files

Selecione esta opção para obter um aviso em caso de perda de quadros renderizados.

Report Dropped Frame

Envia um aviso em caso de perda de quadros (dropped frames) durante o playback (reprodução).

During Playback

Abort Capture On Dropped Frame

Interrompe a captura se ocorrer um Dropped frame.

Abort Capture On Interrompe a captura se o Timecode for interrompido. Timecode Break Normalmente ocorrido quando as gravações de uma fita são interrompidas e um novo Timecode e criado para as outras cenas gravadas.

Prompt For Settings on

Liga uma Caixa de Diálogo que sempre aparecerá quando o FCP for iniciado solicitando que seja informado qual o Preset necessário para o projeto novo.

New Sequence

Pen Tools Can Edit Locked Item Overlay

Habilita a modificação de overlays em trilhas ou clipes “travados” (locked).

Bring On Windows to the Faz com que a janela ativada venha para frente das demais Front on Activation tornando sua área totalmente visível. Este recurso é muito importante para usuários do Mac OS X que opera em Multi- tarefa e pode ativar uma janela sem que a mesma seja vista sobre outras.

Autosave Vault

Permite determinar os ajustes de salvamento automático do FCP e dos projetos editados ou em edição.

User Mode Na edição (de modo geral), antes de aplicar efeitos de transição entre Clipes e Sequências, são realizadas atividades de decupagem (análise e corte dos materiais capturados) ou pré-edição, onde através de cortes, os Clipes são “limpados” e não há necessidade de uso de recursos mais sofisticados.

É possível desligar os recursos que se estendem as ações de corte, tornando o aplicativo mais leve e otimizando a memória para um melhor desempenho do FCP.

e otimizando a memória para um melhor desempenho do FCP. Opção Função Standard Habilita todos os

Opção

Função

Standard

Habilita todos os recursos do FCP (edição, efeitos etc)

Cutting Station

Desliga os recursos do FCP que não se aplicam as atividades de edição de corte , mantendo os demais.

OBS. Alguns dos ajustes só serão válidos para a próxima vez que o FCP for inicializado.

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1

Timeline Options A Timeline pode ser otimizada de forma a possibilitar mais conforto visual ou mais agilidade na edição. Dependendo da atividade que estiver sendo realizada, alguns ajustes poderão garantir a qualidade das tarefas aumentando a segurança e/ou produtividade do trabalho.

aumentando a segurança e/ou produtividade do trabalho. Opção Função Starting Timecode O valor neste campo

Opção

Função

Starting Timecode O valor neste campo será a base do Timecode, para a sua Sequência.

O valor da hora, pode ser utilizado para ajudar a distinguir

Sequências diferentes.

Dropped Frame

Selecione esta opção, caso você queira trabalhar com Timecode de dropped frame, no timeline. Esta opção só é possível se utilizado o padrão NTSC.

Default Number of Tracks Digite o número de trilhas padrão, na sua Sequência. Note que é possível criar trilhas ao longo do trabalho. Sempre que você criar uma nova Sequência baseada neste preset, você terá este número

de trilhas. O padrão do FCP é 1 trilha para vídeo e 2 para áudio

(estéreo).

Track Size

Selecione o tamanho padrão dos tracks.

Thumbnail Display

Selecione uma configuração através deste menu, para o modo

de

visualização dos clipes no timeline. Em modo “Film strip”, é

possível visualizar quadro a quadro.

Áudio Track Labels

Selecione uma configuração para especificar como uma trilha de áudio será organizada: em pares, ou sequencial

Show Filter and Motion Bars

Selecione esta opção para visualizar barras de filtros e animação, abaixo do clipe, no timeline.

Show Keyframes Overlays

Selecione esta opção para visualizar overlays de keyframes acima

do clipe, no timeline.

Show Áudio Waveforms Selecione esta opção para visualizar o áudio em forma de ondas,

ao longo do timeline. Note que, assim como a opção “Thumbnail

Display”, a visualização mais detalhada pode exigir maior poder

de

processamento da máquina, tomando assim um pouco mais

do

seu tempo, durante as análises da Frequência e imagem.

Show Trough Edits

Avisa através de dois marcador em forma de pequenos triângulos

vermelhos, que duas Sequências cortadas na Timeline fazem parte

do mesmo Clipe e estão dando Sequência uma a outra.

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Labels Permite que os clipes e sequências sejam marcados através de etiquetas de cores, possibilitando identificar eventuais situações de edição no projeto.

Se desejar poderá alterar as descrições das etiquetas, com informações adequadas ao projeto em que estiver trabalhando. Vermelho para os que estão prontos, Verde para os que necessitam de ajustes de cor e luz, etc.

Verde para os que necessitam de ajustes de cor e luz, etc. External Editors Através dessa

External Editors

Através dessa opção é possível associar de dentro do FCP os seus editores de Foto, Vídeo e Áudio. Uma vez associado, para ativar o editor basta acionar o comando Clip in Editor no menu View.

editor basta acionar o comando Clip in Editor no menu View. Para abrir a partir do

Para abrir a partir do FCP o Photoshop por exemplo, como seu editor de imagens estáticas ou fotografias e ilustrações digitais, basta pressionar o botão Set e localizar o aplicativo através da Janela de navegação que surgirá.

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através da Janela de navegação que surgirá.  Apple Brasil Final Cut Pro 5 • Apostila

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3

Scratch Disks

editar um projeto, o FCP criar arquivos temporários que irão conter descrições e

parâmetros que ajilizam o trabalho. Arquivos de Render, de áudio, de captura dentre outros são criados no Hard Disk em uma Pasta chamada por default de Final Cut Pro Documents.

Ao

A maioria dos arquivos não são eliminados automaticamente pelo FCP ou pelo Mac OS. Necessitam ser eliminados manualmente pelo editor, tão logo não haja mais necessidade dos mesmo para o projeto. Se você possui outros discos rígidos ou uma partição de disco isolada do espaço destinado

ou uma partição de disco isolada do espaço destinado aos arquivos editados, poderá definir até 4

aos arquivos editados, poderá definir até 4 locais diferentes para guardar os arquivos temporários.

4 locais diferentes para guardar os arquivos temporários. Da mesma forma, o FCP necessita de espaços

Da mesma forma, o FCP necessita de espaços para armazenar os arquivos temporários criados para apresentar as imagens de Waveform (gráficos de áudio), Thumbnail (miniaturas dos frames) de um clipe ou sequência apresentados na Timeline e Autosave.

É possível ainda definir alguns limites para uso desses espaços e evitar eventuais problemas de disco cheio.

Opção

Função

Minimum Space on

Define o espaço mínimo que o Hard Disk ou mídia de

Scratch Disk armazenamento deverá ter para não permitir que fique totalmente cheio.

Limite Capture/Export

Limita o espaço a ser utilizado pelo FCP nas atividades de captura e exportação.

Segment Size

Limite Capture Now

Limita o tempo de captura de vídeo em tempo ao invés de espaço ocupado em Mbytes.

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Ajustes de Vídeo e de Áudio

Ao iniciar um projeto no Final Cut Pro é necessário que alguns ajustes sejam realizados objetivando prepara os recursos para atender as necessidades da edição.

O projeto ao ser estruturado deverá considerar todos os aspectos de equipamentos e

características do vídeo a ser editado. Através dessas informações, o Final Cut poderá disponibilizar todo o seu potencial e estar preparado para todas as etapas de edição previstas. Desde a captura até a entrega do material, passando por todos os pontos de

edição e tratamento do material.

Os ajustes são realizados a partir do comando Áudio e Vídeo Settings localizado no menu Aplicação (Aplication Menu do Mac OS X) ou no menu Edit (Mac OS 9)

(Aplication Menu do Mac OS X) ou no menu Edit (Mac OS 9) Summary O Sumário

Summary O Sumário permite escolher ajustes pré-definidos entre as opções de configurações

disponíveis e a criar ajustes rápidos (Easy Setup), que agilizam a preparação do FCP para

as atividades de edição. Inclusive se o equipamento estiver trabalhando com placas de vídeo Real Time como a Matrox RT Mac ou Pinnacle CinéWave ou outro equipamento de vídeo como VTRs, Câmeras, monitores etc. As opções disponíveis são:

Opção

Função

Sequence Preset

Permite escolher um padrão pré-definido para a edição.

Capture Preset

Permite escolher um padrão pré-definido para a captura dos materiais.

Device Controle Presset

Permite escolher um padrão pré-definido para a os equipamentos utilizados na captura dos materiais.

External Vídeo

Permite escolher um padrão pré-definido para o dispositivo que estará sendo utilizado como um monitor de visualização no padrão de TV ou Cinema.

Create Easy Setup

Permite Criar um ajuste rápido com base nas informações definidas nos campos do Sumário.

Ao criar um Easy Setup,

você poderá definir um nome para o padrão e descrever

suas características e dessa forma identificar os ajustes em função do projeto que irá

trabalhar.

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Sequence Presets O Final Cut dependendo dos recursos instalados, oferece alguns pressets já definidos para a criação de ajustes de Sequências. Os padrões originais são DV NTSC 48Khz, DV PAL 48Khz, OffLine RT NTSC e OffLine RT PAL.

A direita da lista de Sequence Presets, poderão ser observados as características de cada projeto como Frame Size (tamanho), Timming Base (velocidade ou Frame-rate), dentre outras informações.

(velocidade ou Frame-rate), dentre outras informações. Os Sequences Presets que são oferecidos pelo FCP estão

Os Sequences Presets que são oferecidos pelo FCP estão protegidos contra modificações e se desejarmos realizar alguma modificação, poderemos utilizar o Preset como referência para construção de um novo padrão. Para isso basta acionar o Botão Duplicate ou se o preset já tiver sido construido acionar o botão Edit. Para eliminar um Preset construído, basta pressionar o botão Delete.

um Preset construído, basta pressionar o botão Delete. Ao criar um novo Sequence Presset, o FCP,

Ao criar um novo Sequence Presset, o FCP, através de uma Caixa de Diálogos, permitirá que sejam informados os dados referentes aos ajustes que desejamos. Essa Caixa de Diálogo dispõe dos controles em duas abas Distintas:

General

dispõe dos controles em duas abas Distintas: General  Final Cut Pro 5 • Apostila Oficial

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Opção

Função

Name

Nome do Sequence Preset que está sendo criado.

Description

Descrição do Sequence Presset.

Frame Size

Tamanho do projeto (o padrão DV é 720 x 480 pixels)

 
 

Pixel Aspect Ratio

Define como será a relação de aspecto do pixel que comporá as imagens no projeto

 
 

Anamorphic

Habilita a possibilidade de se trabalhar em projetos WideScreen 16:9.

Field Dominance Selecione o campo dominante neste menu, para especificar qual campo será mostrado antes, no seu dispositivo de vídeo. Dependendo da configuração do seu hardware, você pode precisar mudar o campo dominante, caso presencie algum tipo de flicker na sua tela.

caso presencie algum tipo de flicker na sua tela. Editing Timebase Define o tempo (Frame Rate)

Editing Timebase

Define o tempo (Frame Rate) no qual a edição vai se basear. Esse padrão é alterado conforme o sistema utilizado. NTSC, PAL, etc

 
 

QT Vídeo Settings

Habilita as configurações e opções dos Codecs de vídeo suportados pelo QuickTime e escolhidos para o projeto.

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pelo QuickTime e escolhidos para o projeto.  Apple Brasil Final Cut Pro 5 • Apostila
pelo QuickTime e escolhidos para o projeto.  Apple Brasil Final Cut Pro 5 • Apostila

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QT Áudio Settings

Habilita as configurações e opções dos Codecs de áudio suportados pelo QuickTime e escolhidos para o projeto.

suportados pelo QuickTime e escolhidos para o projeto. Vídeo Processing Opção Função Alwais Render In RGB

Vídeo Processing

QuickTime e escolhidos para o projeto. Vídeo Processing Opção Função Alwais Render In RGB Habilita a
QuickTime e escolhidos para o projeto. Vídeo Processing Opção Função Alwais Render In RGB Habilita a

Opção

Função

Alwais Render In RGB Habilita a renderização com cores processadas através do Sistema YUV (YcrCB) Se o seu dispositivo de captura suportar esse sistema, as cores aparecerão na captura com maior fidelidade.

Process Maximum White A maioria das câmeras operam o branco (white) com um brilho definido em 100IRE. Se os seus recursos operam com brilhos acima de 100IRE a opção deverá ser definida como Super-white. Se estiver utilizando materiais RGB importados como arquivos gráficos, ou mesmo textos gerados no próprio Final Cut, o resultado apresentado será baseado nesta opção e poderá afetar o resultado final dos projetos.

A utilização do padrão Superwhite só é recomendável se o dispositivo estiver em concordância com a especificação CCIR 601. Caso contrário haverá um elevado aumento no nível de luminância para os padrões de Vídeo Broadcasting.

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Capture Presets

Esta opção permite especificar os ajustes de captura dos materiais resultando na atribuição de suas especificações ao material a ser editado.

Da mesma forma que no Sequence Presets, oferece algumas opções padrão da instalação do FCP e para que não podem ser alteradas. Para criar, editar ou eliminar um padrão utilize os botões no final da Caixa de Diálogos.

padrão utilize os botões no final da Caixa de Diálogos. Se estiver utilizando algum equipamento especial

Se estiver utilizando algum equipamento especial de captura como uma placa RT como a Matrox RT Mac, ao instalar os drivers do equipamento e o Final Cut, presets especiais estarão disponíveis na listas da Caixa de Diálogo.

estarão disponíveis na listas da Caixa de Diálogo. As opções disponíveis em Capture Presset são: Opção

As opções disponíveis em Capture Presset são:

Diálogo. As opções disponíveis em Capture Presset são: Opção Função Name Nome do Capture Preset que

Opção

Função

Name

Nome do Capture Preset que está sendo criado.

Description

Descrição do Capture Presset.

Frame Size

Os valores nestes dois campos definem o tamanho dos quadros da mídia a ser capturada. Este tamanho depende do hardware na captura. Nem todas as placas suportam todos os formatos.

Anamorphic

Habilita a possibilidade de se trabalhar em projetos WideScreen

16:9.

QT Vídeo Settings

Habilita as configurações e opções dos Codecs de vídeo suportados pelo dispositivo de captura e pelo QuickTime.

QT Áudio Settings

Habilita as configurações e opções dos Codecs de áudio suportados pelo dispositvo de captura e pelo QuickTime.

Capture Card Supports Algumas placas de captura podem retornar frames de vídeo Simultaneous Play enquanto uma janela é aberta para captura de vídeo. Selecione está opção caso sua placa suporte esta função.

Through and Capture

High Quality Vídeo Play Through

Habilita a capacidade de apresentar os vídeos na captura em alta qualidade.

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Placas como a Matrox RT Mac e CinéWave ampliam os recursos de captura através de recursos que estão em acordos com padrões de televisão e vídeo.

Dependendo dos recursos de captura desses dispositivos como o BreakOut Box e sinais de envio/recepção de vídeos, Codecs e ajustes poderão ser adicionados ao Final Cut para garantirem capturas precisas e com qualidade. Verifique essas capacidades na documentação de sua placa ou Dispositivo.

Device Control Presets

A captura é feita através de dois procedimentos: através de dispositivos controlados pelo

FCP através da Interface Apple FireWire que conecta equipamentos digitais ou de interfaces analógicas que transmitem os sinais através de conexões especiais de vídeo.

No caso de equipamentos analógicos, o FCP não pode controlar os recursos do dispositivo

e a operação se faz através do controle manual dos equipamentos.

A captura realizada através de equipamentos analógicos depende ainda de conversores

ou placas que ofereçam uma ponte entre as interfaces analógicas (RCA Composite vídeo; S-Vídeo ou BNC Vídeo Component).

Os ajustes do dispositivo são importantes para que possam ser feitos os ajustes adequados de Capture Presets e na captura do material durante o desenvolvimento do projeto.

na captura do material durante o desenvolvimento do projeto. Da mesma forma que nos Presets anteriores,

Da mesma forma que nos Presets anteriores, não é possível alterar um padrão instalado com o FCP.

não é possível alterar um padrão instalado com o FCP.  0 Final Cut Pro 5

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Final Cut Pro 5• Apostila Oficial de Treinamento

Apple Brasil

As opções disponíveis para os ajustes do dispositivo são:

Opção

Função

Name

Nome do Capture Preset que está sendo criado.

Description

Descrição do Capture Presset.

criado. Description Descrição do Capture Presset. Protocol Utilize um destes protocolos para dispositivos
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Protocol Utilize um destes protocolos para dispositivos compatíveis com a interface/protocolo FireWire (também conhecida como porta DV, ou iLink). Caso tenha problemas com o protocolo Apple FireWire em função do dispositivo ser mais antigo, selecione Apple FireWire Basic. Verifique os manuais do seu equipamento para verificar o tipo de protocolo utilizado.

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