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Leis De Kirchhoff

Resumo

Em circuitos elétricos que não podem ser reduzidos a circuitos simples (em série), as
leis de Kirchhoff são utilizadas para encontrar as intensidades das correntes.

Lei dos Nós: se aplica aos pontos do circuito onde a corrente elétrica se divide.

“a soma das correntes que chegam em um nó é igual a soma das correntes que saem.”

Os sentidos das correntes elétricas são definidos inicialmente de forma arbitrária, de


modo que, somente ao fim das relações matemáticas estabelecidas será verificado,
através do resultado de cada corrente elétrica, o sentido da corrente no circuito. Toda
corrente cujo valor encontrado for negativo seu sentido no circuito é o contrário do
inicialmente proposto.
No nó B: + = 1)

Observação: Não é necessário aplicar a Lei dos Nós sobre os pontos que relacionam as
mesmas correntes, cuja relação matemática já foi determinada. Na figura anterior, não é
preciso aplicar a Lei dos Nós sobre o nó E, por exemplo.

Em um circuito, o número de vezes que devemos aplicar a Lei dos Nós é igual ao
número de nós do circuito menos 1.

Lei d as malhas: é uma consequência da conservação da energia. Ela indica que quando
percorremos uma malha em um dado sentido,

“a soma algébrica das diferenças de potencial (ddp ou tensão) é igual a zero.”

Para aplicar a Lei das Malhas, devemos convencionar o sentido que iremos percorrer o
circuito. É possível mais de uma maneira para se aplicar as convenções algébricas

Vamos considerar, inicialmente, que a corrente elétrica flui em um resistor do ponto de


maior potencial (positivo) para o ponto de menor potencial (negativo). Observe a figura
abaixo:

Vamos, agora, convencionar um sentido para percorrer a malha (horário ou anti-horário)


e, ao percorrer todos elementos de tensão na malha, o valor da ddp total é zero. No
exemplo, convencionou-se o sentido anti-horário para percorrer cada malha (α e β).
Pessoalmente, gosto de pensar que ao percorrer a malha, se o pólo positivo de um
elemento de tensão aparecer primeiro, há queda de tensão (sinal algébrico negativo).
Isso permite desconsiderar o sentido da corrente. Se o pólo de um gerador (fonte)
aparecer primeiro, então há elevação de tensão (sinal algébrico negativo).

Outra forma de fazê-lo é observar a corrente: toda corrente que tem o mesmo sentido do
percurso da malha em um elemento resistor provoca elevação de tensão (sinal algébrico
positivo). Já, se o pólo do gerador que aparecer primeiro for o negativo, há queda de
tensão (sinal algébrico negativo). Não gosto dessa forma, pois se torna necessário a
atenção ao sentido da corrente ao percorrer a malha.

As duas formas chegam na mesma equação, cada um aplica da maneira que lhe
aprouver. Neste texto, usarei a primeira.

Chamando todos os resistores de R e começando do ponto B, para a malha α, teremos:

− . + − . − . + − . 2)

Começando do ponto C, para a malha β, teremos:

− . + . − − . − − . 3)

Com as equações 1, 2 e 3, somos capazes de determinar as três correntes elétricas. Deve


–se mudar o sentido da corrente elétrica cujo resultado obtido for negativo.
Exemplo
No circuito abaixo, determine as intensidades das correntes em todos os ramos
(correntes e sentido da malha já definidos).

Definindo os pólos de todos elementos de tensão:

Lei das malhas:

− . = + . − (1)
Lei dos Nós

. + . − = (2)

. − − . = (3)

Arranjando a equação (3):

= . −

Arranjando a equação (2):

= − .

Substituindo (2) e (3) na equação (1), temos:

− . = + . − (1)

Então,

Os sentidos das correntes elétricas previamente definidos estão corretos.

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