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AULA 1

MACROECONOMIA

PROFª DRª JULIANA SCRIPTORE


MACROECONOMIA
Macroeconomia é a aplicação da teoria econômica:

 Ao estudo do crescimento;
 Dos ciclos econômicos;
 E do nível de determinação do nível de preços da economia.

FATOS ESTILIZADOS → ARCABOUÇOS TEÓRICOS

 Mecanismos de impulso

 Mecanismos de propagação
FATO ESTILIZADO 1
Desde a revolução industrial (séc XIX) até os dias
atuais, as economias registram crescimento.

 Porque um país tem um nível de renda per-capita


mais elevado que outro?
 Que forças fazem com que um país cresça mais
rapidamente que outro?
 Qual o papel do Estado e do mercado no crescimento?
FATO ESTILIZADO 2
A economia enfrenta ciclos econômicos. Apesar da
duração de cada ciclo econômico ser variável, em
geral, a fase de contração da economia é curta e a
fase de expansão é longa

 Qual o papel do mercado e do Estado no ciclo?


FATO ESTILIZADO 3
Em economias que não estão com hiperinflação, a
moeda não é neutra no curto prazo. A redução da
taxa de juros nominal pelo banco central produz no
curto prazo uma expansão do produto real. Um
aumento da taxa de juros provoca uma contração
no produto real da economia.

 Porque um ativo financeiro como o papel moeda, sem


qualquer valor intrínseco, tem valor?
 O valor da moeda afeta o crescimento econômico?
ANTECEDENTES HISTÓRICOS
 A ciência econômica nasceu ao final do
século XVIII, e preocupava-se com o
crescimento econômico e a repartição do
produto social.
Escola Clássica
 Adam Smith (1723-1790)
 David Ricardo (1772-1823)
 John Stuart Mill (1806-1873)
 Jean Baptiste Say (1767-1832)
ANTECEDENTES HISTÓRICOS
Com a chamada revolução marginalista,
iniciada no final do século XIX, a preocupação
com o nível agregado perde forças, e a
dimensão microeconômica passa a predominar.
→ preocupação com o comportamento dos
agentes
→ preocupação com o nível agregado
sobrevivia na idéia do equilíbrio geral
→ século XX: idéia do equilíbrio parcial
ANTECEDENTES HISTÓRICOS
 A Macroeconomia encontra seu berço na
obra de John Maynard Keynes (1936),
intitulada Teoria Geral do Emprego, do Juro e
da Moeda.

 É a partir da Teoria Geral de Keynes que


ganham contornos definitivos os conceitos
fundamentais da macroeconomia e
contabilidade social, bem como a existência
de identidades no nível agregado e as
relações entre elas.
PRINCIPAIS
INDICADORES
ECONÔMICOS
BRASILEIROS
PIB -15 maiores economias do mundo, a preços correntes: 2011-2016, em bilhões
de US$ (FMI)
PAÍSES 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Estados Unidos 15.518 1º 16.155 1º 16.663 1º 17.348 1º 17.947 1º 18.558 1º

China 7.442 2º 8.471 2º 9.519 2º 10.431 2º 10.983 2º 11.383 2º

Japão 5.909 3º 5.957 3º 4.909 3º 4.596 3º 4.123 3º 4.413 3º

Alemanha 3.761 4º 3.542 4º 3.746 4º 3.874 4º 3.358 4º 3.468 4º

Reino Unido 2.596 7º 2.639 6º 2.713 6º 2.992 5º 2.849 5º 2.761 5º

França 2.865 5º 2.683 5º 2.811 5º 2.834 6º 2.422 6º 2.465 6º

Índia 1.823 10º 1.829 10º 1.863 10º 2.043 9º 2.091 7º 2.289 7º

Itália 2.278 8º 2.074 9º 2.131 9º 2.142 8º 1.816 8º 1.849 8º

Brasil 2.612 6º 2.460 7º 2.465 7º 2.417 7º 1.773 9º 1.535 9º

Canadá 1.789 11º 1.824 11º 1.837 11º 1.784 11º 1.552 10º 1.462 10º

Coreia do Sul 1.202 14º 1.223 14º 1.306 14º 1.410 13º 1.377 11º 1.321 11º

Rússia 2.032 9º 2.172 8º 2.232 8º 2.030 10º 1.325 12º 1.133 14º

Austrália 1.503 12º 1.559 12º 1.501 12º 1.442 12º 1.224 13º 1.201 13º

Espanha 1.489 13º 1.341 13º 1.370 13º 1.384 14º 1.200 14º 1.242 12º

México 1.171 15º 1.187 15º 1.262 15º 1.298 15º 1.144 15º 1.082 15º
PIB PER CAPITA
 Quanto maior a população, maior produto. Logo é
preciso relativizar o tamanho do produto pelo
tamanho de sua população.

𝑃𝐼𝐵
PIB per capita =
𝑃𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜

 O produto per capita é uma média → é


insuficiente para qualquer conclusão acerca do
estágio de desenvolvimento do país.
Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) totalizou R$ 5,9 trilhões
em 2015, R$ 6,25 trilhões em 2016 e R$ 6,55 trilhões em 2017. O valor das
riquezas nacionais por habitante teve uma queda de 4,6% em 2015, na
comparação com 2014. O PIB per capita de 2016 ficou em R$ 30.407 – uma
redução de 4,4% diante de 2015.
PIB REAL
10,00

8,00
7,53

6,00 6,07
5,76
5,09
4,39
4,00 3,96 3,97
3,05 3,20 3,00

2,00 1,92
1,39
1,14 0,99
0,50
0,00 -0,13
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

-2,00

-4,00 -3,46
-3,77
-6,00

Em 2016 e 2015, o PIB recuou 3,5% sobre o ano anterior, na maior recessão
da história recente do país.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O PIB
 A economia brasileira encolheu 3,8% em 2015 na comparação com 2014.
 Maior queda desde que a pesquisa do IBGE começou a ser feita, em 1996.
É o pior resultado em 25 anos, desde 1990 (-4,3%), quando Fernando
Collor de Mello assumiu o governo e decretou o confisco da poupança.
 O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu pelo segundo ano seguido
em 2016 e confirmou a pior recessão da história. A retração foi de 3,6%
em relação ao ano anterior. Essa sequência, de dois anos seguidos de
baixa, só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931, quando os
recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente.
 Recessão é uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração
geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com queda
no nível da produção (medida pelo produto interno bruto), aumento do
desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento
do número de falências, entre outros.
 O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,0% em 2017, na
primeira alta após dois anos consecutivos de retração.
 O grande impulsionador do PIB de 2017 foi o agronegócio, que avançou
13% em 2017, puxado pela safra recorde. Foi o melhor desempenho do
setor agrícola desde o inicio da série histórica do IBGE, em 1996. Sem o
agronegócio, o crescimento do PIB teria sido de 0,3%.
Taxa de desocupação
16,0

13,7
14,0 13,6

12,0

10,0

8,0

6,0

4,0

2,0

0,0

A taxa de desemprego refere-se à proporção entre a População Desempregada


e a População Economicamente Ativa, também é conhecida como
taxa de desocupação (PNAD). A maior taxa representa aproximadamente
14 milhões de desempregados.
IPCA
25,00

22,41

20,00

15,00

12,53

10,67
10,00
9,56 9,30
8,94
6,50
7,67 7,60
6,41 6,29
5,97 5,69 5,90 5,91
5,22 5,91
5,00 5,84
4,46 4,31
3,14 2,95

1,65

0,00
1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
0,00
10,00
20,00
30,00
40,00
50,00
60,00
70,00
1995.01
1995.06
1995.11
1996.04
1996.09
1997.02
1997.07
1997.12
1998.05
1998.10
1999.03
1999.08
2000.01
2000.06
2000.11
2001.04
2001.09
2002.02
2002.07
2002.12
2003.05
2003.10
2004.03
2004.08
2005.01
2005.06
2005.11
2006.04
2006.09
SELIC

2007.02
2007.07
2007.12
2008.05
2008.10
2009.03
2009.08
2010.01
2010.06
2010.11
2011.04
2011.09
2012.02
2012.07
2012.12
2013.05
2013.10
2014.03
2014.08
2015.01
2015.06
2015.11
2016.04
2016.09
2017.02
2017.07
2017.12
2018.05
CONCEITOS INICIAIS
MACROECONOMIA
PRODUTO = ÓTICA DA DESPESA
 Valor de mercado da produção de bens e serviços
finais da economia em um determinado período
de tempo.

 Inclui todas as unidades produtoras da economia:


 Empresas públicas e privadas
 Trabalhadores autônomos

 Governo
ÓTICA DA DESPESA
 Exemplo
 Economia hipotética H, fechada (não
realiza transação com o exterior) e sem
governo
→ existem quatro setores, cada um com uma
empresa:
- produção de sementes (setor 1)
- produção de trigo (setor 2)
- produção de farinha de trigo (setor 3)
- produção de pão (setor 4)
ÓTICA DA DESPESA
Exemplo

Situação 1
- Empresa do setor 1 produziu sementes no
valor de $ 500 e vendeu-as para o setor 2
- Empresa do setor 2 produziu trigo no valor
de $1500 e vendeu-o para o setor 3
- Empresa do setor 3 produziu farinha de trigo
no valor de $2100 e vendeu-a para o setor 4
- Empresa do setor 4 produziu pães no valor
de $2520 e vendeu-os aos consumidores.
ÓTICA DA DESPESA
Exemplo

Produto da economia H na situação 1


- sementes no valor de $ 500
- trigo no valor de $1500
- farinha de trigo no valor de $2100
- pães no valor de $2520
Valor Bruto da produção (valor de tudo que
foi produzido, inclusive o consumo
intermediário): $6620
ÓTICA DA DESPESA
 Valor de mercado produção de bens e serviços
finais da economia em um determinado período
de tempo.
 Evitar dupla contagem

 Consumo Intermediário = Insumos = “Matérias-


primas” = fatores de produção = terra, capital e
trabalho.
ÓTICA DA DESPESA
 PRODUTO = VBP (Valor Bruto da Produção) –
CI (Consumo Intermediário)
 PRODUTO = 6.620 – 4.100 = 2.520
A ótica da despesa ou ótica do dispêndio avalia o produto de uma
economia considerando a soma dos valores de todos os bens e
serviços produzidos no período que não foram destruídos (ou
absorvidos como insumos) na produção de outros bens e
serviços.
 PRODUTO → O valor de todos os bens finais da
economia produzidos num determinado período
de tempo → Dispêndio, gasto.
 A economia H demandou a produção de pães
nesse valor. Para produzir, quais tipos de bens a
economia despendeu?
PRODUTO = ÓTICA DO PRODUTO
- setor 1 produziu sementes no valor de $500
sem se utilizar de nenhum insumo
- setor 2 produziu trigo no valor de $1500,
utilizando-se sementes que havia adquirido no
valor de $500
- setor 3 produziu farinha de trigo no valor de
$2100, utilizando-se do insumo trigo,
adquirido ao valor de $1500
- setor 4 produziu pães no valor de $ 2520,
utilizando-se do insumo farinha de trigo,
adquirido ao valor de $2100.
PRODUTO = ÓTICA DO PRODUTO
Então, o produto (ou valor adicionado) de cada
setor será:
→ Setor 1: $500
→ Setor 2: $1500 - $500 = $1000
→ Setor 3: $2100 - $1500 = $600
→ Setor 4: $2520 - $2100 = $420

 Produto total ou valor adicionado total:


$2520
ÓTICA DO PRODUTO
Pela ótica do produto, a avaliação do produto total da
economia consiste na consideração do valor efetivamente
adicionado pelo processo de produção em cada unidade
produtiva.

 Logo, Produto Ξ Dispêndio


PRODUTO = ÓTICA DA RENDA
 Conceito: renda é remuneração de fator de produção
 Fatores de produção
 Terra
 Capital
 Trabalho

 Tipos de Renda
 Salários (renda do trabalho)
 Juros (renda do capital financeiro)
 Aluguel (renda do capital físico)
 Renda de arrendamentos (renda da terra)
 Lucros (renda do capital dos acionistas)
ÓTICA DA RENDA
 Qualquer produção (do que quer que seja)
demanda, além da matéria-prima e de
outros insumos, o consumo de fatores de
produção.

 No exemplo, consideremos a existência de


apenas dois fatores de produção: trabalho e
capital. É entre capital e trabalho que deve
ser repartido o produto gerado pela
economia.
ÓTICA DA RENDA

SETORES SALÁRIOS LUCROS RENDA


NACIONAL
SETOR 1 $400 $100
SETOR 2 $800 $200
SETOR 3 $480 $120
SETOR 4 $336 $84
TOTAL $2.016 $504 $2.520
ÓTICA DA RENDA

Pela ótica da renda, podemos avaliar o produto gerado pela


economia num determinado período de tempo,
considerando o montante total das remunerações pagas a
todos os fatores de produção nesse período
CONCLUINDO
 Ótica da Produção
 Valor adicionado em cada etapa da cadeia produtiva
 Ótica da Renda
 Soma das remunerações aos fatores de produção
 Ótica da Despesa
 Soma dos gastos finais na economia em bens e
serviços
 A igualdade de renda e despesa pode ser
ilustrada pelo diagrama do fluxo circular da
renda.
 PRODUTO = DESPESA = RENDA
FLUXO CIRCULAR DA RENDA
Receita Despesa
Mercado de
Bens e bens e serviços Bens e
serviços serviços
vendidos comprados

Firmas Famílias

Terra,
Insumos para trabalho e
a produção Mercado de capital
fatores
Salários, de produção Renda
aluguéis e lucros
Fluxo Circular da Renda - Detalhado
Podemos calcular o PIB dessa
economia de três formas

Receitas MERCADOS Despesas


= PIB DE = PIB
BENS E SERVIÇOS
3) ... Ou. ainda. somando o … 2) Somando o que o foi
Bens e •Firmas vendem Bens e
que as firmas produzem… gasto no consumo…
serviços •Famílias compram serviços
vendidos comprados

FIRMAS FAMÍLIAS
•Produzem e vendem •Compram e consomem
bens e serviços bens e serviços
•Contratam e usam •Detêm e vendem
fatores de produção fatores de produção

Fatores de Trabalho. terra.


MERCADOS
produção e capital
DE
FATORES DE PRODUÇÃO

Salários. aluguéis •Famílias vendem Renda = PIB


e lucro = PIB •Firmas compram
= Fluxo de insumos
1) Somando o que foi pago e produtos
como Renda na forma de = Fluxo de moeda
salários. aluguéis. juros ou
lucros…
TUDO ISSO PARA CALCULAR...

PIB (Produto Interno Bruto) → Y


É o valor de mercado de todos
os bens e serviços finais
produzidos dentro de um país
num dado período de tempo.
O CÁLCULO DO PIB
 A produção é calculada a preços de mercado (valor de
mercado).
 Ele contabiliza apenas o valor dos bens finais e não
bens intermediários (o valor é contado apenas uma
vez).
 Ele inclui tanto bens tangíveis (alimentos, vestuários,
carros) como serviços intangíveis (corte de cabelo,
limpeza de casas, consultas médicas).
 Ele inclui bens e serviços produzidos no presente, não
contando transações envolvendo bens produzidos no
passado.
 Ele mede o valor da produção que ocorre dentro de um
intervalo específico de tempo, geralmente um ano ou
três meses.
 Ele mede o valor da produção dentro dos limites
geográficos do país.
O que entra no O que não
PIB? entra no PIB?
Todos os  O PIB exclui muitos
itens que são
ítens produzidos e
consumidos dentro de
produzidos casa e que não entram
nos mercados.
na economia
e legalmente  Ele exclui itens
produzidos e vendidos
vendidos nos ilegalmente, como
drogas (*economia
mercados. informal).
OS ELEMENTOS DO PIB → Y = C + I + G + X - M

 Consumo (C):
 É a despesa das famílias com bens e serviços, com exceção
das compras de novas moradias.
 Investimento (I):
 Despesas com equipamento de capital, estoques e
construções, incluindo as aquisições de novas moradias
pelas famílias. → acréscimo de estoque físico de capital que
vise ao aumento da produção futura.
 Formação bruta de capital físico (ou investimento bruto)
 Variação de estoques

K = K t +1 − K t = I t − Dt
 Depreciação (D): destina-se a repor os equipamentos e
instalações desgastados ou obsoletos
Investimento líquido = investimento bruto – depreciação
OS ELEMENTOS DO PIB → Y = C + I + G + X -
M

 Aquisições do Governo (G):


 Despesas com bens e serviços pelos governos federal,
estadual e local (ex: defesa nacional e policiamento)
 Não inclui pagamentos de transferências porque eles
não resultam em troca por bens e serviços.

 Exportações Líquidas (EL) → SETOR EXTERNO


 Exportações (X) menos importações (M).
Evolução do crescimento real do PIB (1948-2008)
210
200
190
180
170
160
150
140
130
120
110
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
1949

1952

1956

1959

1962

1966

1969

1972

1976

1979

1983

1986

1989

1993

1996

1999
2000

2003

2006
1948

1950
1951

1953
1954
1955

1957
1958

1960
1961

1963
1964
1965

1967
1968

1970
1971

1973
1974
1975

1977
1978

1980
1981
1982

1984
1985

1987
1988

1990
1991
1992

1994
1995

1997
1998

2001
2002

2004
2005

2007
2008
Indicador de base móvel - base ano anterior = 100 Indicador de base fixa - 1980 = 100

A economia apresenta trajetória de crescimento, mas não é linear (anos 70, ritmo
acelerado e queda na produção nos anos 80 e 90).
Fonte: IBGE/SCN
Participação percentual dos Agregados Macroeconômicos no PIB Brasileiro (%
1970 a 2008.
90.0

80.0

70.0

60.0

50.0

40.0

30.0

20.0

10.0

0.0

Consumo final Exportações Importações FBCF

• Instabilidade do Investimento (FBCF); estabilidade do Consumo, Fonte: IBGE/SCN


aumento das importações pós-94, reversão de tendência em 1999
PIB 2007 SOB AS TRÊS ÓTICAS -- ATUALIZAR

Ótica R$ Ótica do R$ Ótica R$


Produto milhões Dispêndio milhões da milhões
Renda
Valor 4.628.740 Consumo 2.133.194 Remune 1.099.903
Bruto da ração
Produção (salários
)
Impostos 374.744 FBCF 487.761 EOB + 1.155.630
sobre os RMB
produtos (lucros)
(-) (-) 1.258 Exportações 355.672 Impostos 411.629
Subsídios sobre a
a produção
produtos
(-) (-) (-) (-) (-) (-) 5.818
Consumo 2.340.882 Importaçõe 315.283 Subsídio
Intermedi s de bens e sàa
ário serviços produção
PIB 2.661.344 PIB 2.661.34 PIB 2.661.34
Fonte: IBGE – Sistema de Contas Nacionais.
4 4
RENDA (R) → RENDA NACIONAL BRUTA
(RNB)
 Conceito: renda é remuneração de fator de produção
 Fatores de produção
 Terra
 Capital
 Trabalho
 Tipos de Renda
 Salários (renda do trabalho)
 Juros (renda do capital financeiro)
 Aluguel (renda do capital físico)
 Renda de arrendamentos (renda da terra)
 Lucros (renda do capital dos acionistas)
 RNB = é o agregado referente às remunerações dos
fatores de produção de propriedade de residentes. O
conceito de nacional se aplica à distribuição de renda.
 A produção de estrangeiros no Brasil, conta no
conceito de interno, mas não no conceito de nacional.
PIB E BEM-ESTAR ECONÔMICO
 Alguns fatores contribuem para o bem-
estar da sociedade não estão inclusos no
PIB.
 O valor do lazer.
 O valor de um ambiente limpo.
 O valor de quase todas as atividades
que ocorrem fora dos mercados, tais
como o valor do tempo que os pais
gastam com seus filhos e o valor do
trabalho voluntário.
FLUXO E ESTOQUE
 Distinção fundamental
em economia!
 Ativos físicos e ativos Fluxo de investimento
financeiros (1)

 Fluxo de novos
investimentos (1) Estoque de capital
▪ Compra de bens de (2)
investimento (fluxo)
aumenta o estoque de Depreciação
capital (2) (3)
 Depreciação pelo uso ao
longo do tempo (3) K = K t +1 − K t = I t − Dt
*Catástrofes naturais → aumenta o PIB (aumento de obras de reconstrução –
Variável fluxo) + diminui estoque de riqueza (queda do patrimônio – variável estoque
POUPANÇA (S)
 POUPANÇA = RENDA NÃO CONSUMIDA
PELAS FAMÍLIAS → ofertam recursos não
consumidos no mercado financeiro
 Empresas são demandantes de recursos no
mercado financeiro → juros
 Mercado de bens de investimento → empresas
demandam máquinas e equipamentos.
 Temos que PRODUTO = C + I

 POUPANÇA = INVESTIMENTO

 Mundo real: agentes estão sujeitos a


desapontamentos o que provoca movimentos de
ajustes (via quantidades ou preços)
FLUXO CIRCULAR DE RENDA - AMPLIADO

Mercado de
Bens de Mercado de
Investimento bens e serviços

Receitas de
Demanda de vendas de
Máquinas e bens de I
equipamentos

Mercado
Empresas financeiro Famílias
Demanda Oferta
de recursos de recursos

Oferece sua
força de
Mercado de trabalho

trabalho

*Vazamentos (Investimento) = Injeções (Poupança)