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Curva Granulométrica

Interessado: Rede CELPA - PUC-Rio Data: 19/9/01

Granulometria Projeto: Estudo de estabilidade e comportamento


Local: U.H.E. De Curuá-Una
Ensaio: 01

Amostra: M33

14"
18"
Diâmetros

5/16"

1 ½"
1/4"
3/8"
1/2"

3/4"
200

100

12"
16"
20"

30"
40"
Peneira No (USCS)

60
50
40
30

20
16

10

1"

2"

3"
4"
5"
6"
8"
8

6
4
100 0 Efetivos
(mm)
90 10

D10= 0,0009
80 20

D15= 0,0013

Porcentagem retida (%)


70 30
(%)

D30= 0,0241
60 40
Porcentagem que passa

D50= 0,1258
50 50

D60= 0,1859
40 60

D85= 0,7127
30 70

20 80 Coeficientes
de
10 90
Uniformidade
e
0 100
Curvatura
0,0001 0,001 0,01 0,1 1 10 100 1000
Diâmetro dos Grãos (mm)
Cu= 217,1
Areia Pedregulho
ABNT Argila Silte fina média grossa fino médio grosso
Pedra Matacão
Areia Pedregulho
USCS Argila Silte fina média grossa 1 2 3 4 Cc= 3,7
MIT Argila Silte Areia Pedregulho
fina média grossa
Introdução

O solo em seu estado natural, pode apresentar


uma composição formada por diferentes
partículas, de diferentes tamanhos, sendo esta
composição representada pela curva
granulométrica do solo, resultado do ensaio de
granulometria.
Introdução

A curva granulométrica de um solo pode por


exemplo indicar se ele é uniforme, ou bem
graduado, formado apenas de areia ou se
trata-se de um solo argiloso, características
fundamentais em diversos projetos de
engenharia.
O Ensaio de Granulometria

O ensaio de granulometria é utilizado para determinar a distribuição


granulométrica do solo, ou em outras palavras, a percentagem em
peso que cada faixa especificada de tamanho de grãos representa
na massa seca total utilizada para o ensaio.
O Ensaio de Granulometria

O ensaio de granulometria é dividido em duas partes distintas,


utilizáveis de acordo com o tipo de solo e as finalidades do ensaio
para cada caso particular.

São elas: análise granulométrica por peneiramento e análise


granulométrica por sedimentação.
O Ensaio de Granulometria

Os solos grossos (areias e pedregulhos), possuem pouca ou


nenhuma quantidade de finos, e assim podem ter a sua curva
granulométrica inteiramente determinada utilizando-se somente o
peneiramento.

Os solos com quantidades de finos significativas, devem ser


ensaiados através da granulometria conjunta, que engloba as fases
de peneiramento e sedimentação.
O Ensaio de Granulometria

Através dos resultados obtidos desse ensaio, é possível a


construção da curva de distribuição granulométrica, que possui
fundamental importância na caracterização geotécnica do solo,
principalmente no caso dos solos grossos.
O Ensaio de Granulometria – Procedimento:

O procedimento experimental para o ensaio de


granulometria divide-se em três partes:

- Peneiramento Grosso
- Peneiramento Fino
- Ensaio de Sedimentação
O Ensaio de Granulometria – Procedimento:
Peneiramento Grosso

O peneiramento grosso é realizado utilizando-se a


quantidade de solo que fica retida na #10 (2,00mm), no
momento da preparação da amostra, seguindo-se o
seguinte procedimento experimental:

1°) Lava-se o material na #10 colocando-o em seguida


na estufa.
O Ensaio de Granulometria – Procedimento:
Peneiramento Grosso

2°) As peneiras de aberturas maiores e igual a #10 são


colocadas uma sobre as outra com as aberturas das
malhas crescendo de baixo para cima.

Embaixo da peneira de menor abertura (#10) será


colocado o prato que recolherá os grãos que por ela
passarão.
O Ensaio de Granulometria – Procedimento:
Peneiramento Grosso

Em cima da peneira de maior abertura será colocada a


tampa para que se evite a perda de partículas no início
do processo de vibração.

O conjunto de peneiras assim montado poderá ser


agitado manualmente ou conduzido a um peneirador
capaz de produzir um movimento horizontal e um vertical
às peneiras, simultaneamente.
O Ensaio de Granulometria – Procedimento:
Peneiramento Grosso

3°) Pesa-se a fração de solo retida em cada peneira, até


chegar à #10 (2,00mm).
O Ensaio de Granulometria – Procedimento:
Peneiramento Fino

O peneiramento fino é realizado utilizando-se cerca de


120g de solo que consegue passar na #10 (2,00mm), no
momento da preparação da amostra, seguindo-se o
seguinte procedimento experimental:

1°) Põe-se o material na #200 (0,075mm), lavando-o e


em seguida colocando-o na estufa.
O Ensaio de Granulometria – Procedimento:
Peneiramento Fino

2°) Junta-se e empilha-se as peneiras de aberturas


compreendidas entre as peneiras #10 (2,00mm) e #200
(0,075mm), coloca-se o material seco no conjunto de
peneiras e agita-se o conjunto mecânica ou
manualmente (tomando-se todos os cuidados descritos
para o caso do peneiramento grosso).

3°) Pesa-se a fração de solo retida em cada peneira.


O Ensaio de Granulometria – Procedimento:
O Ensaio de Granulometria – Peneiras:
O Ensaio de Granulometria – ABNT

Classificação Diâmetro dos Grãos


Argila Menor que 0.002 mm
Silte Entre 0.002 e 0.06 mm
------------------------- # 200 -------------------------
Areia Fina Entre 0.06 e 0.2 mm
Areia Média Entre 0.2 e 0.6 mm
Areia Grossa Entre 0.6 e 2 mm
Pedregulho Entre 2 e 60 mm
O Ensaio de Granulometria – ABNT

Número(#) Abertura da malha (mm)


4 4,76

10 2,00

16 1,20

20 0,84

30 0,60

40 0,42

60 0,25

100 0,150

200 0,075
O Ensaio de Granulometria – ABNT

A peneira #200 corresponde na


verdade a uma abertura de 0.074 mm,
devido à diferenças entre normas e
sistemas métricos, mesmo assim divide
solos finos e grossos.
O Ensaio de Granulometria – ABNT

Porcentagem que Passa


É o peso de material que passa em cada peneira, referido ao peso
seco da amostra;

Porcentagem Retida
É a percentagem retida numa determinada peneira. Obtemos este
percentual, quando conhecendo-se o peso seco da amostra,
pesamos o material retido, dividimos este pelo peso seco total e
multiplicamos por 100
O Ensaio de Sedimentação

Os solos finos, que passam pela peneira #200, ou seja,


os solos com partículas menores que 0.06 mm, são
divididos entre siltes e argilas, sendo que esta divisão é
realizada através do ensaio de sedimentação.
O Ensaio de Sedimentação

Para a realização do ensaio de sedimentação, utiliza-se


uma amostra de 50 a 100g, através do seguinte
procedimento:

1°) Coloca-se a amostra em imersão (6 a 24hs) com


defloculante (solução dehexametafosfato de sódio).

2°) Agita-se a mistura no dispersor elétrico por 5 a 15min.


O Ensaio de Sedimentação

3°) Transfere-se a mistura para uma proveta graduada,


completando com água destilada até 1000ml e realiza-se
o agitamento da mistura solo/água.

4°) Efetua-se leituras do densímetro nos instantes de


30s, 1min, 2, 4, 8, 15, 30min, 1h, 2, 4, 8, 24h.
O Ensaio de Sedimentação
O Ensaio de Sedimentação
O Ensaio de Sedimentação
calcula-se o diâmetro máximo das partículas em suspensão, no
momento de cada leitura do densímetro, pela fórmula baseada
na expressão da lei de Stokes:

1800 a
d 
 a t
d - diâmetro máximo das partículas, em mm;
 - coeficiente de viscosidade do meio dispersor (água), em g seg./cm2;
a - altura de queda das partículas, correspondentes à leitura do
densímetro, em cm, obtida na curva de calibração do densímetro;
t - tempo sedimentação, em seg.;
 - massa específica real do solo, em g/cm3;
a-densidade absoluta do meio dispersor, em g/cm3.
O Ensaio de Sedimentação
A tabela abaixo dá os diâmetros d correspondentes aos tempos t
prescritos neste Método, admitidos os seguintes valores na
fórmula de Stokes:

a = 20 cm;
 = 1,03x10-5 g.seg./cm2 (água a 20oC);
 = 2,65 g/cm3;
a= 1 g/cm3 (água a 20o C).
t - min d - mm t - horas d - mm
0,5 0,087 1 0,0079
1 0,061 2 0,0056
2 0,043 4 0,0039
4 0,031 8 0,0028
8 0,022 25 0,0016
15 0,016 50 0,0011
30 0,011
A Curva Granulométrica
100 0
90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70

20 80
10 90
0 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100

Diâmetro das Partículas (mm)


Curva Granulométrica
100 0

90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70

20 80
10 90
0 0.002 0.006 0.02 0.06 0.2 0.6 2 6 20 60 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100
argila Silte fina média grossa pedregulho
areias

Diâmetro das Partículas (mm)


Curva Granulométrica
100 0

90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70

20 80
10 90
0 0.002 0.006 0.02 0.06 0.2 0.6 2 6 20 60 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100
argila Silte fina média grossa pedregulho
areias

Diâmetro das Partículas (mm)


Exercícios – Trace a Curva Granulométrica
Exercícios – Trace a Curva Granulométrica

Diâmetro das Porcentagem


Porcentagem
Partículas Retida
Retida
(mm) acumulada
60 0 0
2 10 10
0.6 10 20
0.2 10 30
0.06 20 50
0.002 40 90
Fundo 10 100
Curva Granulométrica
100 0

90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70

20 80
10 90
0 0.002 0.06 0.2 0.6 2 60 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100
argila Silte fina média grossa pedregulho
areias

Diâmetro das Partículas (mm)


Exercícios – Trace a Curva Granulométrica
Exercícios – Trace a Curva Granulométrica

Diâmetro das Porcentagem


Porcentagem
Partículas Retida
Retida
(mm) acumulada
60 0 0
2 0 0
0.6 0 0
0.2 0 0
0.06 10 10
0.002 40 50
Fundo 50 100
Curva Granulométrica
100 0

90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70

20 80
10 90
0 0.002 0.06 0.2 0.6 2 60 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100
argila Silte fina média grossa pedregulho
areias

Diâmetro das Partículas (mm)


Exercícios – Trace a Curva Granulométrica

Diâmetro das Porcentagem


Porcentagem
Partículas Retida
Retida
(mm) acumulada
60 0 0
2 0 0
0.6 10 10
0.2 10 20
0.06 80 100
0.002 0 100
Fundo 0 100
Curva Granulométrica
100 0

90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70

20 80
10 90
0 0.002 0.06 0.2 0.6 2 60 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100
argila Silte fina média grossa pedregulho
areias

Diâmetro das Partículas (mm)


Exercícios – Trace a Curva Granulométrica
Exercícios – Trace a Curva Granulométrica

Diâmetro das Porcentagem


Porcentagem
Partículas Retida
Retida
(mm) acumulada
60 0 0
2 40 40
0.6 0 40
0.2 0 40
0.06 0 40
0.002 20 60
Fundo 40 100
Curva Granulométrica
100 0

90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70

20 80
10 90
0 0.002 0.06 0.2 0.6 2 60 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100
argila Silte fina média grossa pedregulho
areias

Diâmetro das Partículas (mm)


Exercícios – Trace a Curva Granulométrica
Parâmetros extraídos da Curva Granulométrica

- Diâmetro efetivo (D10);

- Coeficiente de uniformidade (Cu);

- Coeficiente de curvatura (Cc).


Parâmetros extraídos da Curva Granulométrica

Diâmetro efetivo (D10)

É o ponto característico da curva granulométrica para medir a finura do


solo, que corresponde ao ponto de 10%, tal que 10% das partículas do
solo possuem diâmetro inferiores a ele.
Parâmetros extraídos da Curva Granulométrica

Coeficiente de uniformidade (Cu)


Dá uma ideia da distribuição do tamanho das partículas do solo;
valores próximos de 1 indicam curva granulométrica quase vertical,
com os diâmetros variando em um intervalo pequeno, enquanto que,
para valores maiores, a curva granulométrica irá se abatendo e
aumentando o intervalo de variação dos diâmetros. Da mesma forma
que foi definido D10 , define-se D30 e D60 .
Parâmetros extraídos da Curva Granulométrica

Coeficiente de uniformidade (Cu)

Cu = D60 / D10

Cu < 5: uniformes;
Cu > 15 desuniformes;
5 < Cu < 15: medianamente uniformes.

A representação da curva granulométrica em papel semilogaritmo


apresenta vantagens, pois os solos com Cu, aproximadamente iguais,
serão representados por curvas paralelas.
Parâmetros extraídos da Curva Granulométrica

Coeficiente de curvatura (Cc)


Indica a forma e a simetria da curva granulométrica, e é igual a:

D30 2
Cc 
D60  D10

1 < Cc < 3: solo bem graduado


Curva Granulométrica
100 0

90 10
Porcentagem que passa

80 20

Porcentagem retida
70 30
60 40
50 50
40 60
30 70
20 80
10 90
0 0.002 0.06 0.2 0.6 2 60 100
0.001 0.01 0.1 1 10 100
argila Silte fina média grossa pedregulho
areias

Diâmetro das Partículas (mm)


Exercícios – Para as Curvas dadas, Calcule:

- Diâmetro efetivo (D10);

- Coeficiente de uniformidade (Cu);

- Coeficiente de curvatura (Cc).


Até a próxima aula!!!